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UNIVERSIDADE FEDERAL DA FRONTEIRA SUL CAMPUS ERECHIM CURSO DE LICENCIATURA EM FILOSOFIA

MARCOS MASSIERO KAMINSKI

OBRA PROTÁGORAS DE PLATÃO: A UNIDADE DAS VIRTUDES ATRAVÉS DA TESE DA BICONDICIONALIDADE

ERECHIM

2013

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MARCOS MASSIERO KAMINSKI

OBRA PROTÁGORAS DE PLATÃO: A UNIDADE DAS VIRTUDES ATRAVÉS DA TESE DA BICONDICIONALIDADE

Artigo científico desenvolvido durante a disciplina de ética e filosofia política antiga do curso de licenciatura em Filosofia da Universidade Federal da Fronteira Sul – Campus Erechim, como parte da avaliação para aprovação.

Professor: Dr. Thiago Soares Leite

ERECHIM

2013

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OBRA PROTÁGORAS DE PLATÃO: A UNIDADE DAS VIRTUDES ATRAVÉS DA TESE DA BICONDICIONALIDADE

Marcos Massiero Kaminski 1

RESUMO: A parte da obra Protágoras de Platão que analisa a concepção virtude- conhecimento, especialmente a unidade das virtudes, possui diálogos dialéticos, os quais nos apresentam duas teses para estabelecer a unidade das virtudes. As teses extraídas são a identidade e a bicondicionalidade. A tese da bicondicionalidade compreende que o indivíduo que possui uma das virtudes possui todas, bem como que justiça, coragem, temperança, sabedoria e piedade constituem uma parte da virtude e possuem essências diferentes. O personagem Protágoras quando trata da unidade das virtudes defende a tese da bicondicionalidade. Alguns argumentos favoráveis a tese da bicondicionalidade são: cada virtude possui conceitos e objetos diferentes, a sabedoria é pressuposto (e não essência) para adquirir as virtudes, o personagem Sócrates que defende a tese da identidade, trata as virtudes em partes com diferentes funções (afirmativas presentes na tese da bicondicionalidade).

Palavras-chave:

bicondicionalidade.

Obra

Protágoras.

Virtudes.

Unidade

das

Virtudes.

Tese

da

1 Introdução

O

tema central do presente artigo científico é a compreensão da tese que a unidade

das virtudes se dá por bicondicionalidade, através da análise do livro Protágoras de Platão.

O presente trabalho acadêmico subdivide-se em dois tópicos, os quais possuem a

função de interligar o conhecimento, e dar linha lógica à dissertação. No primeiro tópico

busca-se uma análise introdutória sobre a obra Protágoras de Platão, especialmente pela forma

de discurso, temas tratados e teses ventiladas pelos personagens Sócrates e Protágoras. No

segundo tópico, será tratado a conceituação, entendimento e argumentos da tese que a unidade

das virtudes se dá por bicondicionalidade.

A leitura do presente trabalho acadêmico possui grande validade, tendo em vista

possuir o foco em uma das teses de como se estabelece a unidade das virtudes, as quais são

1 Advogado, especialista em Ciências Penais, acadêmico do curso de Filosofia da Universidade Federal Fronteira Sul. E-mail: marcos@kaminski.org.br

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motivos de compreensão e buscas no decorrer de longínquos séculos pelo ser humano, bem como a apresentação do texto do próprio Platão, instigará o ato de filosofar, tendo em vista os diálogos dialéticos, que apresentam diversas teses e não criam uma doutrina pronta.

2 Protágoras: a obra, o discurso e as teses sobre a virtude

O livro Protágoras de Platão trata basicamente de discussões envolvendo a educação e a virtude do homem grego, suscitadas em momentos diferentes: a concepção sofística, a da tradição poética e a concepção socrática de virtude-conhecimento. No presente trabalho acadêmico se restringirá a análise do livro Protágoras de Platão da concepção socrática de virtude-conhecimento (SILVA, 2006, p. 14). Diferentemente de alguns sofistas que viam na virtude a mesma lógica de Homero, ou seja, de que a virtude caberia apenas a alguns afortunados, Platão se preocupa com a natureza da virtude, e a partir disso cria diálogos expondo um processo de investigação, podendo ser chamados de dialéticos, especialmente entre os personagens Sócrates e Protágoras, esses diálogos se distinguem de uma exposição sistemática, havendo necessidade do aprofundamento do exame das posições contrárias. Os argumentos dos personagens sustentam uma sucessão de teses contrárias, de difícil compreensão de sua autoria (muitas vezes os próprios personagens se contradizem no decorrer dos diálogos – por ex. em alguns momentos Protágoras afirma a unidade das virtudes, e em outros momentos afirma a separabilidade das virtudes). Existindo a dialética nos diálogos platônicos, e a ausência de sistematização do conhecimento, se verifica a preocupação de além de se chegar a uma resposta verdadeira por si, é desenvolver o ato de filosofar e não simplesmente de apresentar uma doutrina já pronta (PAVIANI, 2012, p.89). Das diferentes teses expostas no livro Protágoras de Platão, pode-se citar a título exemplificativo o debate sobre a unidade ou separação das virtudes, bem como no âmbito da unidade das virtudes, se estas são idênticas ou bicondicionais. Existem posições diversas sobre as teses constantes no livro e qual a posição de Sócrates em relação à unidade das virtudes, podendo ser mencionado o autor Vlastos, o qual compreende que a unidade das virtudes se dá em três momentos complementares de uma única tese: o primeiro é a tese da unidade das virtudes, o segundo, é a tese da similaridade, e o terceiro, a tese da bicondicionalidade (1973, apud SANTOS, 2003, p. 129/130), enquanto que o autor Zingano, compreende que a unidade das virtudes está baseado na tese da identidade das virtudes (2009, apud PAVIANI, 2012, p. 90).

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Virtude, do grego areté, significa para o personagem Sócrates na obra Protágoras de Platão o conhecimento de todos os bens e todos os males. Para chegar a tal definição, socorre-se da análise sobre o conceito de virtude das obras Protágoras e Laques de Platão realizada por Zoraida Maria Lopes Feitosa (2006, p. 27/28):

As virtudes são partes similares do conhecimento. O saber é o fio condutor que perpassa não somente todas as virtudes, mas também possibilita a aproximação, o relacionamento e a semelhança entre elas, como é o exemplo da coragem, que é, não como diz Protágoras, uma parte diferente das demais virtudes, mas enquanto virtude, uma parte do conhecimento do que deve ser temido, do que é perigoso e do que não é – o oposto é covardia, logo, o saber é o referencial para que um ato possa ser considerado virtuoso. Este é o terceiro argumento de Sócrates como uma tentativa de demonstrar que as virtudes são partes similares do conhecimento, contestando a assertiva de seu interlocutor, após uma longa discussão em que o sofista admite que a virtude possui parte e quatro delas são mais ou menos semelhantes entre si, porém uma é diferente das outras: a coragem (349 d). A definição de coragem revela a noção do conhecimento daquilo que deve ser temido e no que se deve confiar, o que significa o conhecimento do bem e do mal; logo, conhecimento do bem e do mal é o conhecimento do todo da virtude. O que está sendo colocado é provado em algumas passagens do Laques (198 a) em que, na lista das virtudes, o saber nem é citado como uma delas, ou seja, o saber é o fio condutor da unidade das virtudes e evidenciado não como uma parte, mas como o todo da virtude (199 b-e); isto é encontrado no Laques de uma forma bem mais explícita do que no Protágoras.

As virtudes apontadas por Platão na obra Protágoras são: justiça, coragem, temperança, sabedoria e piedade; também conhecidas como as virtudes cardinais. Tendo em vista que a preocupação do presente trabalho acadêmico é a abordagem sobre a unidade das virtudes através da tese da bicondicionalidade, os questionamentos de Sócrates de como a unidade das virtudes se estabelece, possui origem em um longo discurso de Protágoras sobre a possibilidade do ensino das virtudes, situação que ele afirma que a unidade das virtudes se estabeleceria através de um processo educativo do homem grego (SILVA, 2006, p.16). Sócrates, após a oitiva do discurso de Protágoras a respeito da possibilidade do ensino das virtudes e, partindo da afirmativa de Protágoras acerca da unidade das virtudes, enuncia a tese da unidade das virtudes com o seguinte questionamento para Protágoras:

“estabelecendo se a virtude é algo único, de que fazem parte a justiça, a moderação e a devoção, ou se as qualidades por mim indicadas não passam de designações de uma mesma coisa? (329 c/d)” (PLATÃO, 2007, p. 276). A partir desse momento, o problema central do diálogo gira em torno da unidade das virtudes, e Protágoras não hesita em apontar para a

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primeira opção formulada por Sócrates, afirmando que: “ ‘A resposta para essa pergunta é fácil, Sócrates’, ele declarou. ‘A virtude é uma coisa única e as qualidades em pauta são partes dela’. (329 d)” (PLATÃO, 2007, p. 277). (SANTOS, 2003, p.23). A partir desse questionamento de Sócrates, e da resposta de Protágoras, podem ser extraídas do livro Protágoras de Platão duas teses a respeito da unidade das virtudes, ou seja, se a unidade das virtudes se estabelece por identidade ou por bicondicionalidade.

3 Tese que a unidade das virtudes se estabelece por bicondicionalidade

Das duas teses mencionadas que podem ser extraídas da unidade das virtudes da obra Protágoras de Platão, o presente tópico preocupar-se-á em apresentar a tese da bicondicionalidade, a posição do personagem Protágoras, e alguns argumentos que a sustentam.

A tese da bicondicionalidade pode ser compreendida pela inseparabilidade das

virtudes, ou seja, o indivíduo que é justo, também será corajoso, temperante, sábio e prudente, bem como que as virtudes não são idênticas, mas cada uma das qualidades mencionadas são

partes da virtude (PAVIANI, 2012, p. 90). Apenas a título elucidativo, a principal diferença entre as teses da identidade e bicondicionalidade é que a primeira compreende que a virtude é una, enquanto que a segunda entende que a virtude é dividida em partes. Porém, as duas teses afirmam a unidade das virtudes, ou seja, as virtudes são inseparáveis, se possuindo uma, se tem todas (PAVIANI, 2012, p. 90). Por mais que o personagem Protágoras em alguns diálogos da obra afirme que as virtudes são inseparáveis, quando trata a questão da unidade das virtudes, ele se posicionada pela tese da bicondicionalidade. Neste sentido, Protágoras considera que a unidade das virtudes se dá analogamente as partes do rosto e não às partes do ouro, conforme trecho 329 d-e da obra Protágoras (PLATÃO, 2007, p. 277):

“Partes”, perguntei, “como as partes do rosto, a saber, a boca, o nariz, os olhos e os ouvidos, ou como as partes do ouro, em que inexiste diferença exceto no tamanho, entre as partes ou entre as partes e o todo?” “Eu julgaria que no primeiro sentido, Sócrates, isto é, como as partes do rosto são em relação ao todo do rosto?”

O rosto consiste o todo (virtudes) e as suas partes como o nariz, orelha, boca,

olhos consistem as espécies de virtudes (justiça, temperança, sabedoria, etc.). Tendo rosto, se

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tem nariz, orelha, boca e olhos, mas as partes são diferentes e possuem funções próprias e não idênticas. A compreensão do personagem Protágoras das virtudes serem análogas as partes do rosto denota seu posicionamento em relação à tese da bicondicionalidade (as virtudes estão juntas, mas cada uma é essencialmente diferente das outras). Dentro deste contexto, em outros momentos da obra Protágoras de Platão em que ocorre o diálogo entre os personagens Protágoras e Sócrates verifica-se o posicionamento de Protágoras pela tese da bicondicionalidade. Vejamos os trechos 330 a-b, 349 b-c, 359 a-b, respectivamente:

“Então são essas também partes da virtude”, indaguei, “nomeadamente a sabedoria e a coragem?”. “Eu diria que com toda a certeza”, respondeu, “além do que entre suas partes, a sabedoria é a mais importante”. “E cada uma delas”, continuei, “é distinta de qualquer outra?” “Sim.” “E também exerce cada uma sua função particular? Se aceitamos a analogia com as partes do rosto, o olho não como o ouvido, não sendo inclusive a mesma função que exercem; tampouco é qualquer uma das demais partes semelhantes entre si, quer em suas funções quer em qualquer outro aspecto. Analogamente, são as partes da virtude mutuamente dessemelhantes, tanto em si mesmas quanto no que respeita a suas funções? Na hipótese da propriedade dessa analogia, não é evidente que são?” “Sim, são, Sócrates”, admitiu. (PLATÃO, 2007, p. 277).

Assim, agora desejo que me lembres de algumas das perguntas envolvendo pontos que suscitei no início, assim como contar com tua ajuda para investigar outros pontos. Creio que a primeira pergunta era a seguinte: a sabedoria, a moderação, a coragem, a justiça e a religiosidade são cinco nomes para uma mesma coisa, ou há, subjacente a cada um desses nomes, alguma substância e coisa singular detentora de uma função que lhe é própria, cada uma dessas coisas diferindo das demais? Tua reposta foi que não são meramente nomes vinculados a uma só coisa, mas que cada um desses nomes se aplica a alguma coisa distinta, e que todas constituem partes da virtude, embora não como as partes do ouro que se assemelham entre si e ao todo de que constituem partes, mas como as partes do rosto, que não são semelhantes ao todo de que são partes e nem semelhantes entre si, e cada uma tendo sua função própria e característica. (PLATÃO, 2007, p. 303).

“que Protágoras defenda perante nós a verdade de sua primeira resposta. Não me refiro à que foi dado logo no início, quando afirmou que, embora

houvesse cinco partes da virtude, não havia nenhuma semelhança entre elas, cada uma tendo sua função própria. Não é a isso que aludo, mas à afirmação feita por ele mais tarde, quando disse que quatro delas apresentavam uma considerável semelhança entre si, mas que uma delas era inteiramente

diferente das demais: a coragem. [

[

]

]”

(PLATÃO, 2007, p. 316).

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É importante mencionar que o personagem Protágoras compreende que a sabedoria é a principal parte da virtude, conforme ficou expressamente demonstrando nas suas palavras ao afirmar na passagem 330a que (PLATÃO, 2007, p. 277): “ ‘além do que entre suas partes, a sabedoria é a mais importante’ ”. E, no transcurso do diálogo, verifica-se a reverência à sabedoria pelos dois personagens Sócrates e Protágoras no trecho 352 c-d, conforme (PLATÃO, 2007, p. 277):

o conhecimento é algo nobre e capaz de governar o ser humano, que

todo aquele que adquire conhecimento do que é bom e do que é mau jamais será compelido a agir de maneira distinta daquela ditada pelo conhecimento e que a inteligência constitui um amparo suficiente para a humanidade?” “Minha opinião, Sócrates, é precisamente a que expressas. E acrescento que seria para mim, mais do que para todas as pessoas, vergonhoso afirmar que a sabedoria e o conhecimento são, entre as coisas humanas, as mais poderosas.” “Falaste com beleza”, eu disse, “e também verdadeiramente. [ ]”

“[

]

Pensamento que é corroborado pelo comentador Vlastos (1971, apud SILVA, p. 36), o qual defende a tese da bicondicionalidade, conforme expressamente assevera ao comentar a obra Protágoras de Platão: “a sabedoria é uma condição necessária para possuir quaisquer uma das outras virtudes”. Diante disso, dentro da tese da bicondicionalidade, verifica-se que a sabedoria é parte imprescindível para possuir todas as demais partes da virtude. Além disso, faz-se importante apontar os principais argumentos para sustentar que a unidade das virtudes se dá por bicondicionalidade. As definições de cada virtude são diferentes, ou seja, o conceito de coragem não está inserido no conceito de justiça, temperança, sabedoria e piedade, e assim sucessivamente (VLASTOS, 1971 apud SILVA, 2006, p. 37/38). Então, possuem essências diferentes. Por exemplo: Coragem é saber o que deve ser temido e o que não deve ser temido, enquanto justiça é dar a cada um a parte a que tem direito. Cada virtude possui um objeto específico, para a coragem são os perigos, para a temperança são os prazeres, para a piedade os cuidados devidos aos deuses, para a justiça à ordem e sua manutenção, para a sabedoria o conhecimento em sua excelência (DESCLOS, 2001/2, p. 13). Portanto, possuindo objetos diferentes inexiste falar em identidade, mas cada uma possui sua própria essência. As virtudes são tratadas em “partes” no livro, pelo próprio Sócrates, ou seja, o próprio Sócrates afirma “embora houvesse cinco partes da virtude, não havia nenhuma

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semelhança entre elas, cada uma tendo sua função própria”, na passagem 359 a (PLATÃO, 2007, p. 316). Situação que gera o relativismo, e identidade é absoluto, afastado assim a

identidade das virtudes, e a demonstração que cada virtude possui suas próprias características

e essência (PAVIANI, 2012, p. 91).

A presença da sabedoria em todas as virtudes não condiz com a identidade de todas as virtudes, pois para cada virtude é necessário um conhecimento específico. Conforme mencionado anteriormente, o comentador Vlastos (1971 apud SILVA, 2006, p. 36) afirma ser

a parte da virtude sabedoria pressuposto para a aquisição das suas demais partes, e não o que

torna as virtudes idênticas, o que corrobora a afirmativa de Protágoras que a sabedoria é a principal parte da virtude, e a partir dela se verificam as demais. Assim, a tese que a unidade das virtudes se dá por bicondicionalidade, se sustenta em alguns argumentos básicos, bem como possui diálogos embasando-a dentro da obra Protágoras de Platão, sendo que é defendida pelo personagem Protágoras (quando tratada a unidade das virtudes), e inclusive o próprio Sócrates a admite (por mais que defenda a tese da identidade).

4 Conclusão

As virtudes foram objeto de estudos pelos filósofos antigos, e permanece sendo

estudadas no decorrer dos séculos, tema que não perde sua atualidade. Na obra Protágoras de Platão, as virtudes foram debatidas e dialogadas entre os personagens Sócrates e Protágoras, chegando o diálogo na perspectiva da unidade das virtudes, os quais pensando na unidade das virtudes, se posicionaram por teses diferentes (identidade e bicondicionalidade).

A dialética presente nos diálogos platônicos desenvolve diferentes teses, e instiga o

leitor na busca por argumentos favoráveis às diferentes teses. O presente artigo científico desenvolveu e apresentou a tese da bicondicionalidade, ou seja, que a unidade das virtudes se estabelece por bicondicionalidade.

A leitura de comentadores e trabalhos científicos elaborados por autores nos mostrou

algumas carências da tese da bicondicionalidade, porém existem vários argumentos válidos, alguns extraídos do própria obra Protágoras de Platão que dão credibilidade à referida tese. Fica a sugestão para futuro artigo científico da análise da tese da identidade, para

assim fazer o comparativo das teses e seus argumentos, com o intuito de verificação de qual das duas teses possui argumentos mais fortes.

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PLATO’S PROTAGORAS: THE UNICITY OF VIRTUES THROUGH THE BICONDITIONALITY THESIS

Marcos Massiero Kaminski

ABSTRACT: The part of Plato's work Protagoras which analyses the virtue-knowledge conception, especially the unicity of virtues, has dialectic dialogues, which present us two theses for establishing the unicity of virtues. The extracted theses are identity and bicondicionality. The biconditionality thesis understands that the individual who possesses one virtue possesses all of them, as well as that justice, courage, temperance, wisdom, and piety constitute a part of virtue, and possess different essences. The character Protagoras, when talking about the unicity of virtues, defends the biconditionality thesis. Some favorable arguments for it are: each virtue possesses different concepts and objects; wisdom is a requirement (and not the essence) to acquiring the virtues; the character Socrates, who defends the identity thesis, treats virtues as parts with different functions (statements present in the biconditionality thesis).

Keywords: Protagoras. Virtues. Unicity of virtues. Biconditionality thesis.

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REFERÊNCIAS

DESCLOS, Marie-Laurence. É possível ser corajoso e justo sem ser sábio? Revista de Filosofia da UFRJ – Kléos - n.5/6, 2001/2, p. 9-22.

PAVIANI, Jayme. Notas sobre o conceito de virtude em Platão. Veritas – Revista de Filosofia da PUCRS, Vol. 57, n o 3, 2012, p. 86-98.

PLATÃO. Diálogo I: Teeto (ou do conhecimento), Sofista (ou do ser), Protágoras (ou sofistas). – Tradução, textos complementares e notas Edson Bini. Bauru/SP: EDIPRO, 2007. Col. Clássicos Edipro.

SILVA, José Wilson da. A Unidade das Virtudes nos Diálogos Socráticos: Uma Questão de Método. Orientador: Marco Antônio de Ávila Zingano. Universidade de São Paulo - Faculdade de Filosofia (curso de mestrado) – Tese de mestrado em Filosofia, 2006.

SANTOS, Hermes Pereira dos. Progresso prometeico e reversão epimeteica no argumento do Protágoras; Scripta Classica On-Line; 2003; p. 107/148; Impresso; www.scriptaclassica.hpg.ig.com.br.

FEITOSA, Zoraida Maria Lopes. A questão da unidade e do ensino das virtudes em Platão. Orientador: Marco Antônio de Ávila Zingano. Universidade de São Paulo - Faculdade de Filosofia (curso de mestrado) – Tese de mestrado em Filosofia, 2006.