Sunteți pe pagina 1din 8

Reforma

da

Previdência

Social

Reforma da Previdência Social I m p r i m i r o t e x

Imprimir o texto completo

por
por

(18/10/2002)

m p l e t o por Elaine Cristina e Vieira (18/10/2002) Marco André Olá amigos,

Olá amigos,

Tá chegando à hora.

Estão descansados, sei que o empenho está sendo grande e principalmente a ansiedade, mas não se esqueçam de dedicar boas horas ao sono, só assim as suas mentes estarão 100% no dia da prova.

Um dos tópicos destacados no Edital para disciplina Direito Previdenciário, refere-se à Reforma Constitucional da Previdência. Muitas tem sido as transformações estabelecidas para o RGPS, mas a mais marcante e que realmente apresentou reformas significativas foi a Emenda Constitucional nº 20 de 15/12/1998. Para ajudá-los a entender esse assunto, resolvi escrever em conjunto com o Prof. Marco André um resumo dos principais pontos, com o intuito de direcionar a revisão de vocês quanto a este tópico.

Mas, apesar de a EC nº 20 ter estabelecido diversas mudanças, as reformas não param por aí, já estão tramitando no Congresso Nacional inúmeras outras alterações que visam reorganizar e conferir maior segurança ao Sistema Previdenciário.

Estaremos destacando abaixo os principais pontos alterados pela EC nº 20/1998:

1º) Salário-Família – assegurado agora aos segurados de baixa renda. Lembrar aqui que o salário-família não é pago em função de todos os filhos, nem a todas às famílias, mas apenas às de baixa-renda e na proporção do número de filhos ou equiparados menores de 14 anos. Equiparados a filhos são os enteados e o menores sob tutela, nos termos do regulamento. Lembrem-se que pela legislação previdenciária não são todos os segurados que possuem direito ao salário-família (vejam aula do Prof. Marco André acerca desse assunto).

2º) Proibição do trabalho noturno, perigoso ou insalubre a menores de 18 anos e qualquer trabalho ao menor de 16 anos, salvo na condição de aprendiz, aqui as diferenças residem:

anteriormente era proibido qualquer trabalho ao menor de 14 anos, salvo na condição de aprendiz, esse iniciado aos 12 anos. Destaca-se que quanto à proibição do trabalho perigoso ou insalubre não houve alteração de idade.

Neste caso vale enfatizar que o trabalho de pessoa inferior a 14 anos, torna o contrato de trabalho nulo, mas gera efeitos em relação à obrigação de pagar as contribuições previdenciárias. Ou seja, o trabalho apesar de indevido, gera efeitos previdenciários e trabalhistas, portanto o empregador que contratou indevidamente terá que pagar as contribuições previdenciárias sobre a remuneração paga ao menor de 14 anos.

3º) O § 10 do art. 37 da CF foi alterado no sentido de proibir a percepção simultânea de aposentadorias decorrentes de cargos efetivos da União, Estado, DF e Municípios (art. 40), dos membros das polícias e corpos de bombeiros militares (art. 42) e das forças armadas, constituídas pela marinha, exercito e aeronáutica (art. 142), com a remuneração de cargos, empregos ou função pública, ressalvados:

Se for um dos casos de cargo acumulável na forma da Constituição. Por exemplo:

Elaine, auditora da previdência aposentada (lembrar que o cargo de auditor é cargo efetivo), começa a exercer o cargo de prof. da Fundação educacional do DF(também cargo efetivo). Caso "ela" venha a cumprir o tempo de contribuição necessária, ou a idade limite, para requerer o benefício de aposentadoria poderia acumular as duas aposentadorias, mas se ao invés de professora, ela passasse para consultora, não poderia receber cumulativamente a aposentadoria de auditora com a remuneração da atividade.

Cargos eletivos – Marco André aposentado como auditor da previdência (cargo efetivo, vinculado a regime próprio) é eleito como prefeito lá "Onde Judas perdeu as botas", poderá acumular a sua aposentadoria com a remuneração de prefeito.

Cargo em comissão – Elaine aposentada, sem conseguir ficar quieta, conversa com o prefeito de " Onde Judas perdeu as botas" e devido a sua experiência na previdência é nomeada para o cargo de Secretaria Municipal de Administração, neste caso poderá acumular os proventos da aposentadoria com a remuneração do cargo em comissão.

4) No caso do art. 40 encontramos evidentes alterações no sentido da organização dos regimes próprios de previdência, assegurando regime de previdência de caráter contributivo, observados os critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial aos servidores titulares de cargos efetivos da União, dos Estados, do DF e dos municípios incluídas suas autarquias e fundações.

Quanto aos critérios para aposentadoria dos servidores agora se observam as possibilidades de aposentadoria:

Por invalidez permanente, sendo proventos proporcionais ao tempo de contribuição, exceto se decorrente de acidente em serviço, moléstia profissional ou doença grave, contagiosa ou incurável, especificadas em lei (em que os proventos serão integrais). Neste caso a grande diferença reside no sentido de exigir tempo de contribuição, fato não mencionado anteriormente no texto constitucional.

compulsoriamente, aos 70 anos de idade, com proventos proporcionais ao tempo de contribuição. Com relação à aposentadoria compulsória, a grande diferença diz respeito ao tempo de contribuição e não apenas tempo serviço como a exigência anterior.

voluntariamente, desde que cumprido tempo mínimo de 10 anos de efetivo exercício no serviço público e 5 anos no cargo efetivo em que se dará a aposentadoria, observadas: a) 60 anos de idade e 35 de contribuição, se homem, e 55 anos de idade e 30 de contribuição, se mulher (aqui devemos destacar a inclusão de tempo mínimo

de exercício no serviço público, e no cargo, já que observou um grande número de pessoas ingressando no serviço público para se aposentarem com proventos integrais, e que acabavam por trabalhar apenas 2 ou 3 anos.)

Quanto aos parágrafos do art. 40 vale ser observado o seguinte:

Proibição de requisitos e critérios diferenciados para a concessão de aposentadoria aos abrangidos pelo regime próprio, ressalvados os casos de atividades exercidas exclusivamente sob condições especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física, definidas em lei complementar. Isto quer dizer que não se pode estabelecer tempo diferenciado para concessão da aposentadoria, por exemplo, estabelecer que os servidores do município poderão se aposentar com 20 anos de serviço em atividade comum.

Garantia do cálculo da aposentadoria do servidor efetivo baseado na remuneração do cargo em que se deu a aposentadoria, correspondendo a totalidade da remuneração, bem como determinando a proibição de concessão com valor superior ao do cargo em que se deu a aposentadoria.

Os requisitos de idade e de tempo de contribuição são reduzidos em 5 anos para o professor que comprove exclusivamente tempo de efetivo exercício das funções de magistério na educação infantil e no ensino fundamental e médio. (cuidado na hora da prova, o professor universitário não tem direito a redução do tempo).

Estabelecimento da contagem do tempo de contribuição federal, estadual e municipal para a aposentadoria e do tempo de serviço para a disponibilidade. O que ocorre aqui é o seguinte: quando você muda de um ente federativo para outro, o órgão deverá conceder uma declaração do tempo que será averbada no órgão em que você está ingressando.

Proibição de estabelecimento de qualquer contagem de tempo de contribuição fictício. Não pode, por exemplo, determinar que o tempo de serviço exercido seja contado em dobro, ou contar período sem correspondente contribuição.

Fica criada a limitação para os rendimentos dos inativos e regimes próprios. Ou seja, o § 11 do art. 40 da CF/1988, com redação conferida pela referida emenda, estabelece que a soma do total de proventos da inatividade, somado aos proventos abaixo descritos não poderão exceder o subsídio mensal em espécie dos Ministros do STF. Ou seja, ficou estabelecida limitação ao somatório dos proventos da aposentadoria com:

os casos em que cabe acumulação de cargos ou empregos públicos;

atividades sujeitas a contribuição para o RGPS;

cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração. (Elaine, Auditora aposentada, nomeada para o cargo de assessora do presidente da República, ou seja a soma da proventos da aposentadoria + a remuneração do cargo de assessora não poderá ultrapassar o subsídio dos Ministros do Supremo).

E por fim cargo eletivo. (Marco André, aposentado como auditor pelo INSS, é eleito para prefeito lá "Onde Judas Perdeu as Botas". Terá limitada as duas remunerações (proventos + remuneração como prefeito) ao teto do Ministro do Supremo.

Importantíssimo observar a exclusão de algumas categorias nos regimes próprios de previdência. Se possível dêem uma olhada na aula de Regimes Próprios que escrevi, para que vocês entendam de forma mais profunda a matéria. Mas o importante é destacar que os servidores ocupantes, exclusivamente de cargos em comissão, bem como de outro cargo temporário ou de emprego público estarão obrigatoriamente vinculados ao RGPS. Por interpretação aqui também se incluem os ocupantes de mandato eletivo. Até 15/12/1998 era permitido a inclusão de qualquer tipo de cargo ou servidor no regime próprio de previdência, desde que a lei que o instituiu assim o definisse.

Aos instituírem regime de previdência complementar a União, Estado, DF e Municípios poderão fixar para o valor das aposentadorias e pensões o mesmo limite máximo atribuído aos benefícios do RGPS.

Vale destacar que lei complementar disporá sobre as regras para instituição de regime de previdência complementar seja da União, Estado, DF e Município. Ressaltando que a disposição de lei complementar não é para criação de regime próprio, esse já permitido pelo próprio texto constitucional. Outro ponto importante é que tanto o regime próprio como o complementar são instituídos pelo ente para atender seus respectivos servidores EFETIVOS.

Importante observar que para os servidores públicos que ingressaram até a data da emenda (15/12/98), somente mediante prévia e expressa opção será aplicado o regime de previdência complementar.

5) Aos Ministros do Tribunal de Contas da União aplicam-se as mesmas garantias, prerrogativas, impedimentos, vencimentos e vantagens dos Ministros do Superior Tribunal de Justiça, e todos deverão observar o art. 40 quanto a aposentadorias e pensões.

6) Quanto a aposentadoria e pensões dos magistrados, deve- se observar também o disposto no art. 40, anteriormente a aposentadoria dava-se com proventos integrais compulsoriamente aos 70 anos, ou por invalidez e facultativa aos 30 anos de serviço após 5 anos na judicatura. Ou seja, agora as regras para os juízes serão as mesmas dos demais servidores civis da União.

7) A emenda constitucional também trouxe inovações no sentido de delegar competência à Justiça do Trabalho para executar de ofício , as contribuições previdenciárias, inclusive os acréscimos legais das sentenças que proferir. Essa delegação confere ao juiz o poder de exigir o pagamento das obrigações previdenciárias por parte do empregador e pelo empregado, evitando com isso a demora no recebimento dos créditos devidos.

8) A emenda em questão também vinculou a utilização de recursos provenientes de contribuições sociais do empregador, empresa e entidade a ele equiparada sobre a folha de salários, pagamentos a pessoas físicas, sobre a receita, o faturamento e o lucro, bem como as contribuições do trabalhador para a realização de despesas distintas do pagamento de benefícios do RGPS.

9) Foram efetuadas alterações no fato gerador das obrigações previdenciárias, detalhando os responsáveis pelo financiamento da seguridade. Anteriormente o art. 195, I era descrito como "dos empregadores, incidente sobre a folha de salários, o faturamento e o lucro", o detalhamento destacou "a contribuição do empregador, da empresa e da entidade a ela equiparada, bem como enfatizou a incidência sobra a folha de salários e demais rendimentos do trabalho pagos a qualquer título, a pessoa física, que lhe presta serviço, mesmo sem vínculo empregatício", ou seja, definiu mais precisamente os fatos geradores das contribuições previdenciárias. Quanto ao inciso II, observa-se além do estabelecimento da contribuição por parte do trabalhador (já constante do texto anterior), a imunidade na incidência de contribuições sociais sobre aposentadorias e pensões concedidas pelo RGPS.

Quanto aos parágrafos do referido artigos podemos enfatizar:

Observa-se quanto ao segurados especiais a retirada dos garimpeiros, passando a compor essa espécie de segurados apenas o produtor, parceiro, o meeiro e o arrendatário rural e o pescador artesanal, bem como os respectivos cônjuges, que exercem suas atividades em regime de economia familiar, sem empregados permanentes.

Ainda no artigo 195, referente ao financiamento da seguridade, estabeleceu a possibilidade de aplicação de alíquotas ou bases de cálculo diferenciadas, em razão da atividade econômica ou de utilização intensiva de mão-de- obra. São exemplos dessa possibilidade a alíquota diferenciada para as instituições financeiras, base de cálculo sobre a produção rural etc.

Inclui-se também no referido artigo a proibição da concessão de anistia ou remissão das contribuições mencionadas nos incisos I e II do art. 195 (descritos acima), para débitos em montante superior ao fixado em lei complementar.

10) Quanto à organização do regime geral de previdência social, observa-se a preocupação não apenas com o caráter contributivo, já presente no texto anterior, mas principalmente a utilização de critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial. A questão atuarial, visa a aplicação de estatísticas para cálculo dos seguros da previdência.

Assim como estabelecido para os regimes próprios de previdência, o art. 201 § 1º estabelece a vedação de adoção de critérios diferenciados para aposentadorias e pensões ao beneficiários do RGPS, ressalvados aqueles casos de atividades exercidas sob condições especiais, definidas em lei complementar. Exemplos dessa ressalvas são os casos de aposentadoria especial aos 15, 20 ou 25 anos em função do exercício de atividades que prejudiquem a saúde.

A menção a impossibilidade de determinação de valor inferior a 1 salário mínimo para benefício que substitua o salário de contribuição ou o rendimento do trabalho presente no §2 do art. 201, não apresentou nenhuma alteração em relação ao texto constitucional anterior.

Estabelecimento de proibição de filiação como contribuinte individual para os servidores pertencente a regime próprio de previdência. Ou seja, eu como auditora não posso me filiar ao RGPS como segurada facultativa.

Novamente aqui, como estabelecido para as regras dos regimes próprios de previdência, observa-se a alteração das aposentadorias por tempo de serviço em tempo de contribuição. É assegurado aposentadoria no RGPS: a) 35 anos de contribuição para o homem e 30 para a mulher. Destaca-se a redução de 5 anos para o professor que comprove exclusivamente tempo de efetivo exercício das funções de magistério na educação infantil e no ensino fundamental e médio. B) 65 anos de idade se homem e 60 se mulher, reduzidos em 5 anos para os trabalhadores rurais de ambos os sexos e para os que exercem suas atividades em regime de economia familiar, neste incluídos o produtor rural, o garimpeiro e o pescador artesanal. (destaca-se que a redução de cinco anos para o rural é só na aposentadoria por idade, não existe a redução para aposentadoria por tempo de contribuição).

Assegura-se para efeito de aposentadoria, a contagem recíproca do tempo de contribuição na administração pública e na atividade privada, rural e urbana, hipótese em que se aplicará a compensação financeira segundo critérios estabelecidos em lei. Por exemplo, você trabalha 18 anos em um município como servidor efetivo (regime próprio) e querendo mudar de "ares" resolve mudar de cidade e largar o emprego, mas face a sua experiência é contratado por um escritório de contabilidade e começa a contribuir para o RGPS. No momento em que você for aposentar, o INSS, responsável pelo RGPS, solicitará por meio da compensação previdenciária o repasse do valor referente aos 18 anos em que você trabalhou e contribuiu para o município.

Fica estabelecida a possibilidade de lei disciplinar a cobertura do risco de acidente do trabalho, a ser atendida concorrentemente pelo regime geral de previdência social e pelo setor privado.

Limitação dos benefícios pagos pelo RGPS – os benefícios pagos a qualquer título, pelo órgão responsável pelo RGPS, ainda que à conta do Tesouro Nacional, e os sujeitos ao limite máximo de valor fixado para os benefícios concedidos por esse regime observarão os limites fixados para os vencimentos dos Ministros do STF. Em um primeiro pensamento vocês devem estar achando esse artigo desnecessário já que existe a limitação de R$ 1.561,56 para os benefícios previdenciários, mas aposto que vocês esqueceram o salário maternidade, taí um exemplo, ou seja, o sal. maternidade está limitado ao teto do ministro do STF.

Com o objetivo de assegurar recursos para o pagamento de proventos de aposentadoria e pensões concedidas aos

respectivos servidores e seus dependentes, em adição aos recursos dos respectivos tesouros, a União, os Estados, o DF

e os Municípios poderão constituir fundos integrados pelos

recursos provenientes de contribuições e por bens, direitos e ativos de qualquer natureza, mediante lei que disporá sobre a

natureza e administração desses fundos.

Recursos para pagamento dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social - Com o objetivo de assegurar recursos para o pagamento dos benefícios concedidos pelo RGPS, em adição aos recursos de sua arrecadação, a União poderá constituir fundo integrado por bens, direitos e ativos de qualquer natureza, mediante lei que disporá sobre a natureza

e administração desse fundo.

Outro item que significou profunda alteração no sistema previdenciário diz respeito a inclusão do FATOR PREVIDENCIÁRIO – Lei 9876/99, que permitiu a inclusão na ponderação do valor dos benefícios de aposentadoria por idade (aplicação facultativa) e aposentadoria por tempo de contribuição, fator que leva em consideração a idade, tempo de contribuição e expectativa de sobrevida do segurado.

Bom, aí foi mais um item revisado para a prova. Espero que vocês marquem alguns pontinhos com ele. Para fechar o estudo aconselho dar uma rápida olhada no texto da emenda constitucional nº 20.

TENHAM UMA EXCELENTE PROVA, ESTAREMOS TORCENDO POR VOCÊS.

Um grande abraço

Elaine Cristina e Marco André