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Visto do Professor Nota

2º BIMESTRE
Série Turma (s) Turno
3º ano A ao N MAT. / NOT.
Disciplina: REDAÇÃO Professor: ADRIANE SOARES Data: / / 2017

R$
Aluno (a): Nº

DISSERTAÇÃO ARGUMENTATIVA - 02

FUVEST.
O debate sobre enfrentamento aos problemas das drogas ilícitas raramente vai além da necessidade da guerra ao consumo
e aos traficantes e da internação de usuários. Qualquer coisa fora disso é difícil debater, seja nos veículos de comunicação,
nos meios ditos especializados, nos parlamentos ou nos sistemas de segurança pública. A postura acaba até por reforçar o
preconceito de quem ainda acha que o próprio usuário deve ser punido. Não por acaso, o preconceito move as ações policiais
do dia a dia. Os usuários muitas vezes acabam presos e, por serem pobres, negros e periféricos, enquadrados como
traficantes.
Nesse cenário, o grande traficante jamais aparece. E a polícia atua enxugando gelo, combatendo a base da pirâmide
hierárquica do tráfico, enquanto o comércio de drogas concentra cada vez mais poder econômico, no Brasil e no mundo.
“No Brasil, quem vai preso é o favelado da boca de fumo. As drogas produzem muito lucro, e o cara que ganha mais não
está visível, é quem compra no atacado”, afirma o vice-presidente do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais (IBCCRIM),
Cristiano Maronna. A entidade participou, em maio, do lançamento da Plataforma Brasileira de Política de Drogas (PBPD),
com o objetivo de promover um debate mais realista do assunto e defender a descriminalização das drogas.
Falar em “economia das drogas” atualmente significa se reportar a uma indústria que terminou a primeira década do
milênio com um faturamento anual de US$ 870 bilhões, segundo o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime
(Unodc). A concentração no comércio de drogas ilegais corresponde a 1,5% de todas as riquezas produzidas no globo, o
Produto Interno Bruto (PIB) mundial, e movimenta 40% das demais frentes de negócios mantidas pelo crime organizado
globalmente, como tráfico de armas, de pessoas e lavagem de dinheiro, entre outros, que giraram US$ 2,1 trilhões, ou 3,6%
do PIB global, ainda segundo a Unodc, com base em dados do final da década passada. A Unodc estima que cada US$ 1
investido da produção de psicoativos ilícitos – como maconha, cocaína, ecstasy, heroína – se transforma em US$ 7,3 com
as vendas no atacado e em US$ 25 no varejo. Mas não é só nos números que os negócios com drogas são superlativos. Para
chegar a esses resultados, em torno do mundo do narcotráfico giram técnicas de administração e estratégias de negócios de
fazer inveja a qualquer setor regulamentado da economia.
A economista Taciana Santos de Souza adotou o tema “economia das drogas” para a sua tese de mestrado na
Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), concluída neste ano. Segundo ela, o narcotráfico é uma indústria com
grande capacidade de adaptação e inovação. “Constantemente, são criados novos processos de produção, novas substâncias
psicoativas, novas rotas, novas formas de comercialização, novos insumos. A velocidade de inovação e adaptação é, antes
de tudo, condição de sobrevivência e de crescimento dos negócios”, afirma. O escritor italiano Roberto Saviano vai mais
longe: “Não pode existir a criação de um poder econômico criminoso sem uma conivência e uma aliança com a burguesia
saudável do país. É este o elo que precisa ser descrito. A periferia napolitana bomba dinheiro do centro da Itália”, afirma
Saviano, que compara o fenômeno italiano com as favelas brasileiras – vulneráveis ao mundo criminoso brasileiro “bombam
dinheiro da economia legal brasileira”, afirma, referindo-se à lavagem de dinheiro com o comércio de drogas.
Além da adoção de marcos regulatórios contra as práticas financeiras ilegais, a legalização das drogas tem despontado
em diversos países como caminho efetivo para romper as cadeias de produção ilegais. “Eu apoio a legalização fortemente
regulamentada pelo Estado”, afirma ­Taciana. “Essa é a minha perspectiva e que parte inicialmente da maconha, que é a
substância psicoativa mais utilizada no mundo. No último relatório da ONU, em 2014, eles estimaram que, no ano de 2012,
177 milhões de pessoas no mundo fizeram uso de maconha, e por conta desse mercado consumidor vai ser o que mais vai
movimentar dinheiro. Além disso, a maconha vai ter um padrão de uso que vai ter o menor risco, porque é uma substância
psicoativa milenar, não há relatos de mortes por overdose, e principalmente porque a maconha é uma substância natural, e
isso vai fazer diferença na cadeia produtiva das drogas.” Disponível em: http://www.redebrasilatual.com.br/revistas/110/o-negocio-global-
da-droga-3700.html Acesso em 02 março 2016 {fragmento}

O texto acima diz sobre a economia existente no comércio de drogas. Tendo em conta as ideias do texto, além de outras
informações que julgue relevantes, redija uma dissertação argumentativa em prosa, na qual você exponha seu ponto de vista
sobre o tema: “A economia por trás do uso de drogas: uma fonte de recursos?”

INSTRUÇÕES:
Página 1

• O texto definitivo deve ser escrito à tinta, na folha própria, em até 30 linhas; • A redação que apresentar cópia dos textos da Proposta de Redação
terá o número de linhas copiadas desconsiderado para efeito de correção.
Receberá nota zero, em qualquer das situações expressas a seguir, a redação que: • tiver até 7 (sete) linhas escritas, sendo considerada “insuficiente”.
• fugir ao tema ou que não atender ao tipo dissertativo-argumentativo; • apresentar proposta de intervenção que desrespeite os direitos humanos.
• apresentar parte do texto deliberadamente desconectada com o tema proposto.

Escola de Civismo e Cidadania Seção de Recursos Didáticos /Mecanografia


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