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SUMÁRIO

1. ENERGIA NUCLEAR

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2. PRINCÍPIO DE FUNCIONAMENTO

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3. CARACTERÍSTICAS FUNCIONAIS

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3.1 OBTENÇÃO DA ENERGIA

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3.2 TRANSFORMAÇÃO DA ENERGIA - ACESSÓRIOS

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3.3 RENDIMENTO

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3.4 VANTAGENS E DESVANTAGENS PERANTE OUTROS TIPOS DE USINAS

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4. CONTRIBUIÇÃO PERCENTUAL NA MATRIZ ENERGÉTICA DO BRASIL

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5. ASPECTOS ECOLÓGICOS, AMBIENTAIS E ECONÔMICOS

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1. ENERGIA NUCLEAR.

A energia nuclear, produzida a partir do átomo de urânio, voltou à agenda internacional da

produção de eletricidade como alternativa importante aos combustíveis fósseis. Conhecida desde a década de 40, nos últimos anos passou a ser considerada uma fonte limpa, uma vez que sua operação acarreta a emissão de baixos volumes de gás carbônico (CO2), principal responsável pelo efeito estufa e, em consequência, pelo aquecimento global. Além da característica ambiental, contribui para a tendência à expansão a existência de abundantes reservas de urânio no planeta o que, a médio e longo prazos, garante a segurança no suprimento.

2. PRINCÍPIO DE FUNCIONAMENTO.

A energia nuclear ou nucleoelétrica é proveniente da fissão do urânio em reator nuclear.

Apesar da complexidade de uma usina nuclear, seu princípio de funcionamento é similar ao de uma termelétrica convencional, onde o calor gerado pela queima de um combustível produz vapor, que aciona uma turbina, acoplada a um gerador de corrente elétrica (ver Figura 10.1). Na usina nuclear, o calor é produzido pela fissão do urânio no reator, cujo sistema mais empregado (PWR Pressurized Water Reactor) é constituído por três circuitos, a saber:

primário, secundário e de refrigeração.

– Pressurized Water Reactor) é constituído por três circuitos, a saber: primário, secundário e de refrigeração.

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3.

CARACTERÍSTICAS FUNCIONAIS.

3.1

OBTENÇÃO DA ENERGIA.

O urânio extraído não chega à usina em estado puro. Pelo contrário: passa por um

processo bastante complexo de processamento que, em resumo, pode ser dividido em três etapas principais. A primeira delas é a mineração e beneficiamento, na qual o minério é extraído da natureza e enviado a uma unidade de beneficiamento, onde é purificado e concentrado, dando origem a uma espécie de sal de cor amarela, conhecido como yellowcake e cuja fórmula química é U3O8.

A segunda etapa é a conversão. Nela, o yellowcake é dissolvido, purificado e convertido

para o estado gasoso (gás UF6). A terceira fase, de enriquecimento, caracteriza-se pelo aumento

da concentração de átomos de urânio 235, dos naturais 0,7% para algo como 4%. O urânio 235 é o combustível das usinas nucleares. Para obter um quilo de produto são necessários cerca de oito quilos de yellowcake.

3.2 TRANSFORMAÇÃO DA ENERGIA ACESSÓRIOS.

Os átomos de urânio passam pelo processo de fissão dentro das varetas do elemento combustível (ver Figura 10.1), aquece a água que passa pelo reator a uma temperatura de 320 graus Celsius.

Para que não entre em ebulição (o que ocorreria normalmente aos 100 graus Celsius), esta água é mantida sob uma pressão 157 vezes maior que a pressão atmosférica.

O gerador de vapor realiza uma troca de calor entre as águas deste primeiro circuito e a

do circuito secundário, que são independentes entre si. Com essa troca de calor, a água do circuito secundário se transforma em vapor e movimenta a turbina a uma velocidade de 1.800 rpm, que por sua vez, aciona o gerador elétrico.

Esse vapor, depois de mover a turbina, passa por um condensador, onde é refrigerado pela água do mar, trazida por um terceiro circuito independente. A existência desses três circuitos impede o contato da água que passa pelo reator com as demais.

3.3 RENDIMENTO.

Usinas (elétricas) nucleares aproveitam a enorme energia liberada por reações nucleares para a produção de energia em alta escala. Em uma moderna usina de carvão, a combustão de uma libra (453,59g) de carvão produz 1 quilowatt hora (Kwh) de energia elétrica. A fissão de uma libra de urânio em uma moderna usina nuclear produz cerca de 3 milhões de Kwh de

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energia elétrica. É a incrível densidade da energia (energia por unidade de massa) que faz das fontes de energia nuclear tão interessantes.

3.4 VANTAGENS E DESVANTAGENS PERANTE OUTROS TIPOS DE USINAS. VANTAGENS:

Em países que os recursos hídricos são escassos (inviabilidade de usinas hidrelétricas), as usinas nucleares podem ser uma opção alternativa para geração de energia elétrica.

As usinas nucleares produzem pouca poluição do ar no processo de geração de energia, ao contrário do que ocorre em termelétricas.

O impacto ambiental no processo de construção e instalação da usina nuclear é bem menor do que ocorre no caso de uma usina hidrelétrica.

Existe grande disponibilidade de urânio na natureza. Sendo que o urânio é muito bem aproveitado no processo de geração de energia.

Para funcionar plenamente, uma usina nuclear não depende de fatores climáticos como, por exemplo, chuvas (no caso de hidrelétricas), ventos (no caso da energia eólica) e luz solar (caso da energia solar).

DESVANTAGENS:

Os acidentes em usinas nucleares são de altíssimo perigo para as pessoas que residem próximas a elas. Nestes acidentes, é elevado o risco de contaminação das pessoas, solo, água e animais. Uma vez contaminadas por radioatividade, estas pessoas podem morrer ou desenvolver câncer de diversos tipos. A contaminação ao meio ambiente também é problemático, pois pode levar centenas de anos para que ocorra a total descontaminação do local do acidente e imediações afetadas.

Geração de grande quantidade de lixo nuclear, que demanda altos investimentos e processos de segurança para sua armazenagem. Vale lembrar que o lixo atômico não pode ser descartado na natureza, mas sim tratado e armazenado com rígidos padrões de segurança.

O custo de implantação de uma usina nuclear é muito elevado, pois a tecnologia empregada e a mão-de-obra especializada encarecem muito o processo.

Outra desvantagem é de ordem psicológica. Muitas pessoas, que vivem em áreas próximas à Usina Nucleares, convivem diariamente com o medo de um acidente nuclear.

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Nas usinas próximas ao oceano, a água utilizada no resfriamento dos reatores é lançada no mar. Como estas águas são aquecidas, este fator pode gerar problemas nos ecossistemas litorâneos da região.

4. CONTRIBUIÇÃO PERCENTUAL NA MATRIZ ENERGÉTICA DO BRASIL.

No brasil existe duas usinas nucleares em atividade. Angra I, com potência instalada de 657 MW, entrou em operação comercial em 1985, e Angra II, com potência instalada de 1.350 MW, em 2000. A construção de Angra III, também com 1.350 MW, por uma série de razões foi paralisada durante muitos anos. A operação de Angra III está prevista para ter início em 2014. Com isto, a participação da capacidade nuclear instalada no Brasil deve passar de 1,98% (2,007GW) para 2,5% (3,357 GW) da capacidade instalada total, considerando que esta última terá um crescimento anual de 4% passando de 103 GW (2008) para 130 GW em 2014. Em 2007, Angra I e Angra II responderam por 2,5% da produção total de energia elétrica no país, que foi de 12,3 terawatts-hora (TWh).

5. ASPECTOS ECOLÓGICOS, AMBIENTAIS E ECONÔMICOS.

Atualmente, com os efeitos do aquecimento global, há necessidade de se encontrar fontes alternativas de energia que não emitam gases poluentes, como o metano, o dióxido de carbono, os óxidos de nitrogênio e de enxofre. Dessa forma, a energia nuclear e a procura pelo urânio podem se tornar uma alternativa bastante interessante a ser considerada no suprimento de energia elétrica para as atividades antropogênicas devido à sua característica de não emissão direta desses gases.

Entretanto, a alta tecnologia necessária para o enriquecimento do urânio, que é parte de grande importância no processo, o alto custo de operação das usinas nucleares e a periculosidade que envolve o tratamento dos dejetos radioativos desse elemento acaba por encarecer muito o valor do material e, por consequência, a energia proporcionada pelo mesmo (cerca de R$45/MWh). Grande parte da resistência à adoção desta matriz energética está no fato não ser renovável e produzir lixo sem possibilidade de reutilização, opondo a tendência mundial de adotar a sustentabilidade como política desenvolvimentista.