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Confronto ▪ Capítulo I

Peguei meu vestido na loja assim que acordei. Todo o meu dia foi programado com
antecedência e por incrível que pareça, eu malmente tive tempo de ligar para os meus pais
avisando que não dormiria em casa esta noite.
Economizei o máximo que pude numa tentativa tosca de comprar um vestido condizente. Todo
o meu equilíbrio e toda a minha habilidade com as sapatilhas seriam postos à prova. Eu não
poderia errar; não esta noite.

Marco sempre fora um grande amigo. Confesso a minha fraqueza ao pensar que ele poderia
ser como os outros rapazes que se aproximam buscando algo que eu não tenho a oferecer.
Mas ele é diferente, é sutil. Seus instintos masculinos ficam numa faixa aceitável, eu não
costumo me aborrecer com seus beijos ou abraços, muito menos com a sua leve mão que, vez
ou outra, insiste em repousar na minha cintura.
Os pais de Marco declararam guerra à nossa amizade, sua mãe escancaradamente tomou a
posição de general nesta batalha sem regras ou honra. O único objetivo do inimigo? Manter-me
longe.

Acreditam que não sou digna do filho rico e bem sucedido que eles possuem. Nunca passou na
cabeça deles que nós dois verdadeiramente somos amigos?
Eu costumava me frustrar quando era convidada a comparecer nas inúmeras reuniões que a
Srª Margareth promovia na tentativa de encontrar a mulher ideal para Marco. Sentia-me
frustrada por ser mal compreendida e por saber que ela não fazia idéia de que eu não era o
tipo de garota que ela desejava. Eu não tinha dinheiro como continuo não tendo.
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Há muito tempo essa realidade não me incomoda; eu fui criada da melhor maneira que meus
pais conseguiram. Eles me deram muito mais do que viagens à Paris. Eu tenho orgulho do que
me tornei e dos princípios que adquiri. Não tenho dúvida de que Marco considera todas as
investidas de sua mãe como superfluidade e por isso somos amigos. Eu não trairia a mim
mesma pelo dinheiro que ele possui e ele não tentaria jamais mudar quem sou. Como um
pacto de sangue inquebrável, sem professar palavra alguma, juramos fidelidade eterna. Ele
jurou-me proteção e, em troca, eu só pude jurar estar sempre presente quando necessário. Eu
não tenho muitas coisas para dar, ele sabe disso.

Todos esperam por esta noite – a formatura de medicina do Marcos.


Esta noite não será apenas festa, ela será revelação. Não estou sendo presunçosa. Mas é
chegada a hora. Marco desceu todos os degraus da hierarquia que nos separavam, quebrou
todos os muros pelo qual havia sido cercado desde o seu nascimento e, como uma criança
indolente que desobedece às severas ordens dos pais, ele me trouxe até aqui. Nem
Shakespeare poderia prever este momento. Apenas encontrei em mim uma forma de retribuir.
Nesta noite, o espetáculo será meu e, assim como eu fui por 21 anos, nesta noite ele será o
espectador.

Peguei em cima da cama a última partitura que faltava. Arrumei cada página como se
arrumasse o cabelo dos anjos. Fio por fio, tom por tom. Eu nunca havia mexido em meus
longos cabelos vermelho que herdei da minha bisavó paterna, nunca experimentei cortá-los em
mãos que não fosse as da minha mãe. Esta noite exigiu mudanças e eu fui radical quanto a
elas.

Coloquei a caixa que contém o vestido e o par de sapatos nos braços e desci as escadas do 3º
andar até o térreo. Marco fez questão que eu me arrumasse em sua casa e por mais que
argumentasse, eu não consegui escapar do efeito que seus olhos verdes exercem sobre mim.
E aqui estou na portaria do meu prédio esperando um motorista que custa a chegar.

**

Pela primeira vez em anos estou de volta à antiga casa da família Delinsky no centro da
cidade. Não tenho lembranças muito boas desse lugar. Foi aqui que meu velho avô Julian
morreu. Bom homem! Não é estranho que me lembre dele hoje no dia da minha formatura já
que foi alguém que fez muito por mim em matéria de caráter e economicamente também. Foi
um escândalo absurdo quando seu testamento foi aberto, ele havia deixado toda sua herança
em dinheiro e imóveis para mim. Para meu pai e seus irmãos deixou apenas os negócios da
família. Quando completei nove anos, ele me fez prometer que eu seria diferente de todos, me
formaria médico e trabalharia salvando vidas. Irônico isso. Hoje eu realizaria meu grande sonho
e o dele.
Para mim, não foi muito complicado fazer o que ele pediu. Sempre fui apaixonado pela
medicina e, como ela poderia, ou não, fazer de nós pessoas melhores, sempre vi os médicos
como uma espécie de heróis.
Eu estava parado no meio do salão principal na mansão Delinsky, tudo parecia exatamente
como da última vez em que estive aqui. Naquela ocasião, minha mãe promovera uma grande
festa para comemorar a chegada da carta de aceitação da melhor faculdade da cidade já que
eu havia sido aceito com honras em função das minhas boas notas.
Afastei as memórias da cabeça. A sala era espaçosa, melhor que qualquer salão de festa que
pudesse existir na cidade. Jéssica, uma das minhas colegas de faculdade que já esteve de
visita na casa, pensou que esse seria o melhor lugar para a cerimônia de formatura e a
comemoração que viria em seguida então, mesmo a contragosto, não quis ir contra afinal,
todos da turma estavam de acordo.
- Querido? Oh, não acredito que está aqui – Margareth veio em minha direção. Estava elegante
em seu salto fino e terninho social. Exatamente como da última vez em que a vi.
- Mãe você está muito elegante. Como sempre, aliás. - Ela me deu um abraço e eu mal a
toquei. Havia aprendido com o tempo que amarrotar as roupas da minha mãe poderia causar
uma tempestade.
- Marco, querido, seu terno chegou há cinco minutos e já está sobre a cama em seu quarto.
- Meu antigo quarto?
- Não, meu bem, eu e seu pai decidimos que, já que seu avô deixou essa propriedade para
você, o quarto que era dele lhe seria mais confortável e apropriado.
- Mãe... Sabe que essa nunca será minha casa. Peça pra Beth colocar o meu terno no meu
antigo quarto.
- Marco, querido, pare de tratar os funcionários da casa como alguém da família! Não acho
necessário pedir para Beatriz colocar seu terno em lugar algum. Seu pai decidiu dar o quarto
de seu avô para você, então ficará onde ele desejar.
- Certo.
Como a minha experiência, discutir uma ordem do meu pai com minha mãe ao seu lado era
perda de tempo. Ela sempre acatava todas as suas vontades, então resolvi ir eu mesmo pegar
o meu terno e me dirigir a meu antigo quarto. Não me demorei muito no quarto do meu avô
porque não gostava muito de estar lá, assim como ele também não gostava que eu adentrasse
os seus aposentos.
Chegando ao meu antigo quarto, me senti um pouco mais confortável. As coisas continuavam
exatamente como deixei e isso tornava o lugar familiar. Coloquei os dois ternos sobre a cama.
Pelo visto minha mãe não havia reparado que chegaram dois ternos, o que é uma sorte, se
passasse pela cabeça dela que eu e Lívia saímos para escolher um terno para formatura, sem
dúvidas ela ficaria muito furiosa. Margareth achava que todos esses trabalhos com ternos e
atividades de casa eram suas obrigações. Ela ainda não aceitava o fato de eu ter saído de
casa há mais ou menos cinco anos.
Tirei os dois ternos do embrulho. Sem dúvidas o que eu e Lívia escolhemos tinha muito mais a
ver com a minha personalidade. Lembrei do dia em que ela chegou à faculdade confusa e
sozinha. Jamais havia sentido tanta afinidade com alguém e ela parecia ter sido feita pra estar
ao meu lado. As pessoas que me rodeavam geralmente eram falsas e interessadas na minha
posição social ou na minha fortuna. Lívia não, ela parecia apenas precisar de proteção e é com
muito prazer que tenho lhe oferecido isso desde então. Há mais ou menos uma semana, ela foi
ao meu encontro com o olhar assustado de sempre e ao entrar no meu prédio - ela tinha livre
acesso a qualquer lugar que me pertencesse – senti a tensão que emanava dela. Sempre me
surpreendo quando ela vai até a minha casa porque geralmente ela não gosta muito de ficar
sozinha comigo. Acho que não é algo particular. Tem a ver com homens em geral. Ela está
sempre confusa quando me aproximo mesmo sabendo que entre nós é amizade e nada mais e
que eu jamais lhe faria mal; não a ela.
Fomos escolher meu terno em uma loja da cidade. Ela estava sorridente e me fazia trocar de
terno a cada segundo dizendo que todos ficavam bem em mim e cada vez que eu
experimentava um diferente ela ficava ainda mais encantada. Depois de horas ela conseguiu
achar o que chamou de perfeito, então fui até o vestuário e coloquei um terno escuro com um
corte moderno e sem gravata. Dei uma olhada no espelho e percebi que ela tinha acertado na
escolha. Eu estava realmente me sentindo digno de pegar meu diploma de médico.
Ajeitei a calça do terno e sai para que Lívia desse uma olhada. Confesso que jamais tinha visto
ela me olhar daquele jeito e, pela primeira vez na vida, me senti envergonhado. Isso é tão raro
que a palavra parece estranha só de pensar. Ela me olhava séria, sem piscar e, sem seu lindo
sorriso, seus olhos castanhos pareciam mais intensos. Não era algo que pudesse ser
comparado a outras mulheres ou à maneira que me olhavam. Fiquei uns minutos esperando
ela dizer alguma coisa, mas as palavras não foram ditas, então resolvi perguntar o que ela
achava, mas o silêncio continuou.
Quando estava quase voltando para o vestuário, decidido a trocar de roupa, ela disse com um
sorriso.
- Não encontrei palavras para isso.
Virei-me para encará-la e ela estava novamente com um brilho nos olhos e o sorrisinho de irmã
mais nova. Minha Lívia.
Voltei a olhar para os dois ternos sobre a cama e decidi que, sem dúvidas, vestiria o que Lívia
escolheu para esta noite. Passei a tarde no meu quarto fazendo o discurso. Já que, como era
de se imaginar, eu seria o orador da turma. Nunca tive muito trabalho com falar em publico.
Não era problema pra mim e raramente achava alguém ou alguma coisa capaz de me intimidar.
Por volta das quatro da tarde liguei para um motorista particular da família e ordenei que fosse
buscar Lívia em seu apartamento às dezessete horas. Estava tudo dentro do planejado para a
noite.
Havia passado muito tempo no quarto estão resolvi dar uma olhada no salão de festas. Sem
dúvidas minha mãe e algumas das organizadoras da cerimônia já deveriam ter preparado o
salão. Mesas foram organizadas dentro e fora do salão. Todas cuidadosamente forradas com
tolhas púrpuras em detalhes dourado. Tudo ao redor tinha essas cores. Vários arranjos de
flores delicadas e discretas eram arrumados sobre a mesa e pelo salão. Sem dúvidas uma
escolha de minha mãe, ela costuma dizer que essas eram uma das cores imperiais e muito
usadas por reis. As cadeiras eram forradas com uma fina seda branca e havia um longo
espaço no salão que estava completamente livre para os convidados dançarem e conversarem
durante a festa. Luzes se espalhavam por toda parte e lustres elegantes derramavam luzes de
todas as cores. De frente para as mesas e a entrada do salão estava o palco construído em um
design circular elegante e também, enfeitado de dourado e púrpura, lá havia sido colocada uma
bancada de vidro para o discurso de formatura e ao lado estava uma mesa também de vidro
com os certificados da turma. No palco, os funcionários responsáveis pelo som equalizavam as
caixas e tomava as devidas providências como afinar instrumentos e ensaiar o repertório
minuciosamente escolhidos pelas organizadoras.
Dei uma olhadinha fora da casa e vi que o amplo jardim também estava arrumado com flores e
luzes. Passei algumas vezes por minha mãe que caminhava para todos os lados dando ordens.
Estava quase tudo pronto então resolvi me arrumar para receber meus colegas de turma e
seus convidados.

**
Eu estou nervosa, confesso. Eu já estive nesta casa uma ou duas vezes a convite da Srª
Margareth. Marco nunca soube, não havia necessidade. A mãe dele, assim como todas as
outras, apenas anseia em poder proteger seu filho de mulheres, no caso de Marco, como eu.
Garotas que não pertencem à alta sociedade.
Beatriz, a governanta gentil e educada que os Delinsky possuem, me levou até um quarto
luxuoso para que eu pudesse me trocar.
Tomei um banho de banheira, um banho bastante demorado para quem precisa estar pronta
pontualmente às 21h00min. Mas eu precisava me acalmar e apenas um banho quente me
proporcionaria tal efeito. Vesti com delicadeza a lingerie champanhe que escolhi pensando
nesta noite; ela combinaria com o vestido e deixaria exposto com segurança os meus ombros.
Pensei em uma maquiagem adequada, mas apenas rímel, lápis de olho, um pouco de blush e
um leve batom rosado bastariam.
Meu maior problema era o cabelo. Eles sempre foram longos fios vermelhos e isso me irritava.
Pensei em prendê-los e deixar mexas frouxas, mas que graça teria isso?
Encontrei no armário em cima da pia cor de rosa do banheiro uma tesoura devidamente afiada.
Separei meu cabelo descuidadosamente e sem pensar muito, picotei-o.
É incrível a capacidade que algumas pessoas têm em cortar cabelos e por mais que eu não
seja uma delas, fiquei agradecida com o resultado. Prometi a mim mudanças e essa noite
marcaria o início de uma nova fase.
Só faltava agora o toque final: o vestido.
Quando fui à loja de roupas esta manhã, a mais cara de Lakewood, não imaginaria que um
rabisco feito por minha vizinha e colega de classe se transformaria em algo esplêndido, tão
surreal comparado a quem sou.
Delicadamente o vesti. Arrumei-o em cada centímetro do corpo. Coloquei o salto ajustando as
tiras no tornozelo. Olhei-me no espelho e por um breve segundo me permitir sonhar. Com um
futuro melhor, talvez. Mas me vi em algum momento da minha vida sendo feliz,
verdadeiramente. Deixando a resignação de lado, reuni toda a confiança e fui em direção
daquilo que poderia ser o meu show de horrores ou o meu momento cara a cara com verdade.

**

Marco me esperava no final da escada. Eu acertara no smoking. Ele estava mais arrumado do
que de costume, mas como o mesmo sorriso indolente, com o mesmo olhar perturbador. Não
notei as outras pessoas enquanto descia os degraus. Surpreendentemente, aquele homem me
esperava e não havia em sua face qualquer vestígio de arrependimento por me ver ali.
Nos últimos degraus, como num filme antigo, ele me abriu um sorriso lunar. Completamente
cheio. Um sorriso extasiado.
Ele me estendeu a mão e como era de costume, segurei-a sem hesitar.
Puxou-me educadamente até que nossos corpos se encontraram, me congelando no lugar.
Ficar perto demais de um homem não era algo que eu estivesse acostumada, as minhas
experiências anteriores haviam sido dolorosas e eu não pretendia repeti-las. Sorri disfarçando o
constrangimento, procurei algo para beber e só depois pude notar algo além do obvio em sues
olhos verdes.
Marco permanecia com a mesma expressão extasiada, mas a intensidade do brilho que vi em
seus olhos na escada diminuíra. O brilho deu lugar a uma ruga de preocupação; por mais que
mínina, ela agora estava ali. Qualquer que tenha sido o motivo para a felicidade repentina já
não existia.
Ele me conduziu por todo o salão. Apresentou-me formalmente seus colegas de classe, já que
todos eles eu conhecia das histórias que Marco costumava contar. Alguns deles eu conheci no
meu primeiro dia na faculdade Hampton, a mesma faculdade de Marco. Foi neste dia que o
conheci também.
A banda toca uma música solene, mas encantadoramente convidativa. Algumas pessoas
tomam seus drinks e conversam sobre os hospitais em que irão trabalhar ou as
especializações que desejam fazer. Sentei-me eufórica numa mesa perto ao bar. Está quase
na hora do discurso. Marco levanta-me com um rodopio e três passos de uma valsa estranha
mostrando-me o caminho do piano. Chegou a hora do meu show.
Beatriz havia prometido levar a minha partitura para o salão de festas. Eu havia decorado cada
nota, cada escala musical, cada segundo a mais em determinada tecla. Mas não abri mão da
partitura, eu não queria falhas e era melhor prevenir.
Sentei elegantemente em frente ao piano notando que algumas pessoas começaram a
perceber minha atitude e se aproximaram a fim de ouvir melhor. Passei o dedo pelo teclado
exposto e me sentir percorrer o corpo do homem que um dia amei da mesma forma que fiz em
nossa primeira noite. Passei o dedo lentamente sobre o teclado tentando resgatar o jeito como
ele alisava meu rosto. Com ele sempre fora amor e nunca apenas sexo, ao menos para mim.
Agora tudo isso é passado.

Não me permitir mais detalhes, apenas toquei a primeira nota e deixei o resto fluir.
Inicialmente uma canção suave. Se eu puder descrevê-la em palavras, eu diria que é como
tomar sorvete. Você pode sentir o gosto e saborear a fruta, mas depois de tudo, nenhum rastro
da sobremesa pode ser encontrado na boca. Essa parte revelava o meu estado de espírito
antes de conseguir a bolsa para o curso de música clássica na Hampton. Minha vida era
vibrante, mas perdia-se com correr das horas. Simplesmente, uma vida vaga. Permiti que a
música ganhasse um tom trágico sem ser desesperador. Marco havia provocado reações em
mim que ele nunca foi capaz de imaginar e que agora já não importavam. Apenas mereceram
nota e por isso expressei-as. Preparando-me para o término, toquei notas agudas, finas e
adocicadas. Notas expressivas e notas escorregadias como os musgos da minha antiga casa.
Toquei notas sombrias encobertas por tons pastéis, amenas. E no calor dos olhares, na falta de
som da platéia, concentrei-me no fim.

Deixei minhas melhores notas para o final. Elevei o Dó a uma oitava ainda maior que o
costume e terminando com notas furiosas e ardentes, acompanhadas de notas tão vivas
quanto o amor real. O Lá e o Ré são meninos quando próximos ao Lá e Ré maior.
Marco é sempre menino quando está comigo, sempre um amigo. Não haveria outro final para
esta canção, pensei. Levanto-me discretamente, sem exageros e recebo os aplausos dos
convidados ao redor. Encaro as expressões espantadas das garotas que eu sei; já estiveram
na cama de Marco. Encaro o silêncio dos garotos que tentaram, um dia, passar a mão em mim.
E sem medo algum enfrento o meu amigo, agora sério, que ficou parado como estátua ao meu
lado no piano. Isso não era normal, Marco não era assim. Ele me olhou acusadoramente e se
afastou indo em direção ao palco circular montado em seu salão de festa. Antes de tentar
decifrá-lo, percebo em meio ao público fascinado um olhar fuzilador, um olhar que tenta me
rasgar ao meio. Mas nesta noite Margareth não irá me intimidar.
Deixando o piano de lado, viro-me para ouvir aquilo que será o discurso de Marco.