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FACULDADES INTEGRADAS DE TRES LAGOAS – AEMS

Curso de Engenharia Civil

CHARLENE MARQUES DA SILVA


IZIEL MARIANO CARDOSO
LIDIANE BASSO DE ALENCAR

ESCAVAÇÕES E SUAS INOVAÇÕES TECNOLÓGICAS

TRÊS LAGOAS
2016
Charlene Marques da Silva
Iziel Mariano Cardoso
Lidiane Basso de Alencar

ESCAVAÇÕES E SUAS INOVAÇÕES TECNOLÓGICAS

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao


curso de Engenharia Civil da faculdade Integrada de
Três Lagoas - AEMS, como requisito parcial para
obtenção de titulo de Engenheira Civil
Orientadora: Jaqueline Schiavinato Olivo.

Três Lagoas.
2016
CHARLENE MARQUES DA SILVA
IZIEL MARIANO CARDOSO
LIDIANE BASSO DE ALENCAR

ESCAVAÇÕES E SUAS INOVAÇÕES TECNOLOGICAS

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Curso


de Engenharia Civil das Faculdades Integradas de Três
Lagoas – AEMS como requisito parcial para obtenção do
título de Engenheiro Civil orientada pela Professora
Jaqueline Schiavinato Olivo

Aprovado em __________ de__________________ de __________.

Banca Examinadora

_________________________________ __________________
Jaqueline Schiavinato Olivo Assinatura

_________________________________ __________________
Fernanda Assinatura

_________________________________ __________________
Tainara Cristina Avila Assinatura
RESUMO

Este resumo precede o trabalho de conclusão de curso de Engenharia Civil, sendo de


caráter informativo, com o objetivo de demonstrar as diferenças entre a escavação mecanizada
e a escavação mineira, e porque cada vez mais as tecnologias são utilizadas neste tipo de obra.
Serão apresentadas as normas de segurança em escavação, com a apresentação do assunto e
de forma teórica buscando embasamento em leis como a Norma Regulamentadora 18 que
indica a Regulamentação Técnica de Procedimentos 03 e em livros disponibilizados na
biblioteca da instituição AEMS como Fundações Teoria e Prática, Compactação de Solos,
Mecânica dos Solos. Uma atividade considerada tão perigosa como a escavação pode ter
riscos minimizados com treinamentos ao trabalhador e mão de obra especializada, a
escavação é considerada um trabalho perigoso, porém é importante indicar um meio termo
onde a segurança do trabalhador e a execução de um projeto sejam desenvolvidos com
eficiência e segurança. Ao passar dos anos, o setor de construção civil evoluiu muito com
diversas inovações tecnológicas e a escavação e essa evolução será apresentada nesse
trabalho.

Palavras-chave: Regulamentação, Técnica, Segurança, Escavação.


ABSTRACT

This summary precedes the work of completion of civil engineering course, being
informative, in order to demonstrate the differences between mechanized excavation and
mining excavation, and as more and more technologies are used in this type of work. safety
standards excavation will be presented, with the presentation of the subject and theoretically
seeking foundation in laws such as the Norm 18 indicating Procedures Technical regulations
03 and books available in the library of AEMS institution as Foundations Theory and
Practice, compaction of Soils, Soil Mechanics. An activity considered as dangerous as the
excavation may have risks minimized with training to workers and skilled labor, the
excavation is considered a dangerous job, but it is important to indicate a middle ground
where worker safety and the implementation of a project to be developed efficiently and
safely. Over the years, the construction industry has evolved with several technological
innovations and the excavation and this evolution will be presented in this work
LISTA DE FIGURAS

Figura 1 - Maquina tipo Shovel modelo de 1865......................................................................10


Figura 2 - Perfuratriz Percussiva..............................................................................................11
Figura 3 - Perfuratriz Rotativa..................................................................................................11
Figura 4 - Perfuratriz Furo Baixo ou Manual...........................................................................11
Figura 5 – Estrada de Ferro.......................................................................................................12
Figura 6 – Trincheira a céu aberto ...........................................................................................16
Figura 7 – Escavação rasa.........................................................................................................18
Figura 8 – Escavação profunda.................................................................................................19
Figura 9 – Sapatas.....................................................................................................................21
Figura 10 – Blocos....................................................................................................................21
Figura 11 – Radier.....................................................................................................................22
Figura 12 – Sapata associada....................................................................................................22
Figura 13 – Viga de fundação...................................................................................................23
Figura 14 – Sapata corrida........................................................................................................23
Figura 15 – Bomba submersa....................................................................................................32
Figura 16 – Caminhão caçamba................................................................................................32
Figura 17 – Caminhão basculante.............................................................................................33
Figura 18 – Escavadeira Hidráulica..........................................................................................33
Figura 19 – Mini pá carregadeira..............................................................................................34
Figura 20 – Mini retro escavadeira...........................................................................................34
Figura 21 – Mini Escavadeira...................................................................................................35
Figura 22 – Moto niveladora.....................................................................................................35
Figura 23 – Pá carregadeira......................................................................................................36
Figura 24 – Perfuratriz hidráulica.............................................................................................36
Figura 25 – Retro escavadeira...................................................................................................37
Figura 26 – Rolo compactador..................................................................................................37
Figura 27 – Trator esteira..........................................................................................................38
1. INTRODUÇÃO ...................................................................................................................................6
1.1 JUSTIFICATIVA ................................................................................................................................7
1.2 MATERIAL E MÉTODOS ..................................................................................................................7
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ............................................................................................................8
2.1 A evolução histórica da escavação na construção civil ..................................................................8
2.2 Legislação da engenharia civil no Brasil .........................................................................................9
3. A HISTORIA DA ESCAVAÇÃO E SUA IMPORTANCIA PARA A CIVILIZAÇÃO. .................................... 10
4. NORMA REGULAMENTADORA 18 ................................................................................................. 13
4.1 Cuidados que devem ser tomados na escavação ....................................................................... 15
5. CONTEÇÕES NAS ESCAVAÇÕES ..................................................................................................... 18
6. ESCAVAÇÕES ................................................................................................................................. 20
6.1 Superficiais ou rasas .................................................................................................................... 20
6.2 Escavação profunda .................................................................................................................... 25
7. TÉCNICAS UTILIZADAS NA ESCAVAÇÃO MECANIZADA ................................................................. 28
7.1 Congelamento do solo ................................................................................................................ 28
7.2 Ar comprimido ............................................................................................................................ 29
7.3 Método do Caixão ....................................................................................................................... 29
7.4 O Método do Túnel Invertido (MTI) ............................................................................................ 30
7.5 Injeção de Compensação ............................................................................................................ 30
7.6 Método URUP – Ultra-rapidunderpass ....................................................................................... 30
7.7 Terraplaagem .............................................................................................................................. 31
8. EQUIPAMENTOS UTILIZADOS NA ESCAVAÇAo .............................................................................. 32
8.1 Bomba Submersa (submersível).................................................................................................. 32
8.2 Caminhão caçamba ..................................................................................................................... 32
8.3 Caminhão Basculante .................................................................................................................. 33
8.4 Escavadeira Hidráulica ................................................................................................................ 33
8.5 Mini pá-carregadeira ou Bob Cat ................................................................................................ 33
8.6 Mini retro escavadeira ................................................................................................................ 34
8.7 Mini Escavadeira ......................................................................................................................... 34
8.8 Moto niveladora ou Patrol .......................................................................................................... 35
8.9 Pá-carregadeira ........................................................................................................................... 35
8.10 Perfuratriz hidráulica (jumbo) ................................................................................................... 36
8.11 Retro escavadeira ...................................................................................................................... 37
8.12 Rolo Compactador..................................................................................................................... 37
8.13 Trator de Esteira ........................................................................................................................ 37
9. RISCOS EMINETES EM OBRAS DE ESCAVAÇÃO ............................................................................. 38
Acidentes nas escavações. .................................................................................................... 38
10. CURIOSIDADES SOBRE ESCAVAÇÕES......................................................................................... 40
11. CONSIDERAÇOES FINAIS ............................................................................................................ 42
12. REFERÊNCIAs ............................................................................................................................. 43
6

1. INTRODUÇÃO

Neste trabalho, será apresentada a modernização da operação de escavação ao longo


do tempo e buscando apresentar seus benefícios para a segurança de trabalhadores, da
população e do meio ambiente. No Brasil, os acidentes na construção civil são elevados, mas
com a qualificação dos profissionais e projetos adequados, este número pode ser reduzido. Na
escavação, uma das áreas mais perigosas na construção civil, não é diferente. Acontecem
acidentes graves por soterramentos principalmente por deslizamento de terras. Portanto, tendo
em vista o conhecimento do perigo eminente e de suas consequências, podemos demonstrar
que um método muito funcional em que os funcionários sejam devidamente instruídos, com
cursos constantes de capacitação onde a fiscalização e o planejamento são constantes, esse
perigo tende a diminuir.
O projeto deve ser bem feito avaliando cada local do terreno e lembrando que uma
escavação pode passar por diferentes tipos de solos em pouco espaço. Consciente de todos os
riscos que podem ocorrer no processo da escavação e que a empresa pode ser
responsabilizada criminalmente, fora os grandes custos que estes acidentes geram, a maior
parte das empresas já utilizam sistemas para minimizar os problemas decorrentes de acidentes
de trabalho tentando conciliar produtividade com qualidade.
Ainda existem muitos acidentes de soterramento principalmente em empresas de água
e esgoto, destacando-se as companhias de saneamento do país. O principal motivo para a
ocorrência de tais acidentes é a ausência dos sistemas de contenção do solo.
Ao longo da história da humanidade, buscando sempre melhorias na qualidade de
vida, são construídas edificações cada vez mais requintadas e de grandes portes, onde se
busca explorar ao máximo essas edificações, sendo assim avaliaremos os métodos mais
utilizados para as escavações. Conforme analisado, as escavações possuem suma importância
na evolução histórica da sociedade, e se tratando nesse trabalho acadêmico em específico, das
técnicas de escavações utilizadas na construção civil, nos arriscando a dizer que sem ela,
muito das maravilhas arquitetônicas espalhadas mundo afora, simplesmente não seriam
possíveis.
Este trabalho foi construído com o objetivo de demonstrar que as inovações
tecnológicas da escavação na construção civil tornaram-se muito mais rápida. Também foi
demonstrado que é possível encontrar métodos seguros para a realização das escavações em
7

diversos tipos de solo, e que os avanços na tecnologia vêm contribuindo de maneira


significativa na segurança do trabalhador.

1.1 JUSTIFICATIVA

A construção de tuneis deste setor de industrialização e o desenvolvimento não devem


estar associados com perdas e prejuízos para a saúde e segurança dos trabalhadores. Os riscos
que fazem parte de tais atividades, têm de ser administrados até se obter êxito em conservar a
integridade do trabalhador.
Este trabalho será realizado para a conclusão do curso de engenharia civil na faculdade
AEMS e sua importância encontra-se, principalmente, relacionada ao fato de serem estudados
e aplicados métodos de prevenção de acidentes do trabalho nas escavações, baseados nas
normas e documentos citados, detectando os fatores indesejáveis e também possibilitando a
formulação de sugestões e soluções para a eliminação e/ou redução destes acidentes.

1.2 MATERIAL E MÉTODOS


MATERIAL
Para a realização deste trabalho acadêmico buscamos base para a sustentação do
assunto em várias fontes, como: livros, periódicos, manuais, trabalhos de conclusão de curso e
tese de mestrado, e por meio eletrônico em sites especializados em engenharia civil.
Este trabalho foi feito sendo apoiado por documentos legais do Ministério do Trabalho
e Emprego (Normas Regulamentadoras – NR e Recomendação Técnica de Procedimento).
Lei 5.194 e decretos Decreto nº 23.569, NBR 9061/85 Segurança de Escavação a Céu Aberto
da ABNT. NBR 6122:2010 ou alterações posteriores. Inclusão dada pela Portaria MTE
644/2013

MÉTODOS
Foi feito o estudo das normas técnicas de segurança, apoiadas pelos documentos legais
do Ministério do Trabalho e Emprego (Normas Regulamentadoras – NR) e literaturas
existentes.
Foi realizada uma pesquisa bibliográfica – ênfase na consulta de livros para obtenção
de informações essenciais e de campo – com busca de dados in lócus, aplicação de
8

entrevistas, questionários, testemunhos, consulta a registros, além de observação direta do


problema identificado.
O Método de Pesquisa adotado será o descritivo ou de levantamento de dados. A
estratégia de pesquisa aplicada será a do estudo de caso, ou seja, o método de procedimento
será o do estudo de caso (método monográfico) – sobre a racionalização do trabalho
executado na fundação.

2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
2.1 A evolução histórica da escavação na construção civil

De acordo com Flores (2013), o primeiro engenheiro da história é Imhotep, um


funcionário do faraó Djoser, que coordenou o projeto e a construção da Pirâmide de Djoser,
uma pirâmide de degraus em Saqqara, por volta de 2630 a.C.-2611 a.C. Este é o primeiro
engenheiro registrado na história da humanidade. Moraes (2005) descreve que a Engenharia
Civil no Brasil iniciou suas atividades de forma não regulamentada no período colonial com a
construção de fortificações e igrejas.
Conforme dito por Tésio (2007) a evolução de um povo, nação ou civilização ao longo
da história é mostrada pelas riquezas culturais, com as quais são feitas suas construções. A
Arquitetura e a Engenharia Civil, desde os tempos mais remotos ditam o grau de tecnologia e
avanço cultural da sociedade. A Engenharia Civil no Brasil começou de forma singela. As
primeiras obras de porte “social” foram feitas por oficiais engenheiros e mestres pedreiros,
conhecedores da época, vinham com experiência passada por gerações, não possuíam
faculdade, portanto tinham apenas o conhecimento adquirido e mesmo assim estas obras
sobreviveram ao tempo para contar e deixar sua marca na história.
Na ideologia de Flores (2013) ao longo dos anos a engenharia vem se desenvolvendo e
a prova disto são as edificações que marcam a história das civilizações, como a construção
das pirâmides a.C., da torre Eiffel no século XIX e as construções do século XXI, que ficaram
para a posteridade, como o túnel base de São Gotardo.
A área de construção civil abrange toda a estrutura de obras. Estão incluídas nesta área
as atividades referentes funções de análise das etapas para realização de um projeto, execução,
manutenção e restauração de obras em diferentes segmentos como: edifícios, estradas, portos,
campo de aviação, canais de navegação, túneis, instalações prediais, obras de saneamento, de
fundações e de terra em geral, excluindo as atividades relacionadas as operações, tais como a
9

operação e o gerenciamento de sistemas de transportes, a operação de estações de tratamento


de água, de barragens, etc (BRASIL, 2000).

2.2 Legislação da engenharia civil no Brasil

No Brasil, a profissão de engenheiro civil é regulamentada desde o ano de 1933. Hoje


em dia, é regida pela Lei 5.194, de 24/6/1966. O uso da denominação de engenheiro civil é
exclusivo aos profissionais assim caracterizados na lei. O engenheiro legalmente habilitado só
tem permissão para trabalhar nesta carreira após registrar-se no CREA - Conselho Regional
de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de sua jurisdição. O registro profissional será
concedido ao interessado que comprovar sua graduação por curso brasileiro reconhecido pelo
MEC, cursos feitos fora do país exigem convalidação. O CREA emite a carteira profissional
com validade nacional, contendo o número do registro e a natureza do título.
De acordo com o site do planalto do governo o Decreto nº 23.569, de 11 de dezembro
de 1933 fica neste ano decretado que as profissões de engenheiro, de arquiteto e de
agrimensor serão fiscalizadas e regulamentadas, sendo que o artigo quinto estabelece o que
será exigido a estas profissões:
“Art. 5º - Só poderão ser submetidos ao julgamento das autoridades competentes e
só terão valor jurídico os estudos, plantas, projetos, laudos e quaisquer outros
trabalhos de engenharia, arquitetura e agrimensura, quer públicos, quer particular, se
os autores forem profissionais habilitados, de acordo com este decreto, e as obras
decorrentes desses trabalhos, também só poderão ser executados por profissionais
habilitados, na forma deste decreto”.

Após concluído o curso para exercer a profissão, o responsável precisa de registro


conforme artigo 10:
“Art. 10 - Os profissionais a que se refere este decreto só poderão exercer
legalmente a engenharia, arquitetura ou a agrimensura, após o prévio registro de
seus títulos, diplomas, certificados-diplomas e cartas no Ministério da Educação e
Saúde Pública ou de suas licenças no Conselho Regional de Engenharia e
Arquitetura, sob cuja jurisdição se achar o local de sua atividade”.
Sendo assim, existe uma necessidade de regulamentar a profissão para que os
profissionais possam fazer seu trabalho de maneira adequada e ser fiscalizado para o bem
comum da sociedade. O Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura – CREA, quer
garantir proteção as pessoas, sejam elas trabalhadores ou moradores de locais onde se tem
obras, e para isso é necessário ter um responsável pela mesma. Uma forma oficial de garantir
10

os serviços da obra é através da Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), que garante a


sociedade responsabilidade e competência de quem executa o trabalho, respeitando a ética
profissional e sendo compatível com as necessidades da população.
3. A HISTORIA DA ESCAVAÇÃO E SUA IMPORTANCIA PARA A CIVILIZAÇÃO.

Não existe registro sobre a primeira escavação feita pelo homem, até porque esta
atividade é realizada desde os primórdios da humanidade, mas em 1865 a escavação
mecanizada ganha espaço, pois a máquina tipo Shovel (figura 1) deixa de ser produzida por
apenas um fabricante e começa a ser produzida por várias empresas e como facilita muito a
movimentação da terra, tiveram grande aceitação principalmente na época pelas grandes
construções de ferrovias.

Figura 1 - Maquina tipo Shovel modelo de 1865

Fonte: machines, 2016.

O ato de escavar significa furar, ou desprender e retirar porções de terra, abrindo


buracos, cavidades em terrenos e retirada de terra excedente ou escavação e aterro para
nivelamento de terrenos. (PORTAL DA EDUCAÇÃO, 2013).
De acordo com Cintra e Aoki (2010), os túneis em rocha eram perfurados a ponteiro,
marreta e pólvora negra, pois ainda não existiam as perfuratrizes mecânicas e a dinamite não
havia sido inventada. As perfuratrizes são maquinas que vem desde a antiguidade e usando a
percussão e a rotação podem desfazer blocos de rochas. Hoje em dia, o uso dessas máquinas
são o principal modo para desmontar rochas. As perfuratrizes são diferenciadas pela sua
11

aplicação ou sua mecânica, sendo classificadas em três tipos: percussivas, percussivo-rotativa


e furo baixo.

Figura 2 -Perfuratriz percussiva.

Fonte: fragmentação de rocha, 2016.

Figura 3 -Perfuratriz rotativa

Fonte: fragmentação de rocha, 2016.


Figura 4 - Perfuratriz furo baixo ou manual.

Fonte: fragmentação de rocha, 2016.


12

A história da escavação no Brasil, segundo Silva (2006), começa com túneis


rodoviários abertos por volta de 1860. A obra mais importante do período foi a série de 15
túneis que ficou conhecida como Seção 2 da Estrada de Ferro Dom Pedro II, no Rio de
Janeiro (figura 5).
Figura 5 – Estrada de Ferro

Fonte: Estrada de Ferro Central do Brasil, 2016.


O início de uma grande obra depende de uma base muito bem construída, a escavação
é a técnica que possibilita a abertura de “valas” para a efetiva construção dessa base
pretendida, portanto ela se faz necessária em todos os tipos de edificações que conhecemos.
Além de ser utilizada na construção civil, a escavação também é utilizada para a extração de
minérios do subsolo, como o diamante e outros recursos naturais. As perfurações na superfície
da terra possibilitam, por exemplo, investigar o tipo de solo de uma região, para verificar se é
possível ou não construir alguma edificação naquela localidade ou região, ainda podendo
determinar qual o tipo de obra que poderá ali ser executada. As escavações também
proporcionam informações sobre o planeta Terra, no tocante a sua constituição, a maneira
como varia a temperatura em seu interior, ainda sendo utilizada na busca por fósseis
arqueológicos, entre outros. (MILITO, 2011).
De acordo com Fonseca (2014), utilizamos da técnica de escavação para nosso
conforto e bem-estar, ela faz parte da construção de nossas casas para a fundação ou a
construção de edifícios onde trabalharemos ou moraremos. A escavação é uma atividade
13

muito antiga e devido a sua importância não deixará de ser usada, pois precisamos da mesma
nas nossas necessidades primarias como implantação de redes coletoras de esgoto sanitários,
aberturas de ruas (escavações rasas), construção de túneis (escavações profundas) que
servirão para a implantação dos trilhos de VLT- veículo leve sobre trilhos, entre outros
diversos trabalhos em que a escavação se torna essencial.
A construção de valas, valetas, na realização dos trabalhos que citamos, é a etapa
inicial e demanda planejamento e uma boa execução. Podemos classifica-las como uma
“mini’ escavação, devido às suas proporções, porém para um bom resultado final na obra é
necessária sua perfeita execução. (NAKAMURA, 2014).

4. NORMA REGULAMENTADORA 18 E AS RECOMENDAÇÕES TECNICAS DE


PROCEDIMENTOS - RTP

Escavação é uma das atividades de maior risco da área de construção civil e para
disciplinar esta atividade o Ministério do Trabalho e Emprego (M.T.E.), criou a Norma
Regulamentadora de número 18 conhecida como NR 18.6. Esta regulamenta e normatiza a
atividade de escavação, estabelecendo os parâmetros para que ela possa ser desenvolvida de
maneira segura. A NR 18.35 também estabelece que deve ser seguida a RTP, Recomendações
Técnicas de Procedimentos, que foi aprovado pelo Comitê Permanente Nacional sobre
Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção – CPN.18.6.6.
Para preparação do projeto e execução das escavações a céu aberto, serão notadas as
condições exigidas na NBR 9061/85 - Segurança de Escavação a Céu Aberto da ABNT.
18.6.16. Na execução de tubulões a céu aberto, aplicam-se as disposições constantes no item
18.20 - Locais confinados. 18.6.20.1.
Na execução de escavações e fundações sob ar comprimido, deve ser respeitado o
disposto no Anexo no 6 da NR 15 - Atividades e Operações insalubres.18.6.20.
Toda escavação somente pode ser iniciada com a liberação e autorização do
Engenheiro responsável pela execução da fundação, atendendo o disposto na NBR 6122:2010
ou alterações posteriores. Inclusão dada pela Portaria MTE 644/2013.
Apesar dos dados e das medidas já mencionadas anteriormente, existem algumas
regras na construção que são de caráter obrigatórios na execução de escavação e de valas,
sendo que devem estar dentro das condições exigidas pela lei. Assim sendo, na ocasião em
que a vala atingir a profundidade de 1,25m adiante, é necessário fazer uma escora, além de
14

respeitar os ângulos dados ao talude natural, não devem ter materiais acumulados sendo eles
da escavação ou não nas proximidades das valas. Na ocasião onde isto não se torne possível,
deve ser feito um projeto para que haja precaução impedindo o deslizamento de paredes ou
que os materiais caiam nas valas. Como faz parte da norma geral, é obrigatório manter
distância de um meio da altura da escavação livre de carga ou de trajeto de veículos. Já para
as de profundidades de dois ou mais metros é necessária proteção agraves de guarda-corpo e
sinalizações estipuladas na legislação vigente. Se acontecer alagamento nas valas, é
obrigatório a reavaliação minuciosa e precisa do projeto antes de voltar a trabalhar neste setor
novamente, tem que ser feita a retirada da água não esperada assim evitando a instabilidade da
vala ou talude. Deve-se conferir os cortes e taludes de tempos em tempos, conforme
estipulados no projeto, assim será evitado os empuxos acidentais de veículos, martelos
pneumáticos etc. Cada equipe deve ter ao menos uma escada móvel, não pode inserir dentro
de valas maquinários ligados por motores a explosão que gerem gases como o monóxido de
carbono, a menos que estipulado em projeto e que esteja preparado o ambiente para a
exaustão do mesmo. Todos os trabalhadores de valas têm que estar informados diariamente
sobre seu trabalho e as medidas de segurança necessária para a sua proteção e de sua equipe,
deve ter informação real quanto a cada risco eminente no local e qual a medida de proteção
eficaz para cada risco específico. Ao iniciar o dia de trabalho, deve-se revistar as contenções
e, na ocasião em que houver interrupções na jornada de trabalho de um dia ou mais por
motivos de condições climáticas como chuvas, é necessário que o parâmetro da contenção vá
um pouco mais à frente no trecho a borda da vala, assim evitará a queda de materiais ou
objetos em seu interior. Normalmente a retirada das contenções acontece quando as mesmas
deixam de ser uteis sendo que são retiradas primeiro as da parte inferior do corte. O processo
de reaterro são tão minuciosos quando os de escavação, devendo ter os mesmos cuidados.
Tem que fazer a verificação se a área que deseja iniciar uma escavação é de proteção
ambiental ou se possui algum histórico de riscos de deslizamentos etc. (RTP).
O Ministério do Trabalho, através da Fundação Jorge Duprat de Figueiredo de
Segurança e Medicina do Trabalho - FUNDACENTRO, publicará "Recomendações Técnicas
de Procedimentos - RTP", após sua aprovação pelo Comitê Permanente Nacional sobre
Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção - CPN, visando subsidiar
as empresas no cumprimento desta Norma (FUNDACENTRO, 2002).
A NR 18 visa a segurança do trabalhador na construção civil e a NR 18.6 estabelece
parâmetros legais para que a escavação seja feita minimizando seus riscos o máximo possível
15

sendo assim a mesma estabelece que taludes acima de 1,25m devem ter estabilidade
garantida, além de escadas ou rampas para acesso aos trabalhadores em caso de saída de
emergência. Com a possibilidade de vazamento de gás ou de infiltração o local deve ser
monitorado e ventilado adequadamente, em caso de vazamento deve ser acionado o alarme
sonoro e visual. E obrigatória sinalização de advertência e barreira de isolamento em todo o
perímetro da escavação, inclusive advertência noturna, deve haver sinalização para os
trabalhadores. (BRASIL, 1978).
Tubulações, túneis, galerias ou escavações profundas de pequenas dimensões, cuja
frente de trabalho não possibilite perfeito contato visual da atividade e em que exista trabalho
individual, o trabalhador deve estar preso a um cabo-guia que permita, em caso de
emergência, a solicitação ao profissional de superfície para o seu rápido socorro.
(FUNDACENTRO, 2002).
Na NR 18.6 normatiza a regra que em todos estabelecido devem ter áreas de trabalho
limpas, e que haja cuidado com as edificações vizinhas para que as mesmas não sejam
afetadas pela escavação, também estabelece que é obrigatório um responsável técnico
legalmente habilitado, dever ser verificado a distância mínima dos materiais retirados da
escavação que deve ficar a pelo menos metade da distância da profundidade da escavação a
partir da borda do talude. (BRASIL, 1978).

4.1 Cuidados que devem ser tomados na escavação

De acordo com Cintra e Aoki (2010), é um conceito ultrapassado considerar que os


fatores de segurança prescritos em normas garantam a ausência de risco de ruína. Eles
indicam usar a probabilidade de ruína da fundação através da análise de confiabilidade.
Alegam ser um mito o risco zero na construção civil, e que os contratantes da obra, assim
como todos envolvidos, devem estar cientes de que a engenharia civil é uma atividade de
risco. Em alguns países, como do hemisfério norte as normas já exigem a probabilidade de
ruina da estrutura e nos países europeus se chama Eurocode.
Todas as normas de segurança referente a escavações são aplicadas em grandes ou
pequenos projetos, tendo em vista que o objetivo é garantir condições de segurança, para a
realização das atividades no local. O escoramento de valas é um serviço frequentemente
16

utilizado em obras de saneamento, drenagem, construção de redes de gás e oleodutos, A


execução de valas serve também para assentamentos de tubulações de água, esgoto ou
drenagem urbana para evitar desmoronamentos e manter estáveis os taludes das escavações.
São definidos os tipos de escavação com medidas preventivas e sinalização,
dimensionamento, posicionamento e preparo do fundo da vala, escavação, escoramento,
esgotamento e o reaterro da vala e recomposição do pavimento. (NAKAMURA, 2014).
Almeida (2005) cita que o responsável pelo projeto de estruturas de contenção,
normalmente não tem muito contato com a parte que executa o projeto. E lembra que sobre os
empuxos que são gerados no solo existem várias condições que os afetam, desde método de
construção e a qualidade do trabalho que pode ser envolvido de maneira manual. É necessária
a análise das paredes de contenção pelo método unidimensional evolutivo e deve ser incluída
as considerações de efeitos de temperatura.
Antes de pensar em ligar uma escavadeira, é importante que engenheiros estudem toda
a natureza ecológica da área e a resistência do solo que será escavado com muita atenção,
cuidado e responsabilidade. Também é preciso analisar se há interferências de infraestrutura
de serviços públicos, como água, luz e esgoto, que possam prejudicar as áreas próximas à
construção. Além do fato de que uma escavação não acontece em um setor isolado, por isso
deve ser feito uma análise preliminar nas edificações vizinhas. Essa sondagem pode ser feita
através de escavação de trincheiras transversais ou emprego de equipamentos de detecção de
metais. Se houver tráfego próximo à escavação, ele tem de ser desviado por sinalizadores
luminosos de acordo com a legislação apropriada. Devem também ser construídas pelo menos
duas vias de acesso, sendo uma exclusiva à pedestre e outra apenas a maquinários e veículos
pesados. (DEGRAUS, 2015).
Figura 6 - Trincheira a céu aberto

Fonte: dreamstime, 2016.


Segundo Almeida (2016), antes de começar qualquer trabalho que envolva escavação
é preciso considerar todos os perigos relacionados com tal tarefa, incluindo o
desmoronamento das valas, a queda de pessoas e veículos nas escavações além da
17

possibilidade de destruição de estruturas existentes nas proximidades. Em seguida devem ser


implantadas as medidas preventivas para que o trabalho corra de maneira segura. Deve
proceder-se a localização e a sinalização de todos os trabalhos subterrâneos, devendo ser
tomadas todas as precauções necessárias para evitar acidentes e assegurar que todos os
materiais adequados para escorar as escavações estão disponíveis no local e assim verificar
que existe um método seguro para colocar e remover o material de escoramento. É necessário
efetuar inspeções diárias de forma a assegurar que as medidas preventivas necessárias
continuem a ser implementadas.
Em casos específicos e em situações de risco, deve ser solicitada a orientação técnica
das concessionárias quanto à interrupção ou à proteção das vias públicas. O encarregado
técnico deve mandar ao CREA e aos donos das propriedades vizinhas cópias dos projetos que
serão executados, inclusive as técnicas que serão utilizadas e os horários que devem ser
escavados. É indicada a monitoração de todo o procedimento de escavação, sendo que o
objetivo é observar os locais que apresentam instabilidades sendo generalizada ou local,
observação se há trincas formando ou se existem deformações em edificações e instalações
vizinhas acontecendo neste período, além das áreas de trabalho que devem estar
constantemente limpas, não podendo ter sobras da escavação ou quaisquer restos sólidos.
(BRASIL, 1978).
É obrigatória a construção de passarelas para locomoção de veículos diversos sendo
que a largura mínima é de 4 metros e deve ser protegida através de guarda corpo. Em caso de
fogo, deve haver proteção à projeção de partículas e um responsável pelo armazenamento e
preparação e detonação. Para a detonação e obrigatório o alarme sonoro. (BRASIL, 1978).
Em escavação, canteiros ou vias públicas, torna-se regra obrigatória utilizar de
sinalizações diversas como as de advertências além de se criar dispositivos com barreiras para
o isolamento. A circulação de carros nos arredores das escavações tem que ser afastada a
outro lugar além da implantação de dispositivos que façam os motoristas reduzirem a
velocidades nestes pontos. Os tipos de sinalizações mais utilizados são cones, fitas, placas de
advertência, pedestal com iluminação, tapumes, bandeirolas, grades de proteção, além dos
sinalizadores luminosos (BRASIL, 1978).
18

5. CONTENÇÕES NAS ESCAVAÇÕES.

As escavações e contenções englobam uma série de obras de engenharia que tem


recebido atenção de maneiras diferentes em várias publicações as que se consideram merecer
destaque como: muros de arrimo, valas e contenções de encostas e taludes (HACHICH e
FALCONI, 2002).
Para se seguir com uma escavação, deve ser feita uma análise preliminar com a análise
crítica do perfil geológico – geotécnico e análise de comportamento provável do solo, tendo
em vista sua formação geológica e suas características de resistência e deformabilidade, diante
da descompressão causada pela escavação, ainda deverão ser analisados o efeito da água, o
nível de deformação e tensões bem como de outros fatores, tais como o eventual rompimento
de adutoras ou outros acidentes possíveis. (HACHICH e FALCONI, 2002).
A análise e o projeto do sistema de contenção envolvem a determinação do
carregamento, dos esforços solicitantes, o dimensionamento dos elementos de contenção e
verificação complementares aplicáveis a cada caso específico, que geram o empuxo de terra
devido à descompressão da escavação e às sobrecargas externas e o empuxo causado pela
força da água, devem ser calculados através da fórmula de Rankine. (HACHICH e
FALCONI, 2002).
As fundações são convencionalmente separadas em 2 grandes grupos: fundações
superficiais (ou “diretas”), por nós neste trabalho chamada de escavação rasa e fundações
profundas. (VELLOSO E LOPES, 2010).

Figura 7 - Escavação rasa

Fonte: mobilize, 2016.


19

Figura 8 - Escavação Profunda

Fonte: Irmãos gomes, 2016.

A fundação profunda é o elemento de fundação que transmite a carga ao terreno pela


base (resistência de ponta), por sua superfície lateral (resistência de fuste) ou por uma
combinação das duas, e que está assente em profundidade superior ao dobro de sua menor
dimensão em planta, e no mínimo 3 m, salvo justificativa. (BRASIL, 1996)
E chamado de “escavações ou desmonte de rochas” a junção de várias técnicas para
que sejam feitas escavações mecânicas tenho também a ajuda de explosivos, instrumentos e
obras que auxiliem as escavações, desmonte, fragmentar ou fazer cortes maciços e blocos de
rochas, com o objetivo de atender a projetos civis ou a projetos de produção de mineração.
(GERALDI, 2011).
De acordo com Silva (2008), a escavação visa à retirada de solo de determinado
terreno para se alcançar a profundidade desejada ou cota para utilização de determinada
região. É um serviço indispensável a qualquer obra, seja lá qual for sua necessidade e tem as
seguintes características: quantidade de solo a ser removido, local a ser escavado, dimensão
da escavação, tipo de solo a ser escavado, destinação do material retirado.
20

6. ESCAVAÇÕES
6.1 Superficiais ou rasas

É classificada como escavação rasa aquela que não ultrapasse três metros de
profundidade normalmente utilizada para a construção de rodovias, ruas, avenidas e ainda
rasas utilizadas em construções residenciais chamadas de fundações. As fundações rasas
apoiam-se sobre o solo a uma profundidade consideravelmente pequena em relação ao solo
ambiente, sendo assim, edificações com dois subsolos, são classificadas rasas.
Para a execução destas escavações, a utilização de força de trabalho humana é adotada
na maioria dos casos, principalmente em pequenos projetos de construção (residenciais),
devido à dominação das cargas leves que é designada. Dois tipos bem comuns, se tratando de
fundações, de escavação rasa é o baldrame e a sapata. A construção de rodovias no Brasil, se
difere da construção residencial, pelo fato de que nas rodovias a utilização de máquinas para a
realização do serviço é mais empregada do que a mão de obra humana.
Dos ensaios geofísicos, o mais importante para a engenharia de fundações é o ensaio e
“Cross-Hole”. É através desse ensaio que se obtém o valor do módulo de cisalhamento
máximo G0 , assim como sua degradação com o aumento das deformidades cisalhantes. É
considerado hoje o principal parâmetro geotécnico para estudos racionais das características
de rigidez dos solos. (RODRIGUES, 2012).
Elementos de fundação rasa são os que a carga é transmitida ao terreno,
predominantemente pelas pressões distribuídas sob a base da fundação, e em que a
profundidade de assentamento em relação ao terreno adjacente é inferior a duas vezes a menor
dimensão da fundação. Incluem-se neste tipo de fundação as sapatas, os blocos, os radier, as
sapatas associadas, as vigas de fundação e as sapatas corridas (NBR 6122).
A escavação de fundações superficiais acontece em algum dos tipos de fundação rasas
detalhadas abaixo, segundo a NBR 6122:
a) Sapata: elemento de fundação superficial de concreto armado, dimensionado de
modo que as tensões de tração nele produzidas não sejam resistidas pelo concreto, mas sim
pelo emprego da armadura. Pode possuir espessura constante ou variável, sendo sua base em
planta normalmente quadrada, retangular ou trapezoidal.
21

Figura 9 – Sapatas.

Fonte: escola engenharia, 2016.

b) Bloco: elemento de fundação superficial de concreto, dimensionado de modo que as


tensões de tração nele produzidas possam ser resistidas pelo concreto, sem necessidade de
armadura. Pode ter suas faces verticais, inclinadas ou escalonadas e apresentar normalmente
em planta seção quadrada ou retangular.

Figura 10 –Blocos.

Fonte: escola engenharia, 2016.

c) Radier: elemento de fundação superficial que abrange todos os pilares da obra ou


carregamentos distribuídos (por exemplo: tanques, depósitos, silos, etc.).
22

Figura 11 - Radier:

Fonte: escola engenharia, 2016.

d) Sapata associada ou radier parcial: sapata comum a vários pilares, cujos centros, em
planta, não estejam situados em um mesmo alinhamento.

Figura 12 -Sapata associada:

Fonte: slideplaye, 2016.

e) Viga de fundação: Elemento de fundação superficial comum a vários pilares, cujos


centros, em planta, estejam situados no mesmo alinhamento.
23

Figura 13 - Viga de fundação:

Fonte: vigas de fundações, 2016.

f) Sapata corrida: sapata sujeita à ação de uma carga distribuída linearmente.


Figura 14 -Sapata corrida:

Fonte: escola engenharia, 2016.

O controle de qualidade das fundações deve iniciar-se pela escolha da melhor solução
técnica e econômica, passando pelo detalhamento de um projeto executivo e finalizando com
o controle de campo da execução do projeto. A fundação direta nesse sentido, faz-se uma
24

opção interessante, pois, para a sua execução, não é necessário o emprego de equipamentos e
de mão de obra especializada, bastando para tanto uma equipe composta de serventes,
carpinteiros e armadores, fatores que tornam a fundação rasa atraente no que se refere ao
aspecto econômico (JOPPERT, 2011).
A escolha correta de uma solução de fundações deve passar necessariamente por uma
criteriosa análise técnica e econômica de várias alternativas, devendo ser ponderadas variáveis
tais como: condições das edificações vizinhas à obra, geotécnica local, viabilidade executiva e
existência de mão de obra especializada para a execução da solução definida, sob pena de se
tornar um projeto mal executado. (JOPPERT, 2011).
A fundação rasa de uma edificação tem o seu custo variando entre 3% e 7% do custo
total do empreendimento. Apesar disso, erros conceituais de projetos e vícios executivos
podem acarretar custos diretos e indiretos elevadíssimos, desde reforços e recuperação
estrutural até ações jurídicas de consequências imensuráveis, por esses fatores deve ser uma
fase muito bem executada da obra. (JOPPERT, 2011).
Declinaremos na especificidade da construção de rodovias ao tratar da temática
escavação rasa, a primeira etapa da obra escolhida como objeto de estudo deste tópico, muitas
vezes acontece de forma bem sútil, não ultrapassando mais que poucos centímetros de
profundidade na sua execução. Por sua vez após essa etapa, é de suma importância à
realização da segunda etapa, tão importante quanto a primeira, denominada compactação do
solo, que é entendida como ação mecânica por meio da qual se impõe ao solo uma redução do
seu índice de vazios, decorrentes da expulsão do ar do seu meio, quando submetido a uma
compressão. (TRINDADE, 2008).
Entende-se por pavimento a estrutura construída sobre um terreno de fundação
(subleito), a qual deverá resistir à ação das cargas de roda dos veículos e às ações do tempo
(variação térmica e higrométrica). O pavimento é composto de várias camadas, com
finalidades específicas, as quais podem ser: Camada de Revestimento (CR), de Base (B) se
sub-base (SB) e de Reforço do Subleito (Ref.) e a escolha desse item deve-se ao fato de que o
outro exemplo de escavação rasa que trataremos neste trabalho acadêmico é a pavimentação
asfáltica, mais especificamente a compactação de solo e preparação par o recebimento desse
material. (SILVA, 2005)
Segundo CAPUTO (1975), entende-se como compactação de um solo, o processo
manual ou mecânico que visa reduzir o volume de seus vazios e, assim, aumentar sua
25

resistência, tornando-o mais estável. Em geral, existem cinco fatores para a compactação de
um solo:
Aumentar resistência à carga;
Eliminar recalque do solo ou qualquer outro dano;
Aumentar sua estabilidade ou dar a ele estabilidade;
Redução do teor de umidade ou água com filtragem ou drenagem;
Expulsão de ar.
Essa técnica é empregada em diversas obras de engenharia, como os aterros para
diversas utilidades, as camadas constitutivas de pavimentação, a construção de barragens de
terra, preenchimento dos espaços atrás de muros de arrimo e reenchimento das inúmeras
valetas que se abrem diariamente nas cidades, e para tal são utilizados os métodos abaixo
descritos. (PINTO 2006)
Para se compactar um solo, geralmente são aplicados esforços, como: vibração,
impacto, amassamento e pressão. Estes diferentes tipos de esforço são encontrados nos dois
tipos principais de força de compactação: estático e vibratório, Força estática é simplesmente
o peso próprio da máquina aplicado sobre a superfície do solo, comprimindo suas partículas.
A única maneira de modificar a força efetiva de compactação é pela adição ou subtração do
peso da máquina. O nível desejado de compactação é mais bem alcançado pela combinação
do tipo de solo com o método de compactação adequado. Outros fatores devem ser
considerados, tais como: especificações de compactação e condições do local da obra.
Os Compactadores, fornecem uma alta força de impacto, fazendo deles uma excelente
escolha para solos coesivos e semi-coesivos. A faixa de frequência é de 500 a 750 golpes por
minuto, eles sua força a partir de um pequeno motor a gasolina ou diesel que aciona um pistão
grande preso a dois jogos de molas. O compactador tem uma inclinação para a frente, que lhe
permite deslocar-se adiante. Compactadores abrangem três tipos de compactação: impacto,
vibração e amassamento.

6.2 Escavação profunda

Antigamente nas escavações de tuneis era necessário que fossem executadas pequenas
galerias, para que após as mesmas fossem juntadas formando a etapa de alargamento. De
acordo com Ferraz, 1994, todas as etapas eram trabalhosas, perigosas e difíceis além de
complexas, sendo necessária superabundância em madeira para o serviço de escoramento,
26

deixando difícil ou impossível colocar equipamentos mecânicos que normalmente são


grandes. Como as madeiras ocupavam todos os lugares, ficava impossível já que restava
pouco espaço. O revestimento sempre foi feito através de etapas, primeiro retira-se o
escoramento e utiliza-se alvenaria sendo elas de pedras ou uma segunda opção de tijolos,
podendo ter até 2m em espessura. E mesmo com toda essa tática ainda havia rompimento do
revestimento graças a ação da carga do maciço, já que havia movimento para selar o espaço
do vão e da superfície escavada. E pela demora no serviço existia ainda um problema que
ninguém poderia controlar o tempo, se ocorresse chuva a situação se tornava desfavorável
(FERRAZ, 1994).
Segundo Concilia (2012), é correto afirmar, portanto, que o desenvolvimento
tecnológico da escavação mecanizada começou nos anos 1960 e cresceu rapidamente, graças
ao contínuo progresso tecnológico e a evolução da área geotécnica. O avanço aconteceu em
direção às duas condições extremas para a aplicação do método: no caso de condições
geomecânicas difíceis, em termos de estabilidade da frente de trabalho e no caso de escavação
em formações rochosas, com presença de rochas abrasivas e elevada resistência mecânica.
As novas técnicas são baseadas na preservação e na manutenção da estabilidade dos
maciços em escavação, através da aplicação imediata de tratamentos e revestimentos
primários, promovendo uma maior segurança para as escavações em andamento e,
consequentemente, uma maior produtividade nas frentes de trabalho. A escavação em rocha
por si só configura uma atividade bastante complicada que demanda muita energia mecânica.
Além disso, o fato da escavação ser subterrânea torna a logística da sua realização ainda mais
complexa. Para garantir a segurança das equipes durante as escavações nesse serviço, é
imprescindível o emprego de equipamentos de grande e pequeno porte para a realização deste
trabalho. (GERALDI, 2011).
As escavações mecanizadas são cada vez mais comuns e competem, econômica e
tecnicamente, com as escavações a fogo tradicional. A grande velocidade do avanço e a
eliminação do desconforto ambiental, provocado pelas detonações, constituem vantagens
adicionais importantes (FRANCIS, 1998).
Com o avanço da tecnologia, inovações vêm surgindo na área da escavação de rochas,
com o desenvolvimento de novos explosivos, equipamentos e acessórios, com objetivo de
aumentar a produtividade e reduzir impactos negativos. Diante dessa situação, percebe-se a
importância do conhecimento e esclarecimento de tal atividade que ocorre nos canteiros de
obra dessas construções, de modo a reduzir impactos negativos gerados. (GERALDI, 2011).
27

Nas escavações profundas, que tem como exemplo norteador deste trabalho a
escavação de túneis, a primeira etapa deve ser de investigar as condições geológicas em
relação ao solo que será escavado, elas irão proporcionar as informações gerais necessárias na
área de geologia onde deve ser feito o empreendimento e estas orientarão todo o processo de
escavação que será realizado naquela área. Atualmente, a área de mineração ou a de grandes
construções civis, as escavações subterrâneas (em rochas) vêm sendo extremamente utilizada
em todos os locais do mundo. (GERALDI, 2011)
Hoje em dia, para a escavação de túneis em rocha, ainda predominam as técnicas da
metodologia tradicional, denominada mundialmente como metodologia D&B –Drill and Blast
(perfuração e detonação), metodologia esta composta por enumeras etapas que devem ser
executadas em ordem, tendo seu ciclo totalmente definido para o sucesso do processo.
(MASCARENHAS, 2014)
O método Drill and Blast é econômico, por isso é um dos mais usados em túneis
rodoviários, ferroviários e metroviários, além de obras de adução, mineração e de poços. O
seu método é de detonação de explosivos nas frentes de escavação de túneis em maciços
rochosos. Pelo uso de explosivos é exigido um alto detalhamento na segurança do local, além
de continuo monitoramento pelas vibrações e danos que podem ocorrem em estruturas do seu.
Neste método de escavações, devem-se considerar fatores quando ocorre a escavação acima
do lençol freático, onde o solo tem contato direto com o ar. (ZANELATO 2003)
É necessário outro tipo de análise para a escavação abaixo do lençol freático. A água
corre para dentro da área escavada preenchendo os vazios crescentes do solo adjacente e
aumentando a sua pressão, devido ao aumento do teor de água no solo, provocando, desta
forma, a sua rápida desintegração. É uma diferença muito grande no método de escavação
acima do lençol freático e abaixo havendo grandes mudanças de cálculo. (ZANELATO 2003)
Outro método muito utilizado na construção de tuneis é o método NATM (New
Austrian Tun- ne-lling Method), este método surge após se observar a dificuldade da
escavação com escoramento de madeiras, tendo vantagens de que o método se adapta a seção
que será escavada, e pode ser alterado em qualquer ponto, tendo em vista que a geométrica da
escavação não é precisa e que o tipo de solo muda, faz parte deste método a utilização de
químicas e cimento e se necessário o rebaixamento do lençol freático. O método NATM vai
se adaptando conforme a escavação assim ele faz a distribuição das tensões máximas de
melhor maneira, evitando a desagregação do maciço. Desta forma, o método NATM tem sido
amplamente utilizado na escavação de túneis, tanto para solo como para rocha. Porém, no
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caso da escavação de túnel subterrâneo em rocha pelo NATM, quando se realiza desmontes
de rocha a fogo, a atividade também gera impactos negativos como vibrações, impactos
sonoros e os próprios riscos inerentes a obras subterrâneas que podem afetar a integridade dos
que se encontram nas proximidades. Todo o avanço tecnológico que envolveu a criação de
máquinas e utilização de produtos químicos pesados fez com que a escavação se tornasse uma
tarefa um pouco mais fácil. Nem sempre foi assim, mesmo em um passado não tão distante,
os mineiros costumavam usar as ferramentas mais básicas e eficazes a sua disposição,
escavando a terra e cavando poços e minas, com resultados, na maioria das vezes desastrosos.
Muitas das ferramentas pioneiras de mineração foram transformadas em equipamentos usados
atualmente.

7. TÉCNICAS UTILIZADAS NA ESCAVAÇÃO MECANIZADA

Abaixo são citadas algumas das técnicas mais utilizadas em escavação mecanizada:
7.1 Congelamento do solo
O processo de congelamento foi inventado há mais de cem anos, sendo usado
inicialmente na construção de poços. Nos últimos 30 anos, as investigações foram no sentido
de explorar as propriedades térmicas e mecânicas do solo congelado. Neste período, o
congelamento de solo passou a ser utilizado cada vez mais para escavações em solo. A técnica
atual utiliza nitrogênio líquido para congelamento. (KOCHEN, 2010).
O processo consiste em retirar o calor e a umidade natural do solo, características que
colocam em risco os trabalhos de escavação, e congelá-lo através de um intenso processo de
refrigeração. São utilizados dois métodos de congelamento, o fechado e o aberto. A principal
diferença entre ambos está no tempo que é gasto para o congelamento. No fechado é possível
congelar um determinado volume de solo em um período de três a quatro semanas, já no
método aberto o mesmo volume pode ser congelado em um período de 5 a 7 dias.
(REZENDE, 2013).
Na técnica fechada utiliza-se geralmente a salmoura, uma solução de água saturada
com sal. Há uma central elétrica de resfriamento que mantém a solução a uma temperatura de
aproximadamente -36 ºC. A salmoura percorre o solo através serpentinas que são instaladas
no interior de todo o volume de solo que se deseja congelar e a partir da circulação da solução
que será constantemente resfriada pela central, obtém-se um solo de alta coesão e
estanqueidade. (REZENDE, 2013).
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A técnica aberta consiste na aplicação de uma substância, geralmente nitrogênio, que


pode atingir a uma temperatura de até -196 ºC. O Nitrogênio provoca um choque térmico nas
águas subterrâneas que fazem parte do solo em tratamento. Assim como a técnica fechada, a
técnica aberta também faz uso de serpentinas, porém há a diferença de que nesta técnica há
consumo e descarga do insumo, ao contrário da técnica fechada, onde se consome apenas
energia elétrica. (REZENDE, 2013).

7.2 Ar comprimido
Esse é o método recomendado para solos com presença de lençol freático sem
possibilidade de esgotamento, devido ao risco de desmoronamento das paredes do fuste. Os
problemas durante a execução de tubulões a ar comprimido, estão relacionados à segurança
dos operários durante a compressão e descompressão da campânula. Por isso, esse tipo de
fundação é adotado apenas para construção de pontes, viadutos e obras com grandes
carregamentos. O engenheiro de obra deve estar atento aos procedimentos de entrada e saída
dê acordo com o equipamento. (TÉSIO, 2007).
A possibilidade de emprego do sistema de ar comprimido é bastante flexível. Sua
utilização ainda será possível quando o rebaixamento do lençol freático, mesmo com bombas
a vácuo, não é suficiente, ou seja, na drenagem da frente de trabalho ou, pelo menos, dos dois
terços superiores da mesma. Este sistema é também menos sensível às variações de solo em
camadas consecutivas. Com o emprego destas técnicas consegue-se elevado fator de
segurança no trabalho. ZANELATO, 2003
Pretendendo-se executar um tubulão num terreno onde haja muita água, o esgotamento
da escavação, por meio de bombas, é difícil, além do que é inexequível a construção da base
abaixo do nível d’água, devido ao perigo de desmoronamento do solo. Estes obstáculos são
vencidos com o uso do tubulão pneumático, o qual mantém a água afastada da câmara de
trabalho por meio de ar comprimido. (CAMERA, 2013).

7.3 Método do Caixão


O uso deste conceito compreende uma escavação no fundo do rio, formando o teto do
túnel proposto. As gaiolas de armação são colocadas em trechos da escavação. A seguir é feita
a concretagem submersa do teto, com uma espessura de aproximadamente 60 cm, dependendo
do tamanho do túnel. A seguir, toda a área sob a laje de concreto é tratada com jet-grouting,
para melhorar o solo com vistas à futura escavação do túnel. Um aprimoramento deste método
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desenvolvido recentemente é o chamado “Método do Caixão”. O conceito é baseado na


criação de um “caixão” por meio da instalação de paredes laterais e laje de teto impermeável.
(SAUER, 2003)

7.4 O Método do Túnel Invertido (MTI)


O Método do Túnel invertido, um método semi vala-a-céu-aberto, consiste em uma
laje de teto pré-instalada de concreto, com ligações para um túnel raso. Isto permite uma
escavação segura sob esta laje de proteção este método pode também ser aplicado em
formações arenosas saturadas de água. Os principais problemas de se construir uma vala
nestas condições é o controle da água, e a manutenção do teto e piso estáveis enquanto a
estrutura avance por dentro das paredes diafragmas. Uma alternativa aos métodos atuais de
tratar o fundo com jetgrouting ou injeção química entre as diafragmas é usar um conceito de
drenagem localizada entre paredes diafragmas impermeáveis. Por meio da colocação imediata
de um arco invertido impermeável, em concreto projetado, por etapas e construído o mais
próximo possível junto à face de escavação, a infiltração de água é reduzida a um mínimo.
(GEOCOMPANY, 2016).

7.5 Injeção de Compensação


Em áreas urbanas, deformações na superfície (recalques) causam problemas
ambientais sérias. Os recalques não podem ser evitados mas podem ser minimizados e/ou
compensados por injeções de compensação, próximas a estruturas subterrâneas. As injeções
de compensação foram aplicadas com sucesso em um grande número de cidades em todo o
mundo. Uma das aplicações mais recentes foi em Londres, durante a construção da extensão
da Linha Jubilee, 1992-1998 (GEOCOMPANY, 2016).

7.6 Método URUP – Ultra-rapidunderpass


A abertura de túneis viários pelo método não destrutivo ultra-rapidunderpass (Urup)
dispensa poços verticais para a máquina shield acessar a escavação. Com o Urup, a escavação
começa e termina ao nível do solo: o shield é lançado na superfície, avança em uma curva
vertical, percorre todo o subsolo escavando o túnel e atinge o ponto de chegada, no outro
extremo, também ao nível da superfície. (VALENTE, 2013).
A escavação começa com o shield descendo em uma curva vertical até atingir o ponto
mais aprofundado da escavação e segue em nível - desde que, é claro, o projeto do túnel não
31

preveja desníveis ao longo do percurso. A injeção de lubrificante pode ser feita durante todo o
trecho de abertura do túnel. As técnicas e os sistemas usados para controle direcional durante
a escavação são os mesmos utilizados nos MND convencionais: o uso articulado ou seletivo
das cabeças de escavação se encarrega de garantir o direcionamento da frente de escavação.
Finalização da escavação é com a saída da máquina no nível do solo, em uma curva vertical
ascendente. O procedimento é mais simples e menos crítico do que o lançamento da máquina.
Nota-se a sublevação do solo quando o shield se aproxima da superfície. (VALENTE, 2013).

7.7 Terraplaagem
Atualmente na área da terraplanagem, o método mais utilizado é do de escavação
mecânica removendo o solo através de maquinários para terraplenagem e escavação onde
existe no transporte mais de um maquinário envolvido.
Neste setor os tratores e vários outros maquinários que são usados na terraplanagem de
superfície. (VALENTE, 2013).
Algumas táticas de escavação hidromecânicas usam maquinários de terraplanagem.
Alguns exemplos são escavadoras hidráulicas, que trabalham com a massa de terras a pressão
de um jacto de água, ou de dragas de sucção, que sugam o solo juntamente com a água. Com
a utilização desse tipo de equipamento, todos os três elementos de terraplenagem (escavação,
transporte e empilhamento do solo) são combinadas em uma operação contínua, o que
proporciona a elevada eficiência do método. Métodos de combinação de escavação, tais como
a utilização do método mecânico, em conjunto com os métodos de detonação ou
hidromecânico, são também empregados. A escolha do método de escavação e a máquina
para terraplanagem que melhor se adequa ao processo mecânico, dependem do plano de
produção de trabalho de terraplanagem. (COSTA, 2013).
Principalmente no ramo das obras de infraestrutura pesada, existe uma grande
variedade de equipamentos disponíveis no mercado, tanto de pequeno como de grande porte.
A depender do tamanho e do orçamento da obra, serão escolhidos os equipamentos a serem
utilizados. Para obras com grandes extensões, que exijam prazos de execução apertados,
pode-se justificar o emprego de equipamentos caros, porém de alta produtividade. No entanto,
de acordo com o tamanho da obra, a utilização de certos equipamentos de grande porte pode
ser inviável tanto por questões financeiras como por questões físicas. O exemplo de grandes
máquinas, como as perfuratrizes roto percussivas hidráulicas, o porte e o peso das carretas
hidráulicas também devem ser levados em conta, uma vez que estes fatores provocam
32

dificuldades frequentes no deslocamento o no posicionamento do conjunto em locais mais


confinados ou de topografia acidentada. (GERALDI, 2011).
Dentre os equipamentos de perfuração percussivos destacam-se os marteletes, que são
perfuratrizes manuais leves, acionadas por ar comprimido ou por motores a explosão ou
elétricos. Os marteletes mais modernos possuem acionamento hidráulico. (GERALDI, 2011).

8. EQUIPAMENTOS UTILIZADOS NA ESCAVAÇAO


Abaixo será demonstrado às maquinas mais utilizadas nas obras de escavação da
construção civil.
8.1 Bomba Submersa (submersível)
Tem a função de drenar água de fundos de valas, poços, fundos de elevador, etc.

Figura 15 - Bomba submersível

Fonte: pedreirão, 2016.

8.2 Caminhão caçamba


Transporte de agregados como terra, areia, brita, pedra (rachão, rachinha, pedra-de-mão),
asfalto, material detonado, bota-fora, material de demolição, material para ciclo ambiental,
etc.
Figura 16 – caminhão caçamba

Fonte: rastrolog, 2016.


33

8.3 Caminhão Basculante


Utilizado em grande escala na escavação e um caminhão que tem uma caçamba articulada
na parte de trás.
Figura 17 – caminhão basculante

Fonte: truckchina, 2016.

8.4 Escavadeira Hidráulica


Tem a função de aterro e desaterro, conformação de taludes, carregamento de caminhões e
escavação de redes de diâmetro maior que DN800. É uma máquina alta produtividade.
Manutenção apenas por um especialista devido aos componentes eletrônicos.

Figura 18 –Escavadeira hidráulica.

.
Fonte: Roncalho Treinamentos, 2016.

8.5 Mini pá-carregadeira ou Bob Cat


Muito utilizada em obras de construção civil. Tem a função de transportar materiais e
agregados. Como é uma máquina pequena, trata-se de uma boa opção para trabalhar em
espaços pequenos, é versátil pelo tamanho e consegue entrar em espaços confinados.
34

Figura 19 – mini pá carregadeira

Fonte: makinas, 2016.

8.6 Mini retro escavadeira


Tem a função de escavar redes mais rasas como água fria, incêndio, esgoto, elétrica, spda.
Utilizada também para o transporte de materiais. É uma máquina mais lenta indicada para
trabalhos mais leves.

Figura 20 – mini retro escavadeira

Fonte: maquinas novas, 2016.

8.7 Mini Escavadeira


Muito utilizada na retirada de restos de materiais de obras. É rápida e pequena, sendo assim
pode ser usada em obras com pouco espaço.
35

Figura 21 – Mini Escavadeira

Fonte: maquinas novas, 2016

8.8 Moto niveladora ou Patrol


Tem a função de cortar ou aterrar sub-leitos, sub-bases e bases de acordo com as estacas
de marcação topográfica. Equipamento de muita força que consegue espalhar ou cortar
grandes volumes de material.

Figura 22 – moto niveladora

Fonte: John Deere, 2016.


8.9 Pá-carregadeira
Tem a função de carregamento de caminhões em pátio de estocagem, trabalhos de
carregamento em Usina de Asfalto, Usina de Solos e terraplenagem.
36

Figura 23 – pá carregadeira

Fonte: Soluções Industrias, 2016.

8.10 Perfuratriz hidráulica (jumbo)


As perfuratrizes são diferenciadas pela sua aplicação ou sua mecânica, a quatros tipos
de perfuratrizes as percussivas, rotativas, percussivo-rotativa e furo baixo.

Figura 24 - perfuratiz hidráulica

Fonte: cangini brasil, 2016.


Para a utilização de perfuratrizes rotopercussivas de maior porte, visando uma maior
velocidade de perfuração na frente de escavação, foram fabricados os primeiros conjuntos
denominados hydrabooms. Nestes equipamentos, duas ou mais perfuratrizes, ainda
pneumáticas, eram montadas em braços ou lanças dotados de movimentação independente,
permitindo a execução de furos em toda a área da seção de escavação. Assim surgiam os
primeiros jumbos de perfuração, que hoje são equipamentos essenciais na escavação de túneis
em rocha, para se atingir altas produtividades no emprego da metodologia D&B. (GERALDI,
2011)
37

8.11 Retro escavadeira


É uma das máquinas mais utilizadas em obras. Tem a função de escavar valas e redes,
transportar materiais e carregar caminhões.

Figura 25 - retro escavadeira.

Fonte: terraplenagem, 2016.


8.12 Rolo Compactador
É uma máquina com simplicidade na sua operação muito utilizada em obras de
terraplanagem, já que faz com eficiência a compactação do solo.

Figura 26 – rolo compactador

Fonte: sorolos, 2016.

8.13 Trator de Esteira


É uma das melhores maquinas para fazer a manipulação de solos. Também muito
utilizado na terraplanagem.
38

Figura 27 – trator esteira

Fonte: John deere, 2016.

9. RISCOS EMINETES EM OBRAS DE ESCAVAÇÃO


Os riscos mais comuns em escavações são os de desprendimento ou de ruptura do solo,
normalmente acontece com a utilização de maquinários nas bordadas dos taludes, o peso dos
maquinários e a vibração que eles causam, faz com que o solo si desprenda e aconteça o
desmoronamento. Uma situação considerada perigosa nas escavações é quando existe
umidade do solo ou escavações abaixo do lençol ou escavação com chuva. Antes de começar
a escavação, para evitar acidentes é necessário verificar si existem fios elétricos ou de
telefones, redes de agua ou esgoto e si o espaço para a escavação e suficiente para a
movimentação do maquinário necessário, com o estudo detalhado do terreno a atividade de
escavação si torna mais segura. (Brasil, 1978).

Acidentes nas escavações.

Nas realizações de trabalhos em valas existem, acidentes graves e fatais devidos,


normalmente, a deslizamentos de terra com consequentes soterramentos. Por conta destes
acidentes é necessário adotar medidas preventivas garantindo a segurança de cada
trabalhador, tendo em vista que a atividade de escavação sempre irá existir, pois é necessária
em nossas atividades diárias como abastecimento de agua, telefonia, gás esgoto entre outros.
A indústria da escavação tem grandes indicies em acidentes do trabalho no Brasil. De
acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego e da Previdência Social, que exibem em seu
anuário, a atividade econômica de perfuração e execução de fundações destinadas a
construção civil colocou-se em 14º lugar entre as 560 existentes, considerando frequência,
39

gravidade e custos dos acidentes de trabalho no período 1997-1999. Outros dados revelam
que os soterramentos estão, ao lado de quedas e eletrocussão, entre os principais tipos de
acidentes de trabalho fatais ocorridos na indústria da construção civil. Há no país, várias ações
na justiça do trabalho contra empregadores, engenheiros e mestres de obras
responsabilizando-os civil e criminalmente por acidentes de trabalho ocorridos nestas
atividades.
Segundo a revista proteção, é preciso usar técnicas que venham a garantir a segurança
dos trabalhadores, tendo em consideração primeiramente, o conjunto de esforços sobre as
contenções. Conhecer onde existem situações de risco é muito importante para a implantação
de projetos adequados com o objetivo de planejar melhorar e fiscalizar o local onde os
trabalhos acontecem. Estar ciente das consequências para tomar iniciativas preventivas que
evitem os acidentes é de suma importância, para as empresas, ao se pensar em um meio
ambiente salutar e seguro para os seus colaboradores.
Vários soterramentos são verificados principalmente em companhias de saneamento
no Brasil. As empresas alegam a demora da instalação dos escoramentos, dizendo que atrasam
o cronograma da obra, porem deve ser colocado no cronograma da obra todos os detalhes
inclusive os de sistema de implantação de segurança ao trabalhado. De acordo com
PROTEÇÃO (2004), em 2000 ocorreram 33 mortes no Brasil na área de saneamento, tendo
como motivo em sua maior parte o soterramento. A privatização do setor está em alta e as
empresas privadas não tem de maneira geral uma grande preocupação com o risco de vida de
seus trabalhadores. A parte de saneamento no Brasil é tão deficiente que em 2004 um setor do
Ministério do Trabalho e Emprego efetuou uma grande força tarefa para que fosse fiscalizada
essa atividade em 6 estados da federação, além do Distrito Federal.
Mesmo com todas as inovações tecnológicas, a atividade de escavação ainda é de risco
e pede cuidado e cautela no seu procedimento, prova disto é que infelizmente, durante as
obras do túnel ferroviário de São Gotardo, faleceram em decorrência de falhas na execução do
projeto de escavação do citado túnel, oito operários em um universo de aproximadamente dois
mil e quinhentos trabalhadores empregados nessa mega construção. (DENCK, 2015)
Já em um estudo no ano de 1998 ficou constatado no trabalho de Gawryszewski,
Mantovani e Liung, que os acidentes ocorridos em local de trabalho ou a serviço dele, 8.2%
são referentes a soterramentos, estes dados podem ser localizados oficialmente no site do
Ministério do Trabalho e Emprego.
40

10. CURIOSIDADES SOBRE ESCAVAÇÕES


De acordo com Stevenson (2016) a extração de terras para a construção de pequenos e
médios empreendimentos, tem como premissa, por viabilidade econômica, agilidade e espaço
reduzido para a sua execução, a técnica de escavação a céu aberto ou escavação “mineira”,
por utilizar-se prioritariamente na execução destas escavações, ferramentas manuais e o
emprego de mão de obra humana e pouco utilizar-se ferramentas e/ou maquinário mecanizado
para esse fim
O Brasil vem com uma estabilidade econômica duradoura, e graças ao crescimento
econômico no Brasil e a grande urbanização Brasileira, várias das construções subterrâneas
encontram-se em momentos desiguais no Brasil. Outro fator verificado no Brasil e que as
grandes áreas metropolitanas tinham um grande déficit de infraestrutura e com o passar do
ano ele está diminuindo. (ROCHA, 2012).
Agora, para a próxima década, dois outros mega túneis devem ser finalizados nos
Alpes Suíços: um ligando Lyon (França) a Turim (Itália) e outro substituindo o túnel Brenner,
que fica entre a Áustria e a Itália. (DENCK 2015)
No Brasil temos observados grandes obras de todos os tipos de portes em especial na
cidade Rio de Janeiro, que vem buscando melhoria no setor de transportes transporte um
exemplo e a linha da construção de ruas exclusivas para ônibus e vias rápidas para carros.
Essas reformas são necessárias pela necessidade de áreas com grande capacidade urbano na
cidade, a idealização de revigorar a área de portos no Rio de Janeiro é uma realidade, sendo
que o mais marcante foi a revitalizado da área do Elevado da Perimetral. As soluções viárias
adotadas para substituir o grande trafego daquela área foi a obra de túneis rodoviários, onde as
obras alcançam o subsolo dos locais mais antigos do Rio de Janeiro. A construção de túneis
na região de portos na cidade foi um grande desafio de engenharia, tendo em vista a constante
mudança de solos para serem escavados, além de que hora o mesmo e escavado em solo e
depois escavado em rochas, trazendo grandes desafios na sua construção. (BRASIL, 2016)
Atualmente, os túneis representam um número acima de 90% do total de escavações
subterrâneas por todo o mundo. E nos últimos aos eles tiveram um total de 500 a 1000 Km
escavados anualmente, e aproximadamente de 20.000 a 40.000 m³ de volume escavado
(ABGE, 1998).
Recente pesquisa, feita através do Comitê Brasileiro de Túneis, demonstra que o
índice de crescimento das obras subterrânea na área de Engenharia Civil é eminente. A área
de construção de túneis feitos próximo a década 1990 era menor do que 4 milhões de metros
41

cúbicos; após cinco anos houve um salto para 20 milhões de metros cúbicos, com um
aumento significativo de quinhentos por cento, no valor total de túneis construídos (ROCHA,
2012).
Algumas definições referentes às escavações:
Escavação: Remoção de solo, desde a superfície natural do terreno até a cota
especificada no projeto.
Vala: Abertura feita no solo, por processo mecânico ou manual, com determinada
seção transversal, destinada a receber tubulações.
Escoramento: Toda a estrutura destinada a manter estáveis os taludes das escavações.
Esgotamento: Operação que tem por finalidade a retirada da água da vala, de modo a
permitir o desenvolvimento dos trabalhos sem seu interior.
Leito carroçável: Espaço compreendido entre dois meios-fios.
Fundo da vala: Parte inferior da vala, sobre a qual a tubulação é apoiada diretamente
ou através de um berço adequado.
Profundidade da vala: Diferença de nível entre o fundo da vala e a superfície do
terreno.
Reaterro da vala: Recomposição de solo desde o fundo da vala até a superfície do
terreno.
Rebaixamento de lençol: Operação que tem por finalidade eliminar ou diminuir o
fluxo de água do lençol freático para o interior da vala, através de sistema apropriado.
Tipos de escavação:
Escavação manual: Escavação realizada com auxílio de ferramentas manuais.
Escavações mecanizadas: Escavação realizada com uso de equipamentos
motorizados (por exemplo: escavadeira, retro-escavadeira, etc.) ou pneumáticos.
Escavações taludadas: São escavações executadas com as paredes em taludes
estáveis, podendo ter patamares (bernas ou plataformas), objetivando melhorar as condições
de estabilidade dos taludes.
42

11. CONSIDERAÇOES FINAIS

Neste trabalho verificou-se dois métodos de escavação, sendo a escavação mineira e a


escavação mecanizada, apresentou-se as diferenças entre cada uma delas, além demonstrar as
inovações tecnológicas nas escavações mecanizadas, e as normas de segurança referente à
escavação.
Os dois métodos de escavação: mão de obra humana (escavação mineira) sem recorrer
a máquinas, apenas com uso de ferramentas manuais, e as escavações mecanizadas que é feita
através de grandes maquinas. Verificou-se que é possível fazer escavações das duas maneiras
e que o mais importante é identificar o que o projeto necessita: se for para a construção de
uma casa é mais viável a escavação mineira, agora em tuneis ou grandes obras, é necessária
escavação mecanizada para otimizar o processo.
Diante do trabalho verificamos que é necessário antes de começar uma escavação o
estudo geológico, e a partir do estudo geológico será definido o melhor método de escavação,
após ser definido o melhor método deve ser elaborado um projeto detalhado de cada etapa.
No método mecanizado o TBM é um método que permite várias modificações ao
decorrer da obra como grandes curvas e raios, melhorando assim o tempo de execução da
obra. Por sua dinâmica vem sendo muito utilizado nas construções de obras em todo o mundo,
principalmente na construção de tuneis.
Já o método NATM é muito detalhado exige constante observação dos detalhes da
escavação, assim ele vai se adaptando de acordo com a necessidade da obra. O método
apresenta difícil mão de obra especializada em serviços subterrâneo, além de ser preciso
43

treinamento constante dos funcionários já que é um método que muda de acordo com a
necessidade da obra.
Indiferente do método escolhido, é necessário a implantação de programas de
segurança em serviços de escavação, tendo em vista que apenas dessa maneira o risco desta
atividade não afetara aos trabalhadores, o programa de Gestão de Segurança e Saúde
Ocupacional nesse setor é fundamental.

12. REFERÊNCIAS

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