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ASSOCIAÇÃO CLASSISTA DE EDUCAÇÃO DA BAHIA PROGRAMA DE QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL JAIME ROQUE SANTANA JÚNIOR

ASSOCIAÇÃO CLASSISTA DE EDUCAÇÃO DA BAHIA PROGRAMA DE QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL

JAIME ROQUE SANTANA JÚNIOR

DIMENSIONAMENTO DO SISTEMA DE BOMBEAMENTO DE PETRÓLEO CRU A PARTIR DA CAPACIDADE NOMINAL REQUERIDA

Salvador

2016

JAIME ROQUE SANTANA JÚNIOR

DIMENSIONAMENTO DO SISTEMA DE BOMBEAMENTO DE PETRÓLEO CRU A PARTIR DA CAPACIDADE NOMINAL REQUERIDA

Artigo apresentado como trabalho de finalização do Curso de Especialização em Metodologia do Ensino Superior, oferecido pela Fundação Visconde de Cairu, em parceria com ACEB Associação Classista de Educação da Bahia e a FETRAB Federação dos Trabalhadores Públicos do Estado da Bahia, como requisito parcial para obtenção do título de especialista. Sob a orientação da Professora Tainá Aragão dos Santos, Especialista.

Salvador

2016

DIMENSIONAMENTO DO SISTEMA DE BOMBEAMENTO DE PETRÓLEO CRU A PARTIR DA CAPACIDADE NOMINAL REQUERIDA

RESUMO

Jaime Roque Santana Junior 1 Tainá Aragão dos Santos 2

Apresenta um modelo estruturado de cálculos matemáticos para o dimensionamento de um sistema de bombas projetado para fazer o transporte de petróleo cru a partir da capacidade nominal requerida. O modelo consiste em criar um sistema de transporte de fluido a partir de uma demanda pré-estabelecida. O método para o cálculo utiliza informações referentes ao fluido escolhido, aos equipamentos envolvidos, e ao espaço físico. No que se refere ao fluido, o método utiliza: a relação entre o valor da sua pesagem em uma balança e o volume que este fluido ocupa quando acondicionado em determinado recipiente; a ação da gravidade no fluido e o contato ativo do fluido com a superfície das paredes da tubulação. São considerados equipamentos envolvidos, o tipo de bomba e a quantidade desses equipamentos a

ser utilizada; ou seja, o propósito exclusivo deste artigo, e a tubulação que apresenta

o diâmetro já estabelecido. A escolha do sistema de bombas adequado ao tipo de

fluido a ser transportado e o espaço físico em que este será distribuído, representa basicamente a distância entre os pontos de partida e chegada do fluido. Portanto, os percentuais referentes aos rendimentos: hidráulico, mecânico e volumétrico são dados de extrema importância no cálculo da potência requerida para a identificação do tipo de bomba a ser utilizada. A convenção de alguns valores e os conceitos de cada valor facilitam a realização e a compreensão dos cálculos. Essas informações são utilizadas como requisitos para que o sistema de bombeamento seja dimensionado, a partir de dados verídicos e puramente técnicos com o propósito de definir a potência da bomba, a quantidade desses equipamentos e o sistema de bombeamento ideal.

Palavras-chave: Modelo; Cálculos; Bombeamento; Petróleo; Sistema.

ABSTRACT

It presents a structured model of mathematical calculations for the design of a pump

system designed to transport crude oil from the required nominal capacity. The model consists in creating a fluid transporting system from a predetermined demand. The method for the calculation uses information for the selected fluid, the equipment

1 Jaime Roque Santana Júnior, Graduado em Tecnologia Petróleo e Gás pela Universidade Salgado de Oliveira UNIVERSO e Licenciado em Letras Vernáculas com Inglês/Português e as respectivas Literaturas pela Universidade Católica do Salvador UCSAL

involved, and physical space. With regard to the fluid, the method uses: the relationship between the value being weighed on a scale and the volume that it occupies when fluid housed in a vessel; the action of gravity in the fluid and the active contact of the fluid with the surface of the walls of the pipe. Are considered equipment involved the type of pump and the amount of such equipment to be used; the sole purpose of this article and the pipe which has already established diameter. The choice of suitable pump system to the type of fluid being transported and the physical space where it will be distributed essentially represents the distance between the starting and ending points of the fluid. Therefore, the percentages relating to income: hydraulic, mechanical and volumetric data are of utmost importance in the calculation of power required to identify the type of pump to be used. The convention of some values and concepts of each value facilitate the realization and understanding of the calculations. These information are used as conditions for which the pumping system is scaled from true and purely technical data for the purpose of defining the pump power, the quantity of such equipment and the optimal pumping system.

Words-key: Model; Calculations; Pumping; Oil; System.

INTRODUÇÃO

Demonstrar que é possível dimensionar um sistema de bombeamento de

Petróleo cru a partir da capacidade nominal requerida, utilizando cálculos

matemáticos, no século XXI, no apogeu da informação digital e dos softwares de

engenharia, pode parecer algo surreal, mas não é. A praticidade e a confiabilidade

oferecida por estes aplicativos afasta cada vez mais a comunidade acadêmica e

profissional da importância do saber fazer para determinado fim específico. A

habilidade da manipulação numérica está ficando extinta por conta dos avanços

tecnológicos, e os cursos de engenharia conectam seus alunos, cada vez mais aos

softwares e tutoriais técnicos, mas não se dão conta de que estão colocando no

mercado de trabalho, ano após ano, exímios operadores desses aplicativos.

Nesse sentido, o artigo dá ênfase à manipulação numérica através da

realização de cálculos matemáticos articulados de forma apropriada, e tem o

objetivo de dimensionar o sistema de bombeamento ideal para Petróleo cru. Assim,

utiliza-se de informações como: os locais de origem e destino, o tipo de produto, a

capacidade nominal requerida, o diâmetro da tubulação e o comprimento do

oleoduto. Um esboço apresenta a localização do sistema que realiza as operações de transferência do Petróleo cru, dos tanques de armazenamento da zona portuária para os tanques da refinaria. Essas informações são detalhadas no desenvolvimento deste artigo.

A partir do levantamento dessas informações, dá-se início aos cálculos

matemáticos, articulados de forma sistemática e apropriada a cada fim específico. Os resultados são interdependentes e ao passo que são obtidos, são utilizados nas etapas seguintes, quando necessário. Os cálculos são executados, do capítulo dois ao capítulo oito, com o objetivo principal de identificar, qual o tipo de bomba que irá compor o sistema; qual a potência de cada bomba; qual o tipo de sistema de bombeamento ideal a ser adotado; e em seguida, serão feitas as considerações finais.

1 BREVE HISTÓRICO

O Petróleo é uma fonte versátil de energia e uma matéria prima de alto valor agregado. É um líquido preto, oleoso, de odor desagradável e mais denso que a água. O Betume, o tipo de Petróleo mais denso e viscoso, era utilizado desde a antiguidade por povos persas, mesopotâmicos e egípcios, para pavimentar estradas, revestir paredes, vedar telhados, aquecer e iluminar ambientes. Era utilizado também como lubrificante e laxante.

A industrialização do Petróleo só aconteceu a partir do ano de 1859, por

causa da descoberta de Edwin Drake. Ao perfurar há 21m de profundidade, ele descobriu o primeiro poço com produtividade comercial, na Pensilvânia (EUA). Ao lado do poço, o Petróleo era refinado para a produção de querosene de iluminação.

No início do século XX, a fabricação de veículos motorizados movidos à gasolina, aumentou a demanda e o refino do combustível nos Estados Unidos. Isso contribuiu para o surgimento de grandes companhias como a Shell e a Exxon, que dominam o mercado global atualmente.

Essas companhias investem muito alto na pesquisa e no desenvolvimento de novas técnicas para localizar jazidas de petróleo com viabilidade técnica e econômica que justifique a extração, o tratamento e o refino do Petróleo.

No Brasil a industrialização do Petróleo foi tardia em relação a outros países, iniciou em 1940. O desenvolvimento industrial e a expansão territorial através da construção de estradas aumentou a demanda pelo Petróleo. A dependência global do Petróleo criou dois grupos de países, os grandes produtores e os grandes consumidores ao qual pertence o Brasil, mesmo depois de entrar, em 1997, no grupo dos produtores de mais de 1 milhão de barris por dia.

De acordo ao CENPES (Centro de Pesquisas da Petrobras), a indústria do Petróleo está dividida em três grandes áreas operacionais; são elas: Upstream, o segmento que desenvolve as operações de exploração e produção do Petróleo, “onshore” ou “offshore”; ou seja, na terra ou no mar; Midstream, o segmento que desenvolve as operações de transferência e refino do Petróleo, e Downstream, o segmento que desenvolve as operações de distribuição dos derivados do Petróleo.

O caminho percorrido pelo Petróleo, do poço ao posto de combustíveis, é muito extenso e complexo. Este trabalho se detém ao Midstream, o segmento que desenvolve as operações de transferência do Petróleo cru, dos tanques de armazenamento da zona portuária para os tanques da refinaria. Para realizar essas operações são utilizados vários modais de transporte; dentre eles, os oleodutos se destacam pela segurança e eficiência. São sistemas de bombeamento, compostos respectivamente, por bombas de sucção e descarga, conectadas nas extremidades por extensas linhas de tubulações com diâmetro diferenciado, constituídas de material resistente a temperaturas e pressões elevadas.

2 CRITÉRIOS OPERACIONAIS

Os critérios operacionais apresentam um levantamento de informações que possibilitam a identificação da operação de transferência da capacidade nominal expressa. A operação é realizada no estado da Bahia; o local de origem da operação é o Terminal Marítimo de Madre de Deus TEMADRE, que fica sediada no município que leva o mesmo nome; o local de destino da operação é a Refinaria

Landulfo Alves de Mataripe RELAM, que fica sediada no município de São Francisco do Conde; o produto a ser transferido é o Petróleo cru; a capacidade nominal requerida é o quanto se planeja transferir do local de origem para o local de destino depois de um ano; a tubulação por onde será escoado o Petróleo cru tem o diâmetro especificado em polegadas e o oleoduto em quilômetros, conforme apresentado na (TAB. 1).

As informações coletadas serão utilizadas, somente, como requisitos para que o sistema de bombeamento seja dimensionado, a partir de dados verídicos e puramente técnicos. A escolha desse demonstrativo se deu pelo simples fato desse instrumento técnico, não utilizar-se de informações hipotéticas para o fim ao qual se destina.

de informações hipotéticas para o fim ao qual se destina. A conversão da Capacidade Nominal, de

A conversão da Capacidade Nominal, de m 3 /ano para m 3 /hora, fornece a (vazão) taxa de material escoado através da tubulação em m 3 /hora. Para que isso ocorra será necessário realizar três fases da operação de conversão a partir da capacidade nominal expressa na (TAB.1). As operações de conversão da Capacidade Nominal consistem basicamente em dividir cada valor requerido que for obtido, pelo tempo em escala decrescente; ou seja, de ano para mês e de mês para dia, como está apresentado em cada fase logo abaixo:

1ª fase:

25.920.000 m 3 ano  2.160.000 m 3 mês 12 meses  2ª fase: 2.160.000
25.920.000 m
3
ano
 2.160.000 m
3
mês
12 meses
 2ª fase:
2.160.000 m
3
mês
 72.000 m
3
dia
30
dias
 3ª fase:
72.000 m
3 dia
 3.000 m hora
3
24 horas

Após o desenvolvimento das três fases da conversão o valor obtido é de 3.000 m 3 /hora, a capacidade nominal requerida (vazão) para ser utilizada nos cálculos a seguir.

2.1 VALORES CONVENCIONADOS ATRIBUÍDOS

Foi necessário convencionar alguns valores e atribuí-los para a realização dos cálculos.

Para melhor compreensão serão apresentados, logo abaixo, os conceitos para cada tipo de valor convencionado

Para melhor compreensão serão apresentados, logo abaixo, os conceitos

para cada tipo de valor convencionado atribuído, que foi especificado na (TAB. 2) e

outros conceitos úteis que possam facilitar o entendimento dos cálculos que ainda

serão feitos.

A Massa específica de um determinado fluido é a relação entre o valor da sua pesagem em uma balança e o volume que este fluido ocupa quando acondicionado em determinado recipiente.

O Peso específico de um determinado fluido é a relação entre a sua Massa Específica e a ação da gravidade.

O Coeficiente de atrito é o valor obtido através da medição do contato ativo do fluido com a superfície das paredes da tubulação. Este coeficiente apresenta apenas valor numérico, pois tratar-se de uma grandeza adimensional, por isso é desprovido de unidade.

As pressões, tanto de sucção, quanto de descarga, são absolutas. A pressão denominada absoluta é uma pressão positiva. É a soma da pressão atmosférica do local e a pressão monométrica. A pressão atmosférica é a pressão exercida pelo ar atmosférico sobre qualquer superfície em contato com ele. A pressão monométrica é a pressão medida em relação à pressão atmosférica existente no local; ela pode ser tanto positiva quanto negativa.

A conversão de polegada para metros de diâmetro envolve essas duas unidades com o propósito de obter-se um valor em metros quadrados de diâmetro da tubulação que é fornecido na (TAB. 1) em polegada.

Sobre o cálculo de área, vale ressaltar que este só é possível se for conhecido, previamente, o valor em metros quadrados de diâmetro da tubulação que é fornecido na (TAB. 1) em polegada.

Fluido é toda substância que se deforma quando aplicadas a ele forças em sentidos contrários, porém na mesma direção. Diferente do sólido, o fluido se deforma continuamente enquanto houver forças sendo aplicadas a ele.

2.2 VELOCIDADE DO ESCOAMENTO

É importante salientar que neste momento, ainda não existe um tipo de

bomba definido, mas determinar qual a velocidade do escoamento ideal neste

momento dos cálculos poderá influenciar diretamente na escolha do tipo de bomba,

na quantidade desses equipamentos que serão utilizados e o tipo de sistema

(paralelo ou em série) que será adotado.

Para obtermos a velocidade do escoamento precisamos relacionar vazão e

área conforme o cálculo abaixo:

Fórmula : V

Q

A

V

3.000 m 3 h 1,42 m 1 km 0,00142 km 3.600 s   
3.000 m
3
h
1,42
m
1 km
0,00142
km
3.600 s
5.122 km h
0,586 m
2
s
1.000 m
s
1 h

Até aqui, sabe-se que para escoar a capacidade nominal requerida de 3.000

m 3 / hora, é necessário um sistema de bombeamento que desloque o fluido dentro da

tubulação do oleoduto a uma velocidade de 5.122 km/h.

2.3 CÁLCULO DA PRESSÃO DE CHEGADA

“O estudo da transmissão de pressão e de algumas de suas consequências tecnológicas resulta do Princípio de Pascal”. (Gaspar, 2008, p.198). O Princípio de Pascal revela que ao aplicarmos uma variação de pressão a um fluido acondicionado num tanque ou em outro recipiente qualquer, desde que o recipiente esteja fechado a variação da pressão será transferida para todas as partes do fluido.

Para o desenvolvimento dos cálculos de coversão da pressão de chegada a (TAB. 2) apresenta o valor convencionado atribuído da pressão de sucção (P1) que

é de 110.000 Pascal e a pressão de descarga (P2) que é de 1.100.000 Pascal. A

partir de cada valor será encontrado mais a pressão de chegada, ideal para nosso

sistema de bombeamento. Os dados obtidos através de cálculos até este ponto serão substituídos na Equação de Bernoulli.

Sobre a equação do matemático e engenheiro hidráulico, Daniel Bernoulli, é importante ressaltar que ele fez considerações sobre a energia aplicada ao escoamento de fluidos que não podem ser comprimidos, que não executam movimento de rotação durante o escoamento e que não são viscosos. Ele conseguiu estabelecer a relação entre pressão, velocidade e altura; observadas entre dois pontos de uma tubulação.

As considerações feitas por Bernoulli nos permite inferir que as extremidades da tubulação podem apresentar diferencial de pressão, e a altura da primeira extremidade em relação à segunda, pode ser diferente. Esses fatores não irão

influenciar no escoamento, mas se as pressões contra as paredes da tubulação sofrerem variações; isso irá implicar diretamente na variação da velocidade do fluido

e interferir no escoamento.

P 1 C 1 2 Fórmula :    2 g 110.000 P a
P
1
C
1
2
Fórmula
:
2 g
110.000 P a
 
0
0
8.450 N m
3
P 2 C 2 2 Z 1    Z  f 2 
P
2
C
2
2
Z 1
 Z  f
2
;
2 g
P 2
1,42
2
10.000
8.450 N m
3
2
 10

m

14,318

m

P 2 1,42 m s 2 13,0178  3  ; 8.450 N m 20
P 2
1,42 m s
2
13,0178 
3 
;
8.450 N m
20
 10014,318
2,0164
P 
2
100014,38
13,0178
8.450
20
P  2 100014,38  13,0178   8.450 20 N m 3 ;  84510141,0

N m

3 ;

84510141,0 Pa 84,51014 MPa;

84510141,0

Pa

0,00001

Bar

1 Pa

845,10 Bar

Pressão de chegada: 845,10 Bar

Os cálculos mostram a curva do sistema sem levar em conta a altura monométrica, já que, a tubulação do oleoduto permanece no mesmo nível da produção até o ponto de inclinação para cima em direção a Refinaria Landulfo Alves de Mataripe como podemos perceber na (FIG.1).

2.4 CÁLCULO DA PERDA DE CARGA

Neste capítulo a perda de carga será calculada em função da altura do reservatório que possui um total de 3.550m acima do nível do sistema de bombas. Nos escoamentos semelhantes à movimentação do fluido não se mantém constante, dada a inclinação para cima da tubulação do oleoduto próximo ao local de destino do fluido, o que resulta na perda de carga.

Portanto, para efeito do cálculo da perda de carga, duas informações essenciais sobre a disposição do sistema apresentado na (FIG.1), precisam ser analisadas. A primeira informação é o nível das bombas de sucção e descarga que estão localizadas na produção a 1.450m dos tanques do TEMADRE. A segunda informação, tão importante quanto, a primeira, é a altura do reservatório situado no local de destino para armazenar o fluido transferido.

Após a análise da (FIG.1), deduz-se que o escoamento não se mantém constante por causa da mudança de nível da tubulação do oleoduto, o que resulta na inclinação vertical para cima, em um trecho específico numa extensão de 14,318m, entre a produção e o tanque de armazenamento situado no local de

destino, vai influenciar diretamente na redução do trabalho de movimento do fluido dentro da tubulação do oleoduto e consequentemente, na perda de carga.

Para calcular a perda de carga; ou seja, degradação de energia de movimento do fluido, entre dois pontos de uma tubulação é a equação de Darcy- Weisbach.

A Equação de Darcy-Weisbach leva o nome de dois grandes engenheiros hidráulicos do século XX, ela tem uma longa história de desenvolvimento até chegar à equação abaixo. O seu uso requer uma grande quantidade de operações e tornou- se mais frequente após o surgimento das calculadoras eletrônicas; ela foi considerada pela comunidade acadêmica e profissional, como padrão por causa da sua ampla faixa de aplicação e precisão geral.

Na prática, em termos específicos, a análise do escoamento em tubos envolve basicamente três grandezas a serem calculadas; são elas: o diâmetro da tubulação, a vazão e a perda de carga.

o diâmetro da tubulação, a vazão e a perda de carga. Após a substituição das informações

Após a substituição das informações para cálculo da perda de carga na Equação de Darcy-Weisbach, as operações são executadas e tem-se o valor de 14,318m onde ocorre a perda de carga, localizada no trecho onde existe uma inclinação para cima, próximo ao tanque da RELAM, como pode ser observado na (FIG.1).

Equação de Darcy-Weisbach para cálculo da perda de carga:

f

0,0826

cf LT

3

Q D m m

f

Cálculo:

0,0826

0,012

f 14,318 m

10.000

m

;

0,833

3

0,8636

14,318 m

2.5 CÁLCULO DA ALTURA MONOMÉTRICA

3 0,8636  14,318 m 2.5 CÁLCULO DA ALTURA MONOMÉTRICA A disposição do sistema de bombeamento

A disposição do sistema de bombeamento apresenta o reservatório do Terminal Marítimo de Madre de Deus antes do sistema de bombeamento, denominado produção. A produção é o sistema de bombas, que faz a sucção do fluido por uma tubulação de 1,45km e faz a descarga por outra tubulação que mede 5km horizontal e 3,55km de tubulação inclinada para cima, em direção ao reservatório da Refinaria Landulfo Alves de Mataripe.

Os cálculos mostram a curva do sistema sem levar em conta a altura monométrica, já

Os cálculos mostram a curva do sistema sem levar em conta a altura monométrica, já que o duto está no mesmo nível da produção por 5 km em direção a Refinaria Landulfo Alves de Mataripe. A altura monométrica corresponde à variação de energia de movimento do escoamento e é representada pelas letras Hu que significam Head útil.

Os valores apresentados nas (TAB.2) e (TAB.3) serão substituídos na fórmula para cálculo da altura monométrica.

P 2  P 1 Fórmula : Hu   Z 1  Z 2
P 2
 P 1
Fórmula : Hu 

Z
1 
Z 2

f
;
1.100.000
Pa 
11.000
Pa
Hu
8.450
N m
3
3.550
m 
14,318
m
Hu
 3.681,47 m

3.681,47 m

2.5 CÁLCULO DA POTÊNCIA DA BOMBA

Os dados referentes aos rendimentos: hidráulico, mecânico e volumétrico; possibilitam o cálculo da potência requerida para o tipo de bomba a ser utilizada.

Segundo MOREIRA 2009, As bombas operam potência relacionada diretamente ao escoamento do fluxo. Elas estão divididas em dois tipos de máquinas: as máquinas operatrizes e as máquinas motrizes. A diferença entre os dois tipos, está na forma como elas se relacionam com a potência. Ao passo que as máquinas operatrizes transferem potência a um escoamento de fluido, as máquinas motrizes fazem justamente o contrário, absorvem potência deste escoamento.

As máquinas operatrizes podem operar movimentando e comprimindo fluidos simultaneamente ou realizar uma operação de cada vez. Destacam-se realizando este tipo de operação as bombas centrífugas.

realizando este tipo de operação as bombas centrífugas. (FIGURA 2) – Bomba Centrífuga tipo Back Pull

(FIGURA 2) Bomba Centrífuga tipo Back Pull Out

As máquinas motrizes desempenham uma função muito importante dentro do sistema de bombeamento; trata-se da sua capacidade de disponibilizar potência num eixo partindo do escoamento de fluidos através da sua parte interna. Destacam- se realizando este tipo de operação, as turbinas a vapor e a gás.

Destacam- se realizando este tipo de operação, as turbinas a vapor e a gás. (FIGURA 3)

(FIGURA 3) Turbina a vapor Mitsubishi

Os valores para cálculo da potência da bomba, apresentados na (TAB.5) serão substituídos na fórmula

Os valores para cálculo da potência da bomba, apresentados na (TAB.5) serão substituídos na fórmula e realizados em duas fases.

W

0,001

Q Hu

Vol H Mec

1ª fase:

W

0,001

8.450

N m

N m

3

0,833

3

 0,833 3 m s

m s

3.681,47

m

 

0,95

0,79

0,96

 

W

W

2ª fase:

35.966,74

MW

1.000

KW

1 MW

3.596.674,00 KW

3.596.674,00 KW

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Após a realização dos cálculos, entende-se que é possível dimensionar um sistema de bombeamento de Petróleo cru a partir da capacidade nominal requerida, utilizando cálculos matemáticos.

Informações indispensáveis como os critérios operacionais e os valores convencionados atribuídos, foram extremamente importantes para o resultado obtido. A partir do levantamento dessas informações e a aplicação nas fórmulas para cálculo, foi possível identificar o tipo de bomba para compor o sistema, a potência de cada bomba e o sistema de bombeamento ideal a ser adotado. Todavia, a potência requerida pela bomba, obtida nos cálculos é muito alta. Portanto, será necessário calcular novamente a potência da bomba usando como rendimento, apenas, o percentual de 95% correspondente ao rendimento volumétrico.

A situação exige um estudo de viabilidade econômica, uma vez que, a altura monométrica é muito elevada e esta característica aponta para a escolha de bombas volumétricas. A quantidade desses equipamentos, só poderá ser definida após o cálculo da potência da bomba usando o percentual de rendimento volumétrico mencionado no parágrafo anterior.

Neste sentido conclui-se que o sistema de bombeamento de petróleo cru a partir da capacidade nominal requerida, ideal a ser adotado, é o sistema de bombeamento em paralelo, composto por bombas volumétricas.

REFERÊNCIAS

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<http://www.petrobras.com.br>. Acesso em: 11 Mai. 2016.

APOSTILA. Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo. Mecânica dos Fluidos. Disponível em:

<http://www.engbrasil.eng.br/pp/mf/aula2.pdf>, Acessado em: 16 Abr. 2016.

APOSTILA. Hidrodinâmica. Disponível em:

hidrodinamica_aula_022.pdf>, Acessado em: 25 Mar. 2016.

APOSTILA. Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo. Mecânica dos fluidos. Definição de mecânica dos fluidos. Sistema de unidades.

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APOSTILA. Medida de perda de carga distribuída. Disponível em:

, Acessado em: 25 Mar. 2016.

APOSTILA. Perda de carga. Disponível em:

anuel%20Barral.pdf>, Acessado em: 25 Mar. 2016.

BRUNETTI, Franco. Mecânica dos Fluidos. 2ª Ed. revisada São Paulo. Disponível em:

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MOREIRA, Jeã Carlos S. Apostila de Bombas Industriais. Salvador: Operações de Refino, Processamento de Petróleo e Gás Natural II, 2009.

ROITMAN, Valter. Apostila do Curso de formação de operadores de refinaria:

Operações unitárias Curitiba: PETROBRAS: UnicenP, 2002. Disponível em: < http://www.tecnicodepetroleo.ufpr.br/apostilas/petrobras/operacoes_unitarias.pdf>, Acesso em: 11 Mai. 2016.

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SITE DE DESENVOLVIMENTO DE SOLUÇÕES CUSTOMIZADAS. Equação de Darcy Weisbach uma solução às limitações das equações de Hazen Williams.

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SITE EDUCACIONAL. Propriedades Físicas. Disponível em:

SITE EDUCACIONAL. Física. Equação de Bernoulli. Disponível em:

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SITE EDUCACIONAL. Física. Equação de Bernoulli. Disponível em:

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SITE EDUCACIONAL. Química. Mecânica dos fluidos. Cálculo da perda de carga. Disponível em: