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MATERIAL DE APOIO

EXAME DE ORDEM

Curso: Intensivo Semanal| Disciplina: Direito Civil


Aula: 04 |

ANOTAÇÃO DE AULA

TEMA: TEORIA GERAL DAS OBRIGAÇÕES

EMENTA DA AULA
1. CONCEITO
2. OBRIGAÇÃO DE DAR
3. OBRIGAÇÃO DE FAZER
4. OBRIGAÇÃO DE NÃO FAZER
5. OBRIGAÇÃO DIVISÍVEL, INDIVISÍVEL E SOLIDÁRIA

GUIA DE ESTUDO

TEORIA GERAL DAS OBRIGAÇÕES

1. CONCEITO

Obrigação é o vínculo jurídico de colaboração entre credor e devedor na busca pelo adimplemento
(pagamento).
Duas regras gerais do direito das obrigações:

I. Se a realização da prestação se tornar impossível a obrigação se extingue. Se a impossibilidade


ocorreu:

a) por culpa do devedor  ele responde pelo equivalente mais perdas e danos;
b) sem culpa do devedor  não responde por perdas e danos, se já havia recebido a contraprestação
deverá restituí-la.

II. "Favor Debitoris". O direito parte da ideia de que o credor está em posição de vantagem e por isso
sempre que possível busca favorecer o devedor.
(Na duvida entre duas alternativas optar pela mais favorável ao devedor).

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2. OBRIGAÇÃO DE DAR

3 regras:

I. No Brasil o contrato não transmite a propriedade. A transferência somente ocorre quando o devedor
realiza a tradição (coisa móvel) ou o registro (coisa imóvel).
(O simples contrato antes da entrega não transfere a propriedade).

II. Quem sofre o prejuízo pela perda ou deteriorização da coisa é o dono ("res perit domino").

III. Se o devedor não teve culpa não pagará perdas e danos

Coisa certa é aquela determinada, individualizada, por exemplo: o carro Fiat tal, o cavalo ventania.

⁃ Consequências da perda da coisa certa: Ver regra geral número 1

⁃ Obrigação de dar coisa incerta:

Coisa incerta é aquela que se determina no mínimo pelo gênero e quantidade:

(um carro Fiat tal, uma vaca, uma das obras de Picasso, com a escolha ocorre a concentração, e a
obrigação que era incerta passa a ser certa.
uma vez comunicada a outra parte da escolha, as regras são a de dar coisa certa.)
Antes da escolha, o devedor não pode alegar perda da coisa incerta, ainda que sem culpa, para se livrar
do dever de prestar; afinal deve o gênero e o gênero não perece ("genus non perit").

I. Salvo disposição contrária, a escolha cabe ao devedor, que não poderá entregar a pior, mas não estará
obrigado a entregar a melhor (critério do meio termo).

II. A solidariedade não se presume, ela vem da lei ou do contrato.

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3. OBRIGAÇÃO DE FAZER

Consiste na realização de um serviço, divide-se em:

a) fungível: a figura do devedor é de importância secundária, pois o que interessa ao credor é a


realização do serviço ou tarefa e não quem irá realizá-la.
No caso de mora o credor pode pedir ao juiz que nomeie um terceiro para realizar o serviço às custas do
devedor.
b) Infungível ou personalíssima: a figura do devedor é fundamental, ele foi escolhido por suas
características pessoais, por isso no caso de mora do devedor o credor pode pedir ao juiz que fixe multa
cominatória (astreinte).

4. OBRIGAÇÃO DE NÃO FAZER


(ou negativa)

O devedor se compromete a não realizar uma conduta. Ocorre o inadimplemento quando o devedor
realiza a conduta que não poderia realizar.
É perfeitamente possível o inadimplemento sem culpa de obrigação de não fazer, por exemplo, se uma
lei posterior tornar obrigatório o comportamento.

5. OBRIGAÇÃO DIVISÍVEL, INDIVISÍVEL E SOLIDÁRIA

⁃ Divisível: é aquela cujo o objeto pode ser dividido, se a obrigação for divisível, ela se presume dividida
em partes iguais entre tantos quantos forem os credores e/ou devedores;

⁃ Indivisível: é aquela que tem por objeto coisa ou fato insuscetível de divisão, por exemplo: o cavalo.
Se o objeto se perder por culpa do devedor, a obrigação que era indivisível passa a ser divisível.
⁃ Solidária: a solidariedade ocorre quando mais de um credor têm direito a exigir a dívida toda
(solidariedade ativa) e/ou cada um dos devedores pode ser demandado pela dívida toda.
Atenção: a solidariedade não se presume, ela vem da lei ou da vontade das partes (contrato).

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