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Índice
Introdução .................................................................................................................................. 3

1. A descriminação compensatória ............................................................................................ 4

Conclusão................................................................................................................................... 8

Bibliografia ................................................................................................................................ 9
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Introdução

Este trabalho fundamenta-se na descrição do pensamento de Ronal Dworkin, concretamente a


descriminação compensatória realçada na sua obra: levando os direitos a sério, e tem por
objectivo analisar até que ponto deve existir uma decisão jurídica a respeito da descriminação
racial, e a partir desta, elucidar e a posição do autor.

Entretanto, Ronald Dworkin traz a luz da razão dois casos neste item, onde procura
compreender os casos do negro Sweatt que tentou ingressar na Faculdade de direito na
Universidade de Texas, e o judeu DeFunis que foi rejeitado na Faculdade de Direito na
Universidade de Washington, pois trata-se de uma dupla rejeição com duas razões distintas, e
que convergem pelo facto de se tomar em consideração a pertença de um grupo social
minoritário, segundo a objecção destas universidades.

Portanto, para a realização deste trabalho, baseou-se no método bibliográfico, que culminou
na leitura e síntese do pensamento de Dworkin sobre o tema acima citado. Para terminar,
importa salientar que a estruturação do trabalho segue a introdução, desenvolvimento,
conclusão e bibliografia.
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1. A descriminação compensatória

Em princípio Dworkin analisa os casos no qual alguns indivíduos eram negados os seus
direitos, Sweatt pelo facto de ser negro foi negado para ingressar na Universidade de Texas
(Faculdade de Direito), DeFunis pelo facto de ser um judeu não teria a possibilidade de se
ingressar na Universidade de Washington, mas teria sido admitido se fosse negro, filipino,
chicano ou índio americano. Ademais, salienta-se que DeFunis vê esta atitude como menos
exigente com os candidatos pertencentes a grupos minoritários, violava os direitos que lhe
eram assegurados pela Décima Quarta Emenda.

Existiam diferentes tipos de tratamento quanto a proveniência do grupo do indivíduo, tendo


benefícios as pessoas que vinham de um grupo majoritário, e os indivíduos que vinham de
um grupo minoritário eram submetidos a várias sujeições de triagem, como o caso de
DeFunis que tinha notas altas, teria sido aceite para o seu ingresso, mas como pertencia a um
grupo minoritário, não passou pela aceitação.

A partir destas acções surgiram grupos políticos que defendiam causas liberais como a Liga
de Antidifamação B’não Brich e a AFL-CIO, eles juntaram o seu parecer aos autos do
processo na condição de anici curiae em apoio a reivindicação de DeFunis, enquanto a
Americam Hebrew Homan’s Council, a UAW e a UMWA adoptaram uma posição contrária.

Essas divisões entre antigos aliados demonstram tanto a importância prática como a
importância filosófica do caso. No passo como os liberais sustentaram, como parte de um
conjunto de atitudes, três proposições distintas: “(a) que a classificação racial é um mal em si
mesma; (b) que todos têm direito a uma oportunidade educacional proporcional às suas
habilidades; (c) que a acção afirmativa estatal é o remédio adequado para as graves
desigualdades existentes na sociedade norte-americana” (DWORKIN, 2002:345).

Dworkin diz que nas últimas décadas chegou-se a afirmar que estas três proposições liberais
não são compatíveis, pois os programas mais eficazes de acção são aqueles que dão uma
vantagem competitiva aos grupos raciais minoritários.

Na óptica de Dworkin, essas distinção com base na raça são inerentemente injustiças. São
injustiças porque violam os direitos de membros individuais de grupos não igualmente
favorecidos, os quais podem, portanto, vir a sofrer o mesmo episódio de processo de exclusão
que os outros foram submetidos.
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Importa ulucidar que DeFunis não teriam violado nenhum direito constitucional se o Estado
não tivesse nenhuma faculdade de direito, ou se tivesse notas que não permissem a sua
admissão. Ele também não tem direito de insistir em que a inteligência seja o único critério
de admissão a ser levado em conta. As faculdades de direito atribuem um peso enorme aos
testes de aptidão intelectual para a admissão. Porém, isso parece adequado não porque os
candidatos tenham direito de serem avaliados dessa maneira, mas porque é razoável pensar
que o conjunto da comunidade estará mais bem servido se seus advogados forem inteligentes.

As faculdades de direito dão uma contribuição qualificada para a


implementação das políticas relacionadas a qualificação, como é o caso da
Universidade de Washington dava especial preferência não apenas aos
candidatos provenientes de minorias, mas também aos veteranos que haviam
frequentado a escola antes de servirem nas forças armadas. Nem DeFunis
nem qualquer das petições apresentadas em seu nome reclamam dessa forma
de preferência (DWORKIN, 2002:347).

No entanto, DeFunis não tem direito a vaga, e não obstante a isso ele afirma que tem direito a
que raça não seja usada como critério, independentemente de quanto uma classificação racial
possa contribuir positivamente para a promoção do bem-estar geral ou para a diminuição da
desigualdade social e económico. E fundamenta que o seu direito de que a raça não seja
usada como um mecanismo de admissão decorre do direito mais abstracto à igualdade, que é
assegurada pela Décima Emenda e determina que nenhum estado negará a qualquer pessoa a
igual protecção perante a lei.

Torna-se um embaraço porque os argumentos jurídicos apresentados, não mostram que nem
no texto da constituição nem nas decisões da Suprema Corte respondem satisfatoriamente a
questão de que enquanto matéria do direito, a Cláusula faz do conceito de igualdade um teste
de legislação, mas não estipula nenhuma concepção particular desse conceito.

Segundo DWORKIN (2002:348) “ não pode haver um bom argumento jurídico em favor de
DeFunis a menos que encontremos um bom argumento moral que afirme que todas as
classificações raciais, inclusive aquelas que tomam mais justo o conjunto da sociedade,
constituem uma agressão intrínseca ao direito individual à igual protecção”.

Parte da importância do caso DeFunis está em definir a igualdade como política e a igualdade
como direito. Para Dworkin, a abordagem deve necessariamente centrar atenções na
conceituação do que seja o direito à igualdade.

Nessa perspectiva, os cidadãos teriam dois tipos de direito à igualdade: a) direito a igual
tratamento, que representa uma igual distribuição de alguma oportunidade, recurso ou
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encargo (ex: direito a voto igual em uma democracia), e; b) direito ao tratamento como igual,
que materializa a ideia de ser tratado com o mesmo respeito e consideração de qualquer outra
pessoa.

Nas palavras de Dworkin, “o direito de um indivíduo de ser tratado como igual significa que
sua perda potencial deve ser tratada como uma questão que merece consideração. Mas essa
perda pode, não obstante isso, ser compensada pelo ganho da sociedade em geral”
(DWORKIN, 2002:351).

A dicotomia entre a validade das discriminações negativas e das discriminações positivas fica
evidente nesse caso, no qual Dworkin defende por razões de justiça a instituição de políticas
de acção afirmativa.

Contudo, poderíamos dizer gora que a descriminação contra os negros,


mesmo quando a serviço de alguma política plausível, é injustificada por ser
odiosa e insultante… Em termos gerais, não é verdade que qualquer política
social seja injusta caso aqueles que coloca em situação de desvantagem se
sentirem insultados (DWORKIN, 2002:356).

A admissão na faculdade por meio da inteligência não é injusta porque os menos inteligentes
se sentem insultados por sua exclusão. Tudo depende de saber se o sentimento de insulto é
produzido por alguma característica mais objectiva que qualificaria apolítica em questão,
mesmo que ninguém se sentisse insultado.

Dworkin fundamenta ainda uma base utilitarista que mantém o atendimento das pessoas com
base nas preferências que beneficiam de um grupo social, e preconiza que a base utilitarista
encontra dificuldades quando eleva-se as preferências externas que por muitas vezes pode vir
negar o direito de alguns. Contudo, se as preferências exteriores forem contadas entre
preferências gerais, essa suposição se verá comprometida. No entanto, é a partir daqui que
vamos encontrar uma controvérsia com a tese liberal, que só viria se apoiar na tese utilitarista
caso opta-se em reconstruir a tese sob forma a respeitar as preferências individuais.

Por meio dessa noção de igualdade como direito a tratamento como igual, Dworkin critica a
ideia anti-acção afirmativa pela qual a raça não pode ser utilizada de maneira nenhuma como
critério para a admissão em uma faculdade, pois todo e qualquer critério pode ser mal
manejado, e não apenas o critério racial. Não obstante isso, os argumentos utilitaristas que
fundamentam a acção afirmativa também não devem ser sustentados.
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Uma acção afirmativa não deve ser promovida porque dá à sociedade maior bem-estar geral,
seja esse bem-estar no sentido psicológico (maior prazer), ou no sentido preferencial (agrada
a preferência da maioria dos cidadãos). O indivíduo não pode jamais ser considerado como
meio para garantir a melhoria de vida da sociedade. O homem é o fim da acção afirmativa, e
não o meio pelo qual a sociedade poderá corrigir as injustiças cometidas no passado em
desfavor dos negros. Por isso, a acção afirmativa só é válida se enfoca diminuir a
discriminação presente, que é materializada no preconceito racial existente na sociedade
norte-americana e que impede a igualdade de negros e brancos no acesso à educação
superior. Nessa perspectiva, os argumentos de DeFunis não podem prevalecer, pois a acção
afirmativa promovida pela Universidade de Washington possui um fundamento moral (de
justiça) que não existia no caso da Universidade do Texas, a qual impedia o acesso dos
negros em razão do preconceito existente na sociedade.
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Conclusão

A fundamentação da descriminação compensatória encontra-se vinculada na perspectiva da


descriminação racial, onde encontramos certas e várias objecções liberais e utilitaristas
trazidas pelo autor, sob forma de resolver um problema de direito num ambiente onde as
diferenças raciais são uma barreira para desenvolver certas actividades na sociedade.

Portanto, Dworkin fundamenta que as diferenças raciais não podem ser pretextos, ou seja, um
critério para aceitação das pessoas na universidade, porque, o homem é o fim da acção
afirmativa, e não o meio pelo qual a sociedade poderá corrigir as injustiças cometidas no
passado em desfavor dos negros. Por isso, a acção afirmativa só é válida se enfoca diminuir a
discriminação presente, que é materializada no preconceito racial existente na sociedade
norte-americana e que impede a igualdade de negros e brancos no acesso à educação
superior.
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Bibliografia

DWORKIN, Ronald. Levando os direitos a sério. 1ª ed. São Paulo: Martins Fontes. 2002.