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Índice

1. Introdução ................................................................................................................. 1

1.1. Objectivos .......................................................................................................... 2

1.1.1. Geral ........................................................................................................... 2

1.1.2. Específicos .................................................................................................. 2

2. Fundamentação teórica ............................................................................................. 3

2.1. Carbohidratos ..................................................................................................... 3

2.2. Monossacarídeos ................................................................................................ 3

2.3. Oligossacáridos e polissacarídeos ...................................................................... 4

2.4. Identificações de carbohidratos.......................................................................... 5

2.4.1. Teste de Benedict ou Tollens...................................................................... 5

2.4.2. Teste do Iodo .............................................................................................. 6

2.4.3. Reagente de Saliwanoff .............................................................................. 6

3. Metodologia .............................................................................................................. 8

3.1. Métodos ............................................................................................................. 8

3.2. Materiais e Reagentes ........................................................................................ 8

3.3. Procedimentos Experimentais............................................................................ 8

4. Resultados e discussão ........................................................................................... 10

4.1. Resultados ........................................................................................................ 10

5. Conclusão ............................................................................................................... 18

6. Referências bibliográficas ...................................................................................... 19


Carbohidratos e sua Identificação

1. Introdução

Os carbohidratos desempenham funções estruturais e metabólicas, possuindo

importância na produção de energia, como constituintes dos ácidos nucleicos

(informação genética), como constituintes dos cofactores (reacções enzimáticas),

componentes da parede celular de plantas e microrganismos e nas reservas nutricionais

(Nelson & Cox, 2014).

A importância dessas biomoléculas para os seres vivos está no facto de que, além do

armazenamento (amido, glicogénio) e fornecimento de energia (açúcares), elas podem

exercer papel estrutural, oferecendo rigidez às cascas e polpas de algumas frutas

(pectinas) e contribuindo para a conformação da parede celular vegetal (celulose)

(Campos, 2008). Nestes termos, os glícidos constituem uma classe de compostos

biológicos que engloba os monossacarídeos e moléculas mais complexas obtidas por

reacções de condensação de monossacarídeos, algumas delas conduzindo a substâncias

poliméricas (Nelson & Cox, 2014).

É possível distinguir carbohidratos de outros tipos de compostos explorando a sua

reactividade química, além de sua caracterização pela sua oxidação por certos reagentes,

o que permite classificá-los em redutores ou não redutores e tendo em conta a

velocidade da reacção, em monossacarídeos ou dissacarídeos redutores, através de testes

como: reacção de Antrona, reacção de Bial, poder Redutor, Reacção de Barfoed

modificado, Reacção de Seliwanoff, Reacção do DNS (redutores) e a Reacção de

Benedict e Teste do Iodo (amido). Nestas reacções o grupo aldeído das aldoses, ou o

grupo carbonilo das cetoses actuam como redutores, devido a presença de átomos de

carbono anomérico, as aldoses são assim convertidas em ácidos adónicos e as cetoses

em α-dicarbonilos (Solomons & Fryhle, 2012).

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1.1. Objectivos

1.1.1. Geral

 Estudar as propriedades químicas dos carbohidratos por testes qualitativos.

1.1.2. Específicos

 Identificar a presença de carbohidratos através dos testes de Tollens, Iodo e

reagente de Saliwanoff;

 Testar as capacidades redutoras de açúcares em sacarose e lactose;

 Confirmar a presença de grupos hidroxilo na molécula de glicose;

 Testar a reacção de oxidação da glicose.

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2. Fundamentação teórica

2.1. Carbohidratos

O termo carbohidratos denota hidratos de carbono, designação oriunda da fórmula geral

(CH2O)n apresentada pela maioria dessas moléculas, sendo os compostos

polihidroxidos contendo um grupo aldeído, cetona, álcool ou ácido carboxílico e

derivado ou substancias que sofrem hidrolise formando aldeídos e cetonas poli-

hidroxilados, podendo ser chamados de polihidroxialdeídos, polihidroxicetonas,

polihidroxialcoóis ou polihidroxiácidos (Solomons & Fryhle, 2012).

2.2. Monossacarídeos

Carbohidratos que não podem ser hidrolisados em carbohidratos mais simples são

chamados monossacarídeos (Solomons & Fryhle, 2012). Um monossacarídeo que

contendo três átomos de carbono é uma treose, um contendo quatro átomos de carbono,

uma tetrose, um contendo cinco átomos de carbono, uma pentose e um contendo seis

átomos de carbono uma hexose (Solomons & Fryhle, 2012).

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Figura 2. Principais monossacarídeos.

2.3. Oligossacáridos e polissacarídeos

Os oligossacáridos são polímeros contendo de 2 a 10 unidades de monossacarídeos

unidos por ligações hemiacetálicas, denominadas ligações glicosídicas (Campos, 2008).

a) b)

Figura 3. Estrutura de alguns oligossacáridos, a) sacarose b) lactose.

Os açúcares contendo mais de 20 unidades são denominados polissacarídeos, os quais

podem possuir milhares de monossacarídeos e são a forma predominante dos

carbohidratos na natureza (Campos, 2008).

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Figura 4. Estrutura do amido, um polissacarídeo.

2.4. Identificações de carbohidratos

2.4.1. Teste de Benedict ou Tollens

O reagente de Benedict (uma solução alcalina contendo um iao complexo de citrato

cúprico) e Tollens (𝐴𝑔+ (𝑁𝐻3 )2 𝑂̅𝐻) são reagentes oxidantes e, desta forma, fornecem

resultados positivos com aldoses e cetoses (Solomons & Fryhle, 2012). O teste positivo

para o reagente de Tollens e o aparecimento de espelho de prata enquanto para o

reagente de Benedict é a formação de um precipitado vermelho-tijolo de Cu2O

(Solomons & Fryhle, 2012).

CH2OH
O
H
C C O
2+ (complexo) + ( H
Cu C OH )n ou (H C OH )n Cu2O + produtos de oxidacao

CH2OH CH2OH produto


Solucao de Benedict vermelho
tijolo
Aldose Cetose
Figura 5: Reagente de Benedict.

 Açucares que dão resultados positivos com soluções de Tollens e de Benedict,

são conhecidos como açúcares redutores e todos os carbohidratos que contem

um grupo hemiacetal dão resultado positivo (Solomons, 2012).

 Carbohidratos que contem apenas grupos acetal não dão resultados positivos

com solução de Benedict ou Tollens, sendo chamados açucares não redutores

(Solomons & Fryhle, 2012).

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2.4.2. Teste do Iodo

A cor produzida com I2 é indicadora do grau de ramificação. Os dois factores que

determinam o desenvolvimento de coloração quando o iodo interage com os

polissacarídeos são o comprimento e a ramificação da cadeia sacarídea. A coloração é

desenvolvida devido ao aprisionamento do iodo no interior da cadeia de amilose. Na

presença do amido e de iões iodeto (I-), as moléculas de iodo formam cadeias de I6 que

se alocam no centro da hélice formada pela amilose contida no amido (Skoog, West,

Holler, & Couch, 2005).

A formação desse complexo amilose-I6 é responsável pela cor azul intensa, engendrada,

por sua vez, a partir da absorção de luz na região do visível das cadeias de I6 presentes

dentro da hélice da amilose (Skoog et al., 2005). Quanto maior a ramificação da cadeia,

menos intensa será a coloração desenvolvida, visto que a interacção entre o iodo e a

cadeia será menor. Os complexos iodo-glicogénio ou iodo-dextrina, por exemplo,

apresentam cor avermelhada, menos intensa do que a cor azul do complexo iodo-amido

(Nelson & Cox, 2014). Tal diferença é justamente devido ao tamanho da cadeia e a

ramificação. O glicogénio apresenta maior quantidade de ramificações do que o amido.

Por sua vez, as dextrinas consistem de cadeias menores. Assim, no caso do amido, a

coloração é mais intensa pelo fato de a cadeia de amilose ser maior, comparada às

dextrinas, e menos ramificada do que o glicogénio (Skoog et al., 2005).

2.4.3. Reagente de Saliwanoff

Esse procedimento permite diferenciar aldoses de cetoses que, sob acção do HCl, são

transformadas em derivados de furfural que se condensam com o resorcinol, formando

um produto vermelho de composição incerta. A reacção com cetose é rápida e mais

intensa pela maior facilidade de formação do derivado furfural (Nelson & Cox, 2014).

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A reacção positiva é caracterizada pelo aparecimento de coloração avermelhada, que

indica a formação do complexo entre furfural ou HMF com o resorcinol e,

consequentemente, indica presença de aldoses e cetoses (Nelson & Cox, 2014).

Figura 6: Reacção de um carbohidrato com reagente de Saliwanoff.

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3. Metodologia

3.1. Métodos

Para realização usou-se o método experimental e observação directa.

3.2. Materiais e Reagentes

Tabela 1: apresentação de materiais e reagentes usados no trabalho

Reagentes Materiais

Soluções de glicose, sacarose, amido e lactose Espátula

Solução de H2SO4 concentrada Vidro de relógio

Solução de fenol 5% Pipeta

Reagente de Saliwanoff Bécher

Reagente de Benedict, Tollens Conta-gotas

Solução de lugol (sol. de iodo) I2-I- Proveta ( 10mL)

Agua destilada Tubos de ensaio e suportes

AgNO3 Balões volumétricos

Solução de NH4OH 10 % Esguinchos

Solução de CuSO4 0,2 M

Solução diluída de KI

3.3. Procedimentos Experimentais

Experiencia 1: Acção de fenol e acido sulfúrico concentrado sobre glícidos

Tomaram-se 4 tubos de ensaio e em cada adicionou-se 1 mL da cada uma das soluções

testes (glicose, sacarose, amido e lactose). Acrescentou-se 1 mL da agua destilada em

cada tubo e agitou-se. Adicionou-se 1 mL de solução de fenol e agitou-se mais uma vez.

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Depois adicionou-se 2 mL de solução de H2SO4 concentrado e agitou-se lentamente, e

anotou-se as observações.

Experiencia 2: Acção de reagente de Saliwanoff sobre glícidos

Tomaram-se 4 tubos de ensaio e em cada adicionou-se 1 mL de reagente de Saliwanoff

(5% de resorcinol em HCl 1:1). Adicionou-se para cada tubo 0,3 mL de solução teste

(glicose, sacarose, amido e lactose) e agitou-se. Aqueceu-se a mistura ate ferver num

banho-maria por 3 minutos. Anotou-se as observações.

Experiencia 3: Acção de solução de iodo sobre glícidos

Tomaram-se 4 tubos de ensaio e colocaram-se em cada 0,5 mL de solução teste (glicose,

sacarose, amido e lactose). Adicionou-se 1 mL de agua destilada e agitou-se a mistura.

Adicionou-se 2 gotas de solução de iodo concentrada. Anotou-se as observações.

Experiencia 4: Oxidação de glicose

Num tubo de ensaio colocou-se 3 mL de solução de glicose 5% e adicionou-se 3 gotas

de solução de dicromato de potássio a 5% em meio acido sulfúrico a 2 M. Aqueceu-se a

mistura em banho-maria a 50º C por 1 minuto. Anotou-se as observações.

Experiencia 5: Confirmação de presença de grupo hidroxilo na molécula de glicose

e glicerina

Preparou-se dois tubos de ensaio e em cada adicionou-se 6 gotas de solução de NaOH

2M e 2 gotas de solução de CuSO4 0,2 M. Anotou-se as observações.

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Experiencia 6: Acção de reagente de Tollens sobre glicose

Em um tubo de ensaio, colocou-se 1 mL de solução de AgNO3 e adicionou-se NH4OH

10% ate a dissolução do precipitado ora formado. Adicionou-se 1 mL de solução de

glicose e aqueceu-se em banho-maria (70º C por 5 minutos).

Experiencia 7: Capacidade redutora de açúcares (sacarose e lactose)

Tomaram-se dois tubos e adicionou-se num tubo 1 gota de solução de sacarose 1% e

noutro tubo uma gota de lactose 1%. Adicionou-se em cada 6 gotas de solução de

NaOH 2N, agua ate 2 cm de volume e depois 1 gota de solução de CuSO4 0,2M.

Aqueceram-se os tubos, sem ferver, em banho-maria.

Experiencia 8: Reacção qualitativa de amido

Em um tubo de ensaio colocaram-se 5 gotas de amido a 5 %. Adicionou-se 1 gota de

solução de I2 muito diluída. Aqueceu-se a mistura em banho-maria.

Experiencia 9: Acção da amílase salivar na fermentação do amido

Em um tubo de ensaio juntou-se 5 gotas de solução de amido 5% e igual volume de sua

saliva e agitou-se vigorosamente. Transferiu-se a mistura para um vidro de relógio e

adicionou-se 1 gota de solução de KI muito diluída.

4. Resultados e discussão

4.1. Resultados

A tabela 2 ilustra os resultados dos testes de identificação dos carbohidratos usando

reagentes específicos como Fenol/H2SO, reagente de Saliwanoff, solução de iodo,

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K2Cr2O7, NaOH/CuSO4 0.2M, reagente de Tollens, solução de iodo muito diluída e

amílase salivar.

Tabela 2: Resultados e observações.

Solução teste

Reagentes Glicose Sacarose


Amido Lactose Glicerina
Formou-se um Formou-se um
Formou-se Formou-se
precipitado precipitado
duas fases, um
castanho e verde-escuro
incolor por precipitado
libertou-se calor libertou-se calor
cima e castanho e
Fenol/H2SO4
castanho em libertou-se _
baixo calor
libertou-se
calor
Não se Formou-se um Formou-se Formou-se
Reagente de observou precipitado um um _
Saliwanoff nenhuma vermelho precipitado precipitado
alteração vermelho vermelho
Houve mudança Houve mudança Houve Houve
de cor de de cor de mudança de mudança de
incolor- incolor- cor e incolor- _
Solução de iodo
avermelhado avermelhado formação de avermelhado
precipitado
verde-escuro
Houve mudança
de cor de
incolor-
K2Cr2O7/H2SO4 alaranjado. - - -
Após o _
aquecimento
nada ocorreu
Formou-se Houve
Houve Não houve um mudança
NaOH/CuSO4 0.2M -
mudança de cor mudança de precipitado de incolor-
de incolor-azul cor azul cor roxa
Formou-se uma
turgescência
durante a adição
do reagente de
Reagente de Tollens - - - _
tollens e após o
aquecimento
formou-se
espelho de prata

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Houve
mudança de
cor para azul-
violeta, após
Solução de iodo
- - o - -
muito diluída
aquecimento
formou-se um
precipitado
preto.
Formou-se
um líquido
transparente
na adição de
amido a
saliva,
formou-se
Amílase salivar - - -
uma solução _
mais densa e
esbranquiçada
depois da
adição de
iodeto de
potássio

4.2. Discussão

Experiencia 1: Acção de fenol e ácido sulfúrico concentrado sobre glícidos

Experiencia 2: Acção de reagente de Saliwanoff sobre glícidos

Através do teste de Saliwanoff foram analisadas quatro soluções: amido, sacarose,

glicose e lactose. A amostra de glicose não mostrou alterações visíveis, enquanto as três

soluções restantes apresentaram a mesma cor, no caso, avermelhada mostrando assim o

teste positivo da presença de aldoses e cetoses segundo a teoria. Este teste positivo

justifica-se, uma vez que a sacarose é um dissacarídeo formado por uma aldose

(glucose) e uma cetose (frutose), enquanto o amido é um polissacarideo formado apenas

por aldoses (glicose) e a lactose é um dissacarídeo formado por glicose e a galactose.

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No teste de Salivanov ocorrem duas reacções: a primeira é a de desidratação do

carbohidrato pelo HCl concentrado aquecido. Para as hexoses o produto de desidratação

é o mesmo: hidroximetilfurfural. A segunda reacção é a que se dá entre o

hidroximetilfurfural formado e o resorcinol, dando origem a um produto de estrutura

complexa e de coloração rósea ou cereja, dependendo da concentração do mesmo.

OH
HO
O O
Reagente de Salivanov,  HO H
OH H H OH
OH OH
H HO H OH

OH

Esperava-se um teste positivo também com a solução da glicose, uma vez que também é

uma aldose, mas tal não se observou provavelmente devido a muito baixa concentração

em que a solução teste apresentava ou a outros factores.

Não foi possível diferenciar aldoses de cetoses por velocidade de reacção, uma vez que

a reacção para cetoses é mais rápida e mais intensa do que para aldoses, esperava-se

observar uma velocidade maior na solução de sacarose, mas tal não se observou

provavelmente porque a sacarose é uma mistura de aldose e cetose o que terá causado

interferência durante a observação.

Experiencia 3: Acção de solução de iodo sobre glícidos

Através do teste de iodo foram analisadas quatro soluções: amido, sacarose, glicose e

lactose. A coloração apresentada pela solução de amido foi de tonalidade verde-escuro,

sendo que as três amostras restantes apresentaram a mesma coloração, no caso,

avermelhada.

A diferença observada na coloração da solução de amido em relação às demais pode ser

explicada considerando que o amido analisado é composto de maior teor de amilose do

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que amilopectina. Pois, a medida que a solução de iodo era adicionada na amostra, o

iodo disperso era aprisionado no interior da cadeia de amilose, sendo que esperava-se a

formação de um complexo com coloração azul e não um de tonalidade verde escura,

como observado no teste.

Uma possível explicação para esse desvio de cor observado seja a interferência da

coloração apresentada pelos complexos avermelhados de iodo-amilopectina que se

formaram paralelamente devido as ramificações presente na amilopectina. Assim a

solução mesclou a coloração azul e avermelhada advinda dos complexos com a amilose

e com a amilopectina, o que produziu a coloração observada na solução.

Experiencia 4: Oxidação de glicose

Ao misturar as duas soluções a solução resultante ficou com uma cor alaranjada.

Submeteu-se a aquecimento no banho-maria a 40º- 50º C durante 1 minuto e a solução

ficou esverdeada. Este facto comprova a ocorrência da reacção de oxidação da glicose a

ácido glucárico segundo a equação abaixo.

O
COOH

H OH H OH

HO H Cr2O72- ; H2SO4,  HO H 3+
H OH H OH
+ Cr
alaranjado
H OH H OH
COOH
OH

A cor alaranjada observada deve-se a presença de iões Cr3+ que se formam durante a

reacção, facto que comprova a ocorrência da reacção.

Experiencia 5: Confirmação de presença de grupo hidroxilo na molécula de glicose

e glicerina

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Através do teste de confirmação de presença de grupos OH foram analisadas duas

soluções: glicose e glicerina. A mistura formava um precipitado branco que se dissolveu

quando adicionou-se uma solução de CuSO4 dando uma solução azul na solução de

glicose e tomou a coloração roxa na solução da glicerina. Este facto prova um teste

positivo a presença de grupos OH tanto na glicerina quanto na glicose. A cor azul deve-

se a presença de iões de Cu2+ que se se formam segundo as reacções abaixo.

- +
OH O Na
2NaOH - + 2+ 2-
H OH
CuSO4
H O Na + H2O + Cu SO4
OH - +
O Na

Rocho

O
OH

H OH
H
HO H 2NaOH
HO H
H OH + Cu(OH) 2
CuSO4 H OH
H OH Azul
H OH

OH -
O

Experiencia 6: Acção de reagente de Tollens sobre glicose

A formação de espelho de prata durante esta experiencia comprova a oxidação da

glicose em ácido glucarico segundo a equação abaixo.

𝐴𝑔𝑁𝑂3 + 3𝑁𝐻4 𝑂𝐻 → 𝐴𝑔(𝑁𝐻3 )2 𝑂𝐻 + 𝑁𝐻4 𝑁𝑂3

O -
COO
H OH H OH
HO H HO H
Reagente de Tollens
H OH H OH + Ag + NH3 + HNO 3 + H2O
(NH4OH +AgNO3) , 
H OH H OH

OH OH

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Experiencia 7: Capacidade redutora de açúcares (sacarose e lactose)

Através do teste de comparação de capacidades redutoras foram analisadas duas

soluções: sacarose e lactose. A mistura que continha a solução de sacarose não mostrou

mudanças físicas, facto este que compravam que a sacarose é um açúcar não redutor,

uma vez que este não apresenta um OH anomérico livre.

HO
OH O
H O H
H OH
OH H H NaOH, CuSO4, H2O
Nao Ocorre
HO O OH
H HO 
H OH

Já a mistura que continha a lactose mudou de cor de incolor para alaranjada, disto pode-

se concluir que a lactose é um açúcar redutor, uma vez que esta apresenta um grupo OH

anomérico livre.

OH OH OH OH

OH O H H O H HO OH H OH
H H NaOH, CuSO4, H2O H H
OH H OH H H H COOH + OH H COOH
H O OH  H HO
H OH H OH OH OH H OH

Experiencia 8: Reacção qualitativa de amido

A reacção qualitativa do amido deu um teste positivo que é o aparecimento da cor

violeta. Esta cor deve-se a complexação da amilose e da amilopectina com o iodo,

resultando em complexo azul-violeta.

I2/KI(aq.)
Amido Cor Azul Violeta

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Experiencia 9: Acção da amílase salivar na fermentação do amido

Com a adição de iodo a solução que continha amido tomou a cor azul-violeta, o que

significa que o amido havia sido inicialmente degradado nos seus produtos de hidrólise:

glicose e maltose que dão coloração azul a solução de iodo.

OH OH OH

H O H OH O H H O H
Amilase (Saliva) H H H
Amido OH H + OH H OH H
HO OH H O OH
H OH H OH H OH

 D - Glucopiranose Maltose

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5. Conclusão

Os monossacarídeos sofrem oxidação enérgica e suave, reagem com os reagentes de

Tollens, Saliwanoff etc. Podem, portanto, ser usados testes para detectar a presença de

grupos OH na molécula, como é o caso da reacção com CuSO4 em meio básico. Os

dissacarídeos podem ser ou não ser redutores, devido ao facto de possuir o grupo OH

ligado ao carbono hemiacetálico envolvido em ligações glicosídicas como é o caso da

sacarose. O teste de Saliwanoff é usado para reconhecer as cetoses. Os dissacarídeos

podem ser hidrolisados dando origem a monossacarídeos correspondentes.

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Carbohidratos e sua Identificação

6. Referências bibliográficas

Campos, L. (2008). Entender a bioquímica, 5a edição. (Escolar Editora, Ed.), Entender

A Bioquímica, 5a Edição (5th ed.).

Nelson, D. L., & Cox, M. M. (2014). Princípios de bioquímica de Lehninger.

(OMEGA, Ed.), Princ{’i}pios de bioqu{’i}mica de Lehninger (6th ed.).

https://doi.org/10.1002/14651858

Skoog, D. a., West, D. M., Holler, F. J., & Couch, S. R. (2005). Fundamentos de

Química Analítica. Fundamentos de Química Analítica, 58, 374.

https://doi.org/10.1016/S0584-8547

Solomons, G., & Fryhle, C. (2012). Química Orgânica. (LTC, Ed.), Química Orgânica

(10th ed., Vol. 2). Saraiva. https://doi.org/10.1017/CBO9781107415324.004

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