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legislação do ICMS.
PLANTÃO FISCAL MS: 3318-3551 ou 3318-3552
De segunda a sexta-feira, das 07:30 às 13:30 h (MS)

Art. 58. O ICMS cobrado em prestações de serviços de transporte (fretes) pode ser creditado:
I - pelo destinatário do serviço, quando a operação de origem da mercadoria tiver sido estipulada sob a cláusula FOB
e o transporte for por aquele contratado;
II - pelo remetente da mercadoria, quando a operação de saída ocorrer sob a cláusula CIF, o transporte for por
aquele contratado e a respectiva base de cálculo incluir o preço do serviço.
Demonstrar o benefício fiscal pela transmissão. O destaque existe conforme os campos específicos do CTe. Deve
observar as particularidade aplicáveis a cada CFOP.

O ICMS - Imposto sobre operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de
Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação - incide sobre as prestações de serviços de transporte
interestadual e intermunicipal, por qualquer via, de pessoas, bens, mercadorias ou valores (Art. 1º, inciso II, do
RICMS/MS).
A incidência do ICMS independe da natureza jurídica da prestação de serviços de transporte interestadual,
intermunicipal e de comunicação, ainda que iniciadas no exterior (Art. 1º, § 3º “b”, do RICMS/MS).
O serviço de transporte de natureza municipal (dentro do território de um município) incidirá o ISS, nos termos do
item 16.01 da Lei Complementar 116/2003.

O ICMS não incide sobre:


1 - transporte de carga própria, em veículo próprio (Art. 3º, inciso IX, do RICMS/MS);
Considera-se veículo próprio, além do que se encontrar registrado em nome da pessoa, aquele por ela utilizado em
regime de locação (Art. 3º, § 1º do RICMS/MS).
2 - a entrada e a saída de estabelecimento de empresa de transporte, por conta e ordem desta, de (Art. 3º, inciso
VIII, do RICMS/MS):
a) mercadoria de terceiro;
b) mercadoria ou bem de terceiro, importados do exterior.

A alíquota para esta prestação de serviço é de:


- 17% para prestação de serviço de transporte interno e prestações interestaduais destinadas a não contribuintes do
ICMS (Art. 41, III, § 4º do RICMS/MS).
- 12% para prestação de serviço de transporte interestadual (Art. 41, inciso I, do RICMS/MS).

A base de cálculo do imposto é o preço do serviço (art. 17, inciso II do RICMS/MS).

Os tributos que deverão ser computados, a fim de compor o valor a ser informado, são os seguintes:

a) ICMS (Imposto sobre Operações relativas a Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de
Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação);
b) ISS (Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza);
c) IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) ;
d) IOF (Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguro, ou Relativas a Títulos ou Valores Mobiliários). A
indicação relativa ao IOF restringe-se aos produtos financeiros sobre os quais incida diretamente tal tributo;
e) PIS/PASEP (Contribuição Social para o Programa de Integração Social e para o Programa de Formação do
Patrimônio do Servidor Público). A indicação relativa ao PIS e à Cofins limita-se à tributação incidente sobre a
operação de venda ao consumidor;
f) COFINS (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social). A indicação relativa ao PIS e à Cofins limita-se
à tributação incidente sobre a operação de venda ao consumidor;
g) CIDE (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico), incidente sobre a importação e a comercialização de
petróleo e seus derivados, gás natural e seus derivados, e álcool etílico combustível;
h) contribuições previdenciárias (sempre que o pagamento de pessoal constituir item de custo direto do serviço ou
produto fornecido ao consumidor, deve ser divulgada a contribuição previdenciária dos empregados e dos
empregadores incidente, alocada ao serviço ou produto).

Não serão informados o Imposto de Renda e a Contribuição Social devidos pela pessoa jurídica sobre a receita ou
lucro, por razão do veto presidencial aplicado ao texto.
Na hipótese de produtos cujos insumos ou componentes sejam oriundos de operações de comércio exterior e
representem percentual superior a 20% do preço de venda, serão informados ainda os valores referentes ao imposto
de importação (II), PIS/Pasep/Importação e Cofins/Importação.
Importante efetuar a análise individualizada, em relação ao valor a ser considerado em relação a cada um dos
tributos citados, o que será feito logo a seguir.

Lei nº 12.741 - Lei da transparencia


1. INTRODUÇÃO

A Lei nº 12.741, de 08.12.2012, foi publicada no DOU de 10.12.2012, com previsão para vigorar a partir de
10.06.2013 (seis meses após sua publicação).
Este lei dispõe sobre as medidas de esclarecimento ao consumidor, de modo a cumprir a determinação constante do
artigo 150, § 5º, da Constituição Federal, que transcrevemos a seguir:

Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao
Distrito Federal e aos Municípios: (...)
§ 5º - A lei determinará medidas para que os consumidores sejam esclarecidos acerca dos impostos que
incidam sobre mercadorias e serviços.
A citada Lei nº 12.741/2012 determinou, então, que deverá constar, dos documentos fiscais ou equivalentes, a
informação do valor aproximado correspondente à totalidade dos tributos federais, estaduais e municipais, cuja
incidência influi na formação dos respectivos preços de venda, nos documentos emitidos por ocasião da venda ao
consumidor de mercadorias e serviços, em todo território nacional.
À primeira vista, pode parecer que a lei em comento versa sobre matéria de natureza tributária, e os motivos para isto
são claros: 1) trata-se de informação relativa a tributos (em que pese a Constituição Federal referir-se a impostos, a
Lei foi mais ampla, incluindo em suas disposições algumas contribuições, como será visto oportunamente); 2) o artigo
150 da Constituição Federal, que norteou a criação da lei, faz parte do capítulo que dispõe sobre o Sistema Tributário
Nacional; 3) a observância da lei implica em interferência nas obrigações acessórias dos contribuintes, qual seja, a
forma de emissão dos documentos fiscais.
Entretanto, esta primeira impressão mencionada não é verdadeira, eis que a informação dos tributos na nota fiscal,
implementada pela Lei nº 12.741/2012, trata-se, na verdade, de assunto correlato ao Direito do Consumidor. Tanto é
que a Lei nº 12.741/2012 implementa alterações no Código de Defesa do Consumidor (CDC - Lei nº 8.078/90), e
determina a aplicação das penalidades previstas no CDC àqueles que descumprirem suas disposições.
Tal conclusão tens fins meramente conceituais, eis que, tendo em vista a repercussão da matéria nas atividades dos
contribuintes, faz-se extremamente importante orientar de que forma se dará o cumprimento da lei.

2. FINALIDADE

A Lei nº 12.741/2012 nasceu de uma movimentação capitaneada pelas associações comerciais, que coletou mais de
1,5 milhão de assinaturas, por meio do movimento De Olho no Imposto, e tem como finalidade tornar claro à
população em geral que os tributos são pagos pelo consumidor em todas as operações comerciais - mesmo nos
casos em que o consumidor é o contribuinte de fato, sendo outra pessoa (o comerciante ou prestador de serviço,
que, no caso, é o contribuinte de direito) a responsável pelo recolhimento dos tributos aos cofres públicos.

3. TRIBUTOS A SEREM INFORMADOS

Os tributos que deverão ser computados, a fim de compor o valor a ser informado, são os seguintes:
a) ICMS (Imposto sobre Operações relativas a Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de
Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação);
b) ISS (Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza);
c) IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) ;
d) IOF (Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguro, ou Relativas a Títulos ou Valores Mobiliários). A
indicação relativa ao IOF restringe-se aos produtos financeiros sobre os quais incida diretamente tal tributo;
e) PIS/PASEP (Contribuição Social para o Programa de Integração Social e para o Programa de Formação do
Patrimônio do Servidor Público). A indicação relativa ao PIS e à Cofins limita-se à tributação incidente sobre a
operação de venda ao consumidor;
f) COFINS (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social). A indicação relativa ao PIS e à Cofins limita-se
à tributação incidente sobre a operação de venda ao consumidor;
g) CIDE (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico), incidente sobre a importação e a comercialização de
petróleo e seus derivados, gás natural e seus derivados, e álcool etílico combustível;
h) contribuições previdenciárias (sempre que o pagamento de pessoal constituir item de custo direto do serviço ou
produto fornecido ao consumidor, deve ser divulgada a contribuição previdenciária dos empregados e dos
empregadores incidente, alocada ao serviço ou produto).
Não serão informados o Imposto de Renda e a Contribuição Social devidos pela pessoa jurídica sobre a receita ou
lucro, por razão do veto presidencial aplicado ao texto.
Na hipótese de produtos cujos insumos ou componentes sejam oriundos de operações de comércio exterior e
representem percentual superior a 20% do preço de venda, serão informados ainda os valores referentes ao imposto
de importação (II), PIS/Pasep/Importação e Cofins/Importação.

Importante efetuar a análise individualizada, em relação ao valor a ser considerado em relação a cada um dos
tributos citados, o que será feito logo a seguir.

4. VALORES (OU PERCENTUAIS) A SEREM INFORMADOS

Segundo o artigo 2º da Lei nº 12.741/2012, os valores aproximados serão apurados sobre cada operação.
Os valores aproximados poderão, a critério das empresas vendedoras, ser calculados e fornecidos, semestralmente,
por instituição de âmbito nacional reconhecidamente idônea, voltada primordialmente à apuração e análise de dados
econômicos.
Caso deseje, qualquer empresa pode calcular a própria carga tributária - sendo recomendável, neste caso, que
guarde a memória de cálculo para justificar seus números
A legislação não orienta de que forma deve ser efetuado o cálculo. Como a legislação menciona "a totalidade dos
tributos cuja incidência influi na formação dos respectivos preços de venda", entendemos que devem ser computados
não só o imposto devido na operação própria, como também aqueles pagos nas aquisições e que sejam computados
como custos.
No caso das empresas do Simples Nacional, por exemplo, não há qualquer aproveitamento do crédito pago nas
operações anteriores. Desta forma, os tributos pagos nas etapas anteriores com as mercadorias fazem parte do
custo, e consequentemente são embutidos no preço de venda praticado pela empresa optante pelo Simples
Nacional, acrescido dos tributos a serem pagos neste regime.
O mesmo acontece para as empresas optantes pelo lucro presumido, relativamente ao PIS e ao COFINS.
Relativamente ao IPI, as empresas revendedoras não pagam o imposto quando revendem os produtos, e não
aproveitam os créditos pela entrada. Todavia, os valores pagos pelo industrial ou importador fazem parte do custo da
mercadoria, e devem ser considerados na carga tributária da mercadoria. O mesmo se aplica aos imposto pagos na
importação (Imposto de Importação, PIS, COFINS), que a legislação determina que sejam considerados quando se
tratarem de produtos cujos insumos ou componentes sejam oriundos de operações de comércio exterior e
representem percentual superior a 20% do preço de venda.
Raciocínio semelhante se aplica em relação às mercadorias sujeitas à substituição tributária ou à incidência
monofásica, eis que o contribuinte substituído não recolhe o imposto em sua operação de saída em função deste
imposto já ter sido recolhido anteriormente por outro contribuinte. A informação do percentual ou valor aproximado
deverá ser informada ao consumidor, por mais que o recolhimento não seja efetuado pelo vendedor naquela
operação.

5. DOCUMENTOS ABRANGIDOS E FORMA DE INFORMAÇÃO

A informação dos tributos e contribuições será destacada em documentos que sirvam para caracterizar idoneidade
da operação realizada, não se limitando exclusivamente a notas e cupons fiscais, alcançando outros documentos
utilizados nas operações comerciais, tais como contratos, faturas, recibos, etc., emitidos quando não houver
disposição legal determinando a emissão de documento fiscal específico.
Importante ressaltar que o cálculo e informação no documento do valor dos tributos deve ser feito somente para
vendas ou prestações de serviços a consumidor final. Considera-se também venda a consumidor final a venda de
mercadorias para uso e consumo e ativo imobilizado.
Especificamente no que tange aos documentos fiscais, o Ajuste SINIEF 07/2013 regulamentou as disposições da Lei
nº 12.741/2012, relativamente ao contribuinte que optar por emitir o documento fiscal com a informação do valor
aproximado correspondente a totalidade dos tributos federais, estaduais e municipais, cuja incidência influa na
formação do respectivo preço de venda.
O referido ajuste, além de indicar como se dará a informação em relação aos documentos fiscais manuais, trouxe
indicação específica aplicável aos documentos fiscais eletrônicos ou cupons fiscais, determinando que os valores
referentes aos tributos incidentes sobre cada item de mercadoria ou serviço e o valor total dos tributos deverão ser
informados em campo próprio, conforme especificado no Manual de Orientação do Contribuinte, Nota Técnica ou Ato
COTEPE.
Vejamos com detalhes cada um dos casos.

5.1. Informação na Nota Fiscal Eletrônica (NF-e), modelo 55


A Nota Técnica 2013.003 dispõe sobre os procedimentos a serem adotados na emissão de documentos fiscais para
esclarecimentos ao consumidor, conforme disposto na Lei nº 12.741/2012 e no Ajuste SINIEF 07/2013.
Esta nota possibilita a criação de campo para que o contribuinte possa informar o valor aproximado correspondente à
totalidade dos tributos federais, estaduais e municipais, cuja incidência influa na formação do respectivo preço de
venda.
No programa Emissor de NF-e, desenvolvido e disponibilizado gratuitamente pela Secretaria da Fazenda do Estado
de São Paulo, a versão mais recente do programa (2.2.14) já traz os campos específicos para preenchimento de tais
informações.
A título de exemplo, seguem algumas telas extraídas do próprio programa Emissor de NF-e:

Imagem 1 - Campo para indicação do valor, individualmente por mercadoria ou produto

Imagem 2 - Campo para indicação do valor, em relação ao total de mercadorias constantes do documento
fiscal

DADOS DO PRODUTO/SERVIÇO
DESCRIÇÃO DO VLR. VLR. BC VLR. VLR. ALIQ.
CÓDIGO NCM/SH CST CFOP UNID. QTD. ALIQ.ICMS
PRODUTO/SERVIÇO UNIT TOTAL ICMS ICMS IPI IPI
Peça exemplo
Total aproximado de
123 87081000 000 6949 5101 1,0000 200,0000 200,00 200,00 24,00 10,00 12,00 5,00
tributos federais, estaduais
e municipais: 68,56
CÁLCULO DO ISSQN
INSCRIÇÃO MUNICIPAL VALOR TOTAL DO SERVIÇOS BASE DE CÁLCULO DO ISSQN VALOR DO ISSQN
DADOS ADICIONAIS
RESERVADO AO FISCO
INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES
Total aproximado de tributos federais, estaduais e municipais:
68,56

Imagem 3 - Forma de apresentação no DANFE, em NF-e contendo um único item

DADOS DO PRODUTO/SERVIÇO
DESCRIÇÃO DO VLR. BC VLR. VLR. ALIQ.
CÓDIGO NCM/SH CST CFOP UNID. QTD. VLR. UNIT ALIQ.ICMS
PRODUTO/SERVIÇO TOTAL ICMS ICMS IPI IPI
Peça exemplo
Total aproximado de tributos
87081000 000 5101 pc 1,0000 200,00000 200,00 200,00 24,00 12,00
federais, estaduais e
municipais: 68,56
123
Pneu
40111000 000 5101 pc 1,0000 350,00000 350,00 350,00 63,00 18,00
Total aproximado de tributos
federais, estaduais e
municipais: 135,35

CÁLCULO DO ISSQN
INSCRIÇÃO MUNICIPAL VALOR TOTAL DO SERVIÇOS BASE DE CÁLCULO DO ISSQN VALOR DO ISSQN

DADOS ADICIONAIS
INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES RESERVADO AO FISCO
Total aproximado de tributos federais, estaduais e municipais:
203,91
Imagem 4 - Forma de apresentação no DANFE, em NF-e contendo mais de um item -
(lembrando que o programa Emissor da NF-e não totaliza os valores,
devendo a informação ser preenchida pelo contribuinte ao emitir o documento)

5.2. Informação no Conhecimento de Transporte Eletrônico (CT-e), modelo 57


Relativamente ao Conhecimento de Transporte Eletrônico (CT-e), as orientações para cumprimento das
determinações da Lei nº 12.741/2012 constam da Nota Técnica 2013.001, da Nota Técnica 2013.004 e da Nota
Técnica 2013.006.

A exemplo da NF-e, o programa Emissor do CT-e, em sua versão mais recente (2.7) já traz os campos destinados às
informações exigidas pela Lei nº 12.741/2012.

A título de exemplo, seguem telas extraídas do programa Emissor de CT-e:

Imagem 1 - Campo para indicação do valor, na guia "Serviço e Impostos"

DADOS ESPECÍFICOS DO MODAL RODOVIÁRIO - CARGA FRACIONADA


RNTRC CIOT LOTAÇÃO DATA PREVISTA DE ESTE CONHECIMENTO DE TRANSPORTE ATENDE À LEGISLAÇÃO DE
12345678 null não ENTREGA TRANSPORTE RODOVIÁRIO EM VIGOR
10/06/2013

USO EXCLUSIVO DO EMISSOR CTE RESERVADO AO FISCO


O valor aproximado de tributos incidentes sobre o preço deste
serviço é de R$ 28,50
Imagem 2 - Forma de apresentação no DACTE

5.3. Informação no cupom fiscal (ECF)

Especificamente no caso do cupom fiscal, não existe um campo específico para fazer constar tal informação. A
criação de um campo seria algo muito dificultoso, eis que dependeria da alteração do software interno dos
equipamentos fiscais

A alternativa mais viável é a utilização do rodapé do cupom fiscal para demonstrar o valor total calculado.

A forma sugerida pela AFRAC (Associação Brasileira de Automação Comercial) para a impressão dos valores, é a
seguinte:

Val Aprox Tributos R$9.999,99(99.99%) Fonte: ...

5.4. Demais documentos fiscais

Nos demais documentos fiscais, os valores referentes aos tributos incidentes sobre cada item de mercadoria ou
serviço deverão ser informados logo após a respectiva descrição e o valor total dos tributos deverá ser informado no
campo "Informações Complementares" ou equivalente.

6. OUTRAS FORMAS DE COMUNICAÇÃO AO CONSUMIDOR

A lei estabelece que o valor ou percentual dos tributos que incidem sobre as mercadorias ou serviços pode ser
divulgado por meio de painel (em qualquer tamanho) afixado em local visível no estabelecimento, ou por qualquer
outro meio eletrônico ou impresso.

Assim, por exemplo, é possível a fixação de um ou mais cartazes com os percentuais dos tributos que incidem sobre
cada um dos seus produtos ou serviços. Outra possibilidade, no caso de vendas de mercadorias, é indicar esta
informação diretamente nas mercadorias, por meio da colocação de etiquetas, ou em sistemas de informação de
preços por meio da leitura de código de barras (o consumidor passa o produto em um leitor de código de barras, e o
leitor informa o preço do produto, bem como o valor ou o percentual dos tributos incidentes).

Importante salientar que, no caso de se utilizar meio eletrônico, este deverá estar disponível ao consumidor no
âmbito do estabelecimento comercial.

Especificamente em relação aos serviços de natureza financeira, quando não seja legalmente prevista a emissão de
documento fiscal, as informações deverão necessariamente ser feitas em tabelas afixadas nos respectivos
estabelecimentos.

As informações a serem prestadas serão elaboradas em termos de percentuais sobre o preço a ser pago, quando se
tratar de tributo com alíquota ad valorem. A alíquota ad valorem é aquela em que é aplicado um determinado
percentual sobre a base de cálculo do imposto. Exemplo: determinado produto sujeita-se à alíquota de ICMS de 18%,
aplicada sobre o valor da operação.

As informações a serem prestadas serão elaboradas em valores monetários, no caso de alíquota específica. A
alíquota específica é aquela em que há um valor pré-estipulado do tributo por unidade de mercadoria vendida,
independente do valor praticado pelo comerciante. Exemplo: determinado produto sujeita-se à alíquota específica do
IPI, de R$ 0,80 por unidade.

7. ENTREGA DE INFORMAÇÕES EM MEIO MAGNÉTICO


Na hipótese de incidência do Imposto de Importação, bem como da incidência do IPI, todos os fornecedores
constantes das diversas cadeias produtivas deverão fornecer aos adquirentes, em meio magnético, os valores dos
dois tributos individualizados por item comercializado, conforme estabelece o artigo 2º, § 7º, da Lei nº 12.741/2012.

8. FISCALIZAÇÃO E PENALIDADES

A fiscalização do cumprimento da Lei nº 12.741/2012 é de competência do PROCON.

O descumprimento do disposto na Lei nº 12.741/2012 sujeitará o infrator às sanções previstas no Capítulo VII do
Título I do Código de Defesa do Consumidor (artigos 55 a 60).

O artigo 56 do Código de Defesa do Consumidor elenca uma série de medidas punitivas de ordem administrativa, tais
como multa, apreensão, inutilização e cassação do registro do produto, proibição de fabricação, cassação de licença
do estabelecimento, interdição e intervenção administrativa. Saliente-se que a aplicação de tais sanções não
prejudica a aplicação de sanções de ordem cível ou penal.

Art. 56. As infrações das normas de defesa do consumidor ficam sujeitas, conforme o caso, às seguintes
sanções administrativas, sem prejuízo das de natureza civil, penal e das definidas em normas específicas:
I - multa;
II - apreensão do produto;
III - inutilização do produto;
IV - cassação do registro do produto junto ao órgão competente;
V - proibição de fabricação do produto;
VI - suspensão de fornecimento de produtos ou serviço;
VII - suspensão temporária de atividade;
VIII - revogação de concessão ou permissão de uso;
IX - cassação de licença do estabelecimento ou de atividade;
X - interdição, total ou parcial, de estabelecimento, de obra ou de atividade;
XI - intervenção administrativa;
XII - imposição de contrapropaganda.
Parágrafo único. As sanções previstas neste artigo serão aplicadas pela autoridade administrativa, no âmbito
de sua atribuição, podendo ser aplicadas cumulativamente, inclusive por medida cautelar, antecedente ou
incidente de procedimento administrativo.
FONTE: ECONET