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UNIVERSIDADE FEDERAL DA GRANDE DOURADOS FACULDADE DE CIÊNCIAS EXATAS E TECNOLOGIA CURSO DE GRADUAÇÃO EM

UNIVERSIDADE FEDERAL DA GRANDE DOURADOS

FACULDADE DE CIÊNCIAS EXATAS E TECNOLOGIA CURSO DE GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA DE ENERGIA Profª.: Dra. Selma Helena Marchiori Hashimoto

Cálculo Diferencial e Integral I

Helena Marchiori Hashimoto Cálculo Diferencial e Integral I Roteiro 3:LIMITES DE FUNÇÕES E CONTINUIDADE 1. TANGENTES,

Roteiro 3:LIMITES DE FUNÇÕES E CONTINUIDADE

1. TANGENTES, ÁREAS E LIMITES

Os matemáticos do século XVI tinham dois problemas a serem resolvidos:

1. O Problema da Reta Tangente: Encontrar a inclinação da reta l tangente ao gráfico da função f, no ponto P.

reta l tangente ao gráfico da função f , no ponto P . 2. O Problema

2. O Problema da Área: Encontrar a área da região R limitada pelo gráfico da função f e o eixo-x para a x b.

da função f e o eixo- x para a ≤ x ≤ b . O Cálculo

O Cálculo Diferencial analisa a taxa de variação de uma função. Portanto, resolve o problema 1.

1.1

A Tangente de uma Curva

O primeiro passo ao atacar o problema da reta tangente é definir claramente o que significa “reta

tangente ao gráfico de f no ponto P”.

Da geometria sabemos que se o gráfico de f é um arco de uma circunferência então a tangente no ponto P pode ser definida como a única reta que intercepta a circunferência apenas no ponto P.

Esta definição é perfeitamente adequada para arcos de circunferências, mas fracassa para curvas mais gerais. Por exemplo, a figura (a) mostra várias retas interceptando o gráfico de f apenas no ponto P, mas nenhuma delas é uma tangente. A figura (b) mostra a tangente a P interceptando o gráfico de f em outros pontos.

a P interceptando o gráfico de f em outros pontos. Existe um outro meio, entretanto, de
a P interceptando o gráfico de f em outros pontos. Existe um outro meio, entretanto, de

Existe um outro meio, entretanto, de definir a tangente a uma circunferência que tem uma generalização satisfatória para as curvas mais gerais.

A figura a seguir ilustra que um segundo ponto Q sobre a circunferência determina uma secante

que liga os pontos P e Q.

determina uma secante que liga os pontos P e Q . Quando o ponto Q se

Quando o ponto Q se move em direção a P ao longo da circunferência, a reta secante gira tendo o ponto P fixo.

Vamos usar esta idéia para definir a tangente de forma mais geral.

Definição 1.1: Sejam P e Q pontos sobre uma curva C. A reta tangente à curva C no ponto P, se

existir, é a posição limite da reta secante que passa por P e Q, quando Q se

aproxima de P ao longo da curva C.

Vamos agora determinar como definir a inclinação da reta tangente ao gráfico de uma função f

em um ponto P, de tal modo que seja consistente com esta noção de tangente a uma curva.

Considere a figura abaixo:

A inclinação da reta secante é: ∆ y f ( x + h ) −
A inclinação da reta secante é:
∆ y
f
( x
+
h
)
f
(
x
)
0
0
=
∆ x
h

À medida que o ponto Q se aproxima de P ao longo do gráfico de f, o número h 0 se aproxima

de zero.

Então, a tangente ao gráfico de f em P, é a “posição limite” da secante por P e Q quando h se

aproxima de zero, ou seja, a inclinação da tangente a P é igual ao valor limite da inclinação da reta

secante quando h se aproxima de zero, e isto é igual ao limite quando h se aproxima de zero de

f

(

x

0

+

h

)

f

(

x

0

)

h

.

Exemplo 1.1: Encontre a inclinação da reta tangente ao gráfico de

Solução:

(

f x

)

=

2

x

no ponto (2,4).

 

h

 

-1

-0.1

-0.01

-0.001

0.001

0.01

0.1

1

f

(

2 + h

)

f

(

2

)

3

3.9

3.99

3.999

4.001

4.01

4.1

5

 

h

 

Quando h se aproxima de zero para estes valores, a inclinação das secantes parecem aproximar- se de 4. De fato:

f

(

x

0

+ h

)

= f

(

2 + h

)

=

(

2 + h

)

2

= 4 + 4h + h

2

, e

( 2 f x 0 ) = f (2) = 2 = 4 A inclinação
(
2
f
x
0 )
= f
(2)
=
2
=
4
A inclinação da tangente é portanto,
m
= lim(4
+
h
) = 4
h → 0

Definição 1.2:

A inclinação da reta tangente ao gráfico da função f no ponto (

existir, é o número

m = lim

f

(

x

0

+

h

)

f

(

x

0

)

h

0 h

.

x , f

0

(

x

0

))

,

se

Exemplo 1.2: Encontre uma equação para a reta tangente ao gráfico de

(1,2).

f

Solução:

f

(1

+ h

)

=

(1

f

+ h

)

3

(1)

+

=

1

3(1

3

+

+ h

3

)

2

2

=

2

= h

3

+

3

h

2

A inclinação da reta secante que passa por (1,2) é:

f

(

1

+

h

)

f

( )

1

h

=

(

h

3

+

3

h

2

+

6

h

+

2

)

2

h

=

h

2

+

+

6

h +

2

3

h

+

6,

h

A inclinação da reta tangente é portanto,

m

=

lim(

h

h 0

2

+

3

h

+

6)

=

6

(

x

)

0

= x

3

+

3

x

2

no ponto

Uma equação para a reta tangente que tem a inclinação m = 6 e passa pelo ponto (1,2) é:

y 2 = 6(x 1)y 6x 1= 0.

Exercícios

1. Use a definição 1.2 para encontrar a inclinação da reta tangente ao gráfico de f no ponto dado.

(a)

(b)

(c)

(d)

(e)

f (x)= 3x 2, P = (2,4)

f

f

f

f

(

)

(

( )

x

x

x

(

)

)

x

=

=

=

2

2

x

2

,

P =

(3,18)

x

2

+

3,

P =

(1,5)

3

x

2

+

4

x +

2,

P =

= x

3

+

3,

P =

(2,11)

(

(f)

f

(

x

)

(g)

f

(

x

)

(h)

f

(

x

)

= x

=

=

4

,

1

P =

(

P =

2,16)

(

2,1)

(2,1)

, x + 3

4

2

x

,

f

f

P =

(

x

)

2,6)

2. Encontre uma equação para a reta tangente ao gráfico da função

= 3x

2

no ponto (-1, 3).

3. Encontre uma equação para a reta tangente ao gráfico da função

(

x

)

2

= ax , no ponto (1, a).

4. Encontre uma equação para a reta tangente ao gráfico da função f (x)= que x = 1.

2

x

2

+ x

, no ponto em

5.

Usando uma calculadora podemos aproximar a inclinação da reta tangente ao gráfico de f em

(

x , f

0

(

x

0

))

calculando a inclinação da secante

f

(

x

0

+

h

)

f

(

x

0

)

h

para h pequeno.

(a)

(b)

Aproxime a inclinação da reta tangente ao gráfico de f (x)

completando a tabela 1.1.

=

x

3

3x

no ponto (2, 2)

Use o método dos exemplos 1.1 e 1.2 para calcular a inclinação da reta tangente ao

gráfico de f(x) x

3

=

3x

no ponto (2, 2). Compare com a parte (a).

Tabela 1.1 f ( x + h ) − f ( x ) x 0
Tabela 1.1
f
(
x
+
h
)
f
(
x
)
x
0
0
h
0
h
0.1
0.01
0.001
0.0001
-0.0001
-0.001
-0.01
-0.1

6. Use a tabela 1.2 para aproximar a inclinação da reta tangente ao gráfico de y = senx no ponto

(0, 0).

Aplique o método dos exemplos 1.1 e 1.2 para obter uma expressão para o limite que deve ser calculado a fim de obter a inclinação da reta tangente.

7. Mostre que a inclinação da reta tangente ao gráfico de

no ponto em que

x = a é m = 2a + 6. Use esta informação para encontrar o número x em que a inclinação da tangente ao gráfico é zero.

f

(

x

)

= x

2

+

6

x +

1

8. Seja

f

(

x

)

=

x

. Complete a tabela 1.2 para o ponto (0, 0). A função valor absoluto tem um

tangente no ponto (0, 0)?

2. LIMITES DE FUNÇÕES

A afirmação

L = lim

xa

f (x)

significa que os valores f (x) estão tão próximos de L quanto desejarmos para todo x a, mas

suficientemente próximo de a.

Esta definição não é uma definição rigorosa porque as frases “tão próximos de L quanto desejarmos” e “suficientemente próximo de a” são, de algum modo, imprecisas.

Exemplo 2.1: Seja f (x)= 2x +1. Então

(

lim f x

x 3

)

= 7 .

Para ver como esta função satisfaz a definição intuitiva de limite dada acima, analisaremos duas

escolhas diferentes de “tão próximo” de f (x) para L = 7.

Por exemplo, vamos supor que f (x) esteja próximo de 7 com um precisão de 0.5, isto é,

Mas,

6.5 2x +17.5

6.5 2x +1 7.5 5.5 2x 6.5 2.75 x 3.25 .

Assim, para obter a precisão desejada de ±5 em torno de L = 7, restringimos x ao intervalo 2.75 x 3.25 .

Agora, se quisermos que f (x) esteja próximo de 7 com uma precisão de 0.1, temos

6.9 2x +1 7.1 5.9 2x 6.1 2.95 x 3.05 .

Portanto, se 2.95 x 3.05 , então f (x) está próximo de 7 com precisão de 0.1.

f (x) para 7, podemos encontrar um intervalo

aberto I centrado em 3 tal que, se x pertence ao intervalo I, então o valor f (x) difere de 7 por não

mais do que a precisão prescrita. Assim, dizemos que

Em geral, dada qualquer precisão desejada de

lim(2

x 3

x +

1)

=

7 .

Exemplo 2.2: A função

f

(

x

)

=

sen x

não é definida em x = 0. Entretanto, o limite

 

x

 

lim

sen x

= 1 .

x 0

x

Tabela 1.2

 
 

senx

 

senx

 

X

 

x

x

x

 

0.8

 

0.896695

-0.002

0.999999

 

0.5

 

0.958851

-0.005

0.999996

 

0.2

 

0.993347

-0.02

0.999933

 

0.08

 

0.998934

-0.05

0.999583

 

0.05

 

0.999583

-0.08

0.998934

 

0.02

 

0.999933

-0.2

0.993347

 

0.005

0.999996

-0.5

0.958851

 

0.002

0.999999

-0.8

0.896695

Observe a tabela 1.2:

Esta evidência numérica é consistente com o gráfico de f (x):

-0.8 0.896695 Observe a tabela 1.2: Esta evidência numérica é consistente com o gráfico de f

Exemplo 2.3: Calcule

lim

x 0

(

x +

1

)

3

1

x

.

(

x +

1

)

3

1

Solução: A função

que quando x está se aproximando de zero, o valor f (x) se aproxima de L = 3.

f

(

x

)

=

x

não é definida para x = 0. Mas observando a tabela 1.3 vemos

Tabela 1.3

 

(

x

+

1

)

3

1

 

(

x

+

1

)

3

1

x

 

x

 

x

 

x

 

2.0

 

13.0

 

-0.001

 

2.997

 

1.5

 

9.75

 

-0.01

 

2.9701

 

1.0

 

7.0

 

-0.1

 

2.71

 

0.5

 

4.75

 

-0.2

 

2.44

 

0.2

 

3.64

 

-0.5

 

1.75

 

0.1

 

3.31

 

-1.0

 

1.0

 

0.01

 

3.0301

 

-1.5

 

0.75

 

0.001

 

3.003

 

-2.0

 

1.0

 

Os dados sugerem que

lim

x 0

(

x +

1

)

3

1

x

=

3 .

Podemos verificar este limite utilizando uma álgebra simples. De fato,

(

x +

1

)

3

1

x

=

(

x

3

+

3

x

2

+

3

x

+

1

)

1

x

Concluímos, portanto que as funções

f

(

x

=

x

3

+

3

x

2

+

3

x

x

)

=

(

x +

1

)

3

1

x

e

=

2

x

+

(

g x

)

3

x

+

= x

2

3,

x

0 .

+

3

x +

3

tem os mesmos

valores, exceto para x = 0, em que

zero destas duas funções devem ser os mesmos.

f (0) não é definida. Assim, os limites quando x se aproxima de

Nosso limite pode ser calculado como segue:

( x + 1 ) 3 − 1 lim = lim( x x → 0
(
x +
1
)
3
1
lim
= lim(
x
x
0
x x
→ 0
Graficamente, temos:

2 +

3) 3 x + = 0 + 0 + 3 = 3
3)
3
x
+
=
0
+
0
+
3
=
3

Exemplo 2.4: Calcule o limite

lim

x

2

2

x

3

x

+

2

2

x

+

x

6

.

Solução: Primeiro observemos que para x = 2 obtemos o quociente:

que não está definido.

2

2

3

2

+

2

2

2

+

2

6

=

4

6

+

2

0

=

4

+

2

6

0

Portanto, devemos fatorar o numerador e o denominador, obtendo para

Assim,

 

2

x

3

x

+

2

=

(

x

)(

1

2

x

)

=

x

1

 
 

.

 

x

2

+

x

6

(

x

)(

3

2

x

+

)

 

x +

3

lim

x

2

2

x

3

x

+

2

= lim

x

2

x

1

=

2

1

=

1

 

x

2 6

+ x

x

+ 3

2

+ 3

5

x 2,

Exemplo 2.5: Calcule

Solução:

lim

x

π

sen

2

x

1

+

cos x

Primeiro observemos que sen

.

2 π =

(sen

π

)

2

=

0

e 1+ cosπ = 1+ (1)= 0 .

Assim, numerador e denominador são ambos iguais a zero quando x = π . Temos, então, de sen 2 x

1

+

cos x

, isto é,

encontrar uma expressão equivalente para

Assim,

 

sen

2

x

=

1

cos

2

x

1

+

cos x

 

1

+

cos

2

x

=

2

(

1

cos

x

)(

1

+

cos

x

)

 

1

+

cos x

 
 

=

lim(1

cos

x

)

=

x

x

π

lim

sen

x

π

1

+

cos x

=

1

1

(

cos

1)

=

x

, se cos

2 .

x

≠ −

1

2.1 Limites que não existem

Exemplo 2.6: O limite

lim

x

0

não existe. Para ver porque, utilizamos a definição de módulo,Limites que não existem Exemplo 2.6: O limite lim x → 0 x =  

x

=

se

se

x

x

0

<

0

x

x

x

x

x

x

f

(

x

)

=

x
x

x

Para reescrever a função

como:

f

(

x

)

=

se x >

se x <

0

0

x

Se x está próximo de zero e for positivo, f (x)= 1. Mas, se x está próximo de zero e for negativo, f (x)= −1.

f (x) devem se aproximar de um número

L, quando x se aproxima de zero por qualquer um dos lados. Como não é o que acontece nesse

exemplo, o limite não existe.

Para que o limite exista quando x 0 , os valores de

Exemplo 2.7:

limsen   1   não existe.

x

0

x

 

De fato, os valores

f

(

x

)

=

1   não se aproximam de um único número L quando x 0 .

x

 

sen

As tabelas 1.4, 1.5 e 1.6 a seguir ilustram as oscilações de f (x) numericamente. A tabela 1.4 sugere que o limite seria 1, a tabela 1.5 sugere que o limite seria 0 e a tabela 1.6 sugere que o limite

seria

2 2 . 2 .

Tabela 1.4

x

sen   1

 

x

2

 

π

1

2

 

5π

1

2

 

9π

1

2

 

13π

1

2

 

17π

1

Tabela 1.5

x

sen   1

 

x

1

 

2π

0

1

 

4π

0

1

 

6π

0

1

 

8π

0

1

 

10π

0

Tabela 1.6

x

sen   1

 

x

4

2
2

π

2

4

2
2

9π

2

4

 

17π

1

4

2
2

25π

2

4

2
2

25π

2

Exercícios

9. Para cada uma das funções dadas pelos seus gráficos, indique se:

(i)

lim

f

(x)

existe e é igual a f (a).

xa

(ii)

lim

f

(x)

existe mas nãe é igual a f (a).

xa

(iii)

lim

f

(x)

não existe.

xa

(a)

(iii) lim f ( x ) não existe. x → a (a) 10. Calcule o limite,

10. Calcule o limite, se existir:

(a) lim(3

x

2

x +

7)

(d)

lim

x

→−

2

2

x

x

6

x + 2

(g)

lim

x

→−

1

2

x

2

x

3

x

+ 1

(b)

( 2 3 + x ) − 9 (b) lim
(
2
3
+
x )
9
(b)
lim

(e)

(h)

x

0

lim

x

0

1

x

cos

2

x

sen

x

cos

x

lim

x

π

2

sec

x

cos

x

x

(c)

2 x sen x ⋅ cos x lim x → π 2 sec x ⋅ cos

(c)

(f)

(i)

2 h − 1 lim h → 1 h − 1 lim sen 2 (
2
h
− 1
lim
h →
1 h
− 1
lim sen 2
( x)
⋅ cossec
x
x
→ π
2
3
− 9
+ h
lim
h → 0
h

11. Esboce o gráfico de y = f (x) e determine o limite de

limite não existir explique o porquê.

f (x) quando x 0 , se existir. Se o

(a)

f

( ) =

x

(c)

f

(

x

)

=

x

2

+

2 se

x

<

0

x

+

2 se

x

>

0

2

(

x

x

- 3x

1

)

3

+

+

3 se

1

se

x

x

<

x >

0

0

(b)

(d)

f

f

( ) =

x

(

x

)

=

(

(

x

x

+

2

2

)

)

2

3

se

se

x

x

<

>

x

2

+

1 se

x

<

0

se

x >

0

sen x

x

0

0

12. Uma função f e um número a são dados. Plote os pontos

(a + h, f (a + h)) para

h = ±1,

h = ±0.1, h = ±0.01, h = ±0.001, h = ±0.0001, h = ±0.00001. Então, prediga o limite de f (x)

quando x a .

(a)

f

(

x

)

=

2

2

x

+

5

x

12

x + 4

,

a = −

4

2.2 Definição Formal de Limite

(b)

f

(

x

)

sen x

=

3 x

,

a =

0

Na seção anterior definimos o limite de uma função de maneira informal, dizendo que

L = lim

xa

f (x)

Significando que os valores f (x) estão tão próximos de L quanto desejarmos, para todo x a, mas

suficientemente próximo de a.

Do ponto de vista da precisão matemática, esta noção informal de limite é problemática. A dificuldade repousa no uso da frase “próximo de a”. Uma afirmação matemática precisa pode envolver constantes, variáveis, sinal de igual, desigualdades, expressões aritméticas, e assim por diante, mas não referências vagas como “proximidade”.

Para recuperar nossa noção intuitiva de limite com uma linguagem precisa, procedemos da seguinte forma:

1. Em lugar da frase “os valores de f (x) estão tão próximos de L quanto desejarmos”, usamos a

desigualdade

f

(

x

)

L

<

ε

(2.1)

2. Em lugar da frase “para todo x a, mas suficientemente próximo de a”, usamos a desigualdade em que δ é um número positivo pequeno

0

< x

a

<

δ

(2.2)

A razão da parte esquerda da desigualdade é que não queremos x = a.

3. Para ligar estas duas frases na forma desejada, dizemos que, não importa que ε seja dado,

podemos encontrar um número δ tal que se x satisfaz a desigualdade (2.2), então f (x) satisfaz

a desigualdade (2.1). Isto é, queremos dizer que

x

a

pequeno garante que

f

(

x

)

L

é pequeno

.

Estas convenções nos permitem fazer a definição formal de limite.

Definição 2.1: Seja f (x) definida para todo x em um intervalo aberto contendo a, exceto

possivelmente em a. Dizemos que o número L é o limite da função f quando x se

aproxima de a, e escrevemos

L = lim

xa

f (x)

se, e somente se, dado qualquer número ε > 0 , existe um número correspondente

δ

> 0 , tal que se

0 <

x

a

< δ

, então

f

(

x

)

L

< ε

.

Em outras palavras, L

= lim f

xa

(x) , significa que os valores f (x) estão tão próximos de L quanto

desejarmos (dentro de ε unidades) para todo x a, mas suficientemente próximo de a.

Exemplo 2.8: Demonstre usando a definição 2.1, que lim(2

x

3

x +

1)

=

7

.

Solução: De acordo com a definição 2.1, L = 7 e a = 3. Além disso, as seguintes desigualdades são equivalentes:

Dado qualquer número pertencente a ε

(

)

2x +1 7

 

< ε

(2.3)

 

x

6

<

ε

x

3

<

ε

x 3

ε <
ε
<

2

 

(2.4)

Ainda, de acordo com a definição 2.1, devemos encontrar uma distância δ aceitável para cada

precisão ε > 0 dada, afim de provar que o limite é 7.

A equação (2.4) obtida a partir de (2.3) é a chave para isto.

0 <

De fato, os cálculos acima mostram que

(

2

x +

1

)

7

<

ε

x 3

ε <
ε
<

2

.

É exatamente esta equivalência que nos mostra como escolher δ. Com

δ =

ε

2

, sabemos que se

x 3

< δ

, então a desigualdade

x 3

ε <
ε
<

2

é verdadeira e, portanto, a desigualdade (2.3).

Formalmente, a demonstração é:

ε Seja ε > 0 dado. Vamos escolher δ = . Segue, então, que se
ε
Seja ε > 0 dado. Vamos escolher δ =
. Segue, então, que se
0 <
x − 3
< δ
, então
2
(
2
x +
1
)
7
=
2
x −
6
=
2
x − 3
< 2
δ , pois
x − 3
< δ
ε 
= 2
2 
= ε
Ou seja, se
0 <
x − 3
< δ
, então
(
2x +1 − 7
)
< ε
, como exigido pela definição 2.1.
Exemplo 2.9: Prove que lim(4
x +
3)
=
11
.
x →
2

Solução: Neste caso, f (x)= 4x + 3, L = 11 e a = 2 .

Temos as seguintes desigualdades equivalente:

Dado ε > 0 , escolhemos δ =

ε

4

f ( x ) − L < ε ( 4 x + 3 ) −
f
(
x
)
L
<
ε
(
4
x +
3
)
11
<
ε
4
x
8
<
ε
4
x
− 2
<
ε
ε
x
− 2
<
4

. Segue, então, que se

0 <

x 2

(

4

x +

3

)

11

= 4 = 4
=
4
=
4

x

8

 

x

2

< 4

δ

=

4

ε

 

4

 

=

ε

< δ

, então

Assim, com δ =

ε

4

temos que se

0

<

x

2

< δ

, então

(

)

4x + 3 11

< ε

.

Exemplo 2.10: Prove que lim(

x

2

x

2

4

x

+

7)

=

3

.

Solução: Neste caso,

dado, as seguintes desigualdades são equivalentes:

temos que

f

(

x

)

= x

2

4

x +

7,

L =

3 e

a =

2

. Assim, se ε é um número positivo

Se tomarmos δ =

f ( x ) − L < ε ( 2 ) x − 4 x
f
(
x
)
L
<
ε
(
2
)
x
4
x
+
7
3
<
ε
2
x
4
x
+
4
<
ε
(
)
2
x − 2
<
ε
x − 2
<
ε
ε , segue que se
0 <
x − 2
< δ
, então

(

x

2

4

x

)

+ 7 3

Isto prova que lim(

x

2

x

2

4

x

+

7)

=

3 , de acordo com a definição 2.1.

< ε

.

2.3 Propriedades de Limite

1. lim

c

= , c = constante

c

x

a

2. lim

x

= a

x

a

 

A afirmação 1 diz que o limite da função constante f (x)= c é sempre o número c, independente

de quem seja a.

A afirmação 2 diz que o limite da função linear g(x)= x quando x se aproxima de a é o valor da

função em a, isto é, g(a) = a.

O teorema que segue estabelece uma álgebra dos limites, pela qual limites de somas, produtos e

quocientes de funções podem ser calculados a partir de limites de termos individuais.

Teorema 2.1: Suponhamos que

lim

x

a

f

(x)

= L

e

lim

x

a

g(x)

=

M

, existem. Seja c um número qualquer.

Então, cada um dos seguintes limites existem com os valores indicados:

a)

lim

[f

(x)

+

g(x)]

=

lim

f

(x)

+

lim g(x)

=

L

+

M

x

a

x

a

x

a

b) lim

x

a

[cf

(x)]

=

c[

lim

f

(x)]

= cL

x

a

c)

d)

lim

x

a

lim

x

a

[f

f

(x)

(

x

)

g(x)]

=

=

[

x

lim

)

a

f

(x)][

L

=

lim g(x)]

x

a

=

M

(

lim f x

x

a

g

(

x

)

(

lim g x

)

M

, desde que

x

a

L

M

0

Demonstração: Faremos a demonstração das partes a) e b). As duas últimas, embora similares

às duas primeiras são logicamente mais complexas

a) Queremos mostrar que, dado ε > 0 , existe um δ > 0 tal que

se 0 <

x

a

<

δ , então,

(

f

(

x

)

+

g

( ))

x

(

L

+

M

)

<

ε

Para isto, consideremos as hipóteses dadas do problema:

-

Dado

0

< x

ε > 0 ,

a

< δ

lim

x

a

f

f

(

x

)

(x) = L , ε − L < . 2
(x) = L
,
ε
− L
<
.
2

como

1

, então,

então

existe

um

número

δ

1

>

0

- Da mesma forma, dado ε > 0 , como

lim

g(x)

que se

0 <

x

a

< δ

2

x → a ε , então, g ( x ) − M < . 2
x
→ a
ε
, então,
g
(
x
)
− M
<
.
2

=

M

, então existe um número

tal

δ

2

que

>

0

Consideramos, então, δ como sendo o menor dos números δ 1 e δ 2 , isto é,

Assim, utilizando estas informações, temos:

δ

(

= min δ ,δ

1

se

tal

2

)

.

(

f

(

x

)

+