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Ana Maria de Carvalho

Antônia Marly Moura da Silva


Jaciara Limeira de Aquino
Francisco Aedson de Souza Oliveira
Moisés Batista da Silva
(organização)

RESUMOS
Ana Maria de Carvalho
Antônia Marly Moura da Silva
Jaciara Limeira de Aquino
Francisco Aedson de Souza Oliveira
Moisés Batista da Silva
(organização)

LINGUAGENS E DISCURSOS EM TEMPOS


DE CRISE

Anais do IV Colóquio Nacional de Linguagem


e Discurso - CONLID

Mossoró-RN, 23 a 25 de agosto de 2017

RESUMOS
Reitor:
Prof. Pedro Fernandes Ribeiro Neto
Vice-Reitor:
Profa. Fátima Raquel Rosado de Morais
Diretora de Sistema Integrado de Bibliotecas
Jocelânia Marinho Maia de Oliveira
Chefe da Editora Universitária – EDUERN
Anairam de Medeiros e Silva

Conselho Editorial das Edições UERN


Emanoel Márcio Nunes; Isabela Pinheiro Cavalcante Lima; Diego Nathan do Nascimento Souza; Jean Henrique Costa;
José Cezinaldo Rocha Bessa; José Elesbão de Almeida; Ellany Gurgel Cosme do Nascimento; Ivanaldo Oliveira dos
Santos Filho; Wellignton Vieira Mendes

Anais do IV Colóquio Nacional de Linguagem e Discurso – IV CONLID


Coordenador Geral do Evento: Francisco Paulo da Silva
Organizadores dos Anais: Ana Maria de Carvalho; Antônia Marly Moura da Silva; Jaciara Limeira de Aquino;
Francisco Aedson de Souza Oliveira; Moisés Batista da Silva

Comissão Científica
Ady Canário de Souza Estevão - UFERSA; Alexandre Bezerra Alves - UERN; Amanda Batista Braga - UFPB; Ana
Maria de Carvalho - UERN; Antonia Marly Moura da Silva - UERN; Edgley Freire Tavares – UERN; Franceliza
Monteiro da Silva Dantas - UFERSA; Francisco Vieira da Silva - UFERSA; Giann Mendes Ribeiro - UERN;
Hubeonia Morais de Alencar - UERN; Iara Maria Carneiro de Freitas - UERN; Jammara Oliveira Vasconcelhos de
Sá - UERN; José Gevildo Viana - UERN; José Luiz Ferreira - UFRN; José Roberto Alves Barbosa - UERN; José
Vilian Mangueira - UEPB; Leila Maria de Araújo Tabosa - UERN; Lucas Vinício de Carvalho Maciel - UFSCAR;
Lúcia Helena Medeiros da Cunha Tavares - UERN; Maíra Fernandes Martins Nunes - UFCG; Marcília Luzia Gomes
da Costa Mendes - UERN; Maria do Rosário Gregolin - UNESP; Maria Regina Baracuhy Leite - UFPB; Marisa
Martins Gama-Khalil - UFU; Moisés Batista da Silva - UERN; Nilton Milanez - UESB; Pedro Adrião da Silva Junior
- UERN; Pedro Fernandes de Oliveira Neto - UFERSA

Revisão
Os textos aqui apresentados foram os selecionados pela comissão científica que compõe esta publicação e integraram o
IV CONLID. Cada autor foi responsável pela revisão de seu próprio texto e por ele responde por quaisquer questões
e/ou atos que venham a ser levantados.

Edição – 2018
ISBN: 978-85-7621-221-8

Catalogação da Publicação na Fonte.


Universidade do Estado do Rio Grande do Norte.

Anais do IV CONLID - Colóquio Nacional de Linguagem e Discurso/


Ana Maria de Carvalho et al (Orgs.) . - Mossoró – RN, EDUERN, 2018.

371 p.
Grupo de Estudos do Discurso da UERN – GEDUERN, em parceria com o Programa
de Pós-graduação em Ciências da Linguagem PPCL e Faculdade de Letras e Artes –
FALA, da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte.

ISBN: 978-85-7621-221-8

1. Linguística. 2. Letras. 3. Literatura. 4. Discurso. 5. Sujeito. I. Silva, Antônia Marly


Moura da. II. Aquino, Jaciara Limeira de. III. Oliveira, Francisco Aedson de Souza. IV.
Silva, Moisés Batista da. V. Universidade do Estado do Rio Grande do Norte. VI. Título.

UERN/BC CDD 410

Bibliotecária: Aline Karoline da Silva Araújo CRB 15 / 783


Sumário
APRESENTAÇÃO 24
GT1- PRÁTICAS DISCURSIVAS E MODOS DE SUBJETIVAÇÃO
O HUMOR COMO RESISTÊNCIA: ANÁLISE INTERDISCURSIVA DE MEMES SOBRE
A OPERAÇÃO “LAVA-JATO” 26
Adalberto Barbosa Junio; Alaide Angelica de Menezes Cabral Carvalho; Catarina Ferreira
Alves
A CONSTITUIÇÃO DAS IDENTIDADES DE GÊNERO NA ESCOLA: UMA ANÁLISE 27
DISCURSIVA
Ana Cláudia de Medeiros
MODELOS PLUS SIZE E A RESISTÊNCIA DO SUJEITO AO CORPO PADRÃO 28
Ana Paula Felipe Ferreira da Silva; Disraeli Davi Reinaldo de Moura; Sara Cristina dos Santos
Freires
UMA ANÁLISE DO DISCURSO DA INCLUSÃO DO SUJEITO COM DEFICIÊNCIA NA
MÍDIA: RELAÇÕES DE PODER NA CONSTRUÇÃO DOS EFEITOS DE SENTIDO 29
Antonia Janny Chagas Feitosa; Maria Eliza Freitas do Nascimento
ANÁLISE DISCURSIVA DA EXPRESSÃO “SAIR DO ARMÁRIO” EM TEXTOS
MIDIÁTICOS 30
Breno Victor Pascoal de Morais; Ana Maria de Carvalho
MULHER E O TRABALHO DOMÉSTICO: ANÁLISE DO GÊNERO MIDIÁTICO
ANÚNCIO 31
Bruna Gabrieli Morais da Silva Thorpe
A RELAÇÃO ENTRE VERDADE E CONSTITUIÇÃO ÉTICA DOS SUJEITOS NA
DITATURA MILITAR BRASILEIRA: EFEITOS DA MEMÓRIA DE MULHERES
VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA NA INFÂNCIA 32
Camila Praxedes de Brito; Francélia Nunes de Medeiros Ferreira; Maria Arlinda de Macedo
Silva
A CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE DO SUEJITO FEMININO EM ADAPTAÇÕES
CINEMATOGRÁFICAS CONTEMPORÂNEAS DE CONTOS DE FADAS: UMA
ANÁLISE DO FILME MALEFICENT (2014) 33
Dayane Adriana Teixeira Oliveira; Maria Regina Baracuhy Leite
AS ESTRATÉGIAS DISCURSIVAS EM REVISTA: O CORPO “DEFICIENTE”
SAUDÁVEL E OS DESLIZAMENTOS DE SENTIDOS 34
Edson Santos de Lima; Maria Eliza Freitas do Nascimento
BANDIDO BOM É BANDIDO MORTO? O DISPOSITIVO DA CRIMINALIDADE E A
CONSTRUÇÃO DO “SUJEITO CRIMINOSO” 35
Elenilda Dias de Souza Carlos;
DISPOSITIVO, MÍDIA E REDES DE MEMÓRIA: A CULTURA DO ESTUPRO EM
PEÇAS BUBLICITÁRIAS 36
Francélia Nunes de Medeiros Ferreira; Lúcia Helena Medeiros da Cunha Tavares
IMPEACHMENT DE DILMA ROUSSEFF: LÍNGUA ESTRANGEIRA E EFEITOS DE
SENTIDO DE LEGITIMAÇÃO 37
Gilvan Santana de Jesus
DIA INTERNACIONAL DA MULHER: UMA HOMENAGEM E A CONSTITUIÇÃO DA
MULHER ENQUANTO SUJEITO DO LAR 38
Gilvan Santana de Jesus
INTERDISCURSO, MEMÓRIA DISCURSIVA E RELAÇÕES DE PODER: UMA
ANÁLISE EM DISCURSOS PARLAMENTARES SOBRE O PROCESSO DE
IMPEACHMENT DE DILMA ROUSSEFF 39
Gustavo Natanael Arlindo de Souza; José Gevildo Viana
DE OBJETO SEXUAL AO EMPODERAMENTO FEMININO: UMA ANÁLISE DA
CAMPANHA REPOSTER SKOL 40
Jéssica Monalisa da Costa Souza
REDES SOCIAIS E A PRODUÇÃO DE EFEITOS DE SENTIDO DO DISCURSO
POLÍTICO SOBRE A REFORMA DA PREVIDÊNCIA 41
Jonas Yuri Carlos da Costa; Iza Maria Pereira; Sancha Wallessa da Silva César
AS REPRESENTAÇÕES DISCURSIVAS DO REFERENTE “MULHER” NO DISCURSO
DO PRESIDENTE MICHEL TEMER 42
José Max Santana
TRAÇOS DA IDENTIDADE DOS REMANESCENTES QUILOMBOLAS DE
PORTALEGRE DO BRASIL 43
Josinaldo Pereira de Paula; Maria Eliete de Queiroz
“MEXEU COM UMA, MEXEU COM TODAS”: POR UMA CARTOGRAFIA DOS
DISCURSOS FEMINISTAS NA WEB 44
Lívia Alves Monteiro Carlos; Luan Alves Monteiro Carlos; Francisco Vieira da Silva
MEMES E A REPRESENTAÇÃO DOS DEBATES POLÍTICOS NO FACEBOOK 45
Lívia Maia Brasil
QUEM TEM A CORAGEM DA VERDADE? UM OLHAR SOBRE OS DISCURSOS DAS
MULHERES QUE SOFRERAM ASSÉDIO SEXUAL 46
Luciana Fernandes Nery; Maria Regina Baracuhy Leite
CORPO MONTADO, CORPO RESSIGNIFICADO: A PRODUÇÃO DE SENTIDOS NO
CROSSDRESSING 47
Marcos Paulo de Azevedo
LEITURA DE SLOGANS POLÍTICOS: DISCURSO E CONSTRUÇÃO DE SENTIDOS 48
Maria das Graças de Oliveira Pereira; Robson Henrique Antunes de Oliveira
A LEMBRANÇA, OS LUGARES DE MEMÓRIA E A (DES)CONSTRUÇÃO
IDENTITÁRIA DO “CORPO VELHO” NO DISCURSO MIDIÁTICO 49
Maria Emmanuele Rodrigues Monteiro
UMA ANÁLISE DISCURSIVA MIDIÁTICA: A CONSTRUÇÃO DE SENTIDOS NOS
DISCURSOS SOBRE A DERROTA DO BRASIL PARA A ALEMANHA 50
Maria Jackeline Rocha Bessa
DAS HISTÓRIAS DA MAMÃE GANSA ÀS REATUALIZAÇÕES FÍLMICAS: A
CONSTITUIÇÃO DO SUJEITO MULHER PELO REFLEXO DAS PRINCESAS E
BRUXAS 51
Maria Verônica Anacleto Pontes
ESTRATÉGIAS DISCURSIVAS E O USO DE ATIVIDADES LÚDICAS EM SALA DE
AULA ATRAVÉS DA DANÇA: UMA EXPERIÊNCIA COM A LÍNGUA PORTUGUESA 52
Marineide Furtado Campos
A RESSIFIGNIFICAÇÃO DA PESSOA NEGRA A PARTIR DE PRÁTICAS DE LEITURA
DE TEXTOS MULTIMODAIS 53
Meiridiana de Oliveira Queiroz; Lúcia Maria de Fátima Araújo dos Santos; Francisca Maria
de Souza Ramos Lopes
A REPRESENTAÇÃO MIDIÁTICA DOS CABELOS FEMININOS NA CONSTITUIÇÃO
DO SUJEITO: UMA ANÁLISE DISCURSIVA DE PROPAGANDAS DA LOLA
COSMETICS 54
Polianny Ágne de Freitas Negócio; Lúcia Helena Medeiros
PRÁTICAS DISCURSIVAS NA CONSTRUÇÃO DE IDENTIDADES 55
Rebeca Sales Pereira
ENTRELACES DE BIOPODER- O MEDO COMO ESTRATÉGIA DE SEGURANÇA NOS
DISCURSOS DA MÍDIA
Rosivânia Maria da Silva 56
OS DISCURSOS DAS PROPAGANDAS PUBLICITÁRRIAS COM PROTAGONISTAS
CÉLEBRES: A CONTTEMPORANEIDADE E A REPAGINAÇÃO DA FAMA 57
Shemilla Rossana de Oliveira Paiva
“DISCURSO DE ÓDIO”: SENTIDOS, DERIVAÇÃO, CONTRADIÇÃO 59
Thiago Alves França
CASAMENTO GAY E A CONSTITUIÇÃO DO SUJEITO LGBT: EFEITOS DE SENTIDO
E PRÁTICAS DISCURSIVAS 60
Viviana Bezerra de Mesquita
GT2 – ESTUDOS SOBRE GÊNEROS: DIÁLOGOS ENTRE DIFERENTES
PERSPECTIVAS
CANÇÃO: UM GÊNERO, NÃO UM RECURSO DIDÁTICO 61
Ana Angélica Lima Gondim
O GÊNERO EDITORIAL NUMA PERSPECTIVA DIACRÔNICA: O CASO DO JORNAL
O MOSSOROENSE 62
Angela Claudia Rezende do Nascimento Rebouças
VAMOS PARODIAR? ESTRATÉGIA DE REESCRITA NO ENSINO FUNDAMENTAL
SOB A PERSPECTIVA DIALÓGICA 63
Edneide Bulamarque; Risoleide Rosa Freire de Oliveira
O GÊNERO SAMBA-EXALTAÇÃO NA PERSPECTIVA BAKTINIANA 64
Flavia Ferreira Lopes da Costa; Anne Michelle Dantas; Diana de Oliveira Mendonça
GÊNEROS DO DISCURSO: ARTIGO DE OPINIÃO E NOTÍCIA UMA EXPERIÊNCIA NO
PIBID 65
Francisca Berlândia Alcineide Silva Paiva
O GÊNERO DISCURSIVO ENTREVISTA EM PERSPECTIVA BAKHTINIANA:
IMPLICAÇÕES TEÓRICO-METODOLÓGICAS 66
Helton Rubiano de Macedo
ANÁLISE CRÍTICA DE GÊNEROS DA MÍDIA 67
Ivandilson Costa
A RESSIGNIFICAÇÃO DA ESCRITA DE GÊNEROS ARGUMENTATIVOS 68
Jaciara Limeira de Aquino
O GÊNERO ANÚNCIO PUBLICITÁRIO NO LIVRO DIDÁTICO: UMA QUESTÃO DE
MÚLTIPLAS LEITURAS 69
Jammara Oliveira Vasconcelos de Sá; Lucineide Matos Lopes;
O DIALOGISMO BAKHTINIANO NOS ANÚNCIOS PUBLICITÁRIOS DE COSMÉTICO 70
Jammara Oliveira Vasconcelos de Sá; Bruna Gabrieli Morais da Silva Thorpe
MUDANÇAS E PERMANÊNCIAS NO GÊNERO RESENHA ACADÊMICA ENTRE 1953
E 2017 71
Jorge Luis Queiroz Carvalho
O GÊNERO MEME E A INTERTEXTUALIDADE: PROPOSTA DE SEQUÊNCIA
DIDÁTICA PARA PRODUÇÃO DE ARTIGO DE OPINIÃO NAS AULAS DE LÍNGUA
MATERNA 72
Karla Jane dos Santos
RESPONSIVIDADE DISCURSIVA POR MEIO DO GÊNERO ARTIGO DE OPINIÃO 73
Kely Any Vasconcelos Morais; Risoleide Rosa Freire de Oliveira
A ESCRITA EM CONCURSOS PÚBLICOS: INVESTIGANDO MATERIAIS DIDÁTICOS 74
Lara Liliane Holanda; Hubeônia Morais de Alencar
REPRESENTAÇÕES SOBRE O CANGACEIRO LAMPIÃO NO GÊNERO CORDEL 75
Lícia Fernanda Dantas da Silva; Magna Eugênia Fernandes do Rêgo; Gilton Sampaio de
Souza
A RETEXTUALIZAÇÃO DE TEXTOS LITERÁRIOS EM CÍRCULOS DE LEITURA:
UMA PROPOSTA PARA A LEITURA E A ESCRITA COLABORATIVA COM ALUNOS
DO SEXTO ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL 76
Maria da Anuciação Brito Siebra; Maria Clarice Candido Silveira; Ana Marcelle Rodrigues
Pimentel;
SEQUÊNCIA DIDÁTICA: UMA CONTRIBUUIÇÃO PARA O ENSINO DA SEQUÊNCIA
TEXTUAL INJUNTIVA EM TEXTOS DE CAMPANHA COMUNITÁRIA 77
Meyssa Maria Bezerra Cavalcante dos Santos
OFICINAS DE MULTILETRAMENTOS: ATIVIDADES DE COMPREENSÃO,
PRODUÇÃO E EDIÇÃO DE TEXTOS 78
Tatiane Alves Chaves; Risoleide Rosa Freire de Oliveira
O GÊNERO TEXTUAL VERBETE: ANÁLISE DOS ASPECTOS ESTILÍSTICOS À LUZ
DE BAKHTIN 79
Zilda Maria Dutra Rocha; Anikele Frutuoso
GT3 – ENSINO DE LÍNGUA MATERNA
AS ESTRATÉGIAS DOCENTES DE CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO SOBRE
LEITURA OS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL 80
Alenilda Fernandes de Oliveira; Maria do Socorro da Silva Batista
A VARIAÇÃO LINGUÍSTICA NO ENSINO FUNDAMENTAL: ALGUMAS REFLEXÕES 81
Ana Cláudia do Nascimento Silva; Nádia Maria Silveira Costa de Melo
O USO DO HIPERTEXTO NO COTIDIANO ESCOLAR: PRÁTICAS DE LEITURA E
ESCRITA 82
Ana Lorena dos Santos Santana; Maria Rosenilza Pereira Feitosa de Sousa;
MONOTONGAÇÃO NA ESCRITA DE ALUNOS DE 9º ANO EM TEXTOS
NARRATIVOS 83
Ana Marcelle Rodrigues Pimentel; Maria Clarice Candido Silveira
A LÍNGUA EM USO: ANÁLISE DA VARIAÇÃO LINGUÍSTICA NO LIVRO DIDÁTICO 84
Antonia Janny Chagas Feitosa; Jordânia Kally Freitas Duarte de Assis; Terezinha Valentim
Tavares
ANÁLISE ESTILÍSTICA DO POEMA “CIDADEZINHA QUAL QUER” DO AUTOR
CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE 85
Antonia Janny Chagas Feitosa; Jordânia Kally Freitas Duarte de Assis
A CORREÇÃO TEXTUAL: ANÁLISE DAS PRÁTICAS DE PROFESSORAS DO ENSINO
MÉDIO 86
Ariane Aparecida de Oliveira
GRAMATICALIZAÇÃO E ENSINO: USOS DO ANTES EM GÊNEROS ACADÊMICOS 87
Carla Daniele Saraiva Bertuleza; João Bosco Figueiredo Gomes
OFICINA DE FONOLOGIA: RELATO DE UMA INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA 88
Ciro Oliveira Ferreira; Luciano Thiago de Oliveira Barbosa
A PRODUÇÃO DO GÊNERO JORNALÍSTICO CHARGE NAS AULAS DE LÍNGUA
PORTUGUESA 89
Cléoman de Freitas Dantas da Costa; Luanda Skarlet Andrade Feitoza; Aline de Paula
Fonseca M. B. Oliveira de Araujo
LETRAMENTO LITERÁRIO NO ENSINO FUNDAMENTAL: FORMAÇÃO DE
LEITORES POR MEIO DO CONTO 90
Edson Pereira da Silva; Silvano Pereira de Araújo
ESTUDOS LINGUÍSTICOS SOBRE O CYBERTEXTO 91
Eduardo Alves da Silva
PROJETO RELAÇÕES DE GÊNERO NA ESCOLA: UMA SEQUÊNCIA DIDÁTICA 92
Elí Melo Costa; Wanessa Mirelle Fernandes dos Santos; Francisco Wedson da Silva Costa
ESCRITA DISCENTE EM FOCO: PROCESSO DE RETEXTUALIZAÇÃO DO ORAL
PARA O ESCRITO 93
Francisca Camila Alves Feitosa; Gilson Chicon Alves
A ORALIDADE NA SALA DE AULA ENQUANTO MECANISMO DE PROMOÇÃO DA
CIDADANIA 94
Francisca Fabiana da Silva; Gleiber Dantas de Melo
SOCIOLINGUÍSTICA VARIACIONISTA: UMA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA PARA
NOVOS SOCIOLINGUÍSTICAS 95
Gilson Chicon Alves; Marcílio José Ferreira Nunes
A PRODUÇÃO DE POEMAS MULTIMODAIS: POR UMA PRÁTICA DE ENSINO
HÍBRIDO À LUZ DOS MULTILETRAMENTOS 96
Gina Cristina costa dos Santos; Débora Katiene Praxedes Costa Morais
PROPOSTA DE PRODUÇÃO DE NARRATIVAS DIGITAIS BIOGRÁFICAS A PARTIR
DA PEDAGOGIA DOS MULTILETRAMENTOS 97
Girlene Fernandes de Sousa; Moisés Batista da Silva
QUESTÕES POLÊMICAS EM SALA DE AULA: UMA VISÃO CRÍTICA POR
INTERMÉDIO DO GÊNERO NOTÍCIA 98
Hilma Liana Soares Garcia da Silva; Nathália Mariella de Meneses
TEXTO E INFORMATIVIDADE 99
Ivanete Dias Queiroz Costa; Cíntia Lúcia Silva Ferreira Caetano
A LÍNGUA EM USO: ANÁLISE DA VARIAÇÃO LINGUÍSTICA NO LIVRO DIDÁTICO 100
Jordânia Kally Freitas Duarte de Assis; Antonia Janny Chagas Feitosa; Terezinha Valentim
Tavares
POR QUE DISCUTIR LEITURA EM AULAS DE LÍNGUA MATERNA? 101
José de Paiva Rebouças; Regiane Santos Cabral de Paiva
A CRISE POLÍTICA BRASILEIRA NA VOZ DA IMPRENSA INTERNACIONAL 102
Josefa Francisca Henrique de Jesus; Antônio Luciano Pontes
AULA DE PORTUGUÊS: EXPERIÊNCIAS DE DISCENTES DO CURSO DE LETRAS
DURANTE OS ESTÁGIOS 103
Juliana Oliveira Barros de Sousa; Dannytza Serra Gomes; Maria Elias Soares
LEITURA E PRÁTICAS DISCURSIVAS ÉTNICO-RACIAIS EM AULAS DE LÍNGUA
PORTUGUESA 104
Lúcia de Fátima Araújo dos Santos; Meiridiana de Oliveira Queiroz; Francisca Maria de
Souza Ramos Lopes
“ENSINO DE LÍNGUA MATERNA: UM OLHAR BAKHTINIANO” 105
Manuelly Vitória de Souza Freire Xavier
LETRAMENTO DIGITAL: UMA PROPOSTA DE PRODUÇÃO DE NARRATIVAS
DIGITAIS NAS AULAS DE LÍNGUA PORTUGUESA 106
Mara Leane de Oliveira; Moises Batista da Silva
SOCIOLINGUÍSTICA VARIACIONISTA NA SALA DE AULA DO ENSINO
FUNDAMENTAL ATRAVÉS DO GÊNERO CONTO 107
Marcílio José Ferreira Nunes; Gilson Chicon Alves
PRODUÇÃO DE VÍDEOS E EMPODERAMENTO NO ENSINO FUNDAMENTAL:
BREVE OLHAR SOBRE REFERENCIAIS TEÓRICOS E GÊNEROS MULTIMODAIS
NA ESCOLA 108
Mari Cecilia Silvestre da Silva; Moisés Batista da Silva
REFLEXÕES SOBRE O ENSINO DA LEITURA E ESCRITA NA EDUCAÇÃO DE
JOVENS E ADULTOS 109
Maria Amélia da Silva Costa; Marcos Nonato de Oliveira
O CONCEITO DE TEXTO E SEUS ELEMENTOS COMPOSICIONAIS A PARTIR DE
DIFERENTES ABORDAGENS 110
Maria Bernadete de Santiago Ribeiro; Gison Chicon Alves
ENTRE CONCEITOS E PRECONCEITOS: RESSIGNIFICANDO O ESTUDO DAS
VARIAÇÕES LINGUÍSTICAS NO ENSINO FUDAMENTAL 111
Maria Cristiane Carvalho Costa; Nádia Maria Silveira Costa de Melo; Risoleide Rosa Freire
de Oliveira
DO "CANTO DE MURO" À SALA DE AULA: IMPRESSÕES SOBRE A OBRA DE LUÍS
DA CÂMARA CASCUDO 112
Maria da Conceição Silva Dantas Monteiro; Rafaela da Silva Cunha
A VARIAÇÃO LINGUÍSTICA: UM ESTUDO NO LIVRO DIDÁTICO DE LÍNGUA
PORTUGUESA 113
Maria do Socorro Souza Silva; Maria Aparecida de Souza Moura; Ana Paula de Oliveira
ANÁFORAS DIRETAS E INDIRETAS: IMPLICAÇÕES PARA A COMPREENSÃO
LEITORA 114
Maria Kellyane Gomes da Silva
A (RE)CONSTRUÇÃO DE REFERENTES NO PROCESSO DE RETEXTUALIZAÇÃO
DO GÊNERO ENTREVISTA EM AULAS DE LÍNGUA PORTUGUESA 115
Maria Kellyane Gomes da Silva
AS CONTRIBUIÇÕES DA “OLIMPÍADA DE LÍNGUA PORTUGUESA – ESCREVENDO
O FUTURO” NO PROCESSO DE LEITURA E ESCRITA NA 3ª SÉRIE DO ENSINO
MÉDIO 116
Maria Lidiana Costa; Maria do Socorro Souza Silva; Maria da Luz Duarte Leite Silva
MULTILETRAMENTO NA ESCOLA: PRODUÇÃO DE FANCLIP COM ALUNOS DO
NONO ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL 117
Maria Rosenilza Pereira Feitosa de Sousa; Ana Lorena dos Santos Santana
O ENFOQUE PRONOMINAL NO LIVRO DIDÁTICO DE PORTUGUÊS 118
Nádia Maria Silveira Costa de Melo
INICIAÇÃO À ESCRITA DA LÍNGUA MATERNA NAS ESCOLAS PÚBLICAS DE
ENSINO FUNDAMENTAL DO MUNICÍPIO DE MOSSORÓ/RN 119
Pedro Ramon Pinheiro de Souza; Themis Gomes Fernandes
UMA ANÁLISE CRÍTICA MULTIMODAL DO VÍDEO CLIPE “ GELO NA BALADA”
NUMA PERSPECTIVA DA GRAMÁTICA DO DESIGN VISUAL 120
Adalberto Barbosa Junior; Moisés Batista da Silva
TEXTO LITERÁRIO, RECURSO DIDÁTICO EM AULAS DE LÍNGUA? 121
Regiane Santos Cabral de Paiva; José de Paiva Rebouças
O ENSINO DE LITERATURA NO ENSINO FUNDAMENTAL II: UM DESAFIO PARA
PROFESSORES DO SÉCULO XXI 122
Symara Tâmara Fernandes Carlos
OS IMPACTOS DOS ESTUDOS LINGUÍSTICOS NO ENSINO DA LÍNGUA MATERNA:
UMA VISÃO REFLEXIVA E SOCIOINTERACIONISTA NA ABORDAGEM
GRAMATICAL 123
Tainan Santana da Silva
O PRAZER EM LERO O LOCAL: A LITERATURA DE AFONSO BEZERRA EM UMA
ESCOLA DO SEMIÁRIDO 124
Vanessa Karoline Monteiro Assunção; Cassia de Fatima Matos dos Santos
IDENTIDADE DOCENTE: UMA CONSTRUÇÃO A PARTIR DA PRÁTICA DE ENSINO 125
E ESTÁGIO SUPERVISIONADO
Francisca Vilani de Souza
ESTRATÉGIAS DOCENTES DE CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO SOBRE 126
LEITURA NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL
Alenilda de Oliveira Fernandes; Maria do Socorro da Silva Batista
GT4 – DISCURSOS E PRÁTICAS NO CAMPO DA EDUCAÇÃO
FORMAÇÃO DE PROFESSORES: UM ESTUDO SOBRE A CONTRIBUIÇÃO DO PIBID
NA ARTICULAÇÃO ENTRE TEORIA E PRÁTICA NO CURSO DE MATEMÁTICA DO
IFRN/CAMPUS MOSSORÓ 127
Aila Cristina de Souza; Aleksandre Saraiva Dantas
REFLEXÕES SOBRE O ENSINO DE MATEMÁTICA FINANCEIRA NAS ESCOLAS
PÚBLICAS DE MOSSORÓ 128
Aleksandre Saraiva Dantas; Idalecio Gomes Dantas
A EVASÃO NO CURSO TÉCNICO DE NÍVEL MÉDIO SUBSEQUENTE EM MECÂNICA
DO IFRN/CAMPUS MOSSORÓ SOB A PERSPECTIVA DOS PROFISSIONAIS 129
Ana Maria de Oliveira Castro; Arilene Maria Soares de Medeiros
PRODUÇÕES ACADÊMICAS SOBRE AVALIAÇÃO EXTERNA NA EDUCAÇÃO: O
DEBATE EM REVISTAS QUALIFICADAS (2000 A 2016) 130
Clarice Nunes Peixoto; Allan Solano Souza
LEITURA, IDENTIDADE RACIAL PERSPECTIVAS DISCURSIVAS 121
Dayvison Bandeira de Moura; Maria Aparecida Monteiro da Silva
DA EJA AO CEJA: DAS POLÍTICAS PARA EJA AO ENSINO SEMIPRESENCIAL DOS
CEJA NO CEARÁ 132
Edillene Rodrigues da Silva; Lilian de Oliveira Rodrigues
INTERTEXTUALIDADE E PRODUÇÃO TEXTUAL: UM RECORTE DE PRÁTICA
DOCENTE 133
Francisca Berlandia Alcineide Silva Paiva; Francisca Camila Alves Feitosa; Daniella
Katherine de Oliveira
FORMAÇÃO COM UM RIGOR OUTRO EXPERIÊNCIAS DA DISCIPLINA DO
MESTRADO EM EDUCAÇÃO 134
Francisca Elza Torres Fernandes; Érica Renata Clemente Rodrigue; Joaquim Gonçalves
Barbosa
PIBID: POLÍTICA PÚBLICA EDUCACIONAL PARA A FORMAÇÃO DE PROFESSORES 135
Francisca Verônica Pereira Moreira; Mariluze Riani Diniz dos Santos; Sílvia Maria Costa
Barbosa
LETRAMENTO, CINEMA, REALIDADE 136
Georgiana Maria Ferreira da Costa; Marlucia Barros Lopes Cabral
A DEMOCRACIA E A REGULAMENTAÇÃO NA INCLUSÃO DOS FILHOS DE CASAIS
HOMOPARENTAIS NO ESPAÇO ESCOLAR EM NATAL/RN 137
Gualber Pereira Silva de Oliveira; Arilene Maria Soares de Medeiros
CONSELHO DE CLASSE: REFLETINDO A PRÁTICA AVALIATIVA SOB UM OLHAR
CONSTRUTIVISTA 138
Kelvilane Queiroz dos Santos; Maria das Graças de Oliveira Pereira
A LEITURA NA SALA DE AULA: CONCEPÇÕES E PRÁTICAS DOCENTES 139
Klebia Ribeiro da Costa
A PESQUISA QUALITATIVA EM EDUCAÇÃO: NAS TRILHAS DO MÉTODO 140
(AUTO)BIOGRÁFICO
Marcos Randall Oliveira de Freitas; Glaedes Ponte de Carvalho Sousa
PROJETO JOVEM DE FUTURO: ANÁLISE DAS PRODUÇÕES ACADÊMICAS DE 2008
A 2013 141
Maria Valnice da Silva
GESTÃO DEMOCRÁTICA NOS NÚCLEOS DE EDUCAÇÃO RURAL NO MUNICÍPIO
DE MOSSORÓ-RN 142
Maria Nilza Batista Luz; Francisca de Fátima Araújo Oliveira
A CONSCIENCIA CORPORAL NAS AULAS DE LÍNGUA PORTUGUESA: UM OLHAR
SOB O DISCURSO E A PRÁTICA DOCENTE 143
Marineide Furtado Campo
A PRÁTICA DO DIÁRIO DE PESQUISA PARA A COMPREENSÃO DA
MULTIRREFERENCIALIDADE 144
Maritza Waleska Arruda; Joaquim Gonçalves Barbosa; Mayra Fernandes Rodrigues Ribeiro
FORMAÇÃO DE PROFESSORES PARA A CLASSE HOSPITALAR: AUTOBIOGRAFIA
COMO INOVAÇÃO PEDAGÓGICA DE AUTOFORMAÇÃO 145
Sandra Maia Farias Vasconcelos; Maria Neurielli Figueiredo Cardoso; Ingrid Letícia Borges
Carvalho
AS FASES DA ESCRITA DA CRIANÇA SEGUNDO EMÍLIA FERREIRO E ANA
TEBEROSKY: UMA ANÁLISE DA APLICABILIDADE DA TEORIA
Thamires de Sousa Paiva; Maria Taiza Naiara da Silva Luz 146
SUBJETIVIDADE E GESTÃO NA VOZ DE GESTORES ESCOLARES 147
Thayse Mychelle de Aquino Freitas; Arilene Maria Soares de Medeiros
PODER LOCAL E GESTÃO DEMOCRÁTICA DA REDE PÚBLICA MUNICIPAL DE
ENSINO DE TERESINA 148
Wilson Pereira Gomes de Oliveira; Arilene Maria Soares de Medeiros
GT5 – ENSINO DE MÚSICA NOS MÚLTIPLOS CONTEXTOS: PERSPECTIVAS,
EXPERIÊNCIAS, PRÁTICAS E FORMAÇÃO CONTINUADA
CONCEPÇÕES DOS PROFESSORES SUPERVISORES A RESPEITO DA PRÁTICA 149
PEDAGÓGICOA MUSICAL NO PROGRAMA PIBID/MÚSICA/UERN
Alexandre Milne-Jones Náder; Romário Pereira da Silva
A CANTORIA EM MOSSORÓ: PRINCIPAIS ESTRATÉGIAS, SITUAÇÕES DA 150
APRENDIZAGEM E PERFORMANCE MUSICAL
Alexandre Milne-Jones Náder; Kim Farias Baggio Nicola; Antonio Joelson da Silva Neto
ENSINO DE MÚSICA NAS ESCOLAS DA REDE MUNICIPAL DE PAU DOS FERROS –
RN: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA 151
Anne Valeska Lopes da Costa
BATENDO O PEZINHO – CONSIDERAÇÕES SOBRE A MARCAÇÃO DE COMPASSOS
NAS BANDAS DE MÚSICA 152
Antônio Carlos Batista de Souza; Irsi Emanuella Castro Nascimento
PARA ENTENDER MELHOR AS QUIÁLTERAS 153
Antônio Carlos Batista de Souza
A VALORIZAÇÃO DO REPERTÓRIO DO ALUNO (A) EM ESCOLA ESPECIALIZADA
DE MÚSICA 154
Fábio Roberto Monteiro de Lima
AMBIENTES VIRTUAIS DE APRENDIZAGEM: A UTILIZAÇÃO DE JOGOS ONLINE
PARA O ENSINO MÚSICA NO ENSINO MÉDIO 155
Gibson Alves Marinho da Silva; Giann Mendes Ribeiro
AS PRÁTICAS MUSICAIS DESENVOLVIDAS NAS ESCOLAS ESTADUAIS EM
MOSSORÓ- RN: UM ESTUDO DE CASO EM TRÊS ESCOLAS CONTEMPLADAS COM
O PROJETO PIBID MÚSICA/UERN 156
José Ozenildo Freire dos Santos; Elizabeth Freire Maciel da Silva; Juliana de Oliveira
Revoredo Souza
POLUIÇÃO SONORA, MEIO AMBIENTE E MÚSICA: REFLEXÕES E RELATO DE
UMA PRÁTICA INTERDISCIPLINAR EM SALA DE AULA 157
Luís Fernandes de Moura; Jean Mac Cole Tavares Santos
ENSINO DE MÚSICA E QUALIDADE DO ENSINO: RELATO DE EXPERIÊNCIA EM
UMA ESCOLA PÚBLICA DO MUNICÍPIO DE MOSSORÓ-RN 158
Luís Fernandes de Moura; Giann Mendes Ribeiro
EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TÉCNICA EM MÚSICA: UM LEVANTAMENTO
BIBLIOGRÁFICO NOS ANAIS DA ANPPOM E ABEM (2001-2013) 159
Ruãnn Cézar Cezário Silva; Giann Mendes Ribeiro
GT6 – LINGUAGEM LITERÁRIA CONTEMPORÂNEA: O NARRADOR E O EU
LÍRICO
TEATRALIDADE E IDENTIDADE EM NARRATIVAS DE CLARICE LISPECTOR 160
Maria da Luz Duarte Leite Silva; Albert Ítalo Leite Ferreira; Francisco Helton Duarte Leite
DOIS LADOS DO ATLÂNTICO: A CIDADE EM POEMAS DE FERREIRA GULLAR E
MANUEL DE FREITAS 161
Alexandre Bezerra Alves
O FOCO NARRATIVO EM “O DOCE BLUE DAS HIENAS”: QUESTÕES DE
DESPERSONALIZAÇÃO E CONSCIÊNCIA 162
Ana Emília de Lima Ferreira
O DISCURSO DO ESTADO NA VOZ DO NARRADOR DE “OBJETOS
PERTENCENTES A FERNANDO B, MISTERIOSAMENTE DESAPARECIDO” 163
Ana Emília de Lima Ferreira
O EFEITO DE ESTRANHAMENTO COMO ELEMENTO CATALISADOR DO
FANTÁSTICO NO CONTO ELISA DE MURILO RUBIÃO 164
Ana Keila Tavares de Souza
OPRESSÃO E AGRESSÃO NO CONTO “TERÇA-FEIRA GORDA” DE CAIO
FERNANDO ABREU 165
Ana Keila Tavares de Souza
O SUJEITO CONTEMPORÂNEO: UMA ANÁLISE DO CONTO FELIZ ANO NOVO DE
RUBEM FONSECA 166
Ana Paula Lima Carneiro; Ananeri Vieira de Lima
O ANTI-HERÓI DA NOSSA GENTE: ALGUNS ASPECTOS DA OBRA "MACUNAÍMA"
DO ESCRITOR MÁRIO DE ANDRADE 167
Carlos Gildevan Alves e Silva; Gabriela Castro Marques
REPRESENTAÇÕES DO COTIDIANO BRASILEIRO NA POESIA DE FRANCISCO
ALVIM 168
Cássia de Fátima Matos dos Santos; Cristiane Rayssa Morais Mota
LITERATURA E SOCIEDADE: ASPECTOS DA VIOLÊNCIA SOCIAL BRASILEIRA
NOS CONTOS DE MARCELINO FREIRE 169
Claudiana Ferreira Almieda do Nascimento
DA MEMÓRIA INDIVIDUAL À COLETIVA: A VISÃO DO INFERNO NO IMAGINÁRIO
LITERÁRIO POPULAR 170
Eduarda Maria Moreira Lopes Lins
NOSTALGIA E MELANCOLIA NAS CRÔNICAS DE MILTON HATOUM 171
Francisca Wilma da Silva; Alexandre Bezerra Alves
FABULAÇÕES INSÓLITAS EM “OS DRAGÕES NÃO CONHECEM O PARAÍSO”, DE
CAIO FERNANDO ABREU 172
Francisco Aedson de Souza Oliveira; José Vilian Manguera
O HOMEM, AS COISAS E O MUNDO: SUBJETIVISMO E FORÇA POÉTICA EM
FERREIRA GULLAR 173
Francisco Gesival Gurgel de Sales
IDENTIDADE E VARIAÇÃO LINGUÍSTICA EM A HORA DA ESTRELA DE CLARICE
LISPECTOR 174
Francisco Helton Duarte Leite; Maria da Luz Duarte Leite Silva; Albert Ítalo Leite Ferreira
ENTRE O CÂNONE E A MARGEM: O CONTISTA LIMA BARRETO 175
Francisco Humberlan Arruda de Oliveira
O EU-LÍRICO E SENTIMENTO DO MUNDO: RELAÇÕES POÉTICAS ENTRE ZILA
MAMEDE E DRUMMOND 176
Janaina Silva Alves
ESPERAS TRÁGICAS, SILÊNCIOS OPACOS: DUAS CRÔNICAS DE MILTON
HATOUM 177
Joana Tamires Silveira Bezerra
O ROMANCE COMO TEORIA: UMA REFLEXÃO SOBRE A ESCRITA-A-PENSAR 178
José Dércio Braúna
CRIME E CASTIGO: RASKÓLNIKOV E A MENTALIDADE REVOLUCIONÁRIA 179
José Heitor Barbosa
A IMAGEM DISTORCIDA NO ESPELHO: O JOGO DO DUPLO EM DOIS IRMÃOS, DE
MILTON HATOUM 180
Kalyn Kegia Cardoso Bezerra Costa
MEMÓRIA E ESPAÇO NOS CONTOS O CINTURÃO, DE GRACILIANO RAMOS, E
RESTOS DO CARNAVAL, DE CLARICE LISPECTOR 181
Leandro Lopes Soares; Maria Edileuza da Costa
O SILÊNCIO EMBRUTECIDO EM VIDAS SECAS: A NARRATIVA PERPLEXA 182
Lidiane Morais Fernandes
A POESIA CONCRETA EM BANDEIRA E LEMINSKI 183
Marcos Antonio de Oliveira
UMA LEITURA DO ROMANCE "RASTEJO", DE HUMBERTO HERMENEGILDO DE
ARAÚJO 184
Maria da Conceição Silva Dantas Monteiro
IDENTIDADE E VARIAÇÃO LINGUÍSTICA EM A HORA DA ESTRELA DE CLARICE
LISPECTOR 185
Maria da Luz Duarte Leite Silva; Albert Ítalo Leite Ferreira; Francisco Helton Duarte Leite
MACUNAÍMA: O HERÓI SEM NENHUM CARÁTER OU O HERÓI SEM NENHUM
CARÁTER DEFINIDO? 186
Maria do Socorro Souza Silva; Ana Paula de Oliveira; Maria Lidiana Costa
A CASA E A RUA: A REPRESENTAÇÃO DO “LUGAR” E DO “NÃO LUGAR” NO
CONTO “A CHAVE NA PORTA” DE LYGIA FAGUNDES TELLES 187
Mônica Valéria Moraes Marinho; Rosaly Ferreira da Costa Santos
O SILÊNCIO E O INACABADO EM QUATRO-OLHOS, DE RENATO POMPEU 188
Paulo Guilhermino dos Santos
JORGE DE LIMA E JORGE FERNANDES: UMA REPRESENTAÇÃO REGIONAL 189
Paulo Ricardo Fernandes Rocha; Rayane Kely de Lima Fernandes
O NARRADOR NOS CONTOS FANTÁSTICOS: “TELECO, O COELHINHO” E “O
PIROTÉCNICO ZACARIAS”, DE MURILO RUBIÃO 190
Rayane Kely de Lima Fernandes; Paulo Ricardo Fernandes Rocha
O CONFRONTO ENTRE O ESPAÇO DO POSSÍVEL E DO IMPOSSÍVEL NO CONTO
“NATAL NA BARCA” DE LYGIA FAGUNDES TELLES 191
Rosaly Ferreira da Costa Santos; Antonia Marly Moura da Silva
INFÂNCIA, ESPAÇO E MEMÓRIA EM “ROUPA NO CORADOURO”, DE JOSÉ J.
VEIGA 192
Samea Rafaela Lopes da Silva Diógenes
NARRAÇÃO ENTRE MUNDOS EM PAYS SANS CHAPEAU (1997) DE DANY
LAFERRIÈRE 193
Tarcyene Ellen Santos da Silva
A TOPOÁNALISE NO CONTO CONTEMPORÂNEO BRASILEIRO “O CAVALO QUE
BEBIA CERVEJA” DE JOÃO GUIMARÃES ROSA 194
Will Wanderkelly de Freitas Ribeiro; Sebastião Marques Cardoso
GT7 – INFORMAÇÃO, CULTURA E PRÁTICAS SOCIAIS
SOCIALIZAÇÃO POR MEIO DO DISCURSO NA FANPAGE MOVIMENTO VAMOS
JUNTAS: IDENTIDADE, EMPODERAMENTO E SUBJETIVIDADES 195
Bany Narondy Cabral Lima
VISIBILIDADE MIDIÁTICA: REFLEXÕES SOBRE A PRÁTICA DA SELFIE DE RISCO
NA CONTEMPORANEIDADE 196
Camila Prisicila Lopes; Maria das Graças Pinto Coelho
DISCUTINDO A MIDIATIZAÇÃO: REFLEXÕES ACERCA DO CONCEITO E SUAS
IMPLICAÇÕES NA VIDA COTIDIANA 197
Elenilda Dias de Souza Carlos
DISCURSOS E EMOÇÕES EM DISPUTA: ANÁLISE DOS COMENTÁRIOS SOBRE O
IMPEACHMENT DE DILMA ROUSSEF NA PÁGINA DA VEJA NO FACEBOOK 198
Geilson Fernandes de Oliveira; Maria das Graças Pinto Coelho
SER FELIZ HOJE: O CORPO COMO SUPERFÍCIE DE DISCIPLINAMENTO PARA
CONQUISTA DA FELICIDADE 199
Karla Jane Eyre da Cunha Bezerra Souza; João Paulo Pereira
UM CEMITÉRIO QUE FAZ SEU SEGUIDOR MORRER DE RIR: ESTUDO DE CASO DA
GESTÃO DE MARCA DO JARDIM DA RESSURREIÇÃO NO FACEBOOK 200
Maria Naftally Dantas Barbosa; Washington Sales do Monte
AS MANIFESTAÇÕES PELO FORA TEMER NAS OLIMPÍADAS: UMA ANÁLISE
CRÍTICA DO DISCURSO JURÍDICO-MIDIÁTICO 201
Renatha Rebouças de Oliveira
O FENÔMENO DO CONSUMO ENQUANTO ELEMENTO IDENTITÁRIO E DE
SOCIABILIDADE NA CONTEMPORANEIDADE 202
Shemilla Rossana de Oliveira Paiva
GT8 – FORMAÇÃO E PRÁTICAS DE PROFESSORES DE LÍNGUA INGLESA
A EMERGÊNCIA DE EPÊNTESE VOCÁLICA POR APRENDIZES POTIGUARES DE
LÍNGUA INGLESA 203
Anderson Romário Souza Silva; Clerton Luiz Félix Barboza; Miriam Gurgel da Silva
CONSTRUÇÃO DA INTERFONOLOGIA DO INGLÊS POR APRENDIZES
BRASILEIROS DE DIFERENTES ABORDAGENS DE ENSINO 204
Andrea Moniky Morais de Freitas; Clerton Luiz Felix Barboza
A LÍNGUA INGLESA NA EJA E SEU PAPEL NA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL 205
Francisco de Assis Filho
ENSINO DE INGLÊS EM TURMAS NUMEROSAS: CARACTERIZAÇÃO DO CURSO
TÉCNICO DE NÍVEL MÉDIO INTEGRADO EM INFORMÁTICA 206
Geraldo Máximo da Silva; Samuel de Carvalho Lima
METODOLOGIA PARA O ENSINO DE INGLÊS: UMA ANÁLISE COMPARATIVA DOS
PROCEDIMENTOS EM DOIS CONTEXTOS 207
Janeide Ferreira Dantas; José Roberto Alves Barbosa
CONHECIMENTO PRÉVIO E LEITURA: O GÊNERO CHARGE E SUAS IMPLICAÇÕES
PARA A PROMOÇÃO DE LETRAMENTOS NA AULA DE INGLÊS 208
Karliane Gomes da Silva; Jorge Luis Queiroz Carvalho
O USO DO GÊNERO CARTÃO POSTAL NO ENSINO DA ESCRITA EM LÍNGUA
INGLESA: UMA PROPOSTA DE SEQUÊNCIA DIDÁTICA 209
Márcio Simão do Nascimento Mendes; Kledson Luã da Silva Honório; Maria Adriana Sousa
Moraes
REFLEXÕES ACERCA DA RELAÇÃO ENTRE A PRÁTICA DO PROFESSOR DE
LÍNGUA INGLESA COM AS ABORDAGENS DE ENSINO 210
Miriam Gurgel da Silva; Clerton Luiz Felix Barboza; Anderson Romário Souza Silva
O LÚDICO NO ENSINO DE LÍNGUA INGLESA 211
Valério Silveira de Góis
SEQUÊNCIAS DIDÁTICAS NO ENSINO MÉDIO: ENSINO DE ESCRITA COM O
GÊNERO SINOPSE 212
Vanessa Raíssa Benevides Oliveira; Everton Moura dos Santos; Lauany Christina da Fonsêca
O USO DOS GÊNEROS TEXTUAIS/DISCURSIVOS NAS AULAS DE LÍNGUA
INGLESA DO ENSINO MÉDIO 213
Vanessa Raíssa Benevides Oliveira; Adriana Morais Jales
ABORDAGEM COMUNICATIVA DE ENSINO DE LÍNGUAS: UMA QUEBRA DE
PARADIGMAS 214
Wanderley da Silva
INGLÊS INSTRUMENTAL: HISTÓRICO E PRESSUPOSTOS TEÓRICOS 215
Wanderley da Silva
USO DE SEQUÊNCIA DIDÁTICA PARA O ENSINO DA HABILIDADE DE ESCRITA
EM LÍNGUA INGLESA COM O GÊNERO TEXTUAL E-MAIL 216
Wanessa Lidiane da Costa Lopes; Márcio Simão do Nascimento
GT9 – SUJEITO E COTIDIANO
TESTEMUNHOS NA CNV: A CONSTRUÇÃO DA VERDADE POR SUJEITOS
VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA DA DITADURA NA INFÂNCIA 217
Camila Praxedes de Brito; Francisco Paulo da Silva
MARCELO NUNES COELHO: ESTUDO DE UM CASO IMPROVÁVEL DE SUCESSO
ESCOLAR 218
Ciro Oliveira Ferreira; Maria Marlene de Oliveira Ferreira
VOZES DO SERTÃO: CULTURA, IDENTIDADE E LITERATURA DE CORDEL 219
Ênia Ramalho dos Santos; Lilian de Oliveira Rodrigues
VARIANTES LINGUÍSTICAS: UM ESTUDO SOBRE DIFERENTES LINGUAGENS EM
MEIO Á FEIRA LIVRE DE PATU 220
Fernanda Gomes Filgueira; Fabiana Gomes Filgueira; Antonina Roberta Menezes
FRANCISCO DE ASSIS E A RESISTÊNCIA À NORMOSE 221
Joscelito Marques Ferreira; Karlla Christine Araújo Souza; Ailton Siqueira de Sousa Fonseca
ENTRE A PROTEÇÃO DA SALA E O CALOR DO CHÁ: O DISCURSO DO AMOR E DO
DESAMOR EM BORDADOS 222
Maria Adriana Nogueira; Sebastião Francisco de Mesquita; Geilson Fernandes de Oliveira
O ROMANCE E O FEMININO EM LENDO LOLITA EM TEERÃ, DE AZAR NAFISI 223
Maria Adriana Nogueira; Sebastião Francisco de Mesquita; Pâmella Rochelle Rochanne Dias
de Oliveira
A UTILIZAÇÃO DOS ESPAÇOS CULTURAIS DE MOSSORÓ-RN, ENTRE OS JOVENS
DE 15 ANOS A 19 ANOS DE IDADE 224
Osvaldo da Cunha
SUBJETIVIDADE E AMOR NO TINDER: UMA ANÁLISE SOBRE A CONSTRUÇÃO
DOS LAÇOS HUMANOS NA CONTEMPORANEIDADE 225
Pamella Rochelle Rochanne Dias de Oliveira; Fábio Rodrigo Fernandes Araújo; Geilson
Fernandes de Oliveira
ENTRE O MEDO E A ESPERANÇA: O SUJEITO EM CRISE 226
Pedro Augusto Prudêncio de Carvalho Filho; Ailton Siqueira de Sousa Fonseca; Carlos Cesar
Carneiro dos Santos Alves
ENCONTRO COM O RIGOR OUTRO DA MULTIRREFERENCIALIDADE 227
Priscilla Tatianne Dutra; Joaquim Gonçalves Barbosa;
A IDENTIDADE DO PROFESSOR: AVANÇOS E RETROCESSOS NA ATUAL
CONJUNTURA SOCIAL 228
Themis Gomes Fernandes; Pedro Ramon Pinheiro de Souza
GT10 – TRABALHO, QUESTÃO SOCIAL, DIREITOS SOCIAIS E POLÍTICAS
PÚBLICAS
PORTUGUÊS FALADO NOS PALOP: UMA QUESTÃO DE POLÍTICA PÚBLICA,
DADOS DO PROFALA 229
Ana Angélica Lima Gondim; Juliana Oliveira Barros de Sousa; Maria Elias Soares
JORNALISMO PRECÁRIO: IMPACTOS DA NOVA MORFOLOGIA DO TRABALHO NO
JORNALISMO IMPRESSO 230
Cláudio Cesar Palheta da Costa Junior
CONCEPÇÃO E REFLEXÃO SOBRE A EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS - EJA 231
NO IFRN (CAMPUS MOSSORÓ) NA PERSPECTIVA DOS DIREITOS SOCIAIS
Magnólia Maria da Rocha Melo; João Paulo de Oliveira; Ana Cristina Almeida de Oliveira
HISTÓRIAS DE VIDAS DE ABANDONO NA TERCEIRA IDADE 232
Mara Betânia Jales dos Santos; Sandra Maria Pereira Lima
QUESTÃO SOCIAL E O TRABALHO DO ASSISTENTE SOCIAL NO CENTRO DE 233
REFERÊNCIA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL - CRAS
Marli Barbosa da Silva
GT11 – FILOSOFIA, LINGUAGEM E SOCIEDADE
CONCEITUALIZANDO O ESTADO E O MERCADO: UMA ABORDAGEM COGNITIVA 234
Francisco Marcos de Oliveira Luz
O SER-TÃO LINGUÍSTICO DE RIOBALDO EM GRANDE SERTÃO: VEREDAS A
PARTIR DA FENOMENOLOGIA DA LINGUAGEM EM MERLEAU-PONTY 235
José Francisco das Chagas Souza; Ivanaldo de Oliveira Santos
LETRAMENTO LABORAL: RUMOS DAS PESQUISAS SOBRE AS ESCRITAS NO
TRABALHO 236
Klébia Ribeiro da Costa; Ana Maria de Oliveira Paz
GT12 – MÍDIA, IMAGEM E SOCIEDADE
ANÁLISE TEXTUAL DISCURSIVA: REPRESENTAÇÕES DISCURSIVAS DE DILMA
ROUSSEFF EM UM DISCURSO POLÍTICO 237
Albaniza Brigida de Oliveira Neta; Maria Eliete de Queiroz
PIXOTE: A LEI DO MAIS FRACO E ESCRITORES DA LIBERDADE: AS RELAÇÕES
IDENTITÁRIAS DE SIMILITUDE E DESSEMELHANÇA NAS DUAS PELÍCULAS NA
VISADA DOS ESTUDOS CULTURAIS 238
Ana Rafaela Oliveira e Silva; Francisco Vieira da Silva
JORNALISMO E HEGEMONIA: APONTAMENTOS SOBRE O PAPEL DA MÍDIA NA
CONSTRUÇÃO HEGEMONIA CAPITALISTA 239
Cláudio Cesar Palheta da Costa Junior
CONCEPTUALIZANDO O ESTADO E O MERCADO: UMA ABORDAGEM
COGNITIVISTA 240
Francisco M. de O. Luz; Aline Maria Alvez; Francisca Vanessa Queiroz Lima
O USO DA PSICANÁLISE NA CRÍTICA CINEMATOGRÁFICA FEMINISTA 241
Hionne Mara da Silva Câmara; Aline Gama de Almeida
IMAGEM E VIOLÊNCIA SIMBÓLICA: NEGAÇÃO DO INDÍGENA EM REPORTAGEM
TELEVISIVA NO JN E O ATIVISMO NA INTERNET 242
Izaíra Thalita da Silva Lima; Higo da Silva Lima
A VERBO-VISUALIDADE: UM OLHAR PARA AS RELAÇÕES DIALÓGICAS NA CAPA
DA REVISTA MUNDO ESTRANHO 243
Maria Fabiana Medeiros de Holanda; Maria da Penha Casado Alves
IMAGENS E FANTASIA NA PUBLICIDADE INFANTIL 244
Maria Soberana de Paiva; Karlla Christine Araújo Souza; Jucieude de Lucena Evangelista
O DISCURSO POLÍTICO EM ANÁLISE: O ESTUDO DA REPRESENTAÇÃO
DISCURSIVA 245
Maria Veridiana Franco; Maria Eliete de Queiroz
ALICE NO PAÍS DA ESTÉTICA: A JORNADA DE UMA HEROÍNA NO MUNDO
SOMBRIO 246
Natanael da Silva Leão
O EU E A ESCRITA DE SI NO BLOG CEM HOMENS: SUBJETIVIDADE E GÊNERO NO
CIBERESPAÇO 247
Pâmella Rochelle Rochanne Dias de Oliveira; Geilson Fernandes de Oliveira; Maria Adriana
Nogueira
ESPAÇO URBANO E COMUNICAÇÃO 248
Paula Apolinario Zagui
DA EDUCAÇÃO À CIDADANIA: ESTUDO DE CASO CENTRADO NO PROGRAMA
RADIOJORNALÍSTICO MATUTINO BORBOREMA 249
Priscilla Tatianne Dutra
A RÁDIO ESCOLAR COMO INSTRUMENTO PEDAGÓGICO INTERDISCIPLINAR 250
Sara Paula de Lima Morais Silva; Caroline Aires de Macedo; Emanuelle Kelly Alves de Souza
DISCURSO E ESPETACULARIZAÇÃO DA NOTÍCIA: ESTUDO DE CASO ISABELLA
NARDONI NA REVISTA VEJA 251
Sullianny Batista Da Cunha
DA COLABORAÇÃO À NOTÍCIA - O DISCURSO JORNALÍSTICO E A SUA RELAÇÃO
DE PODER ENTRE O APP COMUNIQ E O PORTAL NE10 252
Tereza Suyane Alves de França
GT13 – OLHARES PARA O ENSINO/APRENDIZAGEM DA LÍNGUA ESPANHOLA
E PARA AS LITERATURAS ESPANHOLA E HISPANOAMERICANAS
MÉTODOS E ABORDAGENS: ALGUMAS REFLEXÕES 253
Diva Wellk de Oliveira Santos; Pedro Adrião da Silva Junior
BILINGUISMO PARAGUAIO E SUA RELAÇÃO SOCIOCOMUNICATIVA 254
José Rodrigues de Mesquita Neto
GÊNERO DO DISCURSO E LETRAMENTO DIGITAL: ESTADO DO CONHECIMENTO
SOBRE A RELAÇÃO ENTRE AS PRÁTICAS DE LEITURA EM MATERIAL
DIDÁTICO DE LÍNGUA ESPANHOLA NA EAD 255
Luanna Melo Alves; Samuel de Carvalho Lima
AS FIGURAS IDENTITÁRIAS EM AULAS DE ESPANHOL COMO LÍNGUA
ESTRANGEIRA: REFLEXÕES SOBRE POSSÍVEIS CAMINHOS 256
Marina Maria da Glória Gomes
INTERFÊNCIAS LINGUÍSTICAS NA ESCRITA DE HISPANOFALANTES NA
APRENDIZAGEM DO PORTUGUÊS COMO LÍNGUA ESTRANGEIRA 257
Marta Regina de Oliveira
ENSINO E APRENDIZAGEM DE ESPANHOL COMO LÍNGUA ESTRANGEIRA: QUE
ABORDAGEM UTILIZAR? 258
Marta Regina de Oliveira; José Rodrigues de Mesquita Neto
EL DESAFIO DE LA ENSEÑANZA DE ESPAÑOL EN LAS TURMAS DE NÍVEL
FUNDAMENTAL EN EL BRASIL EM LOS DÍAS ACTUALES 259
Rosângela Sâmara Rodrigues dos Santos; Diva Wellk de Oliveira Santos
IMPLICATURAS E INFERÊNCIAS CONVERSACIONAIS: UMA ANÁLISE DA
VIOLAÇÃO DAS MÁXIMAS GRICEANAS DE CHARGES E TIRINHAS EM LÍNGUA
ESPANHOLA 260
Rosivânia Maria da Silva; Pedro Adrião da Silva Junior
LAZARILLO DE TORMES NA SALA DE AULA: PROPOSTAS DIDÁTICAS PARA O
ENSINO DA HABILIDADE LEITORA EM ESPANHOL COMO LE 261
Vitoria Girlianny Mendes da Silva
PÔSTER
A PRODUÇÃO E A COMPREENSÃO DOS ELEMENTOS COESIVOS NA PRODUÇÃO
DE TEXTOS INFANTIS 262
Alyssa Kayne de Queiroz dos Santos Lima; Ana Carolina Celino Amorim; Luana Járdila dos
Santos
CHARGE: UMA LEITURA DISCURSIVA SOB A PERSPECTIVA DA ANÁLISE DO
DISCURSO FRANCESA 263
Amanda Mikaelly Nobre de Souza; Bárbara Viviany de Souza; Jailson José dos Santos
ENIGMAS DE UM CORPO FANTÁSTICO: UM ESTUDO DE DOIS CONTOS DE
CADEIRAS PROIBIDAS DE IGNÁCIO DE LOYOLA BRANDÃO 264
Ana Laura Oliveira Lopes; Leylyane Rafaela Silveira de Negreiros; Monica Valéria Moraes
Marinho; Antonia Marly Moura da Silva
O SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE E O BOOM DAS PRIVATIZAÇÕES: ENTRE O
DIREITO E A NEGAÇÃO 265
Ana Paula de Assis França; Larissa Jessica Ferreira de Souza; Iana Vasconcelos Moreira
Rosado
RETEXTUALIZAÇÃO E ANÁLISE DE GÊNEROS COMO ESTRATÉGIAS DIDÁTICAS
PARA O ENSINO DA LÍNGUA PORTUGUESA 266
Anderson Victor Gonçalves de Medeiros; Kêmila Kelly Costa Bezerra; Jammara Oliveira
Vasconcelos de Sá
O ENSINO DE VIOLÃO NO PROJETO SESI ARTE MOSSORÓ (RN): CONTRIBUIÇÕES
PARA A PRÁTICA DOCENTE 267
Andrê Medeiros de Paula Firmino; Renan Colombo Simões
A ARTE DE ANTONIO FRANCISCO LISBOA: “OS PROFETAS” E A ELIPSE
BARROCA 268
Ane Keila Ferreira Nunes; Leila Maria de Araújo Tabosa
AS MEMÓRIAS DO NARRADOR NOS CONTOS “TREZENTAS ONÇAS” E “O ANJO A
VITÓRIA” DE JOÃO SIMÕES LOPES NETO 269
Angela Maria da Silva; Elineuda Maria de Andrade; Larissa Cristina Viana Lopes
REFLEXÕES ACERCA DA IMPORTÂNCIA DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM
LÍNGUA INGLESA NA FORMAÇÃO DA IDENTIDADE DOCENTE 270
Aniole Sueny Cortês de Sousa; José Maria Fernandes da Costa; Obédia Oliveira da Silva
O GÊNERO PROPAGANDA NO DESENVOLVIMENTO DAS PRÁTICAS DE
LINGUAGEM DOS ALUNOS: EXPERIÊNCIA DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO 271
Antonia Jany da Silva; Luíza Rodrigues do Nascimento; Maria Leidiana Alves
ESTRATÉGIAS DIDÁTICAS PARA ALFABETIZAR ALUNOS EM FASE PRÉ-
SILÁBICA: UM ESTUDO DE CASO 272
Antonia Taizi Costa de Medeiros; Suzana Medeiros de Carvalho; Eva Siqueira da Rocha; Ana
Gabriela de Souza Seal
VARIANTES LINGUÍSTICAS: UM ESTUDO SOBRE DIFERENTES LINGUAGENS EM
MEIO Á FEIRA LIVRE DE PATU 273
Antonina Roberta Menezes; Fabiana Gomes Filgueira; Fernanda Gomes Filgueira
DO CONHECIMENTO ACADÊMICO À PRÁTICA: O ENSINO DE GRAMÁTICA NA
ESCOLA 274
Antonio Pablo Moura Lima; Hubeônia Morais de Alencar
RELATÓRIO DA COMISSÃO DA VERDADE POSIÇÕES-SUJEITO E EFEITOS DE
SENTIDO 275
Antonio Pablo Moura Lima;
O ENSINO DA ESCRITA NA LÍNGUA INGLESA UTILIZANDO O GÊNERO TEXTUAL
CHAT 276
Antonio Tássio Ferreira de Oliveira; Carlos Emerson de Souza Santos; Everton Moura dos
Santos
MEMES: UMA ANÁLISE DO CONTEXTO SOCIOPOLÍTICO BRASILEIRO 277
Aristóteles Sousa Ferreira; Lývia Lorena de Souza Dantas; Thâmara Soares de Moura;
Luciana Fernandes Nery
ANÁLISE DO GÊNERO NOTÍCIA À LUZ DAS TEORIAS BAKHTINIANAS 278
Bárbara Luíza Alves Rubio; Maria Caroline Andrade de Lima; Jammara Oliveira Vasconcelos
de Sá
O GÊNERO CRÔNICA COMO ELEMENTO AUXILIADOR NO DESENVOLVIMENTO
DAS HABILIDADES DE LEITURA E ESCRITA: EXPERIÊNCIA DO ESTÁGIO
SUPERVISIONADO 279
Bruna Luíza Rodrigues do Nascimento; Antonia Jany da Silva; Sueilton Junior Braz de Lima
O ENSINO DA ESCRITA NA LÍNGUA INGLESA UTILIZANDO O GÊNERO
TEXTUAL CHAT 280
Carlos Emerson de Souza Santos; Antonio Tássio Ferreira de Oliveira; Everton Moura dos
Santos
A CHARGE COMO ESPAÇO POLÍTICO E DE CRÍTICA AO RACISMO 281
Carlos Matheus da Silva Meneses; Graziela da Silva Lima; Sabrina Raquel Fernandes de
Oliveira; Ana Maria de Carvalho
DISCURSOS SOBRE GÊNERO E SEXUALIDADE NO ÂMBITO ESCOLAR 282
Caroline Aires de Macêdo; Ana Maria de Carvalho
PRECONCEITO LINGUÍSTICO E O ENSINO DE LÍNGUA MATERNA: O PAPEL DO
EDUCADOR NO AMBIENTE ESCOLAR 283
Christian Lucas Siqueira Brasil; Sávio de Souza Carlos; Gilson Chicon Alves
PINTURA EM TELA: RELEITURA DE DIVERSOS ARTISTAS PLÁSTICOS.UM
RELATO DE EXPERIÊNCIA DO PROJETO PIBID ARTE/MÚSICA NA ESCOLA
ESTADUAL DIRAN RAMOS DO AMARAL 284
Criscianne Ellen Vasconcelos de Santana; Luandrey Célio Silva da Costa; Juliana de Oliveira
Revoredo Souza
ASSU: TERRA DOS POETAS? 285
Cristiane Rayssa Morais Mota; Cássia de Fátima Matos dos Santos
LETRAMENTO VISUAL CRÍTICO NO ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM LÍNGUA
INGLESA: INVESTIGANDO O MATERIAL DIDÁTICO UTILIZADO POR
PROFESSORES EM FORMAÇÃO 286
Cybele Ruana Ferreira de Morais; Maria Zenaide Valdivino da Silva
UM MORTO COM MEMÓRIA VIVA: A CONSTRUÇÃO DISCURSIVA DE BRÁS
CUBAS 287
Damasceno Ribeiro de Medeiros; Marcos Vinicius Medeiros da Silva
O ENSINO DE LEITURA E PRODUÇÃO ESCRITA: UMA ANÁLISE DOS GÊNEROS
TEXTUAIS/DISCURSIVOS PRESENTES NOS LIVROS DE LÍNGUA INGLESA DO
SEXTO E SÉTIMO ANO DAS ESCOLAS PÚBLICAS DE MOSSORÓ 288
Débora Brenda Teixeira Silva; Paulo Dhiego Oliveira Bellermann; Adriana Morais Jales
GÊNERO DISCURSIVO/ TEXTUAL RESENHA DE RESTAURANTE: UM TRABALHO
DE PRODUÇÃO ESCRITA ATRAVÉS DE SEQUÊNCIA DIDÁTICA 289
Débora Brenda Teixeira Silva; Maria Idalina Mesquita de Morais; Adriana Morais Jales
MACHOS EM DESCONSTRUÇÃO: UM PROCESSO DISFARÇADO 290
Eloyza Tolentino Soares; Lorena Karla Costa Bezerra; Eliane Anselmo da Silva
CONSTRUÇÕES TRANSITIVAS: CATEGORIZAR É PRECISO! 291
Emanuele Rayane de Medeiros; Nádia Maria Silveira Costa de Melo
A ANTONÍMIA COMO RECURSO LITERÁRIO SOB A PERSPECTIVA SEMÂNTICA 292
Emanuelle Kelly Alves de Souza; Rayssa Rovanya Torquato Carvalho; Samara Augusta de
Paiva Silva
ESTRATÉGIAS DIDÁTICAS PARA ALFABETIZAR ALUNOS EM FASE PRÉ-
SILÁBICA: UM ESTUDO DE CASO 293
Eva Siqueira da Rocha; Antonia Taizi Costa de Medeiros; Suzana Medeiros de Carvalho; Ana
Gabriela de Souza Seal
VARIANTES LINGUÍSTICAS: UM ESTUDO SOBRE DIFERENTES LINGUAGENS EM
MEIO Á FEIRA LIVRE DE PATU 294
Fabiana Gomes Filgueira; Antonina Roberta Menezes; Fernanda Gomes Filgueira
A CONSTRUÇÃO DA IMAGEM MASCULINA NAS CAPAS DA REVISTA MEN’S
HEALTH: UMA ANÁLISE DISCURSIVA 295
Fábio Dantas da Silva; Ana Maria de Carvalho
OS DASAFIOS VIVENCIADOS NO COTIDIANO ESCOLAR 296
Fabricia Silva Ferreira da Costa; Sílvia Maria Costa Barbosa
CONDIÇÃO FEMININA: UM OLHAR SOBRE A REALIDADE DA PERSONAGEM NO
CONTO I LOVE MY HUSBAND 297
Fernanda Gomes Filgueira; Fabiana Gomes Filgueira; Antonia Roberta de Menezes
ESPANHOL PARA AUTISTAS: PESQUISA DE CAMPO NA REDE PÚBLICA DE
ENSINO EM APODI-RN 298
Fernanda Sabrina da Silva Costa; Márcia Socorro Ferreira de Andrade Silva
O ENSINO DE GRAMÁTICA NAS AULAS DE LÍNGUA PORTUGUESA: UM RELATO
DE EXPERIÊNCIA DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO 299
Francisca Cleidiana da Costa Barros; Amanda Mikaelly Nobre de Souza
A LEITURA NO PROCESSO DE ENSINO E APRENDIZAGEM 300
Francisca Luênia da Silva; Luiza Isabel Pontes Silva; José Carlos Redson
RETRATOS DA VIOLÊNCIA: FOTOGRAFIA E PRODUÇÃO DE SENTIDOS 301
Francisca Meiriane da Silva; Marcília Luzia Gomes da Costa Mendes
NOSTALGIA NA NARRATIVA CURTA DE MILTON HATOUM 302
Francisca Wilma da Silva; Alexandre Bezerra Alves
FEMINÍCIDIO: HETEROGENEIDADE DISCURSIVA NO BLOG ESCREVA LOLA
ESCREVA 303
Francisco Wedson da Silva Costa; Evangela Fernandes da Silva Costa; Divaneide Barreto
Bezerra Gabriel; Francisco Paulo da Silva
ESTUDO DA INTERDISCIPLINARIDADE NO LIVRO DIDÁTICO DE ESPANHOL NO
ENSINO MÉDIO PÚBLICO 304
Gecina Melanie Anastácio da Silva; Izabela Bezerra da Silva; Pedro Adrião da Silva Júnior
A ABORDAGEM DA VARIAÇÃO LINGUÍSTICA NA PRÁTICA DE ENSINO DE
LÍNGUA PORTUGUESA 305
Gerizilda Dantas de Souza; Maria Érica Ismael Silva; Rosângela Alves dos Santos Bernardino
A RELAÇÃO LEITURA E LITERATURA NA SALA DE AULA: EXPERIÊNCIAS DO
ESTÁGIO SUPERVISIONADO II DE LÍNGUA PORTUGUESA 306
Gerizilda Dantas de Souza; Iara Morais Campelo; Sueilton Junior Braz de Lima
REFLEXÕES ACERCA DA LINGUAGEM UTILIZADA NO POEMA “EU E OS
SERTÕES” DE PATATIVA DO ASSARÉ: UMA PERSPECTIVA SOCIOLINGUÍSTICA 307
Gilson Chicon Alves; Lucas Lima Vieira
MEMÓRIA E REPRESENTAÇÃO DISCURSIVA EM DOM CASMURRO, DE MACHADO
DE ASSIS 308
Graziela da Silva Lima; Marcos Vinicius Medeiros da Silva
PRÁTICA DOCENTE NA TURMA DE ENSINO COLETIVO DE INSTRUMENTOS DE
SOPRO DO PROJETO SOCIAL SESI ARTE DE MOSSORÓ (RN): UM RELATO DE
EXPERIÊNCIA 309
Gustavo Gomes Pereira; Luiz Carlos de Lima Filho; Renan Colombo Simões
O PROCESSO DE AQUISIÇÃO DA ESCRITA ATRAVÉS DA LEITURA 310
Iasmim Cristina de Sousa; Janaina Silva Alves
IGUALDADE DE GÊNERO NA ESCOLA EM UMA NOVA PERSPECTIVA 311
Iasmim Cristina de Sousa; Glenia Ellen Soares Costa; Lucia Helena Tavares
A MÚSICA DESPERTANDO TALENTOS: O PROJETO “THE VOICE DIRAN” NO
MUNICÍPIO DE MOSSORÓ 312
Ítalo Soares da Silva; Juliana de Oliveira Revoredo Souza; Antônio Carlos Batista de Souza
A INTELIGÊNCIA E OS VALORES DA SOCIEDADE BRASILEIRA SOB A ÓTICA DE
LIMA BARRETO 313
Jacqueline Fernandes de Gusmao Neves Pessanha; Mônica Maria Fernandes da Cruz;
Francisco H. Arruda de Oliveira
RUPTURA DAS MÁXIMAS DE GRICE EM CHARGES DE LÍNGUA ESPANHOLA 314
Jeanderson Marcos Nunes Lopes; Pedro Adrião da Silva Junior
A CRÍTICA SOCIAL EM OS BRUZUNDANGAS NA PERSPECTIVA DO NARRADOR 315
Jessé Carvalho Nunes; Natália Regina Oliveira Silva; Larissa Cristina Viana Lopes
A DIVERSIDADE ÉTNICO-RACIAL PRESENTE EM LIVROS DIDÁTICOS DE LÍNGUA
PORTUGUESA E ARTES 316
Jéssica Jainne dos Santos; Francisca Maria de Souza Ramos Lopes
NACIONALISMO E POPULISMO: UMA ANÁLISE DO DISCURSO DE POSSE DE
DONALD TRUMP 317
John Cleberson Carlos da Silva; Ana Carolina da Silveira Costa Santiago; Emerson Ricardo de
Souza Brasil
O DISCURSO POLÍTICO NA AULA DE LÍNGUAS: UMA PRÁTICA DE LETRAMENTO
MULTIMODAL CRÍTICO 318
José Roberto Alves Barbosa; Alice Chaves de Lima; Ítala Carvalho Lima
UMA ANÁLISE DA METAFUNÇÃO INTERATIVA DE ANÚNCIOS PUBLICITÁRIOS
EM LIVRO DIDÁTICO DE LÍNGUA PORTUGUESA DO 6º ANO 319
Josielle Raquel Dantas da Silva; Francisca Wilma da Silva; Moises Batistas da Silva
NAEL E A ARQUITETURA DISCURSIVA DE DOIS IRMÃOS, DE MILTON HATOUM 320
Josiender Meneses Freitas; Marcos Vinicius Medeiros da Silva
DO PRECONCEITO AO CONHECIMENTO: A IMPORTÂNCIA DA DISCUSSÃO
SOBRE A HANSENÍASE NA TENTATIVA DE ELIMINAR O PRECONCEITO 321
Júlia Andrade da Silva; Cláudia Roseane Pereira de Araújo
UMA ANÁLISE DISCURSIVA DO CONCEITO DE RELIGIÃO NA MÚSICA "VERDADE
OCULTA" DE JORGE VERCILLO 322
Júlia Santos de Vasconcelos; Marco Antonio Lima do Bonfim
DISCURSOS E PRÁTICAS DOS “PROTESTANTES LEIGOS” NA DITADURA
MILITAR BRASILEIRA: ANÁLISE DA RESITÊNCIA DESSES SUJEITOS A PARTIR
DOS REGISTROS DA CNV (BRASIL) 323
Julysson Charles Pereira Souza; Francisco Paulo da Silva
O MATERIAL DIDÁTICO E AS TECNOLOGIAS DIGITAS NO ENSINO DE LÍNGUAS:
CRENÇAS E EXPERIÊNCIAS DE PROFESSORES 324
Kaique Kayonan Lopes Delfino; Marcos Nonato de Oliveira
DRAMATURGIA BARROCA: UM ESTUDO DAS METÁFORAS PRESENTES EN EL
GRAN TEATRO DEL MUNDO, DE CALDERÓN DE LA BARCA 325
Kamila Rayanne Alves de Melo; Márcia Socorro Ferreira de Andrade Silva
A IMAGEM DA MULHER EM CELESTINA, DE FERNANDO DE ROJAS 326
Karla Janiele Alves de Lima; Márcia Socorro Ferreira de Andrade Silva
APENAS UM SAXOFONE, A DUALIDADE ENTRE O AMOR E O LUXO 327
Lana Suiana Gomes da Silva; Ana Cristina de Moura; Maria Larissa Cristina Viana Lopes
IDENTIDADE DA MULHER E IDEOLOGIA DE GÊNERO- UMA ANÁLISE DE
PROPAGANDAS TELEVISIVAS 328
Lara Marques de Oliveira; Joyce Heloisa Pascoal de Oliveira; Jammara Oliveira Vasconcelos
de Sá
SEQUÊNCIA DIDÁTICA NAS AULAS DE LÍNGUA INGLESA: UMA FERRAMENTA
PARA O ENSINO DA PRODUÇÃO ESCRITA 329
Larissa Alves da Silva oliveira; Márcio Simão do Nascimento Mendes; Adriana Morais Jales
SEQUÊNCIA DIDÁTICA: UM TRABALHO COM O GÊNERO TIRINHA 330
Larissa Gomes de Melo; Maria Idalina Mesquita de Morais; Adriana Morais Jales
O ENSINO DA ESCRITA NA LÍNGUA INGLESA UTILIZANDO O GÊNERO TEXTUAL
CURRICULUM VITAE 331
Larissa Kália Fernandes Costa; Maria Idalina Mesquita de Morais; Adriana Morais Jales
OS LETRAMENTOS ESCOLARES E O DESENVOLVIMENTO CRÍTICO-REFLEXIVO
DO DISCENTE 332
Lívia Maria Pereira da Silva; Francisco David Rodrigues; Lara Marques de Oliveira
PRÁTICAS DISCURSIVAS SOBRE A VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER: A VOZ DA
MÍDIA NA ESCOLA 333
Lívia Maria Pereira da Silva; Isabela Jade Martins Cunha; Lucia Helena Medeiros da Cunha
Tavares
MACHISMO E PRECONCEITO: DISCURSOS NO FACEBOOK SOBRE A
PARTICIPAÇÃO DA MULHER NA POLÍTICA 334
Luanda Skarlet Andrade Feitoza; Aline de Paula Fonseca Moraes Braga Oliveira de Araujo;
Marcelo Onofre da Silva
O ENSINO COLETIVO DE INSTRUMENTOS DE METAL NO CONSERVATÓRIO DE
MÚSICA D’ALVA STELLA NOGUEIRA FREIRE 335
Luandrey Célio Silva da Costa; Renan Colombo Simões
A MULHER NA POESIA DE FLORBELA ESPANCA 336
Luzia Regina Alves Regis; Poliana Menezes Amorim; Jonas Jefferson de Souza Leite
MODERNISMO EM AUGUSTO DOS ANJOS 337
Lývia Lorena de Souza Dantas; Aristóteles Sousa Ferreira; Maria Fabricia Dantas; Francisca
Lailsa Pinto
JOSÉ DE ANCHIETA: O PRECURSOR DO BARROCO NO BRASIL 338
Madja Aline Fernandes de Melo; Leila Maria de Araújo Tabosa
DISCURSIVIDADE E SUBJETIVAÇÃO NO ESQUADRÃO DA MODA: A
CONSTITUIÇÃO DO EU NO ESPAÇO DO VESTIR-SE BEM 339
Marcelino Gomes dos Santos; Antonio Genário Pinheiro dos Santos
O USO DO GÊNERO CARTÃO POSTAL NO ENSINO DA ESCRITA EM LÍNGUA
INGLESA: UMA PROPOSTA DE SEQUÊNCIA DIDÁTICA 340
Márcio Simão do Nascimento Mendes; Kledson Luã da Silva Honório; Maria Adriana Souza
de Morais
A MEMÓRIA DISCURSIVA COMO CONSTRUÇÃO DA REALIDADE EM ÓRFÃOS DO
ELDORADO, DE MILTON HATOUM 341
Marcos Vinicius Medeiros da Silva; Rayssa Rovanya Torquato Carvalho; Samara Augusta de
Paiva Silva
REPRESENTAÇÕES DO SERTÃO NO ROMANCE DE 30 NUMA PESPECTIVA
COMPARADA 342
Maria Adriana de Sousa Morais; Moisés Silva de Azevedo Filho; Francisco Huberlan Arruda
O USO DO GÊNERO CARTÃO POSTAL NO ENSINO DA ESCRITA EM LÍNGUA
INGLESA: UMA PROPOSTA DE SEQUÊNCIA DIDÁTICA 343
Maria Adriana de Sousa Morais; Kledson Luã da Silva Honório; Márcio Simão do Nascimento
Mendes
MULHER E SEDUÇÃO NO DISCURSO PUBLICITÁRIO: OS EFEITOS DE SENTIDO
DAS PROPAGANDAS DE LINGERIE 344
Maria do Socorro do Nascimento Silva; Ana Maria de Carvalho
GÊNERO DISCURSIVO BIOGRAFIA: UM TRABALHO DE PRODUÇÃO ESCRITA
ATRAVÉS DE SEQUÊNCIA DIDÁTICA 345
Maria do Socorro do Nascimento Silva; Odejane Souza Fernandes; Maria Idalina Mesquita de
Morais
A ORALIDADE E AS VARIAÇÕES LINGUÍSTICAS NO PROCESSO
ENSINO/APRENDIZAGEM 346
Maria do Socorro Ferreira da Silva
AS REPRESENTAÇÕES FEMININAS EM "MULHERES" E "TERESA", DE MANUEL
BANDEIRA 347
Maria Lara Alves Rocha; Francineide Dantas dos Santos; Larissa Cristina Viana Lopes
AS POLÍTICAS DE ASSISTÊNCIA ESTUDANTIL NO INSTITUTO FEDERAL DE
EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO RIO GRANDE DO NORTE: TEMER
JAMAIS 348
Mariana Gleicy de Oliveira Silva; Bruna Rafaella de Sousa Silva; Gilcélia Batista de Gois
"JURIDIQUÊS": A RELAÇÃO ENTRE A LINGUAGEM JURÍDICA E O ACESSO A
JUSTIÇA 349
Mateus Felipe Barbosa de França; Maria Alcilene Dantas
GÊNERO DISCURSIVO AVISO: UM TRABALHO DE PRODUÇÃO ESCRITA
ATRAVÉS DE SEQUÊNCIA DIDÁTICA 350
Melissa Rafaela da Silva Morais; Ítala Carvalho Lima; Maria Idalina Mesquita de Morais
REPRESENTAÇÕES DO SERTÃO NO ROMANCE DE 30 NUMA PERSPECTIVA
COMPARADA 351
Moises Silva de Azevedo Filho; Maria Adriana de Souza Morais
AS FIGURAS DE LINGUAGEM COMO OPERADORES ARGUMENTATIVOS NO
TEXTO PUBLICITÁRIO 352
Monalisa Tavares Pereira da Silva; Divaneide Barreto Bezerra Gabriel; Edgley Freire Tavares
A INTELIGÊNCIA E OS VALORES DA SOCIEDADE BRASILEIRA SOB A ÓTICA DE
LIMA BARRETO 353
Mônica Maria Fernandes da Cruz; Jacqueline Fernandes de Gusmão Neves Pessanha;
Francisco H. Arruda de Oliveira
GÊNERO DISCURSIVO BIOGRAFIA: UM TRABALHO DE PRODUÇÃO ESCRITA
ATRAVÉS DE SEQUÊNCIA DIDÁTICA 354
Odejane Souza Fernandes; Maria do Socorro do Nascimento Silva; Maria Idalina Mesquita de
Moraes
O LIVRO DIDÁTICO DE LÍNGUA INGLESA DO ENSINO MÉDIO: UMA ANÁLISE DAS
ATIVIDADES DE LEITURA 355
Odejane Souza Fernandes; Adriana Morais Jales
TRABALHANDO SEQUÊNCIA DIDÁTICA ATRAVÉS DE GÊNERO TEXTUAL:
ANÚNCIO PUBLICITÁRIO NO CENTRO DE EDUCAÇÃO INTEGRADA PROFESSOR
ELISEU VIANA 356
Paloma Luana da Silva Delfino; Maria Idalina Mesquita de Morais; Adriana Morais Jales
O ENSINO DE LEITURA E PRODUÇÃO ESCRITA: UMA ANÁLISE DOS GÊNEROS
TEXTUAIS/DISCURSIVOS PRESENTES NOS LIVROS DE LÍNGUA INGLESA DO
SEXTO E SÉTIMO ANO DAS ESCOLAS PÚBLICAS DE MOSSORÓ 357
Paulo Dhiego Oliveira Bellermann; Débora Brenda Teixeira Silva; Adriana Morais Jales
VIOLAÇÃO AOS DIREITOS DOS POVOS INDÍGENAS NA DITADURA MILITAR
BRASILEIRA: DO REGISTRO DE PRISÕES E TORTURAS ÀS POLÍTICAS DE
REPARAÇÃO APONTADAS PELA CNV 358
Ramon Bezerra Pereira; Francisco Paulo da Silva
A MEMORIA DISCURSIVA COMO CONSTRUÇÃO DA REALIDADE EM ÓRFÃOS DO
ELDORADO, DE MILTON HATOUM 359
Samara Augusta de Paiva Silva; Emanuelle Kelly Alves de Souza; Marcos Vinicius Medeiros
da Silva
A ESPETACULARIZAÇÃO DO EU E SUAS FORMAS IDENTITÁRIAS NA SOCIEDADE
CONTEMPORÂNEA 360
Samir Magoya de Medeiros Santos; Antônio Hélio da Cunha Filho; Marcília Luzia Gomes da
Costa Mendes
FORTALECIMENTO DE VÍNCULO COMO MEDIDA PREVENTIVA DO USO DE
DROGAS : UMA PROPOSTA DE INTERVENÇÃO NO CRAS BOM PASTOR
Sara Cristina Silva de Oliveira; Raila Neris de Oliveira Silva; Râmiza Rayanne Rodrigues de 361
Oliveira
O GÊNERO TEXTUAL CONVITE NA ESCRITA DA LÍNGUA INGLESA POR MEIO DE
SEQUÊNCIA DIDÁTICA: UMA EXPERIÊNCIA NO ENSINO MÉDIO 362
Sonaylli Thaise Souza Cortez; Márcio Simão do Nascimento Mendes; Adriana Morais Jales
“CANAÃ DAS POSSIBILIDADES: UMA ANÁLISE SOBRE O CONTEXTO SÓCIO-
HISTÓRICO DA NARRATIVA DE GRAÇA ARANHA” 363
Sueile Magnólia Maia Pereira
AS RELAÇÕES HOMEM E ANIMAL EM OBRAS DE SIMÕES LOPES 364
Suely Estevam da Silva; Rita Nogueira da Silva; Francisca Lailsa Ribeiro
ESTRATÉGIAS DIDÁTICAS PARA ALFABETIZAR ALUNOS EM FASE PRÉ-
SILÁBICA: UM ESTUDO DE CASO 365
Suzana Medeiros de Carvalho; Antonia Taizi Costa de Medeiros; Eva Siqueira da Rocha; Ana
Gabriela de Souza Seal
FORMAÇÃO E POSTURA NO CURSO DE PEDAGOGIA/UERN: UM NOVO OLHAR A
PARTIR DA MULTIRREFERENCIALIDADE 366
Thalita Juliana de Freitas Meneses; Francisca Geise Varela Costa; Mayra Rodrigues Fernandes
Ribeiro
ISAÍAS CAMINHA: AS RECORDAÇÕES SOCIAIS DE UMA EDUCAÇÃO
SEGREGADORA NO BRASIL DO SÉCULO XX 367
Thâmara Soares de Moura; Felícia Pinheiro Gomes; Mayra Isac Noel Fernandes Suassuna;
Luciana Fernandes Nery
LETRAMENTO LITERÁRIO: RODAS DE CONVERSA NA BIBLIOTECA 368
Wanessa Mirelle Fernandes dos Santos; Francisca Camila Alves Feitosa; Edson Pereira da
Silva
DORA DOS CAPITÃES DA AREIA, A DORA DO BRASIL 369
Wellerson Batista de Lima; Larissa Cristina Viana Lopes
BOLSA FAMÍLIA E RENDIMENTO ESCOLAR: ANALISANDO OS IMPACTOS DO
PROGRAMA 370
Wellma Karla Barbosa de Medeiros
ANÁLISE LITERÁRIA DO CONTO “TIGRELA” DE LYGIA FAGUNDES TELLES 371
Zita Holanda de Paiva; Girlene Costa; Janiele Suyane de Lima
Apresentação

O Grupo de Estudos do Discurso da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte -


GEDUERN, em parceria com o Programa de Pós-graduação em Ciências da Linguagem - PPCL e a
Faculdade de Letras e Artes - FALA, propôs a realização do IV CONLID – Colóquio Nacional de
Linguagem e Discurso.
O IV CONLID se pautou na necessidade de pesquisadores da área da linguagem
vivenciarem o debate acadêmico em torno de novas abordagens sobre linguagens, sujeito e
discursos em situação de crise social, política e econômica. Nesse cenário, as relações existentes
entre linguagem, discurso, sujeito e poder colocam para a pesquisa no campo dos estudos da
linguagem, assim como de outras áreas das ciências humanas e sociais, a necessidade de
problematizar o que estamos fazendo hoje, de nosso futuro.
Compreende-se que as sociedades atuais precisam realizar um trabalho sobre o tempo em
virtude do qual, se quiserem a sua sobrevivência e o seu bem-estar, são obrigadas a incluir cada vez
mais o futuro nos seus cálculos. Nos cálculos do futuro outras linguagens e discursos devem entrar
em cena: nada de uma retórica da necessidade em favor dos interesses do mercado, ao invés de
contenção, projetos; ao invés da carência de perspectivas, novas representações do povir; ao invés
de uma lógica da sobrevivência, a possibilidade de fomentar a esperança; ao invés da perplexidade,
reflexividade; ao invés da banalização do fim da política, reivindicar a verdadeira política e novas
formas de governamentalidade.
Em uma observação das mudanças ocorridas no Brasil nos últimos anos e no contexto de
crise econômica certificada por especialistas e vivenciada pela população, verifica-se que com
relação às políticas do governo para enfrentamento da crise, emerge manifestações sociais que
exigem que a crise não pode ser enfrentada com o sacrifício dos direitos dos trabalhadores. O clima
24

social inscreve a instabilidade política, o confronto de ideias e projetos, o acirramento na agenda


dos movimentos sociais que reivindicam “nenhum direito a menos”. Este cenário é propício à
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ISBN: 978-85-7621-221-8
produção e circulação de discursos que se materializam em diferentes linguagens, e sua descrição e
interpretação.
Nesse cenário, o IV CONLID se propôs discutir a temática Linguagens e discursos em
tempos de crise, entendendo que tal cenário é propício à produção e circulação de discursos que se
materializam em diferentes linguagens, o que colocou para os pesquisadores que tem o discurso e a
linguagem como objeto de investigação, a necessidade de descrever e interpretar discursos e
práticas relativos ao contexto de sua temática, de modo que os trabalhos apresentados nesse evento,
pudessem oferecer contribuições teórico-metodológicas para o entendimento, descrição e
interpretação da relação discurso, sujeito e poder e apontassem elementos para a descrição e
interpretação de como os sujeitos inscrevem sua relação com a crise atual e como materializam no
discurso e práticas sociais essa relação.

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GT 01 – PRÁTICAS DISCURSIVAS E MODOS DE SUBJETIVIZAÇÃO

O HUMOR COMO RESISTÊNCIA: ANÁLISE INTERDISCURSIVA DE


MEMES SOBRE A OPERAÇÃO “LAVA-JATO”

Adalberto Barbosa Junior


(PPCL/UERN)
mestrekmkz@gmail.com
Alaide Angelica de Menezes Cabral Carvalho
(PPCL/UERN)
angelicamenezes05@gmail.com
Catarina Ferreira Alves
(PPCL/UERN)
ktarina_fa@hotmail.com

Este trabalho insere-se no campo da Análise do Discurso de linha francesa. Propomos analisar as
relações interdiscursivas presentes em memes sobre a Operação Lava-Jato amplamente divulgados
na mídia eletrônica, observando os efeitos de sentido e a resistência a discursos hegemônicos
produzidos pelo humor. Utilizaremos como embasamento teórico; Foucault (1979, 1994, 2004),
Pêcheux (1999), Gregolin (2007), Sampaio (2007), Navarro (2010) e Orlandi (2003) que discorrem
a respeito das categorias de análise, bem como, estudiosos que trataram sobre discurso midiático
Shifman (2013), Recuero (2009, 2012), Barreiros (2012), entre outros. Analisaremos manifestações
discursivas materializadas em dois memes amplamente divulgados nas redes sociais. A partir das
análises realizadas, é possível afirmar que o humor provocado pelos memes, mostrou-se rico em
interdiscursividade e desencadeou efeitos de sentido, sobretudo de resistência.

Palavras-chave: Discurso; Memes imagéticos; Mídia; Memória discursiva; Resistência


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GT 01 – PRÁTICAS DISCURSIVAS E MODOS DE SUBJETIVIZAÇÃO

A CONSTITUIÇÃO DAS IDENTIDADES DE GÊNERO NA ESCOLA: UMA


ANÁLISE DISCURSIVA

Ana Cláudia de Medeiros


(UERN)
demedeirosanaclaudia@gmail.com
Marco Antonio Lima do Bonfim
(UERN)

Este trabalho é resultado de uma pesquisa de mestrado desenvolvida no âmbito do Programa de


Mestrado Profissional em Letras – ProfLetras, que teve como objetivo investigar de que forma se
materializam os discursos sobre as relações de gênero na escola e, a partir disso, como são
constituídas as identidades masculina e feminina no discurso escolar, sob a influência dos vestígios
da memória discursiva. A escola tem sido um ambiente reprodutor de discursos conservadores,
preconceituosos e sexistas, contribuindo para a desigualdade social entre os gêneros, ao reafirmar
papéis histórica e culturalmente exercidos para o gênero feminino. O trabalho insere-se na Análise do
Discurso de tradição Francesa, seguindo conceitos de Michel Foucault (1996; 2009a; 2009b; 2012) e
Michel Pêcheux (2007). Metodologicamente, adotamos a pesquisa-ação, com abordagem qualitativa,
por meio da análise de questionários e artigos de opinião na temática das relações de gênero,
coletados durante as aulas ministradas. Os dados obtidos demonstraram a necessidade de se discutir
na escola as relações de poder entre os gêneros, a fim de haver uma desconstrução da lógica da
desigualdade social entre os sexos.

Palavras-chave: Discurso. Memória. Identidade de Gênero. Escola. 27


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GT 01 – PRÁTICAS DISCURSIVAS E MODOS DE SUBJETIVIZAÇÃO

MODELOS PLUS SIZE E A RESISTÊNCIA DO SUJEITO AO CORPO


PADRÃO

Ana Paula Felipe Ferreira da Silva


(UERN)
papafelipe28@gmail.com
Disraeli Davi Reinaldo de Moura
(UERN)
disraelimoura@hotmail.com
Sara Cristina dos Santos Freires
(UFERSA)
sc.freires@gmail.com

Este estudo se insere no campo da análise do discurso de orientação francesa e seus diálogos com as
contribuições dos estudos da comunicação e ciências sociais. Analisa as modelos de corpos Plus Size
e como elas se manifestam por meio das redes sociais a respeito de sua resistência ao padrão
estabelecido para o corpo. O objetivo é descrever/interpretar como o sujeito se constitui nas redes
sociais manifestando sua resistência ao poder. O estudo é desenvolvido com base nas teses
foucaultianas que tem o corpo tomado como objeto de estudo na geneologia do poder: biopolitica e
mobiliza o conceito de dispositivo que atua nas relações sujeito, discurso e poder. Através dos canais
do youtube, analisamos a manifestação desses sujeitos como resistência ao padrão de corpo feminino
instituído ao longo do tempo pela sociedade: corpo magro, esbelto que caracteriza as modelos das
passarelas tradicionais. Esse estudo pode levar a entender a relação corpo e poder em Foucault e as
suas contribuições para a formação e constituição da resistência expressa pelos sujeitos analisados e
as redes sociais como um novo campo de constituição desses sujeitos.

Palavras-Chaves: Discurso, Corpo, Resistência.


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GT 01 – PRÁTICAS DISCURSIVAS E MODOS DE SUBJETIVIZAÇÃO

UMA ANÁLISE DO DISCURSO DA INCLUSÃO DO SUJEITO COM


DEFICIÊNCIA NA MÍDIA: RELAÇÕES DE PODER NA CONSTRUÇÃO
DOS EFEITOS DE SENTIDO

Antonia Janny Chagas Feitosa


(UERN)
jannyfeitosa@gmail.com
Maria Eliza Freitas do Nascimento
(UERN)
elizamfn@hotmail.com

Este trabalho tem como objetivo analisar os efeitos de sentidos nos enunciados que discursivizam os
jogos paralímpicos ocorridos no RJ em 2016, destacando as estratégias da governamentalidade na
produção de discursos ligados a inclusão do sujeito com deficiência na sociedade. Com isso,
utilizamos as materialidades dos jornais digitais do grupo globo por atuarem como uma das
principais fontes de informação no Brasil e por permitirem demonstrar em seu interior a presença de
vários discursos oriundos de diferentes momentos na história e a docilização do corpo do sujeito
deficiente por meio de reportagens acerca dos jogos paralímpicos. Como embasamento teórico
utilizamos a Análise do Discurso de Vertente Francesa com base nas ideias de Michel Pêcheux para
a compreensão do entrelaçamento da língua com a história, no qual os dizeres são constituídos por
diferentes vozes sociais; e para o entendimento de algumas categorias como: interdiscurso e
memória discursiva. Também nos embasamos na teoria do filósofo Michel Foucault para
compreender que o poder-saber atua sobre o corpo por meio de práticas diversificadas, que vão
desde o poder soberano, o poder disciplinar até chegar na biopolítica. Pela retomada da memória
dis[cursiva, é possível perceber como os sentidos se movem na historicidade dos enunciados e nos
faz perceber que na sociedade contemporânea os sujeitos com deficiência são docilizados de
maneira igualitária como os ditos normais, ao contrário da antiguidade, em que eram submetidos a
práticas de exclusão como: morte, abandono e disciplinados nas instituições por meio do
enclausuramento.

Palavras-chave: Deficiência. Esporte. Inclusão, Mídia. Discurso.


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GT 01 – PRÁTICAS DISCURSIVAS E MODOS DE SUBJETIVIZAÇÃO

ANÁLISE DISCURSIVA DA EXPRESSÃO “SAIR DO ARMÁRIO” EM


TEXTOS MIDIÁTICOS

Breno Victor Pascoal de Morais


(UERN)
breno.victor20@hotmail.com
Ana Maria de Carvalho
(UERN)
carvalhoana1@hotmail.com

Este trabalho partiu de problematização como esta: Que efeitos de sentido são produzidos em
enunciados que circulam na mídia (impressa ou virtual) em torno da expressão “sair do armário”?
Para responder a essa questão, traçou como objetivos: analisar discursivamente enunciados
veiculados na mídia (impressa ou virtual) que versam sobre “sair do armário”; interpretar e descrever
os efeitos de sentido produzidos nos enunciados em torno dessa expressão; e observar as
regularidades em torno de enunciados que positivizam e ou negativizam a referida expressão. A
pesquisa foi desenvolvida à luz da Análise do Discurso de linha francesa, a partir de conceitos como
discurso, sentido, formação discursiva, sujeito, interdiscurso e memória discursiva. Assim, pautou-se
em autores como Fernandes (2007), Gregolin (2001; 2003), Orlandi (2001) e Foucault (1995), entre
outros. Quanto à apresentação e análise dos dados, esta pesquisa se caracteriza como qualitativa e
interpretativista, por se preocupar com a interpretação do fenômeno e não com a quantificação de
dados. Em relação ao objeto e aos procedimentos de operacionalização da pesquisa, este estudo se
classifica como bibliográfico que, de acordo com Gil (2007), é desenvolvido com base em material já
elaborado, constituído por principalmente de livros e artigos científicos. Os resultados apontam que o
“armário”, uma vez marcado pela ação heteronormativa, institui-se como uma estrutura definidora da
opressão gay e, “sair dele”, significa uma forma de resistência ao poder, funcionando como um
operador da reformulação da subjetividade.

Palavras-chave: Discurso. Sentido. Gênero e sexualidade. Homossexualidade.


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GT 01 – PRÁTICAS DISCURSIVAS E MODOS DE SUBJETIVIZAÇÃO

MULHER E O TRABALHO DOMÉSTICO: ANÁLISE DO GÊNERO


MIDIÁTICO ANÚNCIO

Bruna Gabrieli Morais da Silva Thorpe


(PPCL/UERN)
bgabrieli@hotmail.com

O presente artigo científico se coaduna na área da análise do discurso, uma vez que busca analisar o
discurso e os vestígios de memória presentes no gênero midiático anúncio publicitário, mais
especificamente os que apresentam o trabalho doméstico realizado pela mulher. Utilizamos como
base teórica Bakhtin (2003), Charaudeau (2012) e os estudos desenvolvidos por Tavares (2012),
Freitas e Dantas (2012). O interesse por essa temática se desenvolveu diante da representação
feminina nos anúncios que, mesmo com o decorrer dos anos, muitas vezes ainda demonstram uma
visão do trabalho doméstico como algo que está associado somente à mulher. Além desse ponto
citado, os anúncios selecionados também buscam demonstrar a imagem de uma mulher que trabalha
dentro de casa, buscando se manter feminina, delicada e submissa ao seu marido, que é retratado
como herói e exemplo de masculinidade. Diante desse pensamento, selecionamos anúncios com
alguns anos de diferença entre um e outro e os analisamos de forma crítica de acordo com as teorias
dos autores citados, observando de que forma a mulher é retratada. Percebemos que este trabalho,
de alguma forma, contribui para estudos da área da análise do discurso, dos gêneros discursivos e
ajuda a refletir a respeito do papel da mulher na sociedade.

Palavras-chave: Análise do discurso; Gêneros discursivos; Mulher; Mídias; Anúncio.


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GT 01 – PRÁTICAS DISCURSIVAS E MODOS DE SUBJETIVIZAÇÃO

A RELAÇÃO ENTRE VERDADE E CONSTITUIÇÃO ÉTICA DOS


SUJEITOS NA DITATURA MILITAR BRASILEIRA: EFEITOS DA
MEMÓRIA DE MULHERES VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA NA INFÂNCIA

Camila Praxedes de Brito


(UERN/PPCL/GEDUERN)
milahpraxedes@hotmail.com
Francélia Nunes de Medeiros Ferreira
(UERN/PPCL/GEDUERN)
Maria Arlinda de Macedo Silva
(UERN/PPCL/EFEL)

Esta pesquisa é um resultado da disciplina Linguagens e Mídias do Programa de Pós-Graduação em


Ciências da Linguagem (PPCL), da UERN – UERN, e insere-se no campo de estudos da Análise do
Discurso de orientação Francesa, de vertente foucaultiana. O trabalho que traz um diálogo com os
estudos históricos e filosóficos tem por objetivo descrever/interpretar a relação entre verdade e
constituição ética do sujeito-mulher vítima da violência na infância durante a ditadura militar
brasileira, afim de observar as técnicas de si, utilizada por esse sujeito na construção de sua
subjetividade. Para tanto, foi utilizado como corpus de análise, testemunhos de crianças (meninas),
que viveram o golpe de 64, retirados do acervo da Comissão Nacional da Verdade (2013; 2014).
Como base bibliográfica tomamos como aporte, os estudos de Foucault (2008; 2010; 2014), Ricoeur
(2009) Nora (1993) e Le Goff (1990). Logo, observamos que as técnicas de si, criadas por essas
mulheres, e inscritas em seus testemunhos, estão ligadas a uma forma de suportar as suas
lembranças doloridas da ditadura, através da reinvenção do “eu”, que resiste a normalização da
sociedade. Em que esta, comumente, chega a ver esses sujeitos como pessoas depressivas,
traumáticas e frustradas, ao invés de vê-las como alguém que busca o não apagamento dos males
que a ditadura militar trouxe para o país, assim lutando contra o seu retorno.

Palavras-chave: Ditadura militar. CNV. Testemunhos. Crianças.


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GT 01 – PRÁTICAS DISCURSIVAS E MODOS DE SUBJETIVIZAÇÃO

A CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE DO SUEJITO FEMININO EM


ADAPTAÇÕES CINEMATOGRÁFICAS CONTEMPORÂNEAS DE CONTOS
DE FADAS: UMA ANÁLISE DO FILME MALEFICENT (2014)

Dayane Adriana Teixeira Oliveira


(UFPB)
dayane.ato@gmail.com
Maria Regina Baracuhy Leite
(UFPB)
mrbaracuhy@hotmail.com

Nos contos infantis, as representações do sujeito feminino são tradicionalmente constituídas a partir
de sua relação de dependência com o sujeito masculino, produzindo assim uma imagem de
subordinação, dependência e fragilidade. Essa representação, no entanto, vem sendo modificada pelas
adaptações ou novas versões que a mídia cinematográfica oferece ao público. Nesse contexto, este
trabalho investiga as representações do sujeito feminino no filme Maleficent (2014), uma adaptação
cinematográfica do conto Sleeping Beauty dos Irmãos Grimm (1812). Nosso objetivo é analisar, no
discurso cinematográfico, como se constitui a imagem do sujeito feminino, como se estabelecem as
relações (de poder) entre os sujeitos (masculino/feminino/feminino), bem como compreender o
espaço da memória (interdiscurso) no discurso da versão cinematográfica contemporânea em relação
discurso tradicional dos contos de fadas, no que se refere a identidade feminina. Essa pesquisa se
inscreve no campo de estudo da Análise do Discurso (AD) de vertente francesa, com as contribuições
de Michel Pêcheux (1938-1983) e Michel Foucault (1926-1984). Também nos apoiamos na
Semiologia histórica, considerando a materialidade sincrética (verbal e não-verbal) do corpus.
Através da análise de recortes enunciativos de cenas do filme, foi possível perceber que o discurso da
adaptação cinematográfica de muitas maneiras rompe com o discurso tradicional. O sujeito feminino
passa de homogêneo a heterogêneo, e é representado por si mesmo ou por seu semelhante como
autossuficiente e independente, provocando um deslocamento das posições de passividade e
submissão que se sustentam no discurso tradicional dos contos de fadas. Em contrapartida, o sujeito
masculino, perde sua posição de “salvador”, corajoso, e destemido, e passa a ocupar um lugar da
passividade, inércia e inutilidade.
33

Palavras-chave: Discurso cinematográfico; Sujeito feminino; Relações de poder.


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GT 01 – PRÁTICAS DISCURSIVAS E MODOS DE SUBJETIVIZAÇÃO

AS ESTRATÉGIAS DISCURSIVAS EM REVISTA: O CORPO


“DEFICIENTE” SAUDÁVEL E OS DESLIZAMENTOS DE SENTIDOS

Edson Santos de Lima


(UERN)
edsonsantosln@hotmail.com
Maria Eliza Freitas do Nascimento
(UERN)

Objetivamos nesse estudo problematizar as estratégias disciplinares do corpo “deficiente” saudável


em decorrência aos procedimentos de saber e poder que inferem a emergência deste enunciado na sua
irrupção de acontecimento. Assim, atentando para as vontades de verdades e os deslizamentos de
sentidos. Nosso arquivo de análise constitui-se de uma materialidade da revista Incluir, que fala sobre
Natália Martins, a primeira atleta surda a atuar profissionalmente no Brasil e, propagandas de
produtos da Nestlé. Teoricamente estamos fundamentados na Análise do Discurso de linha francesa,
no diálogo entre Michel Pêcheux e Michel Foucault. Nosso método analítico é o arqueogenealogico
de Foucault (2005; 2006). Percorrendo a leitura do enunciado em seu acontecimento discursivo,
podemos observar as estratégias de disciplinamento do corpo influenciando o modo de viver das
pessoas e especificamente das com necessidades especiais. A propaganda de produtos da Nestle
evidencia um dizer de produtos saudáveis, assim como o discurso da inclusão nos dias de hoje ser
primordial, bem como a boa qualidade de vida de pessoas “deficientes”. Pelas estratégias da
biopolítica e da governamentalidade que imputam regimes de viver bem e melhor, percebemos que
os deslizamentos de sentidos emanam nas materialidades analisadas vontades de verdades e efeitos
de sentidos no embate entre a inclusão de pessoas com necessidades especiais e os produtos Nestle,
ambos “fazem bem” para toda a sociedade, especialmente para o corpo atleta deficiente em ser
saudável.

Palavras-chave: Discurso. Poder-saber. Corpo


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GT 01 – PRÁTICAS DISCURSIVAS E MODOS DE SUBJETIVIZAÇÃO

BANDIDO BOM É BANDIDO MORTO? O DISPOSITIVO DA


CRIMINALIDADE E A CONSTRUÇÃO DO “SUJEITO CRIMINOSO”

Elenilda Dias de Souza Carlos


(UERN)
ellendiassc@gmail.com

A afirmação de que “bandido bom é bandido morto” tornou-se banal nos discursos do senso
comum. A premissa desse discurso é a de que quem “escolhe” ser bandido deve receber uma
“punição justa e definitiva”: a morte. Muniz (2009) acredita que os discursos da mídia têm uma
grande parcela de influência sobre esses posicionamentos. Com base nas ideias de Foucault (1993),
pode-se dizer que os discursos constroem saberes sobre os sujeitos, saberes que se relacionam com
outros discursos, que se estruturam e se sustentam através de relações de poder, sendo o dispositivo
o elemento que interliga os discursos em uma rede discursiva. Com base nas ideias de autores como
Foucault (1995) e Fernandes (2012) de que o sujeito é produzido pelos discursos, marcado pela
exterioridade e imposto a uma lei de verdade, o presente trabalho irá analisar a matéria publicada
pelo site “Mossoró hoje” em 01 de agosto de 2017, intitulada “Motoqueiro mata assaltante no
Centro de Mossoró” e os comentários da publicação na página do Facebook do referido site, com o
objetivo de identificar como o “sujeito criminoso” é construído nesses discursos através do
dispositivo da criminalidade.

Palavras-Chave: Discurso. Mídia. Dispositivo. Sujeito. Criminalidade.


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DISPOSITIVO, MÍDIA E REDES DE MEMÓRIA: A CULTURA DO


ESTUPRO EM PEÇAS BUBLICITÁRIAS

Francélia Nunes de Medeiros Ferreira


(UERN)
francelia_estrela@hotmail.com
Lúcia Helena Medeiros da Cunha Tavares
(UERN)
luciahelenamct@hotmail.com

A publicidade se caracteriza como uma técnica de divulgação em massa de produtos, bens ou


serviços com fins comerciais. Neste panorama as peças publicitárias surgem como um atrativo a
mais para a persuasão ao consumo, local, em que, muitas vezes, o corpo da mulher, aparece
mercantilizado através da erotização e da sexualidade. Esses limites, passam a ser extrapolados,
pelos dispositivos midiáticos, quando chega-se a divulgar cenas de estupros como algo natural na
sociedade. Levando em consideração esses aspectos, esta reflexão tem por objetivo analisar a
disseminação da cultura do estupro em peças publicitárias, difundidas pelas mídias. Para tanto,
utilizamos o método arqueogenealógico de Foucault para analisar três peças publicitárias referentes
às grifes Dolce e Gabana e Calvin Clein Jeans e a marca de vodka Belvedere, que trazem,
interdiscursivamente, enunciados sobre o estupro contra as mulheres. Epistemologicamente, nossa
pesquisa insere-se no campo de estudos da Análise do Discurso de vertente francesa, com base nos
preceitos de Foucault (1984; 1995; 2008) e Bakhtin (1981; 1997), fazendo uma interdisciplinaridade
com os estudos sociológicos (SAFFIOTI, 2004), históricos (PERROT, 2005) e midiáticos
(SILVERSTONE, 2005). Logo, com a análise do corpora, pudemos observar que a mídia representa
um subproduto do patriarcado, que acredita que o corpo feminino é um instrumento de satisfação
para as vontades masculinas, algo objetificado, por isso, acaba semeando esses estereótipos, como o
reflexo de uma cultura.

Palavras-chave: Memória. Interdiscursividade. Peças Publicitárias. Estupro.


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IMPEACHMENT DE DILMA ROUSSEFF: LÍNGUA ESTRANGEIRA E


EFEITOS DE SENTIDO DE LEGITIMAÇÃO

Gilvan Santana de Jesus (UFS)


gilvan-santana@hotmail.com

Este trabalho é parte de uma pesquisa de mestrado, realizada entre 2015 e 2017, que toma como
objeto o impeachment da presidente Dilma Rousseff (2011-2016), compreendido enquanto
acontecimento histórico-discursivo, constituído na/pela mídia. Neste recorte, especificamente,
objetivamos entender o modo como a entrada do termo em língua inglesa “impeachment”, no
espaço de enunciação do português, significa sobre a constituição do processo movido contra a
então presidente do Brasil. Para realizar essa empreitada, a pesquisa filia-se à Análise de Discurso
de tradição francesa, tendo como categorias norteadoras do trabalho de interpretação as noções de
sujeito, formação discursiva e memória discursiva. O corpus da pesquisa é formado por publicações
impressas do jornal de grande circulação Folha de S. Paulo. No que se refere aos resultados
alcançados, é possível observar que, ao enunciar em língua estrangeira (inglês), o sujeito da posição
jornalística é afetado por uma memória que legitima o processo de impeachment, tendo em vista
que, tal como afirma Eduardo Guimarães (2005), a língua inglesa, no espaço de enunciação latino-
americano, goza de maior prestígio do que o português e o espanhol. Assim, a inscrição do sujeito
nessa formação discursiva – a língua estrangeira – atribui legitimidade ao processo. Da mesma
forma, o enunciado em língua inglesa recupera a memória da instituição do impeachment por
nações reconhecidas enquanto democráticas – Inglaterra
e, posteriormente, Estados Unidos (FAVER, 2005) – de modo que o processo é construído como
sendo parte de um rito legal e de um regime democrático, tal qual se espera no Brasil.

Palavras-chave: Análise de Discurso; Impeachment de Dilma Rousseff; Mídia; Língua estrangeira;


Legitimação.
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DIA INTERNACIONAL DA MULHER: UMA HOMENAGEM E A


CONSTITUIÇÃO DA MULHER ENQUANTO SUJEITO DO LAR

Gilvan Santana de Jesus


(UFS)
gilvan-santana@hotmail.com

Tomando como aporte teórico-metodológico os estudos em Análise de Discurso de linha francesa, o


presente trabalho tem por objetivo analisar alguns dos comentários feitos pelo então presidente do
Brasil, Michel Temer (PMDB), em fala pública sobre as mulheres em nossa sociedade no “Dia
Internacional da Mulher” – 08 de março de 2017. Para tanto, lançamos mão de algumas categorias
relativas à abordagem citada, dentre as quais destacamos as noções de sujeito, interdiscurso e
formação discursiva. Ao enunciar, o sujeito sempre se inscreve em uma determinada posição, que
sobredetermina o modo como ele significa/é significado. Interessa-nos, neste caso, entender os
efeitos de sentido produzidos nesse processo de inscrição que recorta/regionaliza os sentidos,
relativamente à fala do presidente sobre as mulheres. A partir dos gestos de interpretação
mobilizados, a pesquisa chega a formações discursivas que apontam para a constituição da mulher
enquanto um sujeito do e para o ambiente doméstico, responsável pelas tarefas do lar – tais como
criar os filhos, ir ao supermercado fazer compras etc. Nesse sentido, o atravessamento de um
discurso sexista afeta o imaginário do sujeito presidente, de modo a constituir o sujeito mulher de
maneira desigual e machista, o que é bastante recorrente na sociedade, dada a forte presença de uma
memória que coloca o sujeito do gênero feminino nessas condições de desigualdade em relação ao
gênero masculino.

Palavras-chave: Análise de Discurso; Dia Internacional da Mulher; Michel Temer; Sujeito do lar;
Machismo.
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INTERDISCURSO, MEMÓRIA DISCURSIVA E RELAÇÕES DE PODER:


UMA ANÁLISE EM DISCURSOS PARLAMENTARES SOBRE O
PROCESSO DE IMPEACHMENT DE DILMA ROUSSEFF

Gustavo Natanael Arlindo de Souza


(UERN)
gustavo.201314a@gmail.com
José Gevildo Viana
(UERN)
gevildo_viana27@yahoo.com.br

Pretendemos, neste trabalho, analisar o discurso parlamentar no processo de impeachment da ex-


presidente Dilma Rousseff, tendo como embasamento teórico os estudos da Análise do Discurso de
linha francesa (ADF), a partir das contribuições de Michel Foucault (2003, 2005, 2011), e dos demais
pesquisadores que se filiam a esta corrente teórica, tais como Fernandes (2007), Santos (2009),
Gregolin (2007), Santos (2012). Para a realização da pesquisa, tivemos como corpus um recorte de
quatro discursos dos 513 deputados federais, sendo dois pró-impeachment e dois contrários ao
processo, levando em consideração como ponto norteador as categorias de análise da memória
discursiva, interdiscurso e as relações de poder inerentes a esta prática discursiva. O corpus foi
selecionado com base nos discursos dos sujeitos discursivos Jair Messias Bolsonaro, Eduardo Nantes
Bolsonaro, Glauber de Medeiros Braga e Maria do Rosário Nunes. Conforme a análise desenvolvida,
observamos nesse processo de impeachment que o interdiscurso é perceptível a partir da enunciação
oral dos parlamentares, ativando a memória discursiva em diferentes pontos marcantes da história
política brasileira junto das relações de poder presentes em seus discursos, apesar de posicionamentos
tanto diferentes como próximos em seus efeitos de sentido.

Palavras-chave: Impeachment. Discurso. Memória Discursiva. Poder.


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DE OBJETO SEXUAL AO EMPODERAMENTO FEMININO: UMA


ANÁLISE DA CAMPANHA REPOSTER SKOL

Jéssica Monalisa da Costa Souza


(UFRN)
jessicamonalisacsouza@gmail.com

Este artigo objetiva revisitar alguns conceitos caros à Análise do Discurso de linha francesa a partir
da campanha publicitária Reposter Skol. A referida campanha tem como proposta refazer alguns
pôsteres antigos da marca da cerveja visando desvinculá-la do estereótipo anteriormente atribuído à
figura da mulher, em que esta ocupava uma posição servil e era reduzida a objeto sexual. Nessa
campanha, foram convidadas exclusivamente mulheres ilustradoras para recriar alguns anúncios
clássicos. São discutidos, de acordo com a concepção de Pêcheux, alguns conceitos-base, tais como
condições de produção, processos discursivos e superfícies discursivas. A análise, delimitada em
dois pôsteres antigos e quatro pôsteres correspondentes recriados, permite considerar que a
mudança das condições amplas de produção — o discurso do empoderamento feminino em
evidência — gerou necessariamente uma ruptura no padrão publicitário, alterando os jogos de
imagem do público consumidor.

Palavras-chave: Análise do discurso; Mulheres; Campanha publicitária.

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REDES SOCIAIS E A PRODUÇÃO DE EFEITOS DE SENTIDO DO


DISCURSO POLÍTICO SOBRE A REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Jonas Yuri Carlos da Costa


(UERN)
yuucosta@hotmail.com
Iza Maria Pereira
(UERN)
iza.pereira@ufersa.edu.br
Sancha Wallessa da Silva César
(UERN)
sanchawallessa@hotmail.com

As tecnologias de informação democratizaram a internet e alteraram as dinâmicas


sociocomunicativas das sociedades, que sofreram essa interferência/impacto, apresentando ao
indivíduo um ciberespaço ou sociedade em rede onde as pessoas se expressam e se relacionam,
produzem e compartilham conteúdos, saberes, sentidos, formas de pensar e ver. A partir desse
contexto, o objetivo deste trabalho é analisar o processo de produção de sentidos pelo discurso
político sobre a Reforma da Previdência através de suas propagandas institucionais no espaço das
redes sociais digitais. Para tanto, usamos como referencial teórico a Análise do Discurso de
orientação francesa, mobilizando, especialmente, conceitos como discurso, poder e posição sujeito a
partir dos postulados de Michel Foucault. Trouxemos, também, as possíveis contribuições da
Semiologia História postulada por Courtine para o interior da Análise do Discurso, no que tange ao
trabalho conjunto do verbal (linguístico) e o visual (semiológico) na produção dos efeitos de
sentido. Assim, analisamos duas postagens produzidas pelo Partido do Movimento Democrático
Brasileiro (PMDB) e veiculadas na página oficial do partido no facebook, nos dias 02 e 04 de março
de 2017. A partir da análise do corpus foi possível mapear os ditos (e os não ditos) sobre a Reforma
da Previdência, identificando as estratégias enunciativas (linguísticas e extralinguísticas) na
produção de efeitos de sentido operado pela propaganda oficial.
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AS REPRESENTAÇÕES DISCURSIVAS DO REFERENTE “MULHER” NO


DISCURSO DO PRESIDENTE MICHEL TEMER

José Max Santana


(UERN)
maxsan_15@hotmail.com

O presente trabalho tem como objetivo analisar as representações discursivas construídas do


referente “Mulher” no discurso do Presidente Michel Temer durante a cerimônia de comemoração
pelo Dia Internacional da Mulher, celebrado anualmente no dia 08 de março. A data comemorativa
é marcada por cerimônia no palácio do planalto e reúne diversas autoridades políticas e figuras
públicas. O nosso estudo tem como base teórica a Análise Textual dos discursos (ATD), proposta
por Adam (2011), em que se busca analisar o texto, levando em consideração a sua estrutura
composicional, seus elementos semânticos, enunciativos e argumentativos. Fazemos ainda
recorrência a Rodrigues, Passeggi e Silva Neto (2010) para abordarmos as categorias de operações
semânticas acionadas no processo de construção das representações discursivas (Rd), bem como
Lourenço (2015), Queiroz (2013), entre outros. Como método de análise, utilizamos o caráter
descritivo e interpretativo, em que se busca analisar as representações discursivas do referente
“Mulher”, a partir das categorias da Referência, Predicação e da Aspectualização. Em seu discurso,
o Presidente, faz referência às mulheres como sendo as únicas responsáveis por cuidarem do lar,
bem como da educação dos filhos e destaca também lutas travadas por mulheres para conquistar o
espaço na sociedade.

Palavras-chave: Análise textual dos discursos; Representação discursiva; Discurso; Mulher.


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TRAÇOS DA IDENTIDADE DOS REMANESCENTES QUILOMBOLAS DE


PORTALEGRE DO BRASIL

Josinaldo Pereira de Paula


(UERN)
naldo.portalegre@gmail.com
Maria Eliete de Queiroz
(UERN)
eliete_queiroz@yahoo.com.br

O objetivo deste trabalho é investigar traços da identidade dos remanescentes quilombolas da cidade
de Portalegre RN no e-book “A fala de remanescentes quilombolas de Portalegre do Brasil”,
organizado por Souza, Mendes e Fonseca (2011). Nesta obra, são transcritos seis inquéritos de fala
em eventos reais de comunicação entre um entrevistador e moradores das comunidades, ela é
resultado de uma pesquisa realizada pelo Núcleo de Estudos Linguísticos e Literários de Pau dos
Ferros (NELLP), do Departamento de Letras, do Campus Avançado “Profa. Maria Elisa de
Albuquerque Maia” (CAMEAM), da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN). Por
meio da leitura do corpus, recortamos trechos que tematizam a religião, o mito e a escravidão na
formação da identidade dos remanescentes quilombolas. Compreendemos que a identidade que
constitui o sujeito depende do contexto social, no qual ele está inserido. O aporte teórico deste
trabalho tem respaldo em Foucault (2003), Pêcheux (1997), Mazzola (2009) e Hall (1998). Em
nossas análises concluímos que a religião é forte na formação da identidade dos remanescentes, pois
estão inseridos em um forte contexto cristão católico. Percebemos que o mito influencia na
identidade como escape para a situação social em que vivem. Por fim, observamos que esses
sujeitos tentam apagar a identidade de remanescentes quilombolas dos seus discursos, pois sentem
medo de ainda serem caçados e colocados novamente em regime de escravidão.

Palavras-chave: Identidade. Análise do Discurso. Fala. Remanescentes Quilombolas.


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“MEXEU COM UMA, MEXEU COM TODAS”: POR UMA CARTOGRAFIA


DOS DISCURSOS FEMINISTAS NA WEB

Lívia Alves Monteiro Carlos


(UERN)
lyviamonteiro_21@hotmail.com
Luan Alves Monteiro Carlos
(UERN)
luan_alvesmonteiro@hotmail.com
Francisco Vieira da Silva
(UFERSA/UERN)
francisco.vieiras@ufersa.edu.br

Este artigo busca descrever/interpretar os discursos midiáticos que trouxeram à tona dizeres sobre o
machismo presente em nossa sociedade, bem como a produção discursivo-midiática que versa sobre
o feminismo em posicionamentos discursivos que são defendidos pelo sujeito celebridade. Sendo
assim, analisaremos os efeitos de sentido presentes na campanha midiática Mexeu com uma, mexeu
com todas, a qual utiliza do poder de afetação do sujeito celebridade para discursivizar dizeres
relativos ao combate ao assédio sofrido pelas mulheres. A referida campanha eclodiu por meio da
confissão da figurinista da rede Globo, Su Tonani, que afirmou ter sido assediada pelo ator José
Mayer. As bases de nossa análise serão sustentadas pelo procedimento teórico metodológico da
arquegenealogia proposto por Foucault (2016). Para tanto, analisaremos enunciados da campanha
antes mencionada, materializados nas mídias digitais, como também lançaremos um olhar analítico
sobre alguns fragmentos colhidos da matéria divulgada pelo blog Agora é que são elas, que é
vinculado à página Folha de São Paulo, com o título José Mayer me assediou e da carta escrita pelo
ator global José Mayer e enviada ao jornal EXTRA, na qual ele pede desculpas por seus atos
machistas e assume a culpa pelo fato ocorrido. As materialidades analisadas mostram os diferentes
posicionamentos discursivos dos sujeitos em questão, por meio de vontades de verdades que
circulam nas mídias digitais e inserem o sujeito feminino na seara de um discurso de denúncia, o
qual se articula aos modos de enunciar do movimento feminista.
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Palavras-chave: Análise do Discurso. Mídias digitais. Feminismo


.
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MEMES E A REPRESENTAÇÃO DOS DEBATES POLÍTICOS NO


FACEBOOK

Lívia Maia Brasil


(UFRN)
liviamaia.brasil@gmail.com

Este trabalho apresenta o percurso metodológico construído para a realização da análise de memes
imagéticos como manifestações discursivas no Facebook. O recorte do nosso estudo teve enfoque
nos exemplares compartilhados, no período correspondente aos debates televisivos do 1o turno das
Eleições Presidenciais em 2014. Para alcançar o objetivo da pesquisa em estudar o meme imagético
como discurso e prática política no Facebook, utilizamos a Análise Discursiva e tivemos como
principal referencial teórico na área, Dominique Maingueneau e a premissa da exploração dos
interdiscursos, o que possibilitou uma análise qualitativa e interpretativa dos fatos discursivos no
meme. Estudamos o conceito de meme de Limor Shifman e de Rede Sociotécnica de Bruno Latour
para compreender o significado do fenômeno no seu meio de circulação, as redes de comunicação
virtual, como resultado, descobrimos que o compartilhamento de memes políticos nesse período
corroborou para evidenciar a opinião pública acerca desses eventos. Através da análise discursiva
francesa (AD), a pesquisa nos levou a perceber que a retórica do meme, desqualifica o discurso
político tradicional por meio do humor e configura uma outra forma de participação política,
sustentada também pelas dinâmicas de valorização e capital social das redes sociais digitais.

Palavras-chave: Memes imagéticos. Facebook. Eleições 2014. Análise do discurso. Interdiscurso.


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QUEM TEM A CORAGEM DA VERDADE? UM OLHAR SOBRE OS


DISCURSOS DAS MULHERES QUE SOFRERAM ASSÉDIO SEXUAL

Luciana Fernandes Nery


(UERN/UFPB)
lucianafernandesnery@yahoo.com.br
Maria Regina Baracuhy Leite
(UFPB)
mrbaracuhy@hotmail.com

Vivemos em uma sociedade em que nem sempre podemos dizer a verdade. O sujeito que se arrisca a
falar qualquer coisa em qualquer lugar, geralmente é interditado e sofre retaliações. Em decorrência
disso, muito sujeitos acabam ocultando determinadas verdades por receio do controle e punição
social. Aqueles que se arriscam e têm essa coragem, representam uma minoria no meio social.
Diante disso, buscamos analisar, neste artigo, os discursos de mulheres que sofreram assédio sexual,
a partir do dizer parresiástico de uma figurinista da Rede Globo a fim de discutir como a parresia
engendra modos de subjetivação em nossa sociedade. Para realização da nossa análise,
selecionamos como corpus os depoimentos publicados na revista Veja, durante o mês de abril de
2017. Para subsidiar nossas discussões, ancoramo-nos no campo da Análise do Discurso, a partir
dos postulados foucaultianos, com ênfase nas concepções de governo de si, parresia, vontades de
verdade e a técnica da confissão. Interessa-nos pensar não apenas na coragem de dizer a verdade da
figurinista, mas como o seu discurso implica na coragem do dizer do outro, bem como na
reverberação do acontecimento na mídia.

Palavras-chave: Análise do Discurso. Parresia. Vontades de verdade. Assédio sexual. Mídia.


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CORPO MONTADO, CORPO RESSIGNIFICADO: A PRODUÇÃO DE


SENTIDOS NO CROSSDRESSING

Marcos Paulo de Azevedo


(SEDUC-CE)
marcos_h.p@hotmail.com

O presente trabalho objetiva analisar as práticas de subjetivação em discursos sobre o sujeito


crossdresser em tirinhas do cartunista Laerte Coutinho. Segundo Vencato (2013), pode-se chamar
de crossdresser a pessoa que eventualmente, e sem nenhuma relação direta com sua orientação
sexual, se veste com roupas ou acessórios do sexo oposto ao que nasceu. Já o termo crossdressing é
usado para se referir à prática de vestir-se com roupas do sexo oposto. Para desenvolver essa
análise, tomamos como objeto três tirinhas de Laerte veiculadas em sites da internet buscando
analisar os modos de subjetivação que se materializam discursivamente nos textos e/ou na
representação imagética dos corpos dos personagens. As tirinhas foram analisadas, inicialmente, tal
como faz Foucault na análise de enunciados, examinando as relações de poder que atravessam esse
discurso e que concorrem para legitimar, classificar ou repudiar (FOUCAULT, 2014) os corpos do
sujeito crossdresser, revelando, assim, a constante agonística em que vivem esses sujeitos com tais
relações de poder que os interditam. Em seguida, com base na materialidade discursiva analisada,
buscamos identificar as práticas de subjetivação ou as técnicas de si retratadas nesses enunciados e
que constroem para a sociedade a imagem de um sujeito crossdresser. Esperamos com esse trabalho
contribuir para a discussão sobre corpo e discurso enquanto prática de subjetivação e,
especificamente, sobre o crossdresser enquanto sujeito de resistência aos processos de interdição
promovidos por diferentes relações de poder que a todo momento buscam disciplinar os corpos dos
sujeitos na contemporaneidade.

Palavras-chave: Corpo. Crossdressing. Discurso.


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LEITURA DE SLOGANS POLÍTICOS: DISCURSO E CONSTRUÇÃO DE


SENTIDOS

Maria das Graças de Oliveira Pereira


(UERN)
mary_ta_oliveira@hotmail.com
Robson Henrique Antunes de Oliveira
(UERN)
robson.henriq@hotmail.com

O discurso é algo subjetivo e que possibilita uma interpretação de acordo com as situações
vivenciadas pelo sujeito e compreendidas por aqueles que não vivenciaram a situação, mas analisam
os discursos, imagens e textos. Nessa perspectiva, procuramos desenvolver este trabalho que tem
como objetivo fazer uma leitura e análise da linguagem do slogans políticos, sustentada nas teorias
da Análise do Discurso, relatando sobre a importância dos diversos efeitos de sentidos configurados
ao discurso político. Abordaremos como ocorre o discurso em seus diferentes aspectos de
enunciação e, além disso, procuramos entender como se desenvolve o discurso dentro do contexto
político proferido por cada slogan estudado. Para o corpus do nosso trabalho analisamos os slogans
de Tiririca “Vote Tiririca, pior que tá não fica!” e o de Obama “ Não vote em branco”, tomando
como fundamentação teórica os estudos de CITELLI (2007) e BARONAS (2000) em que o
primeiro trata do discurso como forma de persuadir e convencer o outro enquanto o segundo fala
como se configura a memória discursiva em slogans políticos. Diante de tudo que foi abordado no
decorrer do trabalho, acreditamos que o discurso de longe se incorpora em todo e qualquer
enunciado cabendo ao sujeito interpretar os sentidos propostos pelo emissor. Cada slogan trás as
suas marcas ideológicas, assim como são processos determinantes de induzir os sujeitos para aquilo
que eles desejam que seja efetivado, neste caso a indução do público para o ato de votarem.
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A LEMBRANÇA, OS LUGARES DE MEMÓRIA E A (DES)CONSTRUÇÃO


IDENTITÁRIA DO “CORPO VELHO” NO DISCURSO MIDIÁTICO

Maria Emmanuele Rodrigues Monteiro


Secretaria de Educação do Estado da Paraíba
emmanuelemonteiro@gmail.com

Discutiremos, neste artigo, a relação de identificação entre os idosos e as (des)construções identitárias


da mídia para o “corpo velho”, as práticas de governamentalidade, como uma das disciplinas dos
biopoderes, na constituição do sujeito idoso, levando em consideração que a relação “corpo velho”/
identidade/governamentalidade é estabelecida por intermédio dos lugares de memória, da lembrança
e da memória individual dentro dos campos da memória coletiva e da memória discursiva. Para tanto,
fundamentaremo-nos no escopo teórico da Análise do Discurso, pontuando as teorias sobre história e
memória propostas por Maurice Halbwachs, Paul Ricœur e Pierre Nora. Nosso corpus será composto
por duas propagandas da cerveja Skol, veiculadas em abril e em junho de 2017, referentes às “novas”
formas de ser idoso(a). Metodologicamente, este trabalho está inserido no quadro proposto pela
abordagem qualitativa que tem como marca a interpretação. Desse modo, as leituras preliminares do
nosso corpus possibilitam-nos observar a constituição para os sujeitos idosos de uma identidade
chamada de “velhovem” pela mídia ou de “gerontolescente”, como propõe Debert [2012], no livro A
reinvenção da Velhice, em que as construções próprias do discurso gerontológico, funcionam como
discurso produtor de saberes sobre a velhice.

Palavras-Chave: Análise do Discurso, Corpo Velho, Memória, Identidade, Governamentalidade.


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UMA ANÁLISE DISCURSIVA MIDIÁTICA: A CONSTRUÇÃO DE


SENTIDOS NOS DISCURSOS SOBRE A DERROTA DO BRASIL PARA A
ALEMANHA

Maria Jackeline Rocha Bessa


(UERN)
jakyy84@hotmail.com

A análise do discurso (AD) possibilita uma leitura discursiva na qual o sentido não é transparente,
ele é produzido na articulação com a língua e a história, por meio de formulações anteriores. Tendo
em vista essa proposta teórica, analisaremos os discursos presentes em duas capas de jornais
brasileiros que discursivizaram sobre a derrota do Brasil para a Alemanha, por 7x1, nas semifinais
da Copa do Mundo de 2014. Os jornais em questão são “A tarde” de Salvador e “Jornal do
comércio” de Recife. O objetivo deste trabalho é analisar como esses discursos emergiram na cena
discursiva midiática e quais efeitos de sentidos podem ser construídos sem, entretanto, qualquer
intenção de esgota-los. Para tanto, nos apoiamos nas categorias de discurso, memória discursiva,
interdiscurso e sentido, tomando como referencial teórico os estudos de Pêcheux, (2007), Foucault
(2012), Nascimento (2010 & 2013), Orlandi (2006) e Santos (2012). Com isso, as pistas deixadas
nos enunciados e percebidas pelo jogo interdiscursivo, que se deu pela busca da memória discursiva
sobre o acontecimento constrói um efeito de sentido de que o futebol brasileiro não conseguiria
mais se reerguer depois da grande derrota para a Alemanha.

Palavras-chave: Jornal. Discurso. Memória Discursiva. Interdiscurso. Sentido. 50


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DAS HISTÓRIAS DA MAMÃE GANSA ÀS REATUALIZAÇÕES FÍLMICAS:


A CONSTITUIÇÃO DO SUJEITO MULHER PELO REFLEXO DAS
PRINCESAS E BRUXAS

Maria Verônica Anacleto Pontes


(UFPB)
veronica.pontes2@gmail.com

Nosso trabalho de pesquisa analisa a participação da mulher em contos maravilhosos e suas


releituras fílmicas. Atualmente, diante da popularidade e sucesso desse gênero através dos séculos,
os contos de fadas vêm servindo de motivação para a criação cinematográfica, através de releituras
direcionadas não só para crianças, mas também para o público adulto. Essas reatualizações
(FOUCAULT, 1999) são resultados da leitura que os sujeitos autores fizeram dos contos, estando
sujeitas às concepções do momento de produção, por isso revelam vontades de verdades presentes
em cada época. Acredita-se assim na possibilidade de desvelar vontades de verdade presentes nesse
gênero, à partir da realização da leitura numa perspectiva discursiva, proposta norteadora desta
pesquisa, que toma como corpus o conto de fadas clássico A bela adormecida (1812), e sua
reatualização fílmica: Malévola (2014). Deste modo, este trabalho pretende analisar as diferentes
identidades do sujeito mulher, a partir da memória discursiva que constitui a releitura do conto
selecionado, conforme estudos da Análise do Discurso de linha francesa, ancorando-se,
principalmente nos aportes teóricos de Foucault (1999); (2011), Pêcheux (2006), Courtine (2010); e
dos Estudos Culturais e de Gênero, aqui representados por Laraia (2004), Hall (2006), Louro
(2011), Butler (2008) e Scott (1995). Mais emancipadas em suas aspirações, a identidade das
mulheres representadas pelas personagens princesas e bruxas são recriadas indo ao encontro da
desmistificação da configuração feminina passiva, dominada e controlada pelo masculino. As
inversões dos papéis sociais que a releitura fílmica (re) produz estão calcadas nas mudanças
culturais dos últimos tempos, impulsionadas pela “revolução sexual” e pelos movimentos
feministas.

Palavras-chave: Sujeito mulher. Discurso. Contos de fadas.


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ESTRATÉGIAS DISCURSIVAS E O USO DE ATIVIDADES LÚDICAS EM


SALA DE AULA ATRAVÉS DA DANÇA: UMA EXPERIÊNCIA COM A
LÍNGUA PORTUGUESA

Marineide Furtado Campos


(UFRN)
mafurca2014@gmail.com

Objetivamos investigar as estratégias discursivas utilizadas em aulas de Língua Portuguesa,


considerando o uso de atividades lúdicas através da dança para uma conscientização corporal de
alunos de uma escola pública de Natal/RN. Tem uma metodologia voltada para uma pesquisa
participante de cunho qualitativo, que se traduz pelo envolvimento do pesquisador e o objeto
pesquisado. Das atividades já aplicadas com dança na sala de aula de Língua Portuguesa,
percebemos uma maior interação entre os alunos, utilizando caminhadas no espaço para tocar e ser
tocado; ver e ser visto, a partir de jogos propostos por Spolin (2012) e a indicação de que pela dança
é possível aprender não somente por meio de palavras (MARQUES, 2007), mas também através de
imagens e movimentos articulados no espaço geral para uma aprendizagem significativa. A
pesquisa desenvolve-se tendo por base as seguintes perguntas norteadoras: como ocorre a
negociação entre professor e aprendizes durante as aulas de língua portuguesa? Quais as estratégias
discursivas encontradas durante as práticas interativas com a dança na sala de aula de Língua
Portuguesa? Consideramos, pois, de extrema importância agregar a dança como linguagem artística
às atividades lúdicas para a construção do conhecimento em Língua Portuguesa através de um
discurso que venha a gerar a interação entre professor e aluno.

Palavras-chave: Língua Portuguesa; Dança; Ensino; Interação.


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A RESSIFIGNIFICAÇÃO DA PESSOA NEGRA A PARTIR DE PRÁTICAS


DE LEITURA DE TEXTOS MULTIMODAIS

Meiridiana de Oliveira Queiroz


(UERN)
mdioliveira15@gmail.com
Lúcia Maria de Fátima Araújo dos Santos
(UERN)
luciasantossasso@gmail.com
Francisca Maria de Souza Ramos Lopes
(UERN)
franciscaramoslopes48@gmail.com

A proposta para esta comunicação é apresentar um projeto em desenvolvimento no Programa de


Mestrado Profissional em Letras - Profletras/Assu RN. A escola é um lugar multicultural e de
diversas cores. Para tanto, esta pesquisa aborda a temática da diversidade étnico-racial. Utilizando
como ferramenta textos multimodais dentro dos mais variados gêneros, inseridos ou não no livro
didático, como estratégia para o enfrentamento da dificuldade de ler e compreender e para uma
proposta de uma escola sem racismo. O estudo está sendo realizado em uma turma de 9º ano de uma
Escola de Ensino Fundamental localizada em Beberibe-CE A proposta é formar leitores reflexivos e
críticos, analisando os posicionamentos discursivos dos alunos frente à temática.
Metodologicamente, far-se-á uso de uma abordagem qualitativa, por meio da pesquisa ação, em seu
caráter intervencionista (THIOLLENT, 2008). O embasamento teórico está centrado nos estudos da
análise do discurso (BAKHTIN 1992, 1995, 2000); das concepções de leitura a partir de autores
como (LAJOLO, 1993); da Linguística Aplicada (LA) focando a vertente contemporânea da LA
crítica, hibrida mestiça, indisciplinar e transgressiva (MOITA LOPES, 2006); dos estudos culturais
e da educação, destacando-se pesquisas sobre etnias e identidades (MUNANGA, 2006 a 2009 e
RAMOS-LOPES, 2010-2016). O trabalho tem oportunizado discussões, produções e reflexões que
muitas vezes são silenciadas no ambiente escolar, trazendo um olhar crítico sobre a temática da
diversidade cultural e racial e sua importância na construção da sociedade brasileira.
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Palavras-chaves: Identidade Étnico-racial. Leitura. Práticas racistas. Discurso.


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A REPRESENTAÇÃO MIDIÁTICA DOS CABELOS FEMININOS NA


CONSTITUIÇÃO DO SUJEITO: UMA ANÁLISE DISCURSIVA DE
PROPAGANDAS DA LOLA COSMETICS

Polianny Ágne de Freitas Negócio


(UERN)
Profa. Dra. Lúcia Helena Medeiros
(UERN)

O presente trabalho está inserido no campo da Análise do Discurso (AD) de tradição francesa e
retrata a história dos cabelos das mulheres, demonstrando como estes atuam na constituição do
sujeito feminino e como são representados atualmente na mídia. O corpus se constitui por 3
propagandas da Lola Cosmetics, chamadas de lolabooks, as quais demonstram a diversidade da
mulher moderna, que não se restringe a um só padrão de beleza. Para fundamentar a análise
discursiva, foram utilizadas as concepções de Foucault (1995; 1996), Gregolin (1995), Fernandes
(2007), Carvalho (2008) e Tavares (2012;2015), que trazem as teorias da AD para investigar o
corpo e o discurso; Perrot (2016), Sant’anna (2005; 2014; 2016), Raminelle (2015) e Morris (2005)
para abordar a história das mulheres, da beleza e do corpo e Silverstone (2005), retratando as
questões midiáticas, entre outros. Assim, pretende-se fazer um resgate da construção da beleza da
mulher no Brasil, enfatizando os discursos sobre os cabelos, e mostrar como se dá o processo de
constituição do sujeito feminino na mídia, especificamente nas propagandas da Lola Cosmetics.
Durante a análise, serão interpretados os mecanismos de memória, no processo de libertação dos
estereótipos, bem como o exercício de poder da mídia na disciplinarização dos corpos das mulheres.
Estudar essas transformações na discursivização midiática nos permite resgatar a história das
mulheres e nos possibilita refletir sobre a influência dos cabelos na constituição do sujeito,
auxiliando também na compreensão de certos dizeres da contemporaneidade.

Palavras-chave: Discurso midiático; Mulher; Cabelos.


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PRÁTICAS DISCURSIVAS NA CONSTRUÇÃO DE IDENTIDADES

Rebeca Sales Pereira


(UFC)
rebeca_ufc@yahoo.com.br

Esta pesquisa focaliza a construção das identidades nos discursos de profissionais de saúde e
usuários do Programa de Saúde da Família (PSF) a partir da análise do significado identificacional
do discurso, verificável pelas categorias analíticas de avaliação e modalidade. Buscamos responder
às seguintes questões de pesquisa: Quais os padrões de funcionamento do significado
identificacional nos discursos de profissionais de saúde e usuários do PSF? E ainda: De que maneira
a eficácia na prática dialógica entre profissionais de saúde e usuários do PSF interfere na eficácia da
prática assistencial?. Para tanto, tomamos por base os estudos de Halliday (1973;1985) no tocante à
Linguística Sistêmico Funcional; Resende e Ramalho (2006;2011), Fairclough (2001, 2003),
Chouliaraki & Fairclough (1999) e Magalhães (2000;2004) a respeito do quadro teórico-
metodológico da ADC; entre outros autores relevantes para nossa abordagem. Para a análise dos
dados, realizamos pesquisa etnográfica em um posto de saúde no município de Pacatuba-CE,
durante o ano de 2014, utilizando técnicas de entrevistas, grupos focais e observações da prática
assistencial, almejando a triangulação destes dados em nossa análise. Os resultados de nossa
investigação indicam que as identidades de profissionais de saúde e usuários no contexto do PSF
são construídas nas práticas e reveladas no discurso de maneira avaliativa, apresentando
determinadas marcas de modalidade discursiva. Além disso, as identidades engendradas nas
manifestações avaliativas no discurso de profissionais de saúde e usuários do PSF revelam por
traços linguísticos explícitos e implícitos que a eficácia na prática dialógica assistencial está
diretamente relacionada à qualidade no atendimento.

Palavras-chave: Análise de Discurso Crítica; Identidades; Discurso médico-paciente


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ENTRELACES DE BIOPODER- O MEDO COMO ESTRATÉGIA DE


SEGURANÇA NOS DISCURSOS DA MÍDIA

Rosivânia Maria da Silva


(UERN/IFPB)
rosivaniasilva@oi.com.br

O presente artigo tornar-se um instrumento acadêmico interessado em analisar a insegurança a partir


do conceito foucaultiano de dispositivo de segurança e das relações de biopoder que dialogam com as
contribuições valiosas do sociólogo Zygmunt Bauman sobre o medo nas sociedades modernas. Nesse
direcionamento, temos como fundamentação os construtos teóricos da análise do discurso de
orientação francesa, tendo como referência, os trabalhos de Foucault( 1999, 2007, 2008) e estudiosos
de questões sociais contemporâneas como Bauman( 2008, 2009), Courtine(2008), Pastana(2003),
Pezza( 2013). Nesta perspectiva, pretendemos identificar o funcionamento do discurso do medo
produzidos pela mídia como estratégias discursivas que demarcam a atuação do biopoder através de
discursos que produzam a subjetivação dos sujeitos. Para tal finalidade analisaremos um manual de
dicas de segurança produzido e distribuído pela assessoria de políticas de segurança do Ministério
Público do Distrito Federal e Territórios. A discussão destas noções possibilita uma reflexão
discursiva e social sobre o enfoque da mídia sobre a insegurança gerada pela violência urbana e os
medos contemporâneos, a banalização e espetacularização que atuam na constituição de novos
comportamentos partindo das relações de biopoder .

Palavras-chave: Mídia. Biopoder. Discurso do medo. Dispositivo de segurança.


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OS DISCURSOS DAS PROPAGANDAS PUBLICITÁRRIAS COM


PROTAGONISTAS CÉLEBRES: A CONTTEMPORANEIDADE E A
REPAGINAÇÃO DA FAMA

Shemilla Rossana de Oliveira Paiva


(UERN)
shemillarossana@hotmail.com

A publicidade busca fisgar a atenção do maior número possível de indivíduos-consumidores, para


isso, desenvolve inúmeras estratégias. A que nos interessa nesse estudo é a utilização de
celebridades em comerciais de produtos e serviços apresentados na televisão aberta, o que não
consistiria em nenhum ineditismo, e até poderia significar uma pesquisa repetitiva, uma vez que, na
academia, o marketing e a comunicação já se debruçam há tempos sobre essa antiga tática de venda
através de uma figura pública, porém, o foco desses trabalhos se dá sob a perspectiva dos
marketólogos e comunicólogos e é centralizado no comportamento de compra e nos índices de
venda, objetivando oferecer ao mercado uma fórmula de máximo retorno financeiro. Também se
tem conhecimento da obra “O show do Eu: a intimidade como espetáculo” tese da autora Paula
Sibília (SIBÍLIA, 2008), que investiga e analisa o exibicionismo das intimidades por parte dos
próprios sujeitos contemporâneos, ou seja, discursos confessionais, praticados no terreno da internet
no século XXI. Assim, o recorte de Sibília se dá com os blogs, ou seja, os diários da
contemporaneidade, que são abertos, com a chave na mão de todos, no clicar de um mouse. Esses
sujeitos analisados pela autora são inicialmente anônimos, embora alguns possam alcançar um
período de notoriedade. A autora também analisa os Reality shows. Todavia, o foco de Sibília,
diferente do nosso, não circunda a ressignificação do conceito de celebridade dentro do discurso da
publicidade como aqui discutiremos. Nosso estudo, por sua vez, tem outras peculiaridades, ele se dá
no campo interdisciplinar das ciências sociais e humanas e se ancora na perspectiva teórica da
Análise do Discurso de orientação francesa (AD). Nosso objeto é o discurso dos comerciais
publicitários que se utilizam de celebridades e sub-celebridades de modo embaraçoso, colocando-as
por vezes como motivo de riso ou de compadecimento, como mais acessíveis ou como mais críveis,
justamente por desconstruir o imaginário que se tinha em torno do conceito de celebridade como um
sujeito irretocável. É relevante sublinhar que não nos referimos aqui ao modo pastelão de fazer
graça, pois esse sempre existiu na televisão e na publicidade, seja com famosos ou não. O que nos
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inquieta, e que originou o problema central da presente pesquisa, é algo muito mais sutil e
específico, ou seja, a quebra do conceito de celebridade como conhecíamos até então. É no
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fenômeno da “descelebrização” da celebridade, ou na ressignificação do conceito de celebridade

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engendrado pelo discurso que ganha materialidade nesses comerciais publicitários que reside nosso
objeto e de onde desponta nosso problema de pesquisa. Esses comerciais com mote na
“descelebrização” da celebridade buscam vender através de atrizes, atores, modelos, ex-
participantes de reality shows, esportistas e etc, mas não através da beleza, fama e conquistas dessas
figuras públicas como sempre havia sido feito, ao contrário, agora a luz central é jogada em alguma
fragilidade dessa celebridade, em algum evento ou gafe ocorrido com ela que tenha “vazado” para o
público, como se diz no jargão da mídia de celebridades. A tentativa de venda do produto ou serviço
anunciado não se relaciona ao cabelo e pele impecáveis de uma atriz ou no corpo esculpido de
determinado atleta, mas, em algum passo em falso que eles tenham dado em suas carreiras, em um
traço físico ou psicológico indesejado, ou até mesmo o fato de estarem relegados ao ostracismo.

Palavras – Chave: Publicidade. Autodepreciação. Celebridades. Humor


.

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GT 01 – PRÁTICAS DISCURSIVAS E MODOS DE SUBJETIVIZAÇÃO

“DISCURSO DE ÓDIO”: SENTIDOS, DERIVAÇÃO, CONTRADIÇÃO

Thiago Alves França


(UNEB/UFPE)
thiagufsa@gmail.com

Neste trabalho, a partir da análise de discurso pecheuxtiana (AD), proponho pensar sobre o sintagma
“discurso de ódio”. Mais especificamente, refletindo sobre ocorrências principalmente coletadas em
uma rede social digital, o Facebook, me ocupo tanto de aparições do próprio sintagma quanto de
hashtags produzidas a partir dele (#DiscursoDeÓdio; #discursodeodio). Neste texto, discuto sobre
os sentidos que são (re)produzidos quando do uso de “discurso de ódio”, observando a diversidade
de fenômenos albergados nessa designação, destacando, inclusive, fenômenos antagônicos que
“convivem”, mas não sem estabelecer relações de força, que são, nesse caso, pensadas como
disputas travadas no domínio do simbólico. O material de análise, a que chamei de formulações,
oferece elementos que reclamam a revisitação de algumas teses da AD, entre as quais aquela que
pressupõe que o sentido não está colado nas palavras, sendo condicionado, antes, pela vinculação de
tal “palavra” a uma determinada região do interdiscurso e não à outra. De outro modo, o sentido e
sua derivação estão vinculados à posição daquele que enuncia, e, sendo assim, os efeitos de sentidos
que se produzem quando se enuncia “discurso de ódio” são pensados, aqui, em relação a modos de
subjetivação que regulam a (re)produção dos sentidos à medida que revelam sobre o recorte operado
no interdiscurso, sem o qual a significação não ocorreria.

Palavras-chave: Discurso de ódio. Efeitos de sentidos. Derivação. Contradição.


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GT 01 – PRÁTICAS DISCURSIVAS E MODOS DE SUBJETIVIZAÇÃO

CASAMENTO GAY E A CONSTITUIÇÃO DO SUJEITO LGBT: EFEITOS


DE SENTIDO E PRÁTICAS DISCURSIVAS

Viviana Bezerra de Mesquita


(UERN)
vivianamesquita@gmail.com

O artigo tem por objetivo apresentar parte da pesquisa da minha dissertação de mestrado, com foco
para os processos de construção da subjetivação do sujeito LGBT, tendo como base os efeitos de
sentido produzidos pelo discurso religioso e jurídico, frente a ideia do casamento e de família. As
noções de práticas discursiva, efeito de sentido e subjetivações, compõe as categorias de análise
interligadas pelo fio teórico que une os estudos da Teoria da Análise do Discurso de base francesa
com os estudos de Michel Foucault. Analisaremos os efeitos discursivos dos enunciados efetivamente
ditos que circularam sobre a regulamentação da união civil entre pessoas do mesmo sexo, discursos
esses, que inferem diretamente na noção de família e na constituição dos próprios sujeitos LGBT, nos
seus modos de subjetivação e objetivação diante a produção de sentido sobre o tema do ‘casamento
gay’. Faremos uma relação direta dos elementos teóricos e descritivos, onde assistiremos uma análise
dos corpus selecionados. Para inferirmos que os discursos em sua heterogeneidade são parte
constitutiva no processo de construção dos sujeitos LBGTs. Perceberemos ainda, que os sujeitos
LGBTs buscam na resistência os modos de se constituírem, que o casamento homoafetivo é uma
estratégia para formulação de uma vida para liberdade dos sujeitos e que a luta pelo direito à
regulamentação do casamento homoafetivo pelo Estado, deve ser compreendida como uma estratégia
dos sujeitos LGBT’s que podem alterar suas práticas de subjetivação e tornar possíveis novas formas
de autocondução ética.

Palavras Chaves: Casamento gay, sujeito LGBT, práticas discursivas, subjetivação.


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GT 02 – ESTUDOS SOBRE GÊNEROS: DIÁLOGOS ENTRE DIFERENTES
PERSPECTIVAS

CANÇÃO: UM GÊNERO, NÃO UM RECURSO DIDÁTICO

Ana Angélica Lima Gondim


(UFC)
gondimufc@gmail.com

Somos conscientes do uso constante do gênero canção em contextos de ensino de línguas,


principalmente estrangeiras. Baseando-nos neste fato, apontamos a importância de refletirmos sobre
as práticas de utilização deste gênero. Com base neste objetivo, e considerando que os documentos
que orientam o ensino de língua estrangeira no país (PCN, OCN) primam por um ensino reflexivo e
discursivo, que articulam as práticas comunicacionais aos contextos linguísticos que as permeiam e
as condicionam, basear-nos-emos nos pressupostos teóricos do Interacionismo Sociodiscursivo
(BRONCKART, 2003, 2005, 2008)) a fim de caracterizarmos este gênero, considerando também o
papel de megainstrumento de ensino (SCHNEUWLY & DOLZ, 2004) que este gênero possui, e
diferenciando-o de um simples recurso didático. Para tanto, descreveremos o trabalho realizado por
dois professores de Português Língua Estrangeira (PLE) de ensino da língua a partir do gênero
canção, realizaremos a análise das práticas observadas e apresentamos proposta de ensino que
considerem-no como um gênero e não apenas um recurso didático.

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GT 02 – ESTUDOS SOBRE GÊNEROS: DIÁLOGOS ENTRE DIFERENTES
PERSPECTIVAS

O GÊNERO EDITORIAL NUMA PERSPECTIVA DIACRÔNICA: O CASO


DO JORNAL O MOSSOROENSE

Angela Claudia Rezende do Nascimento Rebouças


(UERN)
ang-thi@hotmail.com

Os editoriais circulam amplamente na esfera jornalística desde a criação da imprensa no Brasil e


como textos essenciais para a demarcação de um posicionamento oficial da empresa, segue uma
tradição contínua de aparecimento nos diversos jornais do país. Sabemos, no entanto, que os textos
que circularam na primeira fase jornalística do Brasil não são iguais aos textos mais modernos em
função de fatores pragmáticos, linguístico-discursivos e estruturais. Dessa forma, partimos dos
pressupostos da linguística românica coseriana que tem como fio condutor a ideia que os textos têm
uma historicidade própria (COSERIU, 1979) e da qual pode haver características contínuas e outras
descontínuas, o que pode fazer com que, muitas vezes, em algum momento da história, os textos se
transformem. Assim, os editoriais do Jornal O Mossoroense, publicados desde 1872, serão o nosso
objeto de estudo e estão metodologicamente divididos em três fases que vão de 1872 ao ano de
1875, e conta com 34 exemplares de textos. O segundo período vai de 1928 a 1935 e é composto de
23 textos e o último, vai do ano 1980 ao ano de 2007 e comporta 14 textos representativos dos
editoriais. A pesquisa consiste numa análise qualitativa dos editoriais das épocas destacadas e foram
analisadas as características: organização retórica, o propósito comunicativo dos textos, a
adjetivação, expressões de línguas estrangeiras e ainda o contexto em que estão inseridas. Os
resultados obtidos nos permitem afirmar que há mudanças estruturais consideráveis e propósitos
comunicativos aproximados, além da adjetivação estar mais polida e ainda podemos aproximar o
editorial da primeira fase ao gênero manifesto, tão comum no final do século XIX.
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GT 02 – ESTUDOS SOBRE GÊNEROS: DIÁLOGOS ENTRE DIFERENTES
PERSPECTIVAS

VAMOS PARODIAR? ESTRATÉGIA DE REESCRITA NO ENSINO


FUNDAMENTAL SOB A PERSPECTIVA DIALÓGICA

Edneide Bulamarque
(UERN)
edneidebulamarque@gmail.com
Risoleide Rosa Freire de Oliveira
(UERN)
risoleiderosa@gmail.com

O projeto em desenvolvimento tem o objetivo de contribuir com alunos e professores do ensino


fundamental utilizando a estratégia de reescrita de textos a partir da produção de paródias nas aulas
de língua portuguesa. Para tanto, utiliza o método dialógico de pesquisa interventiva baseado na
Análise-teoria Dialógica do Discurso do Círculo de Bakhtin, considerando a situação social e
histórica concreta dos estudantes, a fim de estimulá-los a interagir por meio da linguagem na
construção de seus discursos. A prática docente nas aulas de língua portuguesa requesta a formação
de estudantes que escrevam de modo autônomo e crítico, propósito consubstanciado neste projeto que
enseja inspirar estudantes na utilização de paródias como aporte para a aprendizagem da leitura e da
escrita, instigando-os a interagir de maneira dialógica diante do que veem, ouvem e escrevem. Dentre
os recursos metodológicos utilizados destacam-se as oficinas de leitura, escrita e reescrita de textos
na produção de paródias, fundamentadas na perspectiva bakhtiniana de dialogismo e compreensão
responsiva ativa, de forma que as vivências do cotidiano sejam traduzidas em discursos. Com isso,
espera-se envolver os alunos em um processo constante de interação mediada pelo diálogo,
corroborando para a formação do leitor/escritor que se espera no Ensino Fundamental.

Palavras-chave: Gêneros do discurso. Paródia. Dialogismo.


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GT 02 – ESTUDOS SOBRE GÊNEROS: DIÁLOGOS ENTRE DIFERENTES
PERSPECTIVAS

O GÊNERO SAMBA-EXALTAÇÃO NA PERSPECTIVA BAKTINIANA

Flavia Ferreira Lopes da Costa


(UFRN)
flaviaflopes2007@hotmail.com
Anne Michelle Dantas
(UFRN)
annemichellea@yahoo.com.br
Diana de Oliveira Mendonça
(UFRN)
dianamendonca@live.com

Não raro, as escolas de samba são associadas à ideia de comunidade. De fato, foi nesses espaços que
essa manifestação cultural constituiu-se e afirmou-se. A relação que as agremiações estabelecem
com suas comunidades é importante para que tenham bons resultados e conquistem mais
visibilidade. Sendo assim, o objetivo deste estudo, o qual integra uma pesquisa de mestrado em
andamento, é propor uma análise preliminar acerca do gênero samba-exaltação da escola de samba
Grêmio Recreativo da Portela bem como identificar as características que esse gênero adquire nessa
esfera social. Para tanto, pauta-se nas contribuições do Círculo de Bakhtin (2016) acerca do estudo
dos gêneros do discurso associada às concepções de sujeito propostas pelos estudos culturais
(HALL, 2015; CANCLINI, 2005; BAUMAN, 2001, 2007). Os resultados preliminares levam à
reflexão de que a escola da Portela utiliza estratégias discursivas na construção do gênero samba-
exaltação que visa reforçar a importância da escola de samba para a comunidade, atribuindo
identidades múltiplas a essa instituição, transmitindo valores e formas de ver a agremiação.
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GT 02 – ESTUDOS SOBRE GÊNEROS: DIÁLOGOS ENTRE DIFERENTES
PERSPECTIVAS

GÊNEROS DO DISCURSO: ARTIGO DE OPINIÃO E NOTÍCIA UMA


EXPERIÊNCIA NO PIBID

Francisca Berlândia Alcineide Silva Paiva


(UERN)
berlandia.alcineide@gmail.com

Este trabalho consiste em apresentar um projeto desenvolvido em uma turma de terceira série do
Ensino Médio de uma escola da Rede Estadual de Ensino, localizada na cidade de Mossoró-RN.
Foram abordados os gêneros discursivos artigo de opinião e notícia. O trabalho foi realizado por
uma equipe do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) de Língua
Portuguesa e teve como objetivo propor estratégias de leitura, escrita e interpretação para que os
alunos percebessem as diferenças existentes entre esses dois gêneros do discurso jornalístico. Além
de mostrar diferenças na estrutura e no estilo, o objetivo principal foi explorar atividades a fim de
que os alunos aprendessem a distinguir um fato de uma opinião. Com a leitura e produção de artigos
de opinião, buscou-se desenvolver a criticidade, a fim de melhorar a competência dos alunos em
relação à escrita de gêneros argumentativos. Com a leitura e a produção de notícias, procuramos
trabalhar a objetividade e a impessoalidade, pois quem escreve uma notícia precisa se ater aos fatos,
à informação. Para desenvolver o trabalho na referida turma de terceiro ano, utilizamos uma
metodologia com foco na leitura, no debate, na distinção dos gêneros estudados e na escrita e
reescrita. Para fundamentar teoricamente esta pesquisa, usamos Cunha (2002), Rojo (2008),
Marcuschi (2002), Zavam e Araújo (2008) e outros. Pode-se ressaltar aqui que os resultados foram
satisfatórios, pois os alunos conseguiram entender a diferença entre fato (que caracteriza a notícia) e
opinião (que caracteriza o artigo de opinião).

Palavras-chave: PIBID. Gêneros discursivos. Artigo de Opinião. Notícia.


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GT 02 – ESTUDOS SOBRE GÊNEROS: DIÁLOGOS ENTRE DIFERENTES
PERSPECTIVAS

O GÊNERO DISCURSIVO ENTREVISTA EM PERSPECTIVA


BAKHTINIANA: IMPLICAÇÕES TEÓRICO-METODOLÓGICAS

Helton Rubiano de Macedo


(UFRN)
heltonrubiano@gmail.com

Esta comunicação tem o objetivo de refletir acerca das implicações teórico-metodológicas da


concepção bakhtiniana de gênero discursivo para uma análise dialógica do discurso. Para tanto,
exploraremos o conceito de gênero discursivo com base em Bakhtin (2011), a fim de compreender
os elementos que o constituem: conteúdo temático, estilo e construção composicional, os quais
conformam enunciados relativamente estáveis. Após o exame dos construtos teóricos relativos ao
gênero discursivo, objetivaremos articular essas concepções a uma pesquisa em curso que trata de
uma análise dialógica de discursos. O foco dessa análise são falas de escritores em que versam
sobre literatura e seus processos particulares de criação literária. Esses discursos são tomados partir
da gravação e transcrição dos discursos de escritores de ficção norte-rio-grandenses dentro do
projeto Voz e criação: escritores potiguares e seus processos criativos. Esse projeto visa levar a
público os processos de construção de textos de escritores locais de variados gêneros literários. A
proposta do evento define um convidado a cada edição, que será coordenada por um mediador. O
mediador inicia a entrevista a partir de um roteiro previamente definido, podendo expandir tópicos
ou suprimi-los diante da dinâmica da entrevista. Após esse período, é aberta a participação do
público presente com questões que convirjam para a temática da criação literária. Nesse sentido,
buscaremos caracterizar o gênero entrevista, que assume particularidades no bojo do referido
projeto de extensão, bem como discutir as implicações que essa configuração trará aos
procedimentos teóricos-metodológicos empreendidos para a pesquisa.
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GT 02 – ESTUDOS SOBRE GÊNEROS: DIÁLOGOS ENTRE DIFERENTES
PERSPECTIVAS

ANÁLISE CRÍTICA DE GÊNEROS DA MÍDIA

Ivandilson Costa
(UERN)
ivan.dilson.ic@gmail.com

Um campo ainda passível de mais estudos quanto à questão da análise de gêneros é o da abordagem
crítica. Desenvolvido especialmente por Bathia (2001; 2004; 2008), ao desenvolver estudos sobre
integridade, versatilidade, inovação genéricas, o tema já seria esboçado nos estudos da Análise
Crítica do Discurso (CHOLIARAKI; FAIRCLOUGH, 1999; FAIRCLOUGH, 2003), ao pôr o
aspecto discursivo de redes de práticas sociais em combinações particulares de gêneros, discursos e
estilos. Este trabalho tem por objetivo analisar como se dá um fenômeno crescentemente
desenvolvido atualmente, o da incorporação de caracteres promocionais por gêneros da esfera
jornalística. Para tanto, tratou-se dos gêneros midiáticos ‘capa de revista’, ‘primeira página de
jornal’, ‘escalada de telejornal’. O corpus provém de montante de nossa recente pesquisa de
doutorado (COSTA, 2016), tendo sido a coleta realizada no período de 19 de agosto e 24 de outubro
de 2014, período significativo da campanha eleitoral para presidente da república. Aplicou-se um
método qualitativo e interpretativista, de caráter interdisciplinar, com levantamento por amostragem,
geração de dados por registros audiovisuais e revelando, como interesses do conhecimento, a
emancipação e empoderamento. O estudo aponta para o fato de que os gêneros em análise passam
por transformações quanto à sua integridade, especialmente quando se trata da incorporação de
propriedades promocionais, oriundas do domínio mercadológico da publicidade. Pela pesquisa,
pretendemos, ainda, fomentar o processo de ensino-aprendizagem de práticas de linguagem – leitura
e produção de texto, em busca da construção de um letramento crítico para o aluno, interpelado,
nessa perspectiva, pelos processos de consciência e cidadania.

Palavras-chave: Análise Crítica do Discurso; Gêneros discursivos; Mídia jornalística


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Página

ISBN: 978-85-7621-221-8
GT 02 – ESTUDOS SOBRE GÊNEROS: DIÁLOGOS ENTRE DIFERENTES
PERSPECTIVAS

A RESSIGNIFICAÇÃO DA ESCRITA DE GÊNEROS ARGUMENTATIVOS

Jaciara Limeira de Aquino


(UFRN)
jaciaralimeira@gmail.com

Na perspectiva dos estudos de letramento (KLEIMAN, 1995), a leitura e a escrita são compreendidas
como práticas sociais. Seguindo essa perspectiva, temos como objetivo, nesta comunicação oral,
analisar a ressignificação da escrita de gêneros argumentativos. Essas práticas escritas estão sendo
desenvolvidas a partir do modelo didático advindo dos projetos de letramento (KLEIMAN, 2000) e
visam a uma problemática situada, qual seja: o que pode ser feito para resolver, ou ao menos,
minimizar a falta de água potável no município de Portalegre-RN? Para dar visibilidade ao processo
de ressignificação da escrita a partir dessa problemática, apresentamos um recorte de dados gerados
em um projeto de letramento que foi desenvolvido no ensino fundamental de uma escola pública
localizada no município de Portalegre-RN. Na análise, iremos enfatizar o seguinte aspecto: o papel
dos gêneros discursivos no processo de ressignificação da escrita argumentativa. Teoricamente,
fundamentamo-nos nos estudos de letramento (KLEIMAN, 1995; TINOCO, 2008; LEITE; TINOCO,
2016), bem como na teoria dos gêneros baseada na Nova Retórica (BAZERMAN, 2007; 2011) e,
metodologicamente, inserimo-nos em uma pesquisa qualitativa e interpretativista ligada à Linguística
Aplicada (MOITA-LOPES, 2006). A análise dos dados nos mostra que, por meio do modelo didático
dos projetos de letramento, é possível perceber que o papel dos gêneros argumentativos, nesse
contexto, é o de desempenhar ações sociais visando à resolução de uma problemática situada, o que
indica que eles se constituem para atender a funcionalidades sociais específicas.

Palavras-chave: Argumentação. Projeto de letramento. Gêneros discursivos argumentativos.


Ressignificação da escrita.
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ISBN: 978-85-7621-221-8
GT 02 – ESTUDOS SOBRE GÊNEROS: DIÁLOGOS ENTRE DIFERENTES
PERSPECTIVAS

O GÊNERO ANÚNCIO PUBLICITÁRIO NO LIVRO DIDÁTICO: UMA


QUESTÃO DE MÚLTIPLAS LEITURAS

Jammara Oliveira Vasconcelos de Sá


(UERN)
jammaravasconcelos@gmail.com
Lucineide Matos Lopes
(SEDUC)
lucineidematoslopes@gmail.com

Esta pesquisa tem como objetivo analisar como ocorre a abordagem do gênero anúncio publicitário
no livro didático de língua portuguesa, a partir da concepção de leitura como um processo de
interação entre autor/leitor/texto. Apoiamos nosso estudo nos seguintes aportes epistemológicos: no
interacionismo sociodiscursivo (ISD) para a compreensão do agir humano através da atividade de
linguagem, conforme Bronckart (1999). Acerca de nossa concepção sobre os anúncios publicitários,
recorremos a Charaudeau (2010a) para caracterizar esse gênero como um dos que suscita desejos,
mexendo com o imaginário dos consumidores com o objetivo de persuadir o suposto comprador
que, através de suas mensagens persuasivas, passam a desejar a compra do produto. Quanto ao
processo de leitura, nos amparamos em Solé (1998) e Kleiman (2002) que defendem as práticas
interacionistas de leitura como ponto de partida para a constituição do sujeito leitor crítico que pode
interferir diretamente na compreensão dos múltiplos sentidos que compõem o texto. Já no tocante ao
ensino de língua portuguesa e às contribuições a respeito do livro didático de língua portuguesa
usamos Jurado e Rojo (2006). Como resultado de nosso estudo, podemos adiantar que as atividades
de estudo do gênero anúncio publicitário no livro didático de LP não consideram os múltiplos
dizeres que compõem o sentido do gênero, apresentando dificuldades em conceber o texto em sua
amplitude, parecendo deixar de lado o que vai além da materialidade do texto em favor de atividades
que priorizam, exclusivamente, os aspectos gramaticais na tessitura dos sentidos do gênero
analisado. (245 palavras).

Palavras-chave: Leitura na perspectiva interacionista. Anúncio publicitário. Livro didático.


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GT 02 – ESTUDOS SOBRE GÊNEROS: DIÁLOGOS ENTRE DIFERENTES
PERSPECTIVAS

O DIALOGISMO BAKHTINIANO NOS ANÚNCIOS PUBLICITÁRIOS DE


COSMÉTICO

Jammara Oliveira Vasconcelos de Sá


(UERN)
jammaravasconcelos@gmail.com
Bruna Gabrieli Morais da Silva Thorpe
(UERN)
bgabrieli@hotmail.com

O presente estudo tem como objetivo investigar as marcas do dialogismo bakhtiniano na composição
verbal dos textos do gênero anúncio publicitário de cosmético. Para isso, partimos do pressuposto de
Bakhtin (2003) que defende os gêneros como tipos, relativamente, estáveis de enunciados, plenos de
relações dialógicas. Nesta perspectiva, o autor salienta ainda que, no processo de constituição dos
gêneros, é impossível compreender adequadamente o estilo de um enunciado sem levar em conta o
dialogismo inerente ao gênero. Aspecto, este, que motivou nossa pesquisa. Ainda acerca do
arcabouço teórico do nosso trabalho, é importante destacar que, além de considerarmos os anúncios
como gêneros complexos (BAKHTIN, 2003), nosso trabalho alinha-se com os pressupostos de
Bhatia (1993) ao considerarmos o anúncio de cosmético como um gênero textual pertencente à
colônia dos gêneros promocionais, marcado pelos propósitos comunicativos do enunciador. Faz-se
necessário frisar que para nossa investigação, utilizamos o método qualitativo para a análise dos
anúncios publicitários de cosméticos, em virtude do olhar interpretativo que norteia a questão das
marcas linguísticas nas relações dialógicas que se revelam ao longo da constituição do gênero. Em
nosso percurso metodológico, uma questão norteia nosso olhar para esta pesquisa: como as marcas
linguísticas se revelam nos textos dos anúncios publicitários de cosméticos? O resultado do estudo
ressalta que o gênero anúncio publicitário apresenta marcas dialógicas importantes, reafirmando a
importância dos estudos que versam sobre este tema, inclusive no caso dos gêneros promocionais e
mais objetivos como o que analisamos neste trabalho.
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GT 02 – ESTUDOS SOBRE GÊNEROS: DIÁLOGOS ENTRE DIFERENTES
PERSPECTIVAS

MUDANÇAS E PERMANÊNCIAS NO GÊNERO RESENHA ACADÊMICA


ENTRE 1953 E 2017

Jorge Luis Queiroz Carvalho


(UERN)
jorge_carvalho15@hotmail.com

Esta pesquisa analisa vestígios de mudança e traços de permanência em resenhas acadêmicas. Para
tanto, tem por objetivos: i) analisar a organização retórica de resenhas acadêmicas a fim de comparar
regularidades e singularidades na composição dos textos e iii) identificar itens lexicais recorrentes
nas resenhas e seus entrelaçamentos com unidades e subunidades retóricas. A pesquisa adota o
método de abordagem indutivo e os métodos de procedimento histórico e comparativo. A análise
diacrônica compreende um contínuo temporal de 62 anos que dividimos em três fases geracionais: a)
1953-1970; b) 1971-2000; e c) 2001-2015. Cada fase está representada por 15 textos, somando um
total de 45 exemplares coletados em periódicos acadêmicos da área de Letras e Linguística. O
empreendimento seguiu enfoques descritivos e explicativos e, mesmo recorrendo a dados
estatísticos, procedeu-se a uma abordagem qualitativa. Buscou-se apoio metodológico no programa
computacional AntConc 3.4.3w para discernir os itens lexicais mais recorrentes. Teoricamente, está
amparada na abordagem sociointeracionista de linguagem do Círculo de Bakhtin, nos Estudos
Retóricos de Gêneros e no paradigma das Tradições Discursivas. Percebeu-se que esse gênero detém
uma linha de continuidade assegurada pela manutenção de propósitos comunicativos socialmente
compartilhados. No tocante à estrutura composicional, pôde-se identificar padrões de organização
que apresentam unidades retóricas e itens lexicais característicos com frequências que oscilam entre
cada fase geracional. Esses resultados corroboram para o entendimento de que esses artefatos
socioculturais se ajustam às demandas e especificidades dos momentos históricos que os
circunscrevem e podem contribuir com a discussão acerca da diacronia dos gêneros textuais.

Palavras-chave: Tradições discursivas. Gêneros acadêmicos. Resenha acadêmica.


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GT 02 – ESTUDOS SOBRE GÊNEROS: DIÁLOGOS ENTRE DIFERENTES
PERSPECTIVAS

O GÊNERO MEME E A INTERTEXTUALIDADE: PROPOSTA DE


SEQUÊNCIA DIDÁTICA PARA PRODUÇÃO DE ARTIGO DE OPINIÃO
NAS AULAS DE LÍNGUA MATERNA

Karla Jane dos Santos


(UERN)
karlajane2@yahoo.com.br

Este trabalho tem o objetivo de sugerir a aplicação de uma sequência didática direcionada às aulas
de produção de texto para uma turma de 9º ano do Ensino Fundamental, com o intuito de produzir
artigos de opinião, por meio da utilização do gênero meme e outros exemplos de textos de natureza
argumentativa nas propostas de redação, observando a importância do gênero para o
desenvolvimento da articulação das opiniões dos alunos e do uso da intertextualidade. A
fundamentação teórica é composta pelas teorias de BAKTHIN (1988), KOCH e ELIAS (2009),
CAVALCANTE (2016) e a sequência didática baseada nos princípios de SCHNEUWLY & DOLZ
(2004). Para o desenvolvimento da pesquisa, foram utilizadas atividades direcionadas à
compreensão da estrutura do gênero, bem como a relevância do seu estudo para a sociedade,
observando assuntos de interesse da esfera comunicativa do aluno. A Sequência (SD) será elaborada
a partir da apresentação da situação, em seguida a produção inicial e por meio das orientações e
correções do professor, as sugestões de melhoria dos textos até a produção final. Dessa forma,
pretendemos, a partir de tais atividades, destacar que a intertextualidade é estratégica para a
produção de textos, como afirmam KOCH e ELIAS (2009), que as relações construídas entre os
textos evidenciam, de modo particular, o conhecimento de textos e do escritor, e de modo mais
geral, o valor imensurável das atividades de leitura e escrita para a aprendizagem dos alunos.

Palavras chave: Sequência didática. Memes. Artigo de opinião. Intertextualidade.


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GT 02 – ESTUDOS SOBRE GÊNEROS: DIÁLOGOS ENTRE DIFERENTES
PERSPECTIVAS

RESPONSIVIDADE DISCURSIVA POR MEIO DO GÊNERO ARTIGO DE


OPINIÃO

Kely Any Vasconcelos Morais


(Profletras/UERN/Unidade de Assu)
Risoleide Rosa Freire de Oliveira
(Profletras/UERN/Unidade de Assu)

O trabalho objetiva subsidiar alunos e professores do 9º ano do Ensino Fundamental quanto aos
aspectos composicionais, estilísticos e temáticos do gênero discursivo artigo de opinião no processo
de produção, sob a perspectiva da teoria-análise dialógica do discurso do Círculo de Bakhtin. Adota-
se, para tanto, a abordagem qualitativa e intervencionista de pesquisa, com base na pesquisa-ação. A
pesquisa baseia-se na vivência docente em sala de aula na qual constata-se que os alunos do 9º ano
do Ensino Fundamental sentem dificuldades em argumentar com autonomia. As análises iniciais dos
dados demonstram que esta proposta teórico-metodológica pode possibilitar novos caminhos para a
abordagem dos aspectos discursivos da linguagem nas aulas de LP, além de contribuir na
argumentação, desenvolvimento da compreensão, da interpretação e da produção textuais e da
capacidade crítica dos alunos, preparando-os para se posicionarem de forma autônoma e responsiva
como sujeitos ativos em relação aos enunciados com os quais dialogam nas esferas escolar e
extraescolar. Nesse sentido, espera-se que as práticas de linguagem propostas possam se materializar
em oficinas a serem apresentadas a outros professores de LP como uma alternativa metodológica em
suas práticas docentes.

Palavras-chave: Linguagem e Ensino. Artigo de opinião. Atitude responsiva.


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GT 02 – ESTUDOS SOBRE GÊNEROS: DIÁLOGOS ENTRE DIFERENTES
PERSPECTIVAS

A ESCRITA EM CONCURSOS PÚBLICOS: INVESTIGANDO MATERIAIS


DIDÁTICOS

Lara Liliane Holanda


(UERN)
laralilianeholanda@hotmail.com
Hubeônia Morais de Alencar
(UERN)
hubeonia@gmail.com

Ao buscar compreender e estudar a temática da produção textual em concursos públicos no Brasil,


percebe-se ser uma questão pouco discutida na academia, mesmo sendo uma realidade que atinge a
vida de milhares de brasileiros, que se inserem como candidatos. O foco das pesquisas de ensino na
área de linguagens, em grande parte, é mais voltado às questões de ensino na educação básica e
ensino superior. Assim, devido a essa falta de atenção tanto da academia quanto dos próprios
elaboradores desses exames em relação à forma como os conteúdos de Língua Portuguesa são
cobrados nesses certames, surgem questionamentos acerca da importância, adequação e necessidade
das temáticas escolhidas. Baseado nessa carência de pesquisas sobre a temática em questão,
desenvolveu-se esta investigação com o objetivo de analisar, por meio de materiais didáticos, o
trabalho com a escrita para concursos públicos no Brasil. Contribuiu para a escolha do tema, o
desejo de dar continuidade a uma pesquisa desenvolvida, enquanto bolsista, entre os anos de 2015 e
2016, no Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica - PIBIC, intitulada A escrita em
concursos públicos: investigando práticas e crenças, idealizada e organizada pelo professor Dr.
Lucas Vinicio de Carvalho Maciel. O percurso analítico se baseará, principalmente, nos
pressupostos de Bakhtin (2003 [19521953]; (2011 [1959-1961]), acerca dos Gêneros Discursivos e
concepções de texto e linguagem. Recorreu-se, também, a estudos que partem da sua teoria
(GERALDI, 2010; OLIVEIRA, 2008; ALENCAR, 2015, dentre outros). Além das concepções
baktinianas, recorreu-se às contribuições de Marcuschi (2005), acerca dos tipos textuais.
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GT 02 – ESTUDOS SOBRE GÊNEROS: DIÁLOGOS ENTRE DIFERENTES
PERSPECTIVAS

REPRESENTAÇÕES SOBRE O CANGACEIRO LAMPIÃO NO GÊNERO


CORDEL

Lícia Fernanda Dantas da Silva


(UERN)
licia.fernanda@hotmail.com
Magna Eugênia Fernandes do Rêgo
(UERN)
magna.eugenia@hotmail.com
Orientador: Gilton Sampaio de Souza
(UERN)
giltonssouza@hotmail.com

O gênero cordel é um importante instrumento de transmissão de saberes e crenças populares, bem


como de representações oriundas do senso comum acerca de objetos e personagens reais ou
imaginários. Deste modo, o presente trabalho tem por objetivo analisar as representações sobre
Virgulino Ferreira, o Lampião, no cordel, tendo em vista a importante contribuição deste gênero
para a construção do juízo popular. Para tanto, foram analisados dez folhetos de literatura de cordel
de autores diversos utilizando-se a Análise de Conteúdo de Bardin (2016), sendo direcionado um
olhar para os adjetivos que são atribuídos ao personagem e os termos que são utilizados para tal,
focando, pois, em estrofes que ressaltem descrições da personalidade do cangaceiro. Os resultados
apontam para uma dualidade de representações, sendo Lampião ora visto como bandido, ora visto
como herói e estes resultados combinam com representações de outros gêneros literários, conforme
visto em Santos (2013; 2015), Silva e Patroclo (2013), Aléssio (2004) e outros. Ademais, traduz-se
com esse trabalho que as representações acerca de Lampião são alternantes, contendo teor positivo e
negativo sobre o personagem.

Palavras-Chave: Gênero cordel. Lampião. Representações


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GT 02 – ESTUDOS SOBRE GÊNEROS: DIÁLOGOS ENTRE DIFERENTES
PERSPECTIVAS

A RETEXTUALIZAÇÃO DE TEXTOS LITERÁRIOS EM CÍRCULOS DE


LEITURA: UMA PROPOSTA PARA A LEITURA E A ESCRITA
COLABORATIVA COM ALUNOS DO SEXTO ANO DO ENSINO
FUNDAMENTAL

Maria da Anuciação Brito Siebra


(UERN)
anucisiebra@hotmail.com
Maria Clarice Candido Silveira
(UERN)
claricecandido@yahoo.com.br
Ana Marcelle Rodrigues Pimentel
(UERN)
marcellepimentel@hotmail.com

A preparação dos estudantes para a utilização eficiente dos diversos textos configura-se como um
desafio constante para os professores de Língua Portuguesa. Dessa forma, percebe-se a necessidade
de atividades de letramento que proporcionem ao aluno uma apropriação dinâmica e prazerosa dos
diversos gêneros. O presente artigo tem como objeto de estudo a retextualização, processo que
consiste na produção de um novo texto a partir de um ou mais textos-base. Em nosso trabalho,
foram realizados círculos de leitura, a partir de textos literários, os quais tiveram seu conteúdo
transmutado para outro gênero. Temos por objetivo dinamizar o ensino de leitura e escrita, partindo
do texto literário como base para a produção de novos textos, por meio da prática de escrita
colaborativa em grupos com alunos do sexto ano. Para isso, fundamentamo-nos em Rildo Cosson
(2014); Carvalho (2015); Marcuschi (2008) e Kleiman (2014). Quanto aos suportes metodológicos,
utilizamos a pesquisa qualitativa agregada a uma proposta de intervenção que, através da
observação do trabalho realizado, promoveu mudanças significativas no processo de leitura e escrita
deste grupo de estudantes. Os resultados sugerem que práticas pedagógicas incentivadoras do
protagonismo dos estudantes, o contato com a literatura e o estudo dos gêneros podem acontecer
76

colaborativamente, de forma prazerosa, contribuindo para a formação de leitores competentes.


Página

Palavras-chave: Retextualização. Texto literário. Letramento. Escrita colaborativa.

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GT 02 – ESTUDOS SOBRE GÊNEROS: DIÁLOGOS ENTRE DIFERENTES
PERSPECTIVAS

SEQUÊNCIA DIDÁTICA: UMA CONTRIBUUIÇÃO PARA O ENSINO DA


SEQUÊNCIA TEXTUAL INJUNTIVA EM TEXTOS DE CAMPANHA
COMUNITÁRIA

Meyssa Maria Bezerra Cavalcante dos Santos


(UFC)
meyssamaria@yahoo.com.br

Nossa pesquisa tem por objetivo principal analisar a sequência injuntiva em texto de campanha
comunitária na produção de texto de alunos do 9º ano, do Ensino Fundamental II, em uma escola
pública, de Fortaleza. Com a finalidade de desenvolver a referida análise, nos embasaremos em
princípios metodológicos do Interacionismo Sociodiscursivo e nas teorias da linguística de Texto,
adotando a abordagem de sequência textual de Adam (2008) e de sequência textual injuntiva de
Travaglia (1991), Bronckart (1999) e Moreira (2009). Particularmente, para esta pesquisa,
adotaremos a estrutura prototípica da sequência injuntiva na perspectiva de Moreira (2009), fazendo
uma relação com a Linguística Aplicada. A intervenção ocorrerá através de uma aplicação de uma
sequência didática, embasada em Dolz, Noverraz e Schnewly (2011). Focalizaremos, para efeito de
análise, nos trabalhos dos alunos, participantes desta pesquisa, as seguintes categorias: a)
composição prototípica da sequência injuntiva na produção de texto de campanha comunitária,
considerando-se os aspectos pragmáticos, linguísticos e textuais; b) utilização da forma do verbo, da
invocação e do propósito comunicativo na sequência injuntiva; c) presença do esquema prototípico
da sequência injuntiva, pelos alunos participantes do grupo experimental. Nesse sentido, levaremos
em consideração o texto e o contexto como atividades de linguagem.

Palavras-chave: Sequência textual injuntiva, texto de campanha comunitária, sequência didática


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GT 02 – ESTUDOS SOBRE GÊNEROS: DIÁLOGOS ENTRE DIFERENTES
PERSPECTIVAS

OFICINAS DE MULTILETRAMENTOS: ATIVIDADES DE


COMPREENSÃO, PRODUÇÃO E EDIÇÃO DE TEXTOS

Tatiane Alves Chaves


(UERN/CAMPUS ASSU)
tatiane.chaves@hotmail.com
Risoleide Rosa Freire de Oliveira
(UERN/ CAMPUS ASSU)
risoleiderosa@gmail.com

O projeto em desenvolvimento tem o objetivo de contribuir com alunos e professores do ensino


fundamental, nas aulas de Língua Portuguesa, utilizando atividades de compreensão, produção e
edição de gêneros diversos presentes nas diversas práticas sociais, a partir da pedagogia dos
multiletramentos. Para tanto, utiliza pesquisa intervencionista, com base na pesquisa-ação, sob a
perspectiva da teoria-análise dialógica do discurso do Círculo Bakhtin, considerando a
multiplicidade cultural e as novas tecnologias, já presentes na sala de aula, a fim de formar leitores
críticos que cumprem sua função protagonista na interação socioverbal. O projeto baseia-se na
vivência docente em sala de aula por meio da qual a professora pesquisadora constatou que os
alunos usam cada vez mais os celulares nesse espaço escolar e propõe usá-los como ferramenta de
inclusão por meio da qual os alunos podem se comunicar, navegar e pesquisar, auxiliando-os na sua
formação como sujeitos autônomos que participam ativamente na construção da sua aprendizagem.
Os recursos metodológicos utilizados são oficinas de multiletramentos que partem do conhecimento
do aluno para a inserção e o uso das novas tecnologias, trabalhando com diversos gêneros
discursivos para a efetivação de uma aprendizagem interativa. Espera-se, com isso, demonstrar a
importância das novas tecnologias nas práticas de leitura e escrita no ensino fundamental.

Palavras-chave: Multiletramentos. Gêneros discursivos. Protagonismo discente.


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GT 02 – ESTUDOS SOBRE GÊNEROS: DIÁLOGOS ENTRE DIFERENTES
PERSPECTIVAS

O GÊNERO TEXTUAL VERBETE: ANÁLISE DOS ASPECTOS


ESTILÍSTICOS À LUZ DE BAKHTIN

Zilda Maria Dutra Rocha


(UERN)
zildamarialetras@hotmail.com
Anikele Frutuoso
(UERN/IFRN)
anikelefr@hotmail.com

Esse trabalho tem como objetivo apresentar o verbete de dicionário como um gênero textual, e
constatar a presença de um estilo. Analisamos quatro verbetes do dicionário Aurélio (2010),
trazendo à tona a sua simbologia e outros elementos de sua composição, considerando que esses
componentes revelam os aspectos estilísticos do enunciado lexicográfico. Alguns autores defendem
o verbete de dicionário como um gênero, e outros como um subgênero, aqui nos posicionamos a
favor dos primeiros, visto que, o verbete é sempre um conjunto de informações com características
próprias e que serve a um determinado propósito. A base teórica que sustenta nosso trabalho é a
teoria dos gêneros textuais defendida por Marcuschi (2008), bem como os gêneros do discurso e a
questão do estilo, discutidos por Bakhtin (2011), e ainda, sobre o verbete lexicográfico nos
apoiamos no conteúdo teórico de Pontes (2009). Conduzimos nossa pesquisa por uma abordagem
qualitativa. Lançamos mão de um método descritivo, analisando dois pares de verbetes. A priori,
falamos sobre os gêneros discursivos, o verbete como um gênero discursivo/textual e por último, o
estilo para Bakhtin. Como resultados de nossa análise, percebemos que a simbologia é utilizada no
verbete como um recurso estilístico, visual (não verbal), que visa auxiliar o usuário do dicionário a
compreender a informação, e que serve como pistas que favorecem a uma consulta eficaz.
Observamos também que esse recurso visual dialoga o tempo todo com o verbal, fazendo com que
haja uma interação entre as partes que compõem o verbete.

Palavras-chave: Gênero. Estilo. Verbete. Dicionário.


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ISBN: 978-85-7621-221-8
GT 03 – ENSINO DE LÍNGUA MATERNA

AS ESTRATÉGIAS DOCENTES DE CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO


SOBRE LEITURA OS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL

Alenilda Fernandes de Oliveira


(UERN)
alenilda.fernandes@hotmail.com
Maria do Socorro da Silva Batista
(UFERSA)
socorro.batista@ufersa.edu.br

O trabalho apresenta os resultados investigativos acerca das estratégias docentes de construção do


conhecimento sobre leitura, identificadas na prática de uma professora junto aos seus alunos do
segundo ano do ensino fundamental de uma escola pública do município de Apodi. A pesquisa foi
realizada tendo como objetivo identificar e analisar as diferentes estratégias que são desenvolvidas
pela docente pesquisada, para que os alunos possam desenvolver a habilidade leitora. Buscamos
também compreender como se realizam essas estratégias e analisá-las, confrontando-as com os
aportes teóricos que fundamentaram a pesquisa. Trata-se de uma pesquisa de campo, descritiva e de
cunho qualitativo. Para isso, partimos de uma observação sobre a prática da docente e em seguida
realizamos uma entrevista com a mesma a partir dos questionamentos que foram surgindo como
necessários no período da observação. Como resultado de nosso trabalho, aprofundamos nossa
reflexão sobre a sobre a temática investigada, percebendo que as estratégias da docente são
estimuladoras e incentivadoras da aprendizagem. Seus procedimentos se revelaram eficazes para o
desenvolvimento da formação leitora dos alunos.

Palavras-chave: Leitura. Prática docente. Estratégias de leitura.


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ISBN: 978-85-7621-221-8
GT 03 – ENSINO DE LÍNGUA MATERNA

A VARIAÇÃO LINGUÍSTICA NO ENSINO FUNDAMENTAL: ALGUMAS


REFLEXÕES

Ana Cláudia do Nascimento Silva


(UERN)
ana_claudia222@hotmail.com
Nádia Maria Silveira Costa de Melo
(UERN)
solinadia@gmail.com

Este trabalho resulta de uma pesquisa em andamento sobre o uso da variação linguística no ensino
fundamental e suas implicações para a formação da identidade linguística do aluno. O objetivo
principal é propor oficinas pedagógicas de intervenções com o fim de desmistificar as crenças
preconceituosas existentes entre alunos do ensino fundamental sobre o uso linguístico regional que
se distancia do que prescreve a norma gramatical tradicional. É uma pesquisa sincrônica de natureza
qualitativo-interpretativista com foco em uma sala de aula de 8º ano normal do Ensino Fundamental
de uma cidade do interior do RN. O corpus de análise constitui-se da produção textual dos próprios
participantes da pesquisa durante a aplicação das oficinas de intervenção. A perspectiva teórica
adotada é a Sociolinguística Variacionista. Para tanto, buscamos os resultados dos trabalhos dos
seguintes autores: Tarallo (1985), Elia (1987), Pretti (1989), Monteiro (2000), Camacho (2005),
Weireich; Labov; Herzog (2006), Labov (2008), Scherre (2009), entre outros. Os resultados parciais
mostram que predominam entre os falantes do ensino fundamental uma baixa autoestima oriunda do
uso de variantes linguísticas diacrônicas e/ou regionais. É, portanto, imprescindível, que o ensino de
português esteja voltado para uma noção de língua heterogênea e maleável e de gramática como um
conjunto de regularidades fixadas e definidas pela comunidade linguística como as formas
ritualizadas de uso que são susceptíveis à variação e à mudança. Afinal, a heterogeneidade da língua
é um fenômeno legítimo e inerente a toda língua natural.

Palavras-Chave: Língua portuguesa. Uso. Variação. Preconceito. Sociolinguística


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ISBN: 978-85-7621-221-8
GT 03 – ENSINO DE LÍNGUA MATERNA

O USO DO HIPERTEXTO NO COTIDIANO ESCOLAR: PRÁTICAS DE


LEITURA E ESCRITA

Ana Lorena dos Santos Santana


(UERN)
letitia1481@hotmail.com
Maria Rosenilza Pereira Feitosa de Sousa
(UERN)
rosenilzafeitosa3@gmail.com

Esta pesquisa está inserida na área de Linguagens e Letramentos e tem por objetivo analisar o uso
do hipertexto como prática de leitura e escrita no cotidiano escolar, levando-se em consideração
como um novo espaço de propagação da escrita influencia o modo como se constrói o
conhecimento e como novas práticas de letramento diminuem a distância entre leitores e autores.
Para tanto, fundamenta-se o trabalho nas acepções de Marcuschi (2001), acerca das reflexões sobre
uma nova modalidade linguística, nos estudos de Braga (2003), sobre formas alternativas de
construção textual e nas discussões de Xavier (2005) que abordam as mudanças nos processos de
leitura devido ao hipertexto. Adotamos, no presente estudo, a pesquisa bibliográfica, visto que esta
se desenvolve, segundo Gil (2002), a partir de material já elaborado, como livros e artigos
científicos. Concluiu-se, com o presente trabalho, que o hipertexto reflete uma nova maneira de
estabelecer as relações entre a oralidade e a escrita, caracterizando-se como um lugar para novas
interações e produções colaborativas.

Palavras-chave: Hipertexto. Leitura. Escrita. Letramento.


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Página

ISBN: 978-85-7621-221-8
GT 03 – ENSINO DE LÍNGUA MATERNA

MONOTONGAÇÃO NA ESCRITA DE ALUNOS DE 9º ANO EM TEXTOS


NARRATIVOS

Ana Marcelle Rodrigues Pimentel


(UERN)
marcellepimentel@hotmail.com
Maria Clarice Candido Silveira
(UERN)
claricecandido@yahoo.com.br

A escrita na escola configura-se como um desafio para os professores de Língua Portuguesa, sendo
bastante comum vermos inúmeros desvios ortográficos nas produções textuais escolares. Nesse
sentido, percebemos que muitos desses desvios se dão devido à transcrição direta da fala para a
escrita. Esse artigo tem como objeto de estudo a ocorrência da monotongação na escrita, a qual
consiste na redução do ditongo, que é uma passagem desse à situação de vogal simples (peixe –
pexe), o que é muito comum na fala espontânea (aspecto fonológico) e que se manifesta na escrita
de alguns alunos (aspecto ortográfico). Temos como objetivo apresentar atividade de intervenção
com os alunos no intuito de sanar o problema do equívoco ortográfico da Língua Portuguesa na
escrita deles. Fundamentamo-nos em Aragão (2009), Hora e Pedrosa (2012), Marchuschi (2010),
Peixoto (2011), Vogeley, Hora e Pedrosa (2012). Quanto aos suportes metodológicos, utilizamos a
pesquisa intervencionista, sob uma perspectiva fonético-fonológica, para identificação dos desvios
de ortografia mais frequentes influenciados pela oralidade, em especial a monotongação, além da
proposição de uma ação interventiva. Após análise dos textos, percebemos que esse fenômeno se
realiza principalmente em ditongos decrescentes, mas a incidência é maior quando se refere à coda
final. Em nosso corpus foi identificada apenas uma ocorrência de monotongação em um ditongo
crescente. Depois da aplicação da atividade intervencionista, percebemos melhora significativa dos
equívocos ortográficos causados pela monotongação. Acreditamos que a proposta surtiu um efeito
positivo, visto que houve uma diminuição considerável do número de desvios de ortografia.

Palavras-Chave: Escrita. Desvio ortográfico. Monotongação. Intervenção.


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Página

ISBN: 978-85-7621-221-8
GT 03 – ENSINO DE LÍNGUA MATERNA

A LÍNGUA EM USO: ANÁLISE DA VARIAÇÃO LINGUÍSTICA NO LIVRO


DIDÁTICO

Antonia Janny Chagas Feitosa


(UERN)
jannyfeitosa@gmail.com
Jordânia Kally Freitas Duarte de Assis
(UERN)
jordaniakally@hotmail.com
Terezinha Valentim Tavares
(UERN)
tereza-valentim@hotmail.com

A Língua em uso: análise da variação linguística no livro didático Antônia Janny Chagas Feitosa
(UERN)Jordânia Kally Freitas Duarte de Assis (UERN)Terezinha Valentim Tavares (UERN)
RESUMOO referido trabalho é resultado de uma pesquisa e análise no livro didático do 6° ano do
Ensino Fundamental, “Português Linguagens” (CEREJA e COCHAR, 2012), de como estão sendo
abordadas as pesquisas da sociolinguística, referentes à variação linguística, com o intuito de
contribuir com a construção do conhecimento sobre a língua materna. Constata-se que o tratamento
que o livro traz sobre a variação, ainda se encontra de maneira insuficiente, não abarcando o
fenômeno linguístico como sendo histórico e social. De acordo com o teórico BAGNO (2007), as
escolas continuam limitadas à concepção de “certo” e “erradas” sobre a língua, discutidas pela
gramática normativa, visando apenas à nomenclatura gramatical, deixando de lado os contextos
reais de uso. É perceptível que os professores têm conhecimento linguístico, porém, na sua prática
pedagógica estes não são aplicados. Tais conhecimentos que devem influenciar de maneira
significativa as aulas de português acabam sendo apenas conhecimentos armazenados, no qual a
língua continua sendo vista como homogênea. Os livros didáticos que também fazem parte da
interação social entre professor e aluno, quase não discutem a variação, e quando trazem essa
discussão, se limitam a determinadas regiões e dialetos pela sua influência política e de poder,
desconsiderando os contextos comunicativos. Essa pesquisa tem como suporte teórico os autores
Bagno (2007, 1961), Mussalim e Bentes (2001).
84

Palavras-Chave: Língua. Livro Didático. Variação.


Página

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ANÁLISE ESTILÍSTICA DO POEMA “CIDADEZINHA QUAL QUER” DO


AUTOR CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE

Antonia Janny Chagas Feitosa


(UERN)
jannyfeitosa@gmail.com
Jordânia Kally Freitas Duarte de Assis
(UERN)
jordaniakally@hotmail.com

O presente trabalho tem como objetivo analisar alguns aspectos da estilística fônica, léxica e da
enunciação que estão contidos no poema “Cidadezinha qual quer” do autor Carlos Drummond de
Andrade. Para tanto, recorremos as discussões do autor Câmara Junior (2004), para que pudéssemos
compreender a constituição da estilística e perceber que as escolhas das palavras para a produção de
textos não são selecionadas para se tornar materialidades aleatórias, ao contrário disso, os vocábulos
além de enriquecer o discurso também são produzidos com alguma finalidade. Nessa perspectiva,
este trabalho foi divido em dois momentos: primeiro, fizemos uma breve discussão acerca do
surgimento da estilística, seus principais representantes e conceitos. Desse modo, apresentamos a
fundamentação da estilística a partir dos métodos teóricos de Charles Bally que por sua vez é o
pioneiro a estudar a estilística e a língua, assim como as ideias de Léo Spitzer que estuda a
estilística com base nos textos literários. No segundo momento, procuramos analisar como o poeta
modernista Carlos Drummond de Andrade utiliza a linguagem escrita, as figuras de linguagem e
elementos estilísticos na produção do poema “Cidadezinha qual quer”. Nesse sentido, notamos que
esse poema é construído com um ritmo de lentidão, que é possível perceber através das palavras e
da sonorização decorrente da leitura. Assim, esses recursos estilísticos utilizados pelo autor, tem
como finalidade mostrar a rotina do dia-a-dia das pessoas que moram nas cidades do interior.

Palavras- Chave: Estilística. Poema. Carlos Drummond.


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A CORREÇÃO TEXTUAL: ANÁLISE DAS PRÁTICAS DE PROFESSORAS


DO ENSINO MÉDIO

Ariane Aparecida de Oliveira


(UERN)
ariane_leitura@yahoo.com.br

Este trabalho analisa as práticas de correção de textos no Ensino Médio. Parte-se de discussões com
professoras de Língua Portuguesa do 1º, 2º e 3º anos de uma escola pertencente à rede estadual de
ensino, localizada no município de Assú-RN. O estudo tem como fundamentação teórica os
postulados propostos por Cruz (2007), Dellagnelo (1998), Oliveira (2005), Pécora (1999), Ruiz
(2001), Serafini (1989), dentre outros. A metodologia é de natureza qualitativa e interpretativista,
tendo sido os dados constituídos a partir de um recorte de uma pesquisa de mestrado, realizada
anteriormente com profissionais docentes, na qual selecionamos seis textos, de um total de noventa
e dois, coletados entre julho e agosto de 2008. Os dados apontam que a correção configura-se como
um trabalho interventivo, que objetiva ajudar ao aluno a melhorar sua produção escrita. As docentes
corrigem de forma mista, isto é, no texto aparecem correções ortográficas, lexicais, etc., porém a
predominância da correção é com relação a exposição das ideias, aos conteúdos do texto. Nesse
sentido, as professoras valorizam e priorizam esta exposição de ideias discutidas pelos alunos,
reconhecendo-as como organizadoras dos aspectos semânticos e sequenciais do texto. Todos os
demais aspectos (estruturais, gramaticais) são importantes, porém, no geral, na prática de correção
em estudo, a exposição das ideias ocupa lugar central. As marcas de correção aparecem em forma
de pequenos bilhetes, o que faz com que elas valorizem também todas as etapas da escrita do texto.

Palavras-chave: Produção textual. Correção de textos. Prática docente.


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GRAMATICALIZAÇÃO E ENSINO: USOS DO ANTES EM GÊNEROS


ACADÊMICOS

Carla Daniele Saraiva Bertuleza


(UERN)
carlabertuleza@gmail.com
João Bosco Figueiredo Gomes
(UERN)
boscofigueiredo@gmail.com

Tradicionalmente, os advérbios são vistos como uma classe fechada cujos elementos têm
características de circunstanciadores, como tempo, modo, dúvida, intensidade, entre outros. Essa
constatação mostra que se trata ainda de uma classe pouco explorada diante da sua complexidade no
âmbito funcional e cognitivo, pois é uma classe heterogênea que não se prende somente a um
núcleo, mas também ao conteúdo semântico-discursivo da oração. Desse modo, este trabalho busca
mostrar que o antes, assume novos usos, diferentes do uso prototípico como advérbio nos gêneros
acadêmicos. Para dar conta desse objetivo, nos ancoramos na Linguística Funcional Centrada no
Uso (LFCU), principalmente em estudiosos como Givón, Hopper, Traugott, Bybee, Heine, entre
outros e no paradigma da gramaticalização, observando, a partir de dados sincrônicos, indícios da
trajetória de mudança e os processos pelos quais esse item passa, permitindo assim uma discussão
sobre a viabilidade de um ensino de gramática que invista em análise de dados para buscar uma
prática pedagógica mais reflexiva no ensino-aprendizagem da língua. Selecionamos os gêneros
acadêmicos: Dissertação de Mestrado e a Tese de Doutorado, de onde foram levantadas amostras
em que havia o uso dos item antes, cuja análise se centrou em duas dimensões: a dimensão formal
(morfossintática) e a dimensão significativa (semântica, pragmática e discursiva). Os resultados
empíricos mostram que o item antes assumiu funções que vão além da sua função de advérbio,
passando por um processo de mudança, por meio da trajetória metafórica ESPAÇO > TEMPO >
TEXTO.

Palavras-chave: Funcionalismo. Gêneros Acadêmicos. Gramaticalização.


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GT 03 – ENSINO DE LÍNGUA MATERNA

OFICINA DE FONOLOGIA: RELATO DE UMA INTERVENÇÃO


PEDAGÓGICA

Ciro Oliveira Ferreira


(UERN)
cirozulu@hotmail.com
Luciano Thiago de Oliveira Barbosa
(UERN)
lucianothiago_lt@hotmail.com

O presente estudo apresenta o relato e análise de uma oficina de fonologia, apresentada como
intervenção pedagógica, realizada com base nos dos estudos de Fonética e Fonologia de Cristófaro
Silva (2005), Lopes (2005), Massini-Cagliari; Cagliari (2005) e Vogeley (2012). Com o aumento da
influência das avaliações externas de larga escala nos programas das redes de ensino, alguns
assuntos perderam espaço nas aulas de língua portuguesa, entre eles a Fonética e a Fonologia. A
partir de análise de textos de alunos de uma turma de Educação de Jovens e Adultos, ciclo 4 (8º e 9º
ano do Ensino Fundamental), constatou-se alta incidência da representação na escrita da
neutralização da vogal média (e) na posição postônica final, logo decidiu-se investigar se a
Fonologia poderia auxiliar na erradicação dessas dificuldades dos alunos em relação à escrita,
realizando uma proposta de intervenção pedagógica dividida em três oficinas. Pode-se concluir, pela
avaliação dos alunos e da professora e pelo resultado da análise da verificação, que a intervenção
pedagógica “Oficina de Fonologia” foi extremamente satisfatória e alcançou o seu objetivo.

Palavras-chave: fonologia, fonética, intervenção pedagógica, desvios ortográficos.


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A PRODUÇÃO DO GÊNERO JORNALÍSTICO CHARGE NAS AULAS DE


LÍNGUA PORTUGUESA

Cléoman de Freitas Dantas da Costa


(SEEC/PIBID/LETRAS/UERN)
cleomanfreitas@gmail.com
Luanda Skarlet Andrade Feitoza
(PIBID/LETRAS/UERN)
skarletandrade@hotmail.com
Aline de Paula Fonseca M. B. Oliveira de Araujo
(PIBID/LETRAS/UERN)
alinemoraes.braga@gmail.com

O presente trabalho, vinculado ao Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência – PIBID,


tem como finalidade averiguar a contribuição do gênero jornalístico charge para o desenvolvimento
da leitura, da escrita e da criticidade dos alunos enquanto cidadãos. O foco principal de nossa
pesquisa é apresentar algumas charges produzidas pelos alunos das segundas e terceiras séries do
ensino médio da Escola Estadual Jerônimo Rosado, em Mossoró-RN. A produção do gênero
jornalístico charge foi construída a partir do projeto “Relações de Gêneros na Escola”, que visava
explorar as relações entre homem e mulher nos diversos âmbitos sociais, financeiros, políticos e
culturais na sociedade do século XXI. Nesse contexto, primeiramente aplicamos um questionário a
fim de colhermos o posicionamento dos alunos sobre a temática, em seguida, utilizamos recursos
didático-pedagógico como músicas, curtas-metragens, dados e estatísticas relacionadas ao tema em
discussão. Construímos, ainda, conceitos sobre o gênero charge, apresentando as características
desse gênero, assim como, semelhanças e diferenças com os gêneros cartum e tirinha. Por fim, os
alunos produziram suas próprias charges, que refletiram seus posicionamentos sobre a temática em
debate. A partir dos dados gerados e das análises feitas, à luz das concepções de Coscarelli (2007),
Marcuschi (2005, 2006), Lins, Machado e Escoura (2016), podemos afirmar que o trabalho com o
gênero em questão, por meio das temáticas apresentadas em sala, trouxe resultados satisfatórios,
pois os alunos desenvolveram, através das produções, não apenas a criatividade, mas também o
senso crítico.
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Palavras-Chave: Ensino de língua materna; Escrita; Charge.


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LETRAMENTO LITERÁRIO NO ENSINO FUNDAMENTAL: FORMAÇÃO


DE LEITORES POR MEIO DO CONTO

Edson Pereira da Silva


(UERN)
edper2000@gmail.com
Silvano Pereira de Araújo
(UERN)
silvanouern@gmail.com

O objetivo desta pesquisa foi implementar e analisar uma proposta de oficinas de práticas da leitura
literária em uma escola de Ensino Fundamental com o intuito de contribuir para o letramento literário
dos discentes. Para a execução do projeto de intervenção, fundamentou-se em Leffa (1996), Colello
(2010) e Oliveira e Antunes (2013) que propõem uma visão interativa de leitura. Para o entendimento
da leitura do texto literário, Cândido (2004; 2010), Lajolo (1993) e Todorov (2009). Gotlib (2006) e
Busatto (2003), auxiliaram no entendimento sobre o gênero literário conto. A fim de entender como
se dá a educação literária na escola e a formação do leitor infantil e juvenil, baseou-se em Colomer
(2003;2007), dentre outros. Para aprofundar o trabalho com a leitura na escola, recorreu-se à
orientação dos Parâmetros Curriculares Nacionais - PCN (2001), de Língua portuguesa. Em termos
metodológicos, a investigação foi de natureza qualitativa e interventiva. As oficinas foram baseadas
em Cosson (2012, 2014), que propõe o uso da sequência básica e os modos de ler para
aprimoramento da compreensão textual. Para a geração de dados, foram utilizados os instrumentos:
anotações de campo, questionário, rodas de conversa e portfólio. Os resultados da pesquisa indicaram
que houve uma participação ativa através da oralidade e da escrita como também na compreensão
temática dos contos lidos e ainda dos elementos e da estrutura narrativa e da intertextualidade
presentes nas leituras feitas.

Palavras-chaves: Letramento literário, Gênero conto, Formação de leitores, Ensino fundamental.


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ESTUDOS LINGUÍSTICOS SOBRE O CYBERTEXTO

Eduardo Alves da Silva


(UFRN)
edugrunge@hotmal.com

A importância da multimodalidade na promoção do multiletramento tem se mostrado cada vez mais


importante no cenário educacional atual, pois as práticas ensinadas em sala de aula não dão mais
conta das mudanças promovidas pela revolução tecnológica que vivemos. A constante metamorfose
linguística causada pelo advento de novas formas de comunicação tecnológica causa uma mudança
na forma como os estudantes aprendem e produzem texto. A partir dessa nova mudança de
paradigma linguístico, o modo como se adquire e se estuda a língua materna e suas competências
sociais devem
ser repensadas, pois as práticas educativas já não dão conta de todas as possibilidades linguísticas
que os falantes praticam nessa nova sociedade tecnológica. O estudo vai mostrar a importância de se
adequar as formas atuais de ensino a essa revolução com suas implicaturas nas práticas linguísticas
dos alunos à luz da multimodalidade. Tendo em vista que a produção desse tipo de texto vem
crescendo, o trabalho pauta-se nos estudos prévios de autores dessa área, como Anstey e Bull
(2006), Araújo (2011), Bezemer e Kress (2008), Dionísio (2005; 2011), Possenti (2002), abordando
os aspectos sociais, estruturais e motivacionais que o uso do cybertexto demanda.

Palavras-Chave: Multiletramento, Multimodalidade, Práticas Educativas.


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PROJETO RELAÇÕES DE GÊNERO NA ESCOLA: UMA SEQUÊNCIA


DIDÁTICA

Elí Melo Costa


(SEEC/PIBID)
ellimelo64@gmail.com
Wanessa Mirelle Fernandes dos Santos
(UERN/PIBID/LETRAS)
wanessafernandes86@hotmail.com
Francisco Wedson da Silva Costa
(UERN/PIBID/LETRAS)
wcpessoal@hotmail.com

O presente estudo, vinculado ao Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência – PIBID,


tem como finalidade mostrar as atividades realizadas pelos alunos durante a execução do projeto
“Relações de Gênero”, na Escola Estadual Professor Abel Freire Coelho, escola parceira do projeto
PIBID Letras/Português/Mossoró/RN. Inicialmente, realizou-se uma palestra com o subtema
“#Respeito”, nas turmas de 1º ano do Ensino Médio, para mostrar as temáticas a serem
desenvolvidas durante o período de março a maio de 2017. Trabalhou-se o Respeito ao Idoso, o
Preconceito Racial e a Homofobia, propondo-se uma sequência didática de atividades dinâmicas,
como análises de músicas, danças, encenações, declamações, criações de cartazes e a produção de
um artigo de opinião que visavam, ao final do projeto, despertar os alunos para a reflexão sobre as
diferenças, disseminar o respeito entre eles e divulgar, para toda a comunidade escolar, os
resultados das pesquisas sobre essas temáticas. Como fundamentação teórica adotou-se as
concepções de Schneuwly e Dolz (2004), Lins (2016) e as orientações dos PCN+ Ensino Médio
(2002). Esta experiência contribuiu para a construção de uma nova forma de trabalhar e ensinar a
Língua materna, influenciando diretamente a nossa prática docente.

Palavras-Chave: Relações de Gênero. Respeito. Sequência didática.


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ESCRITA DISCENTE EM FOCO: PROCESSO DE RETEXTUALIZAÇÃO


DO ORAL PARA O ESCRITO

Francisca Camila Alves Feitosa


(UERN)
camilaafeitosa@hotmail.com
Gilson Chicon Alves (Orientador)
(UERN)

O presente trabalho propõe uma análise qualitativa do processo de retextualização desenvolvido


por alunos de uma turma do 9º ano do Ensino Fundamental de uma escola da Rede Municipal de
Ensino, localizada na cidade de Mossoró-RN. O trabalho foi desenvolvido por meio de uma
intervenção pedagógica realizada em aulas de Língua Portuguesa e teve como objetivo propor a
transposição de um gênero oral a um gênero escrito. Além disso, procuramos apresentar as formas
possíveis de praticar a atividade de retextualização e os gêneros transpostos do oral para o escrito.
Para fundamentar teoricamente esta pesquisa, usamos, como referência, pesquisadores como
Marcuschi (1993; 2001; 2005), Koch (2006; 2013) entre outros. Podemos ressaltar que os resultados
foram satisfatórios, pois os alunos conseguiram compreender os fatores necessários para realizar a
atividade proposta. Porém, não obtiveram êxito nas nove operações de retextualização apresentadas
por Marcuschi (2001), uma vez que dispusemos de pouco tempo para realizar uma observação mais
apurada para a culminância desse ponto da pesquisa.

Palavras-chave: Retextualização. Operações de retextualização. Gênero oral. Gênero escrito.


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A ORALIDADE NA SALA DE AULA ENQUANTO MECANISMO DE


PROMOÇÃO DA CIDADANIA

Francisca Fabiana da Silva


(UERN)
fabianaccora@hotmail.com
Gleiber Dantas de Melo
(UERN)

O presente trabalho configura-se como um estudo acerca da oralidade como prática social na
perspectiva de deliberar sobre o papel dos gêneros orais nas aulas de Língua Portuguesa enquanto
mecanismo de promoção da cidadania e inserção social dos educandos. Partimos da compreensão de
que pouca ênfase tem sido dada a essa modalidade da língua nos procedimentos didáticos-
pedagógicos dos professores. Ressaltamos, assim, a necessidade de uma mudança na postura desses
profissionais no que se refere ao trabalho com a fala. Neste estudo, se tem como ponto de partida os
princípios da pedagogia do diálogo, do educador Paulo Freire, já que integram uma visão na direção
de práticas pedagógicas que favorecem o desenvolvimento do diálogo na sala de aula, visando à
formação do sujeito crítico, que saiba se posicionar, argumentar, defender pontos de vista, usando a
língua oral ou escrita, nas diversas situações sociais. Tendo em vista essa ausência no trato com a
oralidade, apresentamos uma sequência didática com o gênero oral seminário com vistas à
apresentação de uma proposta que venha a preencher possíveis lacunas observadas com relação à
utilização das práticas sociais orais da Língua Portuguesa na escola pública, já que,
reconhecidamente, a modalidade escrita é a mais privilegiada em sala de aula e na maioria dos
manuais que orientam o ensino. Para tanto, tomamos como pressupostos teóricos os estudos de
FREIRE (2010, 2014) MARCUSCHI (2005, 2010), FÁVERO, ANDRADE E AQUINO (1999) e
SCHNEUWLY E DOLZ (2004) que propõem procedimentos didáticos e metodológicos para um
trabalho com os gêneros orais.

Palavras-chave: Oralidade; Ensino; Cidadania.


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SOCIOLINGUÍSTICA VARIACIONISTA: UMA REVISÃO


BIBLIOGRÁFICA PARA NOVOS SOCIOLINGUÍSTICAS

Gilson Chicon Alves


(UERN)
gcario65@hotmail.com
Marcílio José Ferreira Nunes
(UECE)
majofenu@gmail.com

O presente trabalho trata-se de uma descrição teórica dos principais pressupostos da Sociolinguística
variacionista, realizada como parte de uma pesquisa de dissertação do Mestrado Profissional em
Letras (PROFLETRAS, UERN, Campus Mossoró), concluída no ano de 2016. Essa vertente parte da
premissa postulada pelo americano Willam Labov que inaugura a concepção acerca do sistema
linguístico como uma realidade heterogênea. As principais contribuições teóricas com as quais
contamos foram Bagno (2007), Bortoni-Ricardo (2014), Ilari e Basso (2000), Labov (2008), Mollica
(2013), Monteiro (2000), Tarallo (2007) e Weinreich, labov e Hezog (2006). A metodologia adotada
em nosso trabalho deu-se através de uma pesquisa bibliográfica realizada entre novembro de 2014 e
novembro de 2016. O resultado dessa pesquisa representa síntese dos principais conceitos postulados
por importantes teóricos dessa vertente linguística, o que representa uma boa oportunidade de leitura,
sobretudo, para acadêmicos iniciantes nos estudos sociolinguísticos, que precisem de uma
compreensão inicial acerca desses conceitos.

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A PRODUÇÃO DE POEMAS MULTIMODAIS: POR UMA PRÁTICA DE


ENSINO HÍBRIDO À LUZ DOS MULTILETRAMENTOS

Gina Cristina costa dos Santos


(UERN)
gina.cris@hotmail.com
Débora Katiene Praxedes Costa Morais
(UERN)
debora-praxedes@hotmail.com

O presente trabalho tem como objetivo geral propor a produção de poemas multimodais a partir do
ensino híbrido para a promoção de multiletramentos. Desse modo, definimos, como objetivos
específicos, refletir sobre a importância do ensino híbrido para as práticas de letramentos dentro e
fora da escola, como também analisar a produção dos poemas multimodais. Ademais, este trabalho
proporciona uma prática com o uso do celular, por meio do aplicativo WhatsApp, possibilitando a
produção multimodal de textos, com o intuito de possibilitar ao discente a prática da escrita. Para
esses propósitos, utilizamos as teorias dos letramentos com os autores Kleiman (2001), Street (2012;
2014), Soares (2008); como também trabalhamos a multimodalidade por meio dos estudos de
Dionisio (2005; 2011); abordamos os gêneros do discurso sob a luz das teorias de Bakhtin (2003);
quanto ao ensino híbrido, foram consideradas as visões de Trevisani (2015), Santaella (2007); em
relação à tecnologia mobile, tivemos as teorias de Merije (2012); e os multiletramentos sobre a ótica
de Rojo (2012;2013 - 2015), entre outros. Os resultados do processo em questão enfatizam o
progresso dos alunos, em meio à escrita de textos poéticos, uma vez que o ensino híbrido e a
multissemiose permearam as práticas de multiletramentos incentivando-os, desse modo, a produção
de sentidos. A pesquisa, com os recursos multimodais aliada ao método do ensino híbrido,
apresentou-se como um caminho para tornar os estudantes produtores de gêneros poéticos.
Destacando, todavia, a importância de se trabalhar, na escola, a multimodalidade, considerando,
portanto, a natureza multimodal dos textos.

Palavras-chave: Multiletramentos. Ensino híbrido. Celular. WhatsApp. Poemas multimodais.


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PROPOSTA DE PRODUÇÃO DE NARRATIVAS DIGITAIS BIOGRÁFICAS


A PARTIR DA PEDAGOGIA DOS MULTILETRAMENTOS

Girlene Fernandes de Sousa


(PROFLETRAS/UERN)
girlenefernandes14@hotmail.com
Moisés Batista da Silva
(PROFLETRAS/PPCL/UENR)
falamoises@gmail.com

Os avanços tecnológicos, ocorridos nas últimas décadas, levou a sociedade a profundas mudanças,
inclusive no âmbito escolar. Conscientes dessas mudanças, o professor de Língua Portuguesa deve
levar os alunos à realização de atividades que despertem a criatividade, o senso crítico e,
especialmente, a capacidade de interpretar e produzir textos multimodais. O presente trabalho é um
recorte de uma pesquisa em andamento do PROFLETRAS e tem como objetivo geral apresentar
uma proposta de produção de narrativas digitais biográficas de personalidades da cidade de
Mossoró, com uma turma de 8º ano de escola pública estadual, a partir da perspectiva teórico-
metodológica da Pedagogia dos Multiletramentos (GRUPO NOVA LONDRES, 1996, 2000; COPE
e KALANTZIS, 2009), levando em consideração as seguintes etapas: experenciamento,
conceitualização, análise e aplicação. Nessa metodologia, o processo de produção de significado se
dá através dos desenhos disponíveis, dos desenhos e dos redesenhos. Com essa proposta, esperamos
que os estudantes reflitam sobre os impactos que as múltiplas linguagens, presentes nas narrativas
digitais, podem provocar na sala de aula, de modo particular, e na sociedade, de modo geral, como
também se tornem “designers de significados”. Por fim, entendemos que uma proposta dessa
natureza é de grande relevância, pois tem como elementos essenciais a inovação, a motivação, a
criatividade e a criticidade para que os estudantes possam transformar-se em sujeitos e construtores
de novos textos multimodais.

Palavras-chave: novas tecnologias; narrativas digitais; designers de significados; Multimodalidade;


Pedagogia dos Multiletramentos.
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QUESTÕES POLÊMICAS EM SALA DE AULA: UMA VISÃO CRÍTICA


POR INTERMÉDIO DO GÊNERO NOTÍCIA

Hilma Liana Soares Garcia da Silva


(UERN)
hilmaliana@hotmail.com
Nathália Mariella de Meneses
(UERN)
nathaliajc_pa@hotmail.com

Este trabalho tem como objetivo apresentar a análise de uma atividade do projeto “Diversos, porém
iguais”, associado ao Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID), realizado
nas turmas do Ensino Médio da Escola Estadual Jerônimo Rosado, em Mossoró/RN. O estudo
apresenta um recorte do projeto executado na escola, mais especificamente o resultado do trabalho
com o gênero notícia, o qual trouxe à tona questões polêmicas, propostas no projeto. Temáticas como
racismo, igualdade de gênero, desrespeito aos idosos e violência contra a mulher foram debatidas a
partir de palestras, exibição de vídeos, leituras de textos, imagens e produções dos gêneros cordel,
crônica, charge e notícia, sendo este último escolhido como corpus deste trabalho. Nessa perspectiva,
os alunos do ensino básico tiveram oportunidade de conhecer detalhadamente o gênero notícia, a sua
estrutura composicional, seu estilo e seu conteúdo temático, além de exercitar suas habilidades com
relação à oralidade, leitura e escrita, por intermédio das questões polêmicas trazidas para a sala de
aula. O desenvolvimento do gênero notícia com os alunos foi um processo criativo de inserção das
práticas sociais, o que despertou a visão crítica dos estudantes de uma turma da terceira série nas
aulas de Língua Portuguesa, ampliando assim o seu repertório discursivo e cultural, por meio da
interação e de debates relativos às temáticas em questão e à produção do gênero. Para isso,
embasamo-nos nos pressupostos teóricos de Freire (1989), Soares (2006), Marcuschi (2008), Lins
(2016), dentre outros.

Palavras-chave: Língua Portuguesa; Gênero Notícia; Práticas Sociais.


98
Página

ISBN: 978-85-7621-221-8
GT 03 – ENSINO DE LÍNGUA MATERNA

TEXTO E INFORMATIVIDADE

Ivanete Dias Queiroz Costa


Escola Estadual Dr. Lavoisier Maia
ivanetequeiroz@bol.com.br
Cíntia Lúcia Silva Ferreira Caetano
Escola Estadual Professor Abel Freire Coelho
cintiaferreir@bol.com.br

O presente escrito tem como objeto de estudos questões relacionadas à informatividade presente nos
texto. Seu objetivo maior é fomentar, à luz da teoria de autores renomados, discussões e reflexões
acerca da importância da informatividade na construção de um texto, mostrando que em muito
contribui, não somente no que diz respeito ao conteúdo do texto, mas (e principalmente) para a
aceitação do receptor, despertando-lhes interesse pela leitura. São apresentadas algumas visões
sobre texto e sobre informatividade, além de que questões como previsibilidade e imprevisibilidade.
Não obstante, é apresentado uma análise do texto “Cobrança”, de Moacyr Sclaer e do texto “A
curiosa força de uma formiga”, de J. Pereira, mostrando a questão do graus de informatividade. Para
tal, busca-se suporte teórico em autoridades no assunto, tais como: Santos (2002), Val (2002),
Antunes (2009), autores que consideram a informatividade como ponto de fundamental importância
para a análise da produção textual. Chega-se a conclusão de que a informatividade é um dos fatores
constitutivos da unidade textual, por isso não deve ser ignorada pelo professor na hora da correção
dos textos de seus alunos.

Palavras-Chave: Informatividade, imprevisibilidade, previsibilidade, texto. 99


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ISBN: 978-85-7621-221-8
GT 03 – ENSINO DE LÍNGUA MATERNA

A LÍNGUA EM USO: ANÁLISE DA VARIAÇÃO LINGUÍSTICA NO LIVRO


DIDÁTICO

Jordânia Kally Freitas Duarte de Assis


(UERN)
jordaniakally@hotmail.com
Antonia Janny Chagas Feitosa
(UERN)
jannyfeitosa@gmail.com
Terezinha Valentim Tavares
(UERN)
tereza-valentim@hotmail.com

O referido trabalho é resultado de uma pesquisa e análise no livro didático do 6° ano do Ensino
Fundamental, “Português Linguagens” (CEREJA e COCHAR, 2012), de como estão sendo
abordadas as pesquisas da sociolinguística, referentes à variação linguística, com o intuito de
contribuir com a construção do conhecimento sobre a língua materna. Constata-se que o tratamento
que o livro traz sobre a variação, ainda se encontra de maneira insuficiente, não abarcando o
fenômeno linguístico como sendo histórico e social. De acordo com o teórico BAGNO (2007), as
escolas continuam limitadas à concepção de “certo” e “erradas” sobre a língua, discutidas pela
gramática normativa, visando apenas à nomenclatura gramatical, deixando de lado os contextos reais
de uso. É perceptível que os professores têm conhecimento linguístico, porém, na sua prática
pedagógica estes não são aplicados. Tais conhecimentos que devem influenciar de maneira
significativa as aulas de português acabam sendo apenas conhecimentos armazenados, no qual a
língua continua sendo vista como homogênea. Os livros didáticos que também fazem parte da
interação social entre professor e aluno, quase não discutem a variação, e quando trazem essa
discussão, se limitam a determinadas regiões e dialetos pela sua influência política e de poder,
desconsiderando os contextos comunicativos. Essa pesquisa tem como suporte teórico os autores
BAGNO (2007, 1961), Mussalim e Bentes (2001).
100

Palavras-Chave: Língua. Livro Didático. Variação


.
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POR QUE DISCUTIR LEITURA EM AULAS DE LÍNGUA MATERNA?

José de Paiva Rebouças


(UERN)
josedepaivareboucas@gmail.com
Regiane Santos Cabral de Paiva
(UERN)
regianeuern@gmail.com

“Aprendemos a ler lendo”. Essa frase nos causa inquietação ao pensarmos no contexto de ensino de
língua materna. Possivelmente digam que trabalhos acerca da leitura em sala de aula seja um tema
ultrapassado e, por isso, estejam fadados a uma questão menor. Mas, o que ainda há de se falar
sobre isso? Antes de ousarmos “receitar” a solução para este problema, pretendemos com este
trabalho elencar algumas proposições acerca do ato de ler; do ensino da leitura e suas funções; entre
outras questões, para então discorrermos algumas reflexões que nos proporcione um novo olhar
sobre o verdadeiro lugar da leitura nas aulas de língua materna. Para desenvolvermos esse propósito
nos basearemos em alguns textos como os de Solé (1999), Martins (1994), Barbosa (apud
ALMEIDA E ZAVAM, 2004); Paulo Freire (1998, 2007 e 2009), Antunes (2009); Saveli (2007) e
Smith (1997). Desta forma, nosso trabalho encerra uma pesquisa puramente bibliográfica que nos
conduzirá a algumas reflexões e conclusões, como por exemplo, entendermos que a leitura como
mecanismo de interação social e pessoal, permitindo que o leitor faça uma relação do seu contexto
com o que está sendo desvendado no texto. Enquanto não houver uma relação das atividades de
leitura com seus reais propósitos, elevando a compreensão do aluno, não teremos como diminuir a
aversão pela leitura.

Palavras-chave: Ler; Leitura; Transformação.


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GT 03 – ENSINO DE LÍNGUA MATERNA

A CRISE POLÍTICA BRASILEIRA NA VOZ DA IMPRENSA


INTERNACIONAL

Josefa Francisca Henrique de Jesus


(UERN)
josefajesus@uern.br
Antônio Luciano Pontes
(UERN)
pontes321@hotmail.com

Neste trabalho, objetiva-se discutir a temática “Linguagens e discursos em tempos de crise” (proposta
do IV CONLID) na mídia internacional, pela análise metadiscursiva da produção e circulação de
discursos sobre a crise política brasileira na voz dos meios de comunicação escrita do cenário
mundial.
A base teórica para a investigação está centrada nos estudos do Metadiscurso (HYLAND, 2005;
2015) e do Gênero Discursivo Notícia (KAUFFMANN, 2005; MOTTA-ROTH, 2007; MOTTA-
ROTH; MARCUZZO, 2010). A partir do levantamento de matérias coletadas com auxílio da
ferramenta de pesquisa Google Search (https://www.google.com.br), serão selecionadas notícias que
abordem da crise brasileira na imprensa mundial e, dentre essas, serão escolhidas as que compõem
distintos jornais e constituirão o corpus do estudo. Os resultados devem apontar o que dizem os dados
analisados sobre a crise e sua repercussão social no Brasil e no mundo. Espera-se poder contribuir
para a compreensão da relação dos sujeitos com a crise atual, por meio da análise dos discursos
materializados nessas vozes.

Palavras-chave: Crise. Mídia. Notícia. Discurso.


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GT 03 – ENSINO DE LÍNGUA MATERNA

AULA DE PORTUGUÊS: EXPERIÊNCIAS DE DISCENTES DO CURSO DE


LETRAS DURANTE OS ESTÁGIOS

Juliana Oliveira Barros de Sousa


(UFC)
julianaletrasufc@hotmail.com
Dannytza Serra Gomes
(UFC)
dannytzasg@gmail.com
Maria Elias Soares
(UFC)
melias@ufc.br

Nossa pesquisa busca demonstrar, por meio dos relatórios escritos durante os estágios de Ensino em
ensino de Língua Oral e Língua Escrita, Ensino de Leitura e Regência em Língua Portuguesa, como
os discentes em formação realizam suas práticas pedagógicas nas aulas de português, frente aos
mais diversos assuntos referentes à língua. Avaliamos como ocorrem os mecanismos de ensino-
aprendizagem utilizados durantes as aulas de língua materna e, também, a consciência linguística
despertada nos alunos, verificada através de exercícios de produção e interpretação textual, todos
propostos com base na Matriz de Competência do ENEM. Vale ressaltar, que os relatórios
analisados foram produzidos por professores em formação, a partir da observação e da regência em
escolas públicas de Fortaleza. Apontamos algumas possíveis remodelizações do ensino de LP,
reforçando que o raio de atuação docente vai além do domínio do conhecimento específico, pois são
solicitadas atividades pluridisciplinares que antecedem, sucedem ou permeiem a regência. Para
nossa pesquisa usamos - dentre outros - os estudos de Antunes (2009; 2013), que em seus estudos
reforça sobre o perigo de ainda haver um ensino tradicional que se concentra em exercícios que
ampliem – ou não – os conhecimentos sobre o léxico e as demais aplicações de conceitos
gramaticais, cujo ensino fica vazio e conduz o aluno à incapacidade de desenvolver textos de
maneira geral. Assim, encetamos algumas considerações e atividades em nosso estudo que podem
potencializar o ensino de português na escola e efetivem a participação dos alunos durante as aulas.
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Palavras chave: Língua Portuguesa, Estágio, Formação docente, Ensino-Aprendizagem


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LEITURA E PRÁTICAS DISCURSIVAS ÉTNICO-RACIAIS EM AULAS DE


LÍNGUA PORTUGUESA

Lúcia de Fátima Araújo dos Santos


(UERN/CAMPUS ASSU)
luciasantossasso@gmail.com
Meiridiana de Oliveira Queiroz
(UERN/CAMPUS ASSU)
mdioliveira15@gmail.com
Francisca Maria de Souza Ramos Lopes
(UERN/CAMPUS ASSU)
franciscaramoslopes48@gmail.com

O ambiente escolar é um espaço onde se pressupõe que sejam desenvolvidas ações voltadas para a
formação de cidadãos críticos, reflexivos, atuantes e cientes de seu papel na sociedade. A escola
assume uma importante e fundamental responsabilidade no processo de construção de práticas
discursivas e saberes que nela circulam. Baseado nesse pensamento, este trabalho foca em um
projeto com a temática da diversidade étnico-racial com o objetivo de desenvolver práticas de
leitura utilizando contos de temática africana, promovendo debates e reflexões para identificar e
valorizar a cultura do povo negro. A pesquisa será desenvolvida por meio de uma pesquisa-ação,
com abordagem qualitativa, de caráter intervencionista (THIOLLENT, 2008), na qual procuramos,
coletivamente, intermediar a formação de agentes de leitura, multiplicadores de vozes e
propagadores de práticas antirracistas. A pesquisa está sendo desenvolvida com alunos de uma
turma de 9º ano, do Ensino Fundamental II, em uma escola pública da rede do Estado do Ceará, na
cidade de Fortaleza. Teoricamente, embasamos nossas reflexões em estudos da área de leitura
(SOLÉ, 1998), (ANTUNES, 2003), pesquisas sobre diversidade étnico-racial com estudos de
(MUNANGA, 2004), (RAMOS-LOPES, 2010, 2014), dentre outros.

Palavras-Chave: Práticas discursivas. Leitura. Diversidade étnico-racial.


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“ENSINO DE LÍNGUA MATERNA: UM OLHAR BAKHTINIANO”

Manuelly Vitória de Souza Freire Xavier


(UFRN)
vit.xavier@hotmail.com

O presente trabalho, parte integrante de uma pesquisa de mestrado em andamento, visa investigar
as representações construídas por alunos do curso de Letras, língua portuguesa, da Universidade
Federal do Rio Grande do Norte. A pesquisa se insere no campo da Linguística Aplicada
contemporânea, assentada no estudo da linguagem como prática social e nos Estudos Culturais
entendendo a temática da Identidade como construção sócio-histórica de indivíduos em suas
diferentes esferas de atuação. Nessa perspectiva, busco compreender qual a(s) representação(ões)
que alunos de um curso de Letras constroem, acerca de si e de sua prática como futuros professores
de língua portuguesa. Parto do conceito de identidade como constitutiva das relações sociais,
entendendo que a identidade docente é construída na interação de diferentes vozes sociais
emergentes em diversos espaços de formação. Indagamos, portanto, que implicações essa
constitutividade, atrelada a posicionamentos construídos nessa interdiscursividade, pode acarretar à
prática pedagógica. A abordagem teórico-metodológica parte da concepção de linguagem
bakhtiniana (BAKHTIN, 2009), associada às concepções de identidade em HALL (1998). Os dados
apresentados correspondem ao estudo piloto realizado com 25 alunos iniciantes do curso de Letras
que se posicionam quanto a construção de uma futura identidade docente. Os futuros docentes
revelam ter as melhores expectativas com relação ao curso, pois, entendem que é nesse espaço de
formação que fundamentarão as bases teóricas que subsidiarão sua práxis e, consequentemente, a
construção de sua identidade docente.

Palavras-Chave: Linguagem; Identidade docente; ensino de língua materna.


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LETRAMENTO DIGITAL: UMA PROPOSTA DE PRODUÇÃO DE


NARRATIVAS DIGITAIS NAS AULAS DE LÍNGUA PORTUGUESA

Mara Leane de Oliveira


(PROFLETRAS/UERN)
mmaraleane@gmail.com
Moises Batista da Silva
(PROFLETRAS/PPCL/UERN)
falamoises@gmail.com

Este trabalho faz parte de uma pesquisa em desenvolvimento no mestrado PROFLETRAS/UERN


(Campus Central). Seu objetivo é apresentar algumas contribuições que o uso das TDICs nas aulas
de língua portuguesa, mais particularmente, na produção de narrativas digitais, traz para que os
alunos tornem-se protagonistas no seu processo de ensino-aprendizagem. Para tanto, baseamo-nos
nos estudos do letramento (SOARES, 1999, 2003), na pedagogia dos multiletramentos (NEW
LONDON GROUP, 1996; COPE & KALANTZIS, 2000) e nos teóricos das narrativas digitais
(ROBIN, 2006, 2008; XU, PARK, BAEK, 2011). Aqui, a proposta de produção de narrativas digitais
é desenvolvida em oito etapas, seguindo o modelo Learning by Design Project (KALANTZIS &
COPE, 2005) e tomando como corpus as imagens (estáticas e em movimento) de prédios e espaços
públicos da cidade de Mossoró-RN, vistas como textos multimodais. A partir desse tipo de narrativa
digital, buscamos analisar as produções de sentido desses prédios e espaços públicos e suas
implicações para a sociedade local. O que pretendemos com o desenvolvimento deste trabalho não é
apenas a combinação entre a antiga arte de contar histórias e os recursos das TDICs, mas também a
possibilidade do empoderamento dos alunos que, conectando conceitos e narrativas diferentes,
podem produzir novos conhecimentos.

Palavras-chave: Pedagogia dos multiletramentos. Narrativas digitais. TDICs.


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SOCIOLINGUÍSTICA VARIACIONISTA NA SALA DE AULA DO ENSINO


FUNDAMENTAL ATRAVÉS DO GÊNERO CONTO

Marcílio José Ferreira Nunes


UECE
majofenu@gmail.com
Gilson Chicon Alves
UERN
gcario65@hotmail.com

Esse artigo relata uma intervenção realizada como parte de uma pesquisa de dissertação do Mestrado
Profissional em Letras (PROFLETRAS, UERN, Campus Mossoró), aplicada numa turma do 6º ano
do ensino fundamental de uma escola da zona rural cearense, no ano de 2015. A dissertação
realizou-se em três etapas intervencionistas: a primeira delas visava a intervir através de uma
atividade abordando a variação diatópica, da qual nos ocuparemos; a segunda, com metodologia
semelhante, tratava do continum de monitoramento estilístico e a terceira abordava o preconceito
linguístico através da produção de contos. O objetivo da primeira fase da pesquisa foi intervir no
grupo considerado, a fim conscientizá-los acerca dessa variável dependente. A concepção de língua
como uma realidade heterogênea postulada por William Labov levou teóricos, como Ilari e Basso
(2000) e Bagno (2007), a conceituarem a variação regional ou diatópica como um fenômeno variável
da língua em virtude das diferenças entre regiões em que se fala a mesma língua. Nossa proposta foi
uma atividade de interpretação de um conto de nossa autoria, cujo enredo tratava da variação entre a
fala de um menino sertanejo cearense e meninos gaúchos. Contamos com as contribuições teóricas de
Bagno (2007), Bortoni-Ricardo (2014), Brasil (1998), Ilari e Basso (2000), Labov (2008), Tarallo
(2007), Thiollent (2009) e Weinreich, labov e Hezog (2006). Os resultados obtidos foram
satisfatórios, porque, com a intervenção, o conceito de variação linguística foi compreendido,
implantando-se na coletividade considerada a conscientização acerca da variação linguística regional.
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PRODUÇÃO DE VÍDEOS E EMPODERAMENTO NO ENSINO


FUNDAMENTAL: BREVE OLHAR SOBRE REFERENCIAIS TEÓRICOS E
GÊNEROS MULTIMODAIS NA ESCOLA

Mari Cecilia Silvestre da Silva


EEF Horizonte da Cidadania, Icapuí, CE
maricss6@gmail.com
Moisés Batista da Silva
(PROFLETRAS/PPCL/UERN)
falamoises@gmail.com

A ampliação das pesquisas sobre língua, ensino e novos letramentos; a publicação dos Parâmetros
Curriculares Nacionais - PCN (BRASIL, 1998), com diretrizes sobre o trabalho com textos baseado
em gêneros, redimensionou a discussão sobre as metodologias de ensino-aprendizagem da Língua
Portuguesa. As tecnologias aplicadas à educação provocaram uma nova revolução no ensinar e
aprender, suscitando reflexão e mudança na formação dos docentes, visando sujeitos plenamente
letrados. O objetivo deste estudo é apresentar um breve olhar sobre algumas teorias que contribuam
para a reflexão da multimodalidade presente nas novas formas de comunicar em sociedade e o
ensino da língua materna. Trata-se de um trabalho com base em pesquisa desenvolvida no mestrado
PROFLETRAS-UERN e, por isso, não apresenta uma metodologia própria já que é um recorte
teórico e apresentação de uma proposta. A discussão teórica divide-se em dois seguimentos,
buscando, por um lado, a conexão entre algumas teorias da aprendizagem e, por outro, entre a
multimodalidade e questões de ensino-aprendizagem de gêneros na escola. Discutimos no primeiro
grupo Vygotsky (1984 - 1991); Ausubel (1982); Gardner (1987- 1995); Mayer (1997- 2001) e
Damiani (2008). No segundo conjunto trazemos aportes de Rojo (2009); Rojo & Moura (2012);
Oliveira, Tinoco e Santos (2014); Paes de Barros (2005 - 2009); Dionísio, Machado, Bezerra
(2010); Alves Filho (2011); Kindermann (2003 - 2005); Freire (1970 - 1992). Concluindo,
apresentamos uma possibilidade de intervenção em sala de aula, a título de ilustração à prática
docente.
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Palavras-chave: Gêneros. Multimodalidade. Ensino. Empoderamento.


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REFLEXÕES SOBRE O ENSINO DA LEITURA E ESCRITA NA


EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS

Maria Amélia da Silva Costa


(UERN)
amelhinha4@hotmail.com
Marcos Nonato de Oliveira
(UERN)
marcosnonato.uern@gmail.com

Esta pesquisa trata de um estudo bibliográfico de natureza qualitativa que teve por objetivo traçar
reflexões a respeito do ensino da leitura e de escrita na Educação de Jovens e Adultos. Ressalta-se no
texto o percurso histórico e as bases legais que regem tal modalidade. A EJA no Brasil apresenta-se
historicamente colocada à margem das políticas educacionais, e com mínimos investimentos, pois
não parece ser prioridade governamental e implica nos descredito da sociedade e da própria escola. A
pesquisa apresenta a leitura e a escrita na EJA com um foco diferenciado onde o ensino da língua
Portuguesa transcende a aquisição das habilidades decodificadoras e aponta para o uso social da
língua, numa perspectiva que enfatiza o contexto histórico, cultural, social e político que compõe a
vida desses educandos. O embasamento teórico é de base freiriana onde os processos de aquisição de
leitura e escrita são encarados como ações problematizadoras e, consequentemente, libertadoras do
ser humano. A pesquisa apresenta o pensamento de autores como Freire (1989), Soares (2004),
Gadotti (1997), entre outros. A pesquisa permitiu refletir sobre os educandos enquanto sujeitos
possuidores de sua própria história de vida, a qual não pode ser desconsiderada dentro do ensino da
leitura e da escrita, mas sim a realidade de vida precisa ser trabalhada de forma significativa, sendo
considerada durante todo o processo de ensino aprendizagem pelo educador.

Palavras-chave: Leitura; Escrita; Educação de Jovens e Adultos.


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O CONCEITO DE TEXTO E SEUS ELEMENTOS COMPOSICIONAIS A


PARTIR DE DIFERENTES ABORDAGENS

Maria Bernadete de Santiago Ribeiro


(SEDUC)
bernasant@yahoo.com.br
Gison Chicon Alves
(UERN)
gcario65@hotmail.com

A finalidade deste artigo é refletir sobre as ideias em relação ao texto concebidas pelos diferentes
autores. No decorrer do trabalho, abordaremos algumas considerações sobre a concepção de texto, e
seu domínio dentro do escopo teórico da Linguística Textual. Além disso, durante o estudo faremos
referências aos elementos que o constituem e da importância que exercem para o estabelecimento de
sentido do texto. Buscaremos compreender as ideias em torno do assunto, realizando um estudo
bibliográfico pautado em Oliveira (2013), Marcuschi (2012), Fávero & Koch (2012), Koch (2015),
Koch (2009) e Koch & Travaglia (2009), Perini(2000) entre outros, com o intuito de fundamentar as
teorias existentes em relação ao texto. Ao finalizar o estudo pretendemos deixar claro que as ideias
que os indivíduos apresentam em relação ao texto é resultado de um longo processo de discussão que
nem sempre foi ou é consenso entre os envolvidos e que para realizar a composição de um texto
fazemos uso de diversas operações, estratégias e de diferentes conhecimentos a partir de situações
concretas e em processo de interação social.

Palavras-chave: Linguística textual; Texto; Elementos textuais; Compreensão Textual.


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ENTRE CONCEITOS E PRECONCEITOS: RESSIGNIFICANDO O ESTUDO


DAS VARIAÇÕES LINGUÍSTICAS NO ENSINO FUDAMENTAL

Maria Cristiane Carvalho Costa


(UERN)
kris_karvalho@hotmail.com
Nádia Maria Silveira Costa de Melo
(UERN)
solinadia@gmail.com
Risoleide Rosa Freire de Oliveira
(UERN)
risoleiderosa@gmail.com

O ensino de Língua Portuguesa, fundamentado na gramática normativa, estabeleceu uma concepção


de língua como algo imutável, perpassando a ideologia de que não é legitima, qualquer variante
oposta as regras instituídas pela norma padrão. Essa visão criou barreiras quase impenetráveis nas
escolas, dificultando o reconhecimento e aceitação do fenômeno da variação linguística,
contribuindo para a disseminação do preconceito linguístico. Partindo dessa realidade, o presente
trabalho propõe ressignificar o estudo das variedades da língua, a partir da análise das variações
morfossintáticas identificadas nos textos dos discentes, objetivando responder a indagação: de que
forma esses usos linguísticos influenciam no contexto social em que estão inseridos? Para tanto, nos
respaldamos na metodologia de pesquisa qualitativa, compreendendo que “Ela se preocupa com um
nível de realidade que não pode ser quantificado” (MINAYO, 1994, p. 22). Buscando intervir de
forma prática durante todo o processo de investigação, utilizaremos de questionários e oficinas,
dentre os métodos da pesquisa-ação que norteia as ações previstas para a realização desse trabalho
com alunos do 5º ano, de uma escola pública, da cidade de Macau-RN. O suporte teórico dessa
pesquisa será fundamentado nos princípios da sociolinguística variacionista. O estudo das variações
da língua, permite compreender que ela exerce função para além da comunicação, pois representa a
essência de um povo.
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Palavras-Chave: Língua Portuguesa. Variação linguística. Sociolinguística. Ensino Fundamental


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DO "CANTO DE MURO" À SALA DE AULA: IMPRESSÕES SOBRE A


OBRA DE LUÍS DA CÂMARA CASCUDO

Maria da Conceição Silva Dantas Monteiro


(UERN)
ceicamonteiro_72@hotmail.com
Rafaela da Silva Cunha
(UERN)
rafaela.uern@gmail.com

Em 1959 foi publicado o romance Canto de Muro, do escritor Luís da Câmara Cascudo (1898-
1986), e a leitura dessa obra da Literatura Potiguar causou, a princípio, inquietação e as impressões
sobre o livro promoveram reflexões. Considerando que o ensino da literatura na escola reque
debate, pois a metodologia empregada ainda pode ser vista como frágil, objetivamos nesse estudo
apresentar uma discussão, que assegure a importância da leitura literária na formação do leitor e na
sua constituição enquanto cidadão. Nesse sentido, elaboramos uma proposta metodológica a partir
desse “romance de costumes” de modo a apresentar uma possibilidade de inserção efetiva da
Literatura e sobretudo da Literatura Potiguar na promoção do letramento literário. No decorrer da
pesquisa, estabelecemos um diálogo com diversos estudiosos como Cosson (2007/2014), Candido
(1995/2002), Todorov (2009) e Rouxel (2013), que revelaram o poder formador da literatura e
evidenciaram a necessidade da obra ser trabalhada de forma contextualizada e na íntegra,
eliminando-se o método fragmentado que é apresentado nos livros didáticos. Esperamos que, com
esse estudo, possamos contribuir para destacar a relevância da literatura na formação humana, assim
como para a valorização da literatura produzida especificamente no Rio Grande do Norte,
utilizando-a como instrumento de promoção da leitura literária.

Palavras-chave: Literatura Potiguar. Canto de Muro. Luís da Câmara Cascudo. Sequência básica.
Proposta metodológica.
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A VARIAÇÃO LINGUÍSTICA: UM ESTUDO NO LIVRO DIDÁTICO DE


LÍNGUA PORTUGUESA

Maria do Socorro Souza Silva


(PPGL – UERN)
mariadosocorro.uzl@hotmail.com
Maria Aparecida de Souza Moura
(UERN)
aparecidamoura89@hotmail.com
Ana Paula de Oliveira
(UERN)
anapaulaoliveira055@gmail.com

O presente trabalho parte da necessidade de investigar como a variação linguística vem sendo
discutida nas atividades do livro didático (LD), para isso, pretendemos averiguar as concepções
linguísticas que permeiam a construção das atividades associando-as as propostas teóricas da
sociolinguística, elencando os principais tipos de variedades contempladas nas atividades
analisadas, atentando para o que propõem os estudiosos da sociolinguística. Este trabalho torna-se
pertinente devido ao seu caráter prático voltado para o ensino e por proporcionar uma discussão
relacionada aos estudos da sociolinguística com a finalidade de entendermos a variação como fator
intrínseco à língua, e não como estereótipo de comunidades desprovidas de escolaridade. Nesta
perspectiva, analisamos a obra Português Projeto Teláris do 6º ano do ensino fundamental, fazendo
recortes do capítulo que trata da variação linguística. Para isso, pautamo-nos pressupostos de
Cezario e Votre (2011), Câmara Júnior (2001), Bagno (2007), Batista (2008), Gregolin (2007)
dentre outros. Diante dessa pesquisa percebemos que o LD analisado trabalha em suas atividades
algumas variedades presentes na língua, entre elas as gírias e a norma padrão, as quais são
abordadas num capítulo do LD que trata exclusivamente dessa temática. Sendo assim, percebemos
pontos positivos na proposta do LD ao trazer as variedades linguísticas como conteúdo, mas
sabendo que a língua possui muitas variedades e seria necessário mais de um capítulo ou unidade
para os alunos estudarem a variação linguística.
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Palavras-Chave: Variação Linguística. Livro Didático. Sociolinguística. Língua.


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ISBN: 978-85-7621-221-8
GT 03 – ENSINO DE LÍNGUA MATERNA

ANÁFORAS DIRETAS E INDIRETAS: IMPLICAÇÕES PARA A


COMPREENSÃO LEITORA

Maria Kellyane Gomes da Silva


(UERN)
kelly_letras_rta@hotmail.com

Os processos de referenciação passaram a ser mais discutidos no Brasil e deram margem para o
surgimento de abordagens que passaram a estudar aspectos diferenciados, como os sociais,
discursivos e cognitivos. Isso resultou em um relativo progresso nos estudos anafóricos.
Acompanhando essa linha de estudo, percebemos a relevância das anáforas, pois funcionam como
pistas textuais que proporcionam aos leitores um auxílio na compreensão do texto, já que é por meio
delas que se consegue estabelecer uma relação semântica entre os itens lexicais contidos nos textos.
Para a fundamentação teórica, foram abordadas as concepções de Cavalcante (2003; 2014), Koch
(2012; 2014; 2015), Marcuschi (2005; 2008; 2012), Bakhtin (2000) e Kleiman (2000), dentre
outros. Percebendo a pouca abordagem destes processos, foi que resolvemos realizar atividades com
alunos da rede pública estadual de ensino, averiguando como se dão esses mecanismos de
continuidade textual.

Palavras-Chave: Referenciação. Retextualização. Compreensão leitora. Anáforas. Escrita.

114
Página

ISBN: 978-85-7621-221-8
GT 03 – ENSINO DE LÍNGUA MATERNA

A (RE)CONSTRUÇÃO DE REFERENTES NO PROCESSO DE


RETEXTUALIZAÇÃO DO GÊNERO ENTREVISTA EM AULAS DE
LÍNGUA PORTUGUESA

Maria Kellyane Gomes da Silva


(UERN)
kelly_letras_rta@hotmail.com

A partir da década de 90, os processos de referenciação tornaram-se mais discutidos no Brasil e


deram margem para o surgimento de abordagens que passaram a estudar aspectos diferenciados,
como os sociais, discursivos e cognitivos. Isso resultou em um relativo progresso nos estudos
anafóricos. Acompanhando essa linha de estudo, este trabalho busca compreender as anáforas como
pistas textuais que proporcionam aos leitores um auxílio na compreensão do texto, já que é por meio
delas que se consegue estabelecer uma relação semântica entre os itens lexicais contidos nos textos.
Neste viés consideramos importante analisar os processos referenciais que ocorrem durante o
processo de retextualização de um texto oral – entrevista- para um escrito - memória. Para a
fundamentação teórica, foram abordadas as concepções de Cavalcante (2003; 2014), Koch (2012;
2014; 2015), Marcuschi (2005; 2008; 2012), Bakhtin (2000) e Kleiman (2000), dentre outros. Numa
fase inicial, realizamos oficinas de textos a fim de observarmos quais as principais dificuldades
apresentadas pelos alunos no que se refere à progressão referencial. Na fase da intervenção,
realizamos, inicialmente, a retextualização de um texto oriundo da fala (entrevista) para um gênero
escrito (memórias). Na última fase, orientamos a reescrita do gênero memórias. Sabendo ser este um
processo de natureza essencialmente textual e sociocognitiva, os resultados mostraram uma evolução
dos alunos no que diz respeito aos mecanismos de continuidade textual, pois passaram a fazer uso
tanto das pistas manifestadas na materialidade do texto, quanto a perceber a importância dos
processos anafóricos para a (re)construção de um texto coeso e, acima de tudo, coerente.
115
Página

ISBN: 978-85-7621-221-8
GT 03 – ENSINO DE LÍNGUA MATERNA

AS CONTRIBUIÇÕES DA “OLIMPÍADA DE LÍNGUA PORTUGUESA –


ESCREVENDO O FUTURO” NO PROCESSO DE LEITURA E ESCRITA NA
3ª SÉRIE DO ENSINO MÉDIO

Maria Lidiana Costa


(UERN)
lidianacosta_@hotmail.com
Maria do Socorro Souza Silva
(PPGL- UERN)
mariadosocorro.uzl@hotmail.com
Maria da Luz Duarte Leite Silva
(UERN)
lulinhaduarte@hotmail.com

O presente trabalho trata-se de um artigo que objetiva analisar a partir das produções textuais dos
alunos da 3ª série do Ensino médio as contribuições da “Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo
o Futuro” (OLP) no processo de leitura e escrita, além de verificar os encaminhamentos apresentados
no material disponibilizado e com isso refletir sobre o trabalho pedagógico e a aprendizagem dos
alunos. Este estudo é de abordagem qualitativo-quantitativa e de natureza descritiva, caracterizando
como estudo bibliográfico e de campo, seu método de abordagem é o dedutivo. Esta proposta de
estudo torna-se pertinente por tratar-se de uma temática que envolve o ensino de língua portuguesa
baseando-se nas propostas da OLP enquanto fator que pode influenciar positivamente nas produções
de textos dos alunos. O estudo permitiu-nos constatar que o trabalho desenvolvido pela OLP propicia
momentos significativos de leitura e escrita, neste caso, o gênero artigo de opinião; possibilita o
aprendizado das características específicas desse gênero; desenvolve a argumentação; propõe
pesquisas sobre os temas a serem produzidos e ainda amplia a capacidade reflexiva dos alunos diante
da própria produção por meio da refacção dos textos. Dessa maneira, analisamos e atestamos a
importância das atividades desenvolvidas pela OLP, entendendo a leitura e a escrita como práticas
sociais e contribuindo para a melhoria do ensino nas escolas públicas de nosso país. Para tanto
tivemos o respaldo teórico de Solé (1998), Koch (2009) Antunes (2003; 2009), Celso (2015),
116

Coracine (2005), Elias (2001), Geraldi (2001).

Palavras-chave: leitura. escrita. olímpiada de língua portuguesa.


Página

ISBN: 978-85-7621-221-8
GT 03 – ENSINO DE LÍNGUA MATERNA

MULTILETRAMENTO NA ESCOLA: PRODUÇÃO DE FANCLIP COM


ALUNOS DO NONO ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL

Maria Rosenilza Pereira Feitosa de Sousa


(UERN)
rosenilzafeitosa3@gmail.com
Ana Lorena dos Santos Santana
(UERN)
laetitia1481@hotmail.com

Este trabalho tem a finalidade de apresentar uma proposta didática sobre letramento crítico
utilizando o gênero multimodal fanclip. Está inserido na área de Linguagens e Letramentos e tem
como objetivo usar textos multimodais, com estudantes de nono ano do Ensino Fundamental, a fim
de desenvolver habilidades de letramento e discutir em sala de aula variados temas transversais com
a seleção de músicas e fanclips que tratam desses temas, para que o aluno produza um fanclip. Para
a elaboração das atividades, considerou-se os conceitos bakhtinianos acerca dos gêneros
discursivos, os quais apresentam as esferas de criação e circulação do gênero. Essas esferas
sofreram profundas mudanças advindas do avanço das tecnologias digitais da comunicação e da
informação (TDICs), o que provou o surgimento dos gêneros multimodais. Fundamenta-se o
trabalho, nos estudos do gênero em Bakhtin (2000); nas concepções de Marcuschi (2008) sobre
gênero, leitura e compreensão de textos; nos conceitos de letramento de Kleiman (2016) e
multiletramento de Rojo (2012). Os resultados da pesquisa revelaram que os alunos conseguiram
desenvolver produções culturais de acordo com as propostas levantadas em sala sobre o conceito de
multiletramentos, reproduzindo o gênero multimodal proposto de maneira interativa. Dessa forma, a
proposta de uso do fanclip mostrou-se uma prática letrada capaz de transformar a concepção de
leitura e escrita do aluno.

Palavras-chave: Letramento crítico. Multimodalidade. Gênero digital. Leitura. Escrita.


117
Página

ISBN: 978-85-7621-221-8
GT 03 – ENSINO DE LÍNGUA MATERNA

O ENFOQUE PRONOMINAL NO LIVRO DIDÁTICO DE PORTUGUÊS

Nádia Maria Silveira Costa de Melo


(UERN)
solinadia@gmail.com

O ensino de Língua Portuguesa tem, desde a época da redemocratização do ensino público, como
forte aliado nas salas de aulas do Brasil, o Livro Didático de Português (LDP). É relevante, portanto,
uma verificação das concepções teóricas que embasam os temas abordados em suas páginas por seus
autores. Para tanto, buscou-se investigar, especificamente, o tratamento dado pelo LDP aos
pronomes lexicais e aos clíticos no Ensino Fundamental. O respaldo teórico provém da Linguística
Funcional Centrada no Uso (LFCU). É uma pesquisa sincrônica de base qualitativo-interpretativista
que se debruça sobre amostras de língua em uso efetivo na modalidade escrita. As amostras que
compõem o corpus de análise foram coletadas de Livros Didáticos do 6º ao 9º ano do Ensino
Fundamental, adotados e usados em escolas públicas do RN (Brasil), durante o triênio de 2014 a
2016. A coleção analisada, de autoria de Cereja e Magalhães (2014), está de acordo com os
Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), tendo sido avaliada criteriosamente pela Secretaria de
Educação Básica (SEB), e referendada pelo Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), e, por
fim, foram adquirida e distribuída pelo Ministério da Educação (MEC) por meio do Fundo Nacional
de Desenvolvimento da Educação (FNDE) para o triênio 2014-2016. Os resultados mostram
concepções teóricas tradicionais voltadas para uma visão de língua imanente.

Palavras-Chave: Ensino Fundamental. Língua Portuguesa. Pronomes lexicais. Pronomes clíticos.


Linguística Funcional Centrada no Uso. 118
Página

ISBN: 978-85-7621-221-8
GT 03 – ENSINO DE LÍNGUA MATERNA

INICIAÇÃO À ESCRITA DA LÍNGUA MATERNA NAS ESCOLAS


PÚBLICAS DE ENSINO FUNDAMENTAL DO MUNICÍPIO DE
MOSSORÓ/RN

Pedro Ramon Pinheiro de Souza


UNIVERSIDAD EVANGÉLICA DEL PARAGUAY
hunter4you@gmail.com
Themis Gomes Fernandes
UNIGRENDAL PREMIUN CORPORATE
themis.fernandes@bol.com.br

O objetivo desta pesquisa científica é investigar se os alunos que estão iniciando o aprendizado da
escrita da língua materna das Escolas Públicas do Ensino Fundamental do Município de Mossoró-RN
possuem aversão à escrita ou se eles não possuem conhecimentos completos em relação ao que é
proposto pelo professor. A metolodologia utilizada nesta pequisa foi observacional e posteriormente
se utilizou dos artifícios quantitativos para investigar a prática pedagógica em relação ao ensino da
escrita da língua materna. Apesar de a escrita ser uma atividade cognitiva complexa, induzir a criança
a escrever, sobre algo que elas conhecem bem, descomplica esse processo. Quando o aluno escreve
sobre algo do seu meio sócio-cultural, a escrita flui de forma quase que natural, visto que, ele tem
conhecimento acerca do que será escrito. O professor é responsável por trazer a sala de aula, nos dias
de ensino da escrita, conteúdos que atendam a diversidade sócio-cultural dos alunos. TASSONI
(2012) aponta para a necessidade urgente de se repensar a maneira de se ensinar a escrita. A escola
deve oferecer uma metodologia que atenda à diversidade que existe na sala de aula numa tentativa de
equalizar o processo de congnição. Para GOMES (2014) o professor deve estimular a escrita em
temas que os alunos dominam, dessa forma, o processo de aprendizagem será quase que espontâneo
tendo em vista que é muito mais fácil, para os alunos, escrever sobre o que eles dominam.

Palavras-Chave: Escrita; Cognição; Língua; Materna; Conhecimento.


119
Página

ISBN: 978-85-7621-221-8
GT 03 – ENSINO DE LÍNGUA MATERNA

UMA ANÁLISE CRÍTICA MULTIMODAL DO VÍDEO CLIPE “ GELO NA


BALADA” NUMA PERSPECTIVA DA GRAMÁTICA DO DESIGN VISUAL

Adalberto Barbosa Junior


(PPCL/UERN)
durissus@hotmail.com
Moisés Batista da Silva
(PPCL/UERN)
falamoises@gmail.com

O videoclipe é um gênero musical que surgiu no contexto de uma sociedade capitalista, buscando
vender música e imagem dos artistas. Nos canais televisivos, bem como na internet, esse gênero
ocupa lugar de destaque, reafirmando e/ou subvertendo valores sociais (MOZDZENSKI, 2013).
Objetivamos, neste trabalho, analisar um videoclipe musical, ressaltando suas marcas visuais que
consideram à imagem da mulher como objeto da consolidação dos ideais machistas e do incentivo
ao consumo. Fundamentados na Análise Crítica do Discurso onde temos Fairclough (2001, 2003)
como um de seus maiores representantes e na Gramática do Design Visual (GDV), de Kress e Van
Leeuwen (2006), focaremos nos aspectos interativos da GDV, que trata das seguintes categorias de
análise: contato, distância social, perspectiva e modalidade em relação ao espectador da imagem.
Esse aspecto abordado pela GDV oferece nova perspectiva de letramento para leitura imagética.
Para essa análise, escolhemos o videoclipe “Gelo na balada” (3:30), da banda Cavaleiros do forró,
da autoria de Jota Reis, Ranieri Mazille e Neto Barros, tendo ampla divulgação na rádios e internet,
principalmente no canal do youtube, possuindo cerca de 15.344.580 visualizações. As imagens
analisadas revelam uma construção social da supervalorização do homem além de uma redução do
papel da mulher a simples objeto, bem como um incentivo ao consumismo. Isso significa dizer que
o homem é empoderado a partir de ângulos e distância social que o elevam diante do espectador,
consolidando os ideais machistas e colocando a mulher em segundo plano.

Palavras-chave: Videoclipe. Imagens. Análise Crítica do Discurso. Gramática do Design Visual.


Metafunção Interativa.
120
Página

ISBN: 978-85-7621-221-8
GT 03 – ENSINO DE LÍNGUA MATERNA

TEXTO LITERÁRIO, RECURSO DIDÁTICO EM AULAS DE LÍNGUA?

Regiane Santos Cabral de Paiva


(UERN)
regianeuern@gmail.com
José de Paiva Rebouças
(UERN)
josedepaivareboucas@gmail.com

Depois da linguística textual, o texto ganhou mais importância no contexto do ensino de língua.
Dentre estes textos, o literário tem recebido uma especial atenção nas últimas décadas e, em vista
disso, temos o objetivo de apresentar, por meio de uma pesquisa bibliográfica, leituras a respeito
desta questão, bem como enfatizar os aspectos funcionais e didáticos do texto literário. Assim sendo,
nosso trabalho delineará três pontos chaves: texto literário e ensino de língua; texto literário e as
metodologias de ensino de língua e texto literário x recurso didático. Neste sentido, estudos como os
de Barreto (2000), Koch (2007), Marcuschi (2008), Rojo (2008), Antunes (2009), Knuppel (2009),
Jaguaribe (2007), Santos (2007), Fillola (2002 e 2007), Cosson (2009), Todorov (2010) e Vicent
(2012), são imprescindíveis para a consecução do nosso trabalho. Após estes estudos, pretendemos
distanciar o texto literário da nomenclatura de “recurso didático” e elevá-lo a um lugar de
possibilidades dentro do processo de ensino de língua, seja ela materna ou estrangeira.

Palavras-chave: Texto literário; Ensino de língua; Recurso didático.


121
Página

ISBN: 978-85-7621-221-8
GT 03 – ENSINO DE LÍNGUA MATERNA

O ENSINO DE LITERATURA NO ENSINO FUNDAMENTAL II: UM


DESAFIO PARA PROFESSORES DO SÉCULO XXI

Symara Tâmara Fernandes Carlos


(UERN)
symaratamara@hotmail.com

O presente artigo trata do desafio do professor de Língua Materna do século XXI diante das atuais
perspectivas do ensino de leitura, sobretudo do texto literário, no Ensino Fundamental II, ainda
trazendo apontamentos que possibilitem um melhor tratamento e melhor trabalho com a literatura em
sala de aula. O texto do artigo se divide em dois momentos: no primeiro, a introdução, apresenta
aspectos que norteiam professores quanto à escolha do material literário para o trabalho com a leitura
em sala de aula; as acepções acerca do conceito de leitura e do texto literário, tomando por referência
autores como Barbosa (1996), Cosson (2014), Mugge & Saraiva (2006) e Perrone-Moisés (2016). O
segundo momento trata da proposta de aula com o texto literário, com o objetivo de despertar no
aluno o interesse pela leitura do texto literário, assim como tratar de temas transversais como meio
ambiente. Para isso, usar-se-á o gênero poesia, sendo trabalhado o poema Brasília Enigmática, de
Nicolas Behr, já trazendo uma breve análise do mesmo. Com isso, conclui-se que o professor tem o
desafio de levar o aluno ao prazer da leitura diante dos desafios apresentados pelos autores
supracitados, e ao final, com base na proposta de Saraiva (2006), apresenta-se um plano de aula de
leitura, a fim de oferecer ao professor uma referência para elaboração de projetos de leitura literária.

Palavras-chaves: Leitura. Ensino. Língua Materna.


122
Página

ISBN: 978-85-7621-221-8
GT 03 – ENSINO DE LÍNGUA MATERNA

OS IMPACTOS DOS ESTUDOS LINGUÍSTICOS NO ENSINO DA LÍNGUA


MATERNA: UMA VISÃO REFLEXIVA E SOCIOINTERACIONISTA NA
ABORDAGEM GRAMATICAL

Tainan Santana da Silva


Faculdade do Vale do Jaguaribe
tainansantana15@gmail.com

Este trabalho de caráter acadêmico-científico apresenta uma reflexão acerca do ensino da Língua
Portuguesa nos dias atuais, ponderando os impactos dos estudos linguísticos como princípio
determinante para ressignificação da educação em língua materna. Para tanto, o artigo faz uma
interface dicotômica entre Linguística e Gramática Normativa, versando suas peculiaridades no modo
de interpretar a dinamicidade do idioma, bem como a viabilização do seu ensino nas escolas. Dentro
dessa temática, os estudos da pesquisa estão pautados fundamentalmente nas premissas de Antunes
(2003, 2007, 2014), Bagno (1999), Bechara (1993) e Travaglia (1997), no intento de averiguar o que
os estudos no campo da linguística puderam melhorar e qualificar o ensino da língua portuguesa
Assim, a pesquisa se enquadra como bibliográfica de cunho analítico e reflexivo. Portanto, diante dos
estudos e consultas feitas em livros diversos, pode-se constatar que muito já se avançou no que
concerne à educação linguística, porém muito ainda deve ser feito para que o ensino em língua
portuguesa tenha um teor mais funcionalista do que formalista.

Palavras-chave: Ensino. Linguística. Gramática. Reflexão. Sociointeracionismo.

123
Página

ISBN: 978-85-7621-221-8
GT 03 – ENSINO DE LÍNGUA MATERNA

O PRAZER EM LERO O LOCAL: A LITERATURA DE AFONSO BEZERRA


EM UMA ESCOLA DO SEMIÁRIDO

Vanessa Karoline Monteiro Assunção


(UERN)
vkmassuncao@yahoo.com.br
Cassia de Fatima Matos dos Santos
(UERN)
cassiafmsantos@gmail.com

A proposta para esta comunicação é apresentar um projeto em desenvolvimento no Programa de


Mestrado Profissional em Letras - Profletras/Assu RN. O projeto trata da influência da literatura local
na formação leitora dos educandos e procura promover o letramento literário a partir da leitura de
contos, visando à formação de leitores. Os textos selecionados são contos e crônicas de autoria do
potiguar, Afonso Bezerra (1967). Foi a partir do interesse dos alunos pelas peculiaridades do sertão
semiárido que chegamos a esse escritor, pois Afonso Bezerra tratou das mais diversificadas facetas
do sertão em seus textos. O projeto de intervenção, que é parte da investigação, tem por objetivo
contribuir para o aperfeiçoamento da capacidade leitora de alunos de uma turma de 8˚ ano da escola
Estadual Professora Joana Honório da Silveira Moura, Angicos / RN, por meio do trabalho com
textos relacionados ao sertão semiárido. Como metodologia, recorremos aos “Círculos de Leitura
Literária” proposto por Rildo Cosson (2009), pois acreditamos que a leitura de textos literários na
escola contribui para o desenvolvimento do letramento em seus diversos domínios sociais. Esse
projeto se fundamenta em textos de autores como Cosson (2006), Paulino e Cosson (2009), Machado
(1998) e Jouve (2002). O trabalho oportunizará discussões e reflexões, os resultados esperados neste
projeto são o desenvolvimento do gosto pela leitura de textos literários e o aprimoramento da
capacidade leitora dos estudantes envolvidos na pesquisa.

Palavras-chave: Letramento literário. Leitor. Sertão. Leitura.


124
Página

ISBN: 978-85-7621-221-8
GT 03 – ENSINO DE LÍNGUA MATERNA

IDENTIDADE DOCENTE: UMA CONSTRUÇÃO A PARTIR DA PRÁTICA


DE ENSINO E ESTÁGIO SUPERVISIONADO

Francisca Vilani de Souza


UNINTER \UERN.
professoravilani@gmail.com

Este estudo discute a construção da identidade docente a partir da prática de ensino e estágio
supervisionado no curso de Letras – habilitação Língua Portuguesa UERN - Campus Central. Um
caminho trilhado entre a instituição formadora de profissionais licenciados para a docência e a
escola lócus da prática docente. O estágio como período de estudos práticos em que os licenciados
convivem com a realidade da docência. É também momento de construção da identidade por
provocar reflexões no decorrer de ações vivenciadas numa perspectiva de legitimar conhecimentos
adquiridos ao longo do curso. A parceria teoria\prática para formar e entregar a sociedade
cidadãos\profissionais aptos para desenvolverem um trabalho competente. É momento de pesquisa
e formação de banco de dados que servirá para acrescentar conhecimentos já adquiridos e construir
base prática para ser aplicada a posteriori como profissionais ativos no mercado de trabalho.
Metodologicamente foram utilizados o planejamento, a observação na escolas campo de estágio e a
auto avaliação do estagiário. A base teoria é constituída por Bianchi (2014), Barreiro (2006),
Scarpato, Hall (2005) Tardif (2005) Bauman (2005), Hall (2006) entre outros. Foi possível
constatar que a Prática de Ensino e o estágio supervisionado são bases articuladoras para a
construção da identidade e formação do profissional em Letras. Também que o estágio como
formação inicial pauta-se através da investigação da realidade de forma que as ações sejam
enfatizadas pela avaliação crítica e reflexão sobre o fazer, o pensar e a prática.

Palavras-chave: Identidade. Formação. Estágio.


125
Página

ISBN: 978-85-7621-221-8
GT 03 – ENSINO DE LÍNGUA MATERNA

ESTRATÉGIAS DOCENTES DE CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO


SOBRE LEITURA NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL

Alenilda de Oliveira Fernandes (UERN)


Maria do Socorro da Silva Batista (UFERSA)

Este trabalho apresenta os resultados investigativos acerca das estratégias docentes na construção
do conhecimento sobre leitura, identificadas na prática de uma professora junto aos seus alunos do
segundo ano do ensino fundamental de uma escola pública do município de Apodi-RN. A pesquisa
foi realizada objetivando identificar e analisar as diferentes estratégias desenvolvidas pela docente
pesquisada para que os alunos possam desenvolver a habilidade leitora. Buscamos, também,
compreender como se realizam essas estratégias e analisá-las, confrontando-as com os aportes
teóricos que fundamentaram a pesquisa. Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa de campo,
com caráter descritivo e de cunho qualitativo. Para isso, observamos a prática daquela e
sequencialmente entrevistamos-na. Como resultado, aprofundamos nossa reflexão sobre a temática
investigada, percebendo que as estratégias da docente são estimuladoras e incentivadoras da
aprendizagem. Outrossim, seus procedimentos se revelaram eficazes para o desenvolvimento da
formação leitora dos alunos.

Palavras-chave: Leitura. Prática docente. Estratégias de Leitura.

126
Página

ISBN: 978-85-7621-221-8
GT 04 – DISCURSO E PRÁTICAS NO CAMPO DA EDUCAÇÃO

FORMAÇÃO DE PROFESSORES: UM ESTUDO SOBRE A


CONTRIBUIÇÃO DO PIBID NA ARTICULAÇÃO ENTRE TEORIA E
PRÁTICA NO CURSO DE MATEMÁTICA DO IFRN/CAMPUS MOSSORÓ

Aila Cristina de Souza


Escola Estadual Padre José de Anchieta
aylacristina11@hotmail.com
Aleksandre Saraiva Dantas
(IFRN)
aleksandre.dantas@ifrn.edu.br

Este trabalho apresenta o resultado de uma pesquisa de cunho qualitativo que objetivou analisar a
contribuição do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) na consolidação da
articulação entre teoria e prática na formação inicial de professores de Matemática formados pelo
campus de Mossoró do IFRN. Para isso, foram realizadas entrevistas semiestruturadas com ex-alunos
que foram bolsistas no PIBID e que, atualmente, estão atuando em sala de aula. Os dados coletados
permitem constatar que os entrevistados reconhecem a necessidade da articulação entre teoria e
prática durante a formação inicial, afirmando que, no curso analisado, a dicotomia entre teoria e
prática ainda se faz presente, pois a oferta de quatro estágios supervisionados, apesar de importante,
tem se mostrado insuficiente para superar essa dicotomia. Para os entrevistados, as atividades
desenvolvidas no PIBID são fundamentais para a articulação entre a teoria vista na licenciatura e a
sua futura prática docente, promovendo uma maior compreensão da realidade da escola pública,
fortalecendo o vínculo do aluno/bolsista com a licenciatura, de modo que esses bolsistas, ao se
tornarem profissionais da educação, não sentiram o “choque com a realidade” tão comum nos
discursos dos professores diante das suas primeiras atividades profissionais. Desse modo, pode-se
considerar que o PIBID contribuiu positivamente no processo de articulação entre teoria e prática,
proporcionando experiências que ajudaram os alunos bolsistas a compreender o significado do
trabalho docente e a buscar mecanismos para efetivar uma prática pedagógica coerente com a
realidade da escola pública.

Palavras-chave: PIBID, teoria; prática, formação inicial, escola pública


127

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Página

ISBN: 978-85-7621-221-8
GT 04 – DISCURSO E PRÁTICAS NO CAMPO DA EDUCAÇÃO

REFLEXÕES SOBRE O ENSINO DE MATEMÁTICA FINANCEIRA NAS


ESCOLAS PÚBLICAS DE MOSSORÓ

Aleksandre Saraiva Dantas


(IFRN)
aleksandre.dantas@ifrn.edu.br
Idalecio Gomes Dantas
(IFRN)
dalecio12@hotmail.com

Entre todos os conteúdos abordados na disciplina de Matemática no Ensino Médio, a Matemática


Financeira se destaca por estar entre os conteúdos com maior aplicabilidade na vida cotidiana dos
alunos, apresentando-se como um conhecimento extremamente relevante para a consolidação de uma
cidadania plena em uma sociedade fortemente marcada por relações de consumo. Diante dessa
realidade, este trabalho analisou o processo de ensino de Matemática Financeira nas escolas públicas
de Mossoró, identificando as percepções dos professores acerca das dificuldades enfrentadas e suas
estratégias para o ensino dessa temática. Usando como referência a realidade de três escolas públicas,
foi realizada uma pesquisa qualitativa com base em análise documental e entrevistas com três
professores responsáveis pela abordagem da Matemática Financeira nas respectivas escolas. Entre as
dificuldades identificadas no ensino de Matemática Financeira, destacam-se: o não cumprimento do
conteúdo proposto no planejamento anual; o baixo nível de complexidade das atividades
desenvolvidas; a precariedade com relação aos conhecimentos prévios apresentados pelos alunos e a
carga horária insuficiente destinada à disciplina. Diante dessa realidade, foi possível concluir que os
professores que participaram da pesquisa não conseguem abordar a Matemática Financeira em sua
totalidade. Além disso, os conteúdos que são abordados se caracterizam pelo baixo nível de
complexidade e pelo distanciamento do cotidiano dos alunos. Para tentar minimizar os problemas no
ensino de Matemática Financeira, os professores deveriam fazer uso de estratégias como: a
abordagem de situações ligadas ao cotidiano dos alunos; o uso da calculadora e do Excel e o trabalho
com a história da Matemática.

Palavras-chave: Ensino, Matemática Financeira, escola pública, percepções, dificuldades.


128
Página

ISBN: 978-85-7621-221-8
GT 04 – DISCURSO E PRÁTICAS NO CAMPO DA EDUCAÇÃO

A EVASÃO NO CURSO TÉCNICO DE NÍVEL MÉDIO SUBSEQUENTE EM


MECÂNICA DO IFRN/CAMPUS MOSSORÓ SOB A PERSPECTIVA DOS
PROFISSIONAIS

Ana Maria de Oliveira Castro


(IFRN)
ana.castro@ifrn.edu.br
Arilene Maria Soares de Medeiros
(POSEDUC/UERN)
arilene.medeiros@bol.com.br

A presente pesquisa tem como objetivo estudar a evasão no Curso Técnico de Nível Médio
Subsequente em Mecânica do IFRN/Campus Mossoró sob a perspectiva dos profissionais, cuja
origem de criação desta modalidade de nível médio remonta ao Decreto 2.208/1997 no qual houve
separação do Ensino Médio e o Ensino Técnico (Subsequente). No que se refere a evasão escolar, a
discussão encontra-se fundamentada no referencial teórico que discute essa questão na Educação
Básica e no Ensino Técnico Profissional, focando na realidade da instituição supracitada. A
pesquisa foi do tipo qualitativa, utilizando como instrumento a entrevista semiestruturada, com os
profissionais da referida instituição. De acordo com os dados produzidos, os resultados mostram
que os fatores pertinentes à evasão escolar estão intrinsecamente relacionados tanto aos aspectos
externos como internos à instituição, corroborando com o aporte teórico utilizado. Fatores externos
mais recorrentes foram: dificuldade de conciliar o estudo com o trabalho; dificuldades financeiras; o
ingresso no Ensino Superior; dentre outros. Quanto aos fatores internos: dificuldades de lidar com a
metodologia dos professores; a falta de identificação com o curso escolhido; didática ineficiente dos
professores; dentre outros. A pesquisa permite concluir que a evasão é um problema bastante
complexo e recorrente na educação brasileira, envolvendo fatores externos e internos. Constata-se
também que os fatores externos estão mais relacionados a questão socioeconômica dos alunos e os
internos a questão didático-pedagógico dos docentes.

Palavras-chave: Evasão Escolar; Educação Profissional; Cursos Subsequentes.


129
Página

ISBN: 978-85-7621-221-8
GT 04 – DISCURSO E PRÁTICAS NO CAMPO DA EDUCAÇÃO

PRODUÇÕES ACADÊMICAS SOBRE AVALIAÇÃO EXTERNA NA


EDUCAÇÃO: O DEBATE EM REVISTAS QUALIFICADAS (2000 A 2016)

Clarice Nunes Peixoto


(UERN)
claicepeixoto@hotmail.com
Allan Solano Souza
(UERN)
asolanosouza@gmail.com

A partir do conhecimento de que as políticas educacionais atuais têm evidenciado a necessidade de se


construir um quadro teórico-metodológico capaz de trazer à luz os possíveis debates sobre as
avaliações externas da e na educação, este texto tem como objetivo apresentar os resultados de um
levantamento de artigos científicos realizado, exclusivamente online, no repositório Scielo, bem
como, diretamente nos sítios das revistas, entre os anos de 2000 a 2016, no campo das produções
acadêmicas sobre avaliação externa na educação. Para tanto, elencamos como critério de escolha e
leitura, a presença, em seus títulos, de palavras-chave (avaliação, avaliação externa, avaliação da
educação, avaliação escolar, indicadores, resultados, IDEB, avaliação em larga escala, testes
padronizados) que direcionassem à temática central da avaliação. Do ponto de vista metodológico,
realizamos a leitura completa dos artigos e, por fim, a análise dos resultados de acordo com a
categoria e as subcategorias definidas. Diante disso, foi possível constatar que a produção nessa
temática encontrasse em evolução, nos últimos 16 (dezesseis) anos de publicações, com destaque as
discussões sobre avaliação da escola, do desempenho, dos professores, dos alunos e da
aprendizagem; havendo um número maior de artigos científicos direcionados às pesquisas sobre a
avaliação institucional/escolar.

Palavras-Chave: Políticas Educacionais. Debates. Avaliação Externa. Revistas qualificadas.


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Página

ISBN: 978-85-7621-221-8
GT 04 – DISCURSO E PRÁTICAS NO CAMPO DA EDUCAÇÃO

LEITURA, IDENTIDADE RACIAL PERSPECTIVAS DISCURSIVAS

Dayvison Bandeira de Moura


Escola Estadual Ministro Jarbas Passarinho – EMJP – Camaragibe/PE - UA-PY
analistadodiscurso.bandeira.pe@gmail.com
Maria Aparecida Monteiro da Silva
UA-PY; Universidad Colúmbia - PY
mariahmoposil_@hotmail.com

O presente artigo é um estudo (CHIZZOTTI, 1991), a relação sobre leitura, por meio de concepções
apresentadas por Berenblum (2009), Guimarães (2009) dentre outros autores. A leitura é avaliada
acerca de suas implicações enquanto cultura num “mundo” grafo centrado, sob uma perspectiva
discursiva (DIJK, 2008), em diálogo com Pechêux (1975), Orlandi (2010). Para tanto, é levado em
consideração entraves postos ao professor, a estudantes e, por extensão à escola enquanto instituição.
Frente a isso, se alia a este estudo implicações advindas da categoria semântico-discursiva: pobreza,
evocando Arroyo (2001), em diálogo com (GOMES, 2008). Tais pressupostos estão presentes em
uma tese de doutoramento em Ciências da Educação. Logo, esse texto corresponde ao recorte da
Revisão de Literatura, mas com adaptações em atenção ao GT4 – Discursos e Práticas no Campo da
Educação (MOURA, 2017), a tese fora apresentada na “Universidad Americana, Asunción, PY”, e
orientada pela Prof. Dra. Maria Aparecida Monteiro da Silva. Isto posto foi possível concluir que a
categoria semântico-discursiva: pobreza carece de estudos acerca de suas implicações no conceito de
currículo, visando a superação moralista de cunho estereotipante. Momento em que, esta constatação
se direciona essencialmente, aos banimentos sociais sofridos pelas etnias afrodescendentes sob a
interdição de sua ascendência cultural e histórica o que compromete as suas identidades subjetivas.
Resultado que isso representa de um abuso de poder do Estado, sob a manifestação de discursos de
dominação.

Palavras-chave: Leitura, Discurso, Pobreza, Cultura, Educação.


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Página

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GT 04 – DISCURSO E PRÁTICAS NO CAMPO DA EDUCAÇÃO

DA EJA AO CEJA: DAS POLÍTICAS PARA EJA AO ENSINO


SEMIPRESENCIAL DOS CEJA NO CEARÁ

Edillene Rodrigues da Silva


(UERN/CAMPUS ASSU)
edillenerr@hotmail.com
Lilian de Oliveira Rodrigues
(UERN/CAMPUS ASSU)
rodrigueslilian@yahoo.com.br

A proposta deste artigo é apresentar uma parte de um projeto em curso desenvolvido no Programa de
Mestrado Profissional em Letras – PROFLETRAS/Assu-RN. Nosso objetivo é refletir sobre o
panorama histórico da EJA, buscando refletir sobre novos caminhos que conduzam a ações realmente
eficazes para garantir Educação de qualidade para todos, inclusive para os sujeitos da EJA. Por meio
de fatos históricos cruciais da Educação brasileira, procuraremos situar a Educação de Jovens e
Adultos – EJA, buscando entender os fracassos e sucessos que notadamente ainda permeiam esta
modalidade. Pretendemos situar no panorama nacional e estadual (Ceará), o surgimento dos Centros
de Educação de Jovens e Adultos – CEJA, apontando as dificuldades enfrentadas por estes Centros
em virtude das ações políticas historicamente planejadas para atender as demandas econômicas do
país, mas que desconsideram os sujeitos da EJA. Traçamos um perfil dos alunos que procuram a EJA
semipresencial praticada nos CEJA e sobre a falta de material didático adequado ao ensino
semipresencial.

Palavras-chave: Educação. Educação de Jovens e Adultos. CEJA.


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Página

ISBN: 978-85-7621-221-8
GT 04 – DISCURSO E PRÁTICAS NO CAMPO DA EDUCAÇÃO

INTERTEXTUALIDADE E PRODUÇÃO TEXTUAL: UM RECORTE DE


PRÁTICA DOCENTE

Francisca Berlandia Alcineide Silva Paiva


(UERN)
berlandia.alcineide@gmail.com
Francisca Camila Alves Feitosa
(UERN)
camilaafeitosa@hotmail.com
Daniella Katherine de Oliveira
(UERN)
daninhakatherine@hotmail.com

Este trabalho tem como objetivo apresentar um recorte de práticas docentes a partir de uma
intervenção pedagógica realizada em uma turma de primeira série do ensino médio em uma Escola
pertencente a rede de ensino privado de Mossoró-RN. A princípio foi explicado para os alunos a
possibilidade de diálogo entre gêneros textuais distintos. Em seguida, foi proposta a fábula “Os três
porquinhos”, realizou-se leituras e interpretações, respaldando a conversação literária com outros
gêneros, que se configura a intertextualidade. Além disso, foi explorado o conhecimento prévio dos
discentes, fazendo-lhes compreender que a intertextualidade consiste como um diálogo entre dois ou
mais textos, sendo um fenômeno que pode manifestar-se de diferentes maneiras, seja na linguagem
verbal ou não. Em seguida, foi realizado um sorteio dos seguintes gêneros textuais: Crônica, Charge e
notícia (os quais já haviam sido estudados em sala), para que eles transformassem a fábula lida pelo
gênero escolhido. Os discentes compreenderam o conteúdo apresentado, assim, conseguiram realizar
e apresentar em grupo, a atividade proposta. No tocante, a base teórica está fundamentada em
Bakhtin (2003), Koch (2009), Alós (2006) entre outros. Em tese, o resultado foi satisfatório, pois
além de os alunos aprenderem o conceito de intertextualidade, assunto bastante discutido em exames
vestibulares e concursos, ainda puderam demonstrar, por meio da prática, o diálogo que há entre os
gêneros textuais.
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Palavras-chave: intertextualidade, gêneros textuais, leitura e escrita.


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GT 04 – DISCURSO E PRÁTICAS NO CAMPO DA EDUCAÇÃO

FORMAÇÃO COM UM RIGOR OUTRO EXPERIÊNCIAS DA DISCIPLINA


DO MESTRADO EM EDUCAÇÃO

Francisca Elza Torres Fernandes


(UERN)
elzatfernandes@hotmail.com
Érica Renata Clemente Rodrigues
(UERN)
erica_qib@hotmail.com
Joaquim Gonçalves Barbosa
(UERN)
joaquim.barbosa60@gmail.com

O presente texto apresenta resultados das experiências vivenciadas como discentes na disciplina do
Programa de Pós-Graduação em Educação – POSEDUC: Tópicos Especiais em Práticas Educativas
I: Pesquisa-Formação, Ciberautorcidadão e Abordagem Multirreferencial da Faculdade de
Educação, da UERN. As reflexões desenvolvidas, as leituras dos textos, diálogos em aulas, diários
individuais e coletivos via grupo no Facebook, colaboraram para ampliação de sentidos, do olhar
plural, do olhar para si, do autorizar-se e dizer de si, o que sugere a ideia de sair do enquadramento
para caminhar com outro rigor no fazer pesquisa, ou seja, na perspectiva da abordagem
multirreferencial. O objetivo principal desse trabalho é expressar os sentidos das aulas acerca da
formação acadêmica e humana/pessoal, uma vez que, não dá para separar a formação acadêmica das
nossas vidas. Nossos propósitos: (I) reconhecer a necessidade de outro fazer nas pesquisas, com
rigor outro e procurar rever para além da pesquisa cartesiana; (II) compreender as contribuições da
abordagem multirreferencial para as aulas e para a formação do humano/pessoal, assumindo olhares
plurais. Trata-se de uma reflexão de cunho qualitativo a partir do relato das experiências
vivenciadas no decorrer da disciplina, com base no Diário de Pesquisa. Pertinentes ao tema
abordamos autores como: Barbosa (2010), Macedo (2012), Kincheloe (2007). Consideramos este
estudo relevante, pois as discussões acerca da multirreferencialidade possibilitaram-nos um
jeito/outro de fazer pesquisa, de autorizar-se, de se ver no outro considerando as diferenças em uma
perspectiva de leitura plural, heterogeneidade e de ressignificações permanentes.
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Palavras-chave: Sala de aula ressignificada; Multirreferencialidade; Diário de pesquisa


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PIBID: POLÍTICA PÚBLICA EDUCACIONAL PARA A FORMAÇÃO DE


PROFESSORES

Francisca Verônica Pereira Moreira


(UERN)
veronica.pereira2008@hotmail.com
Mariluze Riani Diniz dos Santos
(UERN-UERN)
mariluzeriani@hotmail.com
Sílvia Maria Costa Barbosa
(UERN)
silviacostab@yahoo.com.br

Atualmente no campo educacional e social, muitas discussões têm se voltado para a questão da
formação inicial e continuada dos profissionais da educação, novas políticas públicas de formação de
professores vem sendo oferecidas para a melhoria da qualidade da educação nacional. Dentre essas
políticas inovadoras destacamos o Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID),
instituído no Brasil no ano de 2007 pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível
Superior – CAPES, que surge apoiado em alguns princípios como: fomentar a iniciação a docência,
contribuir para o aperfeiçoamento da formação de docentes em nível superior e melhorar a qualidade
da educação básica pública brasileira. Desta maneira, salientamos neste trabalho uma breve discussão
a respeito das contribuições do PIBID ao permitir a entrada dos graduandos na instituição escolar
desde os primeiros períodos dos cursos de graduação, as limitações quanto à abrangência do
programa, pois não contempla todas as escolas da rede pública, nem todos os discentes dos cursos de
licenciaturas e os recursos se restringem apenas as bolsas. Porém, ressaltamos sua relevância por
propiciar aos seus bolsistas ampla convivência com professores em exercício, com a escola e alunos,
proporcionando a apropriação das vivências do ambiente escolar, das condições de trabalho e dos
conhecimentos práticos, experienciais, curriculares e teóricos, assim, o programa tem se constituído
como uma política pública educacional socialmente compromissada com a educação e com a
formação de professores.
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Palavras-chave: PIBID. Politica Educacional. Formação de Professores.


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GT 04 – DISCURSO E PRÁTICAS NO CAMPO DA EDUCAÇÃO

LETRAMENTO, CINEMA, REALIDADE

Georgiana Maria Ferreira da Costa


(UERN)
georgianna.maria@gmail.com
Marlucia Barros Lopes Cabral
(UERN)
marluciauern@gmail.com

No Brasil, discussões acerca da qualidade do ensino não são recentes, e muito menos raras,
principalmente quando nos referimos ao ato de ler e de escrever. Questões relacionadas à evasão
escolar e repetência estão fortemente vinculadas à dificuldade que a escola tem de ensinar a ler e a
escrever. Cabral (2016) defende uma proposta de Oficinas de Letramento como uma alternativa para
implementar Projetos de Letramento (OLIVEIRA; TINOCO; SANTOS, 2011), voltados para o
ensino-aprendizagem produtivo da leitura e da escrita, concebidas como práticas sociais. O presente
artigo apresenta uma experiência vivenciada em uma turma do ano do Ensino Fundamental, de uma
escola pública, trabalhando com essas Oficinas. Os resultados trazem indícios de que as Oficinas de
Letramento têm promovido (re) significar as atividades de ensino-aprendizagem da leitura e da
escrita, onde a consciência das necessidades formativas dos alunos, dos seus interesses e de seus
saberes prévios é o primeiro passo para a mudança de atitudes, favorecendo ao aluno ter autonomia,
vez e voz, e ser mais hábil na leitura e na escrita, fazendo uso delas para enfrentar os problemas que o
afetam e, por vezes, causam fracasso e a evasão escolar. Do experienciado no processo de
intervenção é possível destacar a relevância da proposta.

Palavras-chave: Leitura. Escrita. Letramento. Ensino-aprendizagem.


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A DEMOCRACIA E A REGULAMENTAÇÃO NA INCLUSÃO DOS FILHOS


DE CASAIS HOMOPARENTAIS NO ESPAÇO ESCOLAR EM NATAL/RN

Gualber Pereira Silva de Oliveira


(UERN)
Binhooliveira303@gmail.com
Arilene Maria Soares de Medeiros
(UERN)

Este artigo visa discutir a democracia e a regulamentação referente a inclusão da família


homoparental no espaço escolar. Para tanto foram analisadas normativas nacionais e locais que
orientam as escolas sobre este tema para observar a inclusão destas famílias nesta ocasião discutida.
Conceitualmente, foi utilizada as considerações de Barroso (2005) sobre a diferença ente regulação
e regulamentação, além do que recomenda Hora (2007) para o exercício da democracia pela escola;
Charlot (2006), acerca da influência de terceiros sobre os profissionais da educação e Bordignon e
Gracindo (2001), relativamente ao respeito ao fato de que a cidadania é um status e inerente à
democracia. Este artigo trata estas normativas e conceitos supraditos com observações em torno do
que discute Morin (2003) sobre os benefícios que a subjetividade pode promover para a afetividade
e a inclusão. Foi adotada a análise documental das normativas de referência da educação nacionais e
locais por suas vantagens atreladas à segurança dos dados fornecidos. Foi notado que é importante a
escola participar da prática das políticas suscitadas pelas normativas da nossa educação com o
desenvolvimento de espaços democráticos e que seus profissionais, desde já, se preparem,
tematizem em debates a diversidade com ênfase nas novas configurações familiares, entre elas a
família homoparental, e se disponham para a conscientização da prática do reconhecimento, para,
com isso, oferecer condições propícias para a formação da cidadania (que fortalece a democracia)
em seus alunos e buscar uma cada vez maior participação e inclusão na elaboração destes
documentos.

Palavras-chave: Inclusão, Homoparental, Democracia, Regulamentação.


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GT 04 – DISCURSO E PRÁTICAS NO CAMPO DA EDUCAÇÃO

CONSELHO DE CLASSE: REFLETINDO A PRÁTICA AVALIATIVA SOB


UM OLHAR CONSTRUTIVISTA

Kelvilane Queiroz dos Santos


(UERN)
kelvilane.queiroz@hotmail.com
Maria das Graças de OliveiraPereira
(UERN)
mary_ta_oliveira@hotmail.com

Avaliar é um procedimento que requer o uso de metodologias eficazes, tendo em vista que se
constitui uma tarefa que envolve conhecimentos e a tarefa de uma avaliação contínua. Avaliar
pressupõem considerar todo o processo e não pequenos momentos da aprendizagem. Pensando
nisso, fomos levados a nos questionar como está sendo realizado o processo avaliativo dos
professores para com seus alunos mediante o Conselho de Classe; se está sendo considerado as
dificuldades/erros dos alunos e se existe algum encaminhamento avaliativo direcionado a estudante.
Para isso, temos como objetivo: analisar os posicionamentos dos professores de múltiplas
disciplinas quanto à instância avaliativa do Conselho de Classe, partindo da necessidade de refletir e
compreender sobre o mesmo. Com este estudo procuramos oportunizar discussões, reflexões e
autoavaliações sobre as práticas pedagógicas e avaliativas do processo de ensino e aprendizagem de
maneira concisa e unificada. Como também, visamos avaliar o processo de aprendizagem do aluno
redirecionando-o para novas possibilidades e renovações do conhecimento. Como fundamentação
teórica básica, temos Hoffmann (1991), Luckesi (1996) e Sant´Anna (1995). E como metodologia
utilizada, tivemos um estudo de caráter qualitativo, descritivo e interpretativo dos dados, por meio
do método indutivo com o uso do instrumento questionário. Com este trabalho, percebemos que
avaliar não é uma tarefa simples, uma vez que exige muitas competências do professor, mesmo
sendo algo que constantemente realizamos, o qual deve ser realizado de forma clara e precisa para
que haja uma avaliação justa e democrática, sem que todavia seja considerado como um julgamento,
mas como forma de encontrar as dificuldades a serem superadas.

Palavras-chave: Avaliar. Conselho de Classe. Prática. Professores. Alunos.


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A LEITURA NA SALA DE AULA: CONCEPÇÕES E PRÁTICAS


DOCENTES

Klebia Ribeiro da Costa


UFRN
klebiaribeiro@yahoo.com.br

Ler e escrever são atividades cada vez mais exigidas nas demandas da sociedade contemporânea.
Dominar esses artefatos e agir por meio dos seus usos facilita, de certa forma, a efetiva participação
social dos indivíduos. Nesse sentido, o presente trabalho tem como objetivo discutir os espaços da
leitura nas salas de aula do ciclo de alfabetização a partir da implantação do Pacto Nacional pela
alfabetização na Idade Certa - PNAIC. A geração dos dados se deu por meio da colaboração de
cinco professoras alfabetizadoras de municípios do estado do Rio Grande do Norte participantes do
curso de formação do PNAIC. A discussão está fundamentada na concepção de leitura (FREIRE,
1992; KLEIMAN, 1997, 2011; LEAL, 2011; SOARES, 1998, 2003) e de estratégias de leitura
(SOLÉ, 1988). Metodologicamente, segue a abordagem de pesquisa qualitativa (BODGAN;
BIKLEN, 1994), com traços da vertente etnográfica (ANDRÉ, 1995; CANÇADO, 1994). As
análises apontam para a relevância das práticas de leitura em sala de aula para a formação de
indivíduos leitores e produtores de textos e, por conseguinte, cidadãos atuantes, críticos e reflexivos.
Em se tratando de um estudo embrionário, consideramos que ainda há muito há ser interpretado e
escrito acerca da questão ora discutida.

Palavras-chave: Leitura. Ensino. Alfabetização. 139


Página

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A PESQUISA QUALITATIVA EM EDUCAÇÃO: NAS TRILHAS DO


MÉTODO (AUTO)BIOGRÁFICO

Marcos Randall Oliveira de Freitas


(UERN)
randall.ufc@gmail.com
Glaedes Ponte de Carvalho Sousa
(UERN)
glaedes.sousa@ufersa.edu.br

Refletir sobre os métodos de pesquisa em educação é relevante para a melhoria da qualidade


educacional e também para a (re)construção da identidade dos professores. A metodologia utilizada
na área da educação frequentemente está vinculada à perspectiva qualitativa de investigação
(MINAYO e SANCHES, 1993), a qual propicia uma relação mais próxima entre pesquisador e
informante, onde o pesquisador participa da realidade investigada. O objetivo da pesquisa em questão
é refletir sobre a perspectiva qualitativa na construção de mecanismos de compreensão dos sujeitos e
a análise subjetiva das relações que perpassam a construção dos dados. Para isso, escolhemos o
método (auto)biográfico, pois acreditamos que através desse método é possível encontrar-se com a
subjetividade, pois é através dele que o sujeito sente-se convidado a percorrer trajetórias pessoais e
profissionais e refletir sobre os processos geradores de cada narrativa. Utilizamos como arcabouço
teórico as ideias de Josso (2002, 2004), Halbwachs (2006), Freire (1994, 1996, 2000), Minayo (1994)
e Nóvoa (1992). Portanto, potencializar as subjetividades diante dos formalismos da academia, é
sentir-ver-perceber que paradigmas podem e devem ser quebrados. É compreender que a ciência em
meio a supervalorização da objetividade, carrega uma leveza dentro da subjetividade.

Palavras-chave: Pesquisa Qualitativa. Método (Auto)biográfico. Pesquisa em Educação.


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PROJETO JOVEM DE FUTURO: ANÁLISE DAS PRODUÇÕES


ACADÊMICAS DE 2008 A 2013

Maria Valnice da Silva


(POSENSINO/UERN)
valnicecanoa@hotmail.com

O Projeto Jovem de Futuro (PJF) consolidou-se nas escolas públicas de ensino médio por meio de
parcerias com as instituições públicas e com o objetivo de melhorar a qualidade do ensino. Neste
artigo, analiso como a política do projeto configura-se nas produções acadêmicas na perspectiva do
aluno, do professor e da gestão escolar buscando refletir os processos ocorridos para sua efetivação
nas escolas públicas brasileiras. Na perspectiva do aluno, abordo o desempenho e o abandono; do
professor, a formação e as práticas pedagógicas e em relação à gestão escolar, a formação e o
modelo de gestão para resultados. O período analisado será de 2008 a 2013 que inclui a fase piloto á
implementação. O procedimento metodológico do estudo concretizou-se a partir de um recorte das
produções, à metodologia e aos resultados das pesquisas e foi efetivado pelo modelo de pesquisa
estado do conhecimento, publicadas no Banco Digital de Teses e Dissertações (BDTD/CAPES). O
embasamento teórico compreende as pesquisas de Silva, Iwasaki, Monteiro, Forestieri, Mofacto,
Takeuti, Peroni, Arelaro, Romanowsk, Morosini e André. O artigo está estruturado em introdução,
procedimentos teóricos e metodológicos, o desenho do PJF, análise das produções acadêmicas e as
considerações finais. Por fim, pondero que a ingerência da inciativa privada nas escolas públicas
fortalece o modelo econômico neoliberal e interfere na autonomia das escolas.

Palavra-chave: Política. Projeto Jovem de Futuro. Produções acadêmicas.


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GESTÃO DEMOCRÁTICA NOS NÚCLEOS DE EDUCAÇÃO RURAL NO


MUNICÍPIO DE MOSSORÓ-RN

Maria Nilza Batista Luz


(UERN)
nilzaaluzzz@gmail.com
Francisca de Fátima Araújo Oliveira
(UERN)
brenovinicius@uol.com.br

Este estudo trata da gestão democrática nos núcleos de educação rural, no município de Mossoró-RN,
nessa perspectiva serão levantados alguns questionamentos sobre como acontece à gestão
democrática em contextos de escolas nucleadas rurais, no município de Mossoró-RN, procurando
investigar se a atuação dos conselhos escolares e a implantação do Projeto Político Pedagógico
podem contribuir no âmbito da gestão administrativa dos núcleos rurais, a fim de compreender os
processos que envolvem a gestão democrática e para esse fim apresentamos o nosso problema da
pesquisa: Como vem acontecendo a gestão administrativa democrática com enfoque nos conselhos
escolares e o projeto político pedagógico nos núcleos de educação rural, na cidade de Mossoró-RN?
Teremos como ponto de partida as reflexões que proponho traçar ao longo dessa construção sendo
norteado pelos referenciais teórico baseado em: Marques (2007), Veiga (2004), Werle (2003), Paro
(2006), Luck (2002), Araújo (2000), Bof (2006), são autores que nas suas abordagens tratam da
gestão democrática na escola, do conselho escolar e do projeto político pedagógico, procurando
buscar através das leituras contribuições e embasamento epistemológico para o meu objeto de estudo,
diante de tais discussões referenciadas percebemos que a democratização dos espaços escolares
acontece principalmente na articulação de todas as instâncias em prol a implementação da gestão
democrática, nessa perspectiva procuraremos contribuir para enriquecer as abordagens numa
perspectiva dialógica com o contexto local rural da cidade de Mossoró-RN, aos quais esses núcleos
pertencem.

Palavras-chave: Gestão democrática. Participação. Conselho-escolar. Projeto Político Pedagógico.


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A CONSCIENCIA CORPORAL NAS AULAS DE LÍNGUA PORTUGUESA:


UM OLHAR SOB O DISCURSO E A PRÁTICA DOCENTE

Marineide Furtado Campos


(UFRN)
mafurca2014@gmail.com

Trata-se de uma pesquisa participante e de cunho qualitativo, que tem como objetivo desenvolver
atividades para a consciência corporal do professor de Língua Portuguesa em sala de aula, entendida
como a busca pela interação entre todos os aspectos implícitos no discurso docente e sua prática. A
pesquisa está fundamentada nas reflexões de Nóvoa (1995), Nóbrega (2005), Miranda (1979),
Libâneo (2009), Laban (1998), Marques (1999), Mussalin & Bentes (2006) dentre outros. Para esse
trabalho, interessa compreender as ações corporais advindas dos movimentos empreendidos em sala
de aula de Língua Portuguesa sobretudo nas relações com o espaço e os objetos que circundam esse
ambiente no discurso do professor ao explicar uma regra gramatical com verbos de ação, ou
desenvolvendo uma produção textual, tomando como referência a imagem corporal e as diferentes
parte do corpo em movimento. Com essa proposta, entendemos que a dinâmica das aulas podem
mudar, como também haver uma melhoria significativa na aprendizagem dos alunos nas aulas de
Língua Portuguesa.

Palavras-chave: Prática Docente; Discurso; Língua Portuguesa; Consciência Corporal.

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GT 04 – DISCURSO E PRÁTICAS NO CAMPO DA EDUCAÇÃO

A PRÁTICA DO DIÁRIO DE PESQUISA PARA A COMPREENSÃO DA


MULTIRREFERENCIALIDADE

Maritza Waleska Arruda


(POSEDUC-UERN)
maritzaarruda@hotmail.com
Joaquim Gonçalves Barbosa
(POSEDUC-UERN)
joaquim.barbosa60@gmail.com
Mayra Fernandes Rodrigues Ribeiro
(POSEDUC-UERN)
mayra.rfr@gmail.com

O presente texto apresentar as contribuições do diário de pesquisa para a compreensão da


abordagem multirreferencial. O estudo se fundamentou nas teorias de Barbosa, Borba, Castoriadis e
Hess. Parte-se do entendimento de que o diário de pesquisa é um dispositivo utilizada com o
objetivo de propiciar a reflexão do sujeito a partir de registros de seu cotidiano, sobretudo de suas
angústias e inquietudes. Neste artigo, a compreensão acerca da multirreferencialidade foi possível
mediante o uso do diário. Para tanto, utilizou-se de registros, posteriores a discussões, sobre o tema
abordado e de análise do conteúdo e do discurso para evidenciar a contribuição do diário de
pesquisa. Conclui-se que o diário contribuiu de forma significativa para o entendimento da
perspectiva multirreferencial.

Palavras-chave: Diário de Pesquisa, Multirreferencialidade, Contribuição.


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FORMAÇÃO DE PROFESSORES PARA A CLASSE HOSPITALAR:


AUTOBIOGRAFIA COMO INOVAÇÃO PEDAGÓGICA DE
AUTOFORMAÇÃO

Sandra Maia Farias Vasconcelos


(UFC)
sandramaiafv@gmail.com
Maria Neurielli Figueiredo Cardoso
(UFC)
neuriellifc@gmail.com
Ingrid Letícia Borges Carvalho
(UFC)
ingridletciaborgescarvalho@yahoo.com.br

O serviço hospitalar, antes exclusivo da saúde, hoje comporta propostas educativas cada vez mais
frequentemente, com pesquisas realizadas por professores de universidades. Mas ainda um
questionamento se põe: há necessidade de formação de professores para trabalhar com pessoas
doentes? Quais as estratégias e quando utilizá-las? Como abordar indivíduos doentes e provocar-
lhes interesse em aprender? Como estabelecer um método que respeite desigualdades e valorize
pontos em comuns? Partindo dessas reflexões, tivemos como objetivo resgatar a história da Classe
hospitalar e da formação de professores atuando em ambiente especial, também aportar
conhecimentos acerca do tema, ainda incipiente no Brasil. Nossa pesquisa foi documental, em que
se incluíram jurisprudência e Legislação específica, com ênfase na Constituição de 1988 e na LDB
9394/96, além do Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA, mas também resultante de nossa
experiência acadêmica. A prioridade na formação de professores é tornar relevante a escolaridade
no hospital, para o indivíduo e para sua família. Classe hospitalar é prevista em lei, acontece em
instituição de saúde, casa de repouso ou em residência e é dirigida a indivíduos que sofreram um
rompimento na sua escolarização. A finalidade é mostrar ao paciente que ele mantém sua
capacidade discente, com atividades que acionam suas habilidades. As atividades não negligenciam
critério e sistematização.
O professor hospitalar respeita a fragilidade desses alunos, seus níveis escolares e seu desejo de
voltar à escola. Esta responsabilidade permite aos professores perceber que a formação docente é
sempre presente em sua vida pessoal e profissional.
145

Palavras-chave: Autobiografia, Classe hospitalar, Formação de professores, inovação pedagógica,


Página

autoformação.

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AS FASES DA ESCRITA DA CRIANÇA SEGUNDO EMÍLIA FERREIRO E


ANA TEBEROSKY: UMA ANÁLISE DA APLICABILIDADE DA TEORIA

Thamires de Sousa Paiva


(UERN)
thamires.nbrt@gmail.com
Maria Taiza Naiara da Silva Luz
(UERN)
mariataizaluz@gmail.com

Neste trabalho, que consiste em um estudo de caso, são apresentados os resultados de uma
entrevista realizada com uma criança de cinco anos ainda não alfabetizada, de acordo com os
estudos de Ferreiro e Teberosky (1999), que defendem quatro fases de escrita que a criança passa
até que esteja alfabetizada. Propomos como objetivo geral identificar o nível de escrita da criança,
através de atividades de escrita e leitura, de acordo com a teoria e métodos das autoras, a fim de
evidenciar as contribuições e equívocos dos fundamentos da Psicogênese da Língua Escrita. Para
isso, utilizamos os recursos semelhantes aos que foram aplicados pelas autoras em sua pesquisa
inicial, sendo estes a “prova do nome próprio” e “quatro palavras e uma frase”. O artigo se constitui
a partir do estudo das obras supracitadas, análise da entrevista e consequente relação de comparação
dos conceitos compreendidos com o diálogo estabelecido junto a criança. Com a finalidade de
agregar maior fundamentação a nosso estudo empírico, aderimos aos conceitos de autores além de
Ferreiro e Teberosky (1999), Ferreiro (2001), Teberosky (2003), Teberosky e Colomer (2003) e
Curto, Morillo e Teixidô (2000).

Palavras-chave: Leitura; Escrita; hipótese silábica; Alfabetização.


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ISBN: 978-85-7621-221-8
GT 04 – DISCURSO E PRÁTICAS NO CAMPO DA EDUCAÇÃO

SUBJETIVIDADE E GESTÃO NA VOZ DE GESTORES ESCOLARES

Thayse Mychelle de Aquino Freitas


(UERN)
thayse_freitas2@hotmail.com
Arilene Maria Soares de Medeiros
(UERN)
arilene.medeiros@bol.com.br

Esse estudo consiste em discutir a dimensão subjetiva tecida cotidianamente na gestão escolar. Nessa
perspectiva, o objetivo norteador desta pesquisa é compreender a gestão escolar e a subjetividade
implícita nos escritos (auto) biográficos de dois gestores escolares, mestres pelo Programa de Pós-
Graduação em Educação (POSEDUC) da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN).
Ressaltamos que esta pesquisa é recorte de um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) apresentado
ao curso de Pedagogia na referida instituição. Visa analisar como a subjetividade dos gestores
aparece em seus relatos itinerários profissionais. A metodologia adotada fundamenta-se em uma
abordagem qualitativa na qual foi realizada uma pesquisa empírica, na ocasião realizamos entrevistas
online semiestruturadas via e-mail com os dois gestores escolares. Além disso, efetiva-se uma revisão
de literatura no intuito de selecionar o referencial teórico para fundamentar a pesquisa, destacamos os
autores: Costa (2011), Freitas e Medeiros (2016), Libâneo (2004), Lück (2009) Wiebusch e Corte
(2014). A análise das narrativas é o eixo principal da pesquisa, por meio dela foi possível verificar as
singularidades dos gestores em seus saberes e fazeres, seus modos de pensar e sentir no exercício da
profissão; uma vez que são notórias suas motivações, conquistas e dificuldades enfrentadas no
cotidiano escolar. Tais aspectos são evidenciados claramente nas falas em que as subjetividades
aparecem e emergem como ressonâncias de suas práticas profissionais cotidianas. Portanto, através
dos escritos (auto) biográficos pode-se perceber que a gestão escolar e a subjetividade encontram-se
relacionadas de forma intrínseca constituindo-se como indissociáveis entre si.
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Página

ISBN: 978-85-7621-221-8
GT 04 – DISCURSO E PRÁTICAS NO CAMPO DA EDUCAÇÃO

PODER LOCAL E GESTÃO DEMOCRÁTICA DA REDE PÚBLICA


MUNICIPAL DE ENSINO DE TERESINA

Wilson Pereira Gomes de Oliveira


(UERN)
wilsonoliveira.piaui@gmail.com
Arilene Maria Soares de Medeiros
(UERN)
arilene.medeiros@bol.com.br

O trabalho teve por objetivo analisar o Poder Local e a Gestão Democrática da Rede Pública
Municipal de Ensino de Teresina – PI, subsidiada pelas leituras e discussões empreendidas na
disciplina Gestão Educacional em Contextos Locais, e na Lei Municipal nº 4.274, de 17 de Maio de
2012 que regulamenta a eleição de Diretores, Vice-diretores ou Diretores-Adjuntos das Escolas
Municipais e dos Centros Municipais de Educação Infantil. No decorrer do artigo, procura-se
compreender Poder Local e a Gestão Democrática e como ela se desenvolve nos Sistemas de
Ensino, bem como se investiga sua regulamentação nas legislações vigentes e sua contribuição no
processo de Gestão Educacional. A eleição direta nas escolas reflete a intenção da sociedade
brasileira de ter espaços democráticos e força uma regulamentação desse processo por parte do
Estado. A metodologia utilizada foi revisão de literatura e análise documental, buscando relação
com o contexto que propiciou a implementação dessa legislação, através da participação no
Sindicato dos Servidores Públicos do Município de Teresina – SINDSERM, setorial da educação,
como militante e protagonista com foco nos princípios norteadores da Gestão Democrática: um
encontro direto com o objeto pesquisado. Ao final, percebeu-se que a legislação que estabelece
princípios democráticos nos sistemas de ensino tem contribuído para a consolidação de espaços
cada vez mais participativos, no que tange um maior envolvimento das pessoas envolvidas no
processo educacional. Constatamos que as eleições permitem um espaço democrático de escolha,
mas, por si, não garante a gestão democrática.

Palavras-chave: Gestão Democrática. Legislação Educacional. Poder Local.


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Página

ISBN: 978-85-7621-221-8
GT 05 - ENSINO DE MÚSICA NOS MÚLTIPLOS CONTEXTOS:
PERSPECTIVAS, EXPERIÊNCIAS PRÁTICAS E FORMAÇÃO
CONTINUADA

CONCEPÇÕES DOS PROFESSORES SUPERVISORES A RESPEITO DA


PRÁTICA PEDAGÓGICOA MUSICAL NO PROGRAMA
PIBID/MÚSICA/UERN

Alexandre Milne-Jones Náder


(UERN)
amjnader@gmail.com
Romário Pereira da Silva
(UERN)
romaguitarock@hotmail.com

Essa pesquisa aborda a temática sobre o pensamento do professor de música a partir das concepções
dos professores supervisores no PIBID Música/UERN. O universo da pesquisa é formado pelos
quatro professores supervisores que atuam neste contexto, e já atuam na educação básica. No
desenvolvimento desta investigação tivemos como objetivo geral compreender as concepções dos
professores supervisores do PIBID Música/UERN em relação as prática pedagógico-musicais. Entre
os objetivos específicos, buscamos compreender quais as principais características e objetivos do
PIBID, no âmbito nacional e local (UERN), identificar qual a concepção em relação à prática
pedagógico-musical tendo por base o discurso dos professores supervisores e compreender como o
programa, na visão deles, está inserido nas aulas de música. A fundamentação teórica é feita com
base nas pesquisas de Beineke (2000), Del-Ben (2001) e Abreu (2015), sendo seu foco centrado no
pensamento do professor de música. A metodologia definida para essa pesquisa foi o uso da
abordagem qualitativa, pois, a mesma possibilita a compreensão de subjetividade de se trabalhar a
partir das concepções de professores. Os instrumentos de coleta de dados foram: a entrevista
semiestruturada, visando registrar o discurso dos professores supervisores, os planos de aula dos
professores e os relatórios do subprojeto. A análise foi feita a partir dos dados coletados, sendo que
os dados foram analisados geraram categorias a partir do discurso dos professores. Com base no
diálogo feito a partir das transcrições das entrevistas e sua organização por categorias, constatamos
que as compreensões das concepções dos professores supervisores são baseadas em suas vivências
no cotidiano, seja em sala de aula ou fora dela, e essas vivências geram práticas pedagógicas que
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podem ser investigadas mais a fundo.


Página

Palavras-Chave: Ensino de música, escola básica, PIBID, concepções pedagógico-musicais.

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GT 05 - ENSINO DE MÚSICA NOS MÚLTIPLOS CONTEXTOS:
PERSPECTIVAS, EXPERIÊNCIAS PRÁTICAS E FORMAÇÃO
CONTINUADA

A CANTORIA EM MOSSORÓ: PRINCIPAIS ESTRATÉGIAS, SITUAÇÕES


DA APRENDIZAGEM E PERFORMANCE MUSICAL

Alexandre Milne-Jones Náder


(UERN)
amjnader@gmail.com
Kim Farias Baggio Nicola
(UERN)
kimmusica@gmail.com
Antonio Joelson da Silva Neto
(UERN)
antoniojoelsonsilva@gmail.com

O Nordeste brasileiro tem se destacado pela diversidade e a expressividade da sua cultura popular,
valendo mencionar, nesse contexto, a riqueza dos diferentes mundos musicais da região. As
expressões musicais, que tem caracterizado a cultura nordestina, incorporam elementos diversos
desse universo inter-relacionando-os tanto aos locais em que são produzidos quanto aos grupos que
lhes dão legitimidade, adquirindo, assim, particularidades nas suas estruturas, valores e significados.
Considerando a participação da música nessas manifestações, diferentes práticas musicais se tornam
foco de investigações que visam compreender aspectos relacionados aos processos de
aprendizagem musical realizados nesses contextos. Nesta perspectiva, o presente projeto de
pesquisa tem por objetivo investigar os principais processos de aprendizagem de conhecimentos
musicais evidenciados pelos cantadores de viola, nas suas falas e de apologistas. Nosso universo
será constituído pelos cantadores e participantes das cantorias em Mossoró. Para uma melhor
compreensão da transmissão musical foca-se também nas estratégias utilizadas pelos aprendizes
para sua formação. Compreendendo a música enquanto cultura, tanto determinante quanto por ela
determinada, nossa principal forma de coleta de dados será a pesquisa de campo na qual
realizaremos entrevistas, gravações em áudio e vídeo com foco na transmissão musical e nas
150

dinâmicas culturais presentes no cotidiano dos cantadores. Ao final da pesquisa, visamos


compreender melhor a dinâmica da formação do cantador articulado ao contexto de cantorias em
Mossoró evidenciando questões chaves para definir modificações e permanências na manifestação.
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Palavras-chave: Cantoria de viola, aprendizagem musical, etnomusicologia, Mossoró.

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GT 05 - ENSINO DE MÚSICA NOS MÚLTIPLOS CONTEXTOS:
PERSPECTIVAS, EXPERIÊNCIAS PRÁTICAS E FORMAÇÃO
CONTINUADA

ENSINO DE MÚSICA NAS ESCOLAS DA REDE MUNICIPAL DE PAU DOS


FERROS – RN: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA

Anne Valeska Lopes da Costa


(SEDUC)
annevaleska.musica@gmail.com

Atualmente existe legislação e documentos elaborados pelo MEC que asseguram um espaço para o
ensino de música nas escolas de educação básica e orienta como esse ensino deve ocorrer, a exemplo
disso temos a lei 11.769/2008 e a Resolução N° 2, de 10 de maio de 2016. Através de uma
experiência como professora da educação básica, percebo que algumas condições básicas contidas na
legislação vigente não estão sendo seguidas para assegurar o mínimo de qualidade educacional.
Diante disso, surgiu o interesse de escrever sobre o que aponta esses documentos oficiais, e a
realidade vivenciada nas escolas públicas que trabalho no município de Pau dos Ferros – RN. Apesar
de já se ter passado nove anos desde a aprovação da lei 11.769/2008 ainda é muito confuso e difícil
para um professor de música executar seu trabalho na educação básica. Os motivos são diversos, que
vão desde a música ser apenas um conteúdo que deve ser trabalhado dentro da disciplina de Arte,
dividindo espaço com mais três áreas da arte, o que suprime e torna muito difícil a realização de uma
sequência de conteúdos que permitam um aprendizado que possibilite uma compreensão significativa
da música, trazendo à tona “um fantasma” chamado polivalência que vem desde os tempos da
educação artística implantada com a lei 5691/71, como também devido “a presença da arte no
currículo escolar ser marcada por indefinição, ambiguidade e multiplicidade” (Penna, 2012), e ainda
devido à falta de materiais para se trabalhar a música seguindo as orientações dadas pela legislação
vigente.
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PERSPECTIVAS, EXPERIÊNCIAS PRÁTICAS E FORMAÇÃO
CONTINUADA

BATENDO O PEZINHO – CONSIDERAÇÕES SOBRE A MARCAÇÃO DE


COMPASSOS NAS BANDAS DE MÚSICA

Antônio Carlos Batista de Souza


(UERN)
carlosbatista@uern.br
Irsi Emanuella Castro Nascimento
(UERN)
iris.e.castro@gmail.com

O presente trabalho versa sobre as marcações de compassos com os pés, percebida com maior
evidência nas bandas de música, fazendo considerações sobre a temática, no que tange a estratégias
adotadas para o ensino da leitura de partitura neste contexto, principalmente por regentes ou
professores que utilizam referências bibliográficas tradicionais que sugerem esta marcação com as
mãos e/ou com os pés, através de gráficos, o que para alguns, pode gerar condicionamentos nocivos
à performance dos músicos. As considerações, que encetam amenizar algumas problemáticas
advindas desta prática, são estratégias adotadas pelos autores do artigo, quando no início de seus
estudos musicais, repassadas de maneira informal a outros músicos de banda e alunos de graduação
e conservatórios, que após experimentações, relataram a adoção de novas posturas que entre outros,
vieram minimizar alguns “vícios” decorrentes desta forma de marcar os compassos ou de melhor
entregar-se às pulsações, além de uma maior consciência espaço-temporal quando da leitura de
partituras musicais.

Palavras-chave: Educação Musical, Bandas de Música, Marcação de Compassos.


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Página

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GT 05 - ENSINO DE MÚSICA NOS MÚLTIPLOS CONTEXTOS:
PERSPECTIVAS, EXPERIÊNCIAS PRÁTICAS E FORMAÇÃO
CONTINUADA

PARA ENTENDER MELHOR AS QUIÁLTERAS

Antônio Carlos Batista de Souza


(UERN)
carlosbatista@uern.br

Há muito percebe-se nos estudantes de música uma certa resistência quanto ao estudo do solfejo
(MASCARENHAS; CARDOSO, 1973, Prefácio). Não menos comum é a constatação de
dificuldades destes frente a compreensão e leitura de partitura musical maiormente quando estas
apresentam divisões rítmicas por vezes complexas, como é o caso de algumas quiáteras. O presente
trabalho trata-se de um relato de experiência que discorre sobre estratégias empregadas em sala de
aula, nas turmas de Teoria e Percepção Musical, do Curso de Licenciatura em Música, da UERN,
como mecanismos facilitadores para a compreensão sobre as situações de quiálteras apresentadas no
livro Teoria da Música, (MED, 1996, p. 206-212), nas quais são utilizados recursos didáticos que
encampam desde a utilização de solfejos sem ritmo com ênfase nas vogais, solfejos rítmicos com
ênfase em números até a utilização de gráficos espaço-temporais (SOUZA, 2013), sendo estes
últimos, pela sua utilização cotidiana, mais conhecidos entre os discentes como “a pirâmide”.

Palavras-chave: Educação Musical, Solfejo, Quiálteras.

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Página

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GT 05 - ENSINO DE MÚSICA NOS MÚLTIPLOS CONTEXTOS:
PERSPECTIVAS, EXPERIÊNCIAS PRÁTICAS E FORMAÇÃO
CONTINUADA

A VALORIZAÇÃO DO REPERTÓRIO DO ALUNO (A) EM ESCOLA


ESPECIALIZADA DE MÚSICA

Fábio Roberto Monteiro de Lima


(UERN)
fcavaquinho@hotmail.com

Este artigo tem como finalidade contribuir na elaboração da dissertação de mestrado em ciências da
educação, o objetivo principal é analisar as experiências prévias e preferências musicais dos alunos
ingressantes no período 2017.1 no conservatório de música D’alva Stella Nogueira Freire-UERN
Mossoró-RN, nos cursos de nível básico e médio com alunos que se dispuseram a participar da
pesquisa, a fim de responder duas importantes questões: quais as preferências musicais dos alunos?
podemos trabalhar com o repertório do aluno em escola especializada de música? Como resposta,
são mostradas as evidências da importância da inclusão de estilos musicais oriundos do cotidiano
dos discentes, para melhorar o entendimento e motivação do estudo pela música em escola
especializada. O método utilizado será um questionário semiaberto com perguntas objetivas e
subjetivas para melhor compreensão do objeto de estudo. A metodologia também nos dará suporte
para observarmos a idade, sexo, etnia, importância entre leitura de partituras e tocar de ouvido, bem
como as pretensões dos alunos ao saírem do curso. Os gráficos, tabelas e discursões deste estudo
servirão para conhecer melhor a demanda existente na instituição e dessa forma podermos melhorar
a qualidade do curso ofertado pela mesma. Foi utilizado como fundamentação teórica os autores
Tourinho (1995), Swanwick (1988),Penna (2008), esses e outros escritores versam sobre a temática
abordada e nos relatam um leque de possibilidades na utilização do repertório musical trazido pelos
alunos nas mais diversas formas. O estudo indica que os professores não devem ficar fadados a
ministrar as aulas apenas com repertório que lhes é peculiar, nem abordar os assuntos somente com
músicas consideradas ”tradicionais” em escolas de especializadas, pois é possível desenvolver um
trabalho de qualidade valorizando o repertório oferecido pelos alunos.

Palavras-chave: Música, Educação musical, Escola especializada.


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PERSPECTIVAS, EXPERIÊNCIAS PRÁTICAS E FORMAÇÃO
CONTINUADA

AMBIENTES VIRTUAIS DE APRENDIZAGEM: A UTILIZAÇÃO DE


JOGOS ONLINE PARA O ENSINO MÚSICA NO ENSINO MÉDIO

Gibson Alves Marinho da Silva


(UERN)
gibson.musica@gmail.com
Giann Mendes Ribeiro
(UERN/IFRN)
giannribeiro@gmail.com

O presente artigo tem como objetivo verificar o uso de jogos online, caracterizados como
Ambientes Virtuais de Aprendizagem, no ensino de música no ensino médio. Os AVAs são
ambientes na internet que proporcionam a aprendizagem ao seu usuário. Para aprofundar as nossas
discussões, utilizamos os jogos coletados pelo projeto de extensão: Educação, música e tecnologia:
diálogo multidisciplinar na formação continuada, executado pelo departamento de Artes da UERN.
Dentro desse projeto foi desenvolvida uma apostila com várias atividades que utilizavam os AVAs,
nesse material foi proposta uma série de atividade para o ensino fundamental e médio, nos ateremos
neste estudo aos jogos destinados ao ensino médio, o presente artigos analisamos as atividades que
foram desenvolvidas para o ensino médio. Para alcançarmos nosso objetivo, utilizamos como
fundamentação teórica os autores Lopes e Caparróz (2005) e Gohn (2011). Os AVAs se mostraram
como uma ferramenta valiosa para o ensino da música, observando que a maioria das escolas não
têm uma estrutura adequada para as aulas de música. Os mesmos podem possibilitar experiências
musicais mesmo sem que o indivíduo saiba executar algum instrumento. E também pode instigar a
competitividade, fazendo com que os alunos fiquem motivados para as aulas.
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PERSPECTIVAS, EXPERIÊNCIAS PRÁTICAS E FORMAÇÃO
CONTINUADA

AS PRÁTICAS MUSICAIS DESENVOLVIDAS NAS ESCOLAS ESTADUAIS


EM MOSSORÓ- RN: UM ESTUDO DE CASO EM TRÊS ESCOLAS
CONTEMPLADAS COM O PROJETO PIBID MÚSICA/UERN

José Ozenildo Freire dos Santos


(SEEC-RN)
ozenildousax@hotmail.com
Elizabeth Freire Maciel da Silva
(SEEC-RN)
eja.educa@outlook.com
Juliana de Oliveira Revoredo Souza
(SEEC-RN)
juliana_revoredo@msn.com

Essa pesquisa tem como objetivo apresentar as práticas musicais das escolas E.E. Padre Sátiro, E.E.
Diran Ramos do Amaral, E. E. 30 de Setembro e a Escola Estadual Governador Dix-Sept Rosado
contempladas pelo PIBID música em Mossoró-RN, bem como, saber se os conteúdos de música estão
inseridos na grade curricular artes/música. Para tanto, cada escola recebeu cinco bolsistas do PIBID,
onde foram alocados respectivamente com um professor supervisor. Foram elaborados questionários
sobre as escolas, entrevistas com funcionários como também analisou documentos pedagógicos que
explicassem o funcionamento dessas instituições e foram inseridos os conteúdos do projeto PIBID:
expressão corporal, o passo, confecção de instrumentos, Cup Song, tecnologia em música e outras
atividades que sugiram por consequência dos trabalhos musicais desenvolvidas nas escolas. Desta
forma foram discutidas ações e metodologias para inserir os conteúdos musicais através de novas
perspectivas pedagógicas. Essas atividades desenvolvidas no programa resultaram inúmeras
possibilidades de interação com os envolvidos no que diz respeito às práticas musicais nas aulas de
Arte no Ensino Fundamental e Médio. Constatou-se que houve uma interação de conhecimento entre
o ensino e a aprendizagem nas práticas pedagógica.
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Palavras-chave: Práticas musicais pedagógicas, Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à


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Docência-PIBID, Ensino de Artes/Música, Grade Curricular/Música.

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PERSPECTIVAS, EXPERIÊNCIAS PRÁTICAS E FORMAÇÃO
CONTINUADA

POLUIÇÃO SONORA, MEIO AMBIENTE E MÚSICA: REFLEXÕES E


RELATO DE UMA PRÁTICA INTERDISCIPLINAR EM SALA DE AULA

Luís Fernandes de Moura


(UERN)
lluisprof@hotmail.com
Jean Mac Cole Tavares Santos
(UERN)
maccolle@hotmail.com

O presente artigo objetiva discutir e refletir sobre textos diversos, que coletamos através da pesquisa
bibliográfica, a respeito da contribuição da interdisciplinaridade para o ensino na escola formal, mais
especificamente do ensino de Música na educação básica. Aliado a essas ações, o texto abordará
aportes teóricos que permeiam a interdisciplinaridade; aproveitando o momento para relatar sobre
uma experiência interdisciplinar que compartilhamos em uma escola da rede pública de educação
básica do município de Mossoró-RN (Rio Grande do Norte). Também objetivamos transformar a
experiência relatada em uma proposta para aulas de música inter-relacionadas com o componente
curricular Ciências no ensino Fundamental – Anos Finais. Nessa perspectiva, estrategicamente,
trataremos dos temas Poluição Sonora e o Meio Ambiente; temas estes que fazem parte da
transversalidade proposta nos currículos do ensino básico das escolas brasileiras. Através de uma
paródia construída com a turma de alunos, apresentaremos, ainda os resultados e a culminância das
atividades desenvolvidas e compartilhadas no ambiente escolar.

Palavras-chave: Interdisciplinaridade, Música, Ciências, Poluição Sonora e Meio Ambiente.


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PERSPECTIVAS, EXPERIÊNCIAS PRÁTICAS E FORMAÇÃO
CONTINUADA

ENSINO DE MÚSICA E QUALIDADE DO ENSINO: RELATO DE


EXPERIÊNCIA EM UMA ESCOLA PÚBLICA DO MUNICÍPIO DE
MOSSORÓ-RN

Luís Fernandes de Moura


(UERN)
lluisprof@hotmail.com
Giann Mendes Ribeiro
(UERN)
giannribeiro@gmail.com

Este artigo objetiva conectar um relato de experiência em uma escola de nível Fundamental da rede
pública de Mossoró-RN com alguns discursos de educadores da área da Música e de renomados
escritores que tratam da qualidade do ensino na educação. Nessa perspectiva, através da pesquisa
bibliográfica, fundamentaremos a nossa explanação. Descreveremos também algumas aulas que
ministramos sobre o conteúdo Poluição sonora, assunto este abordado pela Educação musical e que
faz parte do tema transversal Meio Ambiente. Mostraremos também uma paródia produzida pelos
estudantes motivados pela temática discutida em sala de aula. Julgamos pertinente, portanto,
apresentar os conteúdos que desenvolvemos como uma proposta capaz de contribuir para a
qualidade da prática do ensino da Música e para a formação global dos alunos.

Palavras-chave: Qualidade do ensino, Ensino da música, Poluição sonora.


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GT 05 - ENSINO DE MÚSICA NOS MÚLTIPLOS CONTEXTOS:
PERSPECTIVAS, EXPERIÊNCIAS PRÁTICAS E FORMAÇÃO
CONTINUADA

EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TÉCNICA EM MÚSICA: UM


LEVANTAMENTO BIBLIOGRÁFICO NOS ANAIS DA ANPPOM E ABEM
(2001-2013)

Ruãnn Cézar Cezário Silva


(POSENSINO -UERN/UFERSA/IFRN)
ruann.cezar@gmail.com
Giann Mendes Ribeiro
(UERN/IFRN)
giannribeiro@gmail.com

Este artigo traz a proposta de estado do conhecimento sobre educação profissional e técnica na área
de música através dos anais da: Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Música -
ANPPOM; e Associação Brasileira de Educação Musical - ABEM (Eventos de categoria Nacional e
Regional), no período de 2001-2013. O questionamento levantado como alvo desta pesquisa, se deu
através da curiosidade do autor a fim de investigar como está sendo desenvolvido pesquisas sobre
educação profissional e técnica em música, tendo como foco artigos publicados nesses eventos de
grande importância na área de educação musical. São referenciados autores que versam sobre Estado
da Arte e Estado do Conhecimento (FERREIRA, 2002; ROMANOWSKI & ENS, 2006;). A
metodologia foi baseada em uma pesquisa bibliográfica, que teve como referência o estudo sobre
revisão de literatura baseado nos autores Lima e Mioto (2007) e Bello et al. (2012). Foram
catalogados um total de 12 artigos dos anais da ANPPOM e 26 artigos dos anais da ABEM (eventos
nacionais e regionais). Delimitamos para a filtragem as palavras-chaves: educação profissional ou
formação técnica. A busca efetuou-se nos títulos e no corpo do texto dos artigos, analisando a
relevância do termo abordado, averiguando um aprofundamento mais detalhado sobre essa temática
supracitada. Os dados mostraram que essa temática se mostrou bastante relevante nesses anais, os
quais são tratados nessa pesquisa de maneira quantitativa, com intuito de elencar um mapeamento
sobre trabalhos que versem sobre essa temática delimitada.
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Palavras-chave: Educação Profissional. Formação Técnica em Música. Estado do conhecimento.


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GT 06 – LINGUAGEM LITERÁRIA CONTEMPORÂNEA: O NARRADOR E
O EU-LÍRICO

TEATRALIDADE E IDENTIDADE EM NARRATIVAS DE CLARICE


LISPECTOR

Maria da Luz Duarte Leite Silva


(UFRN)
lulinhaduarte@hotmail.com
Albert Ítalo Leite Ferreira
(UFERSA)
italo_leite@hotmail.com
Francisco Helton Duarte Leite
(UFRN)
heltonduarte79@hotmail.com

A literatura de Clarice Lispector apresenta-se como uma ficção que dá margem à representação
simbólica, destacando indícios da teatralidade, pois as personagens nas suas narrativas se veem diante
de situações conflitivas, na busca do seu eu, consideramos assim relevante discutir com mais atenção
essa obra neste estudo. Por isso, resolvemos, neste estudo, nos deter na observação de metáforas que
indiciam a teatralidade no diálogo, que ora se dá de forma monológica, ora dialógica, ora no discurso
do solilóquio. Dentro dessa proposição teórico/crítica, buscamos analisar a teatralidade das
personagens na construção de seus discursos, por meio de fragmentos de algumas narrativas de
Lispector. Procuramos, ainda, contribuir, a partir dos postulados teóricos estudados para o
entendimento da importância do teatro no universo clariceano. Para refletir sobre as teorias dos
gêneros, citamos Platão e Aristóteles, sobre o teatro, Brecht, sobre o drama moderno, Luna e
Sarrazac, além de Szondi, sobre o drama da linguagem em Clarice Lispector, destacamos Nunes,
sobre a mimesis Auberbach, dentre outros que subsidiaram nas discussões desta pesquisa. Logo,
podemos enfatizar que, neste trabalho, nosso olhar voltou-se para as questões teóricas mais gerais
ligadas a teatralidade, e sua confluência com a literatura, e traços determinantes da obra de Clarice
Lispector, sobretudo, os aspectos característicos de sua contística relacionada ao problema da
identidade de suas personagens.
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Palavras-chave: Diálogo, Drama da Linguagem, Teatralidade, Identidade,


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ISBN: 978-85-7621-221-8
GT 06 – LINGUAGEM LITERÁRIA CONTEMPORÂNEA: O NARRADOR E
O EU-LÍRICO

DOIS LADOS DO ATLÂNTICO: A CIDADE EM POEMAS DE FERREIRA


GULLAR E MANUEL DE FREITAS

Alexandre Bezerra Alves


(UERN)
alexandrealvesuern@gmail.com

O presente trabalho procura traçar similaridades e disparidades líricas na produção do poeta


maranhense Ferreira Gullar (1930-2016) e do poeta português Manuel de Freitas (1972-). Em
ambos a temática da cidade, sob múltiplos elementos humanos e materiais, surge como referencial
para retratar um mundo por vezes fragmentário, caótico. Nos dois autores a noção acerca de
caracteres contemporâneos nascidos junto ao influente Modernismo ainda se refletem numa ação
poética cujas intenções passam por uma dissonância, para envolver um termo que Hugo Friedrich
(1978) usa para adjetivar parte da lírica europeia da primeira metade do século XX, e cuja direção
indica inflexões literárias semelhantes sobre a cidade como lugar de tensões no cotidiano. Tal fato é
percebido tanto por Gullar quanto por Freitas, estabelecendo uma leitura reflexiva sobre a vida do
homem na cidade através do discurso poético, fixado no binômio isolamento-coletividade. Em
sentido mais restrito, são analisados os poemas “Voltas para casa”, integrante da obra Dentro da
noite veloz (1975), de Ferreira Gullar, e “Ode à noite (inteira)”, este presente no livro [SIC],
publicado em 2002 por Manuel de Freitas. Como fortuna crítica sobre a representação da cidade
entram os estudos de Marshall Berman (1990), Raymond Williams (1989) e Antonio Cícero (2000),
além de estudos sobre os poetas em questão produzidos por Ida Alves (2009), Rosimar Silva (2015),
Luis Maffei (2014), João Luiz Lafetá (2004) e Alcides Villaça (1998), entre outros.
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GT 06 – LINGUAGEM LITERÁRIA CONTEMPORÂNEA: O NARRADOR E
O EU-LÍRICO

O FOCO NARRATIVO EM “O DOCE BLUE DAS HIENAS”: QUESTÕES DE


DESPERSONALIZAÇÃO E CONSCIÊNCIA

Ana Emília de Lima Ferreira


(UFRN)
ana.emilia14@gmail.com

O narrador, desde os momentos de formação e afirmação da prosa brasileira, consolidou-se como


um elemento ficcional cujo papel é organizar o desenvolvimento de uma história, tendo participado
diretamente dos acontecimentos ou apenas observado. Todavia, essa configuração tradicional
ganhou novos moldes com a evolução literária nacional, de modo que seus contornos se tornaram
indefinidos e pouco evidentes, passando a ser a volatilidade formal sua característica mais marcante.
Tomando por base tais modificações, acredita-se que no conto “O doce blue das hienas” (1975), de
Roberto Drummond, o foco narrativo assume contornos ambíguos, não sendo mais possível
enquadrá-lo facilmente em uma categoria prototípica, ora figurando como observador onisciente,
ora como a consciência da própria personagem central em conflito. O enredo é estruturado de modo
a garantir um perfil de alienação da personagem principal, comportamento social ligado ao contexto
histórico da própria situação de produção. Tal aspecto está diretamente ligado à disposição formal
do texto e ao modo como a história é contada. Dessa maneira, este trabalho objetiva analisar o modo
como o narrador se configura – enquanto observador ou manifestação psicológica da consciência –
e como ele é responsável por elaborar a imagem de despersonalização que perfila a personagem
central, refratando a realidade social em que se insere a obra. Para discutir a questão central do
narrador na narrativa tradicional e na moderna, serão consideradas contribuições de Moisés (2012) e
Rosenfeld (1996), acompanhadas de reflexões de Candido (1989) sobre a narrativa brasileira do
século XX.

Palavras-chave: conto contemporâneo, foco narrativo, literatura brasileira.


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Página

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GT 06 – LINGUAGEM LITERÁRIA CONTEMPORÂNEA: O NARRADOR E
O EU-LÍRICO

O DISCURSO DO ESTADO NA VOZ DO NARRADOR DE “OBJETOS


PERTENCENTES A FERNANDO B, MISTERIOSAMENTE
DESAPARECIDO”

Ana Emília de Lima Ferreira


(UFRN)
ana.emilia14@gmail.com

O conto “Objetos pertencentes a Fernando B, misteriosamente desaparecido”, de Roberto


Drummond, traz a ficcionalização de uma peça policial. Ao assumir as formas de outro gênero
discursivo, são suprimidas no conto marcas de um narrador tradicional e a recuperação dessa
entidade narrativa fica a cargo do leitor. Este, por sua vez, se arma com os indícios do próprio texto
e usufrui da licença interpretativa que possui para supor que a história é contada através do ponto de
vista de um possível escrivão ligado a um órgão estatal responsável por investigar – e possivelmente
forjar – as circunstâncias do desaparecimento do personagem central durante o regime militar.
Acredita-se, portanto, que na voz do narrador está inserido o discurso (e a postura) do Estado
ditatorial, hipótese que pode ser sustentada e justificada pela concepção bakhtiniana de
heterodiscurso. Desse modo, o presente trabalho almeja investigar, a partir de uma perspectiva
analítica dialógica, a maneira como o discurso dominante do Estado repressor se incorpora à voz do
narrador do conto, formando um contraste com outras vozes sociais que se manifestam no discurso
dos personagens, por exemplo. A fim de alcançar tal propósito, a análise será desenvolvida
principalmente à luz de Bakhtin (1988). Serão utilizados ainda como alguns dos textos
fundamentais Rosenfeld (1996), sobre o narrador da narrativa moderna, e Reis Filho (2014), para
uma compreensão panorâmica do contexto histórico da época.

Palavras-Chave: foco narrativo, conto contemporâneo, dialogismo, heterodiscurso.


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O EU-LÍRICO

O EFEITO DE ESTRANHAMENTO COMO ELEMENTO CATALISADOR


DO FANTÁSTICO NO CONTO ELISA DE MURILO RUBIÃO

Ana Keila Tavares de Souza


(UERN)
anakeilatavares@hotmail.com

Este estudo tem por objetivo analisar o conto “Elisa” do livro Murilo Rubião - obra completa (2010),
com o propósito principal de apreender o sentimento de estranhamento como elemento
desencadeador do fantástico enquanto modo literário. Na trama, os aspectos insólitos são observados
desde a inesperada chegada da estranha (Elisa), uma vez que os moradores da casa em que a mesma é
recebida sequer questionam a sua origem. A permanência da recém-chegada é ainda cercada de
mistérios, não havendo, inicialmente, nem mesmo a menção do nome da personagem aos habitantes
da residência. Acrescenta-se a isso os repentinos desaparecimentos dessa hóspede. Trata-se de um
discurso ficcional, como é praxe nos enredamentos fabulares do fantástico, em que o insólito abre
uma fresta no cotidiano e convida o leitor a repensar a realidade. Por esse viés, ressalta-se nesse
conto a fugacidade das relações, da fragmentação humana, do tema da solidão, uma tendência
recorrente nos textos murilianos. Em face disso recorremos ao que discorre Bauman (1998) sobre a
liquidez das relações humanas, bem como os postulados de Freud (1919) sobre o estranho, além de
outros estudiosos desse tema. Acerca do fantástico nos reportamos às proposições teóricas de
Todorov (2012), Calvino (2004), Cortázar (2006), Rodrigues (1988), Camarani (2014) e Roas (2014).
Por fim, neste estudo, tomamos por base ainda a fortuna crítica do escritor Murilo Rubião.

Palavras-Chave: Murilo Rubião; fantástico; estranho; conto.


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O EU-LÍRICO

OPRESSÃO E AGRESSÃO NO CONTO “TERÇA-FEIRA GORDA” DE


CAIO FERNANDO ABREU

Ana Keila Tavares de Souza


(UERN)
anakeilatavares@hotmail.com

O propósito deste trabalho é analisar a configuração da opressão/agressão materializada no conto


“Terça-feira gorda” integrante de Morangos Mofados (1982) de Caio Fernando Abreu. A leitura
pretendida busca identificar a representação dos sujeitos ficcionais, bem como a relação
homoafetiva protagonizada em seu enredo, cuja expressão de afeto/atração encontra terreno fértil na
identificação destemida dos dois rapazes que foram surpreendidos com atos de agressão. Para tanto,
elegemos como referência básica autores variados dentre os quais convém destacar Barcellos
(2002), Cardoso (2007), Júnior (2006), Porto (2005), Porto (2004), Souza (2014), além de outros.
A análise centra-se nos aspectos do conto que materializam cenas desveladas de violência, tanto
verbais quanto físicas, caracterizando a opressão/agressão manifestada à relação homoafetiva dos
dois personagens da narrativa, a qual culmina com a morte de um dos indivíduos. O conto apresenta
uma feição poética muito forte, dessa maneira, a violência contida no relato é eufemisticamente
expressa nos episódios narrados, forma de narrar que comove o leitor e o conduz a reflexões que
levam a indignação, como também ao repúdio à agressão explícita vivenciada pelos personagens.

Palavras-chave: Agressão. Intolerância. Violência. Homoafetiva. Preconceito.


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O SUJEITO CONTEMPORÂNEO: UMA ANÁLISE DO CONTO FELIZ ANO


NOVO DE RUBEM FONSECA

Ana Paula Lima Carneiro


(UERN)
anapaulalimaf2@hotmail.com
Ananeri Vieira de Lima
(UFPB)
ananerivieiraf10@hotmail.com

O presente artigo visa em linhas gerais fazer uma reflexão a respeito do conceito de pós-
modernismo. Para tanto, faz-se necessário uma explanação acerca da construção da identidade do
sujeito diante das novas práticas discursivas, apresentando as características mais significativas
deste período, que é caracterizado pela fragmentação, podendo ser considerado como um mundo de
relações líquidas. Abordaremos o sujeito pós-moderno a partir do corpus de estudo, o conto Feliz
ano novo, de Rubem Fonseca, mostrando as desordens presente na sociedade contemporânea
através da perda de valores moralizantes. O trabalho foi realizado com base em um aporte
metodológico de cunho bibliográfico, especificamente centrado nas concepções de: Bauman (2005);
Hall (2005); Hutcheon (1991); Jameson (2006); dentre outros. Apoiado nestes, buscamos
compreender o contexto conturbado do referido conto, que apresenta a violência do mundo
contemporâneo, assumindo-se assim como narrativa pós-moderna. Mostraremos o que o sujeito
deste período é capaz de fazer para alcançar seus objetivos, pois os personagens da narrativa não
obedecem às convenções sociais; que as pessoas não têm uma identidade fixa, pois dependendo do
contexto e da situação podem acontecer mudanças de comportamento, e nós percebemos isto na
literatura pela maneira como é representada, por existir uma estreita relação entre literatura e
sociedade.

Palavras-Chave: Pós-modernismo. Identidade. Literatura e sociedade.


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O ANTI-HERÓI DA NOSSA GENTE: ALGUNS ASPECTOS DA OBRA


"MACUNAÍMA" DO ESCRITOR MÁRIO DE ANDRADE

Carlos Gildevan Alves e Silva


(UERN)
gildevan_cost@hotmail.com
Gabriela Castro Marques
(UERN)

O presente trabalho tem por objetivo refletir acerca da obra Macunaíma (1928) do escritor
modernista Mário de Andrade, faremos uma análise do segundo capítulo do livro intitulado
“Maioridade”. Dessa forma, buscamos especificamente, apontar algumas das características do
“herói” desta obra modernista, assim como, averiguar alguns aspectos relacionados à cultura do
Brasil presentes no referido capítulo. Embasamo-nos teoricamente em; Bosi (2006), Johnson (1982)
e Lopez (1988) entre outros autores que também estudam os assuntos aqui propostos. Após
refletirmos a respeito do referido capítulo, vemos as principais características desse herói modernista
e alguns traços relacionados à cultura brasileira. Concluímos que ocorre nos fragmentos analisados,
uma desconstrução da antiga concepção do herói clássico dotado de virtudes e qualidades
excepcionais, pois, o personagem Macunaíma, avesso a essas características sublimes, surge como
um verdadeiro anti-herói, além disso, o capítulo também revela fortes traços da cultura brasileira,
por fazer um resgate relacionado tanto as lendas como também aos costumes do Brasil.

Palavras-chave: Modernismo. Macunaíma. Cultura brasileira.


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REPRESENTAÇÕES DO COTIDIANO BRASILEIRO NA POESIA DE


FRANCISCO ALVIM

Cássia de Fátima Matos dos Santos


(UERN)
cassiafmsantos@gmail.com
Cristiane Rayssa Morais Mota
(UERN)
cristianerayssa9@gmail.com

O projeto de pesquisa “Representações do cotidiano brasileiro na poesia de Francisco Alvim” surge


do interesse em torno da poesia contemporânea, sua forma de representação e sua relação com a
moderna tradição poética brasileira. A forma e os conteúdos da poética de Francisco Alvim
transfiguram imagens do país, revelando o seu cotidiano por meio de uma linguagem síntese, cujo
alcance sugere experimentação verbal e interpretação da realidade social. Diante disso, tem-se como
objetivo geral da pesquisa investigar representações do cotidiano brasileiro na poesia de Francisco
Alvim, por meio da análise de sua lírica fragmentada, relacionando forma literária e conteúdo
social. Teoricamente, a “matéria brasileira”, de acordo Schwarz (1999, 2000, 2007), é usado como
conceito mediador para a leitura da poesia de Francisco Alvim. A obra a ser investigada é o livro
Poemas (2004), que reúne a sua produção poética de 1968 ao ano 2000. Do conjunto da obra, será
feita uma seleção de poemas com o fim de se promover o exercício analítico-interpretativo da
poesia. Sabendo que a poesia de Alvim dialoga em boa medida com a moderna tradição poética
brasileira, a perspectiva comparativista será utilizada no estabelecimento das relações entre seus
poemas e também com autores com os quais dialoga. Espera-se com este projeto, ampliar a fortuna
crítica sobre a poesia de Francisco Alvim e compreender melhor a gênese de sua produção poética,
aprofundando os sentidos de sua poesia e de como ela traduz o nosso cotidiano.

Palavras-chave: Poesia brasileira. Francisco Alvim. Cotidiano. Matéria brasileira.


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O EU-LÍRICO

LITERATURA E SOCIEDADE: ASPECTOS DA VIOLÊNCIA SOCIAL


BRASILEIRA NOS CONTOS DE MARCELINO FREIRE

Claudiana Ferreira Almieda do Nascimento


(UERN)
claumeida100@gmail.com

Este trabalho pretende suscitar uma reflexão sobre aspectos da violência social brasileira exposta nos
contos do autor contemporâneo Marcelino Freire. Os contos escolhidos para tal análise foram “Dar
luz”, “Angu de sangue”, “Muribeca”, “A senhora que era nossa”, “Da paz”, “Comadre” e “Totonha”.
A representação da violência social brasileira nos contos aqui destacados percorre uma pluralidade de
subtemas que permitem que ações violentas aconteçam frequentemente, sobretudo, nos grandes
centros urbanos como a fome, o preconceito racial, o desemprego, a prostituição e outros decorrentes
da desigualdade social. Dessa forma, almejamos, a partir de tais leituras, destacar os valores sociais e
éticos na sociedade contemporânea expostos nos contos escolhidos a fim de defender o
encorajamento do sujeito leitor a buscar a sua emancipação leitora assim como a se descobrir capaz
de intervir na sociedade vítima de diversas formas de violência. Para tanto, o nosso ponto de vista
coaduna-se com o de Cândido(2000) que defende a Literatura como a expressão de uma determinada
comunidade, que, por sua vez, está ligada a um tempo e a um contexto social. Portanto, não podemos
negar o imbricamento entre Literatura e sociedade; e para tal, angústias e denúncia social serão
reveladas sob a ótica do agressor e do agredido em textos do autor aqui mencionado. Ademais,
destacaremos a violência tematizada nos contos (híbridos) do autor pernambucano Marcelino Freire
que traz à tona uma postura crítica e ética diante das mais variadas formas de opressão.

Palavras-chave: Literatura, sociedade, violência.


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DA MEMÓRIA INDIVIDUAL À COLETIVA: A VISÃO DO INFERNO NO


IMAGINÁRIO LITERÁRIO POPULAR

Eduarda Maria Moreira Lopes Lins


(UERN)
eduarda-mariah@hotmail.com

Muito tem se falado e pesquisado sobre a importância da memória para o estudo crítico da
Literatura. Desde a memória individual, autobiográfica até as consolidações de fenômenos
propostos pela memória coletiva. Este trabalho tem como objetivo fazer um estudo comparado entre
duas obras de gêneros distintos: o conto O inferno de Graciliano Ramos e o cordel A chegada de
Lampião no inferno de José Pacheco. A proposta é analisar de que forma o narrador e o eu-lírico,
respectivamente, constroem a imagem do espaço do inferno. Com uma das principais vertentes
sendo o imaginário popular e, mais especificamente, o imaginário cristão. Partindo da premissa da
memória individual traçada no conto de Graciliano e chegando às considerações coletivas
transmitidas e perpetuadas pelos cordelistas. Sob a ótica de teóricos como Maurice Halbwachs, que
contribui de forma elucidativa com o advento da memória coletiva; Luis Alberto Brandão, que
enfoca a expansão do espaço literário. Temos as contribuições de Carlos Alberto Nogueira e João
Libânio, que fazem uma investigação histórica acerca do imaginário cristão. É importante frisar que
pretendemos entender que o imaginário é construído, propagado e re(inventado) levando em conta
os aspectos culturais e morais de determinado grupo social. Para tanto, ainda contamos com a teoria
de Antonio Candido sobre Literatura e sociedade.

Palavras-chave: Memória. Imaginário. Narrador. Eu-lírico.


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NOSTALGIA E MELANCOLIA NAS CRÔNICAS DE MILTON HATOUM

Francisca Wilma da Silva


(UERN)
wilma.sudd@gmail.com
Alexandre Bezerra Alves
(UERN)
alexandrealvesuern@gmail.com

Por compreender a relevância do gênero crônica na Literatura nacional contemporânea, no presente


artigo, pretende-se elaborar uma visão crítica de 03 (três) crônicas, focando aspectos – entre eles, as
ligações expostas entre narrador e personagens, o olhar que se projeta para o passado em tom
nostálgico e a presença de temas transversais conforme sugerido pelos PCN’s – dentro da narrativa
curta de ficção de Milton Hatoum, um dos grandes nomes da literatura brasileira contemporânea,
presentes em seu livro Um solitário à espreita (2013). As crônicas a serem analisadas serão Dança da
espera, Elegia a um felino e A senhora do sétimo andar que são excelentes exemplares da obra do
escritor amazonense. Para tanto, temos como principais pressupostos teóricos Antonio Candido
(1993), Karl Eric Schoolhammer (2011), e José Castello (2013) PCN’s (1997). Percebemos que nas
narrativas analisadas existe uma evidente nostalgia demonstrada pelo narrador que revisita lugares de
sua memória e nos apresenta personagens que marcaram sua vida e deixaram lembranças que são
mobilizadas por meio de seu discurso.
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FABULAÇÕES INSÓLITAS EM “OS DRAGÕES NÃO CONHECEM O


PARAÍSO”, DE CAIO FERNANDO ABREU

Francisco Aedson de Souza Oliveira


(UERN)
aedson.sz@gmail.com
José Vilian Manguera
(UEPB)
vilian_mangueira@yahoo.com

Este trabalho objetiva analisar o conto homônimo da obra Os dragões não conhecem o paraíso (1988)
de Caio Fernando Abreu, destacando elementos fantásticos, figurado principalmente por situações
insólitas/estranhas que são aceitas normalmente pelos seres ficcionais e pelos leitores. Com a análise
pretendida, espera-se suscitar reflexões sobre o fantástico expresso na ficção do escritor gaúcho à luz
dos conceitos de Todorov (2008), Calvino (2004), Bessière (2012) e (2012) e Alazraki (1990) sobre o
fantástico e suas novas figurações na contemporaneidade; Freud (1996) sobre o estranho. Em linhas
gerais, a fábula de “Os dragões não conhecem o paraíso” narra a história de um homem solitário que
vive em um apartamento em meio ao caos urbano, alimentando a ilusão do amor e do sofrimento
provocados pela ausência de um ser caracterizado na narrativa como um dragão que nunca vem, e do
qual consegue guardar apenas os cheiros, até perceber que esse ser o abandonou de vez. O que fica
sugerido na construção poética é que tudo não passa de uma história criada pela personagem
protagonista, ou mesmo de sonho para camuflar sua realidade de sujeito fragmentado que
supostamente busca encontrar a si mesmo. De uma forma geral, podemos dizer que o insólito na
narrativa aparece representado pela figura emblemática do dragão, recorrente no imaginário popular e
em contos de fadas, responsável por instaurar na narrativa uma ruptura com o plano real. Espera-se
com esse trabalho, suscitar reflexões sobre o fantástico, traço pouco estudado na ficção de Caio
Fernando Abreu pelos estudiosos especializados.

Palavras-chave: Caio Fernando Abreu. “Os dragões não conhecem o paraíso”. Insólito.
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O HOMEM, AS COISAS E O MUNDO: SUBJETIVISMO E FORÇA


POÉTICA EM FERREIRA GULLAR

Francisco Gesival Gurgel de Sales


(UERN)
gessivalg@gmail.com

A poesia que se manifesta a partir do Modernismo brasileiro adquiriu características particulares na


escrita de vários poetas consagrados no Brasil. Dentre estes, é inegável a especificidade da lírica de
Ferreira Gullar (1930-2016). Esta pesquisa tem como preocupação basilar fazer uma análise de
poemas do escritor maranhense buscando descrever – e talvez, compreender – como se revela a
poesia/poeticidade através de sua linguagem comum e observação do cotidiano; isto é,
compreendemos que há uma força poética que entrelaça o poema, um olhar sutil que extrai ou
percebe a poesia no cotidiano simples e individual de cada pessoa, que se questiona, que provoca,
que reflete sobre a existência humana. Em outras palavras, compreender esse olhar peculiar sobre o
homem e o que está à sua volta sob a ótica de uma escrita que ousa e que desafia o fazer poético
adentrando nas minúcias das coisas, das casas, das formas, dos espaços imperceptíveis, tudo isso é
tarefa bastante provocativa e que nos motiva a pesquisa e aguça a leitura. Discutiremos essas
questões analíticas com a colaboração de leituras tais como as de Massaud Moisés (2007); Candido
(1996); Friedrich (1978); Bosi (1977); T. S. Eliot (1991), dentre outros estudos contemporâneos e
pontos de vista do próprio poeta extraídos de entrevistas.

Palavras-chave: Poesia contemporânea; Subjetivismo; Cotidiano; Ferreira Gullar.


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IDENTIDADE E VARIAÇÃO LINGUÍSTICA EM A HORA DA ESTRELA DE


CLARICE LISPECTOR

Francisco Helton Duarte Leite


(UFRN)
heltonduarte790@hotmail.com
Maria da Luz Duarte Leite Silva
(UFRN)
Albert Ítalo Leite Ferreira
(UFERSA)

A linguagem é um dos principais meios de interação e comunicação entre os sujeitos, ela é essencial
para o convívio em sociedade. Quando falamos da realidade linguística no Brasil, percebemos que
há uma variedade significativa nos falares do povo desse país, pois na sociedade brasileira, há
diversos falares que são denominados padrão ou não-padrão, formal ou informal, sendo alguns
imbuídos de preconceito. Desta feita, este trabalho tem como objetivo analisar e discutir sobre as
variações linguísticas presente na obra “A hora da estrela” da escritora Clarice Lispector. Como
respaldo teórico para este estudo recorremos a alguns teóricos como: Marcos Bagno (2007),
Bortoni-Ricardo (2004), Travaglia (1996), Possenti (1996), dentre outros. Por fim, percebemos que,
a personagem Macabéa parece ser um sujeito descentrado, com identidade esfacelada, apresentando,
todavia, em sua fala variação linguística, ao que parece contribuir para sua discriminação. Isso
posto, por observarmos que a personagem não possuía domínio de determinadas palavras e/ou
expressões, da língua padrão, tornando-se alvo do preconceito linguístico, por parte do suposto
namorado, bem como das pessoas com a qual convivia.

Palavras-chave: Fala. Preconceito linguístico, Identidade, Variação.


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ENTRE O CÂNONE E A MARGEM: O CONTISTA LIMA BARRETO

Francisco Humberlan Arruda de Oliveira


(UERN)
arrudace@yahoo.com.br

Lima Barreto – tradicionalmente – é visto como uma voz dos marginalizados, que lutou, por meio
da escrita, em defesa dos negros, dos pobres suburbanos e defendia uma sociedade mais justa.
Porém, até que ponto isso é válido em seus contos? Lima, de fato, fora essa voz ativa na escrita,
entretanto, não é possível defini-lo como um intelectual que estava à margem ou no centro da Belle
Èpoque, mas sim um escritor nômade que transitou entre esses dois mundos, porém sem se
encontrar completamente em nenhum deles. Nosso objetivo é demonstrar que a sua arte era
idealizada e pregava a comunhão dos homens, entretanto, as suas críticas à República Velha, a
defesa do negro marginalizado, o desejo de participar da elite republicana, o gosto, e ao mesmo
tempo a repulsa pelo subúrbio, são manifestações daquilo com o que o escritor estava engajado:
com sua arte, em que era preciso não se prender, exclusivamente, a algum grupo social, mas
transitar entre eles, favorecendo, assim de forma utópica, a união dos homens, a quebra dos
preconceitos e a paz por meio da arte. Dessa forma procurar-se-á retratar no trabalho – por meio de
seus contos – que Lima Barreto não fora um intelectual porta-voz de grupos sociais, mas sim um
nômade em vida e obra.

Palavras-chave: Arte. Conto. Engajamento. Intelectual. Lima Barreto. Nômade. 175


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O EU-LÍRICO E SENTIMENTO DO MUNDO: RELAÇÕES POÉTICAS


ENTRE ZILA MAMEDE E DRUMMOND

Janaina Silva Alves


(IFRN)
sofiajana@hotmail.com

A presente discussão busca analisar as relações entre o eu-lírico, o sentimento do eu, do outro e do
mundo na poesia do poeta mineiro Carlos Drummond de Andrade e da poetisa potiguar Zila
Mamede. Para isso, ancoramo-nos em discussões teóricas acerca da temática trazidas por Adorno
(2003), Alves (2011), Bosi (1994) e (2000), Candido (2002) e (2004), Friedrich (1991). A partir do
estudo do campo teórico com a análise da poesia, faremos apontamentos, no texto literário, de como
a inserção entre o ser e o mundo vão se fazendo presentes tanto na poesia drummondiana como na
poesia mamediana e colocando-se sempre diante de uma inquietude do eu perante as transformações
sociais. Nesse interim, a poesia de Zila Mamede, assim como a de Drummond, supera o local
quando ao interrogar um sentimento de um mundo interior também se interroga sobre um
sentimento maior e universal – o sentimento humano.

Palavras-chave: Eu-lírico; Sentimento de mundo; Relações


poéticas.

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ESPERAS TRÁGICAS, SILÊNCIOS OPACOS: DUAS CRÔNICAS DE


MILTON HATOUM

Joana Tamires Silveira Bezerra


UERN
joana_tamires@hotmail.com.br

Esse trabalho aborda, através de perspectivas da crítica literária contemporânea, o único livro de
crônicas, Um solitário à espreita (2013), do escritor amazonense Milton Hatoum. O corpus dessa
pesquisa focaliza duas crônicas do livro citado – “Dança da espera” e “História de dois encontros” –
, pretendendo manter a atenção para a presença e a importância do texto literário conhecido como
Crônica como exemplar significativo da brevidade da narrativa contemporânea brasileira e da
escrita de Milton Hatoum acerca da tríade temática melancolia-silêncio-lirismo, relacionando ficção
e realidade. Para a fundamentação teórica, utilizamos os apontamentos de José Castello (2013),
Massaud Moisés (2004), Jaime Ginzburg (2012) e Leyla Perrone-Moisés (1990), e usaremos a
perspectiva crítica do foco narrativo para analisar as díspares relações entre temas distintos como
amor, memória e política presentes na obra em análise.

Palavras-chave: Milton Hatoum. Crônica. Memória. Silêncio. Melancolia.

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O EU-LÍRICO

O ROMANCE COMO TEORIA: UMA REFLEXÃO SOBRE A ESCRITA-A-


PENSAR

José Dércio Braúna


(UFC)
derciobrauna@bol.com.br

Em sua última entrevista, o escritor português (Prêmio Nobel 1998) José Saramago declarou que,
para ele, “o romance tornou-se outra coisa”; teria essa forma narrativa passado por uma tal
transformação que já não mais seria um “gênero” mas antes um “espaço literário”; um espaço
aberto no qual se pode dizer tudo. Já o escritor espanhol Enrique Vila-Matas, num seu romance
(Perder teorias) propõe-nos a ideia de que a escrita do romance seja uma “teoria em andamento”,
que a forma seja sua própria teoria. John Maxwell Coetzee, escritor sulafricano, é outro autor cuja
narrativa romanesca se elabora pensando o próprio fazer-se; nela (em Elizabeth Costello), deixa-nos
ler sua percepção de que “o espelho-palavra se quebrou”, que nossa relação com o “real” alterou-se.
José Saramago, Enrique Vila-Matas e J. M. Coetzee: três escritores cujas escritas se construíram
trazendo para dentro das fronteiras do gênero o pensamento sobre o próprio gênero (o sentido, as
possibilidades e limites de uma fronteira). Tomando algo da escrita desses autores em análise,
proponho assim apresentar uma reflexão sobre suas escritas enquanto esse espaço aberto que diz
tudo, como essa teoria em andamento que escreve-pensa(-se), na qual a quebra do espelho-palavra
(nosso pacto com o “real”) vem desafiar os cânones e possibilitar novas reflexões (nos mais
diversos campos de saberes: literatura, história, filosofia) sobre essa noção, ao mesmo tempo tão
conhecida e tão imprecisa, que é a literatura.

Palavras-chave: romance, teoria, linguagem.


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CRIME E CASTIGO: RASKÓLNIKOV E A MENTALIDADE


REVOLUCIONÁRIA

José Heitor Barbosa


(UERN)
j.heitor@hotmail.com

A obra Crime e castigo (1866) do autor russo Dostoiévski (1821 – 1881) é fortemente marcada pela
pluralidade de ideias e correntes filosóficas que viriam a caracterizar o pensamento contemporâneo,
colocando em seus personagens o campo de conflitos que atravessam o ocidente em suas bases
tradicionais, tais como as organizações monárquicas ou o eixo moral e espiritual advindo do
pensamento cristão; Dostoiévski consegue então criar uma narrativa que traduz a tensão de uma
sociedade que se encontra numa profunda e radical transformação e que o tornou um dos
antecipadores dos movimentos que se seguiriam na Rússia originado pelos grupos progressistas.
Seguindo o personagem Raskólnikov, o qual elabora o conceito dos “homens extraordinários”,
temos uma imagem representativa da dissolução do homem em seus aspectos morais, imagem que
encontra eco em autores como o filósofo Friedrich Nietzsche (1844 – 1900) que desenvolveu
conceitos como da morte de Deus e do Übermensch como descritivos de um mundo que vai
perdendo a transcendência. Outro elemento essencial para descrever a imersão niilista do mundo de
Raskólnikov está no conceito de mentalidade revolucionária descrito pelo filósofo Olavo de
Carvalho (1947 –). O presente artigo tem por objetivo a observação do personagem Raskólnikov, da
obra Crime e castigo, como um referencial de uma transformação niilista que caracteriza o
pensamento europeu do século XIX e que estão marcadamente presentes na obra do autor russo
Dostoiévski.

Palavras-chave: Dostoiévski. Nietzsche. Olavo de Carvalho.


179
Página

ISBN: 978-85-7621-221-8
GT 06 – LINGUAGEM LITERÁRIA CONTEMPORÂNEA: O NARRADOR E
O EU-LÍRICO

A IMAGEM DISTORCIDA NO ESPELHO: O JOGO DO DUPLO EM DOIS


IRMÃOS, DE MILTON HATOUM

Kalyn Kegia Cardoso Bezerra Costa


(UERN)
kalynkegia@hotmail.com

A temática do duplo se encontra, desde tempos remotos, presente na história da humanidade. Tal
objeto pode ser identificado em lendas, na mitologia, em peças teatrais, no meio midiático e na
literatura. É incontestável a existência do alter ego em nossa vida, ele pode ser representado pela
sombra, pelo reflexo, pelo retrato, sósias, gêmeos dentre outros vários elementos. A imagem
especular configura-se como o duplo do Eu refletido, o Outro refletido em nós. Perceber a
existência desse reflexo, desse Outro, muitas vezes resume-se a identificar em si uma espécie de
incompletude ou mesmo vazio, o que enseja uma busca incessante pela identidade. O presente
artigo expõe uma leitura do romance Dois irmãos (2000), de Milton Hatoum destacando os aspectos
da dualidade presentes na obra, verificando a questão do duplo especular como uma das mais
variadas formas de manifestação da bipartição do Eu presente neste romance, configurada através
das imagens duplicadas dos irmãos gêmeos Omar e Yaqub, que surgem como projeções especulares
um do outro e encontram-se constantemente em busca do (re)conhecimento de si.

Palavras-chave: Duplo. Especular. Dois irmãos. Milton Hatoum.


180
Página

ISBN: 978-85-7621-221-8
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O EU-LÍRICO

MEMÓRIA E ESPAÇO NOS CONTOS O CINTURÃO, DE GRACILIANO


RAMOS, E RESTOS DO CARNAVAL, DE CLARICE LISPECTOR

Leandro Lopes Soares


(PPGL/UERN/CAMEAM)
leandrolopes83@yahoo.com
Maria Edileuza da Costa
(PPGL/UERN/CAMEAM)
edileuzacostauern@gmail.com

A literatura brasileira tem, em seu elenco, grandes escritores que em suas obras tratam de temas
diversos, sobretudo, através de personagens com representações da vivência humana em suas
diferentes situações. Entre estes autores podemos citar Graciliano Ramos e Clarice Lispector. O
primeiro, com uma escrita voltada para o nordestino e os problemas enfrentados por eles, traz à luz
uma cultura de certa forma sofrida, de um espaço territorial brasileiro marcado por questões que
ultrapassam seu território. Já a segunda, com uma literatura voltada para questões existenciais,
reflexivas, apresenta-nos um vasto número de personagens de diversos grupos sociais e dá voz a
minorias numa perspectiva inovadora e introspectiva. Ambos utilizam o recurso da memória e o
elemento espaço em seus contos de maneira ascendente. Este trabalho analisa a memória e os
espaço em dois contos, Restos do Carnaval de Clarice Lispector, presente na coletânea Felicidade
Clandestina (1971) e O Cinturão, de Graciliano Ramos, do livro Infância (1945), com o objetivo de
estabelecer a relação entre estes dois elementos no texto literário. Para tanto utilizamos como base
teórica os estudos de Halbwachs (1990) sobre memória, Brandão (2007) e Bachelard (2000) sobre o
espaço, além de estudiosos dos autores das obras a serem analisadas.

Palavras-chave: Memória, Espaço Literário, Graciliano Ramos, Clarice Lispector.


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Página

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O EU-LÍRICO

O SILÊNCIO EMBRUTECIDO EM VIDAS SECAS: A NARRATIVA


PERPLEXA

Lidiane Morais Fernandes


(UERN)
lidianemoraisfernandes@gmail.com

Essa pesquisa tem como objetivo analisar os aspectos da representação do silêncio sofrido pelas
personagens Fabiano e Baleia. Bem como, os aspectos que influenciam ao silenciamento: pela
linguagem, pelas relações trabalhistas, pela Lei (Estado) e relações com a sociedade, para isso,
utilizamos como corpus o romance de Graciliano Ramos (1892-1953), Vidas Secas (1938). Neste
sentido, trataremos a abordagem da teoria literária acerca das personagens Fabiano e Baleia, bem
como, a representação do silêncio como forma de opressão e submissão das referidos personagens.
Analisaremos a manifestação do silêncio fundador, isto é, o silêncio como significação própria e a
política do silenciamento causada pela materialização simbólica do silêncio: quanto há submissão
diante da falta de conhecimento, a opressão social e climática e ao silêncio como resistência nas
personagens citadas acima. Para tanto, faz-se necessário um aporte teórico no discurso do romance,
como os respectivos autores Bahktin (1997, 2002); e na crítica literária Carpeux (2010); Candido
(1967, 2012); Bosi (1975, 2002) Lafetá (2000); Holanda (1992); e sobre os aspectos do silêncio
fundador e política do silêncio de Orlandi (2009), entre outros autores de igual relevância para a
fundamentação teórica dessa pesquisa.

Palavras-chave: Graciliano Ramos. Silêncio. Romance. Vidas Secas.


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Página

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A POESIA CONCRETA EM BANDEIRA E LEMINSKI

Marcos Antonio de Oliveira


(UERN)
professor_marcosantonio@hotmail.com

O Modernismo promoveu uma mudança importante para a literatura brasileira: contribuiu


decisivamente para a aproximação da literatura com o povo através de sua linguagem coloquial.
Assim também ocorreu com a poesia contemporânea que, seguindo o caminho trilhado pelos
modernistas, buscou temas para se comunicar com os homens do seu tempo. Manuel Bandeira
(1886-1968) e Paulo Leminski (1944-1989) foram representantes de duas gerações de poetas que
trilharam caminhos os quais mudaram para sempre a ideia de poesia. Se antes do modernismo o
fazer poético precisava trazer em sua estrutura a métrica e a rima, a partir do movimento modernista
a o que importava era o conteúdo, não a forma do poema. Para isso, os poetas em questão utilizaram
o Concretismo, movimento artístico iniciado nos anos 1950. Embora Manuel Bandeira (1886-1968)
seja conhecido também por seus poemas sociais, os quais denunciavam os problemas da gente
simples, também enveredou pelos caminhos do Concretismo, no livro Estrela da tarde (1960), em
que faz uso dos recursos gráficos. Quanto a Paulo Leminski (1944-1989), seus poemas concretistas
traziam a rebeldia literária vivenciada pelos modernistas de 1922. O presente artigo tem como
objetivo comparar a poesia de Manuel Bandeira e de Paulo Leminski e em que medida eles fizeram
uso da poesia concretista. Embasado em autores como Cosson (2014), Yokozawa (2014), Perrone-
Moisés (2016), Arrigucci Jr. (1990), entre outros, é possível compreender como esses poetas se
utilizaram dos recursos gráficos e o que isso trouxe de importante para a literatura brasileira.

Palavras-chave: Letramento literário. Modernismo. Poesia contemporânea.


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Página

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UMA LEITURA DO ROMANCE "RASTEJO", DE HUMBERTO


HERMENEGILDO DE ARAÚJO

Maria da Conceição Silva Dantas Monteiro


(UERN)
ceicamonteiro_72@hotmail.com

Esse trabalho tem como objetivo apresentar uma leitura da obra literária Rastejo (2017), do escritor
Humberto Hermenegildo de Araújo. O enredo narra a trajetória de uma família que se muda do
Acari, sertão do Rio Grande do Norte, para o litoral: Natal. O romance é dividido em seis capítulos:
Maresia, Desterro, Ocupação, Partilha, Vigília e Sequidão. A falência, responsável pelo êxodo, que
motivou a saída da família do Sítio Braz, os acompanhou e permaneceu causando estragos. Ao que
parece a nova moradia não agradou ao patriarca que os abandonou na “capital espacial do Brasil” e
retornou para o Seridó. Segundo Antônio Candido (2004, p. 175) “cada sociedade cria as suas
manifestações ficcionais, poéticas e dramáticas de acordo com os seus impulsos, as suas crenças, os
seus sentimentos [...]”, por isso Rastejo causa estreiteza entre o leitor potiguar e o texto literário
quando ele se depara com uma linguagem que representa o seu modo de se expressar, fazendo-o
rememorar palavras, pois recupera vocábulos em desuso. Já para os demais leitores, trata-se de um
livro com uma linguagem marcada por termos característicos do falar regional em uma narrativa
ambientada entre o sertão e o litoral norte-rio-grandense.

Palavras-chave: Romance. Humberto Hermenegildo de Araújo. Regional. 184


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IDENTIDADE E VARIAÇÃO LINGUÍSTICA EM A HORA DA ESTRELA DE


CLARICE LISPECTOR

Maria da Luz Duarte Leite Silva


(UFRN)
lulinhaduarte@hotmail.com
Albert Ítalo Leite Ferreira
(UFERSA)
italo_leite@hotmail.com
Francisco Helton Duarte Leite
(UFRN)
heltonduarte79@hotmail.com

A linguagem é um dos principais meios de interação e comunicação entre os sujeitos, ela é essencial
para o convívio em sociedade. Quando falamos da realidade linguística no Brasil, percebemos que
há uma variedade significativa nos falares do povo desse país, pois na sociedade brasileira, há
diversos falares que são denominados padrão ou não-padrão, formal ou informal, sendo alguns
imbuídos de preconceito. Desta feita, este trabalho tem como objetivo analisar e discutir sobre as
variações linguísticas presente na obra “A hora da estrela” da escritora Clarice Lispector. Como
respaldo teórico para este estudo recorremos a alguns teóricos como: Marcos Bagno (2007),
Bortoni-Ricardo (2004), Travaglia (1996), Possenti (1996), dentre outros. Por fim, percebemos que,
a personagem Macabéa parece ser um sujeito descentrado, com identidade esfacelada, apresentando,
todavia, em sua fala variação linguística, ao que parece contribuir para sua discriminação. Isso
posto, por observarmos que a personagem não possuía domínio de determinadas palavras e/ou
expressões, da língua padrão, tornando-se alvo do preconceito linguístico, por parte do suposto
namorado, bem como das pessoas com a qual convivia.

Palavras-chave: Fala. Preconceito linguístico, Identidade, Variação.


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MACUNAÍMA: O HERÓI SEM NENHUM CARÁTER OU O HERÓI SEM


NENHUM CARÁTER DEFINIDO?

Maria do Socorro Souza Silva


(UERN)
mariadosocorro.uzl@hotmail.com
Ana Paula de Oliveira
(UERN)
anapaulaoliveira055@gmail.com
Maria Lidiana Costa
(UERN)
lidianacosta_@hotmail.com

Este trabalho se preocupou em analisar a figura do herói e do anti-herói na personagem criada por
Mário de Andrade, Macunaíma, o herói sem nenhum caráter. Tendo em vista que, essa obra foi um
marco na literatura brasileira, pois o personagem criado por Mário de Andrade se diferencia de
todos os outros heróis antes já vistos nas escolas literárias. O presente trabalho se torna válido, por
ser essa uma obra do Modernismo brasileiro, que engloba muitos aspectos relevantes de serem
estudados, entre os tais a dialética do localismo e do cosmopolitismo proposta por Antônio Cândido,
a qual está configurada na construção desta personagem complexa e multifacetada. Procuramos
ainda conduzir as discussões sobre a personagem mostrando a composição mista que existe nele,
para tal fim, nos detivemos nos estudos de Souza (2004), Proença (1987) e Cândido (2000) como
forma de apresentar os aspectos múltiplos existentes na figura heroica/anti-heroica de Macunaíma.
Sendo assim, ao final do estudo proposto neste trabalho foi possível perceber que realmente há na
personagem Macunaíma traços de herói e antiherói os quais se justificam pela necessidade do
movimento modernista que visava uma ruptura com os padrões anteriores pré-estabelecidos.

Palavras-chave: Macunaíma. Multifacetada. Herói. Anti-herói.


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A CASA E A RUA: A REPRESENTAÇÃO DO “LUGAR” E DO “NÃO


LUGAR” NO CONTO “A CHAVE NA PORTA” DE LYGIA FAGUNDES
TELLES

Mônica Valéria Moraes Marinho


(UERN)
monicavalmarinho@hotmail.com
Rosaly Ferreira da Costa Santos
(UERN)
rosaly-santos@hotmail.com

Este trabalho objetiva analisar o conto “A chave na porta” da coletânea Invenção e Memória (2009)
de Lygia Fagundes Telles, com foco no espaço ficcional como elemento instigador do fantástico.
Nesta topografia intrigante, a tônica recai sobre os espaços concebidos como “lugares” e “não
lugares”. Sob tal perspectiva, será ressaltada a relação entre o espaço ficcional e as personagens,
sobretudo, como a arquitetura espacial interfere no comportamento e nas ações dos seres ficcionais.
No conto, como ocorre comumente na contística lygiana, há um fenômeno inexplicável sob a ótica
das leis que regem o mundo lógico e racional. Trata-se do extraordinário reencontro entre a
narradora-personagem e um antigo amigo, que, tal como revelado no desenlace da trama, havia
falecido há muitos anos. A personagem feminina peregrina, assim, entre o espaço da rua que é, por
origem, um espaço desorganizado, um “não-lugar”, e, finalmente, o espaço da casa, lugar que
representa o ninho, o aconchego, o berço, conforme noção bachelardiana. O fato insólito surge em
meio a um ambiente aparentemente banal e urbano, em uma noite de Natal, originando polaridades
como estranho/familiar, vida/morte, passado/presente, dentre outras, as quais são instigadoras da
ambiguidade que se espraia em todo o texto. Com tal propósito, tomamos por base o que Calvino
(2011), Ceserani (2006) e Roas (2014) postulam sobre o insólito, bem como o conceito freudiano
(1919) de estranho. No que se refere ao espaço, nos guiamos pelas concepções de Foucault (1984) e
Bachelard (1998) e pelas noções de “lugar” e “não lugar” de Augé (2009).
187

Palavras-chave: Lygia Fagundes Telles; fantástico; espaço; lugar; não lugar.


Página

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O EU-LÍRICO

O SILÊNCIO E O INACABADO EM QUATRO-OLHOS, DE RENATO


POMPEU

Paulo Guilhermino dos Santos


(UFRN)
pauloguilherminosantos@gmail.com

Neste estudo busca-se investigar a presença do silêncio e do inacabado no romance Quatro-olhos


(1976), de Renato Pompeu. Essa narrativa de estreia do escritor paulista tem como temática central
a tentativa angustiada de um escritor que, mesmo debilitado pelo esquecimento, esforça-se para
conseguir relembrar e reescrever um livro seu que foi apreendido durante a ditadura civil-militar
(1964-1985). Para análise da narrativa, utiliza-se por base importantes considerações sobre o signo
do silêncio (BARTHES, 2003) e sobre o conceito moderno de romance inacabado (BAKHTIN,
1998). Nesse ínterim, emprega-se como método analítico a perspectiva sociocrítica (CANDIDO,
2006), buscando averiguar as relações existentes entre o contexto social autoritário vigente e a
mudez e incompletude que se apresentam na obra. Ao final, constata-se que o silêncio surge na
narrativa como indício da atuação violenta dos ditadores e o inacabamento do romance, tanto em
termos metalinguísticos como em termos existenciais, representa a própria incapacidade da obra em
se concluir por causa da censura e da repressão promovida durante os anos de ditadura.

Palavras-chave: Ditadura; silêncio; inacabado; censura; Renato Pompeu.


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O EU-LÍRICO

JORGE DE LIMA E JORGE FERNANDES: UMA REPRESENTAÇÃO


REGIONAL

Paulo Ricardo Fernandes Rocha


(UERN)
prferocha@gmail.com
Rayane Kely de Lima Fernandes
(UERN)
kely.rayane@gmail.com

Jorge de Lima realizou experimentações artísticas, satisfazendo aos moldes do Simbolismo e


Parnasianismo. No entanto, ele aderiu ao Modernismo, deixando também um legado artístico nessa
perspectiva- a moderna, que primava pelo sentimento nativo, à reprodução, por parte do artista, de
sua própria realidade. Em conformidade a Jorge de Lima, houve também Jorge Fernandes, potiguar
autêntico em suas letras, no ato de trazer o Modernismo em terra potiguar. Este trabalho tem por
alvo analisar como Jorge de Lima e Jorge Fernandes, com base no Eu Lírico nos poemas destes,
representaram a própria região, baseando-se no local em que cada um dos poetas estava inserido.
Para o objetivo do trabalho ser atingido, ocorrerá a análise do poema “Inverno”, de Jorge de Lima,
e “Manhecença”, de Jorge Fernandes. Algumas vozes que contribuirão à pesquisa, esta a caráter
bibliográfico: Teles (1987), Bosi (1994), Candido (1976), Alves (2014, 2015), Araújo (1995, 1997),
Cascudo (1998), Rocha (2016). Ao final desta investigação, deverá ser perceptível como cada
poeta- Jorge de Lima e Jorge Fernandes- imprimiu o Modernismo em suas composições poéticas.

Palavras-chave: Modernismo. Jorge de Lima. Jorge Fernandes. Região.


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O EU-LÍRICO

O NARRADOR NOS CONTOS FANTÁSTICOS: “TELECO, O


COELHINHO” E “O PIROTÉCNICO ZACARIAS”, DE MURILO RUBIÃO

Rayane Kely de Lima Fernandes


(UERN)
kely.rayane@gmail.com
Paulo Ricardo Fernandes Rocha
(UERN)
prferocha@gmail.com

O gênero conto está ligado de forma direta ao ato de narrar. O narrador faz a mediação entre o gênero
e o leitor. Esse elemento é importante na análise de qualquer narrativa e é fundamental na criação da
atmosfera dos contos de Murilo Rubião. Identificar não apenas sua posição, (primeira/terceira
pessoa) ou seu tipo, mas seus posicionamentos e visão (ou ausência) diante dos fatos narrados é
indispensável para a compreensão dos contos do referido autor. Neste trabalho, objetivamos analisar
o foco narrativo levando em consideração à modernidade composicional do gênero e a singularidade
do narrador do conto fantástico rubiano, comparando ainda que tipo de narrador ele utiliza em cada
um dos contos que serão cotejados. Para tanto, nosso corpus será composto pelos contos ‘Teleco, o
coelhinho” (1965) e “O Pirotécnico Zacarias” (1974). Como referencial teórico, traremos Gotlib
(1985), Córtazar (2006) e Magalhães Júnior (1972) para tratarmos acerca do conto. Quanto ao
fantástico especificamente, a análise pretendida fundamenta-se em Todorov (2008), mas também em
outros autores que se preocuparam com a evolução do fantástico, como Camarini (2014), que
também trata do foco narrativo no conto fantástico. Além de Furtado (1980) e outros para embasar a
análise do foco narrativo. O primeiro conto tem o narrador em 1ª pessoa, ele faz parte da ação, apesar
de não ser o protagonista. Em contrapartida, o segundo conto tem o narrador em 1ª pessoa, sendo
este o protagonista. Enfim, o autor utiliza o narrador homodiegético e autodiegético, respectivamente.

Palavras-chave: Conto brasileiro contemporâneo. Murilo Rubião. Fantástico. Narrador.


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O EU-LÍRICO

O CONFRONTO ENTRE O ESPAÇO DO POSSÍVEL E DO IMPOSSÍVEL


NO CONTO “NATAL NA BARCA” DE LYGIA FAGUNDES TELLES

Rosaly Ferreira da Costa Santos


(UERN)
rosaly-santos@hotmail.com
Antonia Marly Moura da Silva
(UERN)
marlymouras@uol.com.br

Este artigo é um recorte da dissertação intitulada “Limites e fronteiras: a configuração do espaço


ficcional no conto fantástico de Lygia Fagundes Telles”. Trata-se de uma análise crítica do conto
“Natal na barca” da coletânea História do desencontro (1958) da referida autora, com o propósito de
analisar o espaço enquanto categoria instigadora do fantástico no interior da trama. O tema central
do conto é o drama de duas mulheres que se conhecem em uma estranha barca, em uma noite de
Natal. Nesse micro-espaço, uma mãe carrega no colo um bebê moribundo. No entanto, quando se
pensa que ele já morrera, o menino acorda, sugerindo uma espécie de ressurreição. Assim, eventos
estranhos se espraiam no interior da trama. Fé e ceticismo, natural e sobrenatural, morte e vida,
dentre outras polaridades impossibilitam uma leitura fechada do conto. Para tanto, sobre o espaço,
elegemos as noções de Lins (1976), Dimas (1987), Foucault (1984) e Bachelard (1998). Acerca do
fantástico, guiamo-nos pelas teorias de Ceserani (2006), Roas (2014) e Calvino (2011) e Bessierè
(2009). Nos contos lygianos, os espaços são construídos de forma semelhante ao real. No entanto, o
cotidiano se depara com eventos insólitos que põem em xeque nossa concepção de real. O confronto
entre o possível e o impossível são elementos que se entrelaçam no texto, ratificando, assim, a
natureza do fantástico contemporâneo.

Palavras-chave: Telles; Fantástico; Espaço; Possível. Impossível.


191
Página

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LÍRICO

INFÂNCIA, ESPAÇO E MEMÓRIA EM “ROUPA NO CORADOURO”, DE


JOSÉ J. VEIGA

Samea Rafaela Lopes da Silva Diógenes


(UERN)
saminha_rafaela@hotmail.com

Através deste trabalho propomos analisar o conto “Roupa no coradouro” publicado no livro
Cavalinhos de Platiplanto (1959) do escritor contemporâneo José J. Veiga, com o objetivo de
analisar a configuração do espaço na narrativa, através da visão de uma criança, que é quem relata
os fatos através de suas memórias. No conto, a presença do insólito e da morte, aparece como
iniciação para uma nova fase de amadurecimento da criança que acaba de perder sua mãe. Na
leitura do conto, temos como propósito examinar como os espaços são fortemente marcados na
narrativa, vendo a memória com um abrangente arcabouço social que possibilita através do
ambiente da casa e dos objetos, fazermos inferências de traços que se assemelham a vida do
escritor. Observa-se que José J. Veiga apresenta através da memória uma forma de atenuar a dor da
criança diante das asperezas e dificuldades da vida. Para tanto, nos embasamos teoricamente à luz
dos estudos de Halbwachs (2006), que discute importantes questões sobre a memória, como
também nos estudos de Bachelard (2008) e Brandão (2007), que discorrem sobre a representação do
espaço.

Palavras-chave: Espaço. Memória. Infância. 192


Página

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O EU-LÍRICO

NARRAÇÃO ENTRE MUNDOS EM PAYS SANS CHAPEAU (1997) DE


DANY LAFERRIÈRE

Tarcyene Ellen Santos da Silva


(UFPB)
tarcyene.02@hotmail.com

A presente pesquisa tem como objetivo trabalhar a literatura do autor Dany Laferrière, utilizando as
reflexões sobre o narrador de histórias créole no viés dos estudos culturais das produções
quebequenses-haitianas. Direcionamos nossa atenção, especificamente, ao narrador-protagonista da
obra Pays sans chapeau (1997). A princípio, utilizamo-nos das discussões de Walter Benjamin
(2012) e Adorno (2013) referente ao narrador e a sua problemática na contemporaneidade, com a
finalidade de compreender os fenômenos que ocorrem na referida narrativa e como a tradição pode
se instaurar numa obra do século XXI. Em seguida, refletimos a respeito da contação de histórias
através dos estudos de Glissant (1995) que versam sobre as produções africanas e caribenhas, com a
finalidade de atentar para a permanência da tradição da oralidade na obra. Nesta perspectiva,
buscamos discutir sobre as narrações que acontecem entre os dois mundos que dividem a narrativa,
Pays réel e Pays rêvé, com dois recortes em cada momento. Deste modo, trabalhamos a hipótese de
que as tradições que subsistem nesta produção podem ser aspectos culturais provenientes do
movimento Indigenisme haitiano. Nosso trabalho demonstra que os aspectos desta oralidade
presente na narrativa de Laferrière trata-se, por vezes, de um elemento importante para a
justificação da pluralidade desta obra que é dita “menor”.

Palavras-chave: Narrador contemporâneo, Tradição, Dany Laferrière, Literatura Quebequense


Haitiana.
193
Página

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O EU-LÍRICO

A TOPOÁNALISE NO CONTO CONTEMPORÂNEO BRASILEIRO “O


CAVALO QUE BEBIA CERVEJA” DE JOÃO GUIMARÃES ROSA

Will Wanderkelly de Freitas Ribeiro


(UERN)
willribeiro_02@hotmail.com
Sebastião Marques Cardoso
(UERN)
sebastiaomarques@uol.com.br

O presente trabalho tem por objetivo examinar como Guimarães Rosa, um autor modernista
brasileiro, apresenta a construção do espaço literário no conto “O cavalo que bebia cerveja”,
publicado em Primeiras Estórias (1962). Nesse conto, o enredo evidencia a vivência de um
imigrante italiano que compra uma chácara “meio ocultada” para, nela, viver isolado de tudo e de
todos. Durante a narração, o estrangeiro aparenta esconder algo dentro da sua própria casa, não
permitindo, a princípio, que ninguém adentre tal espaço, causando estranhamento e curiosidade nas
pessoas a sua volta, além de ser mal visto pelo próprio narrador Reivalino Belarmino, que repudia
seu comportamento e seus costumes. O conto de Guimarães apresenta pouca variação de espaço,
mas com relevante significação para o desenvolvimento da narrativa e desenrolar dos fatos que
giram em seu entorno. Para compor o estudo sobre a categoria espacial na narrativa, adotaremos a
contribuição teórica do filosofo Gaston Bachelard (1978), que aponta o estudo do espaço como
topoanálise; Borges (2007), que faz um levantamento da ocorrência do espaço nas narrativas;
Brandão (2013), que expõe os modos pelos quais o espaço é utilizado na análise literária, e Michel
Foucault (1984), que considera que vivemos a época do espaço, do simultâneo e das relações de
vizinhança.

Palavras-chave: Teoria Literária. Literatura Brasileira. Guimarães Rosa. Espaço e Topoanálise.


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Página

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GT 07 – INFORMAÇÃO, CULTURA E PRÁTICAS SOCIAIS

SOCIALIZAÇÃO POR MEIO DO DISCURSO NA FANPAGE MOVIMENTO


VAMOS JUNTAS: IDENTIDADE, EMPODERAMENTO E SUBJETIVIDADES

Bany Narondy Cabral Lima


(UERN)
bany.clic@gmail.com

A conjuntura em que nos encontramos na atualidade mostra que, a cada dia, as relações e trocas entre
indivíduos estão baseadas na mediação promovida pela tecnologia, que resulta no compartilhamento
de interesses, objetivos, informações e narrativas voltadas para a constituição da própria identidade,
aliada a espaços de participação democrática que passam a existir no ambiente de revolução
tecnológica. Mediante este panorama, buscamos neste trabalho discutir a importância da internet no
âmbito da formação individual nos espaços de participação mediados pela internet (CASTELLS,
2000, 2009; LEMOS E LÉVY 1999; LÉVY 2010; RECUERO 2009, 2017), com um recorte voltado
para a fanpage Movimento Vamos Juntas, presente no Facebook, que reacende o debate de cunho
feminista a respeito à solidariedade entre as mulheres. O Movimento Vamos juntas nasce em 2015
com o objetivo de retomar a ideia de irmandade feminina entre as mulheres para que elas se unissem
na rua inibindo, assim, violências como assédio e estupro. A página ganhou popularidade e foi
tomada por uma abundância de relatos de mulheres que buscavam por meio do discurso conseguir se
fortalecer através do compartilhar de seus traumas, promovendo o acolhimento e empatia entre as
leitoras. Portanto, pretendemos discutir o impacto do discurso autobiográfico no fortalecimento das
lutas sociais e empoderamento feminino, por meio da mediação promovida pelos recursos
tecnológicos e
comunicação.

Palavras-chave: sociabilidades, identidades, internet, feminismo, discurso.


195
Página

ISBN: 978-85-7621-221-8
GT 07 – INFORMAÇÃO, CULTURA E PRÁTICAS SOCIAIS

VISIBILIDADE MIDIÁTICA: REFLEXÕES SOBRE A PRÁTICA DA


SELFIE DE RISCO NA CONTEMPORANEIDADE

Camila Prisicila Lopes


(PPGEM/UFRN)
camilaha.lopes@gmail.com
Maria das Graças Pinto Coelho
(PPGEM/UFRN)
gpcoelho8@gmail.com

Diante das transformações nas formas de ver e ser visto, engendradas por conta da multiplicidade de
dispositivos de tela conectados a internet, torna-se perceptível o quanto a visibilidade midiática está
inserida no cotidiano dos sujeitos. A capacidade de produzir e partilhar conteúdos audiovisuais,
imprescindível para o surgimento da sociedade da autopromoção (THOMPSON, 2008) que
vivenciamos nos dias de hoje, expandiu o leque de possibilidades representativas de si na web.
Desta maneira, inúmeras estratégias para fazer-se visível e obter reconhecimento virtual surgem, em
consequência dessas tentativas, práticas sociais associadas a visibilidade também são germinadas na
rede. No vasto leque de modalidades de representação de si na internet, destacamos neste artigo a
prática da selfie de risco. O intuito deste trabalho é aprofundar o conhecimento acerca do
surgimento de uma cultura voltada a visibilidade midiática, discutindo as reconfigurações que esta
tem acarretado no processo de sociabilidade dos sujeitos na contemporaneidade. Além de
empregarmos a pesquisa bibliográfica, analisaremos, por meio de um estudo de caso, um registro
específico de selfie de risco, com objetivo de exemplificarmos a prática e melhor compreendermos
a produção e recepção dessas imagens.

Palavras-chave: Visibilidade midiática. Selfie de risco. Sociabilidade.


196
Página

ISBN: 978-85-7621-221-8
GT 07 – INFORMAÇÃO, CULTURA E PRÁTICAS SOCIAIS

DISCUTINDO A MIDIATIZAÇÃO: REFLEXÕES ACERCA DO CONCEITO


E SUAS IMPLICAÇÕES NA VIDA COTIDIANA

Elenilda Dias de Souza Carlos


(UERN)
ellendiassc@gmail.com

O conceito de midiatização vem sendo debatido por diversos autores em diferentes áreas do
conhecimento. Grosso modo, pode-se dizer que a midiatização é o processo no qual as relações
entre a mídia e a sociedade passam por importantes transformações, no qual a lógica midiática está
cada vez mais presente na vida em sociedade, afetando suas formas de organização e de
funcionamento; e as estratégias e tecnologias até então exclusivas do campo midiático, passam a
compor os cenários de outros campos sociais. O presente trabalho tem caráter bibliográfico e
pretende discutir esse conceito de acordo com diferentes olhares, explicando a transição da
sociedade dos meios à sociedade midiatizada, procurando refletir acerca de seus impactos sobre a
sociedade atual, de como a midiatização vem redesenhando os vínculos sociais, a vida cotidiana e a
própria lógica midiática. O aporte teórico é fundamentado nas ideias de autores como Gomes (2006,
2016), Braga (2012), Fausto Neto (2007, 2012), Sodré (2002), Sgorla (2009), Cardoso Filho (2012),
Paiva (2012) e Santi (2016).

Palavras-chave: Midiatização. Sociedade. Vida Cotidiana.

197
Página

ISBN: 978-85-7621-221-8
GT 07 – INFORMAÇÃO, CULTURA E PRÁTICAS SOCIAIS

DISCURSOS E EMOÇÕES EM DISPUTA: ANÁLISE DOS COMENTÁRIOS


SOBRE O IMPEACHMENT DE DILMA ROUSSEF NA PÁGINA DA VEJA
NO FACEBOOK

Geilson Fernandes de Oliveira


(UFRN)
geilson_fernandes@hotmail.com
Maria das Graças Pinto Coelho
(UFRN)
gppcoelho8@gmail.com

Entendendo a crise política e econômica brasileira como um fato discursivo que tem reverberado
sentidos e práticas diversas, no presente trabalho temos como objetivo promover análises sobre os
comentários feitos em postagem da página do facebook da revista Veja referente ao processo de
impeachment da então presidente Dilma Rousseff, em 31 de agosto de 2016. Os comentários são
referentes ao post intitulado “URGENTE: Dilma sofre impeachment e PT sai do governo após 13
anos”, o qual conforme levantamento e coleta de dados está entre os mais comentados do dia da
cassação de Dilma (com um total de 4249 comentários). Estes são eleitos como objeto empírico de
análise pela sua expressividade e por acreditarmos em seu potencial mobilizador de sentidos e
subjetividades. Metodologicamente, partimos das premissas da arquegenealogia foucaultiana,
considerando as conversações estabelecidas nos comentários como práticas discursivas que
compõem o arquivo de um dado momento, constituído por enunciados que se estabelecem a partir
das relações de saber e poder e se dão a partir de condições de possibilidades históricas. As análises
iniciais em torno desta problemática demonstram a irrupção de emoções e sentimentos em conflito,
haja vista a produção de dissensos que se instauram a partir de formações discursivas que
demonstram um sentido de disputa acerca do processo de impeachment. Com efeito, verifica-se
ainda a irrupção de estados de ânimo em torno das formações discursivas, as quais colocam em cena
o sentimento de raiva e o riso sarcástico.

Palavras-chave: Comentários. Práticas discursivas. Impeachment. Emoções em disputa.


198
Página

ISBN: 978-85-7621-221-8
GT 07 – INFORMAÇÃO, CULTURA E PRÁTICAS SOCIAIS

SER FELIZ HOJE: O CORPO COMO SUPERFÍCIE DE


DISCIPLINAMENTO PARA CONQUISTA DA FELICIDADE

Karla Jane Eyre da Cunha Bezerra Souza


(UERN)
karlabezerra_2004@hotmail.com
João Paulo Pereira
(UERN)
joaopaulo_ow@hotmail.com

A contemporaneidade é marcada pela busca constante dos indivíduos pela felicidade, a mídia vem
incentivar essa busca através da produção e circulação de discursos prescritivos que orientam os
comportamentos dos indivíduos em suas atividades cotidianas e interações sociais. Instaura-se um
estado de felicidade obrigatória, com a imposição de seus múltiplos sentidos e de suas distintas
formas: há uma proliferação de discursos que impõem as diversas representações desse bem-estar
subjetivo para serem perseguidas pelo individuo nas esferas pessoal, profissional, espiritual e
emocional com o auxílio dos manuais de autoajuda, consumidas através das ofertas do mercado de
consumo, restauradas por meio da medicalização das emoções e prometidas pelos discursos
pedagógicos que regulam os cuidados corporais para atender a um padrão estético e obter saúde.
Neste trabalho, pretendemos analisar os efeitos de sentidos e relações de poder-saber presentes nos
discursos que elegem o corpo como superfície de disciplinamento para a fabricação de sujeitos felizes
e de corpos obedientes. Para tal fim, trabalharemos com o suporte teórico e metodológico da Análise
do Discurso (AD) de tradição francesa, mobilizando categorias analíticas propostas por Michel
Foucault, e com os Estudos da Mídia, articulando um diálogo com a AD através de seu representante
Roger Silverstone e a pesquisadora Ana Lúcia de Castro. Elegemos como corpus de nossa pesquisa
algumas capas de diferentes épocas da revista Boa Forma, que traz para seus leitores a noção de
felicidade ligada à corporeidade. É possível afirmar que tais discursos têm como função a
padronização de comportamentos mediante o disciplinamento do sujeito, ou melhor, os sujeitos são
convocados a construir sua felicidade através da construção de uma boa forma corporal, por meio de
199

técnicas que aumentam a docilidade e utilidade do corpo, fabricando um sujeito mais produtivo e
feliz.
Página

Palavras-chave: Felicidade. Corpo. Mídia. Poder. Sujeito.

ISBN: 978-85-7621-221-8
GT 07 – INFORMAÇÃO, CULTURA E PRÁTICAS SOCIAIS

UM CEMITÉRIO QUE FAZ SEU SEGUIDOR MORRER DE RIR: ESTUDO


DE CASO DA GESTÃO DE MARCA DO JARDIM DA RESSURREIÇÃO NO
FACEBOOK

Maria Naftally Dantas Barbosa


(UERN)
naftallydantas2@gmail.com
Washington Sales do Monte
(UFSE)
wsalesmkt@gmail.com

As mídias sociais são ambientes online que além de facilitar a interação entre pessoas, também
permite que empresas utilizem-nas como uma poderosa fonte de comunicação e divulgação de suas
marcas, inclusive as que oferecem serviços considerados indesejáveis, como é o caso de serviços
funerários e cemitérios. O objeto desse estudo é apresentar o Jardim da Ressurreição, um Cemitério
localizado na cidade de Teresina-PI, que vem se destacando no facebook na produção de conteúdos
interativos, irreverentes e bem-humorados. Nesse sentido, surge a necessidade de entender com
mais profundidade como uma empresa que disponibiliza um serviço que normalmente causa medo e
repulsa na população tem conseguido grande destaque e atraído seguidores para sua página. A
pesquisa possui caráter qualitativo e constitui-se em um estudo exploratório, de natureza aplicada. O
método utilizado para coleta de dados foi uma análise de conteúdo da fanpage do Jardim da
Ressurreição e os conteúdos selecionados foram as publicações de datas comemorativas e assuntos
de grande repercussão no Brasil no ano de 2016. Dessa forma, pode ser concluído que além das
postagens divertidas, os apelos publicitários encontrados no conteúdo e a forma como a página se
relaciona com seus seguidores foram as principais causas para o sucesso do cemitério na rede social.
200
Página

ISBN: 978-85-7621-221-8
GT 07 – INFORMAÇÃO, CULTURA E PRÁTICAS SOCIAIS

AS MANIFESTAÇÕES PELO FORA TEMER NAS OLIMPÍADAS: UMA


ANÁLISE CRÍTICA DO DISCURSO JURÍDICO-MIDIÁTICO

Renatha Rebouças de Oliveira


(UERN)
renathareb@gmail.com

Alguns episódios de censura às manifestações políticas marcaram as olimpíadas de 2016, sediada no


Rio de Janeiro. A polícia militar reprimiu os protestos contra o presidente interino Michel Temer,
agindo de forma coercitiva e hostil com o discurso de que estavam trabalhando na aplicação da lei
nº13.284, de 10 de maio de 2016, que dispõe sobre as medidas relativas aos Jogos Olímpicos e
Paraolímpicos de 2016. Althusser na obra Aparelhos Ideológicos do Estado (1989), diz que o
Estado utiliza alguns recursos para garantir sua hegemonia, como a aplicação da violência e da
força, o que ele chamou de Aparelhos Repressivos do Estado (ARE). Com fundamento nas teorias
althusserianas e com base na análise crítica do discurso, essa investigação busca analisar
materialidades linguísticas como forma de buscar indícios que reforcem e apoiem as práticas de
coerção, bem como identificar como o discurso jurídico se materializou na aplicação da censura ao
“Fora Temer” nas olimpíadas. Para tanto analisamos um corpus composto de uma entrevista
veiculada no blog do Fausto Macedo, do jornal O Estadão, com o ex-ministro do Supremo Tribunal
Federal Carlos Velloso, que legitima a censura aos protestos políticos nas olimpíadas, com a
intenção de corroborar com as práticas repressivas do Estado. Na análise discursiva desse artigo
podemos observar que a aplicação da repressão é sustentada e legitimada pelo discurso jurídico, por
meio da referência à lei, e difundido pelo discurso midiático, numa entrevista em um jornal de
circulação nacional.

Palavras-chave: Estado. Repressão. Olimpíadas. Análise do discurso crítica. Fora Temer


201
Página

ISBN: 978-85-7621-221-8
GT 07 – INFORMAÇÃO, CULTURA E PRÁTICAS SOCIAIS

O FENÔMENO DO CONSUMO ENQUANTO ELEMENTO IDENTITÁRIO E


DE SOCIABILIDADE NA CONTEMPORANEIDADE

Shemilla Rossana de Oliveira Paiva


(UERN)
shemillarossana@hotmail.com

Pretende-se ofertar um “sobrevoo”; uma abordagem que permita mostrar algumas perspectivas e
postulações em torno do consumo enquanto fenômeno sociocultural e simbólico. Não é intento, no
entanto, dessas pautas, esboçar todo o itinerário histórico e intelectual do pensamento social acerca da
problemática exposta, nem dar cabo de todos os assuntos presentes em torno deste debate. Trata-se
muito mais de uma empreitada que forneça elementos para um pensamento crítico, nem que em
termos de introito. É consenso entre diversas correntes e autores das Ciências Sociais que estamos
diante de uma nova contextura social, que apresenta aspectos singulares quando comparada a outras
épocas. A aurora dessa mudança de paradigma, que rompe com as manifestações da sociedade
tradicional, suscitou a curiosidade e interesse da Ciência, em especial das Ciências Humanas.
Hipermodernidade, capitalismo tardio, pós-modernidade e modernidade líquida, além de
contemporaneidade (denominação mais genérica e livre), são apenas algumas das alcunhas para essa
nova ordenação social. Todas elas concernem à sociedade contemporânea. Por sua feita, e
diferentemente de outros tempos, a sociedade contemporânea amiúde recebe também como rótulo a
alcunha de “sociedade de consumo”. Segundo Lívia Barbosa (2008, p.12), consumir e utilizar
elementos da cultura material como meio de construção e afirmação de identidades, diferenciação e
exclusão, é fenômeno universal. Conquanto e a despeito da afirmação de que a cultura material e o
consumo são aspectos fundamentais de qualquer sociedade, apenas a nossa tem sido caracterizada
como “sociedade de consumo”. Entrementes, a autora (op. cit.) enfatiza, outrossim, que “consumir e
utilizar elementos da cultura material como elemento de construção e afirmação de identidades,
diferenciação e exclusão social são universais”. Destarte, infere também que o apego a bens materiais
não é característica nem daqueles que são abastados materialmente nem especificidade,
circunscrição, da sociedade contemporânea, mas esteve presente em todas as sociedades. Já autores
como Zygmunt Bauman e Lipovetsky têm visões consideravelmente diferentes acerca do fenômeno
do consumo. Objetiva-se, então, problematizar esses diferentes posicionamentos.
202

Palavras-chave: Consumo. Contemporaneidade. Identidade. Sociabilidade.


Página

ISBN: 978-85-7621-221-8
GT 08 - FORMAÇÃO E PRÁTICAS DE PROFESSORES DE LÍNGUA INGLESA

A EMERGÊNCIA DE EPÊNTESE VOCÁLICA POR APRENDIZES


POTIGUARES DE LÍNGUA INGLESA
Anderson Romário Souza Silva
(UERN)
souzaandersonr@hotmail.com
Clerton Luiz Félix Barboza
(UERN)
Miriam Gurgel da Silva
(UERN)

O objetivo desta pesquisa é analisar a emergência de epêntese vocálica em oclusivas e fricativas


desvozeadas em posição de coda final no falar de aprendizes potiguares de inglês língua estrangeira
(ILE). Para este fim, foi realizado um levantamento teórico sobre a emergência de epêntese no
português brasileiro (PB) e no ILE a fim de delimitar as variáveis que serão analisadas. Este estudo
partiu do seguinte questionamento: quais os fatores linguísticos que favorecem a emergência de
epêntese em oclusivas desvozeadas p, t e k e nas fricativas desvozeadas s e f em posição final no
falar de aprendizes potiguares de língua inglesa? Este estudo baseia-se nas pesquisas de autores
como Câmara Jr. (2000), Collischonn (2003), Gutierres e Guzzo (2012), e Lucena (2012). Um
experimento foi elaborado a fim de analisar qual a influência das variáveis independentes nível de
proficiência, tipo de coda final e contexto fonotático sobre a variável dependente emergência de
epêntese por falantes potiguares de ILE. Este estudo contou com a participação de 18 informantes
potiguares dos cursos oferecidos pelo Núcleo de Línguas da Universidade Federal Rural do Semi-
Árido - UFERSA, no âmbito do programa Idiomas sem Fronteiras. O experimentou consistiu na
leitura de 15 palavras terminadas com oclusivas ou fricativas desvozeadas em posição de coda (p, t,
k, f e s), as quais foram gravadas e depois analisadas utilizando o programa de análise acústica
PRAAT. O teste estatístico de chi-quadrado foi utilizado para verificar se há diferenças
significativas entre as variáveis selecionadas e a ocorrência de epêntese. Como resultado, observou-
se que a variável nível de proficiência influencia significativamente a emergência da epêntese,
estando entre os alunos de nível iniciante o maior número de casos. Em relação aos tipo de coda
final, não foi possível afirmar qual consoante apresentou a maior influência para a emergência de
epêntese, já que o teste retornou diferenças não significativas entre as consoantes analisadas. Ainda
envolvendo a mesma variável, também não houve diferença significativa na ocorrência de epêntese
entre palavras terminadas com consoante ou com a vogal e. Por último, a variável contexto
fonotático também foi considerada não significativa, não havendo influência dos contextos
203

fonotáticos (CVC, CVVC ou CVCC) na emergência de epêntese.


Página

Palavras-chave: Fonologia de uso. Inglês língua estrangeira. Fonética acústica.

ISBN: 978-85-7621-221-8
GT 08 - FORMAÇÃO E PRÁTICAS DE PROFESSORES DE LÍNGUA
INGLESA

CONSTRUÇÃO DA INTERFONOLOGIA DO INGLÊS POR APRENDIZES


BRASILEIROS DE DIFERENTES ABORDAGENS DE ENSINO

Andrea Moniky Morais de Freitas


(UERN)
andreammfd@gmail.com
Clerton Luiz Felix Barboza
(UERN)
clertonluiz@gmail.com

O objetivo deste estudo é caracterizar modelos de aquisição de língua estrangeira enquanto Sistema
Adaptativo Complexo (SAC). Relacionamos a visão holística proposta pela teoria dos SACs com a
aquisição do Inglês Língua Estrangeira (ILE) por aprendizes brasileiros, com foco em compreender
o fenômeno enquanto sistema complexo e não-linear. Assim, as propriedades consideradas na
descrição dos SACs são: agregação, não-linearidade, marcação, diversidade e fluxos; tendo em vista
a associação ao comportamento dos aprendizes ILE no percurso da construção da interlíngua. O
artigo é bibliográfico, discutindo as propostas de Larsen-Freeman e Cameron (2008), Holland
(1995), Geert (2008), Grass e Selinker (2001), Beckner (2014), dentre outros. A perspectiva do
SAC concebe a linguagem como um fenômeno complexo, adaptativo, dinâmico, isso devido a
frequência e forma que é usada, sendo um sistema emergente a serviço da construção de sentido.
Uma vez que a frequência e repetição são critérios estabelecidos na complexidade e fonologia de
uso, a correlação dessas perspectivas será descrita mediante aos estudos da interfonologia dos
aprendizes ILE. Partimos da hipótese de que o modelo de repetição, as teorias que permeiam a
frequência, relacionadas na abordagem audiolingual, se aproximam da concepção do SAC. Dessa
forma, este artigo contribui para os estudos da construção cognitiva dos aprendizes ILE.

Palavras-Chave: Sistema Adaptativo Complexo. Língua Estrangeira. Fonologia de Uso.


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Página

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INGLESA

A LÍNGUA INGLESA NA EJA E SEU PAPEL NA EDUCAÇÃO


PROFISSIONAL

Francisco de Assis Filho


(IFRN - PPCL/UERN)
franciscof444@gmail.com

O ensino de língua Inglesa na EJA tem que ser pensado e trabalhado segundo suas características
teórico-metodológicas próprias, encarando o aluno como aquele que domina o saber calcado na
vivência do cotidiano, na cultura familiar local e regional, consciente de suas dificuldades e
carregando o peso de não ter ido ou permanecido na escola de onde foi excluído. Este trabalho tem
a intenção de apresentar, não só a importância de uma maior atenção no que diz respeito à educação
contextualizada, mas as relações entre educadores e educandos na construção da cidadania e na
busca por uma educação profissional voltada não apenas para o mercado de trabalho, mas para a
vida. Este trabalho é um recorte do que foi abordado na monografia do curso de especialização em
Educação profissional na modalidade EJA do autor deste trabalho. A proposta metodológica para o
ensino da língua Inglesa nas turmas da EJA deve ter uma abordagem essencialmente
contextualizada e interdisciplinar. Justifica-se esse exercício de reflexão e pesquisa sobre a
qualificação e práticas pedagógicas dos professores de Língua Inglesa na EJA porque é a partir
desta educação que começa a ser construída a base de um futuro profissional. Tanto na proposta
curricular (BRASIL, 2001) como nos PCN’s (BRASIL, 1998) a abordagem sociointeracionista
proposta por Vygotsky para o ensino-aprendizagem de língua estrangeira é sugerida. Essa
abordagem pressupõe que a linguagem seja utilizada com a finalidade de estabelecera comunicação
entre as pessoas dentro de um contexto social especifico, privilegiando assim, as praticas sociais.

Palavras-chave: Educação de Jovens e Adultos. Aprendizagem contextualizada. Educação


profissional. Língua Inglesa.
205
Página

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INGLESA

ENSINO DE INGLÊS EM TURMAS NUMEROSAS: CARACTERIZAÇÃO


DO CURSO TÉCNICO DE NÍVEL MÉDIO INTEGRADO EM
INFORMÁTICA

Geraldo Máximo da Silva


(POSENSINO/IFRN)
geraldo.maximo@ifrn.edu.br
Samuel de Carvalho Lima
(POSENSINO/IFRN)
samuel.lima@ifrn.edu.br

O ensino regular de língua inglesa na escola pública no Brasil tem enfrentado grandes dificuldades
para se estabelecer como sólido e eficiente desde o início de sua história. Neste trabalho, propomos
a caracterização da turma recém-ingressa no curso técnico de nível médio integrado em informática
no âmbito da escola pública federal, o Instituto Federal do Rio Grande do Norte, tendo em vista os
elementos constituintes de uma turma numerosa: tamanho, instituição, recursos, tempo, objetivos,
características, grupo e princípios metodológicos (LOO, 2007). Para nossa caracterização,
analisamos os documentos norteadores para a realização do ensino na instituição, a saber: lei de
criação, Projeto Político-Pedagógico, Programa de Trabalho das Disciplinas do Ensino Médio,
edital de ingresso, Organização Didática e programa da disciplina. Além disso, observação e
descrição foram necessárias para a caracterização dos recursos, das características dos alunos e da
coesão do grupo. A interpretação dos dados nos permitiu categorizar a turma do curso técnico em
informática em uma turma numerosa pequeno-média. A partir dessa caracterização, o professor de
inglês pode refletir sobre estratégias para a concretização do ensino significativo e comunicativo em
sala de aula.

Palavras-chave: Turmas Numerosas. Língua Inglesa. Médio Integrado. Curso


Técnico.
206
Página

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INGLESA

METODOLOGIA PARA O ENSINO DE INGLÊS: UMA ANÁLISE


COMPARATIVA DOS PROCEDIMENTOS EM DOIS CONTEXTOS

Janeide Ferreira Dantas


(UERN)
jjaneide@hotmail.com
José Roberto Alves Barbosa
(UERN)
jotaroberto@uol.com.br

O êxito no ensino-aprendizagem de línguas depende de fatores diversos, dentre eles, a adequação do


métodos aos contextos específico. Com base nessa perspectiva, essa pesquisa aborda as diferentes
metodologias do ensino de língua Inglesa que são utilizadas em dois contextos escolares (escola
regular privada e escola de idioma), que tem como objetivo identificar e comparar as metodologias
usadas nesses dois contextos institucionais. A pesquisa é qualitativa, de cunho etnográfico, com
base Barbosa (2014), e ainda está inserida numa pesquisa interacional, que segundo Richards e
Rodgers (2001), favorece a identificação de abordagens, bem como dos métodos e procedimentos
predominantes na sala de aula. Os principais autores para o nosso embasamento teórico foram Leffa
(1998), Oliveira (2014), Richards e Rodgers (2001), Crystal (2003) e Almeida Filho (2008). Após
as análises, a predominância do Método Gramática e Tradução na Escola Regular ficou em
evidência devido aos procedimentos e atividades adotadas pelo professor, e na Escola de Idiomas a
Abordagem Comunicativa prevaleceu, considerando os procedimentos e o enfoque nas quatro
habilidades utilizadas nas aulas de língua inglesa. Após analisar esses étodos/abordagens nesses
contextos, concluirmos que a adequação desses, dependendo do contexto, é de fundamental
importância para o êxito no processo ensino/aprendizagem da língua inglesa.

Palavras-chave: Abordagem. Método. Aula. Inglês. Contexto.


207
Página

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INGLESA

CONHECIMENTO PRÉVIO E LEITURA: O GÊNERO CHARGE E SUAS


IMPLICAÇÕES PARA A PROMOÇÃO DE LETRAMENTOS NA AULA DE
INGLÊS

Karliane Gomes da Silva


(UERN)
karliane_gomes@hotmail.com
Jorge Luis Queiroz Carvalho
(UERN)
jorge_carvalho15@hotmail.com

A presente pesquisa teve como objetivo diagnosticar o conhecimento prévio que os alunos recém-
chegados ao ensino médio detêm acerca do gênero charge e discutir práticas e eventos de letramento
com a charge na aula de língua inglesa. Este estudo visa contribuir com reflexões para o ensino de
leitura através de uma análise descritiva-interpretativa que seguiu uma abordagem quali-
quantitativa. O trabalho trata-se de uma pesquisa-ação que teve como população alunos da 1º série.
Como ferramenta de pesquisa, coletamos os dados a partir de questionários a fim de analisar o
conhecimento dos alunos sobre o referido gênero. Para a discussão teórica buscamos nomes como
Bakhtin ([1979] 2003) e Marcuschi (2005), que abordam os gêneros discursivos, assim como em
Kleiman (2005) e Soares (2000), que conceituam o letramento e a sua relevância para a sala de aula.
Nos remetemos, ainda, aos estudos de Romualdo (2000) e Pereira (2006) que caracterizam a charge.
Através dos questionários constatou-se que os alunos apresentaram reflexões significativas sobre
esse gênero e pudemos ter acesso ao conhecimento que os alunos possuem acerca de diferentes
aspectos: características textuais, funções sociais, conteúdo temático, espaços de circulação e
público alvo. Além disso, constatou-se que os alunos interagem socialmente por meio de práticas de
letramento com a charge também no espaço não-escolar. Entendendo a língua inglesa como uma
língua que possibilita o acesso a diferentes informações, ponderamos que o trabalho com o gênero
charge possibilita estimular a capacidade crítica, assim como formar opiniões acerca de questões
sociais de interesse local ou global.
208

Palavras-chave: Ensino. Língua Inglesa. Letramento. Charge. Gêneros multimodais.


Página

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GT 08 - FORMAÇÃO E PRÁTICAS DE PROFESSORES DE LÍNGUA
INGLESA

O USO DO GÊNERO CARTÃO POSTAL NO ENSINO DA ESCRITA EM


LÍNGUA INGLESA: UMA PROPOSTA DE SEQUÊNCIA DIDÁTICA

Márcio Simão do Nascimento Mendes


Escola Estadual Aida Ramalho Cortez Pereira
marciosnm@gmail.com
Kledson Luã da Silva Honório
(UERN)
kledson.luan@hotmail.com
Maria Adriana Sousa Moraes
(UERN)
adrianamorais727@gmail.com

Este trabalho visa apresentar um projeto desenvolvido em sala de aula com alunos do terceiro ano
do Ensino Médio da Escola Estadual Aída Ramalho Cortez Pereira (EEARCP), baseando-se no
modelo de sequência didática apresentado por Shneuwly e Dolz (2004) para trabalhar com produção
escrita. Essa proposta foi elaborada durante as observações do Programa Institucional de Bolsas de
Iniciação à Docência (PIBID) financiado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de
Nível Superior (CAPES), com o subprojeto de Letras/inglês na UERN – UERN. Trabalhamos o
gênero Cartão Postal na aula de leitura e, em seguida, através de sequência didática, foram dadas as
orientações para a produção escrita. Durante a sequência didática, foi apresentado uma situação de
comunicação para contextualizar a primeira produção. A partir dos erros cometidos nesse primeiro
texto, fizemos um módulo para trabalhar a escrita de endereços em inglês e, logo após esse módulo,
os alunos fizeram a produção final e a culminância, que se deu com a entrega dos cartões em uma
caixa de correio na escola. Procuramos com esse projeto incentivar o trabalho da escrita em língua
inglesa de forma contextualizada e despertar nos alunos o interesse pelo estudo dos gêneros, não só
para o desenvolvimento da escrita, mas também em outras habilidades, seja na língua estrangeira ou
materna.
209

Palavras-chave: Escrita. Gêneros Textuais. Sequência Didática. Cartão-postal.


Página

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GT 08 - FORMAÇÃO E PRÁTICAS DE PROFESSORES DE LÍNGUA
INGLESA

REFLEXÕES ACERCA DA RELAÇÃO ENTRE A PRÁTICA DO


PROFESSOR DE LÍNGUA INGLESA COM AS ABORDAGENS DE ENSINO

Miriam Gurgel da Silva


(UERN)
miriamgsax@hotmail.com
Clerton Luiz Felix Barboza
(UERN)
Anderson Romário Souza Silva
(UERN)

Este trabalho tem por objetivo observar as relações dialógicas entre as crenças e pressupostos
estabelecidos acerca da abordagem de um professor de língua inglesa como segunda língua e
confrontadas com sua prática em sala de aula. A metodologia usada é a pesquisa bibliográfica e a
interpretação de dados por meio de relatos do professor envolvido na pesquisa. O referencial teórico
está embasado nas pesquisas em linguística aplicada como Almeida Filho (2008), Leffa (1988), e
Souza (2006). No primeiro momento será discutido a relação entre abordagem e método, bem como,
os diferentes modelos que explicam a relação entre os termos. No segundo momento serão
relacionados dois tipos de abordagem de ensino de línguas, a saber: abordagem
tradicional/funcionalista e abordagem comunicativa/interacionista. Por fim, faremos a relação entre
as abordagens do professor e sua práxis. Os resultados mostram que as crenças e concepções do
professor observado refletem fortemente na sua prática em sala.

Palavras-chave: Abordagem. Crenças do professor. Prática pedagógica


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O LÚDICO NO ENSINO DE LÍNGUA INGLESA

Valério Silveira de Góis


(UERN)
valeriodegois@hotmail.com

O presente trabalho faz uma análise teórica sobre o ensino-aprendizagem da Língua Inglesa, como
também, a ênfase do lúdico neste processo. O objetivo principal é acentuar os diversos aspectos da
ludicidade como fonte impulsionadora do processo de aprendizagem e desenvolvimento. Portanto,
buscam-se estabelecer conexões importantes entre o lúdico e o ensino da Língua Inglesa, tendo, como
base, pensadores que defendem o ensino através do lúdico. Serão destacados com mais ênfase neste
trabalho Vygotsky e Kishimoto que valorizam o lúdico como ferramenta pedagógica que exerce uma
função fundamental no que diz respeito ao desenvolvimento da criatividade, iniciativa, autonomia,
cooperação e interação com o meio, como também da apropriação do significado. Além disso, trata-
se do processo ensino-aprendizagem de uma língua estrangeira, enfocando a motivação, as estratégias
de ensino e a competência comunicativa. Finalmente, o presente trabalho contém algumas sugestões
práticas, tais como, o uso da internet como ferramenta de aprendizagem da Língua Inglesa com o
intuito de tornar mais eficaz o trabalho do professor.

Palavras-chave: Lúdico. Língua Estrangeira. Processo de aprendizagem. Internet.

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SEQUÊNCIAS DIDÁTICAS NO ENSINO MÉDIO: ENSINO DE ESCRITA


COM O GÊNERO SINOPSE

Vanessa Raíssa Benevides Oliveira


(UERN)
vanessarbenevides@hotmail.com
Everton Moura dos Santos
Escola Estadual Governador Dix Sept Rosado
evertoniso9000@gmail.com
Lauany Christina da Fonsêca
(UERN)
lauany_christina@hotmail.com

Não é novidade que o ensino de línguas através dos gêneros textuais/discursivos é uma das, se não a
mais, eficazes ferramentas para essa modalidade de ensino. Esse trabalho relata a experiência da
aplicação de uma sequência didática com o gênero textual Sinopse, em uma escola estadual do
município de Mossoró. A intervenção foi feita por meio do Programa Institucional de Bolsa de
Iniciação á Docência (PIBID/CAPES). O gênero foi utilizado para atividades voltadas para a
habilidade de escrita. Nosso apoio teórico se baseou nos autores Schneuwly e Dolz (2004), no que se
diz respeito as sequências didáticas, Luiz Antonio Marcuschi (2003; 2008) e Irandé Antunes
(2002;2009) no que se diz respeito aos gêneros textuais. A sequência didática durou praticamente um
bimestre todo, desde a apresentação do gênero à produção final. Enfrentamos algumas dificuldades
no decorrer do processo de aplicação por diversos fatores, a falta da ênfase no ensino de escrita de
língua estrangeira pode ser considerada a maior delas, mas enfrentamos também diversos problemas
técnicos, ou seja, falta de equipamentos oferecidos pela escola, que eram necessários em algumas
aulas. Mesmo diante de diversas dificuldades, conseguimos aplicar nossa sequência didática e
conseguimos resultados satisfatórios.

Palavras-chave: Gêneros textuais. Ensino de línguas. Sequências didáticas. Habilidade de escrita.


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O USO DOS GÊNEROS TEXTUAIS/DISCURSIVOS NAS AULAS DE


LÍNGUA INGLESA DO ENSINO MÉDIO

Vanessa Raíssa Benevides Oliveira


(UERN)
vanessarbenevides@hotmail.com
Adriana Morais Jales
(UERN)
adrianajales@hotmail.com

O ensino de línguas através dos gêneros textuais/discursivos é um assunto que vem sendo bastante
abordado ultimamente. Resolvemos trabalhar essa temática devido sua importância para o ensino de
línguas e por tudo que tem a acrescentar. Nosso trabalho foi realizado em uma Escola Estadual no
município de Mossoró-RN durante um período de três semanas nas quais pudemos coletar dados
durante as aulas para responder as nossas questões de pesquisa. Destacamos os estudos de Bakhtin
(2003), Marcuschi (2003; 2008), Antunes (2002; 2009), Koch e Elias (2012; 2014) e Schneuwly e
Dolz (2004) nos quais buscamos apoio teórico. Dois dos quatro objetivos de nossa pesquisa
obtiveram êxito, outros dois não foram concluídos com o mesmo sucesso que os outros. Com essa
pesquisa, percebemos que os gêneros estão presentes nas aulas sim, mas sua funcionalidade e
características não estão sendo exploradas e/ou estudadas, e no que se diz respeito ao ensino das
quatro habilidades (ler, escrever, ouvir e falar), acreditamos que muito tem a ser melhorado nesse
ponto ainda, pois as aulas ainda estão fortemente ligadas ao ensino de memorização de regras
gramaticais. O que ficou claro para nós é que o uso de gêneros no ensino sempre existiu e sempre
irá existir, afinal, todo texto se caracteriza em um gênero, o que precisa mudar é a forma como esses
gêneros estão sendo orientados e enfatizar o ensino das quatro habilidades, o que é fundamental
para o ensino de línguas, seja ela materna ou estrangeira.

Palavras-chave: Gêneros textuais/discursivos. Ensino de línguas. Habilidades linguísticas.


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ABORDAGEM COMUNICATIVA DE ENSINO DE LÍNGUAS: UMA


QUEBRA DE PARADIGMAS

Wanderley da Silva
UERN/ Universidade Americana/Instituto IDEIA
wanderteacher@uol.com.br

Esta pesquisa objetivou uma analise histórica da Abordagem Comunicativa de Ensino de Línguas –
Communicative Approach – e sua fundamentação teórica. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica,
seguindo uma abordagem quantitativa. Insere-se no paradigma teórico da Linguística Aplicada,
direcionada às abordagens de ensino da língua como prática social discursiva. Realizou-se uma
pesquisa bibliográfica sobre a Abordagem Comunicativa, uma abordagem discursiva de ensino de
língua estrangeira (L2), que enfatiza a língua enquanto uso, como um evento comunicativo. A
Abordagem Comunicativa surgiu no fim da década de 1970 e início da década de 1980, marcando
uma mudança profunda nos paradigmas de ensino de línguas no século 20, e seus princípios
continuam largamente aceitos hoje em pleno século vinte e um, sendo até mesmo um problema real
definir a AC devido às várias interpretações existentes para essa abordagem. Trata-se, portanto, a
AC, de um vasto conjunto de teorias e doutrinas sobre a natureza da língua e seu ensino e
aprendizagem, sendo uma abordagem que realça fundamentalmente as propriedades comunicativas
da língua, com aulas caracterizadas pela autenticidade, simulação de situações reais e tarefas
significativas. Hoje, ainda há uma continuação desses princípios da natureza social, cultural e
pragmática da língua, utilizando-se da comunicação da vida real em sala de aula, com materiais
autênticos que levem não a uma exatidão estrutural da língua alvo, mas à fluência linguística e à
proficiência comunicativa. Como Referencial teórico se utilizam autores como Brown (2007), Leffa
(1999), Sánchez (2000), Widdowson (1978), Richards & Rodgers (2013), Harmer (2007), e Nunan
(2004), entre outros.

Palavras-Chave: Abordagem Comunicativa. Ensino de línguas. Língua Estrangeira.


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INGLÊS INSTRUMENTAL: HISTÓRICO E PRESSUPOSTOS TEÓRICOS

Wanderley da Silva
UERN/ Universidade Americana/Instituto IDEIA
wanderteacher@uol.com.br

Esta pesquisa objetivou analisar a origem do inglês instrumental – English for Specific Purpose
(ESP) e seus pressupostos teóricos. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica, seguindo uma abordagem
quantitativa. Insere-se no paradigma teórico da Linguística Aplicada, direcionada ao ensino
discursivo de leitura como prática social discursiva. Realizou-se uma pesquisa bibliográfica sobre o
ESP, conhecido no Brasil como Inglês Instrumental, que se trata de uma abordagem comunicativa
discursiva de leitura, direcionada aos propósitos específicos de uma determinada comunidade
discursiva. O ESP ou Inglês Instrumental é uma vertente da Abordagem Comunicativa de ensino,
com o foco em apenas uma habilidade, na maioria das vezes a habilidade de leitura, no entanto, pode
se remeter a qualquer uma das habilidades linguísticas, dependendo da necessidade do aluno. Na
habilidade de leitura, focaliza o ato da leitura através de estratégias de leitura, considerando a língua
enquanto uso, em uma abordagem comunicativa funcional, procurando desenvolver nos alunos a
habilidade de ler textos autênticos em sua área em língua inglesa, mesmo sem dominar as demais
habilidades linguísticas. No mundo moderno, o ESP se instituiu como área de ensino de inglês na
década de 1960, e, no Brasil, surgiu na década de 1970, quando a professora Celani coordenou a
introdução do inglês instrumental em um processo que abrangeu universidades e escolas técnicas,
culminando com o projeto de ESP desenvolvido na PUC-SP. Como Referencial teórico se utilizam
autores como Brown (2007), Leffa (1999), Sánchez (2000), Guandalini (2002), Richards & Rodgers
(2013), Holmes (1983), Ramos (2005), entre outros.

Palavras-Chave: Ensino de Leitura. Inglês Instrumental. Abordagem Comunicativa.


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USO DE SEQUÊNCIA DIDÁTICA PARA O ENSINO DA HABILIDADE DE


ESCRITA EM LÍNGUA INGLESA COM O GÊNERO TEXTUAL E-MAIL

Wanessa Lidiane da Costa Lopes


(UERN)
wanessalidiane93@gmail.com
Márcio Simão do Nascimento
(UERN)
marciosnm@gmail.com

O objetivo desta proposta de atividade foi trabalhar a habilidade de escrita assim como está previsto
no edital do PIBID para o ano de 201 Tal pesquisa fundamentou-se no modelo descrito por
SCHNEUWLY & DOLZ, 2004 com o uso de gêneros textuais, na forma de sequência didática. Está
pesquisa fez parte da ação do projeto desenvolvido dentro do PIBID de Letras Língua Inglesa da
Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, na cidade de Mossoró. Dessa forma, a pesquisa
foi aplicada na Escola Estadual Aída Ramalho Cortez Pereira numa turma de 1° ano de Ensino
Médio o turno matutino, com alunos de faixa etária entre 14-17 anos de idade. Para o
desenvolvimento e aplicabilidade da atividade proposta, foi necessário fazer observações das aulas
ministradas na disciplina de língua inglesa, a partir daí, pôde-se desenvolver a atividade.
Trabalhamos dentro destas sequências o gênero de escrita e-mail. Para isso, buscou-se testar a
eficácia ou não do uso de sequências didáticas para o ensino da habilidade de escrita. Com a
obtenção dos resultados a partir da aplicação e análise das avaliações obtidas com a proposta dessa
atividade, pudemos reconhecer a eficiência desse método e das abordagens sugeridas por
SCHNEUWLY & DOLZ, 2004. Com o resultado em mãos, construímos uma atividade que servirá
para o uso dos docentes, e como forma de incentivo para o ensino da habilidade de escrita para
alunos do Ensino Médio. Dentro desta Sequência desenvolvemos módulos com o intuito de
trabalhar as dificuldades dos alunos por partes, de forma gradativa, a fim de obter melhores
resultados. E, dessa maneira, pudemos observar e concluir a eficácia do modelo de escrita proposto.

Palavras-chave: Gêneros Textuais, Sequência Didática, E-mail, Escrita.


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TESTEMUNHOS NA CNV: A CONSTRUÇÃO DA VERDADE POR


SUJEITOS VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA DA DITADURA NA INFÂNCIA

Camila Praxedes de Brito


UERN/PPCL/GEDUERN
milahpraxedes@hotmail.com
Francisco Paulo da Silva
UERN/PPCL/GEDUERN
f.paulinhos@uol.com.br

O presente artigo consiste em um recorte de dissertação de mestrado, vinculada ao Programa de Pós-


Graduação em Ciências da Linguagem – PPCL/UERN, e tem como objeto verificar como a memória
e a emoção contribuem para a constituição da verdade e dos sujeitos que sofreram violência na
infância, durante o período da ditadura no Brasil. Para analisarmos de que maneira essas experiências
contribuem para a construção desses sujeitos sociais e de suas verdades, selecionamos testemunhos
do arquivo da Comissão Nacional da Verdade - CNV, colhidos entre os anos de 2013 e 2014. Do
ponto de vista epistemológico, a pesquisa insere-se no campo da Análise do Discurso de tradição
francesa, resgatando os conceitos de sujeito, formação discursiva e verdade desenvolvidos por Michel
Foucault (2008; 2010; 2014), como também as concepções de memória e testemunho presentes nos
estudos de Ricoeur (2009), e os estudos sobre as emoções de Camps (2012) e Damásio (2011), dentre
outros autores. Nesta perspectiva, notamos que, as experiências traumáticas vivenciadas por essas
crianças, hoje adultos, contribuíram para a construção dos sujeitos do presente e para a instauração da
verdade, por meio da recontação da história, demonstrando, assim, quão importante é o papel da
memória e das emoções desses sujeitos, que retornam ao passado para inscrever uma nova história do
presente – aquela que retorna o passado para que mais não se repita- por meio dos testemunhos
prestados à CNV.

Palavras-Chaves: Discurso. Ditadura. Memória. Emoção. Testemunho. Verdade.


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GT 09 - SUJEITO E COTIDIANO

MARCELO NUNES COELHO: ESTUDO DE UM CASO IMPROVÁVEL DE


SUCESSO ESCOLAR

Ciro Oliveira Ferreira


(UERN)
cirozulu@hotmail.com
Maria Marlene de Oliveira Ferreira
(SEDUC – Ceará)
cirozulu@gmail.com

O presente artigo apresenta um estudo de um caso improvável de sucesso escolar, a partir da teoria
de herdeiro de Bourdieu (1964). Na tentativa de se fugir dos inúmeros trabalhos sobre o fracasso
escolar, neste, investigou-se a trajetória pessoal e profissional, através de entrevista, de um
Professor Doutor, filho de pais com pouco ou nenhum estudo, a fim de identificar situações e/ou
acontecimentos que influenciaram positivamente sua trajetória escolar e acadêmica. A análise do
material se deu com base nos estudos do Locus de Controle (Rotter) e a da Teoria do
Reconhecimento (Hegel e Honneth). Constatou-se que o sujeito estudado atendeu às teorias
utilizadas na realização da pesquisa. Ao se analisar este caso isolado de sucesso escolar de um não-
herdeiro, foi possível reconhecer que o sujeito supracitado apresenta locus de controle interno.
Assim como se comprovou que ele teve as três esferas de reconhecimento (de amor, de direitos e da
solidariedade) atendidas. Essas comprovações foram determinantes para se entender o caminho que
ele traçou até os estudos de Pós-Graduação/ Doutorado.

Palavras-chave: Locus de controle. Teoria do reconhecimento. Sucesso escolar. Herdeiro. 218


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VOZES DO SERTÃO: CULTURA, IDENTIDADE E LITERATURA DE


CORDEL

Ênia Ramalho dos Santos


(UERN)
enia.ramalho@hotmail.com
Lilian de Oliveira Rodrigues
(UERN)
rodrigueslilian@yahoo.com.br

Este trabalho tem por objetivo abordar algumas discussões relativas a conceitos e ideias sobre cultura
e identidade cultural, bem como refletir sobre esses dois elementos e suas relações com a literatura de
cordel, tomada como uma representação da cultura e da identidade do sertanejo nordestino. O
presente artigo trata-se de uma parte integrante de uma pesquisa em desenvolvimento realizada pelo
Mestrado Profissional em Letras – PROFLETRAS/ Assu. Assim sendo, faremos um breve percurso
histórico sobre os estudos culturais apresentado por Hall (2003), a fim elucidar algumas noções sobre
o tema, estabelecendo um diálogo com as ideias de Bauman (2005). Ampliando o universo de
discussão, discorreremos sobre o âmbito da cultura popular proposto por Canclini (1989) e Ayala e
Ayala (1987). Nesse contexto, aportaremos pelo viés da literatura de cordel como manifestação da
cultura popular nordestina, defendida aqui como representativa dos jeitos e sotaques do sertanejo
nordestino. Para tanto, utilizaremos como suporte teórico, estudiosos como Abreu (1999), Terra
(1983) e Cavignac (2006).

Palavras-chave: Cultura. Identidade. Literatura de cordel. 219


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VARIANTES LINGUÍSTICAS: UM ESTUDO SOBRE DIFERENTES


LINGUAGENS EM MEIO Á FEIRA LIVRE DE PATU

Fernanda Gomes Filgueira


(UERN)
fernanda20221@hotmail.com
Fabiana Gomes Filgueira
(UERN)
Antonina Roberta Menezes
(UERN)

O presente artigo tem como foco o estudo dos padrões de comportamento linguístico observáveis em
meio á feira livre da cidade de Patu-RN, colhendo informações no cotidiano dos falantes,
evidenciando a diversidade linguística presente na fala das pessoas que frequentam esse espaço. Para
isso, nos fundamentamos nas teorias que visam a sociolinguística como uma vertente da linguística
que se propõe a estudar a língua em uso nas comunidades de fala, contextualizando aos aspectos
linguísticos, culturais e sociais; procura estabelecer as fronteiras entre os diferentes falares de uma
língua. Para tanto, esta pesquisa se caracteriza como sendo qualitativa do tipo estudo de campo, em
que foram feitas observações. Para fundamentar o nosso pesquisa faremos aporte de Bagno
(2001)Araújo (2012), Lucchesi e Calvet (2002). Constatamos que há uma variação linguística na fala
dos feirantes, pois os mesmos utilizam termos adquiridos no convívio social o que nos faz perceber a
heterogeneidade da língua.

Palavras-chave: Variação linguística. Fala. Feira livre.


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FRANCISCO DE ASSIS E A RESISTÊNCIA À NORMOSE

Joscelito Marques Ferreira


(UERN)
joscelitomarques@hotmail.com
Karlla Christine Araújo Souza
(UERN)
karlla_chris@yahoo.com.br
Ailton Siqueira de Sousa Fonseca
(UERN)
ailtonsiqueira@uol.com.br

O presente artigo visa esclarecer qual a verdadeira face da normose, quais os prejuízos que esta
patologia traz aos seres humanos e como podemos resistir às suas formas de manipulação social.
Uma resistência que deve começar em cada ser humano que se entende protagonista de sua história.
Para tanto, destacaremos também nesta pesquisa aspectos do pensamento e da práxis de Francisco
de Assis, um sujeito que não se deixou dominar pela patologia de ser normal, de permanecer na
mesmice, de realizar tão somente o que a sociedade recomenda, abrindo mão de sua singularidade.
Uma figura seminal que carrega uma gama de profundos ensinamentos e princípios que nos
ajudarão a encontrar respostas e soluções para a crise desta sociedade pós-moderna mergulhada na
normose. Para refletirmos sobre estas questões, trazemos como suporte teórico alguns conceitos dos
filósofos e pensadores: Edgar Morin, Zygmunt Bauman, Leonardo Boff, Boris Cyrulnik, Pierre
Weil, Jean-Ives Leloup e Roberto Crema.

Palavras-chave: Complexidade, Francisco de Assis, Resistência, Normose.


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ENTRE A PROTEÇÃO DA SALA E O CALOR DO CHÁ: O DISCURSO DO


AMOR E DO DESAMOR EM BORDADOS

Maria Adriana Nogueira


(UERN)
nogadriana@yahoo.com.br
Sebastião Francisco de Mesquita
(UERN)
seb_rf@hotmail.com
Geilson Fernandes de Oliveira
(UFRN)
geilson_fernandes@hotmail.com

Nosso propósito, neste ensaio, é refletir acerca do discurso amoroso no texto literário. Para isso,
elegemos a narrativa gráfica Bordados (2010), da escritora iraniana Marjane Satrapi. Valorizando a
configuração da obra, uma narrativa autobiográfica, repleta de marcas de subjetividade, no qual
reúne depoimentos de várias mulheres iranianas, agregadas à família de Satrapi, que se reúnem na
sala – espaço doméstico, reservado às rodas de conversa em que se compartilha o chá – preparado
nos moldes da tradição do Irã. Por meio de nossa análise, evidencia-se que apesar do rigor religioso
do seu país, essas mulheres buscam o amor em suas vidas e a emancipação sexual, ainda que às
escondidas. Suas experiências amorosas e sexuais surpreendem, ao se considerar os estereótipos da
mulher do Irã, já que a sexualidade feminina é percebida como um assunto tabu naquela sociedade,
onde a religião intervém de forma direta no estado, regulando comportamentos e valores, sobretudo,
no comportamento feminino.

Palavras-chave: Discurso amoroso, Feminino, Intimidade, Resistência, Bordados.


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O ROMANCE E O FEMININO EM LENDO LOLITA EM TEERÃ, DE AZAR


NAFISI

Maria Adriana Nogueira


(UERN)
nogadriana@yahoo.com.br
Sebastião Francisco de Mesquita
(UERN)
seb_rf@hotmail.com
Pâmella Rochelle Rochanne Dias de Oliveira
(UERN)
pamella_rochelle@hotmail.com

Nosso propósito, neste ensaio, é refletir acerca da literatura de autoria feminina contemporânea, à luz
da teoria literária Bakhtiniana (1990), no qual propõe compreender a literatura como um fenômeno
estético totalmente articulado com o contexto cultural. Dentro desse pensamento teórico travamos um
fecundo diálogo com os Estudos culturais, no qual abrangem tanto o pensamento feminista quanto a
teoria pós-colonial. Para isso, elegemos a obra da escritora iraniana Azar Nafisi, Lendo Lolita em
Teerã (2009). Narrativa, a qual gira em torno da história de sete mulheres que se reúnem
secretamente na casa da professora, Azar Nafisi, durante o período de dois anos, para explorar a
literatura ocidental proibida em seu país. Entre a ficção e a realidade essas mulheres aproveitam para
compartilhar seus medos, seus dramas pessoais e ousadias, e, sobretudo, sua sobrevivência e
resistência ao regime do islamismo. Ao contemplar uma multiplicidade de vozes femininas, o
presente ensaio abre frestas para que enxerguemos a pluralidade da mulher islâmica como sujeitos
atuantes de sua história.

Palavras-chave: Romance, Literatura feminina, Resistência, Azar Nafisi.


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A UTILIZAÇÃO DOS ESPAÇOS CULTURAIS DE MOSSORÓ-RN,ENTRE


OS JOVENS DE 15 ANOS A 19 ANOS DE IDADE

Osvaldo da Cunha
(UERN)
osvaldo_professor@hotmail.com

O Referido projeto em estudo tem como objetivo pesquisar sobre os espaços culturais de Mossoró-
Rn, frequentados pelos nossos jovens entre 15 anos e 19 anos de idade, além de avaliarem os espaços
culturais oferecidos pelo poder público e privado que vão desde da praça de alimentação, Shopping,
Memorial da resistência, corredor Cultural e o Teatro Dix Rosado. Como também discutir o conceito
de espaço cultural e como os mesmos identificam em sua cidade. Tendo como objeto de estudo: Os
espaços culturais de Mossoró-RN, são frequentados pelos nossos jovens? Esse projeto teve sua
origem nas discussões da disciplina Geografia onde se analisava o conceito de espaço cultural
discutido pela própria Geografia. No entanto, o espaço é entendido segundo Serpa, (2008), como
uma questão fundamental e unificadora da geografia como também o conceito de cultura: “é todo
aquele complexo que inclui o conhecimento, as crenças, a arte, a moral, a leis costumes e todos os
hábitos e capacidades adquiridas pelo homem de uma sociedade, ” (B. Tylor,1982). Tomando como
metodologia a pesquisa qualitativa, entrevista com jovens que frequentam esses ambientes sociais.
Além de teóricos que discutem o conceito de espaço cultural na sociedade contemporânea conforme
Haesbaert (2005), que discute espaço cultural, vivências, imaginações e representações, além de
Santos (1996) que define o espaço como algo que se constroem por meio da cultura que homem
constroem por meio da sua identidade cultural.

Palavras-chave: Espaço Cultural, subjetividade, sujeito e identidade.


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SUBJETIVIDADE E AMOR NO TINDER: UMA ANÁLISE SOBRE A


CONSTRUÇÃO DOS LAÇOS HUMANOS NA CONTEMPORANEIDADE

Pamella Rochelle Rochanne Dias de Oliveira


(UERN)
pamella_rochelle@hotmail.com
Fábio Rodrigo Fernandes Araújo
(UERN)
fernandes.herodoto@ig.com.br
Geilson Fernandes de Oliveira
(UFRN)
geilson.fernandes@gmail.com

Por muito tempo o amor foi considerado combustível para o desenvolvimento das relações
interpessoais, bem como para continuação e manutenção da formação da família, muito embora os
atos de apaixona-se e relacionar-se com o amante, bem como, com a própria ideia de amar, tenham
sofrido alterações ao longo do tempo. Partindo dessa perspectiva, o presente artigo é fruto de uma
etnografia virtual que tem como corpus de análise entrevistas desenvolvidas com usuários do
Tinder; aplicativo de relacionamento; da cidade de Mossoró/RN, com o objetivo de discutir sobre a
questão do amor e dos relacionamentos afetivos na contemporaneidade, de forma a percebê-los
como agentes importantes para a percepção dos sujeitos e de suas subjetividades, bem como para a
elaboração e manutenção da própria estrutura social. Para tanto, iniciaremos com uma discussão
acerca da modernidade, problematizando o atual momento no qual muito se fala sobre seu fim, e por
consequência, diversas nomenclaturas surgem, entre elas pós-modernidade (Hall, 2004),
modernidade tardia (Giddens, 1991/1993) e modernidade líquida (Bauman, 2004). Para num
segundo momento nos determos de forma mais específica no trabalho de Anthony Giddens (1993) e
como o autor percebe a temática do amor na atualidade, procurando acentuar as principais
mudanças acerca da compreensão deste, assim como também, perceber as transformações
ocasionadas na estrutura dos relacionamentos afetivos. Tendo em vista que vivemos num momento
fortemente marcado pela instabilidade dos laços humanos, os quais tornam-se a partir de agora cada
vez mais virtualizados.
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Palavras- Chave: Amor, Subjetividade, Contemporaneidade, Laços Humanos e Tinder.


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ENTRE O MEDO E A ESPERANÇA: O SUJEITO EM CRISE

Pedro Augusto Prudêncio de Carvalho Filho


(UERN)
pedro.filho@mj.gov.br
Ailton Siqueira de Sousa Fonseca
(UERN)
ailtonsiqueira@uol.com.br
Carlos Cesar Carneiro dos Santos Alves
(UERN)
cesa-san@hotmail.com

Buscamos refletir sobre a forma como o medo e a esperança estão relacionados e como se dão suas
influências na constituição do sujeito, bem como nas suas atitudes perante a vida. O pensamento
complexo, forma de enxergar a realidade, que tem como uma das suas principais referências o
pesquisador Edgar Morin, foi nosso guia de pesquisa para a presente análise. Dentro do pensamento
complexo utilizamos, principalmente, o princípio dialógico. Este princípio consiste na união de duas
noções que deveriam excluir-se reciprocamente, mas acabam sendo indissociáveis em um mesmo
panorama. Em uma realidade que se nos apresenta complexa, percebemos a inseparabilidade entre o
medo e a esperança dentro de cada sujeito. Para embasar nossas reflexões recorremos, em maior
medida, as obras do sociólogo polonês Zygmunt Bauman e do psiquiatra francês Boris Cyrulnik.
Esses autores refletem que estamos vivenciando um período de transformações sociais profundas,
no qual o ser humano está posto como centro da organização social. Isso nos leva a refletir sobre
essa figura tão basilar, quanto incompreendida e de definição complexa, o sujeito. Sendo mais
preciso, a reflexão é sobre quem eu sou, sobre o que eu sou, sobre quem você é. A vida social e os
caminhos escolhidos por cada ser humano estão pautados por escolhas que derivam dos medos e das
esperanças de cada ser. Devido ao constante movimento de pêndulo entre esses sentimentos, o
sujeito passa por momentos conturbados para encontrar seu lugar no mundo.

Palavras-chave: Sujeito, Esperança, Medo.


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ENCONTRO COM O RIGOR OUTRO DA MULTIRREFERENCIALIDADE

Priscilla Tatianne Dutra


(UERN)
priscilla.dutra@hotmail.com
Joaquim Gonçalves Barbosa
(UERN)
joaquim.barbosa60@gmail.com

Este trabalho tem como objetivo analisar o papel da abordagem Multirreferencial e o Diário de
Pesquisa como dispositivo desta. Optou-se pela estruturação do mesmo em critérios metodológicos
exploratórios envolvendo levantamento bibliográfico e análise de exemplos. Essa escolha deu-se
para a compreensão do problema à luz de uma fundamentação teórica abraçada em autores como
Barbosa e Hess (2010), Kincheloe e Berry (2001) e Macedo, Barbosa e Borba (2012) e Ribeiro
(2015), buscando-se revelar o rigor outro da Multirreferencialdiade com um fio condutor de
pensamento que reconhece a importância da subjetividade e do outro no educar no cotidiano diante
de realidades complexas produzidas pela existência humana enquanto tentativa de explicar uma
realidade sobre si, sobre o mundo e sobre o próprio conhecimento. A abordagem da
Multirreferencialdiade e o Diário de Pesquisa como dispositivo desta emergem como um fenômeno
que rompe com modelos uníssonos de conhecimento. A partir da compreensão da complexidade da
realidade e sua importância, pôde-se trilhar um pensar sobre o rigor outro da Multirreferencialidade
e o Diário de Pesquisa desponta como um elemento essencial para a formação dos sujeitos
considerando-se a busca pelo conhecimento como uma intinerância e não pode ser dissociada da
vida humana.

Palavras-Chave: Multirreferencialidade. Diário de Pesquisa. Educação.


227
Página

ISBN: 978-85-7621-221-8
GT 09 - SUJEITO E COTIDIANO

A IDENTIDADE DO PROFESSOR: AVANÇOS E RETROCESSOS NA


ATUAL CONJUNTURA SOCIAL

Themis Gomes Fernandes


Unigrendal Premium Corporate
themis.fernandes@bol.com.br
Pedro Ramon Pinheiro de Souza
Universidad Evangélica del Paraguay
hunter4you@gmail.com

Nos últimos tempos a imagem do professor tem sido um dos objetos de mudança valorativa dentro
da sociedade, o que anteriormente era visto como um profissional detentor de uma autonomia e
autoridade significativas dentro do ambiente escolar, hoje apresenta uma imagem transformada em
mero trabalhador da educação, constituindo um simples papel de servidor cumpridor de ordens
dentro do contexto econômico, político e social brasileiro. Inúmeras queixas voltadas para o atraso
e a incompetência educacional são temas abordados dentro da escola e muitos dos problemas
recaem na pessoa do professor, cujas limitações tem sido cada dia mais ampliadas. A sociedade
como um todo raramente se aprofunda nas ideias, nas razões, nos motivos reais que contribuíram
para o desencadeamento desse quadro, causando um transtorno para esse profissional que tem
inúmeras atribuições e ainda é tido por muitos como o responsável pelo baixo rendimento escolar.
Esta pesquisa é de cunho bibliográfico e qualitativo, onde se realizou um questionário estruturado
aos professores de uma escola pública em Mossoró/RN. O resultado obtido é a configuração de um
quadro onde este profissional se sente sobrecarregado com tantas atribuições, apresentando baixa
estima. A conclusão desta pesquisa foi a verificação de que todos os atores sociais e profissionais
pertencentes ou não a educação precisam atuar em seus determinados papéis, e que para isto,
necessitam se ver como seres inacabados em processo constante de humanização. Esta pesquisa tem
embasamento teórico em autores como: Trums (2003), Freire (2005), Mendonça (2008), entre
outros.

Palavras-chave: professor; ambiente escolar; humanização.


228
Página

ISBN: 978-85-7621-221-8
GT10 - TRABALHO, QUESTÃO SOCIAL, DIREITOS SOCIAIS E
POLÍTICAS PÚBLICAS

PORTUGUÊS FALADO NOS PALOP: UMA QUESTÃO DE POLÍTICA


PÚBLICA, DADOS DO PROFALA

Ana Angélica Lima Gondim


(UFC)
gondimufc@gmail.com
Juliana Oliveira Barros de Sousa
(UFC)
julianaletrasufc@hotmail.com
Maria Elias Soares
(UFC)
melias@ufc.br

Com a adoção da política pública (SOUZA, 2006) de estímulo a aproximação entre os países de
Língua Portuguesa, em especial os países africanos de língua oficial portuguesa (PALOP) e do
Timor-Leste, que foi adotada no Brasil, observamos o crescente número de estudantes estrangeiros
oriundos destes países através do Programa de Estudantes-Convênio de Graduação (PEC-G). Como
desdobramento da política pública, políticas educacionais e linguísticas (CALVET, 2002, 2007) e
estas últimas serão o foco deste trabalho, pois políticas linguísticas diversas vêm sendo adotadas,
desde o interesse em analisar diversas questões relacionadas desde o ensino e a aprendizagem da
Língua Portuguesa (LP) nestes países e em território brasileiro a estudos referentes a aspectos
sociais e culturais. A proposta desta comunicação é apresentar um desdobramento da política de
aproximação entre o Brasil e os PALOP e Timor-Leste, que é uma das vertentes de pesquisa do
projeto Variação e Processamento da Fala e do Discurso: análises e aplicações (PROFALA), que
tem como subprojeto “o Português falado nos PALOP e no Timor-Leste”, este objetiva a difusão da
Língua Portuguesa a partir da disponibilização de um banco de dados sobre o português falado nos
países membros possibilitando a análise descritiva, com base nos aspectos fonéticos-lexicais,
morfossintáticos, semânticos-pragmáticos e discursivos da LP, numa visão sociolinguística,
geolinguística e discursiva, visando discussões bem como a prestação de assessoria a órgãos de
comunicação de massa e de criação de tecnologias de análise e processamento de fala.
229
Página

ISBN: 978-85-7621-221-8
GT10 - TRABALHO, QUESTÃO SOCIAL, DIREITOS SOCIAIS E
POLÍTICAS PÚBLICAS

JORNALISMO PRECÁRIO: IMPACTOS DA NOVA MORFOLOGIA DO


TRABALHO NO JORNALISMO IMPRESSO

Cláudio Cesar Palheta da Costa Junior


(UERN)
claudiopalhetajornal@hotmail.com

Pretende-se, no presente artigo, analisar de que forma o processo de reestruturação produtiva do


capitalismo e a nova morfologia imposta ao mundo do trabalho, impacta a dinâmica laboral dos
jornalistas impressos na cidade de Mossoró-RN. Neste sentido, analisaremos de que forma o processo
de flexibilização e precarização do trabalho na contemporaneidade atinge os profissionais do
jornalismo, analisando tais expressões nas três redações de jornais impressos da cidade de Mossoró-
RN, durante o ano de 2015. Para tanto utilizaremos de revisão bibliográfica dos principais teóricos do
trabalho na atualidade e uma revisitação a depoimentos de jornalistas da cidade acerca de suas
condições laborais. Nossa análise parte de reflexão sobre o desenvolvimento do trabalho enquanto
categoria central na vida de homens e mulheres, o modelo de trabalho adotado na era da
informatização e tecnologia e o enorme avanço, nas últimas décadas, do número de trabalhadores
informais e precarizados em setores como serviços, comunicação e marketing. Este texto será
dividido em três eixos centrais, primeiro apresentando o trabalho e suas complexificações no
capitalismo contemporâneo, depois realizando breve caracterização histórica do jornalismo enquanto
categoria profissional e por fim observando a realidade dos jornalistas de impressos em Mossoró e os
impactos da “flexiprecarização” de seu trabalho.

Palavras-chave: Trabalho; Jornalismo; Precarização.


230
Página

ISBN: 978-85-7621-221-8
GT10 - TRABALHO, QUESTÃO SOCIAL, DIREITOS SOCIAIS E
POLÍTICAS PÚBLICAS

CONCEPÇÃO E REFLEXÃO SOBRE A EDUCAÇÃO DE JOVENS E


ADULTOS - EJA NO IFRN (CAMPUS MOSSORÓ) NA PERSPECTIVA DOS
DIREITOS SOCIAIS

Magnólia Maria da Rocha Melo


IFRN
cinemagnolia@yahoo.com.br
João Paulo de Oliveira
IFRN
joao.oliveira@ifrn.edu.br
Ana Cristina Almeida de Oliveira
IFRN
cristina.oliveira@ifrn.edu.br

A discussão que perpassa, na contemporaneidade, a Educação de Jovens e Adultos – EJA no Brasil


se configura, após a promulgação da Constituição Federal de 1988 e a Lei de Diretrizes e Base –
LDB, como a legitimação de um direito negado a um coletivo que viveu/vive sob o estigma da
exclusão social. Calcado na concepção de direito social, foi instituído, em 2006, o Programa
Nacional de Integração da Educação Profissional com a Educação Básica na Modalidade de
Educação de Jovens e Adultos – PROEJA com a finalidade de incluir, na educação profissional,
jovens e adultos que não puderam estudar durante a idade regular. Diante desse cenário,
enfatizamos que o objetivo do trabalho em tela é refletir sobre olhar que os servidores do IFRN
Campus Mossoró têm sobre a EJA na perspectiva dos direitos sociais. Nesse sentido, como
procedimento estabelecido para realização da pesquisa, fizemos uso das pesquisas bibliográfica,
documental e de campo. Nesta última, foi aplicada uma entrevista semiestruturada aos gestores,
professores e técnicos administrativos do IFRN Campus Mossoró, vinculados ao ensino da EJA. Ao
longo da pesquisa, pudemos perceber que os sujeitos participantes da pesquisa compreendem,
mesmo de forma limitada, que o PROEJA se configura como um direito social para um coletivo
marcado pelo não acesso à educação. Estes, mesmo com avanços legitimados nos documentos
231

oficiais no que tange a EJA, ainda não são suficientes para que haja a efetiva inclusão no âmbito
educacional.
Página

ISBN: 978-85-7621-221-8
GT10 - TRABALHO, QUESTÃO SOCIAL, DIREITOS SOCIAIS E
POLÍTICAS PÚBLICAS

HISTÓRIAS DE VIDAS DE ABANDONO NA TERCEIRA IDADE

Mara Betânia Jales dos Santos


(UFERSA)
mara.jales@ufersa.edu.br
Sandra Maria Pereira Lima

O crescimento da população idosa abandonada no Brasil tem sido um assunto de debate na atualidade
decorrente das condições de vida desse estrato da população que vem aumentando. O nosso objetivo
geral foi conhecer o idoso pobre institucionalizado no Centro Integrado de Assistência Social da
Igreja Evangélica da Assembléia de Deus na cidade de Natal-RN. Desta forma, tivemos como por
objetivos específicos:a) Analisar em que situação o idoso é abandonado; b)Para analisar as histórias
de vida dos idosos pobres institucionalizados fizemos o uso da história oral enquanto metodologia de
trabalho. Aqui levamos em conta como era o cotidiano de alguém envelhecido que foi abandonado
pela família ou que não tem família. Evidencia-se que com o aumento das expressões da questão
social na contemporaneidade, o seguimento da população idosa, cada vez mais, sofre com a
discriminação do abandono de seus familiares.

Palavras-chave: histórias de vida; pobreza; abandono familiar.

232
Página

ISBN: 978-85-7621-221-8
GT10 - TRABALHO, QUESTÃO SOCIAL, DIREITOS SOCIAIS E
POLÍTICAS PÚBLICAS

QUESTÃO SOCIAL E O TRABALHO DO ASSISTENTE SOCIAL NO


CENTRO DE REFERÊNCIA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL - CRAS

Marli Barbosa da Silva


(PPGDSSS/UERN)
marlibarbosa1982@bol.com.br

O presente artigo tem por objetivo expor as múltiplas configurações da questão social no Centro de
Referência de Assistência Social - CRAS, e o trabalho do assistente social no enfrentamento dessas
expressões. Partimos do contexto neoliberal de produção e reprodução da sociabilidade capitalista,
entendida aqui como solo de origem da questão social. Sobre esse terreno abordaremos o trabalho do
assistente social no CRAS, tendo como norte o conhecimento que molda o desenvolvimento de
instrumentais e técnicas de trabalho. Assim assinalamos as dimensões da prática profissional como
instrumento de intervenção e enfrentamento das multifaces da questão social, com destaque para o
projeto ético político profissional como guia de ação. E por fim teceremos algumas considerações
acerca desses desdobramentos vivenciados no cotidiano do CRAS, sobretudo atentando para a
possibilidade de materialização do projeto ético político profissional.

Palavras-chave: questão social; trabalho do assistente social; projeto ético político profissional.

233
Página

ISBN: 978-85-7621-221-8
GT11 - FILOSOFIA, LINGUAGEM E SOCIEDADE

CONCEITUALIZANDO O ESTADO E O MERCADO: UMA ABORDAGEM


COGNITIVA

Francisco Marcos de Oliveira Luz


(UERN)
marcos.luz_75@yahoo.com.br

Nesse trabalho objetivamos investigar como Estado e Mercado são conceptualizados no discurso da
mídia brasileira. Temos como referências, Lakoff (2002; 2009) e Wehling (2013), os quais se
debruçam sobre a temática política moral, sobretudo na dicotomia conservador-progressista. De
acordo com a teoria da moral política, conservadores e progressistas apresentam diferentes visões de
mundo, o que resulta na forma como cada um conceptualiza, por exemplo, instituições como Estado
e Mercado. Compilamos um corpus com 04 (quatro) artigos de opinião retirados dos sítios dos
Jornais Correio (Salvador) e O Globo (Rio de Janeiro). Os textos foram escolhidos abordam as
temáticas Estado e Mercado. Utilizamos como métodos de procedimento de análises o PIM
(procedimento de identificação de metáforas), juntamente com o método do domíno-alvo, o qual
busca itens lexicais candidatos a metáforas relacionados ao tema desse estudo. Foi possível
observarmos a forma como Estado e Mercado são conceptualizados nesses jornais, através da
identificação e análise de metáforas conceptuais. Dessa forma, foi possível constatar que o Mercado
foi personificado ora como mero expectador interessado, ora como vítima, ora como um agente
importante nas definições. Nos textos analisados, o mercado não é conceptualizado de forma
negativa. O Estado, por outro lado, é conceptualizado, nos artigos em análise, de forma
semanticamente negativa. Portanto, Estado e mercado apresentam conceitos diferentes no corpus
analisado, pois enquanto o primeiro é conceptualizado de forma negativa, o segundo é
conceptualizada de forma positiva ou neutra. Isso fortalece a ideia de que a mídia brasileira seja
predominantemente conservadora.

Palavras-chave: Estado. Mercado. Conceptualização. Mídia. Brasil.


234
Página

ISBN: 978-85-7621-221-8
GT11 - FILOSOFIA, LINGUAGEM E SOCIEDADE

O SER-TÃO LINGUÍSTICO DE RIOBALDO EM GRANDE SERTÃO:


VEREDAS A PARTIR DA FENOMENOLOGIA DA LINGUAGEM EM
MERLEAU-PONTY

José Francisco das Chagas Souza


(UERN)
jfcsouza1@hotmail.com
Ivanaldo de Oliveira Santos
(UERN)
ivanaldosantos@yahoo.com.br

O presente texto abordará destaques do discurso de Riobaldo, narrador-personagem de Grande


Sertão: Veredas (1956) de Guimarães Rosa. Em nossa análise, teremos como “espaço” o sertão
rosiano em três dimensões: físico, metafísico e linguístico. A partir dele, analisaremos os aspectos
do discurso de Riobaldo que atravessa o sertão por sua concepção perceptiva do mundo vivido,
através da linguagem regionalista, universal e trabalhada, característica peculiar de Guimarães Rosa.
Narrador-personagem e autor fundem-se na permanente construção viva da obra, o que demonstra
uma riqueza poética pela elaboração do dizer como devir criador e pela musicalidade que a língua
propõe. Nossa análise será pelo método fenomenológico do próprio ato da linguagem como
travessia que vai se fazendo como movimento constante. Para isso, chamamos o filósofo Merleau-
Ponty em Fenomenologia da Percepção (1945) e A Prosa do Mundo (1950) para uma interface com
Guimarães Rosa, a partir de uma fenomenologia da linguagem.

Palavras Chave: Sertão. Linguagem. Riobaldo. Guimarães Rosa. Merleau-Ponty.


235
Página

ISBN: 978-85-7621-221-8
GT11 - FILOSOFIA, LINGUAGEM E SOCIEDADE

LETRAMENTO LABORAL: RUMOS DAS PESQUISAS SOBRE AS


ESCRITAS NO TRABALHO

Klébia Ribeiro da Costa


(PPGEL/UFRN)
klebiaribeiro@yahoo.com.br
Ana Maria de Oliveira Paz
(PPGEL/UFRN)
hamopaz@yahoo.com.br

Os usos da escrita no âmbito do trabalho vêm se consolidando como produtivo campo de estudos
nas últimas décadas. Isso porque pesquisas situadas na área dos Estudos de Letramento têm buscado
dar visibilidade a esse domínio discursivo e à relevância que a escrita assume na nesses contextos.
Em razão disso, o presente trabalho pretende apresentar e discutir de que forma os estudos de
Letramento profissional têm se constituído como campo de pesquisa. Teoricamente, o trabalho
encontra-se ancorado nas concepções de letramento como prática social (OLIVEIRA; KLEIMAN,
2008; BARTON; HAMILTON, 1998), de linguagem como mediadora das atividades no trabalho
(SOUZA-E-SILVA; FAITA, 2002; PAZ, 2008) e de agência como posicionamentos assumidos
pelos indivíduos por meio da interação com os diversos textos (BANDURA, 2001; ARCHER,
2000). Em termos metodológicos, trata-se de uma pesquisa bibliográfica (GIL, 2008). O córpus foi
gerado por meio de revisão bibliográfica de textos científicos produzidos e publicados que versam
sobre o tema. As análises apontam para a relevância que os estudos sobre o letramento no trabalho
assumem, uma vez que as atividades de linguagem utilizadas no âmbito profissional assumem
espaço importante no estabelecimento de relações e na efetivação do trabalho como agência.
Esperamos que essa investigação suscite discussões sobre o tema e que outros olhares sejam
lançados acerca das práticas de linguagem profissionais.

Palavras-Chave: Práticas de Letramento; Letramento no trabalho; Letramento profissional.


236
Página

ISBN: 978-85-7621-221-8
GT12 - MÍDIA, IMAGEM E SOCIEDADE

ANÁLISE TEXTUAL DISCURSIVA: REPRESENTAÇÕES DISCURSIVAS


DE DILMA ROUSSEFF EM UM DISCURSO POLÍTICO

Albaniza Brigida de Oliveira Neta


(UERN)
albaniza.20@hotmail.com
Maria Eliete de Queiroz
(UERN)
eliete_queiroz@yahoo.com.br

O presente trabalho analisa as representações discursivas de Dilma Rousseff em um discurso que foi
proferido em Brasília, no dia 10 de Maio de 2016, numa Conferência para as mulheres. A
perspectiva teórica adotada nesse artigo provém da Linguística de Texto, mais especificamente, da
Análise Textual dos Discursos, doravante ATD, tendo como precursor Adam (2011). A ATD é uma
corrente teórico-metodológica que analisa textos concretos em situações reais de comunicação,
gerando assim, a produção co(n)textual de sentidos. A categoria analítica textual que recorremos
para as análises pertence ao campo semântico do texto que é a representação discursiva. A análise
das representações discursivas é construída por meio da predicação e da aspectualização da
predicação. Temos como corpus um discurso de Dilma Rousseff, que foi coletado no Site do
Governo Federal, em maio de 2016. Para a análise, foi feito um recorte de fragmentos do discurso
em que a representação semântica de Dilma Rousseff aparece identificada. Os resultados das
análises revelaram que as representações discursivas são de uma mulher resiliente, determinada,
resistente, lutadora, como figura incômoda, injustiçada, honrada e histórica.

Palavras-chave: ATD. Discurso político. Representação discursiva. Dilma Rousseff.


237
Página

ISBN: 978-85-7621-221-8
GT12 - MÍDIA, IMAGEM E SOCIEDADE

PIXOTE: A LEI DO MAIS FRACO E ESCRITORES DA LIBERDADE: AS


RELAÇÕES IDENTITÁRIAS DE SIMILITUDE E DESSEMELHANÇA NAS
DUAS PELÍCULAS NA VISADA DOS ESTUDOS CULTURAIS

Ana Rafaela Oliveira e Silva


(UFRN)
rubigirl2005@hotmail.com
Francisco Vieira da Silva
(UFERSA)
francisco.vieiras@ufersa.edu.br

Neste trabalho objetivamos discutir, através dos estudos culturais, Woodward (2000); Duschatzky;
Skliar (2001); Hall (2005); Grigoletto (2005), as relações identitárias de similitude e dessemelhança
nos filmes Pixote: a lei do mais fraco (1980) e Escritores da Liberdade (2007). Os filmes em questão
foram selecionados como corpus deste trabalho porque abordam diversas questões, como: os
conflitos que os sujeitos sociais travam com o outro, a sexualidade, a homogeneidade cultural, a
linguagem como prática social, dentre outras pautas abordadas no âmbito dos estudos linguísticos e
culturais. Assim, em nossas discussões pretendemos discorrer não apenas acerca dos traços de
similitude que Pixote e Escritores trazem entre si, como também almejamos discutir os aspectos de
diferença identitária presentes em ambos os filmes, os quais nos permitem ter vários pontos de vista
acerca do tema da identidade na sociedade contemporânea. Do ponto de vista metodológico, este
estudo é caracterizado como sendo um trabalho descritivo-interpretativo, cuja abordagem é
prioritariamente qualitativa. As análises denotam que em relação às semelhanças e diferenças no
tocante às obras cinematográficas estudadas, observamos que, seja no Brasil ou nos Estados Unidos,
a sociedade culturalmente segrega os sujeitos cujas identidades referem-se aos pobres, aos negros,
aos latinos ou àqueles que frequentaram reformatórios.

Palavras-chave: Exclusão. Sujeito. Relações Identitárias.


238
Página

ISBN: 978-85-7621-221-8
GT12 - MÍDIA, IMAGEM E SOCIEDADE

JORNALISMO E HEGEMONIA: APONTAMENTOS SOBRE O PAPEL DA


MÍDIA NA CONSTRUÇÃO HEGEMONIA CAPITALISTA

Cláudio Cesar Palheta da Costa Junior


(UERN)
claudiopalhetajornal@hotmail.com

O presente artigo tem como objetivo analisar historicamente o processo de surgimento e


desenvolvimento do jornalismo, enquanto categoria profissional e o papel ideológico que os meios de
comunicação de massa cumprem na consolidação dos valores preponderantes nas sociedades. Para
isso, articularemos nossa discussão com categorias marxistas como hegemonia, contra-hegemonia,
ideologia e sociedade civil, que, ao nosso olhar, são fundamentais para a compreensão da temática.
Embasando teoricamente este trabalho, iremos nos valer dos escritos do filósofo italiano Antônio
Gramsci, que possui vasta produção acerca dos jornais e seu papel na construção da hegemonia
capitalista. Também apresentaremos algumas das visões de pensadores e intelectuais marxistas acerca
dos limites e possibilidades na construção de uma comunicação voltada para os interesses da classe
trabalhadora, rompendo com a estrutura de dominação capitalista e em prol da emancipação humana.
Este trabalho será dividido em três eixos fundamentais: primeiramente apresentação histórica do
jornalismo, após isto, um debate acerca da obra de Gramsci, suas análises sobre o jornalismo e a
hegemonia capitalista e por fim uma nova perspectiva para a comunicação, sob a ótica de um
jornalismo classista e comprometido com a emancipação humana.

Palavras-chave: Jornalismo, Hegemonia, classes sociais, contra hegemonia


239
Página

ISBN: 978-85-7621-221-8
GT12 - MÍDIA, IMAGEM E SOCIEDADE

CONCEPTUALIZANDO O ESTADO E O MERCADO: UMA ABORDAGEM


COGNITIVISTA

Francisco M. de O. Luz
(UERN)
marcos.luz_75@yahoo.com.br
Aline Maria Alvez
(UERN)
liralil@hotmail.com
Francisca Vanessa Queiroz Lima
(UERN)
iamvanessa@outlook.com

Neste trabalho investigamos como Estado e Mercado são conceptualizados no discurso da mídia
brasileira. Temos como referências, Lakoff (2002; 2009) e Wehling (2013), os quais se debruçam
sobre a temática política moral, sobretudo na dicotomia conservador-progressista. De acordo com a
teoria da moral política, conservadores e progressistas apresentam diferentes visões de mundo, o
que resulta na forma como cada um conceptualiza, por exemplo, instituições como Estado e
Mercado. Compilamos um corpus com 04 (quatro) artigos de opinião retirados dos sítios dos
Jornais Correio (Salvador) e O Globo (Rio de Janeiro). Os textos foram escolhidos abordam as
temáticas Estado e Mercado. Utilizamos como métodos de procedimento de análises o PIM
(procedimento de identificação de metáforas), juntamente com o método do domíno-alvo, o qual
busca itens lexicais candidatos a metáforas relacionados ao tema desse estudo. Foi possível
observarmos a forma como Estado e Mercado são conceptualizados nesses jornais, através da
identificação e análise de metáforas conceptuais. Dessa forma, foi possível constatar que o Mercado
foi personificado ora como mero expectador interessado, ora como vítima, ora como um agente
importante nas definições. Nos textos analisados, o mercado não é conceptualizado de forma
negativa. O Estado, por outro lado, é conceptualizado, nos artigos em análise, de forma
semanticamente negativa. Portanto, Estado e mercado apresentam conceitos diferentes no corpus
analisado, pois enquanto o primeiro é conceptualizado de forma negativa, o segundo é
240

conceptualizada de forma positiva ou neutra. Isso fortalece a ideia de que a mídia brasileira seja
predominantemente conservadora.
Página

Palavras-chave: Estado. Mercado. Metáfora Conceptual. Mídia. Brasil.

ISBN: 978-85-7621-221-8
GT12 - MÍDIA, IMAGEM E SOCIEDADE

O USO DA PSICANÁLISE NA CRÍTICA CINEMATOGRÁFICA


FEMINISTA

Hionne Mara da Silva Câmara


(UERN)
hionnemara@gmail.com
Aline Gama de Almeida
(UERN)
agamarj@gmail.com

O presente artigo tem como objetivo central discutir como as autoras Laura Mulvey e Elizabeth
Kaplan se utilizam da psicanálise ao fazerem crítica cinematográfica com viés feminista nas obras
Prazer visual e cinema narrativo e O olhar é masculino?. As críticas cinematográficas feministas
tiveram início na década de 1970, com cunho ainda simplista, porém com o uso da psicanálise se
pôde fazer uma nova leitura que deu novos significados e explicações ao cinema e suas formas de
representação da sociedade. Para discussão sobre tais obras, no tópico sobre gênero e mulher teremos
como referências principais as autoras Simone de Beauvoir e Judith Butler. O cinema visto como
reprodutor das práticas sociais através de uma explicação com viés psicanalista ganhou uma nova
compreensão dentro de uma sociedade ainda com marcas do patriarcalismo onde o homem é criador
e consumidor-alvo das formas de arte. Dessa forma, o objetivo do artigo é contribuir para debate
entre gênero e cinema sem esgotar todas as formas possíveis de tratar de ambos.

Palavras-chave: Crítica Cinematográfica Feminista; Gênero; Teorias do Cinema.


241
Página

ISBN: 978-85-7621-221-8
GT12 - MÍDIA, IMAGEM E SOCIEDADE

IMAGEM E VIOLÊNCIA SIMBÓLICA: NEGAÇÃO DO INDÍGENA EM


REPORTAGEM TELEVISIVA NO JN E O ATIVISMO NA INTERNET

Izaíra Thalita da Silva Lima


(UERN)
izathalita@gmail.com
Higo da Silva Lima
(UFERSA)
higolima@yahoo.com.br

A mídia reverbera um jogo de valores construídos socialmente contra o índio, sobretudo em espaços
de reportagens cujas vozes de autoridade institucionalizam a demarcação de um discurso de
dominação cultural antagônico entre as etnias indígenas e outros agrupamentos institucionalizados
(a mídia, os fazendeiros, ativistas etc). A mídia constitui-se em um espaço de intersecção discursiva
entre esses diferentes campos, pondo-se, no entanto, sob a pretensão da objetividade e neutralidade.
A partir do pensamento de Bourdieu sobre “campo” e “habitus”, analisaremos, também, a violência
simbólica em reportagem televisiva do JN na medida em que reproduz a negação indígena. Em
contraposição a essa negação e como mecanismo de resistência, este trabalho também mostra o
ativismo dos índios na internet, contendo a sua versão de fatos que a reportagem televisiva não
evidenciou.

Palavras-chave: Mídia, Violência simbólica, Indígenas, Televisão, Ativismo.


242
Página

ISBN: 978-85-7621-221-8
GT12 - MÍDIA, IMAGEM E SOCIEDADE

A VERBO-VISUALIDADE: UM OLHAR PARA AS RELAÇÕES


DIALÓGICAS NA CAPA DA REVISTA MUNDO ESTRANHO

Maria Fabiana Medeiros de Holanda


(UFRN)
hmfabiana@hotmail.com
Maria da Penha Casado Alves
(UFRN)
penhalves@msn.com

A comunicação humana está longe de ser apenas a verbal, haja vista que temos, por exemplo, os
meios de comunicação explorando os recursos verbo-visuais na propagação de informações que,
muitas vezes, não estão sempre visíveis ao leitor. Pensando nisso, o jogo com as palavras faz-se de
forma continua por meio da constituição de título e imagem na capa de revista, foco do nosso objeto
de estudo, cujo propósito é atingir e manter seu público-alvo, para isso inclui os recursos verbais e
não-verbais que coadunam com os interesses específicos de seus leitores. Esse trabalho tem como
objetivo apresentar uma proposta de leitura verbo-visual presente na mídia impressa,
especificamente com a capa da revista mundo estranho, edição de Junho de 2017. O foco está no
tratamento da informação que será transmitida a um público jovem, cuja linguagem será compatível
ao gosto dos seus leitores. Por isso, analisar a forma como se estabelecem as relações verbo-visuais
na composição desse enunciado, tais como: imagem, diagramação, manchetes, cores e seus efeitos
de sentido, bem como as motivações ideológicas da empresa, em relação aos fatos anunciados,
torna-se de fundamental importância para a área da Linguística Aplicada que tem as práticas
discursivas em circulação em diferentes gêneros discursivos e suportes como foco de interesse para
a investigação. Este trabalho tem como aporte teórico os conceitos inter-relacionados, tais como
signo ideológico, enunciado concreto, gêneros discursivos e relações dialógicas advindos da teoria
de Bakhtin e o Círculo, bem como de seus estudiosos como Brait (2014) e Faraco (2009).

Palavras-chave: Capa de revista; Linguagem verbo-visual; Dialogismo.


243
Página

ISBN: 978-85-7621-221-8
GT12 - MÍDIA, IMAGEM E SOCIEDADE

IMAGENS E FANTASIA NA PUBLICIDADE INFANTIL

Maria Soberana de Paiva


(UERN)
soberanapaiva@gmail.com
Karlla Christine Araújo Souza
(UERN)
karlla_chris@yahoo.com.br
Jucieude de Lucena Evangelista
(UERN)
jucieudelucena@hotmail.com

O presente trabalho possui como principal objetivo refletir acerca da apropriação das imagens e do
simbolismo imaginário pela publicidade infantil, que em movimento recursivo alimenta o universo
lúdico das crianças e, ao mesmo tempo, estimula o consumo. Tomaremos como norte
teórico/metodológico os pressupostos teóricos desenvolvidos por Gilbert Durand e Edgar Morin
para refletir sobre os elementos do imaginário utilizados pela publicidade para chamar a atenção e
despertar desejos de consumo na criança. A publicidade propõe uma combinação entre o imaginário
e os bens de consumo. Por um lado, alimenta-se através do imaginário os desejos, a esperança e as
utopias infantis, e por outro lado, apresenta-se os produtos e serviços como meios concretos de
realização desses sonhos e desejos. Tal fato revela a importância de um estudo que investigue como
ocorre esse processo, como a publicidade através do imaginário consegue ao mesmo tempo atender
aos desejos e anseios mais intrínsecos do ser humano e estimular o consumo.

Palavras-Chave: Publicidade. Imaginário. Infância.


244
Página

ISBN: 978-85-7621-221-8
GT12 - MÍDIA, IMAGEM E SOCIEDADE

O DISCURSO POLÍTICO EM ANÁLISE: O ESTUDO DA


REPRESENTAÇÃO DISCURSIVA

Maria Veridiana Franco


(UERN)
Veridiana_alves2011@yahoo.com.br
Maria Eliete de Queiroz
(UERN)
eliete_queiroz@yahoo.com.br

Nesta pesquisa temos como objetivo analisar a Representação discursiva (Rd) do tema impeachment
no discurso da Senadora norte-rio-grandense Fátima Bezerra. O pressuposto teórico é o da Análise
Textual dos Discursos (ATD) que tem como precursor o teórico Jean- Michel Adam. A representação
discursiva é a imagem que se pode ter do locutor, do alocutário ou do tema/assunto tratado no texto.
Os autores que respaldam a nossa discussão teórica são: Adam (2011); Passeggi (2001); Passeggi
(2010); Rodrigues, Passeggi, Silva Neto, (2010), Guimarães (2009); Koch (2006) e Amossy (2008).
Nosso objeto de análise é o discurso político da senadora Fátima Bezerra, proferido no dia
11.05.2016, durante a sessão de admissibilidade do processo de impeachment da ex-presidenta Dilma
Rousseff. Utilizaremos para a construção de nossas análises as categorias semânticas denominadas de
referência e aspectualização. Por meio destas categorias semânticas o tema impeachment recebe as
seguintes representações: golpe, golpe de estado, farsa, tragédia, injustiça e aberração jurídica.

Palavras-chave: Discurso político. Representação discursiva. Impeachment. 245


Página

ISBN: 978-85-7621-221-8
GT12 - MÍDIA, IMAGEM E SOCIEDADE

ALICE NO PAÍS DA ESTÉTICA: A JORNADA DE UMA HEROÍNA NO


MUNDO SOMBRIO

Natanael da Silva Leão


(UERN)
natanleao23@hotmail.com.br

A estética é um antigo campo de estudos permeado por categorias distintas. A união dessas esferas
forma uma rica diversidade de conceitos, mostrando que para a beleza não há fronteiras. O presente
trabalho visa pesquisar sobre a contribuição e cooperação entre grotesco, heroísmo e final feliz
(happy end) na jornada da personagem Alice no filme Alice no País das Maravilhas (2010) dirigido
por Tim Burton. Para tanto foi realizada uma pesquisa qualitativa com base em livros, artigos,
notícias e na produção cinematográfica do objeto em questão. Entre os autores usados no debate
teórico estão Joseph Campbell, Ariano Suassuna, Muniz Sodré, Raquel Paiva e Edgar Morin. O
longa integra uma série de filmes da Disney que recontam clássicos de sucesso do estúdio no século
XX e explora uma gama de conceitos estéticos para a formação de um enredo envolvente, onde a
inocência da protagonista é colocada em segundo plano após ser desafiada.

246
Página

ISBN: 978-85-7621-221-8
GT12 - MÍDIA, IMAGEM E SOCIEDADE

O EU E A ESCRITA DE SI NO BLOG CEM HOMENS: SUBJETIVIDADE E


GÊNERO NO CIBERESPAÇO

Pâmella Rochelle Rochanne Dias de Oliveira


(UERN)
pamella_rochelle@hotmail.com
Geilson Fernandes de Oliveira
(UFRN)
geilson_fernandes@hotmail.com
Maria Adriana Nogueira
(UERN)
nogadriana@yahoo.com.br

Na contemporaneidade, momento marcado por recorrentes transformações sociais; frutos em grande


parte do processo de globalização e do advento da internet; os sujeitos acabam por tornarem-se
reflexos do dado momento, sendo cada vez mais conectados, fluídos e fragmentados. O que faz
surgir uma crescente problematização em torno dos processos de subjetivação pelos quais estes
passam, bem como sobre a produção e manifestação do “eu” nos espaços de interação social, sejam
estes, face a face ou virtuais. Dessa forma, partindo de uma revisão teórica com ênfase nos
pensamentos de Michel Foucault, Woodward e Judith Buttler, pretendemos abordar como se dá o
processo de constituição do “eu” na atualidade, bem como em que medida questões relativas ao
gênero e a sexualidade estão presentes nesse processo e na formação das identidades. Para tanto,
temos como corpus de análise o blog confessional “Cem homens”, no qual a questão da “escrita de
si” se apresenta não só como uma técnica de subjetivação cada vez mais comum no ciberespaço,
mas também, como uma forma de estetizar a própria existência, ao passo em que, ao evidenciar e
espetacularizar sua vida na rede, o sujeito também passa a se modelar e constituir enquanto tal.
247
Página

ISBN: 978-85-7621-221-8
GT12 - MÍDIA, IMAGEM E SOCIEDADE

ESPAÇO URBANO E COMUNICAÇÃO

Paula Apolinario Zagui


(PUC-SP)
paulazagui1@gmail.com

A pesquisa é um estudo do espaço urbano de São Paulo com recorte espacial na Avenida Paulista,
que tem como objetivo analisar as manifestações comunicativas que ocorrem no espaço urbano com
caráter transmissivo da mediação e o confronto com a interação como tentativa de transformá-lo em
cidade. A distinção epistemológica entre espaço urbano e cidade se dá por considerar que há uma
diferença entre o espaço planejado e articulado pelo Estado e o espaço vivenciado pelos citadinos.
Desse modo, investiga-se a comunicação que se estabelece no constante diálogo entre o espaço
planejado pelo poder público e o espaço vivido. Como estratégia metodológica utiliza-se a Deriva
de Debórd (1958), que consiste em andar pela cidade sem um roteiro pré-definido e deixar-se levar
pelos desvios e as imprevisibilidades que o caminho sugere. A deriva na Avenida Paulista busca
compreender como o espaço urbano se apresenta enquanto visualidade e ultrapassá-la para chegar à
sua visibilidade e gerar conhecimento sobre ele. Assim, a comparação e as associações entre espaço
urbano e cidade, mediação e interação, visualidade e visibilidade possibilita uma leitura da cidade
em sua dimensão política e comunicativa.

Palavras-chave: Visualidade. Visibilidade. Mediação. Interação.

248
Página

ISBN: 978-85-7621-221-8
GT12 - MÍDIA, IMAGEM E SOCIEDADE

DA EDUCAÇÃO À CIDADANIA: ESTUDO DE CASO CENTRADO NO


PROGRAMA RADIOJORNALÍSTICO MATUTINO BORBOREMA

Priscilla Tatianne Dutra


(UERN)
priscilla.dutra@hotmail.com

A comunicação humana amplia os horizontes educacionais. Vive-se uma era em que diferentes
meios de expressão trazem consigo novas possibilidades de comunicação e educação. Surge um era
“educomunicadora” como uma possibilidade de constante libertação do homem como sujeito ativo,
usando os meios de comunicação na construção de diversos processos, entre eles a educação e a
cidadania. Diante dessas premissas, torna-se fundamental uma discussão a respeito das profundas
transformações que têm ocorrido nos modos de aprender das pessoas, bem como na construção da
cidadania das mesmas. Na presente pesquisa, destacamos o Rádio como um meio de comunicação
efetivo usado pelo ouvinte na construção de seus processos educacional e cidadão. Este trabalho
investiga tais problemáticas, situando-as no programa radiojornalístico Matutino Borborema. O foco
do nosso estudo foi a análise da atuação de tal programa no processo de recepção de seus ouvintes,
mais precisamente, se ao escutarem o programa os ouvintes despertam em si mesmos e/ou
coletivamente um processo de construção de educação e cidadania a partir das mensagens recebidas.
Para tal, fizemos um estudo de caso do Matutino Borborema. Dessa maneira, foi obtido um
conjunto de informações sobre a estrutura jornalística que o Matutino Borborema apresenta. Nesta
pesquisa, levamos em consideração a teoria da recepção. A partir disso, lançamos um olhar sobre o
ouvinte entendendo que ele participa do processo de comunicação como um sujeito ativo e crítico
diante das mensagens recebidas pelo programa. Por fim, traçamos o perfil dos ouvintes do Matutino
Borborema e discutimos os resultados da pesquisa explicitando a atuação do programa no processo
de construção da educação, bem como da cidadania nos ouvintes do programa.

Palavras-Chave: Rádio. Educação. Cidadania.


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Página

ISBN: 978-85-7621-221-8
GT12 - MÍDIA, IMAGEM E SOCIEDADE

A RÁDIO ESCOLAR COMO INSTRUMENTO PEDAGÓGICO


INTERDISCIPLINAR
Sara Paula de Lima Morais Silva
SEEC - Secretaria de Estado da Educação e da Cultura
sarabela@uol.com.br
Caroline Aires de Macedo
(UERN)
carolineaires04@hotmail.com
Emanuelle Kelly Alves de Souza
(UERN)
emanuellekelly4@gmail.com

O Rádio Escolar é um projeto pedagógico interdisciplinar que tem como objetivo principal ampliar a
comunicação, interação e interdisciplinaridade no âmbito escolar, transformando os alunos em seres
ativos, participantes da construção do seu conhecimento. O projeto se dá através de oficinas,
palestras, reuniões pedagógicas e de planejamento e acompanhamento de profissionais parceiros do
projeto, alcançando todos os segmentos da escola. O Projeto Rádio Escolar vem se consolidando na
escola Estadual Aida Ramalho Cortez Pereira com participação de uma quantidade expressiva de
discentes e docentes e com parcerias consolidadas com o Programa institucional de Bolsa de
iniciação à docência - PIBID e com o Programa de Saúde na Escola – PSE – com atividades
produzidas e gravadas em média de um programa mensal. Essas programações são acompanhadas
por profissionais da saúde, como os residentes em enfermagem, fisioterapia e nutrição, além de
assistentes Sociais, agentes comunitários, e residentes do Multiprofissional em Atenção Básica/Saúde
da Família e Comunidade. A escola conta ainda com a participação de um Locutor profissional que
acompanha e auxilia todo o processo do projeto. Com a implantação de estúdios de comunicação e
múltiplos letramentos, o projeto vem contribuindo para que a rádio seja considerada um instrumento
capaz de colaborar para a transformação da escola em um lugar onde o conhecimento resulta de
compartilhamento de informações, decorrendo da valorização dos diversos saberes, da motivação e
do fortalecimento da autoestima dos alunos participantes. Este projeto com a rádio escolar traz ainda
a oportunidade de demonstração de habilidades e competências pessoais e sociais aos alunos da
instituição, além de levar informações e entretenimento à escola, para que o aluno tenha o melhor
nível de comunicação e interação social necessários em uma sociedade contemporânea. Nestes
termos, para a produção deste trabalho, nos debruçamos com os arcabouços teóricos de Baltar (2012),
250

Carvalho e Ivanoff (2010), Coscarelli (2014) e Rojo (2015), além das orientações advindas dos
PCN+ (2005) e do PCNEM (2000), entre outros.
Página

Palavras-Chave: Rádio Escolar. Interdisciplinaridade. Estúdio de Comunicação. Parcerias.

ISBN: 978-85-7621-221-8
GT12 - MÍDIA, IMAGEM E SOCIEDADE

DISCURSO E ESPETACULARIZAÇÃO DA NOTÍCIA: ESTUDO DE CASO


ISABELLA NARDONI NA REVISTA VEJA

Sullianny Batista da Cunha


(UERN)
sullianny_@hotmail.com

O presente trabalho ambiciona abordar o discurso e espetacularização da noticia na atualidade. De


fato, a análise do discurso é uma área da linguística e comunicação em que trata verificar as
percepções ideológicas presente em um texto. O estudo do discurso se baseia na teoria francesa. Por
outro lado, a espetacularização da noticia em determinado discurso veiculado na mídia impressa,
caracteriza o novo modelo de comunicação; neste sentido se buscou ponderar e interpretar o
funcionamento discursivo do sensacionalismo da revista veja na cobertura do caso Isabella Nardoni.
No tocante a pesquisa bibliográfica foi considerada autores que propiciassem este suporte teórico;
tais como: como Barbosa, Coelho, Orlandi ,Pecheux entre outros. Diante disso, o trabalho está
dividido em duas partes. A primeira, trata sobre a análise do discurso como também a formação
discursiva, memória, interdiscurso e posição; e sujeito. Já a segunda parte discute o caso Isabella
Nardoni, mas especificamente na revista Veja. Assim sendo, o funcionamento discursivo dela sobre o
caso Isabela Nordoni, portanto serão debatidas questões que corroboram com a participação da
sociedade em um “jogo” onde as pessoas tem função prioritária de estereótipos do capitalismo, que
por sua vez são atraídas por um único assunto, que a mídia elaborou para ser tido como produto
exacerbado do consumo em massa, mediatizado por imagens, fator este pertencente à
espetacularização da mídia, tendo como objeto principal atrair consumidores e vendê-lo o quanto
conseguir.

Palavras-Chave: Sociedade. Espetáculo. Sensacionalismo.


251
Página

ISBN: 978-85-7621-221-8
GT12 - MÍDIA, IMAGEM E SOCIEDADE

DA COLABORAÇÃO À NOTÍCIA - O DISCURSO JORNALÍSTICO E A SUA


RELAÇÃO DE PODER ENTRE O APP COMUNIQ E O PORTAL NE10

Tereza Suyane Alves de França


(UFRN)
ssuyane@gmail.com

Este trabalho investiga o discurso jornalístico com a incorporação da informação colaborativa na


construção dos seus enunciados. Estudamos, com base na analise de discurso à luz do pensamento
de Michel Foucault, a influência de relações de poder na construção do discurso midiático em redes
sociais digitais de colaboração e nas conexões que a mídia estabelece com a sociedade, cada vez
mais, atuante e participante nos processos comunicacionais. Analisamos o discurso de matérias
factuais publicadas pelo Portal de notícias NE10, construídas a partir de informações colaborativas,
oriundas do aplicativo ComuniQ, ambos veículos de comunicação pertencentes ao Sistema Jornal
do Commercio na cidade de Recife/PE. Utilizamos a analise do discurso como ferramenta teórico-
metodológica para compreensão da argumentação da linguagem, além do método investigativo e
interpretativo das informações disponíveis no aplicativo e as notícias no portal. Verificamos,
primeiramente, que o fenômeno da participação e colaboração do público tornou-se, em muitos
casos, uma forma de sobrevivência e ampliação da audiência para alguns veículos de comunicação.
Por outro lado, percebemos que o papel do jornalismo neste contexto, também encontra pressões
para que seja remodelado e possa se adequar a potencialização da participação do público na
produção de noticias, auxiliados pelas tecnologias móveis digitais. No recorte específico,
percebemos que a audiência conectada encontrou um vasto ambiente propício à interação, no
entanto, não encontram semelhante liberdade de fala e posicionamento no Portal NE10 com o uso
de seus conteúdos compartilhados. Este trabalho é parte da pesquisa em fase de conclusão do
Programa de Pós-graduação em Estudos da Mídia- PPGEM, da UFRN.

Palavras-chave: Discurso. Jornalismo. Colaboração.


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GT13 - OLHARES PARA O ENSINO/APRENDIZAGEM DA LÍNGUA
ESPANHOLA E PARA AS LITERATURAS ESPANHOLA E
HISPANOAMERICANAS

MÉTODOS E ABORDAGENS: ALGUMAS REFLEXÕES

Diva Wellk de Oliveira Santos


(UERN)
divawellk@gmail.com
Pedro Adrião da Silva Junior
(UERN)
pedrolatino9@hotmail.com

Este trabalho tem por objetivo propor uma reflexão acerca de algumas das principais abordagens de
ensino utilizadas pela maioria das escolas de idiomas. Esta é uma pesquisa qualitativa descritiva,
que descreve algumas das principais abordagens que sob a nomenclatura de método de ensino, vêm
sendo utilizadas ao longo dos anos. Como era de se esperar, estes métodos passaram por
transformações com o objetivo de otimizar o ensino, chegamos a esta conclusão a partir de leituras
de obras de estudiosos da área, dentre eles, Leffa (1988), Barbosa (2014), Paiva (2012), Almeida
Filho (2008). Os métodos, cada um em uma época, deram e dão ainda suas contribuições de
maneiras diferentes no processo ensino-aprendizagem. É possível constatar que raramente é
utilizado no processo, um único método, o que nos leva a acreditar que estes favorecem ao
desenvolvimento de uma ou outra habilidade linguística do aprendiz.

Palavras-chave: Método de ensino; Abordagens de ensino; Ensino-aprendizagem de língua


estrangeira.
253
Página

ISBN: 978-85-7621-221-8
GT13 - OLHARES PARA O ENSINO/APRENDIZAGEM DA LÍNGUA
ESPANHOLA E PARA AS LITERATURAS ESPANHOLA E
HISPANOAMERICANAS

BILINGUISMO PARAGUAIO E SUA RELAÇÃO SOCIOCOMUNICATIVA

José Rodrigues de Mesquita Neto


(UERN)
rodriguesmesquita@gmail.com

Muitos são os países que possuem mais de uma língua oficial. Para o nosso trabalho, focaremos na
realidade paraguaia, onde o guarani e o espanhol são considerados idiomas oficiais e são ensinados
na educação regular desse país desde séries iniciais. Partimos do conceito de Lam (2001) sobre o
bilinguismo no qual considera bilíngue aquele que tem a competência de se comunicar em duas
línguas. Assim, partimos da seguinte pergunta: em que contextos sociocomunicativos os paraguaios
utilizam o guarani e/ou o espanhol? Desse modo, objetivamos verificar em que contextos
comunicativos a população paraguaia usa um idioma e/ou o outro, além disso, verificaremos se há
um imperialismo do idioma do colonizador sob o idioma do colonizado. Para a realização desse
trabalho utilizamos teóricos como Mello (2010) que trata sobre o ensino bilíngue, Gaona Velázquez
(2013) e Ojeda (2016) que tratam exclusivamente do bilinguismo paraguaio. Optamos,
metodologicamente falando, por uma abordagem quali-quantitativa do tipo descritivo-explicativo, o
trabalho ainda se caracteriza como sendo de campo, visto que utilizamos como instrumento para
coleta de dados entrevistas realizadas nas ruas de San Lorenzo e Assunção, cidades paraguaias.
Observamos que, de um modo geral, a sociedade paraguaia é efetivamente bilíngue, no entanto nos
contextos trabalhados existe uma língua dominante, o espanhol.

Palavras-Chave: Bilinguismo; Paraguai; Guarani; Espanhol.


254
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PARA AS LITERATURAS ESPANHOLA E HISPANOAMERICANAS

GÊNERO DO DISCURSO E LETRAMENTO DIGITAL: ESTADO DO


CONHECIMENTO SOBRE A RELAÇÃO ENTRE AS PRÁTICAS DE
LEITURA EM MATERIAL DIDÁTICO DE LÍNGUA ESPANHOLA NA EAD

Luanna Melo Alves


(IFRN)
luanna.alves@ifrn.edu.br
Samuel de Carvalho Lima
(IFRN)
samuel.lima@ifrn.edu.br

Este trabalho do tipo, estado do conhecimento, tem como objetivo, apresentar pesquisa
desenvolvida a partir de análise de dissertações disponíveis no Banco de Dados da Coordenação de
Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). Em face de nossos objetivos,
desenvolvemos pesquisa de cunho exploratória e descritiva, quanto à forma de abordagem,
configura-se como pesquisa qualitativa, mesmo tendo que recorrer em alguns momentos, a
procedimentos quantitativos. Dada a importância das práticas do letramento digital na
contemporaneidade, propomo-nos a fazer um levantamento do “quê” e “como” tem-se investigado
sobre estas práticas em dissertações defendidas no período de 2010 a 2017. Nossa pesquisa está
centralizada na relação gênero do discurso e letramento digital em contexto do ensino de espanhol a
distância. Através dos dados analisados, constatamos que quase todos os trabalhos, contemplava
apenas um objeto dos objetos de ensino que nos propomos a investigar nesta pesquisa ou no
máximo, dois, no que se refere estas práticas relacionadas ao ensino de espanhol à distância, não
encontramos nenhum trabalho, confirmando assim, nossas hipóteses. Cabe ressaltar, que com esta
investigação, pudemos identificar, por meio de dados, que se faz necessário mais estudos e
pesquisas sobre a promoção do letramento digital na Educação à Distância (EaD), visto que a
compreensão leitora e a escrita são as habilidades mais utilizadas nesta modalidade de ensino.

Palavras-chave: Letramento digital; Ensino de espanhol; Ead; Gênero do discurso


255
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GT13 - OLHARES PARA O ENSINO/APRENDIZAGEM DA LÍNGUA
ESPANHOLA E PARA AS LITERATURAS ESPANHOLA E
HISPANOAMERICANAS

AS FIGURAS IDENTITÁRIAS EM AULAS DE ESPANHOL COMO LÍNGUA


ESTRANGEIRA: REFLEXÕES SOBRE POSSÍVEIS CAMINHOS

Marina Maria da Glória Gomes


(PPGL – UFPE)
marinaespn@gmail.com

O presente trabalho emerge de inquietações sobre a prática docente em língua espanhola. Pensando
nos desafios do ensino-aprendizagem, objetivamos refletir sobre a produtividade da didatização do
conceito de figuras identitárias, ou seja, a utilização dos pressupostos que orientam a determinação e
análise das figuras. A partir de então, proporemos projetos didáticos em que se possam integrar os
elementos lingüísticos e culturais que devem fazer parte do processo de aprendizagem de espanhol
como língua estrangeira. Nosso trabalho se organiza de modo a buscar nos livros didáticos algumas
atividades que trabalhem temáticas relacionadas à literatura e cultura de modo a promover a
ampliação desses temas a partir de intervenções nos LDs. A mobilização das discussões teóricas que
se baseiam na Análise do Discurso de linha Pecheuxtiana nos ajudará a refletir sobre a promoção de
espaços de aprendizagem que permitam aos estudantes estabelecer relações entre sua própria
realidade e a realidade dos países de língua espanhola. Para tanto, partimos de pesquisas anteriores
sobre as figuras identitárias hispânicas que ocupam um lugar representativo na história ou na
memória dos povos e, em seguida, construímos sequências didáticas com as quais o professor possa
trabalhar com essas figuras, sejam elas reais ou da ficção. É a propósito disso que buscamos trazer
reflexões sobre como o professor pode, a partir do livro didático, expandir as possibilidades do
universo que está ao redor de determinados temas mencionados no material didático possibilitando
a criação de espaços de identificação em aulas de Espanhol como Língua estrangeira (ELE).

Palavras-chave: Ensino. Identificação. Propostas


256
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ESPANHOLA E PARA AS LITERATURAS ESPANHOLA E
HISPANOAMERICANAS

INTERFÊNCIAS LINGUÍSTICAS NA ESCRITA DE HISPANOFALANTES


NA APRENDIZAGEM DO PORTUGUÊS COMO LÍNGUA ESTRANGEIRA

Marta Regina de Oliveira


(UERN)
martaregina_20@hotmail.com

O presente trabalho acadêmico aborda um estudo interlinguístico na escrita de hispanofalantes


aprendizes do português brasileiro da cidade de Mossoró-RN. Como objetivo geral pretende-se
analisar as interferências linguísticas na escrita desses aprendizes no processo de aprendizagem da
língua estrangeira, já como objetivos específicos: a) descrever os fatores que causam as
interferências; e b) verificar quais são as maiores dificuldades enfrentadas por estes na produção
escrita. O estudo fundamenta-se em aspectos teóricos sobre o Português como Língua Estrangeira,
passando por uma revisão bibliográfica de temas como: Aquisição de línguas e Linguística
Contrastiva (Análise contrastiva, de erros e Interlíngua) ancorados em DURÃO (2007), ALMEIDA
FILHO (2004). Desse modo, levando em consideração os objetivos aqui propostos, nós utilizaremos
teremos como corpus as produções escritas de alunos hispanofalantes, também aplicaremos um
questionário, com o intuito de verificar como e por que os alunos aprendem português, e como se
viabiliza o processo de aprendizagem de português como língua estrangeira, haja vista as
interferências linguísticas que surgem durante a interlíngua. Esta pesquisa está em andamento,
portanto não temos conclusões exatas até o momento, no entanto partimos da hipótese que alunos
hispanofalantes transferem aspectos linguísticos da sua LM na escrita da LE estudada.

Palavras-Chave: Português como Língua Estrangeira. Hispanofalantes. Interlíngua.


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ESPANHOLA E PARA AS LITERATURAS ESPANHOLA E
HISPANOAMERICANAS

ENSINO E APRENDIZAGEM DE ESPANHOL COMO LÍNGUA


ESTRANGEIRA: QUE ABORDAGEM UTILIZAR?

Marta Regina de Oliveira


(UERN)
martaregina_20@hotmail.com
José Rodrigues de Mesquita Neto
(UERN)
rodrigues_mesquita@hotmail.com

Neste artigo, pretende-se analisar que método(s) de ensino e aprendizagem professores de curso
livres utilizam em suas aulas, além disso, também objetivamos apresentar a trajetória das métodos de
línguas estrangeiras e os princípios pedagógicos que orientam o professor desta área. Para tal, inicia-
se com a reflexão e apresentação das principais abordagens que compõem o universo do professor de
línguas em especial o de língua espanhola. O estudo fundamentou-se em aspectos teóricos sobre o
ensino e aprendizagem de línguas estrangeiras e nas contribuições que o conhecimento destas
abordagens podem trazer para os professores, com aporte dos teóricos: ABADIA (2000), BARBOSA
(2014) e outros. Dentro deste contexto o presente estudo acrescentou a observação de aulas de
espanhol como língua estrangeira e analisou do ponto de vista metodológico se a proposta (material,
método, professor) condizia com a prática em sala de aula. Os resultados foram satisfatórios, pois
comprovamos como o professor integra a abordagem comunicativa ao ensino de língua espanhola.
Portanto, faz-se necessário conhecer e refletir sobre as abordagens, com o intuito de construir de
forma colaborativa a relação entre professor e aluno, assim como o crescimento individual na
coletividade.

Palavras-Chave: Abordagem Comunicativa. Ensino e Aprendizagem de Língua Estrangeira.


Espanhol como Língua Estrangeira.
258
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ESPANHOLA E PARA AS LITERATURAS ESPANHOLA E
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EL DESAFIO DE LA ENSEÑANZA DE ESPAÑOL EN LAS TURMAS DE


NÍVEL FUNDAMENTAL EN EL BRASIL EM LOS DÍAS ACTUALES

Rosângela Sâmara Rodrigues dos Santos


(UERN)
rosangela.sarah2525@gmail.com
Diva Wellk de Oliveira Santos
(UERN)
divawellk@gmail.com

Este trabalho é executado com base no desafio de ensinar espanhol em turmas de nível fundamental
no Brasil nos dias atuais, em uma abordagem clara e concisa. Destina-se a refletir sobre os conceitos
de uma professora da rede privada, por não ser oferecida na cidade de Assú aulas de espanhol em
nível fundamental em rede pública. Parte das considerações mais amplas e termina com a realidade
investigada. Esta pesquisa é qualitativa, realizada através da aplicação de questionário constante de
dez perguntas abertas, que visam apenas refletir a concepção educacional da língua espanhola e sua
importância para o ensino e aprendizagem, valorizando os dados recolhidos e não a sua quantidade.
O contexto histórico embasa-se em artigos lidos na internet, que mostram o assunto em formas não
convencionais. Ele também mostra as concepções sobre a base jurídica do ensino de espanhol e os
desafios enfrentados pelos professores no ensino de língua espanhola. São ideias que precisam de
novos caminhos para seguir, mas, manifestam interesse por uma língua tão importante para a cultura
brasileira e tem sido relegado para segundo plano. Portanto, este é um trabalho que não termina com
estas considerações, pois permite ir por novos caminhos e chegar a novas considerações, com base
nas concepções de autores como Moraes (2010), França (2017) e Boessio (2007).

Palavras-Chave: Ensino de Língua Espanhola. Reflexão. Aprendizagem.


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IMPLICATURAS E INFERÊNCIAS CONVERSACIONAIS: UMA ANÁLISE


DA VIOLAÇÃO DAS MÁXIMAS GRICEANAS DE CHARGES E TIRINHAS
EM LÍNGUA ESPANHOLA

Rosivânia Maria da Silva


(UERN/IFPB)
rosivaniasilva@oi.com.br
Pedro Adrião da Silva Junior
(UERN)
pedrolatino9@hotmail.com

As teorias pragmáticas evidenciam a importância do texto ser visto como o ambiente de interação
entre sujeitos e não apenas como uma sequência de frases que se relacionam entre si. Desse modo, a
pragmática postula que os significados e sentidos são construídos a partir de elementos linguísticos e
extralinguísticos que constituem a capacidade dos interlocutores de organizar enunciados criativos
que inferem significações a partir do não dito como um jogo intencional de palavras e ideias. O
presente trabalho tem por objetivo analisar as violações das máximas conversacionais, postulado
pela teoria griceana (1967;1975,1982) nos gêneros, charge e tira, observando como os recursos
linguísticos e pragmáticos atuam nos enunciados de modo que o implícito seja evidenciado através
das implicaturas e inferências. Para tal, utilizamos como corpus de análise, quatro enunciados, em
língua espanhola, apresentados em formato de tiras e charges de diferentes autorias com a finalidade
de analisar/descrever as máximas de quantidade, qualidade, modo e relevância infringidas nestes
gêneros discursivos .

Palavras-chave: Pragmática. Implicaturas. Máximas Conversacionais.


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ESPANHOLA E PARA AS LITERATURAS ESPANHOLA E
HISPANOAMERICANAS

LAZARILLO DE TORMES NA SALA DE AULA: PROPOSTAS DIDÁTICAS


PARA O ENSINO DA HABILIDADE LEITORA EM ESPANHOL COMO LE

Vitoria Girlianny Mendes da Silva


(UERN)
vitoriagirlianny@hotmail.com

Nos dias atuais a utilização da literatura em sala de aula tem sido alvo de muitas discussões entre os
educadores. A leitura dos clássicos literários se constitui como uma fonte inesgotável de
conhecimento proporcionando variados benefícios a todos que se dedicam à sua leitura a utilizamos
na escola, estamos oferecendo aos nossos alunos a oportunidade de conhecer novos gêneros e
contribuir para a aprendizagem, oferecendo-lhes uma nova realidade linguística para ser explorada.
Todos possuem a capacidade de ler textos clássicos, só é necessário que haja estímulo e
oportunidade de leitura. Objetivamos através deste trabalho analisar a eficácia da literatura, através
de Lazarillho de Tormes, para o desenvolvimento da habilidade leitora, nas aulas de Espanhol como
língua estrangeira. Na metodologia, inicialmente, realizamos uma pesquisa bibliográfica baseada em
autores como, Jouve (2002), Lajolo (1982), Ítalo Calvino (1993), entre outros, que serviram de base
teórica à execução dessa pesquisa. Por fim, através de uma pesquisa de campo (tipologia de coleta
de dados), aplicamos duas atividades com alunos de uma escola pública, do terceiro ano do Ensino
Médio, para explicitar o potencial didático do texto literário para o desenvolvimento da leitura em
ELE no Ensino Médio. .E com a análise feita através das atividades, a partir do comprometimento e
interesse dos educandos, ficou claro que o emprego da literatura clássica, através de atividades
didáticas a partir da obra Lazarillo de Tormes é sim uma ferramenta propícia para o ensino de
qualidade da habilidade leitora de ELE.

Palavras-chave: Literatura. Clássicos. Lazarillo de Tormes.


261
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A PRODUÇÃO E A COMPREENSÃO DOS ELEMENTOS COESIVOS NA


PRODUÇÃO DE TEXTOS INFANTIS

Alyssa Kayne de Queiroz dos Santos Lima


alyssaqueiroz@hotmail.com
Ana Carolina Celino Amorim
Luana Járdila dos Santos
(UERN)

O presente trabalho tem por finalidade investigar a produção e compreensão dos elementos coesivos
na produção de textos infantis, com o objetivo geral de entender como acontece esse processo tão
complexo e fascinante na produção de textos escritos por parte da criança e também buscar entender
os tipos de cadeias coesivas utilizadas por essas crianças. Para dar maior credibilidade ao nosso
trabalho, utilizamos citações e argumentos de teóricos que tratam sobre o assunto, que foram: Del
Ré (2006), Faria (2002), Fayol (2014) e Spinillo (2002). Para a análise dos dados, recolhemos textos
de crianças do 6º ano e buscamos nos textos os aspectos que apresentam o processo de produção e
compreensão de cadeias coesivas. Conseguimos compreender que, de fato, existem produções de
cadeias coesivas nos textos e que as crianças as utilizam com muita frequência. Além disso,
concluímos que crianças desde a mais tenra idade já se utilizam desses elementos na produção de
seus textos, mesmo que muitas vezes inconscientemente.

Palavras-chave: Produção. Compreensão. Coesivos. Textos. Criança.


262
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CHARGE: UMA LEITURA DISCURSIVA SOB A PERSPECTIVA DA


ANÁLISE DO DISCURSO FRANCESA

Amanda Mikaelly Nobre de Souza


(CAMEAM/UERN)
amandasouza1997@outlook.com
Bárbara Viviany de Souza
(UERN/CAMEAM)
barbara_vivianne@hotmail.com
Orientador: Prof° Me. Jailson José dos Santos
jailsonjose.uern@gmail.com
(UERN/CAMEAM)

Esta pesquisa surge com a necessidade de refletir acerca da influência exterior da língua para
compreensão de determinados enunciados, isto é, considerar a relação entre o social, o ideológico e
a História na construção de sentidos do texto, enquanto unidade discursiva. Sendo assim, o presente
trabalho tem como objetivo analisar o interdiscurso e a memória discursiva enquanto elementos
propícios para a construção de sentidos no gênero discursivo charge, de forma a estabelecer um
encadeamento entre o discurso e as práticas sociais, isto é, relacionar sujeito, discurso e linguagem.
O estudo encontra-se fundamentado nas discussões teóricas de: BRASIL (2001), FERNANDES
(2007) e MUSSALIM, F. & BENTES, A. C. (2006). O discurso, na materialidade linguística, é
marcado no indivíduo, enquanto sujeito discursivo, sob um ponto de vista social, histórico e
ideológico. Dessa forma, destacamos como resultados encontrados que o leitor compreende uma
determinada prática discursiva, a partir da posição em que ocupa no âmbito social, isto é, no
contexto sociocomunicativo, e que ao entrar em contato com o texto aciona as duas categorias do
discurso, o interdiscurso e a memória coletiva, apresentadas pelo campo da Análise do Discurso
Francesa.

Palavras-chave: Análise do Discurso. Charge. Interdiscurso. Memória discursiva.


263
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ENIGMAS DE UM CORPO FANTÁSTICO: UM ESTUDO DE DOIS CONTOS


DE CADEIRAS PROIBIDAS DE IGNÁCIO DE LOYOLA BRANDÃO

Ana Laura Oliveira Lopes


(UERN)
laura_lopes.o@hotmail.com
Leylyane Rafaela Silveira de Negreiros
(UERN)
leylyane.negreiros@gmail.com
Monica Valéria Moraes Marinho
(UERN)
monicavalmarinho@hotmail.com
Orientadora: Antonia Marly Moura da Silva
(UERN)

O propósito deste trabalho, um recorte dos resultados da pesquisa intitulada “Do conto fantástico e
seus arredores” (UERN), em andamento, é desenvolver um estudo dos contos “O homem do furo na
mão” e “O homem cuja orelha cresceu”, integrantes de Cadeiras proibidas (1976) de Ignácio de
Loyola Brandão. Na leitura pretendida, buscam-se as configurações do fantástico e do estranho na
ação dos personagens, sobretudo, na representação disforme e alegórica do corpo. Nessa perspectiva,
tomamos como referencial teórico os conceitos de Todorov (1975), Ceserani (2006), Bessière (1974)
e Roas (2014) sobre o fantástico, o conceito de estranho de Freud (1919), bem como textos da fortuna
crítica de Ignácio de Loyola Brandão. Em nossas hipóteses, defendemos que o grotesco é um recurso
utilizado pelo escritor para realçar a conexão entre o literário e o ideológico, pois nos contos, pelo
viés do absurdo, observa-se uma patente denúncia da anormalidade da condição humana, como a
exclusão social e a coisificação do homem moderno.

Palavras-chave: Ignácio de Loyola Brandão; fantástico; estranho; conto.


264
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O SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE E O BOOM DAS PRIVATIZAÇÕES:


ENTRE O DIREITO E A NEGAÇÃO

Ana Paula de Assis França


(UERN)
anapaula.af.1994@gmail.com
Larissa Jessica Ferreira de Souza
(UERN)
larissaxjesus@hotmail.com
Iana Vasconcelos Moreira Rosado
(UERN)
ianavasconcelos@uern.br

A saúde enquanto um direito universal é algo recente na história do Brasil, pois nos períodos
anteriores a Constituição Federal de 1988 a assistência à saúde, por meio da medicina previdenciária
se restringia aos sujeitos que estavam inseridos no mercado de trabalho. Os sujeitos que não
trabalhavam tinham acesso à saúde por meio dos serviços filantrópicos (caridade/assistencialismo).
Outrossim, o objetivo principal desse trabalho é fazer uma análise dos rebatimentos neoliberais na
política de saúde brasileira. Este artigo se propõe demonstrar que a intervenção mínima do Estado
nesta área, o aumento das privatizações ocorridas em 1990 que perpetuam na atualidade e a
intervenção do terceiro setor na implementação dos serviços de saúde são fatores contribuintes para
que a universalização e a integralização dos serviços de saúde não se efetivem na realidade. Outra
pretensão do presente trabalho é trazer um recorte histórico acerca da política de saúde brasileira.
Esta pesquisa é de caráter bibliográfico, ao passo que parte da análise de autores que promovem
reflexões sobre a política de saúde, o Neoliberalismo e os seus rebatimentos para as políticas sociais.
A conjuntura neoliberal na sociedade brasileira acarretou na ocorrência de políticas sociais, dentre
elas a de saúde, focalizadas e seletivas, simbolizando um retrocesso no que se refere a garantia dos
direitos da classe trabalhadora, pois os impactos do neoliberalismo nessa política fomentaram a
destinação de recursos do fundo político para o setor privado, ocasionando a mercantilização dos
serviços
sociais, como no caso das políticas de saúde, educação e previdência social.
265

Palavras-chave: Neoliberalismo. Políticas Sociais. Privatizações.


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RETEXTUALIZAÇÃO E ANÁLISE DE GÊNEROS COMO ESTRATÉGIAS


DIDÁTICAS PARA O ENSINO DA LÍNGUA PORTUGUESA

Anderson Victor Gonçalves de Medeiros


(UERN)
andersonvgm2@gmail.com
Kêmila Kelly Costa Bezerra
(UERN)
kemilakelly@gmail.com
Jammara Oliveira Vasconcelos de Sá
(UERN)
jammaravasconcelos@gmail.com (Orientadora)

Este trabalho tem como propósito reconhecer a retextualização como ferramenta didático-
metodológica para o ensino de língua portuguesa, objetivando estabelecer uma interface entre este
mecanismo e as teorias de análise dos gêneros textuais como ponto de partida para o ensino de língua
materna. Para isso, concebemos os gêneros textuais como instrumentos didáticos de suma
importância para o ensino de línguas e, nesta perspectiva, a retextualização surge com o papel de
intermediar o processo de ensino-aprendizagem, tornando-se uma facilitadora nas práticas
pedagógicas, auxiliando diretamente o professor em sua prática docente diária. Neste sentido,
defendemos que a retextualização atua como ferramenta, servindo de incentivo para que o aluno
possa colocar em prática os seus conhecimentos acerca dos gêneros, tanto em seus aspectos
estruturais, quanto no que tange aos propósitos comunicativos e, ainda acerca dos desdobramentos
sociais envolvidos nesta questão. Vale ressaltar, também, neste caso, que o termo retextualização,
nem sempre teve o mesmo significado que assume atualmente. Ele foi inicialmente atribuído a uma
tradução de uma língua para outra, passando por modificações em suas abordagens ao longo dos anos
(TRAVAGLIA,1993 isso?). Para entender esse conceito, realizamos uma pesquisa de natureza
qualitativa à luz dos estudos de Benfica (2013), Marcuschi (2001), e Travaglia (1993), além de
analisar as teorias dos gêneros através da perspectiva de Bakhtin (1997). Destarte, podemos adiantar
que a retextualização se apresenta como um recurso facilitador para o processamento cognitivo dos
alunos de língua portuguesa, no que diz respeito essencialmente ao ensino dos gêneros textuais.
266

Palavras-chave: Retextualização. Gêneros Textuais. Estratégias didáticas.


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O ENSINO DE VIOLÃO NO PROJETO SESI ARTE MOSSORÓ (RN):


CONTRIBUIÇÕES PARA A PRÁTICA DOCENTE

Andrê Medeiros de Paula Firmino


(UERN)
andre_tagima@hotmail.com
Renan Colombo Simões (Orientador)
(UERN/UFRGS)
renansimoes@hotmail.com

O presente artigo é baseado em minha experiência como professor de violão no Projeto SESI
ARTE, na cidade de Mossoró (RN), por meio da disciplina de Estágio Supervisionado I, ofertada
pelo Curso de Licenciatura em Música da UERN (UERN), e tem por objetivo relatar essa
experiência vivida durante as nove semanas em que atuei como professor na referida instituição,
buscando contribuições para a minha prática docente enquanto educador musical. As aulas de
violão, são ofertadas em três turmas de turnos diferentes, e na que atuei havia apenas uma aluna. O
artigo foi elaborado em quatro etapas: contextualização do ensino de violão na instituição,
desenvolvimento das aulas ministradas, contribuições para a prática docente e considerações finais.
Ao longo do processo, busquei uma metodologia de fácil compreensão para a aluna, de acordo com
os recursos oferecidos, e avaliei como a aluna reagiu a esses conteúdos abordados em sala de aula.

Palavras chave: ensino de violão; Projeto SESI ARTE; prática docente.

267
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A ARTE DE ANTONIO FRANCISCO LISBOA: “OS PROFETAS” E A


ELIPSE BARROCA

Ane Keila Ferreira Nunes


(UERN)
ane_keilaa@hotmail.com
Leila Maria de Araújo Tabosa (Orientadora)
(UERN)
abaporu1928@hotmail.com

Esta proposta de trabalho faz parte do Projeto Institucional “O Barroco na América: Literatura e Arte
Arquitetônico-Escultórica no Brasil Colonial” – DLV/UERN (2016-2017) sob a coordenação da
professora Doutora Leila Tabosa. Nosso trabalho objetiva analisar “Os Profetas”, de Antônio
Francisco Lisboa, o Aleijadinho, obra inserida cronologicamente no Arcadismo brasileiro. A arte
arquitetônico-escultórica que então se apresenta no Neoclassicismo é Barroca por excelência,
descontruindo a noção temporal de escola literária presa aos limites cronológicos. O Barroco é a arte
desdobrada em diversas esferas artísticas. Em vista disso, nosso estudo pretende mostrar as volutas
Barrocas em forma de espiral, dentro do ponto de vista teórico de Sarduy (1989), nas esculturas dos
doze profetas esculpidos por Aleijadinho. Para isso, faremos uso de teorias Barrocas, tais como: o
“eon”, termo citado por Eugenio D’Ors (1990), os volumes das massas de Heinrich Wölfflin (1989) e
a elipse de Severo Sarduy (1989) na composição da estrutura monumental da obra “Os Profetas”.

Palavras-chave: Barroco. Antônio Francisco Lisboa. Elipse.


268
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AS MEMÓRIAS DO NARRADOR NOS CONTOS “TREZENTAS ONÇAS” E


“O ANJO DA VITÓRIA” DE JOÃO SIMÕES LOPES NETO

Angela Maria da Silva


(UERN)
angela.maria15@hotmail.com
Elineuda Maria de Andrade
(UERN)
elineldasouza2015@outlook.com
Larissa Cristina Viana Lopes
(UERN/UFRN)
larissinhafontes@gmail.com

Este artigo objetiva analisar as memórias do narrador nos contos “Trezentas onças” e “O anjo da
vitória”, da obra Contos Gauchescos, de João Simões Lopes Neto. As análises foram feitas a partir
das memórias de Blau Nunes, narrador personagem presente nos dezenove contos do livro. Nosso
trabalho se baseia teoricamente em discussões de Gancho (1994) e Franco Júnior (2009) que versam
sobre narrador, em Santana (2010) e Moisés (2001) sobre Pré-Modernismo, que é o contexto
literário da obra em questão, entre outros que discutem ainda o regionalismo, os aspectos históricos
e a vida e as obras do autor dos contos aqui estudados. Diante deste aporte teórico, a análise dos
contos evidencia que Blau Nunes, narrador das duas histórias, olha para o passado e revela
passagens de sua vida na infância, em “O anjo da vitória”, e também como adulto, no caso de
“Trezentas onças”, arquitetando lembranças que o despontam como um destemido guerreiro,
circunstanciado pela Revolução Farroupilha, fixada em suas memórias de tropeiro dos pampas. A
narração memorialista é composta por uma forte linguagem gaúcha, a qual classifica estes textos
como regionalistas, juntamente com descrições do chimarrão, a lida com os animais, as peripécias
dos peões e vaqueiros em cenário de guerra, num emaranhado jogo de trabalho árduo, política e atos
heroicos.

Palavras-chave: Narrador; memórias; rezentas onças; O anjo da vitória.


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REFLEXÕES ACERCA DA IMPORTÂNCIA DO ESTÁGIO


SUPERVISIONADO EM LÍNGUA INGLESA NA FORMAÇÃO DA
IDENTIDADE DOCENTE

Aniole Sueny Cortês de Sousa


(UERN)
aniole.cortes@yahoo.com.br
José Maria Fernandes da Costa
(UERN)
Obédia Oliveira da Silva

Este trabalho tem o objetivo de demonstrar a importância da disciplina do Estágio Supervisionado


em Língua Inglesa para a execução das abordagens do professor de língua inglesa em formação
inicial. Como é de conhecimento geral, existe uma grande distância entre as teorias abordadas nas
faculdades e a prática das mesmas, o objetivo desse estágio foi estreitar as relações entre esses dois
aspectos da formação docente, a fim de estabelecer uma produção de conhecimento genuíno, e
promover o aprendizado com relação à prática de ensino de Língua Inglesa. O referencial teórico
está baseado nos documentos usados na disciplina de estágio e em pesquisas em linguística aplicada
de Almeida Filho (2008). O trabalho traz relatos das práticas pedagógicas realizadas na escola, além
da relação entre as abordagens do professor e ações realizadas em sala de aula. Conclui-se que a
partir desse estudo, o Estágio Supervisionado fornece conhecimentos imprescindíveis para a
formação da identidade docente.

Palavras chave: Estágio. Teoria e prática. Identidade docente. 270


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O GÊNERO PROPAGANDA NO DESENVOLVIMENTO DAS PRÁTICAS DE


LINGUAGEM DOS ALUNOS: EXPERIÊNCIA DO ESTÁGIO
SUPERVISIONADO

Antonia Jany da Silva


(UERN-CAMEAM)
jany_silva_123@hotmail.com Bruna
Luíza Rodrigues do Nascimento
(UERN/CAMEM)
blrn_bruna@hotmail.com
Maria Leidiana Alves
(CAP-UERN)
leidiana_alves2007@yahoo.com.br

Os gêneros textuais estão presentes nas mais variadas práticas discursivas da sociedade, nas mais
diferentes esferas. Na sala de aula não poderia ser diferente, uma vez que é através do gênero
textual que se desenvolve a capacidade de ler, escrever e de se comunicar habilmente. Sabendo
disso, desenvolvemos este trabalho que tem como objetivo mostrar uma proposta de trabalho com
os gêneros publicitários, com foco na propaganda, em sala de aula e como ele auxilia no
desenvolvimento das práticas de linguagem dos alunos. Para isso, nosso corpus de análise consiste
nas experiências e práticas que foram realizadas durante o Estágio Supervisionado I, em turmas do
8° ano do Ensino Fundamental, de uma escola estadual da Cidade de Pau dos Ferros. Para tanto,
buscamos embasamento teórico em Marcuschi (2002), Bakthin (2003), nas sequências didáticas de
Schneuwly e Dolz (2004), nos estudos de Van Eemeren (1987), e Guedes (2006), bem como nos
Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) de Língua Portuguesa, Brasil (1998). Foi possível
constatar na prática, que o uso do gênero publicitário, em especial a propaganda, tornou o processo
de comunicação, leitura e escrita dos alunos mais dinâmico, interativo e o gosto pela leitura e
investigação foi incentivado. Diante do que foi analisado, é possível concluir que o trabalho com o
gênero, quando feito de forma sistematizada e contextualizada, surte efeitos surpreendentes e pode
contribuir no sentido de levar o aluno a (re)conhecer a funcionalidade e dinamicidade da linguagem
nos seus mais variados usos.
271

Palavras-chave: Gênero, Publicidade, Ensino.


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ESTRATÉGIAS DIDÁTICAS PARA ALFABETIZAR ALUNOS EM FASE


PRÉ-SILÁBICA: UM ESTUDO DE CASO

Antonia Taizi Costa de Medeiros


(UFERSA)
taizimedeiros@gmail.com
Suzana Medeiros de Carvalho
(UFERSA)
s_suzanamedeiros@outlook.com
Eva Siqueira da Rocha
(UFERSA)
evinhasiqueira321@gmail.com
Orientadora: Profª Ms. Ana Gabriela de Souza Seal

O presente artigo traz reflexões acerca da relevância do trabalho com alunos que encontrem-se na
fase pré-silábica de aprendizagem da linguagem escrita, com base nas discussões oriundas da
Psicogênese da Língua Escrita. Em particular, destacamos as situações de aprendizagem de uma
criança na fase pré-silábica, no Projeto de Assentamento Bom Lugar I, no município de Upanema –
RN. Buscamos investigar quais as estratégias didáticas para a alfabetização revelavam resultados
mais significativos e, ao mesmo tempo, quais aquelas que o aluno demonstrava maior familiaridade
e destreza. No decorrer do trabalho foram desenvolvidas cinco atividades de caráter distinto
investigar as reações e aprendizagens realizadas pelo sujeito frente a cada uma. Por meio das
respostas das tarefas pôde-se identificar os avanços e resistências do aluno na fase pré-silábica a
cada tipo de desafio apresentado, bem como foi possível reconhecer as possibilidades de
aprendizagens reveladas ainda nessa fase.

Palavras-chaves: Intervenções didáticas, atividades de alfabetização, psicogênese da língua escrita.


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VARIANTES LINGUÍSTICAS: UM ESTUDO SOBRE DIFERENTES


LINGUAGENS EM MEIO Á FEIRA LIVRE DE PATU

Antonina Roberta Menezes


(UERN)
fernanda20221@hotmail.com
Fabiana Gomes Filgueira
(UERN)
Fernanda Gomes Filgueira
(UERN)

O presente artigo tem como foco o estudo dos padrões de comportamento linguístico observáveis
em meio à feira livre da cidade de Patu-RN, colhendo informações no cotidiano dos falantes,
evidenciando a diversidade linguística presente na fala das pessoas que frequentam esse espaço.
Para isso, nos fundamentamos nas teorias que visam a sociolinguística como uma vertente da
linguística que se propõe a estudar a língua em uso nas comunidades de fala, contextualizando aos
aspectos linguísticos, culturais e sociais; procura estabelecer as fronteiras entre os diferentes falares
de uma língua. Para tanto, esta pesquisa se caracteriza como sendo qualitativa do tipo estudo de
campo, em que foram feitas observações. Para fundamentar o nosso pesquisa faremos aporte de
Bagno (2001)Araújo (2012), Lucchesi e Calvet (2002). Constatamos que há uma variação
linguística na fala dos feirantes, pois os mesmos utilizam termos adquiridos no convívio social o
que nos faz perceber a heterogeneidade da língua.

Palavras-chave: Variação linguística. Fala. Feira livre. 273


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DO CONHECIMENTO ACADÊMICO À PRÁTICA: O ENSINO DE


GRAMÁTICA NA ESCOLA

Antonio Pablo Moura Lima


(UERN)
pablomoura20@hotmail.com
Hubeônia Morais de Alencar
hubeonia@gmail.com
(UERN)

Este trabalho foi desenvolvido na disciplina de Didática da Língua Portuguesa do curso de Letras da
Universidade do Estado do Rio Grande do Norte – UERN. Seu objetivo foi analisar a prática do
ensino de Língua Portuguesa, considerando a relação entre os conhecimentos teóricos adquiridos na
disciplina mencionada anteriormente e a prática efetivada nas salas de aula da Educação Básica,
especificamente no ensino de gramática. Para tanto, observou-se a prática de um docente numa
escola de ensino médio da rede privada da cidade de Mossoró-RN, levando-se em conta, na
observação, as contribuições de Geraldi (2010), Possenti (2000), Tardif (2010), Travaglia (2000) e
outros. Tais contribuições forneceram elementos teórico-metodológicos que deram suporte à
pesquisa, a qual contou também com as reflexões dos Parâmetros Curriculares Nacionais para o
Ensino Médio (PCNEM), os quais auxiliam as equipes escolares na execução de seus trabalhos,
servindo de apoio ao desenvolvimento do currículo da escola, além contribuir ainda para a
atualização profissional. Nesse ínterim, analisamos materiais e recursos didáticos utilizados pelo
professor para o ensino de gramática de Língua Portuguesa, com base nas recomendações dos
PCNEM. O percurso analítico apontou que o exercício do professor em sala de aula corresponde
satisfatoriamente ao que os Parâmetros Curriculares do Ensino Médio recomendam e que, embora a
formação dos professores envolva um processo complexo e saberes múltiplos (OLIVEIRA, 2008), é
possível que o docente atue exitosamente na sua prática em sala de aula.

Palavras-chave: Prática de ensino. Língua Portuguesa. Gramática. Concepções de Linguagem.


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RELATÓRIO DA COMISSÃO DA VERDADE POSIÇÕES-SUJEITO E


EFEITOS DE SENTIDO

Antonio Pablo Moura Lima


(UERN)
pablomoura20@hotmail.com

Este trabalho está inserido no campo de estudos da Análise do discurso de orientação francesa e tem
como objetivo principal analisar os efeitos de sentidos sobre memória e verdade em enunciados que
marcam a heterogeneidade das formações discursivas envolvidas no debate sobre o Relatório da
Comissão Nacional da Verdade. Após a cerimônia de lançamento do trabalho da CNV, vê-se uma
explosão de enunciabilidades verbais e não verbais que circularam na mídia televisiva e virtual. A
multiplicidade de posições acerca da Comissão marca a heterogeneidade das posições sujeito, na e
pela linguagem, e possibilitou distintos debates sobre os acontecimentos que ocorreram no período
militar, colocando-os num confronto de discursos, na tensão entre posicionamentos díspares. A
partir dessa heterogeneidade de posições, foi montado um corpus com discursos que materializam
tais posições em torno dos discursos e práticas do Relatório Nacional da Verdade, especialmente
sua relação com a ditadura militar, a qual foi a parte do documento em que mais se percebeu
posicionamentos divergentes. O estudo aqui empreendido investigará, então, como esse documento
produz certos efeitos de verdade na mídia, advindos de certas formações discursivas e do processo
dialogal de seus interdiscursos, entendido como conjunto de saberes de uma formação discursiva.

Palavras-chave: Discurso. Efeitos de Sentido. Mídia. Relatório da Comissão Nacional da Verdade.

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O ENSINO DA ESCRITA NA LÍNGUA INGLESA UTILIZANDO O GÊNERO


TEXTUAL CHAT

Antonio Tássio Ferreira de Oliveira


(UERN)
antoniotassio.rg@gmail.com
Carlos Emerson de Souza Santos
(UERN)
carlossantos_emerson19@hotmail.com
Everton Moura dos Santos
(EEGDR)
evertoniso9000@gmail.com

Atividades com gêneros textuais pode favorecer o desenvolvimento de aspectos linguísticos na


língua estrangeira, ao mesmo tempo em que forma cidadãos capazes de atuar nas mais diversas
práticas sociais, com isso, utilizamos o gênero chat através de uma sequência didática. Acreditamos
que a utilização do gênero chat traz uma nova definição a linguagem escrita, pois através dele
utilizamos as tecnologias dos smartphones com programas de bate-papo via internet como
WhatsApp. Esses chats podem ser utilizados como fonte de ampla aprendizagem. Este trabalho
utiliza o aparato teórico-metodológico da Pesquisa-ação (TRIPP, 2005). A atividade foi aplicada na
turma de 3ª série do Ensino Médio da Escola Estadual Governador Dix-Sept Rosado, planejada
pelos participantes do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID/CAPES),
subprojeto Língua Inglesa da UERN e tem como base teórica os estudos de Bakhtin (2003),
Antunes (2003; 2009), Marcuschi (2003), Koch & Elias (2012; 2014) acerca de gêneros textuais e
as discussões sobre sequência didática de Schneuwly & Dolz (2004) entre outros. Primeiramente,
introduzimos o gênero, aplicamos atividades de compreensão estrutural e escrita formal e informal
no gênero Chat, partimos para a atividade escrita apresentando uma situação, na qual os alunos
escreveram a partir da mesma, e, em seguida, aplicamos os módulos para o aprimoramento da
escrita em língua inglesa. A aplicação desta atividade foi bastante proveitosa, e foi perceptível o
avanço dos alunos no decorrer das atividades.
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Palavras-chave: Gênero. Chat. Ensino/Aprendizagem de Línguas Estrangeiras.


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MEMES: UMA ANÁLISE DO CONTEXTO SOCIOPOLÍTICO BRASILEIRO

Aristóteles Sousa Ferreira


(UERN)
tottybak@yahoo.com.br
Lývia Lorena de Souza Dantas
(UERN)
llorenadantas@hotmail.com
Thâmara Soares de Moura
(UERN)
thamara.soares068@gmail.com
Orientador(a): Profª. Ma. Luciana Fernandes Nery
(UERN)

O presente trabalho tem como objetivo identificar e analisar os diferentes discursos políticos
presentes nos memes referentes à condenação do ex-presidente Lula pelo Juiz Sérgio Mouro, mais
especificamente no dia 12 de julho de 2017, focalizando os seus aspectos constitutivos e de
produção, tanto ideológicos, históricos e linguísticos, quanto imagéticos. A imitação e replicação
de ideias, gestos e atividades – os memes – são práticas antigas e de suma importância para a
perpetuação das organizações biológicas, culturais e socioideológicas dos seres. Atualmente, com o
advento da tecnologia, mais precisamente as redes sociais, eles se transformaram, de forma a
sintetizar e disseminar viral e instantaneamente os aspectos culturais e ideológicos defendidos por
grupos sociais, através da união verbal e visual, usando os usuários como uma espécie de
hospedeiros. Para tanto, sob a perspectiva francesa da Análise do Discurso, será investigado um
corpus composto por dois memes, retirados da plataforma Facebook, no dia 13 de Julho do referido
ano, calcando-se em autores e estudiosos da área, como: Brasil e Silva (2016), numa abordagem
mais ampla do gênero, passeando por seus conceitos, funcionalidades e propagação sob um prisma
histórico social e midiático do facebook, aprofundando-se nos recursos imagéticos e sua tendência
ao encurtamento discursivo propostos por Courtine (2003), bem como na reflexão de Coulomb-
Gully (2014), acerca dos processos de influência e disseminação dos discursos políticos a partir da
mídia. Desta forma, constata-se que a mídia modificou-se, mas continua prescrevendo ideologias.
Sendo assim, o fato da disseminação rápida dos memes só intensifica essa situação.
277

Palavras-chave: Análise do Discurso. Discursos políticos. Mídia. Memes.


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ANÁLISE DO GÊNERO NOTÍCIA À LUZ DAS TEORIAS BAKHTINIANAS

Bárbara Luíza Alves Rubio


(UERN)
barbaral97@hotmail.com
Maria Caroline Andrade de Lima
(UERN)
calorinil@gmail.com
Orientadora: Profa. Dra. Jammara Oliveira Vasconcelos de Sá
(UERN)

Nosso trabalho tem como objetivo mostrar a concepção de gêneros discursivos propostos por
Bakhtin. Para isso, usamos como referência as reflexões de Rodrigues (2005) e Gubert (2015).
Como objeto de análise, selecionamos a notícia “Um jogo em que todos ganham” da revista Veja
(ed.2523) e trabalhamos o conceito de língua e discurso utilizados por Rodrigues (2005) acerca dos
postulados desenvolvidos por Bakhtin, demonstrando assim, a importância do estudo de gêneros.
Na análise da notícia, utilizamos dois métodos apresentados por Rodrigues. São eles: a dimensão
social e a dimensão verbal da notícia. A teoria é apresentada, enquanto a notícia “Um jogo em que
todos ganham” é analisada partindo das circunstâncias em que a notícia foi escrita: o meio social na
qual está inserida, os termos e as palavras utilizadas propositalmente pelo autor, além de outros
aspectos utilizados para a construção do gênero. Portanto, com este recorte no gênero notícia, é
ressaltada a importância do estudo mais apurado deste gênero, sua construção e o seu impacto nas
esferas sociais.

Palavras-chave: Gêneros Discursivos; Notícia; Análise; Revista Veja. 278


Página

ISBN: 978-85-7621-221-8
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O GÊNERO CRÔNICA COMO ELEMENTO AUXILIADOR NO


DESENVOLVIMENTO DAS HABILIDADES DE LEITURA E ESCRITA:
EXPERIÊNCIA DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO

Bruna Luíza Rodrigues do Nascimento


(CAMEAM/UERN)
blrn_bruna@hotmail.com
Antonia Jany da Silva
(CAMEAM/UERN)
jany_silva_123@hotmail.com
Sueilton Junior Braz de Lima
(CAMEAM/UERN)
sueilton-pdf@hotmail.com

O objetivo deste trabalho é mostrar como o gênero crônica pode auxiliar no desenvolvimento das
práticas de leitura e escrita em sala de aula, tendo o gênero crônica também como ponto de partida
para o desenvolvimento de habilidades comunicativas mais amplas, principalmente no âmbito do
Ensino Médio. Os gêneros textuais são variedades de textos, seja textos verbais ou não verbais, que
encontramos em vários situações e ambientes de discurso da sociedade e tem uma função
comunicativa. No âmbito escolar, é imprescindível os professores trabalharem com tipologia de
textos, uma vez que optam por trabalhar gêneros textuais. Utilizar os gêneros textuais como uma
ferramenta educacional, serve para desenvolver atividades e habilidades como práticas de leituras e
escritas. Nosso corpus de análise consiste nas experiências e práticas que foram realizadas durante o
Estágio Supervisionado II, em turmas do 1ª e 3ª série do Ensino Médio, de uma escola estadual da
cidade de Portalegre-RN. Para a construção deste trabalho optou-se pelos textos teóricos em
Marcuschi (2002), Travaglia (2002), Bakhtin (1982), nas sequências didáticas de Dolz & Schneuwly
(1998), nos estudos de Schnerder (2008), Neves (1995), entres outros autores. Com as análises
podemos constatar que trabalhar com o gênero crônica de forma sistematizada, e por esse gênero ter
um caráter informativo e descontraído, possibilita o aluno a desenvolver habilidade como prática de
leitura e escrita mais significativas realizada de maneira prazerosa e autônoma.
279

Palavras chave: Linguagem. Gênero. Crônica.


Página

ISBN: 978-85-7621-221-8
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O ENSINO DA ESCRITA NA LÍNGUA INGLESA UTILIZANDO O GÊNERO


TEXTUAL CHAT

Carlos Emerson de Souza Santos


(UERN)
carlossantos_emerson19@hotmail.com
Antonio Tássio Ferreira de Oliveira
(UERN)
antoniotassio@outlook.com
Orientador: Everton Moura dos Santos
(EEGDR)
evertoniso9000@gmail.com

Atividades com gêneros textuais podem favorecer o desenvolvimento de aspectos linguísticos na


língua estrangeira, ao mesmo tempo em que forma cidadãos capazes de atuar nas mais diversas
práticas sociais, com isso, utilizamos o gênero chat através de uma sequência didática. Acreditamos
que a utilização do gênero chat traz uma nova definição a linguagem escrita, pois através dele
utilizamos as tecnologias dos smartphones com programas de bate-papo via internet como
WhatsApp. Esses chats podem ser utilizados como fonte de ampla aprendizagem. Este trabalho
utiliza o aparato teóricometodológico da Pesquisa-ação (TRIPP, 2005). A atividade foi aplicada na
turma de 3ª série do Ensino Médio da Escola Estadual Governador Dix-Sept Rosado, planejada
pelos participantes do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID/CAPES),
subprojeto Língua Inglesa da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) e tem como
base teórica os estudos de Bakhtin (2003), Antunes (2003; 2009), Marcuschi (2003), Koch & Elias
(2012; 2014) acerca de gêneros textuais e as discussões sobre sequência didática de Schneuwly &
Dolz (2004) entre outros. Primeiramente, introduzimos o gênero, aplicamos atividades de
compreensão estrutural e escrita formal e informal no gênero Chat, partimos para a atividade escrita
apresentando uma situação, na qual os alunos escreveram a partir da mesma, e, em seguida,
aplicamos os módulos para o aprimoramento da escrita em língua inglesa. A aplicação desta
atividade foi bastante proveitosa, e foi perceptível o avanço dos alunos no decorrer das atividades.

Palavras-chave: Gênero. Chat. Ensino/Aprendizagem de Línguas Estrangeiras.


280
Página

ISBN: 978-85-7621-221-8
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A CHARGE COMO ESPAÇO POLÍTICO E DE CRÍTICA AO RACISMO

Carlos Matheus da Silva Meneses


(UERN)
2014cmsm@gmail.com
Graziela da Silva Lima
(UERN)
graziela1700@gmail.com
Sabrina Raquel Fernandes de Oliveira
(UERN)
sabrina_raquel10@hotmail.com
Orientadora: Ana Maria de Carvalho
(UERN)
carvalhoana1@hotmail.com

A charge se configura, fundamentalmente, como uma espécie de crônica humorística, que tem o
caráter de crítica, provocando o hilário, cujo efeito é conseguido por meio do exagero. Caracteriza-
se, pois, por ser um texto visual humorístico e opinativo, que critica um personagem ou fato
específico. Nessa direção, este trabalho objetiva analisar os movimentos da memória presentes em
charges que trazem críticas relacionadas ao racismo, fato esse que organicamente está estruturado
nas relações de poder da sociedade. Dessa forma, fundamenta-se nos construtos teóricos da Análise
do Discurso de orientação francesa, tendo como referências Foucault (1995), Orlandi (2001),
Gregolin (2003) e Fernandes (2007). Na materialidade linguística e imagética dessas charges, se
inscrevem a História e o social. Assim, a análise aponta que o discurso das charges atua como
agente de uma memória sociopolítica, capaz de repetir dizeres, ressignificando-os, produzindo, pois,
efeitos de sentido. Nesses termos, em meio a esse jogo discursivo dessas charges, muitas “verdades”
são reveladas e inúmeros efeitos de sentidos são possibilitados, tendo em vista as condições de
produção e circulação do discurso.

Palavras-chave: Discurso. Memória discursiva. Racismo. Charges.


281
Página

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DISCURSOS SOBRE GÊNERO E SEXUALIDADE NO ÂMBITO ESCOLAR

Caroline Aires de Macêdo


(UERN)
carolineaires04@hotmail.com
Ana Maria de Carvalho
(UERN)
carvalhoana1@hotmail.com

Esta pesquisa está vinculada ao Programa Institucional de Bolsa de Iniciação Científica –


PIBIC/UERN e à linha de pesquisa Estudo dos processos de produção identitária de modos de
subjetivação na contemporaneidade, do Grupo de Estudos do Discurso da UERN – GEDUERN.
Configura-se em uma investigação que reflete sobre o papel da instituição escolar perante uma
temática inquietante e complexa como as questões de gênero e sexualidade, problematizando,
assim, como essas questões são discursivisadas na escola e de que forma pode ser trabalhada nesse
ambiente que se institui como um importante lugar de formação para o exercício da cidadania e, por
conseguinte, para o tratamento pedagógico desse desafio educacional contemporâneo. Em busca de
respostas para esses questionamentos objetivou-se observar como vem sendo conduzida a
“Orientação Sexual” na escola. Para tanto, pautou-se nas contribuições de Foucault (2005, 2011), de
Louro (1999; 2004) de Sayão (1997), entre outros autores, e nos documentos oficiais como PCNs –
Temas transversais e Cadernos SECAD. Na execução deste trabalho, observou-se que a temática em
questão foi trabalhada por meio de ações da equipe PIBID de Língua Portuguesa, através de
debates, encenações, produções escritas. Tal iniciativa exerce uma ação integradora das
experiências vividas pelo aluno e auxilia, portanto, no trabalho de Orientação sexual no âmbito
escolar.

Palavras-chave: Discurso, Gênero, Sexualidade, Escola, PIBID.


282
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PRECONCEITO LINGUÍSTICO E O ENSINO DE LÍNGUA MATERNA: O


PAPEL DO EDUCADOR NO AMBIENTE ESCOLAR

Christian Lucas Siqueira Brasil


(UERN)
christianlucas12@gmail.com
Sávio de Souza Carlos
(UERN)
savioassetec@hotmail.com
Orientador: Gilson Chicon Alves
(UERN)
gcairo61@hotmail.com

O seguinte trabalho busca desmitificar a ideia ultrapassada e elitizada que vem sendo propagada
através do tempo, a qual afirma que, a excelência na fala e, posteriormente, na escrita só pode ser
adquirida através do domínio da Gramática Normativa. Para desenvolver os apontamentos aqui
apresentados, o artigo toma como ponto de partida os estudos feitos por Marcos Bagno (1999). A
pesquisa bibliográfica centraliza-se no paradigma da relação de poder que é exercido por meio de
uma parte da sociedade que teve acesso à educação de qualidade, e por sua vez, impõe um padrão
de língua inalcançável pelas camadas menos prestigiadas socialmente. Haja vista que grande parte
foram vítimas de crimes sociais, no que diz respeito ao direito à educação. Ademais, o preconceito
instaurado pela falha concepção de língua apontada nos compêndios gramaticais viabiliza os
pressupostos do senso comum e contribui para as aversões a qualquer forma de variação. Portanto,
se concluirá juntamente com Bagno (1999) que o contexto vivido nos dias atuais nas escolas com
enfoques voltados para o ensino da Gramática Normativa, principalmente nas instituições de ensino
público, promove a desmotivação ao aprendizado da língua materna e ao desgosto pela disciplina de
língua Portuguesa, além de que apontar para uma visão utópica da língua.

Palavras chaves: gramática normativa; fala; escrita; educação.


283
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PINTURA EM TELA: RELEITURA DE DIVERSOS ARTISTAS PLÁSTICOS.


UM RELATO DE EXPERIÊNCIA DO PROJETO PIBID ARTE/MÚSICA NA
ESCOLA ESTADUAL DIRAN RAMOS DO AMARAL

Criscianne Ellen Vasconcelos de Santana


(UERN)
criscianne_ellen@hotmail.com
Luandrey Célio Silva da Costa
(UERN)
luandreycelio@hotmail.com
Juliana de Oliveira Revoredo Souza
(SEEC-RN)
juliana_revoredo@msn.com

Desde 2014 o projeto PIBID/Música está sendo desenvolvido em quatro escolas estaduais de
Mossoró-RN, contribuindo para formação docente dos alunos da licenciatura em Música da UERN
campus central, proporcionando uma melhor formação para os alunos das escolas contempladas,
como também para os bolsistas. Dessa forma o presente artigo busca por meio de um relato de
experiência, apresentar o projeto pintura em tela, que foi desenvolvido pelos bolsistas do Projeto
PIBID/Música, juntamente com a professora supervisora, na Escola Estadual Diran Ramos do
Amaral. Este projeto teve por objetivo proporcionar aos alunos experiências e sensações de pintura
em tela com uma releitura de vários artistas plásticos. Manifestando no aluno o processo criativo,
levando-os ao contato com a pintura em tela, podendo assim identificar os significados expressivos
e comunicativos das formas visuais, mostrando aos mesmos que arte e a história vem para
complementar e incentivar na concepção de cidadãos que possam fazer diferenças no mundo atual.
Com isso foi exposto a comunidade as pinturas realizadas pelos alunos, contando com uma
apresentação musical dos mesmos, que utilizaram instrumentos confeccionados em sala de aula.

Palavras chave: Projeto PIBID/Música, ensino de Artes/Música, pintura em tela.


284
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ASSU: TERRA DOS POETAS?

Cristiane Rayssa Morais Mota


(UERN)
cristianerayssa9@gmail.com
Cássia de Fátima Matos dos Santos
(UERN)

A historiografia literária potiguar aponta que a poesia foi, durante longo tempo, o gênero mais
cultivado entre os autores locais, refletindo-se esse fato também na cidade de Assu. As antologias,
Poetas do Rio Grande do Norte, de Ezequiel Wanderley (1922) e Panorama da poesia norte-rio-
grandense, de Rômulo Wanderley (1965), demonstram presença marcante de poetas assuenses,
tornando-a conhecida como “Terra dos poetas”. A pesquisa “Tradição e renovação na poesia
assuense” (PIBIC 2016-2017) teve como objetivo geral a investigação da produção poética na cidade
de Assu na atualidade e a sua relação com a tradição evocada no epíteto “Assu, a terra dos poetas”. A
metodologia envolveu pesquisa bibliográfica e pesquisa de campo. Na pesquisa bibliográfica, partiu-
se dos estudos já desenvolvidos por Santos (2009; 2010a; 2010b; 2011; 2013), da relação Literatura e
sociedade e Literatura como sistema, de acordo com Antonio Candido. Em campo, a constituição dos
dados deu-se pela investigação em sites e blogs da região e por meio de um questionário aplicado aos
colaboradores. A pesquisa demonstrou que os poetas comungam um sentimento de respeito pelo
passado literário da cidade, afirmando que a tradição poética continua viva, embora com poucas
publicações de livros. Um dado significativo foi a criação, em 2015, da Academia assuense de Letras,
atualmente com 14 sócios. O livro Vertentes (2002) reúne poemas de 25 poetas assuenses. Um dado
revelador foi a presença da glosa, forma tradicional e muito comum nas produções do passado, como
forma literária ainda presente na produção de dois poetas publicados em Vertentes.

Palavras-chave: Poesia potiguar. Poetas de Assu. Terra dos poetas. Glosa.


285
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LETRAMENTO VISUAL CRÍTICO NO ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM


LÍNGUA INGLESA: INVESTIGANDO O MATERIAL DIDÁTICO
UTILIZADO POR PROFESSORES EM FORMAÇÃO

Cybele Ruana Ferreira de Morais


(UERN)
cybele.ruana.f.m@gmail.com
Maria Zenaide Valdivino da Silva
(UERN)
mariahzenaide@gmail.com

O estágio supervisionado possibilita um contato direto com a sala de aula, resultando na relação
teoria e prática. Especialmente pelas mudanças que têm acontecido nas áreas comunicativas, como a
inserção de recursos multimodais em nosso cotidiano, a nossa preocupação volta-se para a maneira
como professores de língua inglesa em formação vêm abordando o letramento visual crítico em suas
experiências, durante a fase de regência de classe. Nesse sentido, nossa pesquisa analisou o material
didático utilizado por estagiários de licenciatura em Letras/Inglês que ministraram aulas no Ensino
Fundamental, sob a ótica da multimodalidade, com foco na leitura visual. Foram coletados 12
relatórios de alunos do 5° semestre do curso de língua inglesa, dos quais apenas 6 foram
selecionados como corpus da pesquisa. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, interpretativista e
descritiva. Este trabalho relacionou teorias com base em Kress e van Leeuwen (2006), Jewitt
(2009), Bezemer e Kress (2016), Callow (2013), Oliveira (2006), Rojo (2012) e Lemke (2010). O
material analisado apresenta imagens que, em sua maioria, não foram utilizadas com a finalidade de
realizar uma leitura imagética, e sim para trabalhar aspectos meramente linguísticos como a
tradução, a gramática e o vocabulário. Ou seja, as imagens não foram exploradas numa perspectiva
multimodal e crítica. Assim, podemos concluir que se faz necessário reconhecer o potencial das
imagens para um trabalho mais efetivo de leitura crítica em sala de aula. Para tanto, é
imprescindível inserir a multimodalidade nas discussões de sala de aula nos cursos de formação de
professores.

Palavras-chave: Letramento visual crítico. Estágio Supervisionado. Ensino de Língua Inglesa.


286
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UM MORTO COM MEMÓRIA VIVA: A CONSTRUÇÃO DISCURSIVA DE


BRÁS CUBAS

Damasceno Ribeiro de Medeiros


(UERN)
damascenoupa@gmail.com
Marcos Vinicius Medeiros da Silva
(UERN)
profmarcosmedeiros@hotmail.com

Este trabalho tem como objetivo analisar, através da hermenêutica, a construção narrativa de
Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis. O romance é a autobiografia de Brás
Cubas, narrador-personagem, que assume a condição de defunto-autor, pois conta sua história
depois de morto, fazendo com que assuma uma posição transtemporal, de quem vê sua própria
existência fora dela. Esse narrador é também o autor do romance, sendo assim, conhece a vida dos
personagens e suas particularidades, e isto lhe permite dizer o que quiser sobre os personagens, dar
voz a eles ou silenciá-los. O personagem possui liberdade de criticar os padrões de comportamento
dos personagens que fizeram parte de sua vida. Os acontecimentos revividos por Brás Cubas são
reconstruídos a partir das memórias da infância, da adolescência, da juventude, etc, até chegar a
morte. Essa reconstrução discursiva só é possível graças aos vários relatos que se agregam ao do
narrador-personagem, formando o todo discursivo. Dessa construção, participam personagens que
travaram relações com Brás Cubas, a saber: Marcela, cortesã e primeiro caso amoroso de Brás
Cubas; Virgília, mulher do político Lobo Neves e amante do protagonista; Quincas Borba, filósofo,
amigo de infância de Brás Cubas etc. Para fundamentar nossa pesquisa, buscamos apoio teórico em
Bakhtin (2002); Bosi (1994); Foucault (2008); Halbwachs (2004); Maingueneau (2016); Silva
(2003).

Palavras-chave: Discurso, memória, narrador-personagem, narrativa.


287
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O ENSINO DE LEITURA E PRODUÇÃO ESCRITA: UMA ANÁLISE DOS


GÊNEROS TEXTUAIS/DISCURSIVOS PRESENTES NOS LIVROS DE
LÍNGUA INGLESA DO SEXTO E SÉTIMO ANO DAS ESCOLAS PÚBLICAS
DE MOSSORÓ

Débora Brenda Teixeira Silva


(UERN)
deborateixeira94@hotmail.com
Paulo Dhiego Oliveira Bellermann
(UERN)
paulodhiego@hotmail.com
Orientadora: Adriana Morais Jales
(UERN)
adrianajales@hotmail.com

O ensino de línguas por meio de gêneros textuais/discursivos vem sendo objeto de pesquisas
diversas, principalmente após as considerações dos PCN (1998). Concebendo o ensino com bases
nas teorias dos gêneros, o presente estudo tem por finalidade apresentar, analisar e discutir como as
atividades de leitura e produção escrita são apresentadas e orientadas pelos autores dos livros
didáticos de Língua Inglesa do sexto e sétimo ano de três escolas da cidade de Mossoró-RN. Esta
pesquisa resulta de esforços junto ao Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica
(PIBIC) e dá continuidade a pesquisas anteriores desenvolvidas por Jales (2007; 2010).
Fundamenta-se teoricamente nas contribuições de autores como Bakhtin (2003), Antunes (2003;
2009), Koch & Elias (2012), Marcuschi (2008), Lopes- Rossi (2006), entre outros. A partir das
observações dos resultados do estudo, percebemos que há indicação de gêneros textuais/discursivos
nas propostas de atividade, tanto de leitura quanto de escrita, no entanto, algumas atividades não são
orientadas de forma clara. Tornou-se evidente também, que os autores diversificam os gêneros
trabalhados no livro didático, o que permite inferir que os alunos podem fazer uso de diferentes
gêneros no contexto escolar. Percebemos também que as atividades apresentam bastante
proximidade à teoria dos gêneros, porém, nota-se que há certa dificuldade em apresentar alguns
requisitos que são pertinentes à interação comunicativa, que são a indicação dos gêneros,
destinatário, forma composicional e propósito comunicativo.
288

Palavras-chave: Gêneros textuais/discursivos. Língua Inglesa. Livros didáticos. Leitura. Produção


escrita.
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GÊNERO DISCURSIVO/ TEXTUAL RESENHA DE RESTAURANTE: UM


TRABALHO DE PRODUÇÃO ESCRITA ATRAVÉS DE SEQUÊNCIA
DIDÁTICA

Débora Brenda Teixeira Silva


(UERN)
deborateixeira94@hotmail.com
Maria Idalina Mesquita de Morais
(CEIPEV)
mariaidalina427@gmail.com
Adriana Morais Jales
(UERN)
adrianajales@hotmail.com

O ensino de língua estrangeira vem sendo alvo de muitos estudos que evidenciam a necessidade de
um ensino pautado nas perspectivas interacionais de linguagem. A percepção dos gêneros
textuais/discursivos enquanto objeto de ensino/estudo é fundamental ao ensino de línguas.
Ancorados nesse pressuposto, o presente estudo tem por finalidade apresentar e discutir a produção
escrita do gênero resenha de restaurante através de sequência didática em uma turma de terceiro ano
do Ensino Médio do Centro de Educação Integrada Professor Eliseu Viana (CEIPEV). O estudo é
fruto do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID/CAPES), subprojeto
Língua Inglesa da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN). A atividade teve por
objetivo proporcionar meios de desenvolvimento da habilidade escrita por meio de gênero específico
com bases no interacionismo sociodiscursivo. Para melhor fundamentar, respalda-se nas
contribuições teóricas de autores como Schneuwly & Dolz (2004), Bakhtin (2003), Antunes (2003;
2009), Marcuschi (2003), Koch & Elias (2012; 2014), entre outros. O estudo resultou na percepção
da necessidade de favorecer aos alunos meios eficientes de produção escrita visando gêneros
adequados às diversas situações comunicativas. A sequência didática foi bastante proveitosa,
revelando o desenvolvimento dos alunos conforme o avanço das atividades, o que possibilita inferir
que é perfeitamente possível trabalhar produção escrita em escola pública, desde que as atividades
sejam sistematicamente planejadas e organizadas.
289

Palavras-chave: Produção Escrita. Gêneros textuais/discursivos. Sequência didática. Resenha.


Página

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MACHOS EM DESCONSTRUÇÃO: UM PROCESSO DISFARÇADO

Eloyza Tolentino Soares


(UERN)
eloyza.soares@hotmail.com
Lorena Karla Costa Bezerra
(UERN)
l.bezerra1900@gmail.com
Eliane Anselmo da Silva
(UERN)
elianeanselmo1@yahoo.com.br

Este artigo tem por objetivo compreender as formas sutis pelas quais a violência simbólica contra a
mulher ainda incide sobre os discursos presentes em blogs sobre o universo masculino, não obstante
sua progressiva dissimulação desde o “ boom” do feminismo no Brasil e na mídia, que inicia em
2013 com a marcha das vadias no Canadá. Para tanto, realizaremos um recorte de 2011 a 2017, e
analisaremos, dentro desse período, a mudança que ocorre nos textos que são produzidos nos dois
blog’s selecionados. Partiremos da metodologia da netnografia, tal qual define Christine Hine, e
análise do discurso. Podemos perceber que, embora os conteúdos mais explícitos tenham sido
deixados de lado, certos estereótipos de feminilidade que fixam o papel da mulher na sociedade
continuam sendo reforçados nos discursos veiculados por essas plataformas e que constroem a
imagem da mulher como um ser-para-outro ou mais especialmente para o prazer do homem, muitas
vezes com a própria colaboração das mulheres por incorporarem um conjunto de percepções,
disposições e esquemas de pensamento, veem seus próprios desejos orientados para o olhar e a
avaliação masculina, nos casos da exposição do corpo feminino como meio para o gozo do homem.
Este se torna então um expediente para problematizarmos não somente as mensagens mais
visivelmente machistas, mas os dispositivos (no nosso caso, os meios propriamente discursivos) que
selecionam o que a mulher é e deve ser. Buscaremos mostrar de quais formas o feminismo, através
da mídia, influenciou na produção dos textos encontrados nos blogs selecionados.
290
Página

ISBN: 978-85-7621-221-8
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CONSTRUÇÕES TRANSITIVAS: CATEGORIZAR É PRECISO!

Emanuele Rayane de Medeiros


(UERN)
emanuelemedeiros00@gmail.com
Nádia Maria Silveira Costa de Melo
(UERN)
solinadia@gmail.com

Esta pesquisa investigou a estrutura argumental de construções oracionais simples da Língua


Portuguesa do Brasil, com o objetivo de identificar a construção transitiva prototípica de uso mais
produtivo em textos escritos. Com base na construção prototípica eleita, foram categorizadas as
demais amostras, segundo uma escala com dez parâmetros de transitividade (HOPPER e
THOMPSON, 1980). Partiu-se da hipótese de que, tradicionalmente, as orações transitivas são
categorizadas inconsistentemente pela Gramática Tradicional, por ela ignorar ou por desconsiderar
os aspectos semântico-pragmáticos (função). A categorização de transitividade prescrita pela GT
para as orações estruturalmente semelhantes, porém, semanticamente, distintas, implica problemas e
confusões para um ensino-aprendizagem mais produtivo da língua portuguesa. O embasamento
teórico foi oriundo da Linguística Funcional Centrada no Uso (LFCU) que concebe as unidades da
língua como construções simbólicas – desde morfemas simples, passando por expressões
idiomáticas, estruturas sintáticas, até padrões textuais. Trata-se de uma pesquisa sincrônica de cunho
qualitativo-interpretativista, cujas amostras analisadas são fragmentos de textos retirados do sitio
reclameaqui.com.br. Os resultados obtidos revelaram que a construção transitiva deve ser abordada
em sala de aula de forma, não categórica, em uma proposta de escalaridade. Portanto, categorizar é
preciso!

Palavras-chave: Língua portuguesa. Ensino. Linguística Funcional Centrada no Uso.


Transitividade.
291
Página

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A ANTONÍMIA COMO RECURSO LITERÁRIO SOB A PERSPECTIVA


SEMÂNTICA

Emanuelle Kelly Alves de Souza


(UERN)
emanuellekelly4@gmail.com
Rayssa Rovanya Torquato Carvalho
(UERN)
sm_rovanya@hotmail.com
Samara Augusta de Paiva Silva
UERN
samarapaivaoficial@hotmail.com

Este trabalho objetiva abordar os estudos semânticos acerca do uso da antonímia como recurso
literário, por meio da análise da canção O Quereres, de Caetano Veloso. O debate sobre as diferentes
definições de antonímia, perpassa as perspectivas tradicional e moderna, sendo a primeira
descontextualizada, enquanto a segunda considera a situação de uso. As reflexões aqui relatadas
servem de base para a compreensão da antonímia de modo mais significativo e atual, tendo em vista
as suas relações com o contexto, e o seu papel como construtora de sentido. Sendo assim, centra-se a
atenção na aquisição das relações semânticas de antonímia em diferentes níveis da aprendizagem do
Português. Portanto, foram propostos alguns questionamentos e reflexões a respeito das relações
semânticas de oposição, no sentido de nelas enquadrar o conceito de antonímia. Apresentar-se-á,
ainda, reflexões sobre possibilidades de exploração desse fenômeno no âmbito da sala de aula,
mostrando o que pode ser abordado sobre diversos aspectos, sobretudo como recurso literário. Para
tanto, será utilizado, tomando como referência os pressupostos teóricos de Bechara (2009), Cunha
(1983), Monteiro (1989), recorrendo sobretudo, aos estudos de Gomes e Sant’ Anna (2009), Lyons
(1963), bem como as investigações teóricas de Pietroforte (2004), e por fim, examinar os
pressupostos dos estudos lexicais à luz do pensamento de Vilela (1979).

Palavras-chave: Antonímia. Recurso literário. Relações semânticas.


292
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ISBN: 978-85-7621-221-8
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ESTRATÉGIAS DIDÁTICAS PARA ALFABETIZAR ALUNOS EM FASE


PRÉ-SILÁBICA: UM ESTUDO DE CASO

Eva Siqueira da Rocha


(UFERSA)
evinhasiqueira321@gmail.com
Antonia Taizi Costa de Medeiros
(UFERSA)
taizimedeiros@gmail.com
Suzana Medeiros de Carvalho
(UFERSA)
s_suzanamedeiros@outlook.com
Orientadora: Profª Ms. Ana Gabriela de Souza Seal

O presente artigo traz reflexões acerca da relevância do trabalho com alunos que encontrem-se na
fase pré-silábica de aprendizagem da linguagem escrita, com base nas discussões oriundas da
Psicogênese da Língua Escrita. Em particular, des