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UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO ESCOLA DE COMUNICAÇÃO JORNALISMO RESUMO DO CAPÍTULO 10 DO

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO

ESCOLA DE COMUNICAÇÃO

JORNALISMO

RESUMO DO CAPÍTULO 10 DO LIVRO “CONDIÇÃO PÓS-MODERNA”

GABRIELA ISAIAS DE SOUSA

Rio de Janeiro 2017

Referência Bibliográfica

HARVEY, David. Teorizando a transição. Condição Pós-Moderna. In:

Paulo: Loyola, 1989. cap 10, p. 163-176.

São

No décimo capítulo da obra “Condição Pós-Moderna”, nomeado “Teorizando a transição”, Harvey (1989) explica como se deu a transição do sistema fordista para a acumulação flexível, quais as dificuldades do momento e ainda busca concebê-la sob um viés teórico. Inicialmente somos apresentados à concepção de de alguns estudiosos. Enquanto Schumpeter interpreta o fordismo e o keynesianismo como um interlúdio infeliz no progresso capitalista, Lash e Urry enxergam tal revolução não só como um colapso de circunstâncias materiais em uma política da classe trabalhadora, como também uma fase de desintegração do capitalismo contemporâneo. (SCHUMPETER, LASH e URRY apud HARVEY, 1989, p. 163-164) Porém, de acordo com o autor, a acumulação flexível ainda é um sistema capitalista. É a partir dessa proposição que Harvey (1989) resume sua tese em um quadro composto por argumentações feitas em outro livro do escritor, “The limits to capital” (Harvey, 1989). Baseado nesse pressuposto, são destacados três aspectos estabelecidos como fundamentais pelo autor:

1. O capitalismo é orientado para o crescimento. [

]

2. O crescimento em valores reais se apóia na exploração do trabalho vivo

na produção. [

3. O capitalismo é, por necessidade, tecnológica e organizacionalmente

dinâmico. [

]

]

(HARVEY, 1989, p. 169)

No primeiro tópico, Harvey (1989) explicita que o capitalismo precisa preparar toda uma conjuntura de crescimento para que a produção de seus produtos seja ampliada independentemente dos impactos sociais, políticos e ecológicos. Já sobre o segundo ponto em destaque, o autor explica brevemente sobre como a expansão capitalista está

intimamente ligada à diferença de recursos financeiros entre o que o trabalhador produz e o que obtém. Chegando à explicação da terceira colocação, Harvey (1989) comenta sobre as leis coercitivas que impõe aos capitalistas inovações acerca do lucro. Segundo o autor, Marx (MARX apud HARVEY, 1989, p. 168) conseguiu demonstrar que essas três condições essenciais para o modo de vida capitalista são incompatíveis e volúveis. Desse modo, o sistema capitalista era, de maneira inerente, propenso a instabilidades uma vez que esses três pilares destacados por Harvey (1989) são tão necessários ao sistema em análise. O argumento marxista adotado pelo autor é que, desse modo a inclinação à superacumulação nunca poderá ser extinguida do capitalismo. Em um segundo momento do curto capítulo, Harvey (1989) apresenta algumas estratégias que podem ajudar a minimizar os danos da desordem social imposta pelo capitalismo. São elas: desvalorização de mercadorias associada à destruição direta; controle macroeconômico por meio de algum sistema de regulação para conter o acúmulo excessivo; a absorção da superacumulação por meio do deslocamento temporal, espacial e tempo-espacial. É a partir desse instante que o autor lança uma questão importante para a compreensão da história geopolítica: “Como, então, o fordismo resolvia as tendências de superacumulação inerentes ao capitalismo?” (Harvey, 1989, p. 172) Para responder à pergunta, toda uma conjuntura histórica é apresentada, passando pela Segunda Guerra Mundial até os idos de 1972. Harvey conta que, antes da segunda Grande Guerra faltava um aparato que proporcionasse o deslocamento temporal e espacial principalmente dentro dos países. Foi a partir de 1945, com o desdobramento do planejamento de guerra, que estratégias respaldadas no controle da desvalorização e na absorção da superacumulação foram instituídas. Em contrapartida, houve também a instituição de um forte sistema de controle macroeconômico que restringia a luta de classes e equilibrava, na medida do possível, a produção e o consumo de massa por meio do comando do Estado. (Harvey, 1989, p. 173) O capítulo ainda traz diversas informações aprofundadas e relevantes para a concepção da transição teórica da era fordista para a capitalista. Entre elas, a de que foi através do deslocamento espacial e temporal que o regime fordista de acumulação resolveu o problema da superacumulação no período pós-guerra. (Harvey, 1989, idem)

Harvey conclui apresentando a ideia de que, embora a conjuntura atual seja diferente do período em análise ao longo do capítulo, não é difícil perceber que alguns elementos definidos por Marx ainda são fundamentais ao modo de vida capitalista - e, em

alguns casos, são mais necessários hoje do que tempos atrás. Pois “a acumulação flexível

se mostra, no mínimo, (

)com

uma nova configuração”. (Harvey, 1989, p. 176)