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1º Ciclo 1ª Edição Julho-2016 - Conhecendo a Família das Cordas - Breve história -
1º Ciclo 1ª Edição Julho-2016 - Conhecendo a Família das Cordas - Breve história -
1º Ciclo 1ª Edição Julho-2016 - Conhecendo a Família das Cordas - Breve história -
1º Ciclo 1ª Edição Julho-2016 - Conhecendo a Família das Cordas - Breve história -
1º Ciclo
1º Ciclo

1ª Edição

Julho-2016

- Conhecendo a Família das Cordas - Breve história - O violino - A viola
- Conhecendo a Família das Cordas
- Breve história
- O violino - A viola - O violoncelo
- Principais partes do instrumento
de arco moderno
- A Espaleira
- Cordas - Arco - Breu
- Ajustes e cuidados
- Arcadas - Golpes de arco
- Consciência Corporal - Postura

Prefácio

Nos últimos anos, tem-se usado uma série de combinações dos mais variados métodos para o ensino prático dos instrumentos, favorecendo e sugerindo uma aprendizagem mais individualista, de um modo geral, uma vez que cada instrutor fica livre para utilizar os métodos que melhor lhe convier em suas aulas e avançar de acordo com o progresso individual de cada aluno, o que, por conseguinte, pode resultar num corpo musical instável com pensamentos individualistas. Por isso a essência deste trabalho, é padronizar a metodologia de ensino e o material didático utilizado pelos instrutores com o foco principal no hinário, já que, apesar de boa parte dos exercícios serem elaborados com base nos principais métodos tradicionais da literatura musical de cada instrumento, outra boa parte dos exercícios será, também, extraída dos próprios hinos, favorecendo e propondo uma aprendizagem coletiva, uma vez que o avanço dependerá do progresso do grupo de alunos, e que, por consequência, semeia desde o início, já nas primeiras lições, um pensamento coletivo, uma das qualidades indispensáveis a qualquer bom corpo musical.

Sumário

Prefácio

 

1

Introdução

3

Conhecendo um pouco sobre as Famílias das Cordas

4

Breve história

 

5

O

violino

8

A

viola

9

O

violoncelo

10

Principais partes de um instrumento de arco moderno

11

Produção sonora nos instrumentos de arco modernos

12

Relação de medidas dos instrumentos de arco modernos

13

Espaleira

 

15

Cordas

16

O

Breu

17

Ajustes e cuidados

 

19

O

arco

21

Produção sonora: arcadas e golpes de arco – articulação

24

Consciência corporal e seus benefícios

26

Postura: posicionamento do violino e viola

28

Posicionamento do violoncelo

 

31

Empunhadura do arco de violino e viola

32

Empunhadura

do

arco

de

violoncelo

35

EXERCÍCIO 01

- RITMOS

37

EXERCÍCIO 02 – MOTIVOS RÍTMICOS

38

EXERCÍCIO 03 – MOTIVOS RÍTMICOS

40

3

Introdução

Estas Bases para o Estudo Prático dos Instrumentos de Arco, não visa formar músicos profissionais, mas sim proporcionar o desenvolvimento da técnica básica, para a execução de hinos com perfeição, através da conscientização corporal num contexto geral, como também da musculatura e articulações envolvidas diretamente no processo de tocar (estudar) um instrumento de arco, correlacionando-a diretamente com as práticas mais comuns do nosso dia-a-dia, facilitando, assim, a compreensão e aplicação dos exercícios necessários para o desenvolvimento dessa técnica.

Busca, também, despertar a curiosidade para que os alunos continuem pesquisando, além de incentivar a apreciação de obras do repertório específico do instrumento, camerístico e sinfônico, (gênero intimamente relacionado ao estilo sacro) essencial para a boa formação musical de qualquer músico, visando apurar os sentidos, principalmente o auditivo, para que se desenvolva uma sensibilidade musical e senso autocrítico necessários como referência (estímulo) para que se busque a melhor e mais natural execução musical, através de boa postura, produzindo o melhor som e afinação.

4

Conhecendo um pouco sobre as Famílias das Cordas

Com o passar dos tempos, a crescente evolução dos instrumentos levou ao surgimento de novos instrumentos, o que resultou em instrumentos que possuíam certo número de características em comum como, por exemplo, o formato semelhante, o método de produção do som, entre outras, havendo, assim, a necessidade de separá-los em famílias. A classificação mais simples divide-os em instrumentos de percussão, de sopros e de cordas, porém essa classificação é imprecisa em certos casos como, por exemplo, o do piano que é um instrumento de percussão e também de cordas. Em 1914, Erich von Hornbostel e Curt Sachs divulgaram um sistema de classificação que procura evitar essas ambiguidades. Nesse sistema, os instrumentos são classificados, de acordo com o que realmente produz o som, em aerofones (sopros em geral), idiofones (percussão sem pele em geral), membranofones (percussão com pele em geral) e cordofones (cordas em geral), que engloba os instrumentos que serão apresentados a seguir e se divide nas seguintes subcategorias:

- Instrumentos de cordas Pinçadas (Harpa, Violão, Alaúde, Cravo);

- Instrumentos de cordas Percutidas (Piano, Piano forte, Berimbau);

- Instrumentos de cordas Sopradas (Harpa Eólica);

- Instrumentos de cordas Friccionadas, ou família do violino, ou instrumentos de arco (Violino, Viola, Violoncelo, Contrabaixo);

Nos instrumentos de cordas pinçadas, o som é produzido no momento em que a corda é tangida com os dedos, unhas ou plectros (um tipo de unha, geralmente de plástico, que conhecemos hoje em dia como palheta, usada por quem toca violão ou guitarra elétrica, entre outros);

Já nos instrumentos de cordas percutidas o som é produzido quando a corda é percutida por um martelo (feito de lã de carneiro, como o que é utilizado no Piano), por uma baqueta, ou com o próprio arco.

Sobre os instrumentos de cordas sopradas, o som é produzido com a corrente de ar.

Nos instrumentos de cordas friccionadas, a emissão de som acontece, quando as cerdas (geralmente crina de cavalo) do arco desliza sobre a corda. É interessante ressaltar que as cerdas são alinhadas em filamentos e, para ficarem mais aderente a corda, precisam ser revestidas por uma resina chamada breu, que será apresentada logo mais neste trabalho.

Neste livro serão apresentados os instrumentos de cordas friccionadas, que trataremos por instrumentos de arco e é o foco de estudo deste trabalho.

5

Breve história

O nome violino surge como diminutivo da palavra viola derivada do Espanhol vihuela, do antigo Provençal viol e do latim medieval vitula que tem relação com o verbo vitulari – “estar em festa, exultar, regozijar-se” – que também originou a palavra, em inglês, fiddle, usada nos países anglo-saxônicos para identificar, genericamente, todos os antecessores do moderno violino. O termo ainda é usado atualmente para designar o violino no contexto da música popular e folclórica. Já na França, a vielle foi o nome genérico de todos os antecessores do violino, trata-se de um instrumento de cordas friccionadas por arco que surgiu juntamente com a rebec na Europa medieval entre os sécs. VIII e IX, e ambos foram matrizes donde derivariam a lira da braccio, um dos principais ancestrais do violino.

matrizes donde derivariam a lira da braccio , um dos principais ancestrais do violino. Fig. 1

Fig. 1 - Vihuela

matrizes donde derivariam a lira da braccio , um dos principais ancestrais do violino. Fig. 1

Fig. 2 - Vielle

6

6 Fig. 3 - Viol Fig. 4 – Rebec Fig. 5 – Lira da Braccio

Fig. 3 - Viol

6 Fig. 3 - Viol Fig. 4 – Rebec Fig. 5 – Lira da Braccio

Fig. 4 – Rebec

6 Fig. 3 - Viol Fig. 4 – Rebec Fig. 5 – Lira da Braccio

Fig. 5 – Lira da Braccio

7

A palavra viola também foi usada, antes do séc. XVI, para identificar, genericamente, qualquer instrumento de arco e, até fins do séc. XVI, haviam mais de dez instrumentos com o nome de

viola, entre eles: viola soprano, viola tenor, viola lira ou bastarda, viola baixo ou da gamba (antecessora do violoncelo), division viol (viola baixo de tamanho menor) e a viola contrabaixo ou violone (antecessora do contrabaixo) formando a família da viola, que se desenvolveu antes da atual família do violino, e por esta foi amplamente substituída a partir do séc. XVII; além das violas d’amore e da braccio, também chamada lira da braccio (da qual resultaram o violino e a viola modernos). Posteriormente, os italianos adicionaram o sufixo diminutivo cello

à palavra violone (aumentativo de viola) originando o nome violoncello que significa pequeno violone.

(aumentativo de viola ) originando o nome violoncello que significa pequeno violone. Fig. 6 - Família

Fig. 6 - Família da viola

8

O violino

Instrumento que corresponde ao soprano da família do violino. Os primeiros foram feitos na Itália em meados do século XVI, evoluindo de antecessores como a rebec, a vielle e a lira da braccio. A arte de fabricar violinos de primeira classe foi, por 200 anos, atribuída a três famílias de Cremona – os Amati, Guarnieri e Stradivari (de que a latinização deu Stradivarius). O violino se manteve inalterado por 400 anos, com exceção da utilização de cordas mais finas e de um cavalete mais alto no século XIX.

cordas mais finas e de um cavalete mais alto no século XIX. Fig. 7 - Stradivarius

Fig. 7 - Stradivarius

Tem longa história na execução da música folclórica, que vem desde seus antecessores (como a vielle). Durante o século XVII, substituiu a viola soprano na música de câmara, e tornou-se o fundamento da orquestra. Na orquestra moderna, os violinos são divididos em duas seções – primeiros e segundos violinos –, as quais se distinguem, em certa medida, pelo fato os primeiros tocarem as partes mais agudas e os segundos, as mais graves. O repertório de música escrita para o violino é enorme, e cresceu ainda mais depois que Paganini revelou todas as suas possibilidades virtuosísticas. Inclui concertos de Bach, Vivaldi, Beethoven, Brahms, Tchaikovsky, Mendelssohn, Bruch, Berg – e Paganini.

9

A viola

A viola, como a conhecemos hoje (também conhecida por viola de arco, viola clássica ou

sinfônica, alto – em italiano, bratsche – em alemão, entre outros nomes), teve suas bases do modelo moderno estabelecidas a partir de meados do séc. XVII pelas famílias Amati, Guarneri

e Stradivari. É o instrumento intermediário entre o violoncelo e o violino na família dos

instrumentos de arco, e a este último se assemelha visualmente (cerca de 7,5cm mais comprida) e na maneira de se tocar, entretanto tem um timbre caracteristicamente mais encorpado, doce, menos estridente e mais grave, além de possuir notável poder expressivo de acento mais suave, recolhido e melancólico; qualidades extremamente emotivas bastante apreciadas por grandes compositores que escreveram obras muito importantes, tais como o concerto em sol maior de G. P. Telemann, o concerto de C. Stamitz, as sonatas com piano de J. Brahms, as suítes para viola solo de M. Reger, os concertos de P. Hindemith, W. Walton e

B. Bartok, entre outras.

de P. Hindemith, W. Walton e B. Bartok, entre outras. Fig. 8 - Comparação entre o

Fig. 8 - Comparação entre o violino (acima) e a viola (abaixo)

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O violoncelo

Instrumento que corresponde ao baixo da família do violino, normalmente, abreviado como “cello”. Datando do final do séc. XVI, o tamanho do instrumento variou bastante durante os sécs. XVI e XVII; grande parte dos modelos era consideravelmente maior que o tamanho padrão moderno fixado por Stradivari c.1710. Foi Stradivari quem estabeleceu no final do séc. XVII as bases do modelo utilizado hoje em dia. Por volta dessa data o termo violoncelo passou a ser adotado universalmente. Antes disso era conhecido por “violoncino”, “violone”, “bass de violin”, “bass violin”.

O instrumento mais antigo que sobrevive até hoje foi obra de Andrea Amati (1572), sendo parte de uma encomenda de vários instrumentos para Charles IX, rei da França (1560-1574).

Pequenas alterações têm sido feitas até o presente. Um dos feitos mais importantes foi, sem dúvida, a invenção do espigão por Adrien Servais (1845). Isso possibilitou uma maior estabilidade das mudanças de posição e também ofereceu maior liberdade para a mão esquerda e proporcionou maior confiança ao executante e, portanto, uma sonoridade mais plena.

Durante o séc. XVIII se destacaram grandes compositores que escreveram para o instrumento:

Bocherini escreveu sonatas e concertos, Haydn escreveu concertos, dos quais dois se conservam, e Beethoven um concerto tríplice com violino e piano, além de importantes sontatas, no que foi seguido por Mendelssohn, Chopin, Brahms, entre outros. Bach escreveu música para violoncelo sem acompanhamento em suas seis suítes; mas esse meio de expressão só viria a encontrar novos adeptos no séc. XX com Roger e Kodaly. O repertório romântico de concertos para violoncelo consiste de três obras importantes, de Schumann, Dvorak e Elgar; entre os compositores mais recentes que produziram obras para violoncelo e orquestra destacam-se Prokofiev, Shostakovich e Britten.

Fig. 9 - Violoncelo
Fig. 9 - Violoncelo

11

Principais partes de um instrumento de arco moderno

O tampo e o fundo, geralmente são construídos com a junção de duas partes simétricas (mesma largura) de madeira coladas uma na outra, e podemos observar essa junção através de uma linha central em ambos; é um pouco menos comum, mas não raro, também encontrarmos fundos construídos em peças inteiras.

Em seu interior encontramos dois blocos em madeira maciça, um na parte superior para fortalecer o assentamento do braço, e o outro na parte inferior para segurar o botão que sustenta o rabicho. Há também outros quatro blocos nas laterais na região dos “CsC, onde as madeiras se juntam, que fortalecem essas partes do instrumento. Também podemos observar: a barra harmônica - uma ripa de madeira (geralmente a mesma utilizada na construção do tampo) em forma de arco colada por baixo no tampo, do lado esquerdo (lado das cordas graves), embaixo do pé do cavalete e orientada no sentido das cordas; e a alma - um cilindro de madeira encaixado verticalmente entre o tampo e o fundo, no lado direito (lado das cordas agudas) e também na direção, do pé do cavalete, porém posicionada um pouco mais para trás.

Externamente, além das partes apresentadas na figura abaixo, também temos as cordas, o cavalete, o estandarte, o rabicho, o apoio do queixo (também conhecido como queixeira), no caso dos violinos e violas e o espigão, no caso dos violoncelos e contrabaixos.

dos violinos e violas e o espigão, no caso dos violoncelos e contrabaixos. Fig. 10 -

Fig. 10 - Partes de um instrumento de arco

12

Produção sonora nos instrumentos de arco modernos

É possível se produzir sons pinçando as cordas com os dedos, ou até mesmo percutindo-as

com a vareta do arco, mas a maneira mais comum é através da fricção do arco sobre as cordas que ficam tensionadas e apoiadas sobre o cavalete (ponte) que, por sua vez, capta as

vibrações emitidas e as transmite para o interior da caixa acústica onde a barra harmônica, que além de fornecer suporte mecânico à estrutura do instrumento, harmoniza essas vibrações e faz vibrar o tampo harmônico (superior), como se fosse uma membrana (assim como acontece nos autofalantes) e, por fim, a alma, que além de ligar mecânica e acusticamente os dois tampos, suportar a força exercida pelas cordas sobre o tampo superior

e distribuir parte desse esforço ao tampo inferior, transmite essas vibrações para o tampo

inferior (que é mais rígido), resultando na vibração de todo o corpo do instrumento de modo que o som ressoe para fora, sendo que boa parte sai pelos “Efesf.

para fora, sendo que boa parte sai pelos “ Efes ” f . Fig. 11 -

Fig. 11 - Cavalete, barra-harmônica e alma

sai pelos “ Efes ” f . Fig. 11 - Cavalete, barra-harmônica e alma Fig. 12

Fig. 12 - "Efes", pés do cavalete e alma

13

Relação de medidas dos instrumentos de arco modernos

Com a crescente popularização desses instrumentos, principalmente após a Revolução Industrial, onde a mecanização tornou possível a produção em larga escala de todos os instrumentos, há a necessidade de se ter instrumentos menores que os normais em virtude das diversas estaturas das pessoas, principalmente quando se trata de crianças. A seguir, uma tabela comparativa com as medidas mais usuais dos instrumentos e arcos.

 

VIOLINO

Tamanho

Comprimento da caixa de Ressonância / CM

Comprimento do Arco / CM

1/4

27,0 a 28,0

55

1/2

30,0 a 32,0

63

3/4

33,0 a 34,0

69

4/4

35,0 a 36,0

74,5

 

VIOLA

Tamanho

Comprimento da caixa de Ressonância / CM

Comprimento do Arco / CM

3/4

35,6

74

4/4

38,0 a 42,0

74

 

VIOLONCELO

Tamanho

Comprimento da caixa de Ressonância / CM

Comprimento do Arco / CM

1/4

58

59

1/2

65

63

3/4

69

67

4/4

75,5

71,5

/ CM 1/4 58 59 1/2 65 63 3/4 69 67 4/4 75,5 71,5 Fig. 13

Fig. 13 - Tamanhos de Violinos

14

14 Fig. 14 - Tamanhos de violas Fig. 15 - Estilos e tamanhos padrão do Violoncelo

Fig. 14 - Tamanhos de violas

14 Fig. 14 - Tamanhos de violas Fig. 15 - Estilos e tamanhos padrão do Violoncelo

Fig. 15 - Estilos e tamanhos padrão do Violoncelo

15

Espaleira

É um acessório feito de material macio, normalmente uma espuma mais consistente, colado

numa outra parte que pode ser de plástico, madeira, metal, fibra de carbono, entre outros materiais, e, geralmente, possui formato anatômico, tendo, em suas extremidades, hastes com regulagem de altura que se encaixam nas bordas inferiores do fundo do instrumento. É usada pela grande maioria dos músicos violinistas e violistas e serve para apoiar o instrumento no ombro e diminuir a distância entre o mesmo e o queixo do músico, afim de aliviar a tensão, no ombro e no pescoço, causada pela necessidade de pressionar a cabeça e levantar o ombro contra o instrumento para mantê-lo na posição de tocar.

A escolha da espaleira é bastante pessoal e não existe a melhor ou a pior, mas sim aquela que proporcione o máximo de conforto na hora de tocar. Atualmente há vários modelos de

espaleiras disponíveis no mercado, as mais tradicionais são: a Wolf (Alemã) e a Kun (Canadense).

mais tradicionais são: a Wolf (Alemã) e a Kun (Canadense). Espaleira Kun (Canadense) Espaleira Wolf (Alemã)

Espaleira Kun (Canadense)

são: a Wolf (Alemã) e a Kun (Canadense). Espaleira Kun (Canadense) Espaleira Wolf (Alemã) Fig. 16

Espaleira Wolf (Alemã)

Fig. 16 - Tipos de espaleiras

16

Cordas

Há uma grande variedade de cordas, que podem ser feitas de fibra vegetal (sisal, cânhamo, cascas de plantas, tiras de bambu), de fibra animal (cerda, tripa, pele), ou do reino mineral (bronze, aço, latão, ferro), podendo ainda assumir formas mistas (tripa revestida de prata, aço forrado com seda e revestido a prata), sendo que estas últimas, as mistas e as do reino mineral, são as mais comuns usadas hoje em dia nos instrumentos modernos.

O equilíbrio timbrístico do instrumento depende também da qualidade das cordas, caso uma se rompa, se for substituída somente a que se rompeu, não haverá grande aproveitamento da corda nova com as cordas mais antigas.

Uma boa corda apresenta bons resultados em instrumentos de qualidade mais elevadas, porém em instrumentos mais simples, esses resultados não são tão perceptíveis.

mais simples, esses resultados não são tão perceptíveis. Fig. 17 - Imagem de microscopia eletrônica de

Fig. 17 - Imagem de microscopia eletrônica de uma corda Ré ampliada 90x (esq.) e uma corda Lá quebrada ampliada 200x (dir.). Podemos observar a natureza composta das cordas Lá e Ré do violino, com uma corda central e um bordão em forma de fita enrolado por cima. Este artifício é utilizado para aumentar a densidade linear de massa, sem, no entanto, perder flexibilidade nas cordas destinadas a produzir sons graves. As imagens foram obtidas num equipamento Zeiss do Laboratório de Microscopia Eletrônica, IFSC, USP.

17

O Breu

O breu é, basicamente, um composto de uma resina extraída de árvores, e serve para gerar

aderência entre a crina do arco e as cordas, ajudando no manuseio do arco e produzindo assim o som. Alguns compostos contêm mais álcool que outros, resultando em breus negro, intermediário e amarelo. Há quem diga que breus mais escuros não produzem tanto pó e são

mais indicados para cordas de aço, que não precisam de um poder de aderência muito forte,

e breus mais claros são mais indicados para cordas sintéticas que exigem uma aderência maior.

Existem vários tipos de breu e sua escolha, além de muito pessoal, deve considerar aspectos importantes como, por exemplo, o tipo de corda (alumínio, aço, perlon ou tripa), o tipo da crina do arco (animal ou sintética), o clima onde se toca e até mesmo questões alérgicas.

o clima onde se toca e até mesmo questões alérgicas. Fig. 18 - Extração da resina

Fig. 18 - Extração da resina

o clima onde se toca e até mesmo questões alérgicas. Fig. 18 - Extração da resina

Fig. 19 - Fabricação do breu

18

18 Fig. 20 - Breu claro (amarelo) Fig. 21 - Breu intermediário (marrom) Fig. 22 -

Fig. 20 - Breu claro (amarelo)

18 Fig. 20 - Breu claro (amarelo) Fig. 21 - Breu intermediário (marrom) Fig. 22 -

Fig. 21 - Breu intermediário (marrom)

18 Fig. 20 - Breu claro (amarelo) Fig. 21 - Breu intermediário (marrom) Fig. 22 -

Fig. 22 - Breu escuro (negro)

19

Ajustes e cuidados

Atualmente muitos instrumentos são produzidos em fábricas, em larga escala, com o uso de máquinas, o que resulta, em sua grande maioria, instrumentos com sonoridade desequilibrada e por isso precisam ser ajustados. Para isso é necessário realizar a sonorização

do instrumento, que consiste no ajuste de dois itens essenciais, alma e cavalete (na maioria

dos casos costumam ser trocados), e mais três que, eventualmente, também costumam ser trocados: pestana e cravelhas em ébano e, mais raramente, a barra harmônica. Levando-se a um profissional da área (conhecido como luthier ou liutaio) é possível realizar esses ajustes.

O encordoamento do instrumento, bem como a crina do arco devem ser trocados

periodicamente; a escolha das cordas deve ser algo consciente, sendo que a preferência timbrística do músico tem grande importância. Já a troca da crina do arco deve ser feita por um profissional da área, o archetier.

Uma pequena observação quanto aos cuidados com o arco: jamais deve ser guardado dentro

de sacos plásticos e, para o mesmo não perder a rigidez estrutural, a crina deve ser afrouxada

toda vez que não estiver em uso.

A crina, assim como nosso cabelo, é composta de várias escamas (invisíveis a olho nu) que,

em contato (atrito) com as cordas a fazem vibrar, por isso, para uma boa utilização do breu,

recomenda-se apertar o arco até o ponto em que a crina não toque na madeira e então passar

o arco sobre o breu (e não o breu sobre o arco), fazendo um movimento, não muito rápido,

de velocidade constante, partindo do talão em direção a ponta do arco e não o contrário.

Assim haverá uma melhor absorção do breu pelas escamas da crina, e o mesmo será distribuído por igual em todo o arco.

Não existe uma quantidade padrão, pois isso varia de músico para músico e há quem diga que

de 5 a 10 passadas já são suficientes, porém o excesso de breu pode resultar num som

“arenoso” e com apitos. É importante alertar, também, sobre a importância de girar o breu regularmente a cada passada, afim de evitar que a crina passe sempre no mesmo lugar e abra

uma “vala” no breu, reduzindo, assim, sua vida útil.

É importante conservar o instrumento sempre limpo, e a limpeza consiste em retirar com uma flanela macia, seca e limpa, as marcas de dedo, resíduos e o pó do breu que ficam espalhados pelo instrumento, nas cordas e no arco, sempre antes de guardar o instrumento, já que esse

pó se derrete com o calor e cria uma crosta que mancha o instrumento e dificulta a limpeza

posteriormente.

Deixar o instrumento sujo de breu, é sinônimo de falta de higiene, isso sem esquecer que o

pó do breu queima o verniz do instrumento, que tem como função proteger e garantir a

qualidade e vida útil da madeira. Além disso, o acúmulo de resíduos de breu e a sujeira

20

resultam impurezas, provavelmente, gerando fungos, além de oxidar as cordas reduzindo o tempo de vida útil da mesma.

21

O arco

Para um estudo consciente e fundamentado precisamos compreender aspectos importantes:

sua origem e seu funcionamento. Ao pesquisar sobre sua origem surge a pergunta: Por que Arco? Encontramos a resposta na antiguidade, onde músicos faziam uso de um artefato para produzir som que muito se assemelhava ao arco que era utilizado para arremessar flechas.

Com o passar dos anos o arco sofreu diversas modificações. A grande e revolucionária foi feita no final do séc. XVIII por François-Xavier Tourte (1747-1835) – archetier – fabricante de arcos, que, para chegar na atual curvatura do arco moderno, tirou proveito das características únicas (densidade, robustez, elasticidade) do pau-brasil, hoje universalmente utilizado e conhecido, também, por pau-pernambuco (este último, nome do estado brasileiro que se supõe ter sido o lugar onde foi primeiramente encontrado).

Ele curvou a madeira no sentido contrário ao que se usava até então, convexamente, com a curvatura em direção a crina, gerando, assim, maior tensão e nervura (flexibilidade), e, consequentemente, multiplicando as possibilidades técnicas dos instrumentos de arco. “Paganini nunca teria desfrutado um tão grande sucesso sem a madeira de pernambuco”, assegura Edwin Clément – Archetier francês.

sucesso sem a madeira de pernambuco”, assegura Edwin Clément – Archetier francês. Fig. 23 - Evolução

Fig. 23 - Evolução do arco

22

22 Fig. 24 - Estilos de arcos Fig. 25 - De cima para baixo: arco de

Fig. 24 - Estilos de arcos

22 Fig. 24 - Estilos de arcos Fig. 25 - De cima para baixo: arco de

Fig. 25 - De cima para baixo: arco de violino, viola, cello, contrabaixo francês e contrabaixo alemão

viola, cello, contrabaixo francês e contrabaixo alemão Fig. 26 - Partes do arco moderno Fig. 27

Fig. 26 - Partes do arco moderno

francês e contrabaixo alemão Fig. 26 - Partes do arco moderno Fig. 27 - Fio da

Fig. 27 - Fio da crina de um arco ampliado 1000x

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Desde então, há uma intensa busca por outras madeiras e materiais que também possam ser usados na construção de arcos, entre eles, atualmente, a fibra de carbono, mas os resultados não são tão significativos quanto os apresentados pelo pau-brasil, que está cada vez mais escasso.

O arco tem fundamental importância para os instrumentos de cordas, uma vez que grande parte da execução musical é feita com o arco. Os músicos mais experientes o consideram como uma extensão natural do braço direito. Cada detalhe é importante, entre eles, a posição dos dedos e a função que cada um exerce para um bom controle e domínio das técnicas básicas de arco. Entender esses detalhes faz parte da conscientização do músico que busca uma qualidade mais apurada de som.

O músico que toca um instrumento de arco, pode fazer analogia a um artesão que, quando faz um vaso, dentre os recursos que se utiliza, tem o barro como matéria prima e a roda, que ele utiliza para trabalhar e dar formas ao barro; de modo semelhante acontece com esse músico, o som é a sua matéria prima e o arco é o elemento fundamental que ele irá utilizar para dar formas aos sons que produz.

No tocante à produção sonora com o arco, é importante conhecermos a distinção de dois termos importantes: Arcadas e Golpes de Arco.

24

Produção sonora: arcadas e golpes de arco – articulação

O princípio básico para se produzir som no instrumento, se resume no movimento do arco sobre as cordas ao se executar arcadas e golpes de arco.

Arcadas: Sinais gráficos que indicam a direção do movimento do arco.

Golpes de Arco: Diferentes combinações de pontos de contato com movimentos verticais (peso/pressão) e horizontais (velocidade) realizados com o arco ao se tocar uma ou mais notas. Cada tipo de som resultante dessas combinações representa um tipo específico de articulação.

Ponto de Contato: Lugar onde a crina encontra-se com a corda. Esse contato pode acontecer entre o cavalete e o espelho, podendo ser mais próximo ao cavalete ou mais distante dependendo do tipo de som e articulação pretendidos.

Peso/pressão: É a energia que aplicamos sobre as cordas através do peso do braço sobre o arco.

Velocidade: Em física é a relação entre um espaço percorrido e o tempo gasto para percorrê- lo. No caso dos instrumentos de cordas friccionadas, refere-se a rapidez com que o arco é movimentado sobre as cordas.

Inicialmente, para uma produção sonora ideal, deve-se praticar a combinação destes três fundamentos sem cessar, buscando sempre manter toda a crina em contato com a corda afim de se ter uma boa aderência e, alcançando essa boa aderência, descobrir qual o peso e velocidade ideal para se conseguir um som limpo e constante.

Articulação: é o ato de articular que significa separar, dividir, pronunciar distintamente. Em música refere-se às diferentes maneiras de se “falar” (tocar, interpretar) com clareza e nitidez um discurso musical. Cada família de instrumentos usa recursos distintos para criar as articulações, os instrumentos de arco o fazem através dos golpes de arco.

Os golpes de arco são identificados por sinais gráficos e possuem nomenclaturas como Legato, Détaché, Staccato, Martelé, entre outras, mas estas aqui mencionadas deverão ser tratadas com muita rigorosidade em sua execução:

Legato: Golpe que requer movimento uniforme do arco. Duas notas ou uma serie de notas são executadas sem interrupção de som em um mesmo movimento, independente da sua arcada - direção do movimento.

sutil

interrupção do som nas mudanças de direções. Peso e velocidade continua são suas

características básicas.

Détaché

movimento

simples:

Golpe

que

requer

uniforme

do

arco,

porém

com

25

Staccato: Golpe de arco curto que reduz, aproximadamente, a metade do valor de uma nota.

Martelé: É decididamente um golpe de arco percussivo, executado na corda, separado por pausas onde cada nota é precedida por um grande acento inicial.

É importante salientar que existem variações destes golpes de arco como, por exemplo, Détaché longo, détaché curto, détaché acentuado, staccato longo, staccato curto, que serão abordadas futuramente.

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Consciência corporal e seus benefícios

Consciência corporal, como o próprio termo já diz, significa tomar consciência do corpo, reconhecer e identificar os processos e movimentos corporais, internos e externos.

Comunicamo-nos com o mundo externo através dos cinco sentidos (visão, audição, olfato, paladar e tato) recebendo estímulos e processando-os na mente. A comunicação com o mundo interno não é muito diferente, também recebemos estímulos que são feitos através das terminações nervosas presentes em músculos, articulações e órgãos.

Quando há algo errado com nosso corpo ele costuma nos enviar sinais de alerta, nos quais muitas vezes não prestamos atenção simplesmente porque não tomamos conhecimento de como nosso próprio corpo funciona.

Assim, pequenos problemas podem ir se acumulando até nos sentirmos fadigados, sem energia para realizar até as mais simples tarefas. Daí a importância de termos consciência corporal, nos proporcionando mais energia e saúde para nossas vidas e, consequentemente, mais qualidade de vida.

Os movimentos que o corpo executa têm objetivos bem definidos. Se tomarmos consciência

e nos concentrarmos nestes movimentos, eles se tornam mais corretos, ou seja, é como se

nós fizéssemos o corpo chegar mais rápido aos seus objetivos sem desperdiçar energia. Prestar atenção ao funcionamento e ao comportamento do próprio corpo é a ideia básica da

consciência corporal. É uma espécie de autoconhecimento, ou seja, entender o que o corpo

é capaz de fazer, bem como suas limitações.

Muitas doenças surgem do fato de levarmos o corpo além do que ele é capaz de suportar ou realizar e de maneira brusca.

Conhecer e respeitar os limites de seu corpo pode não apenas evitar doenças, mas também mostrar que talvez a modalidade de exercícios físicos escolhida por você não seja a melhor opção para o seu organismo.

De qualquer maneira, para o corpo, o sedentarismo não é uma escolha natural. Músculos e articulações foram projetados para se movimentarem: os músculos foram projetados para fazer força, suportar cargas, assim como as articulações foram feitas para serem articuladas fazendo com que os membros se movimentem. Basta reparar como se esticar num alongamento pela manhã, depois de permanecer aproximadamente oito horas sem quase se movimentar, traz mais disposição e força ao corpo para enfrentar o dia.

Tomando consciência do corpo, despertamos ferramentas internas para o combate de males

e para o desenvolvimento de posturas e atitudes que melhoram nossa qualidade de vida e até mesmo nosso relacionamento interpessoal.

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Ao nos concentrarmos exclusivamente no corpo e nos seus processos, somos capazes de perceber as conexões entre a mente e o físico. Portanto, ter consciência corporal pode ser uma arma poderosa para percebermos inimigos como tensões, preocupações e estresses que causam, silenciosamente, mal a nosso corpo e, assim, tomar medidas de relaxamento para evitar doenças.

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Postura: posicionamento do violino e viola

O ponto inicial é a naturalidade do nosso corpo, desde os movimentos ao posicionamento,

em si, do instrumento junto ao corpo, que deve ser de maneira racional, buscando respeitar

a fisiologia humana, que pode mudar de uma pessoa para outra, além de considerar o

princípio de que o instrumento deve ficar livre para soar. É de extrema importância buscar os benefícios que se ter consciência corporal nos proporciona, e se valer desse conhecimento para sempre evitar, ao máximo, ao posicionar o instrumento e empunhar o arco, realizar esforços desnecessários. Portanto, com base na Consciência Corporal vamos colocar em prática a forma correta de posicionar o instrumento e o arco através de imagens ilustrativas. As imagens a seguir seguem uma ordem, como um passo a passo e as orientações aqui dadas devem ser colocadas em prática sempre com auxílio do instrutor.

Em relação ao violino e a viola, em ambos os casos o instrumento deve ser apoiado sobre a clavícula e o ombro esquerdo, formando um ângulo de, aproximadamente, 45 graus em relação ao corpo, tanto em pé, como sentado, e, na medida do possível, estar paralelo ao chão. O instrumento deve ser apoiado de maneira a ser possível movimentar livremente o braço, cotovelo e, consequentemente, o antebraço e a mão por toda a extensão do braço e espelho do instrumento, sem tensionar, principalmente o polegar, além do pescoço e do ombro, para assim, contribuir automaticamente, para uma fôrma de mão com o mínimo de tensão, facilitando o estudo da afinação e, posteriormente, de mudanças de posição e do vibrato. Atentar para a necessidade, ou não, do uso da espaleira.

e, posteriormente, de mudanças de posição e do vibrato. Atentar para a necessidade, ou não, do

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29 O punho deve formar uma linha reta com o antebraço que, independente do ângulo de
29 O punho deve formar uma linha reta com o antebraço que, independente do ângulo de

O punho deve formar uma linha reta com o antebraço que, independente do ângulo de visão que se tenha dela, sempre deve ser reta.

formar uma linha reta com o antebraço que, independente do ângulo de visão que se tenha

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Para que seja possível manter essa linha sempre reta, deve se ter em mente que o cotovelo do braço esquerdo também tem posições especificas para cada corda conforme pode se observar nas imagens abaixo da esquerda para direita, onde os dedos estão sobre a 1ª corda, 2ª corda, 3ª corda e 4ª corda.

nas imagens abaixo da esquerda para direita, onde os dedos estão sobre a 1ª corda, 2ª
nas imagens abaixo da esquerda para direita, onde os dedos estão sobre a 1ª corda, 2ª

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Posicionamento do violoncelo

Já no caso dos violoncelos, é importante que os pés sejam posicionados de maneira que se consiga levantar sem move-los do lugar. É preferível um assento que tenha a altura dos joelhos, deve se sentar próximo a borda da cadeira com o tronco alinhado e equilibrado sobre os ísquios e os pés e calcanhares devem estar bem apoiados no chão. O posicionamento do instrumento deve ser deslocado mais para o lado esquerdo do corpo e apoiado em três pontos: o lado esquerdo do tórax, a perna esquerda e o espigão, desse modo não é necessário manter o contato da perna direita na lateral do instrumento, há uma amplitude muito maior de movimentos do instrumento com o arco, o alcance do braço direito é ampliado tornando sua movimentação imediatamente mais leve, elimina-se a necessidade de se “torcer” o tronco para o alcance das cordas lá e dó, uma vez que essa torção não é naturalmente acompanhada pelo quadril pelo fato de se estar sentado, também elimina a necessidade de se realizar um esforço extra para atingir a ponta do arco e, por fim, elimina a necessidade de se deslocar o cotovelo para trás da linha do corpo ao se tocar a corda dó na região superior do arco.

a necessidade de se deslocar o cotovelo para trás da linha do corpo ao se tocar
a necessidade de se deslocar o cotovelo para trás da linha do corpo ao se tocar
a necessidade de se deslocar o cotovelo para trás da linha do corpo ao se tocar
a necessidade de se deslocar o cotovelo para trás da linha do corpo ao se tocar
a necessidade de se deslocar o cotovelo para trás da linha do corpo ao se tocar

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Empunhadura do arco de violino e viola

O arco é a parte mais importante dos instrumentos de cordas friccionadas, ele é responsável pela “produção sonora”, uma vez que a posição do arco está incorreta na mão, o som será o primeiro a ser prejudicado.

Para um estudo consciente e prático é aconselhável que o primeiro contato para prática da empunhadura do arco seja feito com um lápis, com o propósito de compreender o posicionamento dos dedos sobre o arco e a mínima pressão que se deve aplicar para segurá- lo, afim, apenas, de impedir que caia no chão. Após este treino haverá preparo para empunhar o arco de forma correta.

Deve-se buscar uma fôrma bem arredondada, ligeiramente inclinada em direção à ponta do arco, com dedos naturalmente espaçados e bem encaixados no arco e o mais confortável possível para que se consiga um maior controle do arco, procurando sempre sentir a sensação dos dedos e arco pendurados, proporcionando, assim, o relaxamento da mão.

do arco, procurando sempre sentir a sensação dos dedos e arco pendurados, proporcionando, assim, o relaxamento
do arco, procurando sempre sentir a sensação dos dedos e arco pendurados, proporcionando, assim, o relaxamento
do arco, procurando sempre sentir a sensação dos dedos e arco pendurados, proporcionando, assim, o relaxamento

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É importante atentar ao fato de que, assim como na mão esquerda onde o cotovelo oscila em posições específicas para cada corda, na mão direita o braço também tem alturas específicas para cada corda conforme pode se observar nas imagens abaixo, onde o arco está, respectivamente, sobre a 1ª corda, 2ª corda, 3ª corda e 4ª corda.

se observar nas imagens abaixo, onde o arco está, respectivamente, sobre a 1ª corda, 2ª corda,
se observar nas imagens abaixo, onde o arco está, respectivamente, sobre a 1ª corda, 2ª corda,

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Empunhadura do arco de violoncelo

35 Empunhadura do arco de violoncelo Assim como para o violino e viola, no violoncelo também
35 Empunhadura do arco de violoncelo Assim como para o violino e viola, no violoncelo também
35 Empunhadura do arco de violoncelo Assim como para o violino e viola, no violoncelo também

Assim como para o violino e viola, no violoncelo também existe altura específica para cada corda, portanto é importante se manter o cotovelo em ângulo especifico para cada corda conforme pode se observar nas imagens abaixo, onde o arco está, respectivamente, sobre a 1ª corda, 2ª corda, 3ª corda e 4ª corda.

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36 A importância de ter uma postura consciente e uma empunhadura correta é simplesmente para obtermos
36 A importância de ter uma postura consciente e uma empunhadura correta é simplesmente para obtermos
36 A importância de ter uma postura consciente e uma empunhadura correta é simplesmente para obtermos
36 A importância de ter uma postura consciente e uma empunhadura correta é simplesmente para obtermos

A importância de ter uma postura consciente e uma empunhadura correta é simplesmente para obtermos Qualidade Sonora. E mais, é uma forma de prevenir doenças ligadas a movimentos repetitivos.

Neste material foram abordados, simultaneamente, assuntos comuns aos três instrumentos de arco modernos (violino, viola e violoncelo), assim como também terá os exercícios elaborados com base no hinário com as pautas dos três instrumentos em forma de grade, pois trata-se do material destinado aos responsáveis pela orquestra, que o usarão para a prática de conjunto.

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EXERCÍCIO 01 - RITMOS

A articulação sempre em tenuto o início e o fim da nota preciso.

37 EXERCÍCIO 01 - RITMOS A articulação sempre em tenuto o início e o fim da

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EXERCÍCIO 02 – MOTIVOS RÍTMICOS

As mudanças de cordas devem ser realizadas com o arco controlado mantendo a pureza do som.

02 – MOTIVOS RÍTMICOS As mudanças de cordas devem ser realizadas com o arco controlado mantendo

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EXERCÍCIO 03 – MOTIVOS RÍTMICOS

Instruções Estes exercícios são para: Controle e distribuição de arco, articulação, métrica, e produção sonora. Para os exercícios terem o efeito esperado o aluno deve estar em dia com o chek list:

*Os exercícios devem ser estudados na parte inferior, no meio e na parte superior do arco.

*Alinhamento do arco (nas dimensões que consta no material de apoio).

*Articulação (deve ser precisa tanto no início como no fim das notas).

*Controle e distribuição de arco.

*Fluência ao tocar (Métrica).

*Qualidade sonora.

*Relaxamento físico.

*Postura geral.

e distribuição de arco. *Fluência ao tocar (Métrica). *Qualidade sonora. *Relaxamento físico. *Postura geral.
e distribuição de arco. *Fluência ao tocar (Métrica). *Qualidade sonora. *Relaxamento físico. *Postura geral.

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45 Obs.: Os exercícios ou variações podem ser tocados simultaneamente uns com os outros, devendo ser

Obs.: Os exercícios ou variações podem ser tocados simultaneamente uns com os outros, devendo ser tocados no máximo a 4 vozes, contando com o soprano, a qual o instrutor poderá tocar. Caso haja mais pessoas tocando, usar dobramento de vozes, ou seja, mais de uma pessoa realizando a mesma voz. Essa pratica deve ser realizada após o aluno atender o chek list mencionado anteriormente.

No tema o aluno precisa tocar cada compasso com as variadas distribuições de arco sugeridas pelo instrutor, respeitando os sinais de dinâmicas e respirações.

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