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SOFIRASIA

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I' tdi�1, n,u,n Jr /t/1/, Y edição

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CLAULIIA l!EHUNLR

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l'roduçün i:rlilica Gn,,/Ju A/fc.,

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Titulc, 1•11i;mal.

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1

ÍNDICE

t

Í,

Primeira Parte PROBLE�11\S TEÓRICOS E METODOLÓGICOS DA PSICOLOGIA

Os n1étodos

g1cos

de investigação

reflexológicos e psicoló-

Psicologia geral e e�'Cperinzerital (Prólogo

ao livro

de

A. F. Lazurski)

A consciê11cia

portamento

como problen1a da

psicologia do com-

Sobre

método da psicologia". A títt1lo de introdução

o artigo de

K. Koffka

"A introspecção e

o

O 111étodo instru111ental ern psicologia Sobre os sistemas psicológicos

t\

psique, a

consciência, o inconsciente

Deser1volvin1e11to ele,

,11e111ó,�it1

(l ) refácio ao livro

ele A.

N.

Leóntie,,)

O

prolJle,na da consciência

 

A

psicologia e

a

teorí,1 ela

localização

das fL1nções

p

,

s1

q

.

t11cas

··················

-

3

33

55

87

93

103

137

161

171

191

-

.

'

Un1a

A CONSCIÊNCIA COMO PROBLEMA

DA

PSICOLOGIA DO COMPORTAMENTO*

aranha exect1ta

operações que se

assen1elhan1

às manipulações

do tecelão, e a constrt1ç�10 das cohnéias das abell1as poderia envergonhar 1nais de un1 n1estre-de-ol)ras .

.ivlas

l1á algo en1 c1ue <)

pior 111estre-de-ol)ras

leva

vantagem, logo de início, sol)re a

,nelhor al)el11a,

é o fato de c1ue, antes de executar a constn1çào,

projeta-a em seu cérel)ro.

No final <lo pr<>cesso c.le tr.1l)alho, !)rota un1 resultado, qt1e antes de co111eçar o processo

já existia

existência ideal.

na mente

do operJrio;

seja,

un1 resultado que

ou

tinJ1a

O operário não se

oferece a natureza,

mas, ao 1nesn10 tempo, realiza

ol)jetivo que ele sabe que

as modalidades de sua

e à qual tem

li1nita a

fazer n1udar

ele forn1a

a matéria que

11ela seu ol)jetivo, corno un1a lei

rege

att1ac,,.'ào

necessariamente de sul)n1eter st1a vontade.

ll1e

K.

.ivli\RX

"Soznanie

kak problen1a

psikhologuiti povedienia··. Escrito

en1 1925

e

pul>licado

en1

K.

N.

Kornílov

(Orµ.)

Psicolo

�í<1)'

111ar.Yis1110.

�lascou

e

Lcningrado,

1925.

PROBLEM AS TEORICOS E METODOLÓGICOS DA PSICOLOGIA

ia. 1\lé111 cliss<),

f)SÍC<Jlog

qu;111tc) 111ais an11)lo e t1tiiversal for <)

i<> LlLte to 11en1c>s, n1ais f(icil ser�í

prir1cí

acla11tá-lo

fato qLie

ao

,

-

.

.

_

.

.

.

.

,

_

.

.

.

A inadec1uaçào entre o telJ1ado

da

relati,ridade.

alice

rces

e CJS

,

·

s

·

-

1

,

.

.

56 TEORIA

E MÉTODO

EM

PSICOLOGIA

1

científica elu

natureza

dele,

le i

sí stence

da

para a

literat

e

inter

icio

iênci

psic'

Nossa

ura

iial-

·� ,

e

olo

os

,

ti-

as

e

ps1colog1ca

_

co1no se

En1

a

da

pr()f)Jenia

0,-1cJ

,

·' ·

dar

existisse

,

·

·

de

consc

no,·a

c1a

me11te o

proeura

,

.

,- 0

g,a na

sistcn):JS

conta

al1�oluto.

conseqL1en

elos

disso ,

en1

c1ent1f1ca

p.sicolog1a

cr1açao

quais

assis

com

dia trazem implí(-ilos,

de clefeitos c,

nossa

_

��

desde seu

1\,fenc

os

mars

próprio

mos hoje c:m

ç<>,

uni:i série

alµun�

que,

á11ic )s.

sao

onaremo s

ft1ndan1

apen

e,itais

cn1

op1n1a<J,

Í!nportanres.

1. A<.)

ignorar

esr::

fech:Jndo par:1

e>

pr<)l)le1na

si

n1esma o

da

consciência,

a psicologia

can1inl10

e la

in,,estigaç

ào

de

prc>l•lema.s n1ais <>U

r11enos

con1plexos

e.lo

con1porta111e11to

hun 11no.

Vê-se ol)rigada a

se

111;1is eJen1cn1ares

clc>

ser

,,ivo

lin1itar �1

explicação

no 111L1ndo.

É fácil

dos

r1exos

cor11prov

ar

essa

afirn1::.iç:io se

<.lern1os

u111a

oll1ada nc>

índice do

livro

de

V.

Jvl.

Békhrerev

f'1111c/a111e11/os

gerais

ele:,

rejle.>.:ologia do /Jo-

111e111 (1923):

··J ri11cípio c.J:i cor1ser\'açJo da

J

energia.

JJrincípio

da

111u1al)iJiclacle

contínL1a.

l'rincípio

do rit1110.

Princípio da

aclaptaç�lo. J rincípi() ela

tividade··.

>

re::IçJo igt1al

J. aç�io.

Princípio da rela­

u11i\ ersais, qt1e alJar­

I10-

En1 un1a só pala,,ra,

apenas o

J )rincípios

1

n:lo

con11)ortan1e 11ro dos

ú11ica

anin1ais e

que,

do

ca111

n1e111, n1a.s

n:1c> apareça

(Jos.síveis nexos enco111rados ou

rodo e> cunjun10

ne111

urna

elo L111i, erso, ainda

1

lei psicolé)gica

é claro,

os

qLte forn1L1le

a interdependência

entre os

fenôn1en<Js

n1en10 l1un1ar10 que o diferencia

e c1L1e caracterize a

originalidade do

co111porta­

elo co111porta111ento ,tnimal.

Por outro lado.

C) li, ro qLte acalJa1no.s ele mencionar gira

do reflexo

1

em torno do ex1Jerin1ento clássico

de

formação

C<)i1dicionado,

unia

peqt1ena 1nostra,

ele

extraordinár

i,1

im­

pc)rt:111cia básica,

de

O

reflexo

n1as qt1e não cobre o

universal

o

des­

io

espaço

<1rau

co11dicionado

de primeiro

até

princíp

e

ª

ssência

sto

o

'

de

edificação

;

·

o a1n

d

no

f�1cilme

de

entre amlJos

põe

nte

n1an1fe

.

quant

,

d

- pre1naturo for111u 1 ar pr1nc1p10

reílexológico

,

e

o

quanto

e

as a

e aplica-

a e

un iversais

·

s1111pl

.

es

oasea

·"''

a,

5

os

.

n1arerial

e.xtrair

1

eis

d e outros ramos do sal)er

'

j

.

57

i11\'Cst1

ga111os.

Nao se cle\'e

esqt1eccr, co11tt1clo.

qtie

tt1c le

e o conte(1c_lo

c_lo co11ceito

est,10

sen11)re

en1

a anipli­

relaç]<)

i11\,ersa.

E co1110 a a1111)litt1c.le cios 1)rincípios

t1niversais tenele

ao i11fi11ito, set1

co11te(1<.lo

psicológicc> di111i11ui até o zere) coni

a 111es111a rapidez.

Nlas este

nüo é L1111 defeito atribt1ível �lpe11as ao ct1rso ele

Békl1tere\ 1

n1a

for111a

Esse

111es1110 clefeito a1)arece e retlece-se de

algt1-

e111

cada

te11tativa ele for111t1lar

siste111atica111e11te a

c_lot1trir1a

i

c o co1111)orlan1e11to

cio

inelivídt10 do

ponto ele vista

da

111era

reflex<)logia.

 

2. 1\

11egaç:io

ela

consciência

e

a

tendência

a constrt1ir o

sisten,a

psicológico se111

esse c<.1nceito - con10 u111a "psicolo­

gia

se111 consciência'',

segu11do expressão de P.

P. Blonsl<i

(1921,

p. 9) - faze111

con1 que

os 111étoclos se

veja1n privaclos

dos

n1eios

n1ais

fu11dan1enrais

para i11vestig�tr essas

reações

não

111�1nifestas

ne111 aparentes

à pri1neira

vista,

tais

como os

1novi111encos

internos, a

fala i11ter11a,

as

re,tções so111áticas

etc.

Li111itar-se

a estt1dar as

re�1ções

visíveis

à

vist�t

rest1lt�1

estéril e

injLtstificado, inclusive

no qt1e

primeira se refere

aos

m�tis

si111ples

do

co1nporta1nento

 

hu111ano. E,

no

problemas entanto, o

comporta1nento

do

indi\ 1 íduo

é

organizado ele

tal

formL1

conl1ecidos que

reflexo

viamente

são justa111ente

o orientam

os 111ovin1entos

e dirigem.

no

cachorro,

qLte

internos

QLtando for1na1nos

pouco

o

pre­

condicionado sali\ ar

1

organizamos

seu comporta1nento de

u1n moclo

determinado,

através

experi1nentc) não é

de experin1entaçào,

de

procedi1nentos

ele outra forn1a

anin1al

no

Da

externos,

j{t c1ue

o

o

l)anco

possível. Coloc�1mos

o an1arramos

co111 Ct)rreias etc.

111es­

do

ma maneira

sujeito por

organiza1nos

ele

previamente o

corr1porta111ento

meio

mo\'Írnentos

internos conhecidos

- atra­

vés

de instruções,

esclarecin1entos

etc.

E

se esses

mO\'i1nen­

tos

ínter11os

variam

subitamente

no

transcurso

do

experi­

alterará

de

falar de

rea­

mento,

todo

uadro

do

o

c i

comportan1ento se

lin1itamo-nos

ser1do

a

for1na

l1rL1sca.

ções

inil)idas,

l'or

c1ue

conseguinte,

saben1os

prr>dL1zidas de

estarem

forma

constante

e ininterrupta no

organismo e

c1ue <lesem-

PROBLEM AS TEÓRICOS

E METODOLÓGICOS DA PSICOLOGIA

'"'

t1n1

1an1

pen

de

qt1�1lqu

que este e con�c1ente. �1:1� c:1rece1110�

.

"'

"

.

.

.

"

.

.

.

er

·-

mento,

J3

internas.

to para ,·nvestioar essas reacoes

1nstrun1cn

as letras: o su1e1to

Para dizê-lo con1 todas

se,npre

pensa

influir en,

deixa de

seu

,n,'>.:.mo e isso

con,-

nunca

. ·

0

cons1g

de pensa,nento

durante a

A n1udança repentina

porca,nento.

da

sub­

no comportan,ento

pessoa

repercute sen1pre

pro,,a

()corre-11,e

''Não

pensamento:

(de

um

a ela

repente,

nierida

ele con10 co11siderar essa influência.

laçao de processos

·

1 ·

110 ·

·

1

,

co de organização e regulação do

comporta1nen10. (N.R.R.)

58 TEORIA

·

I

,

P

E MÉTOD

O EM

PSICOL

OGIA

·,

p

·:,

l

r

egul�1dor

·

o

intluente

-

_

sol)re

.

o

cor111)

ort

�t-

vou <)lhar para

o aparell10

,.

). Nlas n,1o

ten,os

a menor

idéia

3. 1\paga-se

radicalmente

tc>da

diferença

entre

o com-

por1an1ento

<lo

ani111al

sociologia e a

fisiologia

e

e>

do l1omen1.

A

biologia

traga

a

o faz cc>n1 a

psicologia.

O estudo do

comportamento do hon1en1 é al)or<lado do mesmo n1odo que

O escudo do comporta,nento de ql1alc1uer

mamífero.

E assim

fazendo, esquece-se e> c1ue acre:-;centan, ele

no,·o

a consciên­

cia e a psique ao comporra,nentcJ

lo de exen1plo, a

duas leis:

a de

l1umano.

Recorrerei.

a títu­

exti11çào

(ou

de

inibição

interna)

dc>s

reílexcJs

con(liciona(los, estalJeleci<la por 1. 1

>

.

t

>á, 1

lt1

v (1923), e J

dos cl<)n1inantes, forn1ulada por

.

A.

Ukt110111ski 1 ( 1923).

A lei de

extinção (ou

de inibiçio interna)

dos reflexos

con(licion:idos

estalJelece <JtJe

a excitação

prolongada com

un1 excitante condicionado e não reforçada mediante um excitante incondicionado (Jroclt1z o enfrac1uecin1ento paula­

tino e por fi111 a extinção total do reflexo condicionado. Passen1os ao con1porta111ento do l1on1em. No sujeito restrin­

gi111os u111a reação condicionada a u111 certo excitante: '·Quan­ do ouvir a can1painha aperte o botão do console". Re­ petimos o experin1ento 40, 50, 100 vezes. Ocorre e.'{tinção?

Ao

contrário,

a conexão

se reforç.1

a

J roduz-se

>

extinçãc).

o cansaço,

mas

É evidente qt1e,

não

é isso

neste

caso,

cada

,,ez,

a

cacla

dia.

o

que

supõe

é

i111possível

a

lei

da

transpo

r

1. Ukhto1nski. ,\leksiéi

do

·

u nna

1

cJ o

.1

·

,\Jeksiéievitch

con10

(1875-1942).

Fisiólogo

soviético.

(

conste-

·

Elaborou ·1

_

uon1mante

sisten1a

funcional

especial

.

.

-

·

s cen ros nen•os<>s , que constitui o

)

n1ecanísn10

1s10 og1-

(

59

se111 n1ais ne111 111en<>S t1n1a lei <lo c.lo111ínio (la

111al ao

cl�1 J)Sicologia cio l10111en1.

psicologia

:,r,i-

Faz-se necessária, tJC)r J)rir,­

cípio,

u,na certa

reserva.

�las não a1)e11as a clesconl1ecen1os,

co1110 tan1pot1co sal)e111os oncle l)t1scá-la .

A

lei

cio

do111i11ante

estal)elece

a existência

no sistema

nervoso do

ani1nal ele algt1ns focos de excitação que atrae111

excicaç;ões SL1l)clo1ninantes,

nervoso.

outros,

vão

as

qt1e nesses momentos

nos gatos,

parar no siste111a

A excitação sext1al

os

atos

e deglL1tiçào

e defecação, o

reflexo de

abraçar

nas

ràs,

tttdo

isso,

con10

mostran1

as investigações,

se reforça

por 111eio de qualquer excitante estranl10. Passa-se diret�t­ mente disso para o ato de atenção do l1omen1 e estal)elece­ se que a base fisiológica desse ato é constituída pelo domi­ nante. �'las o que se constata é que precisamente a atenção está pri,,ada desse traço característico, ou seja, da capacida­ de de ser reforçada solJ a ação de qualquer excitante estra­ nho. Pelo contrário, todos eles des, 1 iam e enfraquecem a �1tenção. De no,,o, a passagem das leis do dominante. esta­

1

1

t

.

1

!

(

J

belecidas no gato e na rã, para as do componamento huma­ no necessitam de uma séria correção. 4. O n1ais importante é que a exclusão da consciência do campo da psicologia científica deixa em grande n1edida intactos o dualismo e o espiritualisn10 da psicologia subjeti­

va anterior. \T. Nl. Békhterev afirn1a qt1e o siste1na reflexoló­ gico não contradiz a hipótese "da alma" (1923). Caracteriza os fenômenos st1bjetivos ou conscientes con10 fenômenos de segL1nda ordem, especificamente internos, que acompa­ nham os reflexos conc.1tenados. O fato de admitir a possibi­ lidade ou, inclt1sive, de reconhecer co1no algo ine, 1 itável o aparecimento no ft1tt1ro c.le t1ma ciência à parte - a reflexo­

logia st1bjetiva -, apenas reforça o clt1alismo.

A princip,tl

premissa

ela reflexologia,

a adn1issào

ela

possil)ilidade

sem

recorrer

ele explicar todo o

co1nporta111ento do l101nem

,l

fenôn1enos st1bjeti, 1 os,

ou

seja, ·a

psicologia

sen1

psiqt1e,

representa a

ot1tra face cio dt1alis1110 c.11 psicolo­

gia

st1l)jetiva,

con1 st1a lentativa ele estud�1r un1a psiqt1e pura,

al)strata.

Enc1u,111to

ten1os

,tli

a

psique se1n

<:01nportan1ento,

aqt1i

te1nos o comporta111ento sen1

psic1t1e

e, tanto lá qua11to

OGIA

PSICOL

MÉTOD

O EM

A E

60 TEORI

d

.d

E prec1sarnente

ev1 o a

clistintos.

dua-

esse

fenôn,enos

dois

cio

psicól

n1esn10

qt1e se

tr

te

espi ri­

nenhtim

g

?

lisn10 que

.

_

_

i11clef t1,,

lmente.

pressupõe,

O

sen,pre

_

grande valor

tein

ito

o pode

conce

mas

no

o nverter

c

se

principal

<la

cio

psicologia

C<J1no ciência

do c o

nento

1nportar

algurna

de

cére

u111

S3C<)

cl1eio de

reflexos

couro

sett

­

ner11

bro

é tlln

hotel

casti ,il­

rellexos

para

ndicionaclos

os

qtte

c

o

n 1ente se alojam

nele

.

:

C,l, a

p

si

q

ue"

e

O

··comportan

,

1ento"

.

são

interpreta

clos

com

o

tualista

lógico

ou

ela

i(Jealista

rnais

1nc1s1\'0,

nega

reflexologia;

ao

c

ntrário,

a

o

1nater1al1

qualqt1er

s1no

fisio ­

ideali

snio

;.

Ao elirninar a consc1enc1a da ps1colog1a entramo s de

.

111aneira

firme

e

definitiva

no círculo

el

o

IJiologica

,nente

ab­

l

surdo. o próprio Békl1terev n os previne contra o granele erro que é consiclerar os "processos sul)jetivos con10 total­

rnente

supérflt1os

ot1

secund:írios

na

natureza

(epifenôm

nos). já que sal)en1os que nesta tud o que é secundário se

atrofia

e se

destrói,

ao passe)

que nossa

própria

experiência

nos diz que os fenôn1enos sul)jetiv o s alc anç,1111 seu 111aior

desenvolvin1ent() nos processos 1nais complexos ela ativida­

de

correlativa"' (il)ícle,11,

p.

78).

Por conseguinte, l1á de se con\'ir qt1e, ot1 é realn1ente assin1, e neste caso é in1possí\ r el estudar o comporta111ento do hon1en1 e as con1plexas for111as de sua ati\ r idade, inde­ pendentemente de sua psiqt1e, ou enrü o o é assi111, e neste caso a psique é L1111 epifenô111eno, t1111 fenô111eno secundário, já que se explica se1'11 ela, con1 o que clepara111os com um abst1rdo psicológico. N�1o existe L1111a terceira possi­ bilidade.

1

t

6. Assim formulada a qt1estào, fecl1a-se para sempre o acesso à i11vestigaçào dos prol)len1as n1ais transcenclentais, como a estrutura de nosso c on1portamento, ele seL1s con1p o­ nentes e de suas formas. Esta111os c onden.-1dos para sempre a manter a falsa concepção de qLre o c o111porta111ento é t11na sorna ele ret1exos.

O reflexo

é

home,i,,

porc1t1e

um

esse

conceito

abstrato:

111etod

o

logican1

ente

co1111)orta1nento não

co11slittt

i

de

forni

a

1

1

PROB LEMAS TEÓRICOS E METODOLÓGICOS DA PSICOLOGIA

61

A investigação das reações don1inantes nos anirnais e a

ela integração elos reflexos de,nonstraram de for111a convin­ ce,1te qt1e o traball10 ele cada órg;1o, set1 reflexo, não é algo estático, mas son1e11te uma função do estado geral do orga­ nisrno. O siste,na nervoso funciona con10 tim conjunto - ,noclelo de Cl1. Sl1errington -, que deve sen'ir de base para a doL1trina do co,nporta,nento. Cor11 efeito, a palavra "reflexo", no sentido em que é uti­ lizada em nosso país, lembra muito a l1istória de Kannir v ersl1- tan, o no1ne que u,n pol1re estrangeiro na Holancla escuta\'ª en1 resposta a suas pergL1ntas: "Qt1en1 estão enterrando? De qt1em é esta casa? Qt1em passot1 no carro?" etc. Pensava inge­ nt1amente o pot)re estrangeiro qt1e naquele país tuclo era realizado por Kannitvershtan, c1uando, na verdade, essa pala­

vra significava que os holandeses com quen1 tr opeça\'ª não compreendiam suas pergL1ntas. O reflexo da n1era ot1 o de liberdaele parecem apenas exemplos análogos de inco1n­ preensà o dos fenômenos que se investigan1 ! . Parece evidente

que não se trata nesse caso de tim reflexo no sentido normal, con10 pode sê-lo o reflexo sali\'ar, mas de u,n n1ecanisn10 de comportan1ento estrt1turalmente distinto. So,nente reclt1zindo tudo a t1n1 cleno111inador comt1111 poderemos clizer: isto é un1

reflexo, co,110: isto é Kannit\'ersl1tan. J\ fas, nesse caso, a pró­

pria palavra ··reflexo·· percle set1 senticlo. O qt1e é a sensação? É un1 reflexo. O qt1e s�1o ,t lingt1a­ ge1n, os gestos, a mí111ica? Tan1bé111 reflexos. E os instintos, os lapsos. as emoções? Süo taml)é111 reflexos. Toclos os fenôn1e­ nos qt1e a esc ola de \Xlt1rtzl)L1rgo encontrot1 nos processos 111entais st1periores, a análise dos sonhos proposta por Freucl, ta1nlJén1 são reflexc>s. Eviclente1nente, isto está correto, 111as a esteriliclacle científica ele constatações tão si1nplistas é, de todo ponto ele vista, eviclente. Co111 esse 1nétodo ele an:ílise, a

C o 111 e s s e 1nét o do ele an:ílise, a , 2 .

,

2. Os conceitos de reflexo de rneia e reflexo de liberdade foran1 intro­ duzidos por 1. J>. P{1\'lov; no en1:1n10, nJo se cnc�1ixavan1 no t'!-qucn1a de1er­ n1inista fundan1cntal da forn1ut11;�1<> do retlcxo condicionado. \'igotski se n1an­

ifes1;1va cnn1r:1rin ;1 univcrs;lliza(J<l desse c:-4ue111:1. considerando que con1 iss<> se perdia seu \'alor p<>:-iiivo. que só pode ::.e: conservar se s1.• linüta o esquc:111:1 n1encion:ido a dl'1em1inado círculo de fc:nõn1enos. (N.R.R.)

espald ar da

cadeira, ele desviar a

no

cabeça,

etc?

suspirar

Que isto vall1a

_

demonstrar o caráter

de

con1plicado

para

qualquer

reação,

.

dependência

do

ele

sua

n1ecanis1no

com­

p

>rtamento

está

de

incorporada,

a que

ade

a itnpossibilid

estudar

d

re'lção

um-1

f

squecer,

de

antes

ampliar

exaltar

nossas co11clt1sõ

e

es so­

Jre

<>.s experimentos

J,'

que a 1nvest1gaçào se �

encontra

prin16rdio

.

apenas

s e

en1 set1s

que C(>br1u

urna área ,

d,

·

.

.

.

62 TEORIA E MÉTODO EM PSICOLOGIA

ciência não apenas deixa de lançar a luz e claridacle sobre os problcn1as ·a estudar que permita distingttir e deli111itar oL1je­ tos, forn1as, fenômenos, ,nas, ao contrário, ol)riga a ver tudo em unia penL1n1l)ra en1 que tudo .se mistt1ra e onde esn1aece qualquer lin1ite definiclo entre os olJjetos. Isto é um reflexo e isto não é, mas c1ue111 distingt1e ur11 do ot1Lro? O que é preciso estudar não são os reflexos, ,nas O con,­ portamento: seu n1ecanisn10, comJ)Osição, estrutura. Qt1ando faze,nos experiências co1n anin1ais OLI pessoas crendo inva­ ria\'eln1ente que esra111os investigando t11na reaç{io oti um reflexo, o qt1e se1111)re investigamos, na \'erdade, é o coin­ portamento. O que ocorre é qt1e estamos J)reviamente orga­ nizando, de n1aneira preestalJelecida e JJadronizada, o co111- porran1ento cio st1jeito para co11seguir qt1e prevaleça a re�tçào ou o reflexo: de outro 111odo, 11ão o consegt1iríamos. Nos experimentos de 1. P. J > ã,,lov, será c1ue o cachorro reage com o reflexo salivar e não con1 as numerosas e n1ais diversas reações motoras, internas e externas, se111 que estas influam no processo reflexo c1ue est . a111os olJservanclo? E sera que nao e o n1esn10 excitante condicionado utiJizado

,

-

,

en1

tais experin1entos

que

pro,,oca

essas outras

reações

(a

orie11taçâo das orell1as, dos oll1os etc.)?

Por qt1e o

fecl1an1en­

to da

conexão

condicionada

se

prodt1z e11tre o

reflexo

sali­

var e a can1painl1a

e não de ot1tra n1a11eira?

Ot1,

forma, por

que

não

é

a carne qt1e

começa

a

clito de

ot1tra

provocar

os

movin1entos de

orientação

das

orell1as?

J>or acaso

a única

r

açào

dian e

reacao

.

manifesta

do

de

um

sinal?

sujeito

é apertar o

Não

Não são ta1nbém

são ta1nbém

botão

partes

ela

ca1npainl1a

essenciais

da

o

re

1 axamento ., geral do corpo ou o fato

de

apoiar-se

,

.

,

.

.

'

.

' .

,

,

e

·or,na

e ass1cos

a

I Jstrata.

1·ampot1co

cleve111os

co,n

reflexos

condicion

aclos,

a1n

a

mt11to

l1n11tada, que

so1nent

e

1

!

1

PROBLEMAS TEÓRICOS E METODOLÓGICOS DA PSICOLOGIA

63

foram e.stt1dadas uma C>tt duas classes de reflexos - o salivar e o defensivo-n1otor -, e so,nente reflexos condicionados de pri1neira e segunda ordem e nu,na linl1a l1iologican1ente não vantajosa para o animal (por qt1e l1averào de secretar saliva em resposta a sinais mt1ito distantes, a excitantes conclicio­ naclos de ordem superior?). Por isso seremos caL1telosos ao trasladar diretamente as leis reflexológicas para a psicologia. Co1no afirma com razão V. 1\. \ 1 ágner i (1923), os reflexos constituem os alicerces, mas partindo apenas deles ainda não se pode dizer nada sobre o que se vai construir en1 cima. Cremos que, considerando todos esses raciocínios, de­

vemos deixar de considerar o comportamento do l10111em como um mecanismo que conseguimos desvendar totalmen­ te graças à cl,ave do reflexo condicionado. Sem t1n1a l1ipóte­ se ele trabalho prévia sobre a natureza psicológica da cons­ ciência é impossível re,,isar criticamente todo o capital cien­ tífico nesse campo, selecioná-lo e peneirá-lo, transcrevê-lo para t1m novo idion1a, elaborar novos conceitos e criar ur11�1 nova área de prohlen1as. t\ psicologia científica não deve ignorar os fatos da co11s­ ciência, n1as materializá-los, transcre,,ê-los para u,11 idion1a objetivo que existe na realiclade e des111�1scarar e enterrar para sempre as ficções, fantas1nagorias e sin1ilares. Sem isso é ir11possível qt1alc1uer traball10 de ensi110, de crítica e (le in­ vestigaç,'io. Não é difícil con1preender qt1e não há necessid,1de de considerar a consciência nem biológica, 11em fisiológica, nen1 psicologican,ente c on10 uma segunda categoria de fenô-

.

menos.

,

E

necess{trio

encontrar para

ela, con10

para todas as

outras rea\·ões do org:1nis1110, u1na interpretação e um lugar adeqt1ados. Esta é ,1 pri111eira exigência ele nossa l1ipótese de

traball10. A segt1nda seria que a hipótese cleverá explicar sem a n1enor fissura aqueles problen1as fundarnentais relaciona-

3. \'ágner, Vladín1ir AJeksándrovilch (1889- J93·i ). Fundador <la psicolo­

gia anin,al na Rússia. Partindo da doutrina clarwinist:i, investigou, baseando-se no 1né1odo objetivo, os instintos nos ani1nais. De1nonstrou que a regulação psíquica do co1np<)rta1ncnto se 111anifesta c1n sua singularidade ao ser cstuc.la­ da ele fo1111a histórico-Cl>lllp;1rativa. (N.R.lt)

consciência, de sua 1dent1dacle e unidade.

64 TEORIA

E MÉTOD

O EM

PSICOLOG

IA

o prolJle1na

z

.

da

l

'

a consciência:

o,

1

conser

.

d

o

v

c

ação

n

1

da

d os com

g

I

c

ía

e

.

a

ou r. :>

ener-

nt ?

ci-

natur

o

ps1 0 og ca

'.

ci111

introspecç

t .1

1 :

carater consciente

das

conscienc1as.

tres

prin

pais diniensões

ções e

,,ontade),

da

o

psicologia

1pírica

(pensan1

.

da

e

once_ito do 1nc

nsc1ente,

ento,

se11sa -

evoluç

ão

da

ni

Neste

IJre,,e

e rápido

esl)oço

as idéias J)ré,rias,

as

mais gerais

expuse1nos

apen,1s

e

fundamentais,

j

cu a

algu­

con­

tluência,

acredican1os,

dará lugar ao

surgin1ento

da

l1ipóte

se

de tralJalho da

consciência no con1portan1ento

psicológic

o.

2

agc)r�1 e11ÍOL;1r <.1

isto 2, sen1 1)arlir ck1 psicologia.

1·e,1te111os

1)rol1lc111a

pelo

laclo de

fora,

E,n

a11i111al

st1as forn1as

C<)n111õe-se

11ri11cipais,

toclo o

ele

LC)111port:1111e11to

os

cio

rt·flexos

reações:

inalc)s cJu núcJ-cu11clici<.111a<los e os ac.lc1t1iridos OLt

Lle c.Jc)is

grttp<lS

conclicio11a­

<l t1s.

:\lén1

disse).

()S rt·!lexcls i11atl)S

L'<)1 1 stitt1e 1 11

algo assi111

coleti,·a

c.h� tt1cl:1 :1 l�f-p�cie e <.)S atlquiriLlt1s sL1rge11 1 sc)lJre a lJase cless:1

C<)lllC> o t'Xl.r.1to \)ic.1l{)gic<) cl:1 ex1Jeriê11ci:1

l1c:rc-tlitjria

l1er:tn\·:1

l1t>rt.>clit:iri: 1

atr:i,·t:':-.

dt1 ft.·cl1:t11 1e11to

de 11CJ\·as

co11c-­

xões.

n:1 experi2ncia

�Jartict1l:1r

d<) i11di,·idt10.

Desse

n10Jc). t()Clo co111portar11ento ar1i111:tl

con\·encion:1l111entl.' ('()n10 :.1

:idquirid:1.

riênciJ i1eredit: í ri3

J)<)tle

consiLlerado

11 1:1is

:1

d:1

expe­

n1ec�nisn10

o 111ecJ.­ Pá\·lo,·. final

ponro

P.

ser

�xpcriê'11cia l1eredit:1ri:1

p:1rticul:1r.

.-\.

orige111

por D:in,·in: l)

pesso:il é

un1

n1ultiplic:1d:1 pela

foi escl:irecida

d:i.

nismo do rer1exo condicion:1do. cst�1belecido por 1.

�ledi:inte

no co111pon:1mento do anin1:1l.

multipliL.":lÇJ.O

dess1

experi�nci:1 pela

coloc:1-se.

essa fórn1ula

en1 gef31.

�lt1ito

diferente é

o l1on1en1.•-\qui

:

o que completa

ocorre con1

par:i al):irc-.i.r de 111aneir:1

do co1nporca­

fórn1ti­

�1ssinal:tr o car:.íter excr:1or­

:1 totalidade

,ner to é necessário i11troduzir no\"OS co111ponences 11:1

la . E

iinari:1n1e11re a1111)IC) da

lor COtllJ)arac.la con1

reci::-o,

:intes de 111ais

11ada,

_

experié 11cia

l 1erd:1cl:1

O

a experiência

ani111�tl.

pelo

l1on1e111

se

l10111e1n

11;10

se

PROBLEM

AS TEÓRICOS E METODOLÓGICOS DA PSICOLOGIA

65

serve

apenas

da experiência l1erdada

fisican1ente.

Toda

11ossa

,,icla. o traball10,

o co111porta1nento l)aseia111-se na L1tili­

zaç:ão

111L1ito a1npla

da experiência