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Universidade Federal de Itajubá

IEM - Instituto de Engenharia Mecânica


EME 405 – Resistência dos Materiais I
LEN – Laboratório de Ensaios Destrutivos e Não Destrutivos

Ensaio de Cisalhamento
Laboratório de Ensaios Destrutivos e Não-Destrutivos

Raphael Marinho Lomonaco Neto – 15883


Engenharia Mecânica
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1. Introdução
A flambagem está muito presente na vida de todo engenheiro, projetista,
arquiteto. O fenômeno é muito comum nas diversas obras e sistemas projetados,
sendo uma característica importante na realização de um serviço e na garantia de
segurança e qualidade do produto final.
O fenômeno da flambagem acomete materiais elásticos e, dependendo da
intensidade da força aplicada, materiais plásticos, desde que estes estejam sendo
solicitados em tensões inferiores às de ruptura.

2. Objetivo
O objetivo deste ensaio é verificar o comportamento de diferentes materiais
sujeitos a flambagem, mostrando suas características e alguns cálculos realizados a
partir dos resultados obtidos pelo ensaio.

3. Desenvolvimento Teórico

O que é Tensão de cisalhamento?

Tensão de Cisalhamento ou Tensão de Corte é um tipo de tensão gerado por


forças aplicadas em sentidos opostos, porém em direções semelhantes no material
analisado. A seguir podemos ver um parafuso que foi submetido a uma tensão de
cisalhamento:

Figura 1: Parafuso que foi submetido a tensão de cisalhamento.

O estudo do cisalhamento é de extrema importância, pois envolve a segurança


de estruturas, por exemplo. É o caso do parafuso apresentado acima: o material não
foi bem dimensionado para a necessidade, ou o material não foi o indicado, por isso
sofre o cisalhamento e poderia se romper, colocando em risco a estrutura que
estivesse.

Quais são os tipos de corte?

No cisalhamento de pinos ou parafusos há, basicamente, dois tipos de


cisalhamento (ou corte): o simples e o duplo. A diferença entre eles está no número de
partes que o pino/parafuso pode ser romper. A seguir serão apresentadas ilustrações
de cada um dos dois tipos de cisalhamento:

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Figura 2: Cisalhamento simples

Figura 3: Cisalhamento duplo

Como pode ser feito o ensaio de cisalhamento?

A forma do produto final afeta sua resistência ao cisalhamento. É por essa


razão que o ensaio de cisalhamento é freqüentemente feito em produtos acabados,
tais como pinos, rebites, parafusos, cordões de solda, barras e chapas. É também por
isso que não existem normas para especificação dos corpos de prova. Quando é o
caso, cada empresa desenvolve seus próprios modelos, em função das necessidades.
Do mesmo modo que nos ensaios de tração e de compressão, a velocidade de
aplicação da carga deve ser lenta, para não afetar os resultados do ensaio.
Normalmente o ensaio é realizado na máquina universal de ensaios, à qual se adaptam
alguns dispositivos, dependendo
do tipo de produto a ser ensaiado.
Para ensaios de pinos, rebites e
parafusos utiliza-se um dispositivo
como o que está representado
de modo simplificado na figura a
seguir.

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Figura 4: Dispositivo de ensaio tipo gaveta.

O dispositivo é fixado na máquina de ensaio e os rebites, parafusos ou pinos


são inseridos entre as duas partes móveis. Ao se aplicar uma tensão de tração ou
compressão no dispositivo, transmite-se uma força cortante à seção transversal do
produto ensaiado. No decorrer do ensaio, esta força será elevada até que ocorra a
ruptura do corpo. No caso de ensaio de solda, utilizam-se corpos de prova
semelhantes aos empregados em ensaios de pinos. Só que, em vez dos pinos, utilizam-
se junções soldadas. Para ensaiar barras, presas ao longo de seu comprimento, com
uma extremidade livre, utiliza-se o dispositivo abaixo:

Figura 5: Dispositivo para ensaio de barras.

No caso de ensaio de chapas, emprega-se um estampo para corte, como o que


é mostrado a seguir.

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Figura 6: Dispositivo de ensaio de chapas.

Neste ensaio normalmente determina-se somente a tensão de cisalhamento,


isto é, o valor da força que provoca a ruptura da seção transversal do corpo ensaiado.

4.Desenvolvimento Experimental

Para a realização deste ensaio mecânico de teste de cisalhamento, foram utilizados


os seguintes materiais e máquinas:

• Máquina universal de ensaios EMIC, com capacidade 30KN de força, com


certificado de aferição recente
• Computador responsável pelo monitoramento dos dados coletados pela
máquina universal
• Corpos de prova:
CP de aço - ø = 3,00 mm
CP de Alumínio - ø = 2,60 mm
CP de Cobre - ø = 2,60 mm

À maquina de realização de ensaios, EMIC, foi acoplado um adaptador tipo


gaveta, que nos garante o tipo de cisalhamento duplo.
Para este ensaio foram testados os três materiais. Primeiramente, cada metal
foi testado separadamente, observando seus pontos de ruptura e anotadas as
características de sua ruptura. Posteriormente, os três materiais foram testados juntos
e do mesmo modo, anotadas as características.
A máquina universal EMIC foi configurada de modo a tracionar o material a
uma velocidade constante de 10 mm por min.
A máquina foi acionada por meio do software de comando e foi aguardada a
ruptura de cada material por cisalhamento para obter os dados majoritários obtidos
pelo programa.
A seguir alguns dados obtidos pelo teste:

• Força de cisalhamento do pino de aço: Faço = 635 kgf


• Força de cisalhamento do pino de cobre: FCu = 110,8 kgf
• Força de cisalhamento do pino de alumínio: FAl = 245,1 kgf
• Força de cisalhamento do três pinos juntos: F3 = 859,6 kgf

A seguir foi realizado teste de cisalhamento eu duas marcas de pregos, uma


nacional X e uma importada e concorrente marca Y. Além dos pregos, com fins
didáticos, o ensaio também foi realizado em uma broca de marca similar a X.

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Os resultados com os pregos nos permitem observar uma série de importantes
fatos que devem ser considerados em um projeto. Enquanto a marca nacional X, de
diâmetro øx = 3,00 mm suportou 1780.4 kgf até romper por cisalhamento, a marca Y,
importada, concorrente de X, de diâmetro øY = 3,25 mm suportou apenas 889,8 kgf,
ou seja, valor menor que a metade da carga suportada pelo prego da marca nacional.
Já a broca testada, de diâmetro ø = 2,70 mm suportou uma carga de
cisalhamento de 1270.5 kgf, considerada boa para as condições que o material será
exposto.

5. Conclusões
Após a realização de todo ensaio pudemos verificar um fato interessante: os
materiais mais dúcteis como o cobre ou o alumínio apresentavam uma fratura
diferente daquela apresentada pelo pino de aço, material mais duro. A seguir, esta
representada de maneira ilustrativa a fratura dos três pinos, a diferença observada foi
na área com brilho, que para os pinos de cobre e alumínio foi consideravelmente
maior que para o de aço, devido a ductilidade desses materiais.

Corte inicial – apresenta brilho – fratura dúctil


Corte instantâneo – sem brilho – fratura frágil

Figura 7: Fratura dos pinos.

Além de observarmos o comportamento de cada tipo de material ao ensaio de


cisalhamento, foi feito o ensaio com os três pinos em série, desse modo pudemos
obter qual era a força de corte suficiente para o rompimento dos pinos e, assim,
calcularmos a eficiência de junta. No caso, do experimento, os três pinos não
apresentaram um resultado satisfatório no teste de eficiência de junta, porem não
podemos considerar esse resultado conclusivo, pois havia algumas irregularidades na
montagem do ensaio, como o espaçamento entre o pino e o orifício em que estava
inserido, detalhes como esse afetam o resultado, não nos dando um resultado
satisfatório. Além disso, a eficiência esperada não pode ser considerada alta, uma vez
eu três materiais como aço, alumínio e cobre, têm características químicas diferentes,
sendo sua utilização em conjunto pouco comum.
Um fato interessante a ser observado é o teste com as marcas X e Y. Um
projetista que vá utilizar pregos e fica em dúvida sobre qual marca utilizar, priorizando
custos, deve optar pela marca X. O prego da marca X agüenta o dobro de carga do
prego da marca Y; portanto a quantidade de pregos necessária no projeto será
reduzida pela metade.
Esta discussão pode, ainda, gerar uma série de discussões: os pregos da marca
Y são substancialmente mais baratos que os da marca X. Porém não teríamos a
segurança que marca X nos oferece; além disso, seria necessária quantidade maior de

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mão-de-obra para o projeto, gerando outros custos que serão contabilizados no preço
final, como o pagamento da hora de pessoal, razoavelmente maior em função da
maior quantidade de funcionários.
Tratando de eficácia, os pregos da marca X têm melhor custo-benefício que os
pregos da marca similar Y, sanando de vez a dúvida do projetista.

Cálculos Extras

Podemos ainda calcular a eficiência de junta dos materiais. A eficiência de


junta (EJ) mede o quanto mais de um pino (do mesmo material ou de diferentes
materiais, como foi o caso do experimento) resiste ao cisalhamento. A EJ pode ser
calculada da seguinte maneira:

EJ = _____Fp1.p2.p3___
Fp1 + Fp2 + Fp3

Onde FP1.P2.P3 é a força de corte de três pinos juntos e FPi ,(i =1,2,3) é a força de
corte da cada um dos pinos separadamente.

EJ = 770,9 = 89%
859,6

Para que a Eficiência de junta seja confiável, é necessário que o valor seja
100%. Valores menores que este significam que o numero de pinos não é suficiente.
Para nossos dados, temos: Como nossa EJ foi igual a aproximadamente 89%; podemos
concluir portanto, que os pinos de cobre, aço e alumínio não são confiáveis. Porém,
também temos que levar em consideração fatores como a folga do pino no dispositivo
de corte duplo-puro, isso pode ter afetado os resultados de forma negativa.

6. Referências Bibliográficas
Na redação deste documento foram utilizadas as seguintes fontes bibliográficas:

- BEER, F.P. e JOHNSTON, JR., E.R. Resistência dos Materiais, 3.º Ed., Makron Books,
1995.
- Gere, J. M. Mecânica dos Materiais, Editora Thomson Learning
- HIBBELER, R.C. Resistência dos Materiais, 3.º Ed., Editora Livros Técnicos e
Científicos, 2000. - Apostila Telecurso 2000 – “Aula 7: Ensaio de cisalhamento”.
- http://www.scribd.com/doc/3084807/Fisica-RMT-Cisalhamento
- http://pt.wikipedia.org/wiki/Tens%C3%A3o_de_cisalhamento