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Organização de controle de infecção hospitalar

ENFERMAGEM
28/02/2013
Portaria MS 196/83

A Portaria do MS nº 196, de 24 de junho de 1983, instituiu a implantação de Comissões


de Controle de Infecção Hospitalar em todos os hospitais do país, independentemente de
sua natureza jurídica. Com a morte do então presidente Tancredo Neves, em 1985, por
infecção hospitalar, o tema adquire maior visibilidade.

- Hospitais deverão manter CCIH;

- Critérios diagnósticos de IH;

- Notificação controlada de IH;

- Busca passiva;

- Germicidas.

O Ministro de Estado da Saúde, no uso das atribuições que lhe conferem o art.87, item
II da Constituição:

Considerando que as infecções hospitalares constituem risco significativo à saúde dos


usuários de serviços de saúde;

Considerando que o controle das infecções hospitalares envolve medidas de vigilância


sanitária e outras, tomadas ao nível de cada serviço de saúde, atinentes ao seu
funcionamento;

Considerando que, nos termos da Lei n° 8.080, de 19 de setembro de 1990, compete ao


Ministério da Saúde, como órgão de direção nacional do Sistema Único de Saúde
(SUS), coordenar e participar na execução das ações de vigilância epidemiológica;
estabelecer critérios, parâmetros e métodos para o controle de qualidade sanitária de
produtos, substâncias de interesse para a saúde (art. 16, VI, VIII e XII);

Considerando que, no exercício desta fiscalização, deverão os órgãos estaduais de saúde


observar, entre outros requisitos e condições, a adoção, pela instituição prestadora de
serviços, de meios capazes de evitar efeitos nocivas à saúde dos agentes, clientes,
pacientes e circunstantes (Decreto n° 77.052, de 19 de Janeiro da 1976, Art. 2º, item
IV);

Considerando a necessidade da elaboração de normas técnicas sobre prevenção de


infecções hospitalares, para balizar a atividade fiscalizadora dos órgãos estaduais de
saúde;

Considerando ainda o avanço técnico-científico e a experiência nacional acumulada


desde a promulgação da Portaria n° 196, de 24 de junho de 1983.

RESOLVE:

1. Expedir, na forma dos anexos, normas para o controle das infecções hospitalares.

2. O descumprimento das normas aprovadas por esta portaria sujeitará o infrator ao


processo e penalidades previstas na Lei n° 6.437, de 20 de agosto de 1977.

3. Esta Portaria entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em


contrário, fixando-se às instituições hospitalares o prazo de 180 dias para adotarem as
suas disposições.

4. Revoga-se a Portaria n? 196, de 24 de Junho de 1983.


Organização

Dos organismos de gestão do Sistema Único de Saúde

Os organismos de gestão estadual e municipal do SUS deverão viabilizar estrutura


técnico-operacional que assegure o cumprimento desta Portaria e do disposto nos
artigos 1°, 2° e 3°, do Decreto n° 77.052, de 19 de janeiro de 1976; bem como o que
dispõe os incisos VII, XI e XII do artigo 17; incisos III, VII, XI e XII do artigo 18 e do
artigo 19 da Lei n° 8.080, de 19 de setembro de 1990.

Programa de Controle de Infecções Hospitalares

Todos os hospitais do país deverão manter programa de controle de infecções


hospitalares, independentemente da natureza da entidade mantenedora.

Considera-se Programa de Controle de Infecções Hospitalares o conjunto de ações


desenvolvidas, deliberada e sistematicamente, com vistas à redução máxima possível da
incidência e da gravidade das infecções hospitalares.

Estrutura e competências
Objetivando o adequado planejamento, execução e avaliação do programa de infecções
hospitalares, os hospitais deverão constituir:

a) Comissão de Controle de Infecções Hospitalares (CCIH), órgão de assessoria à


Direção;

b) Serviço de Controle de Infecções Hospitalares (SCIH),

Comissão de Controle de Infecções Hospitalares

A CCIH deverá ser composta, atendidas as peculiaridades do hospital, por técnicos e


profissionais do SCIH, e por representantes de nível superior de, pelo menos, os
seguintes serviços:

a) serviço médico;

b) serviço de enfermagem;

c) serviço de farmácia;

d) laboratório de microbiologia;

e) administração.

CCIH compete:

a) definir as diretrizes para a ação de controle de infecções hospitalares no hospital;

b) ratificar a programa anual de trabalho do SCIH;

c) avaliar o Programa de Controle de Infecções Hospitalares do hospital;

d) avaliar, sistemática e periodicamente, as informações providas pelo sistema de


vigilância epidemiológica e aprovar as medidas de controle propostas pelo SCIH;

e) comunicar, regular e periodicamente, à Direção e às chefias de todos os setores do


hospital, a situação do controle das infecções hospitalares, promovendo seu amplo
debate na comunidade hospitalar.
Serviço de Controle de Infecções Hospitalares

O SCIH é órgão encarregado da execução das ações programadas de controle das


infecções hospitalares. Deverá ser integrado por profissionais e técnicos lotados no
hospital, compreendendo, pelo menos, um médico e um enfermeiro, preferencialmente
com formação epidemiológica, para cada 200 (duzentos) leitos ou fração deste número.

O período de trabalho do médico e do enfermeiro no serviço será, no mínimo, de 4


(quatro) e 6 (seis) horas diárias, respectivamente, exigindo-se, do último, lotação
exclusiva no SCIH.

Compete ao SCIH:
a) elaborar, implementar, manter e avaliar um Programa de Controle de Infecções
Hospitalares adequado às características e necessidades da instituição;

b) implantar e manter sistema de vigilância epidemiológica das infecções hospitalares;

c) realizar investigação epidemiológica de casos e surtos, sempre que indicado, e


implantar medidas imediatas de controle.

d) propor e cooperar na elaboração, implementação e supervisão da aplicação de normas


e rotinas técnico-administrativas visando à prevenção e ao tratamento das infecções
hospitalares;

e) propor, elaborar, implementar e supervisionar a aplicação de normas e rotinas


técnico-administrativas visando limitar a disseminação de agentes presentes nas
infecções em curso no hospital, por meio de medidas de isolamento e precauções;

f) cooperar com o setor de treinamento com vistas a obter capacitação adequada do


quadro de funcionários e profissionais no que diz respeito ao controle das infecções
hospitalares;

g) elaborar e divulgar regularmente relatórios.

Supletivamente às funções referentes ao controle das infecções hospitalares compete


ainda ao SCIH:

a) cooperar com a ação de fiscalização do Serviço de Vigilância Sanitária do órgão


estadual ou municipal de gestão do SUS, bem como fornecer prontamente as
informações epidemiológicas solicitadas pelas autoridades sanitárias competentes;

b) notificar ao organismo de gestão estadual ou municipal do SUS os casos


diagnosticados ou suspeitos de doenças sob vigilância epidemiológica, atendidas em
qualquer dos serviços ou unidades do hospital e atuar cooperativamente com os serviços
de saúde coletiva;

c) Notificar ao Serviço de Vigilância Sanitária dos organismos de gestão estadual ou


municipal do SUS, os casos e surtos diagnosticados ou suspeitos de infecções
associadas à utilização de insumos e produtos industrializados.

Os hospitais poderão consorciar-se, no sentido da utilização recíproca de recursos


técnicos, materiais e humanos, com vistas a implantar e manter programa de controle de
infecções hospitalares.

Compete à Direção do Hospital:

a) nomear a CCIH por meio de ato próprio;

b) propiciar a infraestrutura necessária à correta operacionalização da CCIH e do SCIH;

c) aprovar e fazer respeitar o regimento interno da CCIH e do SCIH;


d) garantir a participação do presidente da CCIH nos órgãos colegiados deliberativos e
formuladores de política da instituição como, por exemplo, os conselhos deliberativos e
conselhos técnicos, independente da natureza da entidade mantenedora do hospital.