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Atividade de Direito Constitucional.

Professor: Me. Antônio Reveroni


Acadêmicos:
Bruno Alves Vieira – 1620010023
Eduardo Buges Damasceno Mota – 1620010120
Joana Beatriz Borges Aguiar – 1620010108
Hugo Victório Lopes Campos – 1620010058
Marco Antônio de Carvalho Rezende – 1620010008
Ricardo Pereira Silva – 1620010014
Tharlles Dias da Silva – 16 20010046

Trabalho 2. Constituição Brasileira de 1824

1. Contexto histórico constituição de 1824


No dia três de maio de 1823, a assembleia geral constituinte e legislativa do império do
Brasil deu início a legislatura com o intento de elaborar a primeira constituição política do país.
A Constituição de 1824 foi a primeira e única constituição do Brasil Imperial, bem como a
primeira constituição a reger o território brasileiro. Outorgada pelo imperador D. Pedro I e
vigente até a declaração da república em 1889, essa Constituição foi a mais longeva e estável do
Brasil, sendo marcada por peculiaridades como o Poder Moderador e esforços sinceros de se
criar uma sociedade progressista, estabelecendo o voto (indireto e censitário) e direitos civis aos
cidadãos. Segundo consenso de historiadores e cientistas políticos, a Constituição de 1824 foi,
em seu tempo, uma das mais liberais do mundo e talvez a mais liberal das Américas,
excetuando-se a norte-americana. Esse produto da independência brasileira, a Constituição de
1824, surgiu da necessidade de legitimar o novo império e de formalizar um equilíbrio entre as
várias classes sociais que disputavam o poder político após o fim do regime português,
especialmente os escravocratas, que temiam revoltas da população majoritariamente escrava, e
os imigrantes ainda leais a Portugal ("Partido Português"). O imperador D. Pedro I também
desejava criar uma constituição liberal, não despótica, aos moldes do que ocorria na Europa,
portanto ele permitiu que o Conselho de Estado, composto por eminentes juristas, redigisse uma
Carta de modo a controlar (ou tentar) os poderes do monarca. Em forma e conteúdo, o texto
final tem clara inspiração na Constituição Francesa de 1814.
1.2 Contexto social da constituição de 1824
Com a constituição de 1824, apenas homens com mais de 25 anos e renda anual mínima
de 100 mil réis poderiam votar nos cargos do Legislativo, enquanto que para ser deputado essa
renda subia para mais de 400 mil réis. Já para senador esse valor subia para os 800 mil réis, o
que excluía a grande maioria da população. Quanto a Igreja Católica, presente no Brasil desde o
descobrimento, foi oficializado como a religião do país, e tinham seus membros sujeitos às
ordens políticas do governo.
Os demais cidadãos, aqueles que não possuíam direito ao voto, o que era a grande maioria
da população, não podiam votar nem ser representada por mandatários nas pequenas províncias,
cabia a eles apenas se sujeitar aos mandos e desmandos do império.
Do ponto de vista prático, podemos definir a constituição apenas como uma forma de
fazer com que o Brasil continuasse sob o poder de Portugal, mesmo depois da independência.
Essa época trouxe muitas discussões políticas e várias revoltas, que demonstravam que muitos
não apoiavam tal constituição e suas definições. A desigualdade estabelecida na mesma era
clara, e estava longe de cumprir qualquer ideal de isonomia na população. Essa constituição
vigorou até o final do período imperial, quando viera a acontecer uma nova fase na história do
Brasil.
1.3 Contexto Econômico no Período Pré-Constituição de 1824
O Brasil, ao tornar-se independente em 1822, possuía uma economia voltada para a
exportação de matérias primas (exceto o açúcar que era um derivado industrial já transformado
da gramínea da cana). O mercado interno era pequeno, devido à falta de créditos e a quase
completa subsistência das cidades, vilas e fazendas do país que se dedicavam à produção de
alimentos e a criação de animais. Durante a primeira metade do século XIX, o Estado imperial
investiu pesadamente na melhoria das estradas terrestres e detinha por sua vez, um memorável
sistema de portos que possibilitava uma melhor troca comercial e comunicação entre as regiões
do país. A economia do Brasil era extremamente diversificada no período pós-Independência,
mas foi necessário um grande esforço por parte do governo monárquico para realizar a
transmutação de sistema econômico puramente escravocrata e colonial para uma economia
moderna e capitalista. Contudo, a monarquia fora capaz de manter até o fim de sua existência o
extremamente notável crescimento econômico iniciado com a vinda do então príncipe-regente
dom João ao Brasil. Isto foi possível, em parte, graças ao liberalismo adotado pelo regime
monárquico, que favorecia a iniciativa privada.
2 Elaboração e promulgação
A elaboração da constituição do Brasil de 1824 foi um processo desgastante, amplo e
muito conturbado. Logo após a proclamação da independência do Brasil do Reino Unido de
Portugal, Brasil e Algarves, por Dom Pedro I, em 7 de setembro de 1822, ocorreu um conflito
entre radicais e conservadores na assembleia constituinte.
A assembleia constituinte se reuniu em 3 de maio de 1823, quando o imperador Dom
Pedro I deixou claro em seu discurso o que esperava dos conselheiros constituintes. Entre os
deputados constituintes, 22 eram parte do clero. Uma parte dos constituintes tinha orientação
liberal-democrata: queriam uma monarquia que respeitasse os direitos individuais, delimitando
os poderes do imperador.
D. Pedro I queria ter o controle do legislativo através do voto, iniciando uma desavença
entre os constituintes com diferente ponto de vista.
D. Pedro I ordenou ao exército a invasão invadir do congresso em 12 de novembro de
1823, prendendo e exilando diversos deputados, esse ato ficou conhecido como "noite da
agonia".
Feito isto, reuniu dez cidadãos de sua inteira confiança, pertencentes ao Partido
Português, dentre eles o distinto João Gomes da Silveira Mendonça, marquês de Sabará, os
quais, após algumas discussões a portas fechadas, redigiram a primeira constituição do Brasil no
dia 25 de março de 1824, sendo escrita pelo arquivista das bibliotecas reais, o sr. Luís Joaquim
dos Santos Marrocos.
D. Pedro I iria repetir o mesmo processo dois anos depois, já como d. Pedro IV de
Portugal, participando da elaboração da constituição portuguesa de 1826.
A constituição de 1824 é, até os dias atuais, a constituição brasileira que teve a vigência
mais longa, tendo seu artigo 3º, o qual estabelecia a forma monárquica hereditária de governo,
violado pelo Marechal Deodoro da Fonseca com a proclamação da república no Brasil, em 15
de novembro de 1889 (o vácuo constitucional viria a ser suplantado com uma nova carta magna
em 1891). A constituição brasileira de 1824, à época, não foi considerada uma das primeiras
constituições, pois já existiam outras, como as constituições de San Marino (1600, ainda em
vigor com emendas), Córsega (1755), dos Estados Unidos (1787, ainda em vigor com emendas),
da Comunidade Polaco-Lituana (1791), as constituições francesas do período revolucionário
(nove constituições entre 1791 e 1830), da Suécia (1809, ainda em vigor com emendas),
Espanha (1812), dos Países-Baixos (1815, ainda em vigor com emendas), Noruega (1814, ainda
em vigor com emendas), Chile (1812, 1818, 1823), Venezuela (1811, 1819), Portugal (1822),
Grécia (1822, 1823), República Federal Centro-Americana (1824), Argentina (1813, 1819),
Grã-Colômbia (1821), Paraguai (1813), Peru (1822) e México (1814, 1821, 1824). A
constituição recebeu importantes modificações por meio do ato adicional de 1834, que, dentre
outras alterações, criou as assembleias legislativas provinciais.

Mini exemplar da Constituição Política do Império do Brasil, impresso em 1826.

Não era o desejo de D. Pedro I imperar como um déspota, pois "sua ambição era ser
guardado pelo amor de seu povo e pela fidelidade das suas tropas e não impor sua tirania". O
Imperador, por tal razão, encarregou o Conselho de Estado criado em 13 de novembro de 1823
de redigir um novo projeto de Constituição que estaria finalizado em apenas quinze dias. Era um
"conselho de notáveis" formado por juristas renomados, sendo todos Brasileiros natos. O grupo
incluía Carneiro de Campos, principal autor da nova Carta, além de Vilela Barbosa, Maciel da
Costa, Nogueira da Gama, Carvalho e Melo, dentre outros. O Conselho de Estado utilizou como
base o projeto da Constituinte e assim que terminou, enviou uma cópia da nova Constituição
para todas as câmaras municipais. Esperava-se que a Carta servisse como um projeto para uma
nova Assembleia Constituinte. Contudo, as câmaras municipais sugeriram ao Imperador ao
invés que se adotasse "imediatamente" o projeto como a Constituição brasileira. Em seguida, as
câmaras municipais, compostas por vereadores eleitos pelo povo brasileiro como seus
representantes, votaram a favor por sua adoção como a Carta Magna do Brasil independente.
Pouquíssimas câmaras fizeram qualquer tipo de observação a Constituição e praticamente
nenhuma fez alguma reserva. A primeira Constituição brasileira foi então outorgada por D.
Pedro I e solenemente jurada na Catedral do Império, no dia 25 de março de 1824.
A Carta outorgada em 1824 foi influenciada pelas Constituições francesa de 1791 e
espanhola de 1812. Era um "belo documento de liberalismo do tipo francês", com um sistema
representativo baseado na teoria da soberania nacional. A forma de governo era a monárquica,
hereditária, constitucional e representativa, sendo o país dividido formalmente em províncias e o
poder político estava dividido em quatro, conforme a filosofia liberal das teorias da separação
dos poderes e de Benjamin Constant. A Constituição era uma das mais liberais que existiam em
sua época, até mesmo superando as europeias. Fora mais liberal, em diversos pontos, e menos
centralizadora que o projeto da Constituinte, revelando que os "constituintes do primeiro
reinado que estavam perfeitamente atualizados com as ideias da época". Apesar da Constituição
prever a possibilidade de liberdade religiosa somente em âmbito doméstico, na prática, ela era
total. Tanto os protestantes, como judeus e seguidores de outras religiões mantiveram seus
templos religiosos e a mais completa liberdade de culto. Continha uma inovação, que era o
Poder Moderador, cujo surgimento na letra da lei fora atribuída a Martim Francisco de Andrada,
um grande admirador de Benjamin Constant. Este Poder serviria para "resolver impasses e
assegurar o funcionamento do governo". A separação entre o Poder Executivo e Moderador
surgiu a partir da prática no sistema monárquico-parlamentarista britânico.
Havia na Carta Magna "algumas das melhores possibilidades da revolução liberal que
andava pelo ocidente – as que iriam frutificar, embora imperfeitamente, no reinado de D. Pedro
II". Isabel Lustosa diz que "segundo [Neill] Macaulay, ele proporcionou uma Carta invulgar,
sob a qual o Brasil salvaguardou por mais de 65 anos os direitos básicos dos cidadãos de
maneira melhor 'do que qualquer outra nação do hemisfério ocidental, com a possível exceção
dos Estados Unidos'". De acordo com João de Scantimburgo:
D. Pedro I e os seus constituintes tiveram o bom senso de escolher o melhor regime para
a nação tropical, que se emancipava na América, sem copiar os Estados Unidos já consolidados,
e as nações hispano-americanas retaliadas por tropelias sem fim, pelo revezamento de breves
períodos democráticos e ditaduras caudilhescas.
3 Características da Constituição
O Estado adotava o catolicismo apostólico romano como religião oficial. As outras
religiões eram permitidas com seus cultos domésticos, sendo proibida a construção de templos
com aspecto exterior diferenciado; define quem é considerado cidadão brasileiro; as eleições
eram censitárias e indiretas; submissão da Igreja ao Estado, inclusive com o direito do
Imperador de conceder cargos eclesiásticos na Igreja Católica (padroado); foi uma das primeiras
do mundo a incluir em seu texto (artigo 179) um rol de direitos e garantias individuais; o
Imperador era inimputável (não respondia judicialmente por seus atos).
Por meio do Poder Moderador o imperador nomeava os membros vitalícios do Conselho
de Estado, os presidentes de província, as autoridades eclesiásticas da Igreja Católica Apostólica
Romana e os membros do Senado vitalício. Também nomeava e suspendia os magistrados do
Poder Judiciário,assim como nomeava e destituía os ministros do Poder Executivo.
Podem-se citar alguns artigos que marcam o texto constitucional de 1824:
Art. 1. O Império do Brasil é a associação política de todos os brasileiros. Eles formam uma
nação livre e independente, que não admite com qualquer outro laço algum de união e federação
que se oponha à sua independência.
Art. 3. O seu governo é monárquico, hereditário, constitucional e representativo.
Art. 5. A Religião Católica Apostólica Romana continuará a ser a religião do Império. Todas as
outras religiões serão permitidas com seu culto doméstico, ou particular, em casas para isso
destinadas, sem forma alguma exterior de templo.
Art. 11. Os representantes da Nação brasileira são o Imperador e a Assembleia Geral.
Art. 14. A Assembleia Geral compõe-se de duas câmaras: Câmara de Deputados e Câmara de
Senadores ou Senado.
Art. 35. A Câmara dos Deputados é eletiva e temporária.
Art. 40. O Senado é composto de membros vitalícios e será organizado por eleição provincial.
Art. 98. O Poder Moderador é a chave de toda a organização política e é delegada
privativamente ao Imperador, como Chefe Supremo da Nação e seu Primeiro Representante,
para que incessantemente vele sobre a manutenção da independência, equilíbrio e harmonia dos
mais Poderes políticos.
Art. 102. O Imperador é o Chefe do Poder Executivo e o exercita pelos seus ministros de
Estado.
Art. 137. Haverá um Conselho de Estado, composto de conselheiros vitalícios, ou seja,
nomeados pelo Imperador. Principais características da Constituição de 1824: - Concentrava
poderes nas mãos do imperador, através do poder moderador. - Só os ricos podiam votar, pois o
voto era baseado em renda. Este sistema eleitoral excluiu a maioria da população brasileira do
direito de escolher seus representantes. - Igreja subordinada ao Estado. - Manutenção do sistema
que garantia os interesses da aristocracia.
3.1 Tipo de Estado
O Estado era uma monarquia federalista confessional. Cuja religião oficial era
Catolicismo.
3.2 Forma de Governo
O governo era uma monarquia unitária e hereditária. Havia existência de 4 poderes: o
Legislativo, o Executivo, o Judiciário e o Poder Moderador, este acima dos demais poderes,
exercido pelo Imperador.
3.3 Tipo de Constituição
Constituição era escrita, semirrígida, codificada, outorgada, dogmática e analítica. Guarda
os princípios do liberalismo, desvirtuados pelo excessivo centralismo do imperador.
4 Condições de exercício da Cidadania.
A Constituição definia juridicamente aqueles que usufruiriam a condição de cidadão, a
quem ficava assegurada a inviolabilidade dos direitos civis e políticos, tendo por base a
liberdade, a segurança individual e a propriedade. Estava constitucionalmente assegurada a
liberdade de expressão, a liberdade religiosa, o direito à propriedade, a instrução primária
gratuita, a independência do poder judicial, o fim do foro privilegiado, o acesso ao emprego
público por mérito, entre outros direitos (BRASIL. Constituição (1824), Título VIII). Dentre os
cidadãos, o texto constitucional incluiu os ingênuos e libertos nascidos no Brasil, os filhos de
pai brasileiro, os ilegítimos de mãe brasileira nascidos no exterior que fixassem domicílio no
Império e os filhos de pai brasileiro em serviço em país estrangeiro, ainda que não se
estabelecessem no Brasil, além de todos os nascidos em Portugal e suas possessões que
residissem no país por ocasião da Independência (BRASIL. Constituição (1824), art. 6º).
O sistema eleitoral estabelecido pela Constituição baseou-se numa acepção de cidadania
que distinguiu os detentores dos direitos civis dos que usufruíam também direitos políticos, os
cidadãos ‘ativos’, que possuíam propriedade, dos ‘passivos’. As eleições seriam indiretas,
ficando definidos dois tipos de eleitores, os de paróquia e os de província. Os eleitores de
paróquia elegiam os de província, que votavam nos deputados à Assembleia Geral. A
Constituição qualificou os eleitores, bem como os que poderiam ser votados, segundo o critério
censitário. Podiam votar os maiores de vinte e cinco anos, com renda líquida anual de cem mil
réis para as eleições paroquiais, e de duzentos mil réis para as de província. No caso do limite de
idade imposto para o voto, de 21 anos, abria-se exceção aos que fossem casados, bem como
para militares e bacharéis formados. Podiam votar nas eleições de paróquias os libertos, desde
que nascidos no Brasil e obedecendo ao critério censitário. Ficavam excluídos do direito ao voto
os criados e religiosos, as mulheres, os escravos, os índios e os filhos que viviam na companhia
dos pais, isto é, dependentes economicamente.

Bibliografia

WIKIPÉDIA. Constituição brasileira de 1824. Disponível em:


<https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Constitui%C3%A7%C3%A3o_brasileira_de_1824>
Acessado em: 17 nov. 2017.
HISTÓRIA DO BRASIL.NET. Constituição de 1824 - resumo, características, história,
voto. Disponível em: <
https://m.historiadobrasil.net/brasil_monarquia/constituicao_1824.htm> Acessado em:
17 nov. 2017.
MAPA. Constituição de 1824. Disponível em: <http://linux.an.gov.br/mapa/?p=5603 >
Acessado em: 17 nov. 2017.
VILLA, M. A. A História das Constituições Brasileiras: 200 anos de luta contra o
arbítrio. São Paulo: LEYA, 2011. 116 p.