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CAPÍTULO 01
Mato Grosso está a oeste de Greenwich, 01 (uma) hora
TRANSPORTE E DIVISÃO POLÍTICA a menos em relação à hora oficial do Brasil e 4 (quatro)
horas em relação à hora oficial mundial ou GMT (Greenwich
LOCALIZAÇÃO DO ESTADO DE MATO GROSSO
Meridian Time), localidade nos arredores de Londres, na In-
O Estado Mato-grossense com uma área de glaterra.
906.806,9 Km2 localiza-se na América do Sul fazendo parte
da América Latina, a Oeste de Greenwich e ao Sul da linha
do Equador.

FRONTEIRAS Fronteiras ao Norte com Estado do Amazonas e o Pará,


ao Sul com Mato Grosso do Sul, a Leste com os Estados
O Estado de Mato Grosso faz fronteira com 06 (seis)
de Goiás e Tocantins, a Oeste com Rondônia e Bolívia.
Estados da federação brasileira e 01(um) país, ou seja,
fronteira internacional. FRONTEIRA: limite de ocorrência de um fenômeno na-
tural.

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PONTOS EXTREMOS
Os pontos extremos do Estado de Mato Grosso são: Norte – Confluência dos rios Teles Pires e Juruena, município de
Apiacás; a Leste – extremo sul da Ilha do Bananal, município de Cocalinho; Oeste – cabeceira do rio Maderinha, município
de Rondolândia; Sul – cabeceira dos rios Furnas e Araguaia, no município de Alto Taquari.

PONTOS EXTREMOS E ÁREA TOTAL DO ESTADO DA


REGIÃO CENTRO-OESTE E DO PAÍS

3RQWRV([WUHPRV

/RFDOL]DomR ÈUHD .P 

1RUWH 6XO /HVWH 2HVWH

Latitude Longitude Latitude Longitude Latitude Longitude Latitude Longitude

Brasil +5°16’20’’ -60°12’43’’ -33°45’03’’ -53°23’48’’ -7°09’28’’ 33°45’03’’ -7°33’13’’ -73°59’32’’ 8.547.403,50

Centro Oeste -7°21’13’’ -58°07’44’’ -24°04’02’’ -54°17’10’’ -14°32’16’’ -45°58’36’’ -10°09’04’’ -61°36’04’’ 1.612.077,20

Mato Grosso -7°21’13’’ -58°07’44’’ -18°02’26’’ -53°29’09’’ -9°50’27’’ -50°12’22’ -10°09’04’’ -61°36’04’’ 906.806,90

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DIVISÃO POLÍTICA DE MATO GROSSO decadência da exploração de ouro o Centro- Oeste sofreu
um longo processo de estagnação econômica e demográ-
O Centro-Oeste é a segunda maior região brasileira, fica. Essa situação só mudou de forma significativa a partir
com uma extensão de 1.604.852 quilômetros quadrados, dos anos 40 do século XX. Na década de 50 e 60 com a
equivalentes a 19% do território nacional. Sua localização construção de Brasília e sua infra-estrutura, o Centro-Oes-
geográfica, confere-lhe certas peculiaridades. Ela é a úni- te voltou a receber novos fluxos migratórios.
ca das regiões brasileiras a fazer limites com as outras
A expansão econômica de Mato Grosso dá-se a partir
quatro (Norte, Nordeste, Sudeste e Sul). Além disso, pos-
das décadas de 70 e 80, onde as ações do governo Fede-
sui fronteiras internacionais com dois países: Bolívia e
ral por meio de projetos de desenvolvimento regionais e
Paraguai. É a área tipicamente tropical do país, com pai-
setoriais, possibilitaram a criação e ampliação da infra- es-
sagens únicas e inconfundíveis, como as chapadas reco-
trutura e interferindo de forma direta e indireta na compra
bertas pela vegetação de cerrado.
de grandes glebas de terra, e incentivando a pesquisa de
plantio e melhoria de solo. Atualmente Mato Grosso está
se tornado o grande celeiro agrícola brasileiro, tendo com
isso um considerável crescimento econômico.
A evolução territorial começa no ano de 1748 quando é
criada a capitania de Mato Grosso com sua capital em
Vila Bela da Santíssima Trindade, e posteriormente a capi-
tal passa a ser Cuiabá. Dois anos depois formalmente a
região passa a pertencer ao Brasil de acordo com o trata-
do de Madri.
Já no século XX na década de 40 Mato Grosso tinha
uma área total de 1.477.041 quilômetros quadrados, no
entanto em 1943 é criado o território do Guaporé mediante
ao desmembramento de parte de Mato Grosso e parte do
Amazonas.
Nesta época apesar de Cuiabá ser a capital do estado,
Campo Grande teve um crescimento econômico maior pois
é mais próxima da região Sudeste. A pressão por desmem-
bramento de Mato Grosso do Sul acabou resultando na
separação, através da lei complementar número 31
assinada no dia 11 de outubro de 1977, quando o estado
Sua ocupação inicial remonta ao século XVII, nos pri- era governado por José Garcia Neto. Essa separação ocor-
mórdios da colonização portuguesa, quando a descoberta reu de fato em 1979 já no governo de Cássio Leite deBar-
de ouro e pedras preciosas atraiu expressivos contingen- ros. Nessa época Mato Grosso tinha 38 municípios.
tes luso-brasileiros que buscavam essas riquezas. Com a

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1 Acorizal
2 Alto Araguaia
3 Alto Graças
4 Alto Paraguai
5 Araguaiana
6 Arenápolis
7 Aripuanã
8 Barão de Melgaço
9 Barra do Bugres
10 Barra do Garças
11 Cáceres
12 Chapada dos Guimarães
13 Cuiabá
14 Dom Aquino
15 Diamantino
16 General Carneiro
17 Guiratinga
18 Itiquira
19 Jaciara
20 Luciara
21 Mirassol d’ Oeste
22 Nobres
23 Nortelândia
24 Nsa Sra do Livramento
25 Pedra Petra
26 Poconé
27 Ponte Branca
28 Porto dos Gaúchos
29 Poxoréo
30 Rondonópolis
31 Rosário Oeste
32 Stº Antônio de Leverger
33 São Felix do Araguaia
34 Tangará da Serra
35 Tesouro
36 Torixoréu
37 Várzea Grande
38 Vila Bela da Ss. Trindade

brando que durante a transição de poder de um governo a


Após a divisão que ocorreu em 01 de janeiro de 1979,
outro, o vice governadores sempre assumiam pois até 1994
Cássio Leite de Barros manteve-se no poder até assumir o
não havia a possibilidade constitucional de reeleição, e como
governo em 15 de março de 1979 Frederico Soares de
geralmente os governadores disputam novos cargos eleti-
Campos, passando posteriormente para Júlio José de Cam-
vos, outras pessoas assumiram por algumas vezes o go-
pos, Carlos Gomes Bezerra, Jaime Veríssimo de Campos,
verno. Cabe ainda lembrar que durante esse período houve
Dante de Oliveira e o atual governador Blairo Maggi. Lem-
uma rápida emancipação de municípios em Mato Grosso,
conforme mostra o mapa a seguir:
MATO GROSSO – POLÍTICO
MATO GROSSO - POLÍTICO

Nº Município Área (km2) População Local.(*) Distância Rodoviária da Capital (km)


1 Acorizal 856,97 5.800 3D 59
2 Água Boa 7.509,68 14.729 5D 736
3 Alta Floresta 9.310,27 46.956 3A 800
4 Alto Araguaia 5.417,76 11.322 5E 426
5 Alto Boa Vista 2.263,91 3.668 6B 1.064
6 Alto Garças 3.820,90 8.325 5E 366
7 Alto Paraguai 2.369,25 8.607 3D 219
8 Alto Taquari 1.443,27 4.460 5E 509
9 Apiacás 20.630,19 6.659 3A 1.005
10 Araguaiana 6.393,04 3.428 6D 570

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Nº Município Área (km2) População Local.(*) Distância Rodoviária da Capital (km)


11 Araguainha 683,51 1.346 5E 471
12 Araputanga 1.602,32 13.653 2D 371
13 Arenápolis 419,99 11.581 3D 259
14 Aripuanã 24.603,13 14.064 2B 976
15 Barão de Melgaço 11.611,78 7.667 4E 121
16 Barra do Bugres 5.375,03 27.444 3D 169
17 Barra do Garças 9.171,83 52.136 5D 516
18 Boa Esperança do Norte* 4.812,69 - 4C 365
19 Bom Jesus do Araguaia 4.158,44 3.717 6C 983
20 Brasnorte 16.041,20 9.769 3C 580
21 Cáceres 24.612,40 81.269 3E 250
22 Campinápolis 5.929,01 12.423 5D 565
23 Campo Novo do Parecis 9.129,06 17.529 3C 397
24 Campo Verde 4.785,40 17.152 4D 139
25 Campos de Júlio 6.773,44 2.906 2C 692
26 Canabrava do Norte 3.494,30 5.028 6B 1.132
27 Canarana 10.870,59 15.407 5C 838
28 Carlinda 2.234,25 12.306 4B 724
29 Castanheira 3.678,68 7.756 2B 780
30 Chapada dos Guimarães 6.494,02 15.736 4D 65
31 Cláudia 2.876,65 9.804 4B 608
32 Cocalinho 16.675,78 5.367 6D 765
33 Colider 4.026,38 28.035 4B 648
34 Colniza 25.554,57 10.273 2A 1.065
35 Comodoro 22.234,08 14.990 2C 677
36 Confresa 5.483,89 17.811 6B 1.160
37 Conquista d' Oeste 2.647,19 2.584 2D 571
38 Cotriguaçu 8.938,39 8.481 2A 920
39 Cuiabá 3.224,68 482.498 3D 0
40 Curvelândia 375,77 4.518 3D 311
41 Denise 1.211,55 7.450 3D 208
42 Diamantino 7.980,29 18.457 3D 209
43 Dom Aquino 2.182,10 8.427 4D 172
44 Feliz Natal 11.688,75 6.765 4C 538
45 Figueirópolis d' Oeste 897,08 4.275 2D 402
46 Gaúcha do Norte 16.958,69 4.606 5C 595
47 General Carneiro 3.639,98 4.347 5D 449
48 Glória d' Oeste 941,95 3.364 2D 304
49 Guarantã do Norte 4.268,38 27.264 4B 721
50 Guiratinga 5.019,86 12.626 5E 334
51 Indiavaí 598,53 2.055 2D 398
52 Ipiranga do Norte* 4.185,12 - 4C 538
53 Itanhagá* 2.890,62 - 3C 504
54 Itaúba 4.280,29 5.766 4B 599
55 Itiquira 8.836,98 9.202 4E 359
56 Jaciara 1.801,48 23.804 4D 148
57 Jangada 1.136,06 7.097 3D 82
58 Jauru 1.210,18 12.777 2D 463
59 Juara 22.610,10 30.743 3B 690
60 Juína 26.351,89 38.026 2B 737
61 Juruena 3.368,81 5.464 2B 893
62 Juscimeira 2.244,50 12.060 4E 164
63 Lambari d' Oeste 1.754,92 4.642 3D 327
64 Lucas do rio Verde 3.927,32 19.322 4C 360

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Nº Município Área (km2) População Local.(*) Distância Rodoviária da Capital (km)


65 Luciara 4.290,50 2.493 6B 1.180
66 Marcelândia 13.043,83 14.267 4B 712
67 Matuapá 5.384,65 12.141 4B 696
68 Mirassol D' Oeste 967,49 22.642 2D 329
69 Nobres 3.894,26 14.942 3D 151
70 Nortelândia 1.339,43 7.223 3D 254
71 Nossa Sra. do Livramento 5.331,57 12.141 3D 42
72 Nova Bandeirantes 9.601,14 6.867 3A 980
73 Nova Brasilândia 3.213,15 5.786 4D 223
74 Nova Canaã do Norte 4.950,64 11.506 4B 696
75 Nova Guarita 1.113,95 5.613 4B 667
76 Nova Lacerda 4.386,93 4.058 2D 667
77 Nova Marilândia 1.805,75 2.354 3D 261
78 Nova Maringá 11.510,33 3.951 3C 392
79 Nova Monte Verde 4.898,11 6.820 3B 920
80 Nova Mutum 9.615,82 13.608 3C 269
81 Nova Nazaré 3.960,06 1.982 6C 800
82 Nova Olímpia 1.575,70 14.172 3D 207
83 Nova Santa Helena 2.203,44 3.219 4B 622
84 Nova Ubiratã 9.074,83 5.631 4C 506
85 Nova Xavantina 5.566,29 17.828 5D 651
86 Novo Horizonte do Norte 896,54 3.506 3B 663
87 Novo Mundo 5.886,77 4.945 4A 791
88 Novo Santo Antônio 4.315,56 1.159 6C 1.063
89 Novo São Joaquim 5.223,77 7.568 5D 493
90 Paranaíta 4.857,27 10.240 3A 849
91 Paranatinga 24.322,55 15.310 4D 411
92 Pedra Preta 3.906,90 13.652 4E 243
93 Peixoto de Azevedo 14.383,74 26.125 4B 692
94 Planalto da Serra 2.483,44 2.889 4D 254
95 Poconé 17.126,38 29.970 3E 104
96 Pontal do Araguaia 2.729,89 3.739 5D 518
97 Ponte Branca 686,62 2.075 5E 502
98 Pontes e Lacerda 10.112,36 35.563 2D 483
99 Porto Alegre do Norte 3.932,65 8.519 6B 1.143
100 Porto dos Gaúchos 7.555,43 5.665 3B 644
101 Porto Esperidião 5.834,01 10.039 2D 358
102 Porto Estrela 2.053,94 4.679 3D 198
103 Poxoréo 6.907,60 20.008 4D 259
104 Primavera do Leste 5.533,17 39.807 4D 239
105 Querência 17.575,53 7.274 5C 912
106 Reserva do Cabaçal 403,86 2.421 2D 412
107 Ribeirão Cascalheira 11.377,13 7.308 6C 893
108 Ribeirãozinho 621,51 1.980 5E 465
109 Rio Branco 420,72 5.072 2D 367
110 Rondolândia 12.701,56 3.156 1B 1.600
111 Rondonópolis 4.258,61 150.049 4E 218
112 Rosário Oeste 8.694,19 18.450 3D 133
113 Salto do Céu 1.325,74 5.513 2D 383
114 Santa Carmem 4.002,70 3.607 4B 493
115 Santa Cruz do Xingu 5.549,81 1.036 5A 994
116 Santa Rita do Trivelato 3.386,87 1.209 4C 445
117 Santa Terezinha 5.739,12 6.222 6B 1.329
118 Santo Afonso 1.173,27 3.101 3D 266

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Nº Município Área (km2) População Local.(*) Distância Rodoviária da Capital (km)


119 Santo Antônio de Leverger 12.008,94 15.431 3D 35
120 Santo Antônio do Leste 3.434,94 1.875 5D 379
121 São Félix do Araguaia 17.484,27 9.446 6B 1.159
122 São José do Povo 485,25 3.055 4E 268
123 São José do Rio Claro 4.511,37 12.733 3C 325
124 São José do Xingu 7.613,93 4.887 5B 931
125 São José dos Quatro Marcos 1.275,10 19.622 2D 343
126 São Pedro da Cipa 343,29 3.492 4D 149
127 Sapezal 13.692,88 7.889 2C 473
128 Serra Nova Dourada 1.491,87 562 6B 1.125
129 Sinop 3.142,06 74.761 4B 503
130 Sorriso 7.751,89 35.397 4C 420
131 Tabaporã 8.499,25 10.849 3B 643
132 Tangará da Serra 11.423,4 58.341 3D 242
133 Tapurah 4.514,45 11.501 3C 414
134 Terra Nova do Norte 2.635,75 13.678 4B 648
135 Tesouro 4.206,06 3.132 5E 385
136 Torixoréu 2.432,94 4.889 5E 577
137 União do Sul 4.721,12 4.192 4B 689
138 Vale de São Domingos 1.987,56 3.224 2D 491
139 Várzea Grande 949,53 214.842 3D 10
140 Vera 2.986,75 9.064 4C 486
141 Vila Bela da Ss. Trindade 12.179,43 12.880 2D 562
142 Vila Rica 7.543,76 15.537 6B 1.276

(*) Localização* Municípios criados através de Lei Estadual, em 200 (sem eleição municipal)Área Total do
estado: 906.806,09Km2 – SEPLANPopulação Total do Estado: 2.498.150 hab. – IBGE (Censo 2000)
Fonte:IBGE – Censo 2000 – SEPLAN – DVOP - INTERMAT, 2000

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A emancipação de Boa esperança do norte não foi efetivada, sendo assim, Mato Grosso conta atualmente com 141
municípios emancipados.

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EXERCÍCIOS (D) as constantes invasões pelas comunidades


indígenas às fazendas situadas nas proximidades
do Parque Nacional do Xingu, gerando uma tensão
01) Em relação a posição geográfica de Mato Grosso assi- permanente com os colonos da região;
nale a alternativa incorreta. (E) a reorganização do espaço geográfico era
a) Está situado na região centro-oeste do Brasil fundamental a fim de possibilitar melhor
b) Possui limites com Bolívia e Chile administração e exploração econômica, pois o
estado apresentava uma extensa área e grande
c) Os portos do Peru podem auxiliar na exportação de
diversidade ecológica e econômica.
grãos de Mato Grosso para o Pacífico
d) Amazonas e Pará são estados vizinhos de Mato 06) Texto
Grosso e pertencem a região norte do Brasil “A região Centro-Oeste, talvez a região brasileira que,
e) Cuiabá é o centro geodésico da América do Sul juntamente com a Amazônia, tenha sofrido às transforma-
enquanto que Barra do Garças é o centro geodésico ções mais intensas em sua estrutura espacial nas últimas
do Brasil. três décadas. Um marco fundamental nesse processo foi,
sem dúvida, a transferência da capital federal do Rio de
02) Na Divisão econômica do Brasil, Mato grosso está in- Janeiro para Brasília, que abriu perspectiva de integração
serido em duas regiões, quais: do imenso interior brasileiro ao centro econômico do país...”
a) Norte e Centro-Sul b) Sul e Amazônia Arbex Júnior, José – Rumo ao Centro-Oeste: O Brasil em Regiões
c) Amazônia e Nordeste d) Centro-Sul e Amazônia – São Paulo: Moderna, 1996
Sobre a região Centro-Oeste, assinale a alternativa in-
e) Norte e Nordeste
correta.
03) A divisão do espaço físico que deu origem ao Mato a) É formada por quatro unidades político-
Grosso do Sul e reduziu o espaço do Estado de Mato
administrativas: Mato Grosso (MT); Mato Grosso
Grosso, ocorreu no ano de:
do Sul (MS); Goiás (GO); e o Distrito Federal (DF),
a) 1989 b) 1979 c) 1889
onde se localiza a capital federal, Brasília.
d) 1998 e) 1898
b) O norte da região Centro-Oeste até os anos 60, era
04) Sobre a divisão de Mato Grosso com Mato Grosso do uma região pouquíssimo habitada e sua economia
Sul, julgue os itens em V ou F: restringia-se, praticamente, ao extrativismo vegetal.
0 ( ) A lei da Divisão ocorreu em 11.10.1977 Essa região correspondia a extensas áreas de
quando foi assinada por Ernesto Geisel. O matas e cerrados habitadas por indígenas e alguns
Governador do Estado de Mato Grosso era José posseiros, que desenvolviam suas atividades de
Garcia Neto. subsistência junto às margens de rios navegáveis.
1 ( ) A divisão do Estado ocorreu em 1979 com c) A partir dos anos 70, como resultado da aplicação,
Cássio Leite de Barros. Essa divisão era de interesse
por parte do governo federal, de políticas que
dos habitantes de Cuiabá, pois não queriam
continuar sustentando a parte sul do estado. objetivavam incorporar novas áreas ao processo
2 ( ) Quando Frederico Campos assumiu o produtivo do país. Nas décadas posteriores, a
governo em Mato Grosso, o estado possuia 38 população cresceu enormemente em função da
municípios, sendo que o maior em extensão implantação de núcleos de colonização dirigida,
territorial era Chapada dos Guimarães. ligados à iniciativa privada, que atraíram expressivos
3 ( ) Mato Grosso possui atualmente 141 contingentes populacionais originários
municípios com autonomia política. principalmente do Sul do país, para a região Norte
Mato-grossense.
05. A Lei Complementar no 31, de 11 de outubro de 1977,
determinou o desmembramento do então estado de d) O Centro-Oeste é a única região do país que não
Mato Grosso em duas unidades federativas. Assinale possui litoral, localizada na parte central do país,
a alternativa que melhor apresenta uma das razões ofi- está situada também no Centro-geodésico da
ciais para o ato citado: América do Sul. Limita-se com todas as outras
(A) as constantes manifestações dos trabalhadores regiões brasileiras e ainda tem fronteiras com todos
rurais ligados ao Movimento dos Sem Terra (MST), os países sul-americanos.
que exigiam a imediata reforma agrária, preocupavam
e) A organização socio-econômica atual de uma região
os fazendeiros no extremo norte do estado;
é resultante da forma como ela foi se estruturando
(B) os proprietários das grandes empresas pecuaristas
voltadas para o mercado externo reclamavam da ao longo da história. Algumas mudaram de função
cobrança de elevados tributos para sustentar a parte econômica (substituição da pecuária pelo cultivo da
sul do estado, pouco produtiva; agricultura voltada para o mercado interno e produtos
(C) as populações ribeirinhas protestavam contra o de exportação); outras devido ao desmatamento
chamado “Arco do Desmatamento”, que desde a deixaram de ser uma região natural; ou ainda, foram
época do chamado “Milagre Econômico” gerava criadas novas regiões de extrativismo,cidades
graves problemas para a região; turísticas, etc.

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07) b) Deveu-se à campanha levada a cabo pelos sul mato-


“A Lei Complementar N.º 31, de 11 de outubro de grossenses Pedro Pedrossian e José Fragelli, ex-
1977, dividiu em duas faixas territoriais o antigo Mato governadores do antigo Mato Grosso.
Grosso: criou o Estado de Mato Grosso do Sul e con- c) Contou com o apoio dos políticos tradicionais de
servou o norte do antigo território com a denominação Cuiabá que não desejavam abrir mão de sua
histórica de Mato Grosso.” participação privilegiada na ocupação de cargos dos
(SIQUEIRA, EM. História de Mato Grosso. Cuiabá: Entrelinhas, 2002.) poderes Legislativo e Executivo estaduais.
Sobre a divisão do então Estado de Mato Grosso, assi- d) Aconteceu durante o mandato do Governador José
nale a afirmativa correta. Garcia Neto e o primeiro governador do atual estado
a) Deveu-se à organização de um amplo movimento de Mato Grosso foi Cássio Leite de Barros.
de massas de cunho político que pleiteava, já no e) Ocorreu de maneira democrática, consensual e
início dos anos 70, a emancipação da região sul do mediante consulta popular via sufrágio, momento em
estado. que a maioria dos cidadãos do antigo estado optou
pela divisão

CAPÍTULO 02

TRANSPORTE EM MATO GROSSO


Para maior crescimento da economia, o transporte é relevante pois Mato Grosso é um grande produtor, mais não é um
grande consumidor do país. Os destaques no transporte são:

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a) A Ferrovia Leste-Oeste (Ferronorte) que hoje leva o nome liga-se com a hidrovia do Rio Madeira, onde podem operar
do seu idealizador Vicente Vuolo. Essa Ferrovia deverá che- navios oceânicos. Além desses trechos, o projeto da Ferro-
gar a Rondonópolis em 2006, facilitando o escoamento da norte inclui também um ramal que interligará as cidades de
produção até o Porto de Santos (SP). Alto Araguaia (MT), Rio Verde (Go) e Uberlândia (MG).
A ferrovia nasceu um projeto ambicioso para interligar, b) A hidrovia Paraguai-Paraná que vai de Cáceres até Nue-
através de 5 mil quilômetros de ferrovias, o Centro-Oeste e a va Palmira no Uruguai. O volume comercial dessa hidrovia
Amazônia Legal ao Sul do Brasil. Este é o projeto da Ferronor- ainda é baixo pois as obras estruturais não foram permitidas
te, que por sua grandiosidade está sendo construído por eta- devido aos possíveis impactos ambientais no Pantanal Mato-
pas. A primeira já está pronta, com 410 quilômetros e investi- grossense. Outras hidrovias são possíveis, mais ainda não
mentos da ordem de R$ 1,3 bilhão, interligando Aparecida do estão em operação, essas hidrovias possíveis são: Mortes-
Taboado, no Mato Grosso do Sul, a Alto Taquari e Alto Ara- Araguaia, Teles Pires-Juruena e Guaporé-Madeira.
guaia, em Mato Grosso. c) O transporte rodoviário é o predominante no Estado
A Segunda etapa da Ferronorte alcançará Cuiabá (MT), são as rodovias, onde vamos destacar as rodovias Federais.
no km 1.056, passando por Rondonópolis (MT), no km 800 e, A nomenclatura das rodovias é definida pela sigla BR,
de lá, partirá para a terceira etapa com uma bifurcação na que significa que a rodovia é federal, seguida por três algaris-
ferrovia, formando um Y, seguindo à esquerda por mais 1.500 mos. O primeiro algarismo indica a categoria da rodovia, de
km até Porto Velho, em Rondônia e, à direita, até Santarém, acordo com as definições estabelecidas no Plano Nacional
no Pará, com mais 2.000 km. Neste ponto a Ferronorte inter- de Viação.
MATO GROSSO - REDE RODOVIÁRIA POR DEPENDÊNCIA ADMINISTRATIVA, EM QUILÔMETROS - 2003

Pavimentada Não pavimentada Em Em


Situação Total
obras de obras de
da rede geral
pav. imp.
Pav. Eod. Dup. Total Len. Imp. Total

Federal 4.056,3 2.845,6 6,7 48,9 2.901,2 99.9 704,5 804,4 410,7 0,0

Estadual 21,843,5 2.187,1 0,0 3,5 2.190,6 7.739,9 10.497,7 18.273,6 1.297,3 118,0

Transitória 920,3 100,8 0,0 0,0 100,8 272.3 453,3 725,6 48,9 45,0

7RWDO          
Fonte: MATO GROSSO,2005. Pav. Pavimentada; Eod. – Em obras de duplicação; Dup. Duplicada; Len. – Leito natural; Imp – Implantada.

1. RODOVIAS RADIAIS 4. RODOVIA DO PACÍFICO


São as rodovias que partem da Capital Federal em dire- É uma alternativa para aumento do fluxo comercial entre
ção aos extremos do país. A BR 070 liga Brasília a Cáceres. Brasil com os países da Ásia. Essa saída é viável porque a
Ásia é a região que mais cresce atualmente, sendo que o
oceano Pacífico deverá ultrapassar o Atlântico em volume
comercial. A partir de Cáceres a rodovia seguirá para San
Matias na Bolívia e a partir daí segue rumo aos portos de Arica
e Iquique no Chile ou Illo e Matarani no Peru.

5. RODOVIAS DIAGONAIS
Estas rodovias podem apresentar dois modos de orientação:
Noroeste-Sudeste ou Nordeste-Sudoeste. A BR 364 que
liga Mato Grosso a Porto Velho foi construída pelo projeto
POLONOROESTE.

2. RODOVIAS LONGITUDINAIS
Isto é, cortam de norte a sul o mapa do Brasil. Em
Mato Grosso merece destaque a BR 163 que liga Cuiabá
a Santarém no Pará. Sendo que esta rodovia foi criada atra-
vés do POLOAMAZÕNIA do governo Federal na década de 70.

3. RODOVIAS TRANSVERSAIS
Cortam o mapa de Leste a Oeste e sua numeração é
de BR 201 a BR 300.
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ENERGIA ELÉTRICA Em agosto de 2001, com a conclusão da construção do


gasoduto vindo da Bolívia, a usina foi inteiramente convertida
HIDRELÉTRICA para uso do gás natural, podendo assim despachar 100% de
Construída por FURNAS, em parceria com a iniciativa pri- sua potência.
vada, a Usina Hidrelétrica de Manso destaca-se como um GÁS NATURAL
novo pólo indutor do turismo ecológico e náutico no estado de
Inegavelmente o Gás Natural vem ganhando importância
Mato Grosso, propiciando a geração de empregos e renda.
na Economia Mundial, é a terceira fonte de energia primária,
Localizada em uma região formada por grandes proprieda-
precedida somente pelo petróleo e carvão. No Brasil, sua
des, onde as principais atividades econômicas baseavam-
participação vem se acentuando significativamente na Matriz
se na agricultura de subsistência,pecuária extensiva, pesca
energética, com a ambiciosa meta de aumento do consumo
e garimpo de diamantes, a área sob influência do reservató-
deste energético, como fonte primária, dos atuais 3% para
rio de Manso, na Chapada dos Guimarães, vem passando
12%, em 2010. A regulação das atividades do setor de gás
por um processo contínuo de diversificação de sua base pro-
são de responsabilidade federal (produção e transporte) e
dutiva. No entorno do lago de 387 km², já foram implantados
estadual (distribuição). No âmbito federal, a regulação é feita
vários empreendimentos de lazer como condomínios náuti-
pela Agência Nacional de Petróleo – ANP, e suas atividades
cos, atividades de pesque e pague e loteamentos rurais. O
compreendem: a concessão de áreas de exploração e produ-
Portal das Águas, primeiro investimento localizado às mar-
ção do petróleo e gás natural, autorização para importação,
gens do lago de Manso, tem atraído a atenção de entidades
transporte, refino, etc... No Estado de Mato Grosso, a Agência
nacionais e internacionais ligadas ao turismo ecológico. Toda
de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Estado
esta infra-estrutura proporcionou para aquela microrregião
de Mato Grosso – AGER, criada pela Lei nº 7101, de janeiro de
cerca de 200 empregos diretos e indiretos.
1999, alterada pela Lei complementar de nº 66, de 22 de de-
Além da geração de novos postos de trabalho, a usina zembro de 1999, é órgão responsável pela regulação das
também está contribuindo para melhorar a arrecadação do atividades de distribuição.Sendo que suas atividades com-
estado de Mato Grosso e do município de Chapada dos Gui- preendem, observada a competência própria dos outros en-
marães. Desde o inicío da operação das quatro turbinas, que tes federados: controlar e fiscalizar, bem como se for o caso,
totalizam uma potência instalada de 210 MW, a usina já des- normatizar, padronizar, conceder e fixar tarifas dos serviços
tinou ao estado e à prefeitura, respectivamente, R$ delegados, em decorrência de norma legal ou regulamentar,
2.377.820,90 e R$ 2.021.426,21 referentes à compensação disposição convenial ou contratual, ou por ato administrativo
financeira pela utilização dos recursos hídricos. Na época de do Estado de Mato Grosso. Em 28 de Julho de 2003, a Lei nº
elaboração do diagnóstico socioeconômico, em 1980, cons- 7.939, autoriza o Poder Executivo a constituir a Companhia
tatou-se que mais de 80% das famílias da região não tinham Mato-grossense de Gás – MTGás, e estabelece diretrizes para
qualquer tipo de seguro social, o que impossibilitava o aces- distribuição de gás canalizado no Estado de Mato Grosso.
so aos serviços de saúde. Esta renda extra proporcionada ao Cabe ressaltar que esta lei foi regulamentada, pelos decre-
poder público pela usina poderá ser valiosa na implementa- tos 1.760 de 31/10/03 e 4.439 de 24/11/2004, respectivamen-
ção das políticas sociais necessárias. te. O gás natural chega em Mato Grosso pelo Gasoduto Late-
A usina, localizada na confluência entre os rios Manso e ral Cuiabá, com 267 KM (referente ao trecho em território bra-
Casca, teve os estudos de implantação iniciados pelo então sileiro) de extensão, ligando o trecho boliviano do Gasoduto
Ministério do Interior (Minter), através do Departamento Naci- Bolívia-Brasil (GASBOL) a Cuiabá, passando por San Matias
onal de Obras e Saneamento (DNOS), motivados, principal- (Bolívia), e no Brasil, pelas cidades de Caceres, Nossa Se-
mente, pela enchente ocorrida no rio Cuiabá, em março de nhora do Livramento, Poconé e Várzea Grande. Seu diâmetro
1974, que inundou áreas de Cuiabá e Várzea Grande, onde é de 18 polegadas e a capacidade de transporte de 2,8 mi-
residia, na época, uma população estimada em mais de 120 lhões m3/dia. O gasoduto Lateral Cuiabá iniciou sua opera-
mil pessoas. De acordo com estes estudos, a barragem de ção em agosto de 2001 e pertence ao consórcio formado pela
Manso tem como objetivos principais a minimização das en- Enron (50%), Shell (37,5%) e Transredes (12,5%), sendo ope-
chentes, a regularização das vazões para a melhoria das con- rado pela Gasocidente do Mato Grosso. Atualmente, o maior
dições de navegação e o saneamento do rio Cuiabá, além da volume de gás natural transportado é destinado à UTE (Usi-
geração de energia. na Termoelétrica) Cuiabá I - Usuário Livre, cerca de 1.077 mil
m3/dia em média. A princípio a MTGás, está autorizada pela
As obras civis para a construção da Usina de Manso fo- ANP (Aut. Nº 229,03/08/2004) , a importar o gás natural da
ram iniciadas pela Eletronorte, em setembro de 1988, e para- Bolívia, com um volume diário de 500 mil m3/dia , em regime
lisadas em novembro de 1989. Após nove anos, elas foram firme, destinados a atender os segmentos supracitados de
reiniciadas e, em fevereiro de 1999, o Conselho Nacional de distribuição do gás natural em todo o Estado de Mato
Desestatização autorizando a transferência dos ativos do Grosso.No entanto, a distribuição do gás natural iniciou-se
empreendimento, pertencentes à Eletronorte, para FURNAS. no segmento de GNV (Gás Natural Veicular) no município de
As obras foram concluídas no final de 2000 e, em maio de Cuiabá em 05/12/2005, após homologação da tarifa teto des-
2001, as quatro turbinas já estavam operando. se segmento, no dia 30/11/2005, no valor de R$ 0,89 o metro
TERMOELÉTRICA cúbico, acrescidos a este valor os custos de comercialização
e tributos incidentes, resultando no valor ao consumidor final,
A Termoelétrica de Cuiabá, com potência total local de de R$ 1,35 o metro cúbico.
480 MW. O contrato foi assinado em setembro de 1997 com a
EPE (Empresa Produtora de Energia), do Grupo Enron (Esta- Gerar energia com baixo custo e sem entraves ambien-
dos Unidos). Em outubro de 1998, a primeira turbina a gás tais tem sido uma das principais alternativas para os gran-
entrou em fase de testes e, posteriormente, em operação des agricultores em Mato Grosso . A saída tem sido as peque-
comercial com óleo diesel. nas centrais hidrelétricas – as PCHs.
A segunda turbina a gás, ainda com óleo diesel, entrou Na região de Sapezal e Campos de Júlio, o chamado
em operação em julho de 1999 e a turbina a vapor no início do Consórcio Juruena [empresas: Maggi Energia S/A, MCA Ener-
ano seguinte, disponibilizando assim a potência total da usi- gia e Barragem Ltda e Linear Participações e Incorporações
na. Ltda] estão construindo 8 PCHs, somando um total 153,30
MW. As pequenas centrais hidrelétricas, segundo a Agência

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Nacional de Energia Elétrica – ANEEL podem gerar até 30MW 04) O fortalecimento das relações comerciais entre Mato Gros-
e ter um reservatório de no máximo 3 Km2 . O Código Ambien- so e os países da América do Sul é um tema bastante
tal de Mato Grosso fez uma adaptação às normas da ANNEL debatido na atualidade. Sobre o assunto, assinale a afir-
e em 2000 modificou as regras do licenciamento ambiental mativa correta.
eliminando a obrigatoriedade de EIA/RIMA para as PCHs com
até 30MW e 3km2 de reservatório . Agora, o deputado estadual A) Os únicos países da América do Sul com acesso direto
Pedro Satélite apresentou em abril passado projeto de lei ao mar são Paraguai e Bolívia, vantagem geográfica
que altera novamente o Código Ambiental onde elimina-se a que os torna independentes de seus vizinhos e é um
apresentação de EIA/RIMA para licenciamento de hidroelétri- dos argumentos que justificam o desinteresse em
cas com reservatório superior a 3 Km2. Coincidentemente, a buscar a integração com Mato Grosso e facilitar a saída
própria ANEEL estuda a revisão do conceito de PCHs e deve
para o Pacífico.
ainda este ano publicar resolução com novas regras.
B) Uma das formas de buscar a integração viabilizada
Técnicos , ambientalistas e autoridades da área ambien-
pelo Estado de Mato Grosso são as Caravanas
tal são unânimes em afirmar que as pequenas centrais hi-
droelétricas são bem menos impactantes por não necessitar Internacionais que reúnem representantes do poder
de obras nos rios e grandes reservatórios provocando alaga- público e privado com o objetivo de manter contatos
mentos e modificando cursos de água. Outro ponto concilia- políticos com governantes e empresários da Bolívia,
dor é que as PCHs são de baixo custo , baixo impacto ambi- Peru e Chile a fim de agilizar os transportes e buscar
ental e geram energia para pequenas comunidades ou áreas uma saída para o Pacífico e os mercados asiáticos.
rurais.
C) Chile, Brasil, Argentina e Bolívia possuem em comum
Hoje estão em fase de construção 7 pequenas hidrelétri- terras drenadas pela Bacia do Paraná, via, durante
cas em construção: no rio Rochedo , município de Novo Mun- muito tempo, exclusiva de ligação desses países com
do, no rio Braço Norte , em Guarantã do Norte, no rio Jauru,
o Oceano Pacífico, o que favoreceu as trocas
em Indiavaí, e no rio Caeté, em santo Antônio do Leverger Já
comerciais com os portos europeus.
ficaram prontas a PCH do Alto Jauru, em Jaurú, a braço Norte
III, no rio Juruena, em Guarantã do Norte e a PCH Cabixí II , no D) O Estado de Mato Grosso prioriza o escoamento da
rio Lambari em Comodoro. Também ficaram prontas as UHEs sua produção industrial pelo Pacífico através da
do rio Jauru, do grupo Queiroz Galvão, em Araputanga, com Ferrovia denominada Ferronorte, atingindo com baixos
110 MW, e a Guaporé da rede Cemat, no município de São custos os mercados da Argentina, Uruguai e Paraguai.
Domingos, com 120 MW.
E) Bolívia e Mato Grosso possuem interesses comuns
principalmente no setor de processamento e
EXERCÍCIOS exportação de produtos frigoríficos e sucos, daí a
instalação da Zona Franca em Cáceres e o fim das
taxas alfandegárias para o escoamento via hidrovia
01) Sobre o transporte em mato Grosso assinale em V ou F :
Paraguai-Paraná até o Porto de Arica no Chile.
(0) a ferrovia Vicente Vuolo que está em Alto Araguaia
ajuda a escoar a produção de açúcar e álcool de Mato 05) Em relação as fontes de energia em Mato Grosso, assi-
Grosso. nale em V ou F.:
(1) A hidrovia Teles Pires-Juruena ajuda a escoar a soja ( ) A usina de Casca no município de Chapada dos
do norte de Mato Grosso Guimarães foi a primeira hidrelétrica de Mato Grosso.
(2) O asfaltamento da BR 163 é temida pelos ecologistas ( ) A hidrelétrica de Manso tem potencial de 210 Mw de
pois poderá acelerar a devastação da Amazônia energia o que supre toda a carência de energia do
(3) Os consórcios rodoviários implantados pelo governo Estado de Mato Grosso.
estadual tem como função facilitar o escoamento da ( ) As hidrelétricas não causam dano ambiental.
produção do estado.
( ) O gasoduto Brasil- Bolívia abastece apenas Mato
(4) A hidrovia Paraguai-Paraná está livre dos impactos
Grosso
ambientais e está funcionando com todo o potencial,
pois as obras foram aprovadas pelo ministério do meio ( ) a Termoelétrica de Cuiabá tem um potencial de
ambiente energia maior que a hidrelétrica de Manso.

02) Dentre as utilizações do Fethab assinale a alternativa que 06) O estado de Mato Grosso é cortado por diversas rodovias
corresponde ao objetivo da criação desse fundo: federais, a maioria delas passando por Cuiabá. A rodovia
Cuiabá-Santarém é a:
a) combater o narcotráfico no estado
b) construção de hidrelétricas (A) BR-153;

c) construção de casas e estradas (B) BR-116;


d) fundo da educação e trabalho (C) BR-230;
(D) BR-163;
03) A BR 364, com 1500 Km, liga:
(E) BR-101
a) Cuiabá- Brasilia
b) Cuiabá- Santarém 07) Sobre o sistema de transportes de Mato Grosso e do
Brasil, julgue os itens.
c) Cuiabá- São Paulo
d) Cuiabá- Porto Velho (0) Dos diferentes tipos de transporte de carga e de
passageiros no Brasil, o rodoviário é hegemônico.
e) Cuiabá- Belo Horizonte
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(1) A maior parte das rodovias no Brasil já apresenta O grande Motor desse crescimento tem sido a agropecu-
pavimentação. ária e os setores ligados a ela. Essa vocação para a agrope-
cuária tem atraído empresários das diferentes regiões do país.
(2) O sistema de transportes de Mato Grosso, a despeito
Das exportações a soja tem tido maior destaque na balança
das hidrovias e da ferrovia, continua
comercial, enquanto que nas importações tem tido maior vul-
preponderantemente rodoviário.
to os setores de adubos e fertilizantes constantemente utili-
(3) A implantação das hidrovias em Mato Grosso tem zados na agricultura, como pode ser observado nas tabelas
ocorrido de forma acelerada e não tem gerado impacto a seguir:
ambiental e cultural. Importações de Mato Grosso
08) Em Mato Grosso, nos últimos 10 anos, presenciamos
ações governamentais e da iniciativa privada no sentido
de equacionar o problema energético. Sobre o assunto,
avalie as questões apresentadas e assinale a incorreta.
a) Quando foram retomadas da construção da usina de
Manso e o conseqüente represamento de águas gerou
polêmica quanto aos danos ambientais e ao
remanejamento de produtores rurais de seus locais
de moradia.
b) Através de um acordo binacional entre Brasil e Bolívia
foi possível a construção do gasoduto que transporta
a matéria-prima desde Rio Grande (Bolívia) até Cuiabá, Fonte: FIEMT
onde é transformada em energia elétrica. Mato Grosso faz parte juntamente com estados vizinhos
c) A construção da Termoelétrica de Cuiabá (no Distrito do Mercoeste, que é um projeto capitaneado pelos presiden-
Industrial) gera energia para abastecer a Baixada tes das Federações das Indústrias, sob o patrocínio do SE-
Cuiabana, sanando assim, boa parte dos problemas NAI, e que se propõe induzir o desenvolvimento da região,
energéticos da maior concentração da população do apresentada pelos estados de Mato Grosso, Mato Grosso de
Estado. Sul, Goiás, Tocantins, Rondônia, Acre e o Distrito Federal.
Comparando as exportações de Mato Grosso com os demais
d) A reativação e/ou construção de pequenas
membros do Mercoeste podemos perceber melhor a relevân-
termoelétricas em cidades interioranas, bem como
cia da economia de Mato Grosso.
subestações de captações e distribuição de energia,
têm se mostrado uma alternativa viável para levar Exportações da Região do Mercoeste
energia às populações mais distantes. Janeiro - Dezembro
e) a termoelétrica de Cuiabá Mario Covas, tem um
potencial de energia inferior a hidrelétrica de Manso.

CAPÍTULO 03

ECONOMIA
Mato Grosso tem crescido economicamente muito
acima da média nacional. Esse crescimento econômico Podemos perceber pelos dados acima, que Mato Grosso
pode ser comprovado com os dados referentes à evolução corresponde por mais da metade das exportações do Merco-
da exportação do estado. este e sua relevância tem aumentado ano a ano, o que dá
boas perspectivas de crescimento para o estado para os pró-
Exportações do Estado de Mato Grosso ximos anos.
1994 - 2004 Nos itens a seguir iremos abordar uma síntese do setor
mineral e agropecuário do estado para melhor entendimento
dos principais setores propulsores da economia Mato- Gros-
sense

Minerais
O setor de minerais registrou crescimento de 387% em
2005 com as exportações de diamantes e ouro, que somam
o total de US$ 4,799 milhões exportados, ressaltando que
não houve exportação de ouro em 2004, e já se apresenta
com US$ 1,112 milhões exportados em 2005, somado aos
US$ 3,687 milhões exportados de diamantes. Este aumento
das exportações deve-se ao Sistema de Certificação do Pro-
cesso de Kimberley - SCPK, relativo à exportação e à importa-
ção de diamantes brutos, que passou a ser uma exigência
dos mercados importadores. Em Mato Grosso Poconé é o
maior destaque em ouro e Juína o maior em diamante. Além
Fonte: FIEMT

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desses minerais o estado também tem uma produção de Preço em Mato Grosso cairá 30%
Cassiterita encontrada principalmente no município de Col-
niza, fosfato encontrado no município de Planalto da Serra e A longo prazo o preço do fosfato em Mato Grosso deve
Calcário. Sobre este último teceremos alguns comentários à cair cerca de 30% com a exploração comercial da jazida de
seguir: Planalto da Serra, conforme prevê o proprietário do Comerci-
al Santa Rita de Petróleo, José Haroldo Ribeiro. A tonelada do
O calcário além da construção civil também é utilizado na
produto vai passar de US$ 715 para cerca de US$ 501. A
correção da acidez do solo, e tem a principal função de dispo-
redução no valor será puxada principalmente pela economia
nibilizar os nutrientes que já existem na área e ainda potenci-
com o frete. Em média para transportar o produto de Minas
alizar os que serão adicionados, como adubos e fertilizantes.
Gerais ou Goiás, principais fornecedores, o gasto médio é de
A utilização é obrigatória, tendo como medida a média de duas
R$ 120 (US$ 53). "Isso vai possibilitar a redução dos custos e
toneladas por hectare plantado. aumento da competitividade da produção agrícola mato-gros-
A produção do calcário em Mato Grosso está concentrada sense".
nos municípios de Jangada, Tangará da Serra , Rosário Oes- De janeiro a setembro deste ano o Estado gastou US$
te e Nobres que juntos somam 82% da produção Estadual. 37,189 milhões com a aquisição de 197,295 mil toneladas de
Só o município de Nobres responde por 47% da produção fosfato, conforme informações do Centro Internacional de Ne-
mato-grossense. gócios da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt). O
O setor do calcário foi um dos que sofreram com a crise volume financeiro equivale a 10,78% de todas as importações,
do agronegócio em 2005. A produção do ano, segundo dados que no mesmo período somaram US$ 344,916 milhões. O
do Sindicato das Indústrias de Calcário no Estado de Mato produto é o terceiro colocado na pauta de importações.
Grosso - Sinecal, chegou a 2.785.719 toneladas, 56,57% O geólogo Renato Neder ressalta que aproximadamente
menor que o ano de 2004, com preço médio de R$ 22,14 por 7 milhões de toneladas do fosfato encontrado poderão ser
tonelada. Os principais causadores da queda da produção vendidas "in natura" devido ao teor de solubilidade, o que
foram a taxa de câmbio e o preço da soja. corresponde a 7% do total. Isso torna mais fácil a comerciali-
zação do produto, uma vez que após a extração o minério já

TEXTO COMPLEMENTAR
pode ser imediatamente vendido. Os outros 93 milhões de
toneladas são insolúveis na natureza, o que torna necessária
a aplicação de um ácido para que o produto seja liberado

(1/11/2005) - Fosfato: Estado de MT tem a


para o consumo.

maior jazida do país Atividade abrirá 600 vagas diretas


A Gazeta - MT - Anelize Moreno Em dois a seis anos a extração e beneficiamento do fos-
fato vai gerar aproximadamente 600 empregos diretos e 4,8
Descoberta está entre as 10 maiores do mundo. Minério
mil indiretos, conforme calcula o geólogo Renato Neder. Ele
foi encontrado no Planalto da Serra
destaca que em média o setor mineral movimenta cerca de
Foi mapeada no município de Planalto da Serra (254 qui- oito trabalhadores indiretos para cada vaga formal gerada na
lômetros de Cuiabá) uma jazida com 100 milhões de tonela- mina. Cerca de 30 pessoas foram empregadas nas fases de
das de fosfato (P2O5), um dos principais insumos aplicados prospecção geoquímica, mapeamento e avaliação do volu-
na agricultura. A mina também é rica em cobre, titânio e vermi- me do mineral.
culita, mas ainda não foi feito levantamento do teor dos sub- Os trabalhos de pesquisa começaram há cinco anos em
produtos. A reserva mineral, considerada a maior do país, uma área de 3 milhões de hectares. Somente em 2002 foi
ocupa uma área de 80 hectares na superfície e está entre as encontrada a primeira ocorrência de fosfato. Depois disso
10 maiores do mundo em volume do mineral, com quantida- foram descobertas outras sete jazidas, ainda não mapeadas,
de suficiente para suprir a demanda do Estado por cerca de em uma área total de 114 mil hectares. O coordenador do
500 anos ou para atender o Brasil por quase 35 anos. Mato Grupo de Pesquisas de Recursos Minerais do Departamento
Grosso consome anualmente 200 mil toneladas do produto. de Recursos Minerais da Universidade Federal de Mato Gros-
No país a média é de 3 milhões de toneladas por ano. so (UFMT), Francisco Pinho conta que inicialmente o risco
era muito alto, uma vez que de cada 12 projetos de pesquisa
Até o final do ano o Comercial Santa Rita de Petróleo,
iniciados apenas um é bem sucedido.
único investidor nas pesquisas de prospecção, vai formar um
AGROPECUÁRIA
consórcio empresarial para extrair e beneficiar o produto. Para
iniciar a exploração são necessários investimentos entre US$
80 milhões e US$ 300 milhões, dependendo do porte da usi- O POLONOROESTE (Programa Integrado de Desenvolvi-
na que será montada. "É um projeto caro e requer investi- mento Rural do Noroeste do Brasil) que abriu a BR- 364 facili-
mentos altos", assegura o proprietário da empresa, José tando a ligação de Cuiabá a Porto Velho, o POLOAMAZÔNIA
Haroldo Ribeiro. Ainda não há estudo de viabilidade econô- (Programa de Pólos Agropecuários e Agrominerais da Amazô-
mica, portanto não é possivel determinar a capacidade de nia) que abriu a BR- 163 ligando Cuiabá à Santarém no Pará
produção nem os ganhos com o negócio. Já foram investidos colaboraram para que se formassem núcleos rurais ao longo
cerca de US$ 8 milhões em cinco anos de pesquisa. das rodovias, que posteriormente transformaram em vários
municípios de Mato Grosso, Rondônia e Pará. Cabe ainda res-
Ribeiro destaca que a descoberta é muito importante e saltar que o governo Federal também criou o POLOCENTRO
vai fazer com que dentro de 8 anos, quando a mina atingir o (Programa de Desenvolvimento do Cerrado) em 1975, que foi
estágio de maturação, Mato Grosso se torne auto-suficiente e o maior projeto de pesquisa do Cerrado brasileiro para buscar
passe a exportar fosfato. O Brasil importa cerca de 54% do as potencialidades agrícolas da região, através da pesquisa e
fosfato consumido no país. O Estado compra 100% do produ- melhoramento dos solos de cerrado feitos pela EMBRAPA (Em-
to que usa. Em torno de 90% são destinados à agricultura. A presa Brasileira de Pesquisas Agropecuárias). Essas pesqui-
outra parte é usada na pecuária, para alimentar o gado, e na sas tornaram o cerrado altamente produtivo, incorporando es-
indústria de sabão. sas áreas ao processo produtivo do Brasil.

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A migração de sulistas aumentou as terras produtivas, MATO GROSSO - EFETIVOS DE GALINÁCEOS


fez crescer a economia de Mato Grosso, porém não foi feita a
reforma agrária e ainda temos muitos focos de conflitos agrá-
1985,1995,1999,2003
rios no estado de Mato Grosso, embora tenhamos alguns
projetos de assentos rurais.
Anos 1985 1995 1999 2003

PECUÁRIA
Nº de
3.676.103 13.066.000 15.517.593 19.812.784
aves
A pecuária é um dos alicerces da economia estadual,
sendo que Mato Grosso possui o maior rebanho bovino do Fonte: IBGE, 1991, 1997; IBGE. PPM, 2000,2003,
Brasil com mais de 26 milhões de cabeças. A implantação de In: Mato Grosso,2005.
frigoríficos no Estado aumentou a capacidade de abate, per-
mitindo inclusive a exportação de determinados produtos in- AGRICULTURA
dustrializados pelo setor. Temos que ressaltar que além de
investir em melhoramento genético há um controle de vacina- A produção agrícola tem crescido de maneira considerá-
ção contra a aftosa o que atraiu compradores de várias partes vel sendo o grande responsável pelos superávits na Balança
do mundo, não só pela carne mais também pelo couro ani- Comercial de Mato Grosso. Essas Commodites tem sido de
mal que tem sido incentiva através do Pró-Couro. Atualmente grande importância para uma balança comercial favorável no
o rebanho de Mato Grosso tem crescido a uma média de país, conforme a tabela a seguir.
mais de um milhão de cabeças ao ano.
BALANÇA COMERCIAL

OS MAIORES REBANHOS BOVINOS DE MATO


GROSSO POR MUNICÍPIO - 2003
Municípios Número de cabeças
1. Cáceres 892.348
2. Juara 874.413
3. Vila Bela da
Santíssima 807.827 Algodão - Mato Grosso utiliza 328.046 hectares de terras
para o plantio de algodão e possui uma produção de 1.141.211
Trindade
4. Alta Floresta 657.834 toneladas (IBGE - 2002). Essa produção coloca o estado no
5. Pontes de Lacerda 610.898 primeiro lugar no ranking nacional. Essa rápida ascensão da
produção faz com que Mato Grosso produza atualmente 53%
do algodão do Brasil. os municípios com maiores produções
6. Juína 509.494

de algodão são: Campo Verde, Pedra Preta e Diamantino.


7. Porto Esperidião 493.669
8. Paranatinga 454.784
9. Barra do Garças 452.195 MAIORES PRODUTORES NACIONAIS DE ALGODÃO
HERBÁCEO - 2004
10. Vila Rica 426.580
Além dos bovinos Mato Grosso tem aumentado outros
Município/ UF Produção (t)
rebanhos, tais como: 1. São Desidério/BA 312.382
Suínos - com um rebanho de 1.114.592 cabeças (IBGE -
2003) onde os principais destaques são: Diamantino, Lucas 2. Campo Verde/MT 268.570
do Rio Verde, Rondonópolis e Pedra Preta.
MATO GROSSO - EFETIVOS DE SUÍNOS
3. Sapezal/MT 181.642

1985,1995,1999,2003 4. Primavera do Leste/MT 146.635

Anos 1985 1995 1999 2003 5. Pedra Preta/MT 135.367

Nº de 6. Barreiras/BA 131.392
671.150 671.789 771.157 1.114.592
animais
7. Campo Novo do Parecis/MT 125.274
Fonte: IBGE, 1991, 1997; IBGE. PPM, 2000,2003,
In: Mato Grosso,2005. 8. Itiquira/MT 117.279
Bufalinos - o estado ainda tem pouca expressão, com
um rebanho de 23.631 (IBGE - 2002), no entanto o clima quente 9. Diamantino/MT 116.188
favorável à criação desse animal, proporciona um grande
potencial de crescimento. Barão de Melgaço, Rondonópolis e 10. Chapadão do Céu/GO 96.670
Araguaiana possuem os maiores rebanhos.
Ovinos - com um total de 216.472 de cabeças (IBGE - PROALMAT
2002), sendo relevantes a criação em Poxoréu, Santo Antônio
e Juína. Programa de Incentivo à Cultura do Algodão
Aves - incluem-se aqui galos, frangos, frangas e pintos. Criado pela Lei 6683 de 02/06/1997, e Dec. 1.589 de
Mato Grosso tem aumentado consideravelmente a quantida- 08 de 1997 pelo Governo do Estado de Mato Grosso.
de de cabeças com 19.812.784 (IBGE - 2003). Nesse quesito
os municípios que mais se destacam são: Campo Verde,
OBJETIVOS : Recuperação, expansão e melhoria da
Tangará da Serra e Nova Mutum.
qualidade do algodão de Mato Grosso, bem como estimu-
lar novos investimentos no setor agrotéxtil do Estado.
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BENEFICIARIOS: Pessoas físicas ou jurídicas produtoras Cana-de-açúcar - é um produto importante pois abriga um
de algodão. grande contingente de trabalhadores e ainda é responsável
INCENTIVO: Até 75% de redução do ICMS que repousar pela produção de açúcar e álcool. A produção de Mato Grosso
sobre o produto. Hoje alíquota de 12%. está entre as maiores do país, com uma produção de
14.667.046 toneladas (IBGE- 2003) em uma área plantada de
PRÉ-REQUISITOS: O produtor para fazer jús ao incentivo
deve atender os seguintes pré-requisitos: 196.684 hectares. Barra do Bugres, Denise, Nova Olímpia e
Tangará da Serra são os maiores produtores de Mato Grosso.
- Comprovar utilização de sementes melhoradas
MATO GROSSO - CANA-DE-AÇÚCAR:
- Possuir assistência técnica
- Disponibilizar manejo empregado
ÁREA COLHIDA,
- Dispor de sistema de eliminação de embalagens de PRODUÇÃO E RENDIMENTOS -1995,1999,2002,2003
agrotóxicos
- Estar em situação de regularidade junto ao SEFAZ. Rendimento
Arroz - o norte de Mato Grosso concentra a maior parte da Área colhida Produção médio
produção do estado onde os maiores produtores são: Tapu-
Anos
(ha) obtida (t) obtido
rah, Sinop, Sorriso e Vera. A área plantada é de 438.646 hec- (kg/ha)
tares e a produção é de 1.192.447 toneladas (IBGE - 2002) .
Atualmente o estado tem a segunda maior produção de arroz 1995 130.446 8.298.954 63.551
do país perdendo apenas para o Rio Grande do Sul.
MATO GROSSO - ARROZ: ÁREA COLHIDA,
1999 142.747 10.378.088 72.703

PRODUÇÃO E RENDIMENTOS -1995,1999,2002,2003 2002 176.746 12.642.258 71.528

Rendimento 2003 196.684 14.667.046 74.571


Área colhida Produção médio
Anos
(ha) obtida (t) obtido
Fonte: IBGE,1997;IBGE,PAM,1994-2003,In:Mato Grosso,2005.
Milho -. Mato Grosso tem uma área plantada de 720.775
(kg/ha)

1995 341.562 588.518 1.723 hectares, com uma produção de 3.473.708 toneladas (IBGE
2005). A produção de milho Mato- Grossense está entre as
1999 726.682 1.727.339 2.377 quatro maiores do país.
2002 438.646 1.192.447 2.718

2003 439.502 1.253.363 2.851

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Soja – è o principal produto agrícola de Mato Grosso com uma área plantada de 3.824.231 hectares e uma produção
de 11.702.165 toneladas (IBGE 2002), com essa produção o estado lidera o ranking nacional.

( ) Seu potencial deve-se à beleza das cachoeiras


EXERCÍCIOS como a Véu da Noiva e a das Andorinhas. Possui
ainda sítios arqueológicos e cavernas como a Casa
de Pedra, a Lagoa Azul e a Gruta do Francês.
01) (Delegado MT 2005) Um dos componentes da base
1 – Chapada dos Guimarães
econômica de Mato Grosso é o turismo. Relacione as
lacunas com os números. 2 – Pantanal Mato-grossense
( ) Atrai visitantes interessados em conhecer a 3 – Leste Mato-grossense
biodiversidade da Floresta Amazônica. Na região do 4 – Norte Mato-grossense
rio Teles Pires é possível observar pássaros exóticos Assinale a seqüência correta.
e macacos de espécies raras.
A) 3, 1, 4, 2 B) 1, 2, 3, 4 C) 4, 3, 2, 1
( ) Local onde se localizam as praias do rio Araguaia
D) 4, 3, 1, 2 E) 3, 1, 2, 4
que atraem turistas para o Festival de Praia de
Inverno. Oferece também turismo de aventura nas 02) O Polocentro é um programa de desenvolvimento cria-
serras do Roncador e Azul. do em 1974 para promover:
( ) Atrai turistas que praticam o ecoturismo e o turismo a) a instalação de um pólo industrial no Centro-Oeste.
de pesca. Caracteriza-se pela exuberante
biodiversidade que se distribui em um mosaico de b) o desenvolvimento da região da Grande Dourados
áreas secas, alagadas e parcialmente inundadas. (MS).

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c) a ocupação produtiva dos cerrados do Centro-Oeste. 07) Na Amazônia, segundo o Instituto Nacional de Pes-
d) a colonização do Centro-Oeste por pequenos quisas Espaciais (INPE), nos últimos quinze anos fo-
produtores. ram desmatados 243.393 km£, o que representa 5%
da área total da Amazônia Legal. Observe os três qua-
e) a pecuária de corte nas zonas florestais do Mato
dros, que representam três etapas do processo de ocu-
Grosso.
pação da Amazônia.
03) Nas últimas décadas, o domínio dos cerrados do Bra-
sil Central passou a ser valorizado para a expansão
das fronteiras agrícolas. Para isso, foram desenvolvi-
das técnicas que permitiram elevar significativamente
a sua produtividade.
A técnica fundamental para a elevação da produtividade
agrícola nas áreas de cerrado é a:
a) Rotação de terra e cultivos.
b) Correção da acidez dos solos. Assinale a alternativa que contém a sucessão correta
destas etapas.
c) Tropicalização de espécies vegetais nativas.
d) Intensificação do pisoteio dos pastos pelo gado. a) Exploração de madeira, pastagem e lavoura.
b) Pastagem, silvicultura e lavoura.
04) O objetivo central do POLOCENTRO : c) Lavoura, pastagem e reflorestamento.
a) implantar núcleos de colonização em Mato Grosso d) Reflorestamento, pastagem e lavoura.
b) construir estadas no estado e) Exploração de madeira, lavoura e pastagem.
c) detectar os impactos ambientais em terras de Mato
Grosso 08) Em 2003, o Brasil consolidou-se como campeão de
d) buscar as potencialidades agrícolas do cerrado exportações em vários ramos da agricultura e da pecu-
ária com crescimento de 5%. Essa tendência também
e) melhores em IDH no estado se confirmou em Mato Grosso uma vez que o setor
agropecuário foi responsável por cerca de 30% do PIB
05) Os municípios de Poconé, Alta Floresta e Peixoto de
estadual. Sobre o assunto, assinale a afirmativa corre-
Azevedo tem em comum:
ta.
a) elevada expectativa de vida
A) O programa de transformação das indústrias
b) expressiva quantidade de bovinos madeireiras em moveleiras tem contribuído para
c) grande produção de ouro aumentar o valor agregado na exportação de móveis,
d) grande densidade demográfica tornando o produto mato-grossense campeão de
vendas no mercado internacional.
06) Sobre o dinamismo econômico de Mato Grosso, Jul- B) Mato Grosso vem aprimorando suas técnicas na
gue os itens: produção do boi confinado, com o uso de capim
(0) A principal área de dinamismo econômico é o selecionado, anabolizantes, vacinas e modificação
nordeste do estado. genética. Esses elementos são o grande atrativo
para os exigentes mercados alemães e italianos,
(1) Sorriso tem o melhor IDH de Mato Grosso graças a principais compradores da carne mato-grossense.
sua pecuária leiteira
C) O Programa Nacional de Fortalecimento da
(2) Lucas do Rio Verde possui a base econômica na Agricultura Familiar (PRONAF) tem contribuído para
agricultura onde merece destaque a grande eliminar o êxodo rural, aumentar a geração de renda
produtividade de soja e de emprego junto aos pequenos agricultores,
(3) Juara possui o maior rebanho bovino no norte de especialmente àqueles que se dedicam à produção
Mato Grosso de farinha de mandioca e rapadura, produtos mato-
(4) Juína é o município com maior quantidade de grossenses vendidos aos parceiros do Mercosul.
exploração de diamante. D) O crescimento econômico do agronegócio em Mato
(5) Rondonópolis figura em um dos maiores pólos Grosso ocorre devido a vários fatores: incorporação
produtores de soja e algodão do Brasil, com uma de novas áreas à produção, aumento da
arrecadação que supera até mesmo a capital do produtividade, investimento em pesquisa e adoção
Estado. de novas tecnologias, como é o caso da melhoria
genética na pecuária, na soja e no algodão.
(6) Tapurah, Sinop, Nova Mutum estão entre os
municípios com maior produção de arroz em Mato E) As usinas de cana-de-açúcar mato-grossenses
Grosso lideram a produção brasileira no setor, gerando
superávit primário para Mato Grosso. Conquistaram
(7) A produção de Cana-de-açúcar está concentrada
também o selo ISO/2000 do agronegócio e dos
no leste de Mato Grosso, onde estão municípios direitos trabalhistas, uma vez que, nessa modalidade
como Nova Olímpia, Tangará da Serra e Barra do agrícola, não foi detectada existência de trabalho
Bugres. escravo.
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CAPÍTULO 04
ção, pois com o fraco desempenho econômico do país gerou
uma grande leva de pessoas para o desemprego e o subem-
prego. O aumento do número de idosos mostra que houve

POPULAÇÃO
avanços nas condições fitosanitárias, na medicina entre ou-
tros, o que não se significa que seja o ideal. Entretanto o
aumento de idosos traz consigo uma grande preocupação
ASPECTOS GERAIS que é o aumento com as despesas de inativos, que por sua
Após a divisão do estado de Mato Grosso em 1979 houve vez provoca grandes desfalques na previdência social a nível
nacional e estadual.
um grande aumento populacional saltando de 1.138.426 para
A divisão da população de Mato Grosso por sexo, mostra
2.504.353, correspondendo a um crescimento de 120% em
que no estado há um predomínio de população masculina, e
20 anos. isso tem sido uma constante como se pode observar no qua-
Através do quadro acima podemos observar que a partir dro que segue.
de censo de 1980 a população de Mato Grosso passa a ser
EVOLUÇÃO DA POPULAÇÃO RESIDENTE EM
predominantemente urbana. Tendo hoje em torno de 80% da
população morando nas cidades.
MATO GROSSO, POR SEXO, NO PERÍODO DE
1940-2000.
O macrocefalismo (inchaço) das cidades provocou a que-
da do padrão de vida médio da população, provocando o su-
$QR 7RWDO  +RPHP 0XOKHU
perpovoamento.

PIRÂMIDE ETÁRIA E A DIVISÃO POR SEXO


1940 432.265 230.405 201.860
1950 522.044 271.078 250.966
Pirâmide etária corresponde a gráficos que representam 1960 889.539 464.175 425.364
a população de acordo com a faixa de idade e o sexo. Ao 1970 1.597.090 833.123 763.967
analisar uma pirâmide etária, deve-se observar o seguinte: 1980 1.138.691 594.146 544.545
- a base representa a população jovem; 1991 2.027.231 1.049.228 978.003
- o corpo corresponde à população adulta; 1996 2.235.832 1.154.216 1.081.616
- o ápice mostra a população senil; 2000 2.504.353 1.287.387 1.216.966
A pirâmide etária corresponde à "radiografia" da estrutura
por idade e por sexo da população de um lugar, pois através Fonte: IBGE. Censos Demográficos. IBGE. Contagem Populacional,
dela pode-se fazer um planejamento econômico-social. 1996. IBGE. Sinopse Preliminar do censo Demográfico 2000.

A divisão por idade apresenta algumas diferenças quan- Em via de regra o Brasil possui uma quantidade de
to aos intervalos de faixas etária, no entanto usaremos como mulheres superiores aos homens, haja vista que, a crimi-
padrão os seguintes intervalos: nalidade é maior entre pessoas de sexo masculino e por
conseguinte a expectativa de vida é menor do que a das
mulheres. Só que apesar dessas causas da diminuição da
)$,;$(7È5,$,17(59$/26'(,'$'(  população masculina também ocorrer em Mato Grosso, o
estado é uma área de atração de pessoas principalmente
do sexo masculino a busca de emprego e renda, fazendo
Jovens 0 a 19 anos com que haja uma pequena quantidade de homens em re-
lação às mulheres.
Adultos 20 a 59 anos
EVOLUÇÃO DA POPULAÇÃO RESIDENTE POR SEXO
1940-2000
Velhos 60 anos em diante

3238/$d­25(6,'(17(325*58326'(
,'$'(
Grupos de População Percentual
idade total (%)
Jovens 1.019.710 40,72%
Adultos 1.338.820 53,46%

Velhos 145.823 5,82%

Fonte: IBGE 2000

A diminuição do número de jovens é resultado de um


maior planejamento familiar devido aos elevados custos do Fonte: IBGE. Censos Demográficos
IBGE. Contagem Populacional, 1996.
indivíduo. Por outro lado o aumento de adultos não refletiu IBGE. Sinopse Preliminar do censo Demográfico 2000.
no aumento das condições sócio-econômicas da popula-

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POPULAÇÃO RESIDENTE, POR COR OU RAÇA, ( ) Em Santo Antônio de Leverger, anteriormente Rio
SEGUNDO A SITUAÇÃO DE DOMÍCILIO E O SEXO, Abaixo, predomina a cultura africana devido à
MT/2001 presença maciça de descendentes de escravos.
6LWXDomRGR
3RSXODomR5HVLGHQWH ( ) Em Cáceres, a piscosidade do rio Paraguai
GRPLFtOLR &RURX5DoD possibilitou a implementação de eventos ligados ao
HVH[R 7RWDO  turismo, como o Festival Internacional de Pesca.
( ) Em Poconé, pórtico da Transpantaneira e terra
%UDQFD 3UHWD 3DUGD $PDUHOD ,QGtJHQD

7RWDO        das Cavalhadas, atividades de garimpo degradaram
Homens 1.322.444 475.671 61.900 764.580 7.223 13.070
significativamente áreas nas cercanias da cidade.

04) São corretas as afirmativas


Mulheres 1.247.065 470.827 50.212 703.325 6.880 15.821

I- A partir dos anos 60, intensificou-se o seu processo


Urbana 2.010.966 788.289 95.605 1.106.779 14.103 6.190

Homens 1.014.266 389.336 52.615 563.029 7.223 2.063 de ocupação.


Mulheres 996.700 398.953 42.990 543.750 6.880 4.127
II- Seu grau de concentração fundiária aumentou muito
Rural 558.543 158.209 16.507 361.126 - 22.701 a partir de 1970, com as medidas governamentais.
III- A agropecuária é a ocupação principal,
considerando-se a área ocupada e o valor da
Homens 308.178 86.335 9.285 201.551 - 11.007

produção.
Mulheres 250.365 71.874 7.222 159.575 - 11.694

Fonte: IBGE, PNAD, 2001.


As afirmações a seguir referem-se a qual região de

EXERCÍCIOS
Mato Grosso?
a) Norte. b) Nordeste. c) leste d) Sul.

01) Quanto a Região Centro-Oeste assinale V ou F: 05) Uma extensa parte da região Centro-Oeste tem passa-
(0) É a mais extensa, menos populosa e menos do por uma grande modernização nos últimos anos.
povoada do Brasil. Assinale a opção que indica um fator de estímulo a
(1)É formada por quatro unidades: Goiás, Mato Grosso, esse processo em Mato Grosso.
Mato Grosso do Sul e Distrito Federal.
a) Trasbordamento da economia das regiões Sul e
(2) Sua principal atividade econômica é a agropecuária.
Sudeste.
(3) Seus centros urbanos mais populosos são Campo
Grande, Cuiabá, Brasília e Várzea Grande. b) Ocorrência de uma formação vegetal homogênea,
que tem contribuído para dinamizar a indústria
02) (AGER/ 2004) Sobre a ocupação do norte mato-gros- extrativa.
sense, é INCORRETO afirmar que: c) Ocorrência de solos férteis, o que dispensa
(A) os projetos de colonização possibilitaram a tratamento especial, possibilitando menor custo de
coexistência da grande empresa capitalista com a produção agrícola.
pequena propriedade agrícola, diminuindo as tensões d) Distribuição regular das chuvas, proporcionando
sociais e induzindo à desconcentração fundiária; maior número de colheitas durante o ano.
(B) a partir dos anos 70, os incentivos concedidos pelo
e) Importantes jazidas minerais, que atraíram uma
Governo Federal possibilitaram sua integração ao
grande concentração de indústrias de base.
espaço produtivo do país;
(C) a implantação de núcleos de colonização, ligados 06) Nas afirmativas a seguir são feitas algumas considera-
à iniciativa privada, atraíram numerosos contingentes ções acerca da ocupação da região dos cerrados.
de migrantes oriundos principalmente da Região Sul;
( ) A cultura de soja, nas áreas de cerrado, introduziu
(D) os eixos rodoviários, como a Rodovia Cuiabá- o uso da mecanização, de agrotóxicos, calagem
Santarém, atuaram como vetores do processo de dos solos ácidos e correção destes com fertilizantes.
colonização. Alta Floresta e Sinop foram, a partir
( ) A urbanização, ao contrário da agropecuária, não
dos anos 70, núcleos de colonização;
exerceu papel importante na degradação do cerrado,
(E) o norte mato-grossense era, até os anos 60, uma no Planalto Central, particularmente no Distrito
região de pequena densidade demográfica e sua Federal e no Mato Grosso.
economia restringi a cultivos de subsistência e
atividades extrativas. ( ) A partir da década de 50, do século XX, com a
construção de Brasília e, posteriormente, na década
03) O Pantanal, parte considerável do território mato-gros- de 70, quando ocorreram grandes incentivos à
sense, abarca cidades com características culturais e agricultura, houve uma maior ocupação da região
sócio-econômicas peculiares. A respeito, analise as afir- dos cerrados..
mativas e marque em V ou F.
( ) A região dos cerrados, no Centro-Oeste, tem sido
( ) Em Barão de Melgaço, até hoje o culto aos santos o roteiro preferencial de acesso à Amazônia, através
católicos, devido à forte influência da cultura
européia, acontece por meio da Dança do Congo e de grandes eixos rodoviários e da implantação de
Dança do Chorado, entre outras. projetos de colonização.

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07) CAPÍTULO 05
"A colonização no Brasil tem se construído, histori-
camente, na alternativa escolhida pelas classes dominan-
tes do país para evitar, simultaneamente, a necessária re-
forma estrutural de campo e suprir- se de força de trabalho Quadro Natural
para seus projetos nas fronteiras."
(Oliveira , Ariovaldo de. Agricultura camponesa no Brasil, São Paulo, Em Mato Grosso é influenciada por diversos fatores
Ed. Contexto, 1991).
que conjugados resultam na grande Biodiversidade do Es-
No que se refere no estado de Mato Grosso, mar- tado. Dentre os diversos fatores naturais destacam-se:
que V ou F.
As Massas de Ar que são importantes pois também
(0) Constitui-se em área preferencial para a implantação interferem no clima do Estado. Durante o ano atuam no
dos projetos de colonização privada do País, pois Brasil cinco massas de ar dentre as quais três no estado
neste território encontra-se cerca de 90% destes de Mato Grosso:
projetos .
(1) Os empresários dos projetos de colonização
privada, para vender suas terras, buscaram "Clientes"
no Centro-Sul do País , provocando na década de
70/80, intenso fluxo migratório, em especial para o
norte mato-grossense.
(2) A abertura dos projetos de colonização e
agropecuária teve a sua territorialização baseada
na compra de terras públicas, conforme as normas
e preceitos das leis federal e estadual .
(3) Os projetos de colonização foram destruindo os
povos indígenas e confinando-os no espaço prisão
das reservas, através da apropriação violenta de seus
Territórios.
(4) Ao lado das culturas do café, guaraná, cacau, etc.
os colonos tiveram a partir de 70, de conviver com
os garimpeiros trazidos pela nova febre do ouro. - Massa Equatorial Continental (MEC) – é a massa
que atua em uma maior extensão territorial no Brasil. Nas-
08) Conforme a divisão regional oficial do Brasil, atualmen- ce na Amazônia ocidental onde o ciclo hidrológico é inten-
te a Região Centro-Oeste possui 15,3% do território so, sendo portanto muito úmida e com elevadas tempera-
nacional e possui 5,2% da população. A respeito des- turas. A atuação dessa massa é comum no extremo norte
sa Região, assinale V ou F: de Mato Grosso, atingindo as demais partes do estado no
(0)A pressão social e populacional de outras regiões verão.
foi aliviada com a colonização dirigida ao Centro- - Massa Tropical Continental (MTC) - tem sua ori-
Oeste. gem no chaco boliviano sendo quente e seca, atua princi-
(1)Com a migração de sulistas para Mato Grosso as palmente na região centro-oeste do Brasil. È a grande res-
ponsável pelas chuvas irregulares na grande Cuiabá, no
tensões sociais se extinguiram pois houve uma
período de abril a novembro.
igualitária distribuição de terras.
- Massa polar Atlântica (MPA) - é fria e úmida tendo
(2)Nas últimas décadas houve um aumento dos
sua origem no Atlântico sul. È comum a atuação dessa
estabelecimentos rurais em Mato Grosso devido à
massa de ar na região sul do país, no entanto durante o
migração.
inverno ela atinge também o sudeste, o litoral do nordeste
e até na Amazônia ocidental passando por Mato Grosso.
09) (SAD/2006) De acordo com o censo do IBGE, do ano
Na Amazônia essa massa de ar provoca uma queda brus-
2000, o número de mulheres no país é ligeiramente
ca de temperatura conhecida como friagem. Sendo que
superior ao de homens. Entretanto, em Mato Grosso,
este fenômeno também ocorre em Mato Grosso, embora o
alguns municípios possuem a população masculina su- termo seja típico na Amazônia. Apesar da natureza úmida
perior à feminina. Isso se deve, principalmente: da MPA nos meses de inverno ela chega a Mato Grosso
(A) a serem áreas que estão recebendo imigrantes, com baixa umidade, acentuando a seca no inverno do es-
predominantemente homens, de outras regiões; tado, que facilita as queimadas fazendo com que Mato
(B) à maior taxa de mortalidade feminina; Grosso esteja entre os primeiros em queimadas no Brasil,
contribuindo assim para diminuição da qualidade do ar.
(C) às maiores taxas de emigração das mulheres;
As precipitações em Mato Grosso seguem a tendên-
(D) aos maiores índices de natalidade masculina; cia da latitude, ou seja, quanto maior a latitude menor o
(E) a um certo equilíbrio entre emigração e imigração, índice de precipitação.
nesses município
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RELEVO
O relevo brasileiro e mato-grossense modificou muito
pelo passar das eras geológicas sofrendo influência de
agentes internos (tectonismo, vulcanismo e abalos sísmi-
cos), bem como a influência de agentes externos (ventos,
chuvas, rios, ação do Homem, ...). O Brasil na sua parte
continental é bastante antigo, o que faz com que não te-
nhamos grandes altitudes. Na atual Era a Cenozóica os
agentes externos (exógenos) tem predominado sobre os
internos (endógenos) o que nos dá uma relativa estabilida-
de geológica.

O Estado de Mato Grosso apresenta sensível varieda-


de de climas, os tipos climáticos do Estado são: O Equa-
torial ao norte e o Tropical Continental ou Semi-úmido no
centro-Sul do Estado

Segundo a classificação de Relevo do Professor Juran-


dyr Ross Mato Grosso possui 11 unidades de relevo que
estão representadas no mapa a seguir:

HIDROGRAFIA
Por ser uma área de grande dispersão de sedimentos,
pois está acima dos níveis de altitude em relação à Amazônia
e o Centro- sul do Brasil, Mato Grosso compõe o maior divisor
de água do país, sendo a chapada dos Parecis o principal
representante. No estado dominam rios de planalto com gran-
de potencial hidrelétrico, embora os maiores rios que corres-
pondem ao Paraguai e Araguaia, são de planície. Em Mato
Grosso destacam três Bacias hidrográficas: Bacia Amazôni-
ca, Bacia Tocantins- Araguaia e a Bacia Platina.

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MEIO AMBIENTE Mesmo encontrando-se bastante conservado, o Pan-


tanal sofre ameaças constantes. A maior parte relacionada
São três os principais ecossistemas da região: panta- com a degradação do Cerrado. Os principais rios do Pan-
nal, cerrado e floresta Amazônica, que ocupa metade da tanal nascem nas chapadas do bioma vizinho que tem pro-
área do estado. blemas ambientais associados à intensa produção agríco-
A procura por áreas para criação de gado e para o de- la que se desenvolve na região. A ocupação humana e a
senvolvimento da agricultura - especialmente soja e algo- atividade pecuária no Pantanal também representam ame-
dão - provocou desmatamento e queimadas, que resulta- aças pelo desmatamento e a conversão de florestas em
ram em graves danos ambientais. pastagens.
O desmatamento e as queimadas, provocados por pro- A pesca sem controle é outro grande problema na re-
dutores rurais para a abertura de novas áreas de plantio ou gião. A agricultura e a mineração, em geral concentradas
de criação de gado, constituem as principais ameaças ao nas áreas mais altas que circundam o Pantanal, também
meio ambiente mato-grossense. Entre 1996 e 1999, foram trazem prejuízos. Outra ameaça a biodiversidade panta-
derrubados quase 900 mil ha de floresta, de acordo com o neiras, ainda que potencial, é o projeto de construção de
Ibama. Entre junho e agosto de 1999, quase 40% dos fo- uma hidrovia, que prevê a drenagem e a mudança de curso
cos de incêndio registrados no país se localizam em Mato do Rio Paraguai para permitir a passagem de navios pelo
Grosso, atingindo 20 mil ha de áreas de conservação am- Pantanal.
biental. Como conseqüência, as nascentes dos principais PROBLEMAS AMBIENTAIS NO CERRADO
rios sofrem os efeitos da erosão e do assoreamento cau-
A conservação da biodiversidade do Cerrado depende-
sados pela destruição das matas ciliares.
rá de uma análise crítica e ampla dos fatores que a amea-
PROBLEMAS AMBIENTAIS çam. O problema não se constitui apenas do reduzido nú-
mero de áreas de conservação, da caça ilegal ou do co-
PRINCIPAIS PROBLEMAS AMBIENTAIS EM mércio ilícito de peles. O problema tem suas raízes em
MATO GROSSO questões fundamentais, nacionais e internacionais, liga-
Os principais problemas ambientais de Mato Grosso das às políticas de agricultura, mineração, crescimento po-
são: pulacional, demografia, poluição, e aos modelos econômi-
cos vigentes no Brasil e exterior.
- Áreas em processo de degradação, causada por ga-
Historicamente, a expansão agro-pastoril e o extrati-
rimpo, desmatamento, queimada e mau uso do solo.
vismo mineral no Cerrado têm se caracterizado por um
- Desflorestamento feito, principalmente, pelas madei- modelo econômico predatório. A ocupação do Cerrado e,
reiras, sem autorização e sem uma política de refloresta- conseqüentemente, sua utilização em função do desenvol-
mento, comprometendo espécies como a Castanheira e o vimento nacional, são desejáveis, desde que aconteça ra-
Mogno, muitas em perigo de extinção. cionalmente. O sucesso da expansão agropecuária e da
- Contaminação das águas por agrotóxicos e poluição exploração mineral dependerá do caráter do planejamento
por resíduos sólidos. utilizado. Até o momento, o desenvolvimento agrícola tem
trazido graves conseqüências para a proteção da natureza
- Não-preservação das nascentes das bacias hidrográ-
da região. Um dos mais sérios problemas deve-se à im-
ficas.
possibilidade de utilização do solo devido à sua compacta-
- Captura e tráfico de animais silvestres. ção e erosão. São problemas resultantes de técnicas fa-
- Poluições atmosféricas, sonoras e visuais excessi- lhas que deixam o solo desprotegido durante épocas de
vas das cidades. chuvas torrenciais. A adoção de práticas modernas de
manejo de solo poderá reduzir o impacto negativo da agri-
- Depredação ambiental - lixo no ambiente natural e
cultura na região .
urbano.
O programa agrícola, além de incorporar técnicas mais
- Perda da diversidade cultural - os valores culturais
modernas de conservação, deve promover dois elementos
das comunidades estão sendo perdidos ou substituídos
de grande importância para a proteção da biodiversidade
por uma uniformização de costumes, normalmente influen- local. Primeiro, toda região cultivada deve reter uma parte
ciadas pela mídia. da área com sua vegetação nativa. Segundo, é urgente a
implementação real das unidades de conservação. As uni-
PROBLEMAS AMBIENTAIS NO PANTANAL
dades de conservação servirão tanto para a conservação
Pelo seu estado de conservação, sua rica biodiversida- da biodiversidade quanto para atuarem como corredores
de e as particularidades de seu ecossistema, o Pantanal é de flora e fauna entre várias regiões. Serão importantes
considerado uma das 37 últimas Grandes Regiões Natu- também para preservar a fauna de predadores de pragas
rais da Terra. agrícolas.

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Apesar da importância reconhecida de áreas de con- so brasileiro de ocupação humana sem planejamento de
servação, o sistema brasileiro de unidades de conserva- uso da terra, observa-se que atividades como a exploração
ção está ainda em um estágio embrionário, e encontra-se madeireira sem manejo florestal, a pecuária extensiva, a
em estado frágil por diversos fatores. O mais grave deles é agricultura mecanizada em grande escala e a própria su-
a falta de regularização da propriedade das terras que são cessão familiar dentro dos lotes tem configurado um qua-
incorporadas à rede de conservação. Muitas das unidades dro não só de concentração fundiária, mas também de es-
existem apenas no papel, pois encontram-se sem prote- cassez e elevação do preço da terra, que impõem riscos
ção e sem manejo. Somado a isso, temos ainda outros de reprodução às famílias rurais.
fatores agravantes, tais COMO: caça, poluição, invasão dos
Em um mercado cada vez mais global, a Amazônia se
sem-terras, modificação ambiental, incêndios, corte sele-
encontra em clara desvantagem devido a sua infra-estrutu-
tivo de madeira, proliferação de pragas, e invasão de espé-
ra inadequada (particularmente fornecimento de energia,
cies exóticas.
estradas e infra-estrutura portuária), escassez de agroin-
PROBLEMAS AMBIENTAIS NA AMAZÔNIA dústrias, organizações de produtores incipientes e siste-
ma de pesquisa e desenvolvimento mal financiado.
O desenvolvimento da região amazônica passou por
diversas fases, determinadas pelas políticas governamen- A exploração madeireira para fins comerciais, uma das
tais, que foram concebidas desde a década de 30, bus- principais causas de desmatamento na Amazônia, apre-
cando integrá-la à dinâmica econômica e à política nacio- senta 90% de sua exploração realizada de forma ilegal.
nal. Estudos apontam que freqüentemente os lucros advindos
dessa atividade são investidos nas operações de pecuária
A partir de 1966, com a implementação da chamada
nas próprias propriedades onde a madeira é explorada. Es-
“Operação Amazônia” pelos militares, a região sofreu gran-
pera-se que nesta primeira década de 2000, a Amazônia
des mudanças: construção de rodovias, permitindo a co-
passe a figurar na lista dos maiores produtores de madeira
municação com os grandes centros urbanos do país, pro-
dura tropical, até mesmo liderando-a. Por causa de sua
gramas de colonização, ocupação militar das áreas fron-
grande extensão territorial ainda não explorada. Prova dis-
teiriças e programas de incentivos fiscais e creditários para
so foi a operação curupira desenvolvida pela polícia Fede-
atrair capitais privados nacionais para investimentos na agro-
ral em 2005 que desbaratou uma verdadeira quadrilha que
pecuária e na indústria. Foram estruturados órgãos de de-
falsificava as guias de transporte de madeira.
senvolvimento regional, como a SUDAM (Superintendên-
cia de Desenvolvimento da Amazônia) e o BASA (Banco da A novidade nos últimos anos da década de 1990 foi a
Amazônia). entrada da soja, ocupando em especial áreas de cerrado
no noroeste de Mato Grosso. A Amazônia Legal já produz
A forma de ocupação privilegiava os grandes grupos
mais de 1/5 da soja do país absorvendo áreas dos Estados
econômicos para quem as grandes extensões de terra es-
do Maranhão, Tocantins, Mato Grosso e Rondônia. O inte-
tavam reservadas, deixando de lado os migrantes sem ter-
resse recente por essa cultura não se prende às áreas de
ras que chegavam à Amazônia, em busca de melhores con-
cerrado, mas também às áreas desmatadas constituídas
dições de vida. Os incentivos fiscais (empréstimos inferio-
predominantemente por pastagens abandonadas.
res à taxa de inflação) permitiram que empresas e investi-
dores individuais do sul do Brasil aplicassem parte dos A complexidade do ecossistema amazônico, associa-
seus impostos sobre os lucros obtidos em outras regiões da à dinâmica de expansão das relações de capital e às
do país, principalmente em projetos pecuários na Amazô- particularidades geopolíticas da região, impõe um conjun-
nia. to de dificuldades para o exercício das atividades produti-
vas e para o manejo dos recursos locais. As dificuldades
Em 1970, foi criado o programa de Integração Nacional
enfrentadas são fruto de um extenso e profundo processo
(PIN) para financiar a construção de estradas e o Progra-
histórico de expropriação de recursos e saberes, exclusão
ma de Redistribuição de Terras (PROTERRA), cujos obje-
social e política, que se expressam na desigualdade de
tivos eram distribuir terras devolutas e estimular a agroin-
acesso a bens e serviços sociais, para usufruir direitos
dústria na Amazônia para substituir a agricultura migrató-
sociais, tais como educação, saúde, crédito, energia elé-
ria. Foram construídas as rodovias Cuiabá-Santarém, e
trica e tecnologia. O perfil da população rural normalmente
Cuiabá – Porto Velho em Mato Grosso.
se caracteriza por baixos níveis de renda, geralmente em
Ao longo dos anos as unidades de produção familiar nível de subsistência, visto atingir apenas cerca de cinco
rural na Amazônia têm enfrentado o dilema da falta de apoio dólares/mês/pessoa, o que remete ao extrativismo preda-
social, assistência técnica, extensão rural, infra-estrutura, tório dos recursos naturais, que afeta de forma relevante a
incentivos econômicos, políticas ambientais e de progra- floresta e sua biodiversidade, o clima local e global e os
mas efetivos para comercialização de seus produtos. Se recursos hídricos; e à produção agropecuária baseada em
não bastasse esse contexto desfavorável à produção fami- sistemas inadequados para as condições ambientais do
liar, em vários locais, onde ocorreu o mais recente proces- ecossistema de floresta tropical.

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Entre as conseqüências de todo esse processo tam- Queimadas – Mato grosso figura entre os estados da
bém destacam-se: a concentração fundiária e o aumento federação como um dos primeiros em queimadas, fazendo
dos conflitos no campo; a desorganização do espaço soci- com que o IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente) e
al e cultural das comunidades locais; os desequilíbrios a FEMA (Fundação Estadual do Meio Ambiente) adotem
medidas rígidas, pois o uso de queimadas constantes no
ecológicos causados pelas hidroelétricas e pela poluição
solo compromete a sobrevivência dos microorganismos,
dos rios por mercúrio; o inchaço das cidades; a acelera-
que são essenciais para formação da matéria orgânica.
ção do desmatamento e o aumento de queimadas. Os pro-
blemas ambientais e as conseqüências sociais têm afeta- Agrotóxicos - a descoberta que substâncias orgâni-
cas precisam ser mineralizadas, isto é, transformadas em
do os mais pobres da região, representados pelos agricul-
elementos minerais assimiláveis pelas plantas antes de
tores sem terra, população garimpeira e aqueles que vivem
serem por elas absorvidas foram fundamentais para o cres-
na periferia das cidades. O crédito rural subsidiado na
cimento da produtividade agrícola. O uso de agentes quí-
Amazônia desviou recursos que poderiam ser aplicados micos eleva a produtividade na agricultura, no entanto o
em outras formas no país, gerou danos ao meio ambiente uso excessivo e inadequado é prejudicial ao solo e aos
e favoreceu a concentração de riquezas na região, agrava- mananciais de água pois os agrotóxicos podem ser leva-
da pelo aumento do preço das terras. dos pelas chuvas para os cursos de água, provocando uma
A maior parte do desmatamento na região tem se con- eutrofização dos córregos e rios. O estado de Mato Gros-
so é um dos maiores consumidores de agentes químicos
centrado ao longo de um “Arco”. O Arco do desfloresta-
do país.
mento da Amazônia brasileira engloba vários tipos de ve-
getação e de solo e varia entre 200 e 600 km de largura, UNIDADES DE CONSERVAÇÃO
conforme sua localização. A área compreendida por este São as seguintes unidades de conservação a nível fe-
arco tem início no Nordeste do Pará, segue em direção ao deral localizadas em Mato Grosso:
Sul, margeando o Nordeste do Maranhão e Tocantins, en- Parque Nacional do Pantanal Matogrossense
tra pelo Nordeste de Mato Grosso e prossegue pelo Norte, Parque Nacional da Chapada dos Guimarães
ao sul do Amazonas, em direção ao Estado de Rondônia,
Estação Ecológica de Taiamã
atravessando-o por inteiro, no sentido Leste-Oeste, até atin-
gir o Meio-Leste do Acre, numa extensão aproximada de Estação Ecológica da Serra das Araras
3.000Km. Área de Preservação Ambiental Meandros do Araguaia

Textos Complementares
FORMAS DE DEGRADAÇÃO DO SOLO
A ação natural aliada a ação antrópica (Homem) no
solo tem provocado sérios danos, prejudicando a fertilida- Desmatamento em Mato Grosso: uma realidade
de do solo. Iremos elencar algumas formas de degradação
impactante
mais comuns dos solos em Mato Grosso:
A ocupação do Estado de Mato Grosso remonta ao
Desmatamento – feito de forma predatória, expõe o século XVll e XVlII, quando os bandeirantes vieram em
solo a intempéries climáticas facilitando o aparecimento busca de ouro e diamantes. Todavia, intensifica-se a partir
de erosões tanto na forma de ravinas como em voçorocas. da década de 1970 do século XX, com a vinda de agricul-
O município de São José do Rio Claro tornou-se notório tores do Sul do Brasil, os quais vieram para incrementar a
nos livros de geomorfologia por possuir grandes áreas com produção agropecuária. Este processo de ocupação inse-
processo erosivo. riu o Estado de Mato Grosso na moderna economia nacio-
Ravina e Voçoroca: tipos de erosões provocadas pela nal ligada à agropecuária e ao setor madeireiro. O cresci-
ação das chuvas, comuns no Estado de Mato Grosso, mento do Produto Interno Bruto estadual tem sido muito
proporcionando perdas agrícolas. acima da média nacional, chegando a atingir índices aci-
ma dos 8% ao ano ao final da década de 1990, enquanto o
Compactação – refere-se à diminuição do perfil topo- PIB brasileiro crescia em taxas próximas à unidade. Po-
gráfico do solo devido ao uso incessante de máquinas pe- rém, este processo de desenvolvimento trouxe como con-
sadas no solo. Essas máquinas são comuns na lavoura seqüência altíssimos níveis de degradação ambiental, re-
mato-grossense, sendo assim ocorre uma diminuição dos lacionados principalmente ao desmatamento da floresta e
horizontes do solo. cerrado e à degradação doPantanal Matogrossense. Hoje
Laterização – consiste no processo final da lixivia- há um quadro de alto nível de desmatamento no Estado,
ção, ou seja, a água das chuvas transporta os sedimen- pois o mesmo já apresenta uma retirada de 27.860.110,80
tos, deixando uma concentração de ferro no solo. A retira- hectares de uma área total que chega a 90.606.806,90 ha,
da da cobertura vegetal expõe o solo a intensa radiação, o o que corresponde a 30,75% da sua área total. Conside-
que proporciona o endurecimento do solo, formando as rando que, do total da área do Estado, 14.666.443,11 ha
chamadas “pedra canga”, que são comuns em áreas de constituem-se de Áreas Indígenas e 3.439.211,0331 de
cerrado. Unidades de Conservação, perfazendo uma soma de
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18.105.654,14 ha, portanto 19,98% da área total, e que, Num artigo científico a ser publicado no periódico “Journal
pelas características legais especiais, estas áreas apre- of Geophysical Research”, ele montou o primeiro mapa glo-
sentam restrição ou impedimento ao desmatamento, po- bal de intensidade de fogo. A região que mais concentra
demos afirmar que, nos locais onde o desmatamento é pixels (pontos) de calor em seu mapeamento é a do arco
legalmente permitido, o nível de degradação é ainda mais do desmatamento. “A densidade de pixels de fogo detec-
acentuado. Do total de municípios do Estado, 26,76% apre- tada nessa localidade é duas vezes maior que em qual-
sentam desmate superior a 60%. Quanto à distribuição quer outro lugar do mundo”, escreve o cientista. E explica:
geográfica dos desmatamentos, é possível perceber que “Essa é uma região de intensa conversão da cobertura
estes são mais intensos nas áreas ocupadas em meados vegetal, na qual a floresta tropical vem sendo rapidamente
da década de 1950, haja vista que é nos municípios ali transformada em pasto, com queima subseqüente da flo-
surgidos que o desmatamento é mais intenso. Todavia, resta”.
estes altos níveis de desmatamento aparecem também no O estudo é inovador porque usa os sensores Modis, a
Norte de Mato Grosso, cuja vegetação original constitui-se bordo do Terra e do Aqua, especialmente construídos para
da Floresta Amazônica, terras povoadas mais recentemen- detectar focos de calor. Os outros satélites não serviam
te, onde temos Sinop e Nova Guarita com desmate de para a tarefa. “Era como tentar pesar um elefante com uma
71,05% e 69,67%, respectivamente. balança de banheiro” - compara Giglio.
Os altos níveis de desmatamento apontam a Além disso, o mapa montado por ele e dois colegas é
existência de 26,76% de municípios com desmate superior o primeiro a captar queimadas de dia e de noite - hoje as
a 60% o que mostra o não cumprimento da legislação em detecções de fogo só usam imagens noturnas, o que é um
vigor. Os resultados encontrados apontam para a problema, porque a maior parte do planeta, inclusive no
necessidade de uma ação mais efetiva dos órgãos arco do desmatamento, as queimadas acontecem durante
o dia. “Parece ser um grande passo adiante”, disse Greg
ambientais, com a ampliação e aprofundamento das ações
Asner, especialista em sensoriamento remoto da Universi-
da Fundação Estadual de Meio Ambiente (Fema-MT) e a
dade Stanford.
integração do Instituto Brasileiro Meio Ambiente dos
Recursos Naturais Renováveis (lbama) no sistema de O outro estudo, liderado por Douglas Morton, da Uni-
licenciamento ambiental de propriedades rurais, ora em versidade de Maryland em College Park, mostrou que o
que mais queima na região do mundo que mais queima é
execução, para torná-lo mais eficiente.
Adaptado: Dr. Hugo José Scheuer Werle, professor do Depto. de Geografia
floresta: 60% dos focos de calor detectados em Mato Gros-
da UFMT. Fonte da Matéria: Reportagem Local. Terça-Feira 31 de so no período 2000-2005 vêm de queimadas para desma-
Janeiro de 2006.  20:27 h. 22/05/2006 - 09h15 tamento.

Mato Grosso confirmado como “campeão Morton, 29, que conduz pesquisas no Brasil há sete
anos, admite em português fluente que seus dados são
mundial” do fogo preliminares. Mas sabe que seu estudo deve fazer baru-
Redação 24 Horas News lho, porque até agora achava-se que a maior parte dos fo-
O governador Blairo Maggi se irrita, os órgãos ambi- cos de calor detectados por satélite correspondesse a quei-
entais do Estado também, mas é de Mato Grosso o título ma de pasto ou de resíduos de colheita em áreas previa-
de “campeão mundial” das queimadas. É o que revelam mente desmatadas.
dois estudos independentes, feitos por pesquisadores ”Isso muda completamente o nosso entendimento so-
americanos com base em dados dos satélites Terra e Aqua, bre o tema”, disse Paulo Artaxo, especialista em química
da Agência Espacial dos Estados Unidos, a Nasa. Os tra- atmosférica da USP e um dos líderes do LBA (Experimen-
balhos concluem que em Mato Grosso, onde a floresta to de Grande Escala da Biosfera/Atmosfera na Amazô-
amazônica tomba a taxas alucinantes para dar lugar a pasto nia), após assistir a uma apresentação de Morton no últi-
e lavoura, é o lugar com o maior número de queimadas no mo dia 12, em Brasília. “Nós achávamos que cerca de 70%
planeta. E a maior parte desse fogo vem justamente da dos focos de calor viessem de queimadas agrícolas. Mas
derrubada da mata, diferentemente do que os cientistas era uma percepção, não um resultado”, disse Artaxo.
imaginavam.
Tanto que os cientistas fazem questão de distinguir
Um dos satélites monitorou as queimadas no mundo desmatamento de queimadas. Até agora, não era possível
inteiro entre 2000 e 2005 para saber que regiões do plane- associar os focos de calor à derrubada.
ta queimam mais, e em que épocas do ano. O outro olhou
Para tentar separar o que é prática agrícola do que é
para o arco do desmatamento amazônico (principalmente
derrubada, Morton recheou de matemática sofisticada um
o Norte de Mato Grosso) nesse mesmo período, para sa-
raciocínio simples: madeira demora mais do que capim para
ber o que queima. E o que se viu em ambos foi a confirma-
queimar. Portanto, se um mesmo campo é visto pelo saté-
ção de uma tendência há muito já conhecida, mas que é
lite queimando mais de uma vez em um ano, o foco de
motivo de preocupação mundial. Especialmente agora que
calor associado dificilmente corresponde a uma queima
o período do mato seco se aproxima.
de pasto. A madeira de uma mata recém-derrubada, em
A primeira pergunta foi respondida por Louis Giglio, compensação, passará meses ou anos queimando antes
pesquisador do Centro Goddard de Vôo Espacial, da Nasa. de a terra ser convertida para a agropecuária.

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Os satélites Terra e Aqua têm, no entanto, um viés: (2) Apresentam risco de atingir áreas de proteção legal,
como eles só passam duas vezes por dia sobre uma mes- tais como parques nacionais e estaduais e áreas
ma área, tendem a perder algumas queimadas de pasto, de preservação permanente.
rápidas e feitas no fim da tarde. Isso pode alterar os resul-
(3) Têm como conseqüência a emissão de particulados
tados da análise -daí a cautela de Morton. “Mas eu ainda
poluentes os quais geram problemas de saúde e
acho que o dado é conservador”, diz o americano.
Com informações da Folha de S.Paulo dificuldades para a aviação.

EXERCÍCIOS PROPOSTOS
03) Leia atentamente o texto.
As transformações na infra-estrutura do Centro-Oes-
te, efetuadas por organismos de Estado a partir da década
01) No que se refere ao desmatamento na região Amazôni-
de 70, tais como: abertura de novas rodovias, implantação
ca, fato amplamente noticiado pelos principais meios
de grandes projetos agropecuários, exploração mineral e
de comunicação, analise as afirmativas
madeireira, e ainda mais recentemente, o turismo desor-
I - A operação Curupira, realizada pela Polícia Federal denado sem controle e sem preocupação ambiental, abrem
em 2005, revelou esquemas de corrupção na o debate para as grandes questões hoje postas. Um sério
autorização do corte e no transporte de madeira por comprometimento ambiental ligado à degradação dos as-
meio ‘de Autorizações de Transporte de Produtos pectos físicos, culturais e sociais.
Florestais (ATPFs) falsas. (WERLE, Hugo José Scheuer. Meio Ambiente e Recursos Naturais na
Globalização. Revista Mato-grossense de Geografia, 1996/1997, p.147
II - O estado de Rondônia é responsabilizado por e 148.)
metade de toda devastação da floresta Amazônica,
Em relação ao assunto abordado no texto, julgue os
nos anos de 2003/04, com desmate estimado em
itens.
mais de 12 mil km2, fato atribuído ao avanço da
indústria da mineração. (0) De acordo com as discussões e os textos
produzidos pela Rio 92 – Conferência Mundial sobre
III - Os fatos revelados pela Operação Curupira
Meio Ambiente, a biodiversidade que constitui os
mostraram diferentes interpretações quanto à
biomas Cerrado, Pantanal e Floresta Amazônica não
classificação da Mata de Transição, na qual se dá a
sofre risco de perda de espécimes no Centro-Oeste
passagem do cerrado para a floresta. brasileiro.
IV - À época da operação Curupira, o Instituto Brasileiro (1) Os recursos madeireiros são inesgotáveis, pois há
de Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) entendia inúmeros projetos de reflorestamento implantados,
que as propriedades rurais situadas nas áreas de substituindo satisfatoriamente o desflorestamento
mata de transição poderiam desmatar apenas 20% ora em curso, conforme organizações não
de suas terras, já a Secretaria Estadual do Meio governamentais ligadas às questões ambientais.
AmbienteIMT (SEMA, antiga FEMA) entendia que (2) As populações indígenas e as tradicionais
poderiam desmatar até 50% de suas terras, desde apresentam progressiva perda de identidade cultural
que autorizadas pelo órgão ambiental. no contato com os migrantes.
São corretas as afirmativas (3) Atualmente Mato Grosso é um dos maiores
a) II e III, apenas. produtores agropecuários do país em virtude da
ampliação da fronteira produtiva decorrente da
b) I, II, III e IV. melhoria de infra-estrutura.
c) I, III e IV, apenas.
04) Sobre o Pantanal mato-grossense, julgue os itens abai-
d) II, III e IV, apenas.
xo:
e) I, II e IV, apenas.
(0)O Pantanal Mato-grossense é a parte brasileira de
02) Sobre as queimadas em Mato Grosso, julgue os itens. imenso planalto rodeado de terras baixas localizada
na parte nordeste da América do Sul.
(0) São resultado exclusivamente do processo de
(1)O Pantanal abrange também, áreas de vários países
ampliação da fronteira agropecuária e ocorrem após
vizinhos: Bolívia, Paraguai e Argentina. Nesses
a derrubada do cerrado, da floresta amazônica e de
países recebe a denominação de Chaco.
áreas de transição.
(2) O clima predominante do Pantanal é o equatorial.
(1) São pouco intensas, ocorrem num período específico
As chuvas ocorrem durante o ano todo.
do ano obedecendo a toda uma tramitação de
(3) No Pantanal predomina a pecuária extensiva. O
obtenção de licença nos órgãos ambientais
gado fica solto em fazendas enormes, alimentando-
competentes e facilitam o crescimento de novos
se de pastagem natural.
pastos.

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(4) A vegetação do Pantanal não é parecida com (4) No oeste da região, ocorrem frentes frias facilitada
nenhuma outra do Brasil. Ela é uma mistura de pelo Relevo de Planície, que permite a entrada de
diversas vegetações que aparecem em diferentes Anticíclones polares que podem causar uma queda
regiões do país. brusca da temperatura no inverno.

05) (SAD/2006) O turismo é uma atividade que vem se 09) (UnB)


desenvolvendo bastante em Mato Grosso, nos últimos Não é só o esturricado do gramado o principal sinal
anos. Duas áreas que têm se destacado nessa ativida- da seca no cerrado. É nesta época que a mata se pinta de
de econômica são: amarelo, com o ipê dominando, as buganvílias expõem seus
(A) Sorriso e Rondonópolis; matizes, contrastando com a natureza, e o sabiá já repro-
duziu e volta a cantar. Se as madrugadas são frias, o meio-
(B) Sinop e Cáceres;
dia é quente; a tardinha , agradável. A lua aparece mais
(C) Pantanal e Chapada dos Guimarães; límpida, e o pôr-do-sol se ensangüenta nas poucas nuvens.
(D) Chapada dos Parecis e Rio Cuiabá; É um sintoma da natureza viva. Pena que o homem não
(E) Barão de Melgaço e Serra do Roncador. acorde cedo para ver o dia nascer, em um dos mais belos
espetáculos que a natureza oferece e poucos desfrutam.
06) (SAD/2006) O crescimento urbano desordenado, em Ari Cunha. Correio Brazillense. 22/08/97 (com adaptações).
várias cidades de Mato Grosso, tem causado uma sé- Julgue os itens abaixo, a respeito do importante bioma
rie de impactos ambientais. Entre eles destacam-se: brasileiro referido no texto.
(A) assoreamento dos rios e poluição do lençol freático; (1) Nesse ecossistema, encontram-se importantes
mananciais de água.
(B) aumento do número de animais silvestres e poluição
visual; (2) A grande fertilidade de seu solo justifica o
aproveitamento agrícola na região dos cerrados.
(C) aumento da biodiversidade e redução do numero
de insetos; (3) Considerando-se a sua biodiversidade, esse
ecossistema está em desvantagem frente a outros
(D) intemperismo das rochas e aumento da lixiviação; biomas brasileiros.
(E) percolação das águas das chuvas e aumento do
número de roedores. 10) Todas as alternativas apresentam características do
Pantanal Matogrossense, EXCETO
07) A vegetação de cerrado, que vem sendo castigada por a) É constituído por formas de relevo antigas, erodidas
grandes incêndios, corre sérios riscos de ser extinta. e, conseqüentemente, de baixas altitudes.
Ela representa a segunda formação vegetal do país, e b) É dominado por um clima quente com alternância
está presente em 13 estados. Essa vegetação possui de uma estação seca e outra de chuvas
as seguintes características: concentradas.
a) heterogênea (grande variedade de espécies), c) É drenado por rios meandrantes, lentos,
hidrófila, latifoliada, perene, densa e fechada. responsáveis por enchentes e alimentação de
b) densa, heterogênea e perene. numerosas baías.
c) árvores esparsas, cactáceas e gramíneas. d) É revestido por uma vegetação diversificada,
complexa, em grande parte favorável à pecuária
d) formação vegetal mista, árvores esparsas, arbustos
bovina.
e gramíneas.
e) É uma região bem individualizada e diferenciada no
e) mata de araucária, com vegetação rasteira em contexto do Centro-Oeste brasileiro.
alguns pontos.
11) O desmatamento tende a fazer uma série de altera-
08) Sobre o clima do Centro-Oeste, julgue os itens: ções no meio ambiente; na Amazônia, a tendência é:
(0) Predomínio do clima tropical com duas estações (0) O clima sofrer uma série de modificações,
bem definidas: seca no inverno e chuvas no verão. principalmente na quantidade de chuvas.
(1) É influenciada pelas massas de ar tropicais e (1) Destruir drasticamente a formação de petróleo e
marcada pela continentalidade. carvão mineral, que são as grandes perspectivas
(2) As pluviosidades e médias térmicas sofrem econômicas da área.
influências geográficas devido as diferenças de (2) Diminuir a umidade do ar, pois grande parte dessa
altitudes e a presença de um corredor plano e umidade provém da evapotranspiração da floresta.
baixo, que liga a Bacia do Paraguai à planície (3) Reduzir a flora e a fauna com graves prejuízos ao
Amazônica. no equilíbrio ecológico.
(3) As Médias Térmicas são ‘’Uniformes’’ em todos (4) Ocorrer o assoreamento de rios e lagos, com a
os Estados da Região Centro Oeste durante todo vantagem de aumentar o espaço para pastagens e
o ano. culturas anuais.
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12) Considere o mapa com as áreas de queimadas


registradas pelo INPE (Instituto Nacional de Pesquisas ______________________________________________
Espaciais) em Junho de 1996. ______________________________________________
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A leitura do mapa permite afirmar que os principais pon-
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tos de fogo encontrados no período cartografado cor-
respondem ______________________________________________
a) ao cerrado e às áreas antigamente recobertas pela ______________________________________________
floresta, hoje desmatadas e que fazem parte da ______________________________________________
chamada fronteira agrícola. ______________________________________________
b) ao cerrado em terras do Planalto Central, onde se ______________________________________________
instalaram carvoarias destinadas a atender aos
projetos minerais da região.
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c) às áreas florestadas da Amazônia, onde predominam
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as culturas especulativas de soja e de cana-de- ______________________________________________
açúcar. ______________________________________________
d) às áreas campestres e aquelas recobertas pela ______________________________________________
floresta que passam por sucessivas queimadas para
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se transformarem em pastagens.
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e) às áreas há muito desmatadas e que, desde o início
da década, têm sido ocupadas por posseiros e por
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integrantes do MST (Movimento dos Sem Terras). ______________________________________________
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ANOTAÇÕES ______________________________________________
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