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MEDICINA LEGAL SEXOLOGIA IFAR VIRTUAL Professor Alexandre Pavan Garieri
MEDICINA LEGAL
SEXOLOGIA
IFAR VIRTUAL
Professor
Alexandre Pavan Garieri
ABORTAMENTO
ABORTAMENTO
 Abortamento (OMS)  interrupção do ciclo gravídico antes de 22 semanas de gestação ou
 Abortamento (OMS)  interrupção do ciclo
gravídico antes de 22 semanas de gestação ou com
peso fetal inferior a 500 gramas
– Expulsão ou extração do concepto vivo ou morto
– Feto inviável: 20 – 24 semanas gestação
 Abortamento (Med Legal)  interrupção da
gravidez com a morte do concepto, haja ou não sua
expulsão, qualquer que seja seu estado evolutivo
– Independe da idade gestacional
– Termo: aborto (produto) x abortamento (processo)
– A legislação brasileira emprega o termo aborto no sentido
de abortamento
ABORTAMENTO
ABORTAMENTO
 Espécies de Abortamento – Espontâneo (Inevitáveis)  Natural ou Acidental  15% das gestações
 Espécies de Abortamento
– Espontâneo (Inevitáveis)
 Natural ou Acidental
 15% das gestações entre 4 a 20 sem
 Sem repercussão jurídica criminal
– Provocado
 Legal
 Criminoso
 Eugênico
– Evitar nascimento de crianças defeituosas

Em regra: crime (STF: anencéfalos)

ABORTAMENTO
ABORTAMENTO
Art. 128. Não se pune o aborto praticado por médico: Aborto necessário I - se
Art. 128. Não se pune o aborto praticado por
médico:
Aborto necessário
I - se não há outro meio de salvar a vida da
gestante;
Aborto
no
caso
de
gravidez
resultante
de
estupro

II - se a gravidez resulta de estupro e o aborto é precedido de consentimento da gestante ou, quando incapaz, de seu representante legal.

ABORTAMENTO
ABORTAMENTO
 Aborto necessário ou terapêutico: – Estado de necessidade de terceiro – Elementos: 1. Mãe
 Aborto necessário ou terapêutico:
– Estado de necessidade de terceiro
– Elementos:
1. Mãe apresenta perigo de vida
2. Perigo intimamente ligado a gravidez
3. Interrupção da gravidez = cessação desse perigo
4. Único procedimento capaz de salvar a vida da
gestante
5. Sempre que possível, concordância de outro
colega
ABORTAMENTO
ABORTAMENTO
 Aborto sentimental, piedoso ou moral: – Gravidez resultante de estupro – Necessidade de anuência
 Aborto sentimental, piedoso ou moral:
– Gravidez resultante de estupro
– Necessidade
de
anuência
da
gestante
ou
representante legal
– Existe a necessidade de autorização judicial prévia
para que o médico pratique o aborto?
– CP/CPP não traz essa exigência!
– Margem para ilegalidade
– “Recusar a realização de atos médicos que, embora
permitidos por lei, sejam contrários aos ditames de
sua consciência.”
(Art. 28, Cód Ética Médica)
que, embora permitidos por lei, sejam contrários aos ditames de sua consciência.” (Art. 28, Cód Ética
ABORTAMENTO
ABORTAMENTO
 Processos abortivos: 1. Farmacológicos  Misoprostol (Citotec) 2. Cirúrgicos  Curetagem uterina 
 Processos abortivos:
1. Farmacológicos
 Misoprostol (Citotec)
2. Cirúrgicos
 Curetagem uterina
 Microcesariana
3. Outros
 Químicos
 Mecânicos
 Aspiração uterina por pressão negativa

Complicações: sangramento, infecção, infertilidade

ABORTAMENTO
ABORTAMENTO
 Aborto criminoso: Aborto provocado pela gestante ou com seu consentimento Art. 124 - Provocar
 Aborto criminoso:
Aborto provocado pela gestante ou com seu consentimento
Art. 124 - Provocar aborto em si mesma ou consentir que outrem lho
provoque:
Aborto provocado por terceiro
Art. 125 - Provocar aborto, sem o consentimento da gestante:
Art. 126 - Provocar aborto com o consentimento da gestante:
Parágrafo único - Aplica-se a pena do artigo anterior, se a gestante não
é maior de 14 (quatorze) anos, ou é alienada ou débil mental, ou se o
consentimento é obtido mediante fraude, grave ameaça ou violência.
Forma qualificada (causa de aumento de pena!!!)
Art. 127 - As penas cominadas nos dois artigos anteriores são
aumentadas de um terço, se, em conseqüência do aborto ou dos meios
empregados para provocá-lo, a gestante sofre lesão corporal de
natureza grave; e são duplicadas, se, por qualquer dessas causas, lhe
sobrevém a morte.
ABORTAMENTO
ABORTAMENTO
FINALIDADES
FINALIDADES
Fornecer prova material 1. nos casos de suspeita de abortamento criminoso; 2. nos casos de
Fornecer prova material
1. nos casos de suspeita de abortamento
criminoso;
2. nos casos de abortamento conseqüente
a lesão corporal;
3. nos casos suspeitos de doença do
trabalho que cause aborto;
ABORTAMENTO
ABORTAMENTO
FORMALIDADES
FORMALIDADES
 São as mesmas do exame de conjunção carnal.  Quase sempre é exame de
 São as mesmas do exame de conjunção
carnal.
 Quase sempre é exame de urgência. No
entanto, deve ser realizado de
preferência durante o dia, em local
apropriado, e com todo o equipamento
mínimo de um consultório obstétrico.
ABORTAMENTO
ABORTAMENTO
São dados importantes, entre outros: - as datas do coito fecundante e da última menstruação;
São dados importantes, entre outros:
- as datas do coito fecundante e da
última menstruação;
- o aparecimento dos sintomas e sinais
de gravidez;
- como teve início o trabalho de
abortamento;
- o local do aborto e as condições do

embrião ou do feto e da placenta; - as complicações havidas e a assistência recebida

do aborto e as condições do embrião ou do feto e da placenta; - as complicações
ABORTAMENTO
ABORTAMENTO
 Perícia: – Exame ginecológico minucioso da suposta gestante  útero (colo)  coleta de
 Perícia:
– Exame ginecológico minucioso da suposta gestante
 útero (colo)
 coleta de material vaginal
PESQUISAR VESTÍGIOS
MANOBRAS ABORTIVAS
 abdome
– Coleta de sangue e urina para testes
– Exame do concepto
 grau de desenvolvimento
 possíveis causas de aborto natural
 lesões traumáticas
 DNA
 Provas de vida extra-uterina
ABORTAMENTO
ABORTAMENTO
 Quesitos: 1. Houve aborto? 2. Foi ele provocado? 3. Qual o instrumento ou meio
 Quesitos:
1. Houve aborto?
2. Foi ele provocado?
3. Qual o instrumento ou meio empregado?
4. Em conseqüência do abortamento ou do instrumento ou do
meio empregado para provocá-lo, sofreu a vítima: incapacidade
para as ocupações habituais por mais de 30 dias, ou perigo de
vida, ou debilidade permanente de membro, sentido ou função,
ou incapacidade permanente para o trabalho, ou enfermidade
incurável, ou perda ou inutilização de membro, sentido ou
função, ou deformidade permanente (resposta especificada)?
5. É a vítima alienada ou débil mental?
6. Se provocado por médico, era o único meio de salvar a vida da
gestante?
INFANTICÍDIO
INFANTICÍDIO
 Infanticídio Código Penal: “Art. 123 – Matar, sob a influência do estado puerperal, o
 Infanticídio
Código Penal:
“Art. 123 – Matar, sob a influência do estado
puerperal, o próprio filho durante o parto ou
logo após.”
Elementos
1. Própria mãe;
2. Durante o parto ou logo após;
3. Influência do estado puerperal;
4. Infante com vida extra-uterina.
INFANTICÍDIO
INFANTICÍDIO

CONCEITO DE PARTO E PUERPÉRIO

França define:

Parto: “um conjunto de fenômenos fisiológicos e mecânicos cuja

finalidade é a expulsão do feto viável e

dos anexos”. Participam as forças

vivas materno-fetais e os atritos das

estruturas feto-pélvicas.

INFANTICÍDIO
INFANTICÍDIO

Puerpério: o espaço de tempo variável

que vai do desprendimento da placenta até a volta do organismo materno às suas

condições anteriores ao processo

gestacional”. Participa o tempo, pois o puerpério é o período necessário para que

os órgãos reprodutores da mulher se

capacitem para uma nova concepção.

- puerpério imediato: 1ª semana depois do parto.

- puerpério mediato: três semanas seguintes.

INFANTICÍDIO
INFANTICÍDIO

Não está correto dizer que o puerpério sempre acarrete uma perturbação psíquica; é necessário averiguar se esta perturbação sobreveio em consequência daquele, de modo a diminuir a capacidade de entendimento ou de auto-inibição da parturiente

Geralmente, é consequência de uma “gravidez ilícita” com “parto clandestino”

e desassistido

INFANTICÍDIO
INFANTICÍDIO

Durante o parto: este inicia desde o

começo das contrações uterinas até a dequitação (expulsão da placenta,

membrana amniótica e cordão umbilical).

Porém, do ponto de vista médico- legal, a expressão é mais restritiva:

compreende a fase da expulsão, desde a

rotura da bolsa, a insinuação do feto pelo

canal vaginal até o seu desprendimento

pela vulva.

INFANTICÍDIO
INFANTICÍDIO
INFANTICÍDIO  Parto: – Obstetrícia:  Dilatação (do colo do útero)  Expulsão (do feto) 
 Parto: – Obstetrícia:  Dilatação (do colo do útero)  Expulsão (do feto) 
 Parto:
– Obstetrícia:
 Dilatação (do colo do útero)
 Expulsão (do feto)
 Dequitação (da placenta)
 4º período

Med Legal período que se estende desde a ruptura da bolsa amniótica até o completo desprendimento do feto pela vulva, ainda que fique ligado a placenta pelo cordão umbilical

INFANTICÍDIO
INFANTICÍDIO

Logo após o parto: instantes

seguintes, imediatamente depois ao desprendimento. Na prática, os crimes são praticados, em sua grande maioria, entre o desprendimento e a dequitação (expulsão da placenta), isto é, nos últimos 10 ou 15 minutos do trabalho de parto do ponto de vista obstétrico.

INFANTICÍDIO
INFANTICÍDIO

Estado puerperal: é uma obnubilação mental seguinte ao desprendimento fetal que só

se manifesta na parturiente que não recebe

assistência, conforto ou solidariedade, sendo desencadeado:

a) pela dor, no momento da expulsão, mais intensa na primípara (1º parto); b) pela hipotensão arterial, devido a posições inadequadas e bruscas hemorragias;

c) pelo alívio, hipnotizante, que se segue a tanta

tensão e esforço, produzindo, às vezes, sonos despertados por pesadelos.

INFANTICÍDIO
INFANTICÍDIO

Vida extra-uterina: não se exige viabilidade e maturidade para a

tipificação do crime. A prova de vida

extra-uterina do recém-nascido é feita

através da pesquisa das docimásias.

Também é importante determinar o

tempo de vida extra-uterina, de forma a caracterizar que a morte ocorreu durante

ou logo após o parto.

INFANTICÍDIO
INFANTICÍDIO

A docimásia mais utilizada para

comprovar a vida extra-uterina é a

busca

hidrostática

de

Galeno,

que

demonstrar se o recém-nascido chegou a

respirar. Isto é feito, numa explicação

sumária, colocando os pulmões do feto

em um frasco com água, e verificando se

há flutuação. Este teste é válido até cerca

de 24 horas da morte, pois os gases da

putrefação podem levar a um resultado

falso positivo.

INFANTICÍDIO
INFANTICÍDIO

DOCIMÁSIA DE GALENO

Este teste baseia-se na densidade pulmonar. O pulmão que ainda não respirou possui densidade maior que água, de forma contrária ao que respirou, que possui densidade menor.

1ª FASE: Coloca-se em água, o bloco do

sistema respiratório (pulmões, traquéia e

laringe). Se flutua resposta positiva (respirou), possui ar nos pulmões. Se não

flutua, se afunda continua-se com o exame,

fase seguinte

INFANTICÍDIO
INFANTICÍDIO

DOCIMÁSIA DE GALENO

2ª FASE: Separam-se os pulmões do restante do trato respiratório no fundo do recipiente. Se flutua resposta positiva (respirou), possui ar nos pulmões. Se mantêm no fundo continua- se com o exame, fase seguinte

3ª FASE: Fragmenta-se o pulmão dentro do

recipiente. Se flutua resposta positiva (respirou), possui ar nos pulmões. Se mantêm

no fundo continua-se com o exame, fase

seguinte.

INFANTICÍDIO
INFANTICÍDIO

DOCIMÁSIA DE GALENO

4ª FASE: Esmaga-se entre os dedos os fragmentos de pulmão que estão no fundo. Se soltam bolhas resposta positiva. Se não soltam bolhas negativo.

INTERPRETAÇÃO DO TESTE

Fases 1, 2 e 3 positivas = houve respiração = nasceu com vida

Fase 4 positiva = duvidosa.

Fase 4 negativa = não houve respiração.

INFANTICÍDIO
INFANTICÍDIO

OUTRAS DOCIMÁSIAS

Pulmonares

(diafragmática,

óptica

ou

visual,

táctil, hidrostáticas de Icard, histológica,

)

Extrapulmonares:

 

1) Gastrintestinal (ar no tubo digestivo)

 

2) Auricular (ar na cavidade timpânica ouvido médio)

3) Hematopneumo-hepática (taxas de oxiemoglobina no sangue do pulmão e do fígado) 4) Siálica (saliva no estômago), etc

Outras:

corpos

estranhos

nas

vias

respiratórias,

substâncias alimentares no tubo digestivo

INFANTICÍDIO
INFANTICÍDIO

É importante determinar a causa da morte do recém-nascido, porque causas

naturais afastam a hipótese de

infanticídio. Entre as causas acidentais,

ou naturais, de morte do recém-nascido,

podemos citar: descolamento prematuro

de placenta (DPP); circular de cordão; aspiração de líquidos durante o parto;

distócia de parto; hemorragia do cordão

umbilical; quedas, etc.

INFANTICÍDIO
INFANTICÍDIO

O estado puerperal é praticamente

impossível de ser constatado em um exame pericial. Se o quadro é de

transtorno mental grave, a mulher é

isenta de pena.

PUERPÉRIO NORMAL

ESTADO PUERPERAL

PSICOSE PUERPERAL

INFANTICÍDIO
INFANTICÍDIO
 Jurisprudência: “Sendo a prova segura em indicar que a conduta da ré ocorreu logo
 Jurisprudência:
“Sendo a prova segura em indicar que a conduta
da ré ocorreu logo após o parto, o que faz
presumir estar ela sob a influência do estado
puerperal, já que este é o efeito costumeiro
de
qualquer
parto,
não
depende o seu
reconhecimento de prova pericial (TJSP - SER
Rel.: Gomes de Amorim – RJTJSP nº
172/300)
 Aplicação do princípio do in dubio pro reo
INFANTICÍDIO
INFANTICÍDIO
CAUSA JURÍDICA DA MORTE: CAUSAS ACIDENTAIS X CAUSAS CRIMINOSAS
CAUSA JURÍDICA DA MORTE:
CAUSAS ACIDENTAIS
X
CAUSAS CRIMINOSAS
PEDOFILIA
PEDOFILIA
A pedofilia (também chamada de paedophilia erotica ou pedosexualidade) é a perversão sexual, na qual
A pedofilia (também chamada de
paedophilia erotica ou
pedosexualidade) é a perversão sexual,
na qual a atração sexual de um indivíduo
adulto ou adolescente está dirigida
primariamente para crianças pré-púberes
(ou seja, antes da idade em que a criança
entra na puberdade) ou no início da
puberdade.
ESTATUTO CRIANÇA E ADOLESCENTE - ECA
ESTATUTO CRIANÇA E
ADOLESCENTE - ECA

Art. 240. Produzir, reproduzir, dirigir, fotografar, filmar ou registrar, por qualquer meio, cena de sexo explícito ou pornográfica, envolvendo

criança ou adolescente

§ 1 o Incorre nas mesmas penas quem agencia, facilita, recruta, coage, ou de qualquer modo

intermedeia a participação de criança ou

adolescente nas cenas referidas no caput deste artigo, ou ainda quem com esses

a participação de criança ou adolescente nas cenas referidas no caput deste artigo, ou ainda quem

contracena

ECA
ECA
ECA Art . 241. Vender ou expor à venda fotografia, vídeo ou outro registro que contenha

Art. 241. Vender ou expor à venda fotografia, vídeo ou outro registro que contenha cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente Art. 241-A. Oferecer, trocar, disponibilizar, transmitir, distribuir, publicar ou divulgar por qualquer meio, inclusive por meio de sistema de informática ou telemático, fotografia, vídeo ou outro registro que contenha cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente

ECA
ECA
ECA Art. 241-B. Adquirir, possuir ou armazenar, por qualquer meio, fotografia, vídeo ou outra forma de

Art. 241-B. Adquirir, possuir ou armazenar, por qualquer meio, fotografia, vídeo ou outra forma de registro que contenha cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente Art. 241-C. Simular a participação de criança ou adolescente em cena de sexo explícito ou pornográfica por meio de adulteração, montagem ou modificação de fotografia, vídeo ou qualquer outra forma de representação visual

ECA
ECA

Art. 241-D. Aliciar, assediar, instigar ou constranger,

por qualquer meio de comunicação, criança, com

o fim de com ela praticar ato libidinoso

Art. 241-E. Para efeito dos crimes previstos nesta

Lei, a expressão “cena de sexo explícito ou

pornográfica” compreende qualquer situação que envolva criança ou adolescente em atividades

sexuais explícitas, reais ou simuladas, ou exibição

dos órgãos genitais de uma criança ou adolescente para fins primordialmente sexuais

reais ou simuladas, ou exibição dos órgãos genitais de uma criança ou adolescente para fins primordialmente
EXERCÍCIOS REVISÃO
EXERCÍCIOS REVISÃO

As ausências de espermatozóides na vagina e no canal anal: (Polícia Civil de SP)

a)

Afastam definitivamente a ocorrência de

conjunção carnal e coito anal

b)

Afastam definitivamente a ocorrência de

conjunção carnal, mas não a de coito anal

c)

Afastam definitivamente a ocorrência de coito anal, mas não a de conjunção carnal

d)

Não afastam definitivamente a ocorrência

de conjunção carnal e de coito anal

EXERCÍCIOS REVISÃO
EXERCÍCIOS REVISÃO

Uma mulher no terceiro mês de gestação resolve tomar uma poção indicada por uma aborteira para eliminar a gravidez. Sofre cólicas intensas, perde moderada

quantidade de sangue, mas não expulsa o concepto. Três

meses depois é submetida a uma cirurgia, com retirada do útero e dos anexos. Dentro do útero, é encontrado um feto retraído, como que mumificado, parcialmente

desidratado, com áreas de calcificação. Nesse caso pode-

se afirmar que (PC/RJ):

a)

Não houve crime de aborto, pois não houve a expulsão do concepto

b)

Houve apenas tentativa de aborto criminoso

c)

Houve crime de autoaborto

d)

O aborto só foi consumado por ocasião da cirurgia

e)

Houve crime de autoaborto qualificado

EXERCÍCIOS REVISÃO
EXERCÍCIOS REVISÃO

(Julgue os itens) Em sexologia forense (PC/BA):

a)

Bordo himenal em cicatrização e presença de espermatozóides intravaginal são indicativos de conjunção carnal recente

b)

A interrupção da gravidez, com morte fetal após o nascimento,

configura aborto inevitável

c)

Uma gestante é internada correndo real e iminente perigo de vida em função da gestação. O médico, sem pedir seu consentimento ou da família, realiza o aborto necessário, que salva a vida da gestante. Nesse caso, o marido pode denunciar o médico pela prática de aborto não consentido

d)

O aborto, em medicina legal, pode ocorrer em qualquer fase da gestação, antes do parto

e)

A violência, em sexologia, pode decorrer de superioridade numérica, física ou psiquica.

EXERCÍCIOS REVISÃO
EXERCÍCIOS REVISÃO

(Julgue os itens) Para a Medicina Legal (PC/BA):

a) Puerpério é um período típico durante o qual a mulher se refaz das alterações ocorridas em seu organismo, devido a gravidez e o parto

b) A duração média de uma gestação é 280 dias. Sua duração mínima é de 180 dias e a máxima de 300

dias

c) Para

tipificar

o

infanticídio

é

dispensável

a

comprovação do nascimento com vida

d) Pseudociese é uma gravidez inexistente

e) A relação sexual normal com uma mulher, contra a sua vontade, é estupro independente da idade

gravidez inexistente e) A relação sexual normal com uma mulher, contra a sua vontade, é estupro
EXERCÍCIOS REVISÃO
EXERCÍCIOS REVISÃO

Uma mulher grávida faz uma ultrassonografia e contata que seu feto é portador de graves malformações congênitas. Procura um obstetra e lhe pede que faça o aborto. O médico faz a

intervenção pedida pela gestante e, semanas depois, é

intimado a comparecer à delegacia policial acusado de crime de aborto. De acordo com nosso Código Penal, assinale a alternativa correta em relação à acusação (PC/RJ):

a)

Trata-se de aborto eugênico, não permitido

b)

O médico agiu dentro da lei por se tratar de aborto sentimental

c)

Trata-se de aborto terapêutico, permitido

d)

O médico infringiu apenas o Código de Ética, não violou norma penal

e)

Trata-se de aborto qualificado, punível com aumento de pena

EXERCÍCIOS REVISÃO
EXERCÍCIOS REVISÃO

(PC/SP) É falsa a seguinte afirmação:

a) a presença de esperma dentro da vagina é

considerada prova de certeza na conjunção carnal

b) escoriações e equimoses nas raízes das coxas e

na vulva são sugestivas de violência sexual

c) a integridade do hímen é prova de que não houve conjunção carnal

d) para caracterizar-se o estupro não é necessário

comprovar-se a ocorrência de conjunção carnal

EXERCÍCIOS REVISÃO
EXERCÍCIOS REVISÃO

e

assinale a alternativa correta:

a) para tipificar o infanticídio é dispensável a

comprovação do nascimento com vida

b) a positividade da docimásia hidrostática de Galeno depende essencialmente dos batimentos cardíacos do feto ao nascer

c) a docimásia hidrostática de Galeno é utilizada para comprovar o nascimento com vida independente do tempo decorrido entre o óbito e o momento do exame do

cadáver

d) puerpério é um período típico durante o qual a mulher se refaz das alterações ocorridas em seu organismo, devido a gravidez e o parto.

(PC/SP

modificada)

Julgue

os

itens

abaixo

EXERCÍCIOS REVISÃO
EXERCÍCIOS REVISÃO

(DP/SP)

Por

Legal, entende-se:

abortamento,

em

Medicina

a) a morte do concepto no útero materno, antes de cinco meses de vida gestacional

b) a morte do concepto no útero materno, com

mais de cinco meses de vida gestacional c) a morte do concepto no útero materno,

independente da idade gestacional do mesmo

d) a expulsão do concepto do corpo materno, vivo, porém sem condições de viabilidade

EXERCÍCIOS REVISÃO
EXERCÍCIOS REVISÃO

(PC/DF) Entre os sinais de convicção, ditos também de certeza, de conjunção carnal, não incluímos:

a) presença de rotura recente do hímen

b) detecção de entalhe congênito no exame do hímen com escoriações e hematomas na vulva

c) presença de esperma no fundo da vagina

d) gravidez

EXERCÍCIOS REVISÃO
EXERCÍCIOS REVISÃO

Após uma animada festa de formatura da faculdade de

direito, João e José, felizes pela conclusão do curso, decidem dar

carona para duas irmãs que se encontravam na festa, Márcia e Maria. Estando as meninas em completo estado de embriaguez, aceitam seguir para a casa de um dos rapazes, na qual passam a noite toda. Na manhã seguinte, acordam com uma tremenda ressaca e com vaga lembrança dos fatos. Estão completamente nuas e com algumas marcas roxas pelo corpo. Ambas são maiores de 18 anos, porém virgens antes do ocorrido. Decidem procurar a delegacia de polícia mais próxima e acusam João e José de estupro.

O exame pericial de Márcia demonstrou sinais de rotura himenal recente com espermatozóides na vagina compatíveis com a data do evento. O exame de Maria evidenciou hímen íntegro, mas foi possível a coleta de esperma na região anal com espermatozóides compatíveis com a data do evento.

EXERCÍCIOS REVISÃO
EXERCÍCIOS REVISÃO

Assinale a afirmativa correta:

a) ambas foram vítimas do crime de estupro com presunção de violência

b) pode-se excluir o crime de estupro nos dois casos, já

que ambas consentiram (“aceitaram”) com o ocorrido

c) é possível se falar em estupro apenas no caso de

Márcia, mas não de Maria, já que seu exame evidenciou hímen íntegro d) pode-se excluir o crime de estupro nos dois casos, enquadrando a conduta de João e José dentro do capítulo que trata dos crimes sexuais contra vulnerável

EXERCÍCIOS REVISÃO
EXERCÍCIOS REVISÃO

Pedro efetuou aborto em Mariana, com o seu consentimento, e foi condenado à pena de reclusão pela prática desse ato. Enquanto Pedro cumpre a referida

pena, se vier a ser editada uma lei federal que revogue o crime de aborto provocado pela gestante ou com o seu consentimento, cuja conduta é “praticar aborto em si

mesma ou consentir que outrem lho provoque”, a edição

desse ato normativo (PC/DF):

a) não terá efeitos sobre a pena de Pedro, pois a lei que

rege o crime é a do momento da sua consumação e

posteriores modificações legislativas não abarcam

crimes já consumados

EXERCÍCIOS REVISÃO
EXERCÍCIOS REVISÃO

a)

(

)

b) Não terá efeitos sobre a pena de Pedro, em virtude da proteção constitucional à coisa julgada, que impede a aplicação de posteriores modificações legislativas a crimes com sentença transitada em julgado

c) Somente teria efeitos sobre a pena de Pedro caso ele

houvesse sido condenado à pena de detenção, e não de

reclusão

d) Conferirá a Pedro o direito de ser imediatamente solto, pois a referida lei tem efeitos retroativos e descriminaliza o

ato que motivou a sua prisão

e) Não terá efeitos sobre a pena de Pedro, pois a referida lei não revoga o tipo penal por cuja prática ele foi condenado

VERIFICAÇÃO DE PRESENÇA DE SUBSTÂNCIA ENTORPECENTE EM CAVIDADES NATURAIS DO CORPO
VERIFICAÇÃO DE PRESENÇA DE
SUBSTÂNCIA ENTORPECENTE EM
CAVIDADES NATURAIS DO CORPO

A fiscalização para evitar a entrada

de substância entorpecente no interior de áreas de segurança, no Distrito Federal, é

uma das mais rigorosas do país. Isso faz com que pessoas de ambos os sexos utilizem as cavidades naturais do próprio corpo no intuito de adentrar presídios ou outras áreas de segurança. Essa situação também ocorre em aeroportos.

VERIFICAÇÃO DE PRESENÇA DE SUBSTÂNCIA ENTORPECENTE EM CAVIDADES NATURAIS DO CORPO
VERIFICAÇÃO DE PRESENÇA DE
SUBSTÂNCIA ENTORPECENTE EM
CAVIDADES NATURAIS DO CORPO

As cavidades oral, nasal e auditiva são acessíveis à inspeção visual direta. As

cavidades vaginal e retal são facilmente

exploradas pelo toque vaginal ou retal, podendo-se ainda utilizar instrumentos

como o espéculo vaginal ou o anuscópio.

Quando há fundada suspeita de ingestão da substância, é necessário realizar

exames de imagem (raios-x, ultrassom,

etc.) para constatar a presença das substâncias.

CONSTATAÇÃO DE CONTÁGIO VENÉREO
CONSTATAÇÃO DE CONTÁGIO VENÉREO

Exame realizado para constatar a

ocorrência de contágio de moléstia pela via sexual. O médico perito realiza o exame clínico à procura de sinais macroscópicos de uma eventual doença venérea. Se houver necessidade, podem ser

solicitados exames laboratoriais para esclarecer

o diagnóstico.

O perito pode ainda solicitar cópias do prontuário médico do periciando para esclarecer

se há ou não vínculo entre uma doença venérea

e o contato sexual alegado.

CONSTATAÇÃO DE CONTÁGIO VENÉREO
CONSTATAÇÃO DE CONTÁGIO VENÉREO

Os exames de constatação de contágio

venéreo são importantes pois procuram vestígios materiais de causas de aumento de

pena para o crime de estupro. Assim, o (a)

periciando (a) deve ser orientado (a) a procurar novamente a delegacia de polícia se

do estupro resultar gravidez ou doença

sexualmente transmissível. Outrossim, a presença de doença venérea também é elemento do tipo penal do artigo 130, Perigo

de contágio venéreo.