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A Mulher Natural

A Mulher Natural
A Mulher Natural

Título: A Mulher Natural Autora: Gimena de Castilla Tradutora: Christa Savitri 1ª Edição em castelhano:

Ediciones Camzo (Alicante, España)

1ª Versão em português:

Christa Savitri (São Paulo, Brasil)

em castelhano: Ediciones Camzo (Alicante, España) 1ª Versão em português: Christa Savitri (São Paulo, Brasil)

Agradecimentos:

Agradeço a Gimena de Castilla, autora deste livro, pela admirável atitude de ter concedido a mim a permissão para traduzi-lo e disponibiliza-lo a outros camaradas que lutam em prol da verdade e da manutenção da tradição europeia; ao Sr. Manuel Quesada, representante da editora Camzo que intermediou o meu contato com a autora do livro e a um dos maiores ativistas que já conheci, Hernâni José Gouveia Viegas, meu grande amigo que me presenteou com esta extraordinária obra.

Christa Savitri

conheci, Hernâni José Gouveia Viegas, meu grande amigo que me presenteou com esta extraordinária obra. Christa

A

Mulher

Natural

Gimena de Castilla

Traduzido por Christa Savitri

A Mulher Natural Gimena de Castilla Traduzido por Christa Savitri

SUMÁRIO

INTRODUCÃO

Quem somos e o que queremos---------------------------------------------------5

A

MULHER E A COMUNIDADE-------------------------------------------------13

A

MULHER E A FAMÍLIA:

O

matrimônio ----------------------------------------------------------------------15

O

lar---------------------------------------------------------------------------------18

Separação e Divórcio-------------------------------------------------------------23

OS FILHOS:

Considerações prévias------------------------------------------------------------25

A infertilidade e seus tratamentos---------------------------------------------29

Anticoncepcionais femininos----------------------------------------------------32

Aborto-------------------------------------------------------------------------------34

Filho ilegítimo---------------------------------------------------------------------36 Educação dos filhos----------------------------------------------------------------37

A

MULHER E O TRABALHO-----------------------------------------------------49

A

MULHER NA SOCIEDADE:

A

mulher e o tabaco---------------------------------------------------------------56

A

mulher e o álcool-----------------------------------------------------------------61

O

ESTILO DA MULHER-----------------------------------------------------------63

OS VALORES DA MULHER------------------------------------------------------68 CULTURA E POLÍTICA PARA A MULHER------------------------------------71

CONCLUSÃO-----------------------------------------------------------------------74

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INTRODUÇÃO: QUEM SOMOS E O QUE QUEREMOS

Cada forma de pensamento vem acompanhada de alguma manifestação relacionada. Se uma concepção mental contribui em si mesma uma entidade abstrata, a ação que é derivada dela representará sua concretização na realidade física. Partindo dessa reflexão, aparentemente tão simples, decidimos elaborar esse ensaio, cujo propósito não é outro senão transmitir uma ideia clara acerca do estilo de vida que deve manifestar-se quando, em efeito, se dispõe de uma determinada visão de mundo que neste caso denominamos tradicional. Considerando o momento histórico que atravessamos, não é fácil transportar um conceito como o da tradição a um nível puramente prático, por isso, é para facilitar essa tarefa que os capítulos que foram incluídos neste trabalho tratam de responder aos distintos âmbitos que formam a vida diária, analisando e descrevendo em cada um deles as atitudes que consideramos corresponder com o nosso modo de conceber a existência.

Depois deste primeiro esclarecimento, se entende que a maneira de ser e estar no mundo a que fazemos referência não pode ser reduzida a ação de homens cujo mérito consiste em um amplo número de livros publicados e palestras ministradas, pois o autêntico valor da mulher e do homem europeu deve medir-se em função de outros critérios. Com razão, dizem que muitos dos que cometem as ações mais vis, frequentemente praticam os melhores discursos, pois salvo raras exceções, dispor atualmente de certa reputação como orador- ainda que for apenas em grupos minoritários - não é, em principio, um feito que fale a favor do indivíduo, muito pelo contrário, ter um nome

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conhecido é o desejo que geralmente faz com que muitos norteiem seus esforços e por fim acaba incentivando que continuem nesse caminho, pois se não for assim, já não alcançam mais o nível de satisfação desejado.

Constitui, pois, um grave erro pensar que o fato de colaborar a um nível meramente intelectual, resulte de forma automática em um caminho de formação pessoal, quando na verdade se permanece ancorado nas mesmas ilusões, interesses e preconceitos do início sem que chegue a produzir a única mudança realmente necessária: a mudança em si mesmo.

Se afortunadamente alguém com uma capacidade “visual” superior a nossa tenta nos abrir os olhos e nos esclarece sobre o significado do caminho que devemos seguir: renúncia, dedicação, sacrifício e esforços anônimos, costumamos então qualificar isso como uma ideia proveniente de um caráter rígido, inclinado ao exagero, extremamente implicante.

E isso ocorre porque de alguma forma nos acostumamos a uma vida que, embora geralmente nos canse, é definitivamente a única que conhecemos e a que nos oferece de um ponto de vista psicológico uma certa segurança. Não há dúvida que é mais cômodo manter a nossa posição atual, ainda que não seja a melhor, do que mudar radicalmente a maneira de conduzir-se na vida. O máximo que hoje em dia se espera é adquirir um conhecimento enciclopédico ou puramente livresco, o que definitivamente não implica em si nenhum risco e normalmente leva o indivíduo a considerar-se superior à mediocridade que o rodeia. O que é evidente é que se a solução à decadência da nossa raça reside tão só em uma completa e eficiente formação teórica, a

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esperança então dependerá de eruditos e teríamos de focar nossa busca nas bibliotecas; mas estaríamos desse modo supondo que o homem carece de um espírito, pois ainda que possamos afirmar que toda transformação começa a partir de conhecimentos prévios, sabemos também que a enfermidade dessa época é muito mais espiritual do que racional.

Verdadeiramente superior ao tipo de indivíduo que acabamos de nos referir, encontramos sem dificuldades a ação daqueles camaradas que sem pretender alcançar reconhecimento público e nem aplausos, sabem que o autêntico êxito reside em alcançar a aprovação da consciência em cada pequeno ato, emoção ou pensamento da rotina diária, em manter uma luta constante interiormente afim de auto superar-se, em ser fiel aos princípios da raça mesmo que ninguém reconheça o heroísmo que representa essa determinação. Estes são os homens e mulheres que hoje em dia se fazem cada vez mais necessários, pois unicamente sobre eles o nosso mundo poderá manter-se em pé, independente daquilo que o destino nos tenha reservado. Não se trata portanto, de dispor de um grupo numeroso de sujeitos que, cansados da triste rotina que o sistema impôs em suas vidas, se sintam impulsionados a fazer algo durante suas horas de ócio que lhes faça sentir distantes das massas de manobra, nem se busca tampouco satisfazer a curiosidade de algum espírito inquieto, ávido de novas distrações. Deixamos claro aqui, que nosso propósito não é entreter e nem distrair, mas sim formar homens e mulheres em sua totalidade e isso - não nos cansaremos de repetir- requer mais deveres do que direitos e exige um compromisso consigo mesmo que nem todos estão dispostos a manter, como o tempo já mostrou em tantas ocasiões. Mas é inevitável que o número de integrantes em nossas filas

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seja reduzido se pretendemos alcançar a qualidade necessária, pois a experiência confirma que “é melhor lutar com poucos e bons contra muitos maus” do que terminar sendo uma multidão de medíocres que no momento decisivo serão vencidos pelo medo, pela ignorância ou pela conveniência à outras filas menos comprometidas. Sabemos também que as elites nunca foram numerosas e entendemos que o nível de comprometimento que se requer para isso nem todos podem alcançar, mas como não acreditamos na ilusão democrática da igualdade, não nos parece inconcebível que cada um ocupe o lugar que lhe corresponda de acordo com suas possibilidades, e como haverá algumas pessoas capacitadas para dar o devido treinamento, também encontraremos alguns que mesmo sem estarem incluídos em nossas fileiras, poderão colaborar pontualmente em tarefas relacionadas com a cópia, tradução ou correção de textos, por exemplo. Por isso é imprescindível escolher de antemão algumas pessoas que apresentam uma disposição natural para assimilar nossa doutrina, nossa fé, com o objetivo que sejam essas as que receberão a formação designada a despertar e desenvolver as qualidades inatas que possuem. Definir e especificar qual é o lugar correto desses, tem sido há muito tempo a questão que mais tem gerado discussões e discordâncias entre os supostos participantes da nossa ideologia, pois depois de comprovar que cada vez diminuem mais o número de indivíduos realmente válidos, muitos sugerem que é melhor diminuir a disciplina exigida do que ver consideravelmente diminuído o número de afiliados. Tal modo de proceder não pode encontrar aprovação por nossa parte pois nos leva de forma direta a sacrificar os poucos valorosos que ainda existem, para tentar reter uma quantidade que na maioria das vezes é inútil, e isso está em clara oposição com a essência do pensamento

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tradicional. Do que foi exposto, deve também deduzir-se que a fidelidade não pode ser dirigida a uma organização ou pessoa determinada pois se essas resultam em algo diferente daquilo que é esperado, corre-se então o perigo de considerar que um juramento de fidelidade impede o rompimento do compromisso que se havia adquirido. Este erro extensível à forma de entender a camaradagemque já aconteceu e continua acontecendo, só é resolvido quando se chega a ver que a fidelidade está em ultima instância como valor concreto. Sob esse ponto de vista, só se é fiel a uma instituição ou a um camarada enquanto estes refletem os princípios anteriormente mencionados, caso contrário nada nem ninguém pode nos forçar a manter laços de união com indivíduos ou instituições, quaisquer que sejam sua categoria.

A quem esteja talvez considerando nossa postura como extremista, não

hesitaremos em responder de maneira afirmativa, mas com a seguinte observação: o mundo atual se encontra em extrema decadência e em sua vertiginosa caída já irreversívelestá nos arrastando a

autodestruição. Uma simples lei física por todos conhecida nos confirma que o único modo de equilibrar tal situação é posicionar-se no extremo oposto, ao menos com o mesmo “peso” que o sistema exerce, pois se queremos contrabalançar seus efeitos somos obrigados

a empregar uma força muito maior e esta força, dado o momento do

ciclo no qual nos encontramos, não pode ser concebida no nosso caso com força provinda de quantidade, mas sim com o impulso da qualidade, dos poucos que são conscientes do seu dever. Não há hoje em dia possibilidade de situar-se em um “meio-termo”, pois as situações extremas implicam o uso de medidas igualmente extremas. Em tais circunstâncias, só há duas opções: ou se faz parte do sistema

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ou se está totalmente fora dele, entendendo que em ambos os casos isso dependerá da adoção de uma determinada atitude interna com suas correspondentes manifestações externas. Resumidamente o que queremos dizer é que, não se pode ser em alguns aspectos colaboracionista e em outros adotar a postura típica do “antissistema”. Esta é justamente uma estratégia já prevista pela política atual e bastante conveniente para a mesma pois, em verdade não representa nenhum perigo real para a concretização dos objetivos que deseja, mas muito pelo contrário, os beneficia a partir do momento em que contribui apoiando esse ilusório clima de liberdade de expressão, tão necessário para convencer as massas de que vivemos a menos pior de todas as formas de governo. Neste sentido não acreditamos estar equivocados se afirmamos que na atualidade muitos grupos de “ideologia suspeita” apenas não foram dissolvidos porque sua ideologia se reduz apenas ao uso de certos símbolos cujo significado profundo não é nem remotamente entendido pela maioria; a organização de reuniões com certa periodicidade aquelas que podem ser assistidas por qualquer pessoa que mostre o mínimo de interesse ou curiosidade, inclusive qualquer membro da polícia que nesse momento não esteja fardado, na tagarelice inconsistente e no emprego constante de slogans já tão manuseados que se transformaram em mensagens vazias e sem efeito. Em tais casos a atividade do grupo fica reduzida a uma interminável sucessão de festejos a portas abertas onde aparecem indivíduos das mais variáveis “ pelagensque pouco ou nada tem a ver com a idiossincrasia própria de uma organização de tal natureza, e o êxito do evento se mede em função do número de espectadores e dos aplausos recebidos, critério esse que definitivamente é o que determina o espírito democrático de

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qualquer agrupamento, seja qual for o nome que utilize. Os membros destes grupos que acreditam, apesar de tudo, serem diferentes pelo fato de disporem de um cadastro de filiado, levam um estilo de vida que até os mínimos detalhes encaixa com o protótipo do indivíduo “massa de manobra” universal: frequenta os mesmos bares, usa o mesmo tipo de linguagem, escuta a mesma música, usa idêntica indumentária “cowboy”, se entretêm com os mesmos filmes e programas, se alimenta com a mesma comida lixo e provavelmente não suspende em nenhum caso a bebida que mais se consome em todo o mundo: a Coca-Cola. Esses indivíduos possivelmente são os mesmos que insistem vez ou outra que a forma de vida norte-americana representa o mais efetivo instrumento de colonização e dissolução da nossa civilização europeia.

Efetivamente, o sistema está bem informado sobre essas organizações que contentes com o fato de poderem auto-classificarem-se publicamente como “Antissistema”, estão sem dúvidas em perfeita harmonia com aquilo que pretendem combater. Esses grupos nada tem

a temer pois, exceto certas “ chamadas de atenção” em modo de castigo

exemplar para confirmar que tudo está sob controle, se permitirá sem muitas contrariedades sua caminhada em direção ao nada.

Outra questão distinta é o fato de que alguns desses grupos contemplem, dentro de suas muitas outras ocupações, a venda de

livros aparentemente não permitidos, mesmo sem autorização judicial

a respeito. Neste caso, os perseguidos não serão em si os membros da

organização, mas sim os tais livros, pois não é tão fácil controlar em que mãos podem cair essas leituras capazes de provocar o despertar de uma alma sensível, e isso sim constitui verdadeiro perigo.

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Quando dizemos que queremos homens de ação, não estamos portanto pensando concretamente nas atividades que se limitam a maior parte dos grupos que conhecemos: pregar cartazes propagandísticos, organizar motins, editar alguma revista ou montar livrarias; queremos homens e mulheres cuja ação se estenda à totalidade de sua própria vida, capazes de mostrar a cada instante a sua adesão inquebrantável aos princípios eternos da nossa raça, que sejam sinceros consigo mesmos e que sejam valentes na hora de tomar decisões que afetem àqueles hábitos e costumes que todos levamos em maior ou menor quantidade incrustados na alma, e que geralmente não se dá a devida importância. Resumidamente, o maior objetivo que se persegue mediante uma formação adequada é forjar um caráter, única condição hoje em dia indispensável se realmente se pretende a criação de um mundo novo.

Por tudo que foi anteriormente referido, não queremos terminar sem ter insistido mais uma vez que este ensaio não consiste em uma recompilação de dados, mas sim que pretende oferecer algumas diretrizes práticas que podem guiar a mulher atual e porque não em alguns aspectos também ao homempara que, sem nos isolarmos do mundo em que estamos obrigados a nos desenvolver, possamos nos manter fiéis a nós mesmos.

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A

MULHER E A COMUNIDADE

O

fim da baixa Idade Média e o início do que corretamente se veio a

denominar Idade Moderna marcava em realidade uma importante transformação nas formas de pensamento, das quais: o crescimento descontrolado da ideia de valor em termos de indivíduo, o sentido do próprio poder e a consciência da própria personalidade. Se dava assim

o primeiro passo em um processo de degradação que culminaria com o

triunfo da Revolução Francesa, conseguindo assim impor ao mundo o dogma da igualdade de todos os seres humanos e portanto o direito universal de alcançar a independência que permite que cada um viva apenas para si mesmo. A responsabilidade e o sentido de dever para com os outros foram anulados, o caráter sagrado que desde a antiguidade revestia o conceito de comunidade desapareceu. Essa breve análise nos leva a concluir que, embora nos seja mostrado como condição indispensável restituir a comunidade no seu sentido original para desse modo avançar na luta pela superação da decadência e no retorno à cosmovisão tradicional, certamente nos encontramos com o grave inconveniente de que as atuais circunstâncias impedem que por tal termo possamos entender o conjunto formado pela totalidade de membros da nossa mesma raça, pois o grau de degeneração já chegou a

tal extremo que se faz impraticável tal abordagem.

Vendo-nos então na necessidade de ter que definir de um modo claro e realista o que hoje em dia devemos considerar por “nossa comunidade”, nos remetemos aos numerosos exemplos que a história nos oferece e afirmamos que em toda situação crítica, a luta pelo próprio povo deve orientar-se no sentido de atuar em benefício

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exclusivamente dos melhores, isto é, de todos aqueles que mantém o firme propósito de contribuir à preservação e elevação de sua raça. Estes sim são os que na atualidade formam parte do que chamaríamos “comunidade ideológica”.

Comprometer-se nos objetivos e interesses dessa comunidade constitui a nova missão da mulher de hoje, tarefa essa nada fácil se considerarmos que assumir tal dever de forma voluntária implica uma transformação essencial da vida pessoal, pois já não pode justificar-se uma ação determinada pensando nas apetências e conveniências de algo, porém será necessário atuar em todo o momento pensando na coletividade, em “nós”. Isso significa que, no suposto caso de que uma mulher de nossas filas organize seu tempo livre com algumas atividades que especialmente lhe agradam, mas percebesse posteriormente que esse tempo gasto impede que seja atendido algum serviço que deve ser prestado à comunidade, ela não deverá pestanejar em promover as mudanças oportunas pois as necessidades da comunidade sempre tem prioridade perante as de caráter particular. Muito contrário a isso, a falta de objetivos claros e decisões firmes é o que estamos acostumados a observar, as atividades programadas por certos grupos sofrem contínuas variações para adaptar-se às possibilidades e gostos dos organizadores ou de outros participantes, pois de outro modo a adesão é mínima ou geram-se reações de repúdio e protesto.

A mulher de nossa comunidade ideológica, disposta sempre a se sacrificar pelo bem comum, é a que se serve de exemplo pois em todo seu estilo e maneira de se comportar poderíamos até reconhecer a presença do que denominamos como certo “espírito militar”. Qualquer

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circunstância será por ela contemplada como uma oportunidade onde pode exercitar as virtudes que melhor definem a sua raça, como por exemplo o valor, a retidão, a vontade, a honra ou a capacidade de entrega. Sem dúvida chegar a se assemelhar a esse modo “militar” de ser e estar no mundo, implica ter compreendido até suas últimas consequências que a ideologia é a expressão da total compenetração com uma ideia em todas as suas formas vitais pois do mesmo modo que todas as partes constituintes de uma estátua devem ser belas para formar-se assim um conjunto harmônico, também todos os aspectos da vida humana devem ser regidos pelos mesmos princípios se pretende- se fazer da existência um fiel retrato da ordem superior que defendemos. Tais reflexões são as que nos conduzem a declararmo-nos em prol de uma concepção heroica da vida, mobilizando todas as forças que dispomos em benefício da causa comum, ideia esta que foi perfeitamente definida por Schopenhauer em uma expressão que não hesitamos em fazer nossa: “O máximo que um homem pode aspirar é a uma vida heroica, e uma vida heroica é a do homem que de um modo ou outro luta para o bem de todos contra dificuldades quase insuperáveis e vence no final, sem receber recompensa alguma.”

A MULHER E A FAMÍLIA - O MATRIMÔNIO

Para recuperar a concepção tradicional da família, em primeiro lugar deve-se restituir o caráter sagrado e a dignidade do matrimônio que,

como células da vida comunitária e núcleo do grupo familiar, assegura

a perpetuidade da vida nacional e cria condições favoráveis para uma

educação sã e rigorosa da descendência. É por isso que o matrimônio não pode ser considerado como um meio para satisfazer um desejo

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pessoal, já que tem por objetivo o cumprimento da mais elevada

missão.

Deixamos claro que afirmar que a união de um homem e uma mulher

deve ser vista como algo sagrado não quer dizer que não deva existir

amor pois dessa forma dificilmente perduraria. O que pretendemos

elucidar é que não se pode eleger como futuro cônjuge a um homem

por quem sente apenas uma repentina paixão ou uma intensa atração

física, pois este pode não ser o mais adequado para uma vida comum e

passada a atração inicial pode-se descobrir que em realidade não

existem motivos para continuarem juntos.

Um casal responsável que decide contrair matrimônio deve se conhecer o suficiente e estar bastante seguro antes de planejar formar uma família. São precisamente os atributos de cunho espiritual e moral os que, com maior peso, devem induzir a tomar tão relevante decisão. Deve-se deixar levar pelo amor, a afinidade racial e certa semelhança de características e interesses, ao invés de ter um relacionamento passageiro ou de interesses materiais. Constituído um matrimônio da maneira que propomos, a família se assentará sobre uma base firme e ainda que surjam conflitos entre o casal consequência lógica de toda convivência, o matrimônio não entrará em crise pois o que une o homem e a mulher é um compromisso de ordem superior, situado muito acima de questões puramente individuais.

Muitos casais alegam que não podem se casar pois não possuem dinheiro suficiente para organizar sua cerimônia. Nós respondemos que semelhante questão não pode ser considerada um motivo que impeça o matrimônio de dois jovens, pois estamos abertamente contra toda a confusão que atualmente se encontra em torno deste tipo de celebrações pra não dizer carnavais. Perfeitamente a noiva pode usar nesse dia um discreto vestido branco, ou se quiser pode alugar algum mais sofisticado, já que não irá usa-lo em nenhuma outra ocasião, assim poderá economizar; pode-se convidar apenas os familiares mais próximos e a viagem dos noivos pode ser feita em

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algum lugar do próprio país que ainda não se conhece ou qualquer outro lugar “onde o dinheiro possa levar”, tendo em conta que se o dinheiro dos noivos não pode levar a lugar algum, não existe uma lei que obrigue a isso.

Reconhecemos então que os fartos vestidos de noiva, as celebrações em luxuosos salões com centenas de convidados entre os quais se encontram colegas de trabalho, vizinhos e conhecidos com suas correspondentes acompanhantes, além da multidão de “amizades” que nem sequer recordavam que ainda se mantinham, as viagens de noivos para os países exóticos da moda, as filmagens e as fotos que registram todo detalhe a cada instante da celebração e toda posição que os noivos podem ser fotografados, tudo isso não é nada além de mais uma das péssimas consequências do espírito de consumo que caracteriza a nossa sociedade. Com tudo isso o menos importante acaba sendo o fato de contrair matrimônio pois a muito tempo foi perdido seu caráter sagrado e no lugar disso se transformou em uma possibilidade para substituir a rotina diária pela novidade de alguns dias espetaculares, ao mesmo tempo que se faz uma demonstração do nível econômico do casal ou de suas famílias.

Um estudo realizado no ano de 2006 confirmou que o gasto aproximado de uma celebração de casamento modesta, com cerca de 50 convidados está entre 30 e 50 mil dólares, quantidade esta que em realidade poderia ser usada para a aquisição de uma casa. Por isso podemos afirmar que os homens e mulheres seguidores das nossas ideias não se devem deixar arrastar por convencionalismos sociais e devem se negar a participar do atual comércio que supõe a organização de um casamento.

Outro dos comentários mais ouvidos na nossa sociedade e que pretende justificar uma posição contrária ao matrimônio, é aquele que faz referência à suposta felicidade dos casais que se limitam à convivência e o fracasso que experimentam aqueles que decidem se casar. Se nos limitamos a considerar como certa tal afirmação e não realizarmos nenhuma análise a respeito, teríamos que chegar a absurda conclusão de que o fato de firmar um documento constitui em si um ato de tal natureza que, em última análise, força o homem e a

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mulher a deixarem de se compreender. Apesar de que muitos estariam dispostos a admitir tal possibilidade, da nossa parte não podemos nos mostrar conformes porque sabemos que a verdadeira causa que origina tal situação é o fato de que o compromisso que implica a celebração do matrimônio é algo que desde o princípio os casais de hoje em dia não estão dispostos a assumir; cada vez é maior o número de casos onde em realidade não existe amor, mas certamente apenas atração e conveniências de cunho econômico como por exemplo compartilhar gastos e alcançar a emancipação, pois os meios de comunicação nos dizem que é inconcebível que uma mulher moderna viva com seus pais em idade adulta. Por iguais motivos tampouco nos

mostraremos de acordo com o moderníssimo costume de conviver um tempo com o pretendente para desse modo comprovar até que ponto são compatíveis, pois se partimos do fato que um objetivo superior é o que guia a ação de uma mulher seguidora das nossas ideias e, portanto,

o homem com quem irá compartilhar sua vida coincide nesse mesmo

objetivo, então é evidente que os conflitos cotidianos próprios da convivência terão uma importância secundária em respeito ao grande

motivo que os une. Se, pelo contrário o objetivo principal de uma mulher é desfrutar ao máximo, então poderemos admitir que é justificável e até conveniente passar uma temporada com o pretendente afim de averiguar em que ponto o plano de vida de um deles pode chegar a estorvar o do outro.

O

LAR

O

manancial de toda tradição genuína é a comunidade do povo, mas a

célula mais forte da comunidade popular é a comunidade da família. É

por isso que o sentido familiar é uma virtude tradicional, pois

determina a subordinação dos interesses individuais aos da

comunidade e da família, na mesma medida que o cidadão deve em

todo o momento, sobrepor o interesse racial acima do seu interesse

particular.

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Dentro da comunidade integral que constitui a família, tanto o homem

como a mulher tem uma missão específica para cumprir, sem que a atuação de um supere ou seja inferior a do outro, tratando-se assim de atividades distintas, mas complementárias. Nesse sentido é fundamental que o homem e a mulher mantenham um respeito mútuo em seu matrimônio, valorizando o esforço um do outro para alcançar a manutenção do lar, conscientes de que sem um bom trabalho do casal,

a família entra em crise e naufraga.

Por isso é impensável que, por exemplo, uma mulher recrimine que o marido passe tantas horas fora se é pela necessidade de prover para família, já que esta é mantida apenas com os ganhos dele, ou então que o marido inferiorize a esposa por ela não desempenhar um trabalho remunerado. Excetuando os casos que não podem ser incluídos dentro da generalização, a missão principal da mulher é a de se entregar voluntária e alegremente à tarefa transcendental de constituir uma família espiritual e fisicamente sã, pois o primeiro papel que foi assumido por uma mulher é aquele que foi determinado pela natureza,

e a coluna vertebral de toda sociedade que se denomine tradicional é a

natureza e seus exemplos a imitar. À mulher foi dada a benção da maternidade e em consequência o desenvolvimento do seu instinto materno, de senhora do lar, de alma da casa e de protetora, dependendo assim, de sua ação, a felicidade do marido e dos filhos. Este é o ideal pelo qual a mulher deve lutar com todas as suas forças:

manter firmes as bases da família, impedindo sua destruição por todos os meios, dando seus melhores esforços para criar e formar homens e mulheres sãos e fortes, consciente de que entregando-se a tal fim não só está atuando pelo bem da sua descendência, mas também com isso favorece igualmente a sua raça e além disso, a si mesma. Não

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acreditamos estarmos exagerando se afirmamos que do trabalho da mulher depende a grandeza do povo, o futuro da raça, a possibilidade de sermos superiores ou medíocres.

Algumas décadas foram suficientes para que a progressiva degeneração da autêntica e sagrada função da mãe culminasse na destruição definitiva da família, conseguindo que a mulher se ausente por completo do lar, de seu marido e de seus filhos. Assistimos assim a criação de gerações de jovens cada vez mais embrutecidos e carentes de valor, incapazes de permanecer atados às suas frágeis famílias, fomentando o ganguismo e a “fraternidade” em grupos delinquentes pois, se a mulher é a única capaz de formar plenamente a um filho, atualmente seu papel acaba reduzido a um mero trâmite biológico de incubação de nove meses. Todo esse trabalho consciente de destruição

é o que a idade contemporânea tem englobado sob o termo de

feminismo, denominação bastante incongruente se tivermos em conta

que é justamente o oposto da feminilidade o que pretendem defender.

O que se tem certa lógica é a conhecida vinculação entre a corrente

feminista e o poder de Sião. Gustavo D. Perednik, jornalista de um departamento da Organização Sionista Mundial, realizou a seguinte declaração: Há mais de dois séculos, uma governanta inglesa, Mary Wollstonecrafi, publicou uma reivindicação dos direitos das mulheres onde se exigia despertar a mente reprimida de seus semelhantes por meios educativos. Desde então o ideal feminista tem recorrido um sinuoso trajeto, em muitos casos protagonizados por judias de vanguarda, como Berta Pappenheim na Europa y Emma Goldman na EEUU. Em uma boa medida, ambas tomaram inspiração na tradição judaica.”

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A organização de mulheres sionistas denominadas WIZO (Women International Zionist Organization) é um dos organismos instigadores do feminismo entendido como “libertação da mulher”. WIZO costuma recrutar entre mulheres não judias muitos membros honorários, especialmente entre as primeiras damas de cada nação, o que lhes dá poder e notáveis influências; além disso, a presença da WIZO geralmente é constante, ainda indireta, em campanhas a favor do aborto e dos “direitos uterinos” das mulheres de todo o mundo. Este feminismo, como outras tantas estratégias, é uma invenção judaica, mas dirigida a não judeus, já que em sua sociedade e constituição familiar a concepção feminista da mulher é absolutamente impensável e impossível. Todas as correntes feministas que apareceram e foram tomando tanta força na sociedade levam em si o inconfundível selo marxista, e em seu caminho desorbitado pretendem converter a mulher em um homem diminuído, dando a ela uma nova missão que, ao não diferenciar-se da masculina, será sempre artificial e conduzirá através da luta por igualdade entre homens e mulheres a uma irremediável unificação de sexos, anulando a própria idiossincrasia de cada um, assim como suas diferenças naturais e anímicas.

Nós insistimos que, a principal responsabilidade do homem é a de conduzir e manter um lar, enquanto nas mãos da mulher está a responsabilidade de ser o pilar fundamental que dá consistência a família. Assim como existem trabalhos mais ligados às mulheres do que aos homens por suas características e exigências, como a educação e a enfermagem, existem outros que requerem a primazia dos homens, sem que isso signifique atropelar os direitos das mulheres ou situá-las em posições inferiores na hierarquia; portanto, não consideramos nem por um momento como machista o fato de manter uma mulher longe

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do exército, corpo de bombeiros ou polícia, pois sua incorporação em tais instituições nos parece tão antinatural como que um homem querendo ser parteiro. Fazemos referências ao aspecto laboral, pois este tem sido sem dúvida o melhor pretexto para propiciar essa confusão, já que a filosofia que impera hoje em dia é que quanto mais longe do lar se encontre a mulher, mais liberdade de expressão e de autorrealização terá. Pelo contrário, nós sabemos que a base da felicidade de uma família está na convivência, na compreensão mutua, sendo situados ambos os cônjuges um ao lado do outro e não à frente e nem atrás, já que o estabelecimento das condições naturais não implica rebaixar a esposa a um segundo plano, mas sim convertê-la em uma autêntica mulher com quem o homem se sentirá profundamente satisfeito e a quem respeitará tanto como a si mesmo. A missão da mulher é, por tanto, muito superior à frivolidade de atuar em meios políticos ou em outras profissões para competir com o homem, e asseguramos ainda a falácia que supõe a concepção de que o trabalho de dona de casa é improdutivo, humilhante ou irrelevante, como se pensa nessa sociedade de consumo que mede tudo em termos de produção e capacidade de lucrar.

Para finalizar, faremos menção a uma das tarefas das quais geralmente se dá menos importância, mas que consideramos que a mulher não deve descuidar, pois trata-se de um aspecto que influi de maneira decisiva no grupo familiar: nos referimos ao ambiente que devemos criar no lar pois este é fundamental para garantir que o mesmo não entre em conflito direto com os hábitos de vida. Na nossa opinião, acreditamos que não são necessários muitos meios para conseguir que uma decoração se adapte ao modo de sentir próprio dos donos de casa, pois o verdadeiramente importante não é a qualidade do mobiliário

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mas sim que responda ao critério de que o ambiente das horas de descanso deve exercer uma influência positiva na alma dos habitantes da casa. Sem dúvidas, a sensibilidade é sempre a melhor solução e além disso, conseguir um espaço limpo, de acordo com o espírito da nossa raça. Definitivamente, o lar deve converter-se em uma projeção, em uma expressão e manifestação do próprio sentir, e convenhamos: a mulher possui uma sensibilidade especial para alcançar tal objetivo.

SEPARAÇÃO E DIVÓRCIO

Atualmente, dado que a principal doença que afeta a nossa sociedade é um hiperdesenvolvimento do individualismo, não é raro presenciar a separação de um casal pouco tempo depois de terem contraído matrimônio, pois não há nenhum projeto em comum entre os dois e desde o princípio se havia contemplado a possibilidade de romper o compromisso.

Em um sistema baseado no “voto livre” a respeito de qualquer questão e no ato de levar a vida desfrutando cada momento ao máximo, sem limites morais e onde, além disso, cada indivíduo dispõe dos seus próprios meios econômicos, é de toda a lógica que o matrimônio não passe de ser mais uma experiência entre as múltiplas e variadas que o sujeito experimenta ao longo de sua vazia existência. Por outro lado, os divórcios, as separações e os fracassos matrimoniais são normais, desde o momento em que a confiança e a lealdade entre os casais foram considerados resquícios do passado, próprios de puritanos ou como é o nosso acaso, de pessoas paradas no tempo. Está na moda ser mulher separada ou divorciada, porque chegar a tal situação não supõe uma circunstância traumática, mas sim um passo a mais nesse caminho

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que conduz a mulher a ser uma pessoa “integralmente realizada e livre”.

A mulher da nossa comunidade, para quem a vida matrimonial

representa muito mais que tudo isso, entende que um casal que adere livremente ao matrimônio haverá alcançado a maturidade interior necessária e se conhecerá o suficiente para poder esperar que a família que irá formar obtenha êxito, mais ainda quando ambos concordam que o egoísmo pessoal não poderá constituir um motivo que chegue a por em perigo a unidade familiar. Nesse caso e como já dissemos, desde que existam objetivos e um plano de vida em comum, será difícil que, apesar das contrariedades pelas quais o matrimonio atravessará,

se chegue a um ponto limite que termine desembocando na separação

ou no divórcio. Agora, é evidente que se o matrimônio se realiza visando um objetivo e o tempo demonstra que este não poderá ser realizado, falar sobre sua insolubilidade seria totalmente absurdo; se os dois cônjuges já não tem praticamente nada em comum a nível sentimental, moral e espiritual, a separação estaria justificada a partir

do momento em que esta se apresenta como o meio para resolver uma

situação que passou a ser insustentável. Mas diferente da estratégia que se utiliza hoje em dia, não se deve enfatizar a facilidade que é conseguir um divórcio, mas muito pelo contrário: enfatizar a

responsabilidade do homem e da mulher na hora de fazerem suas escolhas, sempre sob o critério de contemplar aqueles aspectos que unem e fazem sólida a convivência entre ambos.

No

consideravelmente,

divórcio

caso

do

é

a

matrimônio

pois

deslocação

que gerou filhos a situação se agrava o aspecto mais negativo e perigoso do de uma família constituída já por vários

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membros. Em tais circunstâncias, pelo bem da educação dos filhos pensamos que o melhor seria que os pais esgotassem todas as vias que pudessem os levar a um entendimento ou harmonia relativos e, se apesar disso, a convivência segue sendo insuportável, então deve-se acabar com o matrimônio, mas sempre de forma discreta, para que os filhos sofram o menos possível.

OS FILHOS- CONSIDERAÇÕES PRÉVIAS

Durante milênios o homem trabalhou para melhorar as castas de suas plantas e animais domésticos e em contraste, a herança genética da própria humanidade foi quase inteiramente desprezada. A aparição da eugenia teve lugar quando se pretendeu novamente recordar ao homem sobre a sua responsabilidade na tarefa de elevar e conservar a própria raça. Teoricamente, a ciência a que nos referimos se dedica ao estudo das ações que sob controle social podem aperfeiçoar ou diminuir as qualidades raciais das gerações futuras, tanto física como mentalmente. Em um sentido mais prático, buscaria compreender e dirigir as forças que controlam a herança humana através dos matrimônios, nascimentos e mortes. Em clara oposição com tal objetivo, os avanços científicos das últimas décadas estiveram orientados a reduzir os efeitos da seleção natural até a sua prática anulação, e as consequências muito brevemente apareceram:

indivíduos com enfermidades que até algum anos atrás eram incuráveis, que tratados medicamente conservam artificialmente a vida até alcançar a maturidade e então se reproduzem transmitindo à sua descendência a alteração que sofrem. O resultado é o que hoje em dia podemos observar, uma sociedade constituída por seres cada vez

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mais debilitados, enfermos e degenerados. Frente a essa situação, consideramos que o dever de uma mulher que na atualidade tenha decidido ter filhos, é, em primeiro lugar, submeter-se a uma revisão medica e a um estudo genético para conhecer em profundidade seu estado de saúde e, em segundo lugar buscar um homem que tenha o fenótipo racial adequado, livre por parte de sua família de enfermidades ou alterações hereditárias e de ideologia coincidente nos aspectos essenciais. Incluímos todos esses aspectos pois está comprovado porém não divulgadoque se transmite geneticamente tudo o que constitui uma pessoa a nível físico, psíquico e espiritual, e que um indivíduo extraordinariamente são pode sem dificuldades, segundo as leis da hereditariedade, armazenar em seu patrimônio hereditário predisposições para alguma enfermidade. Se objetivamos assegurar uma descendência sã, a mulher portadora de alguma enfermidade que considere de forma considerável o risco de ter filhos igualmente enfermos, deverá então renunciar a maternidade e se espera contrair matrimônio haverá de informar em tempo seu futuro cônjuge sobre a inalterabilidade dessa decisão; ambos contribuirão com seu esforço pessoal à consecução dos objetivos da comunidade ideológica, mas excluindo sempre ao que se refere a geração de filhos, já que somente os casais hereditariamente sãos são os que devem planejar procriação para que assim, as gerações futuras possam nos substituir na luta em que estamos comprometidos. Diferente é o caso em que sejam transitórias as enfermidades adquiridas que podem oferecer algum risco ou deixar sequelas na descendência, pois acreditamos que em tais circunstâncias bastará evitar a concepção até que a enfermidade tenha desaparecido por completo. Em conclusão, consideramos que a mulher com uma verdadeira concepção

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tradicional de vida sabe que a força da raça e a pureza do sangue devem ser conservadas e protegidas de todas as maneiras possíveis e por isso, no caso de apresentar alguma enfermidade ou alteração congênita, não precisaria de lei alguma que a proibisse conceber, mas seria obedecida uma lei interna, não escrita, que tomaria tal determinação.

Outro aspecto que influi de maneira decisiva na qualidade da descendência e que por tanto será preciso analisar, é o que se refere a idade da mulher. No geral, as mulheres começam a experimentar uma diminuição de sua fertilidade a partir dos 30 anos, momento este em que também irão aumentar de forma progressiva as possibilidades de apresentar anomalias durante a gestação e o parto. Com o objetivo de dar uma ideia ampla e clara sobre o que as ditas anomalias podem chegar a significar, vamos citar alguns exemplos baseados em estudos recentes. A maioria dos abortos espontâneos ocorrem durante o primeiro mês de gravidez nas mulheres de todas as idades, mas a taxa desses abortos em mulheres de idade mais avançada é consideravelmente maior do que nas mulheres mais jovens; igualmente, as possibilidades de sofrer uma gravidez ectópica, na qual o óvulo fertilizado se implanta fora do útero, também apresentam um considerável aumento com a idade. As mulheres de mais de 35 anos se expõem a um risco maior de que sejam produzidos problemas na placenta, sendo o mais frequente o de “placenta prévia”, aonde esta cobre parte ou totalidade da abertura do colo do útero chegando a causar graves hemorragias durante o parto e com isso põe em perigo a vida da mãe e do bebê; a partir dos 35 anos também são maiores as possibilidades de desenvolver hipertensão e diabetes pela primeira vez durante a gravidez, aumentando até 60% a partir dos 40. Os neonatos

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de mães de mais de 35 anos podem sofrer mais complicações durante o parto asfixia, hemorragias cerebrais e sofrimento fetalque os filhos de mães mais jovens. Neste sentido, temos que advertir que problemas do mesmo tipo se apresentam quando a mãe tem uma idade inferior aos 20 anos, pois o comum é que nesses casos se dê a luz prematuramente. Outro aspecto fundamental é o risco de conceber um filho com transtornos cromossômicos, sendo o mais frequente a síndrome de Down; aos vinte e cinco anos uma mulher tem 1 probabilidade entre 1200 de ter um bebê com tal anomalia, aos 30 anos é de 1 entre 1000, aos 35 de 1 entre 400 e aos 40 de 1 entre 100. Por último, vamos parar para analisar uma situação que cada vez se dá em maior número de casos e que, apesar de sua gravidade, não se está sendo valorizada suficientemente: nos referimos ao risco de ter um bebê com baixo peso ao nascer. Sabe-se que os problemas de saúde da mãe, são os que geralmente influem no retardo do crescimento do feto, especialmente se ela sofre de hipertensão, diabetes, convulsões, defeitos bioquímicos herdados, infecções, problemas de coração, rins ou pulmões. Também está comprovado que a possibilidade de que o neonato apresente baixo peso aumenta de forma gradual com a idade da mulher, mesmo que ela não tenha problemas crônicos de saúde. Os bebês de baixo peso, ou seja, os que se encontra abaixo de 2,5 kg, são mais propensos aos problemas de saúde e complicações no desenvolvimento, podendo sofrer com maior probabilidade síndrome de dificuldade respiratória, uma das principais causas de morte e incapacidade, assim como de apresentar problemas cardíacos graves, fundamentalmente insuficiência cardíaca. Um elevado número desses bebês sofre um desequilíbrio na quantidade de sais ou de água e hipoglicemia e esses transtornos podem provocar danos cerebrais;

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além do que, como não tem gordura suficiente para manter a temperatura corporal normal, geralmente são produzidas mudanças químicas no sangue ocasionando com isso um crescimento mais lento. Alguns prematuros tem enterocolites necrosantes, uma inflamação potencialmente mortal do intestino cujas causas ainda não se conhecem bem, e a retinopatia resultante de um parto prematuro ou seja, um crescimento anormal dos vasos sanguíneos oculares que pode provocar problemas de vista, inclusive cegueira. Esses bebês são mais propensos a desenvolver icterícia porque o fígado ainda não está apto para funcionar devidamente e a icterícia severa pode provocar danos cerebrais irreversíveis. Sem aprofundar mais, com esta breve análise acreditamos poder afirmar que toda mulher da nossa comunidade, deve considerar sua idade e a hora de planejar a maternidade, pois vemos que constitui um dos fatores que de maneira mais decisiva influi na descendência. Se na sociedade atual parece ter sido colocado em moda o “sonho” de ser mãe a partir dos 40, nós encontramos nisso outra das aberrantes medidas baseadas na progressiva degeneração de nossa raça, inadmissível desde cedo para aquela mulher que siga em sua vida o caminho que sabiamente a natureza nos deu.

A infertilidade e seus tratamentos

Quando uma mulher não pode conceber filhos de forma natural é fundamental, em primeiro lugar averiguar a causa que a impede, pois é possível que neste caso esteja atuando uma lei natural que trata de evitar nascimentos de seres que apresentariam alguma alteração, e ir contra a dita lei não levaria a nada, a não ser para trazer ao mundo

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filhos anormais. Uma vez descoberta a origem, entendemos que a mulher deve se informar dos variados meios que hoje em dia estão ao seu alcance para combater a infertilidade, mas ciente de que muitos dos tratamentos estão relacionados com certos defeitos congênitos raros e que quase todos derivam em uma gestação múltipla, o que eleva consideravelmente o risco de desenvolver anemias, diabetes gestacional, hipertensão, sangramentos e nascimentos prematuros, com todas as complicações que já sabemos que os bebês de baixo peso apresentam.

Por nossa parte, é lógico que nos mostraremos contrários ao uso de quase todos os métodos artificiais de fecundação desde o momento em que nossa postura de baseia na defesa da lei natural, e como sabemos, há pessoas que justificam o emprego de tais métodos argumentando sobre a necessidade de superar o grave problema demográfico que os europeus vêm enfrentando. Teríamos então, que esclarecer que a origem dos escassos nascimentos na nossa raça não se encontra na suposta infertilidade de alguns homens e mulheres, mas sim no doutrinamento que durante décadas estamos sofrendo e no estilo de vida que temos adotado. Faz tempo que a mulher branca associou a maternidade com a ideia de escravidão e opressão femininas, porque chegou à conclusão de que o progresso e a libertação são conquistados mediante a renúncia voluntária em conceber filhos. Se somarmos então, que na atualidade se espera aproximadamente até os 30 anos para formar uma família, que durante a juventude, ao invés de manter hábitos sãos, se tem fumado, bebido e tomado de forma habitual pílulas anticoncepcionais e que além disso o ambiente de trabalho submete o organismo a altos níveis de tensão física e psicológica, então podemos assegurar sem medo de estarmos equivocados que os baixos

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índices de natalidade se devem a fato de que a mulher tem deixado de ser mulher e a solução reside no retorno à autêntica feminilidade.

Iremos agora citar os principais tratamentos e soluções que hoje se empregam em casos de infertilidade, analisando os efeitos negativos que se derivam de cada um deles.

Fecundação in vitro: durante várias décadas foram realizadas detalhadas pesquisas sobre esse meio de reprodução e os estudos realizados deram finalmente a confirmação de que as crianças concebidas mediante fecundação in vitro têm um risco superior de sofrer malformações congênitas, principalmente cardiovasculares e musculoesqueléticas do que as crianças trazidas ao mundo de forma natural. Alguns investigadores utilizam os erros genéticos e alterações no DNA como hipóteses que explicam o risco elevado de malformações, como a síndrome de Algeman retardo severo no desenvolvimento, capacidade de fala nula ou uso mínimo de palavras e problemas de movimento e equilíbrio, mas outros consideram que pode estar relacionado à hiperestimulação ovárica. Independente da causa, o verdadeiramente importante de tais investigações é que essas levaram a estabelecer uma relação entre a infertilidade e as alterações dos gametas, a qual implica necessariamente uma alta predisposição ao desenvolvimento de graves anomalias naqueles casos em que a concepção foi realizada mediante métodos artificiais. Medicamentos: os medicamente que se empregam nos tratamentos para infertilidade podem provocar o aumento dos

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ovários fazendo com que a mulher sofra dores, inchaços,

náuseas, vômitos ou até mesmo necessite ser hospitalizada.

Cirurgia: a cirurgia reprodutiva pode causar sangramentos,

infecções ou danos nos órgãos e vasos sanguíneos.

Adoção: o recurso da adoção seria perfeitamente válido e

conveniente desde que de forma legal se pudesse obter a

segurança de que a criança seria da mesma raça que os futuros

pais e que não estaria afetado por alguma enfermidade crônica,

malformação física grave ou alteração psicológica. Hoje em dia

como sabemos, o que se incentiva é a doção de crianças

africanas, orientais ou sul-americanas, pois se optar por uma

criança branca a “oferta” geralmente será de crianças com

retardo mental, portadora de AIDS ou filhos de viciados em

drogas e delinquentes. Com tais premissas, não podemos apoiar

a adoção no caso de casais que não podem conceber filhos

naturalmente, pois na realidade o que o sistema pretende não é

dar uma família a crianças órfãs, mas sim favorecer a

mestiçagem e a proliferação e desenvolvimento de deficientes

entre a população branca.

Anticoncepcionais femininos

Sem dúvidas devemos ressaltar que o maior risco do uso dos métodos anticonceptivos é o que se refere às importantes modificações que estes têm provocado na conduta sexual. Não podemos deixar de citar que a extensa promiscuidade que observamos hoje em dia entre a população jovem se deve às múltiplas opções existentes para evitar

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uma gravidez indesejada, métodos estes que podem ser usados sem

nenhum tipo de obstáculo, apesar de alguns de seus usuários habituais apresentarem uma idade totalmente inapropriada para iniciarem-se nesse tipo de relações. O cidadão integrante de nosso atual sistema democrático, que em alguns casos mostra-se inconformado com tal situação, acredita pensar de forma correta quando considera que com

o emprego dos métodos anticoncepcionais ao menos se está

diminuindo a transmissão de doenças graves e o nascimento de filhos

de mães adolescentes; mas essa concepção logicamente não pode ser

compartilhada por nós pois como já comentamos, a solução correta está precisamente em evitar esse tipo de situações através de uma

formação adequada.

No que diz respeito ao uso de certos anticoncepcionais no caso de uma

mulher casada e de um casal maduro e estável, deve-se considerar as repercussões negativas que podem ter para a saúde, ainda desconhecidas pela imensa maioria das usuárias. Os anticoncepcionais orais, popularmente conhecidos como “pílulas”, foram colocados à disposição das mulheres americanas no começo dos anos 60, e sua comprovada efetividade e reversibilidade de ação levaram a sua difusão mundial, fazendo desta a forma mais conhecida e empregada no controle de natalidade. Sem muitas dificuldades, numerosas pesquisas tem comprovado que os hormônios tem alguma relação com certos tipos de câncer, e tem-se despertado a preocupação pela forma em que os anticoncepcionais a base de hormônios podem estar contribuindo ao seu desenvolvimento, pois parece que o câncer dos órgãos reprodutores femininos depende de hormônios naturais para seu avanço e crescimento. Além disso foi descoberto que o risco de sofrer câncer de mama é significativamente mais elevado nas mulheres que começaram a usar anticoncepcionais antes dos 20 anos de idade e a largo prazo aumentaria o risco de câncer de colo de útero, assim como de tumores cancerosos hepáticos. Por outro lado, devido a sua quantidade de estrógenos, provocam com frequência a aparição de uma série de efeitos colaterais como náuseas, vômitos, sangramentos intermenstruais, aumento do gasto cardíaco, infarto agudo do miocárdio em pacientes fumantes, aumento da tromboembolia venosa, do efeito diabetogênico e da depressão. Por tudo isso, estes

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anticoncepcionais são altamente contraindicados em mulher com problemas vasculares, cardiopatias, varizes, hepatopatias, cânceres ginecológicos, diabetes e insuficiência renal, igualmente nos casos de epilepsia, mioma, síndromes depressivas e também se é fumante ou se sofrem enxaquecas. Por último, devemos salientar que em uma grande maioria de casos, o consumo da “pílula” causa uma hipersensibilidade das mamas, melasmas, vaginites crônicas, dores de cabeça, além de produzir mudanças severas na quantidade e qualidade do leite materno. Com semelhantes antecedentes, nós nos inclinamos pelos métodos anticonceptivos naturais, como o método da “tabelinha” ou o uso do preservativo, dado que são os únicos que não implicam risco algum pra saúde da mulher nem pra sua futura descendência.

Aborto

A partir do momento em que o núcleo do óvulo e do espermatozoide se unem, começa uma nova vida independente da dos progenitores e única em suas qualidades e características. É evidente que negar a vida pelo fato desta ocupar apenas alguns milímetros é absurdo, e igualmente o fato de que por essa vida se desenvolver dentro do útero materno não significa que a mulher tenha direito a destruí-la. Nos parece necessário esse esclarecimento a partir do momento em que muitas mulheres que abortam com poucas semanas de gestação defendem um ato como esse, dando justificações do tipo: “ é apenas um coágulo de sangue”, “ mede pequenos milímetros” ou “ não sente, ainda não é capaz de responder a estímulos”. Tais argumentos não são válidos, pois até a própria ciência atual confirma que o embrião é um ser que, ainda que possua tamanho insignificante nas primeiras semanas de vida, luta desde o primeiro momento para superar as dificuldades do meio e poder nascer. Apesar disso, cada vez está mais extenso o uso dos contraceptivos pós-coito que por atuar depois da fecundação são abortivosentre a população feminina, principalmente entre as jovens, pois deste modo se exclui o sentimento de culpabilidade que poderia acarretar o fato de ter que interromper a gravidez posteriormente.

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Para nós o aborto é inadmissível, independente do método que se

empregue, quando o motivo é o desejo egoísta de eliminar uma carga que ameaça tirar a liberdade da mulher em levar um determinado estilo de vida. Apesar das justificações que podem ser usadas, essa é com toda a certeza a razão que motiva quase a totalidade dos abortos hoje em dia. Aceitamos sim, naqueles casos em que o novo ser apresente algum tipo de alteração, seja de caráter hereditário ou adquirido durante o desenvolvimento, pois nos parece mais humano interromper a gestação o mais rápido possível do que permitir o nascimento de uma criatura cuja vida estará condicionada a um continuo sofrimento físico e psíquico. E sem dúvidas o que estamos acostumados a ver é justamente a situação inversa; empregando todos

os meios que se tem ao seu alcance, o sistema tem trabalhado para que

a sociedade fique convencida de que quanto mais grave seja o

problema de saúde que um ser apresente, maior será então seu direito a vida, enquanto que o fato de outro ser não ter sido desejado constitui motivo suficiente para que um organismo são seja eliminado de forma automática, sem que o assassino experimente o menor arrependimento nem receba por isso um castigo merecido.

Consideramos que atualmente os casos de gravidez por estupro requerem a tomada de idênticas medidas de uma gravidez onde o feto seja portador de enfermidades genéticas, pois está mais do que comprovado que a alteração que afeta esse tipo de agressores é hereditária. Consciente de que a criança que nasceria teria uma alta

predisposição a sofrer do mesmo desequilíbrio do progenitor, a mulher deve sentir-se sem dúvidas obrigada a recorrer ao aborto; mas ainda

se ignorasse esse fato, é evidente que existem razões, inclusive razões de maior peso que podem conduzir a mulher violada à interrupção da

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gravidez, pois o sujeito em questão pode perfeitamente ser de outra raça, viciado em drogas ou portador de AIDS, podendo contar ainda com muitas outras possibilidades.

Supondo os casos em que a mãe corresse perigo de morte com uma gravidez, também nos inclinaríamos a favor do aborto. Em primeiro lugar porque se há mais filhos no matrimônio, pensamos que é preferível não sacrificar a estabilidade da família por um nascimento de quem seria apenas mais um de seus membros; em segundo lugar, porque ninguém pode assegurar que o filho que viria ao mundo seguiria um caminho de vida correto, enquanto a qualidade ideológica da mãe, por pertencer a nossa comunidade, já estaria provada.

Filho ilegítimo

São casos completamente diferentes o de uma mulher que, acostumada

a ter múltiplas relações por hábito, devido a um descuido fique grávida,

e o de uma jovem que, verdadeiramente apaixonada concebe um filho do homem com quem mantém uma relação autentica e profunda que, por razões econômicas ainda não pode formalizar-se. No primeiro caso, com toda segurança, o filho haverá sido gerado por um homem cujas qualidades físicas, psíquicas e espirituais não foram tomadas em conta e por tanto não seriam precisamente as mais convenientes na nossa opinião, o que significa que quando se deixa que o corpo faça tudo que pede seus desejos ou paixões, se está ajudando aos inimigos de nosso povo e da nossa ideologia. No segundo caso, o grande inconveniente é que esse filho chegará em um momento inoportuno para um casal que, sem duvida alguma, uma vez casados o haveriam concebido de mútuo acordo. Isso muitas vezes força os avós a cuidar da

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criança nos primeiros anos criando-se então uma criança mimada e mal acostumadaou senão deixam-na em uma creche onde certamente receberá uma educação ainda mais perniciosa. Isso não quer dizer que estamos justificando o “recurso” do aborto, pois esta seria certamente a pior solução tomada em um caso semelhante, mas sim que estamos incentivando a mulher jovem pois, ainda que poderíamos incluir também o homem, é ela quem se encarrega realmente dos cuidados da criançaa adotar uma postura responsável e a fazer uma demonstração de uma intocável capacidade de autocontrole para evitar chegar a situação mencionada. É sempre preferível esperar formalizar a situação do casal e quando estiverem seguros que possuem condições de encarregar-se do cuidado dos filhos, então poderão gerá-los.

Educação dos filhos

Nós que evidentemente estamos de acordo com o aumento demográfico da raça branca, pensamos que hoje em dia não se pode perder de vista o fato de que sem a devida formação, as futuras gerações estariam destinadas a uma progressiva decadência e à mescla com a cada vez maior quantidade de imigrantes que invadem o continente europeu. Em consequência, é igualmente importante assegurar tanto em número como em qualidade espiritual o crescimento da nossa raça.

Aquelas mulheres da nossa comunidade que estão decididas a ter filhos devem saber que enfrentam uma situação delicada e complexa, pois formar uma criança vai muito mais além que assegurar sua manutenção e cuidados mínimos; é, mais que isso, entregar-lhe força

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espiritual e física, estimular sua inteligência e sobretudo, transmitir- lhes valores superiores, ensinando-lhes no dia-a-dia o significado da honra, da lealdade, da pureza física e mental, o amor ao sangue a à própria história. Quando consideramos que esses princípios se opõem diretamente aos que imperam na nossa época, e partimos da premissa de que não é viável isolar as crianças daquilo que lhes rodeia, a tarefa de educar aos filhos consistirá basicamente em prover-lhes das estratégias e recursos adequados para viver nesse mundo sem que se afastem da sua corrente descendente. Colocar em prática tal planejamento supõe conhecer aqueles meios que o sistema emprega pra controlar os distintos âmbitos da nossa vida e em seguida destruí- los através de uma ação que possa neutralizar sua nefasta influência, trabalho que sem dúvida exigirá a dedicação exclusiva da mãe ao lar, pois a mulher que trabalha fora de casa ainda que durante o tempo em que os filhos permanecem na escolanão se encontra em disposição nem mental e nem física de vigiar e atender todos os dias a formação de seus filhos da forma que é preciso, além disso, no tempo livre devem ser realizadas as tarefas domésticas que não foram terminadas devido à jornada de trabalho. Muitas mães que desempenham um trabalho remunerado encontram na televisão um meio adequado pra entreter os filhos enquanto elas se ocupam da casa, sem sequer parar pra pensar que o simples fato de colocar o filho frente a esse aparato significa contribuir à corrupção da sua mente e da sua alma.

Logicamente a solução não se encontra no ato de desfazer-se do televisor, já que a criança saberá pelos seus companheiros em que consiste a programação televisiva e o fato de não dispor sequer do aparato fará com que ele se sinta como “um peixe fora d’água”,

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podendo chegar a ser motivo de chacota, rejeição ou incompreensão por parte de seu grupo etário. Contrário a isso, a medida certa consistiria em dispor do televisor, mas organizar o horário da criança de tal maneira que não sobre tempo livro para fazer uso deste e quando o faça que seja para assistir algum filme ou documentário cujo conteúdo tenhamos revisado previamente, permanecendo ao seu lado para fazer comentários que despertem seu espírito critico ao invés de alimentar sua passividade. Não podemos negar que tais medidas implicam a disponibilidade absoluta da mãe, pois isso permitiria que a criança ingressasse na escola o mais tarde possível (hoje em dia ao redor de 6 anos), conseguindo com isso proteger o pequeno do perigo que supõe receber em tão tenra idade a influência dos companheiros e cada vez mais dos professoresque oferecem modelos de conduta altamente negativos.

Se pretende-se que a formação dos filhos seja a mais completa e adequada possível, a mulher terá de rever uma série de aspectos que constituirão a organização das atividades da criança, como a música, o exercício físico, a história do próprio povo e o reconhecimento da natureza. O amor à natureza que deve ser transmitido aos filhos, diferentemente do que faz o sistema atual, deve ser ensinado de um modo mais espiritual do que ecológico, ou seja, mostrando-lhes antes de tudo que esta constituiu uma manifestação divina que ele deve conhecer e respeitar. Não nos interessa portanto centrarmos no aspecto material e prático do mundo em que vivemos, pois para isso só precisamos atender os slogans que constantemente vêm até nós e de onde a conclusão que se extrai é que devemos proteger a natureza para que ela possa continuar a nos oferecer as matérias primas que necessitamos para manter o nosso ritmo de consumo. Em outro nível

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de pensamento, temos de ensinar aos pequenos o sentimento de que o dano que causamos às vidas que se manifestam na natureza é similar e inclusive pior do que o que nós mesmos poderíamos sofrer. Necessita- se recuperar aquela cosmovisão na qual o universo era entendido como um organismo vivo onde cada uma de suas partes cumpre uma função, porém todas elas estão intimamente conectadas, e o desequilíbrio até de algo considerado insignificante altera a harmonia do “todo”. Podemos ter certeza de que se não formos nós os que iremos recuperar essa concepção tradicional do mundo e transmiti-la às novas gerações, nenhum outro fará; se manterá sim, essa interpretação romântica da natureza que na atualidade está na moda, onde um amanhecer constitui o cenário perfeito de um casal de namorados, um bosque é a paisagem perfeita para passar uma agradável tarde em companhia da família e as altas montanhas resumem-se no ambiente mais propício para livrar-se das preocupações cotidianas e do stress. Sem negar que a vida na cidade leva muitas vezes à necessidade da tranquilidade que oferece um ambiente menos artificial, não podemos por isso nos limitarmos a considerar apenas as qualidades “belas” da natureza. A observação cuidadosa de uma alma com uma sensibilidade mínima deve levar, no entanto, a elevar-se acima do sentimentalismo para descobrir que essa lei inalterável rege o mundo natural e que constitui a última razão da conservação de uma ordem perfeita. Uma educação baseada em tais reflexões deve fazer com que o respeito à essa lei se converta no centro de qualquer posição religiosa, pois definitivamente a cosmovisão que sempre caracterizou a nossa raça pouco ou nada tem a ver com a moral própria das cosmogonias que atualmente são ensinadas nas escolas. Se trata de que nossos filhos compreendam que são corretas as ações que favoverem a manutenção

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da ordem natural e que devem ser evitadas todas aquelas que provoquem seu desequilíbrio. Não existe dúvidas que ao incutir um conhecimento como esse, resolvemos de forma automática muitos dos conflitos éticos que hoje em dia enfretamos e além disso construímos as bases para uma futura formação racial. Não seria estranho que, de realizarmos a assimilação do conhecimento ao qual nos referimos, se experimentasse uma atração instantânea por toda a manifestação artística ou cultural que de algum modo possa estar refletindo a harmonia, isto é, a beleza, e em troca, de forma involuntária e sem necessidade de argumentações prévias, o inarmônico provocaria certeira rejeição.

Pra complementar a formação de caráter espiritual devemos buscar também uma correta educação corporal pois, além de contribuir ao desenvolvimento de um corpo são, a prática de exercícios físicos favorece o desenvolvimento de valores como sacrifício, a disciplina e a camaradagem. A ginástica que se ensina nas escolas não apenas é insuficiente, mas inclusive, na maioria das vezes, resulta mais contraproducente do que benéfica, por isso é preferível que organizemos o tempo livre das crianças de modo que lhes permita a prática sistemática de um esporte. Se eles gostam e se interessam, teremos então diminuído o risco a que estão expostos a maioria dos jovens com a oferta de ócio proposta pelo sistema. Assim, um adolescente que participa em competições esportivas de certo nível, é consciente de que para alcançar o máximo rendimento é necessário respeitar uma ordem determinada de hábitos e rotinas quotidianas e tem portanto menos possibilidades de ser influenciado por outros jovens de sua idade que possuem gostos não tão sãos. Também a música constitui uma opção a ter em conta na hora de planejar o

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horário infantil, pois não só amplia e complementa a formação cultural mas que, ainda mais importante, ativa o cada vez mais atrofiado sentido de harmonia. Está comprovado que a linguagem musical põe em funcionamento capacidades sensoriais e cognitivas necessárias para o desenvolvimento integral da pessoa, mas além disso, ao ser uma criação espiritual, representa de um modo inequívoco a expressão mais genuína da raça; a música clássica deve, por esse motivo, constituir um elemento indispensável dentro da educação que nós planejamos. A música moderna apresenta, pelo contrário, características que a convertem em um valioso instrumento na função do doutrinamento decadente que sofremos, pois exerce uma influência nociva tanto no que diz respeito à letra como no que diz respeito à melodia. Se prestarmos atenção, esses refrães pegajosos das canções da moda que os jovens repetem de forma constante e inconsciente contêm uma mensagem decadente que incita a promiscuidade em algum sentido, a ceder-se aos impulsos e instintos mais baixos que são inatos ao ser humano para não mencionar as mensagens subliminares descobertas em muitas delas, e além disso os ritmos que acompanham são originários de outras raças. A mulher natural não pode incluir esse tipo de música em sua bagagem cultural nem menos ainda na de sua descendência pois estaria então colaborando com a formação de um espírito contrário ao que ela mesma defende.

Por último, é imprescindível ensinar às crianças a história da nossa raça, pois dessa forma se consolida nos pequenos a ideia de que não existe uma tradição internacional, dado que nenhum povo se sente ligado ao passado de outro povo distinto; toda raça tira da tradição e da sociedade que vive os conceitos que correspondem ao seu modo de ser e só pode vivê-los quando se mantém fiel a si mesmo.

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Tendo em conta o risco que se corre hoje em dia quando se dá motivos

para suspeitar de uma atitude racista, consideramos que o melhor modo de evitar esse perigo sem deixar por isso de incutir nos nossos filhos as diferenças essenciais entre as raças e a necessidade de que tal diferença se conserve, está em oferecer-lhes uma formação histórico- cultural que com o passar do tempo, a medida que for ficando mais completa, lhes levaria por conclusão própria a descobrir que a raça não vem determinada pela cor da pele ou pelo formato dos olhos. Despertar desde a primeira infância os valores que levamos impressos no nosso sangue é uma tarefa absolutamente necessária que, se realizada de uma forma organizada e consciente, contribuirá sem dúvidas a assegurar a formação espiritual da nossa descendência. Neste sentido, sabemos que é através dos mitos que podemos realizar esses ensinamentos pois é onde de forma mais clara se faz referência à mescla de sangue como principal causa das maiores tragédias ocorridas no passado. Igualmente, as passagens de nossa história sinalizam o espírito heroico e conquistador que desde sempre caracterizaram os homem brancos, como os de Enéias, Heitor, Pelágio e outros grandes homens mais próximos do nosso tempo que construíram os exemplos que permitem adquirir um conhecimento exato sobre o que representa nossas mais importantes qualidades. E sem dúvidas, o melhor culto que se pode oferecer aos ilustres heróis de todas as épocas é obedecer e seguir como leis os princípios da verdade

e as regras da virtude que nos passaram através do tipo de vida que levaram, pois esta é a herança imortal e paterna que devemos conservar nas sucessivas gerações que lutem pelo bem comum. Além

disso, com todos os itens acima estaríamos facilitando uma abordagem

à história muito mais confiável do que a que o atual sistema educativo

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propõe, já que a nível escolar a história consiste basicamente em uma acumulação de informações desconexas onde os acontecimentos parecem ser originados de forma acidental, espontânea e independente uns dos outros. Com nosso trabalho, devemos destacar o grave erro que supõe um aprendizado semelhante, e oferecer em troca uma visão global que conduza a relacionar os fatos históricos com a descoberta dos verdadeiros fatos que os motivaram. Transmitir essa visão geral da história é o que leva a situar cada glória do passado em seu lugar correspondente, prever o que ainda não ocorreu e confirmar a causa que fez com que as grandes civilizações de todas as épocas iniciarem um processo de decadência que as conduziu ao desaparecimento.

Se tivermos em conta que a mesma lei atua nos mais distintos âmbitos da vida, adquirir um conhecimento como esse que acabamos de nos referir, mostra-se de grande valor a partir do momento em que as conclusões que se extraem da análise histórica podem perfeitamente ser aplicadas a existência pessoal; assim, podemos estar seguros que aquele que promove a degeneração de um império, será o mesmo que propiciará a degeneração do homem.

Uma vez que sabemos quais valores devem ser incutidos aos filhos, devemos ter consciência de que o melhor meio para transmiti-los é o exemplo dado pelos pais na vida quotidiana, pois para o pequeno tudo o que observa em seu entorno familiar constitui um modelo a ser seguido. Se nos vestimos de forma incorreta, se falamos de modo inadequado, se nos comportamos de maneira incoerente com a nossa forma de pensar, então o que em verdade estamos ensinando não são os princípios e valores que defendemos com nossas almas, mas sim os

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modos que formam parte do sistema atual, pois o que são imitados são os atos de virtude e as obras realizadas, não as palavras. O modelo democrático já será tido perante seus olhos no momento em que saírem do lar, por isso cabe a nós dar-lhes outro modelo totalmente distinto para que possam sempre usar como referência quando decidirem seguir um caminho diferente ao caminho da massa-rebanho. É com nossa atitude nas atividades diárias que devemos ensinar-lhes o que é a verdadeira fidelidade à ordem e à verdade, para que não tenhamos que ouvir um dia que não souberam aonde fixar a vista quando se perguntavam o que significava ser um autentico Homem ou Mulher europeus. E sabemos que certamente nada pode nos garantir que nossos filhos cheguem a ser como desejamos se seguirmos a linha de atuação que acabamos de expor, mas o que não podemos duvidar é que constitui nosso dever fazê-lo. Provavelmente, a condição essencial da qual devemos partir para alcançar os objetivos propostos é que tanto o pai como a mãe se mostrem sempre de acordo nos critérios e normas a empregar na educação, sem chegar a criticar em momento algum na presença dos filhos as decisões tomadas pelo outro, pois desse modo se tira a autoridade e se incita a falta de respeito. Da mesma maneira, ambos os cônjuges devem saber muito claramente qual é o papel de cada um dentro do seio familiar, já não tanto no que se refere à realização das tarefas do lar, mas sim quanto à idiossincrasia de cada sexo, ou seja, a feminilidade e a masculinidade. É por esse motivo que anteriormente insistimos na necessidade de que o homem e a mulher que vão contrair matrimônio compartilhem uma mesma visão de mundo e além disso que tenham objetivos e metas similares, pois de outro modo será difícil oferecer à descendência um terreno favorável em que possam consolidar as raízes de suas vidas.

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Esquema para uma correta organização da formação dos filhos:

Eixo educativo:

1- Natureza 2- Formação corporal 3- Formação musical 4- Formação histórico-cultural

Natureza

Perspectiva espiritual, não ecológica;

O universo é um organismo vivo cujas partes estão todas interconectadas. Harmonia dessas partes= beleza;

Ordem: lei inalterável da harmonia natural= eixo do pensamento religioso.

Atividades:

- Mostrar distintas e variadas cadeias da vida ou rodas de

equilibrio(alimentação, climatológicas, etc); - Estudo teórico e prático de diferentes espécies de animais e vegetais, correntes marinhas, ente outros, demonstrando suas características próprias como comportamento, costumes e influencias no equilíbrio do todo.

- Excursões ou passeios ao entorno natural, não como via de

entretenimento mas sim com a finalidade de atribuir conhecimento prático e intuitivo com objetivos previamente fixados: descobrimento de algumas leis naturais através da observação, como a existência de um rimo cíclico e não linear e nem evolutivo, a importância da seleção natural, o submetimento

voluntário do indivíduo às normas próprias da comunidade a

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que pertence, o combate como comportamento natural e instintivo em situações de perigo e necessidade etc.

- Formação de casais entre pessoas de sexo oposto e mesma raça em um entorno natural; atitudes desviadas como consequência do fluxo de um entorno artificial (animais em cativeiro). -Jogos variados, como cartas de raças, de associações etc.

Formação corporal

Ganho de condições físicas favoráveis e saudáveis;

Desenvolvimento de valores tradicionais: sacrifício, disciplina, camaradagem etc.;

Ocupação adequada do tempo livre;

Atividades:

- Jogos “tradicionais”: amarelinha, ciranda, xadrez etc.; -Pratica de um esporte baseado na evolução pessoal;

- Iniciação em atividades como escalada e alpinismo;

- Rotas de caráter sagrado: Caminho de Santiago.

Formação musical

Desenvolvimento do sentido de harmonia e beleza;

Desenvolvimento de capacidades cognitivas e sensoriais;

Conhecimento da expressão mais genuína da própria raça (história da música);

Ganho de cultura musical;

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Atividades:

- Aprendizagem da linguagem musical e instrumento de livre

escolha;

- Apreciação de concertos (adequados para a idade);

- Apreciação de balés, óperas ou musicais infantis (Pedro e o Lobo);

Formação histórico-cultural

Conhecimento e percepção intuitiva dos valores fundamentais da raça;

Concepção global da história. Estratégias básicas para aprender a relacionar fatos e acontecimentos assim como para descobrir suas verdadeiras causas, sendo capaz de extrair conclusões certeiras e adiantar possíveis situações futuras.

Aplicação dos conhecimentos adquiridos à experiência pessoal;

Compreensão e assimilação do Conhecimento de forma vivencial, não enciclopédica.

Atividades:

- Contos tradicionais: Irmãos Grimm, Perrault, Collodi etc.; -Mitos e lendas de acordo com a idade;

- Introdução a romances de cavalaria (Ramón Llull, Miguel de

Cervantes

- Visitas a museus ou galerias de arte.

)

e “aventuras” (Julio Verne);

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A MULHER E O TRABALHO

A mãe que como tal se ocupa da criança e educação de seus filhos presta um serviço de valor incalculável. Por acaso existiria tarefa que com mais segurança poderíamos dizer que sobrevive à pessoa e ao seu tempo até as dimensões mais profundas do futuro? Sem dúvidas, a atual lobotomia que a grande parte da população é submetida diariamente tem convencido de que ser dona de casa representa a pior escravidão a que pode ser submetida uma mulher, pois a priva de poder desenvolver a sua “vocação” laboral e a prende a inúteis afazeres domésticos que poderiam ser realizados por outras pessoas contratadas para tal fim. Com semelhante concepção, a chamada da mulher à maternidade fica reduzida a um mero instinto primário, resíduo de uma opressiva e discriminatória formação educativa, sem outorgar-lhe por um instante sequer a categoria de maior vocação feminina, o que seria completamente certo; apenas em casos muito isolados se poderia assegurar que uma mulher tenha demonstrado de forma evidente uma vocação superior a essa, e sendo assim não temos então inconvenientes em afirmar que seu dever será prestar o serviço que seja mais útil à comunidade. Exceções à parte e referindo-nos novamente a generalidade, insistimos que a mulher deve se conscientizar de que possui no lar uma tarefa a desempenhar mais importante do que qualquer outra que possa se realizar em outros locais. Apenas deve considerar que enquanto em qualquer empresa o seu posto poderia ser ocupado por outra empregada, na família, a mãe está em posição insubstituível. Que filho pensaria que sua mãe pode ser substituída por outra? Ao perguntarmos então o que pode haver motivado a incorporação massiva da mulher nos postos de trabalho remunerados e consequente abandono do cuidado do lar, fica bem claro que por mais que isso seja causado por diversos fatores, a causa fundamental se encontra em um dos mais graves problemas que afetam hoje em dia a nossa raça, o materialismo. Vivemos em uma sociedade que se define por ter feito do indivíduo um robô, um escravo do consumo, prisioneiro dentro de uma produção sem limites, cujas atitudes, imaginação, espírito artístico e capacidade criativa acabam sendo anuladas na realização de um trabalho impessoal que tem por

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objetivo ganhar mais dinheiro pra poder gastá-lo em distrações decadentes que só alimentam os instintos animalescos; Definitivamente se trata de uma forma de conconceber a existência que impede o homem de contemplar qualquer outro benefício que não seja estritamente material, o qual conduz a eliminar de forma automática todo possível contato com uma vida superior e autêntica, ou seja, com uma concepção tradicional. Superar este obstáculo requer consequentemente uma modificação pra não dizer inversãodos esquemas de pensamento, uma vez que se tem detectado aqueles aspectos da vida quotidiana que respondem a uma atitude materialista forçada pelas circunstâncias, e com isso absolutamente não estamos incitando um “retorno a natureza” mas sim a reconsideração do plano de existência que a maioria assumiu. Nesse sentido, nós acreditamos poder afirmar que hoje em dia, excetos em casos isolados, não haveria necessidade que a mulher recorresse ao trabalho fora do lar se adequasse o número de filhos e os gastos familiares ao que o marido ganha. O sacrifício da mulher reside então em saber administrar o dinheiro de tal forma que fiquem cobertas as necessidades básicas da família e não impor certas “necessidades” artificiais que, ainda que supérfluas, são contempladas na atualidade como imprescindíveis se queremos desfrutar de certa “qualidade” de vida, como por exemplo:

viagens em período de férias, renovação do vestuário a cada temporada, produtos de beleza, automóvel, etc. Na Europa atual, a maior parte das mulheres que trabalham fora são de família mais ou menos abastada que tem então a opção de trabalhar ou ocupar-se do lar; se escolhe um trabalho assalariado, sem dúvida o faz porque é o que deseja, já que as tarefas domésticas lhe deixam algum tempo livre ou inclusive conta com a ajuda de uma assistente que realiza em seu lugar as tarefas que menos lhe agradam, pode além disso deixar os filhos em uma escola infantil e definitivamente prefere desempenhar um trabalho que não seja compatível com as exigências próprias do entorno familiar. Poderíamos então dizer que o trabalho se converteu em uma forma de desperdício de tempo ao invés de ser uma condição indispensável para ser aceito nessa sociedade de consumo pois, desde o momento em que se deu crédito ao lema de que a superioridade do homem reside no fato de desempenhar um trabalho remunerado, acreditou-se que era preciso que a dona de casa se “libertasse” e

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ganhasse um salário com o objetivo de superar o hipotético estado de inferioridade. Se nós mulheres, não nos envergonharmos da natureza única que nos define e não tentarmos nos assemelhar aos homens, defenderemos então a diferença entre ambos e a favorecemos mediante o desenvolvimento das qualidades que de forma inata caracterizam a cada um dos sexos, pois desse modo sabemos que se cumprirá a missão que desde o princípio já nos estava destinada.

Nem teríamos que dizer que no caso de uma mulher com filhos pequenos as consequências que se derivam de sua incorporação a um posto de trabalho são extremamente negativas, pois desse modo se está deixando a educação dos filhos em mãos estranhas e além disso, nas mãos do sistema do qual nos denominamos contrários.

Acreditamos que é importante ressaltar ainda que o adestramento que as crianças recebem nas creches está precisamente encaminhado a ir acostumando essas ternas mentes à visão do caótico e cada vez mais antinatural mundo em que hão de se desenvolver; temos ouvido numerosos comentários de como nos jardins de infância se ensinam as crianças a escutar musica moderna, a usar linguagem própria da época, pois isso lhes vai permitir estabelecer laços sociais e sabemos de que tipo, e inclusive os obriga a ficarem desnudos diante de outros companheiros para que comecem a “observar e explorar com naturalidade o corpo humano e suas diferenças”; Não deveríamos então nos assustar quando se descobre que criaturas que sequer alcançaram os 6 anos de idade foram denunciadas por ter cometido abusos sexuais contra crianças ainda menores. Se somos condizentes com a nossa forma de ver o mundo, não podemos permitir que durante a primeira e mais importante etapa de crescimento de nossos filhos, estes sejam de tal forma prejudicados. Realizaremos em troca, todos os sacrifícios necessários para podermos nos encarregar nós mesmas de sua educação durante aqueles anos em que ainda não se estabeleceram a obrigatoriedade escolar e assim assentaremos as bases de sua formação e lhes proveremos estratégias e recursos precisos para que possam afrontar adequadamente os ensinamentos que mais tarde eles serão forçados a receber.

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Vemos necessário, isso sim, o trabalho da mulher fora do lar no caso em que esta seja solteira, pois então é ela que deve cobrir suas próprias necessidades ou então se é viúva com filhos, pois a pensão atual que corresponde em tais circunstâncias raramente permite sustentar uma família, ou em situações de extrema necessidade como uma enfermidade ou incapacidade do cônjuge. Por outro lado, e entendendo que cada vez fica mais difícil manter uma família numerosa com um só salário, não podemos nos esquecer daqueles trabalhos que a mulher tem a possibilidade de desempenhar dentro de sua casa, como tradutora de textos ou costureira por exemplo, e que a permitiriam organizar seu tempo da maneira mais conveniente para poder atender corretamente o lar e ganhar dinheiro extra. Neste sentido, devemos recordar a importância de que a mulher estude durante sua juventude para que no futuro possa ter um posto de trabalho “digno” caso seja necessário, assim como assistir a cursos de formação relacionados com essas tarefas que como mãe de família poderiam ser realizadas em casa.

Aqui trataremos outro aspecto que, dada sua devida importância, contribui de forma decisiva a confirmar nossa postura de rejeição perante a incorporação da mulher no mundo laboral. Nos referimos aos riscos aos quais é submetida uma mulher que trabalha fora no que diz respeito a sua maternidade, e no que se refere à sua saúde reprodutiva e à sua fertilidade e também ao bebê que pode estar se desenvolvendo no seu ventre. Está comprovado que a radiação, certos produtos químicos, determinados medicamentos, exposição à fumaça do cigarro e alguns vírus são causadores de infertilidade, abortos espontâneos, defeitos no feto e aumento da possibilidade de dar a luz a um bebê sem vida. Para dar uma ideia mais clara analisaremos algumas das substâncias nocivas a que estão expostas as mulheres em seus lugares de trabalho, seja por inalação, contato com a pele ou ingestão, tendo em conta que além disso esta lista não está completa e, ao estar em constante revisão, não se poderia pensar que uma substância é inofensiva apenas por não aparecer na mesma.

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Plomo: se emprega em óleos, cerâmicas vidradas e vitrais, em materiais usados por pintores, assim como em metalúrgicas, mecânicas, fábricas de baterias ou certos tipos de construção. Provoca abortos espontâneos em mulheres grávidas, partos prematuros, retardos no desenvolvimento do bebê, baixo peso ao nascer e problemas de conduta e aprendizagem da criança.

Mercúrio: presente em obturações dentais e baterias, provoca um maior risco de aborto espontâneo.

Arsênico e Cádmio: ficam expostas a eles, mulheres que trabalham em zonas agrícolas onde se empregam fertilizantes a base de arsênicos para cultivo, aquelas que tem contato com conservantes de madeiras prensadas que se usa para algumas construções e em geral em todo trabalho de fabricação de semicondutores, nos processos de fundições e de fumigações. A exposição prolongada a estes metais pode prejudicar a placenta e fazer que o bebê nasça com baixo peso, enquanto que a exposição a pesticidas contribui ao aumento de abortos espontâneos, partos prematuros e defeitos de nascimento.

Dissolventes orgânicos: são produtos químicos capazes de dissolver outras substâncias, sendo as mais comuns os alcoóis, os desengraxantes, os diluentes de pintura e os removedores de esmaltes; as lacas, tintas de serigrafia e pinturas também contém essas substâncias químicas. Um estudo recentemente realizado comprovou que as mulheres que estavam expostas a dissolventes em seus trabalhos durante o primeiro trimestre de gravidez teriam uma probabilidade 13 vezes maior que as não expostas de ter um bebê com alguma deficiência importante, como espinha bífida, pés tortos, problemas cardíacos e surdez, havendo participado em tal estudo operárias, técnicas de laboratório, artistas, desenhistas gráficas e mulheres que trabalham com impressoras. Se comprovou igualmente que as mulheres expostas ao éter de glicol, utilizados em trabalhos de fotografia, tintura e serigrafia, tem quase o triplo de probabilidades de sofrer um aborto espontâneo do que as não expostas.

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Produtos de limpeza: muitos dos limpadores de fornos que se utilizam nos restaurantes são tóxicos e podem causar danos ao feto de forma irreparável.

Radiação ionizante: Principalmente são expostas a ela as trabalhadoras sanitárias e dentistas. Provoca infertilidade, aborto espontâneo, deficiências do feto, baixo peso ao nascer e condiciona o desenvolvimento de cânceres durante a infância.

Completaremos a informação adicionando uma tabela na qual enumeramos certos vírus e outros agentes que se encontram em alguns lugares de trabalho e tem efeitos nocivos para as mulheres grávidas.

Agente

Efeitos observados

 

Trabalhadoras

que

podem

ser

 

expostas

Cytomegalovirus( CMV)

Deficiências

congênitas,

dificuldades

de

Trabalhadoras sanitárias, mulheres que trabalham com crianças e bebês

desenvolvimento fetal

 

Vírus da Hepatite B

Baixo peso ao nascer

 

Trabalhadoras sanitárias

 

Vírus da Imunodeficiência Humana ( HIV)

Baixo peso ao nascer, câncer infantil

 

Trabalhadoras sanitárias

 

Eritrovírus humano B19

Aborto espontâneo

 

Trabalhadoras sanitárias, mulheres que trabalham com crianças e bebês

Rubéola

Aborto espontâneo

 

Trabalhadoras sanitárias, mulheres que trabalham com crianças e bebês

Rubéola

Deficiências congênitas, baixo peso ao nascer

Trabalhadoras sanitárias, mulheres que trabalham com crianças e bebês

Toxoplasmose

Aborto espontâneo, deficiências congênitas, dificuldades de desenvolvimento fetal.

Trabalhadoras que cuidam de animais, médicas veterinárias

Varicela

Deficiências congênitas, baixo peso fetal

 

Trabalhadoras sanitárias, mulheres que trabalham com crianças e bebês

Sem dúvidas, de tudo o que foi anteriormente mencionado, o mais

importante a se levar em conta é que os altos níveis de stress físico e

emocional aos que ficam expostas a maioria das mulheres

trabalhadoras podem alterar o equilíbrio entre o cérebro, a glândula

hipófise e os ovários. Essa condição resulta em um desequilíbrio de

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estrógenos e progesterona, assim como mudanças na duração e regulação do ciclo menstrual e evolução. Como esses hormônios sexuais influem em todo o corpo de uma mulher, os desequilíbrios severos e duradouros podem prejudicar a saúde de uma forma geral, e entre os possíveis efeitos se encontram a infertilidade ou baixa fertilidade. Por outro lado, os estudos sugerem que os níveis elevados de stress podem trazer riscos especiais durante a gravidez. Primeiramente, os problemas próprios da gravidez como as náuseas, o cansaço, a necessidade frequente de urinar, o inchaço e as dores na região do tronco podem gerar fadiga quando a mulher grávida realiza as mesmas tarefas que fazia antes da concepção; se a isso for adicionado a instabilidade emocional própria de tal estado, confirmaremos que para a mulher trabalhadora se faz muito difícil, pra não dizer impossível, controlar os níveis de stress. Se sabe igualmente que o excesso de stress pode aumentar o risco de sofrer um aborto espontâneo, de desenvolver pré-eclâmpsia, um transtorno relacionado com a gravidez que inclui hipertensão e resulta no crescimento insuficiente do feto entre outros problemas, e sobre tudo a possibilidade de ter um parto prematuro e de que o bebê nasça com baixo peso, uma das principais causas de morte e incapacidade nos recém-nascidos. Mas também foi comprovado inclusive que os filhos de mulheres que sofrem ansiedade, ainda que nasçam à termo, apresentam um peso menor do que o normal, pois alguns hormônios relacionados com o stress podem restringir o fluxo sanguíneo da placenta de tal forma que é possível que o feto não receba os nutrientes e oxigênios necessários para seu desenvolvimento. Já tínhamos comentado que as crianças que nascem com baixo peso geralmente têm problemas de saúde durante seus primeiros meses de

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vida e é maior a probabilidade que sofram incapacidades com efeitos

de duração prolongada, como retardo mental, paralisia cerebral e mau

funcionamento dos pulmões, da vista e dos ouvidos. O stress também pode causar efeitos adversos de forma indireta ao modificar o comportamento da mulher grávida. Assim, é frequente que as mulheres que experimentam altos níveis de ansiedade abandonem seus hábitos saudáveis e consumam alimentos prejudicais, ou até que,

perante a tensão acabe recorrendo ao tabaco e ao álcool, o que acarreta

o baixo peso do bebê e o risco de deficiências congênitas. Pensemos

por exemplo que, por o feto necessitar de constante nutrição, o recomendável é que a mulher grávida consuma 3 refeições principais e duas colações diárias ou até 5 ou 6 refeições diárias menores, hábitos esses impraticáveis se consideramos as rotinas de trabalho atuais.

A

MULHER NA SOCIEDADE

 

A

mulher e o tabaco

O

hábito de fumar nas mulheres constituiu uma das conquistas

alcançadas pela chamada “libertação feminina” e hoje em dia é uma autêntica epidemia que se estende graças as ações dos meios de comunicação. Ainda no final dos anos 20 já se podiam ver os primeiros anúncios em que se mostrava a mulher exibindo um cigarro como seu novo símbolo de liberdade, pois foi ganhando popularidade o slogan de que a emancipação da mulher residia em se assemelhar ao homem. Foi sem dúvida o modelo do cinema americano que influenciou de forma decisiva na hora de introduzir na mulher o hábito de fumar e beber; a imagem da mulher com estilo, independente, que alcançou o êxito profissional e pessoal aparecia invariavelmente com o cigarro e o copo

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na mão, e essa associação se consolidou de tal maneira que a mulher que se propusesse a alcançar certa categoria social, deveria vir acompanhada de ambos. Seguindo a pauta norte-americana, a maior parte dos países europeus lançou a venda de marcas de cigarros femininos com campanhas publicitárias que os apresentavam como um claro atributo de independência, sofisticação, “glamour” e sensualidade, o que resultou especialmente atrativo para as adolescentes e mulheres jovens facilmente impressionáveis, que buscavam imitar as modelos da época e adquirir suas qualidades. Sem entrar em análises mais profundas, é evidente que a estratégia das empresas produtoras de cigarro perseguia acima de tudo o benefício econômico que seria proveniente do desejo da mulher por ganhar a maturidade, autoconfiança e também de alcançar a suposta igualdade de sexos.

Independente da notável influência que sabemos que exercem os meios de comunicação, hoje em dia se poderia destacar outro fator importante que anima a mulher a continuar fumando: o medo de engordar. Quando uma mulher deixa de comer para baixar o peso e começa a fumar, o faz porque substitui um objeto de vício por outro, mas como diminuir a quantidade de alimentos será causa de grande ansiedade, se busca no tabaco uma forma de provocar a sensação de saciedade, ou seja, se realiza um processo de troca em que o cigarro substitui o desejo de comer. Nesses casos, quando a mulher decide deixar de fumar ocorre um “efeito rebote”: a falta de nicotina, que é uma substância altamente viciante por estimular os centros cerebrais de prazer, leva a que essa sensação agradável que o cigarro trazia se transforme em ansiedade e angústia, o que pode resultar em querer comer mais; por outro lado, como a nicotina aumenta a velocidade do

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metabolismo, ao ser retirada, consequentemente o metabolismo ficará mais lento e como, além disso, se sentirá melhor os sabores e odores dos alimentos finalmente o resultado é um aumento progressivo do apetite. Com essa explicação o que queremos ressaltar é que o fato de fumar não emagrece, mas que se a mulher fuma, ela perde peso apenas porque sofre uma intoxicação crônica. Tampouco podemos duvidar do stress como uma das principais causas que na atualidade intervém no sustentamento do hábito de fumar em mulheres, devido sobre tudo às tensões próprias do cuidado dos filhos e a realização das tarefas do lar que irão somar-se hoje em dia as que se geram no ambiente de trabalho. Por esse motivo, o cigarro passa a ser considerado como uma recompensa necessária para poder relaxar e enfrentar os problemas quotidianos, o que nos leva a deduzir que a mulher que não trabalhasse fora do lar, veria automaticamente reduzido o seu nível de stress e é certo que não ficaria tão necessitada de sua dose diária de nicotina.

Evidentemente, nós não podemos justificar em nenhum caso o habito de fumar feminino, tanto por razões de saúde como também econômicas, estéticas e inclusive éticas. Em primeiro lugar, a mulher fumante apresenta uma imagem oposta à concepção tradicional da autentica feminilidade, contribuindo a atenuar as diferenças entre os sexos e a consolidar o clima de confusão de papéis que caracteriza a sociedade atual. Sem dúvidas, hoje em dia, ao residir o êxito na capacidade de “superar” o homem, a mulher tem se determinado a alcançar o primeiro lugar mesmo que esse caminho muitas vezes leve à enfermidade e a morte. Alguns estudos revelaram que na última década do século XX, o consumo de tabaco por adolescentes apresentava na Europa uma situação inédita: as meninas fumavam

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mais que os meninos e chegado o século XXI, em países como Suécia e Dinamarca a mulher fuma muito mais que o homem. Não é, portanto, de se estranhar que no ano 2000 morreram substancialmente mais mulheres de câncer de pulmão do que de mama. Alertadas pelas estatísticas, muitas mulheres optam por cigarros de baixa nicotina e pouco fumo, por considerá-los produtos menos prejudiciais, pois a indústria do fumo tem divulgado essa crença e tem promovido a imagem de algumas marcas como se essas representassem menos risco. A mulher adquire então cigarros Light pensando que está beneficiando sua saúde, sem imaginar que na realidade estão inclusos mais prejudiciais pois contem mais nitrosaminas, substância que se emprega pra fazer viciar a mulher cada vez mais e impedir a cessação do hábito. Se é bem certo que o dano que produz o tabaco nos pulmões, coração, artérias, cérebro e outros órgãos são bem similares em ambos os sexos, no caso da mulher certamente se agregam prejuízos maiores (e exclusivos) por suas características especiais, pois se tratam de sistemas e órgãos mais predispostos por suas delicadeza e sensibilidade: pele, boca, sistema esquelético e reprodutor. No rosto de uma fumante se observam os efeitos do envelhecimento cutâneo e a acentuação de rugas, além de uma pele acinzentada e apagada, consequências essas de uma asfixia celular devido à alteração da circulação cutânea na derme. Também a boca se vê seriamente afetada devido a magnitude das lesões que o tabaco pode produzir em zonas visíveis e em todos os casos aparecem manchas nos dentes, mal hálito e diminuição do poder gustativo e olfativo, o que pode afetar a autoimagem e a autoestima, dificultar a interação social normal (principalmente pelo mal hálito) e conduzir a stress crônico. Por último, no que se refere ao sistema reprodutor, a nicotina diminui os

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estrógenos e tratando-se de hormônios essenciais para o correto funcionamento do ovário, isso resulta em alterações de diversos tipos:

no ciclo menstrual é frequente a aparição de sintomas como tensão pré-menstrual, menstruações muito dolorosas, ciclos irregulares e inclusive amenorreia; aumenta a infertilidade (principalmente de origem tubárica) e o risco de gravidez ectópica( fora do útero), estando comprovado que as mulheres fumantes tem três vezes mais probabilidades do que as não fumantes de demorar mais de um ano para conseguir engravidar. A respeito da menopausa, esta se adianta de dois a três anos em mulheres fumantes, aumentando por isso o risco de osteoporose (diminuição da consistência dos ossos) e fraturas. Durante a gravidez, a nicotina tem também efeitos altamente negativos ao embrião, incrementando-se o risco de abortos espontâneos, partos prematuros, ruptura da bolsa, desprendimentos de placenta e placenta prévia, assim como diversas complicações da gravidez e do parto. Além disso a nicotina e o monóxido de carbono reduzem a quantidade de oxigênio recebida pelo feto impedindo assim o seu correto crescimento. Tem-se observado que os recém-nascidos de mulheres fumantes apresentam em maior número lábio leporino, fenda palatina, baixo peso e aumento da frequência de morte súbita.

Os bebês amamentados por mães fumantes podem sofrer inquietações, insônias, fadiga, vômitos, diarreias e fraca capacidade de sucção, pois as substâncias tóxicas atravessam o leite materno e são passadas ao recém nascido. Quando essas crianças são maiores apresentam maior risco de pneumonia, bronquite, asma e otites, na adolescência aumentam-se os casos de diabetes juvenil, transtornos de aprendizagem, déficit de atenção e obviamente maior probabilidade de se tornar fumante.

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Além de todos os efeitos adversos que o tabaco provoca na saúde, outro aspecto que a mulher deveria considerar é o enorme gasto econômico que supõe manter tal vício e o prejuízo familiar que ele acarreta. Se anteriormente já argumentamos sobre a conveniência que

a

mulher atenda o lar e trate de cobrir as necessidades da família com

o

dinheiro que o marido ganha, o mais coerente será evitar todo gasto

supérfluo e mais ainda aquele que responda a satisfação de um hábito nocivo. Sendo a mulher protagonista no núcleo familiar e dado seu papel de cuidar da saúde e educação da família, lhe corresponde a tarefa de mostrar com sua atitude um modelo a ser seguido pelos filhos; se eles veem a própria mãe fumando, dificilmente acreditarão que se trata de uma ação que prejudica a saúde mesmo que ela mesma assegure isso.

A mulher e o álcool

As objeções que encontramos no que diz respeito ao consumo de álcool pelas mulheres são similares as que foram comentadas em relação ao tabaco, mas parece que os efeitos negativos do primeiro não são tão conhecidos como os do segundo. Por exemplo, a maioria das mulheres não sabe que beber moderadamente pode chegar a prejudicar o feto e de fato não se tem comprovado que haja nenhum nível de consumo de álcool durante a gravidez que possa ser considerado seguro. Por isso, se recomenda que as mulheres grávidas se abstenham de consumir bebidas alcoólicas, incluindo a cerveja, o vinho e seus derivados assim como os licores durante todo o período da gravidez e da amamentação. Caberia considerar que ao menos 50% das gravidezes não são planejadas e posto que as mulheres nunca sabem em que momento

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podem ter ficado grávidas, a forma mais segura de evitar possíveis danos ao feto é não beber nada, pois o cérebro e outros órgãos do bebê começam a se desenvolver por volta dos 20 dias posteriores a concepção e são vulneráveis a danos nas primeiras semanas. Quando uma mulher grávida bebe, o álcool passa rapidamente através da placenta até o feto e em um corpo tão imaturo o álcool se decompõe de uma forma muito mais lenta que em um corpo adulto; como resultado, o nível de álcool no sangue do bebê pode ser muito superior e pode permanecer elevado durante mais tempo que o nível de álcool no sangue da mãe, causando-lhe então danos graves como retardo mental, problemas de aprendizagem, emocionais ou de comportamento e defeitos no coração ou outros órgãos. Além disso, o consumo de álcool durante a gravidez provoca também um aumento no risco de aborto espontâneo, atrapalha o crescimento do feto e aumenta o índice de natimortos. Um estudo realizado em 2002 comprovou que as crianças de catorze anos cujas mães consumiram uma só bebida alcoólica na semana entre elas cerveja ou vinho, eram significativamente mais baixos e magros e tinham uma circunferência da cabeça menor possível indicador do tamanho cerebralque os filhos das mulheres que não consumiram nada de álcool. Igualmente outro estudo do ano 2001 comprovou que as crianças de seis e sete anos de mães que consumiram uma só bebida alcoólica durante a semana durante a gravidez, tinham mais probabilidades de apresentar problemas de comportamento como agressividade, impulsividade, hiperatividade e inclusive inclinação à delinquência. Por último vale ressaltar que durante o período de amamentação o álcool consumido pela mãe chegará ao bebê através do leite, por isso não acreditamos estarmos

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exagerando se afirmamos que desse modo já se poderia estar iniciando

o

filho em um futuro problema de alcoolismo.

O

ESTILO DA MULHER

O motor principal do ambiente criado pela propaganda e os meios de comunicação é a moda, atualmente um império econômico com benefícios astronômicos graças à expansão da típica imagem de “mulher objeto” ou “mulher manequim”, imposta com êxito mediante a anulação da verdadeira mulher depois de inseri-la num furacão de vaidades e frivolidades. A mulher de hoje, escrava da moda, perdeu sua personalidade e inclusive sua própria dignidade, mas sobretudo essa íntima qualidade feminina que a faz se guardar perante os demais e diferenciar-se em sua forma de ser, pois a tendência generalizada é a uniformização, fazendo com que todas as mulheres usem os mesmos detalhes, os mesmos adornos e roupas pra não dizer “disfarces” , esvaziando-as interiormente. Como resultado temos a mulher boneca, que não serve pra nada além de vestir um vestido bonito, provar uma série de penteados e tinturas continuamente e em suma, brilhar ante os olhos dos demais, mesmo que esse brilho não seja de ouro, mas sim de latão. Essa mulher, escrava da moda, absorve um desejo de luxo desenfreado, e esse é em muitos casos o principal motivo pelo qual tanto o homem quanto a mulher se veem obrigados a trabalhar fora, pois é caro manter tal estilo de vida, principalmente se tivermos em conta que “estar na moda” não se refere unicamente a indumentária, mas também envolve determinadas atitudes, como viajar em férias, renovar o imobiliário a cada certo tempo, comer fora nos finais de semana ou dispor do ultimo modelo de celular.

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Frente a semelhante situação, nós consideramos extremamente necessário que a mulher recupere e mantenha um autêntico aspecto feminino, tanto por si mesma, como pra chegar a constituir um exemplo ante suas semelhantes, que a verão como um modelo a ser seguido. Hoje em dia mais do que nunca, temos que fazer com que a aparência exterior seja um reflexo fiel do interior, pois se é verdadeiramente portadora de bons valores e se vive de acordo com princípios nos quais crê firmemente, então deve ser inconcebível levar ao dia a dia uma indumentária que é o que nos dá em primeira vista uma ideia geral sobre o indivíduoque está em evidente oposição com tais valores. É por isso que fica difícil assimilar o fato de ter conhecido mulheres que dizem estar contra o atual estado de decadência que atravessamos, e ao mesmo tempo que parecem estar expressando-se com total sinceridade, observamos sem dificuldades que estas exibem com certo orgulho tatuagens e penduricalhos em múltiplas partes do corpo, constroem sua imagem através de jeans apertados e seguram em sua mão uma garrafa de cerveja, enquanto na outra seguram com “estilo” um cigarro de marca americana; e nós nos perguntamos:

realmente alcançamos tal grau de manipulação mental que já não chegamos sequer a reconhecer a nossa própria decadência? As repetidas ocasiões em que acontecem situações como a anteriormente mencionada parecem indicar que isso realmente é o que está acontecendo. A mulher de nossa ideologia sabe, pelo contrário, que determinados ornamentos ou roupas, como o uniforme atual que constitui um “cowboy”, representam algo mais além da indumentária:

representam um símbolo do êxito com o qual o sistema tem conseguido se impor e quem os leva expostos expressa portanto sua conformidade com este, independente do que diga ou faça. Com isso

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não queremos dizer que devemos retomar a vestimenta dos séculos passados, pois uma reação assim seria própria das excentricidades que se dão em nossa sociedade. A mulher pode ainda vestir-se dentro das

diretrizes gerais que marcam a moda de nossa época sem sair das que marcam nossa ideologia, e seria muito mais rentável um curso de corte

e costura que a ensinasse a fazer suas próprias roupas, pois assim

poderia lhes dar um toque feminino clássico que é cada vez mais difícil

encontrar. Acreditamos que não deve ser assim tão complicado vestir- se de maneira autenticamente feminina nem prejudica tanto a economia familiar. É evidente que, entre outras vantagens, a mulher vestida de mulher tenderá a comportar-se mais adequadamente do que aquela que adote de forma habitual a indumentária masculina, pois basta observar a maneira de caminhar ou de sentar-se de uma mulher com saias e a que usa diariamente calças. Isso não impede que

a mulher use tal vestimenta se a ocasião a requer, como pode ser no

caso de fazer uma viagem ou praticar algum esporte. O mesmo ocorre com a maquiagem, que ajudará a realçar a beleza da mulher sempre e quando não for excessiva e se adapte às diferentes circunstâncias, já que ir ao teatro é bem diferente de sair pra ir as comprar ou dar um passeio. Para terminar, gostaríamos de comentar o emprego de certos uniformes de caráter simbólico em certos grupos, ou até mesmo certas individualidades, que vestem com objetivo de mostrar sua adesão as ideologias a que fazem referência. Devemos deixar claro que a mulher que se forma interiormente e atribui à sua vida diária os valores e princípios eternos, dá significado a seu uniforme nos momentos em que o usa e sabe de seu caráter sagrado, enquanto que aquela que por influência ou exigência o veste em festas fechadas e quando termina o ato de comemoração se desprende dele pra colocar o outro uniforme

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imposto pelo sistema já sabemos como se termina esse tipo de imposições, demonstra que em realidade não entendeu nada, além de dessacralizar o significado de tal vestimenta. Com isso não estamos querendo dizer que o certo é usar um uniforme todos os dias, pois nem sequer teria sentido no mundo atual que vivemos, mas pela mesma razão tampouco acreditamos que seja necessário confundir-se com a massa empregando suas mesmas vestimentas decadentes.

Se nos estendemos na questão do aspecto exterior da mulher é porque sabemos que ainda que muitos digam compartilhar nossas ideias, o consideram como um mero detalhe insignificante, quando na verdade é uma das questões mais representativas da pessoa e que maior atenção requer quando se trata de mostrar certa coerência com os princípios que propaga. Não podemos nos esquecer que na história conhecida temos milhares de exemplos que confirmam que a decadência externa é a indicação mais evidente do início da decadência interna e, mais ainda, em muitos casos o abandono das formas externas propiciou a decomposição interna de uma civilização ou de um povo, que via nessas vestimentas o único laço de união com a cada vez mais esquecida tradição. Um exemplo disso encontramos na decadência da igreja de hoje em dia, que se pode ver refletindo na indumentária que há algum tempo emprega o sacerdote, pois por mais que seja certo que “o hábito não faz o monge” é também inquestionável que a batina impunha automaticamente mais respeito do que o uniforme laico para não citar as calças jeans, e na mesma situação falamos sobre as forças de segurança a polícia, com a substituição do uniforme paramilitar pelo de passeio, mudança que quase que instantaneamente provocou a transformação da atitude do agente em

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tal grau que muitos cidadãos alegaram temer por igual a presença da autoridade ou a do delinquente.

Aqueles que podem seguir mostrando seu descontentamento perante o que consideram uma exagerada e desnecessária meticulosidade, poderíamos responder-lhes que se aspectos tão aparentemente superficiais estão faltando de maneira tão generalizada em nossas filas, talvez seja o momento de considerar a validade da formação que está sendo realizada. E com isso chegamos à ideia chave dessa questão: a educação que deve receber todo jovem de nossas ideias há de ser de tal natureza que o impulsione a buscar por iniciativa própria um modo de ser totalmente coerente com os nossos princípios, resultando-lhe então inconcebível adotar qualquer forma de expressão característica do atual sistema, e isso o fará independentemente do que se encontra ou não escrito sobre os modos autênticos que correspondem ao homem ou mulher europeus. Isso é assim, pois a nossa ideologia, ainda mais por constituir uma visão total do mundo, implica o uso de certos traços visíveis que, no caso do indivíduo, se traduzem de uma maneira determinada de apresentar-se exteriormente aos seus semelhantes.

Quanto à linguagem, também devemos pontuar que a adoção das formas masculinas de falar sempre implicarão a degradação da mulher perante sua pretendida e absurda equiparação com o sexo oposto. O emprego repetitivo de termos que soam mal e de gestos ou expressões fora de tom, como quem quer mostrar com isso uma falta total de pudor e até, em alguns casos, de vergonha, é hoje em dia constantemente presente na conversação habitual tanto de homens como de mulheres. Uma mulher de nossas ideias rejeitará adotar esses hábitos modernos e se esforçará, pelo contrário, para que suas

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palavras e gestos nunca contradigam sua feminilidade. Igualmente

saberá reprovar a atitude de um homem que empregue formas

inapropriadas na presença de uma mulher, fazendo-lhe ver sua atitude

constitui uma falta de respeito inadmissível, sem por isso parecer

puritana demais.

OS VALORES DA MULHER

A feminilidade da mulher se destaca principalmente em sua essência, como portadora de valores transcendentes ao serviço não só da sociedade, mas também da própria vida de todo um povo. Para não perder essa essência, a mulher deve ser consciente de sua própria personalidade feminina, de sua natureza de mulher, de que leva em si qualidades como a dignidade, a nobreza, a sinceridade, a abnegação, todas elas provindas de uma fonte espiritual de valor incalculável. Fazendo referência a uma expressão de Goethe “a mulher é uma inspiração divina” e, como tal, através dela pode o homem conseguir sua elevação sobre um mundo decadente. Por esse motivo é que temos que lutar pelas mulheres, e não pelo convite que nos fazem para que busquemos uma falsa liberdade, entendida como indisciplina, insolência, descaso e emancipação da lei natural, pois isso conduz de forma irremediável ao caos e a destruição. A atual liberação feminina é em verdade um individualismo irrestrito, é um viver desenfreado que fortalece e vigoriza as forças corruptoras provocando a anarquia absoluta. A verdadeira liberdade é luta e ação, oposição enérgica contra tudo o que impeça o são desenvolvimento do espírito, domínio de si mesmo através de uma férrea autodisciplina que leva a manter a posição correta perante a pressão da adversidade. Toda mulher que tenha honra deve aspirar a esse ideal e orientar todos os seus esforços, não para alcançar uma “liberdade” que a iguale ao homem, mas assim para deixar claramente definida sua postura de feminilidade. A realização da mulher implica decisão e dignidade sem esquecer-se da sua própria natureza que é capaz de saber dar forças quando é necessário e de emanar sentimentos quando se precisa de amor. É

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próprio da natureza feminina o espírito de sacrifício e abnegação, a capacidade de entrega naquilo que realiza; a mulher que não perdeu a sua condição, ao ver caminhos fechados se impulsiona para abri-los, a falta de moral dos demais lhe dá força e ânimo para continuar em frente e seu espírito de luta unido ao seu profundo idealismo transparece ao seu redor transmitindo valor e dignidade para superar aqueles perigos e adversidades que poderiam atrapalhar a realização das metas perseguidas. A mulher de hoje, se pretende conservar em seu íntimo essa espiritualidade, a força da luz eterna e ascendente até o divino, poderá forjar-se em um caráter que a converta na grande esperança para a criação de um mundo novo, após a derrubada do atual sistema.

Temos tratado de definir em que consiste a honra da mulher no momento atual, aspecto que há séculos implica aludir de forma necessária e quase exclusiva a virgindade feminina. Por mais que nós consideremos que não existe uma relação direta, observamos sem dificuldades que a prescrição de evitar relações sexuais está relacionada com uma ideia exposta anteriormente. Ao haver considerado que a experiência sexual é uma parte fundamental na relação entre um homem e uma mulher, pois dela pode resultar a procriação, entendemos que a castidade é parte da honra a partir do momento que induz a mulher a evitar a possibilidade de gerar um filho de um homem indigno. Ou seja, a mulher virgem não tem valor pela sua virgindade, mas sim porque ela é uma clara demonstração de sua capacidade para viver conforme os princípios em que se acredita. É evidente que as mulheres que na adolescência mantém relações sexuais mostram uma ausência total de tais princípios pois imaturas ainda para compreender o que esse ato significa, confirmam que em realidade estão se deixando arrastar por paixões fúteis e passageiras já que não são capazes de impor a si mesmas uma norma de atuação em benefício da sua própria saúde física e inclusive psíquica. A castidade, portanto, acarreta o princípio moral geral da autodisciplina que deve reger a vida inteira das mulheres que seguem nosso ideal, por mais que no mundo atual seja claramente disseminado que só as mulheres tolas perdem a virgindade por amor.

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Vemos então que a honra conduz a mulher a pôr de novo em prática aqueles valores que melhor definem o nosso povo, e o melhor meio pra isso sem dúvidas é manter o firme propósito de atuar em todo o momento em benefício da raça. A imensa maioria emprega a palavra “racista” para referir-se à conservação das diferenças entre as raças e a rejeição a uma mescla que conduziria a perda dos traços característicos e identidade das mesmas. Nós aceitamos sem dúvidas tal postura, porém consideramos que é necessário aplicá-la em todos os ambitos ao que se refere, ou seja, devemos saber que as fronteiras raciais não são exclusivamente fisiológicas, mas também psicológicas e espirituais. A mescla de raças constitui desde cedo a mais grave traição que se pode cometer contra o próprio sangue, pois se trata de um ato irreparável, mas também representa desonra às outras atitudes que, ainda que menos evidentes são igualmente contrárias ao espírito genuíno da comunidade racial a que se pertence. A tradição nos confirma, por exemplo, que nossa raça se caracterizou sempre por estabelecer a supremacia do espírito frente à matéria, enquanto o contrário é representado através da lei pela qual é regida outra raça distinta cuja origem não é necessário revelar. E entre nós são, sem dúvidas, muito poucos os que poderiam afirmar que souberam permanecer fiéis ao que na antiguidade constituiu uma das mais nobres virtudes do Ário. Também sabemos que a imagem de um Deus pessoal, exclusivista e intolerante nos é totalmente alheia, mas muitos não encontram inconvenientes no ato de assumir uma concepção de divindade que, em sua essência é estranha à cosmovisão que desde antigamente caracterizou a civilização europeia. Todos os valores aristocráticos parecem estar hoje em plena derrota e abandono, o individualismo, a incapacidade cada vez maior para suportar a menor disciplina e, em definitiva, a inversão dos valores constitutivos da nossa cultura, são marcas previstas de nossa época para promover a nossa dissolução. É por isso fundamental entender que o conjunto formado por todas as formas de expressão incluindo o que se refere ao âmbito artístico, religioso, econômico e inclusive sexualé a manifestação do espírito que atua através da raça; Se essa ideia não chega a assimilar, então nos atreveríamos a afirmar que não alcançamos a compreensão de nada, pois a condição indispensável

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para assegurar a sobrevivência do Ário é que este volte a fazer-se digno de receber tal designação.

CULTURA E POLÍTICA PARA A MULHER

A constituição de um estado tradicional é possível tão só quando se dispõe de homens e mulheres que lutam pela aproximação deles mesmos a ideia de Homem e Mulher tradicionais, o que se traduz necessariamente em uma maneira de ser e estar no mundo. Estes são aqueles que não precisam palavras para expressar a essência de sua ideologia, pois se distinguem do individuo-massa já que nada neles desmente sua adesão inquebrantável aos valores e princípios que defendem. É por isso que não podemos estar em conformidade com a imagem da mulher que está gritando em comícios, armando escândalos ou encabeçando manifestações, já que tal forma de atuação não é compatível com o nosso ideal de feminilidade, e, além disso, não encontramos na história nenhum caso digno de ser tomado em conta de mulheres que tenham formado batalhões de combate ou de choque. Pensamos, pelo contrário, que a mulher verdadeiramente interessada em matéria política deverá orientar todo o seu esforço no sentido de adquirir conhecimento relativo a tal âmbito. Não acreditamos que seja imprescindível chegar a ser um erudito, mas sabemos que ter uma certa cultura permite mostrar aos outros com maior claridade as incongruências do mundo em que vivemos. Quando no entorno quotidiano se fala com pessoas que possuem dúvidas a respeito da maneira em que atualmente se posicionam os fatos históricos tanto os do passado como os do presente, é então o momento de dar uma informação precisa que esclareça a visão do interlocutor, e citar com certa segurança determinados dados do tipo histórico-políticos sempre nos permitirá justificar nossa concepção de mundo perante aqueles que verdadeiramente estejam interessados em descobrir as verdades e mentiras que entornam esse sistema ou outros que existiram anteriormente. Com essa contribuição e algum senso comum, em muitos se despertaria ao menos a curiosidade de conhecer em que realmente consiste a ideologia que defendemos e em que se baseia. Por tudo isso, a mulher deve adquirir uma cultura básica no que diz

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respeito a arte, a história, a política e a música, entendendo que essa formação terá duas vias de aplicação: uma é a que se refere ao pessoal, o que atinge a mulher que busca sua própria educação integral e por outro lado e como consequência do anterior, a formação de novos membros da comunidade ou de elementos suscetíveis de integra-la. Se bem dizemos que a cultura da mulher deve ser geral, seria certamente muito conveniente ampliar o conhecimento do que se refere aos feitos dos grandes heróis europeus, pois isso fomenta o orgulho pela história do próprio povo e pelo fato de pertencer à raça. No terreno político, pensamos que a formação deveria basear-se na assimilação daqueles acontecimentos passados que permitam entender os sucessos presentes e futuros. Mas sem dúvidas o mais importante é chegar a adquirir uma visão da história suficientemente ampla e geral para outorgar a cada feito histórico-político concreto um sentido lógico dentro de uma sucessão mais extensa, e a análise dos motivos ou métodos pelos quais se alcançaram certos êxitos ou então se sofreram fracassos deve servir igualmente para extrair conclusões acerca das formas de atuação mais convenientes na atualidade. Por outra parte, um conhecimento da natureza a que nos referimos levaria a entender que muitas medidas que se adotaram em um momento concreto da história foram medidas de urgência, quase forçadas pela gravidade da situação que estava sendo atravessada, e por isso não constituem formas lícitas de atuação se forem extraídas de seu contexto e se forem utilizadas em outros momentos que não comportam nenhuma anormalidade. Fazemos essa pontualização porque existem aqueles que consciente ou inconscientemente cometem o erro de justificar formas de compartamento atuais remetendo-se a aquelas medidas extremas ou a acontecimentos de caráter extraordinário, e sem considerar que o que pode ser útil para um momento concreto ou para um país determinado pode ser que absolutamente não seja para outros diferentes, e podem até mesmo ter um efeito oposto. Este é um dos maiores equívocos que enfrentamos hoje em dia e uma das principais causas que provocam dissenções entre os supostos membros da nossa ideologia, e não temos dado conta de que a origem do problema está precisamente nessa falta de visão geral a que nos temos referido anteriormente: os fatos se contemplam de forma isolada, propiciando um ponto de vista errôneo e com isso uma errônea aplicação das

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conclusões extraídas. Um dos exemplos mais claros disso encontramos na via empregada pelo Nacional Socialismo para alcançar o poder político na Alemanha. Sabemos que o recurso das urnas nesse momento histórico era absolutamente viável e necessário, pois as circunstâncias permitiam o êxito do partido de forma legal; agora, extrair desse fato a conclusão de que na atualidade e principalmente na Espanha, devemos enfocar nossa luta até a conquista de uma representação política por meios democráticos nos parece verdadeiramente absurdo e ilógico, e não por outros motivos mas pela evidente inviabilidade de um objetivo semelhante. Da mesma maneira, organizar um grupo de homens e mulheres unidos por sua fé em alguns princípios contrários aos que caracterizam essa sociedade moderna, e imediatamente expor aberta e publicamente que se trata da formação de um grupo “Nacional Socialista”, nos parece em primeiro lugar totalmente desnecessário, pois esta denominação correspondeu a um movimento que em um momento histórico concreto não inventou, mas recuperou os valores esquecidos porém eternos para a nossa raça, e em segundo lugar constitui a maneira mais fácil de favorecer a entrada de membros indesejáveis e de provocar o descarte da possibilidade de uma aproximação de indivíduos válidos porém temerosos perante uma designação tão comprometidae, o mais grave, de permitir ao sistema a identificação de organizações deste caráter e empregar de vez em quando medidas contra esses como método de aviso ou propaganda contrária. Quando observamos tais circunstâncias e percebemos que se está cometendo os mesmos erros e que ações tão imprudentes e pouco inteligentes possam ser consideradas como demonstração de valor, temos então ideia do quão necessário é oferecer uma verdadeira formação cultural que conduza de uma vez por todas à erradicação deste tipo de confusões.

Além dessas considerações , temos que esclarecer que usar a denominação “Nacional Socialista, implica ter alcançado um grau de formação pessoal muito mais elevado do que se pensa hoje em dia. A maior parte dos que assim se autodenominam caem no mesmo erro que aqueles que por sua vez se declaram contrários ao movimento, pois acreditam que basicamente este consiste no emprego de certa simbologia e na adoção de uma postura “racista”. Com isso não

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queremos dizer que não se possa ou não se deva ter o movimento Nacional Socialista como ponto de referência para guiar ações próprias ou coletivas, mas que temos que ressaltar a frequência com que se esquece o estilo de vida que caracterizou aqueles homens e mulheres, por exemplo no que se refere a vestimenta, aos hábitos ou aos costumes quotidianos pois ao invés disso abusa-se de símbolos e ritos abondonando seu autêntico significado.

CONCLUSÃO

Após o exposto neste ensaio, muitos pensarão que praticamente ninguém está hoje em dia em condições ótimas para formar uma família e esta conclusão não é a que pretendemos que se extraia. Pelo contrário, o objetivo que perseguimos é disponibilizar uma informação que facilite e anime as mulheres a controlar aquelas variáveis sujeitas à sua própria capacidade de escolha, afim de obter uma melhor saúde física e espiritual para elas e sobretudo para sua descendência. Assim, os aspectos tratados relativos ao álcool, ao tabaco ou a seleção de companheiro, pensamos que estão diretamente relacionados com a atitude pessoal da mulher e que portanto é necessária uma formação que a leve a adotar uma postura perante o mundo consequente com a sua ideologia. Entendemos que todos os casos e circustâncias são diferentes e que em muitas ocasiões é dificil tomar decisões corretas, mas não podemos insistir no fato de que a maioria das vezes temos observado que o que conduz uma mulher a atuar erroneamente é a comodidade, a ignorância ou a falta de vontade em ser como se deve. Neste sentido, é essencial que sejamos sinceros com nós mesmos e contemplemos com objetividade nosso interior para descobrir quais hábitos, constumes e concepções modernas se prenderam em nossa alma e nos levam a trair o espirito da nossa raça, pois só através da ação se consegue uma conduta correta. E se há alguém que possa trazer consigo alguma dúvida sobre o caminho a seguir em algum aspecto de sua vida, aconselharemos que olhem para trás pois então encontrarão a resposta que precisam, já que dispomos de um exemplo ainda próximo no tempo há aproximadamente algo mais de meio

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séculoque nos serve de guia e suporte para saber encontrar a direção correta.

Temos empregado uma linguagem simplória pois não pretendemos ter a aprovação de “intelectualóides”, mas sim de sermos entendidos por pessoas que, sem necessidade de destacar-se por essa enorme acumulação de dados que hoje em dia chama-se de “cultura”, se sobressaem sem dificuldades pelo bom uso de seu senso comum e por certa intuição que lhes fazem pressentir verdades já esquecidas. Esperamos pois, que, evitando realizar algo que pareça um estudo acadêmico sobre o que deve ser a mulher da nossa concepção, consigamos ao invés disso estender a nossa mensagem a todos aqueles que de alguma forma sintam a necessidade de iniciar a luta em si mesmos, em seu próprio interior. Um homem e uma mulher formados saberão sempre como atuar em um momento específico, independentemente das circunstâncias que se apresentem e possuirão a coragem necessária para manter suas ideias incorruptíveis mesmo em um mundo que se encontra em sua reta final de decadência. Eles, como já dissemos, constituirão a elite cuja qualidade permitirá assegurar o valor das gerações futuras, pois as características espirituais da raça se transmitem unicamente através do exemplo, vivendo-o e não de um modo teórico.

Aproveitamos também para repetir que nós, absolutamente não pretendemos nos elegermos como autores originais de nada que aqui foi exposto, pois tão só temos feito a mera transmissão de alguns valores e princípios que permanecem impressos em nosso sangue e que sentimos ser nosso dever efetiva-los através da nossa ação e ao mesmo tempo despertar os nossos semelhantes. Não necessitamos portanto, colocar nenhuma “etiqueta identificativa” que facilite o trabalho daqueles que, por hábito ou por possuir uma visão estreita, precisam de um qualificativo para enquadrar um sujeito dentro de alguns dos modelos ou tipos de pessoas que hoje em dia podem ser encontradas na nossa sociedade. Por outro lado, a experiência também nos tem demonstrado que a maioria dos que se autodenominam como pertencentes de uma certa “ideologia política” não chegaram a entender acima da superficialidade o que realmente essa significou e progressivamente a essência desse movimento vai sendo degradada e

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transformada até o ponto de converter-se em parte do sistema que dizemos ser contrários. Nós temos optado por fazer nossa uma frase que parece resumir a nossa postura na vida: “ Buscamos conhecer a lei inalterável e inflexível da natureza para assim, ao submetermo-nos a ela, alcançarmos a harmonia de nossa alma.E nossa norma de vida será a fidelidade à dita lei. A esta concepção não iremos dar nenhuma denominação política procedimento este totalmente desnecessário e até contraproducente, já que desse modo os que comulgam com as nossas ideias acabam pensando que seu objetivo esta cumprido pelo fato de atribuirem a si mesmos uma insignia, e os que ainda não fazem parte de nossas filas tomam uma postura defensiva frente ao que consideram, por ignorância e adestramento do sistema, um movimento violento, ilegal ou até mesmo de alguma forma perigoso. Se alguém nos perguntasse alguma vez quem somos e o que queremos, responderemos que objetivamos instaurar a ordem neste mundo caótico, e que tal ordem encontramos nessas leis inalteráveis que descobrimos sobre o mundo que nos rodeia. E não é por outra razão que este ensaio foi intitulado “ A mulher Natural”.

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