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TEORIA GERAL DO PROCESSO


Biografia:
José Eduardo Carreira Alvim – 9º Edição, Ada Pelegrini e Candido Rangel Dinamarco.

1. Analise dos conceitos


2. Direito Processual
3. Jurisdição – Funções Básicas
4. Poder Judiciário
5. Composição do Poder Judiciário
6. Competência: interna e internacional
7. Teoria a ação
8. Características das relações Processuais
9. Litisconsórcio
10. Normas Jurídicas Processuais
11. Provas
12. Coisa julgada.
13. Execução.

CONFLITOS
- Viver em grupos – necessidade – latim = NEC + ESSE.
- Bem ou Bem da Vida – esses Bens podem ser:

Material = residência, água, energia elétrica, alimento, vestuário etc.


Imaterial = amor, paz, alegria, e tristeza (sentimento).

Carnelutti, diz:
Utilidade é algo que nos satisfaz.
(NF – Os conflitos decorrem da necessidade, em busca do bem, ou seja, da utilidade).

Ugo Rocco, diz:


Interesse é um juízo formado por um sujeito acerca de uma necessidade, sobre a utilidade ou
sobre o valor do bem, que é dado pela representação de um objeto (bem), representação de
uma necessidade e pela representação da aptidão do objeto para satisfazer a própria
necessidade.

Interesse Individual – algo que traz satisfação individual.


Interesse Coletivo – algo satisfação para o grupo.
Interesse Mediato – quando a situação apenas indiretamente presta-se à satisfação de uma
necessidade, enquanto de possa derivar uma outra situação.
Interesse Imediato – a situação de quem possui o alimento presta-se diretamente à satisfação
da necessidade de alimentar-se.

PROPEDEUTICA PROCESSUAL
1. HOMEM por sua natureza, vive em grupo.
2. NECESSIDADE: vem do latim – nec + esse = falta algo carência.
Conceito: Homem apresenta a mais variadas necessidades e tende a proceder de modo que
estas necessidades sejam satisfeitas.
(NF – sensação de prazer quando a necessidade é feita. Para satisfazer a necessidade do
homem precisa de alguns elementos.).
3. BENS OU VEM DA VIDA: Italiano Francesco Carnelutti.
Conceito: É o elemento que é capaz de satisfazer uma necessidade. Você terá necessidade
que será satisfeita por um bem. Bem o que satisfaz uma necessidade. O bem é dividido em
duas categorias:

Bem Material: água, alimento, vestuário, transporte.


Bem Imaterial: paz, liberdade honra, amor.
Estes bens retro qualificados são utilizados para nos satisfazer.

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4. UTILIDADE:
Conceito: É a capacidade ou aptidão de um bem em satisfazer a uma necessidade.

Individuo homem necessidade ========= Bens com suas utilidades


sede água

5. INTERESSE – Hugo Rocco


Conceito: É um juízo formulado por um sujeito a cerca da necessidade, sobre a utilidade ou
sobre o valor de um bem, enquanto meio para satisfazer uma necessidade, ou seja, surge um
interesse quando um bem satisfaz nossa necessidade.

5.1 INTERESSE IMEDIATO:


Conceito: quando uma situação se presta diretamente à satisfação de uma necessidade, ou
seja, interesse imediato. Exemplo: homem tem sede e tendo água, tomando a água é interesse
imediato.

5.2 INTERESSE MEDIATO:


Conceito: quando a situação apenas indiretamente presta-se à satisfação de uma
necessidade, enquanto de possa derivar uma outra situação.

5.3 INTERESSE INDIVIDUAL: (isolado).


Conceito: quando a situação favorável a satisfação de uma necessidade pode determinar-se a
um individuo isoladamente.

5.4 INTERESSE COLETIVO: (grupo).


Conceito: quando a situação favorável a satisfação de uma necessidade pode determinar não
isoladamente, mas a um grupo.
(NF – a família é um interesse coletivo – sindicato, clube de serviço, cooperativa e sociedade
de classe).

6. Conflitos de Interesses
Quando a situação favorável a satisfação de uma necessidade, exclui o limita a situação
favorável de outra necessidade.

fome/sede ----------------- água/alimento


só pode optar por um.

Conflitos subjetivo de interesses, delinia-se com freqüência, quando o homem se encontra ao


dilema, antes duas necessidades, sobre qual delas irá lhe satisfazer e sobre qual deverá
sacrificar.
Conflito subjetivo de interesse não extravasa a pessoa do próprio sujeito – não vai alem de
você é individual.

Conflito de interesse inter subjetivo


Conceito: quando os interesses por uma satisfação ocorrer entre duas ou mais pessoas .
(interesse passa ser do Estado).
Exemplo: “o caso dos exploradores de cavernas”
A fome B só tem um alimento

Conceito: Francesco Carnelutti.


Quando o conflito de interesse de diversos homens adquire uma gravidade bem distinta do que
quando se refere a interesse de um mesmo individuo. Se dois homens têm fome e o alimento
basta só para satisfação de um configurado este conflito de interesse. Ele sai da sua esfera.

INDIVIDUAL + COLETIVO

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Quando eu tenho um interesse e a sociedade tem outro. Exemplo: Patrão interesse individual e
empregado interesse coletivo.

Conflitos entre coletivo


Esses conflitos de interesse podem ser de ordem.

Quantitativa: (quantidade)
Conceito: resulta da insuficiência de determinados bens para satisfação de todas
necessidades.
A tem fome e B tem fome = só tem bem, está gerado o conflito.

Qualidade:
Conceito: filia-se na impossibilidade em que se encontrem certos bens de dar satisfação a
necessidade em sentido contrario. É o caso do individuo que deve pagar a outra certa quantia,
este pagamento representa sacrifício para o devedor, embora seja um bem para o credor.

A insatisfeito “dor” QSJ B satisfeito “prazer”.

PRETENSÃO PROCESSOS

Quando há conflitos de interesses, surge uma pretensão.


Conceito: Pretensão é um ato, não com poder, algo que faz não que alguém tem; não só a
pretensão é um ato e, portanto uma manifestação de vontade como é um daqueles atos a que
se denomina declaração de vontade. “Carnelutti”.

RESISTÊNCIA:
É a não adaptação a situação de subordinação do interesse próprio ao interesse alheio. – seria
mesma coisa que oposição.

LIDE: na verdade é um processo – vem do latim –(lis, litis) = litígio.


A lide nada mais é do que o modo de conflito de interesse qualificado para pretensão de uns
dos interessados pelas resistências do outro.

1. Elemento Formal – ao mesmo tempo resistência e a pretensão.


2. Elemento material – conflitos de interesses.

Homem em grupo
Necessidade

Bem
Utilidade
Interesse
Conflito

Carnelutti fala sobre o processo:

A tese de Carnelutti é de que o conflito de interesses é uma lide, enquanto uma das partes
formula contra a outra pretensão esta outra opõem-lhe uma resistência.

Três formas de resolver a lide:


1. Auto Defesa;
2. Auto Composição;
3. Processo e
4. Arbitragem.

Auto Defesa: formado pelo prefixo Auto = Próprio e a substantiva defesa.

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Conceito: É considerado e apontado como a forma mais primitiva de resoluções dos conflitos.
Por revelar-se uma situação egoísta em que a satisfação da necessidade do sujeito não
interessa ao outro o Estado Moderno geralmente a proíbe.

Auto Composição: formado pelo prefixo Auto = Próprio – substantivo composição (acordo).
Conceito: É a resolução, solução do litígio por obra dos próprios interessados, ou seja, pela
intenção dos próprios litigantes.
(NF – as partes decidem juntas e resolvem a lide – O Estado democrático de direito não
recomenda, mas sim o processo).

Processo:
Conceito de Carnelutti
A resolução da lide cabe a um terceiro que é judiciário, sem interesse no caso.
Aponta três formas de autocomposição:

1º RENUNCIA (em qualquer área – abre mão de algo ou desistência). é quando o individuo
desiste de exigir algo do outro. Exemplo: “A” deve “B”.

2º SUBMISSÃO OU RECONHECIMENTO: é quando individuo reconhece o direito do outro, ou


seja, acabou o conflito.

3º TRANSAÇÃO: é quando ambos os indivíduos abrem mão de parte do seu interesse. “A”
deve para “B”, então você não pode pagar R$ 100,00, então paga R$ 50,00, nesse caso houve
uma transação.

Nota Felix: “Renuncia e Submissão é unilaterais”, ou seja, depende de uma das partes; já
“Transação é Bilateral” depende das duas partes.
ARBITRAGEM “sistema novo” = arbitro = Juiz.
( NF. Arbitro não é Juiz às partes em comum vão decidir o conflito, quando tem pressa faz uso
da arbitragem. Custo em média R$ 12.000,00 por hora e a decisão tem força Judiciária e tem
caráter definitivo) .
Conceito: A arbitragem antecedeu o Processo com evoluir dos tempos compreendeu a
excelência da solução do conflito entregue a terceira pessoa desinteressada objeto da disputa.

PROCESSO: ( é uma etapa).


O processo aparece como melhor método para resolução de litígios, pela nota de
imparcialidade e o caracteriza e pela força que se emprestam as decisões nele proferida,
respaldadas pelo mecanismo coativo do Estado.
(NF – O Juiz é quem vai decidir. Essa é a melhor forma de resolver os conflitos. A pessoa que
decide é o Juiz não tem interesse na lide, ou seja, o interesse é do Estado).

Processo – Latim = “Processus” (de proceder –avançar – servir caminhando).


É o instrumento que serve o Estado no exercício da função jurisdicionaria, na solução dos
conflitos de interesse. No processo a lide é resolvida por um terceiro que é Juiz que não
constituir objeto da lide. O Juiz do Juiz é secundário e partes é primário.

Conceito de Carnelutti do Processo


É o conjunto de atos destinados a formação de comando jurídico ou atuação de comando
jurídico, cujo caráter considera colaboração, para tal fim, de pessoas interessadas (partes),
com uma ou mais pessoas desinteressadas (JUIZ). O processo é a operação mediante a qual
se tem a composição (acordo) da lide.

Conceito de Carnelutti - Teoria Unitarista


Ao contrario da teoria dualista o Direito objetivo não tem condições para disciplinar, sempre,
todos os conflitos de interesse sendo necessário, muitas vezes, o processo para
complementação dos comandos da lei. O Comando contido na lei é incompleto.

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Teoria Dualista – Conceito Chiovenda


O ordenamento jurídico sinde-se em direito material e direito processual o primeiro dita as
regras abstratas, que se tornam concreta no momento em que ocorre o fato que se enquadra
na previsão, legal automaticamente sem qualquer participação do Juiz.

ESCOPO DO PROCESSO
(atuação propósito/forma) duas correntes.......
Corrente subjetiva
O processo funciona como instrumento de defesa do Direito Subjetivo, violado ou
ameaçado de violação situando o objetivo do processo na atuação da vontade a lei exclui que
se possa localizá-lo na defesa do Direito Subjetivo. O processo visa ao escopo geral e objetivo
de fazer atuar a lei, e escopo do autor e do processo só coincidiram no caso de ser fundada a
demanda. (NF –lei tem que prevalecer, tem haver demanda).

Correntes objetivas
Assinala como escopo no processo a atuação do Direto Objetivo, para quem o processo
visa o escopo geral de fazer atuar a lei. Para essa corrente, o processo tem uma função
publicista, ou seja, de publicidade, e a sua finalidade e satisfazer o interesse publico em
realizar o direito objetivo e assegurar a paz jurídica. Esta corrente considera ainda, somente o
escopo do Estado, por isso, assinala como escopo do processo a autuação do direito objetivo,
ou seja, da lei que justamente a vontade do Estado.

Corrente Subjetivista
Hellwing, Jellinek, Neismann
Corrente Objetivista
Bullow, Chiovenda, Schonke
03 correntes
Betti – Couture.

Princípios do Processo
(fundamentais – gerais )

Através de uma operação de síntese e criticas a ciência processual moderna, fixou os


preceitos fundamentais que dão forma ao caráter aos sistemas processuais, alguns desses
princípios básicos são comuns a todo sistema, outros somente em determinados
ordenamentos. Atribui extraordinária relevância a certos princípios que não se prendem a
técnica ou a dogmática jurídica, trazendo em si seriíssimas conotações éticas, sociais e
políticas, servindo-lhe de sustentação legitima.

Processo - no sentido popular continuação.


Procedimento – “modus operandi”
Procedimento Comum: - ordinário ou sumário. ( NF - rito sumário é limitado a 40 salário
mínimo).

Principio informativo do processo

1. Principio Lógico: é a seleção dos meios mais eficaz e rápido de procurar e descobrir a
verdade, evitando o erro. (NF – busca a verdade, evita erro).

2. Principio Jurídico: máxima garantia social, mínimo de sacrifício do individuo.

3. Principio Econômico: processo acessível a todos, tendo em vista seu custo e duração.

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É nos princípios constitucionais que se esmeram todas as disciplinas encontradas na


lei maior a plataforma comum que permite a elaboração de uma teoria geral do
Processo.

1 . Principio da Iniciativa das Partes (demanda).


Conceito: significa que o Juiz não pode prestar jurisdição, sem que o autor promova a ação. A
jurisdição só se movimenta por provocação das partes interessadas o Juiz aguarda o que o
autor venha a Juízo apresentar-lhe um lide e pedir a sua solução.

2. Principio do Impulso Processual.


Conceito: em alguns pais o impulso do processo depende das partes interessadas em outros
apenas do Juiz. No Brasil antigamente o processo era impulsionado pelas partes depois evolui
para o impulso oficial, ou seja, pelo Juiz.

3. Principio da Imparcialidade do Juiz.


Conceito: a imparcialidade do Juiz é pressuposto para que a relação processual se instaure
validamente é nesse sentido que o órgão jurisdicional deve ser subjetivamente capaz. A
imparcialidade do Juiz é uma garantinha da justiça para as partes.

4. Principio da igualdade.
Conceito: A igualdade perante a lei é premissa para a afirmação perante o Juiz. Do art. 5º
“Caput” da C.F., brota o principio da igualdade social, as partes e os procuradores devem
merecer tratamentos igualitários para que tenham as mesmas oportunidades de fazer valer em
juízo as suas razões.
5. Principio do Contraditório e da Ampla Defesa.
Conceito: O Juiz por força do seu dever de imparcialidade coloca-se entre as partes,
garantindo para as mesmas a oportunidade de se defenderem dando-lhes a oportunidade de
expor suas razões (art. 5º inciso LV da C.F.). Esses princípios são constituídos por dois
elementos.
Informação: que é a ciência de que algo este sendo preiteado contra ou favor do individuo.
Exemplo: citação/notificação etc.
Reação: que a possibilidade do cidadão exercer a sua defesa.

O contraditório não admite exceções, mesmo nas ações que exijam imediatidade (ação
imediata) por parte do Juiz. “Periculum in mora” (perigo de mora) – “Fumus Bonis Iuris” (fumaça
do bom direito).
Ações onde estão presente perigo in mora, o demandado poderá desenvolver sucessivamente
a atividade processual plena e sempre antes do provimento, ou seja, definitivo. (antes da ação
definitiva).

6. Principio Dispositivo.
Conceito: Este principio é muito antigo data da época em que ainda se concebia que o
processo tratava de interesses de particulares, em conseqüência só estes podiam dispor de
seus direitos não só foram mas dentro do processo era a idéia prevatista do processo que
predominava, o principio foi originalmente formulado com base na máxima “o Juiz deve julgar
segundo alegado e provado pelas partes”, esta máxima foi subdividida e permanece até
hoje porque são partes que delimitam as matérias que comporão as lides. Julgamento além do
pedido (ultra-petita ou extra petita) = petição. O legislador alterou o principio cuja formulação
passou a ser o Juiz “O Juiz julga segundo alegado pelas partes”. Suprindo a expressão
provada, pois a mesma poderá atuar em relações a prova. Exemplo: Perícias e Testemunhas.
As restrições a atividade de conhecimento do Juiz é absoluta e em relações as provas é
relativa, ou seja, o Juiz tem que conhecer tudo no processo, em relação as provas é relativa.

7. Principio da lealdade do Processual


Conceito: Significa que as partes devem proceder de boa fé na suas relações e em relação ao
órgão jurisdicional. Cumpri-lhes dizer a verdade e a suas atividades devem ser exercidas com
Moralidade e Propriedade.

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8. Principio inquisitivo ou inquisitório.


Conceito: Significa que em certas causas, prevalece o interesse geral, o interesse da
sociedade, em que seja apurada a verdade real dos fatos. Este principio não exclui por
completo atividade das partes apenas amplia os poderes do Juiz na investigação dos fatos.
Observação: No Brasil “Prevalece o Principio Deposito” (item 6) e apenas certas causas o
Principio inquisitório.

9. Principio da Publicidade – (Todo Processo é Publico).


Conceito: Este principio que domina o processo, qualquer que seja o conteúdo da lide (penal,
civil, trabalhista), assegura que os atos processuais sejam públicos que dizer flanqueado a
quem queira assistir, ou seja, todo processo é público. Vale lembrar que temos algumas
restrições: Segredo de Justiça = ação familiar, em que vai depender do poder discricionário do
Juiz em conceder ou não o segredo.

10. Principio da Preclusão (atos, tudo que você fazer no processo tem conseqüências).
Conceito: Significa que o descumprimento dos prazos na realização dos atos processuais, tem
como conseqüências a impossibilidade de praticá-los posteriormente.

Princípios Fundamentais do Procedimento


(que faz o processo caminhar – modos operandi)

- ESCRITA = São maneiras de manifestar no processo.


- ORAL = São maneiras de manifestar no processo.
Quanto a forma dos atos processuais o procedimento segue o sistema oral e escrito.
Antigamente o sistema totalmente oral (até o Código Processo Civil de 1939), após esta data
passou a ser totalmente escrito. Atualmente a doutrina reconhece o procedimento oral e
escrito.

Principio Fundamentais ou informativo do procedimento oral

1) Principio imediação ou imediatidade.


2) Principio Identidade Física do Juiz.
3) Principio da Concentração.
4) Principio da Irrecorribilidade das Interlocutórias.

1. Principio imediação/imediatidade.
Conceito: – Significa que o Juiz que irá proferir a sentença deve estar em contato e com
as provas, sem intermediários. Este principio adquire relevância tratando de prova
testemunhal isto porque o juiz colhe importantes elementos de convicção deste contato
imediato com as partes.

2. Principio da Identidade Física do Juiz.


Conceito: - Traduz-se na exigência de que o Juiz, de regra, é o mesmo do começo ao fim
da causa, ou seja, o Juiz que conclui a audiência deve julga-la. Então vejamos:
Art. 132 do CPC – O Juiz ou substituto, que concluir a audiência julgará a lide, salvo se
estiver convocado, licenciado, afastado por qualquer motivo, promovido ou aposentado,
casos em que passará os autos ao seu sucessor.
Parágrafo único: Em qualquer hipótese, o Juiz que proferir a sentença, se entender
necessário, poderá repetir as provas já produzidas.

Exceções (salvo): convocado pelo Tribunal, promoções, aposentadoria, remoção ou


colocado em disponibilidade.

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Observação nº 01 - situação e quando o Juiz não se sentir seguro no processo.


Observação nº 02 – a identidade física do Juiz não informa o procedimento trabalhista, nem
procedimento penal. Nestes procedimentos pode o Juiz substituto ou auxiliar colher todas
as provas e o titular reassumindo proferindo a sentença.

3. Principio da Concentração.
Conceito: Significa apertar o feito do processo no breve período de tempo reduzindo-o a
uma ou poucas audiências, ou seja, concentrar as atividades processuais de modo que o
Juiz colhendo as provas, ouvidas alegações finais decida sobre as impressões ainda busca
em suas memórias. No procedimento sumaríssimo ou ordinário o Juiz que não julgar na
audiência poderá fazê-lo em (10) dez dias. Vide artigos 331 e 277 de CPC – Código
Processo Civil.

4. Principio da irrecorribilidade das interlocutórias


Conceito: Decisão interlocutória é um dos atos do Juiz na atividade de Jurisdicional em
que o curso do processo, resolve questão incidente, ou seja, questão que não põe fim ao
processo.
Observação: Esta é uma característica importante do procedimento oral, mas no direito
brasileiro sofre tantas restrições, pelo que, afirmam os doutrinadores que esta
irrecorribilidade e relativa, ou seja, ela é tão confusa que não são absolutas, ou seja, é
relativa.
Na esfera Civil é relativa art. 522 do CPC, na esfera penal também é relativa art. 581 do
CPP e esfera trabalhista é Absoluta – art. 893, § 1º da CLT.

TIPOLOGIA DO PROCESSO
27/08/2007

1. Segundo fins da prestação jurisdicional invocada.


Conceito: É a natureza da prestação jurisdicional que irá determinar o tipo do processo.
Assim, o ato propulsor da jurisdição que determina a instauração do processo de conhecimento
(condenatória, declaratória ou constitutiva).

a. Processo do conhecimento
b. Processo da execução
c. Processo cautelar

a. Processo do conhecimento
Conceito: Sempre que exercitada uma ação de conhecimento instaura-se –a um processo de
conhecimento pelo que, em principio, o tipo de ação determina o tipo do processo. O Processo
de conhecimento tem por objetivo um lide a ser resolvida pela sentença, exigindo do Juiz uma
atividade de cognição sobre os fatos que servem de fundamentos a pretensão, e sobre a ele o
Direito aplicável. O órgão jurisdicional é provocado para decidir uma lide entre dois litigantes e
dizer quais dos dois tem razão, por outro lado, objetiva esse processo um sentença de mérito,
que põe fim a lide. Alguns doutrinadores, quanto ao processo tipo de conhecimento fazem uma
distinção entre o processo constitutivo necessário e processo constitutivo não
necessário. Necessário é aquele que não há possibilidade de as partes obterem a resolução
do conflito extrajudicialmente.
Exemplo: processo de anulação de casamento.
- Muitas vezes, nem dependerá do réu satisfazer ou não a pretensão do autor, mesmo assim
haverá a lide, porque a lei impõe que sua satisfação seja obtida pelo processo.
Processo Constitutivo não necessário é aquele que havendo em tese a possibilidade das
partes operarem em uma modificação ou extinção de um conflito de forma extrajudicial (fora do

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processo), tal não acontece pelo que recorre a justiça. Exemplo: separação judicial, ação
trabalhista, transação na área trabalhista rescisão de contrato de compra e venda.

b. Processo da execução
Conceito: A função jurisdicional não se limita a emissão de uma sentença, compondo a lide,
impondo ao réu o cumprimento de um determinada prestação em favor do autor, pois, se o réu
não cumpre voluntariamente a sentença, torna-se necessário o seu cumprimento coercitivo
(imposto/forçado). Quanto o auto ingressa em juízo, preiteado a condenação do réu ao
pagamento de quantia certa, não lhe interessa simplesmente o Juiz julgue procedente a
demanda, mas, sim receber aquilo que lhe judicialmente assegurado. A ação de execução é
outra ação, e o processo que se instaura pelo seu exercício é outra relação jurídica
processual. Os ordenamentos jurídicos consagram sistemas diversos para fins de execução da
sentença. Alguns admite que a execução se faça de forma sincretizada , nos próprios autos
do processo originários, mediante simples cumprimento de sentença, mera face do processo
de conhecimento, enquanto outro exigem nova ação. O Brasil já consagrou no passado o
segundo, ou seja, (a nova ação) com a reforma, introduzida pela lei nº11.232/05, veio a
consagrar a forma SINCRETIZADA, mantendo a sentença de execução, ou seja, mantendo de
execução (nova ação) somente para os títulos tipos extrajudiciais (art. 745 CPC).

c. Processo cautelar
(NF – sentença rápida é difícil, muita vezes a interesse de uma das partes. Antes do final do
processo o Advogado pede medida cautelar para liberar o fundo de garantia por exemplo:
empregado comprar gênero alimentício, ou seja uma questão social).
Nota do Professor: O ideal seria que a proposta da ação principal o Juiz proferisse sentença
num curto espaço de tempo, o que quase não é possível. Caso o Direito interessado pode ficar
comprometido pela demora do processo do conhecimento é que existe as ações cautelares.
Basta que haja uma fundado receio de uma das partes, antes do julgamento da lide, cause ao
direito do outro lesão grave ou difícil aceitação, para que tenha lugar ao Processo Cautelar.
Objetivo do Processo Cautelar é evitar o perigo da demora.

2. Segundo a índole do interesse a que serve:


a) individual
b) coletivo
c) social

a. Processo individual quando o conflito de interesse versa sobre interesses concretos de


pessoas litigante, disse individual, dando origem ao processo individual. Se o interesse é
pertinente a uma pessoa, singularmente considerada , disse-a processo individual singular, ou
seja, quando entra com uma ação concreta (Processo singular só seu).
Quando o interesse pertence a diversas pessoas consideradas isoladamente diz-se
processo plurino. Essa modalidade de conflito permite que os diversos autores se unem em litis
consorcio para demandarem em conjunto.

b. Processo coletivo quando o conflito de interesse versa sobre interesse concretos ou


abstratos de um grupo, categoria ou classe de pessoas diz coletivo dando origem a interesse
coletivo. Quando o Processo Coletivo versa sobre interesses de grupos categoria ou classe,
cujos beneficiários não são identificáveis, não há a possibilidade de .................disse processo
essencialmente coletivo, ou seja, o quarto 4º Termo entrou com ação contra Faculdade para
revisão da prova (classe). Nota Felix = O Governo não paga os empregados da Petrobras,
pode haver ação individual (singular ) ou Plurino ou uma ação coletiva essencialmente. Outro
exemplo é pedir algo para classe dos empregados (garçons), outro exemplo seria por Ação
Direita de Inconstitucionalidade (Adin). Quando o processo coletivo versa sobre tais interesses,
mas cujo os beneficiários são identificáveis chamamos de processo ACIDENTALMENTE
COLETIVO (Exemplo: Entidades de Classe).
Paulo Oliveira (PO), diferenciação entre individual, plurino e coletivo acidentalmente,
quando o individuo, em conjunto entra com processo buscando a satisfação individual

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chamamos de individual plurino, quando um terceiro (sindicato) entra com ação em nome dos
indivíduos chamamos de acidentalmente coletivos.

c. Processo social
É aquele que versa sobre interesses sociais da própria sociedade de como tal
considerada, para a defesa de valores que lhe pertencem, como é o processo popular, e o
processo penal resultante da persecução penal.
Ação Civil Pública pode dar origem a processo social conforme o seu objeto de
interesse público, como pode segundo o seu objeto, dar origem a processo coletivo (grupo,
classe). Exemplo: Interesse no bairro sobre iluminação pública.
Mas ações sociais o interesse não deve ser singular, mas sim uma garantia
fundamental dos cidadãos.

05/09/2007
JURISDIÇÃO
Funções Básicas do Estado
A analise das funções do Estado esta estritamente vinculada a doutrina de Montesque, sobre
as separação dos poderes, exposta e desenvolvida na classe obra e espírito das leis. A
separação dos poderes consiste basicamente em distinguir três funções básicas do Estado.

A LEGALIDADE

Funções Básicas do Estado

A ADMINISTRATIVA (ou EXECUTIVA)

A JURISDICIONAL

O poder, como expressão máxima como soberania do Estado é fundamentalmente


UNO, pelo que a tradicional separação dos poderes deve ser entendida no sentido de divisão
funcional do poder.
A Constituição Federal em ser artigo 2º expressa que são poderes da união
independentemente e harmônico entre si, o poder Legislativo, o poder Executivo e Judiciário.
Cumpri ressaltar que a divisão ou separação de poderes não significa que sejam eles
incomunicáveis, vez que o Governo e o resultado dos três poderes cada um com sua função
especifica.

Poder Legislativo – Corresponde a função de ditar as normas reguladoras das atividades dos
cidadãos e dos órgãos públicos, é função de criar o direito e de elaborar a norma geral e
abstrata. As normas gerais e abstratas ditadas pelo poder legislativo compõem o ordenamento
jurídico do Estado, ou Direito Objetivo.

Poder Executivo – incumbe a função administrativa provendo as necessidades gerais e


realizando o bem comum.

Poder Judiciário – ao poder judiciário cabe a função jurisdicional no exercício da qual atua o
direito objetivo (lei) na composição dos conflitos de interesses. Estado – Juiz atua o Direito
objetivo a lide que vierem lhe apresentar e declara o direito aplicável. A função jurisdicional
corresponde a atuação das normas reguladoras das atividades dos cidadãos e dos órgãos
públicos.

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Matéria para o 4º Bimestre

JURISDIÇÃO “IUS = DIREITO – DICERE = DIZER


A Jurisdição é uma função do Estado pela qual este atua o direito objetivo na composição dos
conflitos de interesse, com fim de responsabilidade a paz social é o império da norma do direito
no exercício desta função, o Judiciário não atua espontaneamente, devendo ser provocado por
quem tem interesse na lide. (principio de interesse das partes).
(NE PROCEDAT IUDEX EX OFFICIO) – O Estado não jurisdiciona de Oficio, ou seja, vontade
própria, A jurisdição não operar de Oficio.
Além do método estatal das resoluções da lide (processo) através do processo existem
outras formas de resoluções dentre as quais Auto Composição (Renuncia, Reconhecimento,
Transação), e Arbitragem alguma dessas formas podem tem lugar por ocasião do processo
(INTRA- PROCESSAL) quando adquirem colorido jurisdicional. Outras formas são extra
processual, afastando, a função jurisdicional do Estado.

EQUIVALENTES JURISDICONAIS:
Para Carnelutti, os meios mediante os quais se podem atingir a composição por obras dos
próprios litigantes, ou de um particular desprovidos de poder jurisdicional. Exemplo:
Transação, conciliação, mediação e arbitragem.
Nota Felix: É acordo entre as partes sem registro no órgãos públicos, A Arbitragem hoje tem
poder judiciário na lide, quando o arbitro resolve a lide já entra direto com execução e não com
auto conhecimento.

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