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Universidade Federal de Campina Grande

Centro de Ciências Biológicas e da Saúde – CCBS


Departamento de Psicologia
Curso: Bases Epistemológicas da Psicologia II
Professor: Carlos Antonio Fragoso Guimarães

Notas de Aula:

Diferenças básicas entre Freud e Jung quanto ao modelo estrutural da Psique

Prof. Carlos A. F. Guimarães

“Se a alma humana é alguma coisa, esta deve ser de uma complexidade e diversidades
inimagináveis, o que torna impossível atingi-la com uma simples psicologia dos
instintos...”

C. G. Jung

I –Diferenças gerais com relação ao conceito de Inconsciente

 Freud via o inconsciente como uma espécie de sótão criado por uma
clivagem da consciência a partir do trauma do Complexo de Édipo.
Funcionaria, então, como um “depósito” onde estariam as idéias e
lembranças censuradas da mente.

 Jung intuía que o inconsciente já existia bem antes, não sendo a


mente/psique uma tabula rasa, como postulado na visão mecanicista,
nem o inconsciente mero depósito de material reprimido.

 Para Jung, antes do “Penso, Logo Existo” de Descartes é necessário o


“Existo, logo tenho a possibilidade de Pensar”, ou seja, primeiro vem a
Psique, depois o Ego consciente.

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II - Diferenças quanto ao conceito de Libido

 Para Jung, a libido era uma “energia psíquica” necessária a ativação e


funcionamento da psique como um todo, que poderia ser realmente represada ou
contida em traumas sexuais, mas não só a estes.

 Jung deixa claro – ao contrário de Freud, que acreditava na concretude do


conceito – que esta energia genérica chamada Libido só pode ser acessível
indiretamente por sua manifestação através dos processos psíquicos – como a
motivação para o trabalho; a atividade de relembrar, etc. -, enquanto a energia
em si permanece incognoscível.

 Portanto, o conceito de libido - como, de resto, o de Inconsciente Coletivo;


Arquétipos; Id, Ego e Superego, etc.- são modelos que pretendem dar uma idéia
dos fenômenos que podem ser observados indiretamente, mas que partem de
instâncias inacessíveis à observação direta.

III - Diferenças quanto ao isolamento psíquico

 Freud praticamente isola a mente do corpo. A técnica psicanalítica é eminente


verbal, não envolvendo interações físicas diretas. Este rompimento é reforçado
pelo isolamento dos problemas emocionais dos contextos sociais e interpessoais,
sem falar nos espirituais.
 Jung, ao contrário, dirá que toda pessoa interage e age com uma rede de relações
e que estas envolvem, estimulam ou inibe as expressões psiconeurobiológicas do
indivíduo. Mais ainda: o estímulo físico, na técnica da imaginação ativa, permite
uma melhor expressão global dos sentimentos e intuições. A abordagem
junguiana é, portanto, sistêmica.

IV - A Linguagem Simbólica

 Jung não concorda com a interpretação reducionista de Freud no que toca aos
símbolos, mesmo os religiosos. Jung os vê como um meio imagético de acesso a
um nível psíquico profundo que transcende qualquer definição racional.

V - Os Arquétipos do Inconsciente Coletivo

 A mais radical afirmação de Jung é a de que a consciência e o inconsciente


pessoal - enfim, a psique em geral - é uma diferenciação que se ergue
profundamente das brumas de um substrato psíquico mais básico, chamado
Inconsciente Coletivo.

 Esta base psíquica se fez pela própria evolução da espécie humana. Lá estão
gravadas as disposições funcionais que possibilitam toda a gama de
comportamentos, dos mais biológicos, pelos instintos, às mais sutis
diferenciações destes, pelos arquétipos. Estes últimos são estruturas psíquicas
que constituem a contraparte mais desenvolvida daqueles.

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 Desta maneira, “é um grande erro supor que a psique de um recém-nascido seja
uma tabula rasa, no sentido de nada haver nela” (JUNG, 2002). Os arquétipos
são estruturas, semelhantes às estruturas ocultas que conformam um prédio, as
regras de uma língua, ou o formato de um rio, e que influenciam a percepção e
o comportamento, assegurando um grau mínimo de similaridade no
comportamento dos indivíduos.

 Jung chega a existência dos arquétipos por necessitar de uma hipótese


operacional que explicasse os paralelismos muito semelhantes quanto ao sentido
de sonhos, certas fantasias, imagens e comportamentos entre pessoas de
diferentes épocas e culturas e diante das mesmas situações existenciais ou, no
plano etnológico, das similaridades nas religiões, contos e mitos de culturas
diferentes, das mais primitivas às mais desenvolvidas.

 De início, Jung julgou poder explicar esses paralelismos mediante um tipo de


herança racial. Mas pesquisas com pessoas de diferentes etnologias e raças
demonstraram que sonhos e imagens semelhantes são produzidos
constantemente, o que descarta uma herança racial e parece indicar que provém
de um sutil substrato comum, inconsciente e, portanto, arcaico. Daí a teoria do
Inconsciente Coletivo.
 Os arquétipos estimulam a vivência de sentimentos e representações imaginárias
comuns.

 Enquanto estruturas, os Arquétipos apenas estimulam ou possibilitam


associações de uma idéia e/ou de sentimentos, mas eles não criam os conteúdos
dos mesmos (ou seja, aquilo que é expresso concretamente), do mesmo modo
que a estrutura de uma estátua apenas conforma os traços gerais desta, mas não
estabelece como será preenchida nem a sua aparência e acabamento; ou como as
regras do jogo de xadrez que determinam os movimentos possíveis das peças
mas não possibilitam dizer como se dará o curso de uma partida.

 Os conteúdos que envolverão o arquétipo terão e darão a aparência e o material


das experiências vividas pelos indivíduos em seu contexto histórico cultural. Por
isso as diferenças nos detalhes de enredos e outras características secundárias de
tradições religiosas; mitos; contos; cortejos amorosos; formas de vivência do
luto; ritos de passagem; festivais de fertilidade; cerimônias de casamento;
nascimentos, etc.

VI - Características essências dos arquétipos

 Um Arquétipo é dinâmico e dualista o que significa que ele opera como todos os
demais fenômenos psíquicos. Pode, portanto, conter a possibilidade do
desequilíbrio em uma distribuição desigual de libido.

 Do mesmo modo que possui certa capacidade para o desequilíbrio, por ser dual
o Arquétipo igualmente possui extrema capacidade de maturação e cura e dotado
de uma dimensão de significado teleológico prospectivo que é a meta do
equilíbrio psíquico, da individuação e fortalecimento diferenciado do Self.