Sunteți pe pagina 1din 77
Universidade Técnica de Lisboa ISEG Introdução aos seguros O equíbrio financeiro e os rácios nas
Universidade Técnica de Lisboa
ISEG
Introdução aos seguros
O equíbrio financeiro e os rácios nas empresas de seguros
Autor: Prof. Doutor Carlos Pereira da Silva
Mestrado em Ciências Actuarias
Ano Lectivo 2007/2008
1

Parte I

Parte I Equilíbrio Financeiro
Parte I Equilíbrio Financeiro
Parte I Equilíbrio Financeiro
Parte I Equilíbrio Financeiro

Equilíbrio Financeiro

Parte I Equilíbrio Financeiro
1. OS FLUXOS MONETÁRIOS 1. 1. Fluxos monetários ligados ao ciclo de exploração que passam
1.
OS FLUXOS MONETÁRIOS
1. 1. Fluxos monetários ligados ao ciclo de exploração que passam por caixa
1.2.Fluxos monetários ligados ao ciclo de Investimento
1.3.Fluxos monetários ligados às operações de financiamento
2.
DETERMINANTES DO EQUILÍBRIO FINANCEIRO
2.1. O Fundo de Maneio
2.2. A Necessidade de Financiamento
2 .3.A Noção de Tesouraria
3.
O QUADRO DE FINANCIAMENTO
3.1. O quadro de financiamento nos seguros
3.1.1. Interesse do quadro de financiamento
3.1.2. Particularidades do quadro de financiamento nas empresas de seguros
4.
DETERMINAÇÃO DA CAPACIDADE DE AUTOFINANCIAMENTO
4.1 Métodos de cálculo
4.2 O método subtractivo
4.3 Método aditivo
3

Parte II

Parte II Rácios nas Empresas de Seguros
Parte II Rácios nas Empresas de Seguros
Parte II Rácios nas Empresas de Seguros
Parte II Rácios nas Empresas de Seguros

Rácios nas Empresas de Seguros

Parte II Rácios nas Empresas de Seguros
1. OS RÁCIOS NAS EMPRESAS DE SEGUROS 1.1 As características próprias do sector de seguros
1.
OS RÁCIOS NAS EMPRESAS DE SEGUROS
1.1 As características próprias do sector de seguros
1.2 Utilidade e objectivo dos rácios de análise financeira
1.3 A óptica utilizada
2.
RÁCIOS DAS EMPRESAS DO RAMO VIDA
2.1 Actividade comercial
2.2 Actividade técnica
2.1.1 Análise dos resultados técnicos
2.2.2 Análise das despesas de gestão
2.3
A actividade financeira
2.3.1 Análise do resultado financeiro
2.3.2 Análise do saldo financeiro
2.4. Os rácios de estrutura financeira
2.4.1 Análise da estrutura do activo
2.4.2 Análise dos meios financeiros de cobertura
5
3. OS RÁCIOS DA EMPRESA NÃO VIDA 3.1 Actividade comercial 3.2 Actividade técnica 3.2.1 Análise
3. OS RÁCIOS DA EMPRESA NÃO VIDA
3.1 Actividade comercial
3.2 Actividade técnica
3.2.1 Análise das despesas de gestão
3.2.2 Análise do rácio de sinistralidade
3.2.3 Rácio combinado
3.2.4 Incidência do resseguro
3.3 Actividade financeira
3.4 Rácios de estrutura financeira
3.4.1
Provisões técnicas e solvabilidade
3.4.2.
Análise da estrutura do activo
3.4.2
Necessidade de fundo de maneio
3.5 Os rácios de análise do resultado
3.6 Margem de solvência dos ramos não vida
3.6.1. Forma de Cálculo
3.6.2. O Fundo de Garantia.
3.6.3. Elementos constitutivos da margem de solvência
6
3.7. Margem de solvência do Ramo Vida 3.7.1.-Seguros directos de Capitais e Rendas 3.7.2. Seguros
3.7. Margem de solvência do Ramo Vida
3.7.1.-Seguros directos de Capitais e Rendas
3.7.2. Seguros Complementares
3.7.3. Seguros Ligados a Fundos de Investimento
3.7.4. Operações de Capitalização
3.7.5. Elementos constitutivos da margem
3.7.6. Fundo de Garantia
4.ANEXO:
4.1. Rácios de estrutura financeira (Império)
4.1 .1.Provisões técnicas e solvabilidade
4.1.2.
Análise da estrutura do activo
4.1.3 Necessidade de fundo de maneio
7

Parte I

Parte I Equilíbrio Financeiro
Parte I Equilíbrio Financeiro
Parte I Equilíbrio Financeiro
Parte I Equilíbrio Financeiro

Equilíbrio Financeiro

Parte I Equilíbrio Financeiro
A CAPACIDADE DE FINANCIAMENTO E OS RÁCIOS NAS EMPRESAS DE SEGUROS 1. Os fluxos monetários
A CAPACIDADE DE FINANCIAMENTO E OS RÁCIOS NAS EMPRESAS
DE SEGUROS
1.
Os fluxos monetários
Tal como nas empresas de produção de bens reais e nas empresas de
serviços as empresas de seguros têm três tipos de fluxos monetários:
1.
1. Fluxos monetários ligados ao ciclo de exploração que passam
por caixa
Emissão e cobrança de prémios
Pagamento de sinistros
Comissões
1.2.Fluxos monetários ligados ao ciclo de investimento
Reembolso de títulos/vendas de títulos
Dividendos/cupões
1.3.Fluxos monetários ligados às operações de financiamento
Resseguro
Capital
Empréstimos de longo prazo
Estes fluxos influenciam a tesouraria da empresa, como expressão do
equilíbrio financeiro e condicionantes da restrição da solvabilidade.
9
O equilíbrio financeiro deve gerar a liquidez suficientes para assegurar a solvabilidade a longo prazo
O equilíbrio financeiro deve gerar a liquidez suficientes para assegurar a
solvabilidade a longo prazo da empresa de seguros.
Qualquer movimento nas responsabilidades da seguradora repercutem-se
automaticamente no activo de cobertura.
Assim
-a liquidez dos activos determina os fluxos de receitas futuras
-a
exigibilidade
dos
passivos
está
na
base
do
fluxo
de
despesas futuras
As companhias de seguros de vida realizam a transformação negativa
porque recebem responsabilidades de longo prazo e investem em activos
de duração inferior.
10
1.4. A TRANSFORMAÇÃO NEGATIVA DE MATURIDADES O fenómeno da transformação=> desfazamento de maturidades entre as
1.4. A TRANSFORMAÇÃO NEGATIVA DE MATURIDADES
O fenómeno da transformação=> desfazamento de maturidades entre
as aplicações e os recursos financeiros de uma mesma empresa.
-
liquidez dos activos por um lado,
exigibilidade dos passivos por outro lado, influenciam a estrutura
financeira de, e a sua homogeneidade não é sempre perfeita.
-
O termo de transformação é nas empresa bancárias o processo de
cobertura de responsabilidades exigíveis a curto prazo (depósitos) por
activos de liquidez fraca (créditos).
A transformação é positiva porque se passa de maturidades curtas no
passivo para maturidades longas no activo.
11
1.4. A TRANSFORMAÇÃO NEGATIVA DE MATURIDADES No caso dos seguros o mecanismo de transformação está
1.4. A TRANSFORMAÇÃO NEGATIVA DE MATURIDADES
No caso dos seguros o mecanismo de transformação está invertido. As
Companhias Vida e Riscos Diversos recolhem uma poupança de
médio e longo prazo.
A exigibilidade desta poupança mede-se pela taxa de rotação das
provisões técnicas que é particularmente elevado no ramo vida (mais
de 5 anos em média) e variável de acordo com os riscos diversos (em
responsabilidade civil de 3 a 4 anos).
As aplicações pelo contrário, satisfazem frequentemente critérios de
liquidez certos, nomeadamente quando se trate de títulos cotados.
12
1.4. A TRANSFORMAÇÃO NEGATIVA DE MATURIDADES existem outros activos - empréstimos, os imóveis ou a
1.4. A TRANSFORMAÇÃO NEGATIVA DE MATURIDADES
existem outros activos - empréstimos, os imóveis ou a tesouraria, e é
conveniente mostrar em que medida o financiamento das empresas de
seguros, graças à poupança de longo prazo, conduz a uma
transformação negativa, através da aplicação de fundos sob a forma
de activos imediatamente realizáveis.
A ausência de transformação conduz a um fundo maneio permanente
nulo ou negativo, uma vez que os investimentos de longo prazo já não
são cobertos pelos capitais próprios ou pelas dívidas de longo prazo.
Esta regra essencial da gestão financeira, historicamente concebida e
imposta pelos banqueiros, corresponde à estrutura clássica do
financiamento das empresas comerciais e industriais.
13
1.4. A TRANSFORMAÇÃO NEGATIVA DE MATURIDADES É paradoxal constatar que os bancos não obedeçam a
1.4. A TRANSFORMAÇÃO NEGATIVA DE MATURIDADES
É paradoxal constatar que os bancos não obedeçam a um tal rigor,
uma vez que a transformação positiva conduz à constatação de um
fundo de maneio negativo. Em qualquer altura, o balanço de um banco
de depósitos pode, a este respeito, parecer desequilibrado, uma vez
que os reembolsos dos seus passivos de curto prazo não podem ser
assegurados pela realização dos seus activos de longo prazo.
A aplicação de uma poupança de longo prazo em activos de curto
prazo parece paradoxal.
No plano macroeconómico este paradoxo é atenuado uma vez que os
utilizadores dos empréstimos obrigacionistas são supostos utilizar os
fundos assim recolhidos, sob forma de investimentos.
14
1.4. A TRANSFORMAÇÃO NEGATIVA DE MATURIDADES No plano microeconómico, constata-se que a poupança de longo
1.4. A TRANSFORMAÇÃO NEGATIVA DE MATURIDADES
No plano microeconómico, constata-se que a poupança de longo prazo
é
investida em activos líquidos, uma vez que mesmo no caso das
obrigações, a existência de um mercado secundário é uma garantia de
liquidez. Para analisar melhor esta questão vamos debruçar-nos sobre
o
quadro de financiamento.
15
Transformação negativa   Provisões Técnicas       (milhares de euros)    
Transformação negativa   Provisões Técnicas       (milhares de euros)    
Transformação negativa   Provisões Técnicas       (milhares de euros)      
Transformação negativa   Provisões Técnicas       (milhares de euros)      
Transformação negativa   Provisões Técnicas       (milhares de euros)      
Transformação negativa   Provisões Técnicas       (milhares de euros)      
Transformação negativa   Provisões Técnicas       (milhares de euros)      
Transformação negativa   Provisões Técnicas       (milhares de euros)      
Transformação negativa   Provisões Técnicas       (milhares de euros)      
Transformação negativa   Provisões Técnicas       (milhares de euros)      

Transformação negativa

 

Provisões Técnicas

   
 

(milhares de euros)

 
   

2003

2004

 

Provisões técnicas

29.215.102

32.539.093

11,38%

Ramo Vida

23.969.141

27.096.543

13,05%

 

Provisão para prémios não adquiridos

56

2.334

4044,42%

 

Provisão para sinistros

298.133

287.939

-3,42%

 

Provisão matemática

17.337.380

19.030.942

9,77%

 

Provisão de seguros e operações em que

     
 

o risco é suportado pelo tomador de seguro

6.226.156

7.642.817

22,75%

 

Provisão para compromissos de taxa

2.546

45

-98,22%

 

Provisão para estabilização de carteira

16.023

23.509

46,72%

 

Provisão para participação nos resultados

88.846

108.957

22,64%

 

Provisão para riscos em curso

0

0

 

Ramos Não Vida

5.245.961

5.442.550

3,75%

 

Provisão para prémios não adquiridos

1.078.892

1.113.696

3,23%

 

Provisão para sinistros

4.055.202

4.233.983

4,41%

 

De acidentes de trabalho

1.450.287

1.447.985

-0,16%

 

De outros ramos

2.604.915

2.785.998

6,95%

 

Provisão para participação nos resultados

4.757

4.256

-10,52%

 

Provisão para riscos em curso

50.307

30.934

-38,51%

 

Provisão para desvios de sinistralidade

52.997

57.521

8,54%

 

Provisão para envelhecimento

3.806

2.161

-43,23%

         

16

         

Provisões Técnicas Médio Longo prazo

21.779.562

23.661.820

   
Transformação negativa   Investimentos         (milhares de euros)    
Transformação negativa   Investimentos         (milhares de euros)    
Transformação negativa   Investimentos         (milhares de euros)      
Transformação negativa   Investimentos         (milhares de euros)      
Transformação negativa   Investimentos         (milhares de euros)      
Transformação negativa   Investimentos         (milhares de euros)      
Transformação negativa   Investimentos         (milhares de euros)      
Transformação negativa   Investimentos         (milhares de euros)      

Transformação negativa

 

Investimentos

     
 

(milhares de euros)

   
   

2003

2004

 

Investimentos

22.281.470

24.822.300

11,40%

Terrenos e Edifícios

1.233.826

1.230.611

-0,26%

 

De serviço próprio

544.429

531.909

-2,30%

 

De rendimento

671.724

696.882

3,75%

 

Imobil. em curso e adiant. por conta

17.673

1.820

-89,70%

Investimentos em empresas do grupo e associadas

601.560

616.797

2,53%

 

Partes de capital em empresas do grupo

140.923

152.953

8,54%

 

Obrigações e outros empréstimos a emp. grupo

380.427

375.094

-1,40%

 

Partes de capital em empresas associadas

80.211

88.749

10,64%

 

Obrigações e outros empréstimos a emp. associadas

0

0

 

Outros investimentos financeiros

20.425.000

22.963.967

12,43%

 

Cobertura pelas provisões técnicas médio longo prazo

     
 

Acções, outros títulos de rendim. variável e

     
 

unidades de participação em fundos de investimento

3.186.612

3.474.983

9,05%

 

Obrigações e outros títulos de rendimento fixo

16.667.961

18.556.353

11,33%

 

Empréstimos hipotecários

20.818

36.294

74,34%

 

Outros empréstimos

68.708

23.583

-65,68%

 

Depósitos em instituições de crédito

445.334

836.969

87,94%

 

Outros

35.567

35.786

0,61%

 

Depósitos junto de empresas cedentes

21.084

10.925

-48,18%

Investimentos relativos a seguros de vida em que o risco

     

de investimento é suportado pelo tomador de seguro

6.186.150

7.596.725

22,80%

PIB

130.576.000

135.187.000

3,53%

         

17

Provisões Técnicas Médio Longo prazo

21.779.562,12

23.661.820,13

 

Grau de transformação investimentos finaceiros

1,07

1,03

 
2. DETERMINANTES DO EQUILÍBRIO FINANCEIRO As principais determinantes são: -o Fundo de Maneio (F.M.) -a
2. DETERMINANTES DO EQUILÍBRIO FINANCEIRO
As principais determinantes são:
-o Fundo de Maneio (F.M.)
-a Necessidade de Financiamento (N. F.)
-a Tesouraria
2.1. O FUNDO DE MANEIO
O Fundo de Maneio (F.M.)
é igual ao excesso de Capitais
Permanentes “financeiros” sobre o Activo Imobilizado (incluindo a
carteira de activos financeiros e as participações financeiras).
É utilizado para financiar as necessidades do ciclo de exploração da
empresa.
18
Activo Imobilizado Capitais Permanentes - Situação Líquida - Provisões Técnicas F.M. >0

Activo Imobilizado

Capitais Permanentes

-

Situação Líquida

-

Provisões Técnicas

F.M. >0

 

A questão a que devemos responder é:

O que são os capitais permanentes nos seguros?

São os recursos financeiros que financiam de forma permanente o imobilizado da empresa de seguros.

19

Capitais Permanentes/Fundo de Maneio 1. Activo imobilizado Imobilizações incorporeas Investimento externo Terrenos

Capitais Permanentes/Fundo de Maneio

1. Activo imobilizado Imobilizações incorporeas Investimento externo Terrenos e Edíficios De Serviço Próprio Imoveis de rendimento Imobilizações em curso Outros investimentos financeiros Investimento interno Depósitos em cedentes Investimentos vida c/risco tomador Provisões técnicas de resseguro cedido Activo de exploração bruto Amortizações e provisões Outras provisões

4.Capitais permanentes Capitais próprios Provisões técnicas Fundo dotações futuras Depósitos resseguradores Prov. Técnicas vida c/risco tomador Provisões riscos e encargos Passivos subordinados

Fundo Maneio

2004

2003

var. 2004/2003

33.426.788,00

29.273.166,00

4.153.622,00

146.435,00

149.693,00

-3.258,00

24.521.951,00

21.833.132,00

2.688.819,00

1.247.263,00

1.243.820,00

3.443,00

539.106,00

548.839,00

-9.733,00

706.312,00

677.165,00

29.147,00

1.845,00

17.816,00

-15.971,00

23.274.688,00

20.589.312,00

2.685.376,00

625.142,00

606.433,00

18.709,00

11.073,00

21.254,00

-10.181,00

7.699.515,00

6.009.276,00

1.690.239,00

583.591,00

796.641,00

-213.050,00

613.278,00

620.863,00

-7.585,00

-571.956,00

-559.445,00

-12.511,00

-202.241,00

-204.681,00

2.440,00

36.580.731,00

32.485.891,00

4.094.840,00

2.983.245,00

2.496.240,00

487.005,00

25.233.143,00

23.171.041,00

2.062.102,00

142.827,00

72.863,00

69.964,00

120.614,00

122.695,00

-2.081,00

7.746.230,00

6.274.549,00

1.471.681,00

142.928,00

128.610,00

14.318,00

211.744,00

219.893,00

-8.149,00

3.153.943,00

3.212.725,00

-58.782,00

20

2.2. A NECESSIDADE DE FINANCIAMENTO O ciclo de exploração depende da existência de um volante
2.2. A NECESSIDADE DE FINANCIAMENTO
O ciclo de exploração depende da existência de um volante de capitais que
compense as dívidas de curto prazo dos clientes, o que significa que permite
à seguradora efectuar os pagamentos a fornecedores antes do recebimento
dos clientes.
A necessidade de financiamento nos seguros corresponde à diferença entre
as contas devedoras relacionadas com as operações de seguros e as
contas credoras do mesmo tipo:
Tem-se:
+/- Variação das contas de segurados e de intermediários de seguros
+/- Variação das contas de resseguro
+/- Variação de outros créditos e outras dívidas
Raramente existe igualdade entre o Fundo de Maneio e a Necessidade de
Financiamento. Mas tem-se sempre
N.F.+Caixa=F.M. + Dívidas bancárias
21
Necessidade de Financiamento 2. Activo de curto prazo 1.450.632,00 2.149.659,00 -699.027,00 2.1.Devedores
Necessidade de Financiamento
2. Activo de curto prazo
1.450.632,00
2.149.659,00
-699.027,00
2.1.Devedores
1.450.625,00
2.149.659,00
-699.034,00
Directo
Resseguro
Outras operações
Subscritores de Capital
909.295,00
978.814,00
-69.519,00
151.898,00
214.520,00
-62.622,00
389.432,00
956.325,00
-566.893,00
7,00
0,00
7,00
3. Passivo de curto prazo
3.1. Credores
Seguro directo
Resseguro
Estado
Diversos
1.009.351,00
1.728.230,00
-718.879,00
459.325,00
504.813,00
167.849,00
299.677,00
291.476,00
86.340,00
159.648,00
213.337,00
-19.234,00
190.240,00
178.882,00
11.358,00
359.786,00
1.044.535,00
-684.749,00
3.Necessidade Financiamento
441.281,00
421.429,00
19.852,00
Como se pode ver o Fundo de Maneio cobre a necessidade de
financiamento
22
TEMOS ENTÃO O SEGUINTE QUADRO: Activo Imobilizado Capitais Permanentes F.M.>0 Stocks+clientes+diversos
TEMOS ENTÃO O SEGUINTE QUADRO: Activo Imobilizado Capitais Permanentes F.M.>0 Stocks+clientes+diversos

TEMOS ENTÃO O SEGUINTE QUADRO:

Activo Imobilizado

TEMOS ENTÃO O SEGUINTE QUADRO: Activo Imobilizado Capitais Permanentes F.M.>0 Stocks+clientes+diversos N.F.>0
TEMOS ENTÃO O SEGUINTE QUADRO: Activo Imobilizado Capitais Permanentes F.M.>0 Stocks+clientes+diversos N.F.>0

Capitais Permanentes

F.M.>0

Stocks+clientes+diversos

N.F.>0

Fornecedores+diversos

Caixa

Dívidas bancárias

Fornecedores+diversos Caixa Dívidas bancárias Neste caso F.M.>N.F. e o Fundo de Maneio é positivo.
Fornecedores+diversos Caixa Dívidas bancárias Neste caso F.M.>N.F. e o Fundo de Maneio é positivo.
Fornecedores+diversos Caixa Dívidas bancárias Neste caso F.M.>N.F. e o Fundo de Maneio é positivo.
Fornecedores+diversos Caixa Dívidas bancárias Neste caso F.M.>N.F. e o Fundo de Maneio é positivo.
Fornecedores+diversos Caixa Dívidas bancárias Neste caso F.M.>N.F. e o Fundo de Maneio é positivo.

Neste caso F.M.>N.F. e o Fundo de Maneio é positivo. Significa que a empresa financia a sua exploração com capitais de longo prazo.

Ou

financia a sua exploração com capitais de longo prazo. Ou Activo Imobilizado Fundo Maneio<0 Capitais Permanentes
financia a sua exploração com capitais de longo prazo. Ou Activo Imobilizado Fundo Maneio<0 Capitais Permanentes

Activo Imobilizado

Fundo Maneio<0

Capitais Permanentes

Necessidade fundo maneio<0

Fornecedores+diversos

stocks+clientes+diversos

Caixa

Dívidas Bancárias

A necessidade de financiamento é neste caso negativa, uma vez que a empresa financia o seu investimento longo com créditos de fornecedores.

23

2.3. A NOÇÃO DE TESOURARIA A tesouraria é o resultado da combinação das duas determinantes

2.3. A NOÇÃO DE TESOURARIA

A tesouraria é o resultado da combinação das duas determinantes do equilíbrio financeiro.

Na análise anterior não se consideraram as seguintes rubricas:

No activo: Liquidez (Disponibilidades+ Depósitos)

No passivo: Dívidas transitórias (Empréstimos bancários correntes)

ORA A

transitórias (Empréstimos bancários correntes) ORA A Tesouraria = Liquidez-Dívidas transitórias E tem-se sempre

Tesouraria = Liquidez-Dívidas transitórias

E tem-se sempre

Tesouraria = Liquidez-Dívidas transitórias E tem-se sempre N.F.+Liquidez=F.M.+ Dívidas transitórias Ou seja

N.F.+Liquidez=F.M.+ Dívidas transitórias

Ou seja

sempre N.F.+Liquidez=F.M.+ Dívidas transitórias Ou seja Tesouraria=F.M.- N.F Esta é a igualdade fundamental do

Tesouraria=F.M.- N.F

Esta é a igualdade fundamental do equilíbrio financeiro

24

Tesouraria = FM-NF   2.004 2.003 Variação 2004/2003 Fundo Maneio 3.Necessidade Financiamento
Tesouraria = FM-NF   2.004 2.003 Variação 2004/2003 Fundo Maneio 3.Necessidade Financiamento

Tesouraria = FM-NF

 

2.004

2.003

Variação 2004/2003

Fundo Maneio 3.Necessidade Financiamento

3.153.943,00

3.212.725,00

-58782

441.281,00

421429

19852

4.Tesouraria potencial

2.712.662,00

2.791.296,00

-78.634,00

5.Caixa+acr./dif

2.962.830,00

3.094.979,00

-132.149,00

6. Emprést. Bancários+Ac/dif

250.166,00

303.684,00

-53.518,00

7.Tesouraria real

2.712.664,00

2.791.295,00

-78.631,00

A diferença de 3 é um erro !!!!

25

3. O QUADRO DE FINANCIAMENTO A análise da situação financeira impõe o estudo da evolução
3. O QUADRO DE FINANCIAMENTO
A
análise da situação financeira impõe o estudo da evolução do equilíbrio
financeiro ao longo do tempo, ou seja, como é que se realizou a igualdade
fundamental do equilíbrio financeiro entre dois exercícios (vide exemplo para
2001)
∆ F.M. t =∆ Tesouraria t + ∆ N.F. t
A
análise detalhada do equilíbrio financeiro é feita através do quadro de
financiamento.
O princípio deste quadro é simples. Basta pôr em evidência o conjunto de
aplicações e recursos do exercício e afectá-los de forma a encontrar as
aplicações e os recursos que estão na génese da variação do fundo de
maneio.
A construção do quadro de financiamento é conseguida através da
comparação de duas situações de balanço sucessivas (balanço diferencial)
(já com a afectação dos resultados às reservas e aos dividendos).
26
Em seguida evidenciam-se as aplicações e os recursos permanentes com a ajuda do quadro seguinte:

Em seguida evidenciam-se as aplicações e os recursos permanentes com a ajuda do quadro seguinte:

Aplicações

R ecursos

A um ento do activo D im inuição do passivo

D im inuição do activo A um ento do passivo

V ariação do fundo de m aneio>0

V ariação do fundo de m aneio<0

Uma variação do fundo de maneio em recursos significa uma diminuição no fundo de maneio do exercício. Uma variação do fundo de maneio em empregos, significa um aumento do fundo de maneio do exercício.

3.1. O QUADRO DE FINANCIAMENTO NOS SEGUROS

É o quadro retrospectivo que analisa as evoluções passadas da tesouraria da empresa

descreve a forma como a empresa de seguros fez face às suas necessidades de investimento, num dado período, através dos recursos financeiros que obteve da sua actividade técnica e financeira.

permite, nomeadamente, avaliar os resultados da sua actividade de

exploração e analisar as possibilidades de aplicação.

27

3.1.1. INTERESSE DO QUADRO DE FINANCIAMENTO A construção do quadro de financiamento tem interesse não
3.1.1. INTERESSE DO QUADRO DE FINANCIAMENTO
A construção do quadro de financiamento tem interesse não só no que diz
respeito ao equilíbrio financeiro da empresa e à avaliação da tesouraria,
mas também na análise da estrutura do balanço.
•Mostra como os recursos disponíveis permitiram satisfazer o
conjunto das necessidades financeiras. Indica os meios que permitiram
ajustar os movimentos de fundos e, de forma mais geral, a maneira como
se transformaram os equilíbrio financeiros.
•Avalia a variação da tesouraria proveniente de
-operações de exploração
-operações de investimento
-operações de financiamento
•Representa de certa maneira a actividade da empresa. A Tesouraria é,
com efeito, a resultante de numerosos fluxos e está sujeita ao impacte das
modificações de uma ou de outra das componentes da actividade.
•Apresenta uma análise da evolução da estrutura do balanço devido aos
efeitos dos fluxos financeiros e de exploração.
28
3.1.2. PARTICULARIDADES DO QUADRO DE FINANCIAMENTO NAS EMPRESAS DE SEGUROS A elaboração do quadro de
3.1.2. PARTICULARIDADES DO QUADRO DE FINANCIAMENTO NAS
EMPRESAS DE SEGUROS
A elaboração do quadro de financiamento nos seguros permite relevar
os pontos seguintes:
•Existência de um excedente estrutural de tesouraria;
•Dificuldades de interpretação da noção de "necessidade de
financiamento“;
•Interesse numa aproximação entre a evolução das aplicações financeiras e
a variação das provisões técnicas, identificando uma "variação líquida
aplicações e provisões técnicas".
3.1.2.1. EXISTÊNCIA DO EXCEDENTE ESTRUTURAL DE TESOURARIA
Uma das características principais do sector de seguros é a inversão do
ciclo de produção. Com efeito a empresa recebe os prémios antes de
pagar os sinistros. Deste processo resulta um excedente estrutural de
tesouraria podendo a variação do fundo de maneio ser negativa.
29
3.1.2.2. DIFICULDADE NA INTERPRETAÇÃO DA NOÇÃO DE NECESSIDADE DE FINANCIAMENTO A noção de necessidade de
3.1.2.2. DIFICULDADE NA INTERPRETAÇÃO DA NOÇÃO DE NECESSIDADE
DE FINANCIAMENTO
A noção de necessidade de financiamento aplica-se com dificuldade às
companhias de seguros: os ciclos de produção são com efeito muito
desfasados no tempo e relativamente complexos. O recurso às
operações de resseguro modifica sensivelmente os fluxos de
exploração.
Em termos de gestão, nas sociedades de seguros, a necessidade em
fundo de maneio corresponde ao conjunto de activos não aplicados.
É portanto o saldo (activo-passivo) das contas de terceiros
(nomeadamente prémios emitidos e não cobrados) e das imobilizações
corpóreas e incorpóreas não financeiras (excluindo os imóveis de
exploração).
30
3.1.2.3. INTERESSE NA CONCILIAÇÃO ENTRE APLICAÇÕES FINANCEIRAS E AS PROVISÕES TÉCNICAS. AS PROVISÕES TÉCNICAS :
3.1.2.3. INTERESSE NA CONCILIAÇÃO ENTRE APLICAÇÕES
FINANCEIRAS E AS PROVISÕES TÉCNICAS.
AS PROVISÕES TÉCNICAS :
• são “cargas calculadas” e são tratadas como as outras provisões
para o cálculo da capacidade de autofinanciamento.
OS INVESTIMENTOS :
As operações de investimento reagrupam o conjunto de movimentos
relativos às imobilizações incorpóreas, às imobilizações de exploração
e às aplicações mobiliárias e financeiras (incluindo os activos afectos).
31
1. Quadro de Provisões Técnicas e Investimentos   Óptica Clássica Provisões técnicas As provisões

1. Quadro de Provisões Técnicas e Investimentos

 

Óptica Clássica

Provisões técnicas

As provisões técnicas são “cargas calculadas”. Não existe uma rubrica individualizada no quadro de financiamento. Elas são integradas (aditivamente) no quadro de financiamento

Investimentos

As operações de investimento reagrupam

o

conjunto de movimentos relativos às

imobilizações incorpóreas ou de exploração e as aplicações financeiras e

imóveis incluindo as directamente ligadas

à

actividade de seguros

32

  Provisões Técnicas           (milhares de euros)        
  Provisões Técnicas           (milhares de euros)        
  Provisões Técnicas           (milhares de euros)        
  Provisões Técnicas           (milhares de euros)        
  Provisões Técnicas           (milhares de euros)        
  Provisões Técnicas           (milhares de euros)        
 

Provisões Técnicas

       
 

(milhares de euros)

       
   

2003

2004

Tx. Cresc.

2003

2004

Variacão

Provisões técnicas

29.215.102

32.539.093

11,38%

100,00%

100,00%

 
 

(em percentagem do PIB)

22,37%

24,07%

       

Ramo Vida

23.969.141

27.096.543

13,05%

82,04%

83,27%

1,23%

 

(em percentagem do PIB)

18,36%

20,04%

       
 

Provisão para prémios não adquiridos

56

2.334

4044,42%

0,00%

0,01%

0,01%

 

Provisão para sinistros

298.133

287.939

-3,42%

1,02%

0,88%

-0,14%

 

Provisão matemática

17.337.380

19.030.942

9,77%

59,34%

58,49%

-0,86%

 

Provisão de seguros e operações em que

           
 

o risco é suportado pelo tomador de seguro

6.226.156

7.642.817

22,75%

21,31%

23,49%

2,18%

 

Provisão para compromissos de taxa

2.546

45

-98,22%

0,01%

0,00%

-0,01%

 

Provisão para estabilização de carteira

16.023

23.509

46,72%

0,05%

0,07%

0,02%

 

Provisão para participação nos resultados

88.846

108.957

22,64%

0,30%

0,33%

0,03%

 

Provisão para riscos em curso

0

0

 

0,00%

0,00%

 

Ramos Não Vida

5.245.961

5.442.550

3,75%

17,96%

16,73%

-1,23%

 

(em percentagem do PIB)

4,02%

4,03%

       
 

Provisão para prémios não adquiridos

1.078.892

1.113.696

3,23%

3,69%

3,42%

-0,27%

 

Provisão para sinistros

4.055.202

4.233.983

4,41%

13,88%

13,01%

-0,87%

 

De acidentes de trabalho

1.450.287

1.447.985

-0,16%

4,96%

4,45%

-0,51%

 

De outros ramos

2.604.915

2.785.998

6,95%

8,92%

8,56%

-0,35%

 

Provisão para participação nos resultados

4.757

4.256

-10,52%

0,02%

0,01%

0,00%

 

Provisão para riscos em curso

50.307

30.934

-38,51%

0,17%

0,10%

-0,08%

 

Provisão para desvios de sinistralidade

52.997

57.521

8,54%

0,18%

0,18%

0,00%

 

Provisão para envelhecimento

3.806

2.161

-43,23%

0,01%

0,01%

-0,01%

33

Investimentos (milhares de euros) 2003 2004 taxa cresc 2003 2004 Var Investimentos 22.281.470 24.822.300 11,40%
Investimentos
(milhares de euros)
2003
2004
taxa cresc
2003
2004
Var
Investimentos
22.281.470
24.822.300
11,40%
100,00%
100,00%
(em percentagem do PIB)
17,06%
18,36%
Terrenos e Edifícios
1.233.826
1.230.611
-0,26%
5,54%
4,96%
-0,58%
(em percentagem do PIB)
0,94%
0,91%
De serviço próprio
544.429
531.909
-2,30%
2,44%
2,14%
-0,30%
De rendimento
671.724
696.882
3,75%
3,01%
2,81%
-0,21%
Imobil. em curso e adiant. por conta
17.673
1.820
-89,70%
0,08%
0,01%
-0,07%
Investimentos em empresas do grupo e associadas
601.560
616.797
2,53%
2,70%
2,48%
-0,21%
(em percentagem do PIB)
0,46%
0,46%
Partes de capital em empresas do grupo
140.923
152.953
8,54%
0,63%
0,62%
-0,02%
Obrigações e outros empréstimos a emp. grupo
380.427
375.094
-1,40%
1,71%
1,51%
-0,20%
Partes de capital em empresas associadas
80.211
88.749
10,64%
0,36%
0,36%
0,00%
Obrigações e outros empréstimos a emp. associadas
0
0
0,00%
0,00%
0,00%
Outros investimentos financeiros
20.425.000
22.963.967
12,43%
91,67%
92,51%
0,85%
(em percentagem do PIB)
15,64%
16,99%
Acções, outros títulos de rendim. variável e
unidades de participação em fundos de investimento
3.186.612
3.474.983
9,05%
14,30%
14,00%
-0,30%
Obrigações e outros títulos de rendimento fixo
16.667.961
18.556.353
11,33%
74,81%
74,76%
-0,05%
Empréstimos hipotecários
20.818
36.294
74,34%
0,09%
0,15%
0,05%
Outros empréstimos
68.708
23.583
-65,68%
0,31%
0,10%
-0,21%
Depósitos em instituições de crédito
445.334
836.969
87,94%
2,00%
3,37%
1,37%
Outros
35.567
35.786
0,61%
0,16%
0,14%
-0,02%
Depósitos junto de empresas cedentes
21.084
10.925
-48,18%
0,09%
0,04%
Investimentos relativos a seguros de vida em que o risc
34
de investimento é suportado pelo tomador de seguro
6.186.150
7.596.725
22,80%
27,76%
30,60%
2,84%
(em percentagem do PIB)
4,74%
5,62%
4. DETERMINAÇÃO DA CAPACIDADE DE AUTOFINANCIAMENTO O autofinanciamento representa os recursos que ficam na sociedade
4. DETERMINAÇÃO DA CAPACIDADE DE
AUTOFINANCIAMENTO
O autofinanciamento representa os recursos que ficam na sociedade de
seguros uma vez remunerados o conjunto de parceiros (pessoal, Estado,
obrigacionistas, credores e accionistas).
Este autofinanciamento serve-lhe para:
•financiar o crescimento
•substituir os meios de produção
•fazer face a riscos e encargos diversos
O cálculo da capacidade de autofinanciamento (definido como o auto
financiamento aumentado do montante de dividendos que é previsto
distribuir) não toma em consideração os elementos que não têm
contrapartida financeira (cargas calculadas), nem mais e menos valias de
cessão (neste último caso, para evitar um duplo emprego, dado que os
proveitos das cessões figuram em rubrica própria no quadro de
financiamento).
A capacidade de autofinanciamento inclui elementos correntes e
elementos excepcionais, embora possa ser interessante isolar estes últimos
quando se estuda a evolução da capacidade ao longo de vários exercícios.
35
4.1 MÉTODOS DE CÁLCULO Existem dois métodos de cálculo da capacidade de auto financiamento -
4.1
MÉTODOS DE CÁLCULO
Existem dois métodos de cálculo da capacidade de auto financiamento
- o método subtractivo (método directo)
- o método aditivo (método indirecto)
4.2
O MÉTODO SUBTRATIVO
Este método chega ao montante da capacidade de autofinanciamento
partindo dos proveitos do exercício e subtraindo o conjunto dos encargos
(excepto as cargas calculadas e as cargas referentes à cessão de
imobilizações).
Geralmente usa-se o método aditivo:
4.3
MÉTODO ADITIVO
De acordo com este método, o cálculo faz-se a partir do resultado líquido do
exercício ao qual se acrescenta o conjunto das cargas calculadas.
36
O quadro seguinte recapitula o funcionamento do método:   Contas + Resultados do exercício +

O quadro seguinte recapitula o funcionamento do método:

 

Contas

+

Resultados do exercício

+

Variação das provisões técnicas

+

Dotações às amortizações

+

Dotação outras provisões

+

Variação provisões riscos e encargos

=

Capacidade de autofinanciamento

(calculada com evidenciação da variação líquida”aplicações e provisões técnicas)

37

Capacidade autofinanciamento   2001 1.Resultado exercício 55.660,00 2.Variação provisões técnicas

Capacidade autofinanciamento

 

2001

1.Resultado exercício

55.660,00

2.Variação provisões técnicas variação da provisão riscos e encargos dotação amortizações outras provisões 3.Total variações

2.761.703,00

-8.535,00

47.333,00

14.647,00

53.445,00

Capacidade autofinanciamento (1+2+3)

2.870.808,00

38

  2001 2000 var. 2001/2000 Activo imobilizado Imobilizações incorporeas Investimento externo Terrenos e
  2001 2000 var. 2001/2000 Activo imobilizado Imobilizações incorporeas Investimento externo Terrenos e
  2001 2000 var. 2001/2000 Activo imobilizado Imobilizações incorporeas Investimento externo Terrenos e
  2001 2000 var. 2001/2000 Activo imobilizado Imobilizações incorporeas Investimento externo Terrenos e
  2001 2000 var. 2001/2000 Activo imobilizado Imobilizações incorporeas Investimento externo Terrenos e
  2001 2000 var. 2001/2000 Activo imobilizado Imobilizações incorporeas Investimento externo Terrenos e
  2001 2000 var. 2001/2000 Activo imobilizado Imobilizações incorporeas Investimento externo Terrenos e
  2001 2000 var. 2001/2000 Activo imobilizado Imobilizações incorporeas Investimento externo Terrenos e
  2001 2000 var. 2001/2000 Activo imobilizado Imobilizações incorporeas Investimento externo Terrenos e
 

2001

2000

var. 2001/2000

Activo imobilizado Imobilizações incorporeas Investimento externo Terrenos e Edíficios De Serviço Próprio Imoveis de rendimento Imobilizações em curso Outros investimentos financeiros Investimento interno Depósitos em cedentes Investimentos vida c/risco tomador Provisões técnicas de resseguro cedido Activo de exploração bruto Amortizações e provisões Outras provisões

24.550.040

23.080.284

1.469.756

168.278

156.658

11.620

19.363.131

19.261.314

101.817

1.214.150

1.190.096

24.054

546.361

532.594

13.767

651.183

644.291

6.892

16.606

13.211

3.395

18.148.981

18.071.218

77.763

934.879

764.957

169.922

95.759

49.466

46.293

3.417.268

2.347.346

1.069.922

636.071

557.334

78.737

635.418

581.993

53.425

-421.993

-374.660

-47.333

-278.771

-264.124

-14.647

Capitais permanentes Capitais próprios Provisões técnicas Fundo dotações futuras Depósitos resseguradores Prov. Técnicas vida c/risco tomador Provisões riscos e encargos Passivos subordinados

26.389.472

25.229.715

1.159.757

2.253.470

3.766.685

-1.513.215

20.190.955

18.486.342

1.704.613

160.961

290.571

-129.610

212.616

167.535

45.081

3.419.364

2.362.274

1.057.090

119.302

127.837

-8.535

32.804

28.471

4.333

Fundo Maneio

1.839.432

2.149.431

-309.999

39

  2001 2000 var. 2001/2000 Fundo Maneio   1.839.432 2.149.431 -309.999 1. Activo de
 

2001

2000

var. 2001/2000

Fundo Maneio

 

1.839.432

2.149.431

-309.999

1.

Activo de curto prazo

2.179.227

1.736.779

442.448

Devedores Directo Resseguro Outras operações Subscritores de Capital

 

2.073.141

1.696.375

376.766

1.091.477

976.917

114.560

204.832

157.071

47.761

776.832

562.387

214.445

106.086

40.404

65.682

2.

Passivo de curto prazo

 

1.877.297

1.036.210

841.087

Credores

 

529.466

472.740

253.657

Seguro directo

308.114

275.809

111.183

Resseguro

221.352

196.931

40.509

Estado

162.938

180.843

-17.905

Diversos

1.184.893

382.627

802.266

3.

Necessidade Financiamento (1) - (2)

301.930

700.569

-398.639

4.

Tesouraria potencial (FM) - (3)

 

1.537.502

1.448.862

88.640

5.

Caixa+acr./dif

1.774.075

1.723.603

50.472

6.

Emprést. Bancários+Ac/dif

 

236.572

274.739

-38.167

Tesouraria real (5) - (6)

 

1.537.503

1.448.864

88.639

Variação Liquida do Fundo de Maneio(3+4)

-310.000

40

  var. 2001/2000   var.aplic var. recursos   2.870.808,00     Activo imobilizado
  var. 2001/2000   var.aplic var. recursos   2.870.808,00     Activo imobilizado
  var. 2001/2000   var.aplic var. recursos   2.870.808,00     Activo imobilizado
  var. 2001/2000   var.aplic var. recursos   2.870.808,00     Activo imobilizado
  var. 2001/2000   var.aplic var. recursos   2.870.808,00     Activo imobilizado
  var. 2001/2000   var.aplic var. recursos   2.870.808,00     Activo imobilizado
  var. 2001/2000   var.aplic var. recursos   2.870.808,00     Activo imobilizado
  var. 2001/2000   var.aplic var. recursos   2.870.808,00     Activo imobilizado
  var. 2001/2000   var.aplic var. recursos   2.870.808,00     Activo imobilizado
 

var. 2001/2000

 

var.aplic

var. recursos

 

2.870.808,00

  2.870.808,00    
   

Activo imobilizado

Imobilizações incorporeas Investimento externo Terrenos e Edíficios De Serviço Próprio Imoveis de rendimento Imobilizações em curso Outros investimentos financeiros Investimento interno Depósitos em cedentes Investimentos vida c/risco tomador Provisões técnicas de resseguro cedido Activo de exploração bruto Amortizações e provisões Outras provisões

11.620,00

24.054,00

   

Capacidade de auto financiamento

77.763,00

 

169.922,00

46.293,00

1.069.922,00

78.737,00

53.425,00

 
  Diferença dos capitais próprios-resultado do exercício

Diferença dos capitais próprios-resultado do exercício

Capitais permanentes

Capitais próprios Provisões técnicas Fundo dotações futuras Depósitos resseguradores Prov. Técnicas vida c/risco tomador Provisões riscos e encargos Passivos subordinados

 

-1.568.875,00

   

-129.610,00

 

45.081,00

4.333,00

Fundo Maneio

1.531.736,00

1.221.737,00

-309.999,00

41

Parte II

Parte II Rácios nas Empresas de Seguros
Parte II Rácios nas Empresas de Seguros
Parte II Rácios nas Empresas de Seguros
Parte II Rácios nas Empresas de Seguros

Rácios nas Empresas de Seguros

Parte II Rácios nas Empresas de Seguros
1. OS RÁCIOS NAS EMPRESAS DE SEGUROS 1.1 As características próprias do sector de seguros
1.
OS RÁCIOS NAS EMPRESAS DE SEGUROS
1.1 As características próprias do sector de seguros
1.2 Utilidade e objectivo dos rácios de análise financeira
1.3 A óptica utilizada
2.
RÁCIOS DAS EMPRESAS DO RAMO VIDA
2.1 Actividade comercial
2.2 Actividade técnica
2.1.1 Análise dos resultados técnicos
2.2.2 Análise das despesas de gestão
2.3
A actividade financeira
2.3.1 Análise do resultado financeiro
2.3.2 Análise do saldo financeiro
2.4. Os rácios de estrutura financeira
2.4.1 Análise da estrutura do activo
2.4.2 Análise dos meios financeiros de cobertura
43
3. OS RÁCIOS DA EMPRESA NÃO VIDA 3.1 Actividade comercial 3.2 Actividade técnica 3.2.1 Análise
3. OS RÁCIOS DA EMPRESA NÃO VIDA
3.1 Actividade comercial
3.2 Actividade técnica
3.2.1 Análise das despesas de gestão
3.2.2 Análise do rácio de sinistralidade
3.2.3 Rácio combinado
3.2.4 Incidência do resseguro
3.3 Actividade financeira
3.4 Rácios de estrutura financeira
3.4.1
Provisões técnicas e solvabilidade
3.4.2.
Análise da estrutura do activo
3.4.2
Necessidade de fundo de maneio
3.5 Os rácios de análise do resultado
3.6 Margem de solvência dos ramos não vida
3.6.1. Forma de Cálculo
3.6.2. O Fundo de Garantia.
3.6.3. Elementos constitutivos da margem de solvência
44
3.7. Margem de solvência do Ramo Vida 3.7.1.-Seguros directos de Capitais e Rendas Margem de
3.7.
Margem de solvência do Ramo Vida
3.7.1.-Seguros directos de Capitais e Rendas
Margem de Solvência=1º Resultado+ 2º Resultado
3.7.2. Seguros ComplementaresA margem é calculada como nos seguros Não Vida
3.7.3. Seguros Ligados a Fundos de Investimento
Com risco de Investimento
Sem risco de Investimento
3.7.4.
Operações de Capitalização
Margem de Solvência= 4% das Provisões Matemáticas
3.7.5.
Elementos constitutivos da margem
4.ANEXO:
4.1.
Rácios de estrutura financeira (Império)
4.1 .1.Provisões técnicas e solvabilidade
4.1.2.
Análise da estrutura do activo
4.1.3 Necessidade de fundo de maneio
45
1. OS RÁCIOS NAS EMPRESAS DE SEGUROS 1.1 AS CARACTERÍSTICAS PRÓPRIAS DO SECTOR DE SEGUROS
1. OS RÁCIOS NAS EMPRESAS DE SEGUROS
1.1 AS CARACTERÍSTICAS PRÓPRIAS DO SECTOR DE SEGUROS
A
actividade
de
seguros
apresenta
um
certo
número
de
características próprias
inversão do ciclo de produção uma vez que o prémio (recebimento) é
realizado antes da ocorrência da prestação (pagamento).
Analisada a operação do ponto de vista individual isto é
correcto. Do ponto de vista da companhia existe simultaneidade
entre recebimentos e pagamentos
desconhecimento, no momento do recebimento do prémio da carga
real final a suportar pelo segurador.
existência de um desfazamento, por vezes importante, entre a
ocorrência do sinistro e a sua regularização efectiva e completa.
compromisso recíproco do segurador e do segurado ao longo da
vigência do contrato.
46
1.2 UTILIDADE E OBJECTIVO DOS RÁCIOS DE ANÁLISE FINANCEIRA Estes rácios constituem um instrumento complementar
1.2 UTILIDADE E OBJECTIVO DOS RÁCIOS DE ANÁLISE FINANCEIRA
Estes rácios constituem um instrumento complementar muito útil na
análise e compreensão das contas das empresas de seguros.
Permitem nomeadamente:
fornecer, à empresa em causa, um certo número de indicadores
sobre a estrutura da actividade.
analisar a longo prazo as principais tendências de evolução da
actividade.
efectuar, finalmente, uma comparação da actividade da empresa com
a das outras empresas do sector.
A interpretação dos diferentes rácios calculados, deve ser feita com
prudência tendo em conta as seguintes ideias:
uma série de rácios só têm utilidade a longo prazo, uma vez que dois
ou três anos são insuficientes para gerarem verdadeiras tendências;
é necessário verificar, na medida do possível, que se comparam
elementos homogéneos entre empresas; certos métodos de
avaliação, de estimação ou de contabilização, podem estar na origem
de diferenças apreciáveis.
47
1.3 A ÓPTICA UTILIZADA Distinguem-se rácios para empresas do ramo vida e rácios para empresas
1.3 A ÓPTICA UTILIZADA
Distinguem-se
rácios para empresas do ramo vida e
rácios para empresas dos ramos não vida, embora alguns sejam
semelhantes.
Normalmente calculam-se rácios de:
actividade (comercial, técnica e financeira);
análise da estrutura financeira (capitais próprios e alheios);
análise do resultado.
48
2. Rácios das empresas do ramo vida Distingue-se entre actividade “poupança” e actividade de “previdência”.
2. Rácios das empresas do ramo vida
Distingue-se entre actividade “poupança” e actividade de “previdência”.
2.1 ACTIVIDADE COMERCIAL
2.1.1. TAXA DE CRESCIMENTO DOS PRÉMIOS
É calculado da forma seguinte:
Taxa de crescimento dos prémios=Prémios emitidos n / Prémios
emitidos em n-1
É o indicador tradicional da taxa de crescimento do volume de
negócios. A principal vantagem é ser calculado para todo o mercado,
permitindo deste modo, efectuar a comparação da dinâmica da
empresa relativamente à concorrência.
No entanto não reflecte perfeitamente a verdadeira actividade
comercial, visto que uma parte dos prémios corresponde à emissão de
prémios periódicos. Com efeito, uma sociedade sem produção nova
continua a ter volume de negócios.
Em vários exercícios, o rácio pode reflectir a tendência da dinâmica
comercial.
Pode separar-se o rácio por actividade “poupança” , “previdência” e
seguros em unidades de conta.
49
2.1.2. Taxa de crescimento da produção É calculado da maneira seguinte: Taxa de crescimento da
2.1.2. Taxa de crescimento da produção
É
calculado da maneira seguinte:
Taxa de crescimento da produção = Produção n/ produção n-1
É
um rácio interno que pressupõe um seguimento apurado da produção.
Respeita só aos negócios novos do ano e é acompanhada pelo controlo de
gestão ou pelos serviços técnico-comerciais. A produção de um ano n é
definida como segue:
-prémios emitidos em contratos a prémios únicos
-prémios emitidos em contratos a prémios sucessivos
-prémios periódicos anuais de contratos novos.
É
um rácio importante para compreender a actividade comercial da
empresa.
50
2.2 Actividade técnica 2.2.1 Análise dos resultados técnicos A actividade técnica é o coração da
2.2 Actividade técnica
2.2.1 Análise dos resultados técnicos
A actividade técnica é o coração da profissão de segurador. A rentabilidade
futura depende, em grande medida, das escolhas “técnicas” consideradas
aquando da elaboração dos produtos. Os principais rácios são os seguintes:
1. Taxa de crescimento das provisões técnicas “poupança”
Provisões matemáticas “poupança” 31.1.2.n/provisões matemáticas
“poupança” 31.12.n-1
É um bom indicador da evolução da capacidade beneficiária da sociedade.
Os custos de 1º ano (comissões, emissão, gestão) são normalmente
elevados e só podem ser amortizados no futuros se as provisões
matemáticas crescerem. Com efeito, o segurador retira uma carga de gestão
sobre a poupança gerida para fazer face aos seus custos operativos.
51
2. Taxa de saída ou taxa de erosão da carteira É calculada só para “poupança”
2. Taxa de saída ou taxa de erosão da carteira
É calculada só para “poupança”
Prestações (sinistros, resgates, vencimentos, rendas) / provisões
matemáticas e provisões p/ participação resultados
Este rácio permite seguir as perdas do “potencial de benefício”.
Com efeito, como as prestações regularizadas diminuem as provisões
de abertura (e também as provisões de fecho) elas diminuem os
rendimentos financeiros e a margem beneficiária da sociedade.
Este rácio pode ser afinado para contemplar os resgates e compará-lo
com o rácio de adiantamentos dado pela seguinte expressão:
Adiantamentos sobre apólices 31.12.n/Provisões matemáticas “poupança”
31.12.n
Na ausência de produção nova, permite estimar o número de anos
durante os quais os contratos continuarão a “esgotar-se” e se as
prestações se desenvolvem a um ritmo normal ou acelerado.
52
3. TAXA DE MARGEM BRUTA Esta taxa é a relação entre : Taxa de margem
3. TAXA DE MARGEM BRUTA
Esta taxa é a relação entre :
Taxa de margem bruta =Saldo de subscrição n/Prémios emitidos
em n
Corresponde à taxa de margem bruta e só integra os elementos
técnicos que contribuem para a margem da sociedade.
Este rácio é independente da política de revalorização da poupança
dos segurados e da política de remuneração dos agentes.
2.2.2 ANÁLISE DAS DESPESAS DE GESTÃO
As despesas de gestão incluem:
despesas de aquisição;
despesas de administração;
despesas de regularização de sinistros;
despesas de gestão de investimentos;
despesas por natureza a imputar.
53
1. COMPARAÇÃO DAS DESPESAS DE GESTÃO COM PRÉMIOS Taxa de despesas de gestão = Despesas
1. COMPARAÇÃO DAS DESPESAS DE GESTÃO COM PRÉMIOS
Taxa de despesas de gestão = Despesas de gestão n/Prémios n
Este rácio representa a capacidade da empresa gerir os seus custos fixos.
Cuidados a ter na interpretação do rácio:
a) sociedades mistas: o rácio tem pouco significado;
b)
exige o isolamento das actividades de poupança. A componente de
previdência consome normalmente mais recursos;
c) exige a análise do tempo e da estrutura de gastos de gestão. O custo
é, em geral, mais elevado no ano de aquisição;
d)
exige a análise da estrutura de distribuição. As filiais de bancos têm
normalmente um rácio inferior porque uma parte dos custos fixos já
está imputada ao banco.
54
Comparação das despesas de aquisição com prémios Taxa de despesas de aquisição = Despesas de
Comparação das despesas de aquisição com prémios Taxa de despesas de aquisição = Despesas de

Comparação das despesas de aquisição com prémios

Taxa de despesas de aquisição = Despesas de aquisição / produção nova em n

Comparação das despesas de administração

Taxa de despesas de administração =Despesas de administração dos contratos / prémios emitidos

de administração Taxa de despesas de administração =Despesas de administração dos contratos / prémios emitidos 55

55

2.3 A ACTIVIDADE FINANCEIRA O peso da poupança tem vindo a aumentar com reflexos na
2.3 A ACTIVIDADE FINANCEIRA
O peso da poupança tem vindo a aumentar com reflexos na actividade
financeira das empresas
2.3.1 Análise do resultado financeiro
1. Taxa de rendimento dos activos financeiros
(Resultado financeiro+ Variação das mais valias)/Prémios emitidos
onde o resultado financeiro = proveitos das aplicações líquidos de
encargos (nomeadamente despesas de gestão e perdas na alienação).
Activos geridos
- Valores mobiliários
- Imoveis e partes das sociedades imobiliárias
- Empréstimos
- Disponibilidades
56
2. TAXA DE REALIZAÇÃO DAS MAIS VALIAS LATENTES Taxa de realização de mais valias latentes
2.
TAXA DE REALIZAÇÃO DAS MAIS VALIAS LATENTES
Taxa de realização de mais valias latentes =
Mais valias realizadas /mais valias latentes 1.1.n
Permite ver em que medida e de que forma a sociedade exterioriza as
suas mais valias. Dois objectivos presidem à realização das mais
valias.
•aumentar o resultado da sociedade
•aumentar a taxa de remuneração da poupança dos
segurados
3.
TAXA DE EVOLUÇÃO DAS MAIS VALIAS LATENTES
Taxa de evolução das mais valias latentes=Mais valias latentes 31.12.n/
mais valias latentes 1.1.n
Permite medir a performance financeira dos gestores
57
2.3.2 ANÁLISE DO SALDO FINANCEIRO 1. Taxa de remuneração da poupança dos segurados (Juros técnicos+
2.3.2 ANÁLISE DO SALDO FINANCEIRO
1.
Taxa de remuneração da poupança dos segurados
(Juros técnicos+ Participação nos resultados) em n /Provisões
Matemáticas (Média)+ Provisões para Participação nos resultados
2.
Taxa de retenção das depesas de gestão
Saldo financeiro das operações técnicas/
Provisões Matemáticas (Média)+ Provisões para Participação nos
resultados
Se a margem do segurador se realiza em função das Provisões
Matemáticas dos contratos, este rácio permite relacionar a
percentagem das despesas de gestão retidas pela empresa à
poupança que ela gere
Se as despesas de gestão são retiradas dos proveitos financeiros
utiliza-se também, por vezes, o rácio
Saldo financeiro das operações financeiras/Proveitos líquidos das
aplicações
58
2.4. OS RÁCIOS DE ESTRUTURA FINANCEIRA O essencial do activo de uma empresa de seguros
2.4. OS RÁCIOS DE ESTRUTURA FINANCEIRA
O essencial do activo de uma empresa de seguros é constituído pelos
investimentos financeiros, contrapartida das responsabilidades de longo
prazo
2.4.1 ANÁLISE DA ESTRUTURA DO ACTIVO
1.
Peso do imobiliário
Imóveis e partes de soc. imobiliárias 31.12.n/Activos geridos 31.12.n
2. Peso dos títulos
Valores imobiliários 31.12.n/Activos geridos 31.12.n
3. Peso das disponibilidades
Disponibilidades 31.12.n/Activos geridos 31.12.n
59
2.4.2 ANÁLISE DOS MEIOS FINANCEIROS DE COBERTURA Para fazerem face aos seus compromissos, as sociedades
2.4.2 ANÁLISE DOS MEIOS FINANCEIROS DE COBERTURA
Para fazerem face aos seus compromissos, as sociedades de seguros,
devem possuir activos remuneradores e se possível líquidos de montante
mais ou menos equivalente
1.Taxa de cobertura dos compromissos técnicos por activos remuneradores
Activos geridos em valor líquido 31.12.n/Provisões técnicas brutas 31.12.n
Um rácio próximo de 1 significa:
fraca capitalização. A quase integralidade dos fundos próprios está
investida em activos não remuneradores (por exemplo necessidade de
fundos de maneio).
Uma degradação da necessidade de fundo de maneio em resultado de
uma forte retenção nos intermediários
60
2. Taxa de cobertura da margem de solvência Elementos constitutivos da margem/Montante da margem>=1 3.
2. Taxa de cobertura da margem de solvência
Elementos constitutivos da margem/Montante da margem>=1
3. Taxa de cobertura das provisões técnicas pelos capitais próprios
Capitais próprios/provisões técnicas
4. Taxa de mais valias latentes
Mais valias latentes / activos geridos
5. Taxa de cobertura dos activos geridos pela capacidade de
autofinanciamento
Capacidade de autofinanciamento / activos geridos
61
3. OS RÁCIOS DAS EMPRESAS NÃO VIDA A actividade não vida tem muitos pontos de
3. OS RÁCIOS DAS EMPRESAS NÃO VIDA
A actividade não vida tem muitos pontos de contacto com a actividade
vida
lhe aplicam.
que muitos dos rácios da actividade comercial e técnica se
É conveniente sublinhar, no entanto, certas especificidades:
especialização dos exercícios. Prémios não adquiridos e rendimentos
das provisões para sinistros;
o papel do resseguro;
o efeito dos seguros obrigatórios.
62
3.1 ACTIVIDADE COMERCIAL Taxa de crescimento dos prémios (%)= {(Prémios emitidos n / Prémios emitidos
3.1 ACTIVIDADE COMERCIAL
Taxa de crescimento dos prémios (%)= {(Prémios emitidos n / Prémios
emitidos n-1)-1}*100
Este rácio é calculado globalmente e por categorias de produtos, como por
exemplo:
.
Danos em bens agrícolas
Acidentes de Trabalho
Acidentes pessoais - Individual
Acidentes pessoais - colectivo
Automóvel RC
Automóvel Danos próprios
Transportes
Seguros de construção - RC
Seguro de construção (Danos)
Riscos catastróficos
Danos em bens de particulares
Danos em bens de profissionais
Rc Geral
Crédito e Caução
Protecção jurídica
Assistência
Perdas pecuniárias diversas
Aceitação de resseguro, etc.
63
Os prémios emitidos são considerados brutos de resseguro e líquidos de estornos e anulações. Taxa
Os prémios emitidos são considerados brutos de resseguro e líquidos de
estornos e anulações.
Taxa de crescimento da produção (%)= {(Negócios novos n /Negócios
novos n-1) -1}*100
Este rácio é calculado em número de contratos e em capitais. Permite
medir a capacidade da rede comercial de produzir contratos junto da
clientela (nova e em carteira).
Taxa de resolução (%)=
{(Contratos resolvidos n / Contratos existentes em 01.01.n )-1}*100
Os cálculos são apresentados em número e em montante.
64
3.2 ACTIVIDADE TÉCNICA 3.2.1 ANÁLISE DAS DESPESAS DE GESTÃO O rácio de despesas de gestão
3.2 ACTIVIDADE TÉCNICA
3.2.1
ANÁLISE DAS DESPESAS DE GESTÃO
O
rácio de despesas de gestão é o seguinte:
Taxa de despesas de gestão (%)= {Despesas de gestão n/ Prémios emitidos
n -}*100
Este rácio mede os custos de gestão necessários para o funcionamento da
sociedade.
3.2.2
ANÁLISE DO RÁCIO DE SINISTRALIDADE
O
rácio de sinistralidade é definido pela relação seguinte:
Taxa de sinistralidade (%)= {(Carga técnica bruta n / Prémios adquiridos
brutos n) -1}*100
Define-se carga técnica bruta, como o total das prestações (indemnizações
e
despesas de sinistros, líquidas de reembolsos), acrescidas da variação
das provisões para sinistros.
Os prémios adquiridos são iguais à diferença entre os prémios emitidos
(líquidos de estornos e anulações) e das variações para prémios não
adquiridos.
65
3.2.3 RÁCIO COMBINADO O rácio combinado é igual à soma dos rácios de despesas e
3.2.3
RÁCIO COMBINADO
O rácio combinado é igual à soma dos rácios de despesas e de
sinistralidade.
Rácio combinado (%)= {(Carga técnica bruta n / Prémios adquiridos
brutos n) -1}*100 + {(Despesa de gestão n / Prémios emitidos em n) -1}
*100
Por vezes associa-se com o rácio seguinte:
Resultado financeiro / prémios emitidos
para integrar a actividade financeira na análise do resultado.
3.2.4
INCIDÊNCIA DO RESSEGURO
Carga técnica líquida/ carga técnica bruta
Taxa de cessão = Prémios cedidos / prémios emitidos
66
3.3 ACTIVIDADE FINANCEIRA Resultado financeiro / activos geridos 3.4 RÁCIOS DE ESTRUTURA FINANCEIRA 3.4.1 PROVISÕES
3.3 ACTIVIDADE FINANCEIRA
Resultado financeiro / activos geridos
3.4 RÁCIOS DE ESTRUTURA FINANCEIRA
3.4.1 PROVISÕES TÉCNICAS E SOLVABILIDADE
1.
Provisões técnicas
Provisões para sinistros / Prémios emitidos
2.Taxa de regularização de sinistros
Regularização de sinistros/ Provisões para sinistros
3.
Margem de solvência
Capitais próprios / prémios emitidos
67
3.4.2. ANÁLISE DA ESTRUTURA DO ACTIVO 1. Parte dos terrenos e construções Terrenos e construções
3.4.2. ANÁLISE DA ESTRUTURA DO ACTIVO 1. Parte dos terrenos e construções Terrenos e construções

3.4.2. ANÁLISE DA ESTRUTURA DO ACTIVO

1. Parte dos terrenos e construções

Terrenos e construções / Activos geridos

2.

Peso das aplicações financeiras

Aplicações financeiras/ Activos geridos

3. Peso da Tesouraria

Tesouraria/Activos geridos

3.4.3 NECESSIDADE DE FUNDO DE MANEIO

Necessidade de Fundo de Maneio/Prémios emitidos líquidos de resseguro

Posições credoras (agentes-segurados)/ Prémios emitidos

68

3.5 OS RÁCIOS DE ANÁLISE DO RESULTADO Resultado líquido/Prémios emitidos ou Resultado líquido/Capitais próprios
3.5 OS RÁCIOS DE ANÁLISE DO RESULTADO
Resultado líquido/Prémios emitidos
ou
Resultado líquido/Capitais próprios
ou
Dividendos pagos em n/Capitais próprios 1.1.n
Taxa de distribuição
Dividendos em n/Resultado líquido n-1
69
3.6 MARGEM DE SOLVÊNCIA DOS RAMOS NÃO VIDA A margem de solvência não vida é
3.6 MARGEM DE SOLVÊNCIA DOS RAMOS NÃO VIDA
A margem de solvência não vida é o maior dos 2 resultados, calculados
de acordo com dois métodos alternativos:
3.6.1. FORMA DE CÁLCULO
1º Método (Prémios)
O
montante dos prémios emitidos é dividido em duas tranches:
Até 10 milhões de unidades de conta (contravalor em escudos) aplica-
se a taxa de 18%
Acima da 1ª tranche aplica-se a taxa de 16%
O
resultado obtido é multiplicado pelo rácio de sinistros líquidos de
resseguro/ sinistros brutos, não podendo esta taxa ser inferior a 50%
70
2º Método (função dos sinistros) O montante médio das cargas de sinsitros (dos 3 últimos
2º Método (função dos sinistros)
O
montante médio das cargas de sinsitros (dos 3 últimos exercícios)
é dividido em 2 tranches:
Até 7 milhões de unidades de conta (contravalor em escudos) aplica-
se a taxa de 26%
Acima da 1ª tranche aplica-se a taxa de 23%
O
resultado obtido (soma das duas tranches) é multiplicada pela rácio
de sinistralidade líquida de resseguro/ sinistralidade bruta não
podendo o rácio ser inferior a 50%.
Tem-se:
10’000’000*18%+(Prémios- Contravalor de 10’000’000ECUS)*16%
7’000’000*26%+(Sinistros-contravalor de 7’000’000 ECUS)*23%.
71
3.6.2. O FUNDO DE GARANTIA. Para empresas sediadas em Portugal O Fundo de Garantia é
3.6.2. O FUNDO DE GARANTIA.
Para empresas sediadas em Portugal
O Fundo de Garantia é igual a 1/3 da margem não podendo ser inferior
a:
1’400’000 ECUs para Crédito ou caução
400’000 EUS para R:C.
300’000 Ecus para acidentes, doença, veículos, mercadorias
transportadas, incêndio, perdas pecuniárias
200’000 para outros danos e protecção jurídica.
3.6.3. ELEMENTOS CONSTITUTIVOS DA MARGEM DE
SOLVÊNCIA
Capital social realizado (fundo inicial das mutuas)
50%*Capital social não realizado(fundo inicial das mutuas)
As reservas, legais e livres, incluindo as reservas de reavaliação, não
representativas de qualquer compromisso
Saldo de ganhos e perdas, deduzido de eventuais distribuições
Reforços de quotizações desde que não representem mais de 50% da
margem de solvência (mútuas e empresas sobre a forma de
quotizações variáveis)
72
As mais valias sem caracter excepcional, que resultem da subavaliação dos activos (fundamentadas junto do
As
mais
valias
sem
caracter
excepcional,
que
resultem
da
subavaliação dos activos (fundamentadas junto do ISP)
Acções preferenciais e os empréstimos subordinados até ao limite
de 50% do montante da margem de solvência (máximo 25% em
empréstimos subordinados e acções preferenciais privilegiadas de
duração limitada)
Títulos de duração indeterminada e outros instrumentos, incluindo
as acções preferenciais de duração indeterminada.
73
3.7. MARGEM DE SOLVÊNCIA DO RAMO VIDA 3.7.1.-SEGUROS DIRECTOS DE CAPITAIS E RENDAS 1º Resultado
3.7. MARGEM DE SOLVÊNCIA DO RAMO VIDA
3.7.1.-SEGUROS DIRECTOS DE CAPITAIS E RENDAS
1º Resultado
Provisões Matemáticas (Directo + Resseguro Aceite)*4%*Rácio de
cedência (>=85%)
2º Resultado
Seguros directos de Capitais e Rendas mais Temporários
0.3%*Capitais em risco (seguros capitais e rendas
+temporários de prazo >=5 anos)
+0.15%*Capitais em risco de Temporários de prazo superior a 3
anos e inferior a 5 anos
+0.1%* Capitais em risco de Temporários de prazo igual ou
inferior a 3 anos
Soma *rácio de cedência (>= a 50%)
74
Margem de Solvência=1º Resultado+ 2º Resultado
3.7.2. SEGUROS COMPLEMENTARES A margem é calculada como nos seguros Não Vida 3.7.3. SEGUROS LIGADOS
3.7.2. SEGUROS COMPLEMENTARES
A margem é calculada como nos seguros Não Vida
3.7.3. SEGUROS LIGADOS A FUNDOS DE INVESTIMENTO
1º Resultado
Com risco de Investimento
Provisões Matemáticas de Seguros (Directo+ Resseguro
Aceite)*4%*Rácio de Cedência (>=85%)
Sem risco de Investimento
Provisões Matemáticas de Seguros (Directo+ Resseguro
Aceite)*1%*Rácio de Cedência (>=85%)
Margem de Solvência=Com risco de Investimento+ Sem risco de
Investimento
75
2º Resultado Capital em risco (directo + resseguro aceite)*0.3%*Rácio de Cedência (>=50%) Margem de
2º Resultado
Capital em risco (directo + resseguro aceite)*0.3%*Rácio de
Cedência (>=50%)
Margem de Solvência=1º Resultado+ 2º Resultado
3.7.4. Operações de Capitalização
Margem de Solvência= 4% das Provisões Matemáticas
76
3.7.5. ELEMENTOS CONSTITUTIVOS DA MARGEM Os elementos constitutivos da margem de solvência não vida Elementos
3.7.5. ELEMENTOS CONSTITUTIVOS DA MARGEM
Os elementos constitutivos da margem de solvência não vida
Elementos implicitos
50% dos lucros futuros
diferença entre a provisão matemática não zilmerizada (ou parcialmente
zilmerizada) e a provisão matemática zilmerizada a uma taxa definida pelo ISP
Os Lucros futuros são calculados em função da média dos resultados dos
últimos 5 ano ao qual se aplica um factor que não pode exceder 10 anos
(calculado em função da duração residual da carteira).
3.7.6. FUNDO DE GARANTIA
Limite minimo: 1/3 da margem de solvência com limite mínimo do contravalor
em Escudos de 800’000 ECUs empresas com sede em Portugal.
77