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DOCÊNCIA EM SAÚDE

ELABORAÇÃO DE PROJETOS TURÍSTICOS

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Dados Internacionais de Catalogação na Publicação - Brasil Triagem Organização LTDA ME Bibliotecário responsável: Rodrigo Pereira CRB 1/2167

P842e

Portal Educação

Elaboração de projetos turísticos / Portal Educação. - Campo Grande:

Portal Educação, 2012.

206p. : il.

Inclui bibliografia ISBN 978-85-8241-169-8

1. Turismo - Planejamento. 2. Projetos turísticos. I. Portal Educação. II. Título.

CDD 338.4791

978-85-8241-169-8 1. Turismo - Planejamento. 2. Projetos turísticos. I. Portal Educação. II. Título. CDD 338.4791
  SUMÁRIO 1 O PROJETO COMO UM INSTRUMENTO DE INTERVENÇÃO NO CAMPO DO
 

SUMÁRIO

1

O

PROJETO

COMO

UM

INSTRUMENTO

DE

INTERVENÇÃO

NO

CAMPO

DO

DESENVOLVIMENTO

5

1.1

ORIGENS E CONFIGURAÇÕES DOS PROJETOS

8

1.1.1

O que é um projeto?

12

1.2

PROJEÇÃO: ESTRATÉGIA E PROJETO

15

1.3

CONHECIMENTO DA REALIDADE: PROBLEMÁTICAS A ENFRENTAR

18

1.4

APROXIMAÇÃO DOS ELEMENTOS DO PROJETO E OS ESQUEMAS OPERACIONAIS

DE DESENHO

20

2

METODOLOGIAS DE GESTÃO DE PROJETOS

24

2.1

PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO PARA A EXCELÊNCIA EM GESTÃO DE PROJETOS

27

2.2

ESTRUTURAS ORGANIZACIONAIS PARA PROJETOS

30

3

O PERFIL DAS EQUIPES QUE TRABALHAM NA GESTÃO DE PROJETOS

31

4

PRINCIPAIS TIPOS DE PROJETOS BASEADOS NO PRODUTO

35

4.1

ALGUMAS VARIÁVEIS COMUNS A TODOS OS TIPOS DE PROJETOS

36

4.2

DEFINIÇÃO DE PROJETOS PÚBLICOS E PRIVADOS E SEUS OBJETIVOS

37

4.3

MODELO DA PESQUISA CIENTÍFICA

40

2
2
E PRIVADOS E SEUS OBJETIVOS 37 4.3 MODELO DA PESQUISA CIENTÍFICA 40 2 4.4 MODELO DE

4.5

EXEMPLOS DE PROJETOS

45

4.5 EXEMPLOS DE PROJETOS 45 4.5.1 Pesquisa aplicada 46 4.5.2 Avaliação de resultados 47 4.5.3

4.5.1

Pesquisa aplicada

46

4.5.2

Avaliação de resultados

47

4.5.3

Avaliação formativa

48

4.5.4

Proposição de planos

50

4.5.5

Pesquisa diagnóstico

55

4.6

PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO DO PROJETO

56

4.7

A ÉTICA DO PROJETO

57

5

A CONSTRUÇÃO DE UM PROJETO DIRECIONADO À HOTELARIA

61

6

TIPOS DE PROJETOS TURÍSTICOS

67

6.1

PROJETOS TURÍSTICOS CRIADOS PARA SEU CONSUMO EM MOMENTOS DE ÓCIO

E TEMPO LIVRE, BASEADOS NA TEMATIZAÇÃO CULTURAL

68

6.2

MACROPROJETOS DE REGENERAÇÃO URBANA, BASEADOS NO PATRIMÔNIO

73

6.3

PROJETOS DE DINAMIZAÇÃO TURÍSTICO-CULTURAL

75

6.4

PROJETOS DE DESENVOLVIMENTO LOCAL BASEADOS NO PATRIMÔNIO CULTURAL

77

6.5

SETORES DO TURISMO EM QUE SE PODEM DESENVOLVER PROJETOS

79

7

INTRODUÇÃO À ELABORAÇÃO DE PROJETOS

80

7.1

ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DE PROJETOS

81

3
3
80 7.1 ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DE PROJETOS 81 3 7.2 BASES IMPORTANTES PARA A ELABORAÇÃO DE

7.3

MONTAGEM DE PROJETOS

86

7.3 MONTAGEM DE PROJETOS 86 7.4 DETALHAMENTO DAS ETAPAS DE UM PROJETO 88 7.4.1 Detalhamento do

7.4

DETALHAMENTO DAS ETAPAS DE UM PROJETO

88

7.4.1

Detalhamento do projeto

93

7.4.2

Engenharia layout

94

7.4.3

Orçamento de custos do projeto

96

7.4.4

Plano de captação de recursos

97

7.4.5

Formas de financiamento e incentivos de um projeto turístico

99

8

AVALIAÇÃO DE

PROJETOS

106

8.1

ROTEIRO PARA ANÁLISE DE PROJETOS

107

9

COMERCIALIZAÇÃO DE PROJETOS TURÍSTICOS

109

10

POLÍTICAS PÚBLICAS EM TURISMO E LAZER

111

11

DELINEAMENTOS BÁSICOS PARA APRESENTAÇÃO DE UM PROJETO TURÍSTICO

AO SETOR PÚBLICO

 

114

11.1

ELABORAÇÃO DE PROJETOS PÚBLICOS DE ACORDO COM A METODOLOGIA OMT

116

12

PROCESSO DE SELEÇÃO DE PROJETOS PÚBLICOS

122

12.1

AVALIAÇÃO DE PROJETOS PÚBLICOS E ANÁLISE DE VIABILIDADE

124

13

BASES PARA O DESENVOLVIMENTO DO TURISMO SUSTENTÁVEL EM MUNICÍPIOS

129

14

SUGESTÕES PARA DEFINIÇÃO DE UM PLANO MUNICIPAL DE TURISMO

142

4
4
129 14 SUGESTÕES PARA DEFINIÇÃO DE UM PLANO MUNICIPAL DE TURISMO 142 4 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 147
1 DESENVOLVIMENTO O PROJETO COMO UM INSTRUMENTO FIGURA 1 DE INTERVENÇÃO NO CAMPO DO 5

1

DESENVOLVIMENTO

O

PROJETO

COMO

UM

INSTRUMENTO

FIGURA 1

DE

INTERVENÇÃO

NO

CAMPO

DO

5
5

FONTE: Mike Powell. Disponível em: <http://www.thinkstockphotos.com/image/200117072-001>. Acesso em: 29 abr. 2014.

Com as mudanças ocorridas no fim da década de 1960 e início da década de 1970, o projeto surge no mundo como um incentivo ao desenvolvimento e com o enfoque na cooperação. Podemos chamar os projetos de instrumentos de intervenção, pois são feitos com o objetivo de transformar uma situação atual em uma idealizada, no futuro, visando ao desenvolvimento. Para exemplificar melhor, observe o esquema mostrado na figura a seguir.

no futuro, visando ao desenvolvimento. Para exemplificar melhor, observe o esquema mostrado na figura a seguir.
FIGURA 2 6 FONTE: Portal Educação. As intervenções realizadas por meio de projetos podem ser

FIGURA 2

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FONTE: Portal Educação.

As intervenções realizadas por meio de projetos podem ser públicas ou privadas, bem como podem beneficiar toda uma comunidade ou somente algumas pessoas, ou até mesmo somente uma empresa, tudo depende do tipo de projeto realizado, seus objetivos e sua abrangência. O exemplo apresentado acima serve para entendermos melhor onde um projeto de desenvolvimento pode intervir. Os instrumentos usados para intervenção podem então variar dependendo do tipo de projeto, o importante é compreender que sempre existirá algum tipo de intervenção nos projetos seja intervenção social, territorial ou econômica, em uma dada comunidade ela sempre existirá.

Os projetos públicos sempre atuam como um instrumento de intervenção, observando as prioridades existentes (que podem ser relacionadas à saúde, à infraestrutura etc.). Já nos projetos turísticos privados, os instrumentos de intervenção usados dependem da boa vontade do investidor ou empresário que irá executar tais projetos. Algumas intervenções beneficiam extremamente a comunidade; outras podem ter o efeito contrário, ou seja, a exclusão da comunidade. Diante disso, é possível representar o projeto como um instrumento de intervenção das seguintes formas:

projetos públicos visam intervir para o bem-estar de toda a comunidade, suas formas de intervenção variam conforme as necessidades de cada local;

para o bem-estar de toda a comunidade, suas formas de intervenção variam conforme as necessidades de
 projetos privados – as formas de intervenção são as mais variadas possíveis e mudam

projetos privados as formas de intervenção são as mais variadas possíveis e mudam conforme os objetivos de cada empresário/investidor. A construção de uma estrada pode ser uma forma de intervenção de um projeto público que visa desenvolver o setor econômico de um local.

FIGURA 3

7
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FONTE: Jupiter Images. Disponível em: <http://www.thinkstockphotos.com/image/86528416>. Acesso em: 29 abr. 2014.

Assim como a construção de um resort também pode ser considerada um projeto de intervenção, pois de alguma forma esse estabelecimento levará mudanças à localidade onde será instalado.

projeto de intervenção, pois de alguma forma esse estabelecimento levará mudanças à localidade onde será instalado.
1.1 ORIGENS E CONFIGURAÇÕES DOS PROJETOS FIGURA 4 8 FONTE: Portal Educação. Mesmo que o

1.1 ORIGENS E CONFIGURAÇÕES DOS PROJETOS

FIGURA 4

8
8

FONTE: Portal Educação.

Mesmo que o marco lógico seja mundialmente reconhecido na atualidade como instrumento ou ferramenta para o desenho, apresentação, planejamento e gestão de projetos de desenvolvimento, suas origens mais imediatas provêm não dos domínios anteriormente mencionados, mas de quando um conjunto metodológico surge como um marco de avaliação de projetos de desenvolvimento. Portanto, sua dinâmica original e suas linhas de desenvolvimento não são as próprias do desenho e do planejamento, que respondem a esquemas propriamente avaliadores, tratam de definir se o projeto funcionou ou não, se produziu os resultados esperados, se os meios e recursos empregados tiveram o impacto apropriado. E se não foi assim: por quê? Em outras palavras: quais são as causas e as razões que explicam onde estão os possíveis defeitos do prometido em questão? É no fim da década de 60, devido a uma tensão para melhora significativa nos procedimentos e metodologias de avaliação, que surge uma inovadora concepção do processo de avaliação e de seus instrumentos. Segundo Vasquez (2008), foi a unidade de avaliação da Agência Internacional de Desenvolvimento dos Estados Unidos da América que tomou a iniciativa para a definição de um novo e melhorado método de avaliação, encarregando à consultoria Fry & Associates a responsabilidade pelo desenho. Tal iniciativa responderia a uma linha de trabalho precedente sobre a necessidade de melhora dos sistemas avaliativos iniciada com o informe Reseach,

linha de trabalho precedente sobre a necessidade de melhora dos sistemas avaliativos – iniciada com o
Evaluation and Planning Assistance Report (1961), seguido pelo Lincoln Report (1964) e o Bernstein Report

Evaluation and Planning Assistance Report (1961), seguido pelo Lincoln Report (1964) e o Bernstein Report (1967) , por ele poderia se considerar que as ações dos EUA estavam orientadas a culminação desse processo. Já em seu primeiro informe, a equipe consultora estabeleceu, de forma estrutural, que o principal problema radicava não tanto nos sistemas de avaliação de revisão ao uso, mas à própria estrutura do desenho do projeto. Portanto, estabelecia-se claramente que o obstáculo real para uma avaliação consistente era a ausência de elementos claros de medição. Faz-se necessário, dessa forma, elaborar programa definido, estabelecer os objetivos de projetos e metas a serem alcançadas, possibilitando a adequada moderação e a coerente atribuição de responsabilidades. Daí é que se deveria instrumentar uma estrutura de projeto que, com base em tais elementos, permitiria a adequada avaliação. Posto que as recomendações da Fry & Associates sustentavam a necessidade de desenvolver uma nova estrutura de projeto de acordo com as novas necessidades de avaliação, optou-se por seguir um novo caminho com enfoque ou visão de marca lógica às atividades e projetos.

A partir da raiz dessa aplicação surgem as primeiras versões do método que finalmente coagulam no primeiro marco lógico (ROSEMBERG; POSNER, 1979) propriamente dito; com base nas distintas aplicações e desenvolvimentos posteriores, enriquecidos a partir de novas contribuições e melhoras durante a década de 70, até desembocar nas atuais formulações metodológicas entre as quais cabe destacar a possivelmente mais elaborada das aplicações, a metodologia Ziel Orientaterle Project Plannung (ZOPP). Outras aplicações com ligeiras modificações do original ou baseada são as realizadas pelo programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e o Banco Mundial.

O que é a metodologia ZOPP?

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Pode-se conceituar ZOPP como a organização de planejamentos participativos que, partindo de informações relativamente vagas, por meio de várias etapas de trabalho, possa-se chegar a um planejamento detalhado, determinando os instrumentos de implementação e

avaliação do projeto. Esse método é um instrumento de planejamento utilizado no âmbito de cooperação técnica do governo alemão em um grande número de áreas. O Planejamento de Projetos Orientado por Objetivos (ZOPP) compõe-se de uma série de passos que descrevem um modelo para o desenvolvimento do trabalho em grupo. Trata-se de uma alternativa aos procedimentos tradicionais de planejamento, especialmente os desenvolvidos por tecnocratas. Valoriza os

alternativa aos procedimentos tradicionais de planejamento, especialmente os desenvolvidos por tecnocratas. Valoriza os
processos de trabalho e a participação dos beneficiários em detrimento de resultados quantitativos. O método

processos de trabalho e a participação dos beneficiários em detrimento de resultados quantitativos. O método ZOPP realiza uma adaptação do Marco Lógico Logical Framework Approach (LFA) utilizado internacionalmente no gerenciamento para implementação e avaliação de projetos.

Como funciona essa metodologia?

A base do processo está na ideia de que planejamento e implementação são etapas que devem ser desenvolvidas de maneira integrada. Trata-se de um planejamento baseado na cooperação. Todos os envolvidos devem participar do processo, no qual a ética, os valores morais e o profissionalismo são elementos importantes e reconhecidos como pressupostos para a eficácia do método. As pessoas que trabalham com essa metodologia são mais flexíveis e geralmente atuam sem hierarquias. Esses comportamentos são os fundamentos da ZOPP. Não se trata de uma equipe necessariamente interdisciplinar, mas sim de uma equipe que equaciona: indivíduos, interesses articulados e especialistas de áreas relevantes em um enfoque participativo, com o objetivo de aproveitar as potencialidades do conhecimento e a experiência dos envolvidos em um projeto para melhoria do planejamento. Conseguir um planejamento participativo é o aspecto mais difícil do método e requer mudança de atitude diária, e não apenas em uma fase do processo. As relações são trabalhadas de modo a evidenciar a dependência existente entre todos os participantes e o papel de cada um. O objetivo principal é a melhoria do processo de planejamento no âmbito da cooperação técnica, permitindo a cada um a visão do impacto do seu trabalho, aprender com os erros e agir

com responsabilidade e autonomia.

10
10

Etapas do método:

1)

análise de envolvimento tem por objetivo levantar informações sobre indivíduos,

grupos e instituições relevantes para o planejamento. Essa etapa é fundamental, pois

permite o detalhamento das atividades e das responsabilidades. Não é uma regra começar pela análise dos envolvidos, é possível também iniciar o processo com a análise dos problemas; 2) análises de problemas os organizadores do seminário de planejamento indicam os problemas em diferentes níveis de detalhamento. As informações básicas fornecidas aos participantes podem ser discutidas pelo grupo. Conforme o tema e a

detalhamento. As informações básicas fornecidas aos participantes podem ser discutidas pelo grupo. Conforme o tema e
situação, a análise de problemas pode ser substituída pela análise de potenciais. A análise de

situação, a análise de problemas pode ser substituída pela análise de potenciais. A análise de problemas é a base para que seja desenvolvida uma hierarquia de objetivos com diversas alternativas de solução. O objetivo é identificar os principais problemas e suas relações, o que exige uma boa base de informações:

a análise de problemas investiga a realidade do momento sem encaixá-la

em sistemas teóricos;

o procedimento utilizado é a visualização;

os problemas são registrados pelos participantes em tiras de papel que são

entregues ao coordenador e fixadas em um painel para a elaboração da árvore de problemas, a qual corresponde ao cenário negativo;

dessa forma, todos podem ver o que está sendo proposto e participar da

elaboração da árvore, trabalhando na hierarquização dos problemas. 3) árvore de objetivos a partir do cenário negativo, os participantes são estimulados a elaborar um cenário positivo, que resulta na árvore de objetivos. Todas as informações fixadas são reproduzidas em computador quando se trata de informações muito complexas, de modo a compor a matriz do planejamento; 4) identificações de alternativas na identificação de alternativa, devem ser consideradas (além das relações custo-benefício) relevância para certos grupos sociais, viabilidade técnica, impactos desejados, custos de manutenção das atividades pós-projeto, concorrências institucionais, impactos ambientais, riscos previsíveis. A análise de alternativas ajuda a definir o escopo do projeto; 5) descrições sumárias o grupo de planejamento pode reformular os objetivos, mas a estrutura básica da análise descrita pela alternativa escolhida deve estar contida na descrição sumária; 6) pressupostos importantes são fatores externos que não podem ser controlados pelo gerenciamento do projeto e que devem ocorrer para que os objetivos sejam alcançados; 7) indicadores devem descrever concretamente o que se pretende com os

objetivos estabelecidos e devem ser formulados conforme o objetivo específico. Precisam ser substanciais, direcionados para os objetivos, plausíveis e independentes. O indicador é montado passo a passo, iniciando com a definição do conteúdo do objetivo (em quantidade, qualidade, tempo e espaço), escolhendo o parâmetro que será medido quantificando o objetivo;

11
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(em quantidade, qualidade, tempo e espaço), escolhendo o parâmetro que será medido quantificando o objetivo; 11
8) fontes de verificação – permitem verificar se os indicadores implicam custos adicionais e se

8) fontes de verificação permitem verificar se os indicadores implicam custos adicionais e se são realistas. Em geral, deverão ser baseadas em pesquisas e estudos específicos integrados, o máximo possível, ao trabalho do projeto e ano delegados a consultores externos. O conjunto formado pelos objetivos, indicadores e fontes de verificação define a formatação do sistema de informação e documentação; 9) análise dos riscos os riscos podem ser utilizados como critério na avaliação das alternativas apresentadas. A probabilidade de êxito do projeto é importante para a decisão sobre destinação de verbas. Muitos riscos são, entretanto, imprevisíveis e terão que ser contornados pela equipe de planejamento no seu dia a dia; 10) estrutura quantitativa e custos para cada atividade prevista, devem ser indicados os materiais, serviços e recursos financeiros e humanos necessários. A partir dessas informações será possível elaborar um orçamento realista.

12
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Ao término das atividades, deve ser elaborada a matriz do projeto, contemplando os objetivos, quais os resultados esperados, os procedimentos a serem utilizados, indicadores de impacto, as formas de verificação dos resultados obtidos, prevendo ainda as situações que podem interferir nos resultados que se deseja alcançar.

1.1.1 O que é um projeto?

FIGURA 5

que se deseja alcançar. 1.1.1 O que é um projeto? FIGURA 5 FONTE: Rayes. Disponível em:

FONTE: Rayes. Disponível em: <http://www.thinkstockphotos.com/image/200394272-001>. Acesso em: 29 abr. 2014.

5 FONTE: Rayes. Disponível em: <http://www.thinkstockphotos.com/image/200394272-001>. Acesso em: 29 abr. 2014.
O termo projeto inclui diferentes campos semânticos e significados, entre os quais cabe destacar os

O termo projeto inclui diferentes campos semânticos e significados, entre os quais cabe destacar os seguintes:

desígnio, propósito ou pensamento de executar, de levar ao fim algo, para fazer uma coisa;

planta e disposição que se forma para um traçado ou para a execução de uma

coisa de importância, anotando e estendendo todas as circunstâncias principais que devem convergir para seu êxito;

conjunto de escritos, cálculos e desenhos que são feitos para dar ideia de como pode ser e o quanto pode custar uma obra de arquitetura ou engenharia;

planta, desenho em que se dá a ideia para a fabricação ou formação de uma coisa.

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A Agência Alemã de Cooperação Internacional (GTZ) define o projeto nos seguintes

termos:

Entende-se por projeto uma tarefa inovadora que tem um objetivo definido, em uma zona geográfica delimitada e para um grupo de beneficiários; resolvendo desta maneira problemas específicos ou melhorando uma situação. A tarefa principal é capacitar as pessoas e instituições participantes para que elas possam continuar seus serviços de forma independente e resolver por si mesmas os problemas que surgem depois de concluir a fase de apoio externo.

Uma definição de projeto empregada pela Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (AECI) é a seguinte:

É um conjunto autônomo de investimentos, atividades, políticas e medidas institucionais ou de outra índole desenhado para alcançar um objetivo específico de desenvolvimento em um período determinado, em uma região geográfica delimitada e para um grupo predefinido de beneficiários, que continua produzindo bens e ou prestando serviços além da retirada do apoio externo e cujos efeitos perduram uma vez finalizada sua execução.

Para Bissoli (2001), projeto é um conjunto de atividades constitutivas de uma unidade organizacional com objetivos predeterminados, que deverão ser alcançados em um determinado prazo, dentro dos limites dos recursos disponíveis e de especificações preestabelecidas. Quando se fala em projeto, é essencial responder às questões apresentadas na figura

a seguir.

preestabelecidas. Quando se fala em projeto, é essencial responder às questões apresentadas na figura a seguir.
FIGURA 6 14 FONTE: Portal Educação. É importante ressaltar que existem critérios a ser levados

FIGURA 6

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FONTE: Portal Educação.

É importante ressaltar que existem critérios a ser levados em consideração para a realização de um projeto (BISSOLI, 2001):

a) ser politicamente aceitável e sensível às aspirações da população significa que

o projeto deve apresentar uma probabilidade, acima da média, de aprovação pela população (ou público) que será alcançada pelos efeitos da ação do projeto;

b) ser exequível apresentar um bom índice de viabilidade técnica e econômica, de

acesso a recursos técnicos e materiais para sua execução;

c) ser economicamente eficaz possibilitar o alcance do máximo benefício ao menor

custo econômico social;

d) ser tecnicamente racional, coerente e adequado aos fins propostos apresentar

padrão que permita o desempenho lógico da ação a ser executada, seja moderno em

termos de propostas técnicas, ofereça segurança quanto ao alcance dos resultados previstos;

e) ser flexível e intercambiável oferecer condições para, no momento da execução

ser adaptado em função de variáveis não previstas ou imprevisíveis.

Para Bissoli (2001), as três dimensões essenciais de um projeto são:

1) tempo elaborado no momento presente, tendo em vista uma realização futura, o

que exige a preparação do quadro da situação futura pretendida e prazos para seu alcance;

2) espaço a ação do projeto se realiza em áreas delimitadas espacialmente;

do projeto se realiza em áreas delimitadas espacialmente; 3) volume – para a execução são necessários

1.2

PROJEÇÃO: ESTRATÉGIA E PROJETO

1.2 PROJEÇÃO: ESTRATÉGIA E PROJETO O projeto é o resultado da ação de projetar, um verbo

O projeto é o resultado da ação de projetar, um verbo cujos significados básicos incluem: idealizar, traçar, disponibilizar ou propor o plano e os meios para a execução de uma coisa. Igualmente, projetar é lançar para frente ou a distância. Por último, projetar, em sua dimensão geométrica, significa traçar linhas retas desde todos os pontos de um sólido ou uma figura para uma superfície plana, o resultado dessa ação é uma nova figura, consequência do deslocamento figurado da original. A projeção implica sempre uma ideia de deslocamento, de movimento ou mudanças de um ponto ou de uma situação presente para outro ponto distinto do espaço ou para uma situação futura. Ideias básicas e consubstanciais ao desenvolvimento e a seu processo configurativo, já que quando pretendemos realizar uma atuação ou intervenção de desenvolvimento partimos de uma situação inicial, em que o ponto de partida do planejamento (caracterizado geralmente por seus aspectos desfavoráveis) , se não tiverem suas trajetórias corrigidas, conduzirão a uma situação inercial futura, situação que se alcançará por avaliação natural sem fazer intervenção alguma com a intenção de mudar o entorno. Portanto, é necessário deslocar-se da situação inicial desfavorável, para um estado de melhora generalizado em que os aspectos negativos existentes têm desejado uma situação de maior positividade. Esse estado positivo é denominado situação desejada, que seria a situação que se quer alcançar. Para obter essa situação e sair do estado desfavorável ou de necessidade, precisamos elaborar uma estratégia de desenvolvimento. Mas, de que forma elabora-se uma estratégia de desenvolvimento? A princípio, a estratégia compreende os seguintes itens:

a) diagnóstico da realidade atual uma análise dinâmica das tendências

15
15

históricas, os fatos, as forças que têm conduzido e permitem explicar tanto a realidade atual (situação inicial) como o futuro a curto e médio prazos (situação futura). Portanto, devemos obter uma imagem inicial de como será nosso território dentro de cinco a dez anos;

b) formulação da situação desejada é o mesmo da imagem do futuro que

pretendemos alcançar. Essa situação desejada se expressa como objetivos de

desenvolvimento;

da imagem do futuro que pretendemos alcançar. Essa situação desejada se expressa como objetivos de desenvolvimento;

c)

projetos de desenvolvimento o conjunto de projetos estratégicos, isto é, os

– o conjunto de projetos estratégicos, isto é, os passos que propomos para nos aproximarmos gradualmente

passos que propomos para nos aproximarmos gradualmente desde o ponto de partida (situação inicial) até a situação desejada. Assim, o projeto de desenvolvimento sempre é, ou deve ser, parte de uma estratégia de desenvolvimento; de outra maneira é difícil que possa contribuir realmente ao desenvolvimento no entorno de referência, limitando-se a ações pontuais ou experimentais que geralmente não apresentam uma

incidência clara ou impacto positivo na situação inicial. A estratégia de desenvolvimento se articula e concretiza em programas e projetos de desenvolvimento que constituem as unidades operativas da estratégia, dentro dessa cada projeto estratégico significa um passo para alcançar os objetivos de desenvolvimento.

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As fases de concepção de um projeto podem ser entendidas da seguinte maneira:

a) idealização momento em que temos o interesse em mudar algo, ou fazer

alguma ação para o futuro. Sabe aquele momento em que você observa determinado espaço ou cidade e imagina algo que ajudaria no desenvolvimento do local? Pois é, a idealização é esse momento. Será que você já não passou por um momento desses? Por exemplo, o ex-presidente JK foi um grande idealizador, construindo Brasília;

FIGURA 7

foi um grande idealizador, construindo Brasília; FIGURA 7 FONTE: Jupiter Imagens. Disponível em:

FONTE: Jupiter Imagens. Disponível em: <http://www.thinkstockphotos.com/image/87701319>. Acesso em: 28 abr. 2014.

FONTE: Jupiter Imagens. Disponível em: <http://www.thinkstockphotos.com/image/87701319>. Acesso em: 28 abr. 2014.
b) preparação do projeto – essa é basicamente a fase dos diagnósticos, em que é

b) preparação do projeto essa é basicamente a fase dos diagnósticos, em que é

preciso conhecer onde estamos e aonde queremos chegar;

c) apresentação do projeto consiste na fase em que se reúnem todos os atores

envolvidos no projeto (comunidade local, trade turístico, Poder Público) e apresenta-se

o que se deseja com o projeto. O ideal é que nesse momento sejam apresentados todos os passos do projeto, bem como suas implicações ambientais. Quanto mais explícito for esse momento, maiores serão as chances de ser bem aceito por todos;

FIGURA 8

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serão as chances de ser bem aceito por todos; FIGURA 8 17 FONTE: Creatas. Disponível em:

FONTE: Creatas. Disponível em: <http://www.thinkstockphotos.com/image/76721768>. Acesso em: 28 abr. 2014.

d) execução nesse momento inicia-se o cumprimento das etapas descritas no

projeto. Por exemplo, se um projeto tem como objetivo formar pessoas para trabalhar com o setor de turismo, então, é o momento de abrir cursos para iniciar a formação dessas pessoas;

para trabalhar com o setor de turismo, então, é o momento de abrir cursos para iniciar
FIGURA 9 18 FONTE: Darrin Klimek. Disponível em: <http://www.thinkstockphotos.com/image/200532252-001>. Acesso

FIGURA 9

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FONTE: Darrin Klimek. Disponível em: <http://www.thinkstockphotos.com/image/200532252-001>. Acesso em: 28 abr. 2014.

e) monitoramento consiste na etapa em que é acompanhado minuciosamente o

que foi implantado do projeto. O monitoramento é importante, pois ele vai dizer se

ações definidas no projeto precisam ser mudadas ou se podem continuar da maneira como foram previstas inicialmente.

1.3 CONHECIMENTO DA REALIDADE: PROBLEMÁTICAS A ENFRENTAR

FIGURA 10

DA REALIDADE: PROBLEMÁTICAS A ENFRENTAR FIGURA 10 FONTE: Stockbyte. Disponível em:

FONTE: Stockbyte. Disponível em: <http://www.thinkstockphotos.com/image/exe_064>. Acesso em: 28 abr. 2014.

10 FONTE: Stockbyte. Disponível em: <http://www.thinkstockphotos.com/image/exe_064>. Acesso em: 28 abr. 2014.
Sempre que se aborda o desenho de uma estratégia de desenvolvimento enfrenta-se a realidade; que

Sempre que se aborda o desenho de uma estratégia de desenvolvimento enfrenta-se a realidade; que por si só já é particularmente densa e complexa, no caso das situações de subdesenvolvimento ainda é mais. Por isso, o desconhecimento sobre a realidade (da sua decomposição, desconstrução e seu diagnóstico pormenorizado e rigoroso) constitui em muitas ocasiões o principal obstáculo dos projetos de desenvolvimento e a escassa eficiência de que normalmente se acusa a cooperação ao desenvolvimento. Para evitar esse problema, o desenho de uma estratégia de desenvolvimento adequada implica uma investigação prévia e uma análise pormenorizada de nossa realidade, que sirvam de base para a determinação da problemática existente, ponto de partida das ações de desenvolvimento. A realidade não é estática, está em constante transformação, é um entorno mutante, sendo a população o agente fundamental de mudança, se bem que as ações da população obedecem tanto às suas necessidades como às suas tradições, crenças e valores (fatores imateriais tradicionalmente pouco levados em consideração pela grande maioria dos projetos de desenvolvimento mais decisivo) isso tudo deve ser observado se pretendemos mudar nossa realidade para a situação desejada. Por isso, uma análise mínima e consistente da realidade implica a combinação da dimensão material e objetiva da realidade (população, recursos, produção) com a trajetória histórica organizacional e social (evidência empírica das transformações operadas, experiências organizacionais) e com os valores subjetivos da comunidade (costumes, crenças, valores, perspectivas, desejos que explicam porque as pessoas atuam de uma maneira ou de outra). Essas três dimensões se inter-relacionam e se influenciam mutuamente. Uma transformação consciente da realidade implica intervir nessas três dimensões; para isso, os projetos estratégicos devem se desenhar de acordo com tais orientações. A análise da realidade deve conduzir até a identificação da problemática existente, a partir dos bancos de dados que acompanham o diagnóstico. Os problemas não só se apresentam de forma individualizada e de fácil identificação, normalmente só aparecem em forma de meadas, que são produtos de uma pluralidade de fatores causadores e de contradições de fundo. Por isso uma das tarefas básicas do planejamento é desmontar as engrenagens e os grupos de problemas, identificando:

os principais fatores causadores e, se possível, os problemas focais (que são causadores de muitos outros problemas);

os problemas que estão dentro da nossa margem de ação, sobre os que podemos incidir de maneira direta;

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19
 os problemas que estão dentro da nossa margem de ação, sobre os que podemos incidir
 os problemas acidentais ou resultantes dos anteriores, subordinados ou dependentes dos focais. O parágrafo

os problemas acidentais ou resultantes dos anteriores, subordinados ou dependentes dos focais. O parágrafo anterior é uma hierarquização mínima da problemática existente, muito útil para a definição de alternativas e soluções (quando existir), posto que a priorização da

problemática começará a surgir nas primeiras ideias de projetos. São muito complicadas a definição e a hierarquização da problemática, posto que cada caso tenha sua identidade própria

e peculiar, não existindo, portanto, receitas para o uso. É importante contar com elementos

metodológicos definidos: como a metodologia ZOPP, por exemplo. Um projeto só deveria ser formulado a partir da identificação e definição dos problemas que pretendemos superar. É essencial que o problema seja definido de forma rigorosa, clara,

compreensível e quantificável. A quantificação do problema por meio dos indicadores é decisiva,

já que nos aponta sua magnitude. Também é importante a menção dos afetados, a localização

etc. Quando definido o problema, podemos passar a desenhar o projeto em função de seus elementos, objetivos, resultados e atividades.

1.4

DE DESENHO

APROXIMAÇÃO DOS ELEMENTOS DO PROJETO E OS ESQUEMAS OPERACIONAIS

FIGURA 11

ELEMENTOS DO PROJETO E OS ESQUEMAS OPERACIONAIS FIGURA 11 FONTE: Portal Educação. 20 Um projeto se

FONTE: Portal Educação.

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Um projeto se define e se formula a partir da identificação e quantificação dos problemas que pretendemos superar ou por um setor que desejamos movimentar ou ampliar.

e quantificação dos problemas que pretendemos superar ou por um setor que desejamos movimentar ou ampliar.
Por isso a problemática de desenvolvimento que o projeto enfrenta e pretende superar é referência

Por isso a problemática de desenvolvimento que o projeto enfrenta e pretende superar é referência básica para sua formulação e para a qualidade de planejamento. Parece evidente que o projeto de desenvolvimento deve ser adequado e coerente com a problemática sobre a qual pretende incidir; de outra maneira, seria irrelevante aos efeitos de desenvolvimento. Normalmente a estrutura e a organização do projeto de desenvolvimento respondem a alguma das variantes metodológicas do denominado marco lógico ou enfoque do marco lógico. O marco lógico estabelece uma série de sequências lógicas de relação entre os distintos elementos daí sua denominação. Sequências lógicas essas que podem ser resumidas da seguinte maneira:

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21

com os insumos;

recursos ou meios (humanos, financeiros, técnicos, materiais etc.).

Realizam-se e se levam: ao fim as atividades; mediante a execução das atividades se alcançam os resultados; a consecução dos resultados leva ao êxito dos objetivos específicos ou imediatos. Alcançar os objetivos específicos contribui com a obtenção do objetivo geral. Independentemente da virtualidade desse método, a simplificação extrema da realidade do subdesenvolvimento que às vezes seu emprego leva, e apesar de seus defeitos e carências científicas, na atualidade constitui uma sorte de fala comum, aplicado por muitas organizações e instituições, começando pela própria comissão europeia, agências e entidades das Nações Unidas e as distintas grandes agências de desenvolvimento. Uma vez definida a problemática sobre a qual se pretende incidir, podemos proceder para desenhar o projeto em função dos itens fundamentais ao enfoque do marco lógico configurando os seguintes elementos:

TABELA 1

Item

Definição

Objetivo geral

É o objetivo estratégico ou de longo prazo cujo ganho o projeto contribui, mas que está mais de seu alcance direto. Pode formular-se como investimento do problema de desenvolvimento.

Objetivos específicos

São os próprios do projeto em questão, pretendem conseguir a curto e médio prazo

Objetivos específicos São os próprios do projeto em questão, pretendem conseguir a curto e médio prazo
  mediante a execução das atividades e os resultados ou frutos que se derivam delas.
 

mediante a execução das atividades e os resultados ou frutos que se derivam delas.

Resultados esperados

São os produtos concretos e tangíveis que pretendemos obter com as atividades do projeto. Sua realização deve garantir diretamente a consecução dos objetivos específicos.

Atividades

Ações do projeto fundamentais para alcançar os resultados e os objetivos. Deveriam formular-se como passos essenciais a execução do projeto. O conjunto de atividades deve ser suficiente para assegurar a consecução dos resultados.

Insumos e meios

Recursos humanos, financeiros e materiais.

Indicadores

Para a imprescindível avaliação dos objetivos e resultados devemos estabelecer critérios e êxito qualitativos e quantitativos, os denominados indicadores: instrumentos que nos permitem constatar em quais medidas se alcançaram os objetivos e resultados. Para que um indicador seja eficiente deve ser objetivamente quantificável e verificável e deve conter metas precisas que possibilitem avaliar objetivamente.

FONTE: Vasquez, 2008.

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e verificável e deve conter metas precisas que possibilitem avaliar objetivamente. FONTE: Vasquez, 2008. 22
Observe a seguir o resumo narrativo do projeto. TABELA 2 Conceitos importantes  Separar a

Observe a seguir o resumo narrativo do projeto.

TABELA 2

Conceitos importantes

Separar a causa do efeito;

Usar frases sensíveis e breves;

Buscar um só objetivo.

Qual é a finalidade do projeto?

O impacto que se prevê terá o projeto em nível setorial, benefícios etc.

O que deve ser produzido pelo projeto?

Como se produziram os componentes?

O que é preciso para pôr em prática o projeto?

Que insumos são necessários?

Indicadores

Conceitos básicos:

1)

2)

Estamos medindo o projeto de acordo com sua administração; Os indicadores se expressam em termos quantitativos, qualitativos e temporais.

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Meios de verificação

Conceitos básicos:

1)

2)

Meios de verificação devem ser práticos e realistas; Devem proporcionar a base para a supervisão e avaliação do projeto.

Fatores externos? Como gerenciar os riscos?

1)

2)

Os meios de verificação devem ser práticos e realistas; Devem proporcionar a base para a supervisão e avaliação do projeto.

FONTE: Do Autor.

devem ser práticos e realistas; Devem proporcionar a base para a supervisão e avaliação do projeto.
Um projeto, nada mais é do que ações que obedecem a uma metodologia, que tem

Um projeto, nada mais é do que ações que obedecem a uma metodologia, que tem como objetivo chegar a algum lugar. Podemos, então, dizer que é: um direcionamento que nos dá inúmeras possibilidades para atingir os objetivos futuros desejados; que permite que se saia de uma situação X para chegar a Y de maneira planejada. Como exemplo, pode ser observada a imagem a seguir, que é uma representação do Estádio Oficial das Olimpíadas realizadas em 2008 na cidade de Pequim. Inúmeros projetos foram desenvolvidos para atender a demanda gerada pelas Olimpíadas. Projetos que contavam com um cronograma bastante intenso de atividades para entregar no dia certo a estrutura para a realização desse megaevento. Tudo o que foi realizado especialmente em Pequim teve um único objetivo atender a demanda das olimpíadas.

FIGURA 12

único objetivo atender a demanda das olimpíadas. FIGURA 12 FONTE: Portal Educação. 2 METODOLOGIAS DE GESTÃO

FONTE: Portal Educação.

2 METODOLOGIAS DE GESTÃO DE PROJETOS

FIGURA 13

Educação. 2 METODOLOGIAS DE GESTÃO DE PROJETOS FIGURA 13 24 FONTE: Medioimages/Photodisc. Disponível em:
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FONTE: Medioimages/Photodisc. Disponível em: <http://www.thinkstockphotos.com/image/56371293>. Acesso em: 28 abr. 2014.

Medioimages/Photodisc. Disponível em: <http://www.thinkstockphotos.com/image/56371293>. Acesso em: 28 abr. 2014.
 O que é gerenciar um projeto? Gerenciar requer habilidade no uso de conhecimentos e

O que é gerenciar um projeto?

Gerenciar

requer habilidade no uso de conhecimentos e técnicas

específicas. Organizar as etapas necessárias e acompanhar a realização delas é um processo primordial para garantir que se alcance a finalidade determinada. A gerência permeia todos os momentos de realização de um projeto, ou seja, ela está presente nas seguintes fases:

um

projeto

iniciação;

planejamento;

execução;

controle;

encerramento.

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A gestão está presente também nas seguintes áreas de conhecimento:

gerência de integração de projetos;

gerência de escopo de projetos;

gerência de tempo de projetos;

gerência de custo de projetos;

gerência de qualidade de projetos;

gerência de recursos humanos de projetos;

gerência de comunicações de projetos;

gerência de riscos de projetos;

gerência de aquisições de projetos.

Qual é a importância do tempo em um projeto?

Ao elaborar um projeto, uma das preocupações centra-se na organização temporal. A elaboração de um cronograna, possibilitando otimizar o tempo em que serão realizadas as tarefas, é uma ferramenta fundamental, já que organiza sua execução de acordo com o objetivo pretendido.

Qual é a importância do custo em um projeto?

Para iniciar um projeto é necessário verificar cada etapa a ser executada, quais as taxas, materias de consumo, equipamentos e possíveis lucros. Esse levantamento prévio permite a organização de custos.

taxas, materias de consumo, equipamentos e possíveis lucros. Esse levantamento prévio permite a organização de custos.
 O que é escopo? Definimos escopo como aquilo que se pretende realizar. Para garantir

O que é escopo?

Definimos escopo como aquilo que se pretende realizar. Para garantir que o produto final de um projeto tenha a qualidade e a quantidade requeridas, elabora-se um escopo, especificando inicialmente o resultado esperado, a organização de custos e tempo a serem empregados. As ferramentas para gerenciar um projeto podem ser variadas. Pode-se usar apenas o bom senso, experiências de terceiros que deram certo e ainda técnicas e softwares elaborados com a finalidade de gerenciar os projetos. Essas técnicas são aceitas em todo o mundo como possibilidades para atender a projetos variados em tamanhos e formas, como sendo técnicas modernas de gerenciamento, garantindo a exequibilidade dos projetos, dentro do tempo e custo previstos. Além das técnicas a serem utilizadas, cada projeto conta com ferramentas para executar as tarefas planejadas. Essas ferramentas podem ser intrumentais e sofisticadas, como no caso de softwares. Apesar da praticidade que os softwares oferecem é necessário cautela em seu uso, para que ferramentas não sejam descartadas erroneamente. Cada projeto apresentará especificidades acerca das ferramentas a serem utilizadas. Em alguns casos, materiais de apoio e materiais de escritórios serão ferramentas necessárias e em outros casos a utilização de softwares poderá aprimorar o trabalho. Há ainda ocasiões em que o uso das habilidades será tão ou mais importante que o uso de ferramentas, como nas etapas de um projeto em que será necessário o relacionamento com outras pessoas. É preciso, portanto, que os instrumentos a serem utilizados sejam organizados na etapa inicial do processo. Os instrumentos corretos podem resultar na redução de custo, na

execução de tarefas em menor tempo e em maior e melhor controle da quailidade da produção. A relação entre modernidade e a tradição pode garatnir uma gestão satisfatória a todos os envolvidos com o projeto.

Quem desenvolve o projeto?

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Um projeto é desenvolvido pelo gerente de projeto. Esse profissional raramente participa das atividades diretas do projeto que produzem os resultados. Sua função é gerenciar o progresso do empreendimento e por meio das variáveis (qualidade, custo, prazo e escopo)

verificar seus desvios. Sendo assim, seu trabalho pauta-se em evitar e em alguns casos, minimizar as possíveis falhas que ocorrerem no percurso de execução do projeto. Um gerente de projeto

casos, minimizar – as possíveis falhas que ocorrerem no percurso de execução do projeto. Um gerente
precisa atender às necessidades de seu cliente satisfatoriamente, conhecendo todas as medidas, objetivos e ferramentas,

precisa atender às necessidades de seu cliente satisfatoriamente, conhecendo todas as medidas, objetivos e ferramentas, prevendo as ações, seus custos e tempo, do início ao fim do projeto, empenhando-se em assegurar sua conclusão.

2.1 PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO PARA A EXCELÊNCIA EM GESTÃO DE PROJETOS

FIGURA 14

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PARA A EXCELÊNCIA EM GESTÃO DE PROJETOS FIGURA 14 27 FONTE: Photodisc. Disponível em:

FONTE: Photodisc. Disponível em: <http://www.thinkstockphotos.com/image/rba1_15>. Acesso em: 28 abr. 2014.

O planejamento estratégico pode ser entendido como um plano detalhado feito antecipadamente, em que deverá aparecer um conjunto de decisões tomadas previamente a respeito do que deve ser feito em longo prazo. O planejamento estratégico mostra o que será desenvolvido no futuro. Por que é chamado de estratégico? Você sabe o que é estratégia? Podemos dizer que é chamado de estratégico porque é nesse momento que são analisadas, exploradas, todas as condições possíveis para atingir os objetivos desejados e que são

momento que são analisadas, exploradas, todas as condições possíveis para atingir os objetivos desejados e que
delineadas as futuras ações. Por exemplo, se eu quero atrair turista do segmento classe A

delineadas as futuras ações. Por exemplo, se eu quero atrair turista do segmento classe A para minha cidade, terei de analisar todas as condições possíveis para que esse segmento sinta-se atraído pela minha cidade e ver o que efetivamente devo fazer para que isso aconteça. Estratégia é a arte de planejar e executar movimentos. Na verdade, esse nome foi primeiramente usado nas guerras em que os comandantes constantemente tinham de rever suas estratégias contra os inimigos para realizar futuras ações táticas. Se você parar e analisar, verá que as estratégias são usadas constantemente em nosso cotidiano, não é mesmo? Quem nunca teve que mudar seus planos por causa de alguma eventualidade?

A principal função do planejamento estratégico em um projeto turístico é abranger

todos os envolvidos por esse projeto; ou seja, oferecer trocas mútuas nas ações dos envolvidos e aos objetivos da empresa, cidade etc. Pode-se dizer que o planejamento estratégico em projetos turísticos pode levar uma cidade de uma determinada situação atual para uma superior. Por exemplo, se a proprietária de um determinado hotel quer atrair segmento superior ao que atrai atualmente em seu empreendimento, ela obrigatoriamente terá

que rever suas estratégias para poder alcançar seu objetivo; após elaborar novas estratégias, precisa efetivamente colocá-las em prática, ou seja, fazer tudo o que as pessoas do segmento desejado esperam encontrar em um hotel.

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O planejamento estratégico para a excelência em gestão de projetos é possível sim,

porém, precisa estar integralmente associado à equipe que vai efetivamente desenvolver o projeto. Pois de nada adianta, por exemplo, elaborar um belíssimo projeto turístico, com estratégias inacreditáveis, se elas estão muito distantes da realidade local ou se não existe equipe para desenvolver esse projeto. Então, vai aí uma grande dica: faz também parte da equipe de gestores dos projetos

contemplar em seu planejamento estratégico as formas para que atinjam a excelência no que se propuseram a fazer, caso contrário, o projeto pode se tornar um fracasso desde o planejamento estratégico.

Metodologia para a elaboração de planos estratégicos

A metodologia tem de se adaptar às especificidades do território a que se aplica. Essa

capacidade de adaptação deve ser outra característica fundamental de qualquer metodologia de elaboração de planos estratégicos. É importante entender que o planejamento estratégico serve,

sobretudo para proporcionar um método para a prática do sentido comum, o que enlaça a melhor tradição da administração local, quando essa sabe favorecer a participação cidadã na solução dos amplos problemas de uma cidade ou território.

local, quando essa sabe favorecer a participação cidadã na solução dos amplos problemas de uma cidade
Um elemento comum na metodologia dos planos estratégicos é sua desagregação em sucessivas etapas encadeadas

Um elemento comum na metodologia dos planos estratégicos é sua desagregação em sucessivas etapas encadeadas no tempo, em que se podem distinguir dois grandes blocos: a elaboração e a execução ou implantação do plano, apesar de que entre eles há uma linha de continuidade clara, pois o objetivo final de qualquer plano estratégico é precisamente sua aplicação, a tradução de suas propostas em ações. A elaboração de planos estratégicos engloba em todas as fases que tem como finalidade a produção de documento em que se definem as linhas estratégicas e as ações a serem desenvolvidas. Esse processo pode ser definido em quatro fases:

fase 1 a organização do plano e a identificação dos temas críticos;

fase 2 os diagnósticos interno e externo;

fase 3 a definição de metas, objetivos e estratégias;

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fase 4 a definição dos objetivos para cada linha estratégica e a identificação das

aços que vão ser desenvolvidas. No processo de elaboração, podem ser utilizadas diferentes técnicas de análises e diagnósticos. Essas contribuições metodológicas não são exclusivas do planejamento estratégico, mas é aqui onde têm maior utilização. Dentre as características básicas do planejamento estratégico estão sua revisão e atualização continuada. Apesar de o processo culminar normalmente com a aprovação de um documento com as linhas estratégicas e as ações que vão se desenvolver. É importante destacar o caráter circular do planejamento estratégico, tal como mostra a figura a seguir.

FIGURA 15

o caráter circular do planejamento estratégico, tal como mostra a figura a seguir. FIGURA 15 FONTE:

FONTE: Portal Educação.

o caráter circular do planejamento estratégico, tal como mostra a figura a seguir. FIGURA 15 FONTE:
 Como fazer para implantar um plano estratégico? Conforme visto nas seções anteriores, a elaboração

Como fazer para implantar um plano estratégico?

Conforme visto nas seções anteriores, a elaboração de um plano estratégico somente constitui a primeira parte do processo. Culmina na reflexão sobre o futuro do turismo da cidade ou do território e determina as ações que vão ser desenvolvidas. O passo seguinte será a implantação ou execução do plano estratégico. Apesar de essa segunda parte ser fundamental dentro de qualquer plano estratégico, podem-se observar duas gerações de planos que têm sido

sucedidos à medida que o aspecto da gestão tenha sido recompensado sobre o aspecto de reflexão e análise: o plano estratégico convencional e o plano estratégico de gestão. Deve-se ressaltar que, por sua própria definição, qualquer plano estratégico é já um plano de gestão. O plano estratégico de gestão é que enfatiza sua implementação e seu caráter contínuo e circular. A etapa de implantação, do plano estratégico deverá ser submetida a uma continuada supervisão e atualização. A supervisão tem que incidir, sobretudo em nível de realização de cada uma das medidas ou ações que vão ser desenvolvidas. A atualização questiona a validez de cada medida ou ação em função do caráter mutante do entorno.

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2.2 ESTRUTURAS ORGANIZACIONAIS PARA PROJETOS

A estrutura organizacional depende do produto que será desenvolvido. Ela não é estática, pode variar dependendo dos objetivos de cada projeto. Varia também de acordo com a metodologia de elaboração do projeto. Podemos dizer então que as estruturas são dinâmicas e são capazes de se reestruturar conforme cada projeto exige. Atualmente fala-se muito nas estruturas projetizada e matricial como uma resposta à inovação em estruturas organizacionais. As estruturas projetizadas são aquelas que estão sempre se inovando, buscando ficar em conformidade com o que o mercado quer. Já a estrutura matricial pode ser uma mistura da estrutura funcional e da projetizada, pois ela ainda apresenta rigidez em seu nível gerencial. O gerente sênior geralmente é responsável por alocar recursos. Um projeto a ser desenvolvido consiste de uma série de elementos diferentes, tais como software, PCB, alimentação e estrutura mecânica etc., por isso várias áreas do conhecimento são necessárias para executar as suas próprias tarefas. Isso consequentemente acarretará em estrutura organizacional diferenciada conforme o que se quer desenvolver.

tarefas. Isso consequentemente acarretará em estrutura organizacional diferenciada conforme o que se quer desenvolver.
Relativo a isso, chega-se a três conclusões importantes: 1) os projetos devem ser desenvolvidos mais

Relativo a isso, chega-se a três conclusões importantes:

1) os projetos devem ser desenvolvidos mais rápido se a empresa tem pouco tempo para realizá-los, porém devem adequar sua estrutura organizacional; 2) devem ser feitos investimentos e contratações para aliviar estrangulamentos e rendimentos desproporcionalmente grandes; 3) é preciso eliminar desnecessárias variações de cargas e processos de trabalho para eliminar distrações e atrasos, assim libertando a organização para se concentrar na parte criativa da tarefa.

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Por que os projetos precisam mudar suas estruturas organizacionais atualmente? O mercado exige respostas rápidas, um projeto não pode ficar esperando decisão de um gerente centralizador. Por isso, é essencial, nessa nova estrutura, delegar muitas ações à equipe. Outro fator com bastante peso são as rápidas mudanças tecnológicas; se a empresa não estiver preparada para absorver essas mudanças, a grande tendência é que elas irão desestabilizá-la. É importante ressaltar que a estrutura funcional que basicamente caracteriza-se por colocar um projeto para ser executado dentro de um departamento da empresa está bastante defasada atualmente. O que o mercado espera é que as empresas mudem essa dinâmica e comecem a envolver um maior número de especialistas para desenvolver o projeto de forma eficiente.

3 O PERFIL DAS EQUIPES QUE TRABALHAM NA GESTÃO DE PROJETOS

FIGURA 16

DAS EQUIPES QUE TRABALHAM NA GESTÃO DE PROJETOS FIGURA 16 FONTE: Digital Vision. Disponível em:

FONTE: Digital Vision. Disponível em: <http://www.thinkstockphotos.com/image/dv2171019>. Acesso em: 28 abr. 2014.

FONTE: Digital Vision. Disponível em: <http://www.thinkstockphotos.com/image/dv2171019>. Acesso em: 28 abr. 2014.
Pensar na equipe que fará parte de um projeto torna-se cada dia mais uma tarefa

Pensar na equipe que fará parte de um projeto torna-se cada dia mais uma tarefa bastante árdua ao gerente, sobretudo tratando-se de projetos turísticos que normalmente exigem especialistas das diversas áreas do conhecimento. Essa tarefa é um tanto quanto complicada, pois cabe ao gestor buscar o perfil correto conforme os objetivos de cada projeto. Por exemplo, nem sempre um bacharel em Turismo está apto a participar do desenvolvimento de todos os tipos de projetos turísticos. Existem alguns que, apesar de serem turísticos, exigem um especialista em uma determinada área do conhecimento específico dentro do setor de turismo.

A grande questão então é: como conseguir uma equipe ideal para meu projeto?

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Sem querer desanimar ninguém, mas a tarefa não é nada fácil; já que nesse momento

é preciso avaliar não somente a habilidade da pessoa, mas também sua capacidade de trabalhar em um projeto que envolve muitas pessoas especialistas. É necessário avaliar o indivíduo sob três critérios:

como se relaciona em um grupo; sua formação profissional; sua experiência profissional.

como se relaciona em um grupo; sua formação profissional; sua experiência profissional.
como se relaciona em um grupo; sua formação profissional; sua experiência profissional.

1)

2)

3)

necessário que esses três critérios estejam todos favoráveis, pois de nada adianta

É

ter um excelente profissional para formar a equipe de um projeto se esse profissional apresenta

sérios problemas de relacionamento em equipe. Nesse caso, cabe ao gestor de projetos avaliar se essa pessoa realmente é imprescindível ou se futuramente acabará comprometendo todo o projeto devido a sua postura. Por isso é importante observar se as pessoas que vão compor a equipe apresentam conhecimentos, habilidades e atitudes que implicarão positivamente no projeto.

Quais são as consequências para os projetos que têm equipes com habilidades impróprias? A primeira consequência acontece quando os requisitos do projeto mudam, mas a equipe permanece a mesma. Alguns projetos evoluem e mudam seus objetivos. Isso exige

mudanças de habilidades e competências essenciais na equipe do projeto, a fim de lidar com esse tipo de evolução.

A segunda consequência se deve à falta de gestão de projetos de formação. Muitas

equipes têm as competências básicas para a execução de projetos, mas com o tempo elas se tornam subutilizadas e permitem que essas competências as tornem sem espaço dentro da equipe. Isso significa que essas competências devem ser lembradas à equipe em reuniões com

tornem sem espaço dentro da equipe. Isso significa que essas competências devem ser lembradas à equipe
formação atualizada. A terceira consequência é causada quando a equipe nunca possuiu a habilidade específica

formação atualizada.

A terceira consequência é causada quando a equipe nunca possuiu a habilidade

específica como fator mais importante. Os membros dessa equipe tentam usar outros conhecimentos adquiridos ao longo de sua experiência profissional. Como, por exemplo, uma equipe prefere usar um programa feito no Excel porque desconhece outras ferramentas mais atualizadas que fatalmente irão ajudar no projeto.

É muito importante para equipes de projeto manter os seus níveis de habilidades

fortes e eficazes. Isso pode ser feito muito facilmente por meio do uso de formação em curtos intervalos, no final do projeto e em reuniões. Em muitos casos, a formação terá de ser apenas de 15 a 30 minutos de duração para manter as competências renovadas e para construir

novas técnicas para o seu projeto. Serve também para discutir os possíveis problemas de percurso identificados.

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33

Competências em equipes de projeto

Uma equipe de projetos deverá ser capaz de:

prestar os seus conhecimentos técnicos de apoio aos objetivos do projeto;

compreender o objetivo global do projeto e a forma como os seus conhecimentos

contribuem para esse objetivo;

entender e usar o gerenciamento de projeto e padrões utilizados pelo projeto;

manter a documentação do projeto em consonância com a qualidade do plano do projeto.

O que os gerentes de projetos devem fazer para manter um grupo motivado?

É certo que cada gestor de projeto dirá que uma das chaves para a entrega de um

projeto bem-sucedido é garantir que a equipe esteja motivada. Uma equipe motivada é uma equipe produtiva. É também uma equipe que produzirá melhores resultados. Como um gestor de projeto, você terá um papel crucial em assegurar que a equipe fique bem motivada. Você precisará ter liderança para ajudá-la a permanecer empenhada no projeto até o glorioso dia, quando você entregar o resultado. Envolver a equipe no processo de planejamento é o primeiro passo para manter os membros interessados e empenhados. As pessoas estão mais empenhadas em coisas que elas têm participação na modelação. Projetos não são diferentes. As equipes são naturalmente mais determinadas em fazer um bom trabalho no caso de terem ajudado a criar a estratégia; quando

são naturalmente mais determinadas em fazer um bom trabalho no caso de terem ajudado a criar
surgem problemas, será muito mais provável que os membros da equipe gastem seu tempo extra

surgem problemas, será muito mais provável que os membros da equipe gastem seu tempo extra para ajudar a identificar uma solução sensata para o problema. Cada indivíduo tem habilidade e conhecimentos em uma área específica. Por exemplo, Márcia tem uma licenciatura em Comunicação e Educação de Adultos, e sabe muito sobre a criação de manuais para os usuários finais. Joana tem experiência no desenvolvimento de bases de dados há 20 anos, e sabe praticamente tudo o que há para saber sobre a criação útil de dados e relatórios. Essas pessoas provavelmente sabem muito mais sobre suas áreas de especialização que o gestor do projeto. Você deve respeitar suas competências e seus conhecimentos. Confie que elas estão dando-lhe conselhos sobre como conseguir alguma coisa positiva e benéfica para o projeto.

A maioria das pessoas gosta de ser desafiada, porque isso as ajuda a crescer e

aprender coisas novas. Veja as ocasiões em que você pode oferecer oportunidades de crescimento aos membros da equipe. Você poderia dar-lhes um trabalho que é um pouco diferente do que estão acostumados, para a orientação de oportunidades. As pessoas geralmente apreciam aprender novas habilidades ou áreas de formação, pois as ajuda pessoal e profissionalmente. Nada aumenta o moral e a motivação de uma pessoa como dizer que ela está fazendo um bom trabalho desde que seja específico e sincero. Cumprimentar a equipe do projeto sobre o trabalho que ela está fazendo, ou simplesmente agradecer por um determinado trabalho realizado, motiva muito. Nada destrói mais o moral e a motivação de uma equipe do que ignorá-la. Alguns gestores consideram que a equipe do projeto tem culpa quando as coisas não estão indo tão bem. Essa atitude serve apenas para destruir irremediavelmente o moral e fazer a equipe perder

confiança no gestor do projeto. Não esqueça que motivar sua equipe tornará a possibilidade de sucesso do projeto

infinitamente superior à de um desenvolvido por uma equipe que trabalha sem estímulos e sem reconhecimentos.

É importante salientar para a equipe que a união de esforços torna-se fundamental para atingir o objetivo final do projeto.

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34

Características de uma equipe de projetos:

Uma equipe de projetos é formada por um grupo de pessoas que se reúnem para:

apoiar-se por meio de ações que têm um objetivo comum;

é formada por um grupo de pessoas que se reúnem para:  apoiar-se por meio de
 realizar um projeto do começo ao fim, utilizando uma abordagem disciplinada de desenvolvimento; 

realizar um projeto do começo ao fim, utilizando uma abordagem disciplinada de

desenvolvimento;

avaliar ação e êxito até a data de entrega e fazer os ajustes que forem necessários;

atacar proativamente as principais necessidades do projeto que se estendem em dois ou mais grupos de trabalho.

A composição do grupo (tamanho e estabilidade) é influenciada principalmente pelos

seguintes itens:

a natureza de um determinado projeto ou objetivo;

o grau de representação funcional exigida;

a capacidade de cada indivíduo participar ativamente na conclusão do projeto;

limitar o tamanho do grupo há dez ou menos pessoas para resolver problemas de

eficácia;

o tipo de trabalho exigido, objetivo versus resolução de problemas;

proporcionar representações departamentais sem sobrecarga;

a urgência para a execução do projeto.

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35

Resumindo, uma boa equipe de projetos deve apresentar:

afinidades entre os colegas que compõem a equipe;

respeito entre as diferenças das pessoas que compõem a equipe;

criatividade;

conhecimento técnico.

4 PRINCIPAIS TIPOS DE PROJETOS BASEADOS NO PRODUTO

A lista a seguir mostra alguns tipos de projetos baseados no que produzem. Cabe ao

profissional agregar a essa lista projetos não listados aqui.

alguns tipos de projetos baseados no que produzem. Cabe ao profissional agregar a essa lista projetos
TABELA 3 Tipos de projetos Produtos dos projetos (exemplos) 1. Administrativo Instalação de um sistema

TABELA 3

Tipos de projetos

Produtos dos projetos (exemplos)

1.

Administrativo

Instalação de um sistema de contabilidade novo

2.

Construção

Um edifício ou uma estrada

3.

Desenvolvimento de software

Novo programa de computador

4.

Design das plantas

Plano arquitetônico ou de engenharia

5.

Equipamentos ou sistemas de instalação

Sistema telefônico ou outro tipo de tecnologia

6.

Eventos ou relocação

Construção de novos espaços para sediar uma Olimpíada

7.

Manutenção de processos industriais

Gerador de estação elétrica

8.

Desenvolvimento de novos produtos

Lançamento de um resort

9.

Pesquisa

Um estudo de viabilidade

10.

Projetos turísticos

Visam atrair maior fluxo de turistas para determinadas regiões

FONTE: Do Autor.

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36

4.1 ALGUMAS VARIÁVEIS COMUNS A TODOS OS TIPOS DE PROJETO

Os seguintes fatores são importantes nos projetos, mas cabe ressaltar que não são específicos a nenhum de nossa lista de tipos de projeto. Podem relacionar-se a alguns dos tipos. Estes fatores podem ser usados em outros tipos de classificação do projeto:

tamanho;

a alguns dos tipos. Estes fatores podem ser usados em outros tipos de classificação do projeto:
 duração do projeto;  setor industrial;  localização geográfica;  número de pessoas envolvidas;

duração do projeto;

setor industrial;

localização geográfica;

número de pessoas envolvidas;

custo (alto, médio ou pequeno);

complexidade;

urgência;

design organizacional.

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4.2 DEFINIÇÃO DE PROJETOS PÚBLICOS E PRIVADOS E SEUS OBJETIVOS

FIGURA 17

DE PROJETOS PÚBLICOS E PRIVADOS E SEUS OBJETIVOS FIGURA 17 FONTE: Siri Stafford. Disponível em:

FONTE: Siri Stafford. Disponível em: <http://www.thinkstockphotos.com/image/sb10063719o-001>. Acesso em: 28 abr. 2014.

Podem ser definidos como projetos públicos aqueles em que são direcionados ao benefício de toda uma sociedade, ou seja, projetos que propiciem geração de renda à comunidade. Os projetos públicos na área do turismo são basicamente para o desenvolvimento de uma localidade que tenha vocações para o turismo. A realização desses projetos pelo Poder Público implica ampla pesquisa na localidade onde se pretende fomentar o desenvolvimento da atividade turística como um complemento à economia da cidade.

localidade onde se pretende fomentar o desenvolvimento da atividade turística como um complemento à economia da
Dessa forma, após o estudo minucioso do município, deve-se procurar responder a algumas questões, no

Dessa forma, após o estudo minucioso do município, deve-se procurar responder a algumas questões, no sentido de identificar a possibilidade ou não de desenvolver projetos

turísticos no município. Observe as questões elaboradas por Hall (2001) e apresentadas a seguir.

1)

A região apresenta potencialidades para o turismo?

2)

Qual é a importância do turismo para a economia da região?

3)

A comunidade tem noção do que seja uma atividade turística?

4)

A população aceita o desenvolvimento do turismo no município?

5)

Existe mão de obra?

6)

É possível treinar essa mão de obra?

7)

Os investimentos necessários para melhorar a infraestrutura turística se justificam

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em detrimento de outros? 8) O desenvolvimento do turismo no município pode competir com os municípios que apresentam os mesmos atributos? 9) O município tem condições de promover medidas de proteção dos seus potencias natural, histórico e cultural? Os projetos lançados pelo governo têm diferentes nomes dentro do setor de turismo, uns são para chamadas de elaboração de plano estratégico para o desenvolvimento do turismo, outros para a realização de eventos que atraia fluxo de turistas para o país etc. Esses projetos visam promover o desenvolvimento sustentável da região, por meio da inclusão social e, consequentemente, gerar emprego e renda, melhor qualidade de vida das populações locais e conservar o meio ambiente. Basicamente a grande diferença entre projetos públicos e privados, em tese, é que: nos públicos quem se beneficia é toda a população; já nos privados, os maiores beneficiados são os empresários, que eventualmente empregam pessoas pagando salários baixos como é o caso das redes hoteleiras mas têm lucros enormes. Caso você queira saber mais quais são efetivamente os projetos que o Poder Público desenvolve para dinamizar a atividade turística de sua região, acesse o website do Ministério do Turismo (<www.turismo.gov.br>). Os projetos privados são aqueles que são desenvolvidos por empresários, e demais interessados na atividade turística, denomina-se que são privados porque não têm participação do governo, ou seja, os recursos obtidos para desenvolver esses projetos são da iniciativa privada, basicamente. O objetivo desses projetos também é dinamizar a atividade turística, porém, por se tratarem de casos específicos e particulares, cada projeto desses tem seu objetivo que pode ser diferente, por exemplo, o de um proprietário de uma pousada com o de um investidor particular em resorts.

que pode ser diferente, por exemplo, o de um proprietário de uma pousada com o de
Ao se falar em projetos privados não se pode deixar de mencionar os projetos que

Ao se falar em projetos privados não se pode deixar de mencionar os projetos que estão sendo feitos nos Emirados Árabes Unidos para o desenvolvimento do turismo. O que está motivando a realização de grandes projetos turísticos é o fato de que os árabes dessa região sabem que o petróleo não durará para sempre e, como estão capitalizados com os dólares resultantes da exploração de seus poços, decidiram se precaver. O resultado está na transformação do Oriente Médio no destino que apresenta o maior crescimento proporcional de visitantes do planeta, segundo dados da Organização Mundial do Turismo. Entre 2000 e 2007, o aumento no número de desembarques de estrangeiros na região foi de 64%, o dobro da média mundial. Somente no ano de 2007, o Oriente Médio recebeu 45 milhões de turistas estrangeiros, o equivalente a nove vezes o total registrado pelo Brasil no mesmo período. O tamanho e a ambição dos projetos não estão ligados apenas ao apego dos xeques da região a extravagâncias. Na maioria dos casos, as obras são consideradas estratégias para o desenvolvimento dos países do Oriente Médio. Os novos empreendimentos podem gerar para a região mais de quatro trilhões de dólares em receitas e criar cerca de quatro milhões de postos de trabalho até 2020. Uma tendência fundamental desse setor no Oriente Médio é que, com poucas exceções, ele se volta para o mercado de luxo. Grande parte da infraestrutura receptiva dos países da região é formada por hotéis e resorts de alto padrão. Dos 500 empreendimentos previstos para ser inaugurados nos próximos anos, a maioria terá um padrão cinco estrelas. Muitos projetos turísticos privados estão em andamento no Brasil, especialmente na região Nordeste, onde atualmente concentra-se grande número de projetos turísticos de investidores particulares brasileiros e estrangeiros. Convém ressaltar que os projetos privados também ganham, muitas vezes, subsídios do governo. Os incentivos podem ser fiscais, por exemplo: um grupo vai construir determinado resort em uma praia do litoral baiano, e se compromete em empregar 60% da mão de obra do meio de hospedagem com pessoas da cidade ou do estado da Bahia; em troca, o governo dá uma carência de dez anos sobre os impostos dessa empresa. Sobre essa questão existem sérios debates, pois muitos empresários acreditam que o governo incentiva muito a vinda de empresas estrangeiras por meio de incentivos fiscais, tornando desleais as diferenciações de impostos pagos.

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vinda de empresas estrangeiras por meio de incentivos fiscais, tornando desleais as diferenciações de impostos pagos.

4.3

MODELO DA PESQUISA CIENTÍFICA

4.3 MODELO DA PESQUISA CIENTÍFICA FIGURA 18 40 FONTE: Portal Educação. Esse modelo de projeto é

FIGURA 18

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FONTE: Portal Educação.

Esse modelo de projeto é denominado pesquisa científica devido a seu maior rigor com relação ao detalhamento, ou seja, conhecer determinada situação e tentar revertê-la; mas para que isso aconteça, é preciso que tudo seja detalhadamente explicado e testado. Roesch (1999) apresenta cinco alternativas de pesquisa, classificadas de acordo com seu propósito: a pesquisa básica, a pesquisa aplicada, a avaliação de resultados, a avaliação formativa e a pesquisa-ação. Na pesquisa básica, o propósito é entender como o mundo opera; procura-se basicamente entender e explicar os fenômenos. As questões básicas de pesquisas emergem de tradições oriundas das disciplinas específicas e as contribuições ao conhecimento tomam a forma de teorias, que explicam o fenômeno sob investigação. Na pesquisa básica, os pesquisadores trabalham para gerar novas teorias e para testar teorias. Cada disciplina tem suas próprias normas, tradições, regras que inclusive julgam a validade da pesquisa. Exemplos de questões em pesquisa básica na área de Ciências Sociais, na qual está o turismo, são:

Qual a natureza da cultura?

Como emerge?

Como é transmitida?

Por que os indivíduos se comportam de determinada forma?

da cultura?  Como emerge?  Como é transmitida?  Por que os indivíduos se comportam
 Quais são as estruturas e processos da organização social e humana? Tendo em vista

Quais são as estruturas e processos da organização social e humana?

Tendo em vista essas características, a conclusão é de que a pesquisa básica não é apropriada para os projetos profissionais, organizacionais, em que a preocupação principal é com o trabalho orientado para a ação. Na pesquisa aplicada, os pesquisadores trabalham com problemas humanos. Entender a natureza de um problema para que se possa controlar o ambiente. A fonte das questões de pesquisa é centrada em questões e preocupações das pessoas e o propósito é gerar soluções potenciais para os problemas humanos. Os resultados e explicações da pesquisa básica são aplicados pelos pesquisadores da pesquisa aplicada a problemas do mundo real. Dessa forma, algumas questões são:

Como a cultura de um grupo minoritário pode ser preservada quando é envolvida por um grupo maior e mais poderoso?

Como motivar as pessoas no trabalho?

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Enquanto na pesquisa básica o propósito é entender e explicar a natureza de um fenômeno, na pesquisa aplicada, o propósito é entender como lidar com um problema. A pesquisa aplicada refere-se à discussão de problemas, utilizando um referencial teórico de determinada disciplina, e a apresentação de soluções alternativas. Tem provavelmente uma aplicação limitada no caso de empresas, sendo mais relevante para trabalhos de conclusão de mestrado, em que se exige uma discussão teórica do item tratado em nível de generalização maior, e evidentemente maior rigor metodológico. De qualquer maneira, não é conveniente excluir essa possibilidade, pois alguns alunos se interessam em realizar um trabalho que extrapole a organização. Patton (1990) explica que, a partir da identificação de soluções, políticas e programas são desenhados para intervir na sociedade e provocar mudança. A pesquisa de avaliação tem o propósito de testar a efetividade das intervenções humanas. Ao passo que a pesquisa aplicada se propõe a entender os problemas sociais e identificar soluções, a pesquisa de avaliação estuda os processos e resultados esperados a partir das soluções tentadas. Nesse tipo de pesquisa, o autor citado propõe dois modelos:

a avaliação de resultados;

a avaliação formativa.

Conforme Roesch, (2005, p. 61): A avaliação de resultados propõe-se julgar a efetividade de um programa, política ou plano. Deseja saber se a ideia em si é ou não efetiva, se pode ou não ser generalizada e em quais condições. Generalizar, nesse caso, significa, normalmente, tomar decisões sobre se o programa deve continuar, pode ser expandido, ou se

nesse caso, significa, normalmente, tomar decisões sobre se o programa deve continuar, pode ser expandido, ou
deve ser extinto. Na avaliação de resultados, há interesse em comparações controladas, generalizações e amostras

deve ser extinto. Na avaliação de resultados, há interesse em comparações controladas,

generalizações e amostras relativamente grandes; por isso, nesse tipo de avaliação geralmente se utilizam dados quantitativos.

A avaliação de resultados requer um desenho de pesquisa mais rigoroso do que os

tipos anteriores, especialmente, também requerem certas condições, como, por exemplo, que a empresa tenha realizado algum diagnóstico antes de introduzir um novo sistema (o que é raro), ou que esteja disposta a experimentar algum sistema novo no momento em que o aluno está negociando seu projeto. Além disso, é preciso que tenha ocorrido certo tempo após a implementação de um sistema para que esse possa ser avaliado. Patton (1990) contrasta a avaliação de resultados com a avaliação formativa. Nessa, não há tentativa de generalizar os resultados, além do contexto em que se está trabalhando. A ideia é melhorar a efetividade do programa naquela situação. Os avaliadores procuram formar aquilo que está sendo estudado, querem, enfim, melhorar os empreendimentos humanos. As avaliações formativas baseiam-se em estudos de processo, avaliação de implementação e

estudos de caso; por isso usam primariamente métodos qualitativos. A pesquisa-ação procura resolver problemas específicos, dentro de um grupo, organização ou programa. Nesse tipo, a pesquisa torna-se parte do processo de mudança, ao encorajar as pessoas envolvidas com o programa a estudar seus próprios problemas para resolvê-los. Na pesquisa-ação, há pouca distinção entre pesquisa e ação; os métodos são

menos sistemáticos, mais informativos e específicos ao problema, pessoas, empresas etc. Tanto

a avaliação formativa como a pesquisa-ação focalizam programas específicos, em determinado momento e não há intenção de generalizar.

A diferença entre avaliação formativa e pesquisa-ação, segundo Patton (1990), é que

nessa última os métodos são menos sistemáticos, mais informais e específicos ao problema, pessoas, empresas, etc. Na avaliação formativa: há um desenho formal para a pesquisa; os

dados são coletados pelo pesquisador; e o foco da pesquisa centra-se em maneiras de melhorar

a efetividade de um programa, uma política ou uma organização. Na pesquisa-ação: o desenho e a coleta de dados são informais; as pessoas na

situação estão frequentemente envolvidas em coletar informações e estudá-las; e os resultados são usados internamente para atacar problemas específicos.

A pesquisa-ação, na formação da teoria organizacional, tem suas origens nas escolas

dos sistemas sociotécnicos e do desenvolvimento organizacional. Desde então, esse enfoque tem sido amplamente utilizado tanto em pesquisa como em consultoria em organizações. É também chamado de enfoque clínico, dado o papel atribuído ao pesquisador ou consultor, no

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em organizações. É também chamado de enfoque clínico, dado o papel atribuído ao pesquisador ou consultor,
sentido de orientar os participantes na definição e busca de soluções para os problemas organizacionais.

sentido de orientar os participantes na definição e busca de soluções para os problemas organizacionais. A tipologia acima é de grande valor para esclarecer uma série de dúvidas sobre o trabalho de pesquisa em geral. Fica claro que o autor organiza sua tipologia ao longo de um prazo, que visa ao desenvolvimento da teoria e do conhecimento em si, até uma pesquisa altamente orientada para a ação, que busca a solução de problemas imediatos no tempo mais breve possível. Debates sobre o significado, rigor e relevância desses tipos de pesquisa são aspectos regulares da vida universitária. Na universidade, tende-se a atribuir mais status à pesquisa básica, um status secundário à pesquisa aplicada, menor status à avaliação de resultados e virtualmente nenhum status à avaliação formativa e à pesquisa-ação. Enquanto isso, no mundo real essa hierarquia de status se reverte. Pessoas (especialmente em organizações) com problemas atribuem maiores significados à ação e à pesquisa formativa, que podem ajudá-las a resolver seus problemas de maneira rápida; e atribuem menor importância à pesquisa básica, que elas consideram remota e em grande parte irrelevante para seu dia a dia.

4.4 MODELO DE CONSULTORIA

FIGURA 19

para seu dia a dia. 4.4 MODELO DE CONSULTORIA FIGURA 19 43 FONTE: Hemera Technologies. Disponível
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FONTE: Hemera Technologies. Disponível em: <http://www.thinkstockphotos.com/image23871012/87600853>. Acesso em: 28 abr. 2014.

Pode-se determinar que, basicamente, existem três tipos de consultoria:

a compra de serviços especializados;

2014. Pode-se determinar que, basicamente, existem três tipos de consultoria:  a compra de serviços especializados;
 a consultoria tipo médico-paciente;  a consultoria de processos. No primeiro tipo, da compra

a consultoria tipo médico-paciente;

a consultoria de processos.

No primeiro tipo, da compra de serviços especializados, os gestores da organização definem seus problemas e contratam consultoria para implementar algum tipo de solução. No segundo tipo, da consultoria médico-paciente, é o consultor que define os problemas e apresenta soluções para a organização. As dificuldades maiores nesse caso dizem respeito à implementação das propostas da consultoria. Finalmente, no terceiro tipo, da consultoria de processos, o consultor tem o papel facilitador, no sentido de orientar os gestores da organização a definirem seus problemas e soluções. Trata-se de uma consultoria de longo prazo, em que a implementação das soluções propostas tem muito mais chance de ser bem-sucedida do que nos enfoques anteriores, segundo seus defensores.

A consultoria de processos é muito semelhante à pesquisa-ação, que é parte da

tipologia descrita por Patton, citada anteriormente. Não se pretende incluí-la como um tipo de

projeto pela mesma razão apontada antes no que se refere à pesquisa. Ou seja, o fato de constituir uma postura metodológica e não um propósito de pesquisa leva a argumentar, por exemplo, que um diagnóstico pode ser feito tanto via pesquisa-ação como via levantamento de dados sem envolvimento da população alvo. Da mesma forma, um plano ou sistema pode ser formulado com ou sem o envolvimento dos interessados.

Tendo em vista o exposto, passa-se a definir os dois tipos de projetos sugeridos, a partir do modelo de consultoria: a pesquisa-diagnóstico e a proposição de planos ou sistemas.

A pesquisa-diagnóstico que busca solucionar situações, ou encontrar respostas,

explorando o ambiente. Na maioria dos casos, a pesquisa centra-se em um local e tempo definidos. A depender dos objetivos a serem alcançados, todas as mudanças devem ser conhecidas anteriormente à fase de diagnóstico. Um projeto pode esgotar-se na fase de diagnóstico, como, por exemplo, a realização de um diagnóstico empresarial, para analisar a viabilidade econômico-financeira de uma empresa, ou o levantamento de necessidades de treinamento. Normalmente, como decorrência do diagnóstico efetuado, espera-se que no projeto sejam apresentadas sugestões à empresa para resolver os problemas levantados. Além do diagnóstico da organização como um todo ou de determinados setores, como nos exemplos citados, outros projetos podem voltar-se para o ambiente da organização, como a pesquisa de mercado, a análise competitiva e referências de excelência.

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para o ambiente da organização, como a pesquisa de mercado, a análise competitiva e referências de
Nesse modelo de consultoria a preocupação é apresentar soluções para problemas já diagnosticados pela organização.

Nesse modelo de consultoria a preocupação é apresentar soluções para problemas já diagnosticados pela organização. Não se está, portanto, tratando de pesquisa, mas da aplicação ou adaptação de soluções. É preciso evitar partir com uma solução em busca de problemas. Um projeto desse tipo normalmente requer que o proponente estude a viabilidade de planos alternativos e também que, dada sua proposta final, apresente sugestões para a implementação. Nessa categoria, podem ser incluídos sistemas, propostas, manuais, programas, criados pelo estagiário em resposta a problemas definidos na organização. Trata-se normalmente da aplicação de modelos estudados. O modelo de consultoria no qual se faz a proposição de planos também precisa de um estudo aprofundado da situação atual da empresa, da cidade etc. Pois sem essas informações é impossível a elaboração de planos. Como exemplos desse modelo de consultoria, podemos citar muitas empresas de consultoria turística que são contratadas para estudar, diagnosticar, determinadas localidades consideradas turísticas e em seguida elaborar um plano de marketing. Ou até mesmo um plano de desenvolvimento turístico.

4.5 EXEMPLOS DE PROJETOS DE CADA TIPO

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Os exemplos que seguem constituem-se em noções dos tipos de abordagens usadas quando se fala em projetos. Ou seja, existem projetos que podem ter objetivos diferenciados, por isso sua abordagem sofrerá variações. Como, por exemplo, a prefeitura do município X elaborará um projeto a fim de conhecer por meio de pesquisa o tipo de turista que visita a cidade e do que ele gosta. Ou o hotel Y avaliará o desempenho de seus funcionários certamente essa avaliação partirá do delineamento de um projeto, mas com o foco diferente do exemplificado anteriormente. No entanto, é importante que você não confunda com o delineamento de um projeto, ou seja, sua estrutura.

anteriormente. No entanto, é importante que você não confunda com o delineamento de um projeto, ou

4.5.1

Pesquisa aplicada

4.5.1 Pesquisa aplicada FIGURA 20 46 FONTE: Portal Educação. A pesquisa aplicada, embora constitua uma possibilidade

FIGURA 20

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FONTE: Portal Educação.

A pesquisa aplicada, embora constitua uma possibilidade interessante, dificilmente é utilizada em um projeto de prática profissional, que se atém normalmente a problemas específicos de organizações. Deve incluir uma preocupação teórica. Alguns exemplos de projetos que poderiam ser desenvolvidos nessa categoria são:

a) na área de recursos humanos fatores psicológicos dos acidentes de trabalho, explicações para a rotatividade da mão de obra, o absenteísmo, a motivação no trabalho; b) na área de finanças aplicação de técnicas de simulação ao orçamento empresarial;

c) na área de produção e sistemas temas ligados à tomada de decisão ou barreiras a

inovação técnica;

d) na área de administração geral principais dificuldades no processo de sucessão

em empresas familiares e o problema da resistência à mudança;

e) na área de marketing fatores que explicam o comportamento do consumidor.

problema da resistência à mudança; e) na área de marketing – fatores que explicam o comportamento

4.5.2

Avaliação de resultados

4.5.2 Avaliação de resultados FIGURA 21 47 FONTE: Jupiter Images. Disponível em:

FIGURA 21

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FONTE: Jupiter Images. Disponível em: <http://www.thinkstockphotos.com/image/87717749>. Acesso em: 28 abr. 2014.

Avaliar significa atribuir valor a alguma coisa. É importante, pois, estabelecer critérios de avaliação claros no projeto e definir do ponto de vista de quem será feita a avaliação. Avaliar envolve sempre uma comparação. A comparação pode ser entre uma situação anterior e outra posterior à utilização de determinado sistema ou plano. Por exemplo, na área de recursos humanos, um projeto pode ser formulado para avaliar o desempenho dos funcionários antes e depois de um programa de treinamento; na área de produção, pode avaliar a produtividade de um setor antes e depois da introdução de um sistema de manutenção preventiva; ou ainda, na área de marketing, medir a variação no volume de vendas de um produto antes e depois de determinada campanha de propaganda. Por outro lado, a comparação pode ser em um mesmo momento, por exemplo, quando se introduz um sistema novo de trabalho em grupo na fábrica 1 e mantém-se o sistema tradicional na fábrica 2 da mesma empresa, e posteriormente analisa-se a diferença em termos da satisfação dos funcionários ou da produtividade da fábrica. Projetos de prática profissional do tipo avaliação de resultados são raros, dadas às condições necessárias para sua realização, ou seja, é preciso ter decorrido algum tempo após a

raros, dadas às condições necessárias para sua realização, ou seja, é preciso ter decorrido algum tempo
implementação de um projeto ou sistema para que haja condições de avaliação; além disso, é

implementação de um projeto ou sistema para que haja condições de avaliação; além disso, é necessário obter informação sobre a situação anterior para poder efetuar a comparação. Entretanto, existem algumas situações em que há oportunidades de desenvolver um projeto desse tipo. Primeiro, quando o projeto pode utilizar dados secundários (dados de relatórios) da situação passada para comparar com o presente. Por exemplo, na área de finanças, um projeto foi apresentado visando à avaliação da rentabilidade da empresa. Segundo, mesmo que o projeto em si não tenha o propósito principal de avaliar resultados, é muitas vezes possível medir alguns resultados parciais, quando se está realizando um diagnóstico, ou uma avaliação formativa. Por exemplo, após o orçamento implantado, é possível avaliar resultados em termos de redução de custos ou descentralização de decisões.

4.5.3 Avaliação formativa

FIGURA 22

redução de custos ou descentralização de decisões. 4.5.3 Avaliação formativa FIGURA 22 FONTE: Portal Educação. 48

FONTE: Portal Educação.

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redução de custos ou descentralização de decisões. 4.5.3 Avaliação formativa FIGURA 22 FONTE: Portal Educação. 48
Nesse tipo de projeto, o propósito é melhorar ou aperfeiçoar sistemas ou processos. Conforme Roesch

Nesse tipo de projeto, o propósito é melhorar ou aperfeiçoar sistemas ou processos. Conforme Roesch (2005, p. 70):

A avaliação formativa normalmente implica um diagnóstico do sistema atual e sugestões para sua reformulação; por isso requer certa familiaridade com o sistema e, idealmente, a possibilidade de implementar as mudanças sugeridas e observar seus efeitos.

Esse é o ideal para melhoria nas empresas. Na área de recursos humanos, as propostas quase sempre se referem às grandes organizações, visando normalmente a uma área específica: como avaliação de desempenho, ou treinamento, ou recrutamento e seleção. O tipo de reformulação apresentada no projeto varia desde detalhes operacionais até mudanças mais abrangentes. Por exemplo, em uma empresa industrial em que a avaliação de desempenho havia sido implantada há mais de quatro anos, mas não estava sendo utilizada como instrumento gerencial, a proposta do projeto visou avaliar o atual sistema, levantar sugestões para modificações, simplificar o instrumento, quantificar os fatores de avaliação e aumentar a periodicidade dos levantamentos. No caso do turismo, por exemplo, esse tipo de avaliação pode ser aplicado em Avaliação do Impacto Ambiental de projetos turísticos. As aplicações dessa abordagem de planejamento ambiental ao processo de planejamento evitarão o surgimento de muitos problemas ambientais, porém, é ainda importante a realização de uma Avaliação do Impacto Ambiental (AIA) para cada projeto de desenvolvimento turístico específico (e para outros tipos de projetos de desenvolvimento). A AIA examina o projeto de desenvolvimento proposto no que diz respeito aos seus possíveis impactos ambientais, incluindo os impactos socioculturais e econômicos, a fim de assegurar que nenhum impacto negativo sério resulte do desenvolvimento. Caso haja a probabilidade de tais impactos ocorrerem, o projeto precisará ser submetido a uma remodelagem para evitá-los, ou então, será abandonado. Mesmo que um projeto possa gerar benefícios econômicos substanciais, por exemplo, ele pode resultar em problemas ambientais e sociais inaceitáveis, não devendo, por isso, ser aprovado sem modificações. A maioria dos países ou regiões adotou a legislação de proteção ambiental e o procedimento AIA. Caso a área local não conte com um procedimento AIA, contudo, ela deve adotar um que lhe seja apropriado. Há muitos modelos de procedimentos AIA disponíveis em nível internacional.

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deve adotar um que lhe seja apropriado. Há muitos modelos de procedimentos AIA disponíveis em nível

4.5.4

Proposição de planos

4.5.4 Proposição de planos FIGURA 23 50 FONTE: Portal Educação. Esse tipo de projeto consiste em

FIGURA 23

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50

FONTE: Portal Educação.

Esse tipo de projeto consiste em avaliar determinada situação e, após criteriosa análise, fazer a proposição de planos para reverter determinada situação encontrada. Na prática, há vários exemplos de projetos em que o propósito é apresentar propostas de planos ou sistemas para solucionar problemas organizacionais. Alguns visam burocratizar e controlar sistemas; outros buscam maior flexibilidade. Na área de recursos humanos, por exemplo, em um caso, tendo em vista a fusão de empresas e a consequente reestruturação organizacional, surgiu a necessidade de estabelecer um plano de classificação de cargos para a empresa X, para facilitar a administração dos recursos humanos. Outro exemplo é o de um projeto que propõe um sistema de avaliação contínua do treinamento do centro X, tendo em vista a melhoria do serviço e atendimento a reclamações dos usuários.

Na mesma área, há vários exemplos de projetos que visam flexibilizar o uso de pessoal. Em um deles, o processo de automação em um banco comercial tornou desnecessárias certas tarefas de retaguarda executadas por um setor da empresa. O problema consistiu então em elaborar e implementar um plano de transferências de pessoal, que implica basicamente o reaproveitamento desses funcionários, já que a organização não pretende efetuar desligamentos de pessoal.

o reaproveitamento desses funcionários, já que a organização não pretende efetuar desligamentos de pessoal.
Da mesma forma, propostas de reestruturação do trabalho têm mais recentemente sido apresentadas como soluções

Da mesma forma, propostas de reestruturação do trabalho têm mais recentemente sido apresentadas como soluções para certos problemas organizacionais. No caso específico do turismo são várias as possibilidades de proposições de planos, elas podem ser de um hotel que quer incrementar sua taxa de ocupação e que para isso precisa elaborar um plano com estratégias bem delimitadas para conseguir o que pretende. A proposição de plano pode também ser por parte do Ministério do Turismo e Secretarias de Estado que, juntas, trabalham para incrementar o fluxo de turistas no Brasil; para isso, cada Estado elabora planos para atingir suas metas. É preciso que você entenda que a proposição dos planos sempre está ligada aos projetos que uma determinada empresa ou qualquer outro setor almeja realizar.

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Recomendações quanto aos elementos que formam o plano

Recomendações são feitas quanto às melhorias necessárias aos atrativos turísticos, às instalações e serviços turísticos existentes, aos elementos institucionais e a outros elementos do

plano. São sugeridos padrões de desenvolvimento e de design para as instalações turísticas. Analisam-se os impactos ambientais e socioculturais e recomendam-se medidas de proteção. Além disso, examina-se o impacto econômico do turismo e recomendam-se formas de ampliar os benefícios econômicos. Inskeep (1991) delineou uma amostra da matriz de avaliação de planos alternativos. Observe a tabela a seguir.

TABELA 4

Fator de avaliação

Alternativa 1

Alternativa 2

Alternativa 3

Comentários

Reflete a política geral de desenvolvimento nacional/regional e local.

       

Reflete a política e os objetivos turísticos nacionais/regionais/locais.

       

Otimiza os benefícios econômicos gerais a um custo razoável.

       
      Otimiza os benefícios econômicos gerais a um custo razoável.        
Fornece um volume substancial de empregos e um aumento de renda às comunidades locais. Oferece
Fornece um volume substancial de empregos e um aumento de renda às comunidades locais. Oferece
Fornece um volume
substancial de empregos
e um aumento de renda
às comunidades locais.
Oferece a oportunidade
de os empresários locais
estabelecerem
empreendimentos
turísticos.
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Auxilia no
desenvolvimento das
áreas economicamente
enfraquecidas.
Oferece atrativos,
instalações e serviços
turísticos que também
podem ser usufruídos
pelos residentes.
Não se apropria de outras
áreas que possuam
recursos importantes.
Minimiza os impactos
socioculturais negativos.
Auxilia na conquista da
preservação
arqueológico-histórica.
Auxilia na revitalização
das artes e dos
artesanatos tradicionais.
Não rompe com os
padrões atuais de uso da
terra e de colonização.
Minimiza os impactos
artesanatos tradicionais. Não rompe com os padrões atuais de uso da terra e de colonização. Minimiza
ambientais negativos. Reforça a conservação ambiental e o desenvolvimento de parques. Utiliza ao máximo a
ambientais negativos. Reforça a conservação ambiental e o desenvolvimento de parques. Utiliza ao máximo a
ambientais negativos.
Reforça a conservação
ambiental e o
desenvolvimento de
parques.
Utiliza ao máximo a
infraestrutura existente.
Utiliza ao máximo a nova
infraestrutura para
inúmeras finalidades.
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Oferece oportunidade
para organizar o
desenvolvimento por
estágios.

FONTE: Inskeep.

O autor observa que essa lista de fatores de avaliação é apenas um exemplo do tipo a ser empregado, e os fatores de avaliação que forem de fato utilizados dependerão da situação de planejamento específico. Se os objetivos do plano forem completos e específicos, eles, ocasionalmente, poderão ser utilizados diretamente como fatores. O ranking de avaliação pode ser feito em uma escala de 1 a 5 ou 1 a 10, na qual o topo da escala indica o nível de alcance mais alto. Pode-se conferir um peso numérico maior aos fatores mais importantes. A coluna de comentários é importante para a anotação de situações especiais. Por exemplo: um volume de empregos substancial pode ser aberto pelo plano, mas uma migração considerável de trabalhadores pode ser exigida para o oferecimento de empregos.

Implementação e gerenciamento do plano

Os planos possuem pouco valor, a menos que possam ser implementados e sejam de fato. As técnicas de implementação devem ser consideradas ao longo do processo de planejamento; e as técnicas de implementação específicas devem ser identificadas no programa de planejamento. Essas abrangem o programa de desenvolvimento, a aplicação de padrões de instalações turísticas, os regulamentos de zoneamento, os mecanismos financeiros e outros meios.

de padrões de instalações turísticas, os regulamentos de zoneamento, os mecanismos financeiros e outros meios.
É essencial no processo de planejamento a participação da comunidade, tanto na sua discussão como

É essencial no processo de planejamento a participação da comunidade, tanto na sua discussão como na implementação e no seu gerenciamento. Essa participação assegura que o conhecimento dos residentes locais acerca de suas próprias áreas seja incorporado aos levantamentos e análises, e que as suas aspirações em relação ao seu futuro sejam integradas à determinação dos objetivos de desenvolvimento, das políticas e das recomendações de planos. Para os projetos de planejamento turístico específicos, uma abordagem comum é a criação de uma comissão dirigente. Essa comissão é geralmente composta por representantes das agências governamentais envolvidas pelo setor turístico privado e por líderes da comunidade. Outros representantes relevantes, como as organizações tradicionais e religiosas e as ONGs, podem ser incluídos na comissão. Esse grupo orienta as atividades da equipe de planejamento e, principalmente, discute as conclusões e as recomendações da equipe, incluindo a revisão dos esboços dos relatórios de planejamento. É também importante realizar reuniões públicas sobre esses esboços nas comunidades da área de planejamento, para que as recomendações de planejamento possam ser expostas aos residentes locais e aos seus porta-vozes e para que eles tenham a oportunidade de responder às recomendações. A mídia (como o rádio, a televisão, os jornais e as revistas locais) pode contribuir no sentido de disseminar a informação sobre o planejamento. O envolvimento da comunidade no processo de planejamento não apenas evoca o comentário local sobre as recomendações, mas serve também para educar os residentes quanto ao plano, conquistando a sua legitimação. Planos com abrangência em toda a área, assim como outros de maior escala, devem incluir a organização lógica por estágios de desenvolvimento, que fornece a base para o incremento ao longo de vários anos. Normalmente, nem toda a proposta recomendada será necessária, ou poderá ser aplicada, de forma viável, em um período de curtíssimo prazo. A organização por estágios é geralmente feita em períodos de cinco anos, com o primeiro estágio planejado e programado de forma mais específica. Os estágios seguintes são mais genéricos, devendo ser especificados mais tarde, de acordo com as circunstâncias que predominarem no momento. Após vários anos, o plano deve ser reexaminado e revisado, fazendo-se correções, se necessário, com base em circunstâncias variáveis e, talvez, uma alteração de objetivos de desenvolvimento. No entanto, qualquer revisão precisa obedecer aos parâmetros da manutenção da sustentabilidade do turismo.

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No entanto, qualquer revisão precisa obedecer aos parâmetros da manutenção da sustentabilidade do turismo. 54

4.5.5

Pesquisa diagnóstico

4.5.5 Pesquisa diagnóstico FIGURA 24 55 FONTE: Portal Educação. Há muitas possibilidades de projeto que visam

FIGURA 24

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FONTE: Portal Educação.

Há muitas possibilidades de projeto que visam ao diagnóstico interno ou do ambiente organizacional, em todas as áreas. Pesquisas que visam ao diagnóstico de uma situação organizacional normalmente não acarretam um custo muito alto, mas são dificultadas, por causa do problema de confidencialidade dos dados ou desconfiança do empresário. Esse tipo de projeto é indicado para administração geral de uma empresa, seja ela de qual setor for. Por exemplo, em um projeto sobre racionalização dos processos administrativos de câmbio, em um banco comercial, a proposta inclui levantamento de atividades, estabelecimento de rotinas, análise de layout, elaboração de organograma, entre outros objetivos. Entretanto, outros referenciais podem ser utilizados para diagnosticar determinados aspectos das organizações. Dada a experimentação de novos modelos gerenciais, como a gestão da qualidade, uma série de outras medidas é incluída no diagnóstico, com ênfase na satisfação do cliente, seja interno ou externo à organização. Na área de finanças, o diagnóstico visa ao melhor planejamento e ao melhor controle dos recursos. Na área de produção, tradicionalmente os projetos têm girado em torno do setor de materiais e controle de estoques. Entretanto, pressões de competitividade de mercado têm levado as empresas a preocuparem-se com o levantamento de custos da produção e com o relacionamento da empresa e fornecedores, bem como com a comparação com os competidores, buscando referenciais de excelência, o que pode abrir novas opções de oportunidades.

comparação com os competidores, buscando referenciais de excelência, o que pode abrir novas opções de oportunidades.

4.6

PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO DO PROJETO

4.6 PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO DO PROJETO FIGURA 25 56 FONTE: Portal Educação. O desenvolvimento eficaz de

FIGURA 25

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FONTE: Portal Educação.

O desenvolvimento eficaz de projetos específicos, como os destinados a hotéis, resorts

e atrativos turísticos, é um aspecto importante do planejamento. Trata-se de um assunto especializado, mas, em linhas gerais, o processo segue estes passos:

1) primeiro passo (identificação do projeto) a identificação do projeto é feita, preferencialmente, como parte do plano e do programa abrangente de desenvolvimento turístico para a área. Na falta de um plano de área, o projeto pode ser identificado de forma independente, mas ainda dentro do contexto dos padrões gerais de desenvolvimento turístico na área;

2) segundo passo (exame do projeto) esse passo envolve o planejamento conceitual e a análise da pré-viabilidade do projeto e determina se há possibilidade de

a proposta ser viável. Se o projeto for julgado inviável, ele será, então, abandonado e

outro tipo de projeto será considerado; 3) terceiro passo (planejamento do projeto e análise da viabilidade) a elaboração e análise da viabilidade (de mercado, econômica e financeira) do projeto são construídas juntamente com uma avaliação dos impactos ambientais e sociais. Se o projeto for julgado inviável, ou capaz de gerar impactos ambientais ou sociais inaceitáveis, ele será, então, abandonado ou substancialmente modificado; 4) quarto passo (organização do projeto) determina-se a abordagem organizacional para o desenvolvimento do projeto. Uma estrutura organizacional

do projeto) – determina-se a abordagem organizacional para o desenvolvimento do projeto. Uma estrutura organizacional
existente, quer pública ou privada, pode, às vezes, ser utilizada; ou uma nova organização, como

existente, quer pública ou privada, pode, às vezes, ser utilizada; ou uma nova organização, como uma sociedade de desenvolvimento pública ou privada, pode ser a abordagem mais apropriada; 5) quinto passo (financiamento do projeto) obtém-se a fonte de financiamento para a execução. Para isso, podem ser necessárias a promoção do projeto e a provisão de incentivos de investimentos e, por conseguinte, a mobilização de fundos; 6) sexto passo (implementação do projeto) a implementação do projeto é feita e têm início o recrutamento e o treinamento de pessoal para trabalhar nas instalações; 7) sétimo passo (gerenciamento do projeto) o gerenciamento do projeto é um processo contínuo e inclui a promoção de mercados turísticos e a manutenção adequada das instalações. Ao longo do processo de desenvolvimento e gerenciamento do projeto, uma coordenação perfeita deve ser mantida com as comunidades locais. Tal coordenação é importante para assegurar que os residentes entendam o conceito do projeto, o plano e o programa de desenvolvimento e concordem com esse. É crucial que as comunidades tenham a oportunidade de serem beneficiadas pelo projeto.

4.7 A ÉTICA DO PROJETO

FIGURA 26

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tenham a oportunidade de serem beneficiadas pelo projeto. 4.7 A ÉTICA DO PROJETO FIGURA 26 57

FONTE: Portal Educação.

tenham a oportunidade de serem beneficiadas pelo projeto. 4.7 A ÉTICA DO PROJETO FIGURA 26 57
Vivemos tempos difíceis, todos sabem. Todos os países têm enfrentado circunstâncias que prejudicam severamente sua

Vivemos tempos difíceis, todos sabem. Todos os países têm enfrentado circunstâncias que prejudicam severamente sua economia, e amplos setores da população submergiram na pobreza e na desesperança. Muitos informativos de organismos e empresas especializadas na análise econômica mostram e confirmam o que o cidadão comum já supunha a partir da observação atenta da realidade: esses danos que afetam quase toda a sociedade não são frutos do acaso nem se originam unicamente da atividade maléfica dos agentes econômicos externos à região. Os maus tempos e as circunstâncias difíceis também são resultado da imoralidade que tem impregnado o exercício do poder na esfera do Estado, na empresa privada e em muitas organizações sociais de nossos países. O abuso, a soberba e a impunidade, alimentadas e legitimadas por uma ideologia tecnocrática, calculadora e utilitária, colocada a serviço da ganância sem limites, intoxicaram a sociedade e colocaram em xeque muitos valores humanos que sustentavam a convivência decorosa dos indivíduos. A ética foi deslocada pelo pragmatismo dos números. A realidade das instituições públicas, das empresas privadas e das organizações em geral mostra que os maus tempos levaram consigo a confiança que as pessoas deveriam ter naqueles que desempenham funções diretivas. Cada vez mais são em menor número os cidadãos que acreditam sem ressalvas em alguém que represente o poder instituído. Tudo isso incidiu negativamente sobre o funcionamento das organizações, das relações familiares e do estado anímico dos indivíduos. O desemprego, a exploração impiedosa

e a emigração maciça, a precedência social, o individualismo exacerbado, a frustração e o medo,

a miséria, a delinquência; são diversas expressões e consequências do dano causado ao corpo social pela irresponsabilidade e desonestidade daqueles que têm abusado do poder em seus cargos hierárquicos. Mas nem tudo é desolação. As circunstâncias descritas também têm gerado uma consciência coletiva extremamente crítica com respeito ao passado recente e um sentimento de revolta diante das consequências nefastas que se verificam no presente. As mudanças do estado atual das coisas é uma tarefa vital e inadiável que requer a união de muitos esforços e vontades. Por sorte, nossas sociedades têm enormes reservas morais e muitos indivíduos íntegros, capazes de impulsionar e encabeçar as transformações necessárias em todos os setores e níveis da atividade pública, econômica e social. As mudanças que nossa sociedade e suas organizações necessitam só poderão se materializar mediante um amplo movimento ético encabeçado por líderes éticos. Líderes cuja ação se fundamenta nos conhecimentos especializados e na capacidade profissional, mas, sobretudo, em uma visão que defenda e fomente os princípios e valores mais caros ao ser

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capacidade profissional, mas, sobretudo, em uma visão que defenda e fomente os princípios e valores mais
humano: a honradez, a solidariedade, a justiça social, a defesa da vida e o respeito

humano: a honradez, a solidariedade, a justiça social, a defesa da vida e o respeito à dignidade dos indivíduos. Vocês devem estar pensando: e o que isso tudo tem em comum com os projetos turísticos? Ora, a ética está intrinsecamente ligada aos projetos turísticos, que não são feitos sozinhos, são elaborados por um grupo de pessoas que de certa forma estão sempre em busca de algo e que, muitas vezes, não medem esforços para conseguir o que desejam. Cada projeto corresponde a um contexto, com as necessidades sociais e política, não existe fórmula mágica: tudo depende do uso que se faz deles e do contexto em que se desenvolvem. Todavia, em igualdade de circunstâncias se aposta sempre em propostas sustentáveis, em benefício principalmente da população local, com claros objetivos sociais e culturais.

Portanto, o ideal são os projetos interdisciplinares que tendem a apontar para objetivos transversais: ao desenvolvimento e bem-estar de uma população, mediante estratégias convergentes (turismo, cultura, meio ambiente) se aposta por projetos fomentados por administrações locais ou regionais e elaborados por técnicos locais ou de pequenas e médias empresas. Esses intermediários que cercam os clientes, a população local e o tema que se vai desenvolver, com suficiente sensibilidade e escassez orçamentária como para realizar projetos imaginativos vinculados à população que rompem as regras seriadas dos grandes parques turísticos patrimoniais , nos projetos que da mesma forma se pode visitar Pompeia e Chichén Itzá que, projetos copiados de um a outro modelo, de um a outro país, onde a oferta somente varia no menu, no vestuário ou na paisagem, mas onde os hotéis, as visitas, as festas, os sorrisos dos guias e o isolamento da população será exatamente igual. Propõem-se então a formação de consciência social em torno da necessidade de fomentar projetos sob medida, pensados e elaborados para a população destinatária, uma gestão especializada e um planejamento prévio para favorecer os processos imaginativos, de desenvolver metodologias que são adequadas às circunstâncias existentes, à realidade própria e insubstituível com clara carga social. Trata-se de pensar nas alternativas que favoreçam mais a comunidade local e global.

Como elaborar projetos turísticos com ética?

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Primeiramente, a ética deve permear todas as ações de qualquer ser humano, pois ela diz respeito à conduta humana, ou seja, o respeito aos nossos semelhantes. Quando se fala em elaborar projetos com ética, é necessário ter boa conduta em uma série de fatores que vão desde o respeito com as pessoas envolvidas no projeto, com a comunidade, seu modo de vida,

uma série de fatores que vão desde o respeito com as pessoas envolvidas no projeto, com
seu envolvimento no projeto e, mais importante ainda, a aceitação da comunidade. Para entender melhor

seu envolvimento no projeto e, mais importante ainda, a aceitação da comunidade. Para entender melhor essa discussão, vocês podem testar em suas próprias cidades, ou região. Existe algum projeto turístico sendo desenvolvido que vai afetar direta ou indiretamente seu modo de vida? Os gestores desse determinado projeto foram até a sua comunidade para falar desse projeto e explicar quais impactos existirão efetivamente? Entenderam como a ética está incluída em um projeto turístico? Esse foi apenas um pequeno exemplo para vocês refletirem. Antes de iniciarmos o entendimento mais especificamente sobre os setores em que podem ser desenvolvidos projetos turísticos, é preciso considerar a ética como sendo um dos grandes pilares que nortearão todo o projeto desde o primeiro contato com o cliente (empresa, governo, enfim, órgão que deseja desenvolver um projeto turístico). Vocês devem estar pensando, mas por que ter ética? Se vou somente elaborar o projeto? É justamente por isso. Conforme foi relatado nos parágrafos anteriores, existem muitos projetos específicos de turismo que somente mudam o nome do local e suas atrações, pois o resto é uma cópia fiel. Ao se elaborar um projeto, algumas normas precisam ser atendidas tal como um roteiro de um projeto.

Diante desse roteiro básico não se deve confundir com uma fórmula padrão para realizar projetos; isso não existe. É justamente no momento da concepção do projeto que se conhecerá a verdadeira habilidade da equipe responsável em desenvolver um trabalho para o local X. Por exemplo, ele deve ser específico, é justamente essa especificidade que fará a diferença.

Vocês acreditam que existe ética nos projetos turísticos feitos a base de cenarização? No litoral sul da Bahia, no município de Coroa Vermelha, um exemplo didático de cenarização criada pelo turismo é uma aldeia indígena, chamada de Jaqueira, localizada em uma área de mata da reserva indígena pataxó. Com a promessa de ver uma aldeia de verdade, os turistas

são convidados a conhecer a Jaqueira por índios que trabalham como guias no centro comercial,

na verdade, a gente mora no centro de Coroa

conforme revelado por um índio pataxó: [

Vermelha, mas passa o dia na Jaqueira para atender ao turista que quer conhecer nossas tradições”. Esse grupo de índios mora em casas de alvenaria, na sua maioria a beira-mar. Para Cruz (2002), projetos de revitalização de centros históricos de capitais nordestinas também têm gerado paisagens reconhecidamente artificiais. Apesar de a filosofia motivadora de projetos dessa natureza pautar-se no resgate de traços arquitetônicos do passado, o uso indiscriminado de cores na pintura das fachadas de edifícios antigos como

]

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arquitetônicos do passado, o uso indiscriminado de cores na pintura das fachadas de edifícios antigos –
forma de atrair o olhar do turista – tem transformado os conjuntos arquitetônicos, objetos de

forma de atrair o olhar do turista tem transformado os conjuntos arquitetônicos, objetos de restauração naquelas cidades, em verdadeiras alegorias turísticas. A utilização de cores de forma indiscriminada na pintura de fachadas de edifícios históricos ignora padrões arquitetônicos e estéticos vigentes nos períodos de construção dessas edificações, transformando tais conjuntos arquitetônicos em mera alegoria. Turistas estrangeiros (e muitos nacionais também) terão dificuldades para identificar, entre fotografias de uma possível viagem por capitais nordestinas, em que local está cada um desses bairros históricos revitalizados. Espera-se que, com os exemplos dados e demais reflexões, vocês consigam refletir mais sobre a ética em nossas ações cotidianas e também enquanto pessoas atuantes em determinada área profissional.

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5 A CONSTRUÇÃO DE UM PROJETO DIRECIONADO À HOTELARIA

Um hotel surge, primeiramente, no sonho de um empreendedor. Um projeto tem a finalidade de transformar esse sonho em realidade, bem como fazer com que o hotel sonhado tenha sucesso econômico, atendendo as expectativas do empreendedor e cumprindo sua função social, gerando riquezas, criando empregos e recolhendo impostos por meio do turismo. A implantação de um hotel é baseada na metodologia de planejamento e nos fatores e conceitos operacionais que variam conforme a categoria de hotel que se deseja implantar. A gestão de projetos ordena uma sequência de estudos, pesquisas e tomadas de decisão, sempre harmônicos aos preceitos referidos. Alguns pontos devem ser destacados:

localização muitas vezes, ela já está definida na cabeça do empreendedor.

Pode ser no local onde ele vive, ou em um local próximo, ou onde ele sempre sonhou em ter um hotel. No âmbito das empresas, a localização é tecnicamente orientada, por meio de estudos de mercado, verificando-se onde ocorrem as condições mais favoráveis ao projeto;

concepção do empreendimento trata-se de considerar o ambiente no qual se

pretende implantar um hotel e as características de mercado que se pretende atender. Os aspectos básicos para a concepção do hotel são:

definição do nível do hotel luxo, simples etc.;

Os aspectos básicos para a concepção do hotel são:  definição do nível do hotel –
 proposta do hotel – voltado para o lazer no litoral, de negócios, convenções, ecologia,

proposta do hotel voltado para o lazer no litoral, de negócios, convenções, ecologia, ou turismo de aventura etc.;

características físicas número de UHs, tipos de instalações, padrão da decoração etc.;

facilidades piscinas, restaurantes, bares, salas de ginástica etc.;

preços médios referenciados às tarifas de concorrentes similares, à demanda estudada e aos custos operacionais projetados;

taxas de ocupação estimativa de ocupação de UHs ao longo dos meses

do ano, dos dias da semana, em função de estudos de mercado.

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objetivos empresariais visão de futuro do empreendimento, definição de

objetivos em longo prazo, diretrizes que serão priorizadas (tais como, prazos e taxas de retorno do investimento, imagem desejada para o hotel, política de recursos humanos, eventuais expansões etc.);

fatores críticos e de sucesso qualidade ou características de instalações físicas,

serviços adicionais que serão prestados ao hóspede, tecnologia utilizada, processos de trabalho, qualidade no atendimento, equipamentos de lazer, gastronomia etc.;

características operacionais consistem na transposição de todos os aspectos

selecionados para o projeto do hotel, contemplando as especificações construtivas, de equipamentos e padrões tecnológicos e de decoração.

Essas etapas estão encadeadas a seguir, nas fases do projeto: pré-projeto, projeto de viabilidade econômica e projeto executivo.

Pré-projeto

É o dimensionamento preliminar do hotel, para que se possam elaborar estimativas de

investimentos e uma projeção do hotel em operação, estimando-se receitas e despesas, permitindo uma avaliação do resultado financeiro. É evidente que o pré-projeto incorpora todos os conceitos e diretrizes estabelecidos pelo processo de planejamento.

O pré-projeto, geralmente, é refeito mais de uma vez, buscando melhor adequá-lo a

parâmetros econômico-financeiros, por meio da alteração do número de UHs ou qualquer outra característica do empreendimento.

Projeto de viabilidade técnico-econômica

O

empreendimento é uma aplicação de recursos em longo prazo. Deseja-se examinar

a rentabilidade do investimento, verificando se a aplicação oferecerá lucro aos investidores. Esse

Deseja-se examinar a rentabilidade do investimento, verificando se a aplicação oferecerá lucro aos investidores. Esse
é o objetivo dos estudos de viabilidade econômica: verificar se o empreendimento será capaz de

é o objetivo dos estudos de viabilidade econômica: verificar se o empreendimento será capaz de produzir retorno dos investimentos que se pretende realizar. Pode-se dizer que o hotel é rentável quando tem a capacidade de gerar recursos superiores aos investimentos nele realizados. O projeto de viabilidade técnico-econômico é comumente exigido por instituições financeiras, ao analisar pedidos de empréstimos.

Projeto executivo

Trata-se da implantação física do empreendimento. É o conjunto de ações que levam à construção do empreendimento. Essa etapa cuida desde os projetos de arquitetura e de engenharia, desenvolvendo todas as atividades de contratação e realização de obras civis, até a

aquisição e montagem dos equipamentos, acompanhamento físico-financeiro, contratação e preparação da equipe de empregados, planejamento e realização de campanha publicitária de lançamento do hotel, pré-operação e demais medidas preliminares que levarão o empreendimento à sua operação, tornando-se uma realidade. O projeto executivo lança mão de cronogramas físicos e financeiros e de todo um processo de acompanhamento e controle das atividades relativas à implantação do hotel.

Projeto de viabilidade econômica

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O projeto de viabilidade estuda o retorno dos investimentos. É uma análise econômica que estima o tempo em que o empreendedor terá seu capital de volta e em que condições de juros. O capital pode ser aplicado no mercado financeiro e auferir rendimentos, em forma de recebimentos de juros. O empreendedor é a pessoa que tem recursos, mas que decide investir em um hotel, em vez de simplesmente fazer uma aplicação financeira. É o que se denomina de investimento produtivo e que contribui para o desenvolvimento integrado da sociedade. Porém, para tornar-se atraente, o empreendimento precisa remunerar o investimento em melhores condições que as aplicações de mercado de capitais. Então, sob esse ângulo, o hotel concorre com uma aplicação financeira, devendo pagar juros maiores aos investidores. Esses resultados financeiros superiores atrairão o empreendedor a correr riscos e operar um hotel, passando da condição de investidor financeiro para proprietário de uma empresa, que gerará empregos e recolherá impostos. Um hotel economicamente bem-sucedido propicia ao empreendedor retornos em termos de juros sobre o capital investido, mais o aumento progressivo do valor patrimonial do

ao empreendedor retornos em termos de juros sobre o capital investido, mais o aumento progressivo do
empreendimento, mais dividendos sobre os lucros e, finalmente, a contribuição de caráter socioeconômico pela

empreendimento, mais dividendos sobre os lucros e, finalmente, a contribuição de caráter socioeconômico pela participação da empresa no desenvolvimento da região.

O projeto de viabilidade econômica estuda as possibilidades de retorno do

investimento, com base na comparação entre o valor investido para implantar o hotel e os resultados financeiros operacionais desse, que se darão ao longo de um determinado período de tempo.

O projeto realiza investimentos no presente, visando colher resultados no futuro, em

longo prazo. Como o dinheiro varia conforme o tempo, em função dos juros, precisa-se calcular o valor presente de resultados que virão futuramente.

O projeto de implantação do hotel começa no tempo zero e leva dois anos para

projetar as instalações, construir e preparar para a operação. No terceiro ano, o hotel entra em operação e começa a apresentar resultados anuais. Esses resultados são revertidos aos investidores, como forma de recuperação do capital investido. Os estudos de viabilidade econômica somarão esses resultados e calcularão quando ocorrerá o retorno total dos

investimentos, observando-se uma taxa de desconto definida pelos empreendedores.

Exemplo:

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Supondo que um empreendimento tenha recebido investimentos de 1,2 milhão de reais. A partir do terceiro ano, têm-se resultados anuais no valor de 450 mil reais. O empreendedor deseja uma taxa de retorno de 20% ao ano.

Há métodos de análise de investimentos que se baseiam no conceito de fluxo de caixa

descontado e há outros que não. Entre os quais se baseiam, podem ser citados:

valor atual líquido;

taxa interna de retorno;

índice de rentabilidade.

O

valor atual líquido é o método que expressa os fluxos do projeto em termos de

valores monetários em uma mesma data. Essa data pode ser a do início do projeto, da análise do investimento, ou a do momento atual. Por isso, tais fluxos são transformados em valores atuais ou valores presentes e exigem, como foi exposto, a fixação de um fator para descontar os fluxos financeiros. A denominada taxa de desconto é determinada pelo investidor ou referida ao custo do capital. O valor atual líquido é um indicador de lucro do empreendimento; mostra os ganhos ou perdas em relação aos investimentos, em valores presentes. Taxa interna de retorno consiste em encontrar a taxa de desconto que iguala o valor investido com os retornos financeiros proporcionados pelo projeto. Os procedimentos são

de desconto que iguala o valor investido com os retornos financeiros proporcionados pelo projeto. Os procedimentos
similares ao método anterior. Esse método se faz por tentativas visando aproximar o resultado a

similares ao método anterior. Esse método se faz por tentativas visando aproximar o resultado a zero.

Índice de rentabilidade é um método que adiciona ao valor atual líquido um denominador comum que permite a comparação entre projetos. O índice de rentabilidade é o quociente entre o valor atual (presente) das entradas e o valor atual (presente) das saídas.

índice de rentabilidade = valor presente das entradas valor presente das saídas

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A viabilidade econômica do hotel exige que se faça:

elaboração do orçamento de investimentos;

previsão de resultados operacionais do empreendimento.

Esses dois itens são essenciais para que se possa utilizar a expressão e ter uma avaliação do projeto. Em contrapartida, a previsão de resultados representados pelas parcelas de financiamento exige estudos de:

projeção das receitas operacionais;

estimativas de custos do hotel.

Dessa maneira, a aplicação da metodologia comporta três etapas de cálculos:

elaboração do orçamento de investimentos;

projeção de receitas operacionais;

estimativas de custos do hotel.

Orçamento de investimentos

Esse orçamento indica a destinação do capital investido. Em geral, os investimentos em hotelaria subdividem-se em:

aquisição de terreno;

projetos de arquitetura e engenharia, tanto quanto de viabilidade econômica;

execução de obras civis;

aquisição e montagem de equipamentos;

aquisição de mobiliários e utensílios;

recrutamento, seleção e treinamento pessoal;

de equipamentos;  aquisição de mobiliários e utensílios;  recrutamento, seleção e treinamento pessoal;
 pré-operação;  capital de giro. Cada caso precisa ser estudado. Há parâmetros para orçar

pré-operação;

capital de giro.

Cada caso precisa ser estudado. Há parâmetros para orçar elaboração de projetos de engenharia e arquitetura. As obras civis baseiam-se na área construída e no preço médio por metro quadrado praticado no mercado. Equipamentos e mobiliário podem ter preços pesquisados, assim como os demais itens. A soma é o valor do investimento do hotel. O mercado usa um referencial prático de mil vezes o valor da diária para o investimento por UH.

Projeção de receitas operacionais

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Definido o orçamento de investimentos, passa-se a estimar os resultados financeiros do hotel. Os investimentos em hotelaria, segundo referências internacionais, apresentam retorno em oito a dez anos. A primeira parcela a ser estudada são as receitas operacionais. Além da hospedagem, é preciso estimar outras receitas, como, por exemplo, de alimentos e bebidas, telefonia, lavanderia e aquelas relacionadas a aluguel de lojas, eventos, locação de equipamentos de lazer etc. Quanto à estimativa de custos é importante ressaltar que cada projeto tem suas peculiaridades e exige um estudo detalhado dos componentes de custos. Os valores que compõem o custo operacional do hotel são resultantes das características do empreendimento e das estimativas de cada uma das parcelas de custos do hotel, como mão de obra, energia elétrica, materiais, seguros, honorários etc. o analista precisa fazer um estudo detalhado de cada um dos itens de custo. A conclusão da análise de viabilidade do investimento é dada pela comparação da soma dos resultados com valores investidos, no tempo presente e a uma determinada taxa de juros.

Em função da taxa de juros estabelecida, os cálculos indicarão em que tempo ocorrerá o retorno do investimento projetado. Quanto menos tempo, mais atrativo é o investimento. A decisão de aceitar ou não cabe ao empreendedor. Poderão ser analisadas alternativas, como o redimensionamento básico do hotel, ampliando-se o número de UHs, mudando o tipo de produto etc.

alternativas, como o redimensionamento básico do hotel, ampliando-se o número de UHs, mudando o tipo de

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TIPOS DE PROJETOS TURÍSTICOS

6 TIPOS DE PROJETOS TURÍSTICOS Os tipos de projetos turísticos podem ser os mais diversos: investimento,

Os tipos de projetos turísticos podem ser os mais diversos: investimento, reformulação, ampliação, modernização, relocalização, operação, instalação, implantação, viabilidade econômico-financeira, viabilidade técnica, viabilidade de mercado, arquitetônico, organizacional, entre outros. Para o desenvolvimento de um destino ou projeto turístico, devem ser considerados os seguintes aspectos:

acesso facilidade e proximidade com o mercado;

amenidades conjunto de fatores e circunstâncias que tornem a vida mais agradável.

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Também existem critérios para viabilidade de um projeto turístico:

decisão política, com compreensão do alcance econômico e social do turismo;

concepção da natureza do projeto;

escolha locacional;

planejamento da área;

aspectos institucionais;

viabilização financeira;

promoção.

Dependendo do encargo e do contexto territorial, da metodologia e, sobretudo, dos tipos de interesses (sociais, econômicos, políticos), são estabelecidos distintos tipos de projetos como você verá nas próximas seções.

econômicos, políticos), são estabelecidos distintos tipos de projetos como você verá nas próximas seções.
6.1 PROJETOS TURÍSTICOS CRIADOS PARA CONSUMO EM MOMENTOS DE ÓCIO E TEMPO LIVRE, BASEADOS NA

6.1 PROJETOS TURÍSTICOS CRIADOS PARA CONSUMO EM MOMENTOS DE ÓCIO E TEMPO LIVRE, BASEADOS NA TEMATIZAÇÃO CULTURAL

Respondem ao descobrimento por parte da indústria turística de que rentabilidade potencial do setor cultural, e de sua fácil manipulação para criar produtos sob medida, em seu sentido seja mais econômico e menos sustentável. Exemplo disso são os pacotes turísticos, que incluem as mesmas pautas seriadas e artificiais, nas que o turista e o cidadão nunca se encontram com a população local. Objetivos desse tipo de projetos:

criar um produto de consumo para massas;

criar produtos turísticos baseados em argumentações temáticas ligadas ao patrimônio cultural, como estratégia de venda;

fomentar o consumo do ócio;

conseguir rentabilidade econômica.

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Características:

escassa sustentabilidade. Esse tipo de indústria necessita da renovação contínua, por isso busca periodicamente novas propostas que sejam facilmente consumíveis;

macroprojetos seriados e padronizados, que são divididos em:

estáticos parques de atrações tematizados; sem base científica, nem

objetivos educativos ou culturais; aproveitam determinados momentos históricos ou marcos culturais para sua manipulação;

dinâmicos eventos ou rotas turístico-culturais convertidas em produtos

seriados e completamente comercializados, que oferecem pacotes fechados, onde as infraestruturas são sempre similares, somente mudam as paisagens e o

clima.

Destinatários:

os consumidores (já que nesse caso falamos de consumo e produto);

a população local, indiretamente (como mão de obra, geralmente).

que nesse caso falamos de consumo e produto);  a população local, indiretamente (como mão de
Agentes:  empresas de grande formato, que se permitem exportar e copiar os produtos em

Agentes:

empresas de grande formato, que se permitem exportar e copiar os produtos em

um mercado turístico global;

os políticos, que decidem sobre a idoneidade do projeto (são projetos de alta rentabilidade política, já que oferecem numerosos postos de trabalho sem qualificação);

as empresas de manutenção e montagem, assim como as pessoas contratadas (em geral em condições de contrato precárias).

Metodologia:

projetos de viabilidade econômica.

Valorização:

conforme a tabela a seguir.

TABELA 5

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Pontos debéis

Pontos fortes

Projetos globalizados. Confusão entre subcultura e ócio. Benefícios indiretos para a população local, em um grau sempre de serviços indiretos ou subcontratados. Decapita- se a iniciativa privada da pequena e da média empresa do setor, anulando-se a criatividade e fomentando a dependência econômica. Temporalidade do projeto até que se esgote a demanda de consumo. Falta de criatividade do projeto em si, já que só mudam os detalhes do contexto, não as ideias. A cenarização da cultura mal entendida, em que as formas de vida cotidiana se desfazem ou se convertem em objeto de espetáculo, leva à ruptura entre

Se esse tipo de iniciativa é mais uma estrutura cultural e social bem argumentada com uma oferta diversificada, e uma visão respeitosa da cultura que é apropriada, converte-se em uma proposta, mas que favorece a variedade e as possibilidades de complementar uma oferta planejada. Nos casos em que é o foco do desenvolvimento de uma população, converte-se em uma opção desenvolvimentista.

Nos casos em que é o foco do desenvolvimento de uma população, converte-se em uma opção
visitante e cidadão. FONTE: Vazquez, 2008. Vamos relembrar! Um projeto turístico que se caracteriza por

visitante e cidadão.

visitante e cidadão.

FONTE: Vazquez, 2008.

Vamos relembrar! Um projeto turístico que se caracteriza por ser criado ao consumo do ócio é bastante presente no nosso cotidiano. Quem não ouviu falar ou até mesmo visitou o parque temático Disneyworld? Esse parque nasceu de um projeto onde seu grande objetivo era fazer as pessoas consumir seu tempo livre por meio de variados atrativos construídos. Muitos personagens são explorados no parque, o mais famoso é Mickey Mouse. Nesse parque temático e em outros diversos espalhados pelo mundo, inclusive no Brasil o parque do Beto Carrero World é um deles , são produtos feitos única e exclusivamente para o comércio; o grande objetivo desses

parques é vender. Os visitantes não têm contato com a população local, viajam para desfrutar os atrativos do parque.

A venda é feita por produtos dentro do próprio parque, fotografias com roupas dos

personagens, lembranças, como camisetas, chaveiros, fotografias tudo incentivando a memorização do parque. Geralmente esses locais usam muitas estratégias para incentivar a permanência do cliente (shows, paradas etc.).

A Parada dos Sonhosna Disney, realizada à noite, foi alternativa para fazer com que

os clientes permaneçam maior tempo dentro do parque consumindo, é evidente.

FIGURA 27

os clientes permaneçam maior tempo dentro do parque – consumindo, é evidente. FIGURA 27 FONTE: Portal

FONTE: Portal Educação.

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os clientes permaneçam maior tempo dentro do parque – consumindo, é evidente. FIGURA 27 FONTE: Portal
O Beto Carrero World usa muito desses recursos para atrair as pessoas e mantê-las mais

O Beto Carrero World usa muito desses recursos para atrair as pessoas e mantê-las

mais tempo no parque. Produz cinco shows, cujas entradas são pagas separadamente. Um deles é o Acqua, simulação de um naufrágio em que os artistas fazem uma apresentação simulando o fundo do mar.

FIGURA 28

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FONTE: Portal Educação.

Projetos de parques semelhantes ao da Disney podem ser traduzidos também como a criação de paisagens artificiais criadas pelo turismo, que permite ao homem ignorar aspectos naturais e culturais do lugar e materializar suas fantasias por meio da construção de paisagens onde naturalmente elas jamais poderiam estar. Como, por exemplo, levar animais selvagens em um parque que simula seu habitat natural.

É importante salientar também que muitos projetos turísticos são feitos a revelia, sem

apoio da comunidade (ou até mesmo sem o conhecimento por parte dela); contratam-se empresas de consultoria a fim de tornar o local turístico, só que isso é perigoso e o efeito pode ser inverso. Porque nem toda cidade tem vocação para ser turística. Que o turismo gera benefícios econômicos todos sabemos, mas é importante frisar que a comunidade tem que desejar, tem que participar, tem que saber o que acontecerá com sua cidade. Outro fato que geralmente é presenciado quando se elaboram projetos para o consumo do ócio é a cenarização de uma determinada situação.

é presenciado quando se elaboram projetos para o consumo do ócio é a cenarização de uma
Por exemplo, conhecer a Amazônia: é fato que muitos desejam, agora, preparar índios para fazer

Por exemplo, conhecer a Amazônia: é fato que muitos desejam, agora, preparar índios para fazer a dança da chuva e demais rituais considerados sagrados pela tribo só para o turista assistir. Isso se torna cenarização, que macula a imagem do local; pois todos sabem que somente algumas tribos indígenas da Amazônia que não têm contato com outras pessoas fazem rituais, bem como não usam roupa, ou seja, ficam vestidos de acordo com seus ancestrais, os demais já perderam bastantes características do modo de vida de seus antepassados, inclusive alguns possuem equipamentos considerados modernos em suas casas (celular, TV a cabo, carros).

FIGURA 29

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72
em suas casas (celular, TV a cabo, carros). FIGURA 29 72 FONTE: Portal Educação. A imagem

FONTE: Portal Educação.

A imagem acima será parte de um teatro ou será que faz parte do cotidiano das tribos indígenas existentes às quais os turistas têm acesso?

parte de um teatro ou será que faz parte do cotidiano das tribos indígenas existentes às

6.2

MACROPROJETOS DE REGENERAÇÃO URBANA, BASEADOS NO PATRIMÔNIO

DE REGENERAÇÃO URBANA, BASEADOS NO PATRIMÔNIO Apostas arriscadas, geralmente de grande custo econômico e

Apostas arriscadas, geralmente de grande custo econômico e cultural, para o resto dos equipamentos e serviços culturais, que sofrem do peso de repartição de esforços desses projetos. São projetos de uso integral, que pretendem atrair visitantes a zonas deprimidas para abrir brechas em guetos sociais. Objetivos desse tipo de projeto:

regenerar uma zona degradada;

criar uma nova imagem de marca competitiva;

construir marcos patrimoniais;

fomentar o consumo turístico e cultural;

conseguir rentabilidade política.

São grandes apostas, personalizadas em um modelo de gestão pública e cultural.

Características:

impacto midiático e fundamentalismo urbanístico.

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73

Destinatários:

os visitantes atraídos pelo glamour do edifício, a coleção etc.;

a população local, que convive com esses equipamentos, de forma direta ou indireta.

Agentes:

os políticos que apostaram no projeto;

equipes especializadas de técnicos de prestígio, para seu desenho, execução.

Metodologia:

projetos midiáticos que apostam em modelos de gestão empresarial ou mista, pública-privada.

Valorização:

conforme a tabela a seguir.

que apostam em modelos de gestão empresarial ou mista, pública-privada. Valorização:  conforme a tabela a
TABELA 6 Pontos débeis Pontos fortes Quando esses projetos não estão acompanhados de estratégias de

TABELA 6

Pontos débeis

Pontos fortes

Quando esses projetos não estão acompanhados de estratégias de regeneração social, a população local somente os assume como estranhos, portanto necessitam de apoio continuado de fortes campanhas de dinamização social e cultural. Esse objetivo somente se situa em segunda ordem de prioridades antes de uma programação cultural exclusiva. A revalorização destes entornos urbanos favorece a especulação e deslocamento da população original.

Em mudanças com adequadas estratégias pode-se conseguir uma proposta cultural e educativa destinada à população local que integre o equipamento com a paisagem social e fomente a integração e inter-relação cultural. Também pode oferecer uma oferta cultural de grande novidade, já que se espera desses centros uma alta qualidade em sua gestão e contribuição criativa a comunidade. Essas medidas devem ser acompanhadas de outras de proteção e fomento que evitem a especulação urbanística e a conseguinte expulsão dos habitantes originais. Erradicar um problema não é transferi-lo para outra zona de subúrbios, onde não enxergamos, mas sim chegar a raiz do problema.

FONTE: Vazquez, 2008.

74
74

Como exemplo de macroprojeto de regeneração urbana, podemos citar Puerto Madero, localizado em um antigo porto da capital argentina, Buenos Aires. Era uma região abandonada, com alto índice de criminalidade, com construções antigas (porém sem nenhuma conservação). Após a implantação do projeto de regeneração, essa área tornou-se um referencial da cidade para todos os moradores e também para os turistas. Outro exemplo de projeto de regeneração urbana é o Pelourinho (em Salvador, na Bahia), que deixou de ser uma área completamente degradada, para ser uma área de interesse de turistas. Apesar de a população local ter sido retirada das casas que em sua grande maioria estão tombadas pelo patrimônio histórico, e são basicamente usadas para comércio, outras

que em sua grande maioria estão tombadas pelo patrimônio histórico, e são basicamente usadas para comércio,
permanecem fechadas, pois as casas foram arrumadas somente externamente, com pinturas, não apresentam condições seguras

permanecem fechadas, pois as casas foram arrumadas somente externamente, com pinturas, não apresentam condições seguras para moradia.

6.3 PROJETOS DE DINAMIZAÇÃO TURÍSTICO-CULTURAL

São baseados na consecução de uma série de produtos turístico-culturais, adequados ao entorno, às expectativas dos visitantes e aos recursos que difundem. Geralmente são obrigações ou propostas desenhadas para um equipamento cultural, ou um território bem definido. Somente são associados a equipamentos do tipo de centros de interpretação, museus que são espaços de acolhida ao visitante e redistribuição de fluxos turísticos, com conteúdo cultural e turístico. Objetivos:

criar produtos culturais de uso turístico. Sobressaem-se os objetivos frente ao processo, facilitando a agilidade do desenho e do produto;

propiciar o conhecimento do patrimônio cultural, facilitar seu uso, desfrute, valorização e conservação;

75
75

conseguir rentabilidade política em qualidade de imagem exterior e interior;

fomentar o consumo turístico-cultural.

Características:

geralmente associados a um território, ou a um marco cultural localizado no território, assim como um modelo de desenvolvimento local.

Destinatários:

os visitantes atraídos por uma oferta de qualidade;

a população local como usuária secundária.

Agentes:

os técnicos do equipamento cultural de origem, que elaboram o encargo, coordenam e supervisionam;

os políticos que decidem a idoneidade do projeto;

de origem, que elaboram o encargo, coordenam e supervisionam;  os políticos que decidem a idoneidade
 os desenhistas e executores do projeto (técnicos independentes, empresas especializadas, o próprio pessoal do

os desenhistas e executores do projeto (técnicos independentes, empresas especializadas, o próprio pessoal do equipamento etc.).

Metodologia:

baseada no planejamento estratégico de elaboração de projetos culturais e na interpretação do patrimônio.

Valorização:

conforme a tabela a seguir.

TABELA 7

76
76

Pontos débeis

Pontos fortes

Seu principal problema é o abandono, a inconstância da administração, ou o oportunismo político, porque só tem apoio da população. A profissionalização do projeto e sua vinculação com a comunidade deveriam ser aspectos complementares, mas requerem ética profissional e trabalho extra que nem sempre coincidem.

Podem ser projetos originais, implantados por vontade política e constância dos próprios profissionais dos centros ou equipamentos. O custo econômico não é tão alto como os benefícios culturais e turísticos que geralmente revertem na população. Esse tipo de projeto geralmente é para empresas de pequeno e médio portes, favorecendo o tecido empresarial e criativo do setor cultural.

FONTE: Vazquez, 2008.

Como exemplos desse tipo de projeto, temos as visitas guiadas dos museus para estudantes, onde um guia do próprio local se encarrega de mostrar as obras de arte. Um exemplo de projeto de dinamização turístico-cultural com enfoque para incentivar a visitação de turistas e também dos locais faz parte da realidade da grande maioria dos museus de Londres, que após as 16 horas tornam a entrada livre, para incentivar a visitação aos museus a quem não tem condições financeiras para pagar as entradas.

a entrada livre, para incentivar a visitação aos museus a quem não tem condições financeiras para
 Por que projetos como esses são importantes? Porque inserem a população no contexto cultural,

Por que projetos como esses são importantes?

Porque inserem a população no contexto cultural, social. Esse tipo de projeto significa dizer a população local: “olha, temos uma história importante que precisa ser conhecida por todos, por isso achamos importante sua presença”. A facilitação de livre acesso mesmo em horário determinado gera um efeito bastante agregador na comunidade.

6.4 PROJETOS DE DESENVOLVIMENTO LOCAL BASEADOS NO PATRIMÔNIO CULTURAL

77
77

Trata-se de projetos que buscam os recursos disponíveis para fomentar o desenvolvimento social, priorizando os âmbitos culturais, sociais e educativos. A rentabilidade econômica do patrimônio é consequência da diversificação dos setores produtivos e da manutenção e conservação do próprio patrimônio. Objetivos:

criar consenso e estratégias de participação em torno dos projetos culturais e dos cidadãos existentes;

proporcionar à comunidade o conhecimento do patrimônio cultural para seu uso e desfrute;

criar sinal de identidade;

conseguir rentabilidade social.

Características:

sustentabilidade social e cultural.

Destinatários:

a população local fundamentalmente;

e indiretamente, os visitantes.

Agentes:

os agentes sociais, formados por empresários, profissionais, universitários,

comerciantes etc.; enfim, todos aqueles que estão relacionados ao uso do patrimônio, os profissionais do patrimônio;

comerciantes etc.; enfim, todos aqueles que estão relacionados ao uso do patrimônio, os profissionais do patrimônio;
 os políticos que decidem a idoneidade do projeto e sua ideologia;  os profissionais

os políticos que decidem a idoneidade do projeto e sua ideologia;

os profissionais do patrimônio que supervisionam junto com os agentes sociais o adequado desenvolvimento do projeto;

os mediadores que desenham e executam o projeto (técnicos independentes, empresas especializadas, pessoal da administração etc.).

Metodologia:

baseada

mediação social-cultural, na integração e colaboração com a população local.

no

planejamento

estratégico,

na

interpretação

do

patrimônio,

Valorização:

conforme a tabela a seguir.

TABELA 8

na

78
78

Pontos debéis

 

Pontos fortes

Escassa valorização dos projetos culturais por parte da população, o que favorece a falta de implicação desta; escassa valorização econômica dos projetos, tanto em custo humano como de produção, o que leva à falta de dedicação, tempo ou recursos. Por isso, a demanda cultural e social se responde com propostas realizadas com baixas condições de trabalho e remuneração, por falta de valorização social e política, de estratégias de manutenção e de execução. Essas condições de trabalho dão lugar a um trabalho voluntário, que não pode tirar mais partido dos meios existentes, devido a essa falta de consciência sobre o esforço que se realiza. Essas condições provocam também, a simplificação do setor, menos

Sem dúvida, um projeto com uma boa gestão e intervenção pode ser o aglutinante do entorno de uma comunidade

seu patrimônio cultural, dando lugar a pequenas iniciativas, destinadas à população local. O que é bom para a

a

comunidade é bom para o visitante. Mas não

se

pode esquecer que a autenticidade segue

sendo um valor em nossa sociedade. A participação e o consenso não conduzem sempre à melhor opção do ponto de vista do profissional, mas sim pode levar à opção mais adequada do ponto de vista social, e, portanto, será assumida pela comunidade, valorizada, e terá possibilidades de futuro. Apesar da escassa valorização comercial e margem econômica, mesmo que

valorizada, e terá possibilidades de futuro. Apesar da escassa valorização comercial e margem econômica, mesmo que
custos e arriscada. Em numerosas ocasiões os resultados desses trabalhos carecem de planejamento e propostas

custos e arriscada. Em numerosas ocasiões os resultados desses trabalhos carecem de planejamento e propostas de gestão. São apresentados e abandonados à sua sorte, em mãos de uma administração com iniciativa, que se bem realizado o esforço inicial de assumir ou planejar o projeto, carece de meios para sua manutenção ou colocar em prática ou não se conseguiu suficiente implicação social para que o projeto vá mais adiante de uma legislatura política.

os resultados não são sempre os mais otimistas, técnicos ou estéticos, este tipo de projeto ainda conserva a preocupação e a imaginação de como propor soluções diferentes. Este tipo de trabalho com a comunidade são os mais difíceis de elaborar pelo grande número de implicação pessoal, mas merece a aposta.

FONTE: Vazquez, 2008.

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79

Exemplos desse tipo de projeto são as festas das comunidades locais, onde em algumas vezes existe incentivo do governo local para a sua realização. O grande objetivo desse incentivo é não perder contato com as festas típicas da região. A Festa do Divino, realizada em muitos lugares no interior do Brasil, pode ser considerada de grande valor cultural. Outro exemplo bastante conhecido é a Festa do Nosso Senhor do Bonfim, em Salvador, evento em que as baianas lavam as escadas da Igreja do Bonfim. A princípio era uma manifestação religiosa da comunidade, mas atualmente é também atrativo turístico, e milhares de pessoas acompanham esse dia.

6.5 SETORES DO TURISMO EM QUE SE PODEM DESENVOLVER PROJETOS

Os projetos turísticos são destinados a desenvolver vários setores dentro da cadeia produtiva do turismo. Ao contrário do que muitas pessoas pensam, não se realiza um projeto turístico só para desenvolver o turismo em uma determinada cidade. Muitos projetos são realizados para desenvolver as mais variadas empresas do setor de turismo. Por exemplo: pode-se desenvolver um projeto para a construção de um empreendimento hoteleiro, que precisa antes de sua implantação, de estudo minucioso sobre a cidade onde será implantado. Isto serve:

hoteleiro, que precisa antes de sua implantação, de estudo minucioso sobre a cidade onde será implantado.
 para implantar áreas de camping , seja pública ou privada;  para a implantação

para implantar áreas de camping, seja pública ou privada;

para a implantação de restaurantes;

para o desenvolvimento do turismo no espaço rural;

para o desenvolvimento do ecoturismo;

para a abertura de agências de viagens;

para empresa de animação e recreação;

para atividades marítimo-turísticas.

E ainda, projeto turístico de inclusão social que consiste de equipamentos públicos adaptados para a recepção e a prestação de serviços adequados aos portadores de deficiências físicas e motoras. Entre outros, o objetivo dos exemplos dados acima foi para auxiliar no entendimento de que é amplo o universo de projetos ligados ao setor de turismo que pode ser desenvolvido (marketing, planejamento ambiental etc.).

7 INTRODUÇÃO À ELABORAÇÃO DE PROJETOS

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80

Conforme observado nas seções anteriores, existem variados tipos de projetos turísticos, mas existem questões que são fundamentais a todos os tipos de projetos. Por isso, é fundamental que se inicie um projeto respondendo às seguintes questões:

a) qual é o objetivo?

b) quais são as etapas ou tarefas necessárias para alcançar o objetivo?

c) quem ou o que é necessário para a execução de cada etapa ou tarefa?

A técnica, a elaboração e análise de projetos surgiram da necessidade de entender a racionalização do processo decisório, na escolha entre diferentes e diversas alternativas.

da necessidade de entender a racionalização do processo decisório, na escolha entre diferentes e diversas alternativas.

7.1

ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DE PROJETOS

7.1 ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DE PROJETOS FIGURA 30 81 FONTE: Portal Educação. Um projeto é elaborado

FIGURA 30

81
81

FONTE: Portal Educação.

Um projeto é elaborado para atender determinadas necessidades do solicitante. Para tanto, organiza-se um roteiro personalizado conforme as exigências requeridas. Quanto maior a complexidade, maior também os detalhamentos no plano. A organização das etapas e do cronograma é definida conforme as características do projeto. A seguir, são apresentados dois modelos de roteiros para elaboração de projeto.

Modelo 1: Roteiro para elaboração de projeto

Primeira parte:

1)

denominação;

2)

principais acionistas;

3)

histórico da atividade da empresa.

Segunda parte:

1)

introdução;

2)

objetivos;

3)

mercado;

4)

tamanho;

5)

localização;

6)

detalhamento do projeto;

2) objetivos; 3) mercado; 4) tamanho; 5) localização; 6) detalhamento do projeto;
7) engenharia ( layou t); 8) orçamento; 9) fontes de recursos; 10) aspectos jurídicos; 11)

7)

engenharia (layout);

8)

orçamento;

9)

fontes de recursos;

10)

aspectos jurídicos;

11) cronograma;

12) conclusão.

Terceira parte:

anexos estudos complementares, questionários, formulários, mapas, gráficos, leis, literatura técnica utilizada.

82
82

Modelo 2: Roteiro para elaboração de projeto

1.

Identificação

1.1

Nome do projeto

1.2

Nome dos membros da equipe do projeto

1.3

Data de elaboração do projeto

2.

Justificativa ou introdução

3.

Objetivos

4.

Detalhamento do projeto/estratégia de ação:

4.1

Localização e tamanho

4.2

Descrição dos serviços, sistema de funcionamento, especificações (layout),

equipamentos necessários, organograma da empresa

4.3

Requisitos técnicos (recursos humanos, materiais, administrativos)

4.4

Orçamento

4.5

Fontes de recursos

4.6

Cronograma

5.

Medidas de implementação

5.1

Técnicas

5.2

Legais

6. Conclusão

recursos 4.6 Cronograma 5. Medidas de implementação 5.1 Técnicas 5.2 Legais 6. Conclusão

7.2

BASES IMPORTANTES PARA A ELABORAÇÃO DE PROJETOS

7.2 BASES IMPORTANTES PARA A ELABORAÇÃO DE PROJETOS  Introdução É a matéria que serve de

Introdução

É a matéria que serve de preparação para a leitura completa do projeto. Refere-se à originalidade, importância e necessidade do trabalho, delineando-se brevemente como foram trabalhadas as partes. Exemplo: o manual de preservação e conscientização ecológica será muito importante para o futuro dos distritos. Até o momento, não se publicou, ainda, um trabalho destinado à população e aos turistas em geral. Por isso, elaboramos esse projeto, cuja principal finalidade é organizar essas informações em um manual para turistas e moradores da região.

Diagnóstico

83
83

Consiste na identificação do problema, que deve ser descrito minuciosamente, com observações pertinentes sobre suas consequências no organismo institucional ou empresarial. Qual é o problema que se pretende solucionar com a ação que está sendo proposta? Se não resolvido, quais suas prováveis manifestações? E em quais setores? Apresentar, se possível, dados estatísticos e informações precisas sobre o problema. Exemplo: o predador homem tem nos dado motivos de preocupação está consumindo e destruindo os recursos naturais, porque ocupa o espaço de maneira desordenada, contamina e polui os rios e suja as matas com objetos de difícil absorção pela terra. Essa é uma informação típica do diagnóstico. Podem-se acrescentar dados sobre o aumento da atividade predatória, sua variação em anos e que danos estão causando, por exemplo, ao rio X, à água potável, à floresta nativa e à fauna de determinada região. O estudo de mercado pode fazer parte do diagnóstico, pois corresponde a dados obtidos a partir de pesquisas (entrevistas ou bibliografias) que situem o problema e/ou interesse em que se encontre uma solução para ele.

Justificativa

Corresponde à exposição das razões, dos motivos que tornam a proposta verdadeira. Tendo situado (realizado o diagnóstico) os problemas, expõe-se a intenção de atuar sobre eles.

No exemplo citado por meio da elaboração de um manual , apresentam-se as razões (que podem ser os argumentos, provas testemunhais, ou outras, da necessidade de tal ação). Exemplo: com esse problema, que vem se agravando anualmente, é necessária uma

ou outras, da necessidade de tal ação). Exemplo: com esse problema, que vem se agravando anualmente,
ação imediata, para que se passe a considerar a preservação da natureza como o meio

ação imediata, para que se passe a considerar a preservação da natureza como o meio mais eficiente de melhorar a qualidade de vida, visto que o ser humano depende da água para sobreviver, assim como do solo e do bioequilíbrio das outras espécies. Por isso, escolhemos uma atuação educativa que pretende agir sobre dois tipos de pessoas: os moradores e os turistas que visitam a região. Dentre essas ações educativas possíveis, a escolha recaiu sobre a elaboração de um manual de conscientização para a preservação ecológica. O motivo primeiro que se coloca é sua abrangência, pois, com esse material escrito de forma simples e com ilustrações, resolve-se a dificuldade que a população receptora teria, por exemplo, em ter de frequentar cursos para esclarecimentos. Logo, a justificativa liga a proposta de solução ao problema diagnosticado e expõe as razões para escolher esse caminho visando solucioná-lo. Como o problema supõe a quem a ação proposta deve ser destinada, tal justificativa informa também quem será a população alvo, ou seja, com quais pessoas se pretende atuar. Pode-se colocar uma subdivisão denominada população alvo. Como aqui se justifica também a escolha dos lugares (municípios e outros) onde o projeto irá ser realizado, outra subdivisão pode ser acrescida, ou seja, a da localização, que situa e descreve os pontos geográficos e históricos locais.

Objetivos

84
84

Correspondem aos itens que se pretende atingir com a proposta. Em geral, são expressos com o verbo no infinitivo. Exemplos:

despertar consciência sobre a necessidade de preservação ao meio ambiente;

motivar a ação de proteção à natureza contra ações predatórias que, em nome do turismo e da expansão urbana, possam agredir a natureza;

esclarecer que o ecoturismo é um importante processo de formação da

consciência ecológica junto a crianças, adolescentes e adultos;

informar aos moradores e visitantes sobre a existência de áreas de preservação

natural, para que se evite sua destruição por falta de informações. Esses propósitos funcionam como compromissos assumidos, ou como alvos que se pretende atingir, com a ação decorrente da elaboração do manual e sua divulgação.

Desenvolvimento do projeto

Corresponde ao conjunto dos itens necessários para que a realização do projeto se

efetive. Assim, pode conter o seguinte:

ao conjunto dos itens necessários para que a realização do projeto se efetive. Assim, pode conter
1) detalhamento do projeto – tratando-se do manual a que nos referimos, é necessário que

1) detalhamento do projeto tratando-se do manual a que nos referimos, é necessário que se explicite o conteúdo, por exemplo: definição dos principais termos utilizados (ecoturismo, ecossistema e etc.); a natureza e a saúde humana; o problema do desmatamento, preservação das matas, rios, cachoeiras e lagos etc.; 2) divulgação e a maneira como a ação proposta será divulgada (encarte em jornais, distribuição de material como cartazes, catálogos etc.) para quem, onde e como será feita a divulgação e qual é a quantidade de material e o número aproximado de pessoas a quem se destina; 3) layout do material (que deve ser descrito com detalhes) tamanho, número de páginas, cor da capa (se houver), tiragem e release (documento, texto); 4) orçamento é preciso que se faça uma previsão de gastos em minúcias: cada aquisição deverá ter seu valor unitário e total indicado, e o preço lançado deve corresponder ao mercado, depois de feita a pesquisa. Nenhum dado deve ser omitido;

85
85

5)

patrocínio relacionar os patrocinadores e parcerias;

6)

cronograma relacionar as ações que compõem o projeto, a data para o seu

início, sua duração em dias, meses anos e o término de cada uma, na sequência das realizações; 7) conclusão revelar a crença na ação que está sendo planejada, nos seus resultados e sua eficácia. Pode-se relatar o que foi feito, por exemplo: o objetivo principal desse trabalho foi apontar e promover os atrativos naturais e culturais da localidade X, por meio da elaboração de um guia turístico que contivesse informações úteis e atualizadas sobre a potencialidade turística do município; uma das maiores preocupações da equipe foi com a escolha da linguagem a ser utilizada, facilidade de

consulta dos atrativos e as possibilidades reais de edição; 8) anexação de todo o material que se julgue importante para a complementação do que já foi exposto modelos de questionário para pesquisa, gráficos que mostrem os resultados, modelo e conteúdo de guias e manuais que serviram de parâmetros e do selecionado e modificado pela equipe, cópia de cotação de preços etc.; 9) bibliografia.

Você poderá aprofundar mais esses tópicos na seção Detalhamento do Projeto.

de preços etc.; 9) bibliografia. Você poderá aprofundar mais esses tópicos na seção Detalhamento do Projeto.

7.3

MONTAGEM DE PROJETOS

7.3 MONTAGEM DE PROJETOS Como os projetos envolvem complexidade e resolução de questões, é de suma

Como os projetos envolvem complexidade e resolução de questões, é de suma importância que, de início, crie-se um cronograma de projeto que estabeleça as tarefas ou etapas e os recursos humanos, financeiros e materiais. Atualmente, existem inúmeros programas de computador que ajudam na montagem dos projetos; alguns, como o Project, da Windows, permitem a emissão de relatórios personalizados, de acordo com as necessidades do coordenador do projeto. Existem diversas técnicas de programação para projetos; entre elas cita-se o gráfico de Gantt, que utiliza barras horizontais, cada uma representando uma única tarefa no projeto. As barras são colocadas dentro de um período de tempo, chamado escala de tempo. O comprimento relativo de uma barra de Gantt individual representa a duração de uma tarefa, o tempo necessário para completar uma tarefa. As linhas conectando as barras individuais refletem as relações entre as tarefas. Por exemplo, uma tarefa não pode ser iniciada enquanto a outra não for finalizada. Para a elaboração desse cronograma, necessita-se de:

86
86

listagem das tarefas;

estimativa de duração das tarefas;

definição das datas previstas para início e fim de cada tarefa.

Há vantagens e desvantagens em utilizar essas técnicas, como veremos a seguir.

Vantagens:

simples, de fácil entendimento e notificação;

plano, a programação e o progresso podem ser retratados graficamente juntos.

Desvantagens:

não mostram a interligação entre as tarefas;

não fornecem elementos para a avaliação do andamento real do projeto;

uma tarefa atrasada não significa projeto atrasado. Observe na figura a seguir um exemplo do gráfico de Gantt.

 uma tarefa atrasada não significa projeto atrasado. Observe na figura a seguir um exemplo do
FIGURA 31 87 FONTE: Portal Educação. O método do caminho crítico – Critical Path Method

FIGURA 31

87
87

FONTE: Portal Educação.

O método do caminho crítico Critical Path Method (CPM) é uma técnica padrão de gerenciamento de projetos para determinar quais são as tarefas críticas. O programa de desenvolvimento das tarefas de pesquisas Program Evolution Research Task (PERT) é outra técnica de programação, e, para elaborá-la, necessita-se:

listagem das tarefas;

estimativa de duração de cada tarefa (dias, meses, semanas);

ligação entre as tarefas (relação de dependência).

Essa técnica expressa as seguintes vantagens:

interligação e interdependência entre as tarefas;

interligações explícitas na coordenação do projeto;

planejamento alternativo;

determinação das folgas entre as tarefas, sem que acarrete a alteração da programação final do projeto;

determinação das tarefas críticas, isto é, aquelas cujo atraso acarretará prejuízo à conclusão do projeto;

determinação do tempo necessário para conclusão do projeto. Desvantagens:

complexidade;

do projeto;  determinação do tempo necessário para conclusão do projeto. Desvantagens:  complexidade;
 exigência de muitos dados. 7.4 DETALHAMENTO DAS ETAPAS DE UM PROJETO  Título (o

exigência de muitos dados.

7.4 DETALHAMENTO DAS ETAPAS DE UM PROJETO

Título (o quê?)

O

título deve ser preciso e curto. Preciso no sentido de indicar realmente o conteúdo, o

assunto tratado no projeto. Curto, evitando-se palavras inúteis, como contribuição ao estudo das atividades turísticas culturais da macrorregião da cidade X. Se o projeto for realizado em um

determinado espaço geográfico, esse deve constar no título. Por exemplo: Projeto de Desenvolvimento Turístico da Cidade X.

Introdução (por quê?)

88
88

A introdução tem por objetivo conduzir o leitor ao assunto, ou problema, que será

tratado no projeto. Conforme Feitosa (1995, p. 62): Costuma-se dizer que uma introdução deve

começar por uma definição sucinta do objetivo do trabalho e pela exposição dos motivos que determinam sua execução.Por outro lado, é preciso que o emissor tenha a dizer o que o receptor quer saber. Assim, a função da introdução é transmitir ao leitor algo como: você vai

gostar de ler o meu texto, porque nele trato de X e de Y, e vou lhe trazer informações novas do seu interesse.

A introdução deverá conter as seguintes informações:

o assunto a ser estudado e de que forma será enfocado;

a razão que o levou a desenvolver esse assunto como projeto;

classificação dos termos ou conceitos utilizados;

inserção do assunto do projeto em um conteúdo mais amplo (científico ou teórico).

Quando o projeto é desenvolvido em segmentos bem delimitados, com módulos independentes, a ordem de produção dos diversos itens não é rígida. Isso quer dizer que o autor é totalmente livre para começar pela seção que bem entender, não precisando iniciar necessariamente pela introdução.

Objetivos do projeto (para quê?)

Os objetivos definem o que você quer alcançar no projeto. Devem ser precisos, pois constituem os parâmetros do projeto, ou seja, o fio condutor. Muitos autores subdividem os

Devem ser precisos, pois constituem os parâmetros do projeto, ou seja, o fio condutor. Muitos autores
objetivos em gerais e específicos: objetivos gerais – quando são inseridos em um contexto mais

objetivos em gerais e específicos: objetivos gerais quando são inseridos em um contexto mais amplo e abrangente; objetivos específicos quando visam precisamente aos aspectos do problema a ser enfocado. Os objetivos podem ser apresentados de duas formas: proposições e hipóteses. Usualmente para projetos turísticos, com exceção dos projetos de pesquisa, utilizam-se proposições, que são mais amplas e contêm uma declaração formal. Já as hipóteses são declarações afirmativas e precisas. Representam esquematizações realizadas a partir do levantamento de dados. Uma hipótese é uma possível verdade, uma afirmação provisória. Tanto as proposições como as hipóteses deverão receber respostas na conclusão do projeto. O desmentido de uma hipótese também é resultado válido para o pesquisador de um projeto de pesquisa. Assim como poderá haver conclusões em que seja preciso dizer que não se chegou a conclusão alguma e que não há qualquer sugestão a ser feita.

Estudo de mercado (para quem?)

Os passos para definição, pesquisas e análise do mercado de um projeto podem ser descritos como:

definição do público-alvo dentro dos seguintes segmentos (podendo escolher mais

1)

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89

de um):