Sunteți pe pagina 1din 25

Curso: Fitoterapia na saúde da Mulher

Palestrante: Danilo Carneiro


04 de outubro de 2008.
CONSELHO FEDERAL DE NUTRICIONISTAS
RESOLUÇÃO No- 402, DE 30 DE JULHO DE 2007

Regulamenta a prescrição fitoterápica pelo nutricionista de plantas in natura frescas,


ou como droga vegetal nas suas diferentes formas farmacêuticas, e dá outras providências.
O Conselho Federal de Nutricionistas, no exercício das competências previstas na Lei n°
6.583, de 20 de outubro de 1978, no Decreto n° 84.444, de 30 de janeiro de 1980 e no
Regimento Interno aprovado pela Resolução CFN n° 320, de 2 de dezembro de 2003, e tendo
em vista o que foi deliberado na 186ª Sessão Plenária, Ordinária, realizada nos dias 16 e 17 de
junho de 2007; e CONSIDERANDO que a fitoterapia tem grande interface com a Nutrição e
que as plantas medicinais têm finalidades terapêuticas, bioativas e em alguns casos funções
nutricionais evidenciadas cientificamente por estudos específicos;
CONSIDERANDO que órgãos internacionais, em especial a Organização Mundial de Saúde vêm
reconhecendo, valorizando e incentivando o uso de plantas medicinais e fitoterápicos
dentro dos serviços públicos de saúde;
CONSIDERANDO que a II Conferência de Segurança Alimentar e Nutricional realizada em 2004,
ratificou o valor das plantas medicinais e fitoterápicos na saúde da população;
CONSIDERANDO o reconhecimento crescente do Ministério da Saúde e o uso da Fitoterapia
nas áreas de plantas medicinais e fitoterápicos, nas unidades de saúde do Sistema Único de
Saúde - SUS em diversos Estados e Municípios;
CONSIDERANDO a Portaria do Ministério da Saúde no- 971, de 03/05/2006, que aprova
a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS, que inclui plantas
medicinais e fitoterapia com um caráter de atuação multidisciplinar no SUS;
CONSIDERANDO o Decreto Presidencial no- 5.813, de 22/06/06, que aprova a Política Nacional
de Plantas Medicinais e Fitoterápicos e dá outras providências; CONSIDERANDO que o uso das
plantas medicinais e fitoterápicos deve se dar de forma segura e eficaz, buscando promover o
uso sustentável da biodiversidade brasileira;
CONSIDERANDO as informações levantadas e avaliadas pelo Conselho Federal de
Nutricionistas sobre o tema desde julho de 2002, com a criação, em janeiro de 2004, do Grupo
Técnico Nacional de Terapias Complementares, que inclui a fitoterapia;
CONSIDERANDO que a prática da prescrição das plantas e drogas vegetais constitui estratégia
complementar à prescrição dietética elaborada pelo Nutricionista;
CONSIDERANDO o art. 2o- , o inciso VI do art. 6o- e os incisos IV e X do art. 7o- , da Resolução
CFN no- . 334/2004, que dispõe sobre o Código de Ética do Nutricionista;
CONSIDERANDO a necessidade de regulamentar a prática da prescrição fitoterápica, para uma
atuação ética e a qualidade na prestação de serviços individuais ou coletivos;

RESOLVE:
Art. 1o- . Regulamentar a prescrição fitoterápica pelo nutricionista de plantas in natura frescas,
ou como droga vegetal nas suas diferentes formas farmacêuticas.

Art. 2o- . Considera-se para os fins desta Resolução as seguintes definições:


Fitoterapia: terapêutica caracterizada pelo uso de plantas medicinais em suas diferentes
formas farmacêuticas, sem a utilização de substâncias ativas isoladas, ainda que de origem
vegetal. Fitoterápico: é o produto obtido empregando-se exclusivamente matérias-primas
ativas vegetais, caracterizado pelo conhecimento da eficácia e dos riscos de seu uso, assim
como pela reprodutibilidade e constância de sua qualidade. Sua eficácia e segurança é validada
através de levantamentos etnofarmacológicos de utilização, documentações tecno-científicas
em publicações ou ensaios clínicos fase 3.
Plantas Medicinais: todo e qualquer vegetal que possui, em um ou mais órgãos, substâncias
que podem ser utilizadas com fins terapêuticos ou que sejam precursores de fármacos semi-
sintéticos. Droga Vegetal: planta medicinal ou suas partes após processo de coleta,
estabilização e secagem, podendo ser íntegra, rasurada, triturada ou pulverizada.
Pós: plantas cortadas e depois moídas. Os pós devem ser empregados na obtenção de extratos
ou algumas vezes podem ser usados como tal.
Infuso: preparação extrativa que resulta do contato da planta com água fervente. Indicado
para folhas e flores.
Decocto: preparação extrativa onde os princípios ativos são extraídos com água até a ebulição.
Mais indicado para raízes, cascas e rizomas.
Macerado: Preparação extrativa realizada a frio, que consiste em colocar a parte da planta
dentro de um recipiente contendo água, álcool ou óleo. Ao fim do tempo previsto, filtra-se o
líquido. Extratos: São preparações líquidas, sólidas ou semi-sólidas obtidas pela extração de
drogas vegetais frescas ou secas, por meio líquido, extrator adequado, seguida de uma
evaporação total ou parcial e ajuste do concentrado a padrão previamente estabelecido.
Tintura: extração hidroalcóolica, onde se utiliza sempre a planta seca na proporção de 20%
(vinte por cento).
Alcoolatura: extração hidroalcóolica, onde se utiliza sempre a planta fresca na proporção de
50% (cinqüenta por cento).
Nomenclatura botânica: gênero e espécie.

Art. 3o- . A Prescrição Fitoterápica é parte do procedimento realizado pelo Nutricionista na


prescrição dietética que deverá conter, obrigatoriamente:
I – nomenclatura botânica, sendo opcional o nome popular;
II - parte usada;
III - forma farmacêutica/modo de preparo;
IV - tempo de utilização;
V - dosagem; VI - freqüência de uso;
VII - horários.
Parágrafo único. As formas farmacêuticas permitidas para o uso pelo profissional nutricionista
são exclusivamente as de uso oral, tais como: I - infuso; II - decocto; III - tintura; IV -
alcoolatura; V - extrato.

Art. 4o- . O Nutricionista terá total autonomia para prescrever os produtos objetos desta
Resolução, quando julgar conveniente a necessidade de complementação da dieta de
indivíduos ou grupos, atuando isoladamente ou como membro integrante de uma equipe
multiprofissional de saúde. Parágrafo Único. O Nutricionista, quando integrante da equipe
multiprofissional de saúde, poderá contribuir com orientações técnicas para a utilização de
produtos fitoterápicos sob prescrição médica, no que se refere às possíveis interações entre
estes produtos e os alimentos, bem como no melhor aproveitamento biológico da dieta
prescrita.

Art. 5o- . O Nutricionista, quando prescrever os produtos objetos da presente Resolução,


deverá fazê-lo recomendando os de origem conhecida, quando industrializados, com
rotulagem adequada às normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA, e,
quando in natura, que o consumidor observe as condições higiênico-sanitárias da espécie
vegetal prescrita.
Art. 6o- . O Nutricionista não poderá prescrever aqueles produtos cuja legislação vigente exija
prescrição médica. Art. 7o- . O Nutricionista somente poderá prescrever aqueles produtos que
tenham indicações terapêuticas relacionadas ao seu campo de conhecimento especifico. Art.
8o- . O Conselho Federal de Nutricionistas recomenda que o Nutricionista, que optar por
utilizar em suas prescrições os produtos objetos desta Resolução, seja devidamente
capacitado. Art. 9o- . Os casos omissos nesta Resolução serão resolvidos pelo Plenário do
Conselho Federal de Nutricionistas. Art. 10. Esta Resolução entra em vigor na data de sua
publicação.

RESOLUÇÃO - RE Nº 89, DE 16 DE MARÇO DE 2004

LISTA DE REGISTRO SIMPLIFICADO DE FITOTERÁPICOS

Aesculus hippocastanum L.
Nome popular : Castanha da Índia
Parte usada : Sementes
Padronização/Marcador : Escina
Formas de uso : Extratos
Indicações / Ações terapêuticas : Fragilidade capilar, insuficiência venosa
Dose Diária : 32 a 120 mg de escina
Via de Administração : Oral
Restrição de uso : Venda sem prescrição médica

Allium sativum L.
Nome popular :Alho
Parte usada : Bulbo
Padronização/Marcador : Aliina ou Alicina
Formas de uso : Tintura, óleo, extrato seco
Indicações / Ações terapêuticas : Coadjuvante no tratamento da hiperlipidemia e
hipertensão arterial leve; prevenção da aterosclerose
Dose Diária : Equivalente a 6-10 mg aliina
Via de Administração : Oral
Restrição de uso : Venda sem prescrição médica

Aloe vera ( L.) Burm f.


Nome popular : Babosa ou áloe
Parte usada : folhas - gel mucilaginoso
Padronização/Marcador : 0,3% polissacarídeos totais
Formas de uso : Creme, gel
Indicações / Ações terapêuticas : Tratamento de queimaduras térmicas (1o e 2o graus)
e de radiação
Dose Diária : Preparação com 35 a 70% do gel duas vezes ao dia
Via de Administração : Tópico
Restrição de uso : Venda sem prescrição médica
Arctostaphylos uva-ursi Spreng.
Nome popular : Uva-ursi
Parte usada : Folha
Padronização/ Marcador : Quinonas calculadas em arbutina
Formas de uso : Extratos, tinturas
Indicações / Ações terapêuticas : Infecções do trato urinário
Dose Diária : 400 a 840 mg quinonas (arbutina)
Via de Administração : Oral
Restrição de uso : Venda sob prescrição médica; não utilizar continuamente por mais
de 1 semana nem por mais de 5 semanas/ano; não usar em crianças com menos de 12
anos.

Calendula officinalis L.
Nome popular : Calêndula
Parte usada : Flores
Padronização/Marcador : Flavonóides totais expressos em quercetina ou hiperosídeos.
Formas de uso : Tintura, extratos
Indicações / Ações terapêuticas : Cicatrizante, anti-inflamatório
Dose Diária : 8,8-17,6 mg de flavonóides
Via de Administração : Tópico
Restrição de uso : Venda sem prescrição médica

Centella asiatica (L.) Urban, Hydrocotile asiatica L.


Nome popular : Centela, “Gotu kola”
Parte usada : Caule e Folhas
Padronização/Marcador : Ácidos triterpênicos (asiaticosídeos, madecassosídeo)
Formas de uso : Extrato seco
Indicações / Ações terapêuticas : Insuficiência venosa dos membros inferiores
Dose Diária : 6,6-13,6 mg de asiaticosídeos
Via de Administração : Oral
Restrição de uso : Venda sob prescrição médica

Cimicifuga racemosa (L.) Nutt.


Nome popular : Cimicífuga
Parte usada : Raiz ou rizoma
Padronização/Marcador : 27-deoxyacteína ou ácido isoferúlico
Formas de uso : Extratos
Indicações / Ações terapêuticas : Sintomas do climatério
Dose Diária : 1-8 mg de 27-deoxyacteína
Via de Administração : Oral
Restrição de uso : Venda sob prescrição médica
Cynara scolymus L.
Nome popular : Alcachofra
Parte usada : Folhas
Padronização/Marcador : Cinarina ou Derivados do ácido cafeoilquínico expressos em
Ácido Clorogênico
Formas de uso : Tintura, extratos
Indicações / Ações terapêuticas : Colerético, colagogo
Dose Diária : 7,5 mg a 12,5 mg de cinarina ou derivados
Via de Administração : Oral
Restrição de uso : Venda sem prescrição médica

Echinacea purpurea Moench


Nome popular : Equinácea
Parte usada : Caule e Folhas (partes aéreas)
Padronização/Marcador : Derivados do ácido cafeico - ác. Clorogênico, ác. Chicórico
Formas de uso : Extratos
Indicações / Ações terapêuticas : Preventivo e coadjuvante na terapia de resfriados e
infecções do trato respiratório urinário
Dose Diária : 12-31 mg de ácido Chicórico
Via de Administração : Oral
Restrição de uso : Venda sob prescrição médica

Ginkgo biloba L.
Nome popular : Ginkgo
Parte usada : Folhas, partes aéreas (caule e flores)
Padronização/Marcador : Extrato a 24% ginkgoflavonóides (Quercetina, Kaempferol,
Isorhamnetina), 6% de terpenolactonas (Bilobalide, Ginkgolide A,B,C,E)
Formas de uso : Extrato
Indicações / ações terapêuticas : Vertigens e zumbidos (tinidos) resultantes de
distúrbios circulatórios; distúrbios circulatórios periféricos (claudicação intermitente),
insuficiência vascular cerebral
Dose Diária : 80-240 mg de extrato padronizado, em 2 ou 3 tomadas ou 28,8-57,6 mg
de ginkgoflavonóides e 7,20-14,4 mg de terpenolactonas.
Via de Administração : Oral
Restrição de uso : Venda sob prescrição médica

Hypericum perforatum L.
Nome popular : Hipérico
Parte usada : Partes aéreas
Padronização/Marcador : Hipericinas totais
Formas de uso : Extratos, tintura
Indicações / Ações terapêuticas : Estados depressivos leves a moderados, não
endógenos
Dose Diária : 0,9 a 2.7 mg hipericinas
Via de Administração : Oral
Restrição de uso : Venda sob prescrição médica

Matricaria recutita L.
Nome popular : Camomila
Parte usada : Capítulos
Padronização/Marcador : Apigenina -7 - glucosídeo
Formas de uso : Tintura, extratos
Indicações / Ações terapêuticas : Antiespasmódico, anti-inflamatório tópico, distúrbios
digestivos, insônia leve.
Dose Diária : 4 a 24 mg de Apigenina -7 - glucosídeo
Via de Administração : Oral e tópico, tintura apenas tópico
Restrição de uso : Venda sem prescrição médica

Maytenus ilicifolia Mart. ex Reiss.


Nome popular : Espinheira-Santa
Parte usada : Folhas
Padronização/Marcador : Taninos totais
Formas de uso : Extratos, tintura,
Indicações / Ações terapêuticas : Dispepsias, coadjuvante no tratamento de úlcera
gástrica
Dose Diária : 60 a 90 mg de Taninos ao dia
Via de Administração : Oral
Restrição de uso : Venda sem prescrição médica

Melissa officinalis L.
Nome popular : Melissa, Erva-cidreira
Parte usada : Folhas
Padronização/Marcador : Ácidos hidroxicinâmicos calculados como ácido rosmarínico
Formas de uso : Tintura, extratos
Indicações / Ações terapêuticas : Carminativo, antiespasmódico, distúrbios do sono
Dose Diária : 60-180 mg de ácido rosmarínico
Via de Administração : Oral
Restrição de uso : Venda sem prescrição médica

Mentha piperita L.
Nome popular : Hortelã-pimenta
Parte usada : Folhas
Padronização/Marcador : Mentol 30%-55% e mentona 14%-32%
Formas de uso : Óleo essencial
Indicações / Ações terapêuticas : Carminativo, expectorante, cólicas intestinais
Dose Diária : óleo 0,2g a 0,8 g
Via de Administração : Oral
Restrição de uso : Venda sem prescrição médica

Panax ginseng C. A. Mey.


Nome popular : Ginseng
Parte usada : Raiz
Padronização/Marcador : Ginsenosídeos
Formas de uso : Extratos, tintura
Indicações / Ações terapêuticas : Estado de fadiga física e mental, adaptógeno
Dose Diária : 5mg a 30 mg de ginsenosídeos totais (Rb1, Rg1)
Via de Administração : Oral
Restrição de uso : Venda sem prescrição médica (utilizar por no máximo 3 meses)

Passiflora incarnata L.
Nome popular : Maracujá, Passiflora
Parte usada : Folhas
Padronização/Marcador : Flavonóides totais expressos na forma de isovitexina ou
vitexina
Formas de uso : Tintura, extratos
Indicações / Ações terapêuticas : Sedativo
Dose Diária : 25mg a 100 mg de vitexina/isovitexina
Via de Administração : Oral
Restrição de uso : Venda sem prescrição médica

Paullinia cupana H.B.&K.


Nome popular : Guaraná
Parte usada : Sementes
Padronização/Marcador : Trimetilxantinas (cafeína)
Formas de uso : Extratos, tinturas
Indicações / Ações terapêuticas : Astenia, estimulante do SNC
Dose Diária : 15 a 70 mg de cafeína
Via de Administração : Oral
Restrição de uso : Venda sem prescrição médica

Peumus boldus Molina


Nome popular : Boldo, Boldo-do-Chile
Parte usada : Folhas
Padronização/Marcador : Alcalóides totais calculados como boldina
Formas de uso : Tintura e extratos
Indicações / Ações terapêuticas : Colagogo, colerético, tratamento sintomático de
distúrbios gastrointestinais espásticos
Dose Diária : 2 a 5 mg de boldina
Via de Administração : Oral
Restrição de uso : Venda sem prescrição médica

Pimpinella anisum L.
Nome popular : Erva-doce, Anis
Parte usada : Frutos
Padronização/Marcador : Trans-anetol
Formas de uso : Tinturas, extratos
Indicações / Ações terapêuticas : Antiespasmódico, carminativo, expectorante,
distúrbios dispépticos;
Dose Diária : 0-1 ano: 16-45mg de trans-anetol; 1-4 anos: 32-90 mg de trans-anetol;
adultos: 80-225mg de trans-anetol
Via de Administração : Oral
Restrição de uso : Venda sem prescrição médica

Piper methysticum Forst. f.


Nome popular : Kava-kava
Parte usada : Rizoma
Padronização/Marcador : Kavapironas Kavalactonas
Formas de uso : Extratos, tintura,
Indicações / Ações terapêuticas : Ansiedade, insônia, tensão nervosa, agitação
Dose Diária : 60-120 mg de kavapironas
Via de Administração : Oral
Restrição de uso : Venda sob prescrição médica - utilizar no máximo por 2 meses

Rhamnus purshiana DC.


Nome popular : Cáscara Sagrada
Parte usada : Casca
Padronização/Marcador : Cascarosídeo A
Formas de uso : Extratos,Tintura
Indicações / Ações terapêuticas : Constipação ocasional
Dose Diária : 20-30 mg cascarosídeo A
Via de Administração : Oral
Restrição de uso : Venda sem prescrição médica

Salix alba L.
Nome popular : Salgueiro branco
Parte usada : Casca
Padronização/Marcador : Salicina
Formas de uso : Extratos
Indicações / Ações terapêuticas : Antitérmico, antiinflamatório, analgésico
Dose Diária : 60-120 mg de salicina
Via de Administração : Oral
Restrição de uso : Venda sem prescrição médica
Senna alexandrina Mill.
Nome popular : Sene
Parte usada : Folhas e frutos
Padronização/Marcador : Derivados hidroxiantracênicos (calculados como senosídeo
B)
Formas de uso : Extratos
Indicações / Ações terapêuticas : Laxativo
Dose Diária : 10-30 mg de derivados hidroxiantracênicos (calculados como senosídeo
B)
Via de Administração : Oral
Restrição de uso : Venda sem prescrição médica

Serenoa repens (Bartram) J.K. Small


Nome popular : “Saw palmetto”
Parte usada : Frutos
Padronização/Marcador : Ácidos graxos
Formas de uso : Extrato
Indicações / Ações terapêuticas : Hiperplasia benigna da próstata
Dose Diária : 272mg a 304 mg de ácidos graxos
Via de Administração : Oral
Restrição de uso : Venda sob prescrição médica

Symphytum officinale L.
Nome popular : Confrei
Parte usada : Partes aéreas e raízes
Padronização/Marcador : Alantoína
Formas de uso : Extrato
Indicações / Ações terapêuticas : Cicatrizante
Dose Diária : Preparação com 5% a 20% da droga seca
Via de Administração : Tópico
Restrição de uso : Venda sem prescrição médica.
Utilizar por no máximo 4-6 semanas / ano

Tanacetum parthenium Sch. Bip.


Nome popular : Tanaceto
Parte usada : Folhas
Padronização/Marcador : Partenolídeos
Formas de uso : Extratos, tintura
Indicações / Ações terapêuticas : Profilaxia da enxaqueca
Dose Diária : 0,2-1 mg de partenolídeos
Via de Administração : Oral
Restrição de uso : Venda sob prescrição médica
Zingiber officinale Rosc.
Nome popular : Gengibre
Parte usada : Rizomas
Padronização/Marcador : Gingeróis (6-gingerol, 8-gingerol, 10-gingerol, 6-shogaol,
capsaicin)
Formas de uso : Extratos
Indicações / Ações terapêuticas : Profilaxia de náuseas causada por movimento
(cinetose) e pós-cirúrgicas
Dose Diária : Crianças acima de 6 anos: 4-16mg de gingeróis; adulto: 16-32mg de
gingeróis
Via de Administração : Oral
Restrição de uso : Venda sem prescrição médica

Valeriana officinalis
Nome popular : Valeriana
Parte usada : Raízes
Padronização/Marcador : Sesquiterpenos (ácido valerênico, ácido acetoxivalerênico)
Formas de uso : Extrato, tintura
Indicações / Ações terapêuticas : Insônia leve, sedativo, ansiolítico
Dose Diária : 0,8-0,9 mg de sesquiterpenos
Via de Administração : Oral
Restrição de uso : Venda com prescrição médica

Mikania glomerata Sprengl.


Nome popular : Guaco
Parte usada : Folhas
Padronização/Marcador : cumarina
Formas de uso : Extrato, tintura
Indicações / Ações terapêuticas : Expectorante, broncodilatador
Dose Diária : 0,525-4,89 mg de cumarina
Via de Administração : oral
Restrição de uso : Venda sem prescrição médica

Hamamelis virginiana
Nome popular : Hamamelis
Parte usada : Folha
Padronização/Marcador : Taninos
Formas de uso : Extrato, tintura
Indicações / Ações terapêuticas : Hemorróidas - uso interno; hemorróidas externas,
equimoses - uso externo
Dose Diária : 160-320 mg taninos
Via de Administração : Oral e tópica
Restrição de uso : Venda com prescrição médica

Polygala senega
Nome popular : Polígala
Parte usada : Raízes
Padronização/Marcador : Saponinas triterpenicas
Formas de uso : Extrato, tintura
Indicações / Ações terapêuticas : Bronquite crônica, faringite
Dose Diária : 18-33 mg de saponinas triterpenicas
Via de Administração : Oral
Restrição de uso : Sem prescrição médica

Eucalyptus globulus
Nome popular : Eucalipto
Parte usada : Folhas
Padronização/Marcador : Cineol
Formas de uso : Óleo , extrato, tintura
Indicações / Ações terapêuticas : Antisséptico e antibacteriano das vias aéreas
superiores; expectorante
Dose Diária : 14 - 42,5 mg cineol
Via de Administração : Oral
Restrição de uso : Sem prescrição médica

Arnica Montana
Nome popular : Arnica
Parte usada : Sumidades floridas
Padronização/Marcador : Lactonas sesquiterpênicas totais
Formas de uso : Extrato, tintura
Indicações / Ações terapêuticas : Equimoses, hematomas, contusões em geral
Dose Diária : Tintura: 1 mg/ml de lactonas sesquiterpênicas, diluir de 3 a 10x; Cremes
e pomadas : 0,20-0,25 mg/mg de lactonas sesquiterpênicas;
Via de Administração : Tópica
Restrição de uso : Venda sem prescrição; não usar em ferimentos abertos.
RACIONALIDADES MÉDICAS e FITOTERAPIA CIENTÍFICA :

• RACIONALIDADES MÉDICAS

• Conjunto de conhecimentos e idéias integradas entre si de maneira lógica e


racional.
• Corpo de saber sobre estruturas de conhecimentos relacionados ao corpo
humano, à fisiologia e fisiopatologia, ao entendimento do Ser Humano e sobre
como integrá-los para aliviar e curar.
• A Fitoterapia Científica é uma Racionalidade Médica, uma Fitoterapia Racional,
pois preconiza o uso de Plantas Medicinais com base em evidências científicas,
nos paradigmas científicos válidos nos dias atuais.

• FITOTERAPIA CIENTÍFICA :
TEM POR OBJETIVOS :

• A validação científica de plantas tradicionais.


• Estudos de plantas medicinais ainda não pesquisadas.
• Regulamentação e oficialização da Fitoterapia.
• Inclusão da Fitoterapia nos meio acadêmico
• Inserção da Fitoterapia dos Serviços Públicos de Saúde
• Integração da Fitoterapia no meio científico moderno
• Servir à medicina como um instrumento eficaz e eficiente, tanto na prevenção
e cura de doenças como também na promoção de longevidade com saúde.
• Prover medicamentos naturais, de alta efetividade e baixa toxicidade,
oferecendo à medicina uma opção terapêutica segura, harmônica e confiável.

• CONHECIMENTO CIENTÍFICO EM FITOTERAPIA :

• O conhecimento científico em Fitoterapia é originado a partir de diversas áreas


de pesquisa.
• A Fitoterapia é uma ciência de caráter multi-disciplinar e inter-disciplinar.
• Cada profissional dessa rede multidisciplinar tem a sua área de atuação e todas
apresentam o mesmo grau de importância dentro do contexto global da
fitoterapia
• O que ocorreria de os profissionais de uma área resolvesse entrar e interferir
nas áreas dos outros profissionais ?
• Médicos manipulando remédios em seus consultórios e administrando
aos pacientes ....
• Farmacêuticos consultando, solicitando exames, fazendo os
diagnósticos e prescrevendo...
• Agrônomos orientando as questões higieno-dietéticas e nutricionais ...
• Enfermeiros cuidando de classificar botanicamente as plantas ...
• Odontólogos cultivando e colhendo as plantas em seus consultórios ...
• Biólogos extraindo dentes e colocando compressas de plantas para não
sangrar ...
• Seria o caos !!!

Diferentes Níveis de Evidências Científicas em Fitoterapia


Nível Etnomédico
Nível Etnofarmacológico
Nível Farmacológico
Nível Fitoquímico
Nível Pré-Clínico
Nível Clínico
Nível de Segurança Toxicológica
Nível de Controle de Qualidade
Nível Metanalítico

Validação Científica De Plantas Medicinais

• OMS : TRADITIONAL MEDICINE PROGRAMME


• Recomenda o uso da Medicina Tradicional e da Fitoterapia como um método
eficiente e eficaz. (Conferência de Alma Ata - 1978).
• 80% da população mundial (4 bilhões de habitantes) usam a medicina
tradicional como tratamento primário.
• Incentiva o estudo, pesquisa e inclusão da Fitoterapia dentro de programas
sociais
• Considera o uso tradicional, seguido de estudos fitoquímicos e de um efetivo
controle de qualidade como suficientes para uma validação do uso das plantas.

• VALIDAÇÃO CIENTÍFICA SEGUNDO A OMS :


• “As diretrizes da OMS para a validação de plantas medicinais defendem o
reconhecimento de que o uso histórico prolongado de uma erva em uma
medicina tradicional constitui uma hipótese de segurança, a menos que
alguma pesquisa científica moderna a contradiga.”
(The Complete German Comission E Monographs).

• RELATÓRIO DA OMS :
• “No caso das medicinas tradicionais, as exigências de provas de eficácia para o
tratamento de desordens menores e para indicações não-específicas,
merecem algum relaxamento, levando-se em consideração a extensão do uso
tradicional ; as mesmas considerações se aplicam para o uso profilático.
Experiências com relatos de casos individuais feitos por médicos, terapeutas
tradicionais, ou pacientes tratados devem ser levados em consideração. Onde o
uso tradicional ainda não foi estabelecido, evidências clínicas apropriadas
devem ser levadas em conta” . (OMS - 1991).

• A COMISSÃO - E ALEMÃ :

• 1976 : A República Federal da Alemanha definiu os FITOTERÁPICOS da


mesma maneira que os outros remédios, considerando-se as PLANTAS
MEDICINAIS como um medicamento único (apesar de sua composição
química complexa --- diferentemente do que ocorre com os princípios
ativos isolados).
• A Agência Federal de Saúde da Alemanha (atual Federal Institute for Drugs
and Medical Device) estabeleceu um comitê de experts em medicamentos
fitoterápicos, composto por 24 membros propostos por associações de
profissionais de saúde de diversas áreas (medicina, farmácia, farmacologia,
toxicologia, bio-estatística, terapias alternativas ; e representantes das
indústrias farmacêuticas .
• 50% desses membros eram especialistas no campo terapêutico ou clínico.

FITOTERAPIA RACIONAL / COMISSÃO - E

REGRAS BÁSICAS PARA A FITOTERAPIA RACIONAL

De acordo com a Comissão-E, a Fitoterapia Racional pode ser baseada em quatro


regras básicas :

 Relação Dose-Resposta e Estabelecimento da Dose :

Os Fitofármacos, na área terapêutica, podem ser aplicados de um modo


em que fique clara a relação entre a dose administrada e eficiência da resposta.
Possíveis efeitos adversos dose-dependentes não deveriam ser interpretados
como “efeitos homeopáticos” e nem sempre podem ser considerados como
“agravações iniciais normais” nos tratamentos naturais. Devemos nos lembrar
que, algumas vezes, uma variação na dose de um Fitofármaco pode produzir
efeitos diferentes no organismo humano e isto pode ser devido à relação dose-
resposta, que pode ser modificada com o aumento ou diminuição da dosagem
daquele medicamento. Por exemplo, a Glycyrrhiza glabra (Alcaçuz da Europa) em
pequenas dosagens pode não apresentar qualquer efeito terapêutico ou no
máximo um alívio de irritações leves da garganta ou do estômago. Em doses
terapêuticas, ele tem ação comprovada na cicatrização de úlceras
gastroduodenais; mas em doses mais altas ou o uso prolongado podem provocar
efeitos tipo mineralocorticóides, com retenção de sódio e água e perda de
potássio, o que pode se acompanhar de hipertensão, edema e hipocalemia.

 Relação Eficácia / Constituintes Químicos

A eficácia (experimentalmente demonstrada por estudos clínicos) ou a


eficiência (observada em um paciente em um levantamento clínico) podem ser
deduzidas, na maioria dos casos, a partir dos componentes químicos do
Fitofármaco. Esses constituintes químicos encontrados na planta são co-
determinantes da eficiência . Na verdade, na maioria dos casos não apenas um,
mas dois ou mais diferentes constituintes da planta são reconhecidamente
responsáveis pela eficiência observada. Por exemplo, a atividade do Hypericum
perforatum (Erva-de-São-João) no tratamento de pacientes portadores de casos
leves a moderados de depressão mental é atualmente atribuída a pelo menos três
tipos de substâncias encontradas nas flores a folhas : a hipericina, a hiperforina e
os flavonóides.

 Extrato total X Constituintes isolados

- Tipicamente, os Fitofármacos constituídos por extratos padronizados


compostos pelos seus componentes ativos primários, os componentes secundários
e mais os cofatores (compostos acompanhantes) manifestam melhores efeitos e
uma maior área de abrangência terapêutica do que medicamentos à base de
compostos isolados (ou seja, drogas convencionais), além de apresentarem uma
ação mais harmônica do medicamento, com menos possibilidade de reações
adversas ou efeitos colaterais. Por exemplo, a Rauwolfia serpentina é uma planta
cientificamente aprovada, em sua forma integral, para casos de hipertensão
essencial leve, especialmente com elevada tensão do sistema nervoso simpático.
Contudo a administração isolada de um dos seus mais famosos princípios ativos, a
reserpina, revelou-se em pouco tempo uma terapia de difícil controle e permeada
de efeitos colaterais, que atingiam os sistema circulatório, nervoso, digestivo e até
o sistema imunológico.

 Controle de Qualidade Farmacêutica

Fitofármacos com um alto nível de qualidade farmacêutica e medicinal são o


requisito básico para o sucesso da Fitoterapia. Por exemplo, alguns relatos de
medicamentos fitoterápicos que produziram resultados negativos puderam ser
atribuídos à administração de materiais inadequados , os quais, após exames
especializados , foram considerados de baixa qualidade.
PRESCRIÇÃO E USO CORRETO DE FITOTERÁPICOS :

=> INTEGRAÇÃO Médico/Paciente/Farmacêutico


* Relação de confiança
* Garantia do controle de qualidade
* Fidelidade à medicação e à linha terapêutica
* Acompanhamento de intercorrências
* Controle e administração dos efeitos obtidos
* Orientação uníssona ao paciente

=> FORMAS DE APRESENTAÇÃO *


* Uso Interno
- Chás --------------------------------------- - Tinturas (extratos hidroalcoólicos)
- Xaropes ----------------------------------- - Melitos
- Pós ----------------------------------------- - Cápsulas
- Comprimidos ------------------------------ - Extrato seco
- Ext. seco padronizado -------------------- - Ext. seco seletivo
- Preparações especiais tradicionais : MTC / Ayurveda

* Uso Externo
- Pomadas - Cremes
- Xampus - Óleos
- Sprays - Supositórios
- Soluções

=> POSOLOGIA E MODO DE PRESCRIÇÃO

* Especificação da forma de apresentação


* Dose
* Modo de Usar
* Tempo de Uso
* Explicação das ações e efeitos desejados
* Abordagem de efeitos indesejáveis e possíveis efeitos colaterais
* Consideração das contra-indicações e relação custo-benefício
=> EXEMPLOS DE PRESCRIÇÃO *

1- Passiflora incarnata (extr. Seco) - 200 mg Mandar 60 cáps.


Tomar 1 cápsula 2 vezes ao dia ( às refeições )
(* Uso contínuo até a próxima consulta * )

OU

1- Panax ginseng (extr. seco) - 50 mg


Pfaffia paniculata (extr. Seco) - 300 mg
Mandar 90 cápsulas
Tomar 1 cápsula 3 vezes ao dia (7 - 13 e 19 h)
( * Continuamente por três meses * )

OU
1- Valeriana officinalis (ext. seco) - 200 mg
Erythrina mulungu (pó) - 300 mg
Mandar 90 cápsulas
Tomar 1 cápsula 3 vezes ao dia ( 8 - 16 - 22 h)
( * Usar durante 30 dias * )

OU

SEGUNDOS OUTRAS FORMAS DE APRESENTAÇÃO, EM HARMONIA COM


FARMACÊUTICOS DE CONFIANÇA PARA INDICAÇÃO CORRETA DA CONCENTRAÇÕES,
APRESENTAÇÕES E DOSES.
MATÉRIA MÉDICA RESUMIDA DE PLANTAS COM AÇÃO NO SISTEMA
REPRODUTOR FEMININO
Jill Stansbury

ANGELICA SINENSIS
Nome Comum : Dong Quai, Tang Kuei

Um grande número de estudos e de relatos científicos atestam a utilidade da Angelica


sinensis em diversas queixas ginecológicas, incluindo infertilidade, TPM, dismenorréias,
metrorragias, amenorréias, abortos repetitivos e sintomas da menopausa.
Essa planta age fortemente sobre os órgãos reprodutores femininos, mas sua ação não
parece ser hormonal. Atribuem-se seus efeitos muito mais a um aumento do metabolismo no
útero e, especialmente, nos ovários. A Angelica sinensis estimula o metabolismo dentro dos
órgão reprodutores através de um aumento da atividade celular, da utilização da glicose e a
síntese do DNA.
Além disso, ela age como um relaxante da musculatura lisa sobretudo, mas estimula
leve e brevemente antes de relaxa-lo. Essa curiosa ação é o resultado de dois constituintes da
Angelica sinensis que apresentam efeitos opostos sobre o útero.Estudos em animais (coelhos,
gatos, cães) mostraram um aumento da excitabilidade do útero, mas o ritmo de contrações foi
acalmado até tornar-se lento e forte, em oposição às contrações rápidas, irregulares e fracas.
Por essa ação, Angelica sinensis tem sido freqüentemente usada em casos de dismenorréia e
espasmos uterinos. Numerosos constituintes da Angelica sinensis são considerados
antiespasmódicos, incluindo a butilidenftalida, ligustilida, and butiftalida.
Além desses, a Angelica sinensis contém ácido ferúlico, que apresenta ação analgésica
de grande valor nas dismenorréias. O ácido ferúlico é um antiespasmódico do útero e pode
ser usado para acalmar arritimias cardíacas.
A Angelica sinensis contém também o ácido nicotínico, que apresenta ação
vasodilatadora. No tratamento da dismenorréia, a Angelica sinensis pode tornar o fluxo mais
pesado, possibilidade que deve ser informada à paciente e deve ser levada em conta pelo
médico. Por isto, muitos fitoterapeutas recomendam que a Angelica sinensis deve ser
suspensa durante o período menstrual, especialmente se o fluxo menstrual já se encontra
aumentado.
Dose : Extrato seco : 100 a 200 mg 2 ou 3 x ao dia

CIMICIFUGA RACEMOSA (RESTRITO PARA PRESCRIÇÃO MÉDICA)


Nome Comum : Black Cohosh

A Cimicfuga racemosa tem sido usada tradicionalmente no tratamento de várias


queixas músculo-esqueléticas devidas a traumas ou reumatismos. Ela apresenta efeitos
antiespasmódicos vasculares e neurálgicos, bem como uma especial ação antiinflamatória e
antiespasmódica sobre o útero. Tem se mostrado muito útil na prevenção de aborto e de
trabalho de parto prematuro. A Cimicfuga racemosa contém o ácido salicílico, conhecido
antiinflamatório, que a torna útil em dores de origem inflamatória, bem como sobre uma
variedade de sintomas ginecológicos. Apresenta um efeito estrogênico, via redução da
liberação do LH pela hipófise e via uma pequena quantidade de Isoflavonas estrogênicas :
formonetina.
As indicações mais específicas da Cimicfuga racemosa são dirigidas a pessoas
nervosas com sensação de peso nas pernas e cólicas uterinas que se manifestam na pelve e
irradiam-se para as coxas. Uma vez que a Cimicifuga racemosa é també usada para sintomas
artríticos e reumáticos em geral, as dores pélvicas e menstruais que apresentam característica
de rigidez, dor à pressão e irradiações são especialmente cobertas por esse medicamento.
Dose : Extrato seco: 1 a 8 mg de glicosídeos triterpênicos (deoxiacteína) dia , divididos em 2
a 3 tomadas.

DIOSCOREA VILLOSA
Nome Comum : Yam mexicano

A Dioscorea villosa contém as substâncias estrogênicas diosgenina e pregnenolona.


Apresenta também ação antiespasmódica e antiinflamatória, devidas em parte aos seus
constituintes cortisona-like.. A diosgenina, por si mesma, é levemente antiespasmódica. A
Dioscorea villosa tem sido usada no alívio de náuseas decorrentes de altos níveis hormonais.
Isto se deve à competição da diosgenina pelos receptores estrogênicos. A Dioscorea villosa é
especialmente indicada para contrações uterinas espásticas com náuseas, dor em peso
irradiada do umbigo para for a e dores que melhoram com pressão local. A Dioscorea villosa
tem sido usada na medicina tradicional chinesa como um tônico. A diosgenina tem sido usada
na síntese de estrógenos e progesterona.
Dose: Extrato seco : 100 a 300 mg ao dia, divididos em 2 a 3 tomadas.

ELEUTHREOCOCCUS SENTICOSUS
Nome Comum : Ginseng siberiano

Assim como o Panax ginseng, o Eleuthrococcus senticosus tem uma ação


adpatogênica e propriedades imuno-estimulantes. Tem sido muito útil para pessoas que
sofrem de astenia geral, seja física ou mental. Tem sido tradicionalmente usada ao longos dos
séculos por pessoas na terceira idade, mas também é muito indicado para pessoas com fadiga
e situações de estresse. Atualmente existe uma crescente evidência de que o Eleuthrococcus
senticosus atua diretamente sobre o hipotálamo para regular os hormônios do corpo.
Dose : Extrato seco : 200 a 400 mg 2 x ao dia (de manhã e no almoço)

GLYCYRRHIZA GLABRA
Nome Comum : Alcaçuz-da-Europa

A Glycyrrhiza glabra apresenta atividades hormonais, respiratórias, gastrointestinais,


anti-virais e reguladoras da glicose. Ela contém saponinas estrogênicas e é considerada uma
planta anfotérica : alguns autores incluem a Glycyrrhiza glabra como um medicamento tanto
progesterônico quanto estrogênico. Ela contém substâncias cortisona-like e também inibe a
quebra da cortisona pelo fígado. Uma concomitante ação pseudoaldosterona pode causar
retenção hídrica e elevação da pressão sanguínea. Estudos realizados no Japão mostraram
resultados positivos no tratamento da oligomenorréia devida ao aumento dos hormônios
androgênicos em relação aos estrógenos.
Dose : Pó : 300 a 500 mg 3 x ao dia
HUMULUS LUPULUS
Nome Comum : Lúpulo

O Humulus lupulus tem sido classificado como um tônico amargo e um sedativo do


SNC. De fato, o Humulus lupulus apresenta constituintes estrogênicos, incluindo traços de
estradiol. É melhor indicado na fase folicular do ciclo menstrual e deve ser continuado por
longo tempo. Pesquisas recentes revelaram quem o Humulus lupulus pode auxiliar o
organismo no metabolismo de toxinas naturais. A resina produzida pelos estróbilos do
Humulus lupulus contém lupulina, um conhecido agente calmante do SNC a útil em casos de
insônia, cefaléias e sintomas emocionais da TPM devidas a ansiedade e excesso xe
estimulação mental. A lupulina e outros constituintes, incluindo os humulonas e as lupulonas
conferem ao Humulus lupulus um efeito antiespasmódico. Por tudo isso, o Humulus lupulus é
particularmente indicado em casos de dismenorréias e insônia de origem nervosa.
Dose : Pó : 100 a 250 mg 2 ou 3 x ao dia

HYPERICUM PERFORATUM (RESTRITO PARA PRESCRIÇÃO MÉDICA)


Nome Comum : Erva-de-são-joão, hipérico

O Hypericum perforatum é uma planta medicinal anti-depressiva, sedativa e


antiinflamatória, rica em flavonóides (hipericina e carotenos),taninos, Vit. C e óleos voláteis.
Quanto ao uso no sistema ginecológico, o Hypericum perforatum é útil para dores
pélvicas de origem tensional. A Farmacopéia Britânica de 1983 indica o Hypericum perforatum
especialmente para as neuroses da menopausa.
Dose : Extrato seco com 0,3 % de hipericina (Jarsin extract) : 300 a 900 mg ao dia

SALVIA OFFICINALIS
Nome Comum : Sálvia

A Salvia officinalis é uma planta com ação carminativa, antiespasmódica e digestiva,


com altos teores de Zinco. Como um agente hormonal, ela contém fitoesteróis com ação
estrogênica. É considerada uma planta refrescante, bastante útil nos sintomas de fogachos da
menopausa. Apresenta também ação redutora das secreções mucosas e da produção do leite
materno, bem como um efeito anti-sudorífico. Muito fitoterapeutas tradicionais indicam a
Salvia officinalis especialmente para casos de hemorragia uterina com sangue vermelho vivo e
para cólicas uterinas que pioram com o calor e melhoram com o frio.
Dose : Pó : 300 a 500 g 3 x ao dia
Tintura : 30 a 50 gotas 2 ou 3 x ao dia, comágua

SERENOA REPENS (RESTRITO PARA PRESCRIÇÃO MÉDICA)


Nome Comum : Saw Palmetto

A Serenoa repens inibe a formação da dihidro-testosterona, devido à presença de


liposterol em sua composição. É um fitoterápico cientificamente aprovado para o tratamento
dos sintomas da HBP. Pelos mesmos mecanismos, a Serenoa repens pode ser útil em mulheres
com hirsutismo e excesso de andrógenos, tal como ocorre em certos casos de ovários
policísticos.
Dose : Extrato seco : 160 mg 2 x ao dia
VITEX AGNUS CASTUS
Nome Comum : Vitex

O Vitex agnus castus promove o equilíbrio dos hormônios femininos devido muito
mais à sua ação sobre o eixo hipotálamo-hipofisário do que a um efeito estrogênico
propriamente dito. Essa ação central do Vitex reduz a secreção do FSH e aumenta a secreção
do LH, estimulando assim o corpo lúteo e aumentando os níveis de progesterona. A ação
progesterônica do Vitex é útil nos casos sintomas pré-menstruais tais como acnes e retenção
hídrica. Inibe a liberação de PRL pela hipófise, principalmente em situações de stress.O Uso
prolongado (acima de 3 meses) normalizar os ciclos menstruais, aliviando a hipermenorréia,
metrorragia, polimenorréia , oligomenorréia, amenorréia secundária e os sintomas da TPM,
tais como acnes, mastalgia e retenção hídrica. Outras indicações são : hiperprolactinemia,
infertilidade devida a níveis diminuídos de progestreona ou devido à hiperprolactinemia.
Dose : Extrato seco : 25 mg 2 x ao dia

TRIFOLIUM PRATENSE
Nome Comum : Red Clover ; Trevo Vermelho

Red Clover é o extrato seco padronizado das folhas do Trifolium pratense L., espécie
vegetal rica em Isoflavonas. As Isoflavonas e seus metabólitos ativam principalmente os
receptores Estrogênicos tipo Beta (receptores – β), que são predominantes no cérebro, ossos
e coração; por outro lado, apresentam pouca atividade sobre os receptores tipo Alfa
(receptores – α), predominantes nas mamas e útero. Os quatro tipos de Isoflavonas do Red
Clover aparecem rapidamente no plasma e atingem concentrações máximas em 4 a 6 horas
após a tomada. O Red Clover reduz a incidência e a severidade das ondas de calor , reduz o
risco de acidentes vasculares em mulheres na menopausa, especialmente por aumentar a
complacência arterial sistêmica e os níveis do HDL – Colesterol, além de inibir a agregação
plaquetária. Reduz a perda óssea associada à menopausa e não provoca sangramento ou
espessamento endometrial e nem o aumento de peso corporal. Por todas essas ações,
provou-se que ele melhora do bem-estar e da qualidade de vida das mulheres no climatério. O
Red Clover está indicado no alívio dos sintomas da Pré e Peri-menopausa, no tratamento das
ondas de calor e do mal-estar geral com perda de qualidade de vida relacionados ao
climatério. Também na prevenção de osteoporose associada à menopausa e na prevenção de
acidentes cardiovasculares associados à menopausa. As contra- indicações relatadas são :
gestantes, lactantes e crianças. Quanto `as iterações medicamentosas, pode ocorrer
competição pelos mesmos receptores se associado com hormônios sexuais e Tamoxifen . Pode
ocorrer redução da eficácia do Red Clover se associado com antagonistas H2 , inibidores da
bomba de prótons e antibióticos.
Dose : extrato seco padronizado : 490 mg do extrato seco, que equivalem a 40 mg de
Isoflavonas. Tomar 1 cápsula ao dia, pela manhã., sob uso contínuo.

ISOFLAVONAS DA SOJA
Denominação Científica: Genisteíne e Daidzeíne

As Isoflavonas são é largamente utilizado na área ginecológica. Ele consiste num


conjunto de substâncias naturais retiradas da soja, chamadas isoflavonas.
Sua atividade é semelhante aos hormônios femininos, dentre os quais o genisteíne e o
daidzeíne, que são considerados vitais para a saúde da mulher. Quando ingeridos, os
fitoestrógenos da soja sofrem transformação estrutural no decorrer da digestão e são
convertidos numa forma fraca de estrógeno. As Isoflavonas têm capacidade de normalizar os
níveis de estrógenos circulantes, quer estejam altos ou baixos. Ao que parece, as Isoflavonas
ocupam os receptores dos estrógenos e reduz a ação desses hormônios quando eles estão em
excesso no organismo da mulher. Por outro lado, dietas pobres em componentes graxos
provocam redução nos níveis de estrógenos, que regulam a ingestão de óleo na alimentação,
como acontece com as mulheres anoréxicas e corredoras de maratonas.
Isto representa um risco para a função reprodutiva feminina, assim como para os ossos
e outros sistemas. As Isoflavonas são igualmente útil nestes casos devido ao seu efeito
estrogênico intrínseco, que contribui para elevar a atividade estrogênica.
De fato, esse grupo de mulheres normalmente se alimenta de produtos à base de soja,
como o tofú, leite de soja, tempeh e outros derivados para compensar a carência de
óleo na alimentação. Existem fortes evidências médicas sugerindo que o consumo
diário de soja e grãos diversos, bem como frutas e vegetais que podem proteger o
organismo contra numerosas doenças. A alimentação japonesa, por exemplo, é rica
em produtos derivados da soja. Acredita-se que a menor incidência de sintomas da
menopausa, osteoporose e cânceres estrógeno-dependentes nessa população esteja
relacionada com a ingestão de isoflavonas, contidas principalmente na soja. As
Isoflavonas podem ser úteis na redução da incidência de doenças do coração e nas
disfunções das taxas colesterolêmicas.
O extrato da soja é padronizado para conter aproximadamente 40% de isoflavonas
totais, dentre as quais genisteíne e genistin estão presentes em aproximadamente 30%
e daidzeíne e daidzin, em torno de 10%. As Isoflavonas também são ricos em
saponinas, que são substâncias imunoestimulantes, e também é uma excelente fonte
de ácido fítico, o qual se acredita quelar os íons férricos em excesso no organismo e
prevenir a formação de radicais livres.
A quantidade de fitoestrógenos consumidos depende do alimento ingerido, por isso a
utilização de um extrato padronizado é interessante para disponibilizar concentrações
constantes de isoflavonas na dieta diária.

Doses:
Recomenda-se a utilização de 50 a 150 mg de Isoflavonas ao dia, em uma a três
tomadas.

REAÇÕES ADVERSAS:
Não foram encontradas em literatura consultada.

OBSERVAÇÃO: É curioso saber que o extrato da soja é a única fonte de genisteíne


disponível hoje. Apesar de não se encontrar citação de incompatibilidades com este
produto natural, é importante lembrar da necessidade de precaução ao associar as
Isoflavonas com contraceptivos e hormônios femininos.
Tribulus terrestris

Nome Científico : Tribulus terrestris


Outras Espécies de Uso : Tribulis lenuginosus, Tribulis aeylanicus (5)
Família: Zygophyllaceae
Nome Comum: Gokshura
Nome em outros idiomas : Inglês = Small Caltrops, Goats head, Puncture Vine,
Sânscrito = Gokshura
Parte Usada : Fruto
Habitat : Cresce em diversas regiões de clima moderado e áreas tropicais.
Constituintes Químicos :
Tribulus terrestris é um hormônio não-esteroidal, propalado por incrementar os
níveis de testosterona através do aumento das taxas do Hormônio Luteinizante (LH). O
LH é um hormônio da hipófise que ativa a produção natural de testosterona.
Realmente, estudos revelam que o Tribulus terrestris tem o potencial de aumentar a
produção do LH. (2)
A planta é rica em substâncias grande potencial biológico, incluindo saponinas,
flavonóides, alcalóides e outros nutrientes. (2)
O fruto contém alcalóides, resinas e óleo fixo (3,5 a 5,0, consistindo
principalmente de ácidos insaturados), taninos, açúcares reduzidos, estreóis, um óleo
essencial, nitratos, peroxidase e traços de glicosídeos e um novo flavonóide chamado
de tribulosídeo. Grandes quantidades de potássio e nitrato estão também presentes
nos frutos. (2)
Relatou-se a presença do alcalóide Harmano na planta e da Harmina nas
sementes. (2)

Ações Farmacológicas :
O extrato alcoólico dos frutos mostrou uma atividade anti-urolitíase. Com uma
dose oral de 100mg/kg, administrada por 2 a 4 semanas, ele reduziu significativamente
o peso dos cálculos urinários induzidos artificalmente em ratos albinos. Este e outros
extratos inibiram quase completamente a formação de cálculos urinários. Além disso,
os extratos mostraram um significante atividade diurética. (1)
As principais ações descritas são : analgésica, afrodisíaca, diurética,
litotríptica, tônica. (5)

Indicações : (3, 4)
Na medicina tradicional, a planta é indicada como
• Diurético,
• Tônico,
• Afrodisíaco

Os frutos em pó seco são usados em casos de espermatorréia, doenças do trato


genito-urinário, tais como : (3, 4)
• Disúria, cistite crônica, cálculos urinários, incontinência urinária.
• Gota
• Impotência .

Na medicina Ayurvédica, é tradicionalmente usada com diversas finalidades,


sendo as seguintes as principais indicações (5, 6) :
• Dorsalgias, lombalgias, ciatalgia
• Cistites, nefrites e outras condições genito-urinárias (disúria, cálculos
urinários, hematúria, queimação uretral).
• Como um diurético.
• Diabetes, dificuldades respiratórias.
• Gota, hemorróidas, neuralgias, reumatismos.
• Tônico, afrodisíaco.
• Impotência, infertilidade, debilidade seminal.

Doses :
Extrato seco :
• Pacientes com até 60kg – 500 mg 2 x ao dia.
• Pacientes de 60kg a 90kg – 750 mg 2 x ao dia.
• Pacientes acima de 90kg - 1000 mg 2 x ao dia.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS :
1. Santha Kumari et al. Ind. Jour. Med. Res., July 1967; 55 : 7.
2. Anand et al, Indian J. Pharmacol., 1989; 21 : 74. 3. The Wealth of Asia. P.I.D.
C.S.I.R. New Delhi, 1996. (CD ROM version)
3. The Indian Materia Medica, K.M. Nadkarni , 1230 - 1231.
4. Pandith Vishwanath Bhavaprakasha, Motilal Banarasidas publication, 1988;
157.
5. http://holisticonline.com/Herbal-Med/_Herbs/h148.htm
6. CHOPRA, R. N. et als. - Glossary of Indian Medicinal Plants – Council of Scientific
& Industrial Research – New Delhi - 1956