HISTÓRIA DA TERAPIA JAPONESA DE MOKITI OKADA
Resumo:
Esse artigo diz respeito à Terapia Japonesa de Mokiti Okada que começou suas atividades antes mesmo de fundar um segmento religioso, cujo principal ramo era a salvação de pessoas enfermas e que essa atividade começou ainda quando ingressou na religião OOmoto Kyo. Abordo no artigo informações fruto de minhas pesquisas baseadas no Livro Luz do Oriente para esclarecer e compreender melhor como tudo começou na vida Dele No entanto, quero frisar que as palavras dos textos que colocarei aqui nesse livreto, não são palavras minhas e sim cópias das palavras escritas nos livros pesquisados acima mencionado e também no Livro publicado pela MOA – Mokiti Okada Association. Por conseguinte, começarei contando a História de Meishu Sama resumida de acordo com os escritos do Livro Luz Oriente.
Objetivo: Informar aos membros messiânicos ligados a religião que desconhecem que Mokiti Okada, não queria fundar uma religião e sim salvar as pessoas através de seu método de tratamento que denominou Tratamento Espiritual de Digitopuntura no Estilo Okada. E que somente fundou uma religião por que foi obrigado para não ferir a entidade médica do Japão e assim denominou essa terapia de Joorei. Finalidade: Levar conhecimento as pessoas ligadas a religião e também a muitos dirigentes de igrejas que não acreditam que seu método salva como tratamento e não precisa ter fé e ser ligado ao segmento religioso messiânico para salvar e curar muitas doenças.
Introdução
MINHA HISTÓRIA
Atualmente, mais da metade das pessoas do mundo inteiro professam alguma fé religiosa.
A grande maioria segue uma das três grandes religiões: o cristianismo, o islamismo ou o budismo
fundado respectivamente, como todos sabem, por Jesus Cristo, Maomé e Sakyamuni.
O principal meio de divulgação empregado por esses religiosos foi a palavra escrita e oral,
fundamentada em seus ensinamentos; parece mesmo que não se utilizaram de nenhum outro método. O meu caso, porém, é totalmente diferente. Tal como essas religiões, também temos ensinamentos, mas eles constituem apenas um dos nossos meios de divulgação e, no seu conjunto, abrangem todos os aspectos da cultura necessários à vida humana. Pretendemos, especialmente, corrigir os erros da civilização já formada, e o fazemos através dos mais diversos métodos e de fatos reais.
O nosso maior objetivo é eliminar deste mundo a doença, a miséria e o conflito. Entretanto,
como sempre tenho falado sobre esse tema, não me aterei a ele aqui. Aqueles que me conhecem, cientes da grande obra de salvação por mim realizada, naturalmente gostariam de saber tudo o que for possível a meu respeito; no futuro, será incalculável o número de pessoas, no mundo inteiro, que terão o mesmo desejo. Assim, como criador do princípio do Mundo Paradisíaco, pretendo deixar
para as gerações vindouras a imagem mais fiel da minha pessoa, e por isso escreverei a meu respeito. Parece-me estranho que aqueles três grandes religiosos - Cristo, Maomé e Sakyamuni - tenham expressado suas ideias de forma tão bem elaborada, através de magníficos ensinamentos, como podemos ver, por exemplo, nos oitenta e quatro mil livros relacionados ao budismo - esforço esse louvável - mas nada tenham falado a respeito de si mesmos. É como se estivessem trajados com magníficas vestes e não quisessem tirá-las; desse modo, não podemos conhecer suas impressões e confissões. Talvez eles não nos tenham revelado o seu íntimo por não terem vontade de fazê-lo, mas acho isso realmente lamentável. Quanto a mim, acontece justamente o contrário. Desejo escrever tudo a meu respeito, com todos os detalhes. Provavelmente encontrarão pontos incompreensíveis em minhas explanações, fatos que lhes parecerão verossímeis ou inverossímeis, grandes ou pequenos, claros ou obscuros,
finitos ou infinitos etc
sabedoria da vida e tornar-se-ão possuidores de espírito inabalável.
Por isso, creio que; saboreando minhas palavras, conseguirão obter a
Meu mistério
Acredito que, desde a criação do mundo, nunca existiu pessoa tão misteriosa quanto eu.
Realmente, sou misterioso em tudo, Ora, se eu próprio penso dessa forma, quanto mais as outras
pessoas
entretanto, que nada atrai mais o interesse do homem que o mistério. E existe mistério em todas as coisas. Antropólogos pesquisam ruínas antigas e a vida dos povos primitivos para descobrir o mistério que envolve aquela época; cientistas chegam a dedicar toda a sua vida à pesquisa dos fenômenos físicos, dissecando-os e fazendo estudos especiais sobre eles, criando a partir do nada, descobrindo o átomo e tentando conhecer a teoria da transformação da matéria, para revelar esses mistérios; médicos passam a vida inteira olhando por um microscópio, dedicando-se à análise de cadáveres e a experiências com animais, no objetivo de descobrir o mistério da vida; astrônomos vivem a observar o céu através de telescópios, pesquisando compenetradamente os astros, o vento, a chuva, os relâmpagos, as mudanças do tempo etc. Idêntico esforço é desenvolvido por
historiadores, geógrafos e outros estudiosos. Literatos e artistas plásticos também fazem o mesmo,
a fim de receberem inspiração e descobrirem o mistério da Arte. A forma difere de acordo com a especialidade, mas todos são guiados por um só desejo: desvendar o mistério.
O assunto é um pouco diferente, mas até mesmo o amor-paixão entre um homem e uma
mulher se fundamenta na atração do mistério. Também é um grande mistério alguém se envolver sentimentalmente a ponto de dar fim à própria vida por não querer se separar da pessoa amada. Dessa forma, podemos dizer que a vida é uma luta incessante contra o mistério. Realmente, este é inexplicável, quer por meio de teorias, quer por meio da lógica. Além disso, seu poder é infinito. Consequentemente, podemos afirmar que a condição fundamental para a cultura ter chegado ao ponto em que chegou, foi a pesquisa do mistério.
Certamente ficarão como cegos, tentando captar minha imagem real. É curioso,
Mas devemos dizer que o mistério dos mistérios é a fé. O mistério da crença nos deuses supera o do amor-paixão, muito embora, hoje em dia, salvo raras exceções, não existam religiões com mistérios. Na época de sua fundação, certamente elas os possuíam em grande quantidade, mas todos eles foram desvendados com o decorrer do tempo. Em comparação, algumas religiões novas encenam muitos mistérios e por isso, embora criticadas, passaram à frente das religiões tradicionais e estão se expandindo amplamente. A diferença é semelhante à que existe entre uma moça que acabou de se casar e uma senhora casada há muito tempo. Entretanto, é claro que mesmo nas religiões novas a quantidade de mistérios varia bastante de uma para outra. Modéstia à parte, não existe religião tão cheia de mistérios quanto a nossa Igreja Messiânica Mundial. Poderão comprová-lo pela rapidez com que ela está se expandindo. Como sou eu a origem desse milagre, não se pode calcular quão rico é o poder misterioso que está no meu interior. Por isso, desejo fazer com que compreendam profundamente as minhas palavras, embora seja realmente difícil explicar, porque, depois de certo limite, o entendimento é proporcional ao grau de inteligência de cada um. Para que me compreendam, não há outro meio, portanto, a não ser polirem a alma e tornarem-se sábios. Farei agora uma auto dissecação dos mais diversos ângulos da minha personalidade para me revelar inteiramente.
Sou Deus ou ser humano?
Não existe pessoa tão singular quanto eu. Nos limites do que se conhece desde os tempos antigos, através das biografias de religiosos, sábios, grandes personagens etc., não há ninguém que se encaixe nos mesmos moldes. Com certeza, trata-se de um fato inédito desde o início do mundo. Eu próprio, quanto mais penso nisso, creio que tudo se resume numa palavra: mistério. Consequentemente, no futuro, quando se fizerem pesquisas sobre minha pessoa, inevitavelmente surgirão inúmeras críticas. Com esse pensamento, quero deixar retratada a minha imagem mais real.
O que julgo mais interessante, ao escrever sobre mim mesmo, é a minha própria personalidade. Os mistérios que me envolvem são tantos, que eu vou me analisar não só de acordo com o meu próprio ponto de vista, mas também de terceiros. Até as pessoas que têm contato comigo há mais de dez anos ainda não compreenderam realmente esses mistérios; nem mesmo minha esposa parece entender-me muito bem. Naturalmente, sou religioso, mas não sou um fundador de religião como o foram Sakyamuni ou Jesus Cristo; tampouco sou um personagem sobrenatural. Em verdade, abranjo aspectos muito amplos. Quando jovem, nunca atentei para esse fato; tinha apenas uma leve consciência de ser um pouco diferente das pessoas comuns. A principal diferença que eu encontrava em mim é que não sentia nenhuma inclinação para adorar qualquer pessoa, fosse ele um grande personagem histórico ou qualquer outra eminência. A verdade é que eu não julgava ninguém tão relevante a ponto de ser superior a mim. Não era pretensão nem presunção; era um sentimento que surgia naturalmente, e por isso muitas vezes cheguei até sentir solidão. Outra de minhas características particulares é um forte sentimento de justiça e o dobro de ódio ao mal sentido pelas pessoas comuns. Eu sofria bastante para dominar o furor que sentia ao ler os jornais diários. Acreditava, então, que, para diminuir as injustiças que se me deparavam o melhor meio era fundar um jornal. Naquela época, uma pessoa só conseguiria abrir uma empresa jornalística se tivesse mais de um milhão de ienes, e eu tive de trabalhar bastante para obter essa quantia. Lamentavelmente, ao contrário do que esperava, acabei fracassando. No entanto, como esse fato se tornou um dos motivos que me levaram a seguir a vida religiosa, considero-o até positivo. Foi assim que ocorreu o meu ingresso na Religião Omoto. Graças a essa religião, eu, que até então era completamente agnóstico, pude conscientizar-me profundamente da existência de Deus. Como me aconteciam surpreendentes milagres, uns após outros, é claro que meu sentimento mudou completamente, dando uma volta de cento e oitenta graus. A cada dia aumentava o número de milagres, até que finalmente recebi a revelação espiritual sobre a minha vida no passado, no presente e no futuro, além de ser investido de um poder sobre-humano e da grande missão de salvar a humanidade. Um fenômeno que achei muito curioso, nessa época, é que uma força grandiosa me manejava livremente, fazendo com que, por meio de milagres, eu me encontrasse, pouco a pouco, com o Mundo de Deus. A minha alegria, nessas horas, era irrefreável. Era uma sensação
indescritivelmente profunda, nítida e elevada. Além do mais, os milagres continuavam acontecendo fatos interessantíssimos. Não sei quantas vezes cheguei a provar essas sensações num só dia. O maior de todos os milagres foi o que ocorreu em dezembro de 1925, último ano do reinado do imperador Taisho. (Palavras de Meishu Sama - Artigo não publicado, escrito em 1952- texto do Livro Luz do Oriente).
ESTADO DE UNIÃO COM DEUS
Desde os tempos antigos, muito se tem falado sobre pessoas que vivem em estado de perfeita união com Deus, mas eu creio que jamais existiu alguém que realmente tivesse vivido nesse estado. De fato, os três grandes religiosos Sakyamuni, Jesus Cristo e Maomé - pareciam unos com Deus, mas, em verdade, eram apenas mensageiros da Vontade Divina; em termos mais claros, eram mensageiros de Deus. Dessa forma, não se sabia fazer diferença entre uma pessoa em estado de união com Deus e um mensageiro de Deus. Os mensageiros de Deus atuam através de encostos ou seguindo as determinações Divinas. Por isso, sempre rezam a Deus e pedem Sua proteção. Eu, porém, não faço nada disso. Como os fiéis sabem, não oro a Deus nem Lhe peço orientação. Basta que eu aja de acordo com a minha própria vontade, o que é muito fácil. Visto que poderão estranhar o que estou dizendo, por ser algo inédito, explanarei apenas os pontos que não acarretam nenhum problema. Como sempre digo, há uma Bola de Luz em meu ventre. Essa Bola é o Espírito de Deus, de modo que Ele mesmo maneja livremente meus atos, minhas palavras, tudo. Ou seja: em mim não há distinção entre Deus e o homem. Este é o verdadeiro Estado de União com Deus. Como o Espírito Divino que habita o meu ser é o mais elevado, não existindo nenhum deus superior a este, não faz sentido reverenciar outros deuses. A melhor prova são os milagres manifestados diariamente pelos fiéis. Ora, se até os meus discípulos evidenciam milagres que não são inferiores aos manifestados por Cristo, poder-se-á, através desse único fato, imaginar a minha hierarquia divina.
Acrescente-se, ainda, que todos os religiosos existentes até agora previram a concretização de um mundo paradisíaco, mas não disseram que seriam eles os construtores desse mundo. Isto porque seu nível divino era inferior, e seu poder, insuficiente. Mas eu afirmo que o Paraíso Terrestre, mundo sem doença, miséria e conflito, será construído por mim. Daqui para frente evidenciarei inúmeras realizações surpreendentes, nunca vistas até agora, e por isso gostaria que as observassem com muita atenção. Surgirão inúmeras ocorrências inconcebíveis em termos de realização humana. (Palavras de Meishu Sama - Jornal Eiko, nº 155, 7 de maio de 1952- Texto do Livro Luz do Oriente).
INGRESSO, NA OMOTO
A Omoto foi fundada por Nao Deguti em 1892, no Distrito de Ayabe, em Quioto. Sua fundadora faleceu em 1918, aos oitenta e dois anos. Desde que fundou a Igreja até a sua morte, escreveu uma grande quantidade de ensinamentos. Na coletânea intitulada “Ofudessaki”, faz-se presente, do começo ao fim, a crença de que, com a vinda do deus Ushitora no Konjin, os erros do mundo serão corrigidos e concretizar-se-á o Mundo Ideal. Ou seja, no “Ofudessaki” há um propósito de reforma e reconstrução do mundo. Essa profecia é mencionada repetidas vezes, com palavras vigorosas e peculiares. Kissaburo Ueda, que se filiou à família Deguti e posteriormente passou a chamar-se Onissaburo Deguti, organizou o “Ofudessaki” e sistematizou e reformou a organização do grupo religioso, elevando a Omoto a uma categoria de grande entidade nacional. Os fiéis o chamam de “Seishi” (“Mestre Sagrado”). Em outubro de 1919, foi instalado, em Tóquio, o primeiro núcleo de difusão dessa Igreja: a “Associação Kakushin”, localizada no bairro de Minami Tera, no Distrito de Yotsuya. Desde então, ativou-se a sua difusão em Tóquio, e, a partir da primavera de 1920, realizaram-se conferências em várias localidades, utilizando-se os cinemas e os anfiteatros das Universidades. A conferência feita no Edifício Kinki, de Kanda, à qual o Fundador assistiu, foi uma delas. O que fez Mokiti Okada sentir-se atraído pela Omoto, entre tantas outras religiões, foi principalmente o propósito que ela manifestava de reformar o mundo. Em todas as partes do “Ofudessaki” fala-se sobre essa reforma e reconstrução, dizendo-se que, com a grande limpeza e lavagem dos três mil mundos, a Terra se converterá no Reino de Deus, o qual perdurará pela
eternidade. Ele tinha um inato sentimento de justiça, muito mais forte que o das pessoas comuns,
e não conseguia controlar sua ira ao ver a corrupção dos políticos e da classe dominante. Levado
por esse sentimento, pensara na fundação de uma empresa jornalística, objetivando a construção de uma sociedade desprovida do mal, e muito se esforçara para conseguir o capital de 1 milhão de ienes, necessário à concretização desse empreendimento. Ora, no “Ofudessaki” estava escrito
claramente que o mundo correto idealizado por ele ia ser construído por Deus, dali em diante. Esse ensinamento moveu bastante o meu coração. O segundo motivo pelo qual Ele sentiu atraído pela Omoto foi o ensinamento relacionado aos tóxicos contidos nos remédios. Ele, que era doentio desde criança, acreditava cegamente na medicina. Tanto assim que acabou se tornando amigo íntimo de um médico, a ponto de parecerem parentes. Mais tarde, devido à experiência que teve com uma dor de dentes, sentiu na sua própria pele o terrível mal que era o remédio; remédio que deveria curar a doença, mas que, na verdade, era a causa dela. Isso aconteceu por volta de 1914 ou 1915. Anos depois, Ele fortificou sua convicção ao ver expostas as mesmas ideias no “Ofudessaki”.
ocorridos alguns acontecimentos inesperados, Ele ficou afastado da Omoto durante
aproximadamente três anos. Entretanto, os olhos que uma vez foram despertados para o mundo invisível, nunca mais se fecharam. Ele que sempre fora completamente agnóstico, tornou-se teísta
a partir daí, o que mostra ter-se operado uma mudança de cento e oitenta graus. É a chamada “conversão”.
retornando à Omoto em 1923 após o grande terremoto ocorrido na Região Kanto lia os
livros dessa Igreja, especialmente o “Ofudessaki”, com um empenho incalculável em pesquisar o Mundo do Mistério. Em contato com um grupo que fazia pesquisas parapsicológicas, leu diversas obras de parapsicologia e dedicou-se com todo afinco ao estudo da existência do Espírito Divino,
da relação entre o Divino e o homem, dos princípios fundamentais da Fé e outras questões
) (
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os estudos que vinha fazendo sobre o Mundo Espiritual sofreram grande modificação.
Ampliaram-se da pesquisa centralizada em livros para a busca do método de salvação que liberta as pessoas do sofrimento através da força espiritual, encaminhando-as para a felicidade. Ou seja, ele avançou para a parte prática: consolidar o método concreto de salvação. Centralizou-se unicamente no “tinkon kishin-ho”, método secreto de aprimoramento ensinado pelo antigo xintoísmo, que já existia antes da introdução do budismo e do confucionismo. Esse método assemelha-se um pouco às práticas do zen-budismo e, na época, era muito aplicado na Omoto. Consiste em serenar a alma, excluindo os próprios sentimentos, e tornar-se uno com o Divino. Para isso, a pessoa se senta sobre as pernas dobradas, com os braços cruzados e os olhos cerrados, e planeja o engendramento da própria espiritualidade, tendo por objetivo a união com Deus. Considera-se que, repetindo essa prática, a pessoa recebe poderes Divinos, através dos quais lhe é possível curar doenças e manifestar diversos milagres. Estando na Omoto, o Fundador concentrava-se no “tinkon”, restaurado da época antiga por essa Igreja; por outro lado, guardando no fundo de seu coração a Revelação recebida em 1926, empenhava-se seriamente na busca de provas sobre a salvação através do misterioso poder do Espírito Divino.
Entregando-se de corpo e alma à concretização de seus objetivos, começou a praticar o
“tinkon” em muitas pessoas, a começar pelos seus familiares, empregados, conhecidos etc
foi o resultado? O poder de salvação era extraordinário, conseguindo-se curas miraculosas. Pessoas com doenças difíceis de serem curadas e pessoas em estado grave iam sendo salvas umas após as outras. Tomando conhecimento da fama do Fundador, muita gente ia procurá-lo. Além disso, os milagres não surgiam apenas sob a forma da cura de doenças. Sobre essa fase, ele escreveu:
“Naquela época, a minha vida era um contínuo milagre. Quanto mais eu duvidava, mais milagres surgiam, possibilitando-me desfazer as dúvidas”. E, como sucediam milagres que, de alguma forma, indicavam a resposta para aquilo que ele desejava saber, concluiu: “É mesmo, Deus existe de fato
e está muito próximo. Ou melhor, talvez esteja até dentro de mim mesmo”. Até então, almejara seguir diversos caminhos, mas sempre se vira frustrado em suas aspirações, sendo lançado na escuridão do desespero. Entretanto, agora que tinha consciência de que fora escolhido pelo Divino e de que viera a este mundo com uma grandiosa missão, descobriu que tudo havia sido planejado pelo Criador. Assim, conscientizado do infinito poder de salvação e da inteligência que recebera para construir, aqui na Terra, o Paraíso ansiado por toda a humanidade, começou a dedicar-se à grande obra de salvação do mundo. Durante a sua busca para entender o verdadeiro significado da Revelação que recebera do Criador, Ele teve oportunidade de ir à sede da Omoto e conversar com Onissaburo Deguti, o qual,
E qual
enquanto falavam sobre diversos assuntos, lhe disse: “Daqui para frente, se você se dedicar à cura de doenças, poderá curá-las quanto quiser. Faça-o o mais possível. Se, por acaso, você colocar água num copo e disser que a tomem, porque é remédio, essa água se transformará em remédio, sabia?”. Refletindo sobre essas palavras, poderemos concluir que Onissaburo Deguti, possuidor de uma grande percepção espiritual, há muito já compreendera o nível espiritual e a missão do Fundador. Dessa forma, através dos diversos acontecimentos ocorridos à sua volta e também das Revelações recebidas, compreendeu que a missão a ele atribuída estava acima dos ensinamentos
e determinações da Omoto. Pertencendo a essa Igreja, seria desagradável transgredir as regras
por ela definidas; entretanto, Deus afirmava que era ele quem devia concretizar a Revelação e que não havia outro caminho. Não lhe era permitido desviar-se, de modo que, embora sabendo quão árdua fosse, começou a jornada por esse caminho só seu. A atividade que, naquele momento,
iniciou-se bem no fundo de sua alma, mais tarde manifestou-se na forma da Obra Divina concreta que ele levou a cabo durante alguns anos.
Após o transe de 1926, que durou três meses, o Fundador sentira dúvidas sobre o conteúdo das Revelações recebidas, mas agora, através de diversos fatos concretos, tinha adquirido uma certeza inabalável. Já não havia nenhum motivo para dúvidas; pelo contrário, ele ganhara uma sólida consciência de que existe um mundo divino e de que a missão que lhe fora atribuída por Ele era real. Descreveu isso da seguinte maneira:
“Algo muito grandioso me manejava livremente, fazendo com que, por meio de milagres, eu me encontrasse, pouco a pouco, com o Mundo Divino. Nessas horas, eu sentia uma alegria irrefreável. Era uma sensação indescritivelmente profunda, nítida e elevada. Além do mais, os milagres continuavam a suceder, acontecendo fatos interessantíssimos. Não sei quantas vezes cheguei a experimentar essas sensações num só dia”. Escreveu ainda:
“Há uma Bola de Luz em meu ventre. Ela é o Espírito de DEUS, de modo que Ele mesmo maneja livremente meus atos, minhas palavras, tudo”. Assim, como resultado de incansável pesquisa e sentindo que, desde a Revelação Divina, havia uma Bola de Luz em seu ventre, a qual era o Espírito de DEUS, chegou à inabalável convicção de que Ele utilizava livremente o seu corpo e, tendo-o como Seu instrumento, salvaria toda a humanidade. Nessa ocasião, Ele utilizou a palavra “Kenshinjitsu” para designar o estado em que se possui sólida consciência de tudo e inteligência esclarecida. É o estado em que a pessoa enxerga o caminho que a humanidade percorreu e irá percorrer, e, além de evidenciar os erros do passado, é capaz de indicar a postura correta da humanidade no futuro. E como estar no cume de uma pirâmide
e avistar as quatro direções lá de cima. A esse respeito, ele escreveu:
“A Religião, a Filosofia, a Educação e outros ramos da cultura sempre consideraram impossível entender todas as coisas além de certo limite e captar a sua essência mais profunda”. Sakyamuni disse ter atingido o “Kenshinjitsu” aos setentas e dois anos, e Nitiren, depois dos cinquenta. “Kenshinjitsu” significa a capacidade de entrar em contato com esta essência. Tendo atingido esse estado, Ele praticou a Verdade que conseguiu conhecer, concretizou-a e transmitiu-a amplamente às pessoas. Consequentemente, as palavras e ações do Fundador expressam a própria Verdade. Anos mais tarde, ele costumava repetir: “Não desvie de mim a sua atenção. Fixe atentamente os olhos na minha pessoa e faça o serviço entregando-se de corpo e alma”. Dessas palavras vigorosas, sentimos irradiar estes pensamentos:
“Busquem a Verdade que eu materializo.”
“Deus, nosso Senhor, Deu-me poder e inteligência. Todos os seres vivos Serão salvos.”
“Tudo que preguei Desde os quarenta e cinco anos, Idade em que atingi o “Kenshinjitsu”, Expressa a Verdade.”.
Dessa forma, tendo sofrido completa modificação e sentindo que o seu destino estava sendo dirigido por Deus, Ele deixou os serviços da Loja Okada, no dia 4 de fevereiro de 1928, para concentrar-se de corpo e alma na Obra Divina.
E assim dentro ainda da religião Omoto ele desenvolveu a obra divina formando diversos
discípulos até 1934 onde se desligou por questão ocorrida em julho do mesmo ano, em torno da distribuição do Jornal Aizen, órgão informativo da entidade. Insatisfeitos com o transcorrer dos acontecimentos, Issai Nakajima, Shinjiro Okaniwa, Seitaro Shimizu e Shiguenori Matsuhissa chegaram a uma decisiva discordância de opinião com um dos diretores da Omoto na Região Kanto. Esses discípulos que estavam sendo sempre advertidos no sentido de que se acautelassem, pediram perdão ao Mestre por terem causado esse problema. Ele considerou o fato como um descuido da parte deles, mas, ao mesmo tempo, captou fortemente a atuação do Criador por trás dos acontecimentos. Assim, assumindo a responsabilidade pela atitude de seus discípulos, decidiu afastar-se da Omoto. Entregou o pedido de afastamento da Omoto. A partir daí, iniciou uma nova caminhada.
(Palavras de Meishu Sama - texto do Livro Luz do Oriente Vol. I)
) (
ABERTURA DA CASA OJIN-DO
No dia 1º de maio de 1934, Ele deixou a esposa e os seis filhos no Shofu-So, sua residência
em Omori, e alugou uma casa no bairro de Hiraga, quadra 1, n o 2-4, no Distrito de Koji, à qual deu
o nome de Ojin-do, ali iniciando as atividades de salvação.
O Ojin-do era uma casa assobradada em estilo japonês, com uma área de 66 m 2 e cinco cômodos. Na entrada, colocou uma placa com os seguintes dizeres: “Ojin-do - Tratamento Espiritual de Digitopuntura no Estilo Okada - Sede”, utilizando o andar de cima como local para as atividades da Obra Divina. A casa ficava perto do Ministério do Exército, num lugar de fácil acesso, entre Yotsuya e o Palácio Imperial. Nas proximidades, estava o Parque Shimizudani; era, portanto, um local tranquilo, apesar de situado no centro da cidade. Koji é, de fato, o ponto central do Japão, próximo ao Palácio Imperial e abrangendo o Congresso Nacional. Há muito tempo que Ele pensava estabelecer-se ali. No Ojin-do, ele iniciou o tratamento religioso denominado “Tratamento Espiritual de Digitopuntura no Estilo Okada” (pressão com os dedos). Através das pesquisas sobre o Espírito Divino e a realidade dos mundos Divinos, Espiritual e Material, e também das descobertas que fez sobre a doença e a saúde, Ele adquiriu a certeza de que a cura por meio do Espírito Divino é o método vital para a concretização de um mundo sem doenças. A respeito da salvação através do Johrei, ele nos ensinou:
“Ante a iminência do Fim do Mundo, recebi a grande missão de ser o dirigente supremo da obra de salvação de toda a humanidade e construir o Paraíso Terrestre, isento de doença, pobreza
e conflito, de acordo com o Plano de Deus. Por isso, Ele me atribuiu absoluto poder de salvação,
poder que consiste no conhecimento e na força para solucionar o problema da doença, que é o ponto vital para a eliminação da pobreza e do conflito. O conhecimento diz respeito à Ciência dos erros da Medicina e das teorias sobre a doença; a força refere-se ao poder de cura por meio do Tratamento Espiritual, Na inauguração do Ojin-do, fez uma ampla distribuição de folhetos de propaganda. Neles, explicava o caminho que percorrera incansavelmente, desde a Revelação Divina, com o grande desejo de salvar o mundo, e falava também sobre o maravilhoso poder do Tratamento. Em 23 de dezembro desse mesmo ano fundou provisoriamente a Daí Nippon Kannon Kai (Associação de Kannon do Japão) como entidade religiosa, mas a inauguração foi em 1º de janeiro de 1935 e fechado em 1940.
Em 1º de maio de 1935 Meishu Sama fez uma palestra dizendo o seguinte:
“É necessário ter forte determinação de salvar a humanidade, de esgotar todas as forças em prol da construção do Mundo de Daikoomyoo (de Grandiosa Luz). Sem isso, poderá cair em erro. Para aqueles que possuem essa forte determinação, sem dúvidas, que são donos de um caráter correto, permito que abram um Bun-in (são as filiais do Centro Oojindoo de Terapia Espiritual Okada). Desta forma, devemos, gradativamente, aumentar o número de pessoas assim. E devemos adquirir a credibilidade de que pelo Tratamento de Massagem Espiritual Método Okada cura-se em pouco espaço de tempo, com uma taxa acessível, além de os terapeutas serem sérios e gentis. Deve-se conquistar, dessa forma, confiança em todos os sentidos.
Enfim, surgirão Bun-ins de massagem espiritual em cada quarteirão. (
)
O problema de
saúde será solucionado pela primeira vez, quando a sociedade tomar conhecimento de que
somente o nosso método terapêutico é capaz de fazê-lo”.
Visando ao estabelecimento do Instituto Terapêutico - Ryooin (Hospital) de cem
leitos
“Construiremos 10 Institutos em Tóquio e 100 em todo o Japão com capacidade para mais
Chegará o dia em que os Institutos de Arte
de cem pessoas, para acabar com as doenças. (
Médica do Japão serão construídos, um após o outro, no mundo inteiro”.
)
Palestras, 5 de setembro de 1935
) (
Em 15 de maio de 1936, no Gyokussen-Kyo, fundou a Daí Nipon Kenko Kyokai
(Associação Japonesa de Saúde), com a finalidade de dissociar da religião a técnica medicinal e o tratamento, tornando-os atividades independentes. Na cerimônia de instituição da entidade, explicando seus objetivos, o Mestre disse que ela foi criada para abrir, de forma ampla, o caminho da salvação, tornando-o acessível a qualquer pessoa, fosse qual fosse a sua religião, inclusive às pessoas sem fé.
Nessa ocasião da inauguração fez uma palestra dizendo o seguinte:
Muito embora isso possa ser facilmente considerado como algo de cunho religioso, uma vez que tanto Cristo quanto outros fundadores de religiões fizeram coisas similares, devo deixar claro que não pretendo jamais que o nosso se transforme em religião. Uma das razões é o fato de que a prática religiosa leva a sociedade a encará-la como superstição. Com efeito, são incontáveis até hoje os exemplos de pessoas e mais pessoas que se tornaram infelizes, atormentadas por crenças supersticiosas e cultos estranhos. Acrescente-se que as autoridades, com o intuito de prevenir tais danos, estão adotando medidas severas de controle. Ademais, pode-se convir que não só os xintoístas, budistas e cristãos, como fiéis de outras crenças, poderiam hesitar em submeter-se à nossa terapia, mesmo sofrendo com enfermidades, caso ela tenha, ainda que mínimo, um cunho religioso. Além disso, na hipótese de que a nossa terapia — como falei há pouco — fosse uma prática religiosa, estaríamos confessando, na realidade, a debilidade do seu po der, uma vez que os resultados seriam obtidos com o auxílio da autossugestão, representada pelo fator fé. Isso, aliás, é algo presente em certa proporção na medicina. Vejamos alguns exemplos. Quando o médico com quem se vai consultar possui o título de doutor, é catedrático, diretor de um grande hospital, autoridade na sua área, ou então, tem sua clientela nas classes altas, nem é preciso mencionar que o paciente — antes mesmo de iniciar o tratamento — nutre por ele considerável veneração e confiança. É, portanto natural que a força dessa sugestão exerça certo efeito, não se podendo negar a presença de um ponto em comum com a devoção religiosa.
nessa mesma palestra em relação ao Instituto Ryooin disse “serão
construídos 10 em Tóquio, 100 em todo o Japão e, pelo menos, mil no mundo inteiro”.
)Ainda (
Em outras palestras ainda reforçou:
a minha arte médica prescinde do auxílio de semelhante sentimento, não
havendo necessidade de transformá-la num ato religioso. E não é só, como já citei isso poderia acarretar-lhe desvantagens. Portanto, sempre a terei como Ciência e é como Ciência que a exponho à opinião pública. Em outras palavras, espero que seja a Ciência do futuro, a ciência de ponta, a arte médica mundial criada por um japonês.
de tudo para não transformar em religião. Pois, caso trabalharmos
religiosamente, sem dúvida a sociedade verá como superstição. (
Portanto, sempre a terei
como Ciência e é como Ciência que eu a exponho à opinião pública. Em outras palavras, espero que seja a Ciência do futuro, a ciência de ponta, a arte médica mundial criada por um japonês”.
(Arte Médica Espiritual – 23 de Outubro de 1943) nossa seria, sob a liberdade de fé correta, criar uma vida mental-psiquica
apropriada a si próprio”. A essência da Terapia Depurativa Japonesa também é correta, e se baseia no princípio da concordância entre a matéria e o espírito de que belos sentimentos habitam num físico forte.
)Todavia, (
)“Fiz (
)
“(
)A
Repito que a fé é pertinente a cada um, e a nossa associação difusora não interfere na fé que cada um abraça. Logicamente, não temos também nada a ver com política. Nossos esforços visam tão-somente à formação de físico forte onde habita belos sentimentos”. (Principal Objetivo da Associação Difusora da Terapia Depurativa Japonesa, – 1946)
Portanto, fica claro aqui nesse resumo que Meishu Sama não queria abrir um segmento religioso apesar de ter aberto em 1º de janeiro de 1935 a Associação de Kannon no Japão, mas, foi fechada em 1940 como relata a seguir:
Quando fui obrigado a abrir uma instituição religiosa
“A idéia de fundar uma entidade religiosa nem partiu de mim. Um tenente-coronel
e pastor do exército, que compreendia até certo ponto o nosso trabalho, disse-me que,
futuramente, com o expansão da terapia popular, infalivelmente, surgirão atritos com os médicos, e sua prática seria proibida. Aconselhou-me a fundar uma religião. Foi o que fiz. E foi
realmente bom termos-nos tornado numa entidade religiosa. Com isso, acabaram-se os inúmeros problemas entre nós e a Ordem dos Médicos do Japão”.
(Palestra - 18 de maio de 1948) “Passo a escrever aqui a história da nossa Instituição. Em janeiro de 1935, fundamos
a nossa entidade religiosa, batizando-a com o nome de “Sociedade Dai Nippon Kannon”. Na
época, era pequenina e o número de membros não passava de umas dezenas. Antes disso , porém, por volta de 1926, dei início às pesquisas da terapia espiritual, criei um método terapêutico peculiar e, em maio de 1934, comecei a exercê-lo como terapia popular. Em
janeiro do ano seguinte, tornamo-nos uma entidade religiosa. Em 1936, sofremos perseguições
e, por cerca de um ano e alguns meses, levei uma vida de desempregado. No outono de 1937,
quando reiniciei o exercício da terapia popular, formei uma dezena de discípulos, o que me permitiu desfrutar de uma vida cotidiana segura. No entanto, no outono de 1940, por causa das severas perseguições das autoridades, decidi suspender as atividades . Posteriormente, houve a Guerra; durante sete anos, utilizando o nome “Terapia de Purificação Okada”, dediquei-me exclusivamente à formação de técnicos; formei umas centenas de discípulos. Com o término da Guerra, fomos agraciados com a liberdade religiosa; e em agosto de 1947, nossa organização foi reconhecida como pessoa jurídica religiosa. A partir de então, iniciamos, abertamente, as atividades religiosas.” (Palavras de Meishu Sama - Conheçam a Nossa Instituição - 7 de janeiro de 1950) “Naquela época, havia muita implicância com as novas religiões, de maneira que não podíamos fazer nada; sequer podíamos falar que se tratava de religião. Foi aí que passamos a realizar tratamentos; ministrávamos a Terapia Depurativa Nipônica disfarçadamente como terapia popular. Na altura, era extremamente grande a preocupação das autoridades em relação às crenças. Estávamos, pois, de mãos atadas. Então, em maio de 1944, vim para
cá (Shinzan-Sô, em Hakone) e, em outubro do mesmo ano, mudei-me para Atami. Quanto aos fiéis, como na época não éramos uma entidade religiosa, provavelmente, não chegava a cem o número daqueles que pareciam ser praticantes de algum credo. ( ) Por sorte, com o término da Guerra, a liberdade de crença foi reconhecida. Com isso, em agosto de 1947, finalmente, foi-nos permitido fundar a nossa entidade e desenvolver atividades religiosas. Desde então, começamos a promovê-las efetivamente. Pensando bem,
) (
Até então, viemos difundindo lentamente o
Joorei como terapia popular, mas, no final de contas, não foram precisos nem dez anos. Nesse curto espaço de tempo, fizemos progressos colossais, como os que estão vendo”. (Palavras de Meishu Sama - Palestra - 16 de junho de 1953) Por conseguinte, foi criada a Sekai Meshiakyo (Igreja do Messias para o Mundo) – nome, até os dias atuais somente em 4 de fevereiro de 1950, ou Sekai Kyussei Kyo (Igreja do
em agosto próximo, farão exatos seis anos. (
)
Salvador para o Mundo). Só nessa época é que a igreja pode ser reaberta em função da democracia no Japão com liberdade de religião, no mesmo dia em que mudou o nome do Jornal de Hikari para Kyussei.
NOMES ANTERIORES DO JOOREI (Curiosidade)
Tinkon – primeiro nome (na Omoto)
Shijutsu – segundo nome (técnica de aplicação) Tiryo (tratamento) terceiro nome Okiyome - (purificação) – quarto nome Joorei – (purificação do espírito) o último até os dias atuais
Ohineri (pequena folha de papel de seda onde o mestre pintava ou escrevia e depois dobrava para fazer os talismãs) – primeiro nome do Ohikari.
(Textos do Livro Luz do Oriente)
Trecho da palestra proferida pelo Revmo. Nakamura no 1º Congresso das Igrejas Messiânicas Universais, em 1982 na cidade de Kioto. Divergências na difusão da religião. Após a ascensão de Meishu Sama, rapidamente toda a organização da igreja começou a se desviar dos fundamentos básicos dos Seus Ensinamentos até que estes ficaram seriamente distorcidos, como ficou comprovado alguns anos mais tarde. Por razões diversas, a maioria dos discípulos seguiu cegamente essa nova orientação. Muitos fatores contribuíram para este trágico desenvolvimento, porém, merece destaque o fato de que até discípulos mais próximos de Meishu Sama nunca compreenderam completamente o significado das Revelações Divinas que o Mestre recebeu. Na melhor das hipóteses, até mesmo a compreensão do termo Deus era vago. Como vocês talvez sabem, o termo japonês para Deus, Kami, no xintoísmo serve para qualquer objeto de adoração, seja uma divindade mitológica, um ancestral, uma pessoa viva e até alguns seres inanimados, como montanhas, árvores, pedras, etc. Para pessoas criadas neste tipo de tradição animista, o conceito de Deus, o Criador, ensinado por Meishu Sama era algo absolutamente estranho. Alguns de nós, incluindo o Reverendo Tada também aqui presente, conheceram o Mestre e tiveram acesso irrestrito aos Escritos Sagrados. Após a ascensão, continuamos a lê-los, classificando os conceitos básicos em uma estrutura doutrinal. Nosso trabalho inicial foi rudimentar, mas fizemos um índice de todos os assuntos abordados nos volumosos Escritos de Meishu Sama e em suas conferências. Ao todo, existem mais de 16 mil páginas de documentos. Foi-nos impossível completar o primeiro estágio de nossa pesquisa até meados de 1960. No decorrer do trabalho, encontramos nos Ensinamentos de Meishu Sama modelos sistemáticos de conceituação de Deus, da Criação, da Providência, do homem, do pecado, da alma, etc. Isso revelou a tamanha superficialidade do nosso conhecimento no decorrer dos anos. Olhando para trás, compreendi o quanto fomos afortunados pela oportunidade que tivemos de aprender tanto. Naquela época, praticamente ninguém estava fazendo qualquer estudo sério sobre os Ensinamentos de Meishu Sama. Éramos um grupo minoritário de Reverendos locais que continuaram a manter vivos os Ensinamentos do Mestre como a origem da nossa fé. Até então a sede central nunca havia interferido diretamente na pregação dentro de nossas próprias igrejas ou nos métodos que empregávamos para difundir a mensagem. Entretanto, por volta de 1970, as lideranças da sede (3ª Líder) tornaram-se ditatoriais e começaram a interferir abertamente nos negócios internos das igrejas locais, proibindo a utilização de quaisquer trabalhos de Meishu Sama. A esta altura, se quiséssemos manter uma fé integra e continuar a disseminar as palavras do Mestre, nossas igrejas não tinham escolha, senão deixar a organização maior. Durante os anos seguintes, a principal organização afastou-se mais e mais da doutrina original exposta por Meishu Sama. Frequentes lutas internas pelo poder criaram séria instabilidade no âmago da instituição (Ver livro Meishu Sama na Luta entre o Bem e o Mal) Não obstante, realizaram alguns feitos, o maior deles foi a conclusão, no ano passado (1981), de um grande museu em Atami para abrigar mais peças da coleção de arte de Meishu Sama. O projeto não reflete fielmente a intenção do Mestre, sequer na concepção do prédio tampouco na exposição das peças, porém ainda fornece uma grande contribuição, permitindo às pessoas acesso a algumas grandes obras de arte.
(Extraído do livro Kototama volume 13 Editora Lux Oriens)
Aqui nesse texto do Rev. Nakamura, Meishu Sama tinha um conceito de Deus totalmente diferente do que temos, por isso, devemos intuir esse mesmo sentimento para que não possamos ter fé em um Deus diferente do que Ele ensinava, como Ele diz em alguns ensinamentos Assim sendo, perguntamos: - Será que Meishu Sama fundou a Kyussei Kyo professando a fé em Deus Miroku Oomikami? Não, pelo contrário, os membros da época buscavam Meishu Sama como
"Salvador", almejado pela humanidade que poderá ser salva dos sofrimentos deste Mundo pela absoluta força do Johrei que ele possui. O trabalho da Sekai Kyussei Kyo (Igreja do Salvador para o Mundo), portanto, é a atuação do próprio Meishu Sama, o dono da "Bola de Luz". Neste momento, Meishu Sama inseriu a palavra "Salvador (Messias)" para a Oração Zenguen Sanji, posicionando-se como Salvador da Sekai Kyussei Kyo.
NOVO LÍDER É AQUELE QUE VIVE PARA MEISHU SAMA
Quando se fala em novo líder, trata-se de um iniciante. É uma pessoa que se empenha naquilo que ninguém ainda conhece, ou que ainda nunca experimentou fazer. Para se tornar um líder, é preciso ter a postura ativa daquele que vai abrindo caminhos mesmo naquilo que não conhece ou pensa não conseguir fazer. Todos nós viemos dedicando ou tivemos a permissão de receber a qualificação de auxiliares, assistentes de ministros, assessores, de professor Ikebana, ou ainda, seguindo o caminho do missionário integrante. Sendo assim, hoje, nós estamos encarregados da função de membros da expansão da Arte do Johrei. No momento, em que entramos na etapa do verdadeiro desenvolvimento da Obra Divina, não deve existir vacilações na fé. Fazendo-se uma revisão dos nossos passos desde o ingresso, o que deve servir de alicerce é, antes de mais nada, possuir uma fé convicta que consiga afirmar que "o presente existe por ter sido conduzido por Meishu Sama". Portanto, com esta fé, "viver para Meishu Sama" é a base da fé do Novo Líder. Para sabermos como devem ser estes líderes, em primeiro lugar, vamos ordenar as tarefas
e a situação em que nós nos encontramos dentro da Obra Divina. A seguir, é preciso ter uma firme conscientização de que estamos ligados a Meishu Sama pela afinidade espiritual, e d'Ele recebemos a missão. Gostaríamos, portanto, de ordenar os fundamentos da fé para empenharmo-nos com ardor na Obra efetiva de Meishu Sama. Trechos de orientações do Rev. Kawai - Diálogo com os Jovens
FINALIZANDO
Como podemos notar acima escrito, Meishu Sama mesmo escreveu que a Terapia (Johrei) se fosse uma prática religiosa, estaria confessando, na realidade, a debilidade do seu poder, uma vez que os resultados seriam obtidos com o auxílio da autossugestão, representada pelo fator fé e que não só os xintoístas, budistas e cristãos, como fiéis de outras crenças, poderiam hesitar em submeter-se à terapia, mesmo sofrendo com enfermidades, caso ela tenha, ainda que mínimo, um cunho religioso. Assim, jamais quis abrir um segmento religioso, mas foi aconselhado a fazer para diminuir o impacto que pudesse criar conflitos com a Ordem Médica do Japão. E assim denominou a Terapia do Estilo Okada em Johrei como nome religioso. Por conseguinte, com Sua ascensão Nidai Sama ficou voltada mais para a parte religiosa do que para a Terapia e então a Terapia acabou. No entanto, a Tohoo-no-Kiakri foi aberta como instituição religiosa pelo presidente Kawai e como lider Espiritual também o atual Kyosho Sama e sendo parte desta, foi firmada uma empresa jurídica com o nome MOA-Mokiti Okada Association nos dias atuais, voltado os olhos para países estrangeiros, em busca dos desejos de Meishu Sama — o de salvar o mundo — imbuído no livro “Salvar a América”, seguindo o Ensinamento que, após a conclusão do Zuiun-kyo, com a inauguração do Museu de Belas-Artes MOA (Museum of Art), as pesquisas sobre Mokiti Okada começariam a ser feitas e a Luz de Meishu Sama se expandiria no mundo todo, como tratamento de Terapia de Purificação Okada. Nessa altura, os membros americanos desejavam recorrer à Luz de Meishu Sama, sem conversão religiosa. Tal postura fez perceber a administração que Meishu Sama pretendia promover. Assim, em 1980, sem confinar Meishu Sama apenas aos membros, passou a ampliar
a salvação ultra-religiosa, sem a preocupação se a pessoa era ou não membro, a sua religião, nacionalidade ou cultura. A fim de dar a conhecer amplamente Meishu Sama ao mundo, foi
estabelecida a MOA em Washington, DC., hoje com a sede central em Hakone.
E imbuído nesse sentimento a MOA está expandindo no mundo inteiro, para que se firme o propósito de Meishu Sama, levar ao maior número possível de pessoas a salvação através da Terapia, sem cunho religioso para que todas as pessoas possam ter sua saúde recuperada. Hoje já existem alguns hospitais chamados de Ryooin não somente no Japão, mas também em diversos países inclusive no Brasil em alguns países com até 100 leitos, médicos, enfermeiros e terapeutas formados pela MOA. Também, praticando a filosofia de Meishu Sama, salvando através do Belo, da agricultura natural e de seus ensinamentos. Espero aqui com esse breve resumo sobre a Terapia de Purificação Okada esteja de certa forma esclarecida para as pessoas que não sabiam da existência desse segmento de Meishu Sama e para conhecimento de muitos que Meishu Sama não atuava somente na área religiosa como muitos pensam e até alguns dirigentes de igrejas chegam a duvidar que Meishu Sama um dia ministrou a terapia (Johrei) sem cunho religioso e dizem que não salva a terapia senão através da religião, felizmente isso não é verdade. Demonstrado assim que essa Terapia tem obtido excelentes resultados através dos Ryooins e buns desde a época de 1926 quando Meishu Sama ainda era vivo. E que com certeza no mundo espiritual ainda continua iluminando todos os terapeutas com sua luz para que sejam instrumentos Dele na salvação ampla e irrestrita da humanidade. (Ana Messiânica)
Bibliografia:
1. Livro Luz do Oriente Vol I e II.
2. Estudo sobre a religião Messiânica
3. Curso de Purificação Okada – publicação da Tohoo no Hikari
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