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VESTIBULAR – 2009

1 CONTEÚDO 01 Era Clássica – Arcadismo (Aspectos Gerais) PROFº: ANÍSIO A Certeza de Vencer
1
CONTEÚDO
01
Era Clássica – Arcadismo (Aspectos Gerais)
PROFº: ANÍSIO
A Certeza de Vencer
KL 070208
 

33 -- EEIIXXOO TTEEMMÁÁTTIICCOO

1- TEXTO LITERÁRIO NEOCLÁSSICO, ÁRCADE E PRÉ-ROMÂNTICO

 

CCOONNTTEEÚÚDDOOSS

COMPETÊNCIAS

 

HABILIDADES

 

1.1-

Arcadismo e Neoclassicismo

   
 

Leitura de poemas líricos de Bocage.

1) Apontar nos poemas de Bocage e de Tomás Antônio Gonzaga, elementos constitutivos do texto poético, tais como: semântico, sintático, lexical e sonoro.

1.

Explicar as características da literatura neoclássica e árcade.

1.2-

Leitura de poemas líricos de Tomás Antônio Gonzaga

A presença do Pré-Romantismo nos versos de

2.

3.

Estabelecer as diferenças entre os nomes Neoclassicismo, Setecentismo e Arcadismo.

Observar as influências políticas, econômicas, sociais e

filosóficas, nas manifestações literárias do período estudado.

Bocage e de Tomás Antônio Gonzaga. 1.3- Os elementos constitutivos do texto poético nos poemas dos escritores árcades.

 

4.

Identificar o estilo lírico nos textos poéticos do Neoclassicismo.

CONTEXTO HISTÓRICO:

O século XVIII ficou conhecido como o “Século das Luzes”, é claro que

um bom aluno perguntaria: por quê?. E a explicação é clara. O século

XVIII foi palco de três importantíssimas revoluções que pretenderam

“afastar” o homem das “trevas” do medievalismo Barroco de acordo

5. USO DE PALAVRAS LATINAS: devido à revalorização clássica

greco-romana o LATIM língua falada na Roma Antiga é utilizado para compor características da escola árcade. Fugere Urban: devido ao burburinho dos centros urbanos no século

XVIII o poeta árcade desejou “fugir da cidade” para um lugar não

com a visão renascentista. Vamos por partes. Primeiro é preciso saber que as três grandes
com a visão renascentista.
Vamos por partes. Primeiro é preciso saber que as três grandes
revoluções foram: ILUMINISMO, REVOLUÇÃO INDUSTRIAL e
INCONFIDÊNCIA MINEIRA. Outras grandes revoluções como a
Francesa e A Independência dos EUA foram também importantes, mas
para o Arcadismo, as três primeiras foram fundamentais.
corrompido pela civilização.
Lócus amoenus: ao fugir da agitação dos centros urbanos o poeta
árcade buscou estalar-se num lugar ameno, calmo, pacato
o campo.
Carpe diem: ao chegar no local desejado o poeta deveria aproveita-lo
o máximo possível daí a utilização do termo “carpe diem”, isto é,
Os ILUMINISTAS foram homens que tentaram explicar à luz da razão e
da ciência a verdade dos fatos. Assim, a razão e a ciência constituem para
estes homens as LUZES às quais o século se refere.
A INCONFIDÊNCIA MINEIRA foi fundamental porque deslocou o
eixo sócio-econômico cultural da Bahia (onde ocorrera o Barroco) para
“aproveite o dia”, além de que o homem árcade tinha a consciência de
que a vida terrena se finda, por isso a necessidade de aproveita-la o
quanto possível.
Inutilia truncat: princípio árcade de imitação da simplicidade formal
dos clássicos contrária ao rebuscamento do Barroco. O termo significa
“cortar as inutilidades” para o poeta árcade o rebuscamento barroco
Minas Gerais onde se teve na época o CICLO DO OURO.
E a REVOLUÇÃO INDUSTRIAL foi vital porque definiu profundas
transformações sociais, políticas e econômicas. Pois, com o avanço
científico surgiram as indústrias e os centros urbanos. A vida deixou de
ser rural para se tornar urbana. As fábricas reuniram em torno de si
grandes aglomerados populacionais e a atmosfera calma e pacata dos
centros populacionais iniciais cederá lugar à agitação e ao burburinho
próprio das cidades de nosso tempo.
Por esse motivo que os homens esclarecidos, iluminados da época
preferiram o campo ao invés da cidade. Essa é a maior característica da
retirava a objetividade do texto tornando-o de difícil leitura, o que não
era propósito dos árcades. Já a simplicidade por meio da moderação da
linguagem e da emoção era obtida da natureza calma e amena.
Áurea mediocritas: fingir que eram pastores foi a saída encontrada
pelos árcades para realizar (na imaginação) o ideal da “mediocridade
dourada”, isto é, a louvação à vida equilibrada, espontânea, humilde, em
contato com a natureza. Em Latim, o termo “áurea mediocritas” é
entendido como “paz de espírito” e este era o ideal árcade da existência.
CURIOSIDADE
escola árcade.
CARACTERÍSTICAS DO ARCADISMO
1. REVALORIZAÇÃO
DA
CULTURA
CLÁSSICA:
cultura
clássica é toda cultura pertinente às civilizações da Antigüidade clássica:
Você sabe por que o Arcadismo recebeu este nome?
Arcádia, segundo a mitologia era um monte que ficava
na Grécia Antiga. Tal monte era habitado pelo deus Pã
(o deus das pastagens) que vivia lá com seus amigos
pastores e algumas ninfas.
Grécia e Roma. Os conceitos greco-romanos (ou greco-latinos) são
resgatados no Arcadismo porque os povos clássicos foram exemplos de
equilíbrio e de racionalidade. Como os árcades valorizavam a razão, logo
INTERTEXTUALIDADE
os conceitos greco-latinos foram também revalorizados.
2. RACIONALISMO: como foi dito anteriormente a escola árcade
baseada nos princípios greco-latinos apresenta a supremacia da razão
sobre a emoção, como conseqüência do desenvolvimento técnico-
científico do século XVIII.
CASINHA BRANCA (Gilson)
Eu tenho andado tão sozinho ultimamente
Que nem vejo em minha mente
Nada que me dê prazer
Sinto cada vez mais longe a felicidade
Vendo em minha mocidade
3. BUCOLISMO: lingüisticamente é a qualidade de bucólico (relativo
à vida e costumes do campo), no Arcadismo se entende esta
característica como a exaltação da beleza do campo e de sua cultura em
detrimento da vida citadina.
Ex.: “Ver as longas Campinas retalhadas
De trêmulos ribeiros; claras fontes,
E lagos cristalinos onde molha
As leves asas do lascivo vento
(Basílio da Gama)
Tantos sonhos perecer.
Eu queria ter na vida simplesmente
Um lugar de mato verde
P’ra plantar e p’ra colher
Ter uma casinha branca de varanda
Um quintal e uma janela
Para ver o sol nascer.
Às vezes saio a caminhar pela cidade
À procura de amizade
4. PASTORALISMO: o poeta, desnorteado com o avanço da
Vou seguindo a multidão
Mas eu deparo olhando em cada rosto
Cada um tem seu mistério
Seu sofrer sua ilusão
Eu queria ter na vida simplesmente
Um lugar de mato verde
P’ra plantar e p’ra colher
Ter uma casinha branca de varanda
Um quintal e uma janela
Para ver o sol nascer.

urbanização das cidades, ao criar, se evade para um ambiente campestre onde se situa como um pastor, inclusive adotando um PSEUDÔNIMO (pseudo = falso e nimo = nome) pastoril. Ex.: “São estes os prados, Aonde brincava, Enquanto pastava O gordo rebanho Que Alceu lhe deixou?”.

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O ARCADISMO EM PORTUGAL

Manuel Maria L’edoux Barbosa du Bocage foi talvez o maior representante árcade em Portugal. Nascido em Setúbal (1765) Bocage é muito conhecido como

poeta erótico, embora sua poesia lírica, especialmente os sonetos sejam bem superiores às “piadas” bocageanas. Sua notoriedade foi tanta que em 1791 foi convidado para compor a Nova Arcádia, onde usava o pseudônimo Elmano Sadino (Elmano é anagrama de Manuel; Sadino é homenagem ao rio Sado, que corta sua cidade natal). Os sonetos constituem, como dissemos, o ponto alto da produção bocageana, comparável à de Camões. Em alguns momentos, o lirismo de Bocage revela a orientação do academicismo do século XVIII: a presença dos pseudônimos pastoris da mitologia; a ânsia pelo lócus amoenus que simboliza

fuga da vida citadina, enfim, as regras árcades conhecidas. Porém, a solidão, a desilusão amorosa, o sentimento de desamparo e a dor de viver contagiaram de tal maneira sua poesia que ela acabou se afastando da estética árcade (em algumas produções) para enveredar no campo dramático e confessional, que inseriu Bocage num contexto de pré- romantismo.

a

SONETO 13

Olha, Marília, as flautas dos pastores Que bem que soam, como estão cadentes! Olha o Tejo a sorrir-se! Olha, não sentes O Zéfiro brincar por entre flores?

Vê como ali, beijando-se, os Amores Incitam nossos ósculos ardentes! Ei-las de planta em planta as inocentes, As vagas borboletas de mil cores.

Naquele arbusto o rouxinol suspira, Ora nas folhas a abelhinha pára, Ora nos ares sussurrando gira:

Que alegre campo! Que manhã tão clara! Mas ah! Tudo o que vês, se eu te não vira, Mais tristeza que a morte me causara.

SONETO 16

Da pérfida Gertrúria o juramento Parece-me que estou inda escutando,

E

Encolhe as asas, de encantado, o vento.

que inda ao som da voz suave e brando

No vasto, infatigável pensamento Os mimos da perjura estou notando Eis Amor, eis as Graças festejando Dos ternos votos o feliz momento.

Mas, ah!

Para que acendes mais as vivas cores,

Lisonjeiro pincel da fantasia?

Da minha rápida alegria

Basta, cega paixão, loucos amores; Esqueçam-se os prazeres de algum dia, Tão belos, tão duráveis como as flores.

SONETO 102

Camões, grande Camões, quão semelhante

Camões, grande Camões, quão semelhante Acho teu fado ao meu, quando os cotejo! Igual causa nos fez perdendo o Tejo Arrostar com sacrílego gigante.

nos fez perdendo o Tejo Arrostar com sacrílego gigante. Como tu, junto ao Ganges sussurrante Da

Como tu, junto ao Ganges sussurrante Da penúria cruel no horror me vejo; Como tu, gostos vãos, que em vão desejo, Também carpindo estou, saudoso amante.

Ludíbrio, como tu, da sorte dura Meu fim demando ao céu, pela certeza De que só terei paz na sepultura.

Modelo meu tu és

Se te imito nos transes da ventura, Não te imito nos dons da natureza.

Mas, oh tristeza!

SONETO 118 Olha, Marília, as flautas dos pastores Ó retrato da morte, ó noite amiga
SONETO 118
Olha, Marília, as flautas dos pastores
Ó retrato da morte, ó noite amiga
O retrato da morte, ó noite amiga
Por cuja escuridão suspiro há tanto!
Calada testemunha de meu pranto,
De meus desgostos secretária antiga!
Pois manda Amor, que a ti somente os diga,
Dá-lhes pio agasalho no teu manto;
Ouve-os , como costumas, ouve, enquanto
Dorme a cruel, que a delirar obriga:
E vós, ó cortesãs da escuridade,
Fantasmas vagos, mochos piadores,
Inimigos, como eu da claridade!
Em bandos acudi aos meus clamores;
Quero a vossa medonha sociedade,
Quero fartar meu coração de horrores.
Já se afastou de nós o Inverno agreste
Da pérfida Gertrúria o juramento
Envolto nos seus húmidos vapores;
A
fértil Primavera, a mãe das flores
O
prado ameno de boninas veste:
Varrendo os ares o subtil nordeste
Os torna azuis: as aves de mil cores
Adejam entre Zéfiros, e Amores,
E torna o fresco Tejo a cor celeste;
Zéfiros, e Amores, E torna o fresco Tejo a cor celeste; Vem, ó Marília, vem lograr

Vem, ó Marília, vem lograr comigo Destes alegres campos a beleza, Destas copadas árvores o abrigo:

Deixa louvar da corte a vã grandeza:

Quanto me agrada mais estar contigo Notando as perfeições da Natureza!

mais estar contigo Notando as perfeições da Natureza! “Áurea Mediocritas omni vincit” Provérbio Latino FAÇO

“Áurea Mediocritas omni vincit” Provérbio Latino

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