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TEXTOS COMPLEMENTARES SOBRE AS QUEIMADAS NO BRASIL

Paiva Netto - paivanetto@lbv.org.br


José de Paiva Netto é escritor, jornalista, radialista, compositor e poeta. É Diretor-Presidente da Legião da
Boa Vontade (LBV), membro da Associação Brasileira de Imprensa Internacional, da Federação Nacional
dos Jornalistas, da International Federation of Journalists, da Academia de Letras do Brasil Central e da
União Brasileira de Compositores.

Seca e queimadas no Brasil


Sexta-Feira, 27/Agosto/2010

É estarrecedora a notícia veiculada na sexta-feira, 20/8, pela Agência Brasil, dando conta de que o número
de focos de incêndios – em várias regiões do país – somados entre 1o de janeiro e 19 de agosto aumentou
100% em relação ao mesmo período de 2009. Segundo a matéria, editada por Juliana Andrade, o Instituto
Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) registrou 33.177 mil focos de incêndios em todo o Brasil, o dobro de
2009.

Em outro informe da mesma agência, o coordenador do Monitoramento de Queimadas do INPE, Alberto


Setzer, explicou que “em 2009 essa região do Brasil Central chegou a ter 10 milímetros de chuva em agosto.
Este ano, até agora, não caiu uma gota d’água. Em partes de Minas e Goiás e no Tocantins não chove há
mais de três meses”.

O pesquisador alertou para o fato de que o problema não está restritamente ligado à questão climática:
“Nenhuma dessas queimadas é natural. Sempre começam porque alguém fez o que não devia, agindo contra
as leis florestais. Não são incêndios naturais, o clima seco ajuda a expandir, mas alguém começou o fogo”.
Aliás, uma amiga minha, Aparecida, contou-me que seu sobrinho, de 22 anos, sofreu deslocamento de
retina por causa do clima seco em Minas Gerais.

BRASÍLIA E SÃO PAULO


As intensas queimadas no Centro-Oeste e mesmo na Amazônia puderam ser sentidas pelos brasilienses. Na
terça-feira, 17/8, a capital federal, famosa pelo límpido céu azul, ficou envolta por uma névoa seca.
Consequentemente, os níveis de monóxido de carbono (CO) e particulados (certo tipo de fuligem) chegaram
a patamares atingidos por metrópoles como São Paulo.

ESTÁ DIFÍCIL RESPIRAR


Por falar na capital bandeirante, a poluição do ar não é mais exclusividade de grandes centros urbanos. Em
recente relatório divulgado pela Companhia Ambiental do Estado de SP (Cetesb), dez cidades do interior
paulista, com mais de 200 mil habitantes, contêm o ar saturado. Campinas, Ribeirão Preto, São José dos
Campos e Taubaté encabeçam a lista. Já Araraquara, Bauru, São Carlos e São José do Rio Preto estão no
limite. Municípios da Baixada Santista e cidades próximas da capital também sofrem com o problema. Ao
confrontar esses dados com relatórios de anos anteriores, percebe-se uma piora na qualidade do ar,
sobretudo em Santos, Santo André e Cubatão, que pensávamos estar em definitivo livre desses males.
Independentemente da origem dos poluentes, o ar saturado, nocivo à saúde, prejudica mais os idosos e as
crianças. Aumenta, ainda, o risco de a pessoa desenvolver câncer de pulmão.
Entre as medidas de contenção do avanço dos níveis de ozônio (provenientes de substâncias lançadas no ar
pela queima incompleta dos combustíveis veiculares), o controle sobre o diesel deve estar, na opinião de
especialistas, em primeiro plano.

CUIDADOS NO INVERNO
Sabemos que o ar frio, quando não ocorre o fenômeno da inversão térmica, auxilia a dissipar os poluentes
atmosféricos, melhorando a qualidade do ar. Contudo, no inverno, certas providências devem ser
observadas. O meu secretário, jornalista Francisco Periotto, enviou-me pesquisa realizada pela
Universidade de Londres, no Reino Unido. Publicado na revista científica British Medical, o estudo apontou
para o aumento de pelo menos 200 infartos a mais do que o normal, em idosos, provocado pela redução de
apenas 1o C na temperatura ambiente. A vulnerabilidade maior quanto às implicações das baixas
temperaturas aparentemente está relacionada às pessoas na faixa etária de 75 a 84 anos e àquelas com
histórico de doenças cardiovasculares. Segundo cardiologistas, no Brasil essa relação entre frio e infarto já
pode ser verificada na Região Sul e no Estado de São Paulo.
Cuidemos, pois, para que os integrantes da Melhor Idade e as crianças estejam sempre devidamente
alimentados, agasalhados e protegidos do frio.

José de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor.


paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com
Fonte: http://colunas.digi.com.br/paivanetto/seca-e-queimadas-no-brasil/

Seca aumenta queimadas no Brasil

O número de focos de fogo registrados no Brasil em 28 dias de junho de 2010 aumentou 72%, em relação ao mesmo período de
2009. Os focos são monitorados dia a dia por satélites meteorológicos. Este aumento considera a medição só de um único
satélite.
No mais recente relatório de monitoramento de queimadas feitas pelo Inpe – Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – entre os
dias 1 e 28 de junho de 2010 foram registrados 2886 focos de fogo no Brasil, contra 1675 focos em igual número de dias de junho
de 2009.
A contabilidade por estado revela detalhes impressionantes e preocupantes.
Estado Nº focos até Nº focos Diferença em %
28 de junho 2010 junho 2009
Tocantins 505 48 + 952 %
Maranhão 191 38 + 402 %
Mato Grosso 905 964 -6%
Goiás 269 68 + 295 %
Bahia 164 62 + 164 %
São Paulo 125 167 - 25 %
Piauí 122 11 + 1009 %
Minas Gerais 185 65 + 184 %
Em junho de 2009, o solo do Tocantins ainda estava molhado, pois choveu bem mais do que o normal. O Estado registrou 48
focos de fogo. Agora, sem uma gota de chuva, já são 505 focos em 28 dias de junho de 2010. O Maranhão tinha 191 focos até o
dia 28 de junho e durante todo o mês de junho de 2009 registrou apenas 38 focos. Na Bahia foram 164 focos em junho de 2010,
contra 62 em junho de 2009. Goiás registrou apenas 68 focos em junho de 2009, mas já tinha 269 focos antes de fechar junho de
2010. Mato Grosso queimou quase igual: em junho de 2009 foram 964 focos e em 28 dias deste mês foram contabilizados 905
focos no Estado. A diferença favorável a 2010 é pouco significativa e ninguém deve pensar que as queimadas diminuíram em
Mato Grosso. Ainda tem muito inverno e seca pela frente.
Em São Paulo existe a proibição legal de não fazer queimadas no período das 6 às 19 horas. Mas no restante da noite e na
madrugada, o fogo se alastra. Uma destas queimadas num canavial de Mirassol, noroeste de São Paulo, saiu de controle. O que
era um foguinho virou um incêndio consumindo flora e animais. Em junho de 2009 foram registrados 167 focos de fogo em São
Paulo. Em 28 de dias de junho de 2010 eram 125 focos.
Menos chuva = mais queimadas
O aumento dos focos de fogo está diretamente relacionado com o clima seco que predomina em junho de 2010 por quase todo o
país. Em junho de 2009 choveu muito acima do normal.

Anomalia de chuva de junho de 2009


Anomalia de chuva em junho de 2010

A chuva de junho causou problemas só no Rio Grande do Sul e em parte da costa leste do Nordeste. No norte do Brasil, as
pancadas de chuva têm ocorrido com regularidade só em Roraima, no Amapá, no extremo norte do Amazonas e do Pará. No
Sudeste, junho até agora só deu uma chuvinha ou outra em áreas próximas do litoral. Na cidade de São Paulo, por exemplo,
junho de 2010 está sendo o mais seco desde 2002. O aumento de 72% no número de focos de fogo, de um ano para outro, em
apenas um mês, fica ainda mais preocupante quando a expectativa climática para julho também é de seca. Mais um mês quase
todo de secura, sem uma chuvinha para molhar a terra.

Fonte: http://www.climatempo.com.br/destaques/2010/06/29/seca-aumenta-as-queimadas-no-brasil/