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INTRODUÇÃO

CONTABILIDADE

Prof.: Affonso Silva

INTRODUÇÃO À CONTABILIDADE II

Pág. 1

 

S U M Á R I O

Item

 

Assunto

Página

1

TIPOS E FORMAS DE ENTIDADES JURÍDICAS

2

 

1.1 - Introdução

2

 

1.2 – Firma Individual

2

 

1.3 – Sociedades Mercantis

2

   

1.3.1 – Sociedade em Nome Coletivo

2

   

1.3.2 – Sociedade em Comandita Simples

3

   

1.3.3 – Sociedade de Capital e Indústria

3

   

1.3.4 - Sociedade em Conta de Participação

3

   

1.3.5 – Sociedade Por Quotas de Responsabilidade Limitada

4

   

1.3.6 – Sociedade em Comandita Por Ações

4

   

1.3.7 – Sociedade Por Ações

4

 

1.4 – Sociedades Civis

5

 

1.5 – Principais Características das Entidades Jurídicas

5

2

DEPRECIAÇÃO, AMORTIZAÇÃO E EXAUSTÃO

6

3

DUPLICATAS DESCONTADAS

7

4

PROVISÃO PARA DEVEDORES DUVIDOSOS

7

 

4.1

– Cálculo da Provisão

7

5

DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS

8

 

5.1 – Roteiro para elaboração do Balanço do Exercício

8

 

5.2 – Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados - DLPA

9

 

5.3 – Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido - DMPL

11

 

5.4 – Demonstração das Origens. e Aplicações de Recursos - DOAR

12

 

5.5 – Notas Explicativas

14

6

CONSOLIDAÇÃO DE BALANÇOS

15

 

6.1 – Conceituação

15

 

6.2 – Normas legais de Consolidação

15

 

6.3 – Técnicas de Consolidação

16

 

6.4 – Exemplos práticos

17

7

INCORPORAÇÃO, FUSÃO E CISÃO

21

 

7.1 – Conceitos

21

 

7.2 – Medidas Legais

21

 

7.3 – Objetivos Básicos

22

 

7.4 - Contabilização

22

8

BIBLIOGRAFIA

28

PROIBIDA A REPRODUÇÃO SEM AUTORIZAÇÃO DO AUTOR

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1 - TIPOS E FORMAS DAS ENTIDADES JURÍDICAS

1.1 – Introdução

O Patrimônio é o conjunto de bens, direitos e obrigações vinculadas a uma ou mais

pessoas.

A empresa, portanto, como unidade econômica singular, dispondo de patrimônio

para atingir os seus objetivos, pode ser propriedade de una ou mais pessoas.

1.2 – Firma Individual

Quando a empresa possui um só proprietário, diz-se que é Firma Individual.

A forma jurídica de Firma Individual confunde, numa só, a pessoa civil e o titular

da empresa.

Os bens e os direitos da pessoa civil, incorporados ou não ao patrimônio da Firma Individual, respondem por todas as suas obrigações.

1.3 – Sociedades Mercantis

Se a empresa pertencer a duas ou mais pessoas, assumirá a forma jurídica de Sociedade Mercantil ou Comercial.

Existem 7 ( sete ) tipos de Sociedades Mercantis, a saber:

a) Sociedade em Nome Coletivo;

b) Sociedade em Comandita Simples;

c) Sociedade de Capital e Indústria;

d) Sociedade em Conta de Participação;

e) Sociedade Por Quota de Responsabilidade Limitada;

f) Sociedade em Comandita Por Ações;

g) Sociedade Por Ações.

1.3.1 – Sociedade em Nome Coletivo

A principal característica desse tipo de Sociedade Mercantil é que seus sócios respondem ilimitadamente pelas obrigações da empresa, comprometendo, solidária e subsidiariamente, o montante de seus bens e haveres particulares no resgate das dívidas da sociedade.

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1.3.2 – Sociedade em Comandita Simples

A Sociedade em Comandita Simples é constituída por duas ou mais pessoas, sendo, pelo menos, uma delas comerciante.

O sócio ou sócios comerciantes respondem solidariamente pelas obrigações sociais da empresa, e os sócios capitalistas, também chamados comanditários, somente respondem até o limite do valor de suas quotas que compõem o Capital Social.

1.3.3 – Sociedade de Capital e Indústria

É constituída por duas ou mais pessoas, sendo um ou mais sócios os que contribuem com dinheiro, bens e ou direitos para a formação do patrimônio, e outro ou outros sócios, com seu trabalho ou aptidão técnica.

Os sócios capitalistas equiparam-se aos sócios solidários, responsáveis por todas as obrigações assumidas pela empresa, enquanto que os sócios industriais contribuem com seu trabalho especializado e experiência na atividade, e participam dos lucros da sociedade.

Os sócios industriais, por não contribuírem com uma parte do Capital Social, não respondem pelas obrigações da empresa, nem assumem o risco de prejuízos eventuais.

1.3.4 – Sociedade em Conta de Participação

Constitui-se na forma de fato, ao contrário de outros tipos de sociedades constituídas na forma de direito.

Duas ou mais pessoas se reúnem, sem que seja constituída uma empresa para exercerem, em comum, a prática de operações mercantis, girando a sociedade de fato, e não de direito, sob o nome de um deles, ou em conjunto, necessariamente comerciante, denominado sócio ostensivo.

O sócio ostensivo é o único que se obriga perante terceiros.

Esse tipo de sociedade pode ser eventual, quando duas ou mais pessoas se reúnem com o propósito de realizar apenas uma operação mercantil.

Entretanto, quando as operações são continuadas, melhor se caracteriza a Sociedade em Conta de Participação.

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1.3.5 – Sociedade Por Quotas de Responsabilidade Limitada

Formada por duas ou mais pessoas, com responsabilidade conjunta de todas na satisfação das obrigações da empresa, limitada, porém, ao montante do Capital Social.

Ela se diferencia da Sociedade em Nome Coletivo e da Sociedade em Comandita Simples pelo fato de os sócios responderem pelas obrigações da empresa até o limite do Capital Social, enquanto que, para os últimos, os sócios respondem pelo passivo da sociedade, ilimitadamente.

1.3.6 – Sociedade em Comandita Por Ações

a diferenciando-se, apenas, quanto a forma de constituição do Capital Social.

característica

Ela

tem

mesma

de

Sociedade

em

Comandita

Simples,

O Capital Social é dividido em ações, podendo participar muitos sócios e capitalistas

sem gerência na sociedade, respondendo pelas obrigações sociais até o limite de seu quinhão no Capital Social.

Contudo, apenas o sócio ou acionista tem qualidade para administrar ou gerir a sociedade, e como diretor ou gerente, responde, subsidiária, mas ilimitada e solidariamente, pelas obrigações da Sociedade.

1.3.7 – Sociedade Por Ações

É o tipo de sociedade que melhor se ajusta à multiplicação do capital das empresas

que necessitam, continuamente, de recursos financeiros para atender à execução de seus

planos de expansão.

As características básicas da Sociedade Por Ações, também denominada Sociedade Anônima ou Companhia, compreendem:

a) Abertura ou democratização do Capital Social, permitindo a participação de milhares de pessoas nos lucros da sociedade;

b) Limitação da responsabilidade dos acionistas ao valor contábil de suas ações;

c) Critérios de ação, com ou sem valor nominal;

d) Existência mínima de duas pessoas para a formação do Capital Social, revogando-se disposição da legislação societária que exigia, anteriormente, número mínimo de sete pessoas;

e) Gestão da empresa exercida por acionista ou não.

Há um tipo de Sociedade Anônima conhecida por Integral, cuja propriedade das ações pode ser atribuída a um único acionista, desde que:

a) A sociedade seja constituída por escritura pública;

b) O único acionista seja sociedade brasileira.

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1.4 – Sociedades Civis

As Sociedades Civis com personalidade jurídica, tendo por finalidade a prestação de serviços visando à obtenção de lucro, são regidas pelas normas da Legislação Mercantil como se fosse Sociedade Mercantil ou Comercial, onde os sócios respondem, ilimitadamente, pelas obrigações da Sociedade.

O registro de sua constituição é formalizado em cartório de Registro Civil de Pessoas Jurídicas - RCPJ, e não no Registro do Comércio, ou seja, na Junta Comercial do Estado de sua localização, como ocorre com as Sociedades Mercantis.

1.5 - Principais Características das Entidades Jurídicas

1 - Constitui-se na forma de fato, sem constituir-se como empresa;

2 - Constitui-se na forma de direito, ou seja, como empresa;

3 – Possui um único proprietário ou dono;

4 – Possui dois ou mais proprietários;

5 – O Capital Social é constituído por Quotas;

6 - O Capital Social é constituído por Ações;

7 – A Pessoa Civil responde com seus bens pelas obrigações da firma;

8 – O patrimônio particular de todos os sócios responde pelas dívidas da empresa;

9 – No mínimo, um dos sócios tem que ser Comerciante;

10 – O Sócio Comerciante responde com seu patrimônio pessoal pelas dívidas, e o Sócio Capitalista responde somente pela sua quota do Capital Social;

11 – Os sócios respondem em conjunto pelas dívidas até o limite do Capital Social;

12 – Os Sócios Capitalistas assumem as obrigações da empresa, mas os Sócios Industriais não assumem as dívidas nem o risco dos prejuízos, porém, participam dos lucros;

13 – Apenas o Sócio ou Acionista tem qualidade para administrar a sociedade, e como Diretor ou Gerente, responde, ilimitadamente, pelas dívidas da empresa;

14 – A gestão da empresa é exercida por qualquer pessoa, quer seja Acionista ou não.

R E S U M O TIPOS DE ENTIDADES CARACTERÍSTICAS 1 2 3 4 5
R
E
S
U
M
O
TIPOS
DE ENTIDADES
CARACTERÍSTICAS
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
Firma Individual
Sociedades Mercantis ou Comerciais
Sociedade em Nome Coletivo
Sociedade em Comandita Simples
Sociedade de Capital e Indústria
Sociedade em Conta de Participação
Soc. Por Quota de Responsab e . Ltda.
Sociedade em Comandita Por Ações
Sociedade Por Ações
Sociedades Civis

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2 – DEPRECIAÇÃO, AMORTIZAÇÃO E EXAUSTÃO

São provisões constituídas para redução ou retificação de elementos do Ativo. Os saldos das contas dessas provisões serão considerados como valores subtrativos das contas representativas dos bens, dos encargos e dos custos de aquisição de direitos.

2.1 - Depreciação

A depreciação representa a perda de valor dos bens materiais sujeitos a:

Desgaste pelo uso contínuo;

Ação da natureza;

Obsolescência ( Desatualização );

Exemplo de bens materiais sujeitos à depreciação:

Prédios e Edificações;

Veículos;

Móveis e Utensílios;

Máquinas, Equipamentos e Ferramentas

2.2 - Amortização

A amortização consiste na extinção gradual de valores que figuram no Ativo como encargos de exercícios futuros. Pode também representar a diminuição do valor aplicado na aquisição de Direitos, cujo prazo de utilização ou existência é limitado, por motivos contratuais ou legais.

Exemplo de bens imateriais sujeitos à amortização:

 

Direitos de uso de processo;

Marcas, Patentes;

Despesas Pré-operacionais da empresa;

Despesas com pesquisas e desenvolvimento de produtos.

2.3

- Exaustão

A exaustão é a perda de valor decorrente da utilização de Direitos de Lavra, adquiridos mediante aplicação de recursos para exploração de Minas, Jazidas e Reservas Florestais.

Assim as empresas de mineração registrarão como custo, em cada exercício, na apuração do resultado, a importância correspondente à diminuição de valor do custo de aquisição dos Direitos de Lavra para a sua exploração econômica. Para tanto adotam-se as seguintes conceituações:

Jazida: É toda massa individualizada de substância vegetal, mineral ou fóssil, aflorando à superfície ou existente no interior da terra, e que tenha valor econômico. Exemplo: Floresta, Carvão, Ferro, Manganês, Ouro, Água Mineral, Petróleo, etc.

Lavra: É o conjunto de operações coordenadas visando ao aproveitamento industrial da jazida, desde a fase de extração das substâncias minerais até o seu beneficiamento.

Mina: È a jazida em lavra, pronta para ser operada.

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3 - DUPLICATAS DESCONTADAS

As Duplicatas a Receber, registradas no Ativo de uma empresa, fruto de suas vendas

a prazo, podem ser negociadas com Bancos.

Vários motivos levam a empresa a descontar necessidade de reposição dos estoques.

A operação de desconto é uma das formas que a empresa tem de gerar recursos, ou

seja, a necessidade de Capital de Giro para tal fim.

As Duplicatas Descontadas são uma forma disfarçada de empréstimo, havendo, portanto, a cobrança de juros por parte dos Bancos.

Caso o devedor da duplicata não honre o compromisso até a data do vencimento,

e a duplicata tenha sido descontada, a empresa deverá restituir ao Banco a quantia correspondente ao valor do desconto.

A conta Duplicatas Descontadas é uma conta retificadora ( subtrativa ) da conta

Duplicatas a Receber, e, indica o quanto foi recebido, antecipadamente, do saldo da conta Duplicatas a Receber.

a

seus

títulos,

sendo

um deles

4 - PROVISÃO PARA DEVEDORES DUVIDOSOS

Esta provisão representa a estimativa de prejuízos prováveis oriundos de riscos assumidos com a concessão de créditos a clientes da empresa. Registra, portanto, as possíveis perdas pela expectativa da falta de pagamento das Contas a Receber. É uma conta retificadora ( subtrativa ) do Ativo.

Contabilmente, a conta Provisão Para Devedores Duvidosos é movimentada nos seguintes casos:

Pela constituição da Provisão;

Pela baixa de Contas a Receber incobráveis;

4.1 – Cálculo da Provisão

Existem diversas formas de se prever os prejuízos futuros que devem ser contabilizados no exercício em que forem observados.

A mais comum, adotada pela grande maioria de nossas empresas, é aquela em que se

aplica um percentual sobre o saldo médio dos últimos três exercícios dos créditos a receber. Anteriormente, a legislação do Imposto de Renda permitia deduzir do resultado da

empresa um percentual de l,5% ( um e meio por cento ) sobre o saldo da conta Duplicatas

a Receber. Atualmente, o Fisco considera esta provisão como despesa não dedutível para efeito

da tributação do Imposto de Renda.

Esta provisão será constituída ao término de cada exercício social, utilizando-se como contrapartida uma conta de despesa intitulada Despesa Com Devedores Duvidosos.

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5 - DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS

O Art. 176 da Lei 6.404/76 estabelece que ao término de cada exercício social, a Administração da empresa faça elaborar com base na sua escrituração mercantil, as Demonstrações Financeiras ( Contábeis ), que deverão exprimir com clareza a situação patrimonial e as mutações ocorridas no período.

As demonstrações que compõem o Balanço do Exercício serão publicadas com os valores referentes ao período encerrado, mais a indicação dos valores correspondentes ao exercício imediatamente anterior, os quais poderão ser expressos em unidades de milhar, e, compreende as seguintes demonstrações:

a) Demonstração do Balanço Patrimonial - DBP;

b) Demonstração do Resultado do Exercício - DRE;

c) Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados – DLPA;

d) Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido – DMPL ( opcionalmente, em substituição a DLPA );

e) Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos - DOAR;

f) Notas Explicativas.

5.1 – Roteiro para elaboração do Balanço do Exercício

As etapas para a elaboração do Balanço do Exercício, após o registro de todas as operações da empresa nos Livros Contábeis, são as seguintes:

a) Levantar o 1 º Balancete de Verificação ( Com base no Livro Razão );

b) Efetuar os Lançamentos de Ajuste:

Constituir as Provisões;

Corrigir os erros detectados.

c) Levantar o 2 º Balancete de Verificação ( Com base no Livro Razão );

d) Apurar o Resultado do Exercício ( Encerrando as contas de Receitas e Despesas em contra-partida com a conta Apuração do Resultado do Exercício – ARE );

e) Provisionar o Imposto de Renda devido ( Utilizando o LALUR );

f) Transferir o Lucro Líquido do Exercício para a conta Lucros ou Prejuízos Acumulados;

g) Proceder a distribuição do Resultado do Exercício ( Conforme proposta dos Órgãos da Administração da empresa para aprovação pela AGO);

h) Elaborar as Demonstrações Contábeis e as respectivas Notas Explicativas.

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5.2 – Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados - DLPA

DEMONSTRAÇÃO DE LUCROS E PREJUÍZOS ACUMULADOS EXERCÍCIO FINDO EM 31/12/2000

DESCRIÇÃO

R$

SALDO DO INÍCIO DO PERÍODO

19.590

AJUSTES DE EXERCÍCIOS ANTERIORES

 

Retificação de erro de exercícios anteriores

(1.000)

Efeitos da mudança de Critérios Contábeis

(2.800)

DESTINAÇÕES APROVADAS DURANTE O EXERCÍCIO

 

Aumento de Capital, conforme AGE

(8.000)

Dividendos intermediários ou antecipados

-

REVERSÕES DE RESERVAS

 

Reserva para Contingências

1.300

Reserva de Lucros a Realizar

1.200

LUCRO OU PREJUÍZO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO

 

Lucro Líquido do Exercício

19.689

SALDO À DISPOSIÇÃO DA ASSEMBLÉIA GERAL ORDINÁRIA

29.979

PROPOSTA DE DESTINAÇÃO DO SALDO

 

Transferências para Reservas:

 

Reserva Legal

(984)

Reserva Estatutária

(2.405)

Reserva de Lucros a Realizar

(3.077)

Reserva de Lucros para Expansão

(6.000)

Aumento de Capital

( 4.000)

Dividendos a Distribuir

(7.920)

SALDO NO FINAL DO PERÍODO

5.593

Objetivos e Considerações Gerais

O objetivo da Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados é apresentar o saldo residual de lucros ou prejuízos, suas alterações durante o exercício e a destinação do lucro ao final de cada exercício, ou em períodos intermediários.

Existem duas destinações principais para os lucros, a saber:

a)

Distribuição Direta – Sob a forma de participação, dividendos e bonificação aos acionistas;

b) Distribuição Indireta – Retenção na empresa de parcelas do lucro, constituindo-se em aumento de Capitais Próprios ( Patrimônio Líquido ).

A estrutura da Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados apresenta, normalmente, a composição a seguir.

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Saldo do Início do Período

É o saldo acumulado proveniente do exercício imediatamente anterior, podendo ser

lucro ou prejuízo acumulado.

Ajustes de Exercícios Anteriores

Dizem respeito aos ajustes realizados em decorrência de efeitos da mudança de critério contábil ou de retificação de erro contábil imputável a determinado exercício anterior, sendo estes ajustes debitados ou creditados à conta Lucros ou Prejuízos Acumulados, conforme o caso.

Destinações Aprovadas Durante o Exercício

São as alterações efetuadas no saldo da conta, pela utilização de lucros para aumento de Capital, distribuição de dividendos intermediários ou antecipados, etc.

Reversões de Reservas

Referem-se aos lançamentos contábeis cuja finalidade é utilizar Reservas de Lucros na compensação de prejuízos, ou para outra destinação.

A lei determina que serão revertidas à conta de Lucros ou Prejuízos Acumulados as Reserva de Contingências e de Lucros a Realizar sempre que ocorram os seguintes fatos:

Reserva de Contingências – quando cessarem os motivos que determinaram a sua constituição, a parcela não utilizada será revertida para Lucros ou Prejuízos Acumulados; Reserva de Lucros a Realizar – na proporção em que forem realizados os valores que serviram de base para a sua constituição.

Lucro ou Prejuízo Líquido do Exercício

É o Resultado Líquido Final de cada exercício, transferido para a conta Lucros ou

Prejuízos Acumulados, a fim de ser utilizado ou destinado, por proposta dos administradores à Assembléia Geral Ordinária - AGO dos acionistas ou sócios.

Proposta de Destinação do Saldo

A Proposta de Destinação dos Lucros será, obrigatoriamente, apresentada na AGO, juntamente com as Demonstrações Financeiras do Exercício, devendo contemplar as destinações para constituição das Reservas de Lucros e para os Dividendos, especificando o valor do dividendo por ação do Capital Social.

Saldo no Final do Período

É o saldo residual que passa para o exercício seguinte.

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5.3 – Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido - DMPL

DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO EXERCÍCIO FINDO EM 31/12/2000

     

Reserva

Reserva

Lucros

Descrição

Total

Capital

de Cap.

Legal

Acumul os

Saldos do Exercício Anterior

668.814

350.000

152.103

20.143

146.568

Subscrição/Integralização/Capital

250.000

250.000

-

o -

-

o -

- o -

Subtotal

918.814

600.000

152.103

20.143

146.568

Destinação durante o exercício:

         

Parcela de Aumento de Capital

- o -

295.400

(109.116)

 

- o -

(186.284)

Recompra Ações (Ações em Tes a )

(30.000)

- o -

(30.000)

 

- o -

- o -

Lucro Líquido do Exercício

53.604

- o -

 

- o -

 

- o -

53.604

Subtotal

23.604

295.400

(139.116)

- o -

(132.680)

Saldo à disposição da AGO

- o -

- o -

- o -

-

o -

13.888

Distribuição proposta à AGO:

         

Transferências para Reservas

         

- Reserva Legal

- o -

- o -

- o -

2.680

(2.680)

Dividendos propostos

(6.944)

- o -

- o -

-

o -

(6.944)

Subtotal

(6.944)

- o -

 

- o -

 

2.680

(9.624)

Saldo no Final do Exercício .

935.474

895.400

12.987

22.823

4.264

Objetivos da Demonstração

A lei societária estabelece que a empresa poderá elaborar e publicar a Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido em substituição à Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados, posto que esta estará incluída naquela.

Esta demonstração tem por objetivo facilitar a análise das modificações ocorridas nos componentes do Patrimônio Líquido durante o exercício social.

Do

ponto

de

vista

gerencial

ela

permite

uma

visão

mais

adequada

do

comportamento dos Capitais Próprios, identificando as causas de sua evolução ou regressão.

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5.4 Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos - DOAR

 

DEMONSTRAÇÃO DAS ORIGENS E APLCAÇÕES DE RECURSOS EXERCÍCIO FINDO EM 31/12/2000

 
 

DESCRIÇÃO

31/12/2000

31/12/1999

SALDOS NO INÍCIO DO EXERCÍCIO

   
 

Ativo Circulante

798.380

488.301

 

(

- )Passivo Circulante

(342.046)

(240.230)

 

(

= ) Capital Circulante Líquido

456.334

248.071

(

+ ) ORIGENS DE RECURSOS

 

Recursos Operacionais:

   
 

Lucro Líquido do Exercício

53.604

35.630

 

Itens que não afetam o Capital de Giro Próprio:

   
 

- Depreciações, Amortizações e Exaustão

35.979

29.220

 

Variação nos Resultados de Exercícios Futuros

- o -

- o -

 

Recursos Não Operacionais:

   
 

Diminuição do Ativo Não Circulante:

   
 

-

Alienação de bens do Permanente

15.000

- o -

 

Aumento do Passivo Não Circulante:

   
 

- Financiamentos obtidos

25.258

15.000

 

- Novos empréstimos

20.000

-

o -

 

Aumento do Patrimônio Líquido

   
 

-

Subscrição e integralização de Capital

250.000

100.000

 

Total das Origens de Recursos

519.715

243.533

(

- ) APLICAÇÕES DE RECURSOS

   
 

Aplicações Operacionais:

   
 

Dividendos distribuídos

23.760

15.270

 

Aplicações Não Operacionais:

   
 

Aumento do Ativo Não Circulante:

   
 

-

Compra de equipamentos

40.000

20.000

 

Diminuição de Passivo Não Circulante:

   
 

-

Transferências para o Circulante

6.826

- o -

 

Diminuição de Patrimônio Líquido:

   
 

-

Recompra de ações da empresa

50.000

- o -

 

Total das Aplicações de Recursos

120.586

35.270

(

= ) CAPITAL CIRCULANTE LÍQUIDO

855.463

456.334

SALDOS NO FINAL DO EXERCÍCIO

   

(

+ ) Ativo Circulante

1.113.136

798.380

(

- ) Passivo Circulante

(257.673)

(342.046)

(

= ) Capital Circulante Líquido

855.463

456.334

Conceitos e objetivos da demonstração

A Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos, também chamada de Fluxo de Fundos, origina-se basicamente de uma análise das variações ocorridas na posição financeira da empresa, Ativos e Passivos Circulantes, cuja diferença representa o Capital Circulante Líquido.

INTRODUÇÃO À CONTABILIDADE II

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Assim, o objetivo desta demonstração é apresentar as modificações na posição financeira da empresa entre duas datas, geralmente as do início e do término de cada exercício social.

a) Origens dos recursos

Generalizando, podemos dizer que as origens de recursos provocam:

1)

Aumento no Passivo e no Patrimônio Líquido;

2)

Redução no Ativo.

A empresa pode obter fundos ou recursos adicionais, através de empréstimos, emitindo mais ações para aumentar seu Capital Social, realizando ativos de longo prazo, vendendo imobilizações inservíveis para seu uso, alienando participações societárias de caráter permanente.

Recursos operacionais

São os recursos financeiros gerados pelas operações realizadas no período

A principal origem de recursos operacionais de uma empresa é o Lucro Líquido, porém, temos que eliminar determinados elementos que o compõe pelo fato de não afetarem o Capital Circulante Líquido, isto porque o registro desses elementos não implica em movimentação financeira, porém, afetam o resultado do período.

São eles:

1) Quotas de Depreciação, Amortização e Exaustão; 2) Resultado de Equivalência Patrimonial; 3) Despesas e Receitas de Variações Monetárias Ativas e Passivas; 4) Lucro ou Prejuízo na venda de Ativo Permanente;

De acordo com o Regime de Competência as Receitas de Exercícios Futuros e os custos e despesas que lhe são inerentes não são computados no Resultado do Exercício, embora tenham provocado alteração financeira na empresa, ou seja, aumento ou diminuição no Ativo ou no Passivo Circulante.

Assim, se a variação entre as datas-base da demonstração acusar um crescimento, este deverá ser adicionado ao Lucro Líquido do Exercício, caso contrário, se a variação for um decréscimo, ela deverá ser deduzida do Lucro.

Recursos Não Operacionais

São recursos obtidos com a realização de itens do Realizável a Longo Prazo e do Ativo Permanente, como:

1) Alienação de bens do Permanente; 2) Obtenção de empréstimos e financiamentos de longo prazo; 3) Subscrição e integralização de Capital pelos sócios ou acionistas.

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b) Aplicações de Recursos

Os recursos obtidos pela empresa são normalmente aplicados, provocando aumentos no Ativo e reduções no Passivo e Patrimônio Líquido, afetando, por conseqüência, o seu Capital Circulante Líquido.

Aplicações Operacionais

Representam as parcelas de recursos destinadas a remuneração dos sócios ou acionistas da empresa, na forma de participação nos lucros ou dividendos atribuídos no período.

Aplicações Não Operacionais

As compras de bens do Ativo Imobilizado, as aquisições de quotas ou ações de empresas coligadas ou controladas e as aplicações em despesas apropriáveis a resultados de mais de um exercício social, são fatos que caracterizam as Aplicações Não Operacionais, pois, produzem aumento do Ativo Não Circulante.

A diminuição de Passivo Não Circulante ocorre com certa freqüência nos casos de

transferência de saldos de obrigações do Exigível a Longo Prazo para o Passivo Circulante em obediência ao Regime de Competência.

A redução do Patrimônio Líquido é caracterizada pelos pagamentos efetuados a sócios

ou acionistas, em operações de resgate, reembolso ou amortização, envolvendo quotas ou ações representativas do Capital Social da empresa, redundando na diminuição do seu Capital Social.

Variação do Capital Circulante Líquido

Ela é demonstrada pelas posições do Ativo e Passivo Circulantes, no início e no fim do período, estabelecendo-se a diferença absoluta que determina o aumento ou a redução do Capital Circulante da empresa.

5.5 – Notas Explicativas

A publicação de Notas Explicativas como parte integrante das Demonstrações

Contábeis está prevista no Parágrafo 4 o do Art. 176 da Lei 6.404/76, o qual estabelece:

" As Demonstrações Financeiras ( Contábeis ) serão complementadas por Notas Explicativas e outros quadros analíticos ou demonstrações contábeis necessárias para esclarecimento da situação patrimonial e dos resultados do exercício ".

Entre outros, as Notas Explicativas devem fazer menção aos seguintes pontos:

Aumento de valor de elementos do Ativo, resultante de novas avaliações;

Principais critérios de avaliação dos elementos patrimoniais;

Investimentos em outras sociedades, quando relevantes;

Quantidade, espécies e classes das ações do Capital Social da empresa;

Ajustes de exercícios anteriores.

INTRODUÇÃO À CONTABILIDADE II

Pág. 15

6 - CONSOLIDAÇÃO DE BALANÇOS

6.1 – Conceituação

Consolidar balanços ou consolidar demonstrações financeiras significa conjugar numa mesma demonstração as demonstrações financeiras de um grupo de sociedades sob um controle comum.

O objetivo básico da consolidação de balanços, ou seja, a finalidade da elaboração do

Balanço Consolidado, é divulgar a situação econômico-financeira de um grupo de empresas sob um mesmo comando. Esse controle comum implica na existência de uma sociedade dominante, conhecida por controladora ou holding, uma vez que esta exerce o poder decisório sobre as demais componentes do grupo, denominadas controladas.

6.2 – Normas legais de Consolidação

6.2.1 – Grupo de Empresas

Segundo o Art. 265, da Lei 6.404/?6, Lei das Sociedades Por Ações, a sociedade controladora e suas controladas podem constituir um Grupo de Empresas, mediante Convenção escrita firmada entre elas, na qual se obriguem a conjugar esforços para a

realização dos respectivos objetivos, ou a participarem de atividades ou empreendimentos comuns.

A empresa controladora, ou de comando do grupo, deve ser brasileira, e exercer,

direta ou indiretamente, e de modo permanente, o controle das empresas controladas, como

titular de direitos dos acionistas. As relações entre as sociedades, a estrutura administrativa do grupo e a coordenação ou subordinação dos administradores das empresas controladas serão estabelecidas na Convenção do Grupo, porém, cada sociedade conservará sua personalidade jurídica e patrimônio distinto das demais.

O Grupo de Empresas terá designação onde constarão as palavras Grupo de Sociedades, ou simplesmente Grupo.

A consolidação de balanços, conforme a Lei das S/A, é obrigatória somente para:

a) Companhias abertas que tiverem mais de 30% de seu patrimônio líquido representado por investimentos em controladas;

b) Grupos empresariais que se constituírem formalmente em Grupos de Sociedades, independentemente de serem ou não companhias abertas, tal como no caso de uma Sociedade Por Quota de Responsabilidade Limitada.

Entretanto,

situações

em

que

não

se

deve

incluir

certas

controladas

na

consolidação, tais como as sociedades que se encontrem nas seguintes condições:

a) Com efetivas e claras evidências de perda de continuidade e cujo patrimônio seja avaliado ou não à valores de liquidação;

INTRODUÇÃO À CONTABILIDADE II

Pág. 16

b) Cuja venda por parte da investidora ou controladora, em futuro próximo, tenha nítida intenção de realização, devidamente comprovada.

6.3 – Técnicas de Consolidação

6.3.1 – Introdução

É procedimento fundamental, antes de se efetuar a consolidação das demonstrações financeiras da sociedade controladora e das controladas, o exame prévio da estrutura patrimonial das empresas envolvidas no processo de consolidação, pois, em muitos casos, há de se impor a reclassificação das contas em grupos homogêneos, a fim de permitir a análise adequada da situação do grupo. Em virtude da padronização dos planos de contabilidade de certos setores da economia, a consolidação de balanços das empresas torna-se bem mais fácil. O Balanço Geral de uma empresa reflete sua posição patrimonial e financeira, em determinado momento, sendo a resultante da aplicação de procedimentos e critérios contábeis, os quais nem sempre são aplicados de maneira uniforme pelos responsáveis do setor contábil da empresa. Se, os procedimentos e critérios adotados pelas empresa sujeitas à consolidação forem diferentes, a posição do grupo de sociedades não terá uma avaliação correta. Para uma consolidação de balanços de controladora e controladas, alguns requisitos devem ser observados, de forma a possibilitar a sua efetivação:

a) Controle efetivo da holding sobre as demais sociedades controladas;

b) Atividades semelhantes, iguais ou complementares entre as empresas do grupo;

c) Coincidência ou proximidade das datas de encerramento dos exercícios das empresas envolvidas na consolidação;

d) Uniformidade dos procedimentos, princípios e convenções contábeis aplicadas pelas sociedades que integram o processo de consolidação;

e) Exame isolado de cada empresa para determinação da conveniência de sua inclusão ou exclusão na consolidação.

6.3.2 – Papeis de Trabalho

A consolidação dos balanços é processada, extra-contabilmente, de duas formas:

a)– Através de papeis de trabalho manualmente elaborados em folhas colunadas, ou processados eletronicamente;

b) – Pela elaboração, extra-contabil, ou seja, fora da escrituração contábil da empresa, de fichas de Razão para consolidação, em que são lançados os saldos de cada empresa a ser consolidada, para em seguida registrar todos os lançamentos de eliminação de consolidação, chegando-se aos saldos consolidados de cada conta.

Sem dúvida, a forma preferida é a primeira, utilizando os seguintes modelos:

1 – Consolidação dos Balanços Patrimoniais – Ativo e Passivo;

2 – Consolidação das Demonstrações dos Resultados do Exercício;

3 – Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido Consolidado;

4 – Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos Consolidadas.

INTRODUÇÃO À CONTABILIDADE II

Pág. 17

Note-se que não há indicação de modelo para consolidar a Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos. Ela é elaborada partindo-se dos saldos consolidados nos Modelos de 1 a 3, desprezando-se as demonstrações individuais de cada empresa.

6.3.3 - Eliminações de Consolidação

A consolidação de balanços não é, simplesmente, a soma dos saldos de cada conta

das diversas empresas. Há necessidade de eliminar ou excluir os saldos existentes ou transações realizadas entre as empresas do grupo, tais como as mencionadas abaixo, por não gerar riquezas para o grupo, caracterizando-se como troca de elementos patrimoniais.

a) A participação de uma sociedade em outra;

b) Os saldos de contas de transações financeiras entre partes relacionadas como:

Empréstimos;

Adiantamentos;

Dividendos a receber ou a pagar;

Contas a receber ou a pagar.

c) A parcela do custo de serviços ainda não realizada correspondente a operações entre a

controladora e as controladas;

d) A parcela do custo

de

elemento

do

Ativo

Permanente

não

realizada

relativa

a

transações efetuadas entre as sociedades do grupo.

6.4 – Exemplos práticos

6.4.1 – Eliminação de Investimentos de caráter permanente

Suponhamos que a controladora “A“ tenha constituído, em Dezembro de 2000, uma controlada “B”, na qual a empresa “A” tem 100% do Capital Social, e que a controladora tenha integralizado em dinheiro todo o Capital da controlada que é de R$ 10.000.000,00.

A eliminação de consolidação é somente a do investimento, já que não houve

qualquer outra transação entre as empresas.

A seguir é apresentado, de forma sumária, o papel de trabalho da consolidação dos

Balanços Patrimoniais ( Ativo e Passivo ) de 31/12/2000 das referidas empresas:

 

CONSOLIDAÇÃO DE BALANÇOS

 
 

EM 31/12/2000

 

Grupo de

Empresa A

Empresa B

Eliminação Consolidação

Saldo

Contas

Holding

Controlada

Débito

Crédito

Consolidado

Disponível

75.000

10.000.000

-

-

10.075.000

C/ a Receber (3 os ).

150.000

 

--

-

150.000

Investimentos (B).

10.000.000

-

-

10.000.000

- 0 -

Imobilizado

5.075.000

 

--

-

5.075.000

Total do Ativo

15.300.000

10.000.000

-

10.000.000

15.300.000

C/ a Pagar ( 3 os )

250.000

 

--

-

250.000

Capital Social

15.000.000

10.000.000

10.000.000

-

15.000.000

Lucros Acumul os

50.000

 

--

-

50.000

Total do Passivo

15.300.000

10.000.000

10.000.000

-

15.300.000

INTRODUÇÃO À CONTABILIDADE II

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6.4.2 – Eliminação de saldos entre partes relacionadas ( Holding/Controlada )

Mantendo-se o exemplo anterior, no decorrer do mês de Dezembro de 2000, a empresa “A”, controladora, vendeu, sem lucro, para a empresa “B”, controlada, para instalação de seus escritórios, um imóvel de sua propriedade pelo valor de R$ 1.000.000,00, com pagamento previsto para Janeiro de 2001, sendo o fato provisionado por elas no exercício de 2000, como segue:

 

CONSOLIDAÇÃO DE BALANÇOS

 
 

EM 31/12/2000

 

Grupo de

Empresa A

Empresa B

Eliminação de Consolidação

Saldo

Contas

Holding

Controlada

Débito

Crédito

Consolidado

Disponível

75.000

10.000.000

-

-

10.075.000

C/ a Receber (3 os ) .

150.000

 

---

 

150.000

C/ a Receber ( B )

1.000.000

-

 

1.000.000

-

0 -

Investimentos (B)

10.000.000

-

-

10.000.000

-

0 -

Imobilizado

4.075.000

1.000.000

-

-

5.075.000

Total do Ativo

15.300.000

11.000.000

-

11.000.000

15.300.000

PASSIVO

         

C/ a Pagar ( 3 os )

250.000

 

---

 

250.000

C/ a Pagar ( A )

-

1.000.000

1.000.000

-

- 0

Capital Social

15.000.000

10.000.000

10.000.000

-

15.000.000

Lucros Acumul os

50.000

 

---

   

50.000

Total do Passivo

15.300.000

11.000.000

11.000.000

-

15.300.000

6.4.3 – Eliminação de Lucro nas transações entre partes relacionadas ( Holding/Controlada )

Além das eliminações do Balanço Patrimonial, a holding promoveu a exclusão do lucro obtido na prestação de serviços de informática à controlada, durante o mês de Dezembro de 2000, no valor de R$ 50.000,00, como a seguir demonstrado:

DEMONSTRAÇÃO CONSOLIDADA DOS RESULTADOS DO EXERCÍCIO

 

EM 31/12/2000

 

Grupo de

Empresa A

Empresa B

Eliminação de Consolidação

Saldo

Contas

Holding

Controlada

Débito

Crédito

Consolidado

Receita de Serviços

450.000

-

50.000

-

400.000

Custo dos Serviços.

(200.000)

-

-

40.000

(160.000)

Lucro Bruto

250.000

-

50.000

40.000

240.000

Desp. Operacionais

(200.000)

 

--

-

(200.000)

Lucro Líquido .

50.000

-

50.000

40.000

40.000

INTRODUÇÃO À CONTABILIDADE II

Pág. 19

6.4.4 – Eliminação dos saldos de contas correntes entre as empresas

A Seguradora “A”, holding do grupo, na qualidade de Líder de uma apólice de seguro, liquidou, em Dezembro de 2000, um sinistro no valor de R$ 30.000,00, tendo como Cossegurada sua controlada a Seguradora “B”, com a participação de 20% do risco contratado, a qual foi informada da regulação do sinistro. Contabilmente, a controladora apropriou, no sistema de conta corrente, o valor de R$ 6.000,00, a receber da Cosseguradora ( controlada ), debitando a conta do Ativo Seguradoras – Pais – Recuperação de Sinistro – Cosseguro Cedido. Por sua vez a Seguradora “B”, a controlada, contabilizou o mesmo valor à crédito da conta do Passivo Seguradoras – País – Sinistros – Cosseguros Aceitos. As normas legais de Consolidação de Balanços exigem a eliminação ou exclusão de saldos dessa natureza quando existentes entre sociedades do mesmo grupo empresarial. Assim, tomando-se como base os balanços do exemplo do item 6.4.2, alterados pelos fatos relatados neste item, temos, abaixo, o papel de trabalho utilizado no processo:

 

CONSOLIDAÇÃO DE BALANÇOS

 
 

EM 31/12/2000

 

Grupo de

Empresa A

Empresa B

Eliminação de Consolidação

Saldo

Contas

Holding

Controlada a

Débito

Crédito

Consolidado

Disponível

45.000

10.000.000

-

-

10.045.000

C/ a Receber (3 os )

150.000

 

--

-

 

150.000

C/ a Receber ( B ) .

1.000.000

-

 

1.000.000

-

0 -

C/C Soc.Cong es (B)

6.000

-

-

6.000

-

0 -

Investimentos (B) .

10.000.000

-

-

10.000.000

-

0 -

Imobilizado

4.075.000

1.000.000

-

-

5.075.000

Total do Ativo

15.276.000

11.000.000

-

17.000.000

15.270.000

C/ a Pagar ( 3 os )

250.000

 

--

-

 

250.000

C/ a Pagar ( A )

-

1.000.000

1.000.000

-

- 0 -

C/C Soc.Cong es (A)

-

6.000

6.000

 

- 0 -

Capital Social

15.000.000

10.000.000

10.000.000

-

15.000.000

Lucros Acumul os

26.000

(6.000)

-

-

 

20.000

Total do Passivo .

15.276.000

11.000.000

17.000.000

-

15.270.000

Observações:

a)

– Esse exemplo demonstra que, após o processo de consolidação, ocorreu uma redução nos Lucros Acumulados da ordem de R$ 30.000,00, em relação à consolidação demonstrada no item 4.2, isto é, exatamente o valor total da indenização paga;

b)

– As normas vigentes estabelecem que as demonstrações consolidadas não devem incluir lucros nas transações ocorridas entre as empresas do grupo, todavia, a CVM não permite a exclusão de prejuízo não realizado, embora a Lei das S/A referir-se, genericamente, aos resultados, entendendo-se como tal, lucro ou prejuízo.

6.4.5 – Consolidação das Demonstrações das Mutações do Patrimônio Líquido - DMPL

A Demonstração das Mutações dos Patrimônios Líquidos Consolidados, além de ser muito útil, pois muitas empresas a publicam, apesar de não ser obrigatória pela Lei das S/A, ela deve ser preparada ao se elaborar os papeis de trabalho de consolidação, com o propósito de verificar se os valores apurados na consolidação estão fechando entre si.

INTRODUÇÃO À CONTABILIDADE II

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A seguir apresenta-se o modelo de papel de trabalho relativo a consolidação das Demonstrações das Mutações dos Patrimônios Líquidos das empresas do grupo, com a seguinte formatação:

DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DOS PATRIMÔNIOS LÍQUIDOS CONSOLIDADOS EM 31/12/2000

 

Discriminação

R$

Saldo no início do exercício

XXXXX XXXXX ( XXXX )

(

+ ) Lucro líquido consolidado

(

- ) Dividendos distribuídos

( = ) Saldo no final do exercício

XXXXX

Observações:

a)

– Os saldos do início e do fim do exercício são extraídos dos Balanços Consolidados;

b)

–O lucro líquido consolidado é o apurado na Demonstração Consolidada dos Resultados do Exercício;

c)– Os dividendos distribuídos são representados pela soma dos dividendos distribuídos em cada empresa consolidada, menos os dividendos distribuídos entre elas que devem ser eliminados da consolidação;

d) – Normalmente, a demonstração consolidada das mutações patrimoniais é igual a Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido da holding, pois esta adota a Equivalência Patrimonial, o mesmo ocorrendo com a Demonstração Consolidada dos Lucros ou Prejuízos Acumulados.

6.4.6 – Consolidação das Demonstrações de Origens e Aplicações de Recursos - DOAR

Não há procedimentos especiais para a consolidação das Demonstrações de Origens e Aplicações de Recursos.

Devemos tomar como base os Balanços Consolidados de início e fim de exercício, a Demonstração Consolidada dos Resultados do Exercício, a Demonstração Consolidada das Mutações Patrimoniais e os detalhamentos das movimentações consolidadas dos Ativos e Passivos Não Circulantes, de onde surgem as origens e aplicações de recursos, para montar a Demonstração Consolidada das Origens e Aplicações de Recursos, empregando os procedimentos e o modelo habitual utilizado para a elaboração das demonstrações individuais de cada empresa.

INTRODUÇÃO À CONTABILIDADE II

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7 - INCORPORAÇÃO, FUSÃO E CISÃO

7.1 – Conceitos

7.1.1 - Incorporação

É a operação através da qual uma ou mais sociedades são absorvidas por outra, que lhes sucede em todos os direitos e obrigações ( Art. 227 da Lei 6.404/76 Lei das S/A ).

7.1.2 - Fusão

Conceitua-se como a operação na qual se fundem duas ou mais sociedades para formar uma sociedade nova, que lhes sucederá em todos os direitos e obrigações ( Art. 228 da Lei das S/A ).

7.1.3 - Cisão

Trata-se de uma operação onde uma sociedade transfere parte do seu patrimônio para uma ou mais sociedades, constituídas para esse fim, ou já existentes, extinguindo-se a companhia cindida se houver transferência de todo o seu patrimônio, ou dividindo-se o seu capital, se a transferência do seu patrimônio for parcial ( Art. 229 da Lei das S/A ).

7.2 – Medidas Legais

Um processo de Incorporação, Fusão ou Cisão, antes de ser efetivado, requer uma série de medidas preliminares de caráter legal, como:

a) Os órgãos da administração, no caso de Sociedades Anônimas, ou sócios, no caso de outros tipos, das Sociedades interessadas firmarão um protocolo estabelecendo as condições para efetivação da operação pretendida;

b) Firmado o protocolo, este deverá ser submetido à deliberação da Assembléia Geral das Sociedades envolvidas, acompanhado de uma exposição de motivos justificando as razões da operação, a sua finalidade e as alterações patrimonial, estatutária e societária a serem implantadas;

c) Aprovado o protocolo pela Assembléia, esta nomeará os peritos que elaborarão o Laudo