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IDENTIFICACAO PRECOCE DA SÍNDROME DE BURNOUT: ESTUDO DE CASO UTILIZANDO A APLICACAO DO QUESTIONARIO MASLACH BURNOUTINVENTORY GENERAL SURVEY (MBI GS)

Guilherme Gustavo Nascimento 1 ; Alexei Barban do Patrocínio 2

1 Aluno

do

curso

de

especialização

em

engenharia

de

segurança

do

trabalho

na

FATEP

guilhermegnasci@gmail.com. 2 Professor Doutor do curso de especialização em engenharia de segurança do trabalho na FATEP

RESUMO Este trabalho teve como objetivo avaliar a presença da Síndrome de Burnout no ambiente laboral de uma empresa do segmento têxtil da região de Americana SP. Para atingir o objetivo, utilizou-se da pesquisa exploratória com a aplicação da versão em português do Inventário de Burnout de Maslach, denominado Maslach Burnout Inventory General Survey (MBI-GS) desenvolvida para ser aplicada em qualquer contexto ocupacional composto por 16 itens. Desta forma espera-se conduzir o profissional de segurança do trabalho, na identificação precoce de sintomas da Síndrome de Burnout visando nortear ações que melhore a qualidade de vida dos trabalhados, buscando reduzir o absenteísmo e aumentar a motivação na realização do trabalho, seu nível de satisfação e aumento de produtividade. PALAVRAS-CHAVE: Estresse Ocupacional, Síndrome de Burnout.

ABSTRACT

This study aimed to evaluate the presence of Burnout Syndrome in the work environment of a textile company in the region of Americana - SP. In order to reach the objective, the exploratory research was used with the Portuguese version of the Maslach Burnout Inventory, called Maslach Burnout Inventory - General Survey (MBI-GS) developed to be applied in any occupational context composed of 16 items. In this way it is expected to lead the occupational safety professional, in the early identification of symptoms of Burnout Syndrome aiming to guide actions that improve the quality of life of the workers, seeking to reduce the absence of the employee at work and increase the motivation in performing the work, their level of satisfaction and increased productivity.

KEYWORDS: Occupational Stress, Burnout Syndrome.

1.

INTRODUÇÃO

Os transtornos mentais relacionados ao trabalho estão cada vez mais presentes na vida dos trabalhadores brasileiros. A simples ideia de que o nosso corpo pode adoecer em consequência de problemas emocionais, é um assunto que ganha cada vez mais espaço nos estudos contemporâneos (RANGEL, 2009). A participação de doenças mentais nos afastamentos associados ao trabalho subiu de 4 % para quase 5% das licenças nos últimos três anos, conforme afirmam FRAGA, CARNEIRO E PINTO (2016). Algumas delas, como transtornos ansiosos e reação grave ao estresse, cresceram ainda mais com taxas de expansão chegando a 30% nesse mesmo período. O estresse pode ser definido como um conjunto de reações físicas, químicas e mentais de uma pessoa onde fatores ambientais apresentam-se interligados com experiências e os estímulos estressantes. A forma de se colocar nas relações, a pressão existente no ambiente de trabalho, problemas familiares ou de ordem pessoal podem ser fatores para que o humor de uma pessoa esteja comprometido (TRIGO et. al., 2007). Na sociedade contemporânea, a alta carga de responsabilidade, aliada ao pouco tempo despendido para a realização das funções, fazem do trabalhador um alvo fácil para o desenvolvimento de problemas como estresse e depressão (PROTECAO, 2010). As empresas pressionam o trabalhador a se adaptar e se adequar ás novas demandas, o que pode ser reconhecido como pressão psíquica e no decorrer do tempo, isso pode prejudicar a saúde dos mesmos (FINELLI ET AL, 2016). No Brasil, o estresse já é a terceira causa de afastamentos com mais de 15 dias nas empresas e ainda estatísticas e indicadores demonstram que em 2020 os transtornos mentais devem ser a principal causa de afastamentos. De acordo com o Ministério da Previdência, mais de 90% dos auxílios-doença acidentários concedidos em 2009, baseados na categoria "Transtornos Mentais e Comportamentais", referem-se a problemas como estresse, episódios depressivos, alternância de humor e ansiedade (CIPA, 2016). A tensão e o estresse no ambiente laboral acabam por aumentar os diagnósticos de doenças mentais relacionadas com o trabalho. Um exemplo desse fato é a Síndrome de Burnout ou síndrome do esgotamento profissional. Além desta, estudos demonstram que o desequilíbrio na saúde do profissional pode levá-lo a se ausentar do trabalho, gerando licenças por auxílio-doença e a necessidade, por parte da organização, de repor funcionários ou até mesmo, realizar novas contratações, treinamento, entre outras despesas (TRIGO et. al., 2007).

A elaboração deste trabalho visa direcionar o profissional da área de segurança do trabalho na identificação precoce de comportamentos e sintomas da síndrome de Burnout e a implementação de medicas preventivas.

2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

  • 2.1 O Estresse

A palavra estresse tem origem no termo inglês stress, que significa pressão, tensão ou

insistência. O termo originalmente utilizado na física para descrever uma força ou um

conjunto de forças que aplicadas a um corpo, tendem a desgastalo ou deformalo, foi objeto

de estudo do Endocrinologista canadense Hans Selye (PRADO, 2016 e GOMES E SILVA,

2010).

Em 1926, Selye utilizou esse termo pela primeira vez e notou que organismos diferentes possuem um mesmo padrão de resposta fisiológica ao serem expostos a situações estressoras. Como resposta adaptativa do organismo, podem apresentar efeitos nocivos em órgãos, tecidos ou processos metabólicos. Suas pesquisas foram decisivas para propor as primeiras explicações sobre o tema (GOMES E SILVA, 2010). Muitos autores relacionava o estresse sempre como algo negativo, porém, como afirma Prado (2016) o estresse pode se manifestar de forma positiva, denominado de eustresse, do qual motiva e provoca a resposta adequada aos estímulos estressores. O estresse negativo, denominado de distresse, intimida o individuo diante de uma situação ameaçadora da qual predomina no mesmo, emoções de ansiedade, medo, tristeza e raiva (PRADO, 2016). Papini e Pinto (2000) ressaltam que o estresse produz certas modificações na estrutura e na composição química do corpo, as quais podem ser observadas e mensuradas.

Para tanto, Seyle, em seus estudos, afirma que o estresse se manifesta através da Síndrome Geral de Adaptação (S.G.A.). Esta compreende 03 fases, conforme segue:

  • 1 FASE DE ALERTA; é a fase positiva do stress. A fase de alerta se inicia quando o sujeito se encontra próximo ao agente estressor e assim ocorre a quebra do equilíbrio. Os

sintomas característicos são: aumento da frequência cardíaca, aumento da sudorese, taquicardia, agitação, mudança de apetite, insônia, mãos ou pés frios, dor no estômago entre

outros (FINELLI et all, 2016).

  • 2 FASE DE RESISTÊNCIA; ocorre se a fase de alerta for mantida, ou seja, se o

estressor é de longa duração e intensidade excessiva. Nesta fase, o individuo apresenta um desgaste e uma resistência em executar suas tarefas ocupacionais. A pessoa em estado de

stress poderá passar do estado de alerta para o de resistência em questão de segundos. São sintomas característicos desta fase: a sensação de desgaste generalizado sem causa aparente e dificuldade com a memória (MARTINS, 2007 FINELLI ET. AL, 2016); 3 FASE DE EXAUSTÃO; considerada como a fase mais negativa do estresse. Ocorre quando o agente estressor perdura por muito tempo ou quando outros estressores ocorrem, simultaneamente, evoluindo o processo de estresse. Nesta fase, instala-se a exaustão psicológica, em forma de depressão. A exaustão física se manifesta e as doenças aumentam inclusive doenças graves. Alguns sintomas característicos são: insônia, problemas dermatológicos, estomacais, cardiovasculares, instabilidade emocional, apatia sexual, ansiedade aguda, inabilidade de tomar decisões, vontade de fugir de tudo, autodúvida, irritabilidade além de problemas físico tais como hipertensão arterial, úlceras gástricas, retração de gengivas e até diabetes (MARTINS, 2007 FINELLI ET. AL, 2016).

2.2 Estresse Ocupacional

Cabe ressaltar que nem todo processo de estresse é derivado ou relacionado com o trabalho. Pode se definir, então, que o estresse ocupacional é o conjunto de perturbações que caracterizam o desequilíbrio físico e psíquico e ocorrem no ambiente de trabalho (COSTA et

al., 2015) Dados de relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT), emitido em 2013, destacam que o estresse relacionado ao trabalho, assim como suas consequências, é extremamente preocupante, pois, estudos revelaram relações entre o estresse e doenças musculoesquelética, cardíacas e do sistema digestivo, entre outras (CIPA, 2016). O estresse é uma doença crônica que, pode causar incapacidade para o trabalho que pode causar o aumento de custos para o empregador com o trabalhador afastado, gastos com aposentadoria precoce etc. Percebe-se que o estresse está ligado a questões psicológicas, pois a carga emocional que o indivíduo recebe ao ser submetido às situações de pressões desencadeia descontrole das funções normais do organismo causando transtornos psicológicos ou físicos. Enquanto algumas pessoas tornam-se pessoas deprimidas em situações de estresse, outras acabam desenvolvendo desde uma simples cefaleia (dor de cabeça) até doenças mais graves ou até mesmo levar o trabalhador a cometer o suicídio (COSTA et al., 2015). O estresse pode causar reações do organismo aos agentes estressores. O corpo reconhece o estressor e ativa o sistema neuroendócrino. As glândulas adrenais e alguns hormônios do estresse são produzidos (adrenalina, noradrenalina e cortisol), acelerando o batimento cardíaco dilatando as pupilas, ocorrendo o aumento níveis de açúcar no sangue, reduzindo a digestão (e interesse pelo sexo). O organismo repara os danos causados pelo

estresse reduzindo os níveis hormonais. Quando ele já está num nível mais elevado pode provocar o surgimento de doenças associadas à condição estressantes. O estresse agudo repetido várias vezes, trás consequências desagradáveis, uma delas é a disfunção das defesas imunológicas. O organismo humano está adaptado para lidar com estresse agudo, caso não ocorra com muita frequência. Mas quando essa condição se torna repetitiva ou crônica, seus efeitos se multiplicam, desgastando seriamente o organismo. (BRUGGER et al., 2010). A redução do estresse engloba vários aspectos, como alimentação, relaxamento, exercício físico, estabilidade emocional e qualidade de vida, com a prática desses hábitos como um conjunto para que se possam alcançar resultados satisfatórios. As práticas gerenciais no ambiente de trabalho também ajudam para que o estresse não chegue a um nível mais elevado, os planos motivacionais ajudam, pois propicia melhor comunicação, metas definidas, capacitação de funcionários e apoio às famílias. 2.3 A Síndrome de Burnout Além das conhecidas doenças que afetam o psicológico, como a depressão e distúrbios de ansiedade, outra doença vem atingindo a saúde dos trabalhadores: A síndrome de Burnout, ou também conhecida como síndrome do esgotamento profissional. O primeiro artigo que fala sobre a Síndrome de Burnout é datada de 1974, e foi escrito pelo medico e psicanalista americano Freudenberger, denominado Staff on Burnout. As pesquisas com esse tema teve inicio nos Estados Unidos, passando a disseminar-se por todo o mundo, porem, somente na ultima década que o conhecimento a respeito deste tema tem realmente se proliferado. Cabe ressaltar que os trabalhadores já sofriam os efeitos desta síndrome há muitos anos, faltava apenas investiga-la adequadamente (BENEVIDES- PEREIRA, 2013). Freudenberger observou que muitos dos voluntários com os quais trabalhava, apresentavam um processo gradual de desgaste no humor e/ou desmotivação (PONTES, 2013). O estudioso descreveu essa síndrome como um sentimento crônico de desanimo, apatia e despersonalização que atinge o trabalhador (ALONSO, 2014). A palavra Burnout se originou da união de dois termos ingleses: burn, que significa queimar e out, exterior, sugerindo, assim, que o individuo com esse tipo de doença, desgasta, danifica e consome aspectos psicológicos (emocionais) e físicos, passando a apresentar um comportamento agressivo e irritadiço (PONTES, 2013; BENEVIDES-PEREIRA, 2013). A Síndrome de Burnout é uma doença séria, oriunda do meio laboral, onde se observa a cronificação do estresse ocupacional, afetando negativamente a vida do acometido em absolutamente todos os âmbitos: pessoal, familiar, social e profissional.

De acordo com Einstein (2013) a Síndrome de Burnout ainda é pouco conhecida e atinge, em média, 4% da população economicamente ativa em todo o mundo. O grupo de maior prevalência engloba as mulheres e profissionais que tenham, em média, 40 anos de idade. Segundo a ISMA-BR associação integrante da International Stress Management Association (ISMA), organização internacional de pesquisa, prevenção e tratamento do estresse, 62% da população brasileira economicamente ativa sofre da doença. Desse total, cerca de 30% apresenta a chamada “Síndrome de Burnout” (PAT, 2016). Esta síndrome se caracteriza por três dimensões. Cada dimensão trata de um conjunto de sintomas caracterizado por sinais de: 1) exaustão emocional; 2) despersonalização e 3) reduzida realização pessoal no trabalho (Benevides-Pereira, 2013). De acordo com Pontes (2013), a exaustão emocional caracteriza-se pela sensação de esgotamento emocional e físico. O individuo nesta fase não se dispõe mais de nenhum resquício de energia para levar adiante as atividades laborais, se vê incapaz de se recuperar. O profissional sente-se desmotivado e inapto a lidar com atividades e pessoas e o cotidiano no trabalho passa a ser penoso e doloroso (LIMA, 2016 e PONTES, 2013). A desumanização (ou despersonalização na versão de Maslach & Jackson de 1986, posteriormente denominada de cinismo por Maslach, Jackson e Leiter em 1996), é evidenciada por uma atitude negativa e revela-se por atitudes de distanciamento emocional, em relação às pessoas às quais deve prestar serviços e aos colegas de trabalho. O profissional não mantem sentimentos de esperança e se afasta das relações interpessoais como um meio de defesa. Em alguns momentos, estes profissionais passam a apresentar comportamentos ríspidos, cínicos, irônicos (LIMA, 2016, BENEVIDES-PEREIRA, 2013 E PONTES, 2013). Por fim, a última dimensão abordada é a reduzida realização pessoal no trabalho. Essa dimensão caracteriza-se por uma tendência do profissional em nutrir sentimentos negativos por ele mesmo, ocorre à sensação de insatisfação e baixa realização profissional. Derivam-se, a partir disso, sentimentos de incompetência e baixa autoestima, perde-se a eficiência no trabalho (LIMA, 2016; PONTES, 2013). Pontes (2013) afirma que de forma geral, toda e qualquer atividade pode vir a desencadear um processo de Burnout, porém, algumas profissões têm sido apontadas como mais propicias a adquirir essa síndrome por conta de características peculiares das mesmas. Para Lima (2016) A síndrome de Burnout (SB) afeta, principalmente os profissionais que mantém contato direto com pessoas, fundamentalmente, os profissionais da saúde que cuidam de outros. Tais profissionais acabam por se envolver com situações de sofrimento e morte, além disto, há diversos fatores que acarretam a síndrome tais como sobrecarga de trabalho,

horário de trabalho em turnos, baixa remuneração, conflitos interpessoais e de valores que podem estar associados com a SB. A SB, de modo geral, atinge médicos, policiais, bombeiros, enfermeiros e professores por algumas características em comuns com essas profissões tais como:

desvalorização profissional, excesso de funções, turnos longos, condições inadequadas de trabalho e a constante pressão emocional (estresse cotidiano). Porem, qualquer profissão, de modo geral, pode ser acometida por essa doença. Geralmente diagnóstico da SB é realizado por psiquiatras e psicólogos que têm conhecimento e treinamento para lidar com trabalhadores acometidos por essa síndrome, porém, o profissional de segurança do trabalho, devido a sua proximidade com os funcionários, pode identificar precocemente, de acordo com os sintomas apresentados, e encaminhar tais funcionários, aos profissionais especialistas. Sendo assim, o Burnout resulta de um processo de estresse ocupacional sendo um tipo de resposta prolongada a estressores emocionais e interpessoais crônicos no trabalho. O estresse acaba por romper o equilíbrio do individuo e o mesmo, acabar por utilizar todas suas energias (Pontes, 2013 e Benevides-Pereira, 2013).

2.4 Legalidade

Desde 1999 que a SB é reconhecida pela Regulamentação da Previdência Social. Esta patologia foi incluída no Anexo II, Lista B, onde situam os Agentes Patogênicos causadores de doenças profissionais. O Ministério da Saúde, a partir da Portaria nº 1.339 de 18 de novembro de 1999 (Ministério da Saúde, 1999), apresenta os princípios norteadores

utilizados no Brasil para o diagnóstico das doenças relacionadas ao trabalho e possui um

capítulo dedicado aos chamados “transtornos mentais e do comportamento relacionados ao trabalho”. Essa Portaria instituiu a lista de Doenças relacionadas ao Trabalho, e adiciona a

Sensação de Estar Acabado ou “Síndrome de Burn-Out” ou“Síndrome do Esgotamento Profissional” representada pelo código Z73.0, nos transtornos mentais e do comportamento relacionados com o trabalho, tendo como agentes etiológicos ou fatores de risco de natureza ocupacional o Ritmo de trabalho penoso (CID10 Z56.3) e outras dificuldades físicas e mentais relacionadas com o trabalho (CID10 Z56.6). Caso um funcionário venha a se afastar por mais de 15 dias, isso aumentará o índice de afastamento daquela empresa. O aumento deste índice impacta o aumento das alíquotas previdenciárias. O Fator Acidentário de Prevenção (FAP) é um exemplo disso, que por conta dessas ocorrências pode ter a alíquota dobrada.

Entretanto, seu diagnóstico ainda não é preciso, devido ao fato do desconhecimento da doença pela maioria dos profissionais, o que impossibilita o correto diagnóstico e tratamento. Muito dos acometidos tem sido tratados com o diagnóstico de depressão ou de estresse, o que acaba prejudicando ainda mais o processo, uma vez que a causa original da doença não é tratada. Por configurar moléstia ocupacional, é obrigatória a notificação ao Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), sendo obrigatória a emissão de Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) por parte do empregador. Para que se tenha uma ideia da amplitude de recursos disponíveis entre os procedimentos previstos (e não adotados), o Manual de Procedimentos para os Serviços de Saúde a respeito das Doenças Relacionadas ao Trabalho (BRASIL, 2001) orienta os profissionais da área, responsáveis pelas perícias laborais, a estarem alerta a este evento, pois:

o diagnóstico de um caso de síndrome de esgotamento profissional deve ser abordado como evento sentinela e indicar investigação da situação de trabalho, visando a avaliar o papel da organização do trabalho na determinação do quadro sintomatológico (BRASIL, 2001, p.194). Por tratar-se de doença do trabalho, ao contrário das doenças profissionais, em que não há a necessidade de comprovação do nexo, há que se estabelecer o nexo causal, ou seja, necessário que se comprove a relação de causa e efeito entre a moléstia e as atividades habitualmente desenvolvidas (GELLY, 2014). Portanto, caso seja caracterizado o acidente do trabalho por parte do médico perito do INSS para fins de benefícios previdenciários, as doenças adquiridas ou agravadas pelas condições adversas do trabalho geram para o trabalhador, os direitos as prestações devidas ao acidentado ou dependente, como o auxílio-doença acidentário, o auxílio-acidente, a aposentadoria por invalidez e a pensão por morte. GELLY (2014) afirma que o trabalhador acometido pela SB, faz jus a manutenção de seu contrato de trabalho na empresa, gozando de estabilidade pelo prazo mínimo de doze meses, conforme estatui o artigo 118 da Lei 8.213/91.

2.5 Tratamento e Prevenção

É necessário, e urgente, que medidas preventivas e de promoção à saúde sejam implementadas, a fim de reduzir a incidência e minimizar os efeitos da síndrome de Burnout. Ainda assim, para que haja um tratamento eficaz, o diagnóstico da síndrome precisa ser preciso e competente, para que não se cometam erros como a confusão entre Burnout e depressão por conta da similaridade dos sintomas. O ideal é procurar um especialista e fazer

exames psicológicos. É necessário, também, avaliar se é o ambiente profissional que causa o

estresse ou se são as atitudes da própria pessoa que passam a ser o estopim (EINSTEIN,

2017).

A adoção de estratégias individuais e organizacionais são fundamentais para combater a síndrome e/ou minimizar seus efeitos sobre os trabalhadores. Sendo assim, no que se refere às intervenções a nível individual, várias estratégias parecem úteis para melhorar as habilidades de enfrentamento e redução de Burnout. Tais estratégias podem envolver programas de prevenção do Burnout que ajudam os indivíduos não só lidar com o estresse, mas para desenvolver qualidades mais positivas, tais como um senso de significado, gratidão e satisfação no trabalho, sendo áreas especialmente importantes para futuras pesquisas (FRANÇA et al., 2014). Já a nível organizacional, a empresa também necessita ser flexível para facilitar as circunstâncias em que se desenvolvem as atividades do trabalho. Dessa forma, o trabalho deve se organizar de maneira a promover o bem-estar, recursos humanos e materiais suficientes, autonomia de participação e decisão, planejamento estratégico, lotação do funcionário em local que melhor se adapte ao seu perfil, resolução de conflitos de forma justa e incentivos ao trabalhador (FRANÇA et al., 2014). Sendo assim a Síndrome de Burnout pode ser evitada, desde que a cultura da organização favoreça a execução de atividades preventivas, a partir da atuação em equipes multidisciplinares, resgatando as características afetivas de cada profissional. É imprescindível atuar nesses aspectos organizacionais, possibilitando um ambiente de trabalho agradável, democrático, onde os funcionários possam influir na tomada de decisões. Ferrari (2008) afirma que o tratamento da Síndrome de Burnout deve compreender uma estratégia multidisciplinar: farmacológico, psicoterapêutico e médico. O tratamento farmacológico, com o uso de medicamentos, normalmente associa-se a antidepressivos, que tendem diminuir a sensação de inferioridade e de incapacidade e ansiolíticos (FERRARI, 2008). O acompanhamento psicológico pode potencializar os efeitos do uso de medicamentos através da ressignificação e da retomada dos sentidos da história de vida dos trabalhadores acometidos com essa patologia (FERRARI, 2008). Melhorar a qualidade de vida, prevenir o estresse, garantir boa saúde física, dormir e alimentar-se bem, praticar atividades físicas e manter hobbies e interesse pela vida social são recomendações importantes na prevenção da síndrome. Porem, como a síndrome desenvolve-se no contexto laboral, não basta o individuo realizar o tratamento com medicamentos e acompanhamento profissional, se o ambiente laboral continuar o mesmo. Neste ponto, o profissional de segurança do trabalho ganha grande

importância, pois ele pode buscar a melhoraria do clima organizacional, através de programa de socialização e implantação de sistemas de avaliação que concedam aos profissionais, um papel mais participativo nas decisões laborais proporcionando condições de trabalho mais atraentes e gratificantes (ALONSO, 2014). Varella (2016) realiza algumas recomendações para os indivíduos acometidos com essa síndrome, busquem uma melhoria na qualidade de vida laboral, dentre elas estão:

Não usar a falta de tempo como desculpa para não praticar exercícios físicos;

Desfrutar de momentos de descontração e lazer.

Buscar conscientizar os funcionários que o consumo de álcool e de outras drogas para afastar as crises de ansiedade e depressão não é um bom remédio para resolver o problema; Avalie quanto às condições de trabalho estão interferindo em sua qualidade de vida e prejudicando sua saúde física e mental. Avalie também a possibilidade de propor nova dinâmica para as atividades diárias e objetivos profissionais. França et al. (2014) afirma que a prevenção da Síndrome de Burnout também é favorecida pelo apoio familiar. A família do trabalhador é um ponto muito importante na prevenção de Burnout. Os trabalhadores que têm filhos e são casados ou tem companheiro estável apresentam menor propensão a ter Burnout. Isso demonstra que o carinho que a família oferece alivia as tensões e conflitos que os trabalhadores se submetem em decorrência do trabalho (França et al., 2014).

2.6 Importância do profissional de segurança do trabalho na identificação da SB

Tanto o técnico quanto o engenheiro de segurança do trabalho, dentre suas atribuições estão as atividade de informar o empregador e os trabalhadores sobre os riscos presentes no ambiente de trabalho, além de gerenciar a exposição dos trabalhadores a fatores ocupacionais de risco à saúde, como também promover campanhas e eventos de divulgação das normas de segurança e saúde no trabalho e até estudar dados estatísticos sobre acidentes e

doenças relacionadas ao trabalho. A efetiva presença deste profissional, assim como sua atualização e todo suporte necessário da alta direção, é de extrema importância para que este profissional exerça um bom trabalho. Portanto, o profissional de segurança do trabalho, conhecendo bem o ambiente laboral, dispondo de ferramentas e apoio da alta direção para executar seu trabalho, podem verificar, precocemente, indícios da SB e realizar medidas preventivas, conforme as

apresentadas neste trabalho a fim de evitar sua ocorrência e melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores no ambiente laboral.

2.7 Questionário de Identificação do Burnout

2.7.1 Maslach Burnout Inventory MBI O instrumento de avaliação do Burnout mais utilizado no mundo nos estudos tem sido o Maslach Burnout Inventory (MBI) (Benevides-Pereira, 2014). O MBI compõem-se de um questionário auto-informe, ou seja, de auto preenchimento que teve sua primeira edição em 1981 por Maslach e Jackson. Segundo Benevides-Pereira (2014) em 1986, após alguns estudos, resultou na diminuição do numero de afirmações. Lima (2016) afirma que há outros instrumentos para a mensuração da SB, porém o questionário MBI é universalmente o mais utilizado. Alonso (2014) afirma que o diagnóstico definitivo é de responsabilidade do Médico do Trabalho e demais profissionais habilitados, porém, a aplicação do questionário e a observação da sintomatologia dos funcionários, pode auxiliar o profissional de segurança do trabalho, a tomar as devidas providências para o encaminhamento do funcionário. O questionário, também, apresenta algumas variações, compondo-se de acordo com o perfil do grupo a ser avaliado. Benevides-Pereira (2013) menciona um questionário com 22 itens para aplicar aos profissionais de serviços humanos e da saúde, denominado de Maslach Burnout Inventory - Human Services Survey (MBIHSS) e outra para docentes, com igual número de itens, denominado de Maslach Burnout Inventory - Educators Survey (MBI-ES). Porém, como já foi mencionado, não é somente esse seleto grupo de profissionais que podem apresentar a síndrome. Para tanto, em 1996, Maslach, Jackson e Leiter publicaram a 3ª edição do inventário, composto apenas de 16 itens denominado de Maslach Burnout Inventory - General Survey (MBI-GS) que pode ser empregado em praticamente qualquer contexto ocupacional trabalho, indistintamente.

  • 3. MATERIAIS E MÉTODOS

Para avaliação da SB utilizou-se a versão em português do Inventário de Burnoutde Maslach, denominado Maslach BurnoutInventory General Survey (MBI-GS) desenvolvida para ser aplicada em qualquer contexto ocupacional. O MBI-GS contem 16 perguntas e é composta por 03 subdivisões sendo elas: 1) Exaustão Emocional (EE) (questões: 1, 2, 3, 4 e 6) com seis variáveis; 2) Cinismo (CI) ou descrença (questões: 8, 9, 13, 14 e 15) com quatro variáveis e 3) Eficácia no Trabalho (ET) ou realização profissional (questões: 5, 7, 10, 12 e

16) com seis variáveis.

O questionário é composto, ainda, de uma escala que varia de 0 a 6 e cada numero representa uma frequência conforme segue: 0.Nunca; 1. Uma vez ao ano ou menos; 2. Uma vez ao mês ou menos; 3. Algumas vezes ao mês; 4. Uma vez por semana; 5. Algumas vezes por semana (semanalmente) e 6. Todos os dias (diariamente). O questionário foi aplicado em 15 funcionários de uma empresa do segmento de tecelagem de fios de fibras artificiais e sintéticas (CNAE 13.23-5-00) da região de Americana SP. As funções que foram aplicadas o questionário foram a Operador de Conicaleira (CBO 7612-25) e Oficial de Manutenção (CBO 5143-25) que são funções que não possuem tanto contato interpessoal na realização de suas tarefas. Após a aplicação do questionário, o mesmo foi analisado e confeccionado gráficos para melhor visualização dos resultados obtidos. A caracterização da Burnout se deu pela somatória de pontos de cada resposta, onde o máximo de pontos possíveis seria 100. Para chegar nesse número os funcionários tiveram que ter respondido os 16 itens. Multiplicando-se a quantidade de respostas de cada coluna pelo valor das respostas, obtinham-se os seguintes indícios:

0 a 20 pontos nenhum indício do Burnout, 21 a 40 pontos - possibilidade de desenvolver Burnout, 41 a 60 pontos fase inicial da Burnout, 61 a 80 pontos a Burnout começa a se instalar 81 a 100 pontos está em fase considerável da Burnout.

  • 4. RESULTADOS E DISCUSSÃO A figura 1 apresenta um comparativo das funções analisadas, sexo e faixa etária dos

participantes.

FIGURA 1: Funções, sexo e faixa etária dos participantes da pesquisa.

O questionário é composto, ainda, de uma escala que varia de 0 a 6 e cada
O questionário é composto, ainda, de uma escala que varia de 0 a 6 e cada
O questionário é composto, ainda, de uma escala que varia de 0 a 6 e cada

Referente às ocupações destes profissionais, conforme a figura 1, revela que a maioria dos entrevistados desempenham a função de Operador (a) de Conicaleira 73%, logo em seguida a quantidade de profissionais do cargo de Oficial de Manutenção, representando 27% do grupo amostrado. Já com relação ao gênero, o sexo feminino é predominante representado 73% do total amostrado. A faixa etária mais presente foi acima de 30 a 39 anos, representando 47% do grupo amostrado, seguido dos trabalhadores acima de 40 anos, com 40%. Sendo assim, conforme afirma Einstein (2013) o grupo de maior prevalência engloba as mulheres e profissionais que tenham, em média, 40 anos de idade. Ressalta-se que as maiores parcelas das mulheres entrevistadas se encontram na faixa acima dos 40 anos de idade. Relacionado à idade dos funcionários entrevistados, a pesquisa mostra que grande parte dos funcionários da instituição tem mais de 30 anos. Com isso nota-se que estes são mais sujeitos ao estresse crônico que os de faixa etária menor. Os que possuem idade entre 17 a 30 anos, podem estar mais motivados na organização devido ao pouco tempo na empresa, vivenciando pouco tempo de estresse. Observou-se início do Burnout em ambas as profissões pesquisadas. Uma variável importante não foi levada em consideração na pesquisa que seria o tempo que tais funcionários trabalham na empresa. Esta variável deveria ter sido levada em consideração para melhor analise dos resultados, pois quanto mais tempo na empresa, podem ser maiores os níveis de estresse sofrido pelos funcionários. A Figura 2 demonstra os resultados do questionário de Burnout, MBI-GS. Figura 2: Resultados do Questionário MBI-GS.

Referente às ocupações destes profissionais, conforme a figura 1, revela que a maioria dos entrevistados desempenham

De acordo com a Figura 2, cerca de 87% dos funcionários entrevistados apresentavam fase inicial de Burnout e caso não seja tratado ou caso não haja uma mudança na postura prevencionista, a síndrome podem se agravar nestes funcionários e nos demais gerando problemas ligados à insatisfação no trabalho que podem ter como consequências o aumento do absenteísmo, diminuição do rendimento, alta rotatividade nos postos de trabalho,

reclamações frequentes, e doenças psicossomáticas, sobremaneira causadas pelo estresse ocupacional. Estas repercussões na saúde física e mental dos trabalhadores implicam na queda da rentabilidade empresarial (CARVALHO, 2011). Apesar de algumas empresas demonstrarem bastante resistência com relação a implementação de alternativas que prezem pelo conforto e bem-estar do funcionário, principalmente aquelas que envolvam algum tipo de investimento, algumas medidas preventivas relacionadas ao Burnout apresentadas possuem como característica o baixo custo (ALONSO, 2014). Cabe ao Engenheiro de Segurança do Trabalho, e na ausência dele ou em conjunto com ele, o Técnico de segurança do trabalho, de apresentar as justificativas baseadas nos gastos com tratamento e prejuízos causados pela ausência de um funcionário. As medidas ajudam a prevenir não só a síndrome, como também, favorecem a descontração e relaxamento, permitindo que ao retornar para suas atividades, após o funcionário ter passado por um processo de estresse muito elevado, o funcionário sinta-se mais disposto e motivado, tornando as horas trabalhadas mais bem-sucedidas e prazerosas. Torna-se indispensável que os funcionários não deixem de se preocupar com os males que um elevado nível de estresse pode trazer. Conforme já mencionado neste trabalho, o indivíduo submetido ao estresse ocupacional pode deixar de responder adequadamente às demandas do trabalho e geralmente se torna irritável, ansioso e/ou deprimido. Percebe-se que a dedicação ao bem-estar é algo que está presente em grande parte dos funcionários, apesar do programa não ajudar de forma direta nesse alívio do estresse. Ambientes com funcionários satisfeitos e com sentimentos positivos em relação ao trabalho e à empresa auxiliam para uma melhora do resultado e, consequentemente, na melhoria do clima organizacional. Um clima agradável no trabalho pode ser vantajoso para ambas as partes, funcionários e empresa, e o resultado é menos estresse, maior prazer em estar na empresa, mais envolvimento com o trabalho e melhores desempenhos e resultados (VIEIRA, 2004 apud CARVALHO, 2011).

5. CONCLUSAO

A Síndrome de Burnout é um fenômeno psicossocial relacionado ao contexto laboral resultante do estresse crônico, típico do cotidiano do trabalho. É caracterizada pela exaustão emocional, despersonalização e falta de realização pessoal. O presente trabalho pôde responder se os funcionários da empresa analisada tinham algum indício da síndrome de

Burnout

O estudo demonstrou que mesmo que a função analisada não exigia envolvimento interpessoal direto e intenso, em sua maioria, apresentou a fase inicial do Burnout. A resposta dos questionários não retira a necessidade de um profissional especialista em analisar se há ou não o Burnout entre tais profissionais e de realizar exames psicológicos mais específicos. A síndrome de Burnout caracteriza-se pelos inúmeros sintomas apresentados neste trabalho e pela dificuldade de ser diagnosticada. A proximidade do Engenheiro de Segurança do Trabalho ou do Técnico de Segurança do Trabalho com os funcionários da empresa permite que muitos sintomas sejam identificados precocemente, favorecendo o encaminhamento para o Médico do Trabalho e demais profissionais habilitados. Por fim, espera-se que conteúdo apresentado auxilie no desenvolvimento de pesquisas futuras, permitindo que profissionais não somente da área de Segurança do Trabalho, complementem o estudo através do desenvolvimento de técnicas de avaliação dos sintomas, métodos, atividades e oficinas para interação da equipe e técnicas de relaxamento visando facilitar ainda mais a identificação e prevenção do Burnout.

  • 6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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