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International Auditing and Assurance Standards Board

Manual das Normas Internacionais de Controlo de Qualidade, Auditoria, Revisão, Outros Trabalhos de Garantia de Fiabilidade e Serviços Relacionados

Edição 2015 Parte I

Versão Original

Traduzido e Republicado

International Auditing and Assurance Standards Board
International Auditing
and Assurance
Standards Board

ISA

ISQC

IAPN

NOTA À EDIÇÃO 2015

A presente edição do Manual das Normas Internacionais de Controlo de Qualidade,

Auditoria, Revisão, Outros Trabalhos de Garantia de Fiabilidade e Serviços Relacionados (Edição 2015 – Parte I) é uma tradução da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas com base no texto original em língua inglesa emitido pelo Internacional Audit and Assurance Standards Board (IAASB) da International Federation of Accountants (IFAC).

O material técnico incluído neste Manual compreende todas as Normas Internacionais

de Auditoria (ISA), a ISQC 1, e a Recomendação de Práticas Internacionais de Auditoria IAPN 1000, Considerações Especiais na Auditoria de Instrumentos Financeiros.

Comparativamente com a Edição de 2010, foi introduzida a ISA 701, Comunicar Matérias Relevantes de Auditoria no Relatório do Auditor Independente e foram feitas revisões às seguintes ISA:

ISA 260, Comunicação com os Encarregados da Governação

ISA 315, Identificar e Avaliar os Riscos de Distorção Material Através do Conhecimento da Entidade e do Seu Ambiente

ISA 570, Continuidade

ISA 610, Usar o Trabalho de Auditores Internos

ISA 700, Formar uma Opinião e Relatar sobre Demonstrações Financeiras

ISA 705, Modificações à Opinião no Relatório do Auditor Independente

ISA 706, Parágrafos de Ênfase e Parágrafos de Outras Matérias

ISA 720, As Responsabilidades do Auditor Relativas a Outra Informação

A introdução da ISA 701 e as revisões a outras ISA assinaladas acima determinaram,

também, ajustamentos em outras ISA as quais, no texto original, não estão consideradas nas normas respetivas mas numa secção independente intitulada “Conforming Amendments To Other ISAs”.

Na versão em língua portuguesa, esses ajustamentos já estão incluídos nos textos respetivos das ISA agora publicadas.

3

NORMAS INTERNACIONAIS DE AUDITORIA E DE CONTROLO DE QUALIDADE PARTE I

MANUAL DAS NORMAS INTERNACIONAIS DE CONTROLO DE QUALIDADE, AUDITORIA, REVISÃO, OUTROS TRABALHOS DE GARANTIA DE FIABILIDADE E SERVIÇOS RELACIONADOS

PARTE I

ÍNDICE

 

Página

A Função da International Federation of Accountants

9

Estrutura das Normas Emitidas pelo International Auditing and Assurance Standards Board

10

Prefácio às Normas Internacionais de Controlo de Qualidade, Auditoria, Revisão, Outros Trabalhos de Garantia de Fiabilidade e Serviços Relacionados

11–16

Glossário de Termos

17–42

NORMAS INTERNACIONAIS DE CONTROLO DE QUALIDADE

ISQC 1, Controlo de Qualidade para Firmas que Executem Auditorias e Revisões de Demonstrações Financeiras e Outros Trabalhos de Garantia de Fiabilidade e Serviços Relacionados

43–81

AUDITORIAS DE INFORMAÇÃO FINANCEIRA HISTÓRICA

200

299 PRINCÍPIOS E RESPONSABILIDADE GERAIS

ISA 200, Objetivos Gerais do Auditor Independente e Condução de uma Auditoria de Acordo com as Normas Internacionais de Auditoria

82–114

ISA 210, Acordar os Termos de Trabalhos de Auditoria

115–140

ISA 220, Controlo de Qualidade para uma Auditoria de Demonstrações Financeiras

141–161

ISA 230, Documentação de Auditoria

162–175

ISA 240, As Responsabilidades do Auditor Relativas a Fraude numa Auditoria de Demonstrações Financeiras

176–223

ISA 250, Consideração de Leis e Regulamentos numa Auditoria de Demonstrações Financeiras

224–239

ISA 260 (Revista), Comunicação com os Encarregados da Governação

240–271

MANUAL DAS NORMAS INTERNACIONAIS DE CONTROLO DE QUALIDADE, AUDITORIA, REVISÃO, OUTROS TRABALHOS DE GARANTIA DE FIABILIDADE E SERVIÇOS RELACIONADOS PARTE I

ISA 265, Comunicar Deficiências no Controlo Interno aos Encarregados da Governação e à Gerência

272–284

300499 AVALIAÇÃO DO RISCO E RESPOSTA AOS RISCOS AVALIADOS

ISA 300, Planear uma Auditoria de Demonstrações Financeiras

285–300

ISA 315 (Revista), Identificar e Avaliar os Riscos de Distorção Material Através do Conhecimento da Entidade e do Seu Ambiente

301–361

ISA 320, A Materialidade no Planeamento e na Execução de uma Auditoria

362–372

ISA 330, As Respostas do Auditor a Riscos Avaliados

373–398

ISA 402, Considerações de Auditoria Relativas a uma Entidade que Utiliza uma Organização de Serviços

399–424

ISA 450, Avaliação de Distorções Identificadas durante a Auditoria

425–439

500599 PROVA DE AUDITORIA

ISA 500, Prova de Auditoria

440–458

ISA 501, Prova de Auditoria — Considerações Especificas para Itens Selecionados

459–470

ISA 505, Confirmações Externas

471–483

ISA 510, Trabalhos de Auditoria Iniciais — Saldos de Abertura

484–496

ISA 520, Procedimentos Analíticos

497–505

ISA 530, Amostragem de Auditoria

506–523

ISA 540, Auditar Estimativas Contabilísticas, Incluindo Estimativas Contabilísticas de Justo Valor e Respetivas Divulgações

524–572

ISA 550, Partes Relacionadas

573–603

ISA 560, Acontecimentos Subsequentes

604–617

ISA 570 (Revista), Continuidade

618–647

ISA 580, Declarações Escritas

648–665

600–699 USAR O TRABALHO DE TERCEIROS

ISA 600, Considerações Especiais — Auditorias de Demonstrações Financeiras de Grupos (Incluindo o Trabalho dos Auditores de Componente)

666–719

ISA 610 (Revista), Usar o Trabalho de Auditores Internos

720–744

NORMAS INTERNACIONAIS DE AUDITORIA E DE CONTROLO DE QUALIDADE PARTE I

MANUAL DAS NORMAS INTERNACIONAIS DE CONTROLO DE QUALIDADE, AUDITORIA, REVISÃO, OUTROS TRABALHOS DE GARANTIA DE FIABILIDADE E SERVIÇOS RELACIONADOS PARTE I

ISA 620, Usar o Trabalho de um Perito do Auditor

745–766

700–799 CONCLUSÕES DE AUDITORIA E RELATO

ISA 700 (Revista), Formar uma Opinião e Relatar sobre Demonstrações Financeiras

767–825

ISA 701, Comunicar Matérias Relevantes de Auditoria no Relatório do Auditor Independente

826–851

ISA 705 (Revista), Modificações à Opinião no Relatório do Auditor Independente

852–884

ISA 706 (Revista), Parágrafos de Ênfase e Parágrafos de Outras Matérias no Relatório do Auditor Independente

885–903

ISA 710, Informação Comparativa — Números Correspondentes e Demonstrações Financeiras Comparativas

904–925

ISA 720 (Revista), As Responsabilidades do Auditor Relativas a Outra Informação

926–977

800–899 ÁREAS ESPECIALIZADAS

ISA 800, Considerações Especiais — Auditorias de Demonstrações Financeiras Preparadas de Acordo com Referenciais de Finalidade Especial

978–994

ISA 805, Considerações Especiais — Auditorias de Demonstrações Financeiras Isoladas e de Elementos, Contas ou Itens Específicos de uma Demonstração Financeira

995–1015

ISA 810, Trabalhos para Relatar Sobre Demonstrações Financeiras Resumidas

1016–1042

RECOMENDAÇÕES DE PRÁTICAS INTERNACIONAIS DE AUDITORIA

IAPN 1000, Considerações Especiais na Auditoria de Instrumentos Financeiros

1043

IFAC

A FUNÇÃO DA INTERNATIONAL FEDERATION OF ACCOUNTANTS

A International Federation of Accountants (IFAC) serve o interesse público ao contribuir para o desenvolvimento de organizações fortes e sustentáveis, mercados e economias. Ela defende a transparência, responsabilidade pelos atos

e comparabilidade do relato financeiro; auxilia o desenvolvimento da profissão de

auditoria e contabilidade; e comunica a importância e valor dos profissionais de auditoria e contabilidade à comunidade financeira global. Fundada em 1977, a IFAC é atualmente composta por 175 membros e associados de 130 países e jurisdições, representando aproximadamente 2,84 milhões de profissionais em regime liberal, e na educação, setor público, indústria e comércio.

Como parte do seu mandato de interesse público, a IFAC contribui para o desenvolvimento, adoção e implementação de normas de auditoria e garantia de fiabilidade de alta qualidade, principalmente através do seu apoio ao International Auditing and Assurance Standards Board (IAASB). A IFAC proporciona recursos humanos, instalações, suporte de comunicações e financiamento a este organismo de normalização independente e facilita as nomeações e processos de seleção dos seus membros.

O IAASB estabelece as suas próprias agendas e aprova as suas publicações de acordo com um processo estabelecido e sem o envolvimento da IFAC. A IFAC não tem capacidade de influenciar as agendas ou publicações. A IFAC publica manuais, normas e outras publicações e detêm os direitos de autor.

A independência do IAASB é salvaguardada através de vários modos:

supervisão independente do interesse público, formal, relativamente ao estabelecimento das normas pelo Public Interest Oversight Board (ver www.ipiob.org para mais informação), a qual inclui um processo rigoroso envolvendo consulta pública;

um convite público para nomeações e uma supervisão independente, formal, do processo de nomeação/seleção, pelo Public Interest Oversight Board;

transparência total, tanto em termos do processo devido para a normalização como do acesso público aos materiais da agenda, reuniões e a publicação de bases para conclusões em cada norma final;

o envolvimento de um Grupo de Aconselhamento Consultivo e observadores no processo de normalização; e

o requisito que os membros do IAASB, bem como as organizações de nomeação/empregadores, se comprometam com a independência, integridade e missão de interesse público do conselho.

Para mais informações visite o website da IFAC em www.ifac.org

ESTRUTURA DAS NORMAS EMITIDAS PELO INTERNATIONAL AUDITING AND ASSURANCE STANDARDS BOARD

Código de Ética dos Profissionais de Contabilidade e Auditoria do IESBA

Âmbito das Normas do IAASB ISQC 1–99 Normas Internacionais de Controlo de Qualidade Referencial Internacional
Âmbito das Normas do IAASB
ISQC 1–99 Normas Internacionais de Controlo de Qualidade
Referencial Internacional para Trabalhos de Garantia de Fiabilidade
Auditorias e Revisões de
Informação Financeira Histórica
Outros Trabalhos de Garantia de
Fiabilidade
ISA 100–999
Normas Internacionais
de Auditoria
ISAE 3000–3699
Normas Internacionais de Trabalhos
de Garantia de Fiabilidade
Serviços Relacionados
ISRE 2000–2699
Normas Internacionais
de Trabalhos de Revisão
ISRS 4000–4699
Normas Internacionais de
Serviços Relacionados

PREFÁCIO

PREFÁCIO ÀS NORMAS INTERNACIONAIS DE CONTROLO DE QUALIDADE, AUDITORIA, REVISÃO, OUTROS TRABALHOS DE GARANTIA DE FIABILIDADE E SERVIÇOS RELACIONADOS

(Em vigor desde 15 de dezembro de 2011)

ÍNDICE

 

Parágrafo

Introdução

1–2

As Normas do International Auditing and Assurance Standards Board (IAASB)

3–4

As Normas Oficiais do IAASB

3–4

A Autoridade Inerente às Normas Internacionais Emitidas pelo IAASB

5–17

Normas Internacionais de Auditoria

11

Normas Internacionais de Controlo de Qualidade

12

Outras Normas Internacionais

13–16

Julgamento Profissional

17

Aplicabilidade das Normas Internacionais

18–19

Material não Oficial

20–22

Recomendações de Práticas Internacionais de Auditoria

21–22

Recomendações de Práticas Relacionadas com Outras Normas Internacionais

23

Publicações Internas

24

Língua

25

PREFÁCIO ÀS NORMAS INTERNACIONAIS DE CONTROLO DE QUALIDADE, AUDITORIA, REVISÃO, OUTROS TRABALHOS DE GARANTIA DE FIABILIDADE E SERVIÇOS RELACIONADOS

Introdução

1. Este prefácio às Normas Internacionais de Controlo de Qualidade, Au- ditoria, Revisão, Outros Trabalhos de Garantia de Fiabilidade e Serviços Relacionados é emitido para facilitar a compreensão do âmbito e autoridade das normas que o International Auditing and Assurance Standards Board (IAASB) emite, conforme estabelecido nos Termos de Referência do IAASB.

2. O IAASB tem um compromisso para desenvolver um conjunto de Normas Internacionais e outras normas que sejam geralmente aceites em todo o mundo. Os membros do IAASB agem no interesse comum do público em geral e da profissão de auditoria mundial. Daqui pode resultar que se tome uma posição numa matéria que não esteja de acordo com a prática corrente no seu país ou firma ou que não esteja de acordo com a posição tomada por aqueles que pretendem tornar-se membros do IAASB.

As Normas do International Auditing and Assurance Standards Board (IAASB)

As Normas Oficiais do IAASB

3. As normas do IAASB regem a auditoria, a revisão, outros trabalhos de garantia de fiabilidade e serviços relacionados, que sejam conduzidos de acordo com Normas Internacionais. Não se sobrepõem às leis ou regulamentos nacionais que regem a auditoria de demonstrações financeiras históricas ou os trabalhos de garantia de fiabilidade sobre outra informação num determinado país, e que são exigidos de acordo com as normas nacionais desse país. No caso em que as leis ou regulamentos nacionais difiram das Normas do IAASB, ou sejam com elas conflituantes, num determinado assunto, um trabalho conduzido de acordo com as leis ou regulamentos nacionais não está automaticamente em conformidade com as Normas do IAASB. Um auditor não deve invocar conformidade com as Normas do IAASB a menos que o auditor tenha cumprido integralmente todas as normas que sejam relevantes para o trabalho.

4. As normas oficiais do IAASB são as Normas Internacionais que são emitidas seguindo um processo estabelecido do IAASB.

A Autoridade Inerente às Normas Internacionais Emitidas pelo IAASB

5. As Normas Internacionais de Auditoria (ISA) devem ser aplicadas na auditoria de informação financeira histórica.

PREFÁCIO

PREFÁCIO ÀS NORMAS INTERNACIONAIS DE CONTROLO DE QUALIDADE, AUDITORIA, REVISÃO, OUTROS TRABALHOS DE GARANTIA DE FIABILIDADE E SERVIÇOS RELACIONADOS

6. As Normas Internacionais de Trabalhos de Revisão (ISRE) devem ser aplicadas na revisão de informação financeira histórica.

7. As Normas Internacionais de Outros Trabalhos de Garantia de Fiabilidade (ISAE) devem ser aplicadas em trabalhos de garantia de fiabilidade que não sejam auditoria ou revisão de informação financeira histórica.

8. As Normas Internacionais de Serviços Relacionados (ISRS) devem ser aplicadas a trabalhos de compilação, trabalhos para aplicar procedimentos acordados a informação e outros trabalhos de serviços relacionados conforme especificados pelo IAASB.

9. As ISA, ISRE, ISAE e ISRS são coletivamente referidas como as Normas de Trabalho do IAASB.

10. As Normas Internacionais de Controlo de Qualidade (ISQC) devem ser aplicadas a todos os serviços abrangidos pelas Normas de Trabalho do IAASB.

Normas Internacionais de Auditoria

11. As ISA são escritas no contexto de uma auditoria de demonstrações financeiras 1 executadas por um auditor independente. Devem ser adaptadas conforme necessário nas circunstâncias quando aplicadas à auditoria de outra informação financeira histórica. A autoridade das ISA está estabelecida na ISA 200. 2

Normas Internacionais de Controlo de Qualidade

12. As ISQC são escritas para serem aplicadas pelas firmas relativamente a todos os seus serviços abrangidos pelas Normas de Trabalho do IAASB. A autoridade da ISQC é estabelecida na introdução às ISQC.

Outras Normas Internacionais

13. Algumas Normas Internacionais identificadas nos parágrafos 6-8 contêm:

objetivos, requisitos, material de aplicação e outro material explicativo, matérias introdutórias e definições. Estes termos devem ser interpretados de forma análoga diretamente à forma como estão explicados no âmbito das ISA e de auditorias de demonstrações financeiras na ISA 200.

1 Salvo disposto de forma diferente, “demonstrações financeiras” significa demonstrações financeiras compreendendo informação financeira histórica.

2 ISA 200, Objetivos Gerais do Auditor Independente e Condução de uma Auditoria de Acordo com as Normas Internacionais de Auditoria

PREFÁCIO ÀS NORMAS INTERNACIONAIS DE CONTROLO DE QUALIDADE, AUDITORIA, REVISÃO, OUTROS TRABALHOS DE GARANTIA DE FIABILIDADE E SERVIÇOS RELACIONADOS

14. Outras Normas Internacionais identificadas nos parágrafos 6-8 contêm

princípios básicos e procedimentos essenciais (identificados a letras a negrito pela palavra”deve”) juntamente com a respetiva orientação na forma de material explicativo e outro, incluindo apêndices. Os princípios básicos e procedimentos essenciais devem ser entendidos e aplicados no contexto do material explicativo e outro que proporciona orientação para a sua aplicação.

É

por isso necessário considerar todo o texto de uma Norma para compreender

e

aplicar os princípios básicos e procedimentos essenciais.

15. Os princípios básicos e procedimentos essenciais de uma Norma devem ser aplicados em todos os casos em que sejam relevantes nas circunstâncias do trabalho. Porém, em circunstâncias excecionais um auditor pode julgar necessário não cumprir um procedimento essencial relevante a fim de atingir a finalidade desse procedimento. Quando surgir tal situação, exige- se que o auditor documente como os procedimentos alternativos executados atingem a finalidade do procedimento e, exceto quando for claro de forma diferente, as razões do não cumprimento. Espera-se que a necessidade do auditor não cumprir um procedimento essencial relevante só surja quando, nas circunstâncias específicas do trabalho, esse procedimento seria ineficaz.

16. Os apêndices, que fazem parte do material de aplicação, são uma parte integrante de uma Norma. A finalidade e uso pretendido de um apêndice são explicados no corpo da respetiva Norma ou dentro do título e introdução do próprio apêndice.

Julgamento Profissional

17.

A natureza das Normas Internacionais exige que o auditor exerça julgamento

profissional ao aplicá-las.

Aplicabilidade das Normas Internacionais

18. O âmbito, data de entrada em vigor e qualquer limitação específica da aplicabilidade de uma Norma Internacional específica estão clarificados na Norma. Salvo disposto de forma diferente na Norma Internacional, permite- se que o auditor aplique uma Norma Internacional antes da data de entrada em vigor nela constante.

19. As Normas Internacionais são relevantes para trabalhos no setor público. Quando apropriado, são incluídas considerações específicas do setor público:

(a)

Dentro do corpo de uma Norma Internacional no caso das ISA e ISQC; ou

(b)

Numa Perspetiva do Setor Público (PSP) que aparece no final de outras Normas Internacionais.

PREFÁCIO

PREFÁCIO ÀS NORMAS INTERNACIONAIS DE CONTROLO DE QUALIDADE, AUDITORIA, REVISÃO, OUTROS TRABALHOS DE GARANTIA DE FIABILIDADE E SERVIÇOS RELACIONADOS

Material não Oficial

20. O material não oficial inclui as Recomendações de Práticas emitidas pelo IAASB e publicações internas. O Material não oficial não faz parte das Normas Internacionais do IAASB.

Recomendações de Práticas Internacionais de Auditoria

21. As Recomendações de Práticas Internacionais de Auditoria (IAPN) não

impõem requisitos adicionais para além dos incluídos nas ISA, nem alteram

a responsabilidade do auditor de cumprir todas as ISA relevantes para a

auditoria. As IAPN proporcionam orientação prática aos auditores e têm como finalidade ser disseminadas pelos responsáveis por normas nacionais, ou serem usadas no desenvolvimento de material nacional correspondente. Também proporcionam material que as firmas podem usar no desenvolvimento dos seus programas de formação e orientação interna.

22. Dependendo da natureza dos tópicos cobertos, uma IAPN pode ajudar o auditor a:

Compreender as circunstâncias da entidade e fazer julgamentos sobre a identificação e avaliação dos riscos de distorção material;

Fazer julgamentos sobre como responder aos riscos avaliados, incluindo julgamentos sobre procedimentos que podem ser apropriados nas circunstâncias; ou

Fazer considerações sobre o relato, incluindo formar uma opinião sobre as demonstrações financeiras e comunicar com os encarregados da governação.

Recomendações de Práticas Relacionadas com Outras Normas Internacionais

23.

O IAASB pode também emitir Recomendações de Práticas Internacionais de

Trabalhos de Revisão (IREPN), Recomendações de Práticas Internacionais de

Trabalhos de Garantia de Fiabilidade (IAEPN) e Recomendações de Práticas Internacionais de Serviços Relacionados (IRSPN) para servir a mesma finalidade na implementação das ISRE, ISAE e ISRS, respetivamente.

Publicações Internas

24. As publicações internas são usadas para ajudar a aumentar a consciência dos profissionais sobre matérias novas ou emergentes significativas ao referirem- se a requisitos existentes e material de aplicação, ou para direcionar a sua atenção para disposições relevantes das normas do IAASB.

PREFÁCIO ÀS NORMAS INTERNACIONAIS DE CONTROLO DE QUALIDADE, AUDITORIA, REVISÃO, OUTROS TRABALHOS DE GARANTIA DE FIABILIDADE E SERVIÇOS RELACIONADOS

Língua

25. O único texto oficial de uma Norma Internacional, Recomendação de Práticas, projeto de norma ou outra publicação do IAASB é o publicado pelo IAASB em língua inglesa.

GLOSSÁRIO

GLOSSÁRIO DE TERMOS 1

(Novembro de 2015)

*Acontecimentos subsequentes – Acontecimentos que ocorrem entre a data das demonstrações financeiras e a data do relatório do auditor e factos de que o auditor toma conhecimento depois da data do seu relatório.

Actividades de controlo – As políticas e os procedimentos que contribuem para assegurar que as directivas da gerência são levadas a efeito. As actividades de controlo são um componente do controlo interno.

Ambiente de controlo – Inclui as funções de governação e de gerência e as atitudes, conhecimento e acções dos encarregados da governação e da gerência com respeito ao sistema de controlo interno e à sua importância na entidade. O ambiente de controlo é um componente do controlo interno.

Ambiente de TI – As políticas e os procedimentos que a entidade implementa e a infra- estrutura de TI (hardware, sistemas operativos, etc.) e software de aplicação que usa para suportar as operações do negócio e atingir as estratégias de negócio.

Âmbito de uma revisão – Os procedimentos considerados necessários nas circunstâncias para atingir o objectivo da revisão.

*Amostragem – (Ver Amostragem de auditoria)

*Amostragem de auditoria (amostragem) – Aplicação de procedimentos de auditoria a menos de 100% dos itens de uma população relevante para a auditoria, de tal forma que todas as unidades de amostragem tenham uma probabilidade de selecção, com o objectivo de proporcionar ao auditor uma base razoável para extrair conclusões acerca de toda a população.

*Amostragem estatística – Uma abordagem à amostragem que tem as características seguintes:

(i)

Selecção aleatória dos itens da amostra; e

(ii)

Uso da teoria das probabilidades para avaliar os resultados da amostra, incluindo a mensuração do risco de amostragem.

1 * Indica um termo definido nas ISA

Indica um termo definido na ISQC 1

No caso de trabalhos do sector público, os termos deste Glossário devem ser lidos como se referindo aos seus equivalentes do sector público.

Sempre que não tenham sido definidos termos contabilísticos nas tomadas de posição do International Auditing and Assurance Standards Board, deve ser feita referência ao Glossário de Termos publicado pelo International Accounting Standards Board.

GLOSSÁRIO DE TERMOS

Uma abordagem de amostragem que não tenha as características (i) e (ii) é considerada amostragem não estatística.

*Anomalia – Uma distorção ou um desvio que é comprovadamente não representativo de distorções ou desvios numa população.

Apreciar – Identificar e analisar os aspectos relevantes, incluindo a execução de procedimentos adicionais conforme necessário, para chegar a uma conclusão

específica sobre uma matéria. “Apreciar”, por convenção, é apenas usada em relação

a um conjunto de matérias, incluindo a prova, os resultados de procedimentos e a eficácia da resposta da gerência a um risco. (ver também Avaliar)

*Apropriação (da prova de auditoria) – A medida da qualidade da prova de auditoria,

isto é, a sua relevância e a sua fiabilidade em apoio das conclusões nas quais se baseia

a opinião do auditor.

Apropriação indevida de activos – Envolve o roubo de activos de uma entidade e

é muitas vezes perpetrado por empregados em quantias relativamente pequenas e

imateriais. Porém, pode também envolver a gerência que geralmente é mais capaz de esconder ou disfarçar apropriações indevidas por formas que são difíceis de detectar.

Quando o auditor expressa uma opinião sobre se as demonstrações financeiras estão apropriadamente apresentadas, em todos os aspectos materiais, ou dão uma imagem verdadeira e apropriada, as distorções também incluem os ajustamentos de quantias, classificações, apresentação ou divulgações que, no julgamento do

auditor, são necessários para que as demonstrações financeiras sejam apresentadas apropriadamente, em todos os aspectos materiais, ou dêem uma imagem verdadeira

e apropriada.

*Arquivo de auditoria – Um ou mais arquivos ou outros meios de armazenamento, em forma física ou electrónica, contendo os registos que integram a documentação de auditoria relativa a um trabalho específico.

*Asserções – Declarações prestadas da gerência, de forma explícita ou outra, que são incorporadas nas demonstrações financeiras e usadas pelo auditor para considerar os diferentes tipos de distorções materiais que podem ocorrer.

Assistência Direta – O uso de auditores internos para executarem procedimentos de auditoria sob a direção, supervisão e revisão do auditor externo.

Associação – (ver Associação do auditor à informação financeira)

Associação do auditor à informação financeira – Um auditor está associado à informação financeira quando anexa um relatório a essa informação ou consente o uso do seu nome numa relação profissional.

*Auditor – O termo “auditor” é usado para referir a pessoa ou pessoas que conduzem a auditoria, geralmente o sócio responsável pelo trabalho ou outros membros da equipa

GLOSSÁRIO

GLOSSÁRIO DE TERMOS

de trabalho ou, como aplicável, a firma. Quando uma ISA se destina expressamente a que um requisito ou responsabilidade seja satisfeito pelo sócio responsável pelo trabalho, usa-se a expressão “sócio responsável pelo trabalho”, em vez de “auditor”. “Sócio responsável pelo trabalho” e “firma” devem ser lidos como se referindo aos seus termos equivalentes do sector público, quando relevante.

*Auditor antecessor – O auditor de uma firma de auditoria diferente que auditou as demonstrações financeiras de uma entidade no período anterior e que foi substituído pelo auditor corrente.

*Auditor do componente – Um auditor que, a pedido da equipa de trabalho do grupo, executa trabalho sobre informação financeira relativa a um componente para efeitos de auditoria do grupo.

*Auditor do serviço – Um auditor que, a pedido da organização de serviços, emite um relatório de garantia de fiabilidade sobre os controlos de uma organização de serviços.

*Auditor do utente – Um auditor que audita e relata sobre as demonstrações financeiras de uma entidade utente.

*Auditor experiente – Um indivíduo (interno ou externo à firma) com experiência prática de auditoria e um conhecimento razoável:

(a)

De processos de auditoria;

(b)

Das ISA e dos requisitos legais e regulamentares aplicáveis;

(c)

Do ambiente do negócio em que a entidade opera; e

(d)

Dos assuntos de auditoria e de relato financeiro relevantes para o sector de actividade da entidade.

*Auditores internos – Os indivíduos que executam as actividades da função de auditoria interna. Os auditores internos podem pertencer a um departamento de auditoria interna ou função equivalente.

*Auditoria do Grupo – A auditoria das demonstrações financeiras do grupo.

Avaliar – Analisar riscos identificados para concluir sobre a sua importância, “Avaliar”, por convenção, é apenas usado em relação ao risco (ver também Apreciar).

Carta de compromisso – Termos acordados de um trabalho escritos em forma de carta.

*Cepticismo profissional – Atitude que inclui uma mente interrogativa, alerta para condições que possam indicar uma possível distorção devido a erro ou a fraude, e uma apreciação crítica da prova.

*Componente – Uma entidade ou actividade empresarial relativamente à qual a gerência de um grupo ou de um componente prepara informação financeira que deve ser incluída nas demonstrações financeiras do grupo.

GLOSSÁRIO DE TERMOS

*Componente significativo – Um componente identificado pela equipa de trabalho do grupo que (i) é de importância financeira individual para o grupo ou que, (ii) devido à sua natureza ou circunstâncias específicas, implica provavelmente riscos significativos de distorção material para as demonstrações financeiras do grupo.

*Confirmação externa – Prova de auditoria obtida através de uma resposta directa escrita ao auditor por um terceiro (a parte que confirma), em papel, por meio electrónico ou por outro meio.

*Controlo interno – Processo concebido, implementado e mantido pelos encarregados da governação, gerência e outro pessoal para proporcionar segurança razoável acerca da consecução dos objectivos de uma entidade com respeito à fiabilidade do relato financeiro, eficácia e eficiência das operações e cumprimento das leis e regulamentos aplicáveis. O termo “controlos” refere-se a qualquer aspecto de um ou mais dos componentes do controlo interno.

*Controlos ao nível do Grupo – Controlos concebidos, implementados e mantidos pela gerência do grupo sobre o relato financeiro do grupo.

Controlos aplicacionais em tecnologias de informação – Procedimentos manuais ou automáticos que operam tipicamente ao nível de processos de negócio. Os controlos aplicacionais podem ser de natureza preventiva ou de detecção e são concebidos para assegurar a integridade dos registos contabilísticos. Por conseguinte, estes controlos dizem respeito aos procedimentos usados para iniciar, registar, processar e relatar transacções ou outros dados financeiros.

*Controlos complementares da entidade utente – Controlos que, na concepção do seu serviço, a organização de serviços assume serão implementados por entidades utentes e que, se necessário para atingir objectivos de controlo, são identificados na descrição do seu sistema.

Controlos de acesso – Procedimentos concebidos para restringir o acesso a aparelhos terminais, programas e dados on-line. Os controlos de acesso consistem na “autenticação do utilizador” e na “autorização do utilizador”. A “autenticação do utilizador” tem geralmente a intenção de identificar um utilizador por meio de identificações exclusivas de entrada, palavras senha, cartões de acesso ou dados biométricos.A“autorização do utilizador” consiste em regras de acesso que determinam os recursos computorizados a que cada utilizador pode aceder. Especificamente, tais procedimentos são concebidos para evitar ou detectar:

(a)

O acesso não autorizado a aparelhos terminais, programas e dados on-line;

(b)

O lançamento de transacções não autorizadas;

(c)

Alterações não autorizadas a ficheiros de dados;

(d)

O uso de programas de computador por pessoal não autorizado; e

(e)

O uso de programas de computador que não tenha sido autorizado.

GLOSSÁRIO

GLOSSÁRIO DE TERMOS

Controlos gerais de TI – Políticas e procedimentos que se relacionam com muitas aplicações e suportam o funcionamento eficaz dos controlos aplicacionais contribuindo para assegurar o funcionamento apropriado e continuado dos sistemas de informação. Os controlos de TI gerais incluem geralmente controlos sobre os centros de dados e as operações de rede, a aquisição, alteração e manutenção de software do sistema, a segurança do acesso, e a aquisição, desenvolvimento e manutenção de sistemas aplicacionais.Critérios – Referenciais usados para avaliar ou mensurar o assunto em causa incluindo. Os “critérios apropriados” são os critérios usados para um trabalho particular.

*Critérios aplicados (no contexto da ISA 810 2 ) – Os critérios aplicados pela gerência na preparação das demonstrações financeiras resumidas.

*Critérios apropriados – (ver Critérios)

*Data da aprovação das demonstrações financeiras – A data em que todas as demonstrações que integram as demonstrações financeiras, incluindo as respectivas notas, foram preparadas e as pessoas com autoridade reconhecida para tal declararam assumir a responsabilidade por essas demonstrações financeiras.

*Data das demonstrações financeiras – A data do final do último período coberto pelas demonstrações financeiras.

Data do relatório (em relação ao controlo de qualidade) – A data escolhida pelo profissional para aposição no relatório.

*Data do relatório do auditor – A data que o auditor apõe no seu relatório sobre as demonstrações financeiras de acordo com a ISA 700. 3

*Data em que as demonstrações financeiras são emitidas – A data em que o relatório do auditor e as demonstrações financeiras auditadas são colocadas à disposição de terceiros.

*Declaração escrita – Uma declaração escrita prestada pela gerência ao auditor para confirmar determinadas matérias ou para suportar outra prova de auditoria. As declarações escritas neste contexto não incluem demonstrações financeiras, as asserções nelas contidas ou livros e registos de suporte.

*Deficiência no controlo interno – Existe quando:

(i) Um controlo é concebido, implementado ou operado de tal forma que não é consegue evitar, ou detectar e corrigir em tempo oportuno, distorções nas demonstrações financeiras; ou

2 ISA 810, Trabalhos para Relatar sobre Demonstrações Financeiras Resumidas

3 ISA 700, Formar uma Opinião e Relatar sobre Demonstrações Financeiras

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(ii) Não existe um controlo que seria necessário para evitar, ou detectar e corrigir em tempo oportuno, distorções nas demonstrações financeiras.

*Deficiência significativa no controlo interno – Uma deficiência ou combinação de deficiências no controlo interno que, no julgamento profissional do auditor, assume suficiente importância para merecer a atenção dos encarregados da governação.

*Demonstrações financeiras – Uma representação estruturada da informação financeira histórica, incluindo divulgações, destinada a comunicar os recursos económicos ou as obrigações de uma entidade numa determinada data ou as alterações neles ocorridos durante um período de tempo de acordo com um referencial de relato financeiro. O termo “demonstrações financeiras” refere-se geralmente a um conjunto completo de demonstrações financeiras conforme determinado pelos requisitos do referencial de relato financeiro aplicável, mas também se pode referir a uma única demonstração financeira. As divulgações compreendem informação descritiva ou explicativa preparada de acordo com o que é exigido ou expressamente permitido pelo referencial de relato financeiro aplicável, seja na face das demonstrações financeiras, seja através de notas, seja ainda através da incorporação de referência cruzada.

*Demonstrações financeiras auditadas (no contexto da ISA 810) – Demonstrações financeiras 4 auditadas pelo auditor de acordo com as ISA e a partir das quais foram extraídas as demonstrações financeiras resumidas.

*Demonstrações financeiras comparativas – Informação comparativa onde as quantias e outras divulgações relativas ao período anterior são incluídas para comparação com as demonstrações financeiras do período corrente mas, se auditadas, são referidas na opinião do auditor. O nível de informação incluído nessas demonstrações financeiras comparativas é comparável com o das demonstrações financeiras do período corrente.

*Demonstrações financeiras de finalidade geral – Demonstrações financeiras preparadas de acordo com um referencial de relato de finalidade geral.

*Demonstrações financeiras de finalidade especial – Demonstrações financeiras preparadas de acordo com um referencial com finalidade especial.

*Demonstrações financeiras do Grupo – Demonstrações financeiras que incluem a informação financeira de mais do que um componente. O termo “demonstrações financeiras do grupo” também se refere a demonstrações financeiras combinadas que agreguem a informação financeira preparada por componentes que não têm uma empresa-mãe mas estão sob controlo comum.

*Demonstrações financeiras resumidas (no contexto da ISA810) – Informação financeira histórica que é extraída de demonstrações financeiras, mas que contém menos detalhes

4 A ISA 200, Objectivos Gerais do Auditor Independente e Condução de uma Auditoria de Acordo com as Normas Internacionais de Auditoria, parágrafo 13(f) define o termo “demonstrações financeiras”

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que as demonstrações financeiras, embora proporcionando ainda uma representação estruturada consistente com a que é proporcionada pelas demonstrações financeiras sobre os recursos económicos ou as obrigações da entidade numa determinada data ou as suas alterações durante um período de tempo. 5 Jurisdições diferentes podem usar terminologia diferente para descrever tal informação financeira histórica.

Destinatários – A pessoa, pessoas ou grupo de pessoas para quem o profissional prepara o relatório de garantia de fiabilidade. A parte responsável pode ser um dos destinatários, mas não o único.

*Desfecho de uma estimativa contabilística – A quantia monetária real que resulta da concretização da(s) transacção(ões), acontecimento(s) ou condição(ões) subjacente(s)

à estimativa contabilística.

*Distorção – Uma diferença entre a quantia relatada, classificação, apresentação ou divulgação de um item das demonstrações financeiras e a quantia, classificação, apresentação ou divulgação que é exigida para o item ficar de acordo com o referencial de relato financeiro aplicável. As distorções podem decorrer de erro ou de fraude.

Quando o auditor expressa uma opinião sobre se as demonstrações financeiras estão apresentadas de forma apropriada, em todos os aspectos materiais, ou dão uma imagem verdadeira e apropriada, as distorções também incluem os ajustamentos de quantias, classificações, apresentação ou divulgações que, no seu julgamento, sejam necessários para que as demonstrações financeiras estejam apresentadas de forma apropriada, em todos os aspectos materiais, ou dêem uma imagem verdadeira e apropriada.

*Distorção de um facto – Outra informação não relacionada com matérias que apareçam nas demonstrações financeiras auditadas e que está incorrectamente declarada ou apresentada. Uma distorção material de um facto pode pôr em causa a credibilidade do documento que contém as demonstrações financeiras auditadas.

*Distorção tolerável – Uma quantia monetária estabelecida pelo auditor e a respeito da qual este procura obter um nível apropriado de segurança de que não é excedida pela distorção real na população.

*Distorções não corrigidas – Distorções que o auditor identificou durante a auditoria

e que não foram corrigidas.

*Documentação de auditoria – Registo dos procedimentos de auditoria executados, da prova de auditoria obtida e das conclusões a que o auditor chegou (é também usada, por vezes, a expressão “papéis de trabalho”).

Documentação do trabalho – O registo do trabalho executado, dos resultados obtidos, e das conclusões a que o profissional chegou (algumas vezes é usado o termo “papéis de trabalho”).

5 ISA 200, parágrafo 13(f)

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*Elemento – (ver Elemento de uma demonstração financeira)

*Elemento de uma demonstraçao financeira (no contexto da ISA 805 6 ) – Um elemento, uma conta ou um item de uma demonstração financeira.

*Encarregados da governação – A(s) pessoa(s) ou organização(ões) (por exemplo, um trustee empresarial) com responsabilidade pela supervisão da direcção estratégica da entidade e pelas obrigações relacionadas com a responsabilidade da entidade em prestar contas pelos seus actos. Tal inclui a supervisão do processo de relato financeiro. Para algumas entidades em algumas jurisdições, os encarregados da governação podem incluir pessoal da gerência como, por exemplo, membros executivos de um órgão de gestão de uma entidade do sector privado ou público ou um sócio-gerente. 7

*†Entidade admitida à cotação – Uma entidade cujas partes de capital ou instrumentos de dívida estão cotados ou admitidos à cotação numa bolsa de valores reconhecida ou são transaccionados segundo os regulamentos de uma bolsa de valores reconhecida ou outro organismo equivalente.

*Entidade utente – Uma entidade que usa uma organização de serviços e cujas demonstrações financeiras estão a ser auditadas.

*†Equipa de trabalho – Todos os sócios e pessoal que executam o trabalho, incluindo quaisquer indivíduos designados pela firma ou por uma firma da rede que executam procedimentos de auditoria nesse trabalho. Isto exclui um perito externo do auditor contratado pela firma ou por uma firma da rede.O termo “equipa de trabalho” também exclui indivíduos designados pela firma dentro da função de auditoria interna do cliente que prestam assistência direta a um trabalho de auditoria quando o auditor externo cumpre com os requisitos da ISA 610 (Revista) 8

*Equipa de trabalho do Grupo – Sócios, incluindo o sócio responsável pelo grupo, e outro pessoal que estabelecem a estratégia de auditoria global do grupo, comunicam com os auditores de componentes, executam trabalho sobre o processo de consolidação e avaliam as conclusões resultantes da prova de auditoria como base para formar uma opinião sobre as demonstrações financeiras do grupo.

Erro – Uma distorção não intencional nas demonstrações financeiras, incluindo a omissão de uma quantia ou de uma divulgação.

6 ISA 805, Considerações Especiais – Auditorias de Demonstrações Financeiras Únicas e Elementos, Contas ou Itens Específicos

7 Para debate da diversidade de estruturas de governação, ver parágrafos A1-A8 da ISA 260, Comunicação com os Encarregados da Governação.

8 A ISA 610 (Revista), Usar o Trabalho de Auditores Internos, estabelece limites para o uso de assistência direta. Também reconhece que pode ser proibido por lei ou regulamento que o auditor externo obtenha assistência direta de auditores internos. Por isso, o uso de assistência direta +e restringido às situações em que é permitida.

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*Estimativa contabilística – O valor aproximado de uma quantia monetária na ausência de um meio preciso de mensuração. Este termo é usado para uma quantia mensurada pelo justo valor quando haja incerteza de estimação, bem como para outras quantias que exijam estimação. Quando a ISA 540 9 se refere apenas a estimativas contabilísticas que envolvem mensurações pelo justo valor, é usado o termo “estimativas contabilísticas ao justo valor”.

* Estimativa de um ponto da gerência – A quantia seleccionada pela gerência para reconhecimento ou divulgação nas demonstrações financeiras como estimativa contabilística.

* Estimativa de um ponto do auditor ou intervalo do auditor – A quantia ou intervalo

de quantias, respectivamente, derivados da prova de auditoria para uso na avaliação da estimativa de um ponto da gerência.

Estratégia global de auditoria – Estabelece o âmbito, tempestividade e direcção da auditoria, e orienta o desenvolvimento do plano detalhado de auditoria.

*Estratificação – O processo de dividir uma população em sub-populações, cada uma das quais é um grupo de unidades de amostragem com características similares (muitas vezes em termos de valor monetário).

*Excepção – Uma resposta que indica uma diferença entre a informação cuja confirmação é pedida ou que está contida nos registos da entidade e a informação proporcionada pela parte que confirma.

*Factores de risco de fraude – Acontecimentos ou condições que indicam um incentivo ou pressão ou proporcionam uma oportunidade para cometer fraude.

*Falta de isenção da gerência – Uma falta de neutralidade da gerência na preparação da informação.

*†Firma – Um profissional individual, parceria, sociedade ou outra entidade de contabilistas ou auditores profissionais. A “Firma” deve ser lida como se referindo aos seus equivalentes do setor público quando relevante.

*†Firma da rede – Uma firma ou uma entidade que pertence a uma rede.

*†Firma de auditoria – (ver Firma)

*Fraude – Um acto intencional praticado por um ou mais indivíduos de entre a gerência, encarregados da governação, empregados ou terceiros, envolvendo o uso propositado de falsidades para obter uma vantagem injusta ou ilegal.

9 ISA 540, Auditar Estimativas Contabilísticas, Incluindo Estimativas de Justo Valor e Respectivas Divulgações

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*Função de auditoria interna – Uma actividade de análise estabelecida ou proporcionada como um serviço para a entidade. Estas funções incluem nomeadamente examinar, avaliar e monitorizar a adequação e a eficácia do controlo interno.

*†Garantia de fiabilidade – (ver Garantia razoável de fiabilidade)

*†Garantia razoável de fiabilidade (no contexto de trabalhos de garantia de fiabilidade, incluindo trabalhos de auditoria, e de controlo de qualidade) – Um nível de garantia de fiabilidade alto, mas não absoluto.

*Gerência – A(s) pessoa(s) com responsabilidade executiva pela condução das operações da entidade. Para algumas entidades em algumas jurisdições, a gerência inclui alguns ou todos os encarregados da governação, como por exemplo membros executivos de um órgão de gestão ou um sócio-gerente.

*Gerência do componente – Gerência responsável pela preparação da informação financeira de um componente.

*Gerência do Grupo – Gerência responsável pela preparação das demonstrações financeiras do grupo.

*Governação – Descreve o papel da(s) pessoa(s) ou organização(ões) com funções de supervisão da direcção estratégica da entidade e das obrigações relacionadas com a responsabilidade da entidade em prestar contas pelos seus actos.

Governação da entidade – (ver Governação)

– demonstrações financeiras do grupo. Um grupo tem sempre mais do que um componente.

Importância – A relevância relativa de uma matéria, considerada num determinado contexto. A importância de uma matéria é julgada pelo profissional no contexto em que está a ser considerada. Isto pode incluir, por exemplo, a perspectiva razoável de alterar ou de influenciar as decisões dos destinatários do relatório do profissional ou, noutro exemplo, quando o contexto é um julgamento acerca de se relatar uma matéria aos encarregados da governação, se a matéria deve ser vista por eles como importante em relação aos seus deveres. A importância pode ser considerada no contexto de factores quantitativos e qualificativos, tais como a grandeza relativa, a natureza e efeito sobre o assunto em causa e os interesses declarados pelos destinatários.

nas

*Grupo

Todos

os

componentes

cuja

informação

financeira

é

incluída

Incerteza – Uma matéria cujo desfecho depende de acções ou acontecimentos futuros que não estão sob o controlo directo da entidade mas que pode afectar as demonstrações financeiras.

*Incerteza de estimação – A susceptibilidade de uma estimativa contabilística e das divulgações relacionadas a uma falta de precisão inerente na sua mensuração.

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*Inconsistência – Outra informação que contradiz informação contida nas demonstrações financeiras auditadas. Uma inconsistência material pode levantar dúvida sobre as conclusões de auditoria extraídas da prova de auditoria anteriormente obtida e, possivelmente, sobre a base para a opinião do auditor sobre as demonstrações financeiras.

*Incumprimento (no contexto da ISA 250 10 ) – Actos ou omissões pela entidade, intencionais ou não intencionais, que são contrários às leis ou regulamentos em vigor. Tais actos incluem transacções celebradas pela entidade, ou em seu nome ou representação, pelos encarregados da governação, pela gerência ou pelos empregados. O incumprimento não inclui a má conduta pessoal (não relacionada com os negócios da entidade) dos encarregados da governação, da gerência ou dos empregados da entidade.

Indagação – A indagação consiste na procura da informação junto de pessoas conhecedoras dentro ou fora da entidade.

Independência 11 – Compreende:

(a)

Independência da mente – o estado mental que permite a elaboração de uma opinião sem ser afectada por influências que comprometam o julgamento profissional, permitindo a um indivíduo actuar com integridade e ter objectividade e cepticismo profissional.

(b)

Independência na aparência – o evitar factos e circunstâncias que sejam tão significativos que um terceiro razoável e informado, tendo conhecimento de toda a informação relevante, incluindo quaisquer salvaguardas aplicáveis, concluiria de forma razoável que foram comprometidas a integridade, a objectividade ou o cepticismo profissional da firma, ou de um membro da equipa de auditoria.

*Informação comparativa – As quantias e divulgações incluídas nas demonstrações financeiras respeitantes a um ou mais períodos anteriores de acordo com o referencial de relato financeiro aplicável.

*Informação financeira histórica – Informação expressa em termos financeiros em relação a uma dada entidade, derivada principalmente do sistema contabilístico dessa entidade, sobre acontecimentos económicos que ocorreram em períodos de tempo passados ou sobre condições ou circunstâncias em determinadas datas no passado.

Informação financeira prospectiva – Informação financeira baseada em pressupostos sobre acontecimentos que podem ocorrer no futuro e sobre possíveis acções de uma

10 ISA 250, Consideração de Leis e Regulamentos numa Auditoria de Demonstrações Financeiras

11 Conforme definido no Código de Ética para Profissionais de Contabilidade e Auditoria do IESBA

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entidade. A informação financeira prospectiva pode apresentar-se na forma de uma previsão, de uma projecção ou de uma combinação de ambas (ver Previsão e Projecção).

Informação ou demonstrações financeiras intercalares – Informação financeira (que pode ser menos do que um conjunto completo de demonstrações financeiras como se definiu atrás) emitida em datas intercalares (usualmente semestral ou trimestralmente) com respeito a um período financeiro.

Informação sobre o assunto em causa – O desfecho da avaliação ou mensuração de um assunto em causa. É a informação sobre o assunto em causa acerca da qual o profissional recolhe prova apropriada suficiente para proporcionar uma base razoável para expressar uma conclusão num relatório de garantia de fiabilidade.

Informação suplementar – Informação que é apresentada juntamente com as demonstrações financeiras e que não é exigida pelo referencial de relato financeiro aplicável usado para preparar as demonstrações financeiras, geralmente apresentada quer em quadros suplementares quer em notas adicionais.

Inspecção (como um procedimento de auditoria) – O exame de registos ou documentos, quer internos quer externos, seja em forma de papel ou em forma electrónica, ou o exame físico de um activo.

*†Inspecção (em relação a controlo de qualidade) – Em relação a trabalhos de auditoria concluídos, procedimentos concebidos para proporcionar evidência do cumprimento pelas equipas de trabalho das políticas e procedimentos de controlo de qualidade da firma.

*Intervalo do auditor – (ver Ponto de estimativa do auditor)

Investigar – Indagar sobre matérias que surjam de outros procedimentos para as resolver.

*Julgamento profissional – A aplicação de formação, conhecimento e experiência relevantes, no contexto das normas de auditoria, de contabilidade e éticas, para tomar decisões com fundamento acerca das linhas de acção apropriadas nas circunstâncias do trabalho de auditoria.

*Materialidade do componente – A materialidade relativa a um componente, determinada pela equipa de trabalho do grupo.

*Materialidade de execução – A quantia ou quantias estabelecidas pelo auditor, inferiores à materialidade estabelecida para as demonstrações financeiras como um todo, com vista a reduzir para um nível apropriadamente baixo a probabilidade de as distorções não corrigidas e não detectadas agregadas excederem a materialidade para as demonstrações financeiras como um todo. Se aplicável, a materialidade de execução refere-se também à quantia ou quantias estabelecidas pelo auditor, inferiores ao nível ou níveis de materialidade, para classes particulares de transacções, saldos de contas ou divulgações.

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*Matérias relevantes de auditoria – As matérias que, no julgamento profissional do auditor, foram as de maior importância na auditoria das demonstrações financeiras do período corrente. As matérias relevantes de auditoria são selecionadas das matérias objeto de comunicação com os encarregados da governação

*†Monitorização (em relação ao controlo de qualidade) – Um processo que abrange

a consideração e avaliação contínuas do sistema de controlo de qualidade da firma,

incluindo uma inspecção periódica a uma selecção de trabalhos concluídos, concebido para proporcionar à firma segurança razoável de que o seu sistema de controlo de qualidade está a operar com eficácia.

Monitorização de controlos – Um processo para apreciar a eficácia do desempenho do controlo interno ao longo do tempo. Inclui apreciar a concepção e funcionamento dos controlos regularmente e tomar as acções correctivas necessárias, modificadas pelas alterações nas condições. A monitorização de controlos é um componente do controlo interno.

*Não resposta –A ausência de resposta ou de resposta completa pela parte que confirma

a um pedido de confirmação positiva ou um pedido de confirmação devolvido sem resposta.

*Normas Internacionais de Relato Financeiro – As Normas Internacionais de Relato Financeiro emitidas pelo International Accounting Standards Board.

*Normas profissionais – Normas Internacionais de Auditoria (ISA) e requisitos éticos relevantes.

Normas profissionais (no contexto da ISQC 1 12 ) – Normas de Trabalho do IAASB, conforme definido no Prefácio às Normas Internacionais sobre Controlo de Qualidade, Auditoria, Revisão, Outros Trabalhos de Garantia de Fiabilidade e Serviços Relacionados, e requisitos éticos relevantes.

*Números correspondentes – Informação comparativa onde as quantias e outras divulgações do período anterior são incluídas como parte integrante das demonstrações financeiras do período corrente, destinando-se a ser lidas apenas em relação com as quantias e outras divulgações relativas ao período corrente (referidas como “números do período corrente”). O nível de detalhe apresentado nas quantias e divulgações correspondentes é ditado principalmente pela sua relevância em relação aos números do período corrente.Observação – Consiste em olhar para um processo ou procedimento que está a ser executado por outros, como por exemplo, a observação pelo auditor da contagem dos inventários efectuada pelo pessoal da entidade ou a observação do desempenho de actividades de controlo.

12 ISQC 1, Controlo de Qualidade para Firmas que Executem Auditorias e Revisões de Demonstrações Financeiras e Outros Trabalhos de Garantia de Fiabilidade e Serviços Relacionados

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*Opinião de auditoria – (ver Opinião modificada e Opinião não modificada)

*Opinião de auditoria do Grupo – A opinião de auditoria sobre as demonstrações financeiras do grupo.

*Opinião modificada – Uma opinião com reservas, uma opinião adversa ou uma escusa de opinião.

*Opinião não modificada – A opinião expressa pelo auditor quando conclui que as demonstrações financeiras estão preparadas, em todos os aspectos materiais, de acordo com o referencial de relato financeiro aplicável. 13

*Organização de serviços – Uma organização terceira (ou um segmento de uma organização terceira) que presta serviços a entidades utentes que são parte dos sistemas de informação dessas entidades relevantes para o relato financeiro.

*Organização de subserviços – Uma organização de serviços usada por uma outra organização de serviços para executar alguns dos serviços prestados a entidades utentes que são parte dos sistemas de informação dessas entidades utentes relevantes para o relato financeiro.

*Outra informação – Informação financeira e não-financeira (distinta das demonstrações financeiras e do relatório do auditor sobre as mesmas) incluída por força da lei, regulamento ou prática num documento que contém as demonstrações financeiras auditadas e o relatório do auditor sobre as mesmas.

*Parágrafo de Ênfase – Um parágrafo incluído no relatório do auditor que se refere a uma matéria apropriadamente apresentada ou divulgada nas demonstrações financeiras que, no julgamento do auditor, é de importância tal que é fundamental para a compreensão das demonstrações financeiras por parte dos utentes.

*Parágrafo de Outras Matérias – Um parágrafo incluído no relatório do auditor que se refere a uma matéria que não as matérias apresentadas ou divulgadas nas demonstrações financeiras que, no julgamento do auditor, é relevante para a compreensão da auditoria, das responsabilidades do auditor ou do seu relatório por parte dos utentes.

*Parte relacionada – Uma parte que é ou:

(a)

Uma parte relacionada como definido no referencial de relato financeiro aplicável; ou

(b)

No caso de um referencial de relato financeiro aplicável que estabelece requisitos mínimos ou não estabelece requisitos sobre partes relacionadas:

13 Na ISA 700, os parágrafos 35-36, abordam as frases usadas para expressar esta opinião no caso de um referencial de apresentação apropriada e um referencial de cumprimento, respectivamente.

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(i)

Uma pessoa ou outra entidade que tem controlo ou influência significativa, directa ou indirectamente por meio de um ou mais intermediários, sobre a entidade que relata;

(ii)

Uma outra entidade sobre a qual a entidade que relata tem controlo ou influência significativa directa ou indirectamente por meio de um ou mais intermediários; ou

(iii)

Uma outra entidade que está sob controlo comum com a entidade que relata tendo:

a. Controlo de propriedade comum;

b. Proprietários que são membros próximos da família; ou

c. Gerência principal comum.

Porém, as entidades que estão sob controlo comum por um Estado (isto é, um governo nacional, regional ou local) não são consideradas relacionadas salvo se empreenderem transacções significativas ou partilharem recursos numa extensão significativa umas com as outras.

Parte responsável –A(s) parte(s) responsáveis pelo assunto em causa,

*Pedido de confirmação negativa – Um pedido para que a parte que confirma responda directamente ao auditor apenas se discordar da informação apresentada no pedido.

*Pedido de confirmação positiva – Um pedido para que a parte que confirma responda directamente ao auditor indicando se concorda ou discorda da informação constante do pedido ou fornecendo a informação pedida.

Pequena entidade – Uma entidade que tipicamente possui características que incluem:

(a)

Concentração de propriedade e gerência num pequeno número de indivíduos (muitas vezes um único indivíduo – quer uma pessoa quer uma outra empresa que detém a entidade desde que o proprietário tenha as características qualitativas relevantes); e

(b)

Uma ou mais das situações seguintes:

(i)

Transacções lineares ou não complicadas;

(ii)

Escrituração simples;

(iii)

Poucas linhas de negócio e poucos produtos dentro das linhas de negócio;

(iv)

Poucos controlos internos;

(v)

Poucos níveis de gerência com responsabilidade por uma vasta gama de controlos: ou

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(vi) Pouco pessoal, muitos deles tendo um vasto conjunto de responsabilidades.

Estas características qualitativas não são exaustivas, não são exclusivas das entidades mais pequenas, e estas entidades não apresentam necessariamente todas estas características.

*Perícia – Habilitações, conhecimentos e experiência numa dada área.

*Perito – (ver Perito do auditor e Perito da gerência)

*Perito da gerência – Um indivíduo ou organização que possui competências especializadas numa área distinta da contabilidade ou da auditoria e cujo trabalho nessa área é usado pela entidade como auxiliar na preparação das demonstrações financeiras.

*Perito do auditor – Um indivíduo ou organização com competências especializadas numa área que não seja a contabilidade ou auditoria, cujo trabalho nessa área é usado pelo auditor para o ajudar a obter prova de auditoria suficiente e apropriada. Um perito do auditor pode ser interno (que seja sócio 14 ou pertença ao pessoal técnico, incluindo o pessoal técnico temporário, da firma do auditor ou de uma firma da rede) ou externo.

*†Pessoal – Sócios e pessoal técnico.

*†Pessoal Técnico – Profissionais não sócios, incluindo quaisquer peritos que a firma empregue.

*População – O conjunto completo de dados a partir dos quais se selecciona uma amostra e sobre os quais o auditor deseja extrair conclusões.

*Pré-condições para uma auditoria – A utilização pela gerência de um referencial de relato financeiro aceitável na preparação das demonstrações financeiras e o acordo da gerência e, quando apropriado, dos encarregados da governação quanto à premissa 15 em que assenta a condução de uma auditoria.

*Premissa, relativa às responsabilidades da gerência e, quando apropriado, dos encarregados da governação, em que assenta a condução de uma auditoria – O facto de que a gerência e, quando apropriado, os encarregados da governação reconhecem e compreendem que têm as seguintes responsabilidades, fundamentais para a condução de uma auditoria de acordo com as ISA:

(a) Pela preparação das demonstrações financeiras de acordo com o referencial de relato financeiro aplicável, incluindo, quando relevante, a sua apresentação apropriada;

14 “Sócio” e “firma” devem ser lidos como referências aos seus equivalentes no sector público, quando relevante.

15 ISA 200, Objectivos Gerais do Auditor Independente e Condução de uma Auditoria de Acordo com as Normas Internacionais de Auditoria, parágrafo 13

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(b)

Pelo controlo interno que a gerência e, quando apropriado, os encarregados da governação, determinem ser necessário para possibilitar a preparação de demonstrações financeiras isentas de distorção material devido a fraude ou a erro; e

(c)

Por proporcionar ao auditor:

(i)

Acesso a toda a informação de que a gerência e, quando apropriado, os encarregados da governação tenham conhecimento e que seja relevante para a preparação das demonstrações financeiras, tal como registos, documentação ou outras matérias;

(ii)

Informação adicional que o auditor possa pedir à gerência e, quando apropriado, aos encarregados da governação para efeitos da auditoria; e

(iii)

Acesso sem restrições às pessoas da entidade de entre as quais o auditor determina que é necessário obter prova de auditoria.

No caso de um referencial de apresentação apropriada, a alínea (i) acima pode ser reexpressa como “pela preparação e apresentação apropriada das demonstrações financeiras de acordo com o referencial de relato financeiro” ou “pela preparação de demonstrações financeiras que dêem uma imagem verdadeira e apropriada de acordo com o referencial de relato financeiro”.

A “premissa relacionada com as responsabilidades da gerência e, quando apropriado,

dos encarregados da governação, em que assenta a condução de uma auditoria” pode também ser referida apenas como a “premissa”.

Previsão – Informação financeira prospectiva preparada na base de pressupostos

quanto a acontecimentos futuros que a gerência espera que se realizem e a acções que

a gerência espera tomar à data em que é preparada a informação (melhor estimativa possível dos pressupostos).

*Procedimento substantivo – Procedimento de auditoria concebido para detectar distorções materiais ao nível de asserção. Os procedimentos substantivos compreendem:

(a)

Testes de detalhe (de classes de transacções, saldos de contas e divulgações); e

(b)

Procedimentos analíticos substantivos.

*Procedimentos analíticos – Apreciações da informação financeira através da análise de relações plausíveis não só entre dados financeiros como também não-financeiros. Os procedimentos analíticos também abrangem a investigação que for necessária sobre flutuações ou relações identificadas que sejam inconsistentes com outra informação relevante ou que difiram de valores esperados numa quantia significativa.

*Procedimentos de avaliação do risco – Procedimentos de auditoria executados para compreender a entidade e o seu ambiente, incluindo o seu controlo interno, e para

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identificar e avaliar os riscos de distorção material devido a fraude ou erro, quer a nível das demonstrações financeiras quer a nível de asserção.

Procedimentos de revisão – Os procedimentos considerados necessários para satisfazer os objectivos de um trabalho de revisão, principalmente indagações ao pessoal da entidade e procedimentos analíticos aplicados a dados financeiros.

Processo de avaliação do risco da entidade – Componente do controlo interno que

é o processo da entidade para identificar os riscos do negócio relevantes para os

objectivos do relato financeiro e para decidir acerca das acções que endereçam esses riscos, e os respectivos resultados.

Profissional – Um contabilista ou auditor que exerce publicamente a sua prática profissional.

Profissional de contabilidade ou auditoria 16 — Um indivíduo que é membro de uma organização membro da IFAC.

Profissional de contabilidade ou auditoria em prática pública 17 – Um profissional, independentemente da sua classificação funcional (como, por exemplo, auditoria, fiscalidade, ou consultoria) numa firma que presta serviços profissionais. Este termo também é usado para se referir a uma firma de contabilistas ou auditores que exercem publicamente a sua prática.

*Profundo – Termo usado, no contexto de distorções, para descrever os efeitos ou

os possíveis efeitos de distorções nas demonstrações financeiras, se existirem, que não sejam detectadas devido à incapacidade de obter prova de auditoria suficiente

apropriada. Os efeitos profundos nas demonstrações financeiras são os que, no julgamento do auditor:

e

(i)

Não estão confinados a elementos, contas ou itens específicos das demonstrações financeiras;

(ii)

Se confinados, representam ou podem representar uma parte substancial das demonstrações financeiras; ou

(iii)

Em relação a divulgações, são fundamentais para a compreensão das demonstrações financeiras pelos utentes.

Projecção – Informação financeira prospectiva preparada na base de:

(a) Pressupostos hipotéticos acerca de futuros acontecimentos e acções da gerência que necessariamente não se espera que se realizem, tal como nos casos de algumas entidades que estão numa fase de arranque ou que estão a considerar uma alteração significativa na natureza das operações; ou

16 Como definido no Código de Ética para Profissionais de Contabilidade e Auditoria do IESBA

17 Como definido no Código de Ética para Profissionais de Contabilidade e Auditoria do IESBA

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GLOSSÁRIO DE TERMOS

(b) Uma mistura de pressupostos hipotéticos e das melhores estimativas possíveis.

*Prova de auditoria – Informação usada pelo auditor para chegar às conclusões sobre as quais baseia a sua opinião. A prova de auditoria inclui não só a informação contida nos registos contabilísticos subjacentes às demonstrações financeiras, mas também informação de outras fontes. (Ver Suficiência da prova de auditoria e Apropriação da prova de auditoria)

Recálculo – Consiste na verificação do rigor matemático de documentos ou registos.

*†Rede – Uma grande estrutura que:

(a)

Tem como objectivo a cooperação; e

(b)

Está claramente orientada para a partilha de lucros ou de custos, apresenta propriedade, controlo ou gestão comum ou partilha políticas e procedimentos de controlo de qualidade, uma estratégia de negócio, o uso de um nome de marca ou uma parte significativa de recursos profissionais comuns.

Reexecução – A execução pelo auditor independente de procedimentos ou controlos que foram originariamente executados como parte dos controlos internos da entidade.

*Referencial de apresentação apropriada – (ver Referencial de relato financeiro aplicável e Referencial com finalidade geral).

*Referencial com finalidade especial – Um referencial de relato financeiro concebido para satisfazer as necessidades de informação financeira de utentes específicos. O referencial de relato financeiro pode ser um referencial de apresentação apropriada ou um referencial de cumprimento. 18

*Referencial de cumprimento – (ver Referencial de relato financeiro aplicável e Referencial com finalidade geral)

*Referencial de relato de finalidade geral – Um referencial de relato financeiro concebido para satisfazer as necessidades comuns de informação financeira de um conjunto alargado de utilizadores. O referencial de relato financeiro pode ser um referencial de apresentação apropriada ou um referencial de cumprimento.

A expressão “referencial de apresentação apropriada” é usada para referir um referencial de relato financeiro cujos requisitos são de cumprimento obrigatório e que:

(a)

Reconhece explícita ou implicitamente que, para conseguir uma apresentação apropriada das demonstrações financeiras, pode ser necessário que a gerência faça divulgações para além das especificamente exigidas pelo referencial; ou

(b)

Reconhece explicitamente que pode ser necessário que a gerência não aplique um requisito do referencial para conseguir uma apresentação apropriada das

18 ISA 200, parágrafo 13(a)

GLOSSÁRIO DE TERMOS

demonstrações financeiras. Estas situações só deverão ser necessárias em circunstâncias extremamente raras.

A expressão “referencial de cumprimento” é usada para referir um referencial de

relato financeiro cujos requisitos são de cumprimento obrigatório mas que não contém

os reconhecimentos descritos nas alíneas (a) ou (b) 19 supra.

*Referencial de relato financeiro aplicável – Referencial de relato financeiro adoptado pela gerência e, quando apropriado, pelos encarregados da governação na preparação das demonstrações financeiras, que seja aceitável tendo em vista a natureza da entidade e o objectivo das demonstrações financeiras, ou que seja exigido por lei ou regulamento.

A expressão “referencial de apresentação apropriada” é usada para referir um

referencial de relato financeiro que exige o cumprimento dos seus próprios requisitos

e que:

(a)

Reconhece explícita ou implicitamente que, para conseguir uma apresentação apropriada das demonstrações financeiras, pode ser necessário que a gerência faça divulgações para além das especificamente exigidas pelo referencial; ou

(b)

Reconhece explicitamente que pode ser necessário que a gerência não aplique um requisito do referencial para conseguir uma apresentação apropriada das demonstrações financeiras. Espera-se que estas situações só sejam necessárias em circunstâncias extremamente raras.

A expressão “referencial de cumprimento” é usada para referir um referencial de relato

financeiro que exige o cumprimento dos seus próprios requisitos mas não contém os reconhecimentos de (a) ou (b) acima.

*Registos contabilísticos – Registos de lançamentos contabilísticos iniciais e registos de suporte, tais como cheques e registos de transferências electrónicas de fundos; facturas; contratos; o razão geral e razões auxiliares, os lançamentos de diário e outros ajustamentos às demonstrações financeiras que não estejam reflectidos em lançamentos de diário; e outros registos, como folhas de trabalho e de cálculo, que suportem imputações de custos, cálculos, reconciliações e divulgações.

Relato financeiro fraudulento – Envolve distorções intencionais, incluindo omissões de quantias ou de divulgações nas demonstrações financeiras, para enganar os utentes das demonstrações financeiras.

Relatório anual – Um documento emitido por uma entidade, geralmente numa base anual, que inclui as suas demonstrações financeiras juntamente com o respectivo relatório do auditor.

19 ISA 200, parágrafo 13(a)

GLOSSÁRIO

GLOSSÁRIO DE TERMOS

Relatório sobre a descrição e concepção de controlos numa organização de serviços (referido na ISA 402 20 como um relatório tipo 1) – Um relatório que compreende:

(a)

Uma descrição, preparada pela gerência da organização de serviços, do sistema, dos objectivos de controlo e dos controlos relacionados da organização de serviços concebidos e implementados numa data especificada; e

(b)

Um relatório pelo auditor do serviço com o objectivo de transmitir garantia razoável de fiabilidade que inclui a opinião do auditor do serviço sobre a descrição do sistema, objectivos de controlo e controlos relacionados da organização de serviços e sobre a adequação da concepção dos controlos para atingir os objectivos de controlo especificados.

*Relatório sobre a descrição, concepção e eficácia operacional de controlos numa organização de serviços (referido na ISA 402 como um relatório tipo 2) – Um relatório que compreende:

(a)

Uma descrição, preparada pela gerência da organização de serviços, do sistema, objectivos de controlo e controlos relacionados da organização de serviços, da sua concepção e implementação numa data especificada ou ao longo de um período especificado e, em alguns casos, da sua eficácia operacional ao longo de um período especificado; e

(b)

Um relatório pelo auditor do serviço com o objectivo de transmitir garantia de razoável fiabilidade que inclui:

(i)

A

opinião do auditor do serviço sobre a descrição do sistema, objectivos

de controlo e controlos relacionados da organização de serviços, sobre

a

adequação da concepção dos controlos para atingir os objectivos de

controlo especificados e sobre a eficácia operacional desses controlos; e

(ii)

Uma descrição dos testes aos controlos pelo auditor do serviço e os respectivos resultados.

*†Requisitos éticos relevantes – Requisitos éticos a que a equipa de trabalho e o revisor do controlo de qualidade do trabalho estão sujeitos, os quais compreendem geralmente as Partes A e B do Código de Ética para Contabilistas e Auditores Profissionais da International Federation of Accountants (Código da IFAC) relativos a uma auditoria de demonstrações financeiras, juntamente com os requisitos éticos nacionais que sejam mais restritivos.

Revisão (em relação ao controlo de qualidade) – Apreciação da qualidade do trabalho executado por outros e das conclusões por eles atingidas.

20 ISA 402, Considerações de Auditoria Relativas a uma Entidade que Utiliza uma Organização de Serviços

GLOSSÁRIO DE TERMOS

*†Revisão de controlo de qualidade do trabalho – Um processo concebido para proporcionar uma avaliação objectiva, à data do relatório do auditor ou antes dessa data, dos julgamentos significativos que a equipa de trabalho fez e das conclusões a que chegou ao formular o relatório. O processo de revisão do controlo de qualidade do trabalho destina-se apenas a auditorias de demonstrações financeiras de entidades admitidas à cotação e a outros trabalhos de auditoria, se existirem, relativamente aos quais a firma tenha determinado que é necessária uma tal revisão.

*†Revisor de controlo de qualidade do trabalho – Um sócio, outra pessoa da firma, pessoa externa adequadamente qualificada ou uma equipa constituída por estes indivíduos, nenhum dos quais é membro da equipa de trabalho, com experiência e autoridade suficiente e apropriada para avaliar objectivamente os julgamentos significativos que a equipa de trabalho fez e as conclusões a que chegou ao formular o relatório.

Risco ambiental – Em determinadas circunstâncias, os factores relevantes da avaliação

do risco inerente relativo para o desenvolvimento do plano global de auditoria podem

incluir o risco de distorção material das demonstrações financeiras devido a matérias ambientais.

*Risco de amostragem – O risco de que a conclusão do auditor baseada numa amostra possa ser diferente da conclusão se toda a população fosse sujeita ao mesmo procedimento de auditoria. O risco de amostragem pode conduzir a dois tipos de conclusões erróneas:

(a)

No caso de um teste aos controlos, que os controlos são mais eficazes do que realmente são ou, no caso de um teste de pormenor, que não existe uma distorção material quando de facto existe. Este tipo de conclusão errónea interessa ao auditor essencialmente porque afecta a eficácia da auditoria e será mais provável que conduza a uma opinião de auditoria não apropriada.

(b)

No caso de um teste aos controlos, que os controlos são menos eficazes do que realmente são ou, no caso de um teste de pormenor, que existe uma distorção material quando de facto não existe. Este tipo de conclusão errónea afecta a eficiência da auditoria dado que geralmente conduziria a trabalho adicional para verificar que as conclusões iniciais foram incorrectas.

*Risco de auditoria – Risco de o auditor expressar uma opinião de auditoria

inapropriada quando as demonstrações financeiras estão materialmente distorcidas.

O risco de auditoria é uma função dos riscos de distorção material e do risco de

detecção.

*Risco de controlo – (ver Risco de distorção material)

*Risco de detecção – O risco de que os procedimentos executados pelo auditor para reduzir o risco de auditoria para um nível aceitavelmente baixo não detectem uma

GLOSSÁRIO

GLOSSÁRIO DE TERMOS

distorção que existe e que possa ser material, quer individualmente quer quando agregada a outras distorções.

*Risco de distorção material – O risco de as demonstrações financeiras estarem materialmente distorcidas anteriormente à auditoria, o qual consiste de dois componentes, descritos como segue ao nível de asserção:

(a)

Risco inerente – A susceptibilidade de uma asserção relativa a uma classe de transacções, saldo de conta ou divulgação a uma distorção que possa ser material, individualmente ou agregada com outras distorções, antes da consideração de quaisquer controlos relacionados.

(b)

Risco de controlo – O risco de que a ocorrência de uma distorção relativa a uma classe de transacções, saldo de conta ou divulgação e que possa ser material, individualmente ou agregada com outras distorções, não seja evitada ou detectada e corrigida em tempo oportuno pelo controlo interno da entidade.

*Risco de negócio – Risco resultante de condições, acontecimentos, circunstâncias, acções ou inacções significativas que possam afectar adversamente a capacidade de uma entidade para atingir os seus objectivos e executar as suas estratégias, ou para fixar objectivos e estratégias não apropriados.

Risco de trabalho de garantia de fiabilidade – Risco de um profissional expressar uma conclusão inapropriada quando a informação sobre o assunto em causa está materialmente distorcida.

*Risco inerente – (ver Risco de distorção material)

*Risco não relacionado com a amostragem – O risco de o auditor chegar a uma conclusão errónea por qualquer razão não relacionada com o risco de amostragem.

*Risco significativo – Um risco de distorção material identificado e avaliado que, no julgamento do auditor, exige uma consideração especial no âmbito da auditoria.

*Saldos de abertura – Os saldos de contas que existem no inicio do período. Os saldos de abertura baseiam-se nos saldos de fecho do período anterior e reflectem os efeitos de transacções e acontecimentos de períodos anteriores e de políticas contabilísticas aplicadas no período anterior. Os saldos de abertura incluem também matérias existentes no início do período e que exigem divulgação, como contingências e compromissos.

Sector público – Governos nacionais, regionais (por exemplo, estaduais, provinciais, territoriais), locais (por exemplo, cidade, município) e entidades governamentais relacionadas (por exemplo, agências, conselhos, comissões e empresas).

Serviços relacionados – Compreende procedimentos acordados e compilações.

Sistema de informação relevante para o relato financeiro – Um componente do controlo interno que inclui o sistema de relato financeiro, e consiste dos procedimentos

GLOSSÁRIO DE TERMOS

e registos estabelecidos para iniciar, registar, processar e relatar as transacções da entidade (bem como acontecimentos e condições) e para manter a a responsabilidade em prestar contas pelos respectivos activos, passivos e capital próprio.

*Sistema da organização de serviços – As políticas e procedimentos concebidos, implementados e mantidos pela organização de serviços para proporcionar às entidades utentes os serviços abrangidos pelo relatório do auditor do serviço.

*†Sócio – Qualquer indivíduo com autoridade para obrigar a firma com respeito à execução de um trabalho de serviços profissionais.

*Sócio responsável pelo Grupo – O sócio ou outra pessoa da firma que é responsável pelo trabalho de auditoria do grupo, pela sua execução e pelo relatório do auditor sobre as demonstrações financeiras do grupo que é emitido em nome da firma. Quando existem auditores que conduzem conjuntamente a auditoria do grupo, os sócios responsáveis pelo trabalho conjunto e as suas equipas de trabalho constituem colectivamente o sócio responsável pelo grupo e a equipa de trabalho do grupo.

*†Sócio responsável pelo trabalho 21 – O sócio ou outra pessoa na firma que é responsável pelo trabalho de auditoria e pela sua execução e pelo relatório do auditor emitido em nome da firma, e que goza, quando necessário, de autorização adequada concedida por um organismo profissional, legal ou regulador. O “Sócio responsável pelo trabalho” deve ser lido como se referindo aos seus equivalentes do setor público quando relevante.

*Suficiência (da prova de auditoria) – A medida da quantidade da prova de auditoria.

A quantidade da prova de auditoria necessária é afectada pela avaliação do auditor dos

riscos de distorção material e também pela qualidade de tal prova de auditoria.

*Taxa de desvio tolerável – Uma taxa de desvio dos procedimentos de controlo interno prescritos estabelecida pelo auditor e a respeito da qual este procura obter um nível apropriado de segurança de que não é excedida pela taxa real de desvio na população.

Técnicas de auditoria assistidas por computador – Aplicações de procedimentos de auditoria que usam o computador como uma ferramenta de auditoria (também conhecidas por CAAT).

Teste – A aplicação de procedimentos a alguns ou a todos os itens de uma população.

Teste de Walk-through – Envolve o seguimento de algumas transacções através do sistema de relato financeiro.

*Testes aos controlos – Procedimento de auditoria concebido para avaliar a eficácia operacional dos controlos na prevenção, ou na detecção e correcção, de distorções materiais ao nível de asserção.

21 “Sócio responsável pelo trabalho”, “sócio”, e “firma” devem ser lidos como se referindo aos equivalentes do sector público quando relevante.

GLOSSÁRIO

GLOSSÁRIO DE TERMOS

*Trabalho de auditoria inicial – Um trabalho de auditoria em que:

(a)

As demonstrações financeiras do período anterior não foram auditadas; ou

(b)

As demonstrações financeiras do período anterior foram auditadas por outro auditor, o auditor antecessor.

Trabalho de compilação – Um trabalho no qual se usa a perícia contabilística, em oposição à perícia de auditoria, para recolher, classificar e resumir informação financeira.

Trabalho de revisão – O objectivo de um trabalho de revisão é o de habilitar um auditor a afirmar se, na base de procedimentos que não proporcionam toda a prova

que seria necessária numa auditoria, algo chamou a sua atenção que o leve a crer que

as demonstrações financeiras não estão preparadas, em todos os aspectos materiais, de acordo com um referencial de relato financeiro aplicável.

Trabalho de garantia de fiabilidade – Um trabalho no qual um profissional visa obter prova suficiente e apropriada para expressar uma conclusão concebido para aumentar

o grau de confiança dos destinatários que não sejam a parte responsável sobre a

informação do assunto em causa (isto é, o resultado da mensuração ou avaliação de um assunto em causa subjacente contra critérios). Cada trabalho de garantia de fiabilidade é classificado em duas dimensões:

(i) Ou um trabalho de garantia razoável de fiabilidade ou um trabalho de garantia limitada de fiabilidade:

a. Trabalho de garantia razoável de fiabilidade – Um trabalho de garantia de fiabilidade no qual o profissional reduz o risco do trabalho a um nível aceitavelmente baixo nas circunstâncias do trabalho como a base para a conclusão do profissional. A conclusão do profissional é expressa de uma forma que transmite a opinião do profissional sobre o resultado da mensuração ou avaliação do assunto em causa subjacente contra critérios.

b. Trabalho de garantia limitada de fiabilidade – Um trabalho de garantia de fiabilidade no qual o profissional reduz o risco do trabalho a um nível que seja aceitável nas circunstâncias do trabalho mas onde o risco é maior do que a de um trabalho de garantia razoável de fiabilidade como a base para expressar uma conclusão de uma forma que transmite se, com base em procedimentos executados e prova obtida, uma(s) matéria(s) chegou à atenção do profissional para motivar o profissional a crer que a informação do assunto em causa está distorcida materialmente.Anatureza, oportunidade e extensão dos procedimentos é limitada comparada com a necessária num trabalho de garantia razoável de fiabilidade mas é planeada para obter um nível de garantia de fiabilidade que, no

GLOSSÁRIO DE TERMOS

julgamento profissional do auditor, é significativo. Para ser significativo, é provável que o nível de garantia de fiabilidade obtido pelo profissional aumente a confiança dos destinatários sobre a informação do assunto em causa para um grau que é claramente maior que inconsequente.

(ii) Ou um trabalho de atestação ou um trabalho direto:

a. Trabalho de atestação - Um trabalho de garantia de fiabilidade no qual uma parte que não seja o profissional mensura ou avalia o assunto em causa subjacente contra critérios. Uma parte que não seja o profissional também muitas vezes apresenta a informação do assunto em causa resultante num relatório ou declaração. Em alguns casos, contudo, a informação do assunto em causa pode ser apresentada pelo profissional no relatório de garantia de fiabilidade. Num trabalho de atestação, a conclusão do profissional trata de saber se a informação do assunto em causa está livre de distorção material. A conclusão do profissional pode ser formulada sobre:

i. O assunto em causa subjacente e os critérios aplicáveis;

ii. A informação do assunto em causa e os critérios aplicáveis; ou

iii. Uma declaração efetuada pela(s) parte(s) apropriada(s)

b. Trabalho direto – Um trabalho de garantia de fiabilidade no qual o profissional mensura ou avalia o assunto em causa subjacente contra critérios aplicáveis e o profissional apresenta a informação do assunto em causa resultante como parte do, ou a acompanhar, relatório de garantia de fiabilidade. Num trabalho direto, a conclusão do profissional trata do resultado relatado da mensuração ou avaliação do assunto em causa subjacente contra critérios.

Trabalho de procedimentos acordados – Um trabalho em que um auditor é contratado

para executar os procedimentos de natureza de auditoria acordados entre o auditor

e a entidade e quaisquer terceiros interessados e para relatar conclusões factuais.

Os destinatários dos relatórios têm de tirar as suas próprias conclusões a partir do

relatório do auditor. O relatório é restrito às partes que acordaram os procedimentos

a serem executados, uma vez que outros, desconhecedores das razões quanto aos procedimentos, podem interpretar mal as conclusões.

*Transacção entre partes não relacionadas – Uma transacção efectuada em determinados termos e condições, de livre vontade, entre um comprador e um vendedor que não são relacionados e que actuam de forma independente um do outro na defesa dos seus próprios interesses.

*Unidade de Amostragem – Os itens individuais que constituem uma população.

CONTROLO DE QUALIDADE

NORMA INTERNACIONAL DE CONTROLO DE QUALIDADE 1

CONTROLO DE QUALIDADE PARA FIRMAS QUE EXECUTEM AUDITORIAS E REVISÕES DE DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS E OUTROS TRABALHOS DE GARANTIA DE FIABILIDADE E SERVIÇOS RELACIONADOS

(Aplicável a partir de 15 de dezembro de 2009)

ÍNDICE

 

Parágrafo

Introdução

Âmbito desta ISQC

1-3

Autoridade desta ISQC

4-9

Data de Entrada em Vigor

10

Objetivo

11

Definições

12

Requisitos

Aplicação e Cumprimento de Requisitos Relevantes

13-15

Elementos de um Sistema de Controlo de Qualidade

16-17

Responsabilidades de Liderança em Relação à Qualidade na Firma

18-19

Requisitos Éticos Relevantes

20-25

Aceitação e Continuação de Relacionamentos com Clientes e de Trabalhos Específicos

26-28

Recursos Humanos

29-31

Execução do Trabalho

32-47

Monitorização

48-56

Documentação do Sistema de Controlo de Qualidade

57–59

CONTROLO DE QUALIDADE PARA FIRMAS QUE EXECUTEM AUDITORIAS E REVISÕES DE DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS E OUTROS TRABALHOS DE GARANTIA DE FIABILIDADE E SERVIÇOS RELACIONADOS

Material de Aplicação e Outro Material Explicativo

Aplicação e Cumprimento de Requisitos Relevantes

A1

Elementos de um Sistema de Controlo de Qualidade

A2-A3

Responsabilidades de Liderança em Relação à Qualidade na Firma

A4-A6

Requisitos Éticos Relevantes

A7-A17

Aceitação e Continuação de Relacionamentos com Clientes e de Trabalhos Específicos

A18-A23

Recursos Humanos

A24-A31

Execução do Trabalho

A32-A63

Monitorização

A64-A72

Documentação do Sistema de Controlo de Qualidade

A73-A75

ANorma Internacional de Controlo de Qualidade (ISQC) 1, Controlo de Qualidade para Firmas que Executem Auditorias e Revisões de Demonstrações Financeiras

e Outros Trabalhos de Garantia de Fiabilidade e Serviços Relacionados, deve

ser lida em conjunção com a ISA 200, Objetivos Gerais do Auditor Independente

e Condução de uma Auditoria de Acordo com as Normas Internacionais de Auditoria.

CONTROLO DE QUALIDADE

CONTROLO DE QUALIDADE PARA FIRMAS QUE EXECUTEM AUDITORIAS E REVISÕES DE DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS E OUTROS TRABALHOS DE GARANTIA DE FIABILIDADE E SERVIÇOS RELACIONADOS

Introdução

Âmbito desta ISQC

1. Esta Norma Internacional de Controlo de Qualidade (ISQC) aborda as responsabilidades de uma firma pelo seu sistema de controlo de qualidade para auditorias e revisões de demonstrações financeiras e para outros trabalhos de garantia de fiabilidade e serviços relacionados. Esta ISQC deve ser lida juntamente com os requisitos éticos relevantes.

2. Outras tomadas de posição do International Auditing and Assurance

Standards Board (IAASB) estabelecem normas e orientações adicionais sobre

as responsabilidades do pessoal da firma com respeito aos procedimentos de

controlo de qualidade para tipos específicos de trabalhos. A ISA 220, 1 por exemplo, aborda os procedimentos de controlo de qualidade para auditorias de demonstrações financeiras.

3. Um sistema de controlo de qualidade consiste em políticas concebidas para atingir o objetivo estabelecido no parágrafo 11 e nos procedimentos necessários para implementar e monitorizar o cumprimento dessas políticas.

Autoridade desta ISQC

4. Esta ISQC aplica-se a todas as firmas de auditores profissionais com respeito

a auditorias e revisões de demonstrações financeiras e a outros trabalhos

de garantia de fiabilidade e serviços relacionados. A natureza das políticas

e procedimentos desenvolvidos por uma firma para dar cumprimento a

esta ISQC depende de fatores diversos, como a dimensão e características operacionais da firma e se faz ou não parte de uma rede.

5. Esta ISQC indica o objetivo da firma no quadro do seu cumprimento e os requisitos concebidos para habilitar a firma a satisfazer esse objetivo declarado. Além disso, contém orientação relacionada na forma de material de aplicação e outro material explicativo, como referido adiante no parágrafo 8, bem como material introdutório que proporciona o contexto relevante para uma compreensão apropriada da ISQC 1 e definições.

6. O objetivo proporciona o contexto em que são estabelecidos os requisitos desta ISQC e destina-se a ajudar a firma a:

Compreender quais as necessidades a satisfazer; e

Decidir se devem ser identificadas mais necessidades para atingir o objetivo.

1 ISA 220, Controlo de Qualidade para uma Auditoria de Demonstrações Financeiras

CONTROLO DE QUALIDADE PARA FIRMAS QUE EXECUTEM AUDITORIAS E REVISÕES DE DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS E OUTROS TRABALHOS DE GARANTIA DE FIABILIDADE E SERVIÇOS RELACIONADOS

7. Os requisitos desta ISQC são expressos usando o termo “deve”.

8. Quando necessário, o material de aplicação e outro material explicativo dá explicações adicionais dos requisitos e orientação para os levar a efeito. Em particular, pode:

Explicar mais precisamente o que um requisito significa ou o que pretende cobrir; e

Incluir exemplos de políticas e procedimentos que possam ser apropriados nas circunstâncias.

Embora tal orientação não imponha por si mesmo um requisito, é relevante para a devida aplicação dos requisitos. O material de aplicação e outro material explicativo podem também proporcionar informação de base relativa a matérias tratadas nesta ISQC. Quando apropriado, são incluídas no material de aplicação e outro material explicativo considerações específicas adicionais relativas às organizações de auditoria do setor público ou a firmas de pequena dimensão. Estas considerações adicionais ajudam a aplicar os requisitos desta ISQC, mas não limitam nem reduzem a responsabilidade da firma na aplicação e cumprimento dos seus requisitos.

9. Esta ISQC inclui, sob o título “Definições”, uma descrição dos significados atribuídos a determinados termos para os fins desta ISQC. Estas definições são dadas para ajudar na aplicação e interpretação consistentes desta ISQC e não se destinam a derrogar definições que possam ser estabelecidas para outros efeitos na lei, regulamento ou noutra forma. O Glossário relativo às Normas Internacionais emitido pelo IAASB no Handbook of International Quality Control, Auditing, Review, Other Assurance, and Related Services Pronouncements (Manual das Normas Internacionais de Controlo de Qualidade, Auditoria, Revisão, Outros Trabalhos de Garantia de Fiabilidade e Serviços Relacionados) publicado pela IFAC inclui os termos definidos nesta ISQC. Também inclui descrições de outros termos previstos nesta ISQC, para ajudar a uma interpretação e tradução comuns e consistentes.

Data de Entrada em Vigor

10. Os sistemas de controlo de qualidade em conformidade com esta ISQC devem estar estabelecidos até 15 de dezembro de 2009.

Objetivo

11. O objetivo da firma é estabelecer e manter um sistema de controlo de qualidade que proporcione garantia razoável de que:

(a) A firma e o seu pessoal cumprem as normas profissionais e requisitos legais e regulamentares aplicáveis; e

CONTROLO DE QUALIDADE

CONTROLO DE QUALIDADE PARA FIRMAS QUE EXECUTEM AUDITORIAS E REVISÕES DE DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS E OUTROS TRABALHOS DE GARANTIA DE FIABILIDADE E SERVIÇOS RELACIONADOS

(b) Os relatórios emitidos pela firma ou pelos sócios responsáveis pelo trabalho são apropriados nas circunstâncias.

Definições

12. Nesta ISQC, são aplicáveis as seguintes definições:

(a)

Data do relatório – A data escolhida pelo profissional para aposição no relatório.

(b)

Documentação de trabalho – O registo do trabalho executado, dos resultados obtidos e das conclusões a que chegou o profissional (são muitas vezes usadas expressões como “papéis de trabalho”).

(c)

Entidade admitida à cotação – Uma entidade cujas partes de capital ou instrumentos de dívida estão cotados ou admitidos à cotação numa bolsa de valores reconhecida ou são transacionados segundo os regulamentos de uma bolsa de valores reconhecida ou outro organismo equivalente.

(d)

Equipa de trabalho – Todos os sócios e pessoal que executam o trabalho, incluindo quaisquer indivíduos designados pela firma ou por uma firma da rede que executam procedimentos nesse trabalho. Isto exclui peritos externos do auditor contratados pela firma ou por uma firma da rede. O termo “equipa de trabalho” também exclui indivíduos na função de auditoria interna do cliente que prestam assistência direta a um trabalho de auditoria quando o auditor externo cumpre os requisitos da ISA 610 (Revista 2013). 2

(e)

Firma – Um profissional individual, parceria, sociedade ou outra entidade de auditores profissionais.

(f)

Firma da rede – Uma firma ou entidade que pertence a uma rede.

(g)

Garantia razoável de fiabilidade – No contexto desta ISQC, um nível elevado, mas não absoluto, de garantia de fiabilidade.

(h)

Inspeção – Em relação a trabalhos concluídos, procedimentos concebidos para proporcionar evidência do cumprimento pelas equipas de trabalho das políticas e procedimentos de controlo de qualidade da firma.

2 A ISA 610 (Revista 2013), Usar o Trabalho de Auditores Internos, estabelece limites sobre a assistência direta da função de auditoria interna e reconhece que o auditor externo pode estar proibido por lei ou regulamento de obter assistência direta de auditores internos. Por isso, a assistência direta é restrita a situações onde é permitida.

CONTROLO DE QUALIDADE PARA FIRMAS QUE EXECUTEM AUDITORIAS E REVISÕES DE DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS E OUTROS TRABALHOS DE GARANTIA DE FIABILIDADE E SERVIÇOS RELACIONADOS

(i)

Monitorização – Um processo que abrange a consideração e avaliação contínuas do sistema de controlo de qualidade da firma, incluindo uma inspeção periódica a uma seleção de trabalhos concluídos, concebido para proporcionar à firma segurança razoável de que o seu sistema de controlo de qualidade está a operar com eficácia.

(j)

Normas profissionais – Normas de Trabalho do IAASB, conforme definido no Prefácio às Normas Internacionais de Controlo de Qualidade, Auditoria, Revisão, Outros Trabalhos de Garantia de Fiabilidade e Serviços Relacionados, e requisitos éticos relevantes.

(k)

Pessoa externa adequadamente qualificada – Um indivíduo externo à firma com capacidade e competência para atuar como sócio responsável pelo trabalho, como por exemplo um sócio de uma outra firma ou um empregado (com experiência apropriada), seja de uma organização profissional cujos membros possam executar auditorias e revisões de informação financeira histórica ou outros trabalhos de garantia de fiabilidade ou serviços relacionados, seja de uma organização que preste serviços relevantes de controlo de qualidade.

(l)

Pessoal – Sócios e pessoal técnico.

(m)

Pessoal técnico – Profissionais não sócios, incluindo quaisquer peritos que a firma empregue.

(n)

Rede – Uma grande estrutura que:

(i)

Tem como objetivo a cooperação; e

(ii)

Está claramente orientada para a partilha de lucros ou de custos, partilha propriedade, controlo ou gestão, políticas e procedimentos de controlo de qualidade, uma estratégia de negócio, o uso de um nome de marca ou uma parte significativa de recursos profissionais comuns.

(o)

Requisitos éticos relevantes – Requisitos éticos a que a equipa de trabalho e o revisor do controlo de qualidade do trabalho estão sujeitos, os quais compreendem geralmente as Partes A e B do Código de Ética para Profissionais de Contabilidade e Auditoria do International Ethics Standards Board for Acountants (Código do IESBA), juntamente com os requisitos éticos nacionais que sejam mais restritivos.

(p)

Revisão do controlo de qualidade do trabalho – Um processo concebido para proporcionar uma avaliação objetiva, à data do relatório ou antes dessa data, dos julgamentos significativos que a equipa de trabalho fez e das conclusões a que chegou ao formular o relatório. O processo

CONTROLO DE QUALIDADE

CONTROLO DE QUALIDADE PARA FIRMAS QUE EXECUTEM AUDITORIAS E REVISÕES DE DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS E OUTROS TRABALHOS DE GARANTIA DE FIABILIDADE E SERVIÇOS RELACIONADOS

de revisão do controlo de qualidade do trabalho destina-se apenas a auditorias de demonstrações financeiras de entidades admitidas à cotação e a outros trabalhos, se existirem, relativamente aos quais a firma tenha determinado que é necessária uma tal revisão.

(q)

Revisor do controlo de qualidade do trabalho – Um sócio, outra pessoa da firma, pessoa externa adequadamente qualificada ou uma equipa constituída por estes indivíduos, nenhum dos quais é membro da equipa de trabalho, com experiência e autoridade suficiente e apropriada para avaliar objetivamente os julgamentos significativos que a equipa de trabalho fez e as conclusões a que chegou ao formular o relatório.

(r)

Sócio – Qualquer indivíduo com autoridade para obrigar a firma com respeito à execução de um trabalho de serviços profissionais.

(s)

Sócio responsável pelo trabalho 3 – O sócio ou outra pessoa na firma que é responsável pelo trabalho de auditoria e pela sua execução e pelo relatório do auditor emitido em nome da firma, e que goza, quando necessário, do estatuto adequado concedido por um organismo profissional, legal ou regulador.

Requisitos

Aplicação e Cumprimento de Requisitos Relevantes

13.

O

pessoal da firma responsável por estabelecer e manter o respetivo sistema de

controlo de qualidade deve inteirar-se de todo o texto desta ISQC, incluindo o seu material de aplicação e outro material explicativo, para entender o seu objetivo e aplicar devidamente os seus requisitos.

14.

A firma deve cumprir cada um dos requisitos desta ISQC salvo se, nas circunstâncias da firma, o requisito não for relevante para os serviços prestados com respeito a auditorias e revisões de demonstrações financeiras

e

a outros trabalhos de garantia de fiabilidade e serviços relacionados. (Ref:

Parágrafo A1)

15.

Os requisitos estão concebidos para habilitar a firma a alcançar o objetivo apresentado nesta ISQC. Espera-se, por isso, que a devida aplicação dos requisitos proporcione uma base suficiente para a consecução do objetivo. Porém, na medida em que as circunstâncias variam muito e não podem ser todas previstas, a firma deve considerar se existem matérias ou circunstâncias

3 “Sócio responsável pelo trabalho”, “sócio” e “firma” devem ser lidos como referências aos seus equivalentes do setor público, quando relevante.

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particulares que lhe exijam que estabeleça políticas e procedimentos além dos exigidos nesta ISQC para cumprir o objetivo declarado.

Elementos de um Sistema de Controlo de Qualidade

16. A firma deve estabelecer e manter um sistema de controlo de qualidade que inclua políticas e procedimentos que abordem cada um dos seguintes elementos:

(a)

Responsabilidades de liderança relativas à qualidade dentro da firma.

(b)

Requisitos éticos relevantes.

(c)

Aceitação e continuação dos relacionamentos com os clientes e de trabalhos específicos.

(d)

Recursos humanos.

(e)

Execução do trabalho.

(f)

Monitorização.

17. A firma deve documentar as suas políticas e procedimentos e comunicá-las ao seu pessoal. (Ref: Parágrafos A2–A3)

Responsabilidades de Liderança em Relação à Qualidade na Firma

18. A firma deve estabelecer políticas e os procedimentos concebidos para promover uma cultura interna que reconheça que a qualidade é essencial na execução dos trabalhos. Tais políticas e procedimentos devem exigir que o diretor-geral (ou equivalente) ou, se apropriado, a administração da firma (ou equivalente) assuma a responsabilidade final pelo sistema de controlo de qualidade da firma. (Ref: Parágrafos A4–A5)

19. A firma deve estabelecer políticas e procedimentos tais que qualquer pessoa ou pessoas a quem o diretor-geral ou a administração da firma atribua a responsabilidade operacional pelo sistema de controlo de qualidade da firma tenha experiência e capacidade suficiente e apropriada e a autoridade necessária para assumir essa responsabilidade. (Ref: Parágrafo A6)

Requisitos Éticos Relevantes

20. A firma deve estabelecer políticas e procedimentos concebidos para lhe proporcionar segurança razoável de que a firma e o seu pessoal cumprem os requisitos éticos relevantes. (Ref: Parágrafos A7–A10)

Independência

21. A firma deve estabelecer políticas e procedimentos concebidos para lhe proporcionar garantia razoável de que a firma, o seu pessoal e, quando

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aplicável, outros sujeitos aos requisitos de independência (incluindo pessoal da firma da rede), mantêm a independência sempre que exigido pelos requisitos éticos. Tais políticas e procedimentos devem habilitar a firma a:

(Ref: Parágrafo A10)

(a)

Comunicar os seus requisitos de independência ao seu pessoal e, quando aplicável, a outros que lhes estejam sujeitos; e

(b)

Identificar e avaliar as circunstâncias e relacionamentos que criem ameaças

à

independência e tomar medidas apropriadas para eliminar essas ameaças

ou reduzi-las a um nível aceitável através da aplicação de salvaguardas ou, se for considerado apropriado, renunciar ao trabalho, quando essa renúncia for permitida por lei ou regulamento.

22. Estas políticas e procedimentos devem exigir que: (Ref: Parágrafo A10)

(a)

Os sócios responsáveis pelo trabalho prestem à firma informação relevante

acerca dos trabalhos, incluindo o âmbito dos serviços, de forma a habilitar

a

firma a avaliar o impacto global, se o houver, sobre os requisitos de

independência;

(b)

O

pessoal notifique de imediato a firma das circunstâncias e relacionamentos

que criem uma ameaça à independência para que possam ser tomadas medidas apropriadas; e

(c)

A informação relevante seja recolhida e comunicada ao pessoal apropriado

a fim de que:

(i)

A firma e o seu pessoal possam rapidamente determinar se satisfazem os requisitos de independência;

(ii)

A firma possa manter e atualizar os seus registos relativamente à independência; e

(iii)

A firma possa tomar medidas apropriadas com respeito a ameaças identificadas à independência cujo nível não seja aceitável.

23. A firma deve estabelecer políticas e procedimentos concebidos para lhe proporcionar garantia razoável de que será notificada de violações de requisitos de independência e a habilitar a tomar medidas apropriadas para resolver tais situações. As políticas e procedimentos devem incluir requisitos no sentido de que: (Ref: Parágrafo A10)

(a) O pessoal notifique de imediato à firma violações de independência que cheguem ao seu conhecimento;

(b) A firma comunique de imediato violações identificadas destas políticas e procedimentos:

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(i)

Ao sócio responsável pelo trabalho que, em conjunto com a firma, terá de tratar a violação; e

(ii)

A outro pessoal relevante da firma e, quando apropriado, da rede, e a outros que estejam sujeitos a requisitos de independência e que devam tomar medidas apropriadas; e

(c) O sócio responsável pelo trabalho e os outros indivíduos referidos no parágrafo 23(b)(ii) comuniquem imediatamente à firma, se necessário,

as medidas tomadas para resolver o assunto, a fim de que a firma possa determinar se deve tomar outras medidas.

24. Pelo menos anualmente, a firma deve obter confirmação escrita do cumprimento das suas políticas e procedimentos relativos à independência por parte de todo o pessoal da firma cuja independência seja exigida por requisitos éticos relevantes. (Ref: Parágrafos A10–A11)

25. A firma deve estabelecer políticas e procedimentos: (Ref: Parágrafo A10)

(a)

Que estabeleçam critérios para determinar a necessidade de salvaguardas que reduzam a ameaça de familiaridade para um nível aceitável quando

firma utilizar o mesmo pessoal sénior num trabalho de garantia de fiabilidade durante um longo período de tempo; e

a

(b)

Que exijam, para auditorias de demonstrações financeiras de entidades admitidas à cotação, a rotação do sócio responsável pelo trabalho e de quaisquer indivíduos responsáveis pela revisão do controlo de qualidade e, quando aplicável, de outros sujeitos a um regime de rotação, após um período especificado de acordo com requisitos éticos relevantes. (Ref:

Parágrafos A12–A17)

Aceitação e Continuação de Relacionamentos com Clientes e de Trabalhos Específicos

26. A firma deve estabelecer políticas e procedimentos para a aceitação e continuação de relacionamentos com clientes e de trabalhos específicos, concebidos de forma a proporcionar-lhe garantia razoável de que somente empreenderá ou continuará relacionamentos e trabalhos em que:

(a)

Seja competente para executar o trabalho e tenha as capacidades, tempo e recursos para o fazer; (Ref: Parágrafos A18, A23)

(b)

Possa cumprir os requisitos éticos relevantes; e

(c)

Tenha considerado a integridade do cliente e não disponha de informação que a leve a concluir que o cliente não é íntegro. (Ref:

Parágrafos A19-A20, A23)

CONTROLO DE QUALIDADE

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27. Estas políticas e procedimentos devem exigir que:

(a)

A firma obtenha a informação que considere necessária nas circunstâncias antes de aceitar um trabalho de um novo cliente, de decidir se continua um trabalho existente e de considerar a aceitação de um novo trabalho com um cliente já existente. (Ref: Parágrafos

A21-A23)

(b)

Se for identificado um potencial conflito de interesses ao aceitar um trabalho para um cliente novo ou para um cliente já existente, a firma determine se é apropriado aceitar o trabalho.

(c)

Se forem identificadas questões e a firma decidir aceitar ou continuar

relacionamento com um cliente ou um trabalho específico, a firma documente a forma como as questões foram resolvidas.

o

28. A firma deve estabelecer políticas e procedimentos sobre a continuação de um trabalho e do relacionamento com um cliente que permitam resolver circunstâncias em que a firma obtenha informação que faria com que declinasse o trabalho caso essa informação estivesse disponível mais cedo. Tais políticas e procedimentos devem incluir a consideração:

(a)

Das responsabilidades profissionais e legais que se aplicam às

circunstâncias, nomeadamente se existe um requisito de a firma relatar

pessoa ou pessoas que fizeram a nomeação ou, em certos casos, às autoridades reguladoras; e

à

(b)

Da possibilidade de renunciar ao trabalho ou de renunciar simultaneamente ao trabalho e ao relacionamento com o cliente. (Ref:

Parágrafos A22–A23)

Recursos Humanos

29. A firma deve estabelecer políticas e procedimentos concebidos para lhe proporcionar garantia razoável de que tem pessoal suficiente com a competência, capacidades e compromisso com princípios éticos necessários para:

(a)

Executar trabalhos de acordo com as normas profissionais e os requisitos legais e regulamentares aplicáveis; e

(b)

Habilitar a firma ou os sócios responsáveis pelo trabalho a emitir relatórios que sejam apropriados nas circunstâncias. (Ref: Parágrafos

A24–A29)

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Designação de Equipas de Trabalho

30. A firma deve atribuir a responsabilidade de cada trabalho a um sócio responsável por esse trabalho. A firma deve estabelecer políticas e procedimentos exigindo que:

(a)

A identidade e a função do sócio responsável pelo trabalho sejam comunicados aos principais membros da gerência do cliente e aos encarregados da governação;

(b)

O sócio responsável pelo trabalho tenha a competência, capacidades e autoridade apropriadas para desempenhar a sua função; e

(c)

As responsabilidades do sócio responsável pelo trabalho sejam claramente definidas e comunicadas a esse sócio. (Ref: Parágrafo A30)

31. A firma deve também estabelecer políticas e procedimentos para designar pessoal apropriado com a necessária competência e capacidades para:

(a)

Executar trabalhos de acordo com as normas profissionais e os requisitos legais e regulamentares aplicáveis; e

(b)

Habilitar a firma ou os sócios responsáveis pelo trabalho a emitir relatórios que sejam apropriados nas circunstâncias. (Ref: Parágrafo

A31)

Execução do Trabalho

32. A firma deve estabelecer políticas e procedimentos concebidos para lhe proporcionar garantia razoável de que os trabalhos são executados de acordo com as normas profissionais e requisitos legais e regulamentares aplicáveis e que a firma ou o sócio responsável pelo trabalho emitem relatórios que são apropriados nas circunstâncias. Tais políticas e procedimentos devem incluir:

(a)

Matérias relevantes para promover a consistência na qualidade da execução do trabalho; (Ref: Parágrafos A32-A33)

(b)

Responsabilidades de supervisão; e (Ref: Parágrafo A34)

(c)

Responsabilidades de revisão. (Ref: Parágrafo A35)

33. As políticas e procedimentos sobre a responsabilidade de revisão da firma devem ser determinados na base de que o trabalho dos membros da equipa de trabalho menos experientes é revisto por membros da equipa de trabalho mais experientes.

CONTROLO DE QUALIDADE

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Consultas

34. A firma deve estabelecer políticas e procedimentos concebidos para lhe proporcionar garantia razoável de que:

(a)

Se realizam consultas apropriadas em matérias difíceis ou contenciosas;

(b)

Estão disponíveis recursos suficientes para possibilitar a realização de consultas apropriadas;

(c)

A natureza e âmbito dessas consultas, bem como as respetivas conclusões, estão documentadas e são aceites tanto pelo indivíduo que procura a consulta como pelo indivíduo consultado; e

(d)

As

conclusões

resultantes

das

consultas

são

implementadas. (Ref:

Parágrafos A36-A40)

Revisão do Controlo de Qualidade do Trabalho

35. A firma deve estabelecer políticas e procedimentos que exijam, para trabalhos específicos, uma revisão do controlo de qualidade do trabalho que proporcione uma avaliação objetiva dos julgamentos significativos feitos pela equipa de trabalho e das conclusões atingidas ao formular o relatório. Essas políticas e procedimentos devem:

(a)

Exigir uma revisão do controlo de qualidade do trabalho para todas as auditorias de demonstrações financeiras de entidades admitidas à cotação;

(b)

Estabelecer critérios face aos quais todas as outras auditorias e revisões de informação financeira histórica e outros trabalhos de garantia de fiabilidade e serviços relacionados devem ser avaliados para determinar se deve ser executada uma revisão do controlo de qualidade do trabalho; e (Ref: Parágrafo A41)

(c)

Exigir uma revisão do controlo de qualidade do trabalho para todos os trabalhos que satisfaçam os critérios estabelecidos em conformidade com o parágrafo (b) anterior, caso existam.

36. A firma deve estabelecer políticas e procedimentos que estabeleçam a natureza, oportunidade e extensão duma revisão do controlo de qualidade de um trabalho. Essas políticas e procedimentos devem exigir que o relatório do trabalho não tenha data anterior à conclusão da revisão do controlo de qualidade do trabalho. (Ref: Parágrafos A42-A43)

37. A firma deve estabelecer políticas e procedimentos que exijam que a revisão do controlo de trabalho inclua:

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(a)

Discussão das matérias significativas com o sócio responsável pelo trabalho;

(b)

Revisão das demonstrações financeiras ou outra informação sobre a matéria em causa e do relatório proposto;

(c)

Revisão de documentação selecionada do trabalho relativa a julgamentos significativos da equipa de trabalho e às conclusões a que chegou; e

(d)

Avaliação das conclusões atingidas na formulação do relatório e consideração sobre se o relatório proposto é apropriado. (Ref: Parágrafo

A44)

38. Relativamente a auditorias de demonstrações financeiras de entidades admitidas à cotação, a firma deve estabelecer políticas e procedimentos que exijam que a revisão do controlo de qualidade do trabalho também inclua a consideração dos seguintes elementos:

(a)

A avaliação pela equipa de trabalho da independência da firma em relação ao trabalho específico;

(b)

Se se realizaram consultas apropriadas sobre matérias que envolvam diferenças de opinião ou outras matérias difíceis ou contenciosas, bem como as conclusões decorrentes dessas consultas; e

(c)

Se a documentação selecionada para revisão reflete o trabalho executado em relação aos julgamentos significativos e suporta as conclusões atingidas. (Ref: Parágrafos A45-A46)

Critérios para a Elegibilidade de Revisores do Controlo de Qualidade do Trabalho

39. Uma firma deve estabelecer políticas e procedimentos para tratar a designação de revisores do controlo de qualidade de trabalho e estabelecer a sua elegibilidade através:

(a)

Das qualificações técnicas exigidas para executar a função, incluindo a experiência e autoridade necessárias; e (Ref: Parágrafo A47)

(b)

Do grau até ao qual um revisor do controlo de qualidade do trabalho pode ser consultado sobre o trabalho sem comprometer a sua objetividade. (Ref: Parágrafo A48)

40. A firma deve estabelecer políticas e procedimentos concebidos para manter a objetividade do revisor do controlo de qualidade do trabalho. (Ref: Parágrafos

A49-A51)

41. As políticas e procedimentos da firma devem prever a substituição do revisor do controlo de qualidade do trabalho sempre que a sua capacidade para executar uma revisão objetiva possa estar diminuída.

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Documentação da Revisão do Controlo de Qualidade do Trabalho

42. A firma deve estabelecer políticas e procedimentos para documentar a revisão do controlo de qualidade do trabalho que exijam a documentação:

(a)

De que foram executados os procedimentos exigidos pelas políticas da firma sobre revisão do controlo de qualidade do trabalho;

(b)

De que a revisão do controlo de qualidade do trabalho foi concluída antes ou na data do relatório; e

(c)

De que o revisor não tem conhecimento de quaisquer matérias por resolver que o façam acreditar que os julgamentos significativos que a equipa de trabalho fez e as conclusões a que chegou não são apropriados.

Diferenças de Opinião

43. A firma deve estabelecer políticas e procedimentos para tratar e resolver as diferenças de opinião dentro da equipa de trabalho, com os consultados e, quando aplicável, entre o sócio responsável pelo trabalho e o revisor do controlo de qualidade do trabalho. (Ref: Parágrafos A52-A53)

44. Essas políticas e procedimentos devem exigir que:

(a)

As conclusões atingidas sejam documentadas e implementadas; e

(b)

O relatório não seja datado até que a matéria esteja resolvida.

Documentação do Trabalho

Conclusão da Organização dos Arquivos Finais do Trabalho

45. A firma deve estabelecer políticas e procedimentos para as equipas de trabalho concluírem a organização dos arquivos finais do trabalho em tempo oportuno após a finalização dos relatórios do trabalho. (Ref: Parágrafos A54-A55)

Confidencialidade, Custódia Segura, Integridade, Acessibilidade e Recuperabilidade da Documentação do Trabalho

46. A firma deve estabelecer políticas e procedimentos concebidos para manter a confidencialidade, custódia segura, integridade, acessibilidade e recuperabilidade da documentação do trabalho. (Ref: Parágrafos A56-A59)

Conservação da Documentação de Trabalho

47. A firma deve estabelecer políticas e procedimentos para a conservação da documentação de trabalho por um período suficiente para satisfazer as necessidades da firma ou conforme exigido por lei ou regulamento. (Ref:

Parágrafos A60-A63)

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Monitorização

Monitorização das Políticas e Procedimentos de Controlo de Qualidade da Firma

48. A firma deve estabelecer um processo de monitorização concebido para lhe proporcionar garantia razoável de que as políticas e procedimentos relacionados com o sistema de controlo de qualidade sejam relevantes, adequados e operem eficazmente. Este processo deve:

(a)

Incluir a consideração e avaliação contínuas do sistema de controlo de qualidade da firma, incluindo, numa base cíclica, a inspeção de pelo menos um trabalho concluído por cada sócio responsável pelo trabalho;

(b)

Exigir responsabilidade pelo processo de monitorização, a atribuir a um sócio ou sócios ou a outras pessoas com experiência suficiente e apropriada e autoridade na firma para assumir essa responsabilidade; e

(c)

Exigir que os que executem o trabalho ou a revisão do controlo de qualidade do trabalho não estejam envolvidos na inspeção de trabalhos. (Ref: Parágrafos A64-A68)

Avaliação, Comunicação e Correção das Deficiências Identificadas

49. A firma deve avaliar o efeito de deficiências notadas em consequência do processo de monitorização e deve determinar se elas representam:

(a)

Casos que não indicam necessariamente que o sistema de controlo de qualidade da firma é insuficiente para lhe proporcionar garantia razoável de que cumpre as normas profissionais e requisitos legais e regulamentares aplicáveis e de que os relatórios emitidos pela firma ou pelos sócios responsáveis pelo trabalho são apropriados nas circunstâncias; ou

(b)

Deficiências sistémicas, repetitivas ou outras significativas que exigem medidas corretivas imediatas.

50. A firma deve comunicar aos sócios responsáveis pelo trabalho relevantes e outro pessoal apropriado as deficiências notadas em consequência do processo de monitorização e as recomendações para medidas corretivas apropriadas. (Ref: Parágrafo A69)

51. As recomendações para medidas corretivas apropriadas em relação às deficiências notadas devem incluir um ou mais dos seguintes tópicos:

(a) Adoção de medidas corretivas apropriadas em relação a um trabalho individual ou a um membro do pessoal;

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(b)

Comunicação

das

conclusões

aos

responsáveis

pela

formação

e

desenvolvimento profissional;

 

(c)

Alterações às políticas e procedimentos de controlo de qualidade; e

 

(d)

Ação disciplinar contra os que não cumpriram as políticas e procedimentos da firma, em especial se o fizerem repetidamente.

52. A firma deve estabelecer políticas e procedimentos para tratar os casos em que os resultados dos procedimentos de monitorização indiquem que um relatório pode não ser apropriado ou que foram omitidos procedimentos durante a execução do trabalho. Tais políticas e procedimentos devem exigir que a firma determine que medidas adicionais são apropriadas para cumprir as normas profissionais relevantes e os requisitos legais e regulamentares aplicáveis e considere a possibilidade de obter aconselhamento jurídico.

53. A firma deve comunicar pelo menos anualmente os resultados da monitorização do seu sistema de controlo de qualidade aos sócios responsáveis por trabalhos e outros indivíduos apropriados dentro da firma, incluindo o seu diretor-geral ou, se apropriado, a sua administração. Esta comunicação deve ser suficiente para habilitar a firma e estes indivíduos a tomarem, quando necessário, medidas imediatas e apropriadas de acordo com as suas funções e responsabilidades definidas. A informação comunicada deve incluir:

(a)

Uma descrição dos procedimentos de monitorização executados.

(b)

As conclusões extraídas dos procedimentos de monitorização.

(c)

Quando relevante, uma descrição das deficiências sistémicas, repetitivas ou outras significativas e das medidas tomadas para resolver ou corrigir essas deficiências.

54. Algumas firmas operam como parte de uma rede e, para efeitos de consistência, podem implementar alguns dos seus procedimentos de monitorização na base dessa rede. Quando as firmas de uma rede operam segundo políticas e procedimentos de monitorização comuns concebidos para cumprir esta ISQC e confiam num sistema de monitorização desse tipo, as políticas e procedimentos da firma devem exigir que:

(a)

Pelo menos anualmente, a rede comunique o âmbito geral, a extensão e os resultados do processo de monitorização aos indivíduos apropriados dentro das firmas da rede; e

(b)

A rede comunique prontamente quaisquer deficiências identificadas no sistema de controlo de qualidade aos indivíduos apropriados dentro da firma ou firmas da rede relevantes, de forma que possam ser tomadas as medidas necessárias, para que os sócios responsáveis pelo trabalho

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nas firmas da rede possam confiar nos resultados do processo de monitorização implementados dentro da rede, salvo se as firmas ou a rede aconselharem o contrário.

Queixas e Alegações

55. A firma deve estabelecer políticas e procedimentos concebidos para lhe proporcionar garantia razoável de que trata apropriadamente:

(a)

Queixas e alegações de que o trabalho executado pela firma não cumpre as normas profissionais e os requisitos legais e regulamentares aplicáveis; e

(b)

Alegações de incumprimento do sistema de controlo de qualidade da firma.

Como parte deste processo, a firma deve estabelecer canais claramente definidos para o pessoal da firma levantar quaisquer preocupações de uma maneira que os habilite a fazê-lo sem receio de represálias. (Ref: Parágrafo

A70)

56. Se durante as investigações sobre queixas e alegações forem identificadas deficiências na conceção ou operação das políticas e procedimentos de controlo de qualidade da firma ou o incumprimento do sistema de controlo de qualidade da firma por um indivíduo ou indivíduos, a firma deve tomar as medidas apropriadas, como estabelecido no parágrafo 51. (Ref: Parágrafos

A71–A72)

Documentação do Sistema de Controlo de Qualidade

57. A firma deve estabelecer políticas e procedimentos que exijam documentação apropriada para proporcionar prova do funcionamento de cada elemento do seu sistema de controlo de qualidade. (Ref: Parágrafos A73–A75)

58. A firma deve estabelecer políticas e procedimentos que exijam a conservação da documentação por um período de tempo suficiente para permitir que aqueles que executam procedimentos de monitorização avaliem o cumprimento pela firma do seu sistema de controlo de qualidade ou por um período maior se exigido por lei ou regulamento.

59. Afirma deve estabelecer políticas e procedimentos que exijam a documentação de queixas e alegações e das respetivas respostas.

***

CONTROLO DE QUALIDADE

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Material de Aplicação e Outro Material Explicativo

Aplicação e Cumprimento de Requisitos Relevantes

Considerações Específicas para Firmas de Pequena Dimensão (Ref: Parágrafo 14)

A1. Esta ISQC não exige o cumprimento de requisitos que não sejam relevantes, por exemplo na circunstância de um profissional individual, que não emprega outro pessoal. Os requisitos desta ISQC relativos por exemplo às políticas e procedimentos para a designação do pessoal apropriado para a equipa de trabalho (ver o parágrafo 31), às responsabilidades de revisão (ver o parágrafo 33) à comunicação anual dos resultados da monitorização aos sócios responsáveis por trabalhos na firma (ver o parágrafo 53) não são relevantes quando não existe pessoal.

Elementos de um Sistema de Controlo de Qualidade (Ref: Parágrafo 17)

A2. Em geral, a comunicação das políticas e procedimentos de controlo de qualidade ao pessoal da firma inclui uma descrição das políticas e procedimentos de controlo de qualidade e dos objetivos que se pretendem atingir e a mensagem de que cada indivíduo tem uma responsabilidade pessoal pela qualidade e deverá cumprir essas políticas e procedimentos. O encorajamento ao pessoal da firma no sentido de comunicar os seus pontos de vista ou preocupações sobre matérias de controlo de qualidade constitui um reconhecimento da importância de obter reações sobre o sistema de controlo de qualidade da firma.

Considerações Específicas para Firmas de Pequena Dimensão

A3. A documentação e a comunicação de políticas e procedimentos nas firmas mais pequenas podem ser menos formais e extensivas do que em firmas maiores.

Responsabilidades de Liderança em Relação à Qualidade na Firma

Promover uma Cultura Interna de Qualidade (Ref: Parágrafo 18)

A4. A liderança da firma e os exemplos que estabelece influenciam significativa- mente a sua cultura interna. A promoção de uma cultura interna orientada para a qualidade depende de ações e mensagens claras, consistentes e frequentes a partir de todos os níveis da administração da firma que enfatizem as suas políticas e procedimentos de controlo de qualidade e a necessidade de:

(a)

executar trabalho que cumpra as normas profissionais e os requisitos legais e regulamentares aplicáveis; e

(b)

emitir relatórios que sejam apropriados nas circunstâncias.

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Tais ações e mensagens encorajam uma cultura que reconhece e recompensa um trabalho de alta qualidade. Estas ações e mensagens podem ser comunicadas, nomeadamente, através de ações de formação, reuniões, diálogos formais ou informais, definição de funções, boletins informativos ou memorandos de reuniões. Podem ser incorporadas na documentação interna e materiais de formação da firma e nos procedimentos de avaliação dos sócios e do pessoal de um modo que suporte e reforce o ponto de vista da firma sobre a importância da qualidade e sobre a forma como deverá ser garantida na prática.

A5. A necessidade de a liderança da firma reconhecer que a estratégia de negócio da firma está sujeita ao requisito imperativo de a firma atingir qualidade em todos os trabalhos que execute assume particular importância na promoção de uma cultura interna baseada na qualidade. Essa promoção inclui:

(a)

Estabelecer políticas e procedimentos para a avaliação do desempenho, as remunerações e as promoções (incluindo sistemas de incentivo) do pessoal, a fim de demonstrar o empenhamento imperativo da firma quanto à qualidade.

(b)

Atribuir as responsabilidades de gestão para que as considerações comerciais não se sobreponham à qualidade do trabalho executado; e