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ROUBO MAJORADO (§ 2º):

A pena é aumentada de 1/3 até a metade nos casos abaixo:


OBSERVAÇÃO1: De acordo com a súmula 443, o STJ entende que o simples fato de haver mais
de uma majorante não é suficiente para a exasperação máxima. É necessária uma
fundamentação concreta para tanto.
OBSERVAÇÃO2: Essas majorantes só se aplicam ao roubo simples (caput e ]§ 1º).
I – SE A VIOLÊNCIA OU AMEAÇA É EXERCIDA COM O EMPREGO DE ARMA:
O emprego de qualquer arma caracteriza essa causa de aumento de pena, não é necessário
que estejamos falando em arma de fogo.
OBSERVAÇÃO: A arma tem que ser entendida em seu conceito amplo. Não é somente o objeto
fabricado para fins bélicos, podendo ser, por exemplo: faca, caco de vidro, estilete e etc.
DETALHES NO TOCANTE AO EMPREGO DE ARMA DE FOGO:
1 – A apreensão e a perícia da arma de fogo são DISPENSÁVEIS para caracterização dessa
majorante, sendo supridas pela prova testemunhal.
CUIDADO! Caso a arma seja apreendida e a perícia constate a sua inaptidão absoluta para
efetuar disparos, a causa de aumento restará afastada.

2 - EMPREGO DE ARMA GUARDADA NA CINTURA:


Tanto emprega a arma o agente que a aponta para a vítima como aquele que sem retirá-la da
cintura anuncia o crime com a mão sobre ela.
3 – ARMA DE BRINQUEDO:
A arma de brinquedo não majora o roubo. Cancelamento da súmula 174 do STJ. Responde,
entretanto, pelo crime de roubo simples (art. 157 do CP), pelo fato de o simulacro ser meio
eficaz de produzir a grave ameaça, mas não ter potencial lesivo.
4 – ARMA DESMUNICIADA :
Para o STJ, o fato de a arma estar desmuniciada afasta a incidência da causa de aumento de
pena (5ª turma (HC 317337– 16/08/2016); 6ª turma (HC 338338 / SP – 18/02/2016).
O STF, em seu julgamento mais recente sobre o tema, alerta que o fato de a arma estar
desmuniciada não interfere na aplicação da majorante (HC 115.077/MG – 06/08/2013,
segunda turma).

CUIDADO: Se o agente tem a munição para pronto emprego, ao seu alcance (no bolso, por
exemplo) não se considera que a arma está desmuniciada. Logo, incide a qualificadora.
II – SE HÁ O CONCURSO DE DUAS OU MAIS PESSOAS;
Mesmas regras do concurso de duas ou mais pessoas do furto.

III – SE A VÍTIMA ESTÁ EM SERVIÇO DE TRANSPORTE DE VALORES:


OBSERVAÇÃO: A vítima deve ESTAR EM SERVIÇO, caso o assaltado seja o próprio empresário,
não incide a majorante, pois entende-se que ele não está em serviço.

IV – SE A SUBTRAÇÃO FOR DE VEÍCULO AUTOMOTOR QUE VENHA A SER TRANSPORTADO


PARA OUTRO ESTADO OU PARA O EXTERIOR;
Já foi tratado no furto e aqui cabem as mesmas observações feitas naquela oportunidade.
V – SE O AGENTE MANTÉM A VÍTIMA EM SEU PODER, RESTRINGINDO SUA LIBERDADE;
Não exige colaboração da vítima para que o agente obtenha a vantagem ilícita que pretende.
ATENÇÃO: Caso a participação da vítima seja indispensável à obtenção da vantagem econômica
pretendida pelo agente, estaremos diante do crime de extorsão mediante restrição de
liberdade da vítima (art. 158, § 3º do CP – sequestro relâmpago).

O agente restringe momentaneamente a liberdade da vítima para consumar a subtração ou


para garantir sua fuga.
ROUBO QUALIFICADO (§ 3º):
O roubo pode ser qualificado em razão de duas circunstâncias distintas, trazendo cada uma
delas uma consequência diferente:
 Lesão corporal grave – Pena: 7 a 15 anos;
 Morte (latrocínio) – Pena: 20 a 30 anos;

OBSERVAÇÃO: O resultado tem que derivar da violência, e pode ser atribuído ao agente tanto a
título de dolo quanto a título de culpa.
DETALHES A RESPEITO DO LATROCÍNIO:
LATROCÍNIO E CONCURSO DE PESSOAS
Em um roubo praticado com o emprego de arma de fogo em concurso de pessoas em que
ocorra o resultado morte em razão da violência empregada, todos os agentes devem
responder pelo crime de latrocínio ainda que não se identifique o responsável pela morte.

SUBTRAÇÃO ÚNICA E PLURALIDADE DE MORTES:


Para o STF trata-se de crime único de latrocínio (RHC 107.210 – Dje 23/10/2013). Entretanto o
STJ tem decisão recente considerando o concurso formal impróprio (HC 165.582/SP –
06/06/2013).
REQUISITOS PARA CONFIGURAÇÃO DO LATROCÍNIO:
 Morte decorrente da violência empregada na subtração;
 Violência cometida durante o roubo (fator temporal);
 Deve haver nexo causal entre a violência e o roubo em andamento, ou seja, a violência
deve ter sido empregada em razão do roubo.
OBSERVAÇÃO1: Se um ladrão mata o outro depois do roubo para ficar com a posse dos bens
subtraídos, responderá por roubo e por homicídio qualificado em concurso material, porque a
morte não se deu durante o roubo.
OBSERVAÇÃO2: Se o agente, inicialmente, tem somente a intenção de matar a vítima, e, depois
de consumado o homicídio, resolve subtrair seus bens, responderá pelos crimes de homicídio e
de furto em concurso material.
CONSUMAÇÃO E TENTATIVA DO LATROCÍNIO:

Subtração Morte Latrocínio

Consumada Consumada Consumado

Tentada Tentada Tentado

Consumado
Tentada Consumada
(Súmula 610 do STF)

Consumada Tentada Tentado