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Disciplina: Grandes Estruturas Prof.: Liege Pacheco I. História dos Edifícios Altos • Farol de Alexandria

Disciplina: Grandes Estruturas

Prof.: Liege Pacheco

I. História dos Edifícios Altos

• Farol de Alexandria com 100 metros de altura construído em alvenaria, dois séculos antes de Cristo.

• Templo de Todai – Ji, Japão, com 94 metros de altura construído em madeira, no ano de 974.

• Na arquitetura romana os inúmeros aquedutos, como o de Segóvia com 30 metros de altura, o Pantheon de Agripa, com 46 m construído no ano 120.

• Na arquitetura bizantina as Igrejas de São Marcos em Veneza e a de Santa Sofia em Constantinopla com 55 metros de altura e uma cúpula com 31 metros de diâmetro, construída em 532.

• Na arquitetura gótica a Catedral de Milão com altura de 100 metros.

• Na arquitetura renascentista a Catedral de Florença e a Igreja de São Pedro, esta com 136 metros de altura.

• Situa-se no século XIX o início da construção dos grandes edifícios modernos.

II. Megaestruturas inteligentes: a

engenharia dos novos arranha-céus

Os grandes arranha-céus surgem quando é resolvido o problema de transporte vertical e materiais mais resistentes são produzidos.

• Os primeiros edifícios altos são em alvenaria. O maior de todos é Monadnock

Building de Chicago construído em 1891 com 16 andares e paredes de mais de 2m de espessura.

• A grande revolução arquitetônica que se consolidará no século XX é deflagrada com

a construção em 1883 de um edifício totalmente em estrutura metálica, o Edifício Home Insurance, em Chicago, com 10 andares.

• As novas soluções separam as funções de sustentação das de divisão. As paredes dão lugares aos pilares isolados.

A solução do problema de circulação vertical faz com que a altura dos edifícios cresça

rapidamente:

13 andares em 1883

20 andares em 1891

29 andares em 1896

60 andares em 1913 (Woolworlh Building)

100 andares em 1931 (Empire State Building)

Disciplina: Grandes Estruturas Prof.: Liege Pacheco  110 andares em 1960 ( World Trade Center)

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110 andares em 1960 ( World Trade Center)

• No Brasil podemos citar os edifícios altos em concreto armado:

Banco do Estado de São Paulo com 34 andares, em 1946.

Edifício Itália com 45 andares, em 1956 e durante algum tempo o mais alto do mundo em concreto.

À prova de ventos fortes, fogo, terremotos e outros desastres naturais: conheça algumas tecnologias empregadas na construção de arranha-céus e grandes estruturas.

POR TECMUNDO

Publicado em 7 de março de 2014

Você já parou para se perguntar como um prédio de mais de 100 andares é construído? Como é de se esperar, usar a tecnologia que é empregada em edifícios menores para erguer arranha-céus de quase 1 km de altura não funciona e poderia resultar em desastres monumentais.

O problema é que existem várias forças atuando sobre esses edifícios e, conforme a altura, isso fica ainda mais crítico. As megaestruturas inteligentes são edifícios e construções que podem se adaptar sozinhos a diversos desastres com o mínimo de dano.

Para conseguir fazer um prédio dessas proporções, é preciso calcular cada detalhe: o formato do edifício para que ele absorva o impacto do vento, os materiais usados, as saídas de emergência, o tipo de tecnologia empregado para combater eventos de acordo com a geografia do lugar etc.

PERIGOS DO DIA A DIA E DESASTRES NATURAIS

do lugar etc. PERIGOS DO DIA A DIA E DESASTRES NATURAIS Burj Khalifa, em Dubai, o

Burj Khalifa, em Dubai, o maior edifício do mundo (Fonte da imagem: Flickr/Chusico)

Disciplina: Grandes Estruturas Prof.: Liege Pacheco Para uma construção normal, a maior parte dos acontecimentos

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Para uma construção normal, a maior parte dos acontecimentos do dia a dia não chega a afetar a estrutura do prédio ou da casa. Porém em um edifício de proporções tão grandes quanto as do Burj Khalifa (imagem acima), por exemplo, existem perigos extras que precisam ser levados em conta, como o vento.

Não estamos falando de um vento forte como um furacão mas sim um vento normal do dia a dia! Esse fenômeno tão natural e praticamente inofensivo para casas e prédios de alturas mais baixas é algo que poderia ser a causa de um acidente sem precedentes, caso os engenheiros não se preocupassem durante a construção de um desses megaedifícios.

Sem a resistência dos prédios ao redor, a parte de cima de um arranha-céu sofre com ventos muito mais fortes. Além disso, por não ter um ponto de apoio fixo no topo, ele pode balançar vários metros para os lados ou, em casos extremos, quebrar e simplesmente cair no meio da cidade.

A engenharia tem evoluído bastante a ponto de conseguir superar até os maiores desafios que, em uma construção de porte tão grande, também são imensos. Conheça algumas soluções inteligentes apontadas para driblar os perigos do dia a dia e conseguir também mais segurança para áreas de riscos que sofrem com desastres naturais.

No Brasil é muito raro que ventos fortes cheguem a se tornar furacões, mas isso não quer dizer que não existam desastres relacionados a esse evento natural. Se aqui as ventanias já causam estragos, imagine o que aconteceria em áreas de risco se as construções não fossem preparadas para isso?

Ventos fortes que podem balançar prédios

Como já dito anteriormente, os prédios mais altos sofrem bastante com esse tipo de fenômeno e podem causar desastres de engenharia se as medidas corretas não forem tomadas. A forma do prédio, a estrutura e grandes projetos internos contam bastante para evitar que os ventos sejam “cruéis” com esses arranha-céus.

Disciplina: Grandes Estruturas Prof.: Liege Pacheco O formato e a dimensão dos andares combatem o

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Disciplina: Grandes Estruturas Prof.: Liege Pacheco O formato e a dimensão dos andares combatem o vento

O formato e a dimensão dos andares combatem o vento de maneira aerodinâmica (Fonte da imagem: Reprodução/Wikimedia)

O Burj Khalifa, em Dubai, é o prédio mais alto do mundo (160 andares e altura de 828 metros) e os seus engenheiros precisaram arranjar soluções de vários tipos para lidar com o vento. Por exemplo, o formato dos andares, com três pontas para os lados e uma base mais larga (como a figura acima mostra), é bastante aerodinâmico e serve para “enganar o vento”.

Nem sempre o uso de materiais mais resistentes e densos é recomendado. É necessário deixar que o prédio realmente balance um pouco e tenha certa flexibilidade para que ele possa suportar melhor os ventos. O Taipei 101 (localizado em Taiwan, com 101 andares em 509,2 metros), por exemplo, possui uma esfera imensa pendurada na parte de dentro do topo, que serve para contrabalancear e amortecer o movimento do vento.

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Disciplina: Grandes Estruturas Prof.: Liege Pacheco Essa esfera no topo do Taipei 101 serve como

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Disciplina: Grandes Estruturas Prof.: Liege Pacheco Essa esfera no topo do Taipei 101 serve como amortecedor

Essa esfera no topo do Taipei 101 serve como amortecedor e contrapeso para o vento (Fonte da imagem: Flickr/Paul Blair)

Essa esfera balança cerca de 35 cm a cada sete segundos, algo que é considerado mínimo e imperceptível perto do tamanho deste arranha-céu. Esse movimento é contrário ao do vento e, desta forma, acaba amortecendo o balanço para todos os lados. Em caso de furacões, a esfera possui um sistema de segurança com pistões para não balançar mais do que a média.

Evacuação de pessoas em caso de fogo e outros desastres

O vento está longe de ser o único perigo para essas megaestruturas: qualquer

desastre ou perigo é maior quando você está a quase 1 km de altura (como é o caso

do Burj Khalifa). Se, por exemplo, alguma parte do prédio pegar fogo, como pode ser

feita a evacuação de todas as pessoas mesmo nos andares mais altos?

Descer de escada (que é o que acontece em prédios de altura normal) não é uma alternativa válida, então os especialistas precisam pensar em outras soluções. A primeira delas é que todos os elevadores possuem vedação especial contra fogo e água e geradores exclusivos, permitindo que eles sejam usados mesmo em casos extremos.

Disciplina: Grandes Estruturas Prof.: Liege Pacheco Andares especiais no Burj Khalifa para o descanso e

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Disciplina: Grandes Estruturas Prof.: Liege Pacheco Andares especiais no Burj Khalifa para o descanso e espera

Andares especiais no Burj Khalifa para o descanso e espera em caso de desastres (Fonte da imagem:

Reprodução/Business Week)

Se você preferir ir de escada ou se os elevadores estiverem muito cheios, existem andares especiais a cada 25 pisos, que servem de refúgio para descanso ou mesmo para esperar socorro. Esses andares estão presentes na maior parte dos grandes arranha-céus e são pressurizados (como a cabine de um avião), completamente à prova de fogo e climatizados, prontos para abrigar quem estiver precisando descansar.

Se você está se perguntando por que então os andares não são todos como estes, a resposta é simples: eles são extremamente pesados. Um prédio da altura do Burj Khalifa jamais seria erguido com pisos totalmente à prova de fogo, já que o concreto usado é muito mais denso e inviabilizaria o processo física e financeiramente.

Outros edifícios preparados para combater a natureza

Disciplina: Grandes Estruturas Prof.: Liege Pacheco US Bank Tower, ao centro (Fonte da imagem: Reprodução/Wikimedia)

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Disciplina: Grandes Estruturas Prof.: Liege Pacheco US Bank Tower, ao centro (Fonte da imagem: Reprodução/Wikimedia)

US Bank Tower, ao centro (Fonte da imagem: Reprodução/Wikimedia)

Apesar de não serem tão altos ou famosos quanto o Burj Khalifa e o Taipei 101, outros arranha-céus também possuem tecnologias e maneiras de driblar a natureza. O US Bank Tower de Los Angeles (310 metros de altura), por exemplo, possui resistência a terremotos de até 8,3 pontos. Ele possui dois andares especiais (a partir do 53º) que neutralizam a força do vento e de tremores.

Em Kuala Lumpur, as torres Petronas Twin Towers (378 metros de altura) possuem uma ponte no 41º e no 42º andar, ligando um prédio ao outro. Para evitar problemas causados por ventos ou terremotos, elas são fixadas aos edifícios por dobradiças e rolamentos totalmente flexíveis dos dois lados.

Disciplina: Grandes Estruturas Prof.: Liege Pacheco Detalhe da ponte entre as Petronas Twin Towers (Fonte

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Disciplina: Grandes Estruturas Prof.: Liege Pacheco Detalhe da ponte entre as Petronas Twin Towers (Fonte da

Detalhe da ponte entre as Petronas Twin Towers (Fonte da imagem: Flickr/Mike Villiger)

Dessa forma, se os prédios balançarem em direções opostas com o vento ou durante tempestades mais fortes, a ponte se mantém fixa e neutraliza o movimento de forma que as pessoas que estiverem passando por lá no momento sintam o menor desconforto possível. Na verdade, apesar de ser flexível, não é possível detectar movimentos fortes na ponte entre Petronas Twin Towers.

O Shanghai World Financial Center (492 metros de altura), construído na China, possui uma característica marcante na sua estrutura: um enorme buraco em forma de trapézio no topo do edifício. Além da estética, esse buraco combinado com a estrutura única do edifício ajuda a proteger o prédio contra o perigo dos fortes ventos.

Não existe um limite exato a partir do qual as forças horizontais possam influir mais do que as forças verticais na escolha do sistema estrutural. Uma boa indicação é dada pelas próprias Normas Brasileiras que dizem:

A ação do vento deve ser considerada obrigatoriamente no caso de estruturas com nós deslocáveis, nas quais a altura seja maior que quatro vezes a largura menor, ou em que, numa dada direção, o número de filas de pilares seja inferior a quatro”.

Disciplina: Grandes Estruturas Prof.: Liege Pacheco III. ELEMENTOS ESTRUTURAIS Os elementos estruturais, assim como toda

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III. ELEMENTOS ESTRUTURAIS

Os elementos estruturais, assim como toda e qualquer estrutura, devem apresentar as propriedades de resistência e de rigidez, isto é, serem capazes de resistir cargas, dentro de certos limites, sem se romperem e sem sofrer grandes deformações ou variações de suas dimensões originais.

Resistência: Capacidade de transmitir as forças internamentes dos pontos de aplicação aos apoios, sem que ocorra a ruptura da peça.

Rigidez: Capacidade de não deformar excesssivamente, para o carregamento previsto, o que comprometeria o funcionamento e o aspecto da estrutura.

3.

Elementos estruturais

• Toda construção necessita de uma estrutura suporte, que por sua vez necessita de

projeto, planejamento e execução própria; • Estrutura em uma construção: função prioritária de garantir a forma espacial idealizada, com segurança, por um determinado período de tempo.

3.1. Definições básicas

• Estruturas ou sistemas estruturais podem ser entendidas como disposições racionais e adequadas de diversos elementos estruturais;

• Elementos estruturais: corpos sólidos deformáveis com capacidade de receber e de transmitir solicitações em geral.

Linear: duas dimensões da mesma ordem de grandeza e bem menores que a terceira (Barras);

Superfície: duas dimensões da mesma ordem de grandeza e bem maiores que a terceira;

Volume: três dimensões da mesma ordem de grandeza.

da mesma ordem de grandeza e bem maiores que a terceira; – Volume: três dimensões da
Disciplina: Grandes Estruturas 3.2. Estruturas lineares (Unidimensionais) Prof.: Liege Pacheco • Formadas por uma ou

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3.2. Estruturas lineares (Unidimensionais)

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• Formadas por uma ou mais barras (vigas, pilares, arcos, pórticos, grelhas, etc.);

• Definições básicas:

Eixo de uma barra;

Seção transversal de uma barra;

Barra reta ou barra curva:

3.2.1. Vigas

• São estruturas lineares, dispostas horizontalmente ou inclinadas, com um ou mais apoios. As vigas são utilizadas para transmitir na direção horizontal, as cargas verticais. Mecanismo resistente: flexão e cisalhamento.

utilizadas para transmitir na direção horizontal, as cargas verticais. Mecanismo resistente: flexão e cisalhamento. 10
Disciplina: Grandes Estruturas 3.2.2. Treliças Prof.: Liege Pacheco • São estruturas lineares constituídas por

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3.2.2. Treliças

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• São estruturas lineares constituídas por barras retas, dispostas de modo a formar painéis triangulares, e solicitadas predominantemente por tração ou compressão.

• Painel: trecho de uma estrutura linear compreendido entre dois alinhamentos consecutivos de montantes;

• Nó: junção das extremidades das barras de uma estrutura linear;

• Viga treliçada: treliça de banzos paralelos;

• Tesoura: treliça de banzos não paralelos, destinada ao suporte de uma cobertura.

• Materiais mais comuns: aço, alumínio e madeira.

Disposições construtivas:

Treliça Pratt ou N

e madeira. Disposições construtivas: Treliça Pratt ou N Treliças triangulares Treliças com banzo superior curvo 11

Treliças triangulares

e madeira. Disposições construtivas: Treliça Pratt ou N Treliças triangulares Treliças com banzo superior curvo 11

Treliças com banzo superior curvo

e madeira. Disposições construtivas: Treliça Pratt ou N Treliças triangulares Treliças com banzo superior curvo 11
Disciplina: Grandes Estruturas 3.2.3. Pilares Prof.: Liege Pacheco • São barras onde predominam forças normais

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3.2.3. Pilares

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• São barras onde predominam forças normais de compressão. Com seção circular, recebem a denominação de colunas.

3.2.4. Pórticos

• São estruturas lineares planas, não sendo constituídas de barra única de eixo teoricamente retilíneo.

- Pórticos planos simples

- Pórtico plano de andares múltiplos

planos simples - Pórtico plano de andares múltiplos Características: • Se houver uma ligação rígida entre

Características:

Se houver uma ligação rígida entre a viga e o pilar, cria-se o pórtico simples.

O pórtico simples tem rigidez bem superior ao sistema pilares com viga.

• Quando se carrega a viga a tendência dos apoios dos pilares é se afastarem. Para que isto não aconteça é necessário o aparecimento de esforços horizontais empuxos.

• O empuxo provoca flexão no pilar e compressão na viga.

• Os três elementos de um pórtico simples estão submetidos a tensões de compressão e a flexão.

• Em geral no pilar predomina compressão e na viga, flexão.

• Os pórticos simples podem ser articulados ou engastados na fundação.

• Os pórticos articulados submetidos a cargas verticais produzem tensões de tração na face externa dos pilares.

Disciplina: Grandes Estruturas Prof.: Liege Pacheco •Quando submetido a cargas laterais ( vento), a ligação

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•Quando submetido a cargas laterais ( vento), a ligação rígida da viga com o pilar transfere a carga para os dois pilares dificultando sua deformação , diminuindo assim, as tensões de flexão.

• Em geral os pórticos são muito flexíveis pois suas colunas não tem grandes esforços de flexão, portanto podem ser esbeltos.

Se

quisermos

aumentar

a

rigidez

do

pórtico,

podemos

aumentar

as

dimensões do pilar ou fazer um contraventamento.

3.2.5. Grelhas

• As grelhas são constituídas por estruturas lineares (vigas), situadas em um mesmo plano, formando uma malha que recebem solicitações não coplanares.

uma malha que recebem solicitações não coplanares. 3.2.6. Estruturas Pênseis • São estruturas lineares

3.2.6. Estruturas Pênseis

• São estruturas lineares cujos elementos principais são constituídos por cabos. Um material não rígido, flexível, formado de modo definido e suportado por extremidades fixas, que pode suportar-se a si próprio e cobrir um vão: essa é a definição dos sistemas estruturais de forma ativa.

Fio: barras que só podem resistir a solicitações de tração segundo seu eixo;

Cabo: conjunto de fios: A elevada resistência do aço à tração faz do cabo de aço um elemento estrutural ideal para cobrir vãos.

• Pouco resistência à flexão.

• Sob a ação de uma carga em seu ponto médio o cabo adota uma forma simétrica, triangular.

• Flecha é distância vertical entre os apoios e a parte inferior do cabo.

• A variação da carga acarreta uma variação proporcional nas tensões.

• As tensões aumentam em proporção geométrica com o aumento do vão.

• As tensões são inversamente proporcionais à flecha.

Disciplina: Grandes Estruturas Prof.: Liege Pacheco – Rede: estrutura linear não plana, cujas barras se

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Rede: estrutura linear não plana, cujas barras se dispõem de modo que seus eixos se situam em uma superfície homeoforma do plano.

seus eixos se situam em uma superfície homeoforma do plano. 3.2.7. Arcos • São barras curvas,
seus eixos se situam em uma superfície homeoforma do plano. 3.2.7. Arcos • São barras curvas,

3.2.7. Arcos

• São barras curvas, em que os esforços solicitantes predominantes são forças normais de compressão, agindo simultaneamente ou não, com momentos fletores.

Ao se inverter a forma parabólica de um cabo, submetido a carga uniformemente distribuída, obtém-se a forma ideal de um arco, submetido somente à tensões de compressão.

O arco só é funicular para um tipo de carregamento, pois sua forma não pode mudar.

Ao

variar

o

carregamento

o

arco

pode

ter

outros

esforços

que

não

sejam

compressão.

• Dependendo da carga um arco pode ter a forma funicular estando então, submetido somente à compressão.

• O peso próprio acarreta a compressão, as demais cargas, flexão.

Disciplina: Grandes Estruturas Prof.: Liege Pacheco • A forma de um arco não se determina

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• A forma de um arco não se determina apenas por motivos estruturais. O arco romano

possui propriedades construtivas que justificam o seu emprego. O arco gótico tem vantagens estruturais e o arco arábico é “incorreto” do ponto de vista estrutural.

• O arco desenvolve empuxo horizontal. O empuxo é proporcional a carga, ao quadrado do vão e inversamente proporcional a altura do arco. • O arco pode ter apoios engastados e articulados.

• O arco bi-engastado é mais rígido que o bi-articulado.

• Um terceiro tipo de arco muito usado é o tri-articulado que absorve bem as diferenças de temperatura e recalques de apoio.

• Exemplos de pontes.

-articulado que absorve bem as diferenças de temperatura e recalques de apoio. • Exemplos de pontes.

Exemplos reais:

-articulado que absorve bem as diferenças de temperatura e recalques de apoio. • Exemplos de pontes.
Disciplina: Grandes Estruturas Prof.: Liege Pacheco PONTE EM ARCO ESTAIADA PONTE TRELIÇADA 3.3. Estruturas de

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Disciplina: Grandes Estruturas Prof.: Liege Pacheco PONTE EM ARCO ESTAIADA PONTE TRELIÇADA 3.3. Estruturas de

PONTE EM ARCO ESTAIADA

PONTE TRELIÇADA
PONTE TRELIÇADA

3.3. Estruturas de superfície (bidimensionais)

• São definidas a partir de sua superfície média e lei de variação da sua espessura. Destacam-se as placas, chapas e cascas.

Chapa: folha plana sujeita a esforços apenas no seu plano médio;

Viga-parede: chapa disposta verticalmente sobre apoios isolados;

Laje ou placa: folha plana sujeita principalmente a esforços fora do seu plano

médio.

A ação bidirecional dos entramados de vigas se deve a união pontual em suas interseções. Este efeito será mais pronunciado se os espaços entre as vigas são preenchidos com lajes ou placas.

Disciplina: Grandes Estruturas Prof.: Liege Pacheco • Uma placa ou laje é um elemento estrutural

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• Uma placa ou laje é um elemento estrutural monolítico de espessura relativamente pequena, usado para cobrir áreas geralmente de forma retangular.

• Pode-se conceber, então, qualquer ponto de placa como a interseção de duas vigas pertencentes a um sistema de entramado retangular.

• Quando carrega-se a placa, todos os pontos sofrerão deflexão e torção. A

deflexão produz efeito de viga em duas direções tensões de flexão e corte. A torção produz corte.

• É importante salientar que à torção na placa se deve uma boa porcentagem da sua capacidade de carga.

• Como os entramados, as placas perdem a maior parte de seu efeito

bidirecional quando um dos lados do retângulo é muito maior que o outro.

• A maior parte da carga se transmite aos apoios nos lados maiores, pois o vão menor é mais rígido.

• As condições de apoio podem diferir nos quatro lados de uma placa.

Podemos ter várias combinações entre engastamento, apoio articulado e bordo livre.

• As

placas

podem

triangular, anular, etc.

ter

diversas

formas.

Retangular,

poligonal,

circular,

• As placas podem apoiar diretamente sobre pilares, sem a necessidade de vigas. São as lajes “cogumelos”.

sem a necessidade de vigas. São as lajes “cogumelos” . Laje cogumelo – Casca: folha curva

Laje cogumelo

de vigas. São as lajes “cogumelos” . Laje cogumelo – Casca: folha curva sujeita a esforços

Casca: folha curva sujeita a esforços no seu plano médio;

As cascas são estruturas resistentes de forma suficientemente delgadas para não desenvolverem tensões de flexão, porém, suficientemente espessas para resistirem às cargas através de tensões de tração, compressão e cisalhamento.

Disciplina: Grandes Estruturas Prof.: Liege Pacheco – Abóboda: casca cilíndrica sujeita principalmente a esforços

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Abóboda: casca cilíndrica sujeita principalmente a esforços normais de compressão.

sujeita principalmente a esforços normais de compressão. – Cúpula: casca de dupla curvatura sujeita

Cúpula: casca de dupla curvatura sujeita principalmente a esforços de compressão;

Folha prismática: folha poliédrica de arestas paralelas.

a esforços de compressão; – Folha prismática: folha poliédrica de arestas paralelas. Exemplos reais: 18

Exemplos reais:

a esforços de compressão; – Folha prismática: folha poliédrica de arestas paralelas. Exemplos reais: 18
Disciplina: Grandes Estruturas 3.4. Estruturas de bloco (Tridimensionais) Prof.: Liege Pacheco • São elementos

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3.4. Estruturas de bloco (Tridimensionais)

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• São elementos estruturais comumente empregados nas fundações das construções ou também em grandes obras, como barragens.

comumente empregados nas fundações das construções ou também em grandes obras, como barragens. Exemplos reais: 19

Exemplos reais:

comumente empregados nas fundações das construções ou também em grandes obras, como barragens. Exemplos reais: 19
Disciplina: Grandes Estruturas Prof.: Liege Pacheco IV. Condições de Equilíbrio • Uma edificação não deverá

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IV. Condições de Equilíbrio

• Uma edificação não deverá se mover.

• Como é impossível impedir todos os deslocamentos, eles deverão ser tão pequenos

que a edificação parecerá estar imóvel.

• Condição de equilíbrio no plano: Σ Fx = 0 , Σ Fy = 0, Σ Mz = 0

Estabilidade

• Uma edificação pode girar em função de um furacão se não estiver adequadamente

engastado no solo.

• Assentamento da edificação em terreno com resistência não uniforme.

V. Cargas (Esforços Solicitantes)

Representação dos carregamentos (Constante, triangular e trapezoidal) do dia 01/09/2015

Representação dos carregamentos (Constante, triangular e trapezoidal) do dia 01/09/2015 Ver anotações da aula 20

Ver anotações da aula

Representação dos carregamentos (Constante, triangular e trapezoidal) do dia 01/09/2015 Ver anotações da aula 20
Disciplina: Grandes Estruturas Prof.: Liege Pacheco • A natureza das cargas varia com o projeto,

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• A natureza das cargas varia com o projeto, com os materiais e com a função da estrutura.

• As cargas mais importantes são as “estáticas”.

• As normas definem as cargas equivalentes.

• Classificam-se em: permanentes, acidentais, térmicas, estáticas, dinâmicas, variáveis, etc.

5.1. Cargas Permanentes

• Peso próprio da estrutura e todas as cargas aplicadas constantemente constituem a carga permanente.

• Peso próprio depende da dimensão da peça e a dimensão depende do peso próprio.

• Arquiteto e o calculista fazem um pré-dimensionamento.

• Em geral o peso próprio é a carga mais importante na estrutura.

• Pesos específicos de alguns materiais:

próprio é a carga mais importante na estrutura. • Pesos e specíficos de alguns materiais: 5.2.

5.2. Cargas Acidentais

Disciplina: Grandes Estruturas Prof.: Liege Pacheco • Pessoas, máquinas, móveis, materiais diversos, veículos, etc.

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• Pessoas, máquinas, móveis, materiais diversos, veículos, etc.

5.3. Cargas Variáveis

• Todas as cargas acidentais deveriam ser classificadas como variáveis.

• As ações variáveis são as que variam frequentemente, e de maneira mais sensível, com o tempo: Vento e Neve

5.4. Cargas de Assentamento

• Recalques uniformes

• Recalques diferenciais.

5.5. Empuxos

• Muros de arrimo

• Barragens

• Reservatórios

5.6. Cargas Dinâmicas

• As cargas dinâmicas atuam na estrutura de diversas formas: impacto, ressonância, terremoto, etc.

Vento.

 

VI.

Materiais Estruturais

 

6.1.

Características Importantes dos Materiais

O progresso da Engenharia está intimamente ligado ao desenvolvimento de melhores materiais. O aperfeiçoamento dos materiais está especificamente dirigido ao aumento da resistência ou a diminuição do peso.

Alumínio

Aços especiais

Disciplina: Grandes Estruturas  Concreto – CAD  Alvenaria  Madeira  Concreto protendido 

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Concreto CAD

Alvenaria

Madeira

Concreto protendido

Plásticos reforçados com fibras de vidro.

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6.2. Propriedades Essenciais dos Materiais usados em Estruturas

• A deformação da estrutura não deve aumentar indefinidamente e deve desaparecer quando cessa o esforço: Materiais elásticos.

• Alguns materiais apresentam deformações permanentes: Materiais plásticos.

• Alguns materiais se rompem sem avisar: Materiais frágeis.

• Os materiais estruturais podem resistir aos esforços de tração, compressão e cisalhamento.

6.3. Constantes Elásticas dos Materiais

Diferentes materiais sofrem deformações distintas quando submetidos à mesma carga. Diz-se então que um material é mais rígido do que o outro. A medida desta rigidez é chamada de módulo de deformação longitudinal ou simplesmente módulo de elasticidade: E.

Concreto : 25.0 MPa

Aço : 210.0 MPa

 

70.0 MPa

Alumínio:

Madeira : 7.0 MPa

paralela as fibras

Estruturas são ótimas:

5.200 MPa perpendicular as fibras

• Para o proprietário, a de menor custo.

• Para o empreiteiro, a que gaste mais homens / hora.

• Para o calculista, a mais fácil de analisar ou a que lhe der fama.

Disciplina: Grandes Estruturas Prof.: Liege Pacheco Poderíamos dizer que a estrutura ótima é a mais

Disciplina: Grandes Estruturas

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Poderíamos dizer que a estrutura ótima é a mais estável, a mais resistente, a

mais funcional, a mais econômica e a mais harmoniosa.

a mais funcional, a mais econômica e a mais harmoniosa. VII. Sistemas estruturais verticais Os sistemas

VII. Sistemas estruturais verticais

Os sistemas estruturais verticais são elementos rígidos que se estendem predominantemente no sentido vertical, eficazes na transmissão das cargas laterais

e firmemente ancorados no solo, podem absorver cargas dos planos horizontais, que

são colocados uns sobre os outros, a grande altura acima do solo e transmiti-las verticalmente às bases, isto é, às fundações. São sistemas que empregam na reorientação e transmissão das cargas, sistemas de forma-ativa, vetor-ativo, massa ativa ou superfície-ativa, ou seja, não possuem mecanismo de trabalho próprio. As cargas e deformações que são decisivas no projeto deste sistema são ilustradas na figura a seguir:

no projeto deste sistema são ilustradas na figura a seguir: Em virtude de sua extensão em

Em virtude de sua extensão em altura e, por conseguinte, sua múltipla suscetibilidade

à carga horizontal, a estabilização lateral é um componente essencial no projeto de

sistemas estruturais verticais. A partir de certa altura acima do solo, a reorientação das forças horizontais pode tornar-se um fator determinante na forma da edificação. Estes sistemas também requerem continuidade dos elementos que transportam a carga à base, e, portanto, necessitam da congruência dos pontos de agrupamento de carga para cada planta. A distribuição dos pontos coletores de carga, por conseguinte, deve ser determinada não apenas por considerações de utilização do pavimento, mas também pela eficiência estrutural. E dependendo da planta estes captadores de carga podem assumir diferentes posições. Por exemplo, nos sistemas modulares, os pontos de união são distribuídos uniformemente em todo o plano do pavimento; nos sistemas de vão livre, eles são dispostos perifericamente; nos sistemas em balanço, a zona de absorção ou agrupamento de carga situa-se normalmente no centro; e se para a transmissão de cargas uma grande área do pavimento é utilizada devido ao considerável volume de seção da coluna, é possível então se obter uma redução da seção das colunas através de suspensão dos pavimentos. Essa transferência indireta da carga necessita de um sistema capaz de receber todas as cargas dos pavimentos, transmitirem-nas à base e também estabilizar o edifício.

Disciplina: Grandes Estruturas Prof.: Liege Pacheco Com a finalidade de proporcionar condições adequadas para se

Disciplina: Grandes Estruturas

Prof.: Liege Pacheco

Com a finalidade de proporcionar condições adequadas para se obter uma planta do pavimento flexível, e boas possibilidades de reorganização posterior dos compartimentos individuais em cada pavimento, o projeto de sistemas estruturais verticais tem como meta a maior redução possível de elementos verticais de transmissão de carga, tanto em seção quanto em numero. Elas podem ser reduzidas com a utilização de elementos potencias que configuram espaços necessários para a função do edifício alto: caixas de escadas, poços de elevadores, ductos de instalações e revestimentos externos. E em razão da continuidade necessária à transmissão vertical das cargas, os sistemas estruturais verticais caracterizam-se geralmente por barras verticais continuas que, por sua vez, tem conduzido a fachadas não articuladas em sua extensão em altura. Pois a articulação ainda é um dos problemas difíceis de serem resolvidos. Os sistemas estruturais verticais, a despeito da lógica verticalidade das partes que transmitem cargas, podem ser projetados com economia também com elementos não verticais. Isso significa que outras formas podem ser assumidas ao invés da linha reta vertical do contorno da elevação. O projeto dos sistemas estruturais verticais pressupõe um conhecimento amplo, não só dos mecanismos de todos os sistemas de estruturas, mas também, em razão da interdependência com a organização do pavimento, e porque a integração do equipamento técnico do edifício necessita um profundo entendimento das correlações inerentes de todos os fatores que determinam um edifício. Os sistemas estruturais verticais são ilustrados a seguir:

Sistema reticular ou em quadro:

“Oficina de Projetos” localizado em Goiânia, GO e projetado pelo arquiteto por Silvio Antônio de Freitas

quadro: “Oficina de Projetos” localizado em Goiânia, GO e projetado pelo arquiteto por Silvio Antônio de
Disciplina: Grandes Estruturas Prof.: Liege Pacheco Sistema de vão livre ou tubo: “World Trade Center”

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Disciplina: Grandes Estruturas Prof.: Liege Pacheco Sistema de vão livre ou tubo: “World Trade Center” localizado

Sistema de vão livre ou tubo:

“World Trade Center” localizado em New York, USA

tubo: “World Trade Center” localizado em New York, USA Sistema em balanço ou núcleo: “Westcoast Transmission

Sistema em balanço ou núcleo:

“Westcoast Transmission Company Tower” Localizado em Vancouver-BC no Canadá;

Disciplina: Grandes Estruturas Prof.: Liege Pacheco Sistema de vão livre ou ponte: MASP – Museu

Disciplina: Grandes Estruturas

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Disciplina: Grandes Estruturas Prof.: Liege Pacheco Sistema de vão livre ou ponte: MASP – Museu de

Sistema de vão livre ou ponte:

MASP Museu de Arte de São Paulo, localizado em São Paulo-SP e projetado pela arquiteta Lina Bo Bardi.

ou ponte: MASP – Museu de Arte de São Paulo, localizado em São Paulo-SP e projetado