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PRINCIPAIS DEUSES MAIAS

por Danilo Cezar Cabral | Edição 81

ILUSTRAS: Danyael Lopes

Conheça o panteão desta importante cultura da América Central.


ITZAMNA

Era o deus dos céus, do dia e da noite, auxiliando a humanidade com os seus
poderes de cura. Para os maias, ele era o inventor da escrita, do calendário e o
criador dos rituais religiosos. Apesar de seu status, sua representação não
impressionava muito: um velho sem dentes de nariz torto!

IXCHEL

Esposa de Itzamna, Ixchel era uma deusa idosa de grande poder. Deusa do parto,
da gravidez e da fertilidade, Ixchel era a protetora das tecelãs e podia prever o
futuro. Mas ela também tinha um lado obscuro. Com serpentes no lugar dos
cabelos, a deusa mostrava sua insatisfação agitando as cobras
TOHIL

O deus do fogo e do sacrifício. Segundo o mito da criação maia, a primeira era da


humanidade chegou ao fim sob muito fogo e água. No início da segunda era, os
ancestrais dos humanos encontraram Tohil pela primeira vez em um local
chamado “as sete cavernas”.

CHAC

Era o deus da chuva, representado por um guerreiro cujas lágrimas caem na terra.
As chuvas ajudavam as plantações e Chac se tornou o deus da agricultura. Era
adorado como quatro entidades diferentes - cada uma representa um dos pontos
cardeais.
PAUAHTUN

Era o deus dos céus e sustentava o firmamento. Apesar da função importante,


Pauahtun tinha fama de bêbado e instável, ligado aos ventos e ao trovão. Era
retratado com uma concha ou um casco de tartaruga. Para os maias, o céu tinha
formato de concha!

KINICH-AHAU

Um dos deuses do Sol, assumia formas diferentes. De dia, era um pássaro de


fogo. À noite, andava no submundo dos mortos, Xibalba, como um jaguar, felino
temido e ao mesmo tempo admirado pelos maias. Kinich-Ahau era um dos
governadores de Xibalba
AH PUCH

Com seus ossos expostos, o deus da morte era inconfundível. Segundo o Popol
Vuh,as escrituras sagradas dos maias, seus símbolos também eram típicos: um
crânio e a cabeça de um cadáver. Ah Puch rondava as casas de doentes para
capturar a alma deles.

VUCUB CAQUIX

Era um pássaro monstruoso e um dos deuses-demônio de Xibalba. Arrogante,


considerava-se o Sol, a Lua e a luz. Competia com os deuses “bons” pelo lugar de
principal líder do panteão. Vucub acabou derrotado pelos heróis gêmeos por
causa de seu comportamento.

HUN HUNAHPU

Nasceu como humano, mas, graças à interação com os deuses, acabou se


tornando uma divindade. Ele e seu irmão, Vucub Hunahpu, foram desafiados a um
jogo de bola no reino dos mortos. Assim que chegaram, foram assassinados. A
vingança ficou por conta de seus filhos gêmeos, Hunahpu e Xbalanque
HUN BATZ E HUN CHOUEN

Eram humanos e se tornaram deuses associados a atividades artísticas. Filhos


mais velhos de Hun Hunahpu, eram artistas e dependiam dos mais novos, os
gêmeos, para caçar. Os caçulas não gostavam e acabaram prendendo-os em uma
árvore mágica. Lá, eles viraram macacos para poder descer.

HUNAHPU E XBALANQUE

Os “heróis gêmeos” têm origem humana e se tornaram deuses depois. Com a


morte do pai, foram ao submundo para o “jogo de volta”. Após a partida, cortaram-
se em pedaços e se formaram novamente. Os deuses quiseram fazer o mesmo.
Os gêmeos despedaçaram-nos, mas não os montaram de volta.

DO MILHO AO HOMEM

Humanos foram criados para fazer companhia aos superiores

Os deuses da criação maia resolveram gerar uma raça de adoradores para ter
companhia. Criaram os animais, mas, quando viram que eles não tinham voz,
mandaram os bichos para as selvas. Os deuses criaram então o homem, primeiro
de lama, mas ele se dissolveu. Moldaram um homem de madeira, mas ele não
tinha alma. Enfurecidos, os deuses destruíram o mundo com chuva e fogo. Em
uma última tentativa, mais deuses criadores se juntaram e fizeram o homem de
farinha de milho. Finalmente deu certo e os maias passaram a crer que o milho
era a matéria-prima de sua formação.

A MORTE É O DE MENOS

Mortos vão para obscuro reino subterrâneo e passam por provações

Na mitologia maia, os mortos iam para o reino subterrâneo de Xibalba, o “local do


medo”. Seus pontos de entrada, chamados de cenotes, eram cavernas ou
pequenos lagos. Apesar de existirem paraísos em áreas dentro de Xibalba, o que
marcava o reino subterrâneo eram dez deuses demoníacos (entre eles, Kinich-
Ahau), associados ao sofrimento humano. Quando chegavam a Xibalba, os
mortos não eram julgados, como em outras culturas, mas passavam por
provações e testes, como rios de sangue, fogo, frio, morcegos e leopardos.

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