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O M ETODO DE GALERKIN

Veridiana Rezende

Maring´a

2005

i

ii

´

O M ETODO DE GALERKIN

Veridiana Rezende

Departamento de Matem´atica, Universidade Estadual de Maring´a, Av. Colombo 5790: Agˆencia UEM, 87020-900, Maring´a, PR, Brasil. E-mail: veridianarezende@hotmail.com

Disserta¸c˜ao apresentada ao Departamento de Matem´atica da Universidade Estadual de Maring´a, como parte dos requisitos necess´arios para a obten¸c˜ao do grau de Mestre em Ciˆencias, sob orienta¸c˜ao do Professor Dr. Gleb Germanovitch Doronin.

Maring´a

2005

iii

Ao senhor Deus, por iluminar todos os dias de minha vida. Aos meus pais, que com amor e orgulho me apoiaram intensamente no decorrer dessa caminhada.

iv

Agradecimentos

Ao Prof. Gleb G. Doronin, que com compreens˜ao, aten¸c˜ao e dedica¸c˜ao aceitou orientar-me

neste trabalho.

Ao Prof. Osvaldo do Rocio, que satisfatoriamente me orientou nos primeiros meses de

mestrado.

Ao Prof. Marcos Roberto Teixeira Primo, que com muita paciˆencia e dedica¸c˜ao me orien-

tou durante toda minha gradua¸c˜ao.

Ao meu namorado Paulo Augusto Rezende, por todo carinho, apoio e incentivo; pelo seu

companheirismo, e principalmente pela compreens˜ao nos dias que precisei estar ausente.

Ao meu irm˜ao Driano Rezende, e a todos os meus familiares, que com muito carinho e

admira¸c˜ao acompanharam minha caminhada.

`

As amigas Camila, Francielli, K´atia, Mˆonica e Talita, que compartilharam as alegrias e

desafios, e por serem minhas amigas de verdade.

A todos os professores e funcion´arios no DMA, que direta ou indiretamente deram suas

contribui¸c˜oes.

Aos amigos e colegas do mestrado, que com horas de alegrias e tristeza superamos juntos

as dificuldades que encontramos.

Aos Profs. Luiz Adalto Medeiros, Nickolai A. Larkine e C´ıcero Lopes Frota, que aten-

ciosamente colaboraram na corre¸c˜ao deste trabalho.

A CAPES, pelo apoio financeiro.

Finalmente, a todos que com uma palavra, um gesto, um pensamento, me levavam sempre

a acreditar que tudo na vida ´e poss´ıvel, basta acreditar em si mesmo, ter persistˆencia e for¸ca

para lutar e VENCER!

v

Resumo

Estuda-se neste trabalho o M´etodo de Galerkin – um dos m´etodos cl´assicos da F´ısica Matem´atica que oferece a base te´orica para os M´etodos de Elementos Finitos e outros m´etodos num´ericos baseados nas id´eias de B. G. Galerkin.

vi

Abstract

This work concerns the Galerkin Method – one of classical methods of Mathematical Physics which is a theoretical foundation for the Finite Elements Method and for other numerical methods inspired by the ideas of B. G. Galerkin.

vii

Sumario´

1.

Introdu¸c˜ao

1

1.1.

Biografia de Galerkin

2

2.

Compara¸c˜ao com outros M´etodos

4

2.1.

O M´etodo de Fourier

4

2.2.

O M´etodo de Ritz

4

2.3.

O M´etodo de Galerkin

5

2.4.

O M´etodo de Faedo - Galerkin

6

3.

Equa¸c˜ao da Mecˆanica Quˆantica Relativ´ıstica (solu¸c˜ao fraca)

8

3.1.

Problema Aproximado

10

3.2.

Estimativas a priori

11

3.3.

Passagem ao Limite

13

3.4.

Condi¸c˜oes Iniciais

15

3.5.

Unicidade

17

4.

Equa¸c˜ao da Mecˆanica Quˆantica Relativ´ıstica (solu¸c˜ao forte)

22

4.1.

Problema Aproximado

22

4.2.

Estimativas a priori

23

4.3.

Passagem ao Limite

27

4.4.

Unicidade

30

5.

Problema n˜ao linear para Equa¸c˜ao do Fluxo Transˆonico do G´as

32

5.1.

Constru¸c˜ao da Solu¸c˜ao Aproximada

33

5.2.

Problema Regularizado

34

5.3.

Solu¸c˜ao de (5.12)

35

5.4.

Estimativas a priori

36

5.5.

Existˆencia da Solu¸c˜ao Aproximada

38

5.6.

Estimativas da aproxima¸c˜ao de Galerkin

38

5.7.

Solu¸c˜ao do problema 5.1 – 5.3

39

Referˆencias

40

1

1. Introduc¸ao˜

Este trabalho ´e sobre o M´etodo de Galerkin – um dos m´etodos cl´assicos da F´ısica Ma- tem´atica e da An´alise que oferece a base te´orica para os M´etodos de Elementos Finitos e outros m´etodos num´ericos e te´oricos baseados nas id´eias de B. G. Galerkin. Um dos fatos que nos motivou ao desenvolvimento deste trabalho ´e que existem v´arias aplica¸c˜oes do M´etodo de Galerkin encontradas pelo mundo inteiro, inclusive no Brasil, mas pouco ´e comentado sobre o hist´orico do m´etodo. Devido a este fato, nosso objetivo n˜ao consiste em obter resultados in´editos, mas sim em obter um conhecimento geral sobre o M´etodo e um pouco sobre a vida de seu criador. Outro motivo da realiza¸c˜ao deste trabalho ´e que o M´etodo de Galerkin apesar de ter quase cem anos de hist´oria, est´a bem atualizado e serve como instrumento te´orico para estudar as propriedades qualitativas (tais como existˆencia e unicidade de solu¸c˜oes) de problemas matem´aticos. Este estudo por sua vez, ´e uma parte indispens´avel de abordagem cient´ıfica de problemas de natureza f´ısicos e de alguns outros problemas, como por exemplo econˆomicos, da sociedade moderna. Grande parte destes problemas consiste na resolu¸c˜ao de equa¸c˜oes diferenciais n˜ao lineares. O M´etodo de Galerkin ´e uma ferramenta bastante poderosa para este fim. Portanto al´em de obter um conhecimento geral sobre o M´etodo, nos dedicamos em aprender aplicar as id´eias de B. G. Galerkin para obter as solu¸c˜oes de algumas equa¸c˜oes diferenciais parciais n˜ao lineares, onde as n˜ao linearidades possuem, aparentemente, carac- ter´ısticas adequadas para aplicarmos o m´etodo de Galerkin, ou uma de suas modifica¸c˜oes. A estrutura do presente trabalho ´e a seguinte: Uma breve biografia de Galerkin, conforme

[16, 29, 36], oferecida aqui na introdu¸c˜ao. As diferen¸cas principais e os pontos comuns entre

o m´etodo de Galerkin e outros m´etodos cl´assicos, estudam-se no Cap´ıtulo 2, onde tamb´em

encontra-se a an´alise de uma das mais famosas generaliza¸c˜oes do M´etodo – o M´etodo de Faedo-Galerkin. Os Cap´ıtulos 3 e 4 s˜ao dedicados `a aplica¸c˜ao do M´etodo aos problemas de valor inicial e de contorno para Equa¸c˜oes n˜ao lineares modernas da F´ısica Matem´atica. Mais precisamente, estudamos o problema de valor inicial e de contorno para a equa¸c˜ao da Mecˆanica Quˆantica Relativ´ıstica [15, 34], seguindo as id´eias de J. L. Lions [22]. Consideramos

tanto o caso de solu¸c˜ao fraca no Cap´ıtulo 3, como o caso forte no Cap´ıtulo 4, e ainda provamos

a unicidade. Por ultimo,´ no Cap´ıtulo 5, aplicamos o M´etodo de Galerkin para uma equa¸c˜ao do tipo misto descrevendo o fluxo transˆonico de g´as em um tubo de Laval [28]. Este estudo foi baseado nos trabalhos [18, 19, 20].

2

1.1. Biografia de Galerkin. Boris Grigorievitch Galerkin, nasceu em 20 de Fevereiro (04

de Mar¸co no atual calend´ario) de 1871 em Polotsk (atualmente localizada na Bielo-R´ussia),

descendente de uma fam´ılia pobre, passou por muitas dificuldades durante seus anos de

estudos. Ele fez a escola secund´aria em Minsk, e em 1893 entrou no Instituto Tecnol´ogico

de St. Peterburgo, onde estudou matem´atica e engenharia. Durante este per´ıodo al´em dos

estudos precisou fazer “atividades extras” para sobreviver: foi professor particular e tamb´em

trabalhou como desenhista.

Galerkin, junto com outros estudantes do Instituto T´ecnol´ogico, sempre estava envolvido

com pol´ıtica. Terminou a gradua¸c˜ao em 1899, ano em que se tornou membro do Partido

Social Democr´atico da R´ussia. No mesmo ano come¸cou a trabalhar como engenheiro na

F´abrica de Locomotivas em Kharkov (atualmente na Ucrˆania). Em 1903, foi para St. Peter-

burgo, e l´a tornou-se engenheiro da F´abrica de Aquecimento Mecˆanica do Norte. Em 1906,

Boris Grigoryevitch passou a ser membro do Comitˆe de St. Peterburgo do Partido Social

Democr´atico (proibido pelo governo), ´epoca em que n˜ao trabalhou. Em mar¸co de 1907, de-

pois de um confronto com a pol´ıcia, alguns membros do comitˆe foram presos, incluindo B. G.

Galerkin, que ficou preso durante quase dois anos. Na pris˜ao, Galerkin perdeu o interesse

pelas atividades revolucion´arias e voltou-se para a ciˆencia e a engenharia. As pris˜oes daquela

´epoca davam tal oportinidade. Saiu da pris˜ao no fim de 1908.

Em mar¸co de 1909, Galerkin come¸cou a ensinar no Instituto Tecnol´ogico de St. Peterburgo,

quando teve sua primeira publica¸c˜ao sobre Curvatura Longitudinal, trabalho de 130 p´aginas,

todo escrito na pris˜ao. Este artigo teve grande importˆancia nos seus estudos, e os resultados

foram aplicados na constru¸c˜ao de pontes e grandes estruturas. Durante todo o ver˜ao deste

per´ıodo, Boris Grigorievitch visitou a Europa junto com seus colegas de trabalho, para

desenvolver estudos sobre constru¸c˜ao civil. Suas visitas `as constru¸c˜oes europ´eias, bem como

da maioria dos engenheiros russos daquela ´epoca, terminaram por volta de 1914, quando

come¸cou a Primeira Guerra Mundial. Neste per´ıodo (1909-1914) ele conheceu Alemanha,

´

Su´ı¸ca, Austria, B´elgica e Su´ecia.

Tamb´em nesta ´epoca, Galerkin come¸cou a trabalhar em colabora¸c˜ao com I. G. Bubnov

no Departamento de Constru¸c˜ao Civil, onde ambos estudavam quest˜oes da Teoria de Elas-

ticidade e da Rigidez de Constru¸c˜oes. Foi Bubnov, quem primeiro sugeriu, em 1913, uma

generaliza¸c˜ao do M´etodo de Ritz adaptada para problemas de constru¸c˜ao civil. Talvez por

3

esta raz˜ao o M´etodo de Galerkin, na R´ussia, as vezes ´e denominado Bubnov-Galerkin. En- tretanto, o primeiro trabalho publicado sobre este assunto saiu em 1915 e foi escrito somente por B. G. Galerkin [14]. Neste trabalho foi proposto um m´etodo de integra¸c˜ao aproximada de Equa¸c˜oes Diferenciais Parciais, atualmente conhecido como “M´etodo de Galerkin”. Sem d´uvidas, este artigo foi um de seus melhores trabalhos, e j´a nesta ´epoca, o pr´oprio Galerkin apontou as principais diferen¸cas entre seu m´etodo e o m´etodo de Ritz: no seu m´etodo n˜ao havia conex˜ao entre aproxima¸c˜oes e a forma variacional do problema; o m´etodo podia ser aplicado na resolu¸c˜ao de problemas de forma bastante arbitr´aria. Foi ele quem neste artigo praticamente criou o conceito de solu¸c˜ao fraca para uma equa¸c˜ao diferencial. Al´em disso, as aproxima¸c˜oes de Galerkin nos problemas de equil´ıbrio de barras e placas, representam claramente o princ´ıpio dos trabalhos virtuais [5, 21], ou seja, as aproxima¸c˜oes tˆem um claro significado f´ısico. O M´etodo de Galerkin ficou famoso mundialmente, e at´e hoje ele e suas generaliza¸c˜oes s˜ao usados tanto na teoria de Equa¸c˜oes Diferenciais [8, 30], como em An´alise [4], Mecˆanica, Termodinˆamica, Hydrodinˆamica [9], e tamb´em no desenvolvimento de m´etodos num´ericos, tais como o M´etodo de Elementos Finitos e outros [2, 7, 37]. S´o na Internet, encontram-se milhares de referˆencias sobre o M´etodo de Galerkin. Em 1920, Galerkin foi promovido a diretor do Instituto Tecnologico Mecˆanico Estrutural de St. Peterburgo. Nesta mesma ´epoca, ganhou dois prˆemios significativos, um sobre elas- ticidade no Instituto de Engenharia de Comunica¸c˜ao, e outro em Mecˆanica Estrutural na Universidade de St. Peterburgo. Em 1921, a Sociedade de Matem´atica de St. Peterbur- go foi reaberta (havia sido fechada em 1917 devido a Revolu¸c˜ao Russa) e Galerkin foi um dos destaques desta Sociedade, assim como Vladimir Andreevich Steklov, Sergei Natanovich Bernstein, Aleksandr Aleksandrovich Friedmann e outros. Outro trabalho em que Galerkin ficou conhecido, foi o seu trabalho sobre Placas El´asticas. Sua tese sobre este assunto foi publicada em 1937. De 1940, at´e a sua morte em 12 de Julho de 1945, Galerkin foi o chefe do Instituto de Mecˆanica da Academia de Ciˆencias Sovi´etica.

4

2. Comparac¸ao˜

com outros Metodos´

2.1. O M´etodo de Fourier. Este ´e um m´etodo para solu¸c˜ao dos problemas da f´ısica

´

E proposto para a solu¸c˜ao dos proble-

mas de condutividade t´ermica por J. Fourier [12, 13], e de um modo mais geral e completo

foi formulado por M. V. Ostrogradskii em 1828, cf. Antropova [1]. A solu¸c˜ao da equa¸c˜ao,

que satisfaz `as condi¸c˜oes iniciais e de fronteira, procura-se pelo M´etodo de Fourier como a su-

perposi¸c˜ao das solu¸c˜oes, que satisfazem `as condi¸c˜oes de contorno, e podem ser representadas

como produto de uma fun¸c˜ao dependendo apenas de vari´aveis do espa¸co com uma outra

fun¸c˜ao dependendo s´o do tempo. A presen¸ca de tais solu¸c˜oes, s˜ao conectadas com a busca

de autofun¸c˜oes e autovalores de alguns operadores diferenciais, e da expans˜ao subseq¨uente

das fun¸c˜oes de condi¸c˜oes iniciais pelas autofun¸c˜oes obtidas. Particularmente, o problema

de desenvolvimento de fun¸c˜ao em s´eries e integrais de Fourier, aparecem na aplica¸c˜ao do

M´etodo de Fourier para estudar as vibra¸c˜oes da corda, e a condutividade t´ermica de uma

barra. Por exemplo, o estudo das pequenas vibra¸c˜oes de uma corda de comprimento 1, de

extremidades fixas, consiste em obter a solu¸c˜ao do problema

matem´atica, baseado na separa¸c˜ao das vari´aveis.

u tt = c 2 u xx , em R,

u(0, t)

u(x, 0) = u 0 (x), u t (x, 0) = u 1 (x),

=

u(1, t) = 0,

para t 0,

0 x 1,

(2.1)

onde supomos c constante, e R designa a semifaixa {(x, t) R 2 : 0 < x < 1, t > 0}.

Solu¸c˜oes do tipo F (x)G(t) para essa equa¸c˜ao que satisfazem as condi¸c˜oes de contorno s˜ao

dadas por

u n (x, t) = sen(nπx) a n cos(nπct) + b n sen(nπct) .

Escolhendo os coeficientes a n e b n de modo adequado, ´e poss´ıvel mostrar que a solu¸c˜ao

u(x, t) do problema (2.1) seja dada por

u(x, t) =

n=1

sen(nπx) a n cos(nπct) + b n sen(nπct) .

(2.2)

2.2. O M´etodo de Ritz. O M´etodo de Ritz [32, 33] ´e o m´etodo feito para desenvolver pro-

blemas variacionais e problemas de contorno que podem ser transformados em variacionais.

Seja V [y(x)] um funcional. Queremos obter tal fun¸c˜ao y(x), que leva V [y(x)] ao extremo.

5

Al´em disso, y(x) deve satisfazer as condi¸c˜oes de contorno: y(x 1 ) = α e y(x 2 ) = β . A id´eia deste m´etodo, consiste na procura n˜ao de todas as poss´ıveis fun¸c˜oes y(x), mas apenas as combina¸c˜oes lineares da forma

N

y N (x) =

a j ϕ j (x),

(2.3)

j=1

onde a j s˜ao constantes, e ϕ j (x), j = 1, 2,

de forma relativamente arbitr´aria, dependendo de cada problema. Uma condi¸c˜ao necess´aria

para a escolha das ϕ j , ´e que as fun¸c˜oes y N (x) devem satisfazer as condi¸c˜oes y N (x 1 ) = α e y N (x 2 ) = β, para todos os valores dos parˆametros a j . Escolhendo as y N (x) desta forma, o

., N

.´e um sistema de fun¸c˜oes, que podem ser escolhidas

funcional V [y N (x)] torna - se numa fun¸c˜ao φ(a 1 ,

devem ser escolhidos de modo que φ(a 1 , ser solu¸c˜ao do sistema alg´ebrico

., a N ) onde os coeficientes a j , j = 1,

., a N ) assuma seu extremo, isto ´e, a 1 ,

., a N devem

0 ,

j = 1, 2,

., N.

(2.4)

∂φ

∂a

j

=

A solu¸c˜ao y(x) do problema original ´e obtida tomando o limite em y N (x) quando N → ∞.

2.3. O M´etodo de Galerkin. O M´etodo de Galerkin [14], ´e uma generaliza¸c˜ao do M´etodo de Ritz, que pode ser aplicado para problemas de contorno, que n˜ao podem ser reduzidos aos variacionais. A id´eia do m´etodo ´e a seguinte: seja Ω R n um dom´ınio limitado, queremos obter em Ω uma solu¸c˜ao da equa¸c˜ao diferencial

A[u] = 0,

(2.5)

onde A ´e um operador diferencial de L 2 (Ω) e u : Ω R uma fun¸c˜ao de n vari´aveis, satis- fazendo a condi¸c˜ao de contorno

(2.6)

u| = 0.

Se a fun¸c˜ao u(x 1 ,

sequentemente, a fun¸c˜ao A[u(x 1 ,

., x n ) for solu¸c˜ao de (2.5) em Ω, ent˜ao A[u(x 1 ,

., x n )] 0 em Ω. Con-

., x n )] ´e ortogonal `a toda fun¸c˜ao ϕ(x) L 2 (Ω), isto ´e,

A[u(x)]ϕ(x)dx = 0.

A solu¸c˜ao u(x 1 ,

., x n ) ´e procurada por meio das aproxima¸c˜oes

u N (x 1 ,

., x n ) =

N

j=1

a j ϕ j (x 1 ,

., x n ),

6

onde {ϕ j (x 1 ,

definidas em Ω, satisfazendo a condi¸c˜ao (2.6).

., x n )}, j = 1, 2,

´e um sistema de fun¸c˜oes linearmente independentes ϕ j

Os coeficientes a j s˜ao escolhidos de modo que A[u N ] seja ortogonal `as primeiras N fun¸c˜oes

do sistema {ϕ j }

A

N

k=1

a k ϕ k (x) ϕ j (x)dx = 0,

j = 1,

., N.

(2.7)

Desta forma as aproxima¸c˜oes u N (x 1 ,

., x n ) s˜ao proje¸c˜oes ortogonais da solu¸c˜ao desejada

., x n ) ´e

u(x 1 ,

obtida tomando o limite de u N quando N → ∞.

., x n ) em um subespa¸co de dimens˜ao finita N N, [27]. A solu¸c˜ao u(x 1 ,

Em termos de An´alise Funcional, o problema (2.5), (2.6) pode ser reformulado num con-

texto abstrato mais geral, [31]. Seja H um espa¸co de Hilbert e A : V H um operador

definido num subespa¸co V H, denso em H. Dado f H, procura-se um elemento u V ,

tal que Au = f.

O M´etodo de Galerkin consiste, ent˜ao, na busca das aproxima¸c˜oes u N = a j ϕ j que s˜ao

., ϕ N ] V,

gerado pelos N primeiros vetores da base. Desta forma, os coeficientes a j est˜ao determinados

pelo sistema alg´ebrico (Au N f, ϕ j ) H = 0, j = 1,

H.

., N, onde (·, ·) H ´e o produto interno em

proje¸c˜oes ortogonais de u V em um subespa¸co de dimens˜ao finita V N = [ϕ 1 ,

Observe que (2.7) ´e um sistema de equa¸c˜oes n˜ao necessariamente linear. Caso A seja

linear a existˆencia de solu¸c˜ao ´e um problema simplismente de ´algebra linear. Caso contr´ario,

a existˆencia n˜ao ´e t˜ao imediata e necessita de um resultado a ser visto posteriormente (ver

ˆ

Lema do Angulo Agudo, Cap´ıtulo 5).

2.4. O M´etodo de Faedo - Galerkin. Este m´etodo foi idealizado para encontrar solu¸c˜oes

dos problemas de evolu¸c˜ao. Desenvolvido por Sandro Faedo [10], trinta anos ap´os o M´etodo

de Galerkin, o M´etodo de Faedo - Galerkin ´e uma combina¸c˜ao dos M´etodos de Fourier e de

Galerkin. Para ilustr´a - lo, consideremos o problema de evolu¸c˜ao

A[u] = f,

(2.8)

onde u : R n+1 R ´e uma fun¸c˜ao que depende de x R n , e do tempo t 0. A fun¸c˜ao

u(x 1 ,

., x n , t) normalmente satisfaz os dados iniciais

7

k = 0, 1,

s˜ao fun¸c˜oes conhecidas e m 1 ´e a ordem da equa¸c˜ao de evolu¸c˜ao) e as condi¸c˜oes

(2.9)

D

k

t

u(x, 0) = u

k

0

(x),

., m 1

(onde u

de contorno

k

0

u| Σ = 0,

onde Σ ´e a fronteira lateral do cilindro Ω × (0, T ).

(2.10)

Dado um sistema completo de fun¸c˜oes {w j (x)} ortonormalizadas definidas em Ω, e satis-

fazendo (2.10), procura-se aproxima¸c˜oes da solu¸c˜ao de (2.8) - (2.10) da forma

u N (x, t) =

N

j=1

g j (t)w j (x),

(2.11)

onde as fun¸c˜oes g j (t) s˜ao solu¸c˜oes do sistema de equa¸c˜oes diferenciais ordin´arias

com condi¸c˜oes iniciais

A[u N ] f w j dx = 0,

j

= 1, 2,

., N,

D k g j (0) = u

k

0

w j dx,

k = 0, 1,

., m 1.

(2.12)

Se o sistema (2.12) ´e da forma normal, ent˜ao as g j (t) est˜ao bem definidas pelo menos

localmente no tempo, e a solu¸c˜ao u(x, t) ´e obtida passando o limite em (2.11) quando N → ∞.

Considerando o problema (2.1), e tomando em particular w j (x) = sen(πjx), obtemos

u N (x, t) =

N

j=1

g j (t)sen(πjx),

(2.13)

onde (g j ) jN ´e solu¸c˜ao do sistema de equa¸c˜oes diferenciais

g

1

g N

.

.

.

c 2 g 1

c 2 g N

= 0

.

= 0.

A solu¸c˜ao u(x, t) de (2.1) ´e obtida quando tomamos o limite em (2.13) com N → ∞. E

neste caso, a solu¸c˜ao coincide com (2.2).

8

3. Equac¸ao˜

da Mecanicaˆ

Quanticaˆ

Relativ´ıstica (soluc¸ao˜

fraca)

Sejam Ω um aberto limitado do R n , com fronteira Γ suficientemente regular, T > 0 um

n´umero real arbitr´ario, e Q o cilindro Ω×(0, T ) cuja fronteira lateral Σ ´e dada por Γ×(0, T ).

Consideremos o problema

com

u tt u + |u| ρ u = f,

u(x, t) = 0,

u(x, 0) = u 0 (x), u t (x, 0) = u 1 (x),

em Q

(ρ > 0),

em

Σ,

x ,

(3.1)

(3.2)

(3.3)

(3.4)

Aqui u = u(x, t) descreve um campo escalar relativ´ıstico com intera¸c˜oes de potˆencias, [35].

Daqui para frente adotaremos as nota¸c˜oes e defini¸c˜oes dos espa¸cos funcionais conforme

u 0 H

1

0

(Ω) L ρ+2 (Ω),

u 1 L 2 (Ω) e f L 2 (0, T ; L 2 (Ω)).

[22, 27].

Defini¸c˜ao 3.1. Uma fun¸c˜ao u : Q R,

u L (0, T ; H

1 (Ω) L ρ+2 (Ω)),

0

u t L (0, T ; L 2 (Ω)),

´e chamada solu¸c˜ao fraca do problema (3.1)-(3.3), se para toda v H

0

1 (Ω) L ρ+2 (Ω) tem-se

d

dt (u t , v) + ((u, v)) + |u| ρ u, v = (f, v),

(3.5)

em D (0, T ) e ainda

u(x, 0) = u 0 (x) e u t (x, 0) = u 1 (x).

(3.6)

Aqui (·, ·) e ((·, ·)) representam o produto interno em L 2 (Ω) e H

0

1 (Ω) respectivamente:

(u, v) = uv dx, ((u, v)) = uv dx,

e ·, · designa a dualidade entre L p (Ω) e L p (Ω), p = ρ + 2, especificando em seguida os

duais correspondentes.

Observa¸c˜ao: Identificando L 2 (Ω) com seu dual, obtemos as cadeias

9

1

0

H

(Ω) L p (Ω) H

1 (Ω) L 2 (Ω) H

0

1

0

(Ω) H 1 (Ω) + L p (Ω),

1 (Ω) L p (Ω) L p (Ω) L 2 (Ω) L p (Ω) H 1 (Ω) + L p (Ω).

H

0

Em virtude de (3.5) temos

u tt = f + ∆u − |u| ρ u em D (Q).

Assim, considerando as inclus˜oes:

onde

1

p +

f L 2 (0, T ; L 2 (Ω)) L 2 (0, T ; H 1 (Ω) + L p (Ω)),

u L (0, T ; H 1 (Ω)) L (0, T ; H 1 (Ω)

|u| ρ u

+ L p (Ω)),

L (0, T ; L p (Ω)) L (0, T ; H 1 (Ω) + L p (Ω)),

1

p

= 1, obtemos

u tt L 2 (0, T ; H 1 (Ω) + L p (Ω)),

(3.7)

(3.8)

e como consequˆencia do Lema 1.2 (Cap´ıtulo 1) de [22], u(x, 0) e u t (x, 0) est˜ao bem definidas.

Teorema 3.1. Sejam satisfeitas as condi¸c˜oes (3.4). Ent˜ao, o Problema (3.1) (3.3) admite

uma solu¸c˜ao fraca no sentido da defini¸c˜ao 3.1. A solu¸c˜ao ´e unica´ se n = 1, 2 e para 0 < ρ < n2 se n 3.

para qualquer 0 < ρ < +

2

Para provar a existˆencia da solu¸c˜ao fraca do Problema (3.1) – (3.3), utilizaremos o M´etodo de Galerkin, mais precisamente o M´etodo de Faedo - Galerkin, ver 2.4. Em seguida, definindo as aproxima¸c˜oes de Galerkin conforme (2.11), obteremos um sistema de equa¸c˜oes diferenciais ordin´arias com valores iniciais, cuja existˆencia de solu¸c˜ao local ser´a garantida pelo Teorema de Carath´eodory [6] (ver cap.2, p.33). Por meio das estimativas a priori, estenderemos a solu¸c˜ao a todo o intervalo [0, T ], obtendo uma sequˆencia (u N ) NN , que convergir´a para a solu¸c˜ao de (3.1), verificando as condi¸c˜oes iniciais.

10

3.1. Problema Aproximado. Sendo H

para H

1 (Ω)L ρ+2 (Ω) separ´avel [3], seja (w ν ) νN uma base

0

1 (Ω) L ρ+2 (Ω), cuja existˆencia ´e garantida pelo Lema 1.1 de [22]. Para cada N N,

0

consideremos

V N = [w 1 ,

., w N ],

o subespa¸co de H

1 (Ω) L p (Ω), p = ρ + 2, de dimens˜ao finita, gerado pelos N primeiros

0

vetores da base. Definamos

u N (x, t) =

N

i=1

g

N

i

(t)w i (x),

(3.9)

onde as fun¸c˜oes g

equa¸c˜oes diferenciais ordin´arias

i N (t) s˜ao escolhidas de modo que (u N ) seja solu¸c˜ao do seguinte sistema de

(u

N

tt

, w j ) + ((u N , w j )) + |u N | ρ u N w j dx = (f, w j ),

com condi¸c˜oes iniciais

j = 1,

u N (x, 0) = u

u

N

0

1

0

(x) −→ u 0 (x) em H

(Ω) L ρ+2 (Ω),

N

t

(x, 0) = u N (x) −→ u 1 (x) em L 2 (Ω),

1

., N

(3.10)

(3.11)

(3.12)

onde

u

N

0

(x) =

u N (x) =

1

N

i=1

N

i=1

u 0i w i (x);

u 1i w i (x);

u 0i = (u 0 , w i ),

u 1i = (u 1 , w i ) i = 1,

., N.

Por Carath´eodory [6], o problema (3.10) - (3.12) para cada N, possui solu¸c˜ao local u N em

um intervalo [0, t N ) onde u N e u

existe quase sempre.

Por meio das estimativas a priori, vamos estender a solu¸c˜ao `a todo o intervalo [0, T ].

N

t

s˜ao absolutamente cont´ınuas e u

N

tt

11

3.2. Estimativas a priori. Multiplicando (3.10) por (g

j

N ) e somando de 1 at´e N, obtemos

(u

N

tt

, u

N

t

) + ((u N , u

N )) + |u N | ρ u N u

t

N

t

dx = (f, u

N

t

).

(3.13)

Notemos que a terceira express˜ao `a esquerda da igualdade faz sentido, pois |u N | ρ u N

L p (Ω), onde

temos

1 p +

1 = 1. De fato, como

p

p = ρ + 2

ρ + 1 ,

|u N | ρ u N p

L p (Ω)

= ||u N | ρ u N | ρ+2 dx = |u N | ρ+2 dx = u N L p p () < +.

ρ+1

(3.14)

Resulta de (3.14), (3.9) e em virtude da desigualdade de H¨older que

|u N | ρ u N u

N

t

dx

L 1 (0, t N ).

(3.15)

Consequentemente, (3.15) junto com (3.13) implica

Afirma¸c˜ao:

(u

N

tt

, u

N

t

)

L 1 (0, t N ).

(3.16)

) = 1

2

d

(3.17)

dt d ´e a derivada distribucional em D (0, t N ). Com efeito, para cada θ D(0, t N ), de

(u

N

tt

, u

N

t

dt |u

N

t

| 2 (t),

onde

(3.16) temos

0

t

N

(u

N

tt

u

N

tt

u

, u

N

t

), θ = t N (u

0

N

tt

, u

N

t

)θ(t) dt =

N

t

dxθ(t) dt = t N

0

1

d

dt (u

2

N

t

) 2 θ(t) dt dx

=

1

2

{(u

N

t

) 2 θ(t)| t=t N t N (u

t=0

0

N

t

) 2 θ (t) dt dx

2 t N De maneira an´aloga prova-se que

=

1

0

(u

N

t

) 2 θ (t) dt =

1

2 dt |u

d

N

t

| 2 , θ .

12

((u N , u

N

t

d

)) = 1 dt u N 2 (t),

2

onde daqui pra frente, estaremos considerando · (t) = · H

Tamb´em,

1

0

() (t)

(3.18)

e | · |(t) = · L 2 () (t).

pois, para F (λ) = |λ| ρ λ,

|u N | ρ u N u

N

t

dx =

1

dt |u N | ρ+2 dx,

d

ρ + 2

λ R, tem - se F (λ) = (ρ + 1)|λ| ρ .

Assim de (3.13), (3.17), (3.18) e (3.19) segue que

1

d

dt |u

 

2

t

onde t [0, t N ).

N

| 2 (t) +

1

d

dt u N 2 (t) +

2

1

dt |u N | ρ+2 dx = (f, u

d

ρ + 2

N

t

),

(3.19)

(3.20)

Multiplicando por 2 a igualdade acima, e integrando de 0 a t, t (0, t N ), obtemos

=

|u

N

t

2

|(t) 2 + u N 2 (t) + p u N p

L p (Ω) (t)

|u N | 2 + u

1

N

0

2

2 + p u

N

0

L p (Ω) + 2 t

p

0

(f, u

N

t

)(s) ds.

Usando a desigualdade de Schwarz e o fato que 2ab a 2 + b 2 , a, b > 0, vem que

2

+ p u

|u

N

t

2

| 2 (t) + u N 2 (t) + p u N p L p () (t) ≤ |u N | 2 + u

1

N

0

2

N

0 p

L p (Ω) + f

2

L 2 (Q) + t

0

{|u

N

t

2

| 2 + u N 2 + p u N L p p () }(s) ds.

(3.21)

De (3.11) e (3.12), existe uma constante c 0 > 0 tal que

|u N | 2 + u

1

N

0

2

2 + p u

N

0

L p p () c 0 ;

Agora de (3.21) e (3.22) obtemos

N N.

(3.22)

|u

N

t

2

| 2 (t) + u N 2 (t) + p u N p

L p (Ω) (t)

c 1 t {|u

0

N

t

2

| 2 + u N 2 + p u N L p p () }(s) ds,

(3.23)

onde c 1 > 0. Logo, em virtude da desigualdade de Gronwall, existe uma constante c > 0 tal

que ap´os o prolongamento

c 0 +

|u

N

t

2

| 2 (t) + u N 2 (t) + p u N L

p

p () (t) c;

t [0, T ].

(3.24)

13

Donde podemos concluir que

u N ´e limitada em L (0, T ; H

1

0

(Ω))

u N ´e limitada em L (0, T ; L p (Ω))

N

u t

´e limitada em L (0, T ; L 2 (Ω)).

E ainda, de (3.14) e (3.26), resulta que

|u N | ρ u N ´e limitada em L p (0, T ; L p (Ω)) = L p (Q).

(3.25)

(3.26)

(3.27)

(3.28)

De acordo com esses resultados e pela compacidade dos espa¸cos correspondentes, [3, 22, 24], obtemos uma subsequˆencia (u ν ) de (u N ) tal que

u ν

u

u

ν

ν

t

u em L (0, T ; H

1

0

(Ω))

u em L p (0, T ; L p (Ω))

u t em L (0, T ; L 2 (Ω)) χ em L p (0, T ; L p (Ω)) = L p (Q)

|u ν | ρ u ν

(3.29)

(3.30)

(3.31)

(3.32)

3.3. Passagem ao Limite. Consideremos o conjunto

munido da topologia

W = {u L 2 (0, T ; H

1

0

(Ω));

u t

L 2 (0, T ; L 2 (Ω))}

u W

= u L 2 (0,T ;H ()) + u t L 2 (0,T ;L 2 (Ω)) .

1

0

Resulta de (3.25) e (3.27) que a subsequˆencia

u ν ´e limitada em W.

(3.33)

Assim, pelo Teorema de Aubin-Lions, [22], existe uma subsequˆencia u µ de u ν tal que

Da ultima´

(3.34)

convergˆencia, podemos obter uma subsequˆencia de u µ , para qual ainda usaremos

u µ −→ u

forte em L 2 (0, T ; L 2 (Ω)).

a mesma nota¸c˜ao, tal que

|u µ | ρ u µ −→ |u| ρ u

q.s. em

Q,

(3.35)

14

e ainda, por (3.28), existe C > 0 tal que

|u µ | ρ u µ L p (Q) C,

µ N.

Logo pelo Lema 1.3, cap´ıtulo 1 de [22], conclu´ımos de (3.32) que

χ = |u| ρ u.

(3.36)

Sejam µ, j N tais que µ j e θ D(0, T ). Multiplicando a equa¸c˜ao aproximada (3.10)

por θ, e integrando de 0 a T, obtemos

T

0

(u tt , w j )θ(t) dt + T ((u µ , w j ))θ(t) dt

µ

0

+

T { |u µ | ρ u µ w j dx}θ(t) dt = T (f, w j )θ(t) dt.

0

0

Integrando por partes, obtemos

+

T (u , w j )θ (t) dt + T ((u µ , w j ))θ(t) dt

0

µ

t

0

T { |u µ | ρ u µ w j dx}θ(t) dt = T (f, w j )θ(t) dt.

0

0

(3.37)

Devido as convergˆencias de (3.27), (3.29), (3.31), (3.32) e por (3.36), tem - se

T

0

((u ν , w j ))θ(t) dt −→ T ((u, w j ))θ(t) dt

0

T

0

(u

ν

t

, w j )θ (t) dt −→ T (u t , w j )θ (t) dt

0

T

0

{ |u ν | ρ u ν w j dx}θ(t) dt −→ T { |u| ρ uw j } dxθ(t) dt.

0

De (3.37), (3.38), (3.39) e (3.40), temos

(3.38)

(3.39)

(3.40)

T (u t , w j )θ (t) dt + T ((u, w j ))θ(t) dt

0

0

+ T { |u| ρ uw j dx}θ(t) dt = T (f, w j )θ(t) dt.

0

0

(3.41)

Pela densidade das combina¸c˜oes lineares finitas dos elementos da base (w j ) em H

0

1 (Ω)

L p (Ω), segue - se que

15

T (u t , v)θ (t) dt + T ((u, v))θ(t) dt

0

0

+ T |u| ρ uv dxθ(t) dt = T (f, v)θ(t) dt

0

0

para toda v H

1 (Ω) L p (Ω). Mas como (u t , v) L 2 (0, T ), temos

0

(u t , v), θ = T (u t , v)θ dt,

0

que ´e deriv´avel e sua derivada ´e dada por

dt (u t , v), θ = (u t , v), θ = T (u t , v)θ dt.

d

0

Usando este fato e (3.42) obtemos

d

dt (u t , v) + ((u, v)) +