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ATITUDES FUNDAMENTAIS PARA REZAR COM A BÍBLIA

Lordelo, 10 de Março de 2014

A Bíblia: Palavra de Deus, ou palavra dos homens? Para uma boa leitura e interpretação da Bíblia temos de ter
sempre presente o que ela é em si, o seu mistério: Palavra de Deus em linguagem humana (DV 12). Palavra de Deus,
porque foi «divinamente inspirada» (2 Tm 3,16-17); palavra dos homens, porque «Deus, para a redigir, serviu-se de
homens na posse das suas faculdades e possibilidades» (DV 11).

Em resumo:
 A Bíblia é Palavra de Deus. Diz, com efeito, São Paulo a Timóteo: «Toda a Escritura é divinamente inspirada» (II
Tim.3,16).

 Mas a Bíblia é também Palavra Humana: «Inspirados pelo Espírito Santo, os homens santos falaram em nome de
Deus» (II Pe.1,21).

 Sendo a Sagrada Escritura, Palavra de Deus, dita em linguagem humana, podíamos, desde logo, estabelecer
como ponto de partida algumas atitudes fundamentais para rezar com a Bíblia. Pois é disso, fundamentalmente
que se trata, quando falamos de «Lectio Divina»: leitura orante ou leitura crente da Palavra de Deus.

«Toda a Escritura é divinamente inspirada» (II Tim.3,16)

A BÍBLIA, ENQUANTO PALAVRA DE DEUS, DEVE SER:

I. Lida com fé (Mc.6,5; Jo.20,31; Jo.6,68); I. Lida com fé (Mc.6,5; Jo.20,3; Jo.6,68) e “amor a este Deus que me
quer falar, pondo de lado toda a ansiedade, qualquer preocupação que nos inquiete. Exige que seja dada à Palavra
tempo, interesse e dedicação gratuita (Papa Francisco, E.G. 146).O meio para sintonizar com Ele é a fé. Por isso, a
primeira função da Bíblia é acender essa luz, antes mesmo de nos transmitir o seu conteúdo ou doutrina. Será
ela que dará ao leitor a consciência de que Deus lhe fala ao ler a Bíblia e o colocará na condição de
compreender o sentido da sua mensagem. Por isso nem sempre os mais cultos e doutos lêem ou interpretar
melhor as Sagradas Escrituras, mas aqueles que acreditam e se abrem à acção do Espírito Santo.

Mc.6, 5
E não pôde fazer ali milagre algum. Apenas curou alguns enfermos, impondo-lhes as mãos. 6Estava admirado
com a falta de fé daquela gente.

Jo.6, 68
Respondeu-lhe Simão Pedro: «A quem iremos nós, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna! 69 Por isso nós
cremos e sabemos que Tu é que és o Santo de Deus.»
II. Escutada sob a luz do Espírito Santo (Jo.14,26). A Bíblia deve ser lida e interpretada com o mesmo Espírito que a
inspirou (Dei Verbum 12; cit. Bento XVI, Verbum Domini 29). Primeiro passo é invocar o Espírito Santo. Sendo a
revelação de Deus e dos seus mistérios (DV 12), contém verdades que transcendem os limites da capacidade
humana. Como está escrito, são coisas que «nem o olho viu, nem o ouvido ouviu, nem jamais passou pelo
pensamento do humano» (1 Cor 2,9). Não pertencem ao domínio da sabedoria dos homens. Mas Deus revelou-as
por meio do Espírito (2 Tm 3,16); por isso, só Ele e quem o possuir estará em condições de as ler e interpretar:
«As coisas que são de Deus ninguém as conhece, a não ser o Espírito de Deus» (1 Cor. 2,11b).

III. Lida e interpretada segundo a sua própria finalidade. Todas as coisas têm um fim determinado e só utilizando-
as segundo esse objectivo para que foram criadas, realizam a sua missão e satisfazem. Ora a Bíblia foi escrita
para que as pessoas acreditem e, acreditando, esperem e, esperando, amem (D.V. 1). É o livro da Revelação de
Deus à humanidade e da resposta da humanidade a Deus Revelador (D.V. 2 e 5); é o livro da fé do povo de Deus
(Ver Lc 1,1-4; Jo 20,30). Tudo o mais que nela existe é em função disso e para isso. Portanto, se quisermos, à
partida, resolver muitos problemas e evitar muitas confusões na leitura da Bíblia, procuremos nela só aquilo
que ela nos pode oferecer. São João é claro na conclusão do seu evangelho: «Muitos outros sinais miraculosos
realizou ainda Jesus, na presença dos seus discípulos, que não estão escritos neste livro. Estes, porém, foram
escritos para acreditardes que Jesus é o Messias, o Filho de Deus, e, acreditando, terdes a vida nEle” (Jo.20,30-
31).

Jo.20, 31
Estes, porém, foram escritos para acreditardes que Jesus é o Messias, o Filho de Deus, e, acreditando, terdes a
vida nele

IV. Deve ser lida e interpretada numa comunidade de fé. A Bíblia não é obra dum indivíduo, mas de todo o Povo de
Deus. Nasceu de grupos ou comunidades que viveram, partilharam, transmitiram e escreveram as suas
experiências religiosas. Por isso não é um livro só, mas setenta e dois e todos muito diferentes. Sendo,
portanto, a comunidade crente a sua matriz geradora, será também ela o contexto vital da sua leitura e
interpretação. Nela, a Palavra de Deus encontra outro eco e tem outra ressonância. Cada pessoa ouvindo a
mesma Palavra, descobre nela aspectos diferentes. É preciso perceber que a comunidade é o berço, onde a
Palavra se gera e donde ela verdadeiramente nos fala e interpela. É muito importante não tirar a Palavra do seu
berço, não a desgarrar da comunidade, não a interpretar fora da comunhão com a Igreja. Seria como querer ler
a folha solta de um livro, como arrancar da terra, a plantada aí enraizada e germinada. Quando, na comunidade,
se lêem as Escrituras é o próprio Cristo que fala ao seu Povo! “O lugar originário da interpretação da Escritura é
a vida da Igreja” (Bento XVI. Verbum Domini, 29).
V. Atender ao facto de que esta Palavra me fala «hoje» (Lc.4,21). É importante ouvir a Palavra, que «hoje» me é
dada ouvir. Ouvir a Palavra, que eu não escolhi, de modo a «puxar a brasa para a minha sardinha». Pelo
contrário, a Palavra falará tanto mais, quanto mais eu a deixar falar primeiro. E essa Palavra fala-me « hoje». E
«hoje» fala-me como nunca… porque «hoje» aquele que a ouve sou Eu. E eu, que a escuto hoje, já não sou, nem
estou, como ontem. Daí o interesse, por exemplo, em seguir uma Lectio dos textos bíblicos da Liturgia ferial ou
dominical. Ou mesmo uma leitura continuada de todas as Escrituras, em que cada livro ou secção do livro, é
lido, meditado e saboreado no contexto de toda a revelação bíblica. Deste modo a Lectio torna-se uma praxis
de obediência total e incondicional a Deus que fala enquanto o homem se converte num ouvinte da Palavra. Na
Palavra de Deus proclamada e ouvida nos sacramentos, Jesus, hoje, aqui e agora, diz a cada um: «Eu sou teu e
dou-me a Ti» para que o ser humano O possa acolher e responder-lhe: «Eu sou teu»” (Bento XVI, Verbum
Domini, 51)

Lc.4, 21
Começou, então, a dizer-lhes: «Cumpriu-se hoje esta passagem da Escritura, que acabais de ouvir.»

VI. Deve ser lida e interpretada em clima de oração (Jo.20,31). A Bíblia não é um livro de recreio, nem de cultura; é o
livro da fé e oração do Povo de Deus para meditar e viver. Não deve ser lido como um romance, um compêndio
de história ou um manual de filosofia. Sendo o livro do diálogo entre Deus e a humanidade, a oração é o
ambiente mais apropriado para nos lermos/escutarmos e partilharmos a sua Palavra e continuarmos o diálogo
com Ele. Lida em ambiente de oração, faremos dela oração e sentiremos que ela é Palavra de Deus. «A leitura
da Sagrada Escritura deve ser acompanhada da oração para que se verifique o colóquio entre Deus e o homem;
pois com Ele falamos quando rezamos; a Ele ouvimos quando lemos os divinos mistérios» (DV 25)

VII. Escutada com Humildade, que é o terreno propício à fecundação da Palavra e com simplicidade e
disponibilidade interior (Lc.10,21-24; Mt.11,25-27), sem a pretensão de «dominar a Palavra». A Palavra
transcende-nos! Não somos árbitros nem proprietários, mas depositários, arautos e servidores da Palavra (E.N.
71; cit. Papa Francisco, E.G. 146);

Lc. 10, 21-24

Nesse mesmo instante, Jesus estremeceu de alegria sob a acção do Espírito Santo e disse: «Bendigo-te, ó Pai,
Senhor do Céu e da Terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e aos inteligentes e as revelaste aos
pequeninos. Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado. 22 Tudo me foi entregue por meu Pai; e ninguém
conhece quem é o Filho senão o Pai, nem quem é o Pai senão o Filho e aquele a quem o Filho houver por bem
revelar-lho.» 23 Voltando-se, depois, para os discípulos, disse-lhes em particular: «Felizes os olhos que vêem o
que estais a ver. 24 Porque - digo-vos - muitos profetas e reis quiseram ver o que vedes e não o viram, ouvir o
que ouvis e não o ouviram!»
VIII.Acolhida na disposição da conversão interior (Jo.3,3), pois se assim não for, a Palavra não produz frutos de
conversão, de mudança, de reorientação da vida. “Estar disposto a deixar-se tocar pela Palavra e encarna-la na
sua vida concreta…. Aceitar ser trespassado pela Palavra” (Papa Francisco, E.G. 150)
Jo.3,3
Em resposta, Jesus declarou-lhe: «Em verdade, em verdade te digo: quem não nascer do Alto não pode ver o
Reino de Deus.»

IX. Lida com pureza de coração, sem a qual, não se pode ver a Deus… (Mt.5,8). De facto, o cristão abeira-se da
Palavra, com um enorme desejo de progresso na virtude da união com Deus.

Mt.5,8: Felizes os puros de coração, porque verão a Deus.

X. Posta em prática (Mt.7,24), caso contrário seria enganarmo-nos a nós próprios. “Porque, quem se contenta
com ouvir a palavra, sem a pôr em prática, assemelha-se a alguém que contempla a sua fisionomia num
espelho; mal acaba de se contemplar, sai dali e esquece-se de como era. Aquele, porém, que medita com
atenção a lei perfeita, a lei da liberdade, e nela persevera - não como quem a ouve e logo se esquece, mas como
quem a cumpre - esse encontrará a felicidade ao pô-la em prática (Tg.1,23-25). Por isso deve ler-se o texto à
procura de respostas para as grandes questões actuais, de modo a saber relacionar a Palavra com a Vida
(Jo.20,31). O ideal, por exemplo, na Lectio Divina, é não seleccionar, à partida, nenhum texto, que procuramos,
porque nos dá jeito, para o que queremos dizer, criticar ou fazer.

Mt.7, 24
«Todo aquele que escuta estas minhas palavras e as põe em prática é como o homem prudente que edificou a
sua casa sobre a rocha.

Tg. 1,23
Porque, quem se contenta com ouvir a palavra, sem a pôr em prática, assemelha-se a alguém que contempla a
sua fisionomia num espelho; 24 mal acaba de se contemplar, sai dali e esquece-se de como era. 25 Aquele,
porém, que medita com atenção a lei perfeita, a lei da liberdade, e nela persevera - não como quem a ouve e
logo se esquece, mas como quem a cumpre - esse encontrará a felicidade ao pô-la em prática!
«Inspirados pelo Espírito Santo, os homens santos falaram em nome de Deus» (II Pe.1,21).

A BÍBLIA ENQUANTO PALAVRA HUMANA DEVE SER…

1. Lida com a mesma atenção que um outro qualquer texto exige, usando as regras comuns de leitura, para
descobrir os vários sentidos do texto. Deve, por isso, ser estudada com a ajuda de comentários,
introduções, notas de rodapé etc.
2. Prestar atenção ao sentido literal: Situar o texto no seu contexto: ver a época, distinguir o género literário,
conhecer o autor. Ora, cada uma das formas literárias tem o seu especial interesse e deve ser lida duma
maneira diferente. Não é a mesma coisa o relato dum milagre e uma parábola; um texto escatológico e um
poema; uma sentença e uma alegoria. “O objetivo não é o de compreender todos os detalhes: o mais importante
é descobrir qual é a mensagem principal. Identificar a ideia e o efeito que o autor quis produzir ” (Papa Francisco,
E.G. 147). É importante percebê-lo para não cair na tentação de usar a palavra para proveito próprio… “Se um
texto foi escrito para consolar não deveria ser usada para corrigir erros; se foi escrit para exortar, não deveria
ser utilizado para instruir; se foi escrito para ensinar, não deveria ser utilizado para explicar várias opiniões
teológicas; se foi escrito para levar ao louvor ou ao serviço missionário, não o utilizemos para informar sobre
as últimas notícias” (Papa Francisco, E.G. 147)
3. Perceber que o sentido literal e histórico atinge a sua plenitude na globalidade da revelação bíblica, isto é,
na revelação de Jesus Cristo, Palavra definitiva do Pai. Toda a Escritura tem em Cristo o seu centro e
plenitude... e tudo deve ser lido e interpretado por referência a Jesus Cristo. Essa Palavra, seja do Antigo,
seja do Novo Testamento, fala sempre de Jesus, só nEle e por Ele se entende. “Para entender o sentido da
mensagem central de um texto é preciso coloca-lo em ligação com o ensinamento da Bíblia inteira,
transmitida pela Igreja” (Papa Francisco, E.G. 148). Ler os textos, particularmente as páginas mais obscuras
da Bíblia, tendo presente que a revelação bíblica está radicada na história, nela se vai progressivamente
manifestando o desígnio de Deus, até situar tudo na perspetiva cristã, “tendo como chave interpretativa o
evangelho e o mandamento novo de Jesus Cristo realizado no mistério pascal” (cf. Bento XVI, Verbum
Domini, 42).
4. Partilhada e confrontada com outros. Partilhada e confrontada com outros, sem a tentação de querer apenas
perceber o que ela diz aos outros. Ler o texto, no contexto eclesial e sacramental.
5. Ter em conta o significado exacto das palavras (irmão, justiça, reino...). “Convém estarmos seguros de
compreender adequadamente o significado das palavras que lemos” (Papa Francisco, E.G. 147).
6. Ter em atenção os lugares paralelos (Mt.5,1-12 = Lc.6,20-26) e comparar cada texto bíblico com outros
textos da Bíblia.
7. Acolher a interpretação da Igreja: atender ao sentido da Igreja. No caso, por exemplo, dos evangelhos, não
esquecer o contexto eclesial e o sentido sacramental em que foram redigidos; “A Bíblia foi escrita pelo
Povo de Deus e para o Povo de Deus. Somente com o «nós», isto é, nesta comunhão com o Povo de Deus,
podemos realmente entrar no núcleo da verdade que o próprio Deus nos quer dizer” (Bento XVI, Verbum
Domini 30).
8. Neste esforço de ler e de ver, precisaremos, muitas vezes, de alguém que nos oriente (Act.8,31), que no-la
possa explicar.
9. O Concílio Vaticano II indica três critérios para uma interpretação da Escritura conforme ao Espírito que a
inspirou:
a) Prestar grande atenção ao "conteúdo e à unidade de toda a Escritura";
b) Ler a Escritura "na tradição viva de toda a Igreja".
c) Estar atento à "analogia da fé". Por "analogia da fé" entendemos a coesão das verdades da fé entre si
e no projecto total da Revelação (Catecismo da Igreja Católica, nº 109, 112 e 113.
10. O método da Lectio Divina é um dos caminhos de leitura crente ou orante da Bíblia, mas não é único nem
uniforme. (João Paulo II,N.M.I. 39; Bento XVI, Verbum Domini, 86; Papa Francisco, E.G. 152).

UMA PERGUNTA A BENTO XVI SOBRE A LEITURA DA BÍBLIA: Como posso reconhecer que aquilo que leio é Palavra
de Deus que interpela a minha vida?

A RESPOSTA

1. Colocar-se em diálogo com Deus

Antes de tudo, é preciso dizer que se deve ler a Sagrada Escritura não como um livro histórico qualquer, como lemos, por
exemplo, Homero, Ovídio, Horácio; é preciso lê-la realmente como Palavra de Deus, isto é, colocando-se em diálogo com
Deus. Inicialmente deve-se rezar, falar com o Senhor: "Abre-me a porta". É quanto diz com frequência Santo Agostinho
nas suas homilias: "Bati à porta da tua Palavra para encontrar finalmente o que o Senhor me quer dizer ". Isto parece-me um
ponto muito importante. Não se lê a Escritura num clima académico, mas rezando e dizendo ao Senhor: " Ajuda-me a
compreender a tua Palavra, o que agora tu me queres dizer nesta página".

2. Não ler sozinho. A «Lectio Divina», guiada pelos Mestres

O segundo ponto é: a Sagrada Escritura introduz na comunhão com a família de Deus. Por conseguinte, não se pode ler
sozinhos a Sagrada Escritura. Não há dúvida de que é sempre importante ler a Bíblia de modo muito pessoal, num
diálogo pessoal com Deus, mas ao mesmo tempo é importante lê-la na companhia de pessoas com as quais se caminha.
Deixar-se ajudar pelos grandes mestres da "Lectio divina". Temos, por exemplo, tantos livros do Cardeal Martini, um
verdadeiro mestre da "Lectio divina", que ajuda a entrar no coração da Sagrada Escritura. Ele conhece bem todas as
circunstâncias históricas, todos os elementos característicos do passado, mas procura abrir sempre a porta para mostrar
que aparentemente palavras do passado também são palavras do presente. Estes mestres ajudam-nos a compreender
melhor e também a aprender como ler bem a Sagrada Escritura. Depois, em geral, é oportuno lê-la também em
companhia dos amigos que estão a caminho connosco e procuram, juntos, o modo de viver com Cristo, qual deve ser a
vida que nos vem da Palavra de Deus.

3. Ler a Bíblia na companhia do Povo de Deus (a Igreja)

O terceiro ponto: se é importante ler a Sagrada Escritura ajudados pelos mestres, acompanhados pelos amigos, pelos
companheiros de caminhada, é importante em particular lê-la na grande companhia do Povo de Deus peregrino, isto é, na
Igreja. A Sagrada Escritura tem dois sujeitos. Antes de tudo, o sujeito divino: é Deus que fala. Mas Deus quis envolver o
homem na sua Palavra. Enquanto os muçulmanos têm a convicção de que o Alcorão seja inspirado verbalmente por Deus,
nós cremos que a Sagrada Escritura se caracteriza como dizem os teólogos pela "sinergia", a colaboração de Deus com o
Homem. Ele envolve o seu Povo com a sua palavra e assim o segundo sujeito o primeiro sujeito, como disse, é Deus é
humano. Nela há escritores individuais, mas também a continuidade de um sujeito permanente o Povo de Deus que
caminha com a Palavra de Deus e está em diálogo com Deus. Ouvindo Deus, aprende-se a ouvir a Palavra de Deus e
depois também a interpretá-la. E assim a Palavra de Deus torna-se presente, porque as pessoas morrem, mas o sujeito
vital, o Povo de Deus, está sempre vivo, e é idêntico ao longo dos milénios: é sempre o mesmo sujeito vivente, no qual
vive a Palavra.

ENCONTRO DE BENTO XVI COM OS JOVENS DE ROMA E DO LÁCIO EM PREPARAÇÃO PARA A XXI JORNADA MUNDIAL DA
JUVENTUDE (Quinta-feira, 6 de Abril 2006).
http://evangelhoquotidiano.org/main.php?language=PT&module=readings&localdate=20180125