Sunteți pe pagina 1din 159
INTRODUÇÃO À ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA Prof. Ewerton Alex Avelar

INTRODUÇÃO À

ADMINISTRAÇÃO

FINANCEIRA

Prof. Ewerton Alex Avelar

OBJETIVO BÁSICO DA ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA Maximizar o valor da empresa ! Prof. Ewerton Alex Avelar

OBJETIVO BÁSICO DA ADMINISTRAÇÃO

FINANCEIRA

Maximizar o

valor da empresa!

OBJETIVO BÁSICO DA ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA Maximizar o valor da empresa ! Prof. Ewerton Alex Avelar 2
OBJETIVO BÁSICO DA ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA • Valor presente dos benefícios econômicos esperados, descontados a

OBJETIVO BÁSICO DA ADMINISTRAÇÃO

FINANCEIRA

Valor presente dos benefícios econômicos

FINANCEIRA • Valor presente dos benefícios econômicos esperados, descontados a uma taxa que representa a

esperados, descontados a uma taxa que

representa a remuneração mínima exigida pelos proprietários de capital.

Reflete o risco associado a

esses resultados

OBJETIVO BÁSICO DA ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA Benefícios: • O preço da ação é uma medida observável.

OBJETIVO BÁSICO DA ADMINISTRAÇÃO

FINANCEIRA

Benefícios:

O preço da ação é uma medida observável.

O

das ações em um mercado com

preço

investidores racionais reflete os efeitos a

longo prazo das decisões da empresa.

real da

riqueza dos acionistas.

O

das

ações

é

medida

preço

a

OBJETIVO BÁSICO DA ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA Pressupostos: • Os administradores da empresa focam na maximização da

OBJETIVO BÁSICO DA ADMINISTRAÇÃO

FINANCEIRA

Pressupostos:

Os administradores da empresa focam na

maximização da riqueza dos acionistas.

Os financiadores sentem-se seguros de que seus interesses serão protegidos.

OBJETIVO BÁSICO DA ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA Pressupostos: • Os administradores da empresa não tentam enganar ou

OBJETIVO BÁSICO DA ADMINISTRAÇÃO

FINANCEIRA

Pressupostos:

Os administradores da empresa não tentam enganar ou mentir para os mercados financeiros sobre suas perspectivas futuras, e existem informações suficientes para caracterizar os efeitos das medidas da empresa sobre o seu valor.

Não há encargos para a sociedade.

CONFLITOS DE INTERESSES Conflito básico: Principal versus agente • Problema básico: o acionista (principal) contrata

CONFLITOS DE INTERESSES

Conflito básico: Principal versus agente

Problema básico: o acionista (principal)

contrata um administrador (agente) para

gerir a empresa.

administradores

deveriam atuar de acordo com a

maximização da riqueza do acionista.

Teoricamente,

os

CONFLITOS DE INTERESSES • Entretanto, os administradores também se preocupam com sua riqueza pessoal, com

CONFLITOS DE INTERESSES

Entretanto, os administradores também

se preocupam com sua riqueza pessoal, com a segurança de seu emprego, com

benefícios indiretos e com seu estilo de

 

vida.

Isso

pode

fazer

com

que

os

administradores não atuem de maneira a

sempre beneficiar os

empresa.

acionistas da

CONFLITOS DE INTERESSES • Formas de reduzir o conflito de agência: • Forças de mercado

CONFLITOS DE INTERESSES

Formas de reduzir o conflito de agência:

Forças

de

mercado

os

principais

acionistas

e

a

ameaça

de

conquista

de

controle

por

outra

empresa

ajudam

a

pressionar

os

administradores

a

se

preocuparem

com

o

desempenho

da

empresa.

Custos de agência podem garantir que os administradores atuem de acordo com os

interesses dos acionistas.

CONFLITOS DE INTERESSES • Podem existir conflitos entre os administradores e outros stakeholders : credores,

CONFLITOS DE INTERESSES

Podem

existir

conflitos

entre

os

administradores e outros stakeholders:

credores,

financeiros.

sociedade

mercados

e

Os stakeholders podem ser compreendidos como agentes interessados em um dado empreendimento.

Conflitos Administradores
Conflitos
Administradores

CONFLITOS DE INTERESSES

Acionistas

Conflitos Administradores CONFLITOS DE INTERESSES Acionistas Credores Sociedade Mercado financeiro Prof. Ewerton Alex

Credores

Administradores CONFLITOS DE INTERESSES Acionistas Credores Sociedade Mercado financeiro Prof. Ewerton Alex Avelar 11

Sociedade

Mercado financeiro
Mercado
financeiro
DECISÕES EM FINANÇAS • Investimentos: Aplicações de recursos. • Financiamento : Captação de recursos. •

DECISÕES EM FINANÇAS

Investimentos: Aplicações de recursos.

Financiamento: Captação de recursos.

Dividendos: Distribuir ou reter lucros.

DECISÕES EM FINANÇAS • Decisão de investimentos : – A mais importante das decisões financeiras.

DECISÕES EM FINANÇAS

Decisão de investimentos:

A mais importante das decisões financeiras.

É avaliada em termos de risco e retorno.

Cria valor para a empresa quando o retorno esperado da alternativa de investimento

exceder a taxa exigida pelos proprietários de

capital. Reflete um compromisso com a continuidade da empresa.

DECISÕES EM FINANÇAS • Decisão de financiamento : – Preocupa-se recursos. com as melhores ofertas

DECISÕES EM FINANÇAS

Decisão de financiamento:

Preocupa-se

recursos.

com

as

melhores

ofertas

de

Enfoca a melhor proporção a ser mantida entre capital de terceiros e próprio.

As

fontes de

captação de recursos à sua disposição, tais

têm

variadas

empresas

como: fornecedores, instituições financeiras,

acionistas etc.

DECISÕES EM FINANÇAS • Decisão de dividendos : – A decisão de reter lucros pressupõe

DECISÕES EM FINANÇAS

Decisão de dividendos:

A decisão de reter lucros pressupõe que o

retorno gerado pela empresa supera o ganho

que o acionista poderia obter na hipótese de

dispor de seus lucros.

Trata-se essencialmente de uma decisão de financiamento mediante capital próprio.

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA Decisões de Financiamento BALANÇO PATRIMONIAL Ativo Passivo circulante circulante

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA

Decisões de Financiamento BALANÇO PATRIMONIAL Ativo Passivo circulante circulante Ativo não circulante
Decisões de
Financiamento
BALANÇO PATRIMONIAL
Ativo
Passivo
circulante
circulante
Ativo não
circulante
Recursos
de longo
prazo
deDecisões
Investimento
ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA Administrador financeiro Retorno? Risco? Aumenta o preço das ações? Alternativa de

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA

Administrador

financeiro

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA Administrador financeiro Retorno? Risco? Aumenta o preço das ações? Alternativa de
Retorno? Risco?
Retorno?
Risco?

Aumenta o preço das ações?

Alternativa de decisão financeira

Não
Não
Rejeitar
Rejeitar
Sim
Sim
Aceitar
Aceitar
MERCADO FINANCEIRO O Sistema Financeiro Nacional (SFN) é constituído por um conjunto de instituições financeiras

MERCADO FINANCEIRO

O Sistema Financeiro Nacional (SFN) é constituído por um conjunto de instituições

financeiras públicas e privadas que atuam

por meio de diversos instrumentos financeiros, na captação de recursos,

distribuição e transferência de valores

entre os agentes (ASSAF NETO, 2009, p.

47).

Demanda de Crédito EMPRESA Intermediários Financeiros Oferta de Crédito Bancos Caixas Econômicas Associações
Demanda de Crédito
EMPRESA
Intermediários Financeiros
Oferta de Crédito
Bancos
Caixas Econômicas
Associações de Poupança e Empréstimo
Financeiras
Fundos de pensão
Outros Intermediários
GOVERNO
Mercado Financeiros
Mercado Monetário
(dívidas a curto prazo - DCP)
Mercado de Capitais
(dívidas a médio e longo prazo - DMP e DLP)
Prof. Ewerton Alex Avelar
Ações e Obrigações

Oferta de

Capital (fundos) INDIVÍDUOS Demanda de Capital 19
Capital (fundos)
INDIVÍDUOS
Demanda de
Capital
19
MERCADO FINANCEIRO • Conselho Monetário Nacional: órgão máximo do Sistema Financeiro Nacional (SFN), cuja missão

MERCADO FINANCEIRO

Conselho Monetário Nacional: órgão máximo

do Sistema Financeiro Nacional (SFN), cuja missão é definir as diretrizes de funcionamento do sistema, assim como formular toda a política de moeda e crédito da economia.

Sua composição atual é:

Ministro da Fazenda (Presidente do Conselho)

Ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão

Presidente do Banco Central do Brasil

MERCADO FINANCEIRO • Banco Central: principal órgão executivo do Sistema Financeiro Nacional (SFN), atuando

MERCADO FINANCEIRO

Banco Central: principal órgão executivo do Sistema Financeiro Nacional (SFN),

atuando principalmente como fiscalizador

do

mercado financeiro, gestor do sistema

e

executor da política monetária do

governo.

mercado financeiro, gestor do sistema e executor da política monetária do governo. Prof. Ewerton Alex Avelar
MERCADO FINANCEIRO • Comissão de Valores Mobiliários: visa basicamente controlar e fomentar o mercado de

MERCADO FINANCEIRO

Comissão de Valores Mobiliários: visa basicamente controlar e fomentar o

mercado de valores mobiliários (bolsa de

valores). Sua atuação abrange: instituições financeiras, companhias de capital aberto

emitentes de títulos e valores mobiliários, e

investidores.

companhias de capital aberto emitentes de títulos e valores mobiliários, e investidores. Prof. Ewerton Alex Avelar
MERCADO FINANCEIRO • O mercado financeiro é um fórum no qual os fornecedores e os

MERCADO FINANCEIRO

O mercado financeiro é um fórum no qual

os fornecedores e os demandantes de

fundos podem transacionar diretamente.

Os

mercado financeiro são o mercado monetário e o mercado de capitais.

dois

principais

segmentos

do

MERCADO FINANCEIRO • O mercado monetário é criado por uma relação financeira entre fornecedores e

MERCADO FINANCEIRO

O mercado monetário é criado por uma relação financeira entre fornecedores e demandantes de fundos de curto prazo (com prazo de vencimento de, no máximo, um ano).

MERCADO FINANCEIRO • O permite transações entre fornecedores e demandantes de fundos de longo prazo.

MERCADO FINANCEIRO

O

permite

transações entre fornecedores e

demandantes de fundos de longo prazo.

mercado

de

capitais

Os principais instrumentos do mercado de

capitais são obrigações (dívidas de longo prazo) e ações ordinárias e preferenciais.

MERCADO FINANCEIRO são mercados secundários nos quais ocorrem compras e vendas de títulos. • A

MERCADO FINANCEIRO

são mercados

secundários nos quais ocorrem compras e vendas de títulos.

A principal razão da existência da bolsa de valores é proporcionar liquidez aos títulos,

possibilitando que as negociações sejam

realizadas no menor tempo possível, a um preço justo de mercado (formado pelo

consenso entre oferta demanda).

As

bolsas

de

valores

VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO Prof. Ewerton Alex Avelar 27

VALOR DO DINHEIRO

NO TEMPO

VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO • Dinheiro: são os valores dos pagamentos ou recebimentos em

VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO

Dinheiro: são os valores dos pagamentos ou recebimentos em uma transação.

Tempo: prazo compreendido entre a data da operação e a época em que o

pagamento ou o recebimento irá ocorrer.

entre a data da operação e a época em que o pagamento ou o recebimento irá

Prof. Ewerton Alex Avelar

28
28
VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO O valor do dinheiro no tempo é um dos conceitos

VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO

O valor do dinheiro no tempo é um dos

conceitos mais importantes em finanças. O

dinheiro que a empresa tem em mãos hoje

vale mais do que no futuro, pois o dinheiro,

hoje, pode ser investido e render retornos

positivos (GITMAN, 2010, p. 147).

pois o dinheiro, hoje, pode ser investido e render retornos positivos (GITMAN, 2010, p. 147). Prof.

Prof. Ewerton Alex Avelar

29
29
Qual era o salário mínimo em julho de 1994? Prof. Ewerton Alex Avelar 30

Qual era o salário mínimo

em julho de 1994?

O salário mínimo em julho de 1994 era de R$ 64,79 . Prof. Ewerton Alex

O salário mínimo

em julho de 1994

era de R$ 64,79.

VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO • Componentes que explicam a variação do valor do dinheiro

VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO

Componentes que explicam a variação do valor do dinheiro no tempo:

Recompensa pela incerteza.

Taxa da inflação.

Taxa de juros real.

(em %)Valores

(em %)Valores VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO • A Inflação é o aumento do nível geral

VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO

A Inflação é o aumento do nível geral de

preços da economia.

IPCA - Acumulado (em %)

500,00

400,00

300,00

200,00

100,00

-

395,20%
395,20%

Julho/1994

Abril/2015

Fonte: Adaptado de IBGE (2015)

VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO Dados sobre inflação do país podem ser obtidos nos seguintes

VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO

Dados

sobre

inflação

do

país

podem

ser

obtidos nos seguintes sites:

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

(IBGE):

Fundação Getúlio Vargas (FGV):

a

VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO • O dinheiro pode ser considerado uma mercadoria como qualquer

VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO

O dinheiro pode ser considerado uma

mercadoria como qualquer outra.

Juro é a quantia que remunera um credor

pelo uso de seu dinheiro por parte de um

devedor durante um período determinado, gerando uma percentagem sobre o que foi

emprestado.

VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO • Juros: é a remuneração do capital emprestado, um “aluguel”

VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO

Juros:

é

a

remuneração

do

capital

emprestado, um “aluguel” pago pelo uso

do dinheiro.

Taxa

entre juros

recebidos ( pagos) no final de um período

inicialmente aplicado

(emprestado).

e

de

juros:

razão

capital

o

VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO • Estimula as pessoas a fazer poupança e controlar o

VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO

Estimula as pessoas a fazer poupança e controlar o consumo.

É a remuneração do capital de terceiros.

oferta e

A taxa

de

juros é determinada pela lei

da

procura de recursos financeiros.

As taxas de juros são expressas em unidades de tempo:

ao dia (a.d.) ao mês (a.m.)

ao trimestre (a.t.)

ao semestre (a.s.)

ao ano (a.a.)

0,32% ao dia 10% ao mês 33,1% ao trimestre

77,16% ao semestre

213,84% ao ano

JUROS Estrutura da Taxa de Juros
JUROS
Estrutura da Taxa de Juros
Taxa de Risco
Taxa de Risco
Taxa Livre de Risco
Taxa Livre de Risco
Inflação
Inflação
Taxa de Juro Real Taxa Bruta de Juro
Taxa
de Juro
Real
Taxa
Bruta
de Juro

38

VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO • As calculadoras financeiras e as planilhas eletrônicas podem ser

VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO

As calculadoras financeiras e as planilhas

eletrônicas podem ser usadas para

simplificar os cálculos do valor do dinheiro no tempo.

eletrônicas podem ser usadas para simplificar os cálculos do valor do dinheiro no tempo. Prof. Ewerton
VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO • Importantes financeiras: teclas das calculadoras Teclas Descrição n Número

VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO

Importantes financeiras:

teclas

das

calculadoras

Teclas

Descrição

n

Número de períodos

i

Taxa de juros por período

PV

Valor presente (Present value)

PMT

Valor do pagamento (usado para anuidades)

FV

Valor futuro (Future value)

VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO Juros simples • Caracterizado pelo fato de que apenas o

VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO

Juros simples

Caracterizado pelo fato de que apenas o

valor principal, ou capital inicial, será

remunerado ao longo do tempo de aplicação.

VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO Juros simples (exemplo): • Caso eu deposite o valor de

VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO

Juros simples (exemplo):

Caso eu deposite o valor de R$ 1 mil no Banco

X no início do ano 1, sendo que esse valor será remunerado a uma taxa de juros de 10% ao

ano, quanto eu terei ao final de 5 anos?

Período

Principal

Juros acumulados

Final do período

1

1.000,00

100,00

1.100,00

2

1.000,00

200,00

1.200,00

3

1.000,00

300,00

1.300,00

4

1.000,00

400,00

1.400,00

     

1.500,00

42

5

1.000,00

500,00

Prof. Ewerton Alex Avelar

 
VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO Juros simples – Adaptado de Dias (2002) A Cia. de

VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO

Juros simples Adaptado de Dias (2002)

A Cia. de Aviação Céu de Brigadeiro S.A.

aplicou parte das suas “sobras” de caixa (no valor de R$ 1 milhão), por quatro meses, no

banco América do Norte, a uma taxa de 1,2%

ao mês, na modalidade de juros simples.

Calcule o montante a ser resgatado ao final

dessa aplicação.

VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO Juros simples – Adaptado de Dias (2002) A Cia. de

VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO

Juros simples Adaptado de Dias (2002)

A Cia. de Aviação Céu de Brigadeiro S.A.

aplicou parte das suas “sobras” de caixa (no valor de R$ 1 milhão), por quatro meses, no

banco América do Norte, a uma taxa de 1,2%

ao mês, na modalidade de juros simples.

Calcule o montante a ser resgatado ao final

dessa aplicação.

FV = 1.000.000*(1+0,012*4) = 1.048.000

VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO Juros simples – Adaptado de Dias (2002) A Indústria de

VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO

Juros simples Adaptado de Dias (2002)

A Indústria de Sorvetes Gelinho Ltda. ampliou suas instalações e negociou com o Banco de Financiamento Nacional um empréstimo no valor de R$ 3,9 milhões (valor já com os juros incorporados) e com vencimento em 5 anos. O Sr. Epaminondas, gerente financeiro da empresa, estudou as taxas de alguns bancos e constatou que, caso desejasse

aplicar na modalidade juros simples, obteria um taxa de 6%

ao ano. Qual o capital que a empresa precisaria aplicar hoje para dispor do montante necessário para quitar o empréstimo no seu vencimento?

VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO Juros simples – Adaptado de Dias (2002) A Indústria de

VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO

Juros simples Adaptado de Dias (2002)

A Indústria de Sorvetes Gelinho Ltda. ampliou suas instalações e negociou com o Banco de Financiamento Nacional um empréstimo no valor de R$ 3,9 milhões (valor já com os juros incorporados) e com vencimento em 5 anos. O Sr. Epaminondas, gerente financeiro da empresa, estudou as taxas de alguns bancos e constatou que, caso desejasse

aplicar na modalidade juros simples, obteria um taxa de 6%

ao ano. Qual o capital que a empresa precisaria aplicar hoje para dispor do montante necessário para quitar o empréstimo no seu vencimento?

3.900.000=PV*(1+0,06*5)=3.000.000

VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO Juros compostos • Método de cômputo dos juros, no qual

VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO

Juros compostos

Método de cômputo dos juros, no qual o

capital inicial acrescido dos juros de

períodos anteriores é utilizado no cálculo

do rendimento atual.

VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO • Valor futuro ( Future Value – FV): o valor

VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO

Valor futuro (Future Value FV): o valor de

uma quantia em uma data futura encontrado

com a aplicação de juros compostos por certo período.

em uma data futura encontrado com a aplicação de juros compostos por certo período. Prof. Ewerton
VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO Valor futuro (exemplo): • Caso eu deposite o valor de

VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO

Valor futuro (exemplo):

Caso eu deposite o valor de R$ 1 mil no Banco

X no início do ano 1, sendo que esse valor será remunerado a uma taxa de juros de 10% ao

ano, quanto eu terei ao final de 5 anos?

Período

Principal

Juros

Final do período

1

1.000,00

100,00

1.100,00

2

1.100,00

110,00

1.210,00

3

1.210,00

121,00

1.331,00

4

1.331,00

133,10

1.464,10

5

1.464,10

146,41

Prof. Ewerton Alex Avelar

1.610,51 49

VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO Valor futuro (exemplo): • Como realizar os cálculos na HP

VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO

Valor futuro (exemplo):

Como realizar os cálculos na HP 12C:

Final do período

Dado

Função

1000

PV

10

i

5

n

FV

VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO • Valor presente ( Present Value – PV): valor monetário

VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO

Valor presente (Present Value PV): valor monetário corrente de uma quantia futura,

ou seja, o capital que precisa ser investido

hoje a certa taxa de juros por um período estipulado para igualar-se à quantia futura.

hoje a certa taxa de juros por um período estipulado para igualar-se à quantia futura. Prof.
VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO Valor presente (exemplo): • Caso eu tenha obtido a quantia

VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO

Valor presente (exemplo):

Caso eu tenha obtido a quantia de R$ 1.610,51

após depositar um determinado valor há cinco

anos atrás, remunerado a uma taxa de juros de

10% ao ano, qual seria esse valor?

Período

Principal

Juros

Final do período

1

1.000,00

100,00

1.100,00

2

1.100,00

110,00

1.210,00

3

1.210,00

121,00

1.331,00

4

1.331,00

133,10

1.464,10

5

1.464,10

146,41

Prof. Ewerton Alex Avelar

1.610,51 52

VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO Valor presente (exemplo): • Como realizar os cálculos na HP

VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO

Valor presente (exemplo):

Como realizar os cálculos na HP 12C:

Final do período

Dado

Função

1.610,51

FV

10

i

5

n

PV

VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO Adaptado de Dias (2002) A Mineradora Morro Marrom S.A. é

VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO

Adaptado de Dias (2002)

A Mineradora Morro Marrom S.A. é uma das maiores exportadoras de metais do país. Um dos seus

principais produtos está cotado em R$1.235,00 a tonelada (para compra a vista). Entretanto, a referida empresa proporciona aos seus importadores a possibilidade de pagar em 180 dias. Sabendo que a taxa de juros da Morro Marrom S.A. é de 0,65% ao mês, qual o valor (por tonelada) que deverá constar

da fatura internacional?

VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO Adaptado de Dias (2002) A Mineradora Morro Marrom S.A. é

VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO

Adaptado de Dias (2002)

A Mineradora Morro Marrom S.A. é uma das maiores exportadoras de metais do país. Um dos seus

principais produtos está cotado em R$1.235,00 a tonelada (para compra a vista). Entretanto, a referida empresa proporciona aos seus importadores a possibilidade de pagar em 180 dias. Sabendo que a taxa de juros da Morro Marrom S.A. é de 0,65% ao mês, qual o valor (por tonelada) que deverá constar

da fatura internacional?

FV = R$1.235*(1+0,065)^6=R$1.283,95

VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO Adaptado de Dias (2002) O Sr. Afrânio, supervisor de serviços

VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO

Adaptado de Dias (2002)

O Sr. Afrânio, supervisor de serviços gerais da Comercial Globinho de Lustres Ltda., está analisando a aquisição de oito máquinas de alta pressão para lavagem de pisos. O fabricante do equipamento, detentor da preferência do Sr. Afrânio, encaminhou-lhe um folheto técnico e uma oferta

comercial. Cada equipamento tem um custo de R$

4.890,00, perfazendo um total de R$ 39.120,00. O pagamento seria realizado em 120 dias a partir da entrega

das máquinas. O Sr. Afrânio quer saber qual seria o preço

a vista, considerando um custo financeiro de 1,2% ao mês.

VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO Adaptado de Dias (2002) O Sr. Afrânio, supervisor de serviços

VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO

Adaptado de Dias (2002)

O Sr. Afrânio, supervisor de serviços gerais da Comercial

Globinho de Lustres Ltda., está analisando a aquisição de

oito máquinas de alta pressão para lavagem de pisos. O

fabricante do equipamento, detentor da preferência do Sr. Afrânio, encaminhou-lhe um folheto técnico e uma oferta comercial. Cada equipamento tem um custo de R$

4.890,00, perfazendo um total de R$ 39.120,00. O

pagamento seria realizado em 120 dias a partir da entrega das máquinas. O Sr. Afrânio quer saber qual seria o preço

a vista, considerando um custo financeiro de 1,2% ao mês.

PV=R$39.120

R$37.297,25

/

(1+0,012)^4

=

R$37.297,25

VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO • Anuidades ou Pagamentos periódicos ( Periodic Payments – PMT):

VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO

Anuidades ou Pagamentos periódicos (Periodic Payments PMT): uma série

de fluxos de caixa periódicos iguais, por

um prazo determinado.

PMT

PV

 

i

(1

i

)

n

(1

i

)

n

1

VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO Anuidade (exemplo): • Caso eu aplique anualmente (sempre no final

VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO

Anuidade (exemplo):

Caso eu aplique anualmente (sempre no final do

período), o valor de R$ 1 mil no Banco X, sendo que esse valor será remunerado a uma taxa de juros de 10% ao ano, quanto eu terei ao final de

5 anos?

Período Pagamento anual Principal Juros

Final do período

1

1.000,00

1.000,00

0,00

1.000,00

2

1.000,00

2.000,00 100,00

2.100,00

3

1.000,00

3.100,00 210,00

3.310,00

4

1.000,00

4.310,00 331,00 5.641,00 464,10

4.641,00

5

1.000,00

6.105,10

VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO Anuidade (exemplo): • Como realizar os cálculos na HP 12C:

VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO

Anuidade (exemplo):

Como realizar os cálculos na HP 12C:

Dado

Função

1000

10

5

PMT

i

n

FV

VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO Adaptado de Dias (2002) A Companhia de Produtos Siderúrgicos Ferro

VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO

Adaptado de Dias (2002)

A Companhia de Produtos Siderúrgicos Ferro Doce Ltda.

mantém uma pendência com o governo federal relativa

ao não recolhimento de imposto de renda nos últimos

dois anos. O total da dívida, já com juros e multa inclusos,

é de R$ 2.540.000,00. Por se tratar de um valor elevado,

impossível de ser pago em uma única oportunidade, ficou estabelecido com a Receita Federal, um parcelamento

em quatro anos, com pagamentos mensais. A taxa de

juros foi fixada em 1% ao mês. Determine o valor de cada

parcela. Reposta: R$ 66.887,94

VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO Adaptado de Dias (2002) A Companhia de Produtos Siderúrgicos Ferro

VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO

Adaptado de Dias (2002) A Companhia de Produtos Siderúrgicos Ferro Doce Ltda.

mantém uma pendência com o governo federal relativa ao

não recolhimento de imposto de renda nos últimos dois

anos. O total da dívida, já com juros e multa inclusos, é de

R$ 2.540.000,00. Por se tratar de um valor elevado,

impossível de ser pago em uma única oportunidade, ficou estabelecido com a Receita Federal, um parcelamento em

quatro anos, com pagamentos mensais. A taxa de juros foi

fixada em 1% ao mês. Determine o valor de cada parcela.

PV = 2540000; i = 1; n = 48; PMT.

Reposta: R$ 66.887,94

Prof. Ewerton Alex Avelar

62

VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO • Pode-se utilizar uma linha de tempo para representar os

VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO

Pode-se utilizar uma linha de tempo para

representar os fluxos de caixa associados a

um dado investimento.

Linha de tempo (diagrama de fluxo de

caixa): uma linha horizontal na qual a data zero é colocada na ponta mais à esquerda e

os períodos são indicados da esquerda para

a direita.

VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO • Suponhamos que temos uma previsão de fluxo de caixa

VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO

Suponhamos que temos uma previsão de fluxo de caixa esquematizada abaixo. Podemos descontá-lo

trazendo-o ao seu período inicial, determinando o seu valor presente, ou podemos capitalizá-lo até

o seu período final, determinando o seu valor

futuro.

Valor Presente Valor Futuro 1.000 1.000 1.000 1.000 1.000 0 1 2 3 4
Valor Presente
Valor Futuro
1.000
1.000
1.000
1.000
1.000
0
1
2
3
4
VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO Perpetuidade: • Trata-se de uma anuidade com duração infinita, ou

VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO

Perpetuidade:

Trata-se de uma anuidade com duração

infinita, ou seja, uma anuidade que

nunca deixa de fornecer ao seu titular

um fluxo de caixa ao fim de cada

período.

VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO Séries mistas • Trata-se de uma periódicos e desiguais, que

VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO

Séries mistas

Trata-se de uma

periódicos e desiguais, que não apresenta nenhum padrão específico.

O cálculo do valor de uma série mista é

fluxos de caixa

série de

realizado a partir da determinação de cada fluxo de caixa em uma data específica e

somam-se todos os valores individuais para se

chegar ao valor total.

VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO Taxas de juros anuais nominais e efetivas • Taxa de

VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO

Taxas de juros anuais nominais e efetivas Taxa de juros nominal: é a taxa anual de

juros contratada e cobrada por um credor ou

prometida por um tomador.

Taxa de juros efetiva: é a taxa anual de juros

efetivamente paga ou recebida. Essa taxa

reflete a frequência de composição dos juros.

INVESTIMENTOS DE LONGO PRAZO

INVESTIMENTOS DE

LONGO PRAZO

CRITÉRIOS DE INVESTIMENTOS • Orçamento de capital – Inclui decisões de quais ativos permanentes comprar,

CRITÉRIOS DE INVESTIMENTOS

Orçamento de capital

Inclui decisões de quais ativos permanentes

comprar, em quais mercados concorrer ou qual produto lançar.

O processo de orçamento de capital poderia

se chamar “alocação estratégica de ativos”. “O ativo permanente é o que define os negócios da empresa” (ROSS et al., 2008, p. 265).

CRITÉRIOS DE INVESTIMENTOS • Razões para investir: – Expansão – Substituição / Modernização – Outros

CRITÉRIOS DE INVESTIMENTOS

Razões para investir:

Expansão

Substituição / Modernização

Outros propósitos

CRITÉRIOS DE INVESTIMENTOS • Fatores que estimulam os investimentos: – Oportunidade de negócio. – Disposição

CRITÉRIOS DE INVESTIMENTOS

Fatores que estimulam os investimentos:

Oportunidade de negócio.

Disposição ao risco.

Existência de fontes de recursos.

Baixo custo de capital.

Fatores que inibem os investimentos:

Racionamento de capital.

Inflação.

Custo de capital elevado.

Instabilidade econômica.

CRITÉRIOS DE INVESTIMENTOS • Tipos mais investimentos: comuns de – Projetos independentes. – Projetos

CRITÉRIOS DE INVESTIMENTOS

Tipos

mais

investimentos:

comuns

de

Projetos independentes.

Projetos dependentes.

projetos

de

Fatores que devem ser analisados em um projeto de capital:

Viabilidade financeira.

Viabilidade técnica.

Viabilidade comercial.

CRITÉRIOS DE INVESTIMENTOS • Etapas de um projeto de investimento: 1) Geração da proposta; 2)

CRITÉRIOS DE INVESTIMENTOS

Etapas de um projeto de investimento:

1)

Geração da proposta;

2)

Avaliação e análise;

3)

Tomada de decisão;

4)

Implementação; e

5)

Acompanhamento.

Geração da proposta de investimento:

1)

Cálculo do investimento inicial;

2)

Cálculo dos fluxos de caixa incrementais; e

3)

Cálculo do valor residual do projeto.

CRITÉRIOS DE INVESTIMENTOS • Investimento Inicial: é a saída de caixa no instante zero do

CRITÉRIOS DE INVESTIMENTOS

Investimento Inicial: é a saída de caixa

no instante zero do projeto.

Custo do ativo novo (+) Custos de instalação

(=) Custo total do ativo

(+) Receita da venda do ativo velho ( - ) IR sobre ganho de capital

(+/-) Variação no CCL (NCG) (=) INVESTIMENTO INICIAL

CRITÉRIOS DE INVESTIMENTOS • Fluxo de Caixa Incremental: são as entradas de caixa incrementais após

CRITÉRIOS DE INVESTIMENTOS

Fluxo de Caixa Incremental: são as entradas de caixa incrementais após os impostos sobre o lucro, adicionado o valor da depreciação.

Fluxo de Caixa Residual: valor de entrada de caixa em decorrência da liquidação do projeto

(venda do ativo novo).

(+) Receita da venda do ativo novo ( - ) IR sobre ganho de capital (+/-) Variação do CCL (NCG) (=) FLUXO DE CAIXA RESIDUAL

TOMANDO DECISÕES DE INVESTIMENTO DE CAPITAL

TOMANDO DECISÕES DE

INVESTIMENTO DE CAPITAL

DECISÕES DE INVESTIMENTO DE CAPITAL • Fluxos de caixa relevantes (incrementais) : – Diferença entre

DECISÕES DE INVESTIMENTO DE CAPITAL

Fluxos de caixa relevantes (incrementais):

Diferença entre os fluxos de caixa futuros de uma empresa considerando um projeto e sem considerá-

lo.

Todo fluxo de caixa que existe independente de um projeto pode ser ou não assumido não é relevante.

Princípio da independência:

Suposição de que a avaliação de um projeto pode se basear nos fluxos de caixa incrementais do projeto.

– Cada projeto é tratado como uma “mini-empresa”.

DECISÕES DE INVESTIMENTO DE CAPITAL • Há algumas “armadilhas” na definição dos fluxos de caixa

DECISÕES DE INVESTIMENTO DE CAPITAL

• Há algumas “armadilhas” na definição dos

fluxos de caixa relevantes:

Custos irrecuperáveis: custo que já foi incorrido,

não pode ser removido e, portanto, não deve ser

considerado em uma decisão de investimento.

Custo de oportunidade: alternativa de maior valor que é oferecida se determinado investimento for aceito.

Efeitos colaterais: efeitos “bons” ou “ruins” sobre os fluxos de caixa da empresa provenientes de

outro projeto.

DECISÕES DE INVESTIMENTO DE CAPITAL • Devem ser considerados outros aspectos: – O investimento em

DECISÕES DE INVESTIMENTO DE CAPITAL

Devem ser considerados outros aspectos:

O investimento em capital circulante líquido (CCL), que funciona como uma espécie de

empréstimo, uma vez que o valor é

recuperado no final do projeto.

Os juros pagos não estão relacionados ao projeto em si. Os fluxos de caixa considerados são após

aos tributos.

DECISÕES DE INVESTIMENTO DE CAPITAL • O primeiro aspecto que devemos considerar na análise de

DECISÕES DE INVESTIMENTO DE CAPITAL

O primeiro aspecto que devemos

considerar na análise de um projeto de

investimento

o levantamento de

é

demonstrações financeiras pro forma (projetadas).

Demonstrações financeiras pro forma:

demonstrações financeiras que projetam

as operações de períodos futuros.

DECISÕES DE INVESTIMENTO DE CAPITAL • Para preparar demonstrações financeiras pro forma , é necessário

DECISÕES DE INVESTIMENTO DE CAPITAL

Para preparar demonstrações financeiras

pro forma, é necessário estimar:

as quantidades de vendas unitárias;

o preço de venda por unidade;

o custo variável por unidade;

os custos fixos totais;

o investimento em CCL; e

a alíquota de impostos.

DECISÕES DE INVESTIMENTO DE CAPITAL • Posteriormente, os fluxos de caixa descontados (FCD) devem ser

DECISÕES DE INVESTIMENTO DE CAPITAL

Posteriormente, os fluxos de caixa

descontados (FCD) devem ser calculados

com base nessas informações.

FCD FCO CCL Gastos_ de _ Capital _ do _ Pr ojeto

Onde:

FCO = fluxo de caixa operacional.

ΔCCL = variação no capital circulante

líquido.

FCO EBITDAIm postos

Onde:

EBITDA = Lucro antes dos juros,

tributos sobre o lucro, depreciação e

amortização.

DECISÕES DE INVESTIMENTO DE CAPITAL • Salienta-se que os valores recuperados no futuro (CCL e/ou

DECISÕES DE INVESTIMENTO DE CAPITAL

Salienta-se que os valores recuperados

no futuro (CCL e/ou parte dos gastos de

capital) devem ser incluídos no final do

período de análise (com sinal trocado).

DECISÕES DE INVESTIMENTO DE CAPITAL • Salienta-se que as discrepâncias entre valores pagos e ou

DECISÕES DE INVESTIMENTO DE CAPITAL

Salienta-se que as discrepâncias entre valores

pagos e ou recebidos efetivamente não atrapalha

a análise das informações contábeis para

estimativa dos fluxos de caixa, desde que esses valores sejam considerados adequadamente na

variação do CCL.

A depreciação é uma dedução não caixa, ou seja,

ela só influencia os fluxos de caixa pela dedução

de tributos.

Ademais, devem-se considerar aspectos tais como a depreciação acelerada permitida pela

legislação fiscal.

ANÁLISE E AVALIAÇÃO DE PROJETOS

ANÁLISE E AVALIAÇÃO DE

PROJETOS

CRITÉRIOS DE INVESTIMENTOS • Valor presente líquido (VPL) Diferença entre o valor de mercado e

CRITÉRIOS DE INVESTIMENTOS

Valor presente líquido (VPL)

Diferença entre o valor de mercado e de o

seu custo. Medida do valor que é criado

ou agregado hoje por um investimento

que será feito.

REGRA DO VPL: Um investimento deveria ser aceito se o VPL fosse positivo e, recusado, se ele fosse negativo.

CRITÉRIOS DE INVESTIMENTOS • Fluxos de caixa descontado de avaliação: o processo de avaliação de

CRITÉRIOS DE INVESTIMENTOS

Fluxos de caixa descontado de avaliação:

o processo de avaliação de um investimento

pelo desconto de seus fluxos de caixa

futuros.

Deve-se se seguir estes passos:

1. estimam-se os fluxos de caixa;

2. estimam-se os valores presentes dos fluxos de caixa; e

3. estima-se o VPL (diferença entre os fluxos de caixa).

• CRITÉRIOS DE INVESTIMENTOS O teoricamente, pode ser calculado pela divisão do VPL pelo número de

CRITÉRIOS DE INVESTIMENTOS

O

teoricamente, pode ser calculado pela

divisão do VPL pelo número de ações.

ganho/perda

de

cada

ação,

O mais complicado na estimativa é a previsão dos fluxos de caixa e a definição

da taxa de desconto.

CRITÉRIOS DE INVESTIMENTOS • Período de retorno de investimento ( payback )   Tempo

CRITÉRIOS DE INVESTIMENTOS

Período

de

retorno

de

investimento

(payback)

 

Tempo

necessário

para

que

um

investimento

gere

fluxos

de

caixa

suficientes

para

recuperar

seu

custo

inicial.

• CRITÉRIOS DE INVESTIMENTOS O escolher investimentos de curto prazo. payback tende influenciar a nos a

CRITÉRIOS DE INVESTIMENTOS

O

escolher investimentos de curto prazo.

payback

tende

influenciar

a

nos

a

REGRA DO PAYBACK: Um investimento é

aceitável se o seu período de retorno calculado for menor que um número pré-estabelecido de

anos.

CRITÉRIOS DE INVESTIMENTOS Vantagens e as desvantagens do uso do payback : Vantagens Desvantagens _

CRITÉRIOS DE INVESTIMENTOS

Vantagens e as desvantagens do uso do payback:

Vantagens

Desvantagens

_ A regra é simples e aplicável em alguns casos (nos quais o custo de uma análise detalhada supera os custos de possíveis erros), no qual os valores são

Não considera o valor do dinheiro no tempo.

_

Não difere o risco entre projetos.

_

_

Não é possível escolher

relativamente baixos.

objetivamente o período de

_ Foca na liquidez.

corte.

_ Fluxos de caixa no longo

prazo são mais incertos.

CRITÉRIOS DE INVESTIMENTOS • Período descontado ( payback descontado) Tempo necessário para que os fluxos

CRITÉRIOS DE INVESTIMENTOS

Período

descontado

(payback descontado)

Tempo necessário para que os fluxos de

caixa descontados de um investimento

sejam iguais ao seu custo inicial.

de

retorno

• CRITÉRIOS DE INVESTIMENTOS Por meio da regra do payback descontado, não são aceitos projetos com

CRITÉRIOS DE INVESTIMENTOS

Por

meio

da

regra

do

payback

descontado, não são aceitos projetos com

VPL negativos.

REGRA DO PAYBACK DESCONTADO: um

investimento é aceitável se o seu período de retorno descontado for menor que um número

pré-especificado de anos.

CRITÉRIOS DE INVESTIMENTOS Vantagens e as desvantagens do uso do payback descontado: Vantagens Desvantagens _

CRITÉRIOS DE INVESTIMENTOS

Vantagens e as desvantagens do uso do payback descontado:

Vantagens

Desvantagens

_ Inclui o valor do dinheiro no tempo.

Pode rejeitar projetos com VPL positivo.

_

_ Fácil de entender.

_ Exige um ponto de corte

_ Não aceita projetos com VPL negativo.

arbitrário.

_ Ignora fluxos de caixa

_ Tente à liquidez.

além do ponto de corte.

Tende a ir contra projetos de longo prazo (P&D etc.)

_

CRITÉRIOS DE INVESTIMENTOS • Retorno contábil médio (RCM) Lucro líquido de um investimento dividido pelo

CRITÉRIOS DE INVESTIMENTOS

Retorno contábil médio (RCM)

Lucro líquido de um investimento dividido

pelo seu valor contábil médio.

REGRA DO RCM: um projeto é aceitável se seu

RCM exceder a um retorno contábil médio alvo.

CRITÉRIOS DE INVESTIMENTOS Vantagens e as desvantagens do uso do RCM: Vantagens Desvantagens _ Fácil

CRITÉRIOS DE INVESTIMENTOS

Vantagens e as desvantagens do uso do RCM:

Vantagens

Desvantagens

_ Fácil de calcular.

_ O valor do dinheiro no

_ As informações necessárias estão

tempo não é considerado.

Utiliza uma taxa de

 

_

normalmente disponíveis.

benchmarking arbitrária.

Foco nos valores

_

contábeis e não nos

fluxos de caixa ou de

mercado.

CRITÉRIOS DE INVESTIMENTOS • Taxa interna de retorno (TIR) A taxa de desconto que torna

CRITÉRIOS DE INVESTIMENTOS

Taxa interna de retorno (TIR)

A taxa de desconto que torna o VPL de

um investimento igual a zero. Trata-se da

alternativa mais importante em relação ao

VPL.

REGRA DA TIR: um investimento é aceitável se a TIR exceder ao retorno necessário. Caso

contrário, ele deveria ser recusado.

CRITÉRIOS DE INVESTIMENTOS • Há uma relação estreita entre a TIR e o VPL. •

CRITÉRIOS DE INVESTIMENTOS

Há uma relação estreita entre a TIR e o VPL.

A TIR, muitas vezes, é chamada de retorno

do fluxo de caixa descontado.

A relação entre TIR e VPL pode ser ilustrada por meio da curva de perfil do VPL.

Perfil do VPL: representação gráfica da

relação entre os VPLs de um investimento e

as diversas taxas de desconto.

• CRITÉRIOS DE INVESTIMENTOS Em levam às mesmas decisões, desde que: geral, as do VPL e

CRITÉRIOS DE INVESTIMENTOS

Em

levam às mesmas decisões, desde que:

geral, as

do

VPL e

da TIR

regras

sejam

convencionais o primeiro fluxo de caixa (I0)

é negativo e os demais são positivos; e

O projeto seja independente a decisão de aceitá-lo ou recusá-lo não afeta a decisão de aceitar ou recusar qualquer outro projeto.

Os

fluxos

de

caixa

do

projeto

CRITÉRIOS DE INVESTIMENTOS • Taxa de retornos múltiplos: possibilidade de que mais de uma taxa

CRITÉRIOS DE INVESTIMENTOS

Taxa de retornos múltiplos: possibilidade

de que mais de uma taxa de desconto torne

o VPL de um investimento igual a zero.

A taxa de retornos múltiplos tende a ocorrer

fluxos de caixa são não

quando os

convencionais.

Nesse

caso,

fluxos

de

caixa

negativos

tendem

a

gerar

mais

de

uma

TIR

e

é

impossível

decidir

corretamente

qual

é

a

adequada.

CRITÉRIOS DE INVESTIMENTOS • Decisões de investimentos mutuamente excludentes: situação na qual um investimento

CRITÉRIOS DE INVESTIMENTOS

Decisões de investimentos mutuamente

excludentes: situação na qual um

investimento assumido impede que outros sejam assumidos.

Ao se analisar dois ou mais investimentos

concorrentes, verifica-se um conflito entre as

regras do VPL e da TIR, pois aquele primeiro

apresenta resultados distintos para cada projeto dependendo do nível da TIR.

• CRITÉRIOS DE INVESTIMENTOS O problemas da TIR. VPL não é afetado por nenhum dos •

CRITÉRIOS DE INVESTIMENTOS

O

problemas da TIR.

VPL não é afetado por nenhum dos

As vantagens da TIR em relação ao VPL

são:

é mais fácil de entender e comunicar; e

não

precisamos

estimar

uma

taxa

desconto apropriada.

de

CRITÉRIOS DE INVESTIMENTOS • Taxa modificada (TIRM) Existem várias formas de se calculá-la, mas a

CRITÉRIOS DE INVESTIMENTOS

Taxa

modificada

(TIRM)

Existem várias formas de se calculá-la,

mas a ideia básica é modificar os fluxos

de caixa e, posteriormente, calcular a TIR usando os fluxos já modificados.

interna

de

retorno

CRITÉRIOS DE INVESTIMENTOS • Cálculo da TIRM combinação): TIRM      

CRITÉRIOS DE INVESTIMENTOS

Cálculo

da

TIRM

combinação):

TIRM


VF

F C entradas

_

VP

F C

_

saídas


1 n
1
n

(abordagem

100

da

 

Onde:

 

n Número de períodos do projeto.

VF

valor futuro das entradas de

FC_entradas

fluxos de caixa

 

VP

FC_saídas

valor presente das saídas de

Prof. Ewerton Alex Avelar

fluxos de caixa

104

CRITÉRIOS DE INVESTIMENTOS • A vantagem da TIRM é resolver o problema dos fluxos de

CRITÉRIOS DE INVESTIMENTOS

A vantagem da TIRM é resolver o problema

dos fluxos de caixa não convencionais.

Contudo, seus críticos argumentam que o se valor não tem uma interpretação adequada (pois não se referem a fluxos de caixa “reais” do projeto).

Além disso, se já foi calculada uma taxa de

desconto,

diretamente?

por

que

não

calcular

o

VPL

CRITÉRIOS DE INVESTIMENTOS • Mesmo o VPL sendo a técnica favorita, é importante aos gestores

CRITÉRIOS DE INVESTIMENTOS

Mesmo o VPL sendo a técnica favorita, é importante aos gestores utilizarem outras técnicas concomitantemente para analisar decisões de capital, uma vez que o VPL é estimado.

Caso as decisões das demais técnicas

ratifiquem as do VPL, teríamos menos incerteza. Do contrário, apesar do VPL

positivo, o projeto provavelmente demandaria

maior detalhamento para subsidiar os gestores.

ALGUMAS LIÇÕES DA HISTÓRIA DO MERCADO DE CAPITAIS

ALGUMAS LIÇÕES DA

HISTÓRIA DO MERCADO DE

CAPITAIS

LIÇÕES DO MERCADO DE CAPITAIS • Duas lições importantes do estudo da história do mercado:

LIÇÕES DO MERCADO DE CAPITAIS

Duas lições importantes do estudo da história do mercado:

Há uma recompensa pelo risco;

Quanto maior a recompensa em potencial, maior o risco.

Retorno sobre seu investimento: seu

ganho ou perda com qualquer ativo que você adquiriu.

Esse retorno é divido em duas partes:

Componente de lucro recebimento direto de dinheiro pela propriedade do investimento; e Ganho de capital variação do valor do ativo.

LIÇÕES DO MERCADO DE CAPITAIS • Geralmente, é mais conveniente resumir as informações sobre retornos

LIÇÕES DO MERCADO DE CAPITAIS

Geralmente, é mais conveniente resumir as

informações sobre retornos em termos

percentuais.

Re torno Percentual

_

Dt



VM

 

VM

0

Onde:

Dt = Dividendos pagos no final do período ΔVM = Variação do valor de mercado

VMo = Valor de mercado inicial.

LIÇÕES DO MERCADO DE CAPITAIS • Cálculo de retornos médios: a forma mais óbvia de

LIÇÕES DO MERCADO DE CAPITAIS

Cálculo de retornos médios: a forma mais

óbvia de se calcular os retornos médios de um

investimento é simplesmente somar os retornos periódicos e dividir pelo número de períodos.

Prêmio de risco: o retorno excedente exigido de um investimento sobre um ativo de risco em relação àquele exigido de um investimento livre de risco.

A variância e a sua raiz quadrada (o desvio- padrão) são as medidas mais usadas de volatilidade.

LIÇÕES DO MERCADO DE CAPITAIS • Mercado de capitais eficiente: um mercado no qual os

LIÇÕES DO MERCADO DE CAPITAIS

Mercado de capitais eficiente: um

mercado no qual os preços dos títulos

refletem as informações disponíveis.

Hipótese dos mercados eficientes (HME):

a hipótese de que mercados reais são

eficientes (pelo menos em termos práticos).

Implicação importante se o mercado de

capitais é eficiente: todos os investimentos

daquele mercado são investimentos com VPL zero.

LIÇÕES DO MERCADO DE CAPITAIS • A partir do grau de eficiência, podemos classificar os

LIÇÕES DO MERCADO DE CAPITAIS

A partir do grau de eficiência, podemos

classificar os mercados em três grupos (no

que diz respeito às informações que são refletidas nos preços):

Forma forte: todas as informações de todos os

tipos se refletem nos preços das ações. Forma semiforte: todas as informações públicas são refletidas nos preços das ações. Forma fraca: o preço atual de uma ação reflete os próprios preços passados da ação.

CUSTO DE CAPITAL

CUSTO DE CAPITAL

CUSTO DE CAPITAL • Retorno exigido = Taxa de desconto apropriada = Custo do capital.

CUSTO DE CAPITAL

Retorno exigido = Taxa de desconto apropriada =

Custo do capital.

Custo do Patrimônio Líquido (PL): o retorno

que os investidores do PL exigem sobre o seu

investimento na empresa.

Há duas abordagens para se determinar o custo do PL:

Modelo do crescimento de dividendos; e

Abordagem LMT.

CUSTO DE CAPITAL • Modelo do crescimento de dividendos: P  0 D 0 

CUSTO DE CAPITAL

Modelo do crescimento de dividendos:

P

0

D

0

 

(1

g

)

R

e

R e

g

D 1

P 0

g

D

1

R e

g

Onde:

D 0 =Dividendos que acabaram de ser pagos.

D 1

o

próximo período.

R e = Retorno exigido sobre a ação

Dividendos

projetados

=

para

Nesse caso, o Re equivale ao custo

empresa.

do

PL da

CUSTO DE CAPITAL • Observa-se que é necessário estimar o “g” do modelo, sendo que

CUSTO DE CAPITAL

Observa-se que é necessário estimar o “g” do

modelo, sendo que isso pode ser feito com base em dados históricos (usando a média aritmética

ou geométrica) ou previsões de analistas.

A

simplicidade.

grande

vantagem

do

método

é

a

sua

CUSTO DE CAPITAL • Contudo, o modelo apresenta sérias limitações, tais como: distribuem – Só

CUSTO DE CAPITAL

Contudo, o modelo apresenta sérias limitações, tais como:

distribuem

vale

para

empresas

que

dividendos;

Pressupõe

que

crescentes;

O

custo

estimado

os

do

dividendos

capital

é

sejam

bastante

sensível à taxa g estimada; e

A abordagem não considera explicitamente o

risco.

CUSTO DE CAPITAL • Abordagem LMT R e  R    R 

CUSTO DE CAPITAL

Abordagem LMT

R

e

R R R

f

e

[

m

f

Onde:

]

R e = Retorno sobre o PL = Custo do capital

As principais vantagens da abordagem

LMT é que ela se ajusta explicitamente ao

risco e se aplica a companhias que não têm crescimento constante de dividendos.

CUSTO DE CAPITAL • Como limitações da podem ser citadas: abordagem LMT – A necessidade

CUSTO DE CAPITAL

Como

limitações

da

podem ser citadas:

abordagem

LMT

A necessidade de se estimar o prêmio de risco

de mercado e o coeficiente beta.

São

usadas

essencialmente

informações

históricas para prever o futuro.

RETORNO, RISCO E LINHA DE MERCADO DE TÍTULOS

RETORNO, RISCO E LINHA

DE MERCADO DE TÍTULOS

RETORNO, RISCO E LINHA • Risco sistemático (risco de mercado): influencia um grande número de

RETORNO, RISCO E LINHA

Risco sistemático (risco de mercado):

influencia um grande número de ativos

(inflação, por exemplo).

Risco não sistemático: afeta, no máximo, um

pequeno número de ativos (greve dos

petroleiros, por exemplo).

Princípio da diversificação: a distribuição de um investimento por meio de vários ativos eliminará parte, mas não todo o risco.

RETORNO, RISCO E LINHA • Temos que: – o risco associado aos ativos individuais (não

RETORNO, RISCO E LINHA

Temos que:

o risco associado aos ativos individuais (não sistemático) pode ser eliminado pela formação de carteiras; e

a diversificação reduz o risco até determinado ponto (o risco sistemático não é eliminado).

Princípio do risco sistemático: o retorno esperado de um ativo de risco só depende do risco sistemático desse ativo. “Como o risco não sistemático pode ser eliminado sem nenhum custo (pela diversificação), não há nenhum prêmio por ele. Em outras palavras, o mercado não premia os riscos que são corridos

Prof. Ewerton Alex Avelar

desnecessariamente(ROSS et al., 2008, p. 418)

122

RETORNO, RISCO E LINHA • Coeficiente Beta (β) : quantidade do risco sistemático presente em

RETORNO, RISCO E LINHA

Coeficiente Beta (β): quantidade do risco

sistemático presente em determinado ativo de

risco em relação àquela de um ativo de risco médio.

Índice de prêmio por risco: prêmio de risco

por unidade de risco sistemático.

“O

índice

de

prêmio

por

risco

todos

mesmo

(ROSS et al., 2008, p.424)

para

os

ativos

deve

ser

o

do mercado”

RETORNO, RISCO E LINHA • Linha de mercado de títulos (LMT): uma linha reta com

RETORNO, RISCO E LINHA

Linha de mercado de títulos (LMT): uma linha

reta com inclinação positiva exibindo a relação

entre o retorno esperado e o beta.

Prêmio de risco do mercado: a inclinação da

LMT, a diferença entre o retorno esperado de uma carteira de mercado e a taxa livre de risco.

RETORNO, RISCO E LINHA • Modelo de determinação do preço de ativos (CAPM): equação da

RETORNO, RISCO E LINHA

Modelo de determinação do preço de ativos

(CAPM): equação da LMT demonstrando a

relação entre o retorno esperado e o Beta. A equação abaixo apresenta o CAPM,

considerando todos os ativos sobre a LMT.

e o Beta. A equação abaixo apresenta o CAPM, considerando todos os ativos sobre a LMT.
RETORNO, RISCO E LINHA • O CAPM se aplica a carteiras de ativos e três

RETORNO, RISCO E LINHA

O CAPM se aplica a carteiras de ativos e

três

pode

componentes:

segregado

ser

em

o puro valor do dinheiro no tempo (Rf);

o

prêmio

assumir

risco

sistemático

por

(E(Rm)); e

a quantidade do risco sistemático (β).

R i = R f +β(R m – R f ) + erro • Ativo
R i = R f +β(R m – R f ) + erro
R i = R f +β(R m – R f ) + erro
• Ativo livre de risco R f • Poupança, SELIC
Ativo livre de risco
R
f
• Poupança, SELIC
• Retorno do mercado R m • Ibovespa
• Retorno do mercado
R m
• Ibovespa
R • Prêmio de risco do mercado m – R f • Beta β •
R
• Prêmio de risco do mercado
m – R f
Beta
β
• Sensibilidade de R i às variações de R m
• β = 1
β
> 1
β < 1
β < 0
β = 0
β(R m – R f )
β(R m – R f )
• Prêmio de risco da empresa
• Prêmio de risco da empresa

Prof. Ewerton Alex Avelar

127

RETORNO, RISCO E LINHA • Sobre o Beta ( β ): – O beta é

RETORNO, RISCO E LINHA

Sobre o Beta (β):

O beta é uma medida de risco em relação ao

mercado de capitais como um todo. O beta pode variar com o passar do tempo.

O

de

beta

é

influenciado

por

variações

endividamento e risco operacional.

CAPM é

alavancado, ou seja, possui a influência das

dívidas.

O

beta

utilizado

fórmula

na

do

RETORNO, RISCO E LINHA Beta = Covariância (Ra,Rm) Variância(Rm) Prof. Ewerton Alex Avelar 129

RETORNO, RISCO E LINHA

RETORNO, RISCO E LINHA Beta = Covariância (Ra,Rm) Variância(Rm) Prof. Ewerton Alex Avelar 129

Beta = Covariância (Ra,Rm) Variância(Rm)

RETORNO, RISCO E LINHA • Interpretação do Beta ( β ): Beta > 1 Retorno

RETORNO, RISCO E LINHA

Interpretação do Beta (β):

Beta > 1

Retorno do Ativo varia mais que o retorno do mercado.

O ativo é mais arriscado que o mercado

Exemplo: Beta empresa ABC=1,2

Retorno do Ibovespa = 10% a.a.

Retorno do Ativo ABC = 12% a.a.

Beta = 1

Retorno do Ativo acompanha o retorno do mercado.

O ativo possui o mesmo grau de risco que o mercado

Exemplo: Beta empresa DEF=1,0

Retorno do Ibovespa = 10% a.a.

Retorno do Ativo DEF = 10% a.a.

RETORNO, RISCO E LINHA • Interpretação do Beta ( β ): Beta < 1 Beta

RETORNO, RISCO E LINHA

Interpretação do Beta (β):

Beta < 1

Beta < 0

Retorno do Ativo varia menos que o retorno do mercado.

O ativo é menos arriscado que o mercado Exemplo: Beta empresa GHI=0,8

Retorno do Ibovespa = 10% a.a.

Retorno do Ativo GHI = 8% a.a

Retorno do Ativo varia o oposto ao retorno do mercado. O ativo é mais arriscado que o mercado Exemplo: Beta empresa ABC=-1,2 Retorno do Ibovespa = 10% a.a.

Retorno do Ativo ABC = -12% a.a.

CUSTO DE CAPITAL • Custo da dívida (capital de terceiros): retorno que os credores exigem

CUSTO DE CAPITAL

Custo da dívida (capital de terceiros):

retorno que os credores exigem sobre a

dívida da empresa.

Esse custo é simplesmente a taxa de juros que a empresa deve pagar sobre novos financiamentos.

CUSTO DE CAPITAL • A partir do momento que temos os valores do custo do

CUSTO DE CAPITAL

A partir do momento que temos os valores

do custo do PL e da dívida, podemos

combiná-los:

V E D

Onde:

V = Valor combinado da dívida e do PL E = Valor de mercado do PL (ações ordinárias × número de ações)

D = Valor de mercado da dívida de longo

prazo em circulação (no caso da dívida de curto prazo, os valores contábeis são suficientes).

CUSTO DE CAPITAL • Os pesos da estrutura de capital são: 100%  E V

CUSTO DE CAPITAL

Os pesos da estrutura de capital são:

100%

E

V

D

V

O procedimento correto é usar valores de mercado para o PL e a dívida, mas quando

isso não é possível, podemos usar valores

contábeis (mas devemos desconfiar um pouco da resposta).

CUSTO DE CAPITAL • Precisamos de estimar os fluxos de caixa após os tributos. •

CUSTO DE CAPITAL

Precisamos de estimar os fluxos de caixa

após os tributos.

Os juros das dívidas são dedutíveis de imposto de renda (IRPJ), mas os dividendos não.

Assim, o custo da dívida pode ser calculado

de acordo com a seguinte equação:

R

D

(1

  T

c

)

Onde:

T c = alíquota do imposto.

CUSTO DE CAPITAL • Custo médio ponderado de capital (CMPC): a média ponderada do PL

CUSTO DE CAPITAL

Custo médio ponderado de capital

(CMPC): a média ponderada do PL e o custo

da dívida após impostos.

CMPC

E

V

R

e

D

V

R

d

(1

 

T

c

)

Há limitações no uso do CMPC para avaliar

projetos individuais da empresa e que não