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Conto Contigo8

Grupo I

Compreensão do oral

Para responderes aos itens que se seguem, vais ouvir um


excerto de uma peça jornalística que inclui o depoimento de
Hélder Macedo, escritor e especialista em Camões.
https://www.youtube.com/watch?v=DopvOFF4DbY (até ao minuto 3:40)

1. Para cada item (1.1. a 1.3.), seleciona a opção que completa a frase, de acordo com o sentido do
texto.

1.1. Maria Elisa faz referência ao facto de

A. ter estudado a epopeia “Os Lusíadas” de forma entusiástica.

B. os alunos não apreciarem a obra camoniana, dada a forma como era abordada.

C. o estudo de “Os Lusíadas” ser obrigatório no ensino básico.

1.2. O documentário que a jornalista introduz será apresentado

A. por um professor do ensino secundário.

B. por um especialista em poesia portuguesa.

C. por um professor jubilado.

1.3. Segundo Hélder Macedo, a Lisboa da época

A. era uma cidade indecorosa e estimulante.

B. interessante e cosmopolita.

C. perigosa e fechada em si mesma.

1.4. Uma das vertentes da obra de Camões

A. está associada ao poder dos deuses.

B. prende-se com a denúncia das injustiças sociais.

C. mostra a desvalorização do papel da mulher.

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Conto Contigo8

2. Seleciona todas as opções que correspondem a informações do texto. Escreve o número do item e
as letras que identificam as opções escolhidas.

A. Hélder Macedo partilha com o o Poeta uma visão universalista do mundo.

B. Para Camões, o amor é um misto entre o divino e o humano.

C. O grande Poeta recitou o manuscrito ao rei D. Sebastião.

D. Camões quase perdeu a vida num naufrágio.

E. “Os Lusíadas” integram versos decassilábicos.

F. Luís de Camões elogia o desassombro dos marinheiros portugueses.

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Grupo II – Leitura e Educação Literária

Texto A
Lê o texto.

Herói nacional, o maior e mais admirado poeta português, Camões


foi, contudo, ignorado e incompreendido pelos seus contemporâneos. Teve
de morrer na miséria para lhe ser concedido o valor justo e merecido “O
poeta, símbolo de Portugal”. Em 1624, Manuel Severim de Faria, cónego
5 da Sé de Évora, traçou o retrato escrito do poeta:

“Luís Vaz de Camões era de média estatura, grosso e cheio no rosto


e algum tanto carregado de fronte, tinha o nariz comprido, levantado no
meio e grosso na ponta, afeiava-o grandemente a falta do olho direito.
Sendo mancebo, teve o cabelo tão loiro que atirava a açafroado e ainda
10 que não fosse gracioso na aparência, era na conversação muito fácil,
alegre e dizidor, como se vê em seus motes e esparsas, posto que já sobre O retrato de Camões por
Fernão Gomes, em cópia de
a idade deu algum tanto em melancólico.” Luís de Resende.

É muito difícil estabelecer uma biografia de Camões, uma vez que são inúmeros os problemas
levantados a respeito da sua vida, faltam dados concretos sobre muitos aspetos fundamentais do seu
15 percurso.

Um dos primeiros problemas com que os estudiosos se depararam refere-se à data e ao lugar de
nascimento do poeta. Assim, apontam-se datas diversas que variam entre o ano 1517 e 1525.

Quanto ao lugar de nascimento, as opiniões também não são unânimes propondo uns Coimbra,
outros Alenquer ou Santarém, obtendo, porém, Lisboa o favor da maioria dos biógrafos. Outra questão
20 importante com que se debatem os estudiosos diz respeito à proveniência social de Camões.

Muitos estudiosos avançam a hipótese de Luís Vaz de Camões ser oriundo de uma família nobre.
Tal facto ter-lhe-ia permitido aceder aos estudos superiores em Coimbra, estudos esses que não são
comprovados por qualquer documento. No entanto, os Lusíadas são a prova real da sua vasta erudição.

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Conto Contigo8

Refere-se ainda que Camões frequentou a corte, esteve preso por diversas vezes; combateu como
25 militar no Norte de África, onde ficou ferido e ficou cego de um olho. A fama de destemido e boémio, as
constantes brigas em que se envolvia pelas ruelas de Lisboa noturna, deram-lhe a alcunha de Trinca-
Fortes.

Esteve na Índia (em Goa) e em Macau onde desempenhou diversos cargos públicos de natureza
administrativa. Durante a sua estadia no Oriente, foi vítima de um naufrágio na foz do rio Mecom, na
30 China, que o poeta refere no canto X d`Os Lusíadas. [...]

Já em Portugal foi recebido pelo rei, onde publica Os Lusíadas em 1572. Na sequência da sua
grandiosa obra, recebeu do rei D. Sebastião uma escassa tença (pensão anual) que não o impediu de
viver na miséria. Na última carta que Luís de Camões teria enviado, ainda da Índia a D. Francisco de
Almeida, o poeta pressagiava já o seu fim “... e assim acabarei a vida e verão todos que fui tão
35 abençoado à minha pátria que não somente contentei de morrer nela mas de morrer com ela”.

Frei José Índio, frade Carmelita, viu-o morrer e descreveu indignado os últimos momentos do
grande poeta: “que cousa mais lastimosa que ver um tão grande engenho mal logrado. Eu vi-o morrer
num hospital de Lisboa sem ter um lençol com que cobrir-se.

Em 1579 ou 1580 Luís Vaz de Camões morre, sendo o seu funeral realizado a expensas
40 de um nobre, D. Gonçalves Coutinho, que mandou colocar sobre a sua sepultura a seguinte transcrição:
“Aqui jaz Luís de Camões, príncipe dos poetas do seu tempo. Viveu pobre e miseravelmente e assim
morreu”.

http://www.citi.pt/ciberforma/ana_paulos/vida_obra_autor/vd_dir.html (consultado em 16 de abril de 2018)

1. Transcreve quatro expressões do texto que revelem a dificuldade dos estudiosos em escreverem
uma biografia do poeta Luís Vaz de Camões.
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2. Ordena, cronologicamente, os dados conhecidos acerca da vida de Camões, tendo em conta os


seguintes aspetos:
a) data de nascimento e morte;
b) estudos realizados;
c) locais visitados;
d) publicações.
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3. Identifica o antecedente do pronome «que» na frase «Na sequência da sua grandiosa obra, recebeu
do rei D. Sebastião uma escassa tença que não o impediu de viver na miséria.» (linhas 32-34).

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Conto Contigo8

Grupo II
Texto B

Lê, com atenção, o poema.

Alma minha gentil, que te partiste


tão cedo desta vida descontente,
repousa lá no Céu eternamente,
e viva eu cá na terra sempre triste.

Se lá no assento etéreo, onde subiste,


memória desta vida se consente,
não te esqueças daquele amor ardente,
que já nos olhos meus tão puro viste.

E se vires que pode merecer-te


algũa cousa a dor que me ficou
da mágoa, sem remédio, de perder-te,
Camões em pintura de
José Malhoa.
roga a Deus, que teus anos encurtou,
que tão cedo de cá me leve a ver-te,
quão cedo de meus olhos te levou.

Luís de Camões, Lírica Completa II, 2.ª ed.,


Imprensa Nacional Casa da Moeda, 1994

1. Identifica o destinatário do sujeito poético, justificando com uma referência textual.


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2. Ao longo do poema, são apresentados dois espaços opostos.


2.1. Identifica esses espaços, explicando o que representam para o sujeito poético.
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3. No verso “Alma minha [...] que te partiste/tão cedo desta vida” (vv. 1-2) está presente
(A) hipérbole.
(B) comparação.
(C) metáfora.
(D) eufemismo.

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4. Nas duas estrofes finais, o sujeito poético formula dois pedidos ao interlocutor.
4.1. Explicita-os.
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5. Faz a análise formal do poema, classificando as estrofes, a rima e a métrica.


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Grupo III
Gramática

1. Identifica a classe e subclasse das palavras.


(A) “te” (v.1)____________________________________________________________
(B) “cá” (v.4)____________________________________________________________
(C) “ardente” (v.7)________________________________________________________
(D) “que” (v.10) _________________________________________________________

2. Reescreve as frases seguintes, usando pronomes pessoais que te permitam substituir as


expressões sublinhadas. Faz apenas as alterações necessárias.
2.1. O poeta roga a Deus que o leve desta vida.
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2.2. Ele pediu à amada que não o esquecesse.
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2.3. O poeta confessou-nos a sua dor.
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3. Completa cada uma das frases seguintes com a forma verbal no tempo e modo indicados.
3.1. Se o poeta ___________ (confessar, pretérito imperfeito, conjuntivo) o seu amor, não
____________ (sofrer, condicional) tal dor.
3.2. A amada ________________ (esquecer, pretérito mais que perfeito composto) o seu amado.

4. Identifica a classe e subclasse dos verbos presentes nas frases.


4.1. A amada morreu muito cedo.
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4.2. O poeta ficou desolado.
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4.3. O poeta roga à amada que não o esqueça.


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4.4. O poeta ofereceu-lhe a sua vida.
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5. Classifica as palavras quanto ao processo de formação.


(A) eternamente _____________________________________________________________
(B) anoitecer ________________________________________________________________
(C) encurtou _________________________________________________________________
(D) greco-romano _____________________________________________________________

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Conto Contigo8

Grupo IV – Escrita

Observa a imagem do cartonista Angel Boligan.

https://i.pinimg.com/originals/d6/1f/1e/d61f1e9da81f5806e280cd56c6e4a8c0.jpg

Escreve um comentário sobre a imagem apresentada, com um mínimo de 150 e um máximo de 240
palavras, tendo em conta os seguintes aspetos:

- temática ;

- posição quanto ao assunto abordado, fundamentando a tua posição;

- reflexão final.

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Bom trabalho! 😊