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SISTEMAS ESTRUTURAIS II:

MADEIRA E AÇO

MÓDULO 1 TÓPICO 3

PROFESSOR Dr. LEANDRO DUSSARRAT BRITO

Engenheiro Civil | Doutor em Engenharia de Estruturas

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2 INTRODUÇÃO Entre os diversos materiais estruturais destinados à construção civil, a madeira reúne qualidades de

INTRODUÇÃO

2 INTRODUÇÃO Entre os diversos materiais estruturais destinados à construção civil, a madeira reúne qualidades de

Entre os diversos materiais estruturais destinados à construção civil, a madeira reúne qualidades de exceção que a elegem, sob muitos aspectos, sobretudo sob o critério da sustentabilidade, como material construtivo de elevado desempenho estrutural. Inicialmente são abordadas algumas informações básicas sobre o processo de produção de elementos estruturais de MADEIRA LAMELADA COLADA (MLC).

A fase da “CONCEPÇÃO ESTRUTURAL”, também conhecida por “ESTRUTURAÇÃO”, trata-se do “LANÇAMENTO DA ESTRUTURA” de um determinado PROJETO ESTRUTURAL, onde cabe aos profissionais envolvidos, ARQUITETOS e ENGENHEIROS, idealizarem a concepção da forma da estrutura ainda na fase do “ANTEPROJETO ARQUITETÔNICO”, em compatibilidade com SISTEMA ESTRUTURAL que melhor se adeque à forma final de determinado empreendimento, de tal maneira que os ELEMENTOS ESTRUTURAIS constituam-se efetivamente como parte resistente da estrutura do empreendimento.

Como já é de conhecimento, a “CONCEPÇÃO ESTRUTURAL” deve levar em conta a finalidade da estrutura em atender, o tanto quanto possível, às condições impostas no “ANTEPROJETO ARQUITETÔNICO”. Por está razão é imprescindível que todo ARQUITETO conheça sobre os aspectos fundamentais sobre a “CONCEPÇÃO ESTRUTURAL EM PROJETOS”, assim como todo ENGENHEIRO ESTRUTURAL conheça sobre os aspectos fundamentais de “CONCEPÇÃO EM PROJETO ARQUITETÔNICO”.

Ambos os projetos devem sempre ser idealizados, alinhando-os detalhes técnicos de CONCEPÇÃO ESTRUTURAL, ainda na fase de anteprojeto, a fim de evitar retrabalhos desnecessários por parte de ambos profissionais, ARQUITETOS e/ou ENGENHEIROS.

Pois o “PROJETO ARQUITETÔNICO” de fato representa, a base para a elaboração do “PROJETO ESTRUTURAL”. Por está razão que é no ANTEPROJETO ARQUITETÔNICO onde se deve prever o posicionamento adequado de todos os ELEMENTOS ESTRUTURAIS constituintes de um SISTEMA ESTRUTURAL, de tal forma a respeitar a distribuição dos diferentes ambientes em planta e entre os demais pavimentos consecutivos, inclusive da cobertura da edificação.

Assim, neste tópico da disciplina, as notas de aula inseridas nesta apostila, introduzem aos estudos sobre a “CONCEPÇÃO ESTRUTURAL” e critérios básicos de pré-dimensionamento simplificado de elementos estruturais, de sistemas de estruturas reticuladas, idealizadas na concepção de projetos em estruturas de madeira laminada colada (MLC) sempre alinhada em conjunto ao ANTEPROJETO ARQUITETÔNICO. Além disto também são tratados sobre os requisitos básicos de durabilidade da madeira na concepção do projeto, de acordo os novos critérios de categoria de uso, que passarão a serem incorporados na nova versão norma NBR 7190, que está em processo de revisão.

de categoria de uso, que passarão a serem incorporados na nova versão norma NBR 7190, que
de categoria de uso, que passarão a serem incorporados na nova versão norma NBR 7190, que
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MÓDULO I –

PRINCIPAIS SISTEMAS EM

ESTRUTURAS DE MADEIRA

1. Introdução à “CONCEPÇÃO ESTRUTURAL” e pré-dimensionamento simplificado de “SISTEMAS ESTRUTURAIS RETICULADOS MLC”

1.1 Informações básicas sobre MLC

Recorda-se que a sigla MLC parte-se do temo MADEIRA LAMELADA COLADA, da Engenharia Industrial Madeireira, onde até meses atrás era denominado por MADEIRA LAMINADA COLADA.

Nas atualizações normativas da ABNT em Estruturas de Madeira, o termo MADEIRA LAMINADA COLADA passará a ser designado para peças de LVL, que constituem por outros tipos de peças estruturais, dentre os produtos engenheirados de madeira industrializada para o setor da construção civil.

A tendência futurista na construção civil, em todas as áreas da ENGENHARIA DE ESTRUTURAS (MADEIRA, AÇO, CONCRETO, dentre outras), tem sido cada vez mais a incorporação do setor industrial na produção de ELEMENTOS ESTRUTURAIS PRÉ-FABRICADOS, a fim de garantir maior segurança e quantidade no produto final do empreendimento, ou seja, da OBRA.

A pré-fabricação de elementos permite a introdução de conceitos de processos de produção na

industrialização (Figura 1.1.1), assegurando-se assim a produção de elementos estruturais mais seguros, de melhor qualidade e maior durabilidade, buscando-se sempre por custos mais competitivos.

Uma peça de MADEIRA LAMELADA COLADA (MLC) é constituída basicamente pela associação e colagem de peças de madeira denominadas lamelas, que possuem dimensões relativamente reduzidas, em relação às dimensões finais do elemento estrutural como um todo.

Estas lamelas são dispostas com as fibras paralelas ao eixo da peça, sendo solidarizadas entre si por meio de adesivo, formando desta maneira peças com as mais variadas formas e dimensões, mesmo com eixo curvo, pois a pequena rigidez à flexão das lamelas permite esta facilidade.

A Figura 1.1.1 que segue sintetiza um esquema do processo básico de produção de peças de

MADEIRA LAMELADA COLADA (MLC), pré-fabricadas em empresas de Engenharia Industrial Madeireira.

de produção de peças de MADEIRA LAMELADA COLADA (MLC), pré-fabricadas em empresas de Engenharia Industrial Madeireira.
de produção de peças de MADEIRA LAMELADA COLADA (MLC), pré-fabricadas em empresas de Engenharia Industrial Madeireira.
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Figura 1.1.1. Processo básico de produção na industrialização de peças MLC. Fonte: APA (2017)

As lamelas são fabricadas por meio de colagens das emendas (longitudinais e/ou transversais), onde depois de coladas w prensadas uma sobre as outras, devem apresentar o comprimento e largura efetiva de projeto do elemento estrutural. As emendas longitudinais nas lamelas de madeira são necessárias quando se deseja obter elementos de MLC com comprimentos superiores ao da madeira serrada. Recomenda-se que as ementas longitudinais das lamelas sejam executadas através de emendas dentadas [ingl.: finger Joints], conforme representações ilustrativas apresentadas na Figura 1.1.3.

Os cortes para emendas dentadas (finger joints) são realizados em modelos apropriados de equipamentos de carpintaria apropriado, comumente conhecido por “fingadeira”, constituída por lâminas giratórias que fresam parte da madeira em ZIG-ZAG, formando assim os dentes da emenda, conforme apresentada nas figuras que seguem.

Atualmente no Brasil, as empresas de Engenharia Industrial Madeireira, cada vez mais tem utilizado este modelo de emendas dentadas para as produções de peças estruturais em MLC.

Isto se deve pelo fato destas emendas dentadas reunirem características particulares de boa resistência do adesivo nas emendas e atender aos limites práticos durante a produção das peças.

particulares de boa resistência do adesivo nas emendas e atender aos limites práticos durante a produção
particulares de boa resistência do adesivo nas emendas e atender aos limites práticos durante a produção
5 Figura 1.1.2. Exemplo de fingadeira: cote dos “fingers” na extremidade da lamela de pinus.
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Figura 1.1.2. Exemplo de fingadeira: cote dos “fingers” na extremidade da lamela de pinus. Fonte: (SILVA, 2010)

na extremidade da lamela de pinus. Fonte: (SILVA, 2010) Figura 1.1.3. Exemplo de modelos de emenda
na extremidade da lamela de pinus. Fonte: (SILVA, 2010) Figura 1.1.3. Exemplo de modelos de emenda

Figura 1.1.3. Exemplo de modelos de emenda dentada “finger joints”, e lamelas de pinus coladas em suas extremidades. Fonte: (SILVA, 2010)

de pinus coladas em suas extremidades. Fonte: (SILVA, 2010) Figura 1.1.4. Tipos de emendas dentadas “finger

Figura 1.1.4. Tipos de emendas dentadas “finger joints” para colagens de extremidades de lamelas para produção de peças MLC. Fontes: Fonte: MACEDO e CALIL Jr. (1999); (SILVA, 2010)

MLC. Fontes: Fonte: MACEDO e CALIL Jr. (1999); (SILVA, 2010) Figura 1.1.5. Exemplo ilustrativo de emendas

Figura 1.1.5. Exemplo ilustrativo de emendas dentadas (finger Joints) e lamelas coladas na formação de uma peça MLC. Fonte: CALIL et al (2003)

As ligações entre as lamelas e as emendas dentadas são efetivadas por aderência, realizadas por meio de uma fina película de adesivo dispostas entre as peças a serem ligadas. Estruturalmente, este tipo de ligação tem sido utilizado principalmente na confecção de peças de Madeira Laminada Colada (MLC) e

este tipo de ligação tem sido utilizado principalmente na confecção de peças de Madeira Laminada Colada
este tipo de ligação tem sido utilizado principalmente na confecção de peças de Madeira Laminada Colada
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Madeira Laminada Cruzada (CLT). Além de proporcionar as colagens das diversas lamelas, o adesivo também é utilizado nas emendas longitudinais permitindo a obtenção de lamelas sem limitação no comprimento e sem redução significativa da resistência à tração.

As normas européias que foram substituídas pela EN 14080:2013-08-01, foram consideravelmente alteradas nessa nova norma. Uma dessas alterações foi a diferenciação na relação entre peças solidas e blocos em MLC (Figura 1.1.6). As principais relações entre as normas europeias na EN 14080:2013-08-01 sobre produtos de madeira laminada colada (MLC) e madeira laminada colada cruzada (MLCC), apresentadas pela CEN/TC 124, onde são indicadas nas ilustrações da Figura 1.1.6.

124, onde são indicadas nas ilustrações da Figura 1.1.6. Legenda: 1. Lamelas (lâminas de madeira, tábuas)

Legenda:

1. Lamelas (lâminas de madeira, tábuas)

2. Indica a divisão de subprodutos

3. Emendas dentadas coladas

4. Produtos em MLC

5. Peça solidas em MLC

6. Elementos estruturais lineares em MLC 7. Elementos estruturais lineares de grande espessura MLC 8. Bloco em MLC 9. Painel MLCC (CLT/X-Lam) 10. Painel MLCC (CLT/X-Lam) de grande espessura.

Figura 1.1.6. Relações entre as normas europeias na EN 14080:2013-08-01 sobre produtos de madeira laminada MLC

e MLCC (CLT/X-Lam). Fonte: (CEN/TC 124; EN 14080:2013-08-01)

na EN 14080:2013-08-01 sobre produtos de madeira laminada MLC e MLCC (CLT/X-Lam). Fonte: (CEN/TC 124; EN
na EN 14080:2013-08-01 sobre produtos de madeira laminada MLC e MLCC (CLT/X-Lam). Fonte: (CEN/TC 124; EN
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Sucintamente, dentre as principais vantagens dos SISTEMAS ESTRUTURAIS MLC destacam-se:

facilidade de construir grandes estruturas reticuladas e em arcos a partir de peças com medidas

padronizadas;

controle de qualidade com redução de fendas e rachaduras, além de outros defeitos típicos de

peças de grandes dimensões;

inúmeras possibilidades na idealização excelentes efeitos arquitetônicos do empreendimento,

sendo possível criar estruturas com variadas formas e dimensões (Figura 1.1.7).

estruturas com variadas formas e dimensões (Figura 1.1.7). Figura 1.1.7. As peças estruturais MLC possibilitam
estruturas com variadas formas e dimensões (Figura 1.1.7). Figura 1.1.7. As peças estruturais MLC possibilitam

Figura 1.1.7. As peças estruturais MLC possibilitam variadas formas e dimensões.

No Brasil, atualmente, algumas empresas de engenharia industrial madeireira que produzem MLC, realizam controle tecnológico em seu processo de fabricação MLC.

Com o objetivo de melhorar a resistência e a rigidez das peças de MLC, na Engenharia Industrial Madeireira atual, já é possível através de controles tecnológicos, realizar um pré-seleção de peças na escolha e disposição seletiva da qualidade das lamelas na peça estrutural, utilizando-se as peças de madeira de melhor resistência nas lamelas das camadas superiores e inferiores, conforme ilustra a Figura 1.1.8. Recorda-se que disposição das lamelas de madeira de melhor qualidade dispostas conforme as posições indicadas na Figura 1.1.8, são fundamentais para garantia de segurança e qualidade de peças estruturais, projetadas em situações de elementos submetidos à flexão, como é o caso das VIGAS MLC, e TREÇAS MLC, por exemplo, onde sob efeito de carregamento de projeto, surgem às máximas tensões de compressão e de tração na flexão.

máximas tensões de compressão e de tração na flexão. Figura 1.1.8. Representação ilustrativa de disposição

Figura 1.1.8. Representação ilustrativa de disposição seletiva da qualidade das lamelas em peça MLC submetida à flexão, citando-se como exemplos para idealizações de projetos de TERÇAS e VIGAS MLC.

em peça MLC submetida à flexão, citando-se como exemplos para idealizações de projetos de TERÇAS e
em peça MLC submetida à flexão, citando-se como exemplos para idealizações de projetos de TERÇAS e
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Este conceito permite o uso mais eficiente do ELEMENTO ESTRUTURAL MLC, ao utilizar as peças mais resistentes nas zonas de tensões máximas e as peças de menor qualidade estrutural nas zonas de menores tensões na peça.

No entanto, para que se obtenha um produto final eficiente no setor da Engenharia industrial madeireira, é imprescindível que se adote no processo de fabricação das peças de MLC um emprego de mão de obra treinada em aplicações metodológicas de classificações estruturais visuais e/ou mecânicas de através de técnicas não-destrutivas (NDT), para a seleção precisa de lamelas de madeira de melhor qualidade, resistência e rigidez.

2. Introdução

à

“CONCEPÇÃO

ESTRUTURAIS MLC”

ESTRUTURAL”

em

“SISTEMAS

Inicialmente vale recordar que a “ESTRUTURA” é a parte resistente da construção e tem as funções de resistir às ações e transmiti-las pela “SUBESTRUTURA” (FUNDAÇÕES) para o solo.

A etapa da “CONCEPÇÃO ESTRUTURAL” alinhada ao “ANTEPROJETO ARQUITETÔNICO, é uma das

mais importantes fases no “PROJETO ESTRUTURAL”, onde implica na escolha adequada dos “ELEMENTOS ESTRUTURAIS” (vigas MLC; pilares MLC; terças MLC; elementos de contraventamento; elementos de fundações) a serem utilizados na estrutura global, definindo-se as suas formas e suas posições na integração de ambos projetos, de modo a formar um “SISTEMA ESTRUTURAL EFICIENTE”, capaz de absorver os esforços oriundos das ações atuantes e transmiti-los pela SUBESTRUTURA ao solo.

A solução da “CONCEPÇÃO ESTRUTURAL” adotada em anteprojeto deve atender aos requisitos de

segurança e de qualidade, de acordo com os critérios que são estabelecidos nas normas técnicas, relativos à capacidade resistente, ao desempenho em serviço e à durabilidade de cada elemento estrutural, assim como da estrutura global (estrutura como um todo tridimensional).

Inúmeros são os tipos de SISTEMAS ESTRUTURAIS MLC que podem ser utilizados na idealização de projetos com elementos estruturais de madeira laminada colada. No entanto, neste tópico trata-se essencialmente de estudos preliminares em “CONCEPÇÃO ESTRUTURAL”, para “SISTEMAS ESTRUTURAIS” de PÓRTICOS MLC.

Portanto, a “CONCEPÇÃO ESTRUTURAL” consiste basicamente na escolha adequado do “SISTEMA ESTRUTURAL” e no arranjo dos elementos que o constituem. Vale frisar que os importantes e complexos softwares profissionais de cálculo de estruturas não fazem a “CONCEPÇÃO ESTRUTURAL” de uma determinada estrutura.

Pois conforme comentado na introdução, a etapa da “CONCEPÇÃO ESTRUTURAL” deve ser desenvolvida simultaneamente a fase de “ANTEPROJETO ARQUITETÔNICO” de uma edificação, ou seja, num trabalho conjunto com todos os profissionais, Engenheiros e/ou Arquitetos, envolvidos nos “PROJETOS ESTRUTURAIS”, “PROJETOS ARQUITETÔNICOS”, além é claro na integração dos “PROJETOS COMPLEMENTARES”.

ESTRUTURAIS”, “PROJETOS ARQUITETÔNICOS”, além é claro na integração dos “PROJETOS COMPLEMENTARES”.
ESTRUTURAIS”, “PROJETOS ARQUITETÔNICOS”, além é claro na integração dos “PROJETOS COMPLEMENTARES”.
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Não se deve esquecer de que a estrutura deve também ser coerente com as características do solo no qual ela se apóia.

Nos casos de edifícios residenciais e/ou comerciais, de múltiplos pavimentos com sistemas de estruturas hibrida, por exemplo, o PROJETO ESTRUTURAL deve ainda estar em harmonia com a integração aos demais PROJETOS COMPLEMENTARES, tais como: de instalações prediais elétricas e de redes de telecomunicações; de instalações prediais hidrosanitárias, instalações de gás; prevenção e combate a incêndio, ar condicionado, redes de computadores dentre outros, de modo a permitir a coexistência, com a segurança, qualidade e durabilidade de todos os sistemas.

Os edifícios de múltiplos pavimentos, com sistemas de estruturas híbridas, podem ser constituídos, por exemplo, pelos seguintes pavimentos: subsolo, térreo, tipo, cobertura e casa de máquinas, além dos reservatórios inferiores e superiores.

Em casos como mais complexos como estes, é ainda na fase da CONCEPÇÃO ESTRUTURAL onde devem ser verificadas as questões relacionadas a durabilidade dos elementos estruturais de madeira, MLC/MLCC, através do sistema de categoria de uso da nova versão da revisão da ABNT NBR 7190. É nesta fase da CONCEPÇÃO ESTRUTURAL, por exemplo, que se avalia as particularidades de exposição as classes de agressividade ambientais os determinados pavimentos e regiões que sejam susceptíveis à umidade, onde os elementos estruturais de madeira (MLC, MLCC, LVL, etc.) devam preferencialmente ficar fora de contato direto com umidade, atendo-se aos sistemas de tratamento preservantes da madeira e/ou idealizando-se subsistemas híbridos com associação de outros materiais, como é o caso do concreto armado, impermeabilizado, por exemplo.

Em estruturas híbridas, existindo “PAVIMENTOS TIPO”, o que em geral, ocorre em edifícios de múltiplos pavimentos residenciais e/ou comerciais, por questões de economia na estrutura, inicia-se o “LANÇAMENTO ESTRUTURAL” (a estruturação) partindo-se deste PAVIMENTO TIPO.

Caso na edificação não haja pavimentos repetidos, parte-se o “LANÇAMENTO ESTRUTURAL” (a estruturação) dos andares superiores (coberturas), seguindo na direção dos inferiores (térreo ou primeiro subsolo quando for o caso).

Portanto, a definição da “FORMA ESTRUTURAL” de um sistema de estrutura para edifícios híbridos em MLC/MLCC, no lançamento da estrutura no ANTEPROJETO ARQUITETÔNICO, parte-se das “LOCAÇÕES DOS PILARES MLC” obrigatoriamente em conjunto com os seus respectivos sistemas de contraventamento (verticais, horizontais e/ou inclinados), e segue-se em cada pavimento, com o posicionamento das VIGAS MLC e dos painéis MLCC (ou lajes mistas madeira-concreto armado), sempre nesta ordem, levando-se em conta a compatibilização entre ambos. Ou seja, no projeto sempre deve ser idealizada a compatibilização em paralelo do “PROJETO ARQUITETÔNICO” em conjunto com “PROJETO ESTRUTURAL”, na escolha domelhor SISTEMA ESTRUTUTAL a ser empregado, e isto é válido sempre para qualquer tipo de estrutura, seja em estruturas de MLC, estruturas de MLCC, estruturas de concreto armado, estruturas metálicas de aço, principalmente nas estruturas híbridas, onde diversos materiais com propriedades físicas e mecânicas distintas, constituem um SISTEMA ESTRUTURAL global.

onde diversos materiais com propriedades físicas e mecânicas distintas, constituem um SISTEMA ESTRUTURAL global.
onde diversos materiais com propriedades físicas e mecânicas distintas, constituem um SISTEMA ESTRUTURAL global.
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2.1 Requisitos de durabilidade da madeira na concepção do projeto

Entre os diversos materiais estruturais destinados à construção civil, a madeira reúne qualidades de exceção que a elegem, sob muitos aspectos, sobretudo sob o critério da sustentabilidade, como material construtivo de elevado desempenho estrutural.

Entretanto, como todo material orgânico, a madeira deve receber avaliações em analise prévia das condições em que a peça de madeira será aplicada, para identificar a necessidade de tratamento preservante específico, buscando obter o melhor resultado quanto à durabilidade e resistência aos agentes biodeterioradores da madeira, como fungos e insetos e perfuradores marinhos.

A concepção estrutural aliada a durabilidade das peças de madeira, atualmente consiste numa

etapa essencial na fase de idealização de projetos em estruturas de madeira, onde avaliam-se critérios de preservação da madeira, através da metodologia de sistema de categoria de uso da madeira, que vem sendo estabelecido na nova versão da norma da NBR 7190, que encontra-se em processo de revisão e atualização junto a ABNT.

Preservação de madeiras é o conjunto de medidas preventivas e curativas adotadas para controle de agentes biológicos (fungos e insetos xilófagos e perfuradores marinhos), físicos e químicos que afetam as propriedades da madeira, adotadas no desenvolvimento e na manutenção dos componentes de madeira no ambiente construído.

O propósito do Sistema de Categorias de Uso é oferecer uma ferramenta simplificada para a

tomada de decisões quanto ao uso racional e inteligente da madeira, por meio de uma abordagem sistêmica ao produtor e usuário, que garanta maior durabilidade das construções. O sistema consiste no estabelecimento de seis categorias de uso baseadas nas condições de exposição ou uso da madeira, na expectativa de desempenho do componente e nos possíveis agentes biodeterioradores presentes (Tabela 22 da proposta de revisão da ABNT NBR 7190).

Na aplicação do sistema de categorias de uso definem-se medidas que devem ser adotadas durante a fase de elaboração do ANTEPROJETO ARQUITETÔNICO aliado a CONCEPÇÃO ESTRUTURAL MLC, de uma construção com elementos estruturais e/ou com componentes de madeira, auxiliando-se na escolha do tratamento preservante da madeira, produto e escolhas entre os processos de tratamento da madeira.

Desta forma, ao se utilizar a madeira como material estrutural de engenharia, ainda na fase de CONCEPÇÃO DO PROJETO, as seguintes etapas devem ser consideradas obrigatórias:

a) a definição do nível de desempenho necessário para o componente ou estrutura de madeira, tais como: vida útil, responsabilidade estrutural e garantias comerciais e legais;

b) a avaliação dos riscos biológicos aos quais as madeiras serão submetidas durante a sua vida útil, na prevenção de ataques de agentes biodeterioradores da madeira, tais como de fungos e insetos xilófagos e/ou perfuradores marinhos;

c) definição da espécie de madeira adequada ao uso e da necessidade do tratamento preservativo considerando: durabilidade natural da espécie, tratabilidade, processo de tratamento e produtos preservativos disponíveis. O tratamento preservativo faz-se necessário se a espécie escolhida não é naturalmente durável para a categoria de uso considerada e/ou se a madeira contém alburno, porção naturalmente suscetível ao ataque de organismos xilófagos;

d) escolha do processo de tratamento da madeira e do produto preservativo adequados.

ao ataque de organismos xilófagos; d) escolha do processo de tratamento da madeira e do produto
ao ataque de organismos xilófagos; d) escolha do processo de tratamento da madeira e do produto
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Tabela 2.1. (Tabela 22 da proposta de revisão da ABNT NBR 7190 – Categorias de uso da madeira)

Categoria de

   

uso

Condição de uso da madeira

Organismo xilófago

 

Interior de construções, fora de contato com o solo, fundações ou alvenaria, protegidos das intempéries, das fontes internas de umidade e locais livres do acesso de cupins-subterrâneos ou arborícolas.

Cupim-de-madeira-seca

1

Broca-de-madeira

   

Cupim-de-madeira-seca

2

Interior de construções, em contato com a alvenaria, sem contato com o solo ou

Broca-de-madeira

fundações, protegidos das intempéries e das fontes internas de umidade.

Cupim-subterrâneo

Cupim-arborícola

 

Interior de construções, fora de contato com o solo e protegidos das intempéries, que podem, ocasionalmente, ser expostos a fontes de umidade.

Cupim-de-madeira-seca

3

Broca-de-madeira

Cupim-subterrâneo

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Uso exterior, fora de contato com o solo e sujeitos as intempéries.

Cupim-arborícola

 

Contato com o solo, água doce e outras

Fungo embolorador/manchador

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situações favoráveis à deterioração, como engaste em concreto e alvenaria.

Fungo apodrecedor

   

Perfurador marinho

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Exposição à água salgada ou salobra.

Fungo embolorador/manchador

Fungo apodrecedor

Perfurador marinho 6 Exposição à água salgada ou salobra. Fungo embolorador/manchador Fungo apodrecedor
Perfurador marinho 6 Exposição à água salgada ou salobra. Fungo embolorador/manchador Fungo apodrecedor
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O processo de decisão na definição do desempenho necessário das estruturas de madeira, quanto à vida útil e responsabilidade estrutural está representado pelo fluxograma da Figura 33 da proposta de revisão da ABNT NBR 7190.

PROJETOda Figura 33 da proposta de revisão da ABNT NBR 7190. Definição do desempenho necessário (vida

Definição do desempenho necessário (vida útil, responsabilidade estrutural, entre outros)
Definição do desempenho necessário (vida
útil, responsabilidade estrutural, entre outros)
(vida útil, responsabilidade estrutural, entre outros) Definição da Categoria de Uso Escolha da espécie de

Definição da Categoria de Uso

estrutural, entre outros) Definição da Categoria de Uso Escolha da espécie de madeira sim Durabilidade não
Escolha da espécie de madeira sim Durabilidade não natural Madeira não Tratamento preservativo desnecessário
Escolha da espécie de madeira
sim
Durabilidade
não
natural
Madeira
não
Tratamento preservativo
desnecessário
sim
suficientemente
Escolha do processo de tratamento e do produto
preservativo

Figura 2.1.1 Fluxograma de preservação. Fonte: Adaptada da Figura 33 da proposta de revisão da ABNT NBR 7190.

Em caráter ilustrativo, como exemplo de concepção em projetos de sistemas estruturais de madeira, para edificações residenciais assobradas, os elementos estruturais e componentes de madeira podem ser classificados, de acordo com as categorias de uso conforme exemplificações indicadas na Figura 2.1.2.

A título de exemplo da aplicação, nesta mesma figura 2.1.2, admitindo-se que a estrutura de madeira do “DECK” esteja situada numa praia de água do mar, para os elementos estruturais de madeira desta estrutura, sabendo-se que estão sujeitos ao contato direto com água salgada, para este caso, devem ser utilizadas madeiras tratadas conforme indicações da categoria de uso “6”, de acordo com o estabelecido neste projeto de revisão da norma da ABNT NBR 7190.

da categoria de uso “6”, de acordo com o estabelecido neste projeto de revisão da norma
da categoria de uso “6”, de acordo com o estabelecido neste projeto de revisão da norma
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Figura 2.1.2. Exemplo de aplicação das Classes da Categoria de Uso, em função da situação de risco de biodeterioração de elementos estruturais de madeira em uma edificação residências assobradada quatro pavimentos. Fonte: CALIL et al (2003), porém já adaptada à nova proposta na revisão da NBR 7190.

2.2 Classificação geométrica dos elementos estruturais

Em função da complexidade do estudo do todo tridimensional de uma estrutura, visando simplificar

as ANÁLISES ESTRUTURAIS, em SISTEMAS ESTRUTURAIS MLC podem ser admitidos por simplificação, pela

associação de ligações entre elementos estruturais básicos MLC, classificadas de acordo com sua geometria

e função estrutural. Partindo-se deste princípio, pode-se considerar as classificações como serão apresentadas a na sequência.

Partindo-se das propriedades geométricas, é possível distinguir três tipos distintos de classificações para elementos estruturais básicos de uma determinada edificação, destacando-se:

os elementos estruturais lineares (estruturas reticuladas);

os elementos estruturais de superfície (estruturas de superfície);

e os elementos estruturais de volume (volumétricas).

2.2.1 Elementos estruturais lineares MLC para estruturas reticuladas

O foco principal do tópico desta disciplina, trata-se da abordagem de conteúdos introdutórios ao tema CONCEPÇÃO ESTRUTURAL MLC no PROJETO ARQUITETÔNICO, para uma estimada inicial grosseira, que pode ser aplicada numa primeira fase de pré-dimensionamento de elementos estruturais lineares, de estruturas reticuladas, com peças estruturais MLC. No entanto, nos subitens que seguem, serão apresentados outros tipos de elementos estruturais, em função do sistema de classificação estrutural.

seguem, serão apresentados outros tipos de elementos estruturais, em função do sistema de classificação estrutural.
seguem, serão apresentados outros tipos de elementos estruturais, em função do sistema de classificação estrutural.
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Os elementos estruturais lineares de estruturas reticuladas, como são denominados, tratam-se de elementos constituintes de um sistema estrutural, em que o comprimento é muito superior as dimensões da seção transversal, sendo também denominados por ELEMENTOS DE BARRA.

Em estruturas de madeira, um elemento de barra, de acordo com a sua função estrutural, e do tipo de sistema estrutural, recebe uma designação especial, destacando-se como exemplos de barra linear de eixo reto:

as Vigas e as Terças;

os Pilares e as Colunas;

as barras de montantes de uma treliça;

as barras dos banzos (inferior e superior) de uma treliça;

as barras das diagonais de uma treliça.

Basicamente as principais propriedades geométricas básicas em peças de seção retangular, para projetos de elementos estruturais lineares de estruturas reticuladas em MLC, demonstradas na Figura 2.2.1 e se constituem em:

h (altura da peça, NBR 7190);

b (largura da peça, NBR 7190);

L C (comprimento da peça).

da peça, NBR 7190);  L C (comprimento da peça). Figura 2.2.1.1. Propriedades geométricas básicas de

Figura 2.2.1.1. Propriedades geométricas básicas de peças de seção retangular MLC.

Assim, neste tópico é apresentada a classificação geométrica de elementos estruturais básicos, como: VIGAS MLC, TERÇAS MLC, PILARES MLC e COLUNAS MLC. Apresenta-se também um exemplo ilustrativo de elemento estrutural denominado por tirante, e sua classificação usual para subsistemas de contraventamento, na análise global de uma estrutura de madeira, quando submetidas a ações de vento.

subsistemas de contraventamento, na análise global de uma estrutura de madeira, quando submetidas a ações de
subsistemas de contraventamento, na análise global de uma estrutura de madeira, quando submetidas a ações de
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VIGA MLC e TERÇAS MLC: Admite-se por um elemento de barra linear de eixo reto, normalmente disposto

na horizontal, em que a flexão é preponderante, conforme ilustrações na figura que segue.

preponderante, conforme ilustrações na figura que segue. Figura 2.2.1.2. Representação de elemento estrutural

Figura 2.2.1.2. Representação de elemento estrutural denominado “VIGA MLC”.

TIRANTE PARA SUBSISTEMAS DE CONTRAVENTAMENTO: Elemento linear de eixo reto, de seção transversal circular ou prismática, em que são preponderantes as forças normais de tração axial simples, conforme ilustra a figura que segue. Em geral, os tirantes tratam-se de elementos estruturais que fazem parte colaborante em subsistemas de contraventamento, em estruturas de madeira e/ou estruturas metálicas.

em estruturas de madeira e/ou estruturas metálicas. Figura 2.2.1.3 Representação de elemento estrutural

Figura 2.2.1.3 Representação de elemento estrutural denominado “TIRANTE”.

de madeira e/ou estruturas metálicas. Figura 2.2.1.3 Representação de elemento estrutural denominado “TIRANTE”.
de madeira e/ou estruturas metálicas. Figura 2.2.1.3 Representação de elemento estrutural denominado “TIRANTE”.
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16

PILAR MLC: Admite-se por um elemento de barra linear de eixo reto, de seção transversal prismática,

usualmente disposto na vertical, em que as forças normais de compressão são preponderantes, conforme

ilustrações indicadas na figura que segue.

conforme ilustrações indicadas na figura que segue. Figura 2.2.1.4. Representação de elemento estrutural

Figura 2.2.1.4. Representação de elemento estrutural denominado “PILAR MLC”, em que as forças normais de compressão são preponderantes e respectivos modos de flambagem.

COLUNA MLC: Admite-se por um elemento de barra linear de eixo reto, de seção transversal “CIRCULAR”,

usualmente disposto na vertical, em que as forças normais de compressão são preponderantes, conforme

ilustrações indicadas na figura que segue.

Os pilares e as colunas tem a função de receber os esforços provenientes de vigas e lajes e transmiti-los aos elementos de fundação.

vigas e lajes e transmiti-los aos elementos de fundação. Figura 2.2.1.5. Representação de elemento estrutural

Figura 2.2.1.5. Representação de elemento estrutural denominado “COLUNA” (SEÇÃO TRANVERSAL CIRCULAR), em que as forças normais de compressão são preponderantes e respectivos modos de flambagem.

TRANVERSAL CIRCULAR), em que as forças normais de compressão são preponderantes e respectivos modos de flambagem.
TRANVERSAL CIRCULAR), em que as forças normais de compressão são preponderantes e respectivos modos de flambagem.
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17

2.2.2 Elementos estruturais de superfície com painéis MLCC

Embora neste tópico da disciplina seja abordada essencialmente a introdução sobre sistemas de elementos estruturais de barra, para estruturas reticuladas MLC, considera-se importante também introduzir uma abordagem sucinta sobre os aspectos básicos de elementos estruturais de superfície, como é o caso das PLACAS MLCC e das CHAPAS MLCC.

PLACA MLCC: Elementos estruturais de superfície plana sujeitos principalmente a ações normais a seu plano, em que sua espessura é bem menor que o comprimento e a largura. Cita-se como exemplo os casos das lajes de piso um pavimento, como os painéis estruturais MLCC dispostos na horizontal, recebendo carregamentos gravitacionais, pode-se denominar por um elemento de placa.

gravitacionais, pode-se denominar por um elemento de placa. Figura 2.2.2.1. Representação de um elemento estrutural de

Figura 2.2.2.1. Representação de um elemento estrutural de placa em painel MLCC.

CHAPA MLCC: Elementos de superfície plana, sujeitos principalmente a ações contidas em seu plano, em que sua espessura é bem menor que o comprimento e a altura. As chapas de paneis MLCC caracterizam-se por exemplo, por um elemento estrutural de parede autoportante MLCC.

por um elemento estrutural de parede autoportante MLCC. Figura 2.2.2.2. Representação de um elemento estrutural de
por um elemento estrutural de parede autoportante MLCC. Figura 2.2.2.2. Representação de um elemento estrutural de

Figura 2.2.2.2. Representação de um elemento estrutural de chapa em painel MLCC.

estrutural de parede autoportante MLCC. Figura 2.2.2.2. Representação de um elemento estrutural de chapa em painel
estrutural de parede autoportante MLCC. Figura 2.2.2.2. Representação de um elemento estrutural de chapa em painel
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18

2.2.3 Elementos estruturais de volume ou volumétricos

Como já vem sendo comentado nos itens anteriores, embora neste tópico da disciplina seja abordada essencialmente a introdução sobre sistemas de elementos estruturais de barra, para estruturas reticuladas MLC, considera-se importante também introduzir uma abordagem sucinta sobre os aspectos básicos de elementos estruturais de volume ou também denominados por elementos estruturais volumétricos.

Os elementos de volume caracterizam-se por elementos estruturais que apresentam suas três dimensões geométricas na mesma ordem de grandeza. Para casos específicos como este, a análise estrutural a ser efetuada deve considerar esta condição tridimensional. Aos elementos estruturais volumétricos, em geral se enquadram os elementos estruturais de sapatas e blocos de fundações em concreto armado.

de sapatas e blocos de fundações em concreto armado. Figura 2.2.3.1. Representação dos elementos estruturais de

Figura 2.2.3.1. Representação dos elementos estruturais de volume.

Assim, em função das dimensões tridimensionais relativas de cada peça, se faz com que os diferentes elementos estruturais tenham comportamentos diferentes.

Os elementos estruturais de barra, em geral, podem ser estudados simplificadamente a partir das aplicações teóricas e conceituais de cálculo da RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS.

Já os elementos de superfície necessitam de outras teorias mais complexas, como a teoria das placas, teoria das chapas, teoria das cascas, estudadas em geral, em cursos de mestrado e doutorado em Engenharia de Estruturas, em função de suas complexidades teóricas e conceituais. As teorias mais complexas são estudadas a partir da TEORIA DA ELÁSTICIDADE, para aplicações de casos mais específicos, onde se faz necessário um estudo particularizado de um determinado elemento estrutural no todo tridimensional.

onde se faz necessário um estudo particularizado de um determinado elemento estrutural no todo tridimensional.
onde se faz necessário um estudo particularizado de um determinado elemento estrutural no todo tridimensional.

2.3 Exemplos

de

estruturais MLC

modelos

de

ligações

momento-resistente

para

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19

sistemas

Um modelo de ligação momento-resistente para sistemas de estruturas reticuladas, com peças de madeira laminada colada (MLC), é geralmente aplicado em ligação em nó de pórtico, conforme ilustração apresentada na Figura (a), e em ligação de emenda de seção de viga sujeita a momento fletor, conforme ilustrada na Figura (b) apresentado por RACHER (1995).

A principal diferença entre as duas configurações é que, na maioria dos casos práticos, a ligação na Figura (a) é executada sem recurso de chapas de aço, sendo o pilar confeccionado por dois montantes de madeira lamelada colada, um de cada lado da viga central, e já para o caso da emenda de viga, Figura (b) é geralmente inserida uma chapa no interior das peças a emendar ou, em alternativa, duas chapas nas faces resultando, em qualquer dos casos uma ligação plana, conforme apresentadas por RACHER (1995) e NEGRÃO & FARIA, (2009).

por RACHER (1995) e NEGRÃO & FARIA, (2009). (a) (b) (c) Figura 2. 3.1. Ligação momento-resistente:

(a)

por RACHER (1995) e NEGRÃO & FARIA, (2009). (a) (b) (c) Figura 2. 3.1. Ligação momento-resistente:

(b)

por RACHER (1995) e NEGRÃO & FARIA, (2009). (a) (b) (c) Figura 2. 3.1. Ligação momento-resistente:

(c)

Figura 2. 3.1. Ligação momento-resistente: (a) nó de pórtico; (b) emenda de viga; (c) Forças transmitidas em um pino como reação aos esforços normal, cortante e momento fletor. Fontes: [(a) e (b) RACHER (1995)]; (c) VALLE (1999).

pino como reação aos esforços normal, cortante e momento fletor. Fontes: [(a) e (b) RACHER (1995)];
pino como reação aos esforços normal, cortante e momento fletor. Fontes: [(a) e (b) RACHER (1995)];
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20

3. ESTIMATIVAS GROSSEIRAS PARA ANTEPROJETOS

O pré-dimensionamento dos elementos estruturais é fundamental para que se possa calcular o peso próprio da estrutura, que consiste na primeira parcela a ser considerada no cálculo das ações. Além disto, o conhecimento das dimensões aproximadas permite-se determinar os vãos equivalentes e as rigidezes, necessárias no cálculo das ligações entre os elementos na fase do PROJETO ESTRUTURAL.

Nas Tabelas 3.1a a 3.3c são apresentadas as relações simplificadas generalizadas, adaptadas da publicação internacional de PETER & SCHEER (2015), em função do vão para estimar a altura inicial (h est ) na fase preliminar de pré-dimensionamento de elementos estruturais de sistemas estruturais pavilhões em Madeira Laminada Colada (MLC) produzidos com espécies de madeira de pinus em geral.

Embora estas sejam estimativas generalizadas e grosseiras, podem ser úteis na etapa preliminar do ANTEPROJETO ARQUTETÔNICO. Em função de cada modelo de SISTEMA ESTRUTURAL MLC, as alturas estimadas (hest) através da aplicação desta simplificação, podem indicar valores aproximativos muito próximos aos resultados finais de projeto, dependendo das ações de vento de certas localidades do Brasil.

No entanto, para certos casos, certamente por questão de segurança, os valores aproximativos, determinados a partir destas relações de estimativas grosseiras, poderão se apresentar bem mais conservadores, mas ainda assim, podem auxiliar como estimativas iniciais facilitadoras para entrada no lançamento de dados das propriedades geométricas em softwares estruturais profissionais, para um pré- dimensionamento mais coerente na fase efetiva do “PROJETO ESTRUTURAL”.

***NOTA: Por questões de SEGURANÇA NAS ESTRUTURAS, é fundamental frisar que estas relações fornecem apenas estimativas aproximadas e grosseiras para pré- dimensionamento de elementos estruturais, podendo contribuir exclusivamente como auxilio preliminar na idealização de ANTEPROJETOS ARQUITETÔNICOS, aliados à CONCEPÇÃO ESTRUTURAL em sistemas estruturais reticulados MLC.

***Portanto posteriormente a fase de ANTEPROJETO ARQUITETÔNICO, o dimensionamento final de cada elemento estrutural MLC deve ser obrigatoriamente

realizado por um profissional habilitado na área de estruturas, e deve ser realizado

a partir de critérios de cálculo da Resistência dos Materiais, e de acordo com as prescrições das NORMAS TÉCNICAS, durante a elaboração do PROJETO ESTRUTURAL

e MEMORIAL DE CÁLCULO, definitivos.

as prescrições das NORMAS TÉCNICAS, durante a elaboração do PROJETO ESTRUTURAL e MEMORIAL DE CÁLCULO, definitivos.
as prescrições das NORMAS TÉCNICAS, durante a elaboração do PROJETO ESTRUTURAL e MEMORIAL DE CÁLCULO, definitivos.

3.1 MODELOS DE VIGAS MLC

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21

Recorda-se que as VIGAS MLC são admitidas por elementos lineares de barra, em que a flexão é preponderante. Para se determinar um valor grosseiro da altura estimada de VIGA MLC, para espécies de madeiras de pinus é apresentada na tabela que se refere a cada tipo de concepção de forma, onde as relações foram adaptadas de PETER & SCHEER, 2015).

Tabela 3.1a. Viga MLC bi-apoiada: estimativa simplifica generalizada para pré-dimensionamento.

simplifica generalizada para pré-dimensionamento. Figura 3.1a. Modelo de Viga MLC bi-apoiada. Espaçamentos

Figura 3.1a. Modelo de Viga MLC bi-apoiada.

Espaçamentos entre vigas de 300 a 600 cm.

Dimensão

Intervalo

Unidade

vão livre

L

300 a

(cm)
4000

largura

b

12 a 22

(cm)

Pré-dimensionamento

i <5° (inclinação)

altura “estimada”

h est L/17

12 a 252

(cm)

Fonte: Adaptada de PETER & SCHEER (2015)

(inclinação) altura “estimada” h est ≈ L/ 17 12 a 252 (cm) Fonte: Adaptada de PETER
(inclinação) altura “estimada” h est ≈ L/ 17 12 a 252 (cm) Fonte: Adaptada de PETER
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Tabela 3.1b. Viga MLC com balanço: estimativa simplificada grosseira para pré-dimensionamento.

estimativa simplificada grosseira para pré-dimensionamento. Figura 3.1b. Modelo de Viga MLC com balanço. Espaçamentos

Figura 3.1b. Modelo de Viga MLC com balanço.

Espaçamentos entre vigas de 300 a 600cm

Dimensão

Intervalo

Unidade

vão livre

L

600 a

(cm)
3000

largura

b

12 a 22

(cm)

Pré-dimensionamento

i <5° (inclinação)

altura

“estimada”

h est L/20

12 a 252

(cm)

Fonte: Adaptada de PETER & SCHEER (2015)

(inclinação) altura “estimada” h e s t ≈ L/ 20 12 a 252 (cm) Fonte: Adaptada
(inclinação) altura “estimada” h e s t ≈ L/ 20 12 a 252 (cm) Fonte: Adaptada
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23

Tabela 3.1c. Viga MLC bi-apoiada com duas águas: estimativa simplificada grosseira para pré-dimensionamento.

estimativa simplificada grosseira para pré-dimensionamento. Figura 3.1c. Modelo de Viga MLC bi-apoiada com duas águas.

Figura 3.1c. Modelo de Viga MLC bi-apoiada com duas águas.

Espaçamentos entre vigas de 300 a 600cm

Dimensão

Intervalo

Unidade

vão livre

L

1000 a 4000

(cm)

largura

b

12 a 22

(cm)

Pré-dimensionamento

i <10° (inclinação)

altura “estimada”

h 0est L/17

h 1est L/15

12 a 252

(cm)

Fonte: Adaptada de PETER & SCHEER (2015)

h 0 e s t ≈ L/ 17 h 1 e s t ≈ L/ 15
h 0 e s t ≈ L/ 17 h 1 e s t ≈ L/ 15
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24

Tabela 3.1d. Vigas MLC atirantadas: estimativa simplificada grosseira para pré-dimensionamento.

estimativa simplificada grosseira para pré-dimensionamento. Figura 3.1d. Modelo obrigatoriamente atirantado, duas vigas

Figura 3.1d. Modelo obrigatoriamente atirantado, duas vigas MLC para sistema de cobertura de duas águas.

Espaçamentos entre vigas de 300 a 600cm

Dimensão

Intervalo

Unidade

vão livre

L

1000 a 4000

(cm)

largura

b

12 a 22

(cm)

Pré-dimensionamento

i 15° (inclinação)

altura “estimada”

h est L/25

12 a 252

(cm)

Fonte: Adaptada de PETER & SCHEER (2015)

15° (inclinação) altura “estimada” h est ≈ L/ 25 12 a 252 (cm) Fonte: Adaptada de
15° (inclinação) altura “estimada” h est ≈ L/ 25 12 a 252 (cm) Fonte: Adaptada de
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3.2 MODELOS DE ARCOS PARA SISTEMAS ESTRUTURAIS MLC

Arcos são Elementos lineares curvos em que as forças normais de compressão são preponderantes nas regiões de apoio, agindo ou não simultaneamente com esforços solicitantes de flexão, cujas ações estão contidas em seu plano.

Tabela 3.2a. Arco MLC com duas águas: estimativa simplificada grosseira para pré-dimensionamento.

estimativa simplificada grosseira para pré-dimensionamento. Figura 3.2a. Modelo de Arco MLC com duas águas.

Figura 3.2a. Modelo de Arco MLC com duas águas.

Espaçamentos entre arcos de 300 a 600cm

Dimensão

Intervalo

Unidade

vão livre

L

1000 a 4000

(cm)

largura

b

12 a 22

(cm)

Pré-dimensionamento

i <10° (inclinação)

altura “estimada”

h 0est L/30

h 1est L/16

12 a 252

(cm)

Fonte: Adaptada de PETER & SCHEER (2015)

h 0 e s t ≈ L/ 30 h 1 e s t ≈ L/ 16
h 0 e s t ≈ L/ 30 h 1 e s t ≈ L/ 16
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26

Tabela 3.2b. Arcos MLC atirantados para sistemas de coberturas: estimativa simplificada grosseira para pré- dimensionamento.

simplificada grosseira para pré- dimensionamento. Tabela 3.2b. Modelo de Arco MLC obrigatoriamente atirantado,

Tabela 3.2b. Modelo de Arco MLC obrigatoriamente atirantado, para sistemas de coberturas.

Espaçamentos entre arcos de 300 a 600cm

Dimensão

Intervalo

Unidade

vão livre

L

1000 a 10000

(cm)

largura

b

12 a 22

(cm)

Pré-dimensionamento

i de 10° a 60° (inclinação)

altura “estimada”

h est L/40

H est L/6

12 a 252

(cm)

Fonte: Adaptada de PETER & SCHEER (2015)

“estimada” h e s t ≈ L /40 H e s t ≈ L /6 12
“estimada” h e s t ≈ L /40 H e s t ≈ L /6 12
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27

3.3 MODELOS DE PÓRTICOS PARA SISTEMAS ESTRUTURAIS MLC

Tabela 3.3a. Pórtico MLC com mão-francesa: estimativa simplificada grosseira para pré-dimensionamento.

estimativa simplificada grosseira para pré-dimensionamento. Figura 3.3a. Modelo de Pórtico MLC vinculados com

Figura 3.3a. Modelo de Pórtico MLC vinculados com mão-francesa.

Espaçamentos entre pórticos de 300 a 600cm

Dimensão

Intervalo

Unidade

vão livre

 

1000 a 2500

(cm)

 

L

largura

 

12 a 22

(cm)

 

b

 

Pré-dimensionamento

altura “estimada”

 

12 a 252

(cm)

i

de 15° a 60° (inclinação)

h est ≈ (S1+S2)/15

Fonte: Adaptada de PETER & SCHEER (2015)

(cm) i de 15° a 60° (inclinação) h e s t ≈ (S1+S2)/15 Fonte: Adaptada de
(cm) i de 15° a 60° (inclinação) h e s t ≈ (S1+S2)/15 Fonte: Adaptada de
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Tabela 3.3b. Pórtico MLC tri-articulado: estimativa simplificada grosseira para pré-dimensionamento.

estimativa simplificada grosseira para pré-dimensionamento. Figura 3.3b1. Modelo de Pórtico MLC tri-articulado.

Figura 3.3b1. Modelo de Pórtico MLC tri-articulado.

Espaçamentos entre pórticos de 300 a 600cm

tri-articulado. Espaçamentos entre pórticos de 300 a 600cm Figura 3.3b2. Modelo de Pórtico MLC tri-articulado com

Figura 3.3b2. Modelo de Pórtico MLC tri-articulado com balanços.

3.3b2. Modelo de Pórtico MLC tri-articulado com balanços. (HEINO ENGEL, 2003) Contraventamentos (PFEIL & PFEIL,

(HEINO ENGEL, 2003)

MLC tri-articulado com balanços. (HEINO ENGEL, 2003) Contraventamentos (PFEIL & PFEIL, 2003) Dimensão

Contraventamentos (PFEIL & PFEIL, 2003)

Dimensão

Intervalo

Unidade

vão livre

L

1000 a 3000

(cm)

largura

b

12 a 22

(cm)

Pré-dimensionamento

i de 10° a 60° (inclinação)

altura “estimada”

h 1est L/50

h 2est ≈(S1+S2)/13

12 a 252

(cm)

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29

Tabela 3.3c. Pórtico curvo MLC tri-articulado: estimativa simplificada grosseira para pré-dimensionamento.

estimativa simplificada grosseira para pré-dimensionamento. Figura 3.3c. Modelo de Pórtico curvo MLC tri-articulado.

Figura 3.3c. Modelo de Pórtico curvo MLC tri-articulado.

Espaçamentos entre pórticos de 300 a 600cm

tri-articulado. Espaçamentos entre pórticos de 300 a 600cm (HEINO ENGEL, 2003) Dimensão Intervalo Unidade vão livre

(HEINO ENGEL, 2003)

Dimensão

Intervalo

Unidade

vão livre

1500 a

L 6000

(cm)

largura

b

12 a 22

(cm)

Pré-dimensionamento

i de 10° a 60° (inclinação)

altura “estimada”

h 1est L/50

12 a 252

h 2est ≈(S1+S2)/15

(cm)

Fonte: Adaptada de PETER & SCHEER (2015)

h 1 e s t ≈ L /50 12 a 252 h 2 e s t
h 1 e s t ≈ L /50 12 a 252 h 2 e s t
EXERCÍCIOS RESOLVIDOS 30 Observação: Entende-se que o aprendizado em EaD requer muita dedicação por parte

EXERCÍCIOS RESOLVIDOS

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EXERCÍCIOS RESOLVIDOS 30 Observação: Entende-se que o aprendizado em EaD requer muita dedicação por parte do

Observação: Entende-se que o aprendizado em EaD requer muita dedicação por parte do estudante, onde possibilita o desenvolvimento de autonomia. Portanto sugere-se organização nos estudos de forma sistêmica e continua, ou seja, nunca deixando acumular conteúdos, nem dúvidas, tão pouco estudar somente na véspera das atividades avaliativas. Quando sentir-se necessário encaminhe mensagem ao professor da disciplina, na plataforma EaD+. Portanto, a evolução no aprendizado depende essencialmente da dedicação no estudo contínuo. Para isso é fundamental não acumular dúvidas ao longo dos estudos. Mantendo-se comprometido e dedicado nos estudos de forma sistêmica e contínua, eventuais dificuldades deixarão de existir. Para isso é fundamental a utilização de forma integral de todos os recursos recomendados pelo professor da disciplina, além das atividades propostas e atividades avaliativas.

Bons Estudos.

EXERCÍCIO RESOLVIDO EX1.M1T3

A perspectiva de representação esquemática de terças e sistemas de contraventamentos verticais, e inclinados nos planos das coberturas interligados ao SISTEMA ESTRUTURAL indicado na figura que segue representa qual modelo estrutural em MLC?

figura que segue representa qual modelo estrutural em MLC? Figura. Perspectiva de representação esquemática geral do

Figura. Perspectiva de representação esquemática geral do SISTEMA ESTRUTURAL MLC.

(a)

Sistema estrutural reticulado de pórticos MLC, contraventados.

 

(b)

Sistema estrutural reticulado de treliças com peças múltiplas MLC, contraventados.

(c)

Sistema estrutural reticulado de modelo de viga horizontal MLC, contraventados.

(d)

Sistema estrutural reticulado de arcos MLC, contraventados.

(c)

Sistema estrutural reticulado de coberturas com modelo de vigas MLC atirantadas e contraventadas.

(c) Sistema estrutural reticulado de coberturas com modelo de vigas MLC atirantadas e contraventadas.
(c) Sistema estrutural reticulado de coberturas com modelo de vigas MLC atirantadas e contraventadas.
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EXERCÍCIO RESOLVIDO EX2.M1T3

De acordo com o tema “CONCEPÇÃO ESTRUTURAL” em “ANTEPROJETOS ARQUITETÔNICOS” aplicados em

“SISTEMAS ESTRUTURAIS MLC”, avalie os itens que seguem:

I. A fase da “CONCEPÇÃO ESTRUTURAL”, também conhecida por “ESTRUTURAÇÃO”, trata-se do

“LANÇAMENTO DA ESTRUTURA” de um determinado PROJETO ESTRUTURAL, onde cabe aos profissionais envolvidos, ARQUITETOS e ENGENHEIROS, idealizarem a concepção da forma da estrutura ainda na fase do “ANTEPROJETO ARQUITETÔNICO”, em compatibilidade com SISTEMA ESTRUTURAL MLC que melhor se adeque à forma final de determinado empreendimento, de tal maneira que os ELEMENTOS ESTRUTURAIS constituam-se efetivamente como parte resistente da estrutura do empreendimento.

II. A etapa da “CONCEPÇÃO ESTRUTURAL” alinhada ao “ANTEPROJETO ARQUITETÔNICO, é uma das mais

importantes fases no “PROJETO ESTRUTURAL”, onde implica na escolha adequada dos “ELEMENTOS ESTRUTURAIS” (vigas MLC; pilares MLC; terças MLC; elementos de contraventamento; elementos de fundações) a serem utilizados na estrutura global, definindo-se as suas formas e suas posições na integração de ambos os projetos, de modo a formar um “SISTEMA ESTRUTURAL EFICIENTE”, capaz de absorver os esforços oriundos das ações atuantes e transmiti-los pela SUBESTRUTURA ao solo.

III. A solução da “CONCEPÇÃO ESTRUTURAL” adotada em anteprojeto deve atender aos requisitos de segurança e de qualidade, de acordo com os critérios que são estabelecidos nas normas técnicas, relativos à capacidade resistente, ao desempenho em serviço e à durabilidade de cada elemento estrutural, assim como da estrutura global (estrutura como um todo tridimensional).

IV. A “CONCEPÇÃO ESTRUTURAL” consiste basicamente na escolha adequado do “SISTEMA ESTRUTURAL” e

no arranjo dos elementos estruturais que o constituem.

Está correto o que se afirma em:

(a)

I apenas.

(b)

II apenas.

(c)

III apenas.

(d)

IV apenas.

(e)

I; II; III e IV.

afirma em: (a) I apenas. (b) II apenas. (c) III apenas. (d) IV apenas. (e) I;
afirma em: (a) I apenas. (b) II apenas. (c) III apenas. (d) IV apenas. (e) I;
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32

EXERCÍCIO RESOLVIDO EX3.M1T3 De acordo com o exemplo representado na figura que segue, de um PILAR MLC Centrado, que pode ser representado, por um elemento linear de eixo reto, usualmente disposto na vertical, e que recebe carregamento axial em seu eixo central, o esforço preponderante corresponde?

em seu eixo central, o esforço preponderante corresponde? FIGURA. Representação de carregamento em um PILAR MLC

FIGURA. Representação de carregamento em um PILAR MLC Centrado.

(a)

Força Normal de Tração

(b)

Força Normal de Compressão

 

(c)

Flexão

(d)

Todas alternativas estão corretas

(e)

Nenhuma das alternativas estão corretas.

  (c) Flexão (d) Todas alternativas estão corretas (e) Nenhuma das alternativas estão corretas.
  (c) Flexão (d) Todas alternativas estão corretas (e) Nenhuma das alternativas estão corretas.
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33

EXERCÍCIO RESOLVIDO EX4.M1T3

Partindo-se das propriedades geométricas dos elementos estruturais, para análise estrutural de uma determinada estrutura, está correto o que se afirma em:

I. Das propriedades geométricas de elementos estruturais, para análise estrutural de uma determinada estrutura é possível distinguir três tipos distintos de classificações para elementos estruturais básicos de uma determinada edificação, em elementos estruturais lineares de estruturas reticuladas; em elementos estruturais de superfície; e em elementos estruturais volumétricos.

II. Partindo-se das propriedades geométricas de elementos estruturais é possível afirmar que uma viga

consiste de um elemento de barra linear de eixo reto, normalmente disposto na horizontal, em que a flexão é preponderante.

III. Partindo-se das propriedades geométricas de elementos estruturais é possível afirmar que um pilar consiste de um elemento de barra linear de eixo reto, de seção transversal prismática, usualmente disposto na vertical, em que as forças normais de compressão são preponderantes.

IV. Partindo-se das propriedades geométricas de elementos estruturais é possível afirmar que uma coluna

consiste de um elemento de barra linear de eixo reto, de seção transversal circular, usualmente disposto na vertical, em que as forças normais de compressão são preponderantes.

Está correto o que se afirma em:

(a)

I apenas.

(b)

II apenas.

(c)

III apenas.

(d)

IV apenas.

(e)

I; II; III e IV.

afirma em: (a) I apenas. (b) II apenas. (c) III apenas. (d) IV apenas. (e) I;
afirma em: (a) I apenas. (b) II apenas. (c) III apenas. (d) IV apenas. (e) I;

EXERCÍCIO RESOLVIDO EX5.M1T3

De acordo com a figura ilustrada, avalie os itens que seguem:

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34
com a figura ilustrada, avalie os itens que seguem: 34 Figura. Representação de um elemento estrutural

Figura. Representação de um elemento estrutural para sistema de estrutura MLC.

I. A figura ilustra um exemplo de elemento estrutural denominado titante.

II. A figura ilustra a representação de um elemento estrutural linear de eixo reto, de seção transversal

circular, em que são preponderantes as forças normais de tração axial simples.

III. Em geral, os tirantes tratam-se de elementos estruturais que fazem parte colaborante em subsistemas

de contraventamento, em estruturas de madeira.

IV. Em geral, os tirantes tratam-se de elementos estruturais que fazem parte colaborante em subsistemas

de contraventamento, em estruturas metálicas.

V. Um tirante consiste de um elemento estrutural linear de eixo reto, em que são preponderantes as forças

normais de tração axial simples.

Está correto o que se afirma em:

(a)

I apenas.

(b)

II apenas.

(c)

III apenas.

(d)

IV apenas.

(e)

I; II; III; IV e V.

em: (a) I apenas. (b) II apenas. (c) III apenas. (d) IV apenas. (e) I; II;
em: (a) I apenas. (b) II apenas. (c) III apenas. (d) IV apenas. (e) I; II;
PROPOSTA DE PESQUISA 35   1) Como proposta de pesquisa sobre CONSEPÇÃO ESTRUTURAL e

PROPOSTA DE PESQUISA

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PROPOSTA DE PESQUISA 35   1) Como proposta de pesquisa sobre CONSEPÇÃO ESTRUTURAL e pré-dimensionamento

1) Como proposta de pesquisa sobre CONSEPÇÃO ESTRUTURAL e pré-dimensionamento simplificado de elementos estruturais de sistemas de “PÓRTICOS MLC” (MADEIRA LAMELADA COLADA), aplicado em ANTEPROJETOS ARQUITETÔNICOS de estruturas de Pavilhões, conforme os modelos indicados no item “3” desta apostila, recomenda-se pesquisar sobre os principais elementos constituintes no SISTEMA ESTRUTURAL GLOBAL destes modelos, através de pesquisas em diversas publicações que abordam temas deste assunto, tais como os livros de HEINO ENGEL; JULLIUS NATTERER; PETER & SCHEER; PFEIL & PFEIL; dentre outras publicações sobre MLC.

Recorda-se, que para pesquisas internacionais é comum se utilizar o termo em inglês “TIMBER GLULAM MEMBERS”, traduzido para a língua portuguesa em “Elementos Estruturais de Madeira Lamelada Colada” (MLC), traduzida de do inglês. E o termo “TIMBER GLULAM FRAME” traduzido para “Pórticos de Madeira Lamelada Colada”.

traduzido para “Pórticos de Madeira Lamelada Colada”. (a) Fonte: (HEINO ENGEL, 2003) Figura. Exemplos em
traduzido para “Pórticos de Madeira Lamelada Colada”. (a) Fonte: (HEINO ENGEL, 2003) Figura. Exemplos em
traduzido para “Pórticos de Madeira Lamelada Colada”. (a) Fonte: (HEINO ENGEL, 2003) Figura. Exemplos em

(a) Fonte: (HEINO ENGEL, 2003)

Figura. Exemplos em perspectivas genéricas de SISTEMAS ESTUTURIAS MLC:

(b) Fonte: (PFEIL & PFEIL, 2003)

(c) Fonte: (HEINO ENGEL, 2003)

(a) Perspectiva de SISTEMA ESTUTURAL com PÓRTICOS MLC tri-articulados, onde devem ser

obrigatoriamente contraventados, conforme indicações no esquema do desenho (b) apresentado por PFEIL & PFEIL (2003);

(b) Perspectiva de representação esquemática de terças e sistemas de contraventamentos verticais,

e inclinados nos planos das coberturas interligados ao SISTEMA ESTRUTURAL RETICULADO DE PÓRTICOS MLC tri-articulados apresentado por PFEIL & PFEIL (2003);

(c) Perspectiva de SISTEMA ESTRUTURAL com PÓRTICOS CURVOS MLC tri-articulados, onde devem

ser obrigatoriamente contraventados, conforme a mesmas indicações de contraventamento ilustradas no esquema do desenho (b) apresentado por PFEIL & PFEIL (2003).

O objetivo principal desta pesquisa é conhecer todos os elementos estruturais constituintes de um SISTEMA ESTRUTURAL DE PÓRTICO MLC.

Para isto, ao se analisar um desenho de detalhamento de SISTEMA ESTRUTURAL DE PÓRTICO MLC é fundamental saber identificar com muita clareza todos os seus elementos estruturais PRINCIPAIS e SECUNDÁRIOS do SISTEMA ESTRUTURAL GLOBAL.

identificar com muita clareza todos os seus elementos estruturais PRINCIPAIS e SECUNDÁRIOS do SISTEMA ESTRUTURAL GLOBAL.
identificar com muita clareza todos os seus elementos estruturais PRINCIPAIS e SECUNDÁRIOS do SISTEMA ESTRUTURAL GLOBAL.

Tais como:

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os elementos estruturais principais dos PÓRTICOS MLC;

os principais tipos de conectores e elementos de ligações usuais entre os elementos estruturais principais;

os elementos estruturais secundários do SISTEMA ESTRUTURAL GLOBAL, tais como:

as TERÇAS;

as BARRAS DE CONTRAVENTAMENTOS VERTICAIS;

as BARRAS DE CONTRAVENTAMENTOS NO PLANO DO TELHADO;

e os principais tipos de conectores e elementos de ligações usuais entre os elementos estruturais secundários.

2) SUGESTÃO DE APLICAÇÃO PRÁTICA EM PROJETO ARQUITETÔNICO DE PAVILHÃO MLC

Após o entendimento GLOGAL de todos elementos estruturais constituintes num SISTEMA ESTRUTURAL DE PÓRTICOS MLC e de ARCOS MLC, sugere-se idealizar um ANTEPROJETO ARQUITETÔNICO alinhado à adequada CONCEPÇÃO ESTRUTURAL, aplicando-se a associação de elementos estruturas reticulados de SISTEMAS ESTRUTURAIS MLC apresentados nesta apostila, integrando-se diversos elementos estruturais distintos num único projeto.

O ANTEPROJETO ARQUITETÔNICO dever estar alinhado adequadamente à CONCEPÇÃO ESTRUTURAL na associação entre os SISTEMAS ESTRUTURAIS MLC.

Observa-se que na elaboração de seu ANTEPROJETO ARQUITETÔNICO, todos os elementos estruturais de MLC deverão ser pré-dimensionados de acordo com as relações simplificadas apresentadas nesta apostila, ou em outra publicação desde que mencionada a REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA do autor, título e ano da publicação.

O ANTEPROJETO não deve conter mais do que três pavimentos.

Nos desenhos com detalhamentos básicos deverão ser identificados através de legendas todos os elementos estruturais constituintes no SISTEMA ESTRUTURAL GLOBAL, partindo-se do conceito da CONCEPÇÃO ESTRUTURAL aplicada no seu ANTEPROJETO ARQUITETÔNICO.

Para a idealização e criação de seu ANTEPROJETO o tema quanto ao uso da EDIFICAÇÃO DO PAVILHÃO é livre.

As dimensões em planta da EDIFICAÇÃO DO PAVILHÃO são livres, porém não deverão ultrapassar de 30 metros de vão por 60 metros de comprimento.

A FORMA ARQUITETÔNICA num contexto global da arquitetura também é livre, podendo-se constituir de elementos de barras reticuladas retas, inclinadas e/ou curvas, desde que respeitados corretamente a escolha e posicionamento de cada elemento estrutural PRIMÁRIO e SECUNDÁRIO, constituintes da estrutura, com os seus respectivos sistemas de contraventamento global, que devem ser previstos na CONCEPÇÃO ESTRUTURAL.

estrutura, com os seus respectivos sistemas de contraventamento global, que devem ser previstos na CONCEPÇÃO ESTRUTURAL.
estrutura, com os seus respectivos sistemas de contraventamento global, que devem ser previstos na CONCEPÇÃO ESTRUTURAL.