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Aline Silva Machado Ramos

Ética, Política e Governação

Breves considerações e relações

Mestrado em Ciências Políticas e Estudos Africanos

Universidade Pedagógica - Delegação da Beira

Agosto 2016

Aline Silva Machado Ramos

Ética, Política e Governação

Breves considerações e relações

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Mestrado em Ciências Políticas e Estudos Africanos

O presente trabalho, referente à conclusão do módulo de Ética, Política e

Governação, será entregue ao Professor

Doutor Miguel Moto.

Universidade Pedagógica - Delegação da Beira

Agosto 2016

ÍNDICE

INTRODUÇÃO

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1. O Nascimento da Ética Grécia Antiga

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2. O Ocaso da Ética A Idade Média

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3. O Renascimento da Ética A Idade Moderna

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4. A Ética como Ciência Contemporaneidade

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CONCLUSÃO

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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INTRODUÇÃO

Embora os preceitos éticos fossem praticados desde os primórdios da humanidade, a Ética como objecto de estudo e discussão nasceu na Grécia Antiga, da Filosofia e contemporaneamente à Política.

Desde então, a Ética, apesar das variações nas suas concepções, tem pautado os princípios de convivência social, elaborando preceitos que incidem sobre a política e a melhor forma de governar.

Este trabalho, apresentado como critério para a conclusão do módulo de Ética, Política e Governação, no Mestrado em Ciências Políticas e Estudos Africanos da Universidade Pedagógica Beira, tem por objectivo fazer um breve histórico do conceito de ética e suas relações com a política e a governação.

Na primeira parte, serão estabelecidas as bases da formulação da ética na Grécia Antiga, com destaque para a ética socrática, aristotélica e platónica, além da sofista. Num segundo momento, será descrita a ética na época medieval, estreitamente ligada à religião e representada por pensadores como São Tomás de Aquino, Santo Agostinho e Santo Anselmo.

A seguir, a ética moderna será apresentada como a nascida do Iluminismo e da discussão entre racionalismo e empirismo. Finalmente, a ética contemporânea, de Immanuel Kant, e o utilitarismo de Jeremy Bentham e John Stuart Mill será apresentada como a derradeira separação entre ética e religião, notadamente pelas mãos de Friedrich Nietzsche e de seu “além-do-homem”.

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1. O Nascimento da Ética Grécia Antiga

Sendo os gregos os precursores da racionalização das interacções entre os indivíduos através da análise de postura e organizações de acções, foi Sócrates quem aprofundou os estudos e discussões éticas.

Para este filósofo, a alma humana é o lugar onde se encontram a verdade e a possibilidade de alcançar a felicidade, devendo ser o único objecto do conhecimento. Entretanto, o ser humano não está preparado para encontrar esta verdade, pois confunde outros sentimentos de prazer com a felicidade plena. Desta maneira, a missão do filósofo deveria ser a condução do indivíduo para a eudaimonia , a verdadeira felicidade.

A eudaimonia só poderia ser alcançada através da virtuosidade, da conduta recta, da bondade. Todos estes elementos plasmam-se no conceito de ética, que é a base da doutrina socrática, definida como a disposição para praticar o bem, eliminar os desejos hedonistas e racionalização das acções em prol da colectividade.

Depreende-se daqui que o indivíduo virtuoso é aquele que age em benefício da comunidade, é o cidadão perfeito. Ou seja, a ética é a busca pela felicidade colectiva, desprezando os sentimentos individuais.

Um pouco diferente da visão socrática é a visão dos sofistas. Estes não acreditavam que os cidadãos pudessem ser conduzidos ou ensinados a exercer a virtude. Esta deveria ser desenvolvida através do despertar da consciência, ou seja, o indivíduo seria aperfeiçoado através do conhecimento, do amadurecimento intelectual.

Platão, por seu turno, associou a ética à vida política e à harmonia entre os habitantes da Pólis. Para este filósofo, a função ética seria eliminar as diferenças entre os cidadãos, visando ao bem comum. O poder na Pólis deveria ser compartilhado, o que limitava a liberdade individual e igualava as diferenças sociais e económicas. Em outras palavras, a preocupação com o outro deveria ser o centro da busca pela felicidade, pois dela decorreria uma sociedade igualitária, pautada na ética.

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A teoria platónica prevê uma República ideal, ou um Estado utópico. Todas as formas de governo existentes são corrompidas ou corrompíveis, pois a organização da distribuição do poder desvirtua o homem, uma vez que este está sempre em busca da concretização de seus desejos hedonistas. As formas de governo são divididas em quatro, a timocracia , a oligarquia , a democracia e a tirania . Para Platão, todas elas produzem homens não éticos.

Sendo todas as formas de governo origens de vícios, o que impede a existência ética do indivíduo e da Pólis, Platão prevê na sua República Ideal uma divisão em três classes: os filósofos, os guerreiros e os artesãos. Os primeiros seriam os governantes, tendo sido educados na ciência do bom governo, pautado pelo consenso e pela legalidade. Os guerreiros ou soldados, seleccionados entre os mais corajosos e obedientes, seriam os guardiões deste sistema. Por fim, os artesãos deveriam prover meios económicos para o sustento do Estado. Os escravos não estavam incluídos nas preocupações da ética platónica, uma vez que eram considerados apenas animais vocais, incapazes de interiorizar as virtudes e a razão. Deveriam, por seu turno, trabalhar para suprir as necessidades físicas da população. Da mesma maneira, as mulheres e as crianças também estavam excluídas da participação pública, pois seriam seres inferiores que entregavam-se aos sentimentos em detrimento da razão. Os poetas eram equiparados a estas últimas e deveriam ser expulsos da Pólis por despertar os sentimentos e mascarar a racionalidade.

Herdeiro da tradição socrática, Aristóteles critica a teoria platónica ao afirmar que não é o sistema político que corrompe o indivíduo, mas o contrário. Entretanto, também considerava a ética o caminho para a eliminação da desigualdade e a harmonização do convívio em sociedade. Para tal, dever-se-ia procurar o equilíbrio interno do homem, que seria reflectido na eudaimonia colectiva.

Desta maneira, a democracia seria a forma ideal de governo, pois possibilita a partilha igualitária do poder através da liberdade com responsabilidade. Para tal, os cidadãos deveriam ser preparados para o exercício virtuoso da política, através de virtudes como a prudência, a sabedoria e a justiça. Como estes conceitos são de difícil definição, pois são relativos, a felicidade colectiva deveria ser alcançada através do exercício de acções consideradas boas para a colectividade, o que garantiria a ordem.

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A ética convenciona, aqui, quais são as acções a serem praticadas, através da racionalização dos comportamentos benéficos à Pólis.

Para Aristóteles, a convivência racionalizada entre os cidadãos baseia-se na assimilação de três tipos de conhecimentos, componentes da sabedoria voltada para o bem, o belo e o honesto: os conhecimentos teóricos, ou seja, a sistematização em ciência (ética) dos usos e costumes; os conhecimentos produzidos ou normas de orientação necessárias à efectivação da prática, plasmadas nas leis e no Direito; e os conhecimentos práticos, que surgem da observação das orientações do cotidiano que conduzem à maneira justa e saudável da convivência em harmonia com a natureza e com o outro.

Ao confrontar as visões platónia e aristotélica, os filósofos romanos criaram a distinção entre

a ética, o Direito e a justiça. Desta forma, convencionou-se que a existência colectiva necessita de

regras para efectivar-se. Estas devem ser pautadas na ética e devem respeitar as esferas individuais

e colectivas a fim de garantir a harmonia necessária.

2. O Ocaso da Ética A Idade Média

Durante a Idade Média, houve uma alteração da ética, subordinando-a à moral. Para os filósofos católicos, a bondade, a vida virtuosa, só poderia ser alcançada através da aliança com Deus, o que desvinculou o alcance da felicidade da racionalização do mundo.

Um dos principais filósofos medievais, Santo Agostinho, preconizava que a verdade é uma questão de fé, revelada por Deus, e supera a razão. Desta maneira, a concepção original de ética é alterada, substituindo o esclarecimento e o conhecimento pelo martírio e pelo ascetismo como caminhos para o alcance pleno da felicidade.

A predominância da moral sobre a ética baseia-se no facto de que esta última caracterizava- se pela busca do prazer e admitia um hedonismo relativo e satisfação própria através do papel do indivíduo no colectivo. Esta concepção era considerada pecado da vaidade pelo cristianismo e, portanto, inadmissível moralmente. O que deveria ser cultivado era o ascetismo, na forma da

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renúncia do prazer e mesmo da satisfação material de qualquer espécie, pois a verdadeira felicidade, que deveria ser buscada, localizava-se no reino dos céus e não na vida terrena.

Com a convivência colectiva pautada pela moral e não mais pela ética, o Estado e a política encontravam-se subordinados à autoridade da Igreja. Os dogmas católicos deveriam ser seguidos, independentemente de estarem em concordância com a razão, uma vez que o martírio e a obediência implicavam a valorização da fé, o agir de acordo com a vontade de Deus.

Outro filósofo medieval, São Tomás de Aquino, faz uma reinterpretação do pensamento aristotélico. O tomismo procurava conciliar a razão e a fé e afirmava que o caminho para a felicidade passava pela chamada “grande ética”, que projectava na sociedade o justo equilíbrio divino. Os actos dos indivíduos estariam condicionados à natureza humana, que fundamentava-se na essência divina e era inclinada à bondade.

A isonomia clássica também foi ignorada durante esta época, pois aceitava-se as diferenças

sociais e económicas e a desigualdade entre os indivíduos como vontade de Deus. Os menos favorecidos receberiam sua recompensa no paraíso, após a morte. Portanto, quanto maior o sofrimento, maior a felicidade a ser recebida no além.

A ética, portanto, foi relativizada, sendo aplicada somente a um estrato da população, o mais

favorecido. São Tomás de Aquino justificava a desigualdade com base na grande variedade de raças, costumes e assuntos humanos, o que gerava uma diversidade de leis diferentes nos diversos povos. Desta maneira, a moral, e não a ética, devido a sua segmentação, seria o referencial de harmonização da sociedade.

A escolástica, fundada por Santo Anselmo, previa a educação como meio de vencer o

cepticismo e doutrinar o homem na fé cristã, desmerecendo a razão. Para este filósofo, os princípios morais seriam intuitivos, o que condicionaria as acções à vontade de Deus.

Desta maneira, a ética foi relegada a segundo plano, servindo somente para regras entre iguais e de actuação profissional.

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3. O Renascimento da Ética A Idade Moderna

Na Idade Moderna, caracterizada pela formação dos Estados nacionais e pela separação de poderes entre a Igreja e o Estado, a discussão sobre ética centrou-se no debate entre o racionalismo

e o empirismo.

A ética retomou o seu sentido clássico de busca pela felicidade colectiva, estabelecendo

preceitos para a realização plena do cidadão, em estreito vínculo com a política.

O Estado, promovendo as condições transformadoras de educação, direitos individuais,

justiça e subsistência, seria o responsável pelo aprimoramento do indivíduo por meios legítimos. Os sentidos religiosos começaram, então, a perder força, sobrepondo-se a ética à moral através da universalização de princípios de convivência social.

A missão da ética era, então, a de reflectir sobre a construção dos valores que enformam a

moral, além de uma crítica sobre as práticas e acções humanas e seus valores.

Um dos principais filósofos desta época, René Descartes, tem sua concepção filosófica como uma transição entre a Idade Média e a Moderna, pois continua valorizando o papel de Deus como garantia de existência do eu físico e, assim, estabelece a dúvida sobre o “cogito”. A ética racionalista baseou-se na sua “moral provisória”, que prescrevia a obediência às leis e costumes do país e ao mesmo tempo a observância da religião e da fé em Deus.

Baruch Spinoza, em sua obra Ethica , publicada em 1677, tratou com mais profundidade as questões éticas. Para ele, a definição do que é bom ou mau tem a ver com as necessidades e interesses humanos e a razão é o elemento capaz de eliminar as paixões, o que permitiria o alcance do prazer e da felicidade.

Este autor também não elimina a ideia do divino, afirmando que o amor a Deus é garantia

de virtude, que é a própria felicidade resultante da contemplação da totalidade do universo mental

e

físico, através da natureza divina, inata.

Ao contrário dos racionalistas, os empiristas aproximaram a concepção de ética da política

e

da padronização do comportamento colectivo sem, entretanto, desvincular-se da ideia metafísica.

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Thomas Hobbes, para a justificação do Estado Absolutista, ligou a monarquia à vontade de Deus, mas defendeu a ideia de que a natureza do homem é desonesta, solitária e violenta. Seria, portanto, necessário uma organização da sociedade através de um contrato social que eliminasse a guerra de todos contra todos, o que fortaleceria o Estado como repressor da maldade humana.

O cidadão, portanto, deveria agir eticamente a fim de integrar-se socialmente, analisando o seu comportamento individual e colectivo.

Seguindo estas ideias, John Locke reformulou o conceito de contrato social, tido agora como um regulador do poder absolutista e garantidor da liberdade individual e a promoção da felicidade.

Outro pensador que adoptou a concepção de Hobbes foi David Hume, que afirmou que as regras de convivência são formadas pela experiência e não partem de ideias inatas. Estas regras de convivência deveriam visar à padronização de comportamentos éticos a partir daquilo que fosse benéfico para toda a colectividade.

Sendo assim, a ética moderna, apesar de ainda vinculada à religião, resgatou debates clássicos da antiguidade, sobrepondo a ética à moral e vinculando-a à liberdade. Foi, também, pensada como instrumento de sustentação do poder do Estado.

4. A Ética como Ciência Contemporaneidade

Na contemporaneidade, a ética passou a focar-se na autonomia humana e na crença optimista do progresso, ideias surgidas do Iluminismo do século XVIII, que separou o conhecimento da religião definitivamente.

A Revolução Francesa, pautada nos ideais de liberdade, igualdade e fraternidade, resgatou as ideias antigas de felicidade em função da isonomia social, além do estabelecimento de um pacto social, desta vez tendo o Estado como garantia da igualdade através da restrição parcial da liberdade individual.

Immanuel Kant, representante do iluminismo alemão, afirmou que a ética não deve ser normativa, mas sim guiada pelos preceitos da boa vontade e fixada pela lei moral. Também deve

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ser racional, isenta da vontade emotiva, dos gostos e desejos particulares. Desta maneira, a ética selecciona os parâmetros da moral que julga correctos e em concordância com a razão.

Desta maneira, a ética torna-se autónoma da moral, tendo esta seus preceitos fixados pela heteronomia. Agir correctamente torna-se uma responsabilidade pelos actos e acções através do exercício da liberdade condicionada ao bem da colectividade.

Nesta concepção ética, o homem atinge a maioridade, tendo o conhecimento como base da racionalidade. Entretanto, sendo o homem de natureza falha, Kant propõe regras obrigatórias que devem parametrizar a vida racional. Os imperativos categóricos visavam tornar padrão um comportamento que seria aprovado como correcto em qualquer caso e por qualquer pessoa. Outros imperativos decorrem destes, todos baseados na fraternidade, liberdade, responsabilidade e igualdade.

Por seu turno, os empiristas avançaram com a tendência utilitarista, inspirados pelo avanço das Ciências Naturais. A partir das ideias da física de Isaac Newton, a sociedade passou a ser vista como uma máquina, onde a ética regularia o seu funcionamento. Inspirados também na teoria evolucionista de Charles Darwin, estes filósofos conceberam a moral como um produto da evolução do comportamento humano. Estas tendências transformaram a ética na ciência do julgamento dos actos morais, prescritora de normas de comportamento visando à utilidade para a harmonia da vida colectiva.

O utilitarismo de Jeremy Bentham e John Stuart Mill contrapôs-se à ética kantiana, relativizando o conceito de eudaimonia e postulando que o correcto é o que traz felicidade para o maior número de indivíduos.

Ao contrário da ética kantiana, nesta corrente de pensamento a intenção não importa, e sim os resultados. Desta maneira, contraria-se os imperativos e os comportamentos são condicionados à sua utilidade aparente, vinculada ao Direito.

Friederich Hegel, apesar de considerar a ética como sinónimo de moral, vinculou a vivência ética à política, à sociedade e à história. Para este pensador, o Estado deveria garantir a convivência ética e a felicidade colectiva.

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Por sua vez, Friedrich Nietzsche, foi quem finalmente tornou a ética em Ciência, completamente independente da religião. Na sua concepção, a ética seria o centro, a justificativa e a fundamentação das acções humanas e prescritora de comportamentos que reprimiriam a natureza destrutiva do ser humano.

Lança, para isto, o conceito de além-do-homem, em que o indivíduo deveria superar sua humanidade, indo além do bem e do mal e da moral estabelecida. Para isso, utilizaria a razão, tornando-se senhor de si próprio através da liberdade de seu pensamento.

Desta maneira, nasce o conceito de ética como ciência normativa, que visa a construção de um sujeito racional que se preocupa com o bem comum.

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CONCLUSÃO

Estas breves considerações sobre as diversas concepções de ética fazem-nos identificar esta ciência como algo constante no pensamento filosófico e, consequentemente, político universal e histórico. Apesar de concepções contrárias, regularmente a ética tratou da convivência em sociedade e da melhor forma do homem relacionar-se com o seu meio. A política, advinda da vida em comunidade, é ordenada pelos preceitos éticos, sejam eles focados na razão, seja na religião. A melhor forma de governar sempre é a mais ética, apesar da relatividade deste conceito.

Nota-se,

portanto,

uma

estreita

relação

entre

ética,

política

e

governo,

intrinsecamente interligados e interdependentes.

conceitos

Hodiernamente, o conceito de ética adquiriu diversas ramificações, seja a ética do Direito, a ética profissional, a ética que dita preceitos morais de convivência em sociedade e a melhor forma de governar. De qualquer maneira, a ética segue como a luz que aponta o caminho da convivência justa, contrapondo-se ao egoísmo surgido dos ambientes competitivos modernos.

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1. BOBBIO, Norberto. A Teoria das Formas de Governo. 10.ed., Brasília: UnB, 1991.

2. CARVALHO, Manuel Proença de. Manual de Ciências Políticas e Sistemas Políticos e Constitucionais. Lisboa: Quid Juris, 2005.

3. CHAUI, Marilena. Convite à Filosofia. São Paulo: Ática, 2000.

4. RAMOS, F.; MELO, R.; FRATESCHI, Y. Filosofia Política. Para os cursos de Teoria do

Estado e Ciência Política, Filosofia e Ciências Sociais. São Paulo: Saraiva, 2012.

5. SOUZA, Francisco Martins. Introdução à Filosofia Política. Rio de Janeiro: APAv, 2007.