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FUNDAÇÕES PROFUNDAS

AULA 1

Caroline Pessôa Sales


Apresentação da disciplina

Ementa

• Principais tipos usuais de estacas;


• Princípio de transmissão de carga do elemento estrutural estaca
para o solo. Iteração solo estrutura;
• Comportamento cinemático da estaca em diferentes tipos de solos;
• Estudo de tubulões sobre diversos tipos de carregamentos;
• Equilíbrio de forças em tubulões;
• Cálculo das tensões na base e laterais;
• Deslocamentos e rotação dos tubulões;
• Modelos para predição do comportamento do tubulão em diversos
tipos de solo;
• Tubulão a céu aberto e a ar comprimido;
• Modelamento com elementos finitos.
Apresentação da disciplina

Conteúdo programático
· Aspectos históricos.
· Principais tipos de estacas. Metodologias executivas.
· Atrito lateral e resistência de ponta.
· Métodos Aoki-Velloso e Decourt-Quaresma.
· Deslocamento vertical de estacas;
· Deslocamento horizontal de estacas. Modelo de Winkler e Matlock-Reese.
· Tipos de tubulões;
· Carregamentos e equilíbrio de forças;
· Parâmetros geotécnicos necessários ao dimensionamento de tubulões;
· Cálculo das tensões na base e laterais;
· Cinemática dos tubulões: cálculo dos deslocamentos;
· Método Russo para o cálculo de tubulão;
· Dimensionamento estrutural do tubulão;
· Tubulões a céu aberto e a ar comprimido;
· Aplicações do método dos elementos finitos no dimensionamento de
tubulões.
Apresentação da disciplina
Bibliografia sugerida:

ALONSO, U. R.; Dimensionamento de fundações profundas. Edgard Blucher, 1988.


HACHICH, W. FALCONI, F., SAES, J., FROTA, R., CARVALHO, C., SUSSUMU, N.;
Fundações Teoria e Prática, Editora Pini, 2ª Edição, 1998.
MASSAD, F.; Obras de Terra - Curso Básico de Geotecnia 2ª Edição. Oficina de
Textos, 2010.
NBR 6122: Projeto e Execução de Fundações. ABNT, 2010.
NBR 6118: Projeto de estruturas de concreto - Procedimento. ABNT, 2014.
MARTINS, Carlos Vamberto de Araujo (1997) – Formulário para Cálculo de
Tubulões Curtos.
VARGAS, Prof. Milton, INTRODUÇÃO À MECÂNICA DOS SOLOS - Editora Mc Graw
Hill
BOWLES, J.E; Foundation Analysis and Design. Mc Graw Hill, New York, USA.
1988.
VAZ, L.E. Método dos elementos finitos em análise de estruturas. Rio de Janeiro:
Campus, 2010.
Apresentação da disciplina
Atividades em grupo:

Seminário 1 (28/09/2015):
• Apresentação de exercício proposto de dimensionamento de
estaca.

Seminário 2 (07/10/2015):
• Apresentação de exercício proposto de dimensionamento de
tubulão.

Seminário 3 (14/10/2015):
• Buscar artigo correlacionado à aplicações do método dos
elementos finitos no dimensionamento de tubulões. Utilizar base
periódicos Capes ou science direct para a pesquisa. Realizar
leitura e discussão (apresentação).
1 – Considerações iniciais

Os solos são constituídos de um conjunto de partículas com


água e ar nos espaços intermediários. As partículas de
maneira geral se encontram livres para deslocarem.
1 – Considerações iniciais
Tamanhos das partículas

Solos com grãos perceptíveis a olho nu: pedregulhos e


areias solos granulares

Se 50% é retido na peneira 0,075 mm solo granular

Solos com grãos finos:


quando molhados transformam-se em pasta solos finos

Se 50% passa na peneira 0,075 mm  solo fino

EM UM SOLO CONVIVEM PARTÍCULAS DE TAMANHOS


DIVERSOS
1 – Considerações iniciais
Limites das frações de solo pelo tamanho dos grãos

• Pedregulho: > 4,8 mm


• Areias: 0,06 mm a 4,8 mm
• Silte: 0,005 mm a 0,06 mm
• Argila: < 0,005 mm

Sub-divisão das areias: grossa, média e fina.


Solos argilosos
Bastante plástico quando misturados com água. Se secos
transformam em torrões duros.

Solos siltosos
São suaves no manuseio quando no manuseio em presença de
água. Se seco se esfarelam.
1 – Considerações iniciais

Origem dos solos


Solos residuais

Originários da decomposição das rochas que se


encontram no mesmo local.

Solo saprólito

Mantém a estrutura original da rocha mãe (veios,


fissuras, xistosidade), mas perdeu a consistência da
rocha. Chamado também de alteração de rocha.
1 – Considerações iniciais

Rocha alterada
Alteração progrediu ao longo de fraturas, ficando intacto
grandes blocos de rocha.

Solos coluvionares
Fora transportados de outro local pela ação da gravidade.

Solos aluvionares
Foram transportados de outro local pela ação da água.

Solos eólicos
Foram transportados de outro local pela ação do vento.
1 – Considerações iniciais
Fundação é o elemento estrutural que transfere ao terreno
as cargas aplicadas a estrutura.
1 – Considerações iniciais

Fundações diretas: a carga é transmitida ao terreno,


predominantemente pelas pressões distribuídas sob a base da
fundação e a cota de assentamento é inferior a duas vezes a
menor dimensão do elemento de fundação.
1 – Considerações iniciais

Fundações indiretas: a transferência de carga ao terreno é


realizada em parte pelo atrito da superfície lateral, em parte
pela ponta do elemento de fundação.
2 – Aspectos históricos
4 – Etapas de projeto
PROJETO DO EDIFÍCIO – ARQUITETURA

CÁLCULO DAS CARGAS – ENG. ESTRUTURAS

INVESTIGAÇÃO DE CAMPO (SUBSOLO)

ENG. GEOTÉNICO

DEFINIÇÃO DO TIPO DE FUNDAÇÃO


4 – Etapas de projeto
Informações necessárias

Dados topográficos
 Levantamento topográfico (planialtimétrico)
 Informações sobre taludes e encostas
 Dados sobre erosões

Dados geotécnicos
 Investigação do subsolo
 Aerofotogramétrico, mapas e experiência
anterior
4 – Etapas de projeto
Informações necessárias

Dados da estrutura
 Tipo e uso
 Sistema estrutural
 Cargas e ações sobre a fundação
• ações permanentes
• ações variáveis (variação no uso)
• ações excepcionais (colisões, terremotos...)
Dados da vizinhança
 Tipos das estruturas e fundações
 Existência de subsolo
 Desempenho das fundações
 Conseqüências da nova obra
4 – Etapas de projeto
Informações necessárias Segurança quanto ao
colapso do solo
Segurança quanto às
deformações

Segurança quanto ao
colapso de elementos
estruturais
5 – Investigações de campo
Qualquer projeto de engenharia, por mais simples que seja, só
pode ser convenientemente dimensionado após o terreno no qual
será implantado ter sido adequadamente investigado.

Sondagem Reconhecimento Amostragem


em campo
5 – Investigações de campo
SPT – STANDARD PENETRATION TEST

• Prospecção direta;
• Mais comum no Brasil;
• Norma brasileira NBR 6484/2001;

• Finalidade:
• Determinação dos tipos de solo e sua profundidade de
ocorrência;
• Posição do nível d’água;
• Índice de resistência a penetração “n” a cada
metro de solo.
5 – Investigações de campo
SPT – STANDARD PENETRATION TEST

PROCEDIMENTO

A perfuração é realizada por


tradagem e circulação de água
utilizando-se um trépano de
lavagem como ferramenta de
escavaçao.

O amostrador padrao é cravado


com o auxílio de um peso de 65kg
(martelo) caindo de uma altura
de 75cm.
5 – Investigações de campo
SPT – STANDARD PENETRATION TEST

• Obtem-se então o número de golpes


necessários para fazer o amostrador
penetrar 30 cm, após a cravação inicial
dos primeiros 15cm.

 EXEMPLO:
NSPT= 16 equivale a 16 golpes para cravar 30 cm;

 NSPT= 30/11 equivale a 30 golpes para cravar


APENAS 11 cm – solos resistentes;
 NSPT= 1/x (x>30); NSPT= 0 – solos pouco consistentes.
5 – Investigações de campo
Escolha dos locais da sondagem

1 – Próximos aos pontos de projeção;


2 – Pontos de maior concentração de cargas;
3 – Em geral distâncias de 15 a 30 metros;
4 – Evite pontos alinhados;
5 – Evite um único furo.

É comum a variação de resistência e


tipos de solos em áreas pequenas
6 – Exemplo de dimensionamento

Dimensionar a melhor fundação para o perfil de sondagem


a seguir.

Dados:
carga nos pilares: 1250 kN (125 t) – esforço de compressão;

seção: pilares retangulares 20x60 cm.


6 – Exemplo de dimensionamento
6 – Exemplo de dimensionamento

 solo superficial aparenta ser resistente (tensão adm.


mín > 0,15 MPa)

 não há indicação do N.A. superficial;

 não ocorrem condicionantes geológicas;

 carga de compressão alta;

 SAPATAS ISOLADAS PARECEM SER ADEQUADAS!!!


6 – Exemplo de dimensionamento
1° PASSO: DEFINIÇÃO DA GEOMETRIA:
• dimensões “L” e “B” da sapata devem estar conveniente
adequadas com “l” e “b” do pilar;
• coincidir o C.G. do pilar com o da sapata;
• arbitrar um valor para b (qualquer valor!!!);

EXPRESSÃO GEOMÉTRICA PARA A


RELAÇÃO L-B = l-b

• BADOTADO= 2,0 m
6 – Exemplo de dimensionamento
6 – Exemplo de dimensionamento
6 – Exemplo de dimensionamento
6 – Exemplo de dimensionamento
6 – Exemplo de dimensionamento
6 – Exemplo de dimensionamento
6 – Exemplo de dimensionamento

SAPATAS ISOLADAS

B=1,6 m
L=2,0 m
7 – Tipos de fundações diretas

Simples
Sapata
corrida
Armada

Simples
Sapata
isolada
Armada

Rígidos
Radier
Flexíveis
8 – Tipos de fundações indiretas

Transmitem as cargas ao terreno pela base (resistência de


ponta), por sua superfície lateral (resistência de fuste) ou
pela combinação das duas.

Elemento executado por equipamentos ou


Estacas ferramentas não ocorrendo a descida de
operário durante a sua execução.

Elemento de forma cilíndrica que na sua


execução ocorre a descida de operário. Pode
Tubulão
ser executado com ou sem revestimento e a
céu aberto ou sob ar comprimido.
8 – Tipos de fundações indiretas
Mega
Estacas
Vibrada
Pré-moldada
Centrifugada

Protendida
De concreto
Broca
Estacas De madeira Sem camisa
Raiz
Moldada in
De aço
loco
Staruss
Com camisa
Franki
9 – Tipos de estacas

Tubulões
Tipo poço

Tipo
Céu aberto
Chigago

Tipo gow
Tubulões

Tipo benoto
Pneumático
Tipo anel de
concreto
9 – Tipos de estacas

Estacas

a) Metálica
b) Pré-moldada de concreto
vibrado
c) Pré-moldada de concreto
centrifugado
d) Tipo Franki e tipo Strauss
e) Tipo raiz
f) Escavadas
9 – Tipos de estacas
Estacas de grandes deslocamentos (cravadas)

• Madeira

• Concreto pré-moldadas cravadas a percussão


cravadas por prensagem
moldadas tipo Franki
in situ

• Aço tubo de ponta fechada


9 – Tipos de estacas
Estacas com pequenos deslocamentos

• Perfis de aço
• Concreto moldadas in situ com pré-furo
tipo Strauss
tipo raiz

pré-moldada com pré-furo

Estacas sem deslocamentos (escavadas)


• Concreto Ferramentas
rotativas sem suporte
com uso de lama
com revestimento

diafragmadora com uso de lama


9 – Tipos de estacas
Na escolha do tipo de estaca deve-se observar:
Características do subsolo
• argilas muito moles  não utilizar estaca de concreto
moldadas in situ;
• solos resistentes (compactos ou pedregulho)  não
utilizar estacas de concreto pré-moldadas;
• solo com matacão  não utilizar estacas cravadas de
qualquer tipo;
• NA elevado  não utilizar estacas de concreto moldadas
in situ sem revestimento;
• aterro recente  possibilidade de atrito negativo 
utilizar estacas com superfície mais lisa ou com
tratamento betuminoso.
9 – Tipos de estacas
Esforços nas fundações
• nível de carga dos pilares;
• outras solicitações além das compressões.

Características do local
• topografia local que pode dificultar acesso dos
equipamentos;
• limitações de altura dificultando acesso dos
equipamentos;
• distância que onera o transporte dos
equipamentos
• interferência com serviços públicos;
• possibilidade de ocorrer erosões.
9 – Tipos de estacas

Características das edificações vizinhas

• profundidade e tipo das fundações;


• existência de subsolo;
• sensibilidade a vibrações;
• problemas já existentes nas edificações;
• existência de contenções nas divisas.
9 – Tipos de estacas
Estacas moldadas no local
Tipo Franki

Origem  Edgard Frankignoul (Bélgica – início do


século XX). Patente de domínio público
a partir de 1960.
Idéia  Cravar um tubo no solo através de
golpes de um pilão, em queda livre,
numa bucha de concreto seco colocada
na extremidade inferior do tubo.
Características  • estacas de carga elevada
gerais • necessário equipamento específico
• necessário mão-de-obra
especializada
9 – Tipos de estacas

Tipo Franki

Bate-estaca típico
9 – Tipos de estacas
Tipo Franki
Tipos de bate-estacas

Categoria / Característica Tipo 1 Tipo 2 Tipo 3


torre (m) 13.5 20 30
guincho (kN) 70 a 100 120 a 150 180
tubos (cm) 30 a 52 30 a 60 30 a 60
profundidades da estaca (m) 15 a 18 20 a 25 30

Tubos e pilões

diâmetro do tubo (cm) 30 35 40 52 60


peso do tubo (kN/m) 1.4 1.74 2.25 3.65 4.50
pilão (kN) 10 15 20 28 35
diâmetro do pilão (cm) 18 22 25 31 38
9 – Tipos de estacas
Tipo Franki

Método executivo
1 – Posicionamento do tubo de revestimento;
2 – Formação da bucha (brita e areia) dentro do tubo;
3 – Compacta-se a bucha com o pilão de maneira a fazê-la aderir
ao tubo;
4 – Crava-se o tubo no terreno através do impacto do pilão na
bucha;
5 – A profundidade é definida pela nega do tubo para o queda de
1,0 m no pilão (10 golpes): nega entre 5 e 20 mm
p/ queda de 5,0 m (1 golpe): nega entre 5 e 20 mm;
6 – Prende-se o tubo na torre;
9 – Tipos de estacas

7– Expulsa-se a bucha para iniciar a base alargada;


8– Alarga-se a base pelo apiloamento de pequenas quantidades
de concreto quase seco;
9– Coloca-se a armação e compacta-se volume adicional de
concreto para fixá-la;
10 – Inicia-se a concretagem do fuste com pequenas quantidades
de concreto concreto Fck > 20 MPa, baixo fator
água/cimento e slump zero;
11 – Recupera-se o tubo à medida que o concreto é apiloado;
12 – Marcações no cabo do pilão controlam a altura das camadas
de concreto.
9 – Tipos de estacas

Tipo Franki
9 – Tipos de estacas
Tipo Franki
Alternativa na cravação
Quando há problema para a penetração do tubo
tais como ocorrência de matacões ou camadas
de solo muito resistente pode-se utilizar tubo aberto
na cravação. Neste caso utiliza-se bate-estaca
adequado e ferramentas especiais como piteira
(sonda), pilão e trépano.
9 – Tipos de estacas

Fases de
execução da
estaca tipo
Franki usando
cravação com
tubo aberto
9 – Tipos de estacas
Características executivas que diferenciam a estaca Franki
• A cravação com ponta fechada isola o tubo evitando
a entrada de água do subsolo;
• A base alargada dá maior resistência de ponta;
• Em solos arenosos o apiloamento da base os
compacta e aumenta o diâmetro da base;
• Em solos argilosos o apiloamento expele a água que é
absorvida pelo concreto seco;
• O apiloamento do concreto do fuste compacta o solo
e aumenta o atrito lateral;
• O comprimento da estaca pode ser facilmente
ajustado durante a cravação.
9 – Tipos de estacas

Estacas moldadas no local


Strauss

Estaca escavada com o emprego de uma sonda,


revestida por uma camisa metálica recuperada que é
cravada em toda sua profundidade.
O revestimento garante a estabilidade da perfuração e
permite que não ocorra mistura com o solo durante a
concretagem.
9 – Tipos de estacas
Strauss
Equipamentos utilizados
• Guincho com motor acoplado;
• Chassi de madeira (para movimentar a máquina);
• Tripé metálico com carretilha no topo;
• Guincho manual para levantamento dos tubos;
• Tubos de aço de 2,5 m com roscas macho e fêmea;
• Sonda, piteira ou soquete com lastro de chumbo > 300
Kg (possui válvula mecânica que permite a entrada da
escavação).
9 – Tipos de estacas
Método Executivo Strauss
4 Perfuração
1– Inicia-se com um pré-furo feito com a sonda;
2– Posiciona-se o primeiro tubo com extremidade inferior dentada;
3– Posiciona-se a sonda internamente ao tubo;
4– A sonda é manobrada para cima e para baixo cortando o
terreno;
5– É jogado água internamente e externamente ao tubo;
6– A sonda é retirada e o material escavado é descarregado pelas
janelas;
7– Tendo escavado o comprimento de um tubo, inicia-se manobra
conjunta tubo/sonda. Coloca-se uma haste de aço na seção
superior do tubo. Com a sonda ele é percutido para dentro do
furo escavado;
8– Rosqueia-se novo tubo e continua o procedimento.
9 – Tipos de estacas
Strauss
4 Concretagem da estaca
1 – Lava-se o tubo internamente retirando-se lama/água com a sonda;
2 – O soquete é lavado e posicionado;
3 – O concreto é lançado através de funil. Fck > 15 Mpa – slump > 8
cm. Consumo de cimento > 300 kg/m³;
4 – Apiloa-se o concreto com o soquete formando-se um bulbo na
base;
5 – Na concretagem do fuste vai-se retirando o tubo à medida que o
concreto é socado. Cada camada de concreto deve ter 1,0 m;
6 – Deve-se manter uma coluna de seis metros de concreto a fim de
evitar solapamentos e mistura com solo;
7 – Coloca-se no topo a ferragem de espera.

Obs.: A estaca pode ser armada


9 – Tipos de estacas
Strauss
Principais vantagens

1 – Equipamento leve e econômico – adapta-se em terrenos


pequenos;
2 – Ausência de vibrações;
3 – Possibilidade de executar a estaca do tamanho projetado;
4 – Possibilidade de verificar corpos estranhos no solo;
5 – Possibilidade de verificar a natureza do solo;
6 – Possibilidade de executar a estaca próximo a divisas;
7 – Estacas econômicas para cargas leves.
9 – Tipos de estacas
Strauss
Limitações
1 – Com elevada vazão não se consegue esgotar a água
com a sonda. Não é recomendada nestes casos;
2 – Em argilas moles ou areias submersas o risco de
seccionamento é muito grande. Não é recomendada
nestes casos;
3 – Deve-se ter um controle rigoroso na concretagem
(falhas) e na retirada do tubo;
4 – Indicadas para comprimentos máximos de 25,0 m.
9 – Tipos de estacas
Estacas escavadas

4 Hélice Contínua

• Originária nos EUA e aplicada na Europa e Japão na


década de 1980.
• No Brasil desde 1987.

É executada por meio de escavação com um trado


contínuo e injeção de concreto, sob pressão controlada,
através da haste central do trado simultaneamente à sua
retirada do terreno.
9 – Tipos de estacas
Hélice Contínua
Método Executivo
4 Perfuração
1 – Posiciona-se a hélice espiral que na parte
inferior possui dentes que facilitam a
escavação;
2 – Crava-se a hélice por meio de uma
mesa rotativa;
3 – O tubo central é vedado na parte
inferior, com uma tampa de proteção,
para evitar a entrada do solo;
4 – A perfuração é contínua para não permitir
alívio significativo das tensões do terreno.
Isto torna a execução possível em solos
coesivos e arenosos, na presença ou não do
lenço freático.
9 – Tipos de estacas
Hélice Contínua
Vantagens
1– Elevada produtividade;
2– Adaptável à maioria dos terrenos. Exceto rocha e matacões;
3– Não causa vibrações e descompressão no terreno;
4– Não usa lama betonítica;
5– Cargas leves ou pesadas.

Limitações
1– Equipamento de grande porte, necessita de áreas planas;
2– Necessita de pá carregadeira para remoção do material escavado;
3– Custo de mobilização elevado. Número mínimo de estacas;
4– Limitadas a 24 metros de profundidade.
9 – Tipos de estacas
Hélice Contínua
4 Concretagem

1 – Atingida a profundidade
determinada inicia-se a
concretagem através do
tubo central.
2 – À medida que vai
bombeando o concreto a
hélice vai sendo retirada. O
tampão é expulso pelo
concreto.
3 – Concreto fck  20 MPa –
slump 200 mm – consumo
de cimento 350 a 450
kg/m3.
9 – Tipos de estacas
Hélice Contínua

4 Armação

1 – As estacas submetidas somente a esforços de


compressão normalmente não são armadas.
2 – A armação, quando necessária, é colocada após a
concretagem, com as dificuldades inerentes.
3 – As ‘gaiolas’ são com barras de grosso diâmetro e
estribos na forma helicoidal soldados nas barras.
9 – Tipos de estacas
Hélice Contínua

Monitoramento

As estacas hélice contínua são monitoradas por


sistema de computador alimentado por baterias. O
operador monitora da cabine, através de
mostradores digitais, diversos parâmetros da
estaca, tais como: profundidade, velocidade de
rotação da mesa, torque, inclinação da estaca,
pressão e volumes do concreto etc. Para cada
estaca é emitido um relatório com o seu perfil
provável.
9 – Tipos de estacas

Estacas Escavadas

4 Injetadas – Tipo Raiz

A técnica de estacas injetadas foi originalmente


desenvolvida para reforço de fundações e melhoramentos
das características mecânicas de solos. A patente italiana
data de 1952 e com o domínio público na década de 1970
iniciou-se a comercialização de estacas similares por
diversas empresas. Inicialmente eram denominadas estacas
de pequeno diâmetro ou micro estaca.
9 – Tipos de estacas
Tipo Raiz
Método Executivo
1 – A perfuração é realizada por meio de perfuratriz rotativa com
a descida de tubo de revestimento. Em terrenos resistentes
utiliza-se brocas de três asas ou coroa diamantada;
2 – Em solos a perfuração é auxiliada por circulação de água;
3 – A armadura é montada na forma de gaiola;
4 – Após o término da escavação mantém-se a circulação de água
até a limpeza completa do tubo;
5 – Coloca-se tubo 11/2” internamente, procedendo a injeção de
argamassa de baixo para cima. Consumo mínio de 600 kg/m3;
6 – Rosqueia-se na parte superior um tampão e aplica-se golpes
de ar comprimido que, auxiliado por macaco hidráulico, retira
o revestimento. Completa-se o nível de argamassa.
9 – Tipos de estacas
Tipo Raiz
9 – Tipos de estacas
Tipo Raiz

Cargas
admissíveis
máximas
9 – Tipos de estacas
Pré-moldadas

Caracterizam-se por serem


cravadas no terreno por
percussão, prensagem ou
vibração.
São constituídas por um único
elemento estrutural (madeira,
aço ou concreto) ou pela
associação de dois destes
elementos
(estacas mistas).
9 – Tipos de estacas

Estacas de madeira

• Em obras definitivas deve-se usar madeira de lei;


• Abaixo do lenço freático a sua duração é ilimitada;
• Atualmente a sua utilização é limitada em razão da
dificuldade em obter boas estacas;
• Para evitar danos durante a cravação, as cabeças
devem ser protegidas por anel de aço;
•  20 cm  150 kN;  30 cm  300 kN;  40  500 kN.
9 – Tipos de estacas
Estacas metálicas

• São utilizados perfis de aço I ou H tubos e trilhos


(usados);
• Podem ser cravadas em terrenos resistentes sem
risco de levantar estacas vizinhas;
• Estando coberta por solo a corrosão é praticamente
inexistente;
• Custo elevado devido ao material e pela diferença de
comprimento em relação a outras estacas.
9 – Tipos de estacas

Estacas de concreto

• São confeccionadas com concreto armado ou


protendido e adensadas por centrifugação ou vibração;
• As seções são quadradas, circulares maciças ou
vazadas;
• Comprimento da peça de 12 m devendo ser emendadas
através de anéis soldados (tração);
• A carga máxima é indicada pelos fabricantes, porém
deve-se observar se o comprimento é compatível com a
transferência de carga para o solo.
9 – Tipos de estacas
Tipo de estaca Dimensão Carga usual (tf) Carga máx. (tf) Obs.
Pré-moldada vibrada 20 x 20 25 35
25 x 25 40 55 Disponíveis até 8 m
Quadrada
30 x 30 55 80 Podem ser emendadas
 = 60 a 90 kgf/cm2 35 x 35 80 100
Pré-moldada vibrada  22 30 40 Disponíveis até 10 m
Circular  29 50 60 Podem ser emendadas
 = 90 a 110 kgf/cm2  33 70 80 Podem ter furo central
Pré-moldada  20 25 35 Disponíveis até 12 m
protendida  25 50 60 Podem ser emendadas
Circular  33 70 80 Com furo central (ocas)
 = 100 a 140 kgf/cm2
 20 25 30 Disponíveis até 12 m
Pré-moldada  26 40 50 Podem ser emendadas
centrifugada 33 60 75 Com furo central (ocas) e
 42 90 115 paredes de 6 a 12 cm
 = 90 a 11 kgf/cm2  50 130 170
 60 170 230
 35 60 100 Tubos até 25 m (podem
Tipo Franki  40 75 130 ser emendados)
 = 60 a 100 kgf/cm2  52 130 210 Cargas maiores requerem
 60 170 280 armaduras/bases
especiais
9 – Tipos de estacas

Dimensão Carga usual Carga máx.


Tipo de estaca Obs.
(cm) (tf) (tf)

 25 cm 20
Não são indicadas na
Tipo Strauss  32 cm 30 – 35
ocorrência de argilas
 = 40 kgf/cm2  38 cm 45
muito moles
 45 cm 65

 17 30 40 diâmetro acabado 20 cm

Tipo raiz  22 50 60 diâmetro acabado 25 cm

 = 100 kgf/cm2  27 70 90 diâmetro acabado 30 cm

 32 100 110 diâmetro acabado 35 cm


9 – Tipos de estacas
Carga
Dimensão Carga usual
Tipo de estaca máx. Obs.
(cm) (tf)
(tf)

Tipo “broca”
 20 10 15
 = 40 a 40 Executadas até o NA
 25 15 20
kgf/cm2

Escavadas  60 90 140
Escavação estabilizada
circulares  80 150 250
com lama ou camisa
 = 30 a 50  100 240 390
de aço
kgf/cm2  120 340 560

Estacas
40 x 250 500
diafragmas ou
60 x 250 750 Escavação estabilizada
“barretes”
80 x 250 1000 com lama
 = 30 a 50
100 x 250 1250
kgf/cm2
9 – Tipos de estacas
Carga máx. Peso / Metro
Tipo de estaca Tipo / Dimensão
(tf) (kgt/m)
TR 25 20 24,6
TR 32 25 32,0
TR 37 30 37,1
TR 45 35 44,6
Trilhos usados
TR 50 40 5-,3
 = 800 kgf/cm2
2 TR 32 50 64,0
2 TR 37 60 74,2
3 TR 32 75 96,0
3 TR 37 90 111,3
Perfis I e H H 6” 40 37,1
 = 800 kgf/cm2 I 8” 30 27,3
(correto: descontar I 10” 40 37,7
1,5 mm para I 12” 60 60,6
corrosão e aplicar 2 I 10” 80 75,4
 = 1.200 kgf/cm2) 2 I 12” 120 121,2
9 – Tipos de estacas
Cálculo da nega

W.P.h
S= (fórmula de Brix)
R (W + P)

P – peso da estaca;
W – peso do pilão;
H – altura de queda;
R – resistência do solo à penetração.

R = cinco vezes a carga admissível da estaca


S = nega (penetração permanente da estaca devido a um
golpe) (medido em dez golpes)
10 – Aplicações
Tipo de estaca Indicações

todo tipo de solo até 150 t


Raiz
usada para cargas mais baixas

Madeira usada somente abaixo do NA até 50 t

não usada com argila mole ou areia


Strauss submersa até 65 t

usada em solos coesivos e arenosos com ou


Hélice contínua
sem presença de água
até 280 com restrições em casos
particulares de espessas camadas de solo
Franki
mole

não usada abaixo do NA e terrenos


Tipo broca
arenosos até 20 t
10 – Aplicações

• Argila muito mole – não usar estaca de concreto


moldada no local;
• Solos resistentes compactos e pedregulho – não
usar estacas de concreto pré-moldadas;
• Solo com matacão – não usar estacas cravadas;
• NA elevado – não usar estaca de concreto moldada
in situ.
11 – Considerações finais
No estudo de fundações deve-se analisar,
desde que possível, mais de uma opção.

Deve-se considerar:
volumes de escavação e aterro;
quantidade de concreto e aço
dos blocos;
facilidades executivas;

Após fazer a escolha considerando:

menor custo;
menor prazo.