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FICHAMENTO: BRASIL DE CASTELO BRANCO A TANCREDO

Escolha de Geisel e o Fim da Linha Dura.

<p.237> “Quem, então, seria o novo general-presidente? Leitão de Abreu começou


uma campanha para indicar um candidato civil. Este civil, da confiança dos
militares, deveria lançar um programa para "desmilitarizar a Revolução". Mas a
tática de Leitão não sobreviveu por muito tempo". Embora alguns observadores
de fora possam ter sabido, os castelistas mais influentes estavam reunindo suas
forças para assumir o controle da sucessão. O general Golbery, seu porta-voz
mais articulado (em particular, raramente falava em público), ajudou a dirigir a
campanha castelista para reconquistar o poder designando o novo presidente. Seu
candidato era o general Ernesto Geisel, presidente da Petrobrás, ex-chefe da
Casa Militar de Castelo Branco e ex-ministro do Superior Tribunal Militar.”.

<p.237> “(...), Em maio de 1973 Ernesto Geisel obteve o consenso dos militares, e em
junho foi designado candidato da ARENA. Seu companheiro de chapa seria o general
Adalberto Pereira dos Santos, ministro do Superior Tribunal Militar e pouco conhecido
fora dos círculos militares. A escolha de Geisel, mesmo quando em gestação em 1972,
pôs um fim abrupto à tentativa do ministro da Justiça Buzaid de convencer os generais
de que um modelo corporativista seria o mais adequado ao futuro do Brasil. Assim o
governo Medici perdeu toda a possibilidade de institucionalizar a Revolução segundo as
suas próprias luzes.”.

<p.239> “A reunião do Colégio Eleitoral em janeiro foi um anticlímax. Geisel e seu


vice foram eleitos por 400 a 76. Ulisses e Barbosa Lima nem sequer receberam todos os
votos do seu partido. Um grupo dissidente (os autênticos) de 23 deputados se absteve.
Em seu manifesto anunciaram que "estavam devolvendo os votos ao grande ausente: o
povo brasileiro, cuja vontade, excluída deste processo, devia ser a fonte de todo o
poder". E exigiram a restauração das "garantias democráticas" (também exigida por Uly
sses e Barbosa Lima) e apelaram aos brasileiros para que apoiassem seu protesto.”.

<p.246> “O governo militar brasileiro a partir de 1974 pode ser definido como uma
"situação autoritária" em parte porque não produziu um Franco. O governo
Medici ateve-se ao cronograma da sucessão em 1974, apesar de alguns membros da
linha dura e seus aliados civis estarem agitando a bandeira da Prorrogação do mandato
presidencial.”.

GOVERNO GEISEL

<p.273> “A ascensão de Ernesto Geisel à presidência foi o ponto culminante de uma


campanha cuidadosamente orquestrada. Os castelistas, havendo perdido o
controle do Planalto em 1967, foram mantidos a distância durante os governos de
Costa e Silva e Médici Não lhes foi fácil, por isso, abrir caminho novamente para
a reconquista do poder. Mas trabalharam com competência. Indicado o novo
general-presidente, conseguiram sólido consenso militar em torno do seu nome.
Foi a sucessão presidencial mais tranquila desde 1964.”

<p.273-274> “Entre 1961 e 1967 Geisel envolveu-se profundamente na política


nacional como oficial em serviço ativo. Estava lotado no gabinete do ministro da Guerra
Odílio Deny s em agosto de 1961, quando o presidente Jânio Quadros subitamente
renunciou. Durante a interinidade na chefia do governo do presidente da Câmara
dos Deputados, Ranieri Mazzilli, enquanto aguardava a volta de João Goulart em
visita à República Popular da China, Geisel foi nomeado chefe da Casa Civil da
Presidência da República. Coubelhe papel importante na formulação do
compromisso político graças ao qual Goulart, que os ministros militares não
queriam no poder, pôde assumir a presidência, embora com poderes
consideravelmente reduzidos sob o sistema parlamentar.”

<p.274> “Imediatamente após o golpe de 19 M, Geisel participou da pressão militar


sobre o Congresso para que Castelo Branco fosse eleito presidente.”

<p.274> “Geisel era conhecido por sua personalidade relativamente fechada. Seu
estilo autocrático de administrar tinha pouco do encanto e cordialidade tão
característicos do homem público brasileiro.”

<p.274-275>”Como seu mentor, Castelo Branco, Geisel detestava seu envolvimento


pessoal em qualquer campanha de propaganda. As fotos oficiais mostravam agora um
presidente cuja conduta austera era o oposto da fácil identificação do seu antecessor
com jogadores da seleção campeã de futebol. Geisel era também conhecido como um
perfeccionista que gostava de mergulhar em detalhes administrativos. Por isto mesmo
os seus subordinados o chamavam de devorador de papéis. Em resumo, era um
administrador duro, que decidia por conta própria. Em seu governo ninguém tinha
dúvidas sobre quem era o responsável final por tudo.”

<p.275> “O Ministério de Geisel não revelou surpresas. Delfim Neto, o mais


poderoso ministro civil do governo que saía, foi substituído por Mário Henrique
Simonsen, outro professor de economia cujas políticas eram aparentemente mais
ortodoxas do que as de seu antecessor. Este foi nomeado embaixador na França,
um dos postos de maior prestígio da diplomacia brasileira. É evidente que o novo
governo desejava Delfim e seus formidáveis talentos e ambições políticas longe
do Brasil. O Ministério do Planejamento, em compensação, permaneceu com
João Paulo dos Reis Velloso, um economista natural do Nordeste que era agora o
principal elo no setor da política econômica com o governo Medici. Os Ministérios da
Saúde (Paulo de Almeida Machado), Comunicações (comandante Euclides Quandt de
Oliveira), Minas e Energia (Shigeaki Ueki), Agricultura (Aly sson Paulinelli) e Interior
(Rangel Reis) foram entregues a técnicos de boa reputação em seus respectivos
campos.”.

<p.275-276> “O homem que enfeixava o maior poder político do Ministério era o


general Golbery do Couto e Silva, chefe do gabinete civil da presidência. Após deixar o
Planalto em 1967, Golbery trabalhou para a Dow Chemical, primeiro como
consultor e depois como seu presidente para o Brasil. O fato de exercer esse
posto altamente remunerado em uma empresa multinacional expôs Golbery a
constantes ataques por parte de civis nacionalistas e militares da linha dura
(embora os censores impedissem a divulgação dessas críticas).4 A chefia do SNI
foi ocupada pelo general João Batista de Oliveira Figueiredo, que fora chefe do
gabinete militar do presidente Medici, mas que também era considerado
castelista. O novo, titular do seu antigo posto foi o general Dilermando Gomes
Monteiro, igualmente um fiel castelista.”

<p.277> “Perseguir as duas primeiras metas - manter o apoio militar e controlar os


subversivos - exigia um delicado ato de equilíbrio. Para legitimar-se aos olhos dos
militares a fim de combater a linha dura, Geisel teria que agir com rigor contra
não somente os subversivos mas também todo o centro-esquerda.”

<p.277> “A terceira meta era o retorno à democracia, embora de uma variedade


indefinida. Aqui Geisel era fiel à visão de Castelo Branco: a Revolução de 1964
devia, após um limitado período governamental de emergência, conduzir a um
pronto retorno à democracia representativa.”

<p.277> “Qual era a idéia de redemocratização de Geisel-Golbery ? Na falta de


declarações detalhadas pré-1974 dos seus advogados, podemos, ainda assim,
identificar vários pontos. Primeiro, os castelistas haviam descartado as idéias
corporativistas que certos assessores de Medici defenderam em 1970-71. Os
castelistas decidiram também contra a transformação da ARENA em um
sistema de partido único no estilo mexicano. Falando na sua primeira reunião
ministerial em março de 1974, Geisel prometeu "sinceros esforços para o
gradual, mas seguro, aperfeiçoamento democrático". Acrescentou que a
"imaginação política criadora" poderia possibilitar a substituição dos "poderes
excepcionais" por "salvaguardas eficazes" compatíveis com a "estrutura
constitucional".”

<p.277-278> “A quarta meta era manter altas taxas de crescimento, de cuja importância
os castelistas estavam bem conscientes. Eles sabiam que o governo Medici dependeu da
aceleração do crescimento econômico para se legitimar. Geisel deixou claro aos
tecnocratas responsáveis pela política econômica que era essencial crescer a taxas
elevadas. O novo governo preocupava-se também com a distribuição cada vez mais
desigual dos benefícios do crescimento econômico. Embora o governo não considerasse
esta meta prioritária, achava não obstante que uma distribuição mais uniforme devia
acompanhar a liberalização política.
Um primeiro passo foi a criação de um novo Ministério da Previdência e
Assistência Social para reunir os mal coordenados programas sociais criados por
governos anteriores. Seu primeiro ministro foi Luiz Gonzaga do Nascimento e
Silva, um advogado e tecnocrata que dirigiu o Banco Nacional de Habitação no
governo Castelo Branco.
Medidas para distribuir melhor os benefícios do "milagre" econômico
seriam mais fáceis de adotar se o crescimento continuasse a taxas altas. Com o
bolo crescendo, as fatias relativas podiam ser alteradas sem que ninguém
perdesse em termos absolutos. Era esta uma razão a mais para manter o
crescimento acelerado.”

<p.280> “A expectativa de boa parte da elite em relação ao novo governo centravase


na esperança de que Geisel controlasse o aparato de repressão, especialmente
os torturadores. O homem comum, no entanto, mal podia partilhar dessa
esperança, já que era vítima de atos de repressão policial, tanto em regime
democrático quanto em regime autoritário. Em fins de fevereiro Geisel, como
presidente-eleito, alimentou essas expectativas conferenciando com o Cardeal
Arns de São Paulo, conhecido crítico do governo por suas freqüentes violações
dos direitos humanos. Emissários da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil
(CNBB) reuniram-se com o general Golbery e ficaram encorajados com o que
ouviram. Pressionados por críticos religiosos e seculares a assumir o compromisso de
devolver o país ao império da lei, Golbery demonstrou sincera receptividade, embora
falando invariavelmente em caráter não oficial. O otimismo aumentou quando em
meados de março Geisel prometeu "sinceros esforços para o gradual, mas seguro,
aperfeiçoamento democrático", embora também tenha apropriadamente advertido que a
"segurança" era indispensável para assegurar o desenvolvimento. Afinal, tratava-se
ainda de um governo militar.”.

<p.281> “Geisel e Golbery imaginavam uma abertura gradual e altamente controlada.”

<p.281-282> “Os primeiros seis meses do governo Geisel foram de contínuas manobras
encetadas por autoridades governamentais e críticos civis em torno de uma possível
redemocratização. Era claro desde o início que a meta de liberalização de Geisel-
Golbery os levaria a um confronto com os torturadores e o SNI. O objetivo militar de
Geisel era devolver o poder aos generais de quatro estrelas, que haviam perdido
autoridade na mata espessa do DOI-CODI, do SNI e dos tumultuados grupos terroristas
paramilitares de direita. Dos observadores que percebiam a iminente batalha, poucos
eram os que achavam que Geisel e Golbery teriam alguma chance.”

<p.282> “Nos primeiros meses do governo Geisel os linhas duras deram mostras de
que ainda controlavam o aparato de repressão e o estavam usando para
enfraquecer os esforços visando à liberalização.”