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Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do

Sudeste de Minas Gerais – Campus Barbacena.


A ALIMENTAÇÃO NO ENSINO DA TERMOQUÍMICA.

Autores: Orientadores:
Camila Mourão Goulart Adalgisa Reis Mesquita
Isabella de Avelar Santos Vanézia Liane da Silva
Jonas Moreira Leijoto Barbacena – Setembro de 2012
A ALIMENTAÇÃO NO ENSINO DA TERMOQUÍMICA

Camila Mourão Goulart¹, Isabella de Avelar Santos¹, Jonas Moreira Leijoto¹,


Vanézia Liane da Silva¹, Adalgisa Reis Mesquita¹

1. IF Sudeste MG – Campus Barbacena


adalgisa.mesquita@ifsudestemg.edu.br

Palavras chave: termoquímica, alimentos, calorímetros.

Introdução:
A termoquímica é um conteúdo interdisciplinar de grande dificuldade de
entendimento para os alunos, pois estuda forças que eles consideram invisíveis e
complexas.

Termoquímica é o estudo da quantidade de calor liberada ou absorvida durante as


reações químicas e/ou fenômenos físicos e sua importância se dá porque o calor é a
forma mais frequente de variação de energia que acompanha estas reações.
Calorimetria é o estudo e a medição desta quantidade de calor, que, por sua vez, é
expressa em calorias (cal). Uma caloria é a quantidade de calor necessária para
elevar de 14,5ºC para 15,5ºC a temperatura de 1g de água. O calor é definido como
a energia transferida de um corpo para o outro em virtude da diferença de
temperatura entre eles.

O calorímetro é o aparelho utilizado para medir a quantidade de calor. Um dos


mais simples é o calorímetro de água que se fundamenta no equilíbrio térmico. A
quantidade de calor cedida (QC) pelo corpo (ou pela reação) é igual à quantidade de
calor recebida (Qr) pela água. A quantidade de calor recebida pela água (ou
qualquer outra substância) é da dada pela equação 1. Qr = m c ΔT, Equação 1 em
que m = massa da substância (g), c = calor específico da substância (cal/gºC) e Δt =
variação de temperatura. 3
As aulas sobre este assunto envolvem muita teoria, com o uso de fórmulas e leis,
o que, muitas vezes, impede o aluno de perceber a presença desse importante
conteúdo nos fenômenos presentes em seu dia a dia.

Os alimentos são os “combustíveis” do corpo. Durante o nosso metabolismo, eles


se “queimam” (oxidação) e a energia resultante dessa oxidação é utilizada no
funcionamento do organismo, ou seja, na manutenção da temperatura do corpo, no
funcionamento dos diversos órgãos, em nossos movimentos, etc..
Baseando-se nessa informação, o projeto veio com a necessidade de aprimorar os
conceitos trabalhados em Termoquímica, buscando aliar teoria e prática no ensino
da Química. Com a prática o aluno modifica a informação transmitida pelo professor
em conhecimento, que será importante para visualizar e compreender fenômenos
químicos presentes no cotidiano e em seu organismo como, por exemplo, a
obtenção de energia do corpo humano através da alimentação.

O projeto pretende trabalhar com diferentes calorímetros, explicando seu


funcionamento e construção, determinar a quantidade de calorias presentes em
alimentos normalmente ingeridos pelos adolescentes e abordar a interpretação do
rótulo de alimentos. O foco passou a ser a construção de materiais que auxiliem na
compreensão da calorimetria, e aproximem o conteúdo em questão à realidade do
aluno.

Os rótulos dos alimentos devem apresentar tabelas nutricionais constando os


valores energéticos dos alimentos. Estes dados devem ser legíveis e de fácil
interpretação, possibilitando aos consumidores escolher a partir dessas informações.
Entretanto observa-se rótulos confusos, com diferentes padrões unitários (Kcal, cal e
Cal). Apresenta-se, então, o objetivo de facilitar a leitura e a compreensão de rótulos
em relação à unidade caloria, instigando os alunos a uma análise crítica do que é
oferecido para o consumo.

Metodologia:
1 – Aplicação de um questionário com o intuito de conhecer os hábitos alimentares
dos alunos do Curso Técnico em Química Integrado ao Ensino Médio do IF Sudeste
MG – Campus Barbacena.
2 – Classificação dos dados e elaboração de uma tabela com a relação de alimentos
mais citados.

3 – Montagem dos calorímetros.

Foram construídos dois calorímetros.

O calorímetro 1 é simples e foi elaborado com uma lata de refrigerante cortada na


parte superior, com aberturas laterais, para permitir a entrada de oxigênio, e
encampada com jornal, com o intuito de reduzir as perdas de calor para o ambiente.
Um prendedor de papeis (clipes) foi adaptado ao interior da lata para servir de
sustentação do alimento a ser queimado. Sobre a câmera de combustão (lata de
refrigerante) foi colocado um erlenmeyer contendo um determinado volume de água,
cuja temperatura foi monitorada.

Tentando minimizar a perda de calor observada nos resultados com o calorímetro


1 optou-se pela construção de um segundo calorímetro. O calorímetro 2 foi
construído utilizando um recipiente de zinco como câmera de combustão e foi
revestido com papel emborrachado. Orifícios laterais também foram abertos nesse
calorímetro. Um prego anexado a uma rolha de garrafa foi colocado no fundo desse
recipiente, para servir como suporte ao alimento. Acima da rolha se encontrava um
recipiente de metal (lata de achocolatado) contendo água, coberto por uma tampa
ajustável feita do mesmo material, que possuía uma abertura para entrada do
termômetro.

4 – Seleção e preparação dos alimentos.

Foram selecionados alimentos entre os mais consumidos pelos alunos (dados


obtidos nas entrevistas) e com possibilidade de serem analisados pela metodologia
sugerida. Todos os alimentos selecionados foram deixados em estufa a 60ºC por 24
horas e foram resfriados a temperatura ambiente dentro de um dessecador contendo
sílica gel.
5 – Determinação do calor de combustão dos alimentos selecionados. Uma massa
conhecida do alimento foi colocada no calorímetro para sofrer combustão, o calor da
mesma era absorvido pela água. A temperatura da água foi monitorada com
termômetro de laboratório. A variação de temperatura da água, durante os
experimentos, foi registrada e o cálculo do calor de combustão dos alimentos foi
obtido utilizando-se a equação 1. A massa do alimento foi determinada em balança
semi-analítica (antes e após a combustão). Os experimentos foram realizados em
triplicata para cada alimento e para cada calorímetro.

6 – Comparar os dados obtidos experimentalmente com os valores informados nos


rótulos dos alimentos ou disponíveis na literatura. As embalagens dos alimentos
testados foram fotografadas para análise de erros nas tabelas nutricionais.

Resultados obtidos:
Após análise dos questionários os alimentos mais citados pelos alunos nas
entrevistas realizadas encontram-se na tabela 1.

Tabela 1: Alimentos mais


consumidos pelos alunos do
IFSEMG – Campus Barbacena.

Alimentos Marca
Achocolatado em pó A
Amendoim tipo japonês B
Batata frita C
Biscoito salgado – sabor D
churrasco
Biscoito salgado – sabor pão na E
chapa
Biscoito salgado – sabor F
presunto
Biscoito tipo wafer – sabor G
chocolate
Biscoito de polvilho H
Bolo IFSEMG – Barbacena
Chocolate ao leite com confeito I
– brigadeiro
Chocolate em pó J
Iogurte com polpa de morango IFSEMG – Barbacena
Leite integral IFSEMG – Barbacena
Pão de queijo IFSEMG – Barbacena
Pão francês IFSEMG – Barbacena
Presunto cru ou fresco K
Queijo tipo minas IFSEMG – Barbacena
Refrigerante de cola L
Refrigerante de cola (zero L
açúcar)