Sunteți pe pagina 1din 2

A Descrição na narrativa

Quando escrevemos narrativas, não devemos nos limitar aos fatos;


é importante que caracterizemos as personagens e o ambiente onde
ocorrem os acontecimentos . Essa caracterização é obtida por meio da
descrição.
No caso de se descrever uma personagem, pode-se fazer tanto a
descrição física quanto a descrição psicológica.

Descrição física: quando se descreve as características físicas das


personagens, dizendo se ela é bonita ou feia, alta ou baixa, gorda ou
magra, se está bem vestida ou não, etc.

Descrição psicológica: quando se descreve a mente da personagem; do


que ela gosta, como ela pensa e age em determinadas situações.

Agora, leia o texto abaixo e observe como a autora faz uso da descrição
para contar sua história.

Meus professores
Dona Dolores foi minha primeira professora.
Sempre de preto pela viuvez eterna, tinha duas filhas moças que
eu achava muito lindas.
Pessoa incrível por sua dedicação, foi dona Glória, professora do
2º ano.
Surda como era, surpreendia a todos com sua percepção e
compreensão. Nada lhe escapava, mesmo um tom de galhofa ou o ar
tristinho de algum garoto. Era como um radar, que tudo captava pela
sensibilidade.
O professor Nicolau... era o da perna de pau, mesmo.
Jovem ainda, tivera de amputar aquele membro, e andava de
muletas.
Bonito, o professor Nicolau! Moreno, cabelos e bigodes pretos e
lustrosos, às vezes, me surpreendia a fitá-lo, e era acordada pelo susto da
voz enérgica que me desafiava.
Todos o temíamos, talvez sem muita razão para isso, pois era
leal e justiceiro. Apenas sabia guardar distância.
Dona Júlia era a minha revolta e a minha perplexidade.
Não podia entender uma professora que massacrava o filho para
exemplar a aula.
Isso mesmo!
O menino, miúdo e sardento, vivia em pânico.
Nada conseguia acertar, nem trabalhos, nem respostas.
E a mãe implacável, pegava-o pelo gasnete e o sacudia até
deixá-lo tonto.
Este foi, para mim, o ano escolar mais difícil. Saía da aula quase
que diariamente com náusea.
E lembro, finalmente, do diretor.
Que figura!
Parecia um Rui Barbosa, com seu fato, de colete e óculos na
ponta do nariz!
Aos sábados éramos levados ao "salão" da escola onde, na
entrada, tínhamos orelhas e unhas examinadas, bem como os cabelos, para
constatar a inexistência de piolhos, grande praga da época.
E ai daquele que aparecesse com as unhas "de luto" ou com o
"cascão" nas orelhas...
Era humilhado ali mesmo, na presença de todos os alunos!
E se alguns bichanos se engraçavam até o pescoço de alguma
vítima, então o show era completo!
A preleção do diretor variava de intensidade, de acordo com as
infrações.
Maria Dinorah

Agora é sua vez : escolha uma das propostas abaixo e faça a sua narrativa
descritiva.

1 – Escolha um dos momentos abaixo e faça uma narrativa em que haja a


descrição dele.
a) O instante de um gol num estádio de futebol lotado.
b) Um baile de carnaval.
c) Um entardecer no campo.
d) Uma tempestade no centro da cidade.
e) A principal rua de seu bairro em dia de comício político.

Observação: O escritor, ao descrever um ambiente, comporta-se como um


fotógrafo que pode deslocar-se no espaço em frações de segundos. Ele
registra no seu texto detalhes do ambiente que, em seu conjunto, sugerem
ao leitor uma determinada impressão ou idéia.

2 – Narre uma história sobre um (a) amigo (a) seu na qual você deverá
descrevê-lo(la) tanto física quanto psicologicamente.