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RESSALVA

Atendendo solicitação da autora, o


texto completo desta dissertação será
disponibilizado somente a partir de
18/06/2017.
UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA
“JÚLIO DE MESQUITA FILHO”
FACULDADE DE MEDICINA VETERINÁRIA
CAMPUS DE ARAÇATUBA

AVALIAÇÃO DAS CONCENTRAÇÕES SÉRICAS DE


LACTATO, CREATINA QUINASE, ASPARTATO
AMINOTRANSFERASE, LACTATO DESIDROGENASE,
PARÂMETROS CLÍNICOS E HEMATOLÓGICOS DE
EQUINOS QUARTO DE MILHA SUBMETIDOS À PROVA
DE LAÇO EM DUPLA

Mariana Aparecida de Alencar Jeronymo Simão Pereira


Médica Veterinária

ARAÇATUBA-SP
2015
UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA
“JÚLIO DE MESQUITA FILHO”
FACULDADE DE MEDICINA VETERINÁRIA
CAMPUS DE ARAÇATUBA

AVALIAÇÃO DAS CONCENTRAÇÕES SÉRICAS DE


LACTATO, CREATINA QUINASE, ASPARTATO
AMINOTRANSFERASE, LACTATO DESIDROGENASE,
PARÂMETROS CLÍNICOS E HEMATOLÓGICOS DE
EQUINOS QUARTO DE MILHA SUBMETIDOS À PROVA
DE LAÇO EM DUPLA

Mariana Aparecida de Alencar Jeronymo Simão Pereira

Orientador: Prof. Adjunto Luiz Claudio Nogueira Mendes


Coorientadora: Prof. Dra. Lina Maria Wehrle Gomide

Dissertação apresentada à Faculdade de Medicina


Veterinária – Unesp, Campus de Araçatuba, como
parte das exigências para obtenção do título de
Mestre em Ciência Animal (Fisiopatologia Médica e
Cirúrgica)

Araçatuba-SP
2015
DADOS CURRICULARES DO AUTOR

Mariana Aparecida de Alencar Jeronymo Simão Pereira – Nascida em oito


de setembro de 1988, no município de Rancharia-SP, é Médica Veterinária,
graduada pela Universidade Estadual do Norte do Paraná em 2011. Ingressou
no Programa de Residência Médico Veterinária da Universidade Estadual
Paulista “Júlio de Mesquita Filho” - UNESP, campus de Araçatuba-SP, na área
de Clínica Médica de Grandes Animais, em fevereiro de 2012, com conclusão
em janeiro de 2014. No mesmo ano, em março, iniciou o mestrado no
Programa de Pós Graduação em Ciência Animal, na mesma instituição, na
área de Fisiopatologia Médica e Cirúrgica, sob a orientação do Prof. Adjunto
Luiz Claudio Nogueira Mendes e, desde então, tem participado de pesquisas
na área de Medicina Esportiva Equina, em conjunto com a equipe do
Laboratório de Endotoxemia e Enfermidades de Grandes Animais (LEEGA),
com auxílio financeiro da Fapesp e da Capes.
“Pegarei eu mesmo da copa do grande cedro,
dos cimos de seus galhos cortarei um ramo,
e eu próprio o plantarei no alto da montanha.
Eu o plantarei na alta montanha de Israel.
Ele estenderá seus galhos e dará frutos;
tornar-se-á um cedro magnífico,
onde aninharão aves de toda espécie,
instaladas à sombra de sua ramagem.
Então todas as árvores do campo saberão que sou eu, o Senhor,
que abate a árvore soberba e exalta o humilde arbusto,
que seca a árvore verde e faz florescer a árvore seca.
Eu, o Senhor, o disse e o farei.”

Ez 17, 22-24
Aos cavalos, para que
tenham qualidade de vida cada dia melhor
Para que seus sofrimentos sejam amenizados
Para retribuir todo amor que transborda daquele olhar
Dedico.
AGRADECIMENTOS

Agradeço a Deus pela dádiva da vida e por ter concedido forças para
cruzar essa jornada. Agradeço ainda pelos anjos que me guardaram no
caminho, para que as pedras e espinhos não fossem impedimento.
Agradeço aos meus pais, Angela e Sidney, pelo apoio incondicional. Por
acreditarem em mim mais do que eu mesmo. Por me amarem de tal modo a
abdicarem dos próprios sonhos para sonharem o meu. Pelo incentivo.
Agradeço também a minha irmã, Maria Júlia, parte de mim. Obrigada pela
paciência e companheirismo. Por me compreender e me aceitar. Por me amar
quando eu mais precisava e menos merecia. Por continuar me amando mesmo
assim. E aqui, mais uma vez, volto a agradecer a Deus, por ter me presenteado
com uma família tão incrível, fonte de inspiração e amor inesgotáveis. Amo
vocês!
Ao Arthur, meu grande companheiro nessa jornada. Não tive medo,
porque seu amor me fez forte. Quando tive dúvida você me fez prosseguir com
a certeza do seu apoio. Quando tive dias ruins, o sorriso no seu rosto diminuiu
o fardo. Quando pensei que não seria capaz você me fez acreditar. Não teve
um momento sequer em que me senti sozinha ou desamparada. Você sempre
esteve comigo. E isso fez toda a diferença! Espero um dia poder retribuir todo o
bem que você me fez e faz! Amo você!
Ao Professor Luiz Claudio, palavras não serão possíveis para expressar
o tamanho da minha gratidão. Por confiar em mim e me dar a oportunidade de
desenvolver este trabalho sob sua orientação. Por acreditar que eu seria
capaz. Agradeço também por todo o conhecimento transmitido. Admiro-te
muito, como profissional e como pessoa. Quando eu crescer quero ser como
você!
Agradeço a Professora Lina Gomide, minha co-orientadora, pela
disponibilidade e valiosa ajuda durante a elaboração deste trabalho e aos
Professores Guilherme de Paula e Flávia Lucas, por terem dispensado tempo
para participar da minha banca de Qualificação e pela grande contribuição.
Aos amigos que ajudaram nas coletas, processamentos e análises.
Bianca, Priscila, Zanon, Daniela, Rafaela, João Pedro e Eduardo. Vocês foram
essenciais para a realização deste trabalho. Estar com vocês fez a tarefa
menos difícil e muito mais divertida. Minha eterna gratidão!
Aos meus amigos e companheiros de pós-graduação, Jefferson, Gabriel,
Flávia e Daniel. Obrigada pelas conversas, risadas, conselhos, dicas. A
amizade e companhia de vocês tornou a caminhada mais leve.
A Faculdade de Medicina Veterinária de Araçatuba, Campus de
Araçatuba (FMVA/UNESP), pela oportunidade e acolhimento. As curvas do
destino me trouxeram até aqui, no dia 10 de janeiro de 2011. Que agradável
surpresa! Desde então só tenho que agradecer por todo aprendizado. Como eu
cresci! Profissionalmente e pessoalmente. Não foi um caminho fácil até aqui,
mas tudo o que eu vivi nesse lugar serviu para que eu me tornasse uma
pessoa melhor. Pessoas que conheci, amigos que conquistei, os tombos que
eu cai, todas as vezes que me levantei, ainda mais forte. Minha gratidão
infinita!
A CAPES, pela concessão de bolsa de estudos, e a FAPESP, pelo apoio
financeiro, processo 2014/09362-5.
Enfim, a todos que direta ou indiretamente estiveram comigo durante
esta jornada!

Muito obrigada!!!
LISTA DE ABREVIATURAS

GTE= Grupo de treino esporádico


GTR= Grupo de treino regular
LL= Limiar de lactato
MFEL= Máxima fase estável de lactato
CK= creatina quinase
AST= aspartato aminotransferase
LDH= lactato desidrogenase
FC= Frequência cardíaca
FR= Frequência respiratória
VCM= Volume corpuscular médio
CHCM= Concentração de hemoglobina corpuscular média
VG= Volume globular
PPT= Proteína plasmática total
LISTA DE TABELAS

Capítulo 2

Tabela 1 - Valores da mediana e valores máximos e mínimos das


concentrações séricas de lactato, em mmol/L, de equinos submetidos à prova
de laço em dupla, nos momentos antes e após o exercício, divididos em GTR
(grupo de treino regular) e GTE (grupo de treino esporádico).........................48

Tabela 2 - Valores médios e desvios-padrão das concentrações séricas de CK,


AST e LDH, em UI/L, de equinos submetidos à prova de laço em dupla, nos
momentos antes e após o exercício, divididos em GTR (grupo de treino regular)
e GTE (grupo de treino esporádico)..................................................................49

Capítulo 3

Tabela 1 - Valores médios e desvios-padrão das frequências cardíaca (FC) e


respiratória (FR) de equinos submetidos à prova de laço em dupla, nos
momentos antes e após o exercício, divididos em GTR (grupo de treino regular)
e GTE (grupo de treino esporádico)..................................................................65

Tabela 2 - Valores médios e desvios-padrão do eritrograma de equinos


submetidos à prova de laço em dupla, nos momentos antes e após o exercício,
divididos em GTR (grupo de treino regular) e GTE (grupo de treino
esporádico)........................................................................................................67

Tabela 3 - Valores médios e desvios-padrão do leucograma de equinos


submetidos à prova de laço em dupla, nos momentos antes e após o exercício,
divididos em GTR (grupo de treino regular) e GTE (grupo de treino
esporádico)........................................................................................................69
Tabela 4 - Valores médios e desvios-padrão das concentrações de proteína
plasmática total de equinos submetidos à prova de laço em dupla, nos
momentos antes e após o exercício, divididos em GTR (grupo de treino regular)
e GTE (grupo de treino esporádico)..................................................................70
SUMÁRIO

Página
CAPÍTULO 1 – CONSIDERAÇÕES GERAIS
1 Introdução.......................................................................................................15
2 Lactato............................................................................................................18
3 Enzimas musculares.......................................................................................20
3.1Creatina quinase................................................................................21
3.2 Aspartato aminotransferase..............................................................22
3.3 Lactato desidrogenase.....................................................................23
4 Perfil hematológico.........................................................................................25
5 Parâmetros clínicos........................................................................................27
REFERÊNCIAS.................................................................................................28
CAPÍTULO 2 - AVALIAÇÃO DA LACTATEMIA E DAS ENZIMAS
MUSCULARES DE EQUINOS QUARTO DE MILHA SUBMETIDOS À PROVA
DE LAÇO EM DUPLA COM DIFERENTES FREQUÊNCIAS DE
TREINAMENTO
RESUMO...........................................................................................................41
ABSTRACT .......................................................................................................43
Introdução..........................................................................................................44
Material e Métodos ...........................................................................................45
Resultados.........................................................................................................47
Discussão..........................................................................................................50
Conclusão..........................................................................................................53
REFERÊNCIAS.................................................................................................54
CAPÍTULO 3 - PARÂMETROS CLÍNICOS E HEMATOLÓGICOS DE EQUINOS
QUARTO DE MILHA SUBMETIDOS À PROVA DE LAÇO EM DUPLA COM
FREQUÊNCIAS DIFERENTES DE TREINAMENTO
RESUMO...........................................................................................................59
ABSTRACT ......................................................................................................60
Introdução.........................................................................................................61
Material e Métodos ...........................................................................................62
Resultados.........................................................................................................64
Discussão..........................................................................................................70
Conclusão..........................................................................................................75
REFERÊNCIAS.................................................................................................75
AVALIAÇÃO DAS CONCENTRAÇÕES SÉRICAS DE LACTATO, CREATINA
QUINASE, ASPARTATO AMINOTRANSFERASE, LACTATO
DESIDROGENASE, PARÂMETROS CLÍNICOS E HEMATOLÓGICOS DE
EQUINOS QUARTO DE MILHA SUBMETIDOS À PROVA DE LAÇO EM
DUPLA

RESUMO – O objetivo do trabalho foi avaliar a influência de diferentes


frequências de treinamento sobre as concentrações séricas de lactato, CK,
AST e LDH e sobre os parâmetros clínicos e hematológicos de equinos após
exercício físico de alta intensidade e curta duração. Amostras de sangue
venoso foram obtidas de 16 equinos da raça Quarto de Milha, divididos em dois
grupos: grupo de treinamento regular (GTR) e grupo de treinamento esporádico
(GTE), em sete diferentes momentos: 30 minutos antes do exercício (M0),
imediatamente após (M1), 30 minutos (M2), uma (M3), duas (M4), seis (M5) e
24 (M6) horas após o exercício. Diferenças entre os grupos foram observadas
em relação ao VG, à concentração de hemoglobina, ao VCM e ao número de
linfócitos, inclusive no repouso. Entre os momentos, no GTE foram observadas
diferenças significativas após o exercício quanto ao lactato, VG, PPT, número
de granulócitos e LDH e no GTR quanto ao VG, contagem total de hemácia,
concentração de hemoglobina e LDH. Conclui-se que os equinos avaliados
apresentaram alterações nas concentrações séricas de lactato e enzimas
musculares e nos parâmetros clínicos e hematológicos após o exercício. A
menor magnitude de elevação após o exercício, observada no GTR, quanto às
FC, FR e ao VG sugere que esses animais estariam melhor adaptados ao
exercício imposto. A baixa magnitude das elevações das concentrações de CK,
AST e LDH e o rápido retorno aos valores basais, inclusive do lactato, das FC e
FR e dos parâmetros hematológicos, sugerem que os animais avaliados
estavam condicionados e aptos a realizar o tipo de exercício estabelecido, não
havendo diferença entre o treinamento regular e o treinamento esporádico.
Palavras chave: bioquímica, exercício, fisiologia, hematologia
EVALUATION OF SERUM LACTATE, CREATINE KINASE, ASPARTATE
AMINOTRANSFERASE, LACTATE DESIDROGENASE CONCENTRATION,
CLINICAL AND HEMATOLOGICAL PARAMETERS IN QUARTER HORSES
SUBJECTED TO TEAM ROPING

SUMMARY – The objective was to evaluate the influence of different


frequencies of training on serum concentrations of lactate, CK, AST and LDH
and on clinical and hematological parameters of horses after exercise of high
intensity and short duration. Venous blood samples were obtained from 16
Quarter Horses, divided into two groups: regular training group (GTR) and
sporadic training group (GTE) in seven different times: 30 minutes before
exercise (M0), immediately after (M1), 30 minutes (M2), one (M3), two (M4), six
(M5) and 24 (M6) hours after exercise. Differences between groups were
observed in VG, hemoglobin concentration, VCM and number of lymphocytes,
including on resting. Between the moments, in GTE significant differences were
observed after exercise for lactate, VG, PPT, granulocyte number and LDH and
in GTR for VG, total count of red blood cells, hemoglobin concentration and
LDH. We conclude that the assessed horses showed changes in serum
concentrations of lactate and muscle enzymes and in clinical and hematological
parameters after exercise. The lower magnitude of elevation after exercise,
observed in GTR, for HR, RR and VG suggests that these animals were better
adapted to exercise. The low magnitude of elevations of CK, AST and LDH
concentrations and the rapid return to baseline, including lactate, HR, RR and
hematological parameters suggest that evaluated animals were conditioned and
able to perform the established type of exercise, with no difference between
regular training and the sporadic training.

Keywords: biochemical, exercise, hematology, physiology


15

CAPÍTULO 1 – CONSIDERAÇÕES GERAIS

1 Introdução

Desde tempos remotos, os equinos tem sido reconhecidos por sua


grande capacidade atlética (HINCHCLIFF; GEOR, 2004), e a sua estreita
relação com os humanos levou ao desenvolvimento de diversas modalidades
de esportes equestres.
De um modo geral, cada modalidade equestre varia em duração,
velocidade, força e agilidade. Sendo assim, tratamento diferenciado é exigido
para os equinos que participam de diferentes modalidades (ARARIPE, 2010),
visando favorecer a expressão máxima da sua habilidade e performance.
Sabe-se que o rebanho equino nacional é o maior da América Latina e o
terceiro maior rebanho mundial, com pouco mais 5.300.000 animais (IBGE,
2013), e que o complexo do agronegócio equino no Brasil movimenta algo em
torno R$7,5 bilhões por ano, gerando cerca de 3,2 milhões de empregos
diretos e indiretos. Dentre as várias atividades ligadas à cadeia do agronegócio
equestre destaca-se o esporte, que movimenta valores da ordem de R$705
milhões por ano e conta com a participação estimada de 50 mil equinos atletas
(LIMA et al., 2006), ressaltando a importância dos cuidados com esses
animais.
O desempenho de um atleta equino é determinado por inúmeros e
complexos processos biológicos interdependentes. A compreensão de como
esses processos funcionam e se relacionam entre si é obrigatória para que o
cavalo seja efetivamente treinado e manejado durante a sua vida de
competidor, sendo também fundamental para a aplicação clínica de princípios
fisiológicos e patológicos básicos, garantindo o diagnóstico e o tratamento
bem-sucedido de doenças relacionadas à atividade física (HINCHCLIFF;
GEOR, 2004).
16

O estudo da fisiologia do exercício vem cada vez mais se destacando


como ferramenta imprescindível no monitoramento da intensidade do
treinamento e no aperfeiçoamento de metodologias relacionadas à resistência,
força e recuperação desses atletas. A demanda pelo diagnóstico de diversos
distúrbios que podem afetar o desempenho atlético, bem como a necessidade
de conhecimentos acerca do treinamento mais adequeado tornou-se
imperativa. O treinamento envolve o uso de períodos regulares de exercício
que promovem mudanças estruturais e funcionais no organismo do animal,
adaptando-o a atividade, promovendo o condicionamento físico e diminuindo as
chances de lesões (EVANS, 2000; JONES, 2005).
A avaliação de alguns parâmetros durante o treinamento pode direcionar
a intensidade e o tipo de esforço apropriado à capacidade atlética de cada
animal. Também através desta avaliação, pode-se analisar as variações de
parâmetros metabólicos, hematológicos, bioquímicos e fisiológicos frente a
diferentes intensidades de exercício e ainda traçar a tendência de tais
parâmetros para um grupo de animais (SANTOS;GONZÁLES, 2006).
Um treinamento adequado inclui exercícios de várias intensidades e
durações (JONES, 2005) e deve ter como principais objetivos aumentar a
capacidade do animal ao exercício (metabolismo aeróbico), retardar o tempo
de início da fadiga (metabolismo anaeróbico), melhorar o desempenho físico,
considerando-se a destreza, a força, a velocidade e a resistência do animal e
por fim, diminuir os riscos de lesões. A realização de atividades físicas
inapropriadas e o improviso no treinamento podem retirar, definitivamente, de
trabalhos e competições importantes cavalos atletas e animais promissores nas
diversas modalidades equestres (ROSE, 2000).
Várias pesquisas abordam a fisiologia do exercício equino, envolvendo a
avaliação do desempenho de cavalos submetidos a provas funcionais e testes
incrementais (AMARAL et al., 2013; GOMIDE et al., 2006; LINDNER, 2010;
OLIVEIRA et al., 2014; SALES et al., 2013; SOARES et al., 2014;
THOMASSIAN et al., 2007; WANDERLEY et al., 2015). No entanto, são poucos
os trabalhos que envolvem equinos usados em provas “western”, como as
17

provas de laço em dupla, submetidos a exercícios de alta intensidade e curta


duração (BUENO et al., 2012; CAIADO et al., 2011; COELHO, et al., 2011;
MIRANDA et al., 2011; RAMALHO et al., 2012).
Da mesma forma, embora já tenham sido realizados vários estudos
sobre treinamento, esta é uma área que poderia se beneficiar de investigações
mais aprofundadas. Especificamente, há poucos estudos que compararam
diferentes métodos de treinamento (MARLIN, 2015).
Diante do exposto, justifica-se a realização deste trabalho pela
necessidade de maiores informação sobre os parâmetros ligados à fisiologia do
exercício de equinos submetidos a provas de alta intensidade e curta duração,
como a modalidade de laço em dupla. Além disso, a comparação entre animais
treinados regularmente e animais treinados esporadicamente pode ajudar na
elaboração de formas mais adequadas de treinamento, visando melhorar o
condicionamento físico e o desempenho atlético desses animais.
Dessa forma, o presente trabalho teve como objetivo geral avaliar o
estado clínico, as alterações nas concentrações séricas de lactato, creatina
quinase (CK), aspartato aminotranferase (AST) e lactato desidrogenase (LDH),
bem como as alterações clínicas e hematológicas ocorridas em cavalos atletas
submetidos a exercício físico de curta duração e alta intensidade, fazendo uma
comparação entre animais que recebem treinamento esporadicamente (até 2
dias por semana) e animais que treinam regularmente (5 dias por semana) e
como objetivos específicos: avaliar os níveis séricos de lactato, creatina
quinase, aspartato aminotranferase e lactato desidrogenase, antes e após o
exercício, em momentos pré-determinados, avaliar as frequências cardíaca e
respiratória, antes e após o exercício, caracterizar a resposta hematológica dos
equinos atletas e determinar se existem diferenças relevantes no
condicionamento físico dos equinos de acordo com a frequência de
treinamentos à qual são submetidos, levando em consideração as alterações
clínicas, os níveis séricos de lactato, CK, AST e LDH e a resposta
hematológica dos animais testados.
18

2 Lactato

Na medicina esportiva equina, a concentração de lactato sanguíneo vem


sendo utilizada frequentemente para fornecer informações adicionais sobre o
condicionamento físico do equino atleta (BOTTEON, 2012;).
Durante o exercício, a produção e a utilização apropriada de energia são
essenciais para a atividade muscular do equino atleta. A glicose é uma
importante fonte de energia para a atividade muscular (EATON, 1994). A
energia celular é gerada na forma de compostos fosfatados de alta energia
(ATP). Uma das fontes é a glicólise aeróbica que fornece grande quantidade de
energia. Já a glicólise anaeróbica, é uma via de produção de ATP sem
utilização de oxigênio, mas que pode ocorrer na presença de oxigênio. Ocorre
uma formação rápida de ATP, com produção de ácido lático (VIERA et al.,
2013).
O tipo de produção de energia está diretamente relacionado aos tipos de
fibra muscular. Existem dois tipos básicos: fibras musculares do tipo I, de
contração lenta e alta capacidade oxidativa, e as fibras musculares do tipo II,
de contração rápida, sendo a IIA com boa capacidade oxidativa e IIB com baixa
capacidade oxidativa. No início do exercício ou em exercícios de baixa
intensidade, a principal fibra utilizada é a fibra do tipo I, que possui
metabolismo predominantemente aeróbico. Com o aumento da intensidade do
exercício, as fibras do tipo II são crescentemente recrutadas, aumentando a
produção de energia pela via aneróbica (KAWAY et al., 2009). Sendo assim,
com o aumento da intensidade da atividade física, grande parte da energia é
gerada através da glicólise anaeróbia, com produção de ácido lático. Quanto
maior a intensidade do exercício, maior a quantidade de lactato e H+ produzidos
(EATON, 1994).
O lactato em si não é nocivo para o organismo, mas os hidrogênios
associados a ele, que produzem queda do pH intracelular (BAYLY; KLINE,
2006), prejudicando o funcionamento da bomba de Ca+2 e a geração de
19

energia, inibindo a atividade celular. Esses eventos fazem o músculo trabalhar


de forma lenta, o que caracteriza fadiga (PÖSÖ, 2002).
O efeito do exercício sobre as concentrações de lactato foi avaliado por
Bueno et al. (2012), em cavalos Quarto de Milha, após prova de Três
Tambores, relatando valor basal de 0,77±0,29 mmol/L e pós exercício de
14,76±1,48 mmol/L. Zobba et al. (2011) e Gomide et al. (2006) relataram
concentrações séricas de lactato semelhantes, com 1,21±0,37mmol/L no
repouso e 10,24±0,40 mmol/L após partida de pólo e 1,50±0,05mmol/L no
repouso e 11,57±0,84 após prova de fundo de concurso completo de
equitação, respectivamente. Em ambos os estudos as concentrações
retornaram aos seus valores basais após 30 minutos, aproximadamente.
Caiado et al. (2011) avaliaram animais Quarto de Milha e mestiços após
prova de laço em dupla, com mais de um ano de treinamento, e encontraram
valores de 0,49±0,24 mmol/L durante o repouso e 9,86±2,09 após o exercício.
Santiago et al. (2013), realizaram testes no início e no final de um
período de nove meses de treinamento e observaram uma diminuição na
concentração de lactato após o exercício no teste final, posterior ao
treinamento.
De uma forma geral, o aumento da concentração de lactato plasmático
pode ser utilizado para indicar a capacidade atlética do equino, visto que
animais que apresentam grande capacidade aeróbica geralmente apresentam
baixas elevações das concentrações de lactato em resposta ao exercício ou
possuem uma taxa de metabolização mais rápida e eficiente (VALBERG,
2008).
Quando equinos são submetidos a protocolos efetivos de treinamento,
importantes adaptações fisiológicas, principalmente nas fibras musculares, com
incremento da capacidade oxidativa, aumento na proporção de fibras IIA/IIB e
no suprimento capilar, levam ao aumento na geração de energia pela via
aeróbica, gerando uma menor magnitude de elevação nas concentrações de
lactato após o exercício (KARLSTRÖM et al., 2002; POOLE; ERICKSON, 2008;
SUCRE et al., 1999;).
20

3 Enzimas musculares

Segundo Jones (2005), a musculatura equina tem grande capacidade de


se adaptar durante o treinamento. As fibras musculares passam por mudanças
estruturais e na sua atividade enzimática quando submetidas a exercícios
sistemáticos. Dependendo da duração, tipo, frequência e intensidade da
atividade física, a resposta adaptativa pode aparecer de diversas formas.
A intensificação da função celular, que ocorre normalmente durante
exercício ou como uma reação a lesão, resulta em utilização aumentada de
substratos, o que por sua vez causa maior permeabilidade do sarcolema,
permitindo a liberação de algumas enzimas na circulação (SNOW; VALBERG,
1994).
O condicionamento físico, a intensidade e a duração do exercício
possuem efeito direto sobre a atividade sérica das enzimas em questão
(THOMASSIAN et al., 2007; ZOBBA et al., 2011), o que faz com que a
avaliação das alterações nas concentrações de tais enzimas, que participam
ativamente da produção de energia em resposta ao exercício, sejam de
grande importância, tanto para clínicos como para treinadores (CARDINET,
1997).
As principais enzimas, comumente utilizadas para avaliação do sistema
muscular no equino, são a CK, a AST e a LDH (THOMASSIAN et al., 2007). As
alterações nas concentrações dessas enzimas, que participam ativamente da
produção de energia em resposta ao treinamento e exercício, são de grande
importância, tanto para clínico como para treinadores (CARDINET, 1997).
Existem grandes diferenças na literatura referente aos valores
considerados de repouso e valores obtidos após a realização de uma atividade
atlética. Estas enzimas sofrem influência de diversos fatores tais como raça,
idade, tipo e duração do exercício imposto, além de fatos ambientais e de
manejo (CÂMARA e SILVA et al., 2007). Brandi et al. (2008) reforçam a grande
dificuldade na comparação com a literatura visando estabelecer normalidade
dos resultados encontrados e sugerem que a avaliação dos efeitos do exercício
21

físico seja feita através da comparação com o valor basal, no repouso, obtido
do próprio animal ou grupo homogênio de animais estudados.

3.1 Creatina quinase

Nos equinos, a CK é encontrada principalmente na musculatura


esquelética, no miocárcio e no cérebro. Pode estar presente também em tecido
gastrointestinal, útero, vesícula urinária, rins e na glândula tireóide (MACLEAY,
2004).
Esta enzima é responsável pela quebra do fosfato de creatina em
creatina e fosfato, permitindo que haja a fosforilação do ADP, liberando, desta
forma, energia para a contração muscular (BOTTEON, 2012). O pico de
concentração sérica da CK se dá de 4 a 6 horas após a ocorrência da lesão, e
os valores podem voltar à normalidade com 24 até 96 horas (VALBERG et al.,
1993). A meia-vida plasmática é curta, de aproximadamente 2 horas
(MACLEAY, 2004). Kennan (1979) avaliou a concentração sérica de CK após
uma prova de 1100 metros. Não foram identificadas variações após o exercício,
sendo detectados aumentos significativos apenas três horas após o término da
corrida.
Em cavalos saudáveis, as alterações na concentração sérica de CK
devido ao exercício dependem da intensidade e duração do exercício,
condicionamento físico e ambiente (HARRIS et al., 1998; OVERGAARD et al.,
2004). O aumento de CK está correlacionado, principalmente, com lesão
muscular e condicionamento físico em equinos (VOLFINGER et al., 1994;
SALES et al., 2013). Santos e Gonzáles (2006), comparando grupos em
repouso esteira, treinamento e prova, verificou aumento na concentração de
CK à medida que se intensificou a atividade física. Da mesma forma, Miranda
et al. (2011) encontraram aumentos significativos relacionados ao número de
participações de equinos Quarto de Milha em uma prova de “team penning”.
Diretamente relacionada com o condicionamento físico, a fase de
treinamento também pode influenciar nas concentrações de CK segundo
22

Löfstedt e Collatos (1997), que observaram que a concentração de CK foi


relativamente mais alta nos estágios iniciais do treinamento. Rudolph et al.
(1993), Löfstedt e Collatos (1997) e Balarin et al. (2005) obtiveram diminuição
progressiva da concentração sérica de CK à medida que aumentava o período
de treinamento. Franciscato et al. (2006) ainda ressaltam que um aumento não
acentuado em CK após a atividade física pode ser esperado nos casos em que
um programa de treinamento adequado ajustado ao condicionamento físico do
animal tenha sido implantado, com tais achados sugerindo adaptação ao
programa de exercícios, corroborando com o encontrado por Gama et al.
(2012), que não encontraram diferença significativa após o exercício nas
concentrações de CK em equinos Mangalarga Marchador submetidos à prova
de marcha, atribuindo esse fato ao condicionamento físico desses animais.

3.2 Aspartato aminotransferase

A AST é uma enzima citoplasmática e mitocondrial que catalisa a


deaminação do aspartato para a formação de oxalacetato. Tem como co-fator o
piridoxal fosfato. Possui tempo de meia-vida plasmática longo, de
aproximadamente 8 dias e o seu pico acontece cerca de 24 horas após a
lesão. Assim como a CK, não é uma enzima específica do tecido muscular,
existe em muitos tecidos como duas isoformas, no citosol e na mitocôndria,
sendo mais abundante no fígado e nos músculos e em baixa atividade em
vários outros tecidos (MACLEAY, 2004; LEHNINGER et al., 2013). Por esse
motivo, além de utilizada para avaliar lesão muscular, é usada para investigar
doenças hepáticas de qualquer etiogenia (KERR, 2003) e pode, também, estar
relacionada com alterações no miocárdio (DAVIS et al., 2013). Sendo assim,
em problemas musculares é conveniente associar a avaliação das atividades
enzimáticas de AST e CK. Encontrar a atividade sérica de CK aumentada e a
atividade de AST baixa é indicativo de lesão muscular recente, enquanto níveis
baixos de CK e altos de AST indicam processos que podem ter ocorrido já há
cerca de 24 horas ou mais. (GONZÁLES; SILVA, 2003).
23

Da mesma forma que CK, o aumento da AST é influenciado pela fase de


treinamento, tipo de exercício e condicionamento físico (CÂMARA e SILVA et
al., 2007).
Em um estudo realizado com equinos Quarto de Milha competidores de
“team penning”, a atividade sérica de AST, no repouso, foi de 208, 58 UI/L.
Após a prova a atividade sérica alcançou valores de 231, 20 UI/L (MIRANDA et
al., 2011). Já em um estudo com equinos finalistas de provas de enduro, foram
encontrados valor basal da atividade séricas de AST de 313,91UI/L e, após o
exercício, de 455,17UI/L (SALES et al., 2013). Novamente com equinos Quarto
de Milha, Caiado et al. (2011) encontraram atividade sérica basal de AST de
189,1±43,6 UI/L e após a realização da prova, valores 173,1±33,5 UI/L,
sugerindo que não houve influência do exercício sobre a concentração sérica
de AST.

3.3 Lactato desidrogenase

A LDH é uma enzima citoplasmática que catalisa a redução de piruvato


em lactato, com a oxidação concomitante de NADH para NAD+, pelo ramo
fermentativo da via glicolítica (BOTTEON, 2012).
A atividade da LDH é alta em vários tecidos, e o aumento na sua
concentração sérica pode ser devido à lesão de hepatócitos, lesão muscular e
hemólise. Existem cinco isoenzimas da LDH, sendo a isoenzima LDH5
predominante na musculatura (KINGSTON, 2004). Geralmente é dosado LDH
total, sem subdividir suas isoenzimas (PEREIRA NETO, 2011).
Como está diretamente relacionada com a produção de lactato, a
concentração dessa enzima no músculo esquelético vem sendo utilizada como
marcador da atividade enzimática anaeróbica, a qual aumenta em exercícios
de alta intensidade e de curta duração (KOWAL et al., 2006; OLIVEIRA et al.,
2011).
24

A raça do animal, o tipo de treinamento físico, tipo de trabalho,


intensidade e duração também influenciam nas concentrações séricas de LDH
(MUÑOZ et al., 2012).
Miranda et al. (2011) relataram aumento da atividade sérica de LDH
após o exercício, em equinos Quarto de Milha submetidos à atividade física de
alta intensidade e curta duração. Além disso, notaram que as concentrações
foram crescentes à medida que o exercício se intensificava. Bacalhao (2008)
dosou LDH em equinos em treinamento para vaquejada e encontrou valores
médios de 609,5 UI/L para os animais em repouso e 814,8 UI/L para os
animais após a atividade física.
Andreazzi et al. (2014), observaram atividade sérica de LDH entre 275 a
578 UI/L, com uma média de 422,2 UI/L no repouso e entre 255 a 575 UI/L,
com média de 435,5 UI/L, após exercício, em equinos praticantes de hipismo
clássico.
Sales et al. (2013) avaliaram a atividade sérica de LDH antes e após
esforço físico, em equinos finalistas de enduro, da raça Puro Sangue Árabe,
com idades entre seis e doze anos. Os valores encontrados foram de 403,01
UI/L no repouso e 679,31 UI/L após o exercício. Thomassian et al. (2007)
também trabalhando com animais da raça Árabe, observaram uma atividade
sérica média de LDH de 470,5 UI/L no repouso e de 595,4 UI/L após teste em
esteira.
Os valores séricos de LDH em equinos em repouso diminuem de forma
progressiva à medida que aumenta o treinamento alcançando um valor
constante quando o equino se adapta ao treinamento (RUDOLPH et al., 1993),
como relatado por Balarin et al. (2005), que notaram diminuição na atividade
sérica de LDH após o exercício, ao final de um período de treinamento
moderado de 12 meses.
25

4 Perfil hematológico

Em relação ao perfil hematológico, amostras de sangue são


frequentemente obtidas durante testes para avaliação do desempenho atlético
(FERRAZ et al., 2009).
O exercício promove efeitos variáveis no eritrograma, dependendo da
sua duração e intensidade, do nível de treinamento, do condicionamento físico
do animal. Além disso, podem ser influenciados também pela raça, idade, sexo
e alimentação (PICCIONE et al. 2001).
De uma forma geral, o exercício resulta em aumento do VG, que vem
associado ao aumento na contagem total de hemácias e na concentração de
hemoglobina. Essas adaptações geram uma maior capacidade do sangue de
carrear oxigênio para o músculo em atividade, aumentando a capacidade
aeróbica. Tais elevações se devem à liberação de catecolaminas durante o
exercício, que promove esplenocontração. O baço do equino possui grande
capacidade de armazenamento, podendo estocar entre seis e 12 litros de
sangue rico em hemácias. Sendo assim, em resposta às catecolaminas
liberadas durante a atividade física, o baço pode rapidamente liberar na
circulação um grande número de eritrócitos. A magnitude da liberação das
catecolaminas é dependente tanto da intensidade quanto da duração do
exercício (MCKEEVER et al., 2004; SATUÉ et al., 2012).
Mesmo que a maior parte do aumento do VG seja gerada a partir da
esplenocontração, também pode estar relacionado à diminuição no volume
plasmático, por trocas de fluidos intercompartimentais ou pela perda de líquidos
através do suor gerado durante a atividade física, principalmente quando as
condições ambientais são de calor e umidade alta. Uma diminuição de 5-10%
no volume plasmático é esperada após exercícios incrementais e atividades
físicas de curta duração. Perdas de fluidos e seus efeitos são mais
pronunciados durante exercícios de maior duração, como em provas de
enduro, quando a sudorese é mais prolongada e pode se tornar intensa.
(MUÑOZ et al., 1998; SATUÉ et al., 2012; SEEHERMAN et al., 1990).
26

Outras alterações nos índices eritrocitários encontradas após o exercício


incluem pequenos aumentos no VCM e diminuições na CHCM (KINGSTON,
2004). Smith et al. (1989) e Pellegrini-Masini et al. (2000), após intensa
atividade física, observaram elevação do VCM e redução da CHCM. Por outro
lado, outros autores relataram respostas diferentes, como Boucher et al.
(1981), que relataram redução do VCM, porém aumento da CHCM após prova
de enduro e Lopes et al. (2009), Miranda et al. (2011) e Gundasheva (2015)
que relataram a não interferência do exercício de vaquejada, team penning e
salto, respectivamente, nos valores de VCM e CHCM. O aumento do tamanho
dos eritrócitos após exercícios de alta intensidade pode estar relacionado à
liberação de eritrócitos jovens, de maior tamanho, pelo baço, após a liberação
de todo o estoque de células maduras ou também pode estar ligado a
mudanças no pH sanguíneo e na osmolaridade plasmática (BALARIN et al.,
2006; HANZAWA et al., 1995; PELEGRINI-MASINI et al., 2000).
Diferenças na resposta leucocitária também são notadas no perfil
hematológico de equinos frente ao exercício, baseadas na sua intensidade e
duração. A contração do baço em resposta à liberação de catecolaminas, além
de eritrócitos, também promove a mobilização de linfócitos. Também em
resposta ao exercício, assim como acontece com as catecolaminas, em
resposta ao eixo hipotálamohipófise-suprarenal ocorre o aumento plasmático
de ACTH e cortisol, que estimulam a produção de neutrófilos e a migração de
granulócitos para os tecidos (SATUÉ et al., 2012; ZOBBA et al., 2011).
Miranda (2011) relatou aumento de volume globular, hemácias,
leucócitos, neutrófilos em bastonetes e segmentados em cavalos Quarto de
Milha competidores de “team penning”. Por outro lado, o número de linfócitos e
eosinófilos reduziram em consequência da atividade física. Em equinos Quarto
de Milha, submetidos à prova de rédeas, foram relatados aumentos no VG,
concentração de hemoglobina, contagem total de hemácias, CHCM e
leucócitos totais (KÄSTNER et al., 1999).
Zobba et al. (2011) avaliaram os parâmetros hematológicos de equinos
após partida de polo e notaram elevações na contagem total de hemácias, no
27

VG, na concentração total de hemoglobina, nos leucócitos totais e nos


linfócitos.
Após exercício incremental em esteira, com cavalos competidores de
concurso completo de equitação, foram observados aumento de VG,
hemoglobina e contagem total de hemácias. Além disso, foi possível notar que
os animais que estavam em treinamento há mais tempo possuíam VG e
concentração de hemoglobina mais elevados no repouso (SANTIAGO et al.,
2013).
Aumentos na contagem total de hemácias, concentração de
hemoglobina e VG foram descritos em cavalos da raça Puro Sangue Árabe de
corrida enquanto elevações de menor extensão foram notadas em
competidores de enduro inexperientes, da mesma raça, após exercíco de
distância moderada de 80 km (CYWINSKA et al., 2013). Da mesma forma,
Silva et al. (2009) submeteram cavalos da raça Árabe, destreinados, a
exercícios máximo e submáximo em esteira e observaram aumento de VG e
hemoglobina apenas nos animais submetidos ao exercício máximo.

5 Parâmetros clínicos

A frequência cardíaca é um importante parâmetro para a observação do


desempenho fisiológico do cavalo atleta, sendo amplamente estudada no
campo da medicina esportiva equina (EVANS, 2000). Sua mensuração é
simples, sendo facilmente aplicada mesmo em estudos a campo, podendo ser
avaliada como um indicado direto da capacidade cardiovascular e possuindo
uma relação linear com a velocidade do exercício (OLIVEIRA et al., 2014). Em
resposta ao exercício, o sistema cardiovascular aumenta a frequência cardíaca
com o objetivo de melhorar a disponibilização de oxigênio e energia para o
tecido muscular (LINDNER; BOFFI, 2006).
Da mesma forma, durante exercício de alta intensidade, as demandas
metabólicas do equino, de consumo de oxigênio e produção de dióxido de
carbono, podem aumentar em até 30 vezes, tendo como consequência o
28

aumento da frequência respiratória, afim de suprir as trocas gasosas e ajudar


na dissipação do calor. Durante o exercício, a elevação da frequência
respiratória depende da intensidade e da duração do exercício (AINSWORTH,
2004).
Esta resposta aguda do organismo em busca de adaptar suas funções
faz com que a mensuração desses parâmetros seja muito utilizada, em
associação com outras variáveis, para avaliar o condicionamento físico do
animal (CARVALHO FILHO et al., 2012). De acordo com alguns autores, se
esses parâmetros são rapidamente restaurados após o exercício, voltando para
os seus valores basais, indica que o animal está bem condicionado e foi
submetido a um bom programa de treinamento (KRUMRYCH, 2006).

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