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ELES PENSAM QUE SOMOS TONTOS – parte 2!!!

Estamos falando da justiça, ou melhor, dos procedimentos jurídicos que iludem e aludem a
uma ideia de que todos estão sendo julgados com o mesmo peso.Se a justiça é equânime no
tratamento social, qual a razão da maioria das sentenças defender a propriedade dos
latifundiários e grandes empresas (mesmo com dividas para com o Estado) contra as
ocupações de terra ou a luta por moradia, mesmo considerando que a Constituição Federal
(carta magna e absoluta da nação, que está sendo destruída pelo governo Michel Golpista
Temer nos direitos básicos do trabalhador) estabelece uma hipoteca social sobre a
propriedade. A justiça tem lado, o lado das classes dominantes, reproduzindo a legalidade
capitalista.

Ainda na mesma ótica, qual a razão da “segurança” policial sempre defender os patrões em
situações de greve e manifestações de rua, seja de estudantes, mulheres, negros ou
homossexuais, mesmo que em total atitude pacífica? Impedem o direito de manifestação,
reprimindo violentamente atitudes mais ousadas como ocupações de prédios ou como no caso
dos grandes protestos por educação e saúde de qualidade ocorridos em 2013? É o caso de
lembrarmos a desumanidade das mortes de sem-terra ou ativistas de direitos humanos para
preservar o direito do lucro e da propriedade. Não se trata de erros da justiça, mas de sua
própria lógica.

Como se vê, a justiça não é para todos (chega a ser ridículo e propagandístico o título do filme
“Polícia federal: a justiça é para todos!), pois mesmo que não tivéssemos exemplos à exaustão
para demonstrar tal tese, devemos considerar a lógica de classe do sistema judicial que
preserva a substância das relações sociais capitalistas, defendendo a propriedade privada
acima de qualquer valor humano. As pessoas podem ter seus corpos surrados, ameaçados,
presos, aniquilados desde que se mantenha a dignidade da propriedade, o valor das
mercadorias, a legalidade da acumulação de capital.

Atualmente podemos comprovar estas questões no que se refere ao aspecto social. O governo
golpista elabora suas leis que deformam os direitos trabalhistas. O sistema judiciário
referenda, confirma, autentica. Onde está a justiça para confrontar as injustiças sociais que
fazem os governos. É o caso da ideia absurda do prefeito de São Paulo de entregar comida
vencida para a população pobre. Isto é justiça? Onde está a justiça para questionar o prefeito?
E o caso, do próprio Superior Tribunal que se omitiu no caso de suspender deputado ou
senador (o caso Aécio Neves) que tenha efetivamente envolvimento com crimes? Onde está a
justiça da justiça? Porque o deputado pode ter este tratamento privilegiado quando a justiça
não deveria comportar privilégios?

Finalmente, não se trata de uma suposta deficiência ou benevolência de certos juízes, mas
algo da ordem do próprio aparelho de justiça. É o caso da própria operação Lava-jato, para
retomarmos e encerramos nosso raciocínio. Uma operação pensada a partir da lógica
neoliberal e imperialista, com o objetivo de desorganizar um determinado grupo da classe
dominante, exatamente as empresas que estariam minimamente atrapalhando possibilidades
dos grandes monopólios internacionais. Ou seja, uma operação, que no fundo, trata de uma
disputa entre grandes empresários do cenário nacional e internacional e você foi para a rua
porque pensava que estavam querendo acabar com a corrupção. Infelizmente, você foi
enganado. No fundo, a operação apenas tenta acabar com a possibilidade de Lula ser
candidato à presidência.

Enfim, não sejamos tontos e alienados. Diferentemente do que vomitam vários comentaristas
não estamos em um novo estágio da civilização e os ricos não vão para a cadeia como vão os
pobres; a justiça não é para todos, ela é classista, branca, machista, homofóbica, racista....

Flavio Eduardo Mazetto (flaviomazz@gmail.com).