Sunteți pe pagina 1din 28

Introdução de mercado acionário

A observação da realidade é conseqüência da manifestação de eventos complexos e incertos no


decorrer do tempo. Embora estes eventos não sejam exatamente os mesmos, eles também não
são completamente diferentes. Há uma linha de continuidade, similaridade e preditibilidade
nestes eventos que permite generalizar eventos futuros, freqüentemente de modo correto, a
partir de experiências passadas.

De forma perfeitamente similar funciona o mercado acionário, com uma variabilidade e


instabilidade natas em relação a suas origens equilibradas com uma estabilidade considerada
suficiente para que as pessoas se sintam atraídas a investir e a assumir os riscos em busca de
prêmios, muitas vezes bem rentáveis.

É realmente um mundo atrativo e que inspira fortuna, ao passo que perigoso e com variáveis
instáveis demais. Não é simples e também não é complexo, é simplesmente intuitivo e depende
de feeling. O bom investidor é sólido, equilibrado e olha com frieza para seus investimentos,
assim pode-se conseguir vencer no Mercado de Ações.

O que são ações?


Ações são títulos nominativos, de renda variável, que representam uma fração do capital social
de uma empresa. Quando adquiri ações de uma firma o investidor torna-se sócios desta, j unto
com todas as outras pessoas (físicas ou jurídicas) que detêm ações da companhia, passa - se a
fazer parte do quadro de acionistas da mesma, e quanto mais ações possuir, maior é parcela,
participando de seus resultados. Quando a empresa é aberta, patrimônio é dividido em diversas
ações, que são distribuídas aos investidores na forma de proventos*.

*O que são Proventos? As empresas propiciam benefícios a seus acionistas, sob a forma de
proventos (dividendos bonificações) ou de direito de preferência na aquisição de ações
(subscrição), deste modo:

 Dividendos - As empresas ao conseguirem um lucro nas vendas e compras de ações,


devem dividir o lucro com seus acionistas na proporção da quantidade de ações detida.
O estatuto social de uma associação pode estabelecer o dividendo mínimo a ser
distribuído, desde que não seja inferior a 25% de seu lucro líquido ajustado. Caso não
haja previsão no estatuto social, o dividendo obrigatório deve corresponder, no mínimo,
à metade do lucro líquido ajustado.

 Juros sobre Capital Próprio – Nesse método existe uma vantagem fiscal para a
empresa, pois estes juros são contabilizados como despesas antes do lucro.
Nesta modalidade de rentabilidade, o acionista é tributado em 15% na Fonte sobre o
total recebido.
 Bonificações em Ações - Advém do aumento de capital de uma sociedade, mediante a
incorporação de reservas e lucros, quando são distribuídas gratuitamente novas ações a
seus acionistas, em número proporcional às já possuídas.

 Direito de Subscrição - É o direito de aquisição de novo lote de ações pelos seus


acionistas. Ou seja, novas ações emitidas que são vendidas preferencialmente aos seus
acionistas ao um preço inferior que seria colocado na bolsa de valores.

Estas ações podem ser convertidas em dinheiro pela sua negociação em Bolsas de Valores ou
mercado de balcão. O preço da ação é fruto das condições de mercado (oferta e demanda),
refletindo as condições estruturais e comportamentais da empresa, de seu setor econômico e da
economia do País.

As ações são negociadas em lotes inteiros ou fracionários e o preço varia segundo a oferta e
demanda dos investidores, que enviam as ordens de compra ou venda para a Bovespa. Os
preços dos ativos variam conforme a demanda do mercado, sofrendo influência de fatores
externos como, por exemplo, acontecimentos econômicos e políticos.

As ações podem ser adquiridas por meio de subscrições, que são um aumento de capital
deliberado por uma empresa, com o lançamento de novas ações. Neste caso, os acionistas da
empresa têm preferência na compra dessas novas ações, na proporção das ações que já possui.

A preferência na compra dessas novas ações emitidas pela empresa é chamada de Direito de
Subscrição. O investidor pode ter o direito de subscrição de duas formas: sendo acionista de
uma empresa (que concede o provento) ou negociando o direito em bolsa (comprando de
terceiros).

Porém se a solicitação de subscrição dos ativos não for feita até a data final para subscrição, o
investidor perderá o direito e não terá restituição do valor pago antecipadamente pelos direitos,
já que esse papel deixa de existir no mercado após o encerramento período de subscrição.

Exemplo:

Supomos que um cliente possuía 100 ações ABCD4 de uma empresa fictícia.

A empresa determinou que os acionistas com custódia desta ação até uma determinada data,
chamada de data ex-subscrição, receberão 10% de direito de subscrição. Ou seja, para cada
100 ações que o acionista possuir, ele recebe automaticamente 10 direitos de subscrição. O
valor de cada subscrição no mercado é de R$ 50,00.

O acionista receberá em custódia 10 direitos de subscrição do papel ABCD4, ou seja, 10 ABCD2.


Segue decisões que o acionista do papel poderá tomar:

- Este acionista pode exercer o seu direito, ou seja, efetuar o pagamento de R$ 500,00 para
pagar a subscrição dos 10 direitos, que posteriormente se transformarão em 10 recibos de
subscrição (ABCD10) do papel ABCD4 ou já se transformação no próprio ativo (ABCD4) se a
homologação for deliberada. Caso seja recibos (ABCD10), estes serão negociados na Bolsa até
a homologação do Banco Central.

- O acionista poderá ainda negociar esses direitos no mercado. Neste caso, há cobrança de
corretagem e o valor do ativo dependerá da oferta e demanda no mercado.

Caso um cliente compre esses direitos no mercado, ele deverá exercer a subscrição, efetuando
o pagamento do direito (ABCD2, por exemplo) e posteriormente pagando o valor da subscrição,
que era de R$ 50,00 por direito.

Se o cliente não exercer estes direito, ele será automaticamente cedido ao banco custodiante e,
posteriormente, deixarão de existir no mercado.

Tipos de Ações

As ações são divididas em dois tipos:

• Ordinárias (ON) – Proporcionam participação nos resultados da empresa e conferem ao


acionista o direito de voto em assembléias gerais. Normalmente, o acionista só pode receber
dividendo depois que eles são pagos aos detentores das ações preferenciais.

Ações (ON) negociadas no mercado dão o poder de voto nas assembléias que decidem os
rumos e estratégias da companhia (inclusive a escolha da diretoria). O acionista que possui
quantidade de ações tal que lhe dá direito a participar e controlar as votações em assembléias é
chamado de acionista* controlador.

• Preferenciais (PN) – Normalmente, garantem ao acionista a prioridade no recebimento de


dividendos (geralmente em percentual mais elevado do que o atribuído às ações ordinárias) e no
reembolso de capital, no caso de dissolução da sociedade. Podem não conceder o direito de
voto.

Você também pode comprar ações através do POP. O POP (Proteção ao Investidor com
Participação) é um produto que permite a compra de ações com proteção de grande parte do
capital investido. Você pode obter os rendimentos elevados do mercado de ações, mas com
risco reduzido.

*Acionistas
Você pode ver que uma empresa tem um grupo de proprietários, os acionistas. Possuir ações de
uma empresa não significa que o acionista participará da administração da empresa ou tomará
decisões que afetem seu rumo. Isso porque, a direção da companhia é entregue aos executivos
com experiência para gerir o negócio. Estes executivos trabalham para proteger e aumentar a
riqueza dos acionistas e, por isso possuem alguma liberdade para decidir os caminhos da
empresa. Como acionista, também em tese, possui algum poder de decisão na empresa. Afinal,
um acionista também é o dono, ao não está satisfeito com os rumos que os diretores estão
dando ao negócio, nada mais natural do que querer intervir para colocar as coisas em seu rumo
normal.

Os acionistas elegem um quadro de diretores para tomar as decisões principais da companhia.


As pessoas se tornam proprietárias quando compram cotas acionárias. A diretoria decide qual
será a quantidade total das cotas. Por exemplo, uma empresa poderia ter um milhão de cotas
acionárias. A companhia pode ser uma empresa de capital fechado ou de capital aberto.
Numa companhia fechada, as cotas acionárias são possuídas por um pequeno número de
pessoas, que provavelmente conhecem umas às outras. Elas compram e vendem suas ações
entre si. Uma empresa de capital aberto é possuída por milhares de pessoas, que negociam
suas ações numa bolsa pública de valores.

Apesar de ser um dos donos da empresa, a figura jurídica da empresa não se mistura com sua
pessoa física. Em outras palavras, você não herda dívidas ou outros passivos da empresa. Ou
seja, a perda máxima se limita ao valor pago por estas ações. Em caso de falência ou
concordata, os investidores são os últimos da fila a requerer sua fração do patrimônio restante.
Ou seja, que em caso de fechamento da empresa com dívidas, o acionista somente recuperará a
parcela da empresa após pagas todas os direitos trabalhistas, dívidas, entre outros.

Formas de Ações

Ações Nominativas - são aquelas cujos certificados identificam seu titular, também inscrito
no Livro de Registro de Ações Nominativas. A transferência entre titulares exige o expresso
consentimento do acionista vendedor e a inscrição do acionista comprador no Livro de
Transferência de Ações Nominativas.

Ações Escriturais - não são representadas por certificados, sendo títulos mantidos em
conta de depósito, em nome de seus titulares, na instituição financeira que o estatuto da
empresa designar. A propriedade da ação escritural é presumida pelo registro na conta de
depósito de ações. Esta modalidade de ação objetiva é difundir a propriedade de ações
nominativas, facilitarem a circulação - proporcionada pela transferência mediante ordem à
instituição financeira e registro dessa transação - e eliminar os custos com a emissão de
certificados.

Vantagens
O investimento em ações é uma excelente alternativa no longo prazo e oferece diversas
vantagens. Tais como:

• Alto potencial de rentabilidade;


• Você se torna sócio da empresa;
• Rentabilidade histórica superior às aplicações de renda fixa;
• Ótimo investimento em longo prazo;
• Praticidade para comprar e vender ações;
• Grandes oportunidades de ganhos no curto e médio prazo;
• Possibilidade de diversificação de seus investimentos.

Determinando o valor de uma ação

Digamos que você decide abrir um restaurante. Você compra o prédio, o equipamento de
cozinha, mesas e cadeiras, suprimentos, contrata os cozinheiros, garçons etc. Depois divulga o
restaurante e abre as portas.

Digamos que:

 você gasta US$ 500 mil comprando o prédio e os equipamentos;


 no primeiro ano, você gasta US$ 250 mil em guarnições, comida e folha de pagamento;

 no final desse primeiro ano, você soma todo o dinheiro que recebeu dos clientes e
descobre que totalizou uma receita de US$ 300 mil.

Uma vez que recebeu US$ 300 mil e pagou US$ 250 mil em despesas, seu lucro líquido é:

US$ 300 mil (receita) - US$ 250 mil (despesa) = US$ 50 mil (lucro)

Ao final do segundo ano, você recebe US$ 325 mil e suas despesas são as mesmas, com um
lucro líquido de US$ 75 mil. Nesse ponto, você decide que quer vender o negócio. Quanto ele
vale?

Uma das maneiras de se avaliar é dizer que o negócio "vale" US$ 500 mil. Se você fechar o
restaurante, pode vender o prédio, o equipamento e tudo o mais e receber US$ 500 mil. Essa é
uma simplificação, é claro: o prédio provavelmente subiu de valor e o equipamento depreciou,
pois agora está usado. Vamos dizer apenas que o valor gira em torno dos US$ 500 mil. Este é o
valor patrimonial, ou valor de mercado, do negócio. Isso é o valor de todo o ativo do
empreendimento se você liquidá-lo hoje.

O que acontece se você continuar o negócio?

Se você mantiver o seu restaurante funcionando, provavelmente acumulará pelo menos US$ 75
mil neste ano (baseado no histórico do seu negócio). Portanto, você pode considerar o
restaurante como um investimento que pagará algo em torno de US$ 75 mil de lucro ao ano.
Olhando dessa maneira, alguém poderia querer pagar US$ 750 mil pelo restaurante, já que um
retorno anual de US$ 75 mil em um investimento de US$ 750 mil representa uma taxa de retorno
de 10%. Alguém poderia querer pagar US$ 1.500.000, o que representa uma taxa de retorno de
5%. Ou até mais, se ele imaginou que a receita do restaurante poderia crescer ao longo do
tempo a uma taxa maior do que a inflação.

Portanto, o proprietário do restaurante irá ajustar o preço de forma compatível. Você pode avaliar
o negócio em US$ 1.500.000. No entanto, se dez pessoas vierem até você e disserem: "Puxa,
eu gostaria de comprar seu restaurante, mas não tenho os US$ 1.500.000", você poderia de
alguma forma querer dividir seu negócio em 10 partes iguais e vender cada uma por US$ 150
mil. Em outras palavras, você poderia vender cotas do seu restaurante. Então, cada pessoa que
comprou uma cota receberia um décimo dos lucros ao final do ano e teria um dos dez votos em
qualquer das decisões financeiras da empresa.

Ou então você poderia dividir a propriedade em 1.500 cotas e vender cada uma por US$ 1.000,
para ter um preço que mais pessoas pudessem pagar.

Outra alternativa seria dividir a propriedade em 3 mil cotas, manter 1.500 com você e vender o
restante por US$ 500 cada. Dessa forma, você retêm a maioridade das cotas (e,
conseqüentemente, os votos) e permanece no controle do restaurante, enquanto compartilha o
lucro com outras pessoas. Enquanto isso, você consegue depositar US$ 750 mil no banco
graças às vendas das 1.500 cotas a outras pessoas.

Uma medida do valor de uma empresa, pelo menos no que diz respeito aos investidores, é o
produto do número de cotas excedentes multiplicados pelo preço da ação. Este valor é chamado
capitalização de uma empresa.

Preço das ações


Digamos que uma nova organização seja criada e em sua IPO ela levante US$ 20 milhões,
vendendo um milhão de cotas por US$ 20 a cota. A companhia compra o equipamento e contrata
seus empregados com aquele dinheiro. No primeiro ano, quando toda a receita e despesas são
somadas, a companhia lucra US$ 1 milhão. A diretoria pode decidir fazer várias coisas com esse
US$ 1 milhão:

 pode colocá-lo no banco e poupar para os tempos difíceis;


 pode decidir dar todo o lucro aos acionistas. Assim, declararia um dividendo de US$ 1
por cota;
 usar o dinheiro para comprar mais equipamentos e contratar mais empregados,
expandindo a companhia;
 pode escolher uma combinação dessas três opções.

Se uma empresa tradicionalmente paga a maioria dos seus lucros aos seus acionistas, isso é
geralmente conhecido como ação de rendimento. Os acionistas recebem sua renda dos lucros
de uma empresa. Se uma empresa investe a maior parte do seu dinheiro de volta no negócio,
isso é chamado de ação de valorização. A companhia está tentando crescer pelo aumento da
quantidade de equipamentos e o número de pessoas que a conduzem.

O preço de uma ação de rendimento tende a permanecer razoavelmente estável. Isto é, a


cada ano o preço da ação tende a permanecer aproximadamente o mesmo, a não ser que os
lucros (e, portanto, os dividendos) subam. As pessoas estão recebendo seu dinheiro a cada ano
e o negócio não está crescendo. Este seria o caso para a ação de um restaurante individual que
distribui todos os seus lucros aos acionistas anualmente.

Digamos que o restaurante individual decida poupar seus lucros por vários anos e, no futuro,
abrir um segundo restaurante. Este é o comportamento de uma empresa em expansão. O
valor da ação sobe porque, quando o segundo restaurante abre, há duas vezes mais
equipamento e duas vezes mais lucro sendo adquirido pela companhia. Em ações de
valorização, os acionistas não recebem um dividendo anual, mas possuem uma empresa cujo
valor está aumentando. Portanto, os acionistas ganham mais dinheiro quando vendem suas
cotas, pois quem comprar a ação pode ver o crescente valor de mercado da companhia (o valor
dos edifícios, do equipamento, etc.) e o crescente lucro que a companhia está obtendo. Baseado
nestes fatores, pagam um preço mais alto pela ação.

Numa empresa de capital aberto, toda a informação financeira sobre a empresa é pública. Nos
Estados Unidos, a SEC - Securities and Exchange Commission (em inglês) está encarregada de
coletar esta informação e disponibilizá-la aos investidores. Os acionistas também usam uma
quantidade de outros indicadores para determinar o quanto vale uma ação. Um indicador simples
é o índice de preço-lucro. Este é o preço da ação dividido pelos ganhos por cota.

Compra e Venda de ações


Uma vez listadas na bolsa de valores, as ações podem ser negociadas livremente, sem
diferença entre as ações lançadas em ofertas primárias ou secundárias. A empresa pode decidir
aumentar o capital e fazer uma oferta primária ou pode vender ações de outros sócios por meio
de uma oferta secundária.

Os Investidores fazem à negociação através de corretoras de valores, enviando ordens de


compra e venda das ações de seu interesse podendo ser feito de várias formas :

 Individualmente: Os investidores com a corretora selecionada, juntos analisam ações


que deseja adquirir, o investidor escolhe as e transmite a ordem de compra diretamente
para a corretora. Trata-se da reunião de um grupo de, no mínimo, três pessoas
interessadas em investir em ações, mas com capital reduzido. O clube pode ser feito com seus
familiares, colegas de trabalho, amigos etc. A corretora continua sendo sua intermediária, mas o
clube de investidor deve ter um ou mais administrador. Essa pessoa vai assumir as decisões de
como, quando e onde aplicar os recursos coletivos.

 Clubes de Investimento: Um grupo de pessoas físicas se reúne junto ao uma


Corretora. O representante do clube fica em contato com a corretora para transmitir as
decisões acordadas entre os integrantes

 Fundos de Investimento: O investidor compra cotas de um fundo de ações,


administrado por uma Corretora de Valores, um Banco ou um Gestor de Recursos
independente, autorizado pela CVM.
 Pop: É um produto novo lançado pela Bolsa que é interessante para quem começa a
investir no mercado de ações. É uma aplicação para o mercado de opções na qual é
possível definir uma parcela do investimento a ser protegida. Assim, depois do prazo
determinado pelo investidor (seis meses por exemplo), ele poderá resgatar o valor
protegido e o lucro sobre essa ação, se houver. No caso de queda no valor das ações, o
investidor receberá apenas a porcentagem que foi protegida. A proteção varia entre 70%
a 80%.
 Movimentação online : Se você quiser se aventurar a aplicar por sua conta e risco,
controlando todos os passos do seu dinheiro, e assumindo as responsabilidades sobre
isso, a Bovespa dá a oportunidade de você comprar e vender ações online, assim como
outras bolsas internacionais já fazem. Para isso é necessário, mais uma vez, procurar
uma corretora que vai cadastrá-lo no sistema homebroker, o sistema brasileiro de venda
e compra de ações.

Investidores que desejam uma negociação de curto prazo devem monitorar suas posições
diariamente para decidir o momento certo de comprar ou vender determinadas ações. Aos
investidores que adquirem o objetivo de curtíssimo prazo se aproveitam de pequenas
valorizações de uma ação e operam comprando e vendendo esta ação no mesmo dia, em uma
operação conhecida como day trade (tirando aproveito de pequenas variações de preço das
ações). Já para os investidores de finalidade em longo prazo uma revisão quinzenal ou
mensal de sua carteira de ações é satisfatória, por ter um retorno em longo prazo, por exemplo,
5 a 10 anos essa estratégia é chamada buy and hold (comprar e segurar, em português).

Antigamente os clientes da corretora enviavam ordens através de difusão escrita, faxes,


telefonemas etc., que eram dirigidas diretamente à mesa de operações da corretora, na bolsa de
valores.

Atualmente, com o avanço na comunicação usa-se a Internet, praticamente todas as corretoras


nacionais disponibilizam para seus clientes o Home-Broker que é uma ferramenta de
negociação online moderna, que permite que você negocie seus ativos pela internet diretamente
na Bovespa com simplicidade, praticidade e agilidade. O Home Broker oferece ainda vantagens
como consulta a informações financeiras e de custódia, envio de ordens programadas, gráficos,
relatórios e notícias do mercado.

Além do Home – Broker, existem também outras ferramentas de investimentos como por
exemplo:

 Trade Pro : Uma ferramenta completa desenvolvida para os investidores mais


exigentes. Traz maior velocidade no envio de ordens, gráficos com consultas a
até 4.000 ativos, estudos técnicos, ferramentas de topologia e muito mais.
 Mesa de Operações: Operar através de mesa de operações, contando com o
apoio dos consultores por telefone.

Curto Prazo Médio Prazo Longo Prazo


Até 3 meses De 3 meses a 1 ano Acima de 1 ano

Definir o Risco e o Tempo do investimento, é definir o perfil dos seus investimentos.

Conservador Moderado Agressivo


Tem aversão ao risco e, Aceita um pequeno grau de risco
Tem menos aversão ao risco
portanto, concentra quase e concentra a maior parte de sua
e concentra a maior parte de
todos os seus investimentos carteira de investimentos em
sua carteira em renda
em aplicações em renda renda fixa, aplicando uma parcela
variável.
fixa. menor em renda variável.

Ações são ativos de renda variável, ou seja, não oferecem ao investidor uma rentabilidade
garantida, previamente conhecida. Por não oferecer uma garantia de retorno a aquisição, este é
um investimento considerado de risco.

O retorno do investimento dependerá de uma série de fatores, tais como desempenho da


empresa, comportamento da economia brasileira e internacional etc.

Por esse motivo, é aconselhável que o investidor não dependa do recurso aplicado em ações
para gastos imediatos e que tenha um horizonte de investimento de médio e longo prazos,
quando eventuais desvalorizações das ações poderão ser revertidas.

Preços e corretagens de uma Corretora

1 - Corretagem
O custo de corretagem é formado por um valor fixo somado a um valor variável de acordo com o
volume total de operações realizadas no mesmo dia.

Tabela de Corretagem:

Volume operado de R$ 0,00 até R$ 135,05 = 0,00% + R$ 2,70


Volume operado de R$ 135,06 até R$ 498,61 = 2,00% + R$ 0,00
Volume operado de R$ 498,62 até R$ 1.514,68 = 1,50% + R$ 2,49
Volume operado de R$ 1.514,69 até R$ 3.029,37 = 1,00% + R$ 10,06
Volume operado de a partir de R$ 3.029,38 = 0,50% + R$ 25,21

2 - Emolumentos
Os emolumentos são cobrados pela Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) e pela CBLC
(Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia) por meio de taxa fixa para cada tipo de
operação ou produto.
Operações normais têm incidência de 0,035% sobre o volume operado no dia (compras +
vendas).
Operações de Day Trade têm incidência de 0,025% sobre o volume operado no dia
(compras + vendas).

3 - Taxa de Registro de Opções


A taxa é cobrada pela Bovespa sobre o volume financeiro total operado no mercado de opções.
Operações normais a taxa é de 0,10% sobre o volume operado no dia (compras + vendas).
Operações de Day Trade a taxa e' de 0,02% sobre o volume operado no dia (compras +
vendas).
Tanto as operações de opções quanto suas respectivas taxas são liquidadas em D+1.

Ordens pelo Home Broker:

A taxa de corretagem para operações realizadas pelo Home Broker será de R$ 20,00 por ordem
executada, independentemente do montante envolvido.

Nos casos de indisponibilidade do Home Broker por problemas técnicos, nossas Mesas de
Operações estão preparadas para receber as suas ordens. Nesses casos, será cobrada a
mesma taxa de corretagem do Home Broker, ou seja, R$ 20,00 por operação executada.

*(estas informações são do site Ágora....logo, depende de cada agência de corretagem esse
valor ou operação cobrada. Existem corretoras que cobram uma tava para cada operação feita,
tem corretora que cobra uma única vez, um percentual sobre o valor investido, tem corretora
que cobra mensal, e tem corretora que cobra por acesso)

Ordens pela Mesa de Operações:

A corretagem nas ordens realizadas pela Mesa de Operações, será de 0,5% sobre o valor
financeiro envolvido mais uma taxa fixa de R$ 25,21 (a taxa fixa será cobrada somente na
primeira operação do dia, por tipo de mercado: ações, opções, etc.), respeitando o valor mínimo
de R$ 40,00 sobre o total do dia.
Dia 1/9. COMPRA 1000 PETR4 a R$34.
Dia 2/9. VENDA 1000 PETR4 a R$35.

Total das vendas: R$35.000. Lucro=R$1.000 I.R. a pagar=R$150.

No mês 10, você deverá tirar um DARF e pagar R$150.

Se você teve um prejuízo de R$1000 no mês 8, e um lucro de R$1000 no mês 9, no mês 10 não
tem que pagar nada.

Em abril de 2009, você coloca os lucros com operações em Bolsa e os R$ pagos na declaração
anual de IRPF

DARF é a sigla de Documento de Arrecadação de Receitas Federais, um documento do


Ministério da Fazenda e da Secretaria da Receita Federal brasileiros. É o boleto utilizado para
pagamento de tributos à Receita Federal.

No mercado de ações, comprar e vender ações se torna uma tarefa muito mais simples e barata,
por diversos motivos:

 Amplamente divulgado pelo Centro de Controle Tecnológico (BOVESPA),


isto é, a facilidade do comprador encontrar um vendedor de ações que quer
negociar e vice-versa. Isso trás liquidez às ações, que é a medida de quão
fácil é comprar ou vender determinado ativo.

 No mercado de ações se encontram investidores de todos os tipos e tamanhos.


Ou seja, grandes investidores operam no mesmo ambiente que os pequenos, o
que permite que as ações sejam negociadas em quantidades que atendam a
ambas as necessidades.

Tipos de Mercado

Ao resolver vender ações o empresário pode realizar essa operação por meio de uma
distribuição primária, secundária ou de uma combinação entre as duas.

Mercado primário: Mercado primário refere-se ao mercado no qual ocorre a compra e a venda
de ações pela primeira vez, ou seja, uma nova ação, essas ações são criadas pelas empresas e
simultaneamente adquiridas por investidores. No caso, o vendedor é a própria companhia e,
assim, os recursos obtidos na distribuição são canalizados para ela.

Quando uma empresa faz uma emissão de ações ou uma venda no mercado primário, ela está
captando recursos no mercado para entre outras coisas, financiar seus projetos e fazer
investimentos. Os recursos obtidos entram para o caixa da empresa.

A empresa pode abrir seu capital (colocando ações no mercado) ou fazer a emissão de um novo
lote de ações (colocando mais uma parte da empresa a venda em forma de ações).

Mercado secundário: Chamamos de mercado secundário o mercado em que os investidores


ou acionistas transacionam ações de sua titularidade. Ou seja, é o mercado em que é
possível comprar e vender ações já emitidas e em circulação.

O mercado secundário pode ser um local ou espaço físico destinado a viabilizar a compra e a
venda de ações, como no caso das bolsas de valores. Porém, o conceito é mais amplo, e
abrange toda e qualquer operação envolvendo ações já existentes, já emitidas e detidas por um
determinado acionista.

Dessa forma, além das bolsas, o termo "mercado secundário" engloba também qualquer compra
e venda realizada fora do recinto das bolsas, em mercado de balcão (os bancos ou corretoras de
valores, por exemplo) ou em negociação direta entre acionistas celebrada por meio de um
contrato de compra e venda.

Para entender as diferenças entre mercados primário e secundário podemos traçar um paralelo
com a compra de um imóvel que acabou de ser construído. Quando um comprador adquire o
imóvel diretamente da construtora, ele está fazendo uma aquisição no mercado primário; isto é,
ele se torna o primeiro proprietário do referido imóvel. Quando, algum tempo depois, esse
proprietário vende o imóvel para outro comprador, a operação está ocorrendo no mercado
secundário.No primeiro caso a construtora recebe o produto da venda, enquanto no segundo os
recursos ficam com o proprietário que vendeu o imóvel.

As operações na Bolsa podem ser efetuadas nos seguintes mercados:

 A VISTA, é a compra ou venda de uma determinada quantidade de ações, a um preço


estabelecido em pregão. Portanto, quando da realização de um negócio, ao comprador
cabe despender o valor financeiro envolvido na operação e ao vendedor a entrega dos
títulos-objeto da transação, nos prazos estabelecidos pela corretora, ou seja, a corretora
adquirente recebe os títulos transacionados e os repassa ao investidor, formalizando-se
a liquidação física da operação.

 A TERMO, são formalizadas por meio de um contrato firmado entre comprador e vendedor, o
qual estipula a liquidação do negócio em determinada data futura a um preço prefixado. Esses
acordos são particulares e são estabelecidos entre dois agentes financeiros. Uma das
partes assume sua posição de compra no contrato a termo em data específica e por um
preço certo e ajustado. A contraparte assume sua posição de venda em iguais
condições. O preço no mercado a termo é estabelecido, somando o preço à vista à
expectativa de juros, fixada livremente no mercado, pelo prazo do contrato, podendo a
corretora exigir uma garantia adicional de seus clientes, além do depósito de garantia na
bolsa.

Benefícios do mercado a termo

Permite ao investidor:

1) Proteger preços de compra:

Um investidor que aguarda uma elevação nos preços de uma ação ou de um conjunto
delas pode comprar o a termo, fixando o preço e beneficiando-se da alta da ação.
Poderá realizar a operação bem como, embora não conte, no momento, com dinheiro
satisfatório para a compra do lote desejado, aguarda a entrada de novos recursos dentro
do prazo para o qual realizou a operação.

2) Diversificar riscos
Um aplicador quer comprar algumas ações cujos custos avaliam-se estarem deprimidos,
porém não quer concentrar todos os seus recursos em apenas um ou dois papéis, para
não assumir riscos muito elevados. Adquirem os a termo quatro papéis mais atrativos,
desembolsando apenas a margem de garantia. Essa diversificação envolve riscos
menores do que uma aplicação em ações de uma única empresa, já que a eventual
perda com uma ação pode ser compensada por ganhos com as outras três.

3) Obter recursos

Operação Caixa - Para possuidor querem se desfazer de nenhuma ação. A opção de


vender a vista para imediata compra a termo do mesmo papel permite ao aplicador fazer
caixa e, ao mesmo tempo, manter sua participação na empresa.

4) Alavancar seus gastos

Alavancagem - A compra a termo confere ao investidor – que, num dado instante,


possua um determinado volume de recursos – a possibilidade de adquirir uma
quantidade de ações superior à que sua disponibilidade financeira permitiria comprar a
vista naquele momento, proporcionando-lhe uma taxa de retorno maior, no caso de
elevação dos preços a vista.

Pode-se obter renda adicional (aumentando a receita) - Pois o investidor compra ações
avista, e vende por o a termo, com intuito ganhar a diferença existente entre os preços a
vista e a termo (os juros da operação).

 DE OPERAÇÕES, envolvem negociações de direitos de compra e venda de ações, a um prazo


e preço preestabelecidos. O comprador de uma opção, para exercer seu direito numa data
futura, paga ao vededor um prêmio. O comprador pode ainda negociar esse prêmio no mercado,
se não desejar exercer seu direito de compra até a data de vencimento da opção.

 FUTURO, Uma operação no Mercado Futuro de Ações compreende a compra ou a


venda de ações listadas em Bolsa, a um preço acordado entre as partes, para liquidação
em uma data futura específica, previamente autorizada. Normalmente, o esperado é que
o preço do contrato futuro de uma determinada ação seja equivalente ao preço a vista,
acrescido de uma fração correspondente à expectativa de taxas de juros entre o
momento da negociação do contrato futuro de ações e a respectiva data de liquidação
do contrato.

O QUE É BOVESPA?

A Bovespa é uma entidade sem fins lucrativos responsável pela intermediação e negociação de
ações de empresas brasileiras. Subordinada ao Banco Central e à Comissão de Valores
Mobiliários, a Bovespa tem como sócios as corretoras de valores, que são suas cotistas.

São cerca de 100 corretoras de valores que intermediam as operações do mercado. As


corretoras podem ser regionais, nacionais ou internacionais

Cronologia

Década de 1960

A Bovespa passa a assumir a característica institucional, deixando de ser subordinada ao


Secretário da Fazenda do Estado, com autonomia administrativa, financeira e patrimonial.

Década de 1970

A Bovespa foi a primeira bolsa brasileira a implantar o pregão automatizado com a disseminação
de informações on-line e em real time, através de uma ampla rede de terminais de computador;

No final da década de 1970, a Bovespa foi também pioneira na introdução de operações com
opções sobre ações no Brasil.

Década de 1980

Foi implantado o Sistema Privado de Operações por Telefone (SPOT) e uma rede de serviços
on-line para as corretoras. Desenvolvido um sistema de custódia fungível de títulos.

Década de 1990

Foram iniciadas as negociações através do Sistema de Negociação Eletrônica- CATS (Computer


Assisted Trading System) que operava simultaneamente com o sistema tradicional de Pregão
Viva Voz;

Em 1997, foi implantado com sucesso o novo sistema de negociação eletrônica da Bovespa, o
Mega Bolsa. O Mega Bolsa ampliou o volume potencial de processamento de informações;

No fim da década são lançados pela Bovespa os serviços Home Broker e After-Market.

Década de 2000
Ocorre a integração de todas as bolsas de valores brasileiras e a Bovespa passa a concentrar
toda a negociação de ações do país;

Em setembro de 2005, ocorre o fim do pregão viva-voz da Bovespa, e ela se torna uma bolsa
totalmente eletrônica;

Em 2006 a Bovespa começa a operar somente em pregão eletrônico doméstico;

No dia 26 de Outubro de 2007 ocorreu o IPO ou seja uma abertura de capital da empresa
coligada Bovespa Holding denominada no IBOVESPA de: BOVH3, que é um consórcio das
corretoras que operam na Bolsa de Valores de São Paulo;

No dia 26 de Março de 2008 a Bovespa anuncia oficialmente o início do processo de fusão com
a BM&F. A Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros , nome da nova instituição que surgiu com a
fusão, será a terceira maior do mundo, e a segunda das Américas, em valor de mercado

Principais funções da Bovespa

• Fazer o meio-de-campo entre as pessoas interessadas em aplicar suas economias


em ações e as empresas que precisam de recursos para crescer.
• Proporcionar as condições necessárias de rapidez, transparência e segurança
para que as corretoras de valores possam intermediar as negociações para seus
clientes.
• Criar uma auto-regulação, oferecendo sistemas operacionais tecnologicamente
eficazes e economicamente transparentes ao mercado.
• Auxiliar na formação de preços, garantindo que os negócios sejam realizados
seguindo as regras e normas estabelecidas pela CVM
• Educar pequenos e grandes investidores aos conceitos sobre o mercado acionário
para que os investidores conheçam a importância de formar um patrimônio investindo
em ações e mostrar os seus reflexos para o desenvolvimento econômico do país

Índices Bovespa

• Ibovespa: É o mais importante indicador do desempenho médio das cotações do


mercado de ações brasileiro, porque retrata o comportamento dos principais papéis
negociados na BOVESPA. É o valor atual, em moeda corrente, de uma carteira teórica
de ações, constituída em 02/01/1968, a partir de uma aplicação hipotética. A carteira
teórica é integrada pelas ações que, em conjunto, representaram 80% do volume
transacionado à vista nos doze meses anteriores à formação da carteira. Para que sua
representatividade se mantenha ao longo do tempo, são feitas reavaliações
quadrimestrais, alterando-se a composição e peso da carteira.
• IBRX: Índice Brasil: é um índice de preços que mede o retorno de uma carteira teórica
composta por 100 ações selecionadas entre as mais negociadas na BOVESPA, em
termos de número de negócios e volume financeiro, ponderadas no índice pelo seu
respectivo número de ações disponíveis à negociação no mercado. A carteira teórica do
índice tem vigência de quatro meses, vigorando para os períodos de janeiro a abril, maio
a agosto e setembro a dezembro. Ao final de cada quadrimestre, a carteira é reavaliada
utilizando-se os procedimentos e critérios integrantes desta metodologia.

Interpretando o índice da IBOVESPA

O Ibovespa, principal índice do mercado de ações, expressa, na forma de "pontos", a evolução


dos preços das 66 ações mais negociadas da Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo). Ele
corresponde a mais de 90% do volume financeiro diário. A Bovespa atualiza os pontos do
Ibovespa em tempo real a partir de uma equação, alimentada pelos negócios feitos momento a
momento no pregão (período em que ocorre a compra e a venda de ações das empresas). A
composição dessa "carteira de ações" é atualizada a cada quatro meses, sendo que algumas
ações têm mais "influência" no cálculo do Ibovespa do que outros. As ações da Petrobras, por
exemplo, respondem por mais de 15% do índice (considerando ordinárias e preferenciais),
enquanto a Acesita representa somente 0,21% do Ibovespa. A Bolsa "cai" ou "sobe" quando a
pontuação do Ibovespa fica abaixo ou acima da última pontuação registrada no horário de
encerramento do pregão anterior. A Bolsa fecha "em baixa" de 10,18% quando tem uma
pontuação final de 35.069 pontos em um dia, por exemplo, após ter registrado no pregão anterior
39.042 pontos. Assim, se o índice Bovespa cair 10% durante um pregão, existe o circuit break.
É um sistema que pára as negociações automaticamente durante meia hora. Se depois da
parada, o índice continuar a cair e chegar a 15%, haverá um novo break, agora de uma hora.

O que esses índices informam é a situação geral do preço de uma ação. Se a economia está
"indo bem", então os preços das ações como um conjunto tendem a subir, o que é denominado
um "mercado em alta" (bull market). Se "vai mal", os preços tendem a cair conjuntamente, o
que é chamado um "mercado em baixa" (bear market). Os índices revelam estas tendências no
mercado como um todo.

Serviços

Com o uso da informática, a Bovespa implantou em 1999 os serviços de Home Broker e do After-
Market.

 Home Broker: O serviço permitiu que o investidor, por meio do site das Corretoras na
Internet, transmita a ordem de compra ou de venda de um investidor diretamente ao
Sistema de Negociação da Bovespa. Neste sentido, o sistema da Bovespa é único no
mundo. Nos EUA, as ordens são executadas, em sua maioria, fora do âmbito das bolsas
de valores.

 After-Market: Foi uma outra inovação da Bovespa, pioneira em termos mundiais, em que
oferece a sessão noturna de negociação eletrônica. Além de atender aos profissionais
do mercado, este mecanismo também é interessante para os pequenos e médios
investidores, pois permite que enviem ordens por meio da Internet também no período
noturno.
 Novo Mercado: Em dezembro de 2001, a Bovespa lançou um sistema em que são
listadas ações de empresas que se comprometem, voluntariamente, a adotar práticas de
governança corporativa mais rígidas do que as cobradas pela legislação brasileira.

O que é uma Empresa S.A.?

É uma sociedade comercial em que o capital social não se encontra atribuído a um nome em
específico, mas está dividido em ações que podem ser transacionadas livremente, e a
responsabilidade dos sócios acionistas é limitada ao preço das ações adquiridas.

Existem duas espécies de sociedades anônimas: a companhia aberta (também chamada de


empresa de capital aberto) e a companhia fechada.

A legislação define como companhia aberta aquela que pode ter os seus valores mobiliários, tais
como ações, debêntures e notas promissórias, negociados de forma pública. Por exemplo, na
bolsa de valores. Em outras palavras, somente empresas que abriram o capital podem ter os
seus valores mobiliários negociados publicamente.

A companhia fechada só aumenta o capital com o capital dos próprios sócios.

A denominação da sociedade anônima deve apresentar as expressões Companhia (no começo


da denominação) ou S.A.

Vantagens ao se tornar uma Companhia Aberta

 Maior acesso a capital: a empresa passa a ter maior acesso a recursos para financiar
projetos de investimento, podendo assim fazer planos de expansão, diversificar os
negócios e mudar a escala de produção para sobreviver a forte concorrência e aumentar
seu potencial de crescimento.

 Maior flexibilidade estratégica – Liquidez patrimonial: é a possibilidade de


empreendedores e/ou seus sócios transformarem, a qualquer tempo, parte das ações
que possuam na empresa em dinheiro. Isso acontece através da oportunidade de
negociação de sua participação na empresa, que tende a se valorizar ao longo do tempo
pela diversificação de compradores, sobretudo investidores institucionais, nacionais ou
estrangeiros.

 Melhor imagem institucional – Maior exposição ao mercado: a empresa passa a ter


muito mais projeção e reconhecimento de todos os públicos com os quais se relaciona.
Isso acontece porque ela passa a ganhar visibilidade e ser regularmente mencionada na
mídia e acompanhada pela comunidade financeira, gerando maior presença e prestígio
no mercado. Essa vantagem facilita os negócios, quando ocorre o endividamento
bancário o custo financeiro de uma empresa aberta é geralmente menor do que o de
uma empresa fechada.

 Menor risco financeiro para a empresa: devido a maior capitalização de recursos. Os


recursos são de longo prazo, sem prazo resgate.

 Gestão Profissional: A abertura de capital aumenta a necessidade da profissionalização


da companhia.

Desvantagens

 Custos: elevação dos custos administrativos com a criação de departamento de


relações com o mercado, distribuição obrigatória de dividendos (remuneração do capital
de novos acionistas), entre outros, além de gastos com publicação e publicidade com a
divulgação da operação no mercado. Vale ressaltar que os custos associados ao
processo de abertura de capital tendem a se diluir em função das vantagens agregadas.

 Levantamento e publicação periódica de informação ao mercado: faz com que as


empresas concorrentes, que continuam fechadas, tenham acesso as informações
relativas à situação econômica e financeira da empresa que abriu o capital.

Como abrir o capital?

Para abrir o capital primeiramente a empresa deve entrar com um pedido de registro de
companhia na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que é o órgão regulador e fiscalizador do
mercado de capitais brasileiro e cumprir uma série de etapas. A legislação básica referente a
essas etapas consta das Leis n os 6.404/76 (Lei das S.A.) e 6.385/76 (criação da CVM), assim
como das Instruções CVM n os 13/80 e 202/93. Junto ao registro pode - se solicitar autorização
para realizar uma venda de ações ao público denominado Oferta Pública Inicial, ou IPO (Initial
Public Offering) recebe esse nome por ser a primeira colocação pública de títulos da companhia.

 Análise preliminar: é necessário pesar os benefícios e os custos de abrir o capital,


além de avaliar se o perfil da companhia é adequado. Isso pode ser conduzido pelos
profissionais da empresa ou por uma consultoria externa.
 Contratação de Auditoria Externa Independente: Uma auditoria externa contribui
para que a transparência e veracidade dos dados apresentados melhor contribuam para
a conceituação da empresa perante o mercado;

 Contratação de Intermediário Financeiro: A lei exige que a abertura de capital


sempre seja feita por um intermediário financeiro – seja uma corretora de valores, banco
múltiplo, banco de investimento ou distribuidora – que assume o papel de coordenador
da operação;

 Estudos técnicos para a definição de preço e volume da operaçã o: Análise, na


empresa, de sua saúde financeira presente e perspectivas futuras – capacidade futura
de continuar honrando seus compromissos. E, de acordo com os resultados obtidos,
escolhe-se a espécie e forma das ações a serem lançadas no mercado

 Adaptação dos Estatutos: Em Assembléia Geral Extraordinária são deliberadas


matérias como a nova denominação social, composição do capital social e a adaptação
do Estatuto Social à nova condição social, visto que a abertura do capital exige a
transformação da empresa em sociedade por ações;

 Contrato de Coordenação e Distribuição: Definidas as condições de lançamento, a


companhia e seu agente financeiro discutem as características da distribuição,
principalmente se haverá garantia firme de subscrição, ou se a operação será feita no
regime de melhores esforços (best effort)

No regime do best efforts, coordenador e outros participantes não assumem a


responsabilidade de subscrever os valores mobiliários não colocados no mercado. Essa
prática, se efetuada como ocorre no contrato com garantia firme, traz custos no contrato
de coordenação e distribuição, visto acrescentar a comissão de garantia total ou parcial.

Seguem de forma sucinta, alguns itens sobre os quais dispõe esse contrato: autorização
da emissão e suas características; o regime de colocação – no caso se com garantia ou
best efforts; cronograma da operação; registro na CVM; obrigações das partes e
remuneração; adesão de terceiros à colocação, se houver; duração; rescisão;
penalidades; e foro;

AGE deliberativa da operação = Autorização da Assembléia Geral: Os acionistas podem


autorizar o lançamento de novos valores mobiliários via Assembléia Geral Extraordinária
(AGE) ou, sendo companhia de capital autorizado, na Reunião do Conselho de
Administração (RCA).

Nas reuniões acima mencionadas são autorizadas as principais características da


operação. No caso de distribuição secundária de ações, não haverá necessidade de
assembléias, visto que as ações já existem, todavia, o registro na CVM deverá ser
requerido para negociação em bolsa.

Anote-se, por fim, o direito de preferência dos atuais acionistas na subscrição do


aumento de capital, na proporção do número de ações que possuírem;

 Nomeação de um Diretor de Relações com Investidores;


 Criação de uma área de atendimento aos acionistas/debenturistas;

 Processos de obtenção dos registros na CVM (registro da emissão e registro de


companhia): ;

Processo de registro da empresa em Bolsa de Valores ou no Mercado de Balcão


Organizado: As ações distribuídas publicamente são negociadas em Bolsas de Valores
ou no mercado de balcão. Para negociação em Bolsa de Valores, se faz necessário o
registro da companhia em Bolsa. Deferido o pedido de admissão, a empresa pode iniciar
as negociações, o que implicará no pagamento de anuidade.

A negociação em bolsa representa o apogeu no processo de abertura de capital, visto


que a partir desse momento a empresa entra em uma nova fase, a ela se associando
liquidez, segurança, transparência e garantia de liquidação financeira. A empresa passa
a ser vista na imprensa especializada, tornando-se efetivamente uma empresa aberta;

 Anúncio de início de distribuição pública: O início da distribuição deve ser divulgado


por meio de Anúncio de Distribuição Pública, veiculado duas vezes em jornal de grande
circulação. Para distribuição secundária em Bolsa de Valores é feito o Edital de
Distribuição Secundária; e

 Anúncio de encerramento de distribuição pública: Até no máximo quinze dias após


conclusão da distribuição, deve o coordenador da operação publicar anúncio de
encerramento da distribuição pública. Por sua vez, até num máximo de seis meses
deverá ser efetivada a subscrição das ações, contados a partir do período de preferência
ou, na inexistência deste, a partir da data da AGE ou RCA que deliberou a emissão. O
aumento de capital será anulado se não houver a totalidade da colocação a público das
ações.

CONCEITOS

A Comissão de Valores Mobiliários é uma autarquia federal vinculada ao Ministério da


Fazenda, instituída pela Lei nº 6.385, de 07/12/196, cujas atribuições são a normatização,
regulamentação, desenvolvimento, o controle e a fiscalização do Mercado de Valores Mobiliários
do País.

Auditores independentes são empresas ou pessoas físicas especializadas no exame dos


registros contábeis e demonstrações financeiras de empresas quanto à coerência e consistência
destas informações, bem como no que diz respeito ao atendimento aos princípios de
contabilidade geralmente aceitos, às normas e procedimentos contábeis, devendo emitir parecer
a respeito. No caso de atuação junto a companhias abertas, devem estes ter registro específico
na CVM, conforme dispõem a Lei nº 6.385, de 07/12/76, e a Instrução CVM nº 216, de 02/06/94.
Todas as citações a auditores independentes no texto desta nota técnica referem-se apenas
àqueles com registro na CVM.
Capitalização é uma forma de economizar dinheiro de maneira programada, com prazos e
taxas de juros previamente determinados. Podem ser feitos depósitos mensais ou um depósito
único, que recebem rendimentos e dão direito a sorteios.

Mercado de balcão denomina as operações realizadas com sociedades que tenham por objeto
a aquisição de valores mobiliários em circulação no mercado, para revendê-los por conta própria.

O que é oferta pública?

As ofertas públicas, ou IPO (Initial Public Offering), são processos especiais de negociação que
costumam ter como objeto de negociação ações, lançadas na bolsa ou já negociadas. As ofertas
públicas também podem ter como objeto de negociação units, debêntures*, BDRs, CRIs e outros
tipos de ativos.

Em cada oferta, após o anúncio do processo de abertura de capital ou venda de ações já


existentes, é anunciado o cronograma, que determina o período de reserva, as datas do
bookbuilding, da liquidação e do início da negociação dos ativos. Todas as informações sobre a
oferta pública e a empresa estão detalhadas no prospecto.

Para participar do lançamento de novas ações, você precisa fazer sua reserva através de uma
corretora.

* Debênture é um título de crédito representativo de empréstimo que uma companhia faz junto a
terceiros e que assegura a seus detentores direito contra a emissora, nas condições constantes
da escritura de emissão.

Para emitir uma debênture uma empresa tem que ter uma escritura de emissão, onde estão
descritos todos os direitos conferidos pelos títulos, suas garantias e demais cláusulas e
condições da emissão e suas características.

A expressão inglesa derivada — debênture — é geralmente mais empregada no Brasil do que a


sua correspondente francesa obligation, também adotada na legislação brasileira (como
obrigações).

Debêntures são valores mobiliários emitidos pelas sociedades anônimas,


representativas de empréstimos contraídos pelas mesmas, cada título dando, ao
debenturista, idênticos direitos de crédito contra as sociedades, estabelecidos na
escritura de emissão.

A captação de recursos pela sociedade através de debêntures gera um lançamento contábil em


seu ativo (caixa) e outro em seu passivo (circulante e/ou exigível a longo prazo).

A finalidade desse tipo de financiamento é a de satisfazer, de maneira mais econômica, às


necessidades financeiras das sociedades por ações, evitando, com isso, os contra-tempos das
constantes e caras operações de curto prazo, junto ao mercado financeiro.
Dessa forma, as sociedades por ações têm, à sua disposição, as facilidades necessárias para
captação de recursos junto ao público, a prazos longos e juros mais baixos, com atualização
monetária e resgates a prazo fixo ou mediante sorteio, conforme suas necessidades para melhor
adequar o seu fluxo de caixa.

Assim, uma vez identificada a necessidade de captação de recursos financeiros de terceiros,


para concretização de investimentos e para o cumprimento de obrigações assumidas
anteriormente, a administração da empresa, levará ao Conselho de Administração ou à
Assembléia Geral, proposta para que seja contraído empréstimo público, normalmente a longo
prazo, mediante a emissão de debêntures.

O Conselho ou a Assembléia, obedecendo ao que dispuser os estatutos, estabelecerá as


características do empréstimo, fixando as condições de emissão, tais como: montante, número
de debêntures, prazo, data de emissão, juros, deságio, amortizações ou resgates programados,
conversibilidade ou não em ações, atualização monetária, e tudo o mais que se fizer necessário,
deliberando a respeito.

Uma vez aprovada a emissão de debêntures, cabe à administração da sociedade praticar todos
os atos necessários para a efetivação do empréstimo, mediante a colocação dos títulos junto ao
público, de forma a satisfazer as suas necessidades de recursos.

Os debenturistas tem proteção legal por meio da escritura de emissão e do agente fiduciário.

A escritura de emissão é um documento legal que especifica as condições sob as quais a


debênture foi emitida, os direitos dos possuidores e os deveres da emitente. Trata-se de
documento extenso contendo cláusulas padronizadas, restritivas e referentes à garantia. Da
escritura constam, entre outras, as seguintes condições: montante da emissão; quantidade de
títulos e o valor nominal unitário; forma; condições de conversibilidade; espécie; data de
emissão; data de vencimento; remuneração; juros; prêmio; cláusula de aquisição facultativa e/ou
resgate antecipado facultativo; condições de amortização.

O agente fiduciário é uma terceira parte envolvida na escritura de emissão, tendo como
responsabilidade assegurar que a emitente cumpra as cláusulas contratuais.

Vantagens
O investimento em ofertas públicas oferece diversas vantagens. Conheça as principais:

• Possibilidade de comprar ações da empresa no início das negociações;


• Alto potencial de rentabilidade;
• Praticidade para comprar e vender ações;
• Possibilidade de investir com baixos valores iniciais;
• Ótimo histórico de rendimento para os investidores no longo prazo;
• O processo de reserva para pessoa física é extremamente democrático, favorecendo o
pequeno investidor.

Como Investir
É muito simples participar do lançamento de ativos* (IPO). Você pode fazer o seu pedido de
reserva eletronicamente, pelo Portal, e consultar o histórico dos seus pedidos de reservas e
todas as informações sobre as ofertas.

*ATIVO: Nome da empresa e o tipo de ação — um # indica que ela faz parte do Índice
Bovespa (Ibovespa)

Regras Básicas

Liquidação

A data de liquidação financeira dos ativos adquiridos por meio de uma oferta pública é
determinado no cronograma de cada oferta pública. Caso o cliente não possua o valor financeiro
relativo aos ativos depositados na data da liquidação, haverá cobrança de encargos. Os ativos
entram na custódia do investidor na data determinada no cronograma da oferta.

Compra e venda

A aquisição de ativos em ofertas públicas é feita pelo Portal, durante o período determinado no
cronograma da oferta. A venda dos ativos deve ser feita pelo Home Broker ou Mesa de
Operações.

Pedido de reserva

Os pedidos de reserva nas ofertas públicas são feitos em um período determinado no prospecto
preliminar: começa no dia de início do pedido de reserva e termina no dia determinado no
cronograma da oferta. É importante ficar atento aos prazos diferenciados para cada modalidade
de investidor, quando houver.

BOOOKBUILDING

É o processo de definição do preço do ativo no seu lançamento na bolsa de valores, no qual os


principais agentes compradores definem o preço de cada ativo a ser negociado em bolsa, seja
no mercado primário ou secundário.

Rateio

É o processo realizado logo após o bookbuilding. Nesta etapa, cada investidor é informado sobre
a quantidade de ativos, e respectivo valor financeiro, adquirido na determinada oferta.

Preço máximo

A cada oferta você pode limitar o preço máximo por ativo que deseja pagar em relação ao valor
definido no bookbuilding. Ou seja, determinar um preço limite a partir do qual sua reserva não
será confirmada na CBLC (Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia).

Caso você não estabeleça o preço máximo, seu pedido de reserva será enviado para a CBLC e
o preço de cada ativo adquirido será o de mercado, ou seja, o valor definido no bookbuilding.

O que é umas empresa “LTDA"?


É uma empresa de responsabilidade limitada, constituída por alguns poucos sócios, que não
admitem outros sem que saia algum. As ações não ficam à venda. Através de um contrato social,
onde constará seus atos constitutivos, forma de operação, as normas da empresa e o capital
social. Este por sua vez será dividido em cotas de capita, o que indica que a responsabilidade
pelo pagamento das obrigações da empresa, é limitada à participação dos sócios. Cada um
desses sócios tem uma parte das ações, e uma grande característica é a responsabilidade dos
sócios em caso de prejuízo causado aos compradores.

Uma empresa chamada "LIMITADA"ou "LTDA", não tem ações na bolsa de valores. Há um
número 'limitado' de sócios. A responsabilidade por Ativos e Passivos é determinada pelo
número de cotas que cada um desses sócios tem dentro da empresa.

Uma empresa designada LTDA, deve ter no máximo 07 sete sócios, se por ventura houver um
ou mais sócios ela será uma sociedade anônima, ou outra designação que se enquadrar, se
houver somente um responsável e o capital for baixo será designado micro empresa.

Aspectos Positivos e Negativos da Sociedade Limitada frente ao Novo Código Civil.

A Sociedade Limitada sempre foi predominantemente de pessoas e sua base reside na


confiança que os sócios têm, mutuamente, nos seus atributos pessoais. Nesse tipo societário, o
posicionamento individual de cada sócio é importante e pode influenciar a condução dos
negócios sociais, independentemente de sua participação no capital ser majoritária ou não.
Assim, um sócio dissidente pode, em certos casos, criar problemas à sociedade, dificultando
seriamente o seu desenvolvimento.

O novo Código Civil, Lei 10.406, de 10.01.2002, em vigor desde 11 de janeiro de 2003, traz
importantes mudanças no regime jurídico das empresas, em especial das sociedades limitadas,
as quais representam o tipo societário mais usado em nosso país e que são, na sua grande
maioria, sociedades de poucos sócios e com uma estrutura administrativa simples. Estas novas
regras alteram profundamente o perfil das Sociedades Limitadas, que doravante têm obrigações
que são típicas de sociedades de grande porte.

Cabe ao empresário, uma análise cuidadosa na adequação das cláusulas do contrato social de
sua empresa, verificando inclusive, se o tipo societário adotado de Sociedade Limitada, frente ao
novo Código Civil, irá trazer benefícios ou dificuldades. Muitos especialistas entendem que as
novas regras das limitadas burocratizam a vida das empresas, aumentam os custos, restringem
o poder do sócio majoritário e aumentam as vantagens dos sócios minoritários. Ela passará a ter
muitas obrigações até então restritas às sociedades anônimas, sem ter as vantagens das S/A .
Em diversos casos o quorum exigido para algumas deliberações é mais elevado nas limitadas do
que nas S/A. Isto levará muitas Sociedades Limitadas a se transformarem em Sociedades
Anônimas.

Destacamos alguns pontos para análise:

Administração: A figura do sócio-gerente é substituída pela do administrador, que poderá ser


um sócio da empresa ou não. A sociedade só poderá ser administrada por não sócio se houver
cláusula permissiva no contrato. A pessoa jurídica não pode ser administradora. No regime
anterior era comum o sócio pessoa jurídica delegar seus poderes de gerência a uma pessoa
física não sócio, designado gerente delegado. Não existe mais a figura do gerente delegado.

Legislação subsidiária: Os empresários, com a nova lei, deverão definir no contrato social,
qual legislação será aplicada subsidiariamente a sua sociedade limitada, se a lei das sociedades
anônimas ou das sociedades simples (antigas sociedades civis). Tal definição é fundamental,
pois implicará em decisões que terão um forte reflexo nas relações societárias e com terceiros.
Vale ressaltar o fato de que a responsabilidade dos sócios nas sociedades simples é ilimitada,
enquanto que nas sociedades limitadas e nas sociedades anônimas tal responsabilidade é
limitada.

Deliberações e quoruns: As deliberações dos sócios para que tenham validade terão a partir
da vigência do novo código formalidades que outrora não existiam, aumentando com isto o poder
dos quotistas minoritários. Vale ressaltar que a maioria do capital não garante mais ao seu titular
a aprovação de todas as matérias, pois o novo Código estabeleceu quoruns mínimos para a
aprovação de determinados assuntos, como, por exemplo, 3/4 do capital social para a alteração
do contrato social. Os quoruns mínimos exigidos por lei devem ser rigorosamente observados, a
fim de evitar futuras nulidades argüidas pelo sócio dissidente.

Conselho Fiscal: A faculdade de constituição de um Conselho Fiscal para as sociedades


limitadas é outra novidade da lei. O Conselho Fiscal não é subordinado aos administradores,
nem aos próprios sócios.

Responsabilidade dos sócios: Deve constar do contrato social a declaração da


responsabilidade dos sócios ser restrita ao valor de suas quotas, mas todos respondem
solidariamente pela integralização do capital social.

Impedimentos para ser sócio: Dentre os impedimentos, a novidade é que os cônjuges


casados em regime de comunhão universal de bens ou de separação obrigatória, não podem ser
sócios entre si, ou com terceiros.

Reunião ou Assembléia obrigatória: A reunião ou assembléia de sócios deve ser realizada ao


menos uma vez por ano, nos quatro meses seguintes ao término do exercício social, com o
objetivo de: a) tomar as contas dos administradores e deliberar sobre o balanço patrimonial e o
de resultado econômico; b) designar administradores, quando for o caso; c) tratar de qualquer
outro assunto constante da ordem do dia.

Exclusão de sócio - justa causa: O sócio somente poderá ser excluído da sociedade pelos
sócios que detenham mais da metade do capital social, se previsto no contrato social a exclusão
por justa causa. A exclusão por justa causa somente poderá ser determinada em reunião ou
assembléia especialmente convocadas para este fim com a ciência do acusado em tempo hábil,
para permitir seu comparecimento e o exercício do direito de defesa.

RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA DO SÓCIO NA EMPRESA LTDA

Incumbe ao Estado o direito-dever de efetuar a arrecadação de tributos, dentre as várias opções


previstas na Constituição Federal.
Esta iniciativa se faz necessária para que o Estado possa suportar os gastos resultantes do
custeio da máquina pública, bem como aqueles originários dos serviços e dos investimentos a
serem realizados em benefício da população, alguns deles até mesmo impostos pela Carta
Magna.

A rigor, a responsabilidade pelo pagamento desses tributos é dos sujeitos passivos da relação
tributária, indicados na Lei Maior, de conformidade com cada espécie de exação.

A discussão surge, contudo, quando o agente tributário ou o Poder Judiciário impõe essa
responsabilização para pessoas que apenas indiretamente participaram do nascimento de um
determinado tributo. É o caso, por exemplo, de se responsabilizar, pessoal e ilimitadamente, os
sócios, os administradores, os gerentes e os sucessores, por débito tributário não-adimplido.

Amplia-se essa discussão diante da crescente iniciativa do Poder Judiciário de reconhecer a


despersonalização da pessoa jurídica, sempre que a empresa se revelar impotente para saldar
os seus débitos tributários, ignorando, por completo, as exigências jurídicas imprescindíveis para
se impor medida traumática desse jaez.

A presente discussão atinge o seu clímax diante do fato de que alguns tribunais insistem em
condenar os sócios-gerentes ou administradores por crime de apropriação indébita, na hipótese
de não-recolhimento, aos cofres da Previdência Social, de valores descontados nas folhas de
pagamentos dos trabalhadores.

Tributo - A concepção de tributo está contida a obrigação de se oferecer ao Estado,


compulsoriamente, prestação em dinheiro ou não, de conformidade com lei que o criou,
incidente sobre ato lícito ou não, desde que não esteja embasada em sanção de ato ilícito. Como
exemplos : Impostos, taxas, contribuição de melhorias, contribuições sociais etc.

Qual a diferença entre empresa limitada (ltda.) e sociedade anônima (s/a)?

Sociedade limitada, em direito, no Brasil e em Portugal, refere-se à natureza jurídica de uma


empresa constituída como sociedade. Pode reunir características e condições de sociedades
tipicamente de pessoas (sociedade civil) e de sociedades de capital (sociedade comercial),
portanto, podem ser sociedade anônima ou sociedade por quotas de responsabilidade limitada.
As sociedades anônimas (S/A) são aquelas cujo capital social é representado por ações em que
a responsabilidade dos sócios é limitada às ações que detêm.

Uma empresa LTDA (limitada) não tem necessariamente apenas um dono, podendo ter entre
seus sócios, familiares, amigos, e até conhecidos. O que não pode ocorrer em uma empresa
LTDA é a compra de parte de suas cotas por uma pessoa desconhecida, não aprovada pelos
outros donos.
Já em um S/A (sociedade anônima), as cotas da empresa são oferecidas na bolsa de valores,
podendo ser adquiridas por quaisquer pessoas. Então, uma empresa S/A é, normalmente, uma
Petrobrás, uma Vale do Rio Doce, empresas de grande porte, enquanto uma LTDA se refere a
sociedades menores, como academias, bares, restaurantes...
TRANSFORMAÇÃO
Qualquer negócio que pretende vender ações para diferentes pessoas tem que se tornar uma
sociedade anônima. A operação de mudança de uma sociedade limitada para uma sociedade
anônima é chamado de transformação.

Se você abrir um restaurante usando seu dinheiro para comprar o prédio e equipamentos, o que
você fez foi formar uma propriedade exclusiva. O restaurante todo é seu, você pode tomar
todas as decisões e ficar com todo o lucro. Se três pessoas juntarem dinheiro e abrirem um
restaurante juntas, elas formarão uma sociedade. As três pessoas são proprietárias do
restaurante, compartilhando os lucros e a tomada de decisões.

A organização é diferente, e é um conceito bem interessante. Ela pode ser comparada a uma
"pessoa virtual". Quer dizer, a empresa é registrada no governo, tem um cadastro (conhecido no
Brasil como CNPJ), pode ter propriedades, mover processos contra pessoas, ser processada e
fazer contratos. Por definição, a organização tem ações que podem ser compradas e vendidas.
Todos os sócios detêm cotas de participação nessa organização para representar sua
propriedade. Uma interessante característica dessa "pessoa virtual" é que ela tem uma
expectativa de vida indeterminada e potencialmente infinita.