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Questões e Exercícios de

Microeconomia I,

para acompanhamento do livro de Richard Lipsey e Alec Chrystal, Economics, 13ª edição, com utilização do programa

Economics , 13ª edição, com utilização do programa João Sousa Andrade Faculdade de Economia Universidade de

João Sousa Andrade

Faculdade de Economia Universidade de Coimbra

Ano letivo de 2016/17

Índice

I ELEMENTOS ESSENCIAIS

9

II GRÁFICOS E BASES DE DADOS

11

1 Exercício: guardar e ler valores de uma base

11

2 Exercício: como representar valores num gráfico (linhas ou barras)

12

3 Exercício: como representar valores num gráfico (valores em níveis ou índices)

13

4 Exercício: como representar sucessões cronológicas num gráfico

15

5 Exercício: como associar variáveis em gráficos de dispersão (scatters)

15

6 Exercício: como representar algumas teorias económicas – função consumo

17

7 Exercício: valores do consumo pessoal e do rendimento disponível

18

8 Exercício: como representar algumas teorias económicas – eliminação da poluição

19

9 Exercício: como representar algumas teorias económicas – ajuda à circulação

20

10 Exercício: nova função para a ajuda à navegação

21

11 Exercício: como representar e medir valores marginais

23

III CONCEITOS BÁSICOS DA ECONOMIA

26

1 Questão:

complexidade

da economia

26

2 Questão:

complexidade

e inovação

26

3 inovação e bem-estar

Questão:

26

4 Questão: os economistas também erram

26

5 Questão:

compras por solidariedade?

26

6 Questão: consumo como ato de simpatia para com produtores

26

7 Questão: as botas e o Governo

26

8 Questão:

economias centralizadas e descentralizadas

26

9 Questão: fatores de produção

27

10 Questão: propriedade dos fatores de produção

27

11 Questão: objetivos sociais do mercado

27

12 Questão: ainda mais sobre botas e governo

27

13 Questão: instituições e economia de mercado

27

14 Questão:

respeito por direitos de propriedade

privada

27

15 Questão: Alfred Marshall e a definição de economia

27

16 Questão: a escassez não existe (a)

27

17 Questão: a escassez não existe (b)

27

18 Questão: free lunch e comportamentos individuais

28

19 Exercício: uma aplicação do custo de oportunidade

28

20 Exercício: fronteira das possibilidades de produção (FPP)

29

21 Questão: o ME e os sapatos

31

22 Questão: sem incentivos públicos não há mercado

32

23 Questão: circuito do rendimento e da despesa

32

24 Questão: circuito circular da atividade económica

32

25 Questão:

divisão do trabalho

32

26 Questão: ainda a divisão do trabalho

32

27 Questão: economia de troca

32

28 Questão: economia de troca e economia monetária

32

29 Questão: poder de compra de uma unidade monetária

32

30 Questão: bens não compram bens

32

31 moeda como invenção

Questão:

33

32 fases de

Questão:

globalização

33

33 Questão: custos e benefícios da globalização

33

34 Questão: liberdade de trocas condicionada

33

35 Questão:

economia

tradicional

33

36 Questão: economia de decisão central

33

37 Questão: economias mistas

33

38 Questão: falácias

33

39

Questão: falácia comum em economia (a)

33

40 Questão: falácia comum em economia (b)

34

41 Questão: falácia comum e complexa em economia (a)

34

42 Questão: falácia comum e complexa em economia (b)

34

43 Questão: ceteris paribus

34

44 Questão: a necessidade do uso da hipótese ceteris paribus

34

IV PROCURA, OFERTA E PREÇOS

35

1 Exercício: curvas de procura individuais

 

35

2 Exercício: agregação de curvas de procura individuais

36

3 Exercício: curva da procura dependente dos preços e do rendimentos

37

4 Exercício: agregação de curvas da procura dependentes dos preços e do rendimentos

38

5 Exercício:

funções procura lineares e não-lineares

38

6 Exercício: agregação de comportamentos de procura pelas funções

39

7 Exercício: deslocamento da curva de procura por variação dos rendimentos

40

8 Exercício: deslocamento da curva de procura por variação dos outros parâmetros (a)

41

9 Exercício: deslocamento da curva de procura por variação dos outros parâmetros (b)

42

10 Questão: motivação das unidades de produção

44

11 Questão: determinantes da oferta

 

44

12 Exercício: oferta e preços

44

13 Exercício: oferta, preços e deslocação da curva (a)

45

14 Questão: oferta, preços e deslocação da curva (b)

45

15 Exercício: oferta e falácia da composição

46

16 mercado e incentivos

Questão:

 

46

17 mercado

Questão:

46

18 Questão: mercado como conceito

 

46

19 Questão: procura, oferta e excesso de procura

47

20 Questão: ajustamento em mercado (a)

 

47

21 Questão:

ajustamento

em

mercado

(b)

47

22 Questão: equilíbrio de preços e quantidades

47

23 Questão: excesso procura e preços

 

47

24 Questão: mercado e estabilidade de equilíbrio

47

25 Questão: procura e criação da oferta

 

47

26 Exercício: procura, oferta e equilíbrio

47

27 Exercício: procura, oferta, excesso procura e equilíbrio

48

28 Exercício: procura e oferta dependendo de diversos parâmetros

49

29 Questão:

preços administrados

 

50

30 Questão: obstáculos à concorrência

51

31 Questão: preço máximo (a)

51

32 Questão:

preço

máximo

(b)

51

33 Questão: preço mínimo

51

V ELASTICIDADE DA PROCURA E DA OFERTA.

52

1 Questão: conceito de elasticidade

 

52

2 Exercício: efeito da inclinação da curva da procura

52

3 Exercício: resposta da procura a variações de preços

52

4 Questão: definição de elasticidade

 

53

5 Questão: interpretação do conceito de elasticidade

53

6 Questão:

definição de elasticidade cruzada

54

7 Exercício: valor da elasticidade para função procura linear e potência

54

8 Exercício: valor da elasticidade para duas funções lineares

55

9 Questão: expressão geral da elasticidade

 

55

10 Questão: expressão geral da elasticidade aplicada a uma função potência

56

11 Exercício: cálculo da elasticidade (no ponto)

56

12 Questão: elasticidade das receitas

 

57

13 Exercício: elasticidade das receitas

57

14 Questão: elasticidade e bens substitutos

57

15

Questão: elasticidade no curto e no longo prazos

57

16 Exercício: elasticidade no curto e no longo prazos

57

17 Questão: relevância do conceito de elasticidade

59

18 Questão: elasticidade de alguns bens

 

59

19 Exercício: elasticidade de alguns bens

59

20 Questão: definição de elasticidade cruzada e seu significado

59

21 Questão: pode a Pepsi Cola destruir a Coca Cola?

60

22 Questão:

elasticidade preço

da oferta

60

23 Exercício: elasticidade preço da oferta

 

60

24 Exercício: identificação da curva da procura

60

25 Exercício:

diferentes elasticidades rendimento da procura

61

26 Questão: diferentes elasticidades para diferentes rendimentos

62

27 Questão: porque é importante a medida da procura e da oferta

62

VI ESCOLHAS DO CONSUMIDOR

63

1 Questão: utilidade total, marginal e curvas de indiferença

63

2 Exercício: utilidade total e marginal

 

63

3 Exercício: equilíbrio entre utilidades marginais e preços

64

4 Exercício: curvas de indiferença e substituição de bens

65

5 Exercício:

curvas

de

indiferença

e

restrição orçamental

66

6 Questão: o paradoxo do valor

67

7 Exercício: excedente do consumidor

 

67

8 Exercício: curvas de indiferença representando diferentes tipos de bens

69

9 Exercício: deslocamentos da reta de restrição orçamental

69

10 Questão: maximização da satisfação total

70

11 Questão: equilíbrio do consumidor

 

70

12 Exercício: equilíbrio do consumidor – alterações dos preços dos bens

70

13 Exercício: equilíbrio do consumidor – alterações do rendimento

72

14 Questão: equilíbrio do consumidor – procura em função dos preços

72

15 Questão: equilíbrio do consumidor – procura em função do rendimento

72

16 Exercício: equilíbrio do consumidor – dedução da curva da procura

72

17 Exercício: equilíbrio do consumidor – efeitos substituição e rendimento para bens normais

72

18 Questão: equilíbrio do consumidor – bens inferiores

74

19 Exercício: equilíbrio do consumidor – variação de rendimento compensatória (a)

74

20 Exercício: equilíbrio do consumidor – variação de rendimento compensatória (b)

74

VII A ESTRUTURA DE CUSTOS DAS UNIDADES DE PRODUÇÃO

76

1 Questão: conceito básico quanto à produção

76

2 Questão: alcance da hipótese de maximização dos lucros

76

3 Questão: atividade de produção

76

4 Questão: função de produção

76

5 Questão:

inovação

produtiva

76

6 Questão: objetivos sociais das UP

 

76

7 Questão: atividade no curto e longo prazos

76

8 Questão: fatores e custos, fixos e variáveis

76

9 Exercício:

representação da produção

 

76

10 Questão: custos no curto prazo

78

11 Questão:

custos

e capacidade produtiva

 

78

12 Exercício: custos totais, médios e marginais

78

13 Exercício: custos médios e marginais para fator fixo divisível

80

14 Questão: ineficiência na produção

 

81

15 Questão: longo prazo e risco

81

16 Questão:

maximização de lucros

 

81

17 Questão: eficiência na produção

81

18 Exercício: custos de longo prazo

82

19 Questão: custos e risco

83

20 Questão:

custos, incerteza e risco

 

83

21

Questão: economias de escala e de gama

83

22 Exercício: economias de escala com custos fixos divisíveis

83

23 Questão: inovação tecnológica (a)

84

24 Questão: inovação tecnológica (b)

84

25 Questão: lucro económico e contabilístico

84

26 Questão: custo de oportunidade do capital

84

27 Questão:

inovação em curso

84

VIII O MERCADO DE CONCORRÊNCIA PERFEITA

85

1 Questão: influência do produtor sobre os preços dos seus bens

85

2 Questão: mundo de competição

85

3 Questão: estrutura de mercado

85

4 Questão: setor e ramo de produção

85

5 Questão:

capacidade de influenciar o preço

85

6 Questão: mercados de matérias primas

85

Questão:

7 comportamento e estrutura

85

8 estrutura do mercado perfeitamente competitivo

Questão:

85

9 Questão: produção individual e preço de mercado

85

10 Questão: importância dos custos fixos

85

11 Questão: procura e rendimentos do produtor

86

12 Questão:

comportamento de price taker

86

13 Questão: procura perfeitamente elástica

86

14 Exercício: procura e decisão de encerramento

86

15 Questão: custo variável médio e decisão de produção

86

16 Questão: maximização do lucro em mercado de concorrência perfeita

86

17 Questão: maximização do lucro e oferta

87

18 Exercício: equilíbrio de curto prazo com lucros positivos

87

19 Exercício: equilíbrio de curto e longo prazos

88

20 Exercício: equilíbrio de curto prazo com lucros negativos

89

21 Questão: os lucros como incentivo

89

22 Questão: as características de entrada e saída de produtores

89

23 Questão: inexistência de lucros em equilíbrio de longo prazo

89

24 Questão: custos médios crescentes e decrescentes

90

25 Exercício: equilíbrio após redução de custos

90

26 Questão: inovação e ganhos com a inovação

91

27 Questão: inovação e ganhos de longo prazo com a inovação

91

28 Questão: curvas de custos médios de longo prazo e equilíbrio

91

29 Questão: indústrias em declínio

91

30 Exercício: curva de oferta de longo prazo constante

91

31 Exercício: curva de oferta de longo prazo crescente

92

32 Exercício: curva de oferta de longo prazo decrescente (a)

93

33 Exercício: curva de oferta de longo prazo decrescente (b)

94

34 Questão: diferentes curvas de oferta de longo prazo

94

35 Questão: economias de escala em concorrência perfeita

94

36 Questão: concorrência perfeita e representação da economia

94

37 Questão: eficiência na afetação de recursos

94

38 Exercício: excedente do consumidor e do produtor

95

39 Exercício: eficiência e excedente do consumidor e do produtor

95

IX O MERCADO DE MONOPÓLIO

96

1 Questão: o que é um mercado de monopólio

96

2 Questão: procura de mercado e procura do monopólio

96

3 Questão: dedução da condição de maximização de lucros de um monopólio

96

4 Questão: maximização com elasticidade unitária

96

5 Exercício: maximização com curva de procura linear

96

6 Exercício: maximização com curva de procura não-linear

97

7 Questão: monopólio como price maker

97

8

Questão: curva da receita marginal

97

 

9

Questão: curva da procura do monopólio

97

10 Questão:

monopólio e lucros

97

11 Questão: curva de oferta de monopólio

97

12 Questão: monopólio com várias fábricas

98

13 Exercício: comportamento do monopólio com duas fábricas

98

14 Exercício: ineficiência no comportamento do monopólio

99

15 Questão: ineficiência no comportamento do monopólio

100

16 Questão: monopólios num mundo integrado

100

17 Questão: “discriminação de preços” de um monopólio (a)

101

18 Questão: “discriminação de preços” de um monopólio (b)

101

19 Questão: “discriminação de preços” de um monopólio (b)

101

20 Questão: “discriminação de preços” de um monopólio (c)

101

21 Questão: “discriminação de preços” de um monopólio (d)

101

22 Questão: “discriminação de preços” de um monopólio (e)

101

23 Questão: a ineficiência de afetação de um monopólio e a discriminação de preços

102

24 Questão: redução das perdas de bem-estar com discriminação de preços

102

25 Exercício: exemplo de discriminação de preços

102

26 Exercício: variação da procura com Cm crescentes e constantes

103

27 Questão: AT&T e a inovação na informação e comunicações

105

X

MERCADOS DE CONCORRÊNCIA IMPERFEITA

106

 

1 Questão: o porquê da concorrência imperfeita

106

2 Questão: índices de concentração

106

3 Questão: diferentes graus de concentração

106

4 Questão: concentração e concorrência

106

5 Questão:

transportes e concorrência

106

6 Questão: diferenciação de produtos

106

7 Questão: “price makers” sem monopólio

106

8 Questão: preços fixados pelas unidades de produção

106

9 Questão: fixação de preços por “mark-up”

106

10 Questão: concorrência sem variação de preços

106

11 Questão: produção no ramo descendente da curva de custos médios

106

12 Questão: barreiras à entrada

107

13 Questão: tipos de barreiras à entrada

107

14 Questão:

Chamberlin e Robinson

107

15 Exercício: equilíbrio de curto e longo prazos em concorrência monopolística (CM)

107

16 Questão: preços em CM e comportamento dos consumidores

108

17 excesso de capacidade

Questão:

108

18 elasticidade preço da procura em CM

Questão:

108

19 Questão:

hipóteses

do mercado de CM

108

20 Questão:

produção

em CM

108

21 Questão: CM e oligopólio (MO)

108

22 Questão: comportamento de vendedores em CM e MO

109

23 Questão: exemplos de MO

109

24 Questão: dimensão das unidades em MO (a)

109

25 Questão: dimensão das unidades em MO (b)

109

26 Questão:

dilema da cooperação

109

27 Questão: estratégias cooperativas e não-cooperativas

109

28 Questão:

quebra da cooperação

109

29 Questão: entrada e proteção

109

30 Questão: proliferação de marcas

109

31 Questão: marcas e cultura de gerações

109

Questão:

32 marcas

e

modelos

109

33 publicidade

Questão:

110

34 Questão: Inovação em produtos e na fabricação

110

 

35 Questão:

William Baumol

 

110

36 Questão: mercados contestáveis (contestable markets)

110

37 Questão: afetação de recursos em MO

 

110

38 Questão: MO no curto e no longo prazos

110

39 Questão: inovação em oligopólios

110

40 Questão: concentração e inovação

110

XI

O GOVERNO E OS MERCADOS

111

 

1 Questão:

monopólio da violência

111

2 Questão: propriedade privada e defesa dos seus direitos

111

3 Questão: centralização e o Marquês de Pombal

111

4 Questão:

crise de 2007-08

 

111

5 Questão: informação e diferentes organizações da economia

111

6 Questão: eficiência produtiva e alocativa

 

111

7 Questão: a representação de concorrência perfeita

111

8 Questão: custos marginais e preços

 

111

9 Questão: excesso de capacidade e preços positivos

111

10 Questão: propriedade comum

 

111

11 Questão:

bens públicos

 

111

12 Questão: externalidades

112

13 Questão: informação assimétrica

 

112

14 Questão: falhas de mercado

112

15 Questão: princípio da exclusão e da “rivalidade” no consumo

112

16 Questão: bens privados

 

112

17 Questão: museus, parques e galerias

 

112

18 Exercício: a tragédia da propriedade comum

112

19 Questão: ainda a tragédia dos “comuns”

 

114

20 Questão: o bacalhau ou a dependência dos portugueses

114

21 Questão: baldios

 

114

22 Questão: aramados e desenvolvimento agrícola

114

23 Exercício: bens públicos, agregação da procura e equilíbrio eficiente

114

24 Questão: bens públicos e revelação das preferências

115

25 Questão: externalidades

 

115

26 Questão: custos e benefícios sociais

 

115

27 Questão:

produção

com

externalidades

negativas

115

28 Questão: produção com externalidades positivas

116

29 Questão:

produção

com

externalidades

116

30 Questão: externalidades e ambiente

 

116

31 Questão: abelhas, mel e polinização

116

32 Exercício: equilíbrio de mercado com externalidades (negativas)

116

33 Questão: Ronald Coase

 

117

34 Questão:

externalidades e direitos de propriedade

117

35 Questão: teorema de Coase

 

117

36 Questão:

custos de transação elevados

118

37 Questão: poluição e prejuízos ambientais

118

38 Questão: poluição sonora e indústrias decadentes

118

39 Questão: controlo direto da poluição

 

118

40 Exercício: controlo da poluição

118

41 Questão: Arthur Cecil Pigou (1877-1959)

120

42 Questão: impostos e internalização de externalidades

120

43 Questão:

impostos

sobre a poluição

 

120

44 Questão: Comércio Europeu de Licenças de Emissão (CELE)

120

45 Questão:

impostos e licenças de emissão

 

120

46 Exercício: equilíbrio com licenças de emissão

120

47 Questão: informação assimétrica

 

121

48 Questão:

seleção adversa

 

121

49

Questão: mercados inexistentes

122

50 Questão: concorrência e monopólios

122

51 Exercício: gestão ao custo marginal e ao custo médio

122

52 Questão: privatização e desregulação

123

53 Questão: intervenções para garantir a concorrência

123

54 Questão: inovação no longo prazo

123

Os exercícios e questões que se seguem procuram seguir a 13ª edição do livro de Richard Lipsey e Alec Chrystal, Economics, Oxford U. P., 2015. O recurso a uma linguagem de programação, o R, exige do estudante uma disciplina de estudo muito maior do que o estudo “sebenteiro” tradicional. Desde a primeira semana de aulas o estudante deve acompanhar a exposição feita nas aulas teóricas e os trabalhos indica- dos para aulas práticas. Os atrasos não serão fatais, mas exigirão um esforço muito acrescido para que a recuperação possa ser feita. Ao contrário do que acontecia quando alguns de nós estudávamos (finais dos anos 60), os docentes eram apenas vistos quando se dirigiam para as suas aulas. Fora das aulas nin- guém lhe punha a vista em cima na Universidade. Como sabe, hoje isso não acontece. Saiba estudar e ser esclarecido nas suas dúvidas pelos docentes de Microeconomia I. Não esqueça que estudar exige sacrifício, mas que este é compensado pelo prazer do conhecimento e a economia pode ser muito divertida.

I ELEMENTOS ESSENCIAIS

Para começarmos o nosso estudo para além da aquisição, ou leitura na biblioteca, do livro do Lipsey & Chrystal é necessário que organizemos os nossos computadores para fazer uso do R. Como a maioria dos estudantes utilizam o sistema operativo da Microsoft faremos referên- cia a este sistema na instalação dos programas necessários. Os estudantes que possuem um Mac da Apple facilmente podem seguir estas indicações e adaptá-las. O mesmo se dirá aos estudantes que usam Linux. Estes últimos possuem normalmente conhecimentos informáticos acima da mediana pelo que não nos preocupamos com estes estudantes. O R deve ser instalado primeiramente no seu computador. A página principal deposi- tária do R (Cran) é http://cran.r-project.org/. Aqui encontrará o fundamental sobre o progra-

ma. O instalador do Windows encontra-se em http://cran.r-project.org/bin/windows/base/. Bastará clicar e tudo correrá bem. Siga as opções por defeito e por favor, se tiver de escolher uma língua, escolha o inglês. O R tem uma GUI (graphical user interface) um pouco primiti- va para os dias de hoje pelo que existem propostas várias de GUI para o R. Propomos que use

a mais popular entre os utilizadores do R, RStudio. O seu instalador encontra-se em

http://www.rstudio.com/products/rstudio/download/. Escolha o inglês como língua de utiliza- ção do programa. Uma vez instalado este último ao executá-lo ele reconhecerá automatica-

mente o R instalado. Por agora as únicas coisas que deve saber sobre o RStudio são as que se seguem.

- Em “Tools” + “Global Options” escolha “General” e na entrada de “Default text encoding”

seleccione “[Ask]”; muitos programas para o R forma escritos usando o UTF8 e não o “enco- ding” preferido do Windows. Depois da escolha em “General” vá a “Spelling” e escolha o di- cionário de “Portuguese”; desta forma pode corrigir os erros de português que vier a dar quando escrever instruções e comentários no RStudio.

Para criar um ficheiro de instruções deve ir a “File” + “New File” e escolher “R Script”; e já está em condições de usar o R com esta interface gráfica. Para executar uma instrução, ou usa

-

a

técnica da clicagem, ou, o nosso sistema preferido, tecla “Ctrl”+“Enter” (“Ctrl”+“Return”).

E

o resultado surge na janela de baixo do lado esquerdo. Para iniciarmos o uso do R é tudo. O maior apoio para o uso de uma linguagem de

programação é o apoio da enorme e crescente comunidade de utilizadores. O estudante pode-

rá googlar e irá ter a resposta se souber escrever a sua questão e se esta for adequada. No li-

mite encontrará textos com referência à questão que colocou. Algumas páginas da internete

que se distinguem no apoio ao R são as seguintes, para além da página do “Cran” já indicada:

Se o seu sistema operativo for o Windows Vista ou posterior, mas em português, exis- tem fortes possibilidades de a instalação do RStudio não encontrar o R. Neste caso desinstale o R e o RStudio e volte a instalar o R, mas instale-o na raiz do seu disco duro (c:) e depois instale o RStudio seguindo os parâmetros de defeito do programa. Uma vez instalados os dois programas, até ao final do semestre não atualize as ver- sões que instalou. É uma precaução útil! Nos exemplos que se seguem procurámos aumentar a complexidade das instruções à medida que nos habituamos ao R e vamos avançando nos diferentes capítulos. As instruções, ou comandos do R estão escritas em sombreado em Courier com dimensão 10. Não se esqueça o estudante que não estamos a fazer um curso de R pelo que a maioria das instruções são introduzidas através de exemplos do seu uso e não de explicações sobre elas próprias. O estudante encontra na página do CRAN, na secção de Manuais, um excelente texto de introdução que não deve imprimir mas antes consultar no seu computador porque esse ficheiro é frequentemente atualizado. Se a linha de instruções for demasiado comprida ela poderá ser dividida usando a “,” entre opções da instrução. O processador de texto utilizado nestes exercícios e questões foi o LibreOffice, pro- grama de licença gratuita. Para além deste texto será disponibilizado aos estudantes um fi- cheiro com terminação “.R” com todas as instruções aqui utilizadas e com indicação dos ca- pítulos e número de exercício.

II

GRÁFICOS E BASES DE DADOS

Vamos iniciar as questões e os exercícios com a apresentação de gráficos e o uso de bases de dados para que possamos usar estes conhecimentos em todos os restantes capítulos. Este co- nhecimento acaba por ser prévio ao próprio capítulo do livro que pretendemos acompanhar. Os ficheiros que vamos usar são do tipo “.csv”, que significa “comma separated values”. Um ficheiro deste tipo é lido de forma conveniente por programas de folhas de cálculo, como o Excel, Libreoffice, OpenOffice, Gnumeric e outros mais antigos. Também editores de texto como o Notepad++ para Windows, o Gedit, Kate ou Geany, para Linux os podem ler e corri- gir valores. O motivo porque preferimos ficheiros “.csv” deve-se ao facto de se terem tornado numa norma quase universal para portais da internete com dados estatísticos, para além de ocuparem muito pouco espaço em armazenamento.

1 Exercício: guardar e ler valores de uma base. Este exercício destina-se a mostrar como podemos guardar valores num ficheiro e como po- demos ir buscar valores a um ficheiro. Neste caso, o mesmo ficheiro. Evitamos desta forma ter ficheiros com instruções que incluem dados numéricos, por vezes longos e numerosos, que pretendemos usar. Retirámos do Instituto Nacional de Estatística (INE) os seguintes valores para o Con- sumo Final (CF) e o Produto Interno Bruto (PIB) a preços correntes em milhões de euros para os anos de 2010 a 2012. Vamos assim criar 3 conjuntos de valores com essa informação. A

instrução

é lido como “atenção que se segue uma observação e não uma instru-

ção para ser executada”.

Note que o símbolo

Nome_da_variável <- c(…, …)

#
#

cria uma coleção de valores da variável indicada.

#

Dados

 

CF<-c(155599.1, 150944.4, 142786.9)

 

PIB<-c(179929.8, 176166.6,168398)

 

anos<-c(2010,2011,2012)

 

#

Podemos organizar esses dados num quadro simples:

 

CN<-cbind(anos,CF,PIB)

 

#

… e mandar imprimir o objeto criado no monitor do nosso computador

CN

 

Devemos agora indicar qual o diretório onde vamos colocar a nossa informação. Va- mos para isso usar os menus do RStudio e copiar a instrução que vai surgir na janela de baixo à esquerda (janela dos resultados), para a incluirmos na janela principal de instruções e assim ficarmos definitivamente com ela. Desta forma, no futuro, não teremos necessidade de voltar a usar os menus para as instruções do programa. Depois da indicação sobre o local para o fi- cheiro usaremos a instrução para gravar esse mesmo ficheiro optando pela não gravação do nome atribuído às linhas, que neste caso seriam “1 2 3”.

# Em 'Session' + 'Set Working Directory' + 'Choose Directory'

# fazemos a escolha e depois copiamos

 

setwd("C:/Users/jasa/Dropbox/Lipsey")

 

#

e agora gravamos a noss base de dados

 

write.csv(CN,'Dados_CN.csv',row.names=FALSE)

 

Passámos a ter um ficheiro “.csv” com aqueles valores. Esse ficheiro pode ser lido

com um leitor de folhas de cálculo. Vamos agora ler esses dados, indicando que queremos os nomes das variáveis.

novos.dados<-read.csv('Dados_CN.csv',header=TRUE)

Depois de lidos esses valores vamos imprimi-los no monitor par os confirmar.

novos.dados

(a) Pede-se ao estudante que na página do INE (www.ine.pt) procure em dados da contabili- dade nacional os valores das Importações e das Exportações para os últimos 3 ou 4 anos e re- pita aquelas instruções acima, gravação em ficheiro e leitura posterior dos dados. Se vier a ter dificuldades com o separador decimal, “,”, pode ler um ficheiro “.csv” com um programa de texto (que não o Notepad do Windows) e depois proceder à substituição do indicador decimal que lá constar pelo “.”.

NOTA: na escolha do diretório onde vai guardar e buscar os seus dados pode optar por usar no menu “Session” + “Set Working Directory” + “To Source File Location” e desta forma passa a usar durante a sessão do RStudio o diretório onde leu o seu ficheiro com instruções.

2 Exercício: como representar valores num gráfico (linhas ou barras). No trabalho de análise os economistas usam frequentemente representações gráficas dos da- dos para melhor os perceberem. Vamos fazer dois gráficos para podermos ter uma ideia mais clara daqueles valores. Como iremos ver, estes gráficos não apresentam qualquer interesse por aquilo que apresentam, com apenas 3 observações, e também pela forma como são apre- sentados.

plot(novos.dados$CF,type='b',main='Consumo Final')

plot(novos.dados$CF,type='b',main='Consumo Final')

plot(novos.dados$PIB,type='l',main='PIB')

Final') plot(novos.dados$PIB,type='l',main='PIB')

Um gráfico de barras poderia ser mais útil para representar aqueles 3 anos. Façamos também uso de cores agradáveis e da inclusão de legendas.

C<-cbind(CF,PIB)

 

barplot(C,beside=TRUE,col = c("lightblue", "mistyrose", "lightcyan"),

legend=c('2010','2011','2012'),

 

main='Consumo Final e PIB (10^6 Euros)')

 

Como a segunda variável (PIB) tem valores mais elevados, a legenda acaba por ficar por cima dos últimos valores. Mas esse problema pode ser resolvido com as duas instruções abaixo, substituindo a última daquelas instruções acima e isolando as instruções com o cabe- çalho e as cores das colunas.

barplot(C,beside=TRUE,col = c("lightblue", "mistyrose", "lightcyan"),

main='Consumo Final e PIB (10^6 Euros)')

 

legend("bottom",legend=c('2010','2011','2012'),

 

fill=c("lightblue", "mistyrose", "lightcyan"))

 

Figura II.1

Figura II.1 Se estiver interessado em guardar esta Figura, poderá fazê-lo através dos menus da quarta

Se estiver interessado em guardar esta Figura, poderá fazê-lo através dos menus da quarta janela do RStudio, “Export” + “Save Plot as PDF” e preencher adequadamente a jane- la. Aconselhamos a que grave em “.pdf” porque se trata de uma forma dita vetorial, isto é, não perde qualidade quando aumenta a sua dimensão em documentos de texto. Também atra- vés de “Export” pode copiar o gráfico e depois colocá-lo num processador de texto.

(a) Com base nos dados que foi buscar à página do INE (Exercício 1), represente o gráfico de barras respetivo. Sugerimos um desafio adicional, alterar as cores das barras.

3 Exercício: como representar valores num gráfico (valores em níveis ou índices). Imagine que quer comparar a evolução da população num país subdesenvolvido com a popu- lação de um país desenvolvido. Vamos para isso recorrer aos dados da publicação anual da FAO (Food and Agricultural Organization da ONU), “Food and Nutrition in Numbers”, do ano de 2014. Temos dados para os anos de 1992, 2002 e 2014. Os valores estão em milhões e são para a Etiópia de 55.2, 69.9 e 96.5 e para a Suécia de 8.7, 8.9 e 9.6. Procure representar estes valores num gráfico. Comecemos por admitir que pensou num gráfico de barras simples, como fez acima. As instruções são as seguintes:

Anos<-c(1992,2002,2014)

Etiópia<-c(55.2,69.9,96.5)

Suécia<-c(8.7,8.9,9.6)

#

c.1<-cbind(Etiópia,Suécia)

c.1

barplot(c.1,beside=TRUE,col = c("blue", "green", "red"),

main='População da Etiópia e Suécia',ylab='10^6')

legend("topright",legend=Anos,fill=c("blue", "green", "red"))

Acha que este gráfico o ajuda a si ou a alguém que queira perceber a evolução entre aqueles anos? O melhor será, nestas situações, de grandezas tão díspares, passarmos aqueles valores a índices e assim podermos comparar a sua evolução. Vamos escolher o valor 100 como pri-

meiro valor para cada um daqueles países (1992). Numa variável que representa um vetor os seus elementos são identificados pelo parêntesis reto.

I.Etiópia<-100*Etiópia/Etiópia[1]

I.Suécia<-100*Suécia/Suécia[1]

I.c.1<-cbind(I.Etiópia,I.Suécia)

barplot(I.c.1,beside=TRUE,col = c("blue", "green", "red"),

main='População da Etiópia e Suécia',ylab='1992=100')

legend("topright",legend=Anos,fill=c("blue", "green", "red"))

Agora sim, já pode comparar a evolução daquelas populações. Enquanto na Etiópia a população cresce, na Suécia, embora com um ligeiro crescimento, podemos falar em estagna- ção da população (Figura II.2)

Figura II.2

em estagna- ção da população (Figura II.2) Figura II.2 (a) Represente graficamente, da forma que entender

(a) Represente graficamente, da forma que entender mais adequada, a evolução da população

rural constante da Quadro II.1.

Quadro II.1 – População rural em 10^6

 

1992

2002

2014

Etiópia

47.7

69.9

96.5

Portugal

5.1

4.6

4.0

Suécia

1.4

1.4

1.4

(b) Faça o mesmo para a produção de trigo constante do Quadro II.2.

Quadro II.2 – Produção de Trigo em 10^3 T

 

2009

2010

China

115115

115181

Brasil

5056

6171

Espanha

4724

5611

4

Exercício: como representar sucessões cronológicas num gráfico.

Na base de dados da PORDATA retirámos valores do PIB para Portugal a preços correntes em milhões de euros.

Quadro II.3 – PIB a preços correntes para Portugal

2003

2004

2005

2006

2007

2008

146158.3

152371.6

158652.6

166248.7

175467.7

178872.6

2009

2010

2011

2012

2013

2014

175448.2

179929.8

176166.6

169668.2

171211.1

174384.2

Certas sucessões cronológicas apresentam valores cujos acréscimos aumentam à me- dida que avançamos no tempo. Não só para a sua visualização, como para as mais variadas operações estatísticas, devemos transformá-las em logaritmos. Foi isso que fizemos nas ins- truções em baixo.

PIB<-c(146158.3,

152371.6,

158652.6,

166248.7,

175467.7,

178872.6,

175448.2,

 

179929.8, 176166.6, 169668.2, 171211.1, 174384.2)

 

# Leitura dos dados como sucessão cronológica de base anual de 2003 a 2014

 

PIB.PT<-ts(PIB,frequency=1,start=2003) # a frequência dos dados é anual (1)

l.PIB.PT<-log(PIB.PT) # passagem a logs

 

plot(l.PIB.PT,main='PIB a preços correntes (10^6 euros)',ylab='log(PIB)')

 

(a) Na mesma base de dados retirámos os valores do PIB per capita português em paridades de poder de compra relativamente ao PIB per capita da UE28 (dos 28 países da UE).

Quadro II.3 – PIB pc português em % do PIB UE28 (PPS)

2003

78

2009

81

2004

77

2010

81

2005

80

2011

78

2006

79

2012

76

2007

79

2013

79

2008

79

2014

Construa um gráfico e comente se deve passar os valores a logaritmos ou não. (b) Procure na mesma base de dados (PORDATA) os valores do PIB a preços constantes de um dado ano e faça a sua representação gráfica. Use como apoio um ficheiro “csv”.

5 Exercício: como associar variáveis em gráficos de dispersão (scatters).

No Quadro II.4 encontra para cada grupo de 3 colunas valores de 1992, 2002 e 2014. Na pri- meira linha temos o PIB per capita em dólares dos Estados Unidos do ano 2011 em paridades do poder de compra, na segunda linha a esperança de vida à nascença e na terceira a mortali- dade infantil até aos 5 anos por 1000 nado-vivos. Os 3 países ali representados são a Etiópia, Portugal e Suécia. Procure identificar a ordem de país por que estão distribuídos

Quadro II.4 – Valores do PIB e da Esperança de vida à nascença

PIBpc

28390.9

36019.0

38693.4

20405.7

25426.6

24882.4

506.6

634.7

1149.8

LE

78.0

79.8

81.4

74.3

77.1

80.4

47.8

53.7

62.3

Mr5

6.1

4.0

3.1

12.4

6.1

3.8

195.5

132.8

71.3

Uma forma de verificar se existe alguma relação entre aquelas variáveis é através de gráficos de dispersão. As instruções seguintes mostram como o podemos fazer.

PIBpc<-c(28390.9, 36019.0, 38693.4, 20405.7, 25426.6, 24882.4, 506.6,

 
 

634.7,1149.8)

 

LE<-c(78.0,79.8,81.4,74.3,77.1,80.4,47.8,53.7,62.3)

 

Mr5<-c(6.1,4.0,3.1,12.4,6.1,3.8,195.5,132.8,71.3)

 

#

 

plot(PIBpc,LE,main='Esperança de Vida à Nascença Vs PIBpc')

 

plot(Mr5,LE,main='Esperança de Vida à Nascença Vs Mortalidade Infantil')

Na Figura II.3 temos os gráficos com estas variáveis. Verificamos que para a esperan- ça de vida existe uma relação direta com o PIB per capita e uma relação inversa com a morta- lidade infantil. Podemos também constatar que essas relações não são lineares. Mas a isto ve- remos mais à frente.

Figura II.3 – Gráficos com o comportamento da esperança de vida

II.3 – Gráficos com o comportamento da esperança de vida (a) Com os dados já acima
II.3 – Gráficos com o comportamento da esperança de vida (a) Com os dados já acima

(a) Com os dados já acima indicados do Consumo Final e do PIB per capita para Portugal procure mostrar, de forma gráfica, se existe algum tipo de relação entre essas variáveis. (b) No Quadro 5 tem os valores dos défices públicos previstos para 2015 em percentagem do PIB e os últimos valores da taxa de juro dos títulos de dívida pública a 10 anos, como cons- tam da revista de informação económica The Economist de 28 de março de 2015, p.84. Pro- cure mostrar com um gráfico que relação poderá existir entre aquelas variáveis. Experimente incluir e excluir a Grécia.

Quadro 5 – Défices Orçamentais e Taxas de Juro

Défice Orçamental

TxJuro 10 anos

E.U.A.

2.5

1.9

China

2.9

3.34

Japão

7.0

0.31

RU

4.4

1.64

Canadá

1.7

1.35

Áustria

2.2

0.4

Bélgica

2.5

0.48

França

4.2

0.5

Grécia

3.4

10.98

Itália

3.0

1.34

Holanda

2.0

0.32

Espanha

4.5

1.29

6 Exercício: como representar algumas teorias económicas – função consumo. Vamos representar uma função consumo final das famílias de forma tradicional:

função consumo final das famílias de forma tradicional: onde C representa o referido consumo e Y

onde C representa o referido consumo e Y o rendimento disponível. O sub-índice t refere-se ao período de tempo, significando neste caso o período corrente. Para a sua representação ne- cessitamos de previamente a definir. A linguagem, a princípio pouco amigável, não envolve grande complexidade após alguma habituação.

# Função consumo – simples

C<- function(Y) {

10 + 0.88 * Y

}

Comecemos por indicar a expressão da função entre chavetas ({}) para nos habituar- mos à escrita de funções. Mais tarde deixaremos de o fazer. Obtenhamos agora os valores do consumo para alguns valores do rendimento, 100 e

120.

C(100) # consumo para rendimento igual a 100 C(120) # consumo para rendimento igual a 120

Como podemos perceber o consumo vai aumentando com o aumento do rendimento mas em proporção do rendimento vai-se reduzindo à medida que aumenta o rendimento. Tal pode ser verificado para aqueles valores do rendimento e ainda para um rendimento bastante afastado daqueles, 1500. A relação entre Consumo e Rendimento é designada por propensão média a consumir.

C(100)/100

# propensão média ao consumo para Y=100 # propensão média ao consumo para Y=120

 

C(120)/120

C(1500)/1500 # propensão média ao consumo para Y=1500

O que ali está ser descrito é simples: o Cristiano Ronaldo consume uma proporção do seu rendimento inferior ao que é normal para o comum dos mortais. Isto fica a dever-se àque- la fórmula da função Consumo e traduz razoavelmente o que se passa em termos empíricos. Façamos finalmente a representação gráfica daquela função.

curve(C,0,400,ylim=c(0,380),main='Função Consumo’,xlab='Rendimento',

curve(C,0,400,ylim=c(0,380),main='Função Consumo’,xlab='Rendimento',

ylab='Consumo')

curve(C,0,400,ylim=c(0,380),main='Função Consumo’,xlab='Rendimento', ylab='Consumo')

A função está representada para os valores de Y de 0 a 380. Para além das designa- ções apropriadas nos eixos das coordenadas indicámos os limites do eixo das ordenadas para obtermos um gráfico mais interessante desta função consumo e podermos ver o valor da in- terseção. Se pretendêssemos representar os consumos associados aos rendimentos de 100 e 120 poderíamos fazer

abline(v=c(100,120))

abline(v=c(100,120)) abline(h=c(C(100),C(120)))
abline(h=c(C(100),C(120)))

abline(h=c(C(100),C(120)))

tem a indicação v ou h para curva vertical ou horizontal e

c(100,120) representa os dois valores que queremos representar no referido eixo. Verá mais à frente que existem instruções para representações mais bonitas que esta.

onde a instrução

abline
abline

(a) Represente uma função consumo onde o coeficiente do rendimento (Y) seja de 0.90 esco- lhendo o estudante o valor do termo independente que achar apropriado. O rendimento pode- rá variar de 10 a 50. (b) Faça o mesmo que na questão acima para a situação em que o termo independente é nulo. Comente os resultados que obteve utilizando o exemplo dado acima.

7 Exercício: valores do consumo pessoal e do rendimento disponível. Vamos usar uma biblioteca com inúmeras bases estatísticas que foram usadas em estudos de economia. Começamos por a instalar e depois vamos chamá-la para usar informação nela contida. Neste caso é informação de ordem estatística. Nas instruções em baixo vamos usar a base de dados “Consumption” que está incluída na biblioteca. É conveniente saber o que ela

. Podemos simplificar e designar o rendimento por Y e o consu-

mo por C. Vamos representar o Consumo de acordo com a teoria do “rendimento permanen- te”, que se opõe à teoria keynesiana do consumo defendendo que no longo prazo C/Y (a pro- porção média a consumir) pode ser tomada (mais ou menos) como constante. Para isso repre- sentamos o Consumo no eixo das ordenadas e o rendimento no eixo das abcissas. Se tal teoria se verifica o Consumo corta a origem e tem uma inclinação inferior a 1.

contém:

help(Consumption)

# Função consumo em base de dados Ecdat

 

install.packages('Ecdat',depend=TRUE) # demora algum tempo o seu download

library(Ecdat) # colocar em memória a biblioteca Ecdat

 

data(Consumption)

 

help(Consumption)

plot(Consumption)

Y<-Consumption[,1] # leitura dos dados do Consumo

 

C<-Consumption[,2] # leitura dos dados do Rendimento das famílias

 

plot(Y,C,type='l',ylim=c(0,400000),xlim=c(0,400000),

 

main='Despesas de Consumo no Canadá, 1947:1 - 1996:4',

 

ylab='Despesas pessoais de consumo em $ de 1986',

 

xlab='Rendimento disponível em $ 1986')

 

abline(lm(C~Y), col="red",lty=2,lwd=3) # reta que passa por aqueles pontos

A instrução

abline
abline

é aqui apresentada por “antecipação”. O estudante apenas quando

estudar econometria estará em condições de perceber cabalmente o que ela representa.

NOTA: após a instalação de uma biblioteca deverá colocar à esquerda da instrução “#” para que mais tarde não acabe por instalar o que já tinha instalado.

(a) Calcule a propensão média a consumir e represente o seu comportamento. Dê a sua opi-

nião sobre o seu valor e sobre a sua evolução.

(b) Diga qual o valor médio, máximo e mínimo que essa variável tomou para aqueles anos.

8 Exercício: como representar algumas teorias económicas – eliminação da poluição. Vamos agora introduzir um exemplo de uma função não-linear. A redução da poluição produ- zida por uma unidade de produção em que 1€ eliminaria a mesma quantidade, qualquer que fosse o nível da poluição, não faz muito sentido. O conjunto de instruções que se seguem ilustra uma possível situação (Figura II.4).

#

Poluição em função da despesa para a sua eliminação

 

P<- function(E) {

 
 

10*( (1/1.5)^E )

 

}

 

curve(P,0,20,main='Eliminação de poluição',xlab='Despesas em milhares de

 

euros',ylab='Poluição em Toneladas')

 

#

Alguns valores elucidativos de mais 1000€ gastos na sua eliminação

 

P(0)-P(1)

 

P(2)-P(3)

P(12)-P(13)

 

Figura II.4

Após a definição da função e a sua representação, calculámos alguns valores que tra- duzem

Após a definição da função e a sua representação, calculámos alguns valores que tra- duzem o fenómeno. O primeiro milhar de euros leva a uma redução de 3.33 Toneladas de po- luição; quando passamos de 2 milhares para 3 milhares o ganho com a redução da poluição já é de apenas 1.48 T.; e quando passamos de 12 para 13 milhares de euros a redução já é ape - nas de 0.03 T.

(a) Proponha uma função não-linear, mas diferente desta, para expressar este fenómeno que

acabámos de ver.

(b) Altere apenas o parâmetro que multiplica o valor das despesas associando-o a inovação na

redução da poluição. Suponha que chama a esta nova função “P.1”. As instruções para ter as duas curvas no mesmo gráfico seriam, após a definição desta nova função “P.1”:

plot(P,0,20,main='Eliminação de poluição',xlab='Despesas em milhares de

euros',ylab='Poluição em Toneladas',col='red')

curve(P.1,0,20,add=TRUE,col='green')

Compare a eficiência na redução da poluição como foi feito acima. De notar que a instrução

se destina a fazer esta nova curva na Figura anterior. Como se colocasse uma

nova foto na mesma moldura sem eliminar a anterior.

add=TRUE

9 Exercício: como representar algumas teorias económicas – ajuda à circulação. Trata-se agora de reconhecer, num primeiro exemplo, que o investimento em segurança acaba por ter um retorno por cada € gasto que é crescente. As instruções para a Figura II.5, em bai- xo, são as seguintes:

# Despesas com segurança

P<- function(E) {

10 + (2^E)

}

curve(P,0,5,ylim=c(0,50),ylab='Passageiros em segurança (10^3)',

xlab='Despesas em milhares de euros',

main='Despesas com segurança de viagens')

Após a definição da nossa função passamos à instrução para a sua representação.

Figura II.5

Figura II.5 (a) Diga qual o ganho obtido quando se gasta o primeiro milhar de €

(a) Diga qual o ganho obtido quando se gasta o primeiro milhar de € e compare com o mes- mo ganho quando passamos de 4 para 5 milhares de euros. Comente o resultado

10 Exercício: nova função para a ajuda à navegação Talvez a curva acima (Figura II.5) não expresse de forma conveniente o fenómeno que pre- tendemos representar. Ele é de facto não-linear, mas talvez a relação não seja bem expressa desta maneira. Temos na Figura II.6 representada uma função que se aproxima do comporta- mento mais realista daquelas despesas com a segurança.

Figura II.6

realista daquelas despesas com a segurança. Figura II.6 As retas a verde traduzem o ponto máximo

As retas a verde traduzem o ponto máximo de segurança (associado a 4.44 milhares de € de despesa). Gastando mais € é impossível aumentar a segurança de uma forma absoluta. O maior ganho com o aumento das despesas está identificado com as retas a vermelho e cor- responde à despesa de 2.22 milhares de €. A partir deste ponto qualquer acréscimo das despe- sas leva a uma ganho que vai sendo cada vez menor, por unidade gasta, até ao ponto em passa a nulo em 4.44 e a partir daí se torna negativo. As instruções para chegarmos àquele gráfico envolvem alguma novidade face ao apresentado até aqui. Por isso indicamos alguns esclarecimentos sobre o que irá ser feito.

Uma vez que vamos usar uma instrução que pertence a uma biblioteca (package) es- pecífica devemos instalar previamente essa biblioteca através da instrução

install.packages('Deriv',depend=TRUE)

, já atrás usada, destina-se a garantir que todas as outras bibliote-

cas, das quais esta está dependente, também serão instaladas. Em seguida devemos chamar essa biblioteca para a ter ativa através de

a indicação de

depend=TRUE

library(Deriv)

A instrução de instalação de uma biblioteca, uma vez executada, deve ser antecedida de “#” de forma a que não seja reinstalada de novo quando corrermos mais tarde o mesmo conjunto de instruções. Comecemos pela definição da função que vamos usar:

#

Definição da função P(E)

 

P<- function(E) {

 
 

1 + 5*E^2 - .75*E^3

 

}

 
 

Vejamos em seguida como se comporta graficamente esta função:

#

Representação da função

 

curve(P,0,5,ylab='Passageiros em segurança (10^3)',

 
 

xlab='Despesas em 10^3 euros',

 
 

main='Despesas com segurança de viagens')

 

Como a função tem um máximo, vamos procurar determinar esse máximo. Analitica- mente trata-se de igualar a 0 a derivada daquela função, sendo o valor da segunda derivada negativo. Podemos usar uma instrução que nos leva a esse resultado sem termos de calcular as derivadas e igualar a 0 a primeira.

#

Qual o valor máximo que a função toma?

 

optimize(P, interval=c(4, 5), maximum=TRUE)

A indicação dos limites 4 e 5 é inspirada no gráfico da função obtido acima. Mas vol- temos às derivadas e à obtenção do máximo através delas. Pretendemos obter o valor máximo para a primeira derivada, ou seja, qual o valor marginal em € que conduz ao maior número de viagens em segurança. Ou dito de outra forma, qual o montante em € que é mais eficaz na proteção de viagens. Para isso vamos obter a função derivada de duas formas. Na primeira

usamos uma instrução da nossa biblioteca,

, e numa segunda usamos o papel e lápis

e fazemos nós os cálculos.

Deriv(P)
Deriv(P)

# Obtenção da função derivada de P(E)

Deriv(P)

derivada.P<- Deriv(P) # guardar a expressão da derivada

fazendo #

numa folha de papel, chegamos, após simplificação, a:

d.P<- function (E) {

10*E-((9*E^2)/4)

}

Podemos agora obter graficamente o comportamento da derivada da função. De ime- diato obteremos também o valor máximo para a derivada. O valor máximo da função primiti- va vem dado quando a sua derivada tomar o valor nulo.

#

Representação da função derivada

 

curve(d.P,0,5,ylim=c(0,12))

 

# Qual o valor máximo da derivada?

 

# usemos as duas expressões que temos para a derivada

optimize(d.P,interval=c(1,3),maximum=TRUE)

 

optimize(derivada.P,interval=c(1,3),maximum=TRUE)

 

De posse destes elementos podemos representar aquela função como consta da Figura II.6, acima.

#

Vamos fazer de novo a representação de P(E) com os novos dados que temos

curve(P,0,5,ylab='Passageiros em segurança (10^3)',

 
 

xlab='Despesas em milhares de euros',

 
 

main='Despesas com segurança de viagens',lwd=4,col='blue')

 

abline(v=4.44446,lty=2,col='green')

 

abline(h=P(4.44446),lty=2,col='green')

 

abline(v=2.2222,lty=2,col='red')

 

abline(h=P(2.2222),lty=2,col='red')

 

Neste caso temos várias instruções

abline
abline

que correspondem aos segmentos de retas

que queremos identificar. Mais à frente introduziremos segmentos e não apenas retas.

(a) Suponha que a nova função de passageiros em segurança é dada por P=10+25E²-E³. (i) Represente a nova função para os valores de domínio de 0 a 20. (ii) Obtenha o valor máximo da nova função. (iii) Obtenha a derivada desta função. Interprete os seus valores. (iv) Obte- nha o valor máximo da função derivada e interprete o seu valor.

11 Exercício: como representar e medir valores marginais. Vamos usar uma função de produção típica para representar os seus valores e ainda os valo- res marginais e médios. A representação consta da Figura II.7.

Figura II.7

Procurámos acompanhar as instruções para a sua obtenção com comentários adequa- dos ao que estamos

Procurámos acompanhar as instruções para a sua obtenção com comentários adequa- dos ao que estamos a fazer.

# Função de produção library(Deriv) # Devemos chamar a biblioteca Deriv # Definição da função
#
Função de produção
library(Deriv) # Devemos chamar a biblioteca Deriv
# Definição da função Q(L)
# Q: quantidade. L: centenas de horas de trabalho
Q<- function(L) {
10 + 25*L^2 - 2*L^3
}
#
Função do produto marginal
d.Q<-Deriv(Q)
#
Função do produto médio
Q.M<- function(L) {
Q(L)/L
}
#
Curva da F Produção
plot(Q,0,10,lwd=5,main='Função de Produção',ylab='Output',xlab='Horas de
trabalho (100)')
#
Curva do produto marginal
curve(d.Q,0,10,add=TRUE,lwd=3,col='red')
#
Curva do produto médio
curve(Q.M,1,10,add=TRUE,lwd=3,col='blue')
#
Vamos identificar aquelas curvas
lnames <- c('Output', 'Pmarginal','PMédio')
legend('topleft', lnames, col = c('black','red','blue'), lty = 1)
# Passemos à inclusão de certas características no mesmo gráfico
# Valor máximo da produção
O.Q<-optimize(Q, interval=c(6, 10), maximum=TRUE)
abline(v=O.Q$maximum,lty=3)
abline(h=Q(O.Q$maximum),lty=3)
#
Valor máximo do produto marginal
O.d.Q<-optimize(d.Q,interval=c(2,6),maximum=TRUE)
abline(v=O.d.Q$maximum,lty=3,col='green')
abline(h=d.Q(O.d.Q$maximum),lty=3,col='green')
#
Valor máximo do produto médio
O.Q.M<-optimize(Q.M,interval=c(4,8),maximum=TRUE)
abline(v=O.Q.M$maximum,lty=3,col='cyan')

abline(h=Q.M(O.d.Q$maximum),lty=3,col='cyan')

Em resultado das instruções para a representação das curvas construímos a Figura II.7. Se pretendermos ver um conjunto de valores, por exemplo de L igual a 1 até 10, para o output, o produto marginal e o produto médio, bastará fazer:

# Valores de L, Outuput, Produto Marginal e Produto Médio

L<-c(1,2,3,4,5,6,7,8,9)

 

cbind(L,Q(L),d.Q(L),Q.M(L))

 

(a) Suponha que a função de produção vem dada por Q=35L²-3L³. Represente a produção to- tal, os custos médios e marginais tal como fizemos acima. Comente os resultados que obteve, em especial esclareça o significado de rendimentos decrescentes.

III

CONCEITOS BÁSICOS DA ECONOMIA

Vejamos um conjunto de conceitos e princípios elementares, mas essenciais, que caracterizam a economia.

1 Questão: complexidade da economia.

Como explica que ao querer comprar um telemóvel tenha várias opções de marcas, de mode- los com características tão diferentes e de vários locais onde o pode comprar, sem esquecer que pode comprar através da internete? Não será confusão a mais?

2 Questão: complexidade e inovação.

Como explicaria a alguém vivendo no século das descobertas que um seu amigo trabalhando

a erguer um muro com cimento e tijolo pode usar o telemóvel para encomendar mais

cimento?

3 Questão: inovação e bem-estar.

Como pode haver produtores de fogões com as mais variadas tecnologias se os velhos fornos

a lenha e as lareiras podem, com melhoria de qualidade, preparar os alimentos que consumi-

mos?

4 Questão: os economistas também erram.

Tenha em conta que se alguém vai ao médico para tratar uma constipação e se essa constipa- ção se agravar e passar a ter uma pneumonia essa mesma pessoa voltará ao médico para se poder tratar. Esta atitude fá-lo lembrar a situação dos cidadãos perante os economistas em tempo de crise?

5 Questão: compras por solidariedade?

Os consumidores que se deslocam ao mercado de legumes para comprar espinafres fazem-no porque os produtores de espinafres precisam de dinheiro para a manutenção dos tratores e de-

mais equipamento.

6 Questão: consumo como ato de simpatia para com produtores.

Não acha espantoso ver nas bancadas do mercado de legumes tantas variedades e qualidades de legumes e outros produtos hortícolas? Isso deve-se certamente ao facto de os agricultores

gostarem de agradar aos consumidores, sobretudo das cidades, e dessa maneira serem bem vistos por estes. Comente.

7 Questão: as botas e o Governo.

A razão porque se vendem mais botas que sapatos no inverno deve-se ao fato de os governos insistirem com os produtores de calçado para que produzam mais botas nessa altura do ano. Comente.

8 Questão: economias centralizadas e descentralizadas.

“Numa economia de decisões centralizadas deixa de haver problemas de 'falhas de coordena- ção', de 'controlo de qualidade', de 'incentivos incorretos' e problemas de 'degradação do meio ambiente'. Dê a sua opinião.

9 Questão: fatores de produção. Apresente uma classificação dos fatores de produção. Que critérios usou para a sua classifica- ção.

10 Questão: propriedade dos fatores de produção.

A propriedade privada dos fatores de produção impede que estes sejam usados da forma mais

eficiente porque a sua utilização depende dos interesses do seu proprietário. Comente.

11 Questão: objetivos sociais do mercado.

A existência de incentivos (de mercado) numa economia de mercado desvirtua os objetivos

sociais da atividade humana.

12 Questão: ainda mais sobre botas e governo.

Numa economia de mercado o preço das botas para aquecer os pés e proteger da chuva deve- ria ser fixado pelo governo para que todos pudessem ter botas quando necessário. Dê a sua opinião.

13 Questão: instituições e economia de mercado.

Reconhece algumas instituições, que por serem importantes para a economia, o seu funciona-

mento não adequado tenha prejudicado a economia?

14 Questão: respeito por direitos de propriedade privada.

A revisão de um Plano Diretor Municipal (PDM) sem que os prejudicados por essas revisões

sejam indemnizados revela desrespeito pela propriedade privada?

15 Questão: Alfred Marshall e a definição de economia.

Compare a seguinte definição apresentada por Alfred Marshall (Principles of Economics, 1890) 1 “Political Economy or Economics is a study of mankind in the ordinary business of life; it examines that part of individual and social action which is most closely connected with the attainment and with the use of the material requisites of wellbeing.” com a definição mais comum de Lionel Robbins (Essay on the Nature and Significance of Economic Science, 1932) 2 “the science which studies human behavior as a relationship between ends and scarce means which have alternative uses.”

16 Questão: a escassez não existe (a).

Porque será a escassez inevitável? Que levará um consumidor que em 1981 adquiriu um com-

putador (Sinclair) ZX80 a ter comprado mais 12 computadores até 2014?

17 Questão: a escassez não existe (b).

A escassez gera escolhas ou conduz a estados de ansiedade e de pânico dos consumidores?

2 Veja em https://mises.org/library/essay-nature-and-significance-economic-science

18 Questão: free lunch e comportamentos individuais. Já ouviu falar de “There is no such thing as a free lunch”. Sabe o que significa? Estará relaci- onada com o conceito de “custo de oportunidade”?

19 Exercício: uma aplicação do custo de oportunidade. Imagine que depois de uma semana de intenso estudo o estudante recebe 15€ para poder fes- tejar numa saída no sábado à noite. Gosta de piza e cerveja. O preço de um fino é de 1€ e o de uma pequena fatia de piza 2€. Vejamos a sua reta de orçamento, tendo em conta que

2€. Vejamos a sua reta de orçamento, tendo em conta que ou, neste caso ou ainda,

ou, neste caso

a sua reta de orçamento, tendo em conta que ou, neste caso ou ainda, em termos

ou ainda, em termos de pedaços de Piza

Piza = Y/P piza – (P cerveja /P piza )*Cerveja

As instruções para a sua representação são as seguintes:

# Custo de oportunidade Y<-15 Ppiza<-2.0 Pcerveja<-1.0 Piza<- function(Cerveja) { (Y/Ppiza) -
# Custo de oportunidade
Y<-15
Ppiza<-2.0
Pcerveja<-1.0
Piza<- function(Cerveja) {
(Y/Ppiza) - (Pcerveja/Ppiza)*Cerveja
}
curve(Piza,0,15,ylim=c(0,7.5),xlim=c(0,15),col='red',lwd=3,main='Reta
orçamental, Y=15€',xlab='Cerveja',ylab='Piza')

Os limites dos eixos tiveram em conta que se não consumir nenhuma cerveja poderá consumir 7.5 pedaços de piza e se não comer qualquer pedaço de piza poderá beber 15 finos. Esqueçamos o exagero que significa beber tanta cerveja e retenhamos o que se passa quando bebe 1 fino e come 7 pedaços de piza e decide aumentar o seu consumo de cerveja de mais 2 finos. Apenas o poderá fazer se reduzir o seu consumo de piza de um pedaço passando a consumir agora 6 pedaços. O aumento do consumo de um bem é possível com a redução do consumo de outro bem. As instruções para esta última informação são as seguintes

Piza(0) Piza(15) Piza(1) Piza(3)
Piza(0)
Piza(15)
Piza(1)
Piza(3)

(a) Suponha agora que a Cerveja aumenta 50% de preço e que a piza passa a custar o dobro. Represente de novo a curva do orçamento e diga qual o custo de oportunidade de um fino quando consome 2 pedaços de piza.

(b) Ignore as despesas com a frequência dos cursos. Para os EUA 3 , os rendimentos esperados totais (25-64 anos) baseados na mediana dos rendimentos de cada grupo de qualificações, com referência a 2011, são os seguintes, tomando os empregados que apenas têm o curso se- cundário por base (1.0):

Formação mais elevada

Rendimentos brutos

Secundário

1.00

Licenciado

1.65

Mestrado

1.96

Doutoramento

2.43

Tendo por base estes dados discuta o conceito de custo de oportunidade de ingressar mais cedo no mercado de trabalho. Represente aqueles dados num gráfico.

NOTA: use como instrução para a sua representação

barplot(y,density=10,col='blue',main='Rendimentos Brutos - relativos')

20 Exercício: fronteira das possibilidades de produção (FPP). Vamos supor que numa economia se produzem dois bens: “Roupa” e “Comida”, que medi- mos em unidades adequadas. A utilização de todos os recursos disponíveis durante uma se- mana, conduz, entre outras, às alternativas de produção representadas pela função:

às alternativas de produção representadas pela função: Onde aqueles parâmetros tomam os valores: A combinação

Onde aqueles parâmetros tomam os valores:

A combinação daquelas possibilidades de produção conduz à seguinte representação (Figura III.1).

.
.

3 Sandy Baum, Jennifer Ma and Kathleen Payea, Education Pays 2013, The beneficts of higher education for individuals and society, College Board, 2013

Figura III.1 – FPP

Figura III.1 – FPP As instruções para a sua obtenção foram as seguintes # FPP

As instruções para a sua obtenção foram as seguintes

# FPP Comida<-function(alpha,beta,Roupa) { 100+alpha*Roupa-Roupa^beta } Comida(.2,2,0) Comida(.2,2,10.1)
# FPP
Comida<-function(alpha,beta,Roupa) {
100+alpha*Roupa-Roupa^beta
}
Comida(.2,2,0)
Comida(.2,2,10.1)
Roupa<-c(0:10)
cbind(Roupa,Comida(.2,2,Roupa))
curve(Comida(.2,2,x),0,10,main='FPP',ylab='Comida',xlab='Roupa',col='red',
lwd=2) # x é a variável independente, aqui, a Roupa
points(10,30,col='dark blue',lwd=5)
points(4,70,col='dark red',lwd=5)
points(6,Comida(.2,2,6),col='dark cyan',lwd=5)

Vejamos alguns esclarecimentos quanto ao uso da função. Definimos a função de for- ma mais genérica do que até agora havíamos feito. Incluímos nos seus argumentos os parâ- metros “alpha” e “beta”, por esta ordem, para além da variável independente. Em seguida procurámos saber qual o valor máximo de Comida (quando o valor da Roupa é nulo) e o va- lor mínimo (ou nulo) de Comida quando o valor da Roupa é máximo. Obtivemos também uma listagem de valores de Roupa de 0 a 10 e calculámos os valores da Comida a eles associ- ados. Com estes valores o estudante pode ver o que se passa com os custos de oportunidade da Roupa quando aumentamos a sua produção de 1 unidade, de 0 para 1, e quando aumenta- mos a sua produção de 9 para 10. Fizemos em seguida o gráfico e finalmente representámos alguns pontos. O estudante deve pronunciar-se sobre se esses pontos são viáveis ou não e porquê.

O gráfico ficaria muito mais interessante se representássemos segmentos que traduzis-

sem os custos de oportunidade. A instrução adequada é

(x 0 ,y 0 ) representa o ponto de partida e (x 1 ,y 1 ) o de chegada.

. Onde

segments(x

0 ,

y

0 ,

x

1 ,

y

1 , …)

segments(0,0,0,100,lty=2,col='blue')

 

segments(1,0,1,Comida(.2,2,1),lty=2,col='blue')

 

segments(0,Comida(.2,2,1),1,Comida(.2,2,1),lty=2,col='blue')

 

#

 

segments(9,0,9,Comida(.2,2,9),lty=2,col='blue')

 

segments(10,0,10,Comida(.2,2,10),lty=2,col='blue')

 

segments(10,Comida(.2,2,10),9,Comida(.2,2,10),lty=2,col='blue')

O estudante pode estar convencido que o que estudou em matemática, mesmo o mais simples, será sempre importante em economia!

(a) Execute as instruções em baixo. Esclareça o que esteve na origem da evolução da curva

azul para a vermelha e finalmente para a verde.

Comida<-function(constante,alpha,beta,Roupa) {

constante+alpha*Roupa-Roupa^beta

}

curve(Comida(40,.2,1.6,x),0,11.87,main='Evolução da FPP',ylab='Comida',

xlab='Roupa',col='red',lwd=5,ylim=c(0,50))

curve(Comida(50,.2,1.6,x),0,11.87,col='green',lwd=5,add=TRUE)

curve(Comida(30,.2,1.6,x),0,11.87,col='blue',lwd=5,add=TRUE)

Represente para cada uma das curvas o ponto correspondente à quantidade de Roupa = 8 e determine os valores associados de Comida.

NOTA: a curva a verde, a segunda, tem um domínio e um contradomínio mais alargado que as restantes, pelo que os valores dos limites dos eixos devem corresponder aos desta curva. Represente um ponto que seria impossível de atingir com a curva mais próximo da origem e que seria possível já com a curva mais afastada.

(b) Esclareça o que se passou da curva verde para a azul e depois para a vermelha. As instru-

ções são as seguintes:

Comida<-function(alpha,beta,Roupa) {

100+alpha*Roupa-Roupa^beta

}

curve(Comida(.2,2,x),from=1,to=10,main='Deslocamentos da FPP',

ylab='Comida',xlab='Roupa',col='red',lwd=5)

curve(Comida(.2,2.5,x),1,10,col='green',lwd=5,add=TRUE)

curve(Comida(.2,2.2,x),1,10,col='blue',lwd=5,add=TRUE)

Represente os pontos correspondentes a Roupa = 6.

(c) Tome a primeira e a segunda destas curvas. Investigue o que se passa em termos de custos

de oportunidade de produção de Roupa quando se aumenta de 0.5 unidades a produção de Roupa partindo da produção de 0 e de 5.5 unidades (0 para 0.5 e 5.5 para 6).

NOTA: ao calcular os valores associados a 0 e 0.5 use

x<-c(0,.5)

.

21 Questão: o ME e os sapatos. Quantas vezes depois de comprarmos um par de sapatos descobrimos que o mau acabamento

nos provoca incómodo aos pés. O problema reside na falta de atenção do Ministério da Eco- nomia aos problemas da qualidade dos sapatos. Dê a sua opinião.

22 Questão: sem incentivos públicos não há mercado.

Comente a afirmação: “existem tantas alternativas de negócios em Portugal e que não são aproveitadas porque não existem incentivos por parte das autoridades”.

23 Questão: circuito do rendimento e da despesa.

Suponha que na produção de sapatos 30% das receitas resultam em rendimentos dos trabalha-

dores, que por sua vez consomem o correspondente a 90% do seu rendimento. Se os impostos forem o correspondente, em sede de IRS, a 20%, e o Governo gastar todo o acréscimo das suas receitas, diga como evolui a procura global na economia quando se produzem mais 100 000€ de sapatos.

24 Questão: circuito circular da atividade económica.

Esclareça a afirmação: “sem despesa não haverá rendimentos para distribuir e sem rendimen- to não haverá despesa”. Os autores fisiocratas (Séc. XVIII, sobretudo na segunda metade) preocuparam-se com o fluxo circular da atividade económica, imagina porquê?

25 Questão: divisão do trabalho.

Para Adam Smith a causa principal da prosperidade de uma Nação residia na crescente divi- são do trabalho. 10 trabalhadores poderiam produzir 48 000 alfinetes por dia se cada um de- les, se especializasse em tarefas específicas, enquanto sem essa especialização um trabalha- dor produzia quanto muito apenas 1 alfinete. Esta ideia mantém-se ainda hoje com o desen- volvimento das tecnologias de informação e comunicação?

26 Questão: ainda a divisão do trabalho.

Adam Smith acreditava que a divisão de trabalho atuaria principalmente na indústria e não na

agricultura. Estaria correto?

27 Questão: economia de troca.

Uma economia de troca destinge-se de uma economia monetária pela poupança de moeda que existe na primeira, porque as trocas também se podem fazer sem a sua presença?

28 Questão: economia de troca e economia monetária.

Sabe o que são custos de transação? Esclareça a sua presença na passagem de uma economia de troca a uma economia monetária.

29 Questão: poder de compra de uma unidade monetária.

Comente: “as trocas numa economia monetária são mais complexas que numa economia de

troca porque passou a ser necessário conhecer o poder de compra da moeda usada”.

30 Questão: bens não compram bens.

Robert Clower (1926-2011) escreveu que: nas nossas economias a moeda compra bens reais e os bens reais compram moeda, mas os bens reais não compram bens reais! Será que tinha razão?

31

Questão: moeda como invenção.

A moeda será uma invenção dos Príncipes para melhor controlarem (e enganar) os súbditos

ou terá sido uma invenção não intencional, que resultou de comportamentos espontâneos?

32 Questão: fases de globalização.

Sabe identificar os períodos das diferentes fases de globalização: finais Séc-XV – Séc. XIX; metade do Séc. XIX – agosto de 1914; e posterior a 1945? Sabe qual a designada “idade de ouro do capitalismo”? Ou os “trinta gloriosos”?

33 Questão: custos e benefícios da globalização.

Do conjunto destes pontos identifique quais são benefícios ou custos atribuídos ao atual pro- cesso de globalização: (a) liberdade de trocas; (b) custos ambientais; (c) liberdade de migra- ções; (d) “fuga de cérebros”; (e) menor diversidade cultural; (f) acesso a bens culturais; (g)

maior dimensão de atividades produtivas; (h) maior concorrência; (g) concorrência de impo- sições fiscais e fuga a impostos; e (i) volume de investimento.

34 Questão: liberdade de trocas condicionada.

Portugal, em meados de 2015, dialoga com as autoridades norte-americanas a autorização por parte destas de importação de produtos hortícolas e da pecuária. Entretanto passou a ter auto- rização para exportar para o México frutas como a pera rocha. Discuta se a atitude de países controlando a entrada destes produtos não é uma atitude de proteção dos seus produtores. Não esqueça a existência há uns anos atrás da Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB).

35 Questão: economia tradicional.

A designação de economia de mercado parece-lhe adequada para designar as práticas sociais

em que o Sr. Silva ajuda na vindima do Sr. José que por sua vez dá uma mãozinha na apanha

da

batata do Sr. Silva?

36

Questão: economia de decisão central.

Na ex-União Soviética e em alguns outros países a propriedade do capital e em parte dos re- cursos naturais cabia ao Estado que através de órgãos próprios determinava o que deveria ser produzido. Como chama a este tipo de economia?

37 Questão: economias mistas.

Porque motivo se diz que a natureza das nossas economias é “mista”, contrapondo-as a outras formas de organização?

38 Questão: falácias.

Sabe o que é uma falácia? O número de falácias estará mais próximo da dezena ou das cente-

nas?

39 Questão: falácia comum em economia (a).

A 22 de junho de 2011 encontramos esta notícia num jornal norte-americano: “Last year's

May delivery of lamb fetched about $1.39 a pound; this year the price is around $2.20 a pound, said Fisher, the immediate past president of American Sheep Industry Association.”.

O título da notícia era “Lamb Prices At Record High Due To High Demand, Low Supply”.

Em Portugal uma ovelha chegou a ser vendida por 150 euros no produtor, em 2015, no início do ano, o seu preço já rondava os 30 euros. Que fenómeno estará por detrás desta evolução?

40 Questão: falácia comum em economia (b).

A 15 de junho de 2014 a imprensa fez-se eco desta afirmação do presidente da Mirtilusa (José

Carlos Sousa): “Para consumirmos tanto mirtilo e tanta plantação que está a ser feita, as pes- soas têm de abdicar de todo o género alimentar e comer só mirtilos. Acho que é uma loucura incentivar tanta gente 4 a fazer plantações”. Que fenómeno estranho pode levar os portugueses

a produzir mirtilos em excesso?

41 Questão: falácia comum e complexa em economia (a).

A 7 de novembro de 1557, ao fim da tarde foi avistado em Lisboa um cometa que voltaria a

ser avistado no dia 9 em Vila Franca-de-Xira por D. Sebastião. Parecia então que o cometa caminhava para sul. Melhor informação de Deus sobre a iniciativa guerreira do Rei em Mar- rocos não poderia existir. Diz-se que repetia “diz o cometa que acometa”. Não vale a pena contar o resto da história. Estamos perante uma falácia conhecida. Qual?

42

Questão: falácia comum e complexa em economia (b).

O

filósofo António José Saraiva (1917-1993) designou a falácia post hoc ergo propter hoc

por “falácia da ignorância de causa”. Reconhece a falácia nesta observação “o maior consu- mo de medicamentos leva as pessoas a envelhecerem, se não se consumissem tantos medica- mentos a população seria mais jovem!”.

43

Questão: ceteris paribus.

A

hipótese ceteris paribus significa o quê?

44

Questão: a necessidade do uso da hipótese ceteris paribus.

Na sua opinião esta hipótese deve ser usada sempre que necessário para adaptar os dados às nossas teorias?

4 O ProDer teve em 2008 2 pedidos de apoio à plantação de mirtilo e em 2012 245. Já os pedidos apoiados passaram de 2 para 336. A produção deste pequeno fruto é feita no centro e norte do país.

IV

PROCURA, OFERTA E PREÇOS

1 Exercício: curvas de procura individuais Um dado agente económico apresenta os seguintes desejos de compra, para um mês, em face dos preços, de três bens (A, B e C) (Quadro IV.1).

Quadsro IV.1 – Procura de bens por parte de um agente

A

B

C

Preço

Quant.

Preço

Quant.

Preço

Quant.

10

0

2

100

3.5

100

20

0

3

90

4

50

30

5

4

60

4.5

10

40

10

5

30

5

9

50

30

6

5

5.5

8

As instruções que conduzem à representação destas três curvas são as seguintes:

# Procura

 

P_A<-c(10,20,30,40,50)

 

Q_A<-c(0,0,5,10,30)

 

P_B<-c(2,3,4,5,6)

 

Q_B<-c(100,90,60,30,5)

 

P_C<-c(3.5,4,4.5,5,5.5)

 

Q_C<-c(100,50,10,9,8)

 

cbind(P_A,Q_A,P_B,Q_B,P_C,Q_C) ; # para conferirmos os valores

par(mfrow=c(1,3)); # para criar 3 figuras lado a lado

 

plot(Q_A,P_A,type="b",main="Bem A",col='blue',lwd=2)

 

plot(Q_B,P_B,type="b",main="Bem B",col='green',lwd=2)

 

plot(Q_C,P_C,type="b",main="Bem C",col='pink',lwd=2)

 

De notar que vamos ter três curvas na mesma figura. Na instrução

type='b'

temos agora a

significando que a curva é formada por pontos e linhas em conjunto. As di-

plot
plot

opção

ferentes curvas estão representadas na Figura IV.1.

Figura IV.1

Curvas individuais de procura

na Figura IV.1. Figura IV.1 Curvas individuais de procura (a) Sugira três tipos de bens que

(a) Sugira três tipos de bens que podem ter aquele comportamento da procura por parte de um

agente.

2 Exercício: agregação de curvas de procura individuais Considere uma economia com três consumidores do bem A durante um dado período de tem- po. A relação entre preço e quantidade procurada desse bem A encontra-se no Quadro IV.2

Quadro IV.2 – Procura de um bem por parte de 3 agentes

Preço

Agente X

Agente Y

Agente Z

10

10

0

0

9

25

0

2

7

40

0

4

6

50

5

6

5

60

6

9

4

80

7

12

3

100

9

16

A representação das curvas individuais e da procura global (agregada, ou de mercado) desse bem, assim como os cálculos necessários a esta última, seriam obtidos pelo conjunto de instruções em baixo.

# Procura individual e agregada P<-c(10,9,7,6,5,4,3) Qx<-c(10,25,40,50,60,80,100) Qy<-c(0,0,0,5,6,7,9)
#
Procura individual e agregada
P<-c(10,9,7,6,5,4,3)
Qx<-c(10,25,40,50,60,80,100)
Qy<-c(0,0,0,5,6,7,9)
Qz<-c(0,2,4,6,9,12,16)
#
quadro com os valores
cbind(P,Qx,Qy,Qz)
#
figuras das 3 procuras e da procura de mercado
par(mfrow=c(1,4))
plot(Qx,P,type="b",main="Agente X",col='blue',lwd=2)
plot(Qy,P,type="b",main="Agente Y",col='green',lwd=2)
plot(Qz,P,type="b",main="Agente Z",col='cyan',lwd=2)
plot(I(Qx+Qy+Qz),P,type="l",main="Mercado",col='red',lwd=4)

Resulta daqui a seguinte representação gráfica (Figura IV.2).

Figura IV.2

Curvas de procura individuais e de mercado

(a) Admita o estudante que para os primeiros preços (10, 9 e 7) a procura

(a) Admita o estudante que para os primeiros preços (10, 9 e 7) a procura do Agente Y passa

a ser de 1, 1.5 e 2 unidades e a do Agente Z de 2, 3 e 5. Faça os respetivos cálculos para a re- presentação das curvas individuais e do mercado.

3 Exercício: curva da procura dependente dos preços e do rendimentos Consideremos que na Quadro IV.3 temos a procura de “bife” (100grs) de vaca por parte de

um agente X pelo período de 1 mês. Admitimos duas hipóteses para o seu rendimento, 1000€

e 2000€.

Quadro IV.3 – Procura de bife de vaca (100grs) por parte do agente X

Preço

Agente X (Y=2000)

Agente X (Y=1000)

0.75

25

19

1

19

14

1.25

14

10

1.5

10

8

1.75

8

6

2

6

5

2.25

5

4

As instruções seguintes organizam os dados para a representação das curvas da procu- ra. A primeira instrução destina-se a criar o ambiente gráfico de “um gráfico por janela”, por- que atrás tínhamos criado um outro ambiente gráfico.

# Procura com deslocamento

 

par(mfrow=c(1,1))

 

P<-c(.75,1,1.25,1.5,1.75,2,2.25)

 

Bife.0<-c(25,19,14,10,8,6,5) # Y=2000

 

Bife.1<-c(19,14,10,8,6,5,4)

# Y=1000

 

cbind(P,Bife.0,Bife.1) # vejamos os valores da procura para os dois

#

rendimentos

 

plot(Bife.0,P,xlim=c(4,25),type='b',col='dark red',lwd=2,

 

main='Procura de bife de vaca',xlab='100 grs.',ylab='Preço')

 

lines(Bife.1,P,type='b',col='dark cyan',lwd=2)

 
legend('topright',legend=c('Y=2000','Y=1000'),

legend('topright',legend=c('Y=2000','Y=1000'),

fill=c('dark red','dark cyan'))

legend('topright',legend=c('Y=2000','Y=1000'), fill=c('dark red','dark cyan'))

Estamos perante um deslocamento da curva da procura tendo em atenção uma altera- ção dos rendimentos.

(a) Considere que o rendimento é de 1000€. Qual o aumento da procura de bife quando o pre-

ço passa de 1.5€ para 1€.

(b) Tome agora o rendimento de 2000€. De quanto aumenta a procura de “bife” quando o

preço passa de 1.25 para 1.0? E se o rendimento cair para 1000€? Neste caso o nosso consu- midor continua a procurar 14 unidades. O preço caiu mas ele procura a mesma quantidade. Não acha estranho este resultado?

4 Exercício: agregação de curvas da procura dependentes dos preços e do rendimentos

Quadro IV.4 – Procura de bife de vaca (100grs) por parte de 2 agentes

Preço

A (Y=2000)

A (Y=1000)

B (Y=2000)

B (Y=1000)

0.75

25

19

13

10

1

19

14

11

8

1.25

14

10

9

5

1.5

10

8

7

1

1.75

8

6

5

0

2

6

5

3

0

2.25

5

4

1

0

NOTA: aproveite instruções já apresentadas acima para responder a (a) e (b).

(a) Represente as 4 curvas de procura num mesmo gráfico. Faça o mesmo para a curva agre-

Por que motivo indica o li-

mite do eixo das abcissas e não das ordenadas?

gada quando o rendimento de A é de 1000€ e o de B é de 2000€.

(b) Dê um exemplo de como uma variação positiva do preço é acompanhada pelo aumento da

procura devido ao não respeito da hipótese ceteris paribus.

5 Exercício: funções procura lineares e não-lineares

Raros são os fenómenos em economia que podem ser representados por relações lineares. Va- mos representar duas funções procura, a primeira linear e a segunda (não linear) em logs:

1) P =  o -  1 Q 2) P =  0 Q
1) P =  o -  1 Q
2) P =  0 Q 1